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            Sumário
.............................................................


                       INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 04
                       PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 04
                       OBJETIVOS GERAIS DO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA NOS 3o, 4o E 5o
                             ANOS DO ENSINO FUNDAMENTAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 06
                       ESTRUTURA DA COLEÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA (3o, 4o E 5o ANOS) . . . . . 06
                       SEÇÕES QUE COMPÕEM AS UNIDADES DA COLEÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA
                             DO 3o, 4o E 5o ANOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 08
                       QUADRO DE CONTEÚDOS – 5o ANO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
                       ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS PARA O 5o ANO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
                            • Unidade 1: UMA HISTÓRIA PUXA A OUTRA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
                            • Unidade 2: CONVIVER É RESPEITAR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
                            • Unidade 3: POETAS À VISTA! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
                            • Unidade 4: AMIZADE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
                       OUTRAS INDICAÇÕES DE LEITURA PARA OS ALUNOS                         . . . . . . . . . . . . . . . . 58
                       RESUMO DO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA . . . . . . . . . . 59




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               Apresentação
               Introdução
.............................................................

                                    Luíz Maia




                         Professor
                         Sua função é a de mediador da aprendizagem na sala
                     de aula. O livro didático é apenas um ponto de partida para
                     o seu trabalho, pois, junto com seus alunos, você poderá
                     descobrir caminhos que levem a diversos pontos de chega-
                     da. Cada classe tem características e ritmo próprios, mas é
                     da sua conduta de mediador que virão os ajustes, ao propor




                                                                                    Luíz Maia
                     adequadamente situações de aprendizagem que atendam às
                     necessidades das crianças.
                         O manual do professor se apoia no livro didático, acom-
                     panhando as atividades, para dar suporte à sua execução e
                     contribuir com você, a fim de que esteja sempre avaliando
                     sua postura na condução inovadora que exige o ensino da
                     língua portuguesa.
                         Este Manual do Professor oferece, portanto, propostas
                     de trabalho e sugestões complementares de exercícios,


                                                                                                Luíz Maia
                     explicações sobre atividades, assim como sugestões de livros
                     para os alunos e para a ampliação da biblioteca da classe ou
                     da escola.
                         Bom trabalho!
                                                                                                            Luíz Maia




                                                                                                                        3
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           INTRODUÇÃO


               Esta obra foi elaborada com o intuito de oferecer ao professor um instrumento facilita-
           dor no ensino da língua portuguesa. Os textos escolhidos, as propostas de produção e de
           análise linguística, as atividades orais, as propostas de atividades da Oficina e o conjunto,
           como um todo, visam despertar o interesse do aluno pela língua escrita e falada, bem como
           auxiliar o professor no desenvolvimento das habilidades de falar, ouvir, ler e escrever.



           PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS


                Com as informações disponíveis sobre o desenvolvimento cognitivo, com os processos
           de aprendizagem da língua escrita e as contribuições da ciência da linguagem, o ensino de
           língua materna deve ter como objetivo desenvolver, nos alunos, as competências intera-
           tiva, gramatical e textual. Isso implica:
                • abrir espaço para que eles possam exercitar e ampliar sua capacidade de interação
                   oral e escrita, nas mais diversas situações sociais;
                • criar condições que lhes permitam conhecer e explorar mecanismos geradores de
                   sentido e expressão;
               • mostrar que podem entender e criar textos das mais diversas naturezas, desde que
                 desenvolvam habilidades específicas de leitura e de produção de textos.
                Este material está voltado para o desenvolvimento das competências interativa, gra-
           matical e textual, objetivo a ser almejado ao longo da educação básica.
                A competência interativa refere-se à concepção de língua como interação, pois é por
           meio da língua que seu usuário realiza ações, age, interage e atua sobre interlocutores.
           Nas diversas situações de interação, o usuário da língua precisa adequar o ato verbal à inter-
           locução. A base para o desenvolvimento dessa competência é o diálogo. Quando interna-
           lizada, a opção pelo diálogo amplia-se a outros círculos sociais dos quais o aluno participa.
                Desde a infância, os falantes de uma língua se comunicam empregando uma gramáti-
           ca internalizada, aprendida pelo contato com outros falantes, independentemente de uma
           aprendizagem sistemática. É com esse saber linguístico implícito que os usuários se fazem
           entender e revelam indicadores de origem, idade, nível sociocultural e outros. No entanto,
           esse conhecimento gramatical básico não é suficiente para garantir ao usuário o acesso ao
           universo da cultura e suas possibilidades de interação (acesso e seleção de informação, for-
           mação de opinião sustentada, liberdade de escolha nas mais diferentes situações comunica-
           tivas etc.). Cabe justamente ao ensino de língua materna aprimorar a competência gra-
           matical dos alunos, o que não se dará pela simples memorização de regras e nomencla-
           turas. O trabalho com a gramática visa desenvolver habilidades que, em seu conjunto, pos-
           sibilitam a aquisição gradativa de uma competência gramatical mais abrangente.

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                   A vida em sociedade está repleta de interações entre discursos – manifestados por meio
              de textos, escritos ou falados, combinados ou não com outras linguagens –, por isso o ensi-
              no da língua não pode ser realizado sem textos. Eles são a concretização dos discursos que
              acontecem nas mais variadas situações cotidianas, revelam os usos da língua, possibilitam
              reflexões e contribuem para o desenvolvimento de habilidades específicas, que constituem
              a competência textual. Entre essas habilidades estão:
                  • reconhecer, produzir, compreender e avaliar textos;
                  • interferir em produções textuais;
                  • classificar um texto de acordo com sua tipologia.
                   Para muito além das unidades linguísticas (palavras, frases, períodos e parágrafos),
              os textos estão impregnados de visões de mundo oferecidas pela cultura e resultam, neces-
              sariamente, das escolhas e combinações feitas no complexo universo que é uma língua.
              Possibilitar ao aluno contato com as articulações proporcionadas por essas unidades de
              ensino é aprimorar sua formação como falante e ouvinte de uma língua, leitor e produtor
              de textos, nos domínios das relações interpessoais da informação e do conhecimento.
                   Nessa perspectiva, a unidade básica de ensino só pode ser o texto, pela relação que
              mantém com o desenvolvimento da competência textual. A fim de privilegiar os diversos
              tipos de texto, que aparecem com maior frequência na realidade social e no universo esco-
              lar – agrupados em literários, informativos, de imprensa, de divulgação científica, de
              publicidade, epistolares e textos não-verbais –, empregamos os gêneros textuais (parlen-
              da, poema, carta, crônica, editorial, anúncio, artigo, verbete etc.). Tal abordagem, em con-
              sonância com os documentos oficiais do MEC, prevê ainda que a diversidade não deve
              contemplar apenas a seleção de textos; deve contemplar também a multiplicidade que
              acompanha a recepção a que os diversos textos são submetidos nas práticas sociais.
                   Dessa forma, a coleção apresenta-se como uma obra que contém:
                   • cuidadosa seleção de textos, tendo em vista características textuais e interesse da
                      faixa etária;
                   • diversidade de textos por tipo e gênero;
                   • análise textual além da compreensão;
                   • desenvolvimento do senso crítico para a formação do cidadão;
                   • estímulo à imaginação e à criatividade, considerando as experiências socioculturais
                      do aluno;
                   • trabalho com os conceitos gramaticais de forma contextualizada, por meio de obser-
                      vação, análise e comparação de aspectos linguísticos presentes no texto;
                   • rigor conceitual;
                   • propostas de produção que consideram a situação comunicativa;
                  • trabalho com diferentes linguagens;
                  • objetivo de desenvolver as capacidades de falar, ouvir, ler e escrever, formando um
                    indivíduo competente no uso da língua.




                                                                                                             5
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           OBJETIVOS GERAIS DO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA
           noS 3o, 4o e 5o anos DO ENSINO FUNDAMENTAL

                O trabalho desenvolvido nos 3o, 4o e 5o anos tem por objetivo proporcionar situações
           didáticas de interação com textos orais e escritos e de análise linguística, para que o aluno
           seja capaz de:
               • compreender a leitura em suas diferentes dimensões, ou seja, o dever de ler, a neces-
                 sidade de ler e o prazer de ler;
               • compreender e interpretar os diferentes tipos de texto que circulam socialmente,
                 reconhecendo as especificidades que a escrita assume de acordo com o gênero textual;
               • desenvolver as habilidades de analisar, levantar hipóteses, comparar, questionar,
                 concluir e sintetizar;
               • produzir textos eficazes, usando a língua de modo variado, para produzir múltiplos
                 efeitos de sentido e adequar o texto a diferentes situações comunicativas;
               • desenvolver habilidades de organizar ideias, narrar, sintetizar, argumentar, criar e
                 reproduzir textos escritos e orais com base em uma estrutura e/ou em um conteú-
                 do dado;
               • identificar e analisar o uso e o efeito de recursos expressivos na construção de sen-
                 tido em um texto, a fim de empregá-los em suas produções textuais;
               • aplicar conceitos gramaticais no aprimoramento da capacidade de expressão
                 e interpretação.




           ESTRUTURA DA COLEÇÃO DE LÍNGUA
           PORTUGUESA PARA OS 3O, 4O E 5O ANOS


               Os volumes de língua portuguesa dos 3o, 4o e 5o anos estão organizados em quatro
           unidades, com duas (ou três) propostas de atividades mais abrangentes denominadas
           Oficina. As unidades, por sua vez, apresentam as seguintes seções.
               • Começo de conversa
               • Texto
               • Mania de explicação
               • Trocando ideias
               • Conversando sobre o texto
               • Aprendendo com o texto

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                  • Produzindo textos
                  • Comunicação oral
                  • Conhecendo melhor a nossa língua – Ortografia
                  • Conhecendo melhor a nossa língua – Gramática
                  • Para saber mais
                  • E por falar nisso...

                  São encontrados ainda alguns ícones especiais ao longo do livro de língua portuguesa.

                       MP.
                             Destaque das palavras que aparecem no Glossário

                             Destaque das palavras que aparecem no Mania de explicação

                       DESAFIO!




                          Álbum da Turma (3º ano)
                                           -

                          Caixa de Jogos (4º ano)
                                           -

                          Exposição (5º ano)
                                      -

                  E, na parte final do livro, temos os seguintes complementos.
                  • Oficina (duas ou três propostas por volume)
                  • Glossário
                  • Indicação de leituras complementares
                  • Referências bibliográficas
                  • Atividades complementares
                  • Material de apoio




                                                                                                          7
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           SEÇÕES QUE COMPÕEM AS UNIDADES DA COLEÇÃO
           DE LÍNGUA PORTUGUESA doS 3o, 4o e 5o anos

           Começo de conversa
                Este é o momento inicial de cada unidade. Por meio de diferentes linguagens, o aluno
           é convidado a refletir e antecipar os assuntos que serão abordados na unidade. Dentre essas
           linguagens há reproduções de pinturas, fotografias, desenhos, poemas, entrevistas, que são
           utilizadas para desencadear os conhecimentos prévios do aluno. Tais atividades possibili-
           tam uma interação pelo diálogo, tão propício ao desenvolvimento da competência argu-
           mentativa e do respeito pela opinião alheia.

               Como tratar as respostas pessoais?
                Nas situações de interação, de fala programada ou espontânea, nas trocas de ideias e
           experiências diversas, a criança desenvolve a competência comunicativa, reflete sobre suas
           vivências e as de seus colegas, aprende a ouvir de maneira respeitosa, espera e exige
           respeito para si, convive com a diversidade de opiniões. O professor deve dosar o tempo
           dedicado às atividades orais e conduzir, cuidadosamente, os momentos de respostas pes-
           soais. Nesses momentos, deve-se alternar vozes, pedir aos alunos que se atenham ao tema
           proposto e garantir que todos tenham oportunidade de falar. As respostas pessoais precisam
           ser ouvidas e debatidas com respeito mútuo, cabendo ao professor interromper, corrigir os
           desvios, dar voz a posicionamentos divergentes, encerrar o debate com uma reflexão e,
           sobretudo, atuar com ponderação, quando as opiniões divergirem.

           Textos      TEXTO



               Leitura oral
                O texto tem a função de suporte para a leitura: ajuda a desenvolver competências e
           habilidades, a fim de que o aluno conquiste sua autonomia como leitor. As práticas
           de leitura devem ser realizadas de diferentes formas: oral ou silenciosamente; comparti-
           lhada; orientada.
                O aluno deve ampliar a prática de leitura, utilizando diferentes estratégias para ler,
           de forma independente, os vários textos do livro didático e de outros suportes. Vale lem-
           brar que, nas séries iniciais do ensino fundamental, muitas vezes a leitura realizada pelo
           professor em sala de aula é o único modelo de leitura de livro que o aluno tem e terá.
           Por isso, o professor precisa ler com a entonação adequada, com as pausas e as pronúncias
           necessárias à construção de sentidos. O professor é um modelo de leitor para o aluno;
           na acepção mais positiva da palavra, ele tem a voz de leitor e deve se mostrar como um
           modelo social de leitor, aquele que lê por deleite e por necessidade pessoal e profissional,
           aquele que vivencia o livro.
                Portanto, cabe ressaltar para o aluno que ler envolve diferentes estratégias e objetivos.
               • Ler em voz alta, com entonação e ritmo, demonstrando compreensão do sentido.
               • Ler silenciosamente para compreender e buscar informações específicas.

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                  • Ler para conversar com seu grupo e discutir interpretações do texto, argumentando
                    suas opiniões.
                  • Aprender a observar, interpretar e expressar suas ideias após a leitura de textos
                    não-verbais.
                  • Consultar diferentes fontes (suportes): dicionários; jornais; revistas; enciclopédias;
                    sites, para buscar informações.
                  • Fazer antecipações sobre o tema e os acontecimentos de uma história pela leitura
                    do título ou pelas imagens, utilizando indicadores do texto para fazer inferências
                    em relação à sequência da narrativa.
                  • Empregar dados obtidos por meio da leitura para confrontar as hipóteses feitas
                    anteriormente.

                  Gênero
                   A aprendizagem da língua materna requer experiências significativas de uso e reflexão
              sobre a língua. Nesta obra, optamos por enfocar esse estudo no gênero textual, por enten-
              dermos que a língua escrita tem existência e circulação no universo social sob a forma do
              gênero. Por isso, os textos apresentados estão identificados pela estrutura própria do
              gênero textual: conto, relato, poema, reportagem, receita etc.
                   Os gêneros textuais representam a forma como a língua está organizada nas diversas
              situações de comunicação do cotidiano, seja na escola, em casa, nas horas de lazer,
              na instituição religiosa, seja quando usamos gêneros escritos ou orais. Os gêneros são
              instrumentos de comunicação.
                   O desenvolvimento da produção de textos escritos requer um trabalho de progressão
              no âmbito da leitura e da produção de textos. Dessa forma, a proposta de trabalho com
              gêneros textuais na coleção prevê uma progressão nas atividades de recepção (leitura) e
              produção de textos orais e escritos. A cada unidade, aluno e professor trabalham os textos
              selecionados, retomando e ampliando seus conhecimentos em três aproximações distintas:
              gênero eleito, gênero de contato e gênero de retomada.
                  • Eleito (E): trabalho aprofundado (leitura, análise de recursos linguístico-discur-
                    sivos, produção de texto) em torno de temas e da estrutura composicional do
                    gênero; configura-se como o gênero principal da unidade.
                  • Contato (C): trabalho sem sistematização do gênero, visando a apresentá-lo aos
                    alunos para posterior retomada em outra unidade ou ano. A ênfase está na leitura
                    e, especialmente, no conteúdo temático.
                  • Retomada (R): trabalho de retomada de gêneros vistos anteriormente, em outra
                     unidade ou em outros anos. A ênfase está na leitura e na produção de textos.
                  Essa categorização possibilita a progressão do trabalho com gêneros textuais
              e auxilia o professor na seleção de outros textos para complementar as propostas da
              unidade. A intenção envolvida na escolha de cada texto (E, C, R) está assinalada no
              QUADRO DE CONTEÚDOS do volume.

                                                                                                             9
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               A escolha dos temas
               Além da organização por gêneros textuais, as unidades trazem também um conteúdo
           temático, abordado nos textos selecionados e nas propostas de produção oral e escrita. Em
           cada volume, as atividades da Oficina também foram planejadas de acordo com a temática
           de duas (ou três) unidades.
               Os temas selecionados referem-se ao universo do aluno e visam à interação por meio
           de práticas significativas de linguagem. Na coleção, as unidades aparecem organizadas por
              GÊNERO ELEITO, tema,          oficina e atividade integrada (anual).


            UNIDADE                3O ANO                        4O ANO                  5O ANO

                           Contos que encantam           Histórias para não       Uma história puxa
                                                         esquecer                 a outra
                 1
                             CONTOS DE FANTASIA             FÁBULA                   CONTOS POPULARES
                             Relações familiares            Convivência              Convivência
                           Gente como eu                 Somos todos diferentes   Conviver é respeitar
                 2            RELATO                       ENTREVISTA                REPORTAGEM
                             Diversidade                   Diversidade              Diversidade
                           Histórias que todo o          Família                  Poetas à vista!
                           mundo adora
                 3            CONTOS DE FANTASIA           NARRATIVA                POEMA
                              Convivência                  Família                  A poesia está em
                                                                                    todas as coisas
                           Tenho medo,                   Conte outra vez!         Amizade
                           mas dou um jeito!
                 4
                              REPORTAGEM                   CONTOS DE FANTASIA       CRÔNICA
                              Medo                         Relações familiares      Amizade
                              Mural da convivência          Uma fábula por dia       Fôlder
                              “Colecionando medos”          Painel “Diferente,       “Se esta rua fosse
             OFICINA
                                                            mas igual”               minha”
                                                            Dramatização

            ATIVIDADE
                           Álbum da Turma                Caixa de Jogos           Exposição
            INTEGRADA


                Diálogo entre textos
                Em cada unidade, o aluno encontrará diferentes gêneros textuais que dialogam entre
           si, seja pelo conteúdo (a história ou o assunto abordado), seja pela estrutura (dois relatos,
           dois poemas, duas fábulas, dois contos etc.). No entanto, a abordagem dos textos de cada
           unidade varia: ora o conteúdo é explorado, ora a estrutura. Essa diversidade de textos pre-
           tende enriquecer o repertório de leitor do aluno, em relação à recepção, análise e produção
           de textos.

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                  A literatura na sala de aula
                   A formação do leitor só ocorre se ele tiver muitas opções de livros para ler. Por isso, no
              processo da alfabetização, além do livro didático, é importante que o aluno conheça muitos
              autores – para apreciar a diversidade de estilos e temas –, conheça muitos ilustradores –
              para apreciar também a leitura do não-verbal, que enriquece seu repertório estético – e
              encontre na leitura literária uma atividade de lazer que lhe traz o mundo e a vida em suas
              mãos, sob múltiplos olhares.
                   Os livros para crianças podem ser lidos pelos professores com os alunos, para haver troca
              de interpretações em busca da plurissignificação (múltiplos significados) que uma obra ofe-
              rece. Fica a sugestão de colocar as crianças em círculo, a fim de que fiquem mais integradas
              para falar e ouvir os colegas. As questões sobre o livro podem ser conduzidas pelo mediador
              e devem ser sempre feitas oralmente. Fazer avaliação de livros de literatura infantil por
              escrito (como resumos, por exemplo) é absolutamente desaconselhável, pois não se devem
              restringir os múltiplos significados que os textos escrito e visual oferecem.
                   Como a imagem complementa, faz interlocução ou conta outra história paralela ao
              texto escrito, enfatizar essa leitura do não-verbal é muito importante para que as crianças
              observem os detalhes que elucidam a narrativa. São eles:
                  • as expressões das personagens;
                  • as informações visuais sobre o espaço e a duração (tempo) da narrativa, mostrando
                    as circunstâncias em que os fatos ocorrem;
                  • os traços, as formas, a cor, a luz, o movimento, que têm ampla significação na leitura;
                  • os demais recursos de que o ilustrador dispõe para comunicar melhor suas ideias.
                  Espera-se, assim, o desenvolvimento de habilidades de leitura para que o leitor em for-
              mação tome a iniciativa de escolher o que mais gosta de ler e faça dessa atividade uma
              opção de lazer e também de informação.
                  Se não houver uma biblioteca de classe, a biblioteca da escola deve ser um lugar fre-
              quentado pelos alunos para todo tipo de leitura: da consulta ao lazer.

              Mania de explicação

                   Esta seção apresenta palavras, expressões e nomes próprios cujos significados possam
              ser desconhecidos ou duvidosos para o aluno. A explicação considera o contexto da palavra
              retirada de um texto ou de uma situação discursiva e conta com recursos de outras lingua-
              gens. As palavras que constam no Mania de explicação aparecem marcadas no texto,
              coloridas de azul e precedidas de .

                  Trabalhando com vocabulário
                  Durante a leitura, ao ver palavras desconhecidas, o leitor aciona estratégias cognitivas
              que lhe permitem, ainda que inconscientemente, decifrar aquele significado. Por se tratar
              de uma estratégia de leitura quase automática, o professor deve proporcionar situações
              didáticas que levem o aluno a fazer uso dos recursos de que dispõe, antes mesmo de con-
              sultar o dicionário.

                                                                                                                11
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               • Buscar no arquivo mental (“Já ouvi essa palavra”, “li essa palavra em algum lugar”,
                 “acho que significa...”).
               • Inferir pelas pistas do texto, isto é, verificar o contexto, continuar a leitura, pois,
                 às vezes, o autor exemplifica.
               • Desmontar a palavra: associá-la a outra palavra da mesma família.
                 Exemplo: perecer Ǟ perecível Ǟ que estraga Ǟ fica podre Ǟ apodrecer = morrer.
               • Perguntar para alguém: fazer uso do caráter social da língua.
               É importante que o aluno saiba que desconhecer o significado de uma palavra não pode
           ser um empecilho à leitura, ele deve prosseguir e empregar os recursos necessários para
           esclarecer suas dúvidas oportunamente.

               Dicionário
                O dicionário é um livro fundamental para o desenvolvimento cultural e social de um
           povo. Sua utilização em aula contribui para o aprimoramento da competência linguística
           dos alunos, desde que seja um recurso efetivamente utilizado em situações significativas
           de aprendizagem. Para tanto, o professor deve começar por explorar suas múltiplas pos-
           sibilidades de uso e proporcionar aos alunos o manuseio de diversos tipos de dicionário.
                Não há, no livro do aluno, uma seção específica para uso do dicionário. As atividades
           de consulta e resolução de significados de palavras estão propostas em três seções, de acor-
           do com a necessidade apresentada nos textos trabalhados.

               Para que serve o dicionário?
                “Para descobrirmos o significado de palavras desconhecidas”, será a primeira resposta
           e, sem dúvida, esse objetivo é o mais comum e conhecido. No entanto, o dicionário ofe-
           rece uma gama de conhecimentos linguísticos, que podem ser explorados em um projeto
           pedagógico de uso do dicionário.
                O dicionário é usado para:
               • saber o significado de uma palavra desconhecida;
               • saber a grafia correta ou a divisão silábica de uma palavra;
               • encontrar um sinônimo de uma palavra;
               • buscar palavras novas, que possam expressar melhor as ideias;
               • esclarecer aspectos gramaticais;
               • saber se uma gíria ou palavra estrangeira já está dicionarizada;
               • tirar dúvidas sobre a pronúncia adequada de um vocábulo (poça (ô) ou poça (ó)
                 d’água?);
               • esclarecer a diferença de sentido entre palavras semelhantes (cesta/sexta/sesta);
               • verificar se determinada palavra consta do léxico de nossa língua, se está registra-
                 da nos dicionários.

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                  A consulta ao dicionário requer o desenvolvimento de habilidades que vão além do
              reconhecimento da ordem alfabética da primeira letra e da organização das informações.
              Sugerimos, a seguir, uma sequência de habilidades e procedimentos necessários ao leitor
              para que possa usufruir melhor o dicionário.
                  • Utilizar a ordem alfabética da 1a letra, da 2a letra, da 3a letra e assim sucessivamente,
                    para localizar uma palavra.
                  • Entender o conceito de verbete (unidade básica do dicionário, composta pela
                    palavra e seus significados).
                  • Utilizar as palavras de referência (no alto de cada página).
                  • Conhecer o significado das abreviaturas.
                  • Perceber que há diferentes acepções de uma mesma palavra.
                  • Utilizar as abonações (citações).
                  • Constatar ausência de flexões verbais e nominais.
                  • Identificar, quando necessário, as classes gramaticais.
                  • Usar as famílias de palavras para chegar ao significado procurado.
                  Sempre que possível, apresentar aos alunos diferentes tipos de dicionário: de antô-
              nimos, de regência (verbal e nominal), de idiomas, de coletivos, de etimologia, de outras
              ciências, de curiosidades linguísticas etc.

                     O JOGO DO DICIONÁRIO
                      O Jogo do dicionário é uma atividade lúdica, para se jogar com cinco ou seis
                 pessoas. Pode ser realizado na sala de aula ou em casa. As regras a seguir são bási-
                 cas, os jogadores podem fazer adaptações de acordo com o interesse do grupo.
                     • Uma pessoa (ou grupo) escolhe uma palavra do dicionário cujo significado
                       os demais participantes supostamente desconhecem. Esse participante diz
                       a palavra para os outros. Todos, então, escrevem num papel o significado
                       do vocábulo. Por se tratar de palavra que se supõe desconhecida, os jogadores
                       terão de inventar. O participante que está com o dicionário escreve o signi-
                       ficado correto.
                     • Os papéis são misturados e lidos. Cada participante vota no significado
                       que acredita ser correto. Quem acertar, ganha um ponto. Também recebe ponto
                       o participante que receber votos para o sentido que inventou.
                     • Quem conhece o significado da palavra procura se aproximar do sentido
                       correto, para também poder pontuar.
                     • Cada rodada deve ter um determinado número de palavras a serem desco-
                       bertas. Ganha a rodada o participante ou grupo que obtiver mais pontos.

                  A escrita coletiva das regras do Jogo do dicionário é uma proposta de produção de
              texto que trabalha um gênero instrucional.

                                                                                                                13
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               Glossário
               No Glossário aparecem as palavras que estão destacadas em azul ao longo do livro.
           Trata-se de conceitos gramaticais e de análise textual que podem ser utilizados para
           consulta durante a aula, como roteiro de estudo, como fonte na autocorreção de exercícios.
           O professor deve incentivar nos alunos a consulta autônoma, para que o Glossário faça
           parte dos momentos de aprendizagem.

           Trocando ideias
               As atividades do Trocando ideias constituem um importante momento de interação
           e devem ser desenvolvidas, de preferência, oralmente e em aula. Nesta seção, alunos
           e professor usam textos e imagens como ponto de partida para reflexões, troca de expe-
           riências e de opiniões. Algumas questões podem ser respondidas no caderno, por escrito,
           ou indicadas aos alunos como tarefa para casa.
               É hora de conversar e de interagir. A organização dos alunos no espaço da sala de aula
           pode garantir a participação de todos. Alguns agrupamentos possíveis.
               • O grupo todo disposto em círculo, ou sentados no chão ou, ainda, nas carteiras.
                 Todos ouvem as respostas e opiniões dos colegas, cada um na sua vez, de acordo com
                 a orientação do professor.
               • Em grupos menores (duplas, trios, quartetos), os alunos trocam ideias sobre as
                 questões apresentadas durante determinado tempo e, posteriormente, escolhem
                 uma questão ou um tema a ser apresentado, por um porta-voz, ao grupo-classe.
                A divisão de alunos em grupos deve ser feita de acordo com vários critérios, para
           favorecer a diversidade e possibilitar a aproximação dos alunos. As estratégias de mon-
           tagem de grupos podem mudar: livre escolha ou escolha de duplas que serão combinadas
           pelo professor; sorteio; afinidades diversas (mês do nascimento, letra inicial do nome, tema
           preferido); repertório (profissão dos pais) ou origem comum (bairro, cidade ou estado;
           antepassados); hábitos; lazer ou esporte.
                O ambiente sociocultural exerce forte influência sobre o desenvolvimento da criança.
           Na convivência – familiar, com parentes, na comunidade e nos demais grupos sociais – existe
           interação, uma troca contínua necessária à elaboração de conceitos. Tais conceitos são cons-
           truídos espontaneamente – por ações diretas do indivíduo em sua realidade – ou de forma
           planejada, como ocorre no ambiente escolar, pelo processo ensino-aprendizagem.

           Conversando sobre o texto
                Nesta parte, são propostas questões discursivas que enfocam a compreensão e a inter-
           pretação do texto lido. Por compreensão entendemos os sentidos atribuídos ao que está
           escrito no texto: são questões de localização de informações e verificação de leitura. Já a
           interpretação compreende a construção de sentidos por meio do que não está escrito no
           texto. Entretanto, toda interpretação deve estar autorizada pelo texto, ou seja, deve poder
           ser sustentada por aquilo que está escrito no texto.
                As questões de compreensão e interpretação visam confirmar hipóteses individuais,
           problematizar o conteúdo do texto, socializar ideias e confrontar opiniões.

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                  Opinião pessoal
                  As perguntas que pedem a opinião pessoal do aluno sobre determinado assunto ou com-
              portamento, vistos nos textos, são úteis para desenvolver sua competência argumentativa,
              uma vez que a opinião precisa estar sempre justificada. É comum alunos e professores se
              queixarem de que a opinião expressa foi rejeitada (considerada errada). É necessário esclare-
              cer a alunos e professores que a opinião é pessoal e, por mais que discordem, ela deve ser
              respeitada. Lembrar que o aprimoramento da competência linguís-tica ocorre exatamente
              com a elaboração de argumentos consistentes, articulados, expressos com clareza.

                  Resposta completa
                  A resposta completa é uma resposta-texto, um enunciado de sentido completo.
              Ao elaborar uma resposta completa, devemos escrever frases inteiras e com sentido e não
              apenas copiar a pergunta e completá-la.

                  Vocabulário
                   As atividades que envolvem vocabulário estão estreitamente relacionadas à compreensão
              e interpretação do texto. Na coleção, o vocabulário é trabalhado em diferentes momentos:
                  • na seção Mania de explicação;
                  • nas atividades que solicitam consulta ao dicionário;
                  • em questões de compreensão e interpretação, nas quais o aluno explica o significa-
                    do de palavras e expressões do texto, com base na leitura que fez e em seus
                    conhecimentos prévios;
                  • no Glossário, quando se trata de conceitos.

              Aprendendo com o texto
                  Nesta seção, as atividades propostas são voltadas à análise do gênero textual em
              questão. São abordados os aspectos macroestruturais (que caracterizam o gênero) e os
              composicionais (recursos linguísticos), bem como sua pertinência em relação ao conteúdo
              veiculado, à situação comunicativa e ao suporte.
                  As análises são acompanhadas de sistematizações – que aparecem no Glossário – e
              retomadas na seção Produzindo textos.
                  No ensino de língua portuguesa devemos levar em conta as condições em que a pro-
              dução textual ocorre. Quem escreve, o quê, para quem, para quê, por quê, quando,
              onde e como se escreve são características que determinarão o texto. Cada gênero tex-
              tual tem uma estrutura composicional própria, determinada pela intencionalidade e pelas
              condições de produção. Uma narrativa, um poema, um bilhete, uma receita, uma
              reportagem ou um anúncio têm características composicionais próprias.

              Produzindo textos
                  As propostas de produção de textos consideram o conteúdo das discussões, os gêneros
              textuais vistos e os aspectos composicionais estudados. Há ainda a preocupação com o
              aspecto social da escrita, contemplado nas sugestões de publicação (no sentido de tornar

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           público) das produções dos alunos. Tais propostas recuperam as análises feitas no
           Aprendendo com o texto e foram elaboradas de modo que o aluno possa passar por dife-
           rentes situações de escrita.
               O trabalho com um gênero textual em sala de aula requer uma sequência didática,
           que pode variar um pouco em relação às atividades propostas na coleção. Ao escolher
           um gênero e organizar sua própria sequência didática, o professor pode se pautar pelas
           seguintes sugestões.
               • Levantar os conhecimentos prévios dos alunos sobre o gênero.
               • Apresentar a proposta situando os alunos em relação a todas as etapas do trabalho.
               • Apresentar o gênero escolhido, oferecendo bons modelos e colocando à disposição do
                 grupo alguns exemplares, no caso de jornais, revistas, periódicos, cartões-postais etc.
               • Fazer uma proposta de escrita inicial, para verificar quais aspectos composicionais
                 os alunos já dominam.
               • Solicitar que os alunos tragam para a aula contribuições (revistas de história em
                 quadrinhos, por exemplo) para ampliar o acervo do grupo e as oportunidades de
                 análise.
               • Propor atividades, orais e escritas, de levantamento das características do gênero e,
                 posteriormente, sistematizar esse conhecimento.
               • Propor uma produção escrita: individual, em duplas, em grupos ou coletiva.
               • Levantar, com os alunos, os critérios de avaliação da produção.
                Partindo da análise do texto-modelo e das características do gênero, as atividades de
           leitura e produção de textos, planejadas para o trabalho escolar ao longo do ensino funda-
           mental, devem aprimorar a produção escrita dos alunos. Para permitir a apropriação das
           especificidades dos diversos gêneros, as propostas estão distribuídas em quatro categorias,
           como propõe Maria José Nóbrega: transcrição, reprodução, decalque e autoria.
                Na transcrição, o conteúdo temático (o que dizer) e a estrutura composicional (como
           dizer) estão dados pelo modelo.
                Na reprodução, o conteúdo temático (o que dizer) está dado pelo modelo e a estru-
           tura composicional (como dizer) é livre.
                No decalque, o aluno tem liberdade quanto ao conteúdo temático, mas deve ater-se
           à estrutura composicional dada pelo modelo (imitação, preencher lacunas, parodiar).
                Na autoria, tanto o conteúdo temático como a estrutura composicional são escolhidos
           pelo aluno.
                Essa categorização encontra-se assinalada no QUADRO DE CONTEÚDOS de cada volume.
                Num projeto de autoria planejada, o aluno tem a oportunidade de se apropriar, grada-
           tivamente, das especificidades dos textos e de entender as situações comunicativas que
           envolvem as diversas situações de escrita. Para tanto, é fundamental que a proposta de pro-
           dução textual seja clara e contextualizada, isto é, o aluno precisa ter condições de recu-
           perar as leituras e análises feitas anteriormente, ser motivado a aplicar seus conhecimen-
           tos, associando-os a contextos reais de interação comunicativa. Além disso, a proposta traz

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              consigo, também, os critérios de avaliação da produção, que nortearão as intervenções do
              professor e permitirão ao aluno a efetiva progressão nos meandros da produção textual.

                  Avaliando a produção de textos: a intervenção
                   A fim de facilitar o manuseio, as produções de texto devem ser feitas em caderno ou
              em folha pautada avulsa. Ao professor cabe o papel de leitor apreciador, aquele que lê o
              texto do aluno para identificar qualidades e avanços no uso da língua escrita e para orien-
              tá-lo quanto às eventuais deficiências próprias de um “escritor” em formação. A combi-
              nação de uma proposta consistente com um olhar apreciador – e não avaliador – permite
              que o aluno estabeleça uma relação positiva e estimulante com a escrita, especialmente
              com os textos que produz. As anotações do professor geralmente interferem na produção
              do aluno e, muitas vezes, impedem que ele reconheça as inadequações. Numa avaliação
              apreciativa, o professor deve combinar códigos de correção com os alunos, privilegiando os
              conteúdos textuais abordados e complementar sua intervenção com um bilhete de leitor.
              Nesse bilhete, o professor aponta as qualidades da produção do aluno, faz sugestões temá-
              ticas e estruturais, explica e orienta como o aluno deve proceder na re-elaboração de
              seu texto.
                   As intervenções do professor devem levar em conta os elementos linguísticos – mani-
              festados em seus aspectos discursivos, textuais, gramaticais e ortográficos – utilizados nas
              produções dos alunos. Ao assinalar as ocorrências no texto do aluno, ou no bilhete de
              leitor, o professor opta por uma prática reflexiva, contextualizada e que possibilita ao aluno
              a compreensão desses elementos no interior do texto.

              Comunicação oral
                  Ao ingressar no ensino fundamental, o aluno já é proficiente em sua língua, sabe falar
              e sabe ouvir. No entanto, cabe à escola promover atividades de oralidade planejada
              em torno da produção e recepção de textos orais, a fim de que o aluno possa ampliar sua
              competência comunicativa fora do âmbito familiar.
                  Para a sociolinguística educacional, competência comunicativa significa adequação
              do registro, ou seja, escolher que registro (linguagem) usar em determinada situação inter-
              locutiva e de acordo com o interlocutor: o que falar, como falar, para quem falar.
              Em outras palavras, competência comunicativa significa:
                  • saber empregar a língua oral em diferentes situações de uso;
                  • adequá-la a cada contexto e interlocutor;
                  • descobrir as intenções que estão implícitas nos discursos orais cotidianos;
                  • posicionar-se com atitude crítica diante desses discursos.
                  O aluno não tem ainda essa percepção sobre sua própria língua; é necessário que ele
              produza textos orais nos mais variados gêneros textuais, como diálogos, entrevistas,
              debates, depoimentos, relatos, exposições e seminários – de forma coesa e coerente. O texto
              oral também tem coesão e coerência: os turnos devem ser respeitados, é preciso saber
              ouvir; há que manter a pausa. Além disso, a fala é permeada por gestos (linguagem
              não-verbal) e, diferentemente da escrita, em algumas situações interlocutivas não há a pos-
                                                                                                               17
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           sibilidade de apagamento. Os marcadores textuais dessa modalidade oral também são dis-
           tintos dos da escrita. O falante, neste caso o aluno, não é consciente dessa distinção e
           acaba por usá-los indistintamente. A omissão de sílabas em final de palavras ou a troca de
           fonemas também são outras marcas da língua portuguesa falada no Brasil.
                Somente por um processo de conscientização e prática é que o aluno perceberá as
           semelhanças e diferenças entre as modalidades oral e escrita da língua.

           Conhecendo melhor a nossa língua • Ortografia – Gramática
                Por questões didáticas, o conteúdo de análise linguística foi separado em gramática
           e ortografia.
                Ao partir para o trabalho com a gramática, o professor precisa ter clareza de que há
           vários tipos de gramática. E uma boa forma de conhecer a complexidade da língua é enten-
           der esses vários conceitos de gramática. Dentre outras, existe a gramática normativa (con-
           junto de regras que devem ser seguidas); a gramática descritiva (conjunto de regras que
           são seguidas) e a gramática internalizada (conjunto de regras que o falante domina).
                Em geral, a gramática está dividida em cinco partes de acordo com os aspectos linguís-
           ticos analisados: fonética, morfologia, sintaxe, semântica e estilística. Esta coleção apre-
           senta aos alunos conceitos prescritos na gramática normativa, necessários à compreensão
           e à progressão na abordagem dos gêneros textuais. Dentre os conteúdos gramaticais estão:
           os morfológicos (classes de palavras e formação de palavras); algumas ocorrências sintá-
           ticas (organização de frases e orações); ocorrências semânticas (significação de palavras
           e expressões) e ocorrências estilísticas (recursos e escolhas de vocabulário, sentido das
           palavras no texto).
                Em gramática, o trabalho está voltado para a reflexão e o uso de conceitos morfoló-
           gicos, extraídos de textos orais ou escritos, bem como seu efeito na produção de sentidos.
           As atividades visam analisar a ocorrência de determinada estrutura e sistematizar, poste-
           riormente, o conceito que a rege.
                A ortografia é uma das partes da gramática e se ocupa da correta representação escri-
           ta das palavras. A forma correta de grafar as palavras resulta de um processo histórico, no
           qual usos e regras foram definidos por convenção e estão registrados em acordos ortográ-
           ficos assinados entre os sete países em que a língua portuguesa é oficial (Angola, Brasil,
           Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe). Em caso de dúvi-
           da quanto à ortografia, deve-se recorrer a dicionários e publicações oficiais.
                O trabalho proposto com ortografia parte da exploração e da observação das regula-
           ridades do sistema ortográfico, fazendo com que o aluno levante hipóteses, explicite suas
           ideias, reflita sobre as alternativas de escrita, compare os resultados com os dos colegas
           e sistematize dados sobre o sistema de escrita da língua. De maneira lúdica, o aluno é
           convidado a observar as palavras, refletir sobre as ocorrências linguísticas, numa interação
           em que suas contribuições são fundamentais para a aprendizagem.

               Dialeto
               O trabalho com a língua deve envolver também uma reflexão sobre as variedades
           linguísticas do português falado no Brasil, pois, apesar de sua extensão territorial, o país


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              possui apenas uma língua oficial: a língua portuguesa. Com exceção de poucas nações indí-
              genas, que têm idiomas próprios, os demais brasileiros a falam. Todos os falantes do por-
              tuguês no Brasil podem se fazer compreender, independentemente da distância entre os
              lugares onde vivem. O idioma é um só, mas nas diversas regiões e estados há formas
              características de se falar o português. Os dialetos e regionalismos, resultado de influências
              históricas, refletem marcas de cada cultura local e expressam a diversidade do
              povo brasileiro.
                   O dialeto é o conjunto de marcas linguísticas, restrito a uma comunidade de fala
              inserida numa comunidade maior de usuários da mesma língua. Tais marcas não impedem
              a intercomunicação da comunidade maior com a menor. O dialeto pode ser geográfico ou
              social, como o dialeto caipira, o nordestino, o gaúcho etc.
                   Os dialetos brasileiros podem ser divididos em dois grandes grupos, o do Norte e o do
              Sul, ocorrendo subdivisões:
                  • Dialetos do Norte (o amazônico e o nordestino);
                  • Dialetos do Sul (o baiano, o fluminense, o mineiro e o sulista).
                  Entretanto há ainda outras classificações que foram estudadas e reconhecidas por
              linguistas. São os seguintes.
                  • Dialeto caipira falado no interior do estado de São Paulo, Paraná, Minas Gerais
                    e Mato Grosso do Sul.
                  • Dialeto maranhense falado no Maranhão e Piauí.
                  • Dialeto baiano falado na região da Bahia.
                  • Dialeto fluminense falado no Rio de Janeiro e Espírito Santo.
                  • Dialeto gaúcho falado no Rio Grande do Sul com influências do castelhano.
                  • Dialeto mineiro falado na região de Minas Gerais.
                  • Dialeto nordestino falado na Região Nordeste, exceto na Bahia.
                  • Dialeto paulistano falado na região de São Paulo com influências do italiano.
                  • Dialeto do sertão, semelhante ao mineiro, falado em Goiás e Mato Grosso.
                  • Dialeto sulista falado no Paraná e em Santa Catarina.

                     SIGNIFICADO DE ALGUNS TERMOS DIALETAIS

                     Dialeto do interior paulista
                     bornal: saco para carregar mantimentos ou alimentos, embornal
                     carta de motorista: carteira de motorista
                     farol: semáforo, sinaleira
                     guia: meio-fio
                     holerite: contracheque

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                  mandioca: macaxeira, aipim
                  mexerica: tangerina, bergamota, laranja-cravo
                  mina: menina, garota, namorada

                  Dialeto gaúcho
                  abobado da enchente: pessoa tola
                  abrigo: agasalho de ginástica
                  balaca: fazer pose de malandro
                  balaqueiro: quem faz pose de malandro
                  boi corneta: pessoa do contra, que destoa
                  cacetinho: pão francês
                  chapeação: lanternagem, funilaria
                  goleira: traves do gol no futebol
                  gringo: descendente de italiano
                  lomba: ladeira
                  negrinho: doce brigadeiro
                  patente: vaso sanitário
                  prender fogo: acender o fogo

                  Dialeto do Nordeste
                  aperreado: angustiado, estressado
                  bigu: carona
                  bizu: dica de vestibular
                  canjica: cural de milho
                  ixi Maria: interjeição de espanto, contraindo o termo Virgem Maria
                  jerimum: abóbora
                  laranja-cravo: mexerica
                  macaxeira: mandioca, aipim
                  mangar: zombar de alguém
                  ó xente: interjeição que demonstra espanto, descontentamento, curiosidade
                  pitoco: botão
                  vôte: vou te esconjurar, vou te amaldiçoar

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                     Dialeto do Norte
                     churrela: caldo obtido após o processamento do açaí, quando as sementes são
                     lavadas e a esta "água de açaí" é dado o nome de churrela
                     mão-de-mucura-assada: sovina
                     pai-d’égua: interjeição que significa legal, bacana
                     papudinho: pessoa alcoólatra
                     xibé: prato feito de farinha de mandioca e água


              Para saber mais

                   Nesta seção são oferecidas informações complementares para ampliar os assuntos estu-
              dados. Há uma diversidade de material que desperta a curiosidade do aluno, para que, se
              ele quiser, busque ainda mais informações na biblioteca, internet ou com seus professores.

              E por falar nisso...
                  Mesmo que diversas questões tenham sido discutidas, o assunto ainda pode despertar
              a participação ativa das crianças. É como se elas fossem lembradas de que o tema não se
              esgotou e que há mais a se acrescentar.

              Ícones especiais

                   MP.    Este ícone indica que o professor encontrará no Manual do Professor expli-
                          cações, sugestões ou ampliações de respostas, atividades extras etc.

                        palavras encontradas ao longo do livro e relacionadas no Glossário (parte final
                        do livro).

                       palavras encontradas nos textos e relacionadas na seção Mania de explicação.

                  DESAFIO!
                  Este ícone indica que as atividades apresentam certo grau de dificuldade quando feitas
              individualmente.

                       Este ícone indica que as produções de textos devem ser feitas em Meus Textos –
                       páginas especiais com furos, que se encontram nas Atividades complementares.
                       A capa, cartonada, encontra-se no Material de apoio. Essas produções poderão
                       ser reunidas, organizadas na capa e compor um pequeno livro de textos.

                       Este ícone indica que há adesivo(s) no Material de apoio para ser(em) colado(s)
                       na atividade em que aparecem.

                                                                                                           21
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                     Este ícone indica que no final do livro há materiais diversos para o aluno: pági-
                     nas especiais para escrever, colar adesivos, jogo etc.




           Exposição
               A proposta da Exposição é que os alunos apresentem trabalhos feitos ao longo do ano.
           Cada um terá um ou mais trabalhos selecionados para a Exposição, que será realizada no
           fim do ano. Outras atividades em grupo também poderão ser expostas, desde que isso seja
           planejado antecipadamente.
               No início do trabalho com o livro, é importante mostrar aos alunos o ícone da
           Exposição.

               E, na parte final do livro, temos os seguintes complementos.

           Oficina
                Para completar o trabalho desenvolvido na unidade, sugerimos uma atividade que tra-
           balhe os gêneros textuais e o tema abordado na unidade. As propostas apresentadas privi-
           legiam a leitura e a escrita em produções que inserem o aluno num contexto social mais
           amplo, envolvendo-o pelo prazer da produção oral e escrita.

           Indicação de leituras complementares
               Esta é a etapa em que apresentamos sugestões de leituras para os alunos, indicadas
           por unidade, com livros que tratam dos temas que foram abordados ou os complementam.
           Para cada livro sugerido há uma resenha, que tem o objetivo de instigar a curiosidade do
           aluno para estimulá-lo a ler.

           Referências bibliográficas
                As obras listadas ao final do livro orientaram, direta ou indiretamente, a produção
           desta coleção. Este material oferece ao professor (e ao aluno) vasto e enriquecedor mate-
           rial de pesquisa a respeito de leitura, escrita e gêneros textuais na escola.

           Atividades complementares
               Coletânea de textos para estimular e desenvolver a leitura. São contos e/ou poemas de
           autores de vários países.

           Material de apoio
               Material que o aluno deverá destacar para fazer algumas atividades do livro: folhas car-
           tonadas, cartões de jogos, adesivos etc.


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Quadro de conteúdos – 5o ano – UNIDADE 1 – Uma história puxa a outra
      Textos                              Análise textual             Produção                   Gramática                   Ortografia

          “O VEADO E A ONÇA” –                PERSONAGEM                AUTORIA (NARRATIVA          ADJETIVO (E FLEXÃO)         M ANTES
          CONTO (E)                                                     DE SUSPENSE OU                                          DE P E B
                                              INTRODUÇÃO                                            PRONOME
                                                                        DE MISTÉRIO)
          “VEADO-CAMPEIRO /                   (DA NARRATIVA)                                                                    LETRAS E E I
                                                                                                                                               BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1




                                                                                                    PRONOMES PESSOAIS
          ONÇA-PINTADA” – TEXTO                                         REPRODUÇÃO (RECONTAR
                                              CONFLITO                                                                          LETRAS O E U
          ENCICLOPÉDICO (E)                                             O CONTO “DONA RAPOSA        PRONOME DE
                                              CONTO POPULAR             E OS PEIXES”)               TRATAMENTO                  LETRA H
          “OS TRÊS HOMENS
                                                                                                                                               8/11/08




          ATENTOS” – CONTO (E)                TEXTO ENCICLOPÉDICO       COMUNICAÇÃO ORAL            SUBSTANTIVO PRIMITIVO
                                                                                                    E DERIVADO
          “O RESISTENTE CAMELO” –             NARRADOR                  APRESENTAÇÃO DE
          TEXTO ENCICLOPÉDICO (E)                                       PESQUISA SOBRE ANIMAIS      SUFIXOS -IM E -IN
                                              VERBO DICENDI
                                                                                                                                               7:28 PM




          “DONA RAPOSA                                                  LEITURA DRAMÁTICA           PREFIXOS -EIRO E -EIRA
          E OS PEIXES” – CONTO (E)            DISCURSO DIRETO           (CONTO “O VEADO
                                                                        E A ONÇA”)                  COLOCAÇÃO
          “JOÃO PREGUIÇA ” –                  DADOS DE PUBLICAÇÃO
                                                                                                    DE PRONOMES
          CONTO (E)                           COMPARAÇÃO ENTRE          CONTAR UM CONTO
                                                                                                                                               Page 23




                                                                        POPULAR (LIVRE              CONCORDÂNCIA
                                              CONTO E TEXTO
                                                                        ESCOLHA)                    ADJETIVO E
                                              ENCICLOPÉDICO
                                                                                                    SUBSTANTIVO
                                              AMPLIAÇÃO DO CONFLITO
                                                                                                    GRAU COMPARATIVO
                                              CONTO DE ARTIMANHA                                    DO ADJETIVO
                                              E ESPERTEZA
                                                                                                    SUFIXOS -EZA, -OSO,
                                                                                                    -OSA
                                                                                                    SUBSTANTIVOS
                                                                                                    DERIVADOS DE
                                                                                                    ADJETIVOS
                                                                                                    DIMINUTIVO




     Gêneros: E = Eleito; C = Contato; R = Retomada




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     Quadro de conteúdos – 5o ano – UNIDADE 2 – Conviver é respeitar
      Textos                              Análise textual          Produção                Gramática                Ortografia

          “AQUARELA” – POEMA (C)              RELATO (1a PESSOA)     AUTORIA (RELATO          REGRAS DE FORMAÇÃO       R INICIAL
          “QUANDO EU ERA PEQUENO                                     EM 1a PESSOA)            DO PLURAL
                                              REPORTAGEM                                                               RR
          NÃO GOSTAVA DE SER                                         AUTORIA (NOTÍCIAS        PLURAIS ESPECIAIS
          ÍNDIO” – RELATO (E)                 DEPOIMENTO                                                               R
                                                                     DA ESCOLA)
                                                                                              GRAU DO SUBSTANTIVO      INTERCALADO
                                                                                                                                     BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1




          BIOGRAFIA DE DANIEL                 LINHA FINA
                                                                     COMUNICAÇÃO ORAL         AUMENTATIVO              R BRANDO
          MUNDURUKU – (C)                     COLCHETES [ ]
          “TANTA HISTÓRIA” –                                         APRESENTAÇÃO SOBRE       E DIMINUTIVO
                                                                                                                       R DEPOIS DE
                                              VERBO DICENDI          ZUMBI
                                                                                                                                     8/11/08




          POEMA (C)                                                                           SUFIXOS FORMADORES       CONSOANTE
          “PRECONCEITO: RISQUE                TÍTULO E SUBTÍTULO     JORNAL FALADO SOBRE      DE AUMENTATIVO
          ESSA PALAVRA DO SEU                                        ESPORTES                 E DIMINUTIVO
          VOCABULÁRIO –
                                                                                                                                     7:28 PM




                                                                                              DIFERENTES SENTIDOS
          REPORTAGEM (E)                                                                      DE AUMENTATIVO
          “UMA LIÇÃO INESPERADA”                                                              E DIMINUTIVO
          – NARRATIVA (R)
                                                                                                                                     Page 24




                                                                                              VERBO
          “A MÁSCARA” – POEMA (C)
          “QUEM TEM O QUÊ?” –                                                                 CONJUGAÇÕES
          POEMA (C)                                                                           INFINITIVO
          “OLIMPÍADAS”–                                                                       SÍLABA TÔNICA
          REPORTAGEM (E)
                                                                                              ARTIGO E FLEXÕES
          “IGNORÂNCIA E
          PRECONCEITO” –                                                                      SUBSTANTIVO
          FRAGMENTO DE ARTIGO (C)                                                             COMUM-DE-DOIS
          “UM EXEMPLO DE PER-
          SISTÊNCIA E SUPERAÇÃO –
          NOTÍCIA (E)
          “ARTIGO” – POEMA (C)
          “O MUNDO COM OUTROS
          OLHOS”– REPORTAGEM (E)




     Gêneros: E = Eleito; C = Contato; R = Retomada
Quadro de conteúdos – 5o ano – UNIDADE 3 – Poetas à vista!
      Textos                                           Análise textual           Produção                Gramática             Ortografia

          “QUER BRINCAR DE POESIA?” – REPORTAGEM (R)      EU LÍRICO                AUTORIA (DEFINIÇÕES      DIALETO               SEZ
                                                                                   POÉTICAS)
          “POETA À VISTA!” – POEMA (E)                    RIMA, VERSO, ESTROFE                              SUBSTANTIVO           S / Z FINAL
          “TREM DE FERRO” – POEMA (E)                                              DECALQUE (POEMA          PRÓPRIO E COMUM;      DE PALAVRAS
                                                          SONORIDADE E RITMO
                                                                                                                                                 BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1




                                                                                   “IPÊ AMARELO”)           SIMPLES E
          “VASO DE FLORES” – POEMA (E)                                                                                            -OSO, -OSA;
                                                          POEMA E POESIA                                    COMPOSTO;
                                                                                   AUTORIA (REPORTAGEM                            -EZA, -ESA
          “RECEITA DE ARRUMAR GAVETAS” – POEMA (E)        SENTIDO FIGURADO         SOBRE BOLETIM)           REVISÃO:
                                                                                                                                  S E Z NA
          “PEDRO PICA-PAU” – POEMA (E)                                                                      AUMENTATIVO E
                                                                                                                                                 8/11/08




                                                          COLCHETE SIMPLES         COMUNICAÇÃO ORAL                               FORMAÇÃO DO
                                                                                                            DIMINUTIVO;
          “HISTÓRIA DE JANELA Nº 2” – POEMA (E)
                               -                                                                                                  DIMINUTIVO
                                                          POEMA NARRATIVO           JOGRAL                  FEMININO E
          “POEMA EM IZ” – POEMA (E)                                                                         MASCULINO,            X (CH); X
                                                          RIMA POBRE, RICA                                  SINGULAR              (CS); X (S);
          “SEIS ZEROS” – POEMA (E)                        E RARA
                                                                                                                                                 7:28 PM




                                                                                                            E PLURAL              X(SS); X (Z)
          “O SOLDADINHO DE CHUMBO” – POEMA (E)
                                                          VERSOS BRANCOS                                    SUBSTANTIVOS
          “FIM DO ESCONDE-ESCONDE” – REPORTAGEM (R)                                                         DERIVADOS
                                                          SÍLABAS ÁTONAS
          “ALÉM DA IMAGINAÇÃO” – POEMA (E)                E SÍLABAS TÔNICAS                                 DE ADJETIVOS
                                                                                                                                                 Page 25




          “O BICHO” – POEMA (E)                           (RITMO)                                           TEMPOS VERBAIS:
          “DORME, PRETINHO” – POEMA (E)                   ORDEM INVERSA                                     PRESENTE E
                                                                                                            PRETÉRITOS
          “ACHO QUE A POESIA NASCE COM A GENTE” –         POEMA VISUAL
          FRAGMENTO DE ENTREVISTA (C)                                                                       PRONOMES
                                                          ADJETIVO                                          PESSOAIS: CASO
          “PLUTÃO” – POEMA (E)                                                                              RETO E OBLÍQUO
                                                          LOCUÇÃO ADJETIVA
          “OLAVO BILAC” – BIOGRAFIA (C)
          “INFÂNCIA” – POEMA (E)                          ADJETIVOS PÁTRIOS

          “URGENTE!” – POEMA (E)
          “NASCER” – POEMA (E)
          “CANÇÃO DO CAVALINHO PRETO” – POEMA (E)
          “PÁSSARO EM VERTICAL” – POEMA (E)
          “MENINO TOM” – POEMA (E)
          “CADERNO DE INVERNO” – POEMA (E)
          “VOCABULÁRIO” – POEMA (E)
          “O MENINO AURÉLIO” – POEMA (E)
          “O GIRASSOL” – POEMA (E)
          “NAMORO DESMANCHADO” – POEMA (E)
     Gêneros: E = Eleito; C = Contato; R = Retomada




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     Quadro de conteúdos – 5o ANO – UNIDADE 4 – Amizade
      Textos                                           Análise textual        Produção                Gramática              Ortografia

          “QUER BRINCAR DE POESIA?” – REPORTAGEM (R)      ORDEM DOS              AUTORIA (NARRATIVA      EXPRESSÃO              LETRA H
                                                          ACONTECIMENTOS         SOBRE AMIZADE)          IDIOMÁTICA
          “E AÍ, AMIZADE?” – FRAGMENTO DE ARTIGO (C)      NA NARRATIVA                                                          CH, LH, NH
                                                                                 AUTORIA (CARTA          VERBO: INFINITIVO
          “TONTO, NEM TANTO” – NARRATIVA (R)              ORDEM DIRETA E         ENIGMÁTICA)                                    QUE, QUI,
                                                                                                         E CONJUGAÇÕES
                                                          ORDEM INVERSA                                                         QUA
          “CHAPEUZINHO AMARELO” – POEMA (R)
                                                                                                                                                  BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1




                                                                              COMUNICAÇÃO ORAL           PRETÉRITO:
                                                          NARRADOR                                                              GUE, GUI,
          “QUEM NÃO FAZ O QUÊ” – POEMA (R)                                                               PERFEITO,
                                                          ONISCIENTE             CONTAR UM                                      GUA
                                                                                                         IMPERFEITO E
          “O ENIGMA DO CAMALEÃO” – TEXTO NÃO VERBAL                              “TUMITINHA” PARA
                                                                                                         MAIS-QUE-              ENCONTRO
          (E)                                             TRAVESSÃO              OS COLEGAS
                                                                                                                                                  8/11/08




                                                                                                         PERFEITO               VOCÁLICO
          “CAMALEÃO: VOCÊ CONSEGUE ENCONTRÁ-LO NA         TÍTULO                 ENTREVISTA
                                                                                                         RECURSOS DE            ENCONTRO
          NATUREZA?” – TEXTO ENCICLOPÉDICO (R)                                   SOBRE ANIMAIS
                                                          TEXTO NÃO VERBAL                               DESCRIÇÃO              CONSONANTAL
                                                                                 DE ESTIMAÇÃO
          “O AMIGO” – TEXTO DESCRITIVO (C)                                                               PREFIXOS
                                                                                                                                                  7:28 PM




                                                          COMPARAÇÃO ENTRE                                                      DÍGRAFOS
          “DEPOIS DO UNO” – CRÔNICA (E)                   UMA HISTÓRIA                                   -DES E -IN             (CH, LH, NH;
                                                          VERBAL E UM TEXTO                                                     RR, SS; SC, SÇ,
          “WALCYR CARRASCO” – BIOGRAFIA (R)                                                              SEPARAÇÃO
                                                          NÃO VERBAL                                                            XC; QU, GU)
                                                                                                         SILÁBICA
          “MEMÓRIAS DE UM APRENDIZ DE ESCRITOR” –
                                                                                                                                                  Page 26




                                                          PERSONAGENS                                                           SEPARAÇÃO
          CRÔNICA (E)                                                                                    CLASSIFICAÇÃO
                                                                                                                                SILÁBICA
                                                          CONFLITO                                       QUANTO AO
          “MOACYR SCLIAR” – BIOGRAFIA (R)                                                                Nº DE SÍLABAS
                                                                                                          -
                                                          INTERTEXTUALIDADE
          “O AMOR DE TUMITINHA ERA POUCO E SE                                                            SÍLABA TÔNICA
          ACABOU” – CRÔNICA (E)                           CRÔNICA
                                                                                                         SINAIS DE
          “MÁRIO PRATA” – BIOGRAFIA (R)                   DADOS DE                                       PONTUAÇÃO:
                                                          PUBLICAÇÃO                                     EXCLAMAÇÃO,
          “VERÃO” – POEMA (R)
                                                          INTRODUÇÃO E                                   INTERROGAÇÃO,
          “JOGO DOS PONTOS E VÍRGULA” – POEMA (R)         CONCLUSÃO                                      VÍRGULA,
                                                                                                         RETICÊNCIAS,
          “O TESTAMENTO” –                                DISCURSO DIRETO                                DOIS PONTOS,
          “O PAPAGAIO” – POEMA (R)                        E INDIRETO                                     PARÊNTESES,
                                                          NARRADOR                                       TRAVESSÃO
          “MENINO DE RUA” – CRÔNICA (E)                                                                  PONTO FINAL,
                                                          PERSONAGEM
          “FERNANDO SABINO” – BIOGRAFIA (R)                                                              ASPAS
          “HELEN KELLER” – RELATO (R)




     Gêneros: E = Eleito; C = Contato; R = Retomada
                                                                                                                                ..
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              Orientações didáticas
              para o 5o ano
............................................................



              Apresentação


              Página 3 LIVRO: A TROCA
                  LIVRO: A TROCA, DE LYGIA BOJUNGA NUNES
                   Essa mensagem foi escrita pela autora em comemoração ao Dia Internacional do Livro
              Infantil e Juvenil – que é comemorado no dia 2 de abril – e traduzida nos 64 países que
              são membros de uma associação internacional que reúne profissionais da literatura infan-
              til e juvenil, denominada IBBY (International Board on Books for Young People).
                   Começar pedindo aos alunos que leiam as ilustrações e observem quanta informação é
              possível retirar dessas imagens. Essa participação demonstrará a conquista que é desen-
              volver o “olhar leitor”. Conversar com os alunos a respeito do texto.
                  • Por que livro é vida para a autora?
                  • Por que ela fala em troca? O que o livro lhe dava quando criança? (Casa, comida,
                    brinquedo, que lhe permitia construir parede, escada e telhado.)
                  • Como explicar a expressão: “morar em livro”? (O ato da leitura envolve o leitor, que
                    passa a viver dentro do livro, a conhecer as personagens e, com elas, conviver, expe-
                    rienciando a narrativa, como se fosse um participante do enredo. Quando se desco-
                    brem essas possibilidades, torna-se um leitor competente, que sempre será abrigado
                    pela casa, que é o livro.)

                  Abordar o trecho em que a autora diz que aprendeu de tanto olhar as paredes.
              “Primeiro, olhando desenhos; depois, decifrando palavras.”
                  • Que paredes são essas? (As páginas dos livros. Nos primeiros contatos com o livro,
                    o que chama a atenção do leitor são o desenho, a imagem, a ilustração ou linguagem
                    visual, porque representam o mundo – daí ter esse importante significado. Depois é
                    que as letras, agrupadas em palavras, vão adquirindo sentido e representando o pen-
                    samento de quem escreve. Até que se chega à leitura, isto é, a verdadeira apreensão
                    de significado e não apenas a decifração das palavras.)
                  • A autora diz que cresceu e derrubou telhados. Isso acontece com todas as crianças?
                    (Observar que isso ocorre com todos nós. Quanto mais nos apropriamos da escrita
                    e da leitura, mais podemos conhecer o mundo e é aí que se dá a troca: o livro passa
                    a ser o próprio alimento que sustenta o pensamento e o modo de viver.)

                                                                                                            27
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               A última afirmação do texto merece uma comparação com a fala de um pesquisador
           francês, Michel Certau: “O leitor é um caçador que efetua saques em campos alheios,
           tentando assim acalmar a fome de sentidos e significados”.

                  Biografia
                  Lygia Bojunga Nunes nasceu em Pelotas (RS), no dia 26 de agosto de 1932
              e cresceu numa fazenda. Aos oito anos foi para o Rio de Janeiro, onde, em 1951,
              se tornou atriz de uma companhia de teatro que viajava pelo interior do Brasil.
                  Os textos de Lygia baseiam-se no ponto de vista da criança, pois, para ela,
              as crianças observam o mundo através de olhos brincalhões.
                  Seus livros foram traduzidos em 19 idiomas e, em 1982, recebeu o Premio Hans
              Christian Andersen.
                  Hoje, ainda morando no Rio de Janeiro, ela comanda uma editora, denominada
              Casa de Lygia Bojunga, que publica todas as suas obras.




           Unidade 1                UMA HISTÓRIA PUXA A OUTRA


                  Este símbolo indica sugestão de atividades complementares e suas respectivas
                  respostas.

           Página 18 – COMEÇO DE CONVERSA
               Se alguns alunos responderam na questão 5 que na família há alguém que conte
           histórias, fazer com eles um levantamento de:
               • grau de parentesco;
               • tipo de história que contam.
               Em seguida escolher, com a participação da classe, que tipo de história eles gostariam
           de ouvir e, como uma história puxa a outra, podem ser até agrupadas por assunto.
           Exemplo: histórias de pescador, de assombração, de artimanha (Pedro Malazartes) etc.
               Pedir aos alunos que consultem essas pessoas sobre a possibilidade de virem à escola
           contar histórias. Combinar antes em que dia da semana e qual o melhor período para todos.
               Para as respostas afirmativas será encaminhado um convite, a ser escrito coleti-
           vamente, em que apareçam os elementos indispensáveis.
               • Destinatário
               • Para quê? (Encontro para contar uma(s) história(s).)
               • Para quem? (Para os colegas da classe e para o professor.)
               • Quando e onde? (Data, horário e local.)
               • Pedir a confirmação de presença.

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                  • Quem convida? (Nome do professor e dos alunos da classe.)
                   Esta atividade visa à aproximação da família e da escola para que seja estabelecida uma
              relação mais estreita, possibilitando ao professor conhecer as pessoas e a variedade oral
              usada pelos alunos em seu meio.
                   Este será um bom material para o trabalho com as diferenças entre a linguagem oral
              e escrita no seu uso formal e informal.

              Página 19
                  Pedir para a classe organizar uma atividade que tem como objetivo a contação
              de histórias pelos alunos. Divididos em grupos, eles irão aos diversos locais escolhidos
              onde haja reunião de ouvintes: em outra classe, em outras escolas do bairro, em asilos,
              em orfanatos e associações diversas.
                  É importante propor essa experiência de trabalho voluntário como extensão da apren-
              dizagem. Trata-se da função social da língua e consequente inserção da escola na comu-
              nidade – um exercício de cidadania.

              Páginas 20 a 23 – TEXTO 1 – “O VEADO E A ONÇA” (PARTE 1),
                                DE ANA MARIA MACHADO                  A
                     Biografia
                     Ana Maria Machado nasceu no Rio de Janeiro, em 24 de dezembro de 1941.
                 É jornalista, professora, pintora e escritora com mais 100 livros publicados. O reco-
                 nhecimento pela sua obra aconteceu em 2000, quando recebeu o Prêmio Hans
                 Christian Andersen, o mais importante da Literatura Infantil.

              Página 23 – TROCANDO IDEIAS
                  Comente o raciocínio dos animais: pareceu-lhe absurdo pensar dessa forma? Por que
              não procuraram saber como era possível ocorrer aquela “extraordinária” sequência de fatos?
              Explique sua resposta.

              Página 27 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA
                  Aproveitar as outras ocorrências ortográficas do texto e elaborar atividades com as
              seguintes palavras: barranco, encachoeirado, limpar, arrancou, limpinha, fincar,
              bambu, embiras, prender, completar, cansado, completou, nascendo, espantar
              e malandro. (Copiar essas palavras; pintar as consoantes que vêm depois de m e de n;
              separar sílabas; desenhar; escrever palavras com as mesmas ocorrências.)
                    1. Observe estas palavras do texto: interessante, índio, inteira, invadir. Essas
                         palavras começadas por im- ou in- não indicam antônimo.
                        •   Com o uso do dicionário, dê outros exemplos de palavras iniciadas com essas
                            letras e que também não tenham sentido contrário. Faça duas colunas, como
                            no exemplo.
                              importante        incenso

                                                                                                             29
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                  2. Substitua as palavras em negrito por seus antônimos. (Embora estejam sem
                     aspas, todas as alternativas foram retiradas do texto.)
                     a) voava mais alto no céu baixo
                     b) morava no fundo da mata frente
                     c) no alto de um barranco sopé
                     d) era perto de um rio longe
                     e) era protegido desprotegido
                     f) quando o sol foi se pondo foi nascendo
                     g) estava cansado descansado
                     h) quando era noite alta começo da noite
                     i) este lugar é perfeito! imperfeito, impróprio
                     j) está me ajudando! atrapalhando
                     k) à noite eu começo de manhã eu termino, acabo
                     l) na noite seguinte manhã anterior
                     m) estas varas estão perfeitas impróprias, não adequadas
                     n) bem firme frouxo
                     o) pilha enorme muito pequena
                     p) daí a pouco muito depois
                     q) nuns espacinhos pequenos espações grandes
                     r) malha forte fraca, frágil
                     s) antes de escurecer depois de clarear
                     t) paredes fechadas abertas
                     u) bambu grosso fino
                     v) todo animado desanimado
                     w) ficou furiosa calma, tranquila
                  3. Explique o significado das seguintes palavras do texto terminadas em -inho
                     e -inha.
                     clareira limpinha                 bambu levinho
                     O uso dos diminutivos limpinha (limpa) e levinho (leve) reforça a ideia expres-
                     sa pelo adjetivo (muito limpa e muito leve). Esse uso é informal.

           Páginas 31 a 33 – TEXTO 2 – “VEADO-CAMPEIRO” E ONÇA-PINTADA”
               Observe o título dos dois textos.
               • O que há em comum entre eles? (São substantivos separados por um hífen e por isso,
                 chamados de compostos; a segunda palavra apresenta uma característica que define
                 a espécie do animal, porque há vários tipos de veado e vários tipos de onça.)
                  1. No texto há outros três substantivos compostos. Escreva-os.
                     alecrim-do-campo, assa-peixe, capim-favorito
                  2. Há semelhanças entre os dois animais? Quais são?
                     Ambos são ágeis, correm velozmente e nadam.
                  3. No texto há informações que apresentam quantidades numéricas. Encontre-as no
                     texto, escrevendo do jeito que aparecem.

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                                              VEADO-CAMPEIRO                                    ONÇA-PINTADA

                  GESTAÇÃO          nove meses                                        três meses/três meses e meio


               TEMPO DE VIDA        22 anos                                           25 anos


                    PESO            40 quilos                                         60 a 90 quilos


                COMPRIMENTO         1,5 metro                                         1 metro a 1,85 metro


                   ALTURA           80 centímetros                                    45 a 50 centímetros



                        •    O que expressam os algarismos?               Idade (acima de 10 meses ou anos); peso; altura; compri-
                             mento e distância.

                        •    E os numerais (escritos por extenso)?                Idade (até nove anos); quantidade (três chifres,
                             dois voltados para trás e um para frente); são os numerais cardinais.

                        •    Há numerais ordinais que também aparecem no texto?
                             Terceiro ano; 13o dia (os filhotes abrem os olhos). Eles foram escritos por extenso até décimo e depois
                             em algarismos.


              Página 33 – APRENDENDO COM O TEXTO
                   Os dois textos, do veado-campeiro e da onça-pintada, têm estrutura muito diferente
              do texto “O veado e a onça”. Conversar com os alunos sobre essas diferenças.
                   Texto 1 – Conta uma história; é uma narrativa, um encadeamento de fatos, com diá-
              logos das personagens e um narrador personagem acrescentando pensamentos e circunstân-
              cias ao enredo.
                   Texto 2 – Na verdade são dois textos, referentes aos animais, descritos com rigor cien-
              tífico. Ambos trazem informações dispostas em tópicos, em linguagem clara, objetiva, com
              precisão de dados oferecidos pelos algarismos e numerais.

              Página 45 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA
                  A reticência é um sinal de pontuação que se torna um recurso de grande efeito para
              narrativas, principalmente quando há diálogos. A omissão daquilo que as personagens
              gostariam de dizer, o silêncio voluntário, dá ao leitor possibilidades de interpretação a cada
              situação.
                  Ambos são ágeis, correm velozmente e nadam.
                     1. Associe as sugestões do primeiro grupo às situações do grupo abaixo, explican-
                        do o significado que as reticências têm. Você pode sugerir outras que não este-
                        jam na lista.
                        •    surpresa
                        •    concordância

                                                                                                                                       31
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                     •    insinuação
                     •    conclusão
                     •    dúvidas
                     •    e outras coisas mais
                     a) “preparei o encanamento, as portas e as janelas...” e outras coisas mais
                     b)    “cada um deu um sorriso sem graça...”                concordância

                     c)    “Quer dizer que você...” insinuação, dúvida
                     d) “eu achava que era o deus da mata me ajudando...”                       concordância

                     e) “Pois é... Eu também”           concordância

                     f)   “ela vai estar sempre bem cuidadinha...” conclusão
                     g) “pela primeira vez na vida, ela me chamava de senhor...” surpresa, alerta
                  2. O ponto de exclamação é outro recurso muito usado para enfatizar a fala em
                     situação de alegria, espanto, surpresa. Analise o emprego das exclamações nas
                     frases seguintes e escreva de outra forma, usando a linguagem informal.
                     •    “– Tenho uma ideia!” Oba!
                     •    “– Isso mesmo!”       De acordo! Valeu!

                     •    “Era pesadíssima!” Puxa que peso!
                     •    “Acho ótimo!” Legal!
                     •    “– Oba! Mais dois tapetes!” Genial! Maravilha!
                  3. Dê o substantivo primitivo dos substantivos seguintes.
                     telhado                   caçada                       ribanceira
                     terreiro                  encanamento
                     telha, caça, riba (margem alta de um rio), terra, cano


           Página 47 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA
                Questão 3 – Resposta
                Os pronomes de tratamento senhor e senhora são usados em situações formais ou para
           indicar respeito com a pessoa com quem se fala.
                  1. Por que a autora usa o adjetivo valentona e não valente?
                     Porque valentona reforça a ideia de valentia e do tamanho da onça para o veado.
                  2. Em seguida a onça se refere ao veado, chamando-o de idiota. Na sua opinião,
                     o veado comportou-se como um idiota no final da história?
                     Não, apesar de não ser tão forte e feroz quanto a onça, o veado conseguiu, com astúcia, expulsá-la da casa.


           Página 48 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – ORTOGRAFIA
                A troca das vogais I por E e U por O acontece também na pronúncia de muitas palavras,
           como “mixerica” por mexerica e “pueira” por poeira. Esse registro dialetal ocorre devido
           a diferenças de sotaque ou diferenças regionais.

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              Páginas 51 a 53 – TEXTO 4 – “OS TRÊS HOMENS ATENTOS”,
                                DE REGINA MACHADO                 A
                     Biografia
                      Regina Machado ampliou a prática de contação de histórias, que antes era
                 restrita aos pais e educadores para outros lugares e públicos diferentes. Ela é
                 pesquisadora de contos populares, escritora e professora e responsável pela volta
                 dessa tradição no Brasil: "Os contos enriquecem nosso interior, desenvolvem a indi-
                 vidualidade e, ao mesmo tempo, nos tornam mais flexíveis para resolver problemas e
                 aceitar diferenças", explica a autora.

                  Depois da leitura do texto feita pelo professor, pedir aos alunos que prestem atenção
              ao título e falem sobre ele: o (artigo), três (numeral), homens (substantivo) e atentos
              (adjetivo).
                  Em seguida, os alunos deverão fazer a leitura e anotar no caderno todas as vezes
              que aparecer um numeral, com exceção de um e uma, porque podem ser confundidos com
              o artigo indefinido.
                  Ao final verificar o número de ocorrências apontadas. (Elas são 21.)
                  Neste texto, os numerais ordinais é que diferenciam a fala das personagens, sendo
              sempre chamadas de: primeiro, segundo e terceiro, porque eles não tem um nome próprio.

              Página 54 – CONVERSANDO SOBRE O TEXTO
                     1. Comente por que foi possível os três homens conseguirem acertar “tudo”.
                        Os três homens acertaram tudo porque observaram os indícios que levaram àquela leitura e sua interpretação.
                        Se eles não atentassem para os pequenos detalhes, não poderiam chegar às conclusões tão precisas.
                        Essa explicação, aliás, justifica a palavra atentos do título. Além disso, os três homens podem ser conside-
                        rados bons leitores, pois apreenderam o significado das indicações, que para muitos passariam despercebidas.
                     2. E você teria conseguido interpretar todos os vestígios por eles detectados?
                        Justifique. Resposta pessoal.

              Página 60 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA
                  A diferença entre os numerais e os artigos um, uma, uns, umas é que, enquanto os
              numerais definem a quantidade, os artigos indefinidos apenas acompanham o substantivo,
              indefinindo-o.
                     1. Aponte quando for numeral (N) ou artigo (A) as palavras destacadas.
                        a) cego de um olho           N

                        b) manco de uma perna                N

                        c) uma as pegadas           N

                        d) uma estrada         A

                        e) não tem um dente              N


                                                                                                                                       33
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                     f)   um velho      A

                     g) falar mais uma vez          N

                     h) o mato de um lado           N

                     i)   um delicioso carneiro         A


           Página 63 – TEXTO 5 – “O RESISTENTE CAMELO”,
                       DE LEONORA E ARTHUR HORNBLOW
                  Biografia
                  Leonora e Arthur Hornblow formam um casal: ela foi novelista, nasceu em Nova
              York em 1972 e morreu aos 85 anos, na mesma cidade. Arthur foi cineasta e depois
              de aposentado começou a escrever para crianças.

                  1. Pesquise a diferença entre camelo e dromedário.
                     Camelo é um ruminante com duas corcovas no dorso, e o dromedário, embora seja semelhante a ele, tem
                     apenas uma corcova, também chamada de bossa. A corcova não é composta de água, ao contrário do que
                     diz a lenda popular, mas, sim, de gordura acumulada pelo animal nos períodos de alimentação abundante,
                     o que lhe permite viver em condições de escassez. Ambos são herbívoros e nativos de áreas secas e desérti-
                     cas. Eles podem tomar cerca de 200 litros de água de uma só vez, o que os torna próprios para a travessia
                     do deserto: são rápidos e não necessitam ficar bebendo água a todo momento.


           Página 65 – APRENDENDO COM O TEXTO
               Questão 4 – Resposta
               a) Os textos informativos são encontrados em enciclopédias, dicionário, sites, jornais,
                  revistas, livros didáticos. As narrativas estão presentes em livros de diversos tipos:
                  de contos, didáticos, sites etc.
               b) Os textos informativos não têm personagens, porque esses textos tratam de assun-
                  tos relacionados à realidade e à ciência. Nos textos informativos aparecem pessoas,
                  animais, plantas "de verdade".
               c) Os textos informativos não apresentam conflito. São textos interessantes e que
                  atraem a atenção do leitor, pois tratam de assuntos importantes e variados: saúde,
                  ecologia, conflitos entre povos e pessoas. Mas esses assuntos são diferentes do con-
                  flito (expectativa) da narrativa.
               d) Na narrativa, o conflito cria uma expectativa no leitor, faz com que ele fique aten-
                  to e atraído pela história, com vontade de saber como a situação será resolvida
                  e qual será o desfecho do conflito.

           Página 66 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA
                Os adjetivos bom, mau, pequeno e grande possuem formas particulares para o compa-
           rativo e para o superlativo.

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                                                        SUPERLATIVO ABSOLUTO                           SUPERLATIVO
              ADJETIVO         COMPARATIVO
                                                              SINTÉTICO                                  RELATIVO

                 bom           melhor que                 ótimo                                    o melhor de

                 mau           pior que                   péssimo                                  o pior de

                 grande        maior que                  máximo                                   o maior de

                 pequeno       menor que                  mínimo                                   o menor de



              Página 68 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – ORTOGRAFIA
                  Questões 2 e 3 – Respostas
                  a) velinha: diminutivo de vela; peça de cera que se acende.
                     velhinha: diminutivo de velha, pessoa idosa.
                  b) bolinha: diminutivo de bola.
                     bolhinha: diminutivo de bolha.
                  c) galinho: galo pequeno, macho da galinha.
                     galhinho: pequeno galho, ramo, vegetação.
                  d) cavaleiro: que anda a cavalo, que cavalga.
                     cavalheiro: homem educado, de ações nobres.
                  e) telinha: diminutivo de tela, pano onde se pintam quadros; referência à televisão
                     em relação ao cinema.
                     telhinha: diminutivo de telha, peça de barro para cobrir construções.
                  f) mala: espécie de caixa ou saco, de madeira, fibra, couro, lona etc., que tem de alça
                     e fecho, que se destina a levar roupa ou outros objetos de uso pessoal.
                     malha: espécie de blusa que protege do frio; casaquinho.

              Página 69 – TEXTO 6 – “DONA RAPOSA E OS PEIXES”,
                          DE RAFAEL R. ORAMAS                A

                       1. Que ideias exprimem os diminutivos retirados do texto “Dona Raposa e os peixes”?
                          a) bem cedinho
                          b) dona Raposinha
                          c) só um pedacinho
                          d) comi inteirinha
                          e) esse cheirinho
                          f)   seu Tigrinho
                               a) cedinho: muito cedo; b) Raposinha: carinho; c) pedacinho: pedaço pequeno;
                               d) inteirinha: por completo; e) cheirinho: cheiro muito bom; f) Tigrinho: carinho e respeito.


                                                                                                                               35
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           Página 74 – APRENDENDO COM O TEXTO
               Questão 3 – Resposta
               1o momento: Quando Dona Raposa começou a beliscar a sua traíra, achou-o tão
           saborosa que se esqueceu de que havia se prometido experimentar só um pedacinho de nada.
                2o momento: Quando ela experimenta a traíra do Raposo. Aos poucos ela come o peixe
           inteiro e, quando se dá conta, toda a traíra de seu Raposo havia desaparecido.
               3o momento: Ao perceber que comeu inteirinha a traíra do Raposo, ela diz pra si mesma
           que o estrago já está feito e não fará diferença se ela comer também a última traíra.
               4o momento: Seu Raposo e seu Tigre chegam com muito apetite.

           Páginas 77 e 78 – E POR FALAR NISSO...
                  Biografia
                   Neil Philip é um pesquisador especialista em mito e folclore na literatura infan-
              til mundial. Organizou a obra Volta ao mundo em 52 histórias; a intenção é que seja
              lida uma história por semana. O livro é uma coletânea que reúne desde clássicos como
              “Chapeuzinho Vermelho” a histórias populares de diversos países, que são comple-
              mentadas por informações paralelas sobre sua origem, seu tema, seus símbolos e
              sobre os mais diferentes locais. A ilustração é composta de desenhos, quadros famosos
              e fotografias.

                  1. O título do texto traz duas informações. Quais são? O nome próprio do protagonista (João)
                     e a sua característica marcante: a preguiça.

                  2. Transforme essa palavra num adjetivo.               preguiçoso

                  3. Fora esse traço de comportamento, encontramos alguns adjetivos falados pela
                     mãe de João. Retire do texto as frases em que ela diz esses adjetivos. Copie-as
                     exatamente.
                     “Como você é burro!”       “Cretino!”     “Você é mesmo um tolo!”         “Ah, seu bocó!”     “Idiota!”

                  4. O que há em comum em todas as expressões?                     O ponto de exclamação.

                  5. Comentar o tratamento que a mãe dava ao rapaz. Como esse comportamento pode
                     ser interpretado? Demonstração de total indignação da mãe, pois ela achava que João não pensava,
                     fazia tudo “errado”.

                  6. Indicar o que torna o enredo interessante. Ele era obediente, fazia do jeitinho que a mãe tinha
                     corrigido, mas este conselho só funcionaria na circunstância anterior. Ele ouvia a repreensão e agia, mas em
                     situação posterior não funcionava. Há um jogo de causa e consequência que torna o conto engraçado.

                  7. Como foi possível casar-se com uma moça riquíssima?                      Justamente por causa de mais uma
                     tolice, um despropósito, a sorte lhe chegou: fez rir “uma jovem linda e triste”.

                  8. Como será que sua mãe passou a tratá-lo?                  Resposta pessoal.

                  9. Você acha que esse casamento deu certo? Continue a narrativa e depois a leia para
                     a classe. Resposta pessoal.

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              Unidade 2               CONVIVER É RESPEITAR


              Página 80 – COMEÇO DE CONVERSA
                     Biografia
                      Sérgio Vaz, o “Poeta da Periferia”, é natural de Minas Gerais, autor de Pensamentos
                 vadio e Subindo a ladeira mora a noite. Ele é de origem simples, mas já conhecido como
                 poeta que compreende e se preocupa com o coletivo. Criou o projeto “Poesia contra a
                 Violência” e recebeu o Prêmio Heróis Invisíveis, dado pelo jornalista Gilberto Dimenstein.

                   Questão 5 – Resposta
                   Aquarela: espécie de massinha que se apresenta em várias cores e que, dissolvida em
              água, se transforma em tinta. No título do poema, aquarela sugere que as crianças são
              diferentes, coloridas, como as tintas de uma aquarela.

              Página 83 – CONVERSANDO SOBRE O TEXTO
                  Questão 4 – Para envio de correspondência, verificar os dados da editora na página 2
              deste livro (nome da editora, endereço completo, site, e-mail), aos cuidados do Editorial de
              Língua Portuguesa.

              Página 86 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA
                  Questão 1 – Complementação das respostas
                  a) Regra: Acrescentamos s aos substantivos terminados por vogal.
                  b) Regra: Quando os substantivos terminam em r, z ou s, formamos o plural acrescen-
                     tando-se es.
                     Explicar que palavras oxítonas, como português, japonês, freguês, quando estão
                     no plural, mudam a tonicidade, passam a ser paroxítonas (portugueses) e, portan-
                     to, não são acentuadas.
                  c) Regra: Formamos o plural dos substantivos terminados em al, el, ol e ul, substi-
                     tuindo L por is.
                  d) Regra: Formamos o plural dos substantivos oxítonos terminados em il, substituindo
                     o L por s. Formamos o plural dos substantivos paraxítonos substituindo o il por eis.
                  e) Regra: Quando os substantivos terminam em ão, ãe e ã, formamos o plural assim:
                     ão Ǟ ães, ões ou ãos
                     ãe Ǟ acrescentamos s
                     ã Ǟ acrescentamos s
                  f) Regra: Quando os substantivos terminam em m, trocamos o m por ns.

              Página 88
                  Questão 5 – Resposta
                  Quadro da esquerda: -eta; -ejo; -im; -ola; -inho; -cula; -ico.

                                                                                                              37
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              Quadro da direita: -aça; -orra; -aço; -ona; -ança; -ão.
              Exemplos de aumentativos irregulares: chapéu-chapelão; copo-copázio; homem-
           homenzarrão; nariz-narigão; rapaz-rapagão; vozeiro - vozeirão;

           Página 89
               Questão 8 – Resposta
               a) portão: porta de vários tamanhos e formas, que fecha o muro e a entrada, impedin-
                  do o acesso de pessoas para a casa; porta grande que dá acesso à garagem, quin-
                  tal, jardim ou pátio e que separa a casa da rua.
               b) calção: sunga ou calça curta e larga presa à cintura por elástico ou cordão, usada
                  para banho ou em futebol, por exemplo.
               c) papelão: papel grosso e rígido; conduta ridícula, vergonhosa; fiasco.
               d) vaquinha: vaca pequena; coleta de dinheiro para comprar algo; rateio entre amigos
                  para pagamento de uma despesa ou obrigação comum.
               e) caixinha: caixa pequena; pequena quantia de dinheiro que as pessoas dão, em
                  determinadas situações, por cortesia ou agradecimento por um serviço ou uma
                  atenção; gorjeta.
               f) folhinha: folha pequena ou calendário.

           Página 89 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – ORTOGRAFIA
                  Biografia
                  Duda Machado (Carlos Eduardo Lima Machado) nasceu no dia 3 de maio de 1944,
              em Salvador (BA). Formou-se em Ciências Sociais, fez cinema e escreveu letras de
              música. É redator, tradutor e professor na Universidade Federal de Ouro Preto (MG).
              Faz poesia para adultos e crianças. É poeta da nova geração e tem vários livros
              publicados em parceria com o Guto Lacaz, que é ilustrador, cenógrafo e desenhista.
              Guto nasceu em São Paulo, em 20 de setembro de 1948.

           Página 93 – TEXTO 3 – “PRECONCEITO: RISQUE ESSA PALAVRA
                       DO SEU DICIONÁRIO”, FOLHINHA               A
                  Biografia
                  Patrícia Trudes da Veiga é jornalista, colaboradora do jornal Folha de S.Paulo e
              editora do Prêmio Empreendedor Social, que acontece em mais 26 países, tendo como
              tema a Educação.

           Página 96                           A
                  Biografia
                   Esmeralda do Carmo Ortiz escreveu seu primeiro livro Esmeralda: por que não
              dancei, aos 21 anos, em que faz um emocionante relato de sua experiência de vida,
              dos preconceitos sofridos, da superação de problemas e da conquista de sua cidada-
              nia. Depois de uma infância e adolescência marcadas pela exclusão social, como mi-
              lhares de crianças brasileiras.

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                     “Quando tinha uns 18 anos, mal sabia escrever meu nome”, conta ela. Aos 22,
                 com a ajuda do jornalista Gilberto Dimenstein, então diretor pedagógico da
                 Associação Cidade Escola Aprendiz, entrou no curso de jornalismo da Universidade
                 Anhembi Morumbi. Hoje é jornalista formada.

                   Na reportagem, os numerais indicam a idade dos entrevistados, norma empregada por
              jornais impressos, quando uma pessoa é citada.
                   Aproveitar as outras ocorrências ortográficas do texto e elaborar atividades com
              palavras que apresentam encontro consonantal: segredo, triste, palavra, sempre, bruxa,
              sofre, criei, excluir. (Copiar essas palavras; pintar os encontros consonantais; separar
              sílabas; desenhar; copiar outras palavras do texto com as mesmas ocorrências.)
                   (Sugestões: negro, trânsito, livro, preconceito, primeira, professora, próprio, brincadeira,
              branco, Brasília, África, crime.)

              Página 97 – TROCANDO IDEIAS
                  Conversar com as crianças sobre bullying (lê-se “bulin”). Perguntar se sabem o que é,
              se conhecem essa expressão.
                  Explicar que se trata de gozação, agressão, ofensa e humilhação. Alguns comporta-
              mentos tidos como normais, coisa de criança, de adolescente estão bem distantes de ser
              inocentes. Constituem, na verdade, na prática do bullying, palavra que veio do inglês e que
              significa de “zoar”, “gozar”, “tiranizar”, “ameaçar”, “intimidar”, “humilhar”, “isolar”,
              “perseguir”, “ofender”, “discriminar” e “colocar apelidos maldosos”. Trata-se de um distúr-
              bio que se caracteriza por agressões físicas e morais repetitivas, que provoca isolamento da
              vítima, redução do rendimento escolar, alterações emocionais e depressão.
                  Embora não exista uma tradução exata para a palavra bullying, pode-se traduzi-la como
              “tratar com crueldade”. Os psicólogos e educadores têm recomendado que nenhuma escola
              ignore tal ocorrência, frequentemente perceptível entre os alunos.

                     POR QUE O BULLYING É PRATICADO?
                     PORQUE O PRATICANTE DO BULLYING QUER:
                     • obter força e poder;
                     • conquistar popularidade na escola;
                     • esconder o próprio medo, amedrontando os demais;
                     • tornar outras pessoas infelizes, já que ele próprio é infeliz;
                     • vitimar outras pessoas por ter sido vítima de alguém no passado.

                     O QUE AS VÍTIMAS DEVEM FAZER?
                     Evitar a companhia de quem pratica o bullying ou dos chamados carrascos.
                     • Jamais falar com o agressor sozinho. É mais seguro falar com ele perto de ou-
                        tras pessoas.
                     • Não responder às provocações.
                     • Não manter a agressão em segredo.
                     • Não se deixar intimidar.
                     • Relatar os fatos aos pais, professores, coordenadores, diretores ou responsáveis.
                                                                                                                  39
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           Página 98 – APRENDENDO COM O TEXTO
               Questão 1 – Texto informativo para o professor
               A expressão linha fina faz parte do jargão jornalístico e, embora não esteja diciona-
           rizada no léxico português, encontra-se registrada no Dicionário de usos do português do
           Brasil, de Francisco S. Borba, publicado pela Editora Ática em 2002.

           Página 98 – APRENDENDO COM O TEXTO
                Questão 4 (a) – Complementação da resposta
                O depoimento de autoridade é a fala de uma pessoa com conhecimento de causa sobre
           o assunto. A ideia de autoridade não está ligada, necessariamente, à autoridade policial,
           política ou religiosa. Um líder comunitário ou um familiar de pessoa envolvida no assunto
           em questão podem ser considerados vozes de autoridade numa reportagem.
                Elaborar com os alunos um quadro com sobre os depoentes da reportagem.

           NOME E PROFISSÃO                     INSTITUIÇÃO           PRINCIPAL CONSELHO OU IDEIA

                                                                      • O silêncio não é a melhor solução.
                                                                      • A criança negra deve pedir ajuda aos
                                                                        professores e aos pais.
               Eliane Cavalleiro,         Faculdade de Educação da
                                                                      • A criança negra pode alertar o colega
                   professora             Universidade de Brasília.
                                                                        de que ele está sendo racista ou
                                                                        preconceituoso
                                                                      • Racismo é um crime.
                                                                      • As crianças precisam da ajuda de
             Denilda Côrtes Silva,
                                          Disque-Racismo do Rio         um adulto.
                  psicóloga
                                                                      • Essa amizade não é uma coisa errada.
           Sônia Maria Nascimento,                                    • A família e a escola têm de ajudar a
           coordenadora executiva         ONG Geledès                   criança a elevar sua auto-estima e a
                   da ONG                                               valorizar a sua identidade.
               Esmeralda Ortiz,           O texto não apresenta       • Ser branco é lindo, mas ser negro é
             jornalista e escritora       a instituição.                maravilhoso.
                  1. Apontar o que a escola oferece de bom e o que eles podem sugerir para melhorá-la,
                     a fim de que seja montado uma atividade – que deverá ter o nome decidido pela
                     classe, depois da apresentação dos pontos levantados. (A finalidade é promover ini-
                     ciativas para construírem uma escola que eles “gostariam” de ter, com a participação
                     deles, dentro daquilo que é possível.)

               ROTEIRO
                   • Organizar uma entrevista. Cada grupo aborda diferentes pessoas da escola:
                     diretor, professor(es), secretário(a), isto é, todo o pessoal da parte administra-
                     tiva e docente.
                   • As entrevistas devem ser redigidas para posterior divulgação na classe.
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                     • Esses depoimentos servem de base para uma reportagem, que subsidiará a
                       montagem de um projeto.
                     • Os pais podem ser convidados para conhecer as prioridades e se engajarem no
                       projeto, expondo que contribuição podem dar (claro que não se pensa em di-
                       nheiro, mas sim, no envolvimento com trabalho voluntário em todos os níveis)
                     • Esse trabalho desenvolvido pode virar notícia de jornal.

                    Uma iniciativa como essa demonstra a importância do uso social da língua, como
              um recurso de transformação da realidade e da consciência de cidadania para a criação de
              uma sociedade mais igualitária.

              Página 102 – TEXTO 4 – “UMA LIÇÃO INESPERADA”, DE JOÃO CARRASCOZA
                     1. Encontre no dicionário o significado das seguintes palavras.
                        a) latejando (latejar)
                        b) nerd
                        c) arrogante
                        d) (falava) arrastado
                        e) paulatinamente
                        f) ternamente
                             a) Pulsando, palpitando, batendo forte.
                             b) É um termo que descreve, muitas vezes com conotação depreciativa, uma pessoa que exerce intensas
                                atividades intelectuais, que são consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras
                                atividades mais sociais ou populares em seu grupo. Por essa razão, um nerd é muitas vezes excluído
                                de atividades físicas e considerado um solitário pelos seus pares. Com conotação depreciativa, descreve
                                uma pessoa com dificuldades de integração social e mesmo atrapalhada que, no entanto, nutre grande
                                fascínio por conhecimento ou tecnologia.
                             c) Insolente, soberba, altiva, orgulhosa, pretensiosa, pois no texto está no feminino.
                             d) Falar de modo moroso, lentamente, por indolência ou dificuldade na pronúncia.
                             e) De modo paulatino, vagaroso, feito pouco a pouco.
                             f) De modo terno, afetuoso, meigo, carinhoso.

                     2. No texto ainda aparecem mais duas palavras com a terminação -mente. Explique-as.
                        a) rapidamente De modo rápido, acelerado, ligeiro, célere, veloz.
                        b) justamente De modo exato, exatamente.

              Página 104 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA
                  Os derivados do verbo pôr (compor, impor, repor) não têm acento.

              Página 108 –CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – ORTOGRAFIA
                     Biografia
                     Lalau é paulista e publicitário, e Laurabeatriz é carioca e artista plástica.
                 Eles trabalham juntos desde 1994, criando literatura para crianças. A preocupação
                 com o meio ambiente, os animais e a ecologia está presente em quase toda a obra da
                 dupla. Eles não são casados, mas trabalham em sintonia, como ela mesma diz.



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           Páginas 111 a 113 – TEXTO 5 – “OLIMPÍADAS”
                  1. O texto fala em “conjunto de modalidades esportivas”. Converse com os colegas e,
                     juntos, façam uma relação das modalidades mais importantes, mas, se quiser, se
                     aprofundar, pesquise quais são todas elas.
                  2. Qual o seu esporte favorito? Muitas crianças estão deixando de praticar exercício,
                     trocando-o pela tevê, videogame e computador. Há conseqüências que já estão
                     aparecendo na saúde dessas crianças, quais?
                     Obesidade, diabetes e comportamento antissocial, pelo isolamento.


           Página 114 – TEXTO 6 – “IGNORÂNCIA E PRECONCEITO”, DE LYA LUFT
                  Biografia
                   Lya Luft nasceu no dia 15 de setembro de 1938 em Santa Cruz do Sul (RS), lugar
              de colonização alemã, onde quase todas as crianças falavam alemão, portanto, os
              livros utilizados nas escolas da cidade, vinham da Alemanha. Lia cursou Pedagogia e
              Letras (alemão e inglês) em Porto Alegre, onde iniciou sua carreira literária, aos 41
              anos, depois de um acidente automobilístico quase fatal, quando resolveu fazer tudo
              aquilo que evitava. Traduziu muitos autores famosos para o português. Atualmente é
              uma das autoras que mais vende livros no Brasil. Na literatura infantil explora o
              fantástico mundo do imaginário, inspirada em histórias que contava para sua neta.

                Lya Luft usou em seu texto a expressão antipreconceito. Anti- significa “contra”, por
           isso, antipreconceito significa “contra o preconceito”. O prefixo ante- significa “antes”,
           “anteceder”, “o que vem antes”. Explicar aos alunos que apenas com a troca da vogal i por
           e as palavras ganham significados diferentes.
                  1. Consulte o dicionário e descubra se as palavras seguintes formam novas palavras
                     com o prefixo ante- ou com o prefixo anti-.
                     a) ontem                                 e) penúltima
                     b) coagulante                            f)   gripal
                     c) ver                                   g) porta
                     d) caspa                                 h) vírus
                          a) anteontem; b) anticoagulante; c) antever; d) anticaspa; e) antepenúltima; f) antigripal; g) antepor-
                          ta; h) antivírus


           Páginas 116 e 117 – TEXTO 7 – “UM EXEMPLO DE PERSISTÊNCIA
                               E SUPERAÇÃO”, DE ANDRÉ DEGASPERI     A
                  Biografia
                  André Degasperi é assessor de imprensa, profissional que divulga o trabalho de
              diversas empresas ou instituições. Elabora reportagens e cria espaços na mídia para
              evidenciá-las.


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                     1. Encontre no dicionário o significado das seguintes palavras.
                        a) persistência perseverança, constância, obstinação, teimosia, firmeza
                        b) superação vitória, ato ou efeito de superar, se sujeitar, resolver
                        c) acirrada incitante, exacerbada, exasperada

              Página 120 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA
                  Questão 6 – Resposta
                  a) Regra: O feminino foi         formado    trocando-se a terminação -o por -a.
                  b) Regra: O feminino foi         formado    trocando-se a terminação -e por -a.
                  c) Regra: O feminino foi         formado    acrescentando-se a letra a.
                  d) Regra: O feminino foi         formado    mudando-se o -ão final para -ã, -ona, -oa.
                  e) Regra: O feminino foi         formado    com -esa, -essa, -isa, -triz.
                  f) Regra: O feminino foi         formado    por palavras diferentes.

              Página 125 – E POR FALAR NISSO...
                     1. Encontre no dicionário o significado das seguintes palavras e, caso não e ache
                        alguma delas, faça uma pesquisa.
                        a) prótese
                        b) glaucoma
                        c) iPod
                        d) rubéola
                             a) Peça ou aparelho que substitui um órgão ou um membro amputado ou malformado, para suprir a
                             falta ou restaurar uma função comprometida.
                             b) Doença do olho que aumenta a pressão ocular, podendo provocar a diminuição da visão e até levar
                             à cegueira.
                             c) (Lê-se “aipódi”.) É uma marca registrada e refere-se a uma série de players (“tocadores”) de áudio
                             digital, projetados e vendidos por uma empresa chamada Apple Inc. É um aparelho muito pequeno que
                             usa recursos de informática para armazenar som, imagem e texto.
                             d) doença viral, muito contagiosa, semelhante ao sarampo, porém mais branda, mas que pode provo-
                             car graves malformações no feto quando acomete a mãe no primeiro trimestre de gestação. Ela provo-
                             ca um grosseiro avermelhado na pele e pequenas ínguas (inchaço) na região do pescoço. Já há vacina
                             para evitá-la.



              Unidade 3                    POETAS À VISTA!

              Página 128 – COMEÇO DE CONVERSA
                     Biografia
                     Erika Sallum é jornalista colaboradora no jornal Folha de S.Paulo. Ela viajou para
                 o Chade, nação da África central, um dos lugares mais pobres do mundo, como parte
                 de sua tese de mestrado em direitos humanos, que prepara na Universidade de Nova
                 York (EUA).

                                                                                                                                     43
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                  1. Encontre no dicionário o significado de hobbies (plural). Você deve buscar hobby
                     (lê-se “róbi”), uma palavra em inglês, mas já dicionarizada, que significa “ativi-
                     dade de lazer”, “passatempo”.

           Página 130 – TEXTO 1 – “POETA À VISTA”, DE CARLOS QUEIROZ TELLES
                  Biografia
                  Carlos Queiroz Telles nasceu em março de 1936, em São Paulo. Foi escritor,
              poeta, jornalista, publicitário, dramaturgo professor universitário e diretor da TV
              Cultura-SP. Formou-se em Direito, escreveu quase 20 peças de teatro. Morreu em 1993.

               Questão 3 – Complementação da resposta
               O título sugere que no horizonte (futuro) pode estar aparecendo um porto seguro, um
           lugar para “ancorar” seus versos.

           Página 131 – TEXTO 2 – “TREM DE FERRO”, DE MANUEL BANDEIRA
                  Biografia
                  Manuel Bandeira nasceu no Recife (PE), em 1886. Ainda menino, morando com
              a família no Rio de Janeiro, estudou no Colégio Pedro II e, aos 17 anos, mudou-se para
              São Paulo porque queria ingressar na Escola Politécnica. Em 1903, tuberculoso, foi
              obrigado a abandonar os estudos para cuidar de sua saúde. No início fazia versos por
              divertimento, mas, diante da grave doença, começou a escrevê-los por necessidade,
              para expressar seu sentimento de tristeza e de vazio ao pensar na morte. Publicou
              muitos livros de poemas, tornando-se um dos mais importantes poetas brasileiros.
              Em 13 de outubro de 1968, aos 80 anos, faleceu na cidade do Rio de Janeiro.

           Página 132 – CONVERSANDO SOBRE O TEXTO
               Questão 3 – Complementação da resposta
               Existe um emprego formal e informal da linguagem oral e da escrita. No caso, do poema
           “Trem de ferro”, temos o registro do uso informal, exatamente do modo de falar do homem da
           zona rural. É apenas uma forma “diferente” de se expressar, uma variedade linguística e não
           deve ser considerada “errada”; trata-se de um dialeto. Em várias situações de comunicação,
           o aluno tem contato com a variedade linguística chamada de norma urbana de prestígio.
                O poeta pode utilizar expressões dialetais ou mesmo reproduzir falas em um registro
           fiel da linguagem oral para dar ao poema a rima e o ritmo de que ele precisa.

           Página 136 – TEXTO 3 [POEMA 4] – “RECEITA DE ARRUMAR GAVETAS”,
                        DE ROSEANA MURRAY                              A
                  Biografia
                  Roseana Murray nasceu em 27 de dezembro de 1950, no Rio de Janeiro. Quando
              menina, gostava muito de ler e lia tudo que lhe caía nas mãos. Adorava Monteiro
              Lobato, contos de fadas outros livros. É formada em Letras e Literatura Francesa.
              A autora já publicou 40 livros. Tem um cachorro, três gatos e uma casa na montanha.


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                     1. Encontre no dicionário o significado da palavra desatino(s).                   disparates, devaneios


              Página 139 – PRODUZINDO TEXTOS
                  Questão 2 – Sugestão de poema
                  Com um grande pincel
                  Deus vai brincando,
                  Flores de ipê amarelo
                  Sobre a grama espalhando
                  E de azul ele pinta o céu.

              Página 141 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA
                     Biografia
                     José de Nicola nasceu em São Paulo, na Bela Vista, o tradicional bairro do Bexiga.
                 Aos 40 anos, mudou-se para a cidade de Bragança Paulista, no interior do estado.
                 Foi professor de Literatura e escreve livros didáticos. Para o público infantil, além de
                 Pedro Pica-pau, escreveu o Alfabetário.

              Página 143 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA
                     Biografia
                     Heinz Manz é uma poetisa suíça e seu poema “História de janela no 2” foi incluí-
                 do na coletânea de 31 poemas selecionados e traduzidos pelo poeta brasileiro José
                 Paulo Paes (1926-1998), obra que tem um ilustrador para cada poema.
                 A coletânea recebeu um título bem grande: Ri melhor quem ri primeiro: poemas para
                 crianças (e adultos inteligentes).

              Página 145 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – ORTOGRAFIA
                     Biografia
                     Elias José é escritor de literatura infantil e juvenil, contista, poeta, romancista
                 e professor. Nasceu no dia 25 de agosto de 1936, em Santa Cruz da Prata, distrito de
                 Guaranésia (MG). Em 1968 recebeu menção honrosa do Prêmio José Lins do Rego, por
                 seu livro de contos A Mal-Amada. Por sugestão de sua mulher, Silvia, começou a escre-
                 ver para crianças e, em 1976, lançou seu primeiro título infantil: As curtições de Pitu.
                 Depois disso são quase 100 títulos publicados, entre poesia e prosa, com temas varia-
                 dos: situações cotidianas, brincadeiras com palavras e recriações de contos tradicionais.

                     1. Encontre no dicionário o significado da palavra chafariz.                Fonte construída de alvenaria
                        por onde jorra água de uma ou mais bicas; pode ser também bebedouro público.


                  Questão 3 – Complementação da resposta
                  a) cartas: plural de carta; cartaz: anúncio ou aviso de grande formato, propaganda
                     comercial.
                  b) capas: plural de capa; capaz: com capacidade, competente.

                                                                                                                                 45
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               c) atrás: na parte posterior, depois, após; traz: 3a pessoa do singular do presente do
                  indicativo do verbo trazer.
               d) pás: plural de pá, instrumento para cavar o solo ou remover o lixo; paz: ausência
                  de lutas; sossego, serenidade.
               e) nós: pronome pessoal do caso reto (1a pessoa do plural); noz: fruto seco da
                  nogueira, pequeno, com casca duríssima, de aparência rugosa.
               f) vós: pronome pessoal do caso reto (2a pessoa do plural); voz: som produzido pelas
                  cordas vocais do aparelho fonador humano.

           Páginas 147 a 149 – TEXTO 4 – “SEIS ZEROS”, DE SAMUIL MARCHAK
                  Biografia
                  Samuil Marchak foi um poeta russo. O poema “Seis zeros” faz parte da coletânea
              Di-versos russos, organizada por Tatiana Belinki. A tradução deste poema também é
              de Tatiana Belinki.

               MANIA DE EXPLICAÇÃO
                Outras palavras do texto podem ser usadas para atividade com os alunos (busca no
           dicionário, Jogo de Dicionário).
                Interpela: pergunta com rigidez, intimida a responder.
                Balindo (balir): soltando balidos, som emitido por ovelhas e carneiros.
                Tremebundo: assustado, tremendo de medo, receoso, trêmulo.

           Página 150 – CONVERSANDO SOBRE O TEXTO
               Questão 1 – Complementação da resposta
                Eclipse: obscurecimento de um corpo celeste por outro.
                Pigmeu: indivíduo de certa etnia africana cuja estatura é muito baixa.
                Escafandro: roupa impermeável própria para mergulhos demorados, provida de apare-
           lho respiratório ligado a um tubo de ar.
                Batráquio: sapos, rãs, pererecas.
                Hipotenusa: lado de um triângulo retângulo oposto ao ângulo reto.
                Medusa: grupo de invertebrados aquáticos, com forma de sino ou guarda-chuva.
                Toga: vestimenta ampla, comprida, usada pelos juízes e promotores no tribunal ou por
           formandos durante a cerimônia de formatura.

           Página 153 – PRODUZINDO TEXTOS
                  Biografia
                  Cristina Porto nasceu em Tietê, interior de São Paulo, e, aos 19 anos, mudou-se
              para a capital para cursar a faculdade de Letras. Formou-se professora e começou a
              carreira de escritora de livros infantis e juvenis em 1980. Hoje tem mais de 50 livros
              publicados. A autora ficou conhecida pelas crianças por causa de sua personagem
              Serafina: ela aparece em cinco livros de Cristina Porto.



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                     1. Encontre no dicionário o significado da palavra lantejoula.                     Pequena lâmina cintilante
                        para enfeitar roupas ou fantasias.


              Página 158 – TEXTO 6 [POEMA 1] – “ALÉM DA IMAGINAÇÃO”,
                           DE ULISSES TAVARES                     A
                     Biografia
                     Ulisses Tavares nasceu em Sorocaba (SP) e publicou seu primeiro livro de poe-
                 mas aos 9 anos. Aos 13 nos expôs poemas em varais em praças públicas de São Paulo.
                 Nunca mais parou de escrever e ler de tudo. Tem 74 livros publicados.

                     1. Encontre no dicionário o significado da palavra desalento.                    desânimo, abatimento

                     2. Que crítica social está implícita no poema “Além da imaginação”?
                        A desigualdade social.


              Página 158 – CONVERSANDO SOBRE O TEXTO
                  Questão 4 – Complementação da resposta
                  O título do livro (Caindo na real) sugere que poderia ser a distância entre a escola (reali-
              dade) e a novela (ficção, imaginação). O poema traz implícita a ideia: o verso “que você
              imagina” e o último verso (“Tem gente que existe e parece imaginação”) comprovam que as
              necessidades por nós inimagináveis são a realidade do outro.

              Página 159 – TEXTO 6 [POEMA 2] – “O BICHO”, DE MANUEL BANDEIRA
                     1. Encontre no dicionário o significado das palavras detritos e voracidade.
                        Detritos: lixos, restos de substâncias jogadas.
                        Voracidade: grande apetite, desejo intenso.


              Página 160 – TEXTO 6 [POEMA 3] – “DORME, PRETINHO”,
                           DE SÉRGIO CAPPARELLI                A
                     Biografia
                      Sérgio Capparelli nasceu em Uberlândia (MG), em 11 de julho de 1947. É escritor
                 de literatura infantil e juvenil, jornalista e professor universitário. Estudou, trabalhou
                 e viveu em Uberlândia, Goiânia, Curitiba, Porto Alegre, Munique (Alemanha), Paris e
                 Grenoble (França), Londres (Reino Unido), Montreal (Canadá). Atualmente vive em
                 Pequim (China), onde trabalha em uma agência de notícias.
                      Tem mais de 30 livros publicados e o mais conhecido é Os meninos da Rua da
                 Praia, que está na 36a edição.

                     1. Explique o sentido da palavra pretinho no poema.
                        O diminutivo pode ser referência a uma criança e também expressar afetividade, carinho, fragilidade.
                        No poema, o eu lírico quer proteger o menino.

                     2. Que expressões do texto justificam esse sentimento?
                        “Vá embora, vá seu guarda/ deixa o pretinho dormir, ele [...] não tem para onde ir.”

                                                                                                                                    47
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                  3. Que comparação o autor faz para demonstrar esse cuidado?
                     “Deus também é um engraxate.” Ou seja, Deus é seu igual e toma conta dele; sabe que ele tem um coração
                     que bate e pode acabar com o momento difícil (“...o teu mal.”). Ele diz ainda que “o pretinho é muito bom”.

                  4. Nos poemas 2 e 3 há um tema comum, qual é?                     A miséria.

           Página 161 – TEXTO 7 – “ACHO QUE A POESIA NASCE COM A GENTE”,
                        DE TOM JOBIM                                   A
                  Biografia
                  Tom Jobim, Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, nasceu em 25 de janeiro
              de 1927, no bairro carioca da Tijuca. Foi compositor, maestro, pianista, cantor, arran-
              jador e violonista. É considerado um dos maiores expoentes da música brasileira e um
              dos criadores da bossa nova, movimento musical mundialmente conhecido pela quali-
              dade e sofisticação. Morreu em Nova York, em 8 de dezembro de 1994.

           Página 166 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA
               Questão 5 – Resposta
               Chutou bola na chuva,
               Roubou laranja, banana,
               Goiaba e uva,
               Xingou a professora,
               Apanhou dos mais velhos,
               Bateu nos mais novos,
               Quebrou uma dúzia de ovos,
               Rachou a cabeça,
               Cortou o dedo,
               Tremeu de medo,
               Escorregou na lama,
               Fez xixi na cama,
               Soltou pipa,
               Esfolou o joelho,
               Criou um coelho,
               Andou no mato,
               Perdeu um sapato,
               Pescou na represa,
               Ganhou um presente,
               Teve dor de dente,
               Caiu do muro,
               Chorou no escuro,
               Faltou na escola,
               Descobriu um tesouro,
               Sonhou com besouro,
               Libertou passarinho,
               Foi uma história em quadrinho.

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              Páginas 172 e 173 – TEXTO 9 [POEMAS 1 E 2] – “URGENTE”, DE SÉRGIO
                                  CAPPARELLI, E “NASCER”, DE E.M. FERNANDES A
                     1. Depois da leitura dos poemas “Urgente!” e “Nascer”, dirija seu olhar para o todo
                        do poema e fale sobre o formato da composição poética.
                        O monumento do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e um balão.


              Página 174 – TEXTO 9 [POEMA 3] – CANÇÃO DO CAVALINHO PRETO,
                           DE IEDA DIAS                                A
                     Biografia
                     Ieda Dias, professora mineira, é autora de um método criativo para trabalhar a
                 língua portuguesa com os alunos dos anos iniciais. Publicou o livro Canção da meni-
                 na descalça, no qual faz uma correlação entre as várias artes ao entrelaçar poemas com
                 desenhos, pinturas e esculturas, criando uma obra muito elogiada pelos leitores e sele-
                 cionada por diversas instituições ligadas à educação e leitura.

              Página 175 – TEXTO 9 [POEMA 4] – PÁSSARO EM VERTICAL,
                           DE LIBÉRIO NEVES                      A
                     Biografia
                     Antonio Libério Neves nasceu em Buriti Alegre (GO) e mora em Belo Horizonte
                 (MG). Formou-se em Direito, é poeta e tem vários livros publicados. Um dos mais
                 recentes é Voa, palavra.

                     1. Depois da leitura do poema “Pássaro em vertical”, dirija seu olhar para o todo do
                        poema e fale sobre o formato da composição poética.
                        O formato sugere uma ave que foi atingida em pleno voo por um tiro e desceu em queda livre.


              Páginas 176 a 178 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA
                     Biografia
                     Osvaldo Duarte nasceu em Lutécia, interior de São Paulo, em 1961. Professor uni-
                 versitário, recebeu diversos prêmios com seus contos e poemas. Estreou na literatura
                 infantil com o livro Abri, abriste, abreu, de onde foi retirado esse poema.

                     Biografia
                     Dilan Camargo nasceu em Itaqui, interior do Rio Grande do Sul, no dia 31 de
                 janeiro de 1948. Passou a infância em Umuarama e, atualmente, reside em Porto
                 Alegre. O autor tem várias obras publicadas de poemas para adultos e crianças e tam-
                 bém é letrista, autor da letra da música “Diário”, composta por Paulo Nascimento,
                 gravada por Ney Matogrosso.



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                  Biografia
                  Chico Buarque, Francisco Buarque de Holanda, nasceu em 19 de junho de 1944,
              no Rio de Janeiro (RJ). É escritor, dramaturgo, compositor, músico e poeta. Na infân-
              cia morou em São Paulo, Rio de Janeiro e Roma (Itália). Ficou conhecido nacional-
              mente por seu primeiro sucesso num concurso musical com “A banda”.

           Páginas 181 a 184 – E POR FALAR NISSO...
                  1. Retire do poema “O menino Aurélio” palavras escritas com as letras do nome
                     próprio Aurélio.
                     a) substantivos           ar, rua, rio, luar, rei, elo

                     b) verbos      ria, lia

                  2. Escreva o maior número de palavras que ainda conseguir formar com o nome
                     Aurélio, podendo repetir letras.
                     au-au (a voz do cachorro), ouro, luau, óleo, raio, rola, louro, euro (dinheiro europeu), leio, ralo, leu (verbo)
               Chamar a atenção para esta curiosidade: Aurélio é o único nome próprio que contém
           todas as vogais.

                  Biografia
                   Vinícius de Morais (1913-1980) é um dos mais conhecidos poetas brasileiros.
              Nasceu e morreu no Rio de Janeiro. Tornou-se célebre por seus poemas de amor, entre
              os quais se destacam os sonetos, e por suas parcerias musicais com Tom Jobim, com
              o qual foi um dos criadores do movimento musical chamado bossa nova, e, posterior-
              mente, com Chico Buarque de Holanda e Toquinho. Os seus primeiros livros, O cami-
              nho para a distância (1933), Forma e exegese e Ariana, a mulher, são marcados pela
              religiosidade. Já em seus livros seguintes, como Cinco elegias, Poemas, sonetos e bala-
              das (1946) e Para viver um grande amor – prosa e poesia (1965), identifica-se o mundo
              material, como a beleza da mulher.

                  Biografia
                   Pedro Bandeira nasceu em Santos (SP), no dia 9 de março de 1942. É o autor de
              literatura infantil e juvenil mais vendido no país: 20 milhões de exemplares até 2006.
              Tem mais de 70 livros publicados. É casado com Lia, com quem tem três filhos:
              Rodrigo, Marcelo e Maurício. Ele diz que a inspiração para cada história vem dos livros
              que lê e dos acontecimentos da própria vida. Ocasionalmente inspira-se nas mais de
              300 mensagens de e-mails e cartas que recebe semanalmente.




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              Unidade 4                  AMIZADE


              Página 186 – COMEÇO DE CONVERSA
                     1. Encontre no dicionário o significado das palavras seguintes.
                        a) vulneráveis (vulnerável)
                             Instáveis, possíveis de críticas, suscetíveis a ofensas.
                        b) frágeis (frágil)
                             Sensíveis, que mostram fraqueza.
                        c) sociólogo(s)
                             Aquele que estuda a organização das sociedades humanas e dos fatos a elas ligados.
                        d) antropólogo(s)
                             Aquele que estuda o homem, sua origem, evolução e cultura.


              Página 187
                  Questão 4 – Resposta
                                             Hanna-Barbera
                                                Produções




                                                                                                                       Charles Schulz
                                                                                    Bill Watterson




                                                                                                                                                      DC Comics
                     Fred Flinstones e Barney Hubble; Calvin e Haroldo; Snoopy e Charlie Brown; Batman e Robin
                                                                                                     Warner Brothers




                                                                                                                                        Walt Disney
                                                               Hanna-Barbera
                                                                  Produções




                                   Scooby-Doo e Salsicha; Harry Potter e Rony Weassley; Lilo e Stitch

              Página 188 - TEXTO 1 – “TONTO, NEM TANTO”, DE REGINA MACHADO
                     1. Encontre no dicionário o significado das palavras seguintes.
                        a) bilhetes-enigmas
                        b) charada
                        c) enigmático
                        d) hiperpersonalizado
                        e) supertransado
                             a) Bilhetes para serem decifrados, com uma mensagem camuflada.
                             b) Enigma que consiste em descobrir uma palavra partindo-se de letras ou de sílabas e de um conceito
                                que expressa a palavra desejada.
                             c) Que precisa ser decifrado, em forma de incógnita.
                             d) Hiper-, prefixo igual a super-, “que passa da medida”; personalizado significa “individualizado”,
                                “feito exclusivamente para uma pessoa”.
                             e) Excessivamente bem produzido.
                                                                                                                                                                  51
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           Página 191 – APRENDENDO COM O TEXTO
               Questão 3 – Complementação da resposta
               Luísa, Mara, Ana e o menino que chegou de carro não são personagens, não agem, não
           participam da narrativa; apenas, passam por ela, por isso são chamados de figurantes.

               Questão 4 (c) – Complementação da resposta
               No texto há poucas falas, por causa do narrador onisciente, que é aquele que sabe
           muito sobre a história e acrescenta os pensamentos, os sentimentos das personagens e,
           muitas vezes, fala por elas.

           Páginas 194 a 197 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA
               Questão 5 – Resposta
                Na letra (a) o verbo está no pretérito imperfeito e denota uma ação passada não con-
           cluída e, na letra (b), o verbo está no pretérito perfeito e expressa uma ação passada,
            já concluída.
                Questão 8 (c) – Resposta
                Rir: riu, ria, rira; subir: subiu, subia, subira; descer: desceu, descia, descera; tossir:
           tossiu, tossia, tossira; ouvir: ouviu, ouvia, ouvira.

           Páginas 201 e 202 – TEXTO 2 – “O ENIGMA DO CAMALEÃO”, DE GUTO LINS

                   Biografia
                   Guto Lins se apresenta na 3a pessoa (ele), como se houvesse um narrador para
              falar sobre sua pessoa.
                   “Guto Lins é o caçula de três filhos e até hoje é o predileto da mamãe, logo depois
              de seus dois irmãos mais velhos. Coleciona primos de graus variados e é cercado de
              família por todos os lados. Guto é pai, tio e sobrinho. Também é genro, cunhado
              e concunhado. Já foi neto presente e ainda lembra da voz rouca da bisavó. Guto é
              da família.”
                                    Extraído da apresentação do autor no seu livro intitulado pai, assim mesmo,
                               com letra minúscula. O texto e a imagem são de Guto Lins (Brinque-Book, 2004).


           Página 203 – CONVERSANDO SOBRE O TEXTO
                Questão 1 – Resposta
                Chamar a atenção para a necessidade de pontuação adequada, de parágrafos e de letras
           maiúsculas no início das frases.
                Um dia Tito sumiu. Aonde teria ido? O dono do circo chorou muito e ficou supertriste.
           Afinal, ele dizia sempre que Tito era um negócio da China. Agora ele iria ter que vender o
           circo e fazer as crianças alegres ficarem tristes.
                Foi aí então que resolveram chamar o maior herói de todos os tempos: o Kid Leitor. Nosso
           herói logo pensou: “Camaleão? Negócio da China? Isso parece história de livro de história e
           lugar de livro de história é na biblioteca!”

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                  E nosso herói foi correndo para lá.
                  Era uma vez um circo que estava sempre muito cheio e não era só porque tinha palha-
              ços engraçados, trapezistas e muitos animais. O sucesso do circo era por causa do Tito, um
              camaleão muito esquisito. Tito era um camaleão que mudava de cor, mas isso não era nada,
              pois todo camaleão muda de cor, só que Tito mudava de cor pra caramba e fazia vários
              números com seu grande amigo Kiko, um ratinho bem pequenininho.



              Página 205 – APRENDENDO COM O TEXTO

                  Questão 2 – Complementação da resposta
                  O texto “O enigma do camaleão” é um texto não-verbal, composto por de imagens e
              palavras. Também pode ser chamado de texto misto. O texto verbal é composto apenas por
              palavras (escritas ou faladas).

              Página 206 – PARA SABER MAIS

                     1. Encontre no dicionário o significado das palavras seguintes.
                        a) potenciais (potencial)
                        b) predadores (predador)
                        c) acuado
                        d) Artrópodes
                        e) Ovípara
                        f) Imponente
                        g) Proeminente(s)
                           a) Possíveis.
                           b) Animais que se alimentam de outros, que destroem outros violentamente.
                           c) Encurralado, ameaçado.
                           d) Animais invertebrados, com o corpo segmentado e membros articulados, como a aranha e o escorpião.
                           e) Que põe e se reproduz por meio de ovos.
                           f) Que impõe a sua importância, respeito, arrogante.
                           g) Salientes, que se sobressaem.

              Página 207
                  Resposta da carta enigmática
                  Ela foi a única mulher que presidiu o Brasil. Ficou famosa por libertar os escravos.
              (Princesa Isabel)
                                                                       J.A. In: Almanaque de Cultura Popular Brasil, n. 44.
                                                                    São Paulo: Andreato Comunicação e Cultura, nov. 2002.


                                                                                                                                  53
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           Páginas 208 e 209 – TEXTO 3 – “O AMIGO”, DE SAMIR MESERANI
                  Biografia
                  Samir Meserani nasceu em 1947 e faleceu com 52 anos. Seus pais eram árabes
              e gostavam de contar e ler histórias. Cresceu em uma cidade do interior de São Paulo
              e também gostava de ouvir dos colegas que vinham da roça, os contos com as per-
              sonagens do folclore brasileiro. Com nove anos, já tinha lido toda a obra de Monteiro
              Lobato. Na universidade foi professor de Literatura e de redação.

           Página 210 – CONVERSANDO SOBRE O TEXTO
                  1. Encontre no dicionário o significado das palavras seguintes.
                     a)   egoísmo Apego exclusivo aos próprios interesses em detrimento dos interesses dos outros.
                     b)   ócio Folga, descanso, repouso, relaxamento.
                     c)   duradoura Durável, que dura muito.
                     d)   deslealdade Falsidade, traição
                  2. Observe a palavra lealdade. Acrescentando-se o prefixo des- (que indica “sem”),
                     no início dela, forma-se deslealdade.
                  3. Faça o mesmo para formar outros antônimos.
                     a)   abrigar                      f)    acordo
                     b)   casar                        g)    alento
                     c)   acreditar                    h)     uso
                     d)   travar                       i)    poluição
                     e)   ocupar                       j)    nível
                          a) desabrigar, b) descasar, c) desacreditar, d) destravar, e) desocupar, f) desacordo, g) desalento,
                          h) desuso, i) despoluição, j) desnível

           Página 211
                  Biografia
                  Milton Nascimento nasceu no dia 26 de outubro de 1942, em Três Pontas, no
              Rio de Janeiro. Seu apelido é Bituca. Cantor e compositor reconhecido mundialmente,
              a qualidade da MPB (música popular brasileira) tem nele um representante de
              destaque. É filho adotivo de um casal, cuja esposa era professora de música e o mari-
              do, dono de uma estação de rádio. Ainda criança mudou-se para Minas Gerais.
                  Fernando Brant é de 9 de outubro de 1946, natural de Caldas, no sul de Minas
              Gerais. Foi repórter da revista O Cruzeiro, em Belo Horizonte. Seu primeiro sucesso foi
              “Travessia”, em parceria com Milton Nascimento.

           Página 219 – MANIA DE EXPLICAÇÃO
                  1. Encontre no dicionário o significado das palavras seguintes.
                     a) condomínio Conjunto de casas ou apartamentos, taxa mensal para pagamento das despesas comuns
                          de seus moradores.



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                        b) lógica     Forma coerente de encadeamento de raciocínio.

                        c) fragilizado      Debilitado, emocionalmente abalado.

                        d) diplomática(s)        Habilidosas, educadas, civilizadas, de cortesia.


              Páginas 222 e 223 – TEXTO 5 – “MEMÓRIAS DE UM APRENDIZ
                                  DE ESCRITOR”, DE MOACYR SCLIAR  A
                     1. Encontre no dicionário o significado das palavras seguintes.
                        a) aprendiz      Principiante, novato.

                        b) ficção     Produto da imaginação, história inventada.

                        c) incrédulo      Aquele que duvida, que não acredita.

              Página 224
                     1. Encontre no dicionário o significado das palavras seguintes.
                        a) repercussão     Divulgação, ato de reprodução.

                        b) crítica   Avaliação bem fundamentada, arte de julgar uma produção artística.

                     2. Qual a diferença entre imigrante, emigrante e migrante?
                        Imigrante: aquele entrou em um país estranho para nele viver.
                        Emigrante: aquele que sai do seu país para viver em outro.
                        Migrante: aquele que muda de um país para outro, de uma região para outra.

              Página 228 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA
                  Questão 2 (c) – Sugestão de resposta
                  Um travessão é um sinal alinhado
                  Muito falante, nunca fica calado
                  Sem ele não tem conversa, nem adianta
                  Aí aparece o narrador, gastando a garganta

                  Além de indicar a fala de personagens, o travessão também pode ser usado nas
              seguintes situações.
                  • Destacar (no final do período) uma explicação, um esclarecimento, uma síntese,
                    consequência ou conclusão do que foi enunciado. Nesse caso, o travessão pode subs-
                    tituir expressões explicativas como isto é, ou seja etc. (Todos os alunos partici-
                    param da campanha com empenho – arrecadaram muitos alimentos.)
                  • Isolar orações intercaladas; assinalar (no meio do período) uma explicação ou
                    reflexão, um comentário à margem (Acreditamos que os três pilares da educação –
                    família, escola e sociedade – devam caminhar unidos.)
                  • Para destacar, enfaticamente, uma palavra ou frase num contexto (Uma ação
                    pedagógica – eficiente – pressupõe planejamento e trabalho coletivo.)


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           Página 231 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA
               Questão 6 – Resposta do bilhete
               Bilhete de Aninha
               (Convidando o Lucas e a Fernandinha) Tati, por favor, me ajude a convidar nossos ami-
           gos para a festa do meu aniversário. Cuidado, entregar convites para o Lucas e a
           Fernandinha. De jeito nenhum quero ver o Cacá na minha festa. Aninha
               (Convidando o Cacá) Tati, por favor, me ajude a convidar nossos amigos para a festa do
           meu aniversário. Cuidado, entregar convites para o Lucas e a Fernandinha de jeito nenhum.
           Quero ver o Cacá na minha festa. Aninha

               Bilhete do Antônio
               (boné do time) Meu amigo secreto. O que eu quero é um boné do meu time, não um
           chaveiro, de jeito nenhum gostaria de um estojo. Antônio
               (um chaveiro) Meu amigo secreto. O que eu quero é... um boné do meu time não, um
           chaveiro, de jeito nenhum gostaria de um estojo. Antônio
               (um estojo) Meu amigo secreto. O que eu quero é... um boné do meu time não, um
           chaveiro de jeito nenhum, gostaria de um estojo. Antônio
               Explicar que podem ser acrescentadas outras palavras, a fim de desfazer as ambigui-
           dades dos textos.

           Página 233 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – ORTOGRAFIA
               Questão 11 – Resposta

                             ENCONTRO                 ENCONTRO
                                                                                      DÍGRAFO
                             VOCÁLICO               CONSONANTAL
                                   miado                   grupo                          quilo

                               colégio                     cravo                       chaveiro

                               chaveiro                    clube                       joelheira

                              joelheira                  trabalho                      trabalho


           Páginas 238 a 240 – TEXTO 6 – “MENINO DE RUA”, DE FERNANDO SABINO
                  1. Encontre no dicionário o significado das palavras ou expressões seguintes.
                     a) de súbito     Repentinamente, de modo inesperado.

                     b) veemente      De modo impetuoso, impulsivo, agressivo, defensivo, revoltado.

                     c) pregação Sermão, aconselhamento.
                     d) esgueirando (esgueirar)         Desviando.


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              Páginas 242 a 246 – E POR FALAR NISSO...
                     1. Encontre no dicionário o significado das palavras ou expressões seguintes.
                        a) enfermidade         Doença, moléstia.

                        b) parcialmente        De modo parcial, em parte.

                        c) inflexível     Intransigente, rígida, austera.

                        d) suficientemente           De modo suficiente, considerável, de modo que satisfaz.

                        e) cum laude Expressão latina (do latim): com louvor, com excelente aprendizagem.
                        f)   imemorável      Que não pode ser esquecido.

                        g) insólita     Que não acontece sempre, extraordinária.

                        h) madressilva Uma espécie de trepadeira que dá flores muito perfumadas que vão do branco ao amarelo.
                        i)   inconscientemente          De modo inconsciente, sem qualquer pensamento.

                        j)   langor   Moleza, fraqueza, debilidade física.

                        k) exaltação      Entusiasmo, euforia, animação.

                        l)   tangível    Que se pode tocar, palpável, que pode ser sentida.

                        m) lastro     Peso usado nos porões dos navios para lhe dar estabilidade.

                        n) sonar     Radar submarino para detectar a localização de objetos submersos.

                        o) soletrando (soletrar)          Lendo letra por letra de uma palavra.

                        p) fragmento(s)        Pedaços, cacos.

                        q) cólera     Ódio, raiva.

                        r)   fragrância    Perfume, aroma, odor agradável.

                        s)   excitação    Estímulo, entusiasmo, incitação.

                        t)   trepidante     Vibrante, buliçoso, cheio de vida.

                        u) ansiei (ansiar)       Quis demais, desejei ardentemente.


              Página 251 – OFICINA – ATIVIDADE 2
                     Biografia
                     Eduardo Amos nasceu em 18 de junho de 1952, na cidade de Rio Claro (SP).
                 Concluiu seus estudos do Ensino Médio nos Estados Unidos. Cursou a Escola de
                 Comunicação e Artes (ECA), na USP, onde se formou em 1975. Foi professor em esco-
                 las públicas e particulares e é autor de livros didáticos para o ensino de inglês em
                 parceria com Elisabeth Prescher e Ernesto Pasqualin.

              Página 252
                  Explicar, se for preciso, que ladrilhar significa colocar ladrilhos, fazer um piso com
              peças de barro, cobrir um piso, pavimentar. Ladrilho é qualquer peça de barro cozido,
              empregada para cobrir pavimentos ou paredes.

                                                                                                                                57
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                   Biografia
                   José Paulo Paes nasceu em Taquaritinga (SP) em 1926 e faleceu na cidade de São
                                                                                                                          ..
              Paulo (SP) em 1998. Foi químico, poeta, tradutor, ensaísta e tradutor. Iniciou a ativi-
              dade literária na revista Joaquim, publicada no Paraná. Em 1947 publicou seu primeiro
              livro de poemas, O aluno. Mudou-se para São Paulo, onde colaborou com jornais e pe-
              riódicos literários, entre os quais a Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo. Foi um
              autodidata: aprendeu sozinho francês, inglês, italiano, espanhol, alemão, grego e
              latim. Atuou ainda como professor na Universidade de São Paulo e dirigiu a oficina de
              tradução de poesia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Publicou poe-
              mas infantis em livros reconhecidos pela crítica



           OUTRAS INDICAÇÕES DE LEITURA PARA OS ALUNOS


               Essas indicações podem também ser usadas para a ampliação da biblioteca da classe ou
           da escola.
           • AZEVEDO, Ricardo. Abre a boca e fecha os olhos. Ilustração de Graça Lima. São Paulo: Companhia das
             Letrinhas, 2005.
           • BARBOSA, Rogério Andrade. O filho do vento. Ilustração de Graça Lima. São Paulo: DCL, 2001.
           • BRENMAN, Ilan. As 14 pérolas da Índia. Ilustração de Ionit Zilberman. São Paulo: Brinque-Book, 2008.
           • CORA CORALINA. As cocadas. Ilustração de Alê Abreu. São Paulo: Global, 2007.
           • FREIRE, Paulo. O céu das crianças; dez histórias de meninos e estrelas. Ilustração de Adriana Alves. São
             Paulo: Companhia das Letrinhas, 2008.
           • GAARDER, Jostein. Ei! Tem alguém aí? São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2007.
           • LAGO, Ângela. Uma palavra somente. São Paulo: Moderna, 2002
           • LIMA, Edy. O caneco dourado. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2006.
           • MACHADO, Ana Maria (Org.). O tesouro das virtudes para crianças 2. Ilustração de Thaís Quintella de
              Linhares. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.
           • MUNDURUKU, Daniel. O Homem que roubava horas. Ilustração de Janaína Tokitaka. São Paulo: Brinque-
             Book, 2007.
           • NESTROVSKI, Arthur. Viagens pra lugares que eu nunca fui. Ilustração de Andrés Sandoval. São Paulo:
             Companhia das Letrinhas, 2008.
           • ROCHA, Ruth. Histórias das mil e uma noites. 2. ed. Ilustração de Maurício Negro. São Paulo: FTD, 2006.
           • RUMFORD, James. O presente de aniversário do marajá. São Paulo: Brinque-Book, 2004.
           • SANTOS, Joel Rufino dos. Gosto de África; histórias de lá e daqui. Ilustração de Cláudia Scatamacchia. São
              Paulo: Global, 2008.
           • SAVAGET, Luciana. Operação Resgate em Bagdá; a batalha invisível. Ilustração de Thaís Quintella de
             Linhares. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.
           • ZIRALDO. Uma professora muito maluquinha. São Paulo: Melhoramentos, 1995.

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              Resumo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

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                                                                                     aprovado pelo Congresso Nacional.




                  Seu livro foi padronizado conforme as novas normas determinadas pelo Acordo
              Ortográfico da Língua Portuguesa. Veja a seguir as bases dessa reforma.
              1. O alfabeto terá, com o acréscimo de k, w e y, vinte e seis letras: a, b, c, d, e, f, g, h,
                  i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, y, z.

              2. Nos países de língua portuguesa oficial, a ortografia de palavras com consoantes
                  “mudas” passa a respeitar as diferentes pronúncias cultas da língua, ocasionando, às
                  vezes, um aumento da quantidade de palavras com dupla grafia.
                  fato e facto (dupla pronúncia e dupla grafia)
                  ação (única pronúncia e única grafia)
                  aspeto e aspecto (dupla pronúncia e dupla grafia)

              3. Os substantivos derivados de outros substantivos terminados em vogal apresentam
                  terminação uniformizada em -ia e -io, em vez de -ea e -eo.
                  hástia, de haste
                  véstia, de veste
                  cúmio (popular), de cume

              4. Alguns verbos terminados em -iar admitem variantes na conjugação em função da
                  flexão gramatical.
                  premiar – premio ou premeio
                  negociar – negocio ou negoceio

              5. As palavras oxítonas cuja vogal tônica apresenta, nas pronúncias cultas da língua,
                  variantes (ê, é, ô, ó) admitem dupla grafia, conforme a pronúncia.
                  matinê ou matiné
                  bebê ou bebé

              6. As palavras paroxítonas cuja vogal tônica, seguida das consoantes nasais grafadas m e
                  n, apresenta oscilação de timbre (ê, é, ô, ó) nas pronúncias cultas da língua admitem
                  dupla grafia.

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               fêmur ou fémur
               ônix ou ónix
               pônei ou pónei
               Vênus ou Vénus

            7. Não são assinalados com acento gráfico os ditongos ei e oi de palavras paroxítonas.
               assembleia                    heroico
               ideia                         jiboia

            8. Não são assinaladas com acento gráfico as formas verbais creem, deem, leem, veem
               e seus derivados: descreem, desdeem, releem, reveem.

            9. Não é assinalado com acento gráfico o penúltimo o do hiato oo(s): voos, enjoos.
           10. Não são assinaladas com acento gráfico as palavras homógrafas.
               para (verbo)                  para (prep.)
               pela(s) (subst.)              pela (verbo)            pela(s) (per + la(s))
               pelo(s) (subst.)              pelo (verbo)            pelo(s) (per + lo(s))
               polo(s) (subst.)              polo(s) (por + lo(s))

           11. Facultativamente, assinalam-se com acento circunflexo:
               dêmos (1a p. pl. pres. subj.)
               demos (1a p. pl. pret. perf. ind.)
               fôrma (subst.)
               forma (subst.; verbo)

           12. Facultativamente, assinalam-se com acento agudo as formas verbais do tipo:
               amámos (pret. perf. ind.)
               louvámos (pret. perf. ind.)
               amamos (pres. ind.)
               louvamos (pres. ind.)

           13. Não são assinaladas com acento gráfico as palavras paroxítonas cujas vogais tônicas
               i e u são precedidas de ditongo.
               baiuca
               boiuno
               cauila (= avaro)
               cheiinho (de cheio)
               saiinha (de saia)


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              14. Não se assinala com acento agudo o u tônico de formas rizotônicas de arguir e
                  redarguir: arguo, arguis, argui.

              15. Verbos como aguar, apaziguar, averiguar, desaguar, enxaguar, obliquar, apropin-
                  quar, delinquir e afins têm dois paradigmas:
                  a) com o u tônico em formas rizotônicas sem acento gráfico: averiguo, ague,
                     averigue.
                  b) com o a ou o i dos radicais tônicos acentuados graficamente: averíguo, águe,
                     enxáguo.

              16. As palavras proparoxítonas (reais ou aparentes) cuja vogal tônica e ou o está em final
                  de sílaba, seguida das consoantes nasais m ou n, levam acento agudo ou circunflexo
                  conforme o seu timbre (aberto ou fechado).
                  cômodo ou cómodo
                  gênio ou génio

              17. O trema é totalmente eliminado das palavras portuguesas ou aportuguesadas.
                  linguística
                  cinquenta
                  tranquilo
                  OBSERVAÇÃO: é usado em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros escritos
                  com trema. Exemplo: Müller – mülleriano.

              18. Não se emprega em geral o hífen nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substanti-
                  vas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas, ou conjuncionais, salvo algumas
                  exceções já consagradas pelo uso (como é o caso de arco-da-velha, cor-de-rosa,
                  mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa). Sirvam, pois,
                  de exemplo as seguintes locuções.
                  a) Substantivas: cão de guarda, fim de semana, sala de jantar.
                  b) Adjetivas: cor de açafrão, cor de café, cor de vinho.
                  c) Pronominais: cada um, ele próprio, nós mesmos, quem quer que seja.
                  d) Adverbiais: à parte (note-se o substantivo aparte), à vontade, de mais (locução
                     que se contrapõe a de menos; note-se demais, advérbio, conjunção etc.), depois de
                     amanhã, em cima, por isso.
                  e) Prepositivas: abaixo de, acerca de, acima de, a fim de, a par de, à parte de,
                     apesar de, enquanto a, por baixo de, por cima de, quanto a.
                  f) Conjuncionais: a fim de que, ao passo que, contanto que, logo que, por
                     conseguinte, visto que.



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           19. São escritas aglutinadamente, sem hífen, as palavras em que o falante contemporâneo
               perdeu a noção de composição.
               paraquedas                    mandachuva

           20. Emprega-se o hífen nos seguintes topônimos.
               a) Iniciados por grã e grão: Grão-Pará, Grã-Bretanha
               b) Iniciados por verbo: Passa-Quatro, Quebra-Costas
               c) Ligados por artigo: Baía de Todos-os-Santos, Trás-os-Montes
               Os demais topônimos compostos são escritos separados e sem hífen: Cabo Verde,
               Belo Horizonte.
               Exceção: Guiné-Bissau.
           21. Emprega-se o hífen:
               a) em palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas: couve-flor,
                  bem-te-vi;
               b) em palavras que ocasionalmente se combinam para formar encadeamentos voca-
                  bulares: ponte Rio-Niterói.

           22. Foi totalmente reformulado o uso do hífen nas formações por prefixação, recomposição
               e sufixação. Eis as reformulações.

               1o.     Nas formações com prefixos (ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-,
                       hiper-, infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-
                       etc.) e em formações por recomposição, isto é, com elementos não autônomos ou
                       falsos prefixos, de origem grega e latina (aero-, agro-, arqui-, auto-, bio-,
                       eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, neo-,
                       pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele- etc.), só se emprega o hífen
                       nos seguintes casos:
                     a) Nas formações em que o segundo elemento começa por h: anti-higiénico/
                        anti-higiênico,    circum-hospitalar,    co-herdeiro,    contra-harmónico/
                        contra-harmônico, extra-humano, pré-história, sub-hepático, super-homem,
                        ultra-hiperbólico, arqui-hipérbole, geo-história, neo-helénico/neo-helênico,
                        pan-helenismo, semi-hospitalar.
                       OBSERVAÇÃO: não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral
                       os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial.
                       desumano, desumidificar, inábil, inumano etc.

                     b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com
                        que se inicia o segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar,
                        supra-auricular, arqui-irmandade, auto-observação, eletro-ótica, micro-
                        -onda, semi-interno.

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                          OBSERVAÇÃO: nas formações com o prefixo co-, este se aglutina em geral com o
                          segundo elemento, mesmo quando iniciado por o: coobrigação, coocupante,
                          coordenar, cooperação, cooperar etc.

                        c) Nas formações com os prefixos circum- e pan-, quando o segundo elemento
                           começa por vogal, m ou n (além de h, caso já considerado na alínea a):
                           circum-escolar,   circum-murado,     circum-navegação,    pan-africano,
                           pan-mágico, pan-negritude.

                        d) Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e super-, quando combinados com
                           elementos iniciados por r: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.

                        e) Nas formações com os prefixos ex- (com o sentido de estado anterior ou
                           ces-samento), sota-, soto-, vice- e vizo-: ex-almirante, ex-diretor,
                           ex-hospedeira, ex-presidente, ex-primeiro-ministro, ex-rei, soto-piloto,
                           soto-mestre, vice-presidente, vice-reitor, vizo-rei.

                  2o.     Não se emprega o hífen nos seguintes casos.
                        a) Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo
                           elemento começa por r ou s, devendo estas consoantes duplicarem-se, prática,
                           aliás, já generalizada em palavras deste tipo pertencentes aos domínios científi-
                           co e técnico. Assim: antirreligioso, antissemita, contrarregra, contrassenha,
                           cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, tal como biorritmo, biossatélite,
                           eletrossiderurgia, microssistema, microrradiografia.

                        b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo
                           elemento começa por vogal diferente, prática esta em geral já adotada
                           também para os termos técnicos e científicos. Assim: antiaéreo, coeducação,
                           extraescolar, aeroespacial, autoestrada, autoaprendizagem, agroindustrial,
                           hidroelétrico, plurianual.

              23. Das minúsculas e maiúsculas.
                  a) Nos títulos de livros (bibliônimos), escrever-se-á com inicial maiúscula o primeiro
                     elemento; os demais vocábulos podem ser escritos com minúscula, salvo nos nomes
                     próprios neles contidos: O Senhor do Paço de Ninães / O senhor do paço de
                     Ninães, Menino de Engenho / Menino de engenho.

                  b) Nos nomes que designam altos cargos, dignidades ou postos (axiônimos), usar-se-á
                     inicial minúscula: senhor doutor Joaquim da Silva, bacharel Mário Abrantes,
                     o cardeal Bembo.

                  c) Nos nomes de santos (hagiônimos), poder-se-á usar inicial minúscula ou maiúscula:
                     Santa Filomena / santa Filomena.


                                                                                                               63
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               d) Nas categorizações de logradouros públicos, templos ou edifícios, poder-se-á usar
                  inicial minúscula ou maiúscula: rua ou Rua da Liberdade, largo ou Largo dos
                  Leões, igreja ou Igreja do Bonfim, palácio ou Palácio da Cultura.
               OBSERVAÇÃO: as disposições sobre os usos de minúsculas ou maiúsculas não obstam a que
               obras especializadas observem regras próprias, provindas de códigos ou normalizações
               específicas, promanadas de entidades científicas ou normalizadoras reconhecidas inter-
               nacionalmente.

           24. Da divisão silábica.
               Na translineação de uma palavra composta ou de uma combinação de palavras em que
               há um hífen ou mais, se a partição coincide com o final de um dos elementos ou
               membros, deve, por clareza gráfica, repartir-se o hífen no início da linha imediata:
               ex- -alferes, serená- -los-emos ou serená-los- -emos, vice- -almirante.




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Portugues 5

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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 2 Sumário ............................................................. INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 04 PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 04 OBJETIVOS GERAIS DO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA NOS 3o, 4o E 5o ANOS DO ENSINO FUNDAMENTAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 06 ESTRUTURA DA COLEÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA (3o, 4o E 5o ANOS) . . . . . 06 SEÇÕES QUE COMPÕEM AS UNIDADES DA COLEÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DO 3o, 4o E 5o ANOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 08 QUADRO DE CONTEÚDOS – 5o ANO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS PARA O 5o ANO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 • Unidade 1: UMA HISTÓRIA PUXA A OUTRA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28 • Unidade 2: CONVIVER É RESPEITAR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 • Unidade 3: POETAS À VISTA! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 • Unidade 4: AMIZADE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51 OUTRAS INDICAÇÕES DE LEITURA PARA OS ALUNOS . . . . . . . . . . . . . . . . 58 RESUMO DO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA . . . . . . . . . . 59 2
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 3 Apresentação Introdução ............................................................. Luíz Maia Professor Sua função é a de mediador da aprendizagem na sala de aula. O livro didático é apenas um ponto de partida para o seu trabalho, pois, junto com seus alunos, você poderá descobrir caminhos que levem a diversos pontos de chega- da. Cada classe tem características e ritmo próprios, mas é da sua conduta de mediador que virão os ajustes, ao propor Luíz Maia adequadamente situações de aprendizagem que atendam às necessidades das crianças. O manual do professor se apoia no livro didático, acom- panhando as atividades, para dar suporte à sua execução e contribuir com você, a fim de que esteja sempre avaliando sua postura na condução inovadora que exige o ensino da língua portuguesa. Este Manual do Professor oferece, portanto, propostas de trabalho e sugestões complementares de exercícios, Luíz Maia explicações sobre atividades, assim como sugestões de livros para os alunos e para a ampliação da biblioteca da classe ou da escola. Bom trabalho! Luíz Maia 3
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 4 INTRODUÇÃO Esta obra foi elaborada com o intuito de oferecer ao professor um instrumento facilita- dor no ensino da língua portuguesa. Os textos escolhidos, as propostas de produção e de análise linguística, as atividades orais, as propostas de atividades da Oficina e o conjunto, como um todo, visam despertar o interesse do aluno pela língua escrita e falada, bem como auxiliar o professor no desenvolvimento das habilidades de falar, ouvir, ler e escrever. PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS Com as informações disponíveis sobre o desenvolvimento cognitivo, com os processos de aprendizagem da língua escrita e as contribuições da ciência da linguagem, o ensino de língua materna deve ter como objetivo desenvolver, nos alunos, as competências intera- tiva, gramatical e textual. Isso implica: • abrir espaço para que eles possam exercitar e ampliar sua capacidade de interação oral e escrita, nas mais diversas situações sociais; • criar condições que lhes permitam conhecer e explorar mecanismos geradores de sentido e expressão; • mostrar que podem entender e criar textos das mais diversas naturezas, desde que desenvolvam habilidades específicas de leitura e de produção de textos. Este material está voltado para o desenvolvimento das competências interativa, gra- matical e textual, objetivo a ser almejado ao longo da educação básica. A competência interativa refere-se à concepção de língua como interação, pois é por meio da língua que seu usuário realiza ações, age, interage e atua sobre interlocutores. Nas diversas situações de interação, o usuário da língua precisa adequar o ato verbal à inter- locução. A base para o desenvolvimento dessa competência é o diálogo. Quando interna- lizada, a opção pelo diálogo amplia-se a outros círculos sociais dos quais o aluno participa. Desde a infância, os falantes de uma língua se comunicam empregando uma gramáti- ca internalizada, aprendida pelo contato com outros falantes, independentemente de uma aprendizagem sistemática. É com esse saber linguístico implícito que os usuários se fazem entender e revelam indicadores de origem, idade, nível sociocultural e outros. No entanto, esse conhecimento gramatical básico não é suficiente para garantir ao usuário o acesso ao universo da cultura e suas possibilidades de interação (acesso e seleção de informação, for- mação de opinião sustentada, liberdade de escolha nas mais diferentes situações comunica- tivas etc.). Cabe justamente ao ensino de língua materna aprimorar a competência gra- matical dos alunos, o que não se dará pela simples memorização de regras e nomencla- turas. O trabalho com a gramática visa desenvolver habilidades que, em seu conjunto, pos- sibilitam a aquisição gradativa de uma competência gramatical mais abrangente. 4
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 5 A vida em sociedade está repleta de interações entre discursos – manifestados por meio de textos, escritos ou falados, combinados ou não com outras linguagens –, por isso o ensi- no da língua não pode ser realizado sem textos. Eles são a concretização dos discursos que acontecem nas mais variadas situações cotidianas, revelam os usos da língua, possibilitam reflexões e contribuem para o desenvolvimento de habilidades específicas, que constituem a competência textual. Entre essas habilidades estão: • reconhecer, produzir, compreender e avaliar textos; • interferir em produções textuais; • classificar um texto de acordo com sua tipologia. Para muito além das unidades linguísticas (palavras, frases, períodos e parágrafos), os textos estão impregnados de visões de mundo oferecidas pela cultura e resultam, neces- sariamente, das escolhas e combinações feitas no complexo universo que é uma língua. Possibilitar ao aluno contato com as articulações proporcionadas por essas unidades de ensino é aprimorar sua formação como falante e ouvinte de uma língua, leitor e produtor de textos, nos domínios das relações interpessoais da informação e do conhecimento. Nessa perspectiva, a unidade básica de ensino só pode ser o texto, pela relação que mantém com o desenvolvimento da competência textual. A fim de privilegiar os diversos tipos de texto, que aparecem com maior frequência na realidade social e no universo esco- lar – agrupados em literários, informativos, de imprensa, de divulgação científica, de publicidade, epistolares e textos não-verbais –, empregamos os gêneros textuais (parlen- da, poema, carta, crônica, editorial, anúncio, artigo, verbete etc.). Tal abordagem, em con- sonância com os documentos oficiais do MEC, prevê ainda que a diversidade não deve contemplar apenas a seleção de textos; deve contemplar também a multiplicidade que acompanha a recepção a que os diversos textos são submetidos nas práticas sociais. Dessa forma, a coleção apresenta-se como uma obra que contém: • cuidadosa seleção de textos, tendo em vista características textuais e interesse da faixa etária; • diversidade de textos por tipo e gênero; • análise textual além da compreensão; • desenvolvimento do senso crítico para a formação do cidadão; • estímulo à imaginação e à criatividade, considerando as experiências socioculturais do aluno; • trabalho com os conceitos gramaticais de forma contextualizada, por meio de obser- vação, análise e comparação de aspectos linguísticos presentes no texto; • rigor conceitual; • propostas de produção que consideram a situação comunicativa; • trabalho com diferentes linguagens; • objetivo de desenvolver as capacidades de falar, ouvir, ler e escrever, formando um indivíduo competente no uso da língua. 5
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 6 OBJETIVOS GERAIS DO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA noS 3o, 4o e 5o anos DO ENSINO FUNDAMENTAL O trabalho desenvolvido nos 3o, 4o e 5o anos tem por objetivo proporcionar situações didáticas de interação com textos orais e escritos e de análise linguística, para que o aluno seja capaz de: • compreender a leitura em suas diferentes dimensões, ou seja, o dever de ler, a neces- sidade de ler e o prazer de ler; • compreender e interpretar os diferentes tipos de texto que circulam socialmente, reconhecendo as especificidades que a escrita assume de acordo com o gênero textual; • desenvolver as habilidades de analisar, levantar hipóteses, comparar, questionar, concluir e sintetizar; • produzir textos eficazes, usando a língua de modo variado, para produzir múltiplos efeitos de sentido e adequar o texto a diferentes situações comunicativas; • desenvolver habilidades de organizar ideias, narrar, sintetizar, argumentar, criar e reproduzir textos escritos e orais com base em uma estrutura e/ou em um conteú- do dado; • identificar e analisar o uso e o efeito de recursos expressivos na construção de sen- tido em um texto, a fim de empregá-los em suas produções textuais; • aplicar conceitos gramaticais no aprimoramento da capacidade de expressão e interpretação. ESTRUTURA DA COLEÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA OS 3O, 4O E 5O ANOS Os volumes de língua portuguesa dos 3o, 4o e 5o anos estão organizados em quatro unidades, com duas (ou três) propostas de atividades mais abrangentes denominadas Oficina. As unidades, por sua vez, apresentam as seguintes seções. • Começo de conversa • Texto • Mania de explicação • Trocando ideias • Conversando sobre o texto • Aprendendo com o texto 6
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 7 • Produzindo textos • Comunicação oral • Conhecendo melhor a nossa língua – Ortografia • Conhecendo melhor a nossa língua – Gramática • Para saber mais • E por falar nisso... São encontrados ainda alguns ícones especiais ao longo do livro de língua portuguesa. MP. Destaque das palavras que aparecem no Glossário Destaque das palavras que aparecem no Mania de explicação DESAFIO! Álbum da Turma (3º ano) - Caixa de Jogos (4º ano) - Exposição (5º ano) - E, na parte final do livro, temos os seguintes complementos. • Oficina (duas ou três propostas por volume) • Glossário • Indicação de leituras complementares • Referências bibliográficas • Atividades complementares • Material de apoio 7
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 8 SEÇÕES QUE COMPÕEM AS UNIDADES DA COLEÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA doS 3o, 4o e 5o anos Começo de conversa Este é o momento inicial de cada unidade. Por meio de diferentes linguagens, o aluno é convidado a refletir e antecipar os assuntos que serão abordados na unidade. Dentre essas linguagens há reproduções de pinturas, fotografias, desenhos, poemas, entrevistas, que são utilizadas para desencadear os conhecimentos prévios do aluno. Tais atividades possibili- tam uma interação pelo diálogo, tão propício ao desenvolvimento da competência argu- mentativa e do respeito pela opinião alheia. Como tratar as respostas pessoais? Nas situações de interação, de fala programada ou espontânea, nas trocas de ideias e experiências diversas, a criança desenvolve a competência comunicativa, reflete sobre suas vivências e as de seus colegas, aprende a ouvir de maneira respeitosa, espera e exige respeito para si, convive com a diversidade de opiniões. O professor deve dosar o tempo dedicado às atividades orais e conduzir, cuidadosamente, os momentos de respostas pes- soais. Nesses momentos, deve-se alternar vozes, pedir aos alunos que se atenham ao tema proposto e garantir que todos tenham oportunidade de falar. As respostas pessoais precisam ser ouvidas e debatidas com respeito mútuo, cabendo ao professor interromper, corrigir os desvios, dar voz a posicionamentos divergentes, encerrar o debate com uma reflexão e, sobretudo, atuar com ponderação, quando as opiniões divergirem. Textos TEXTO Leitura oral O texto tem a função de suporte para a leitura: ajuda a desenvolver competências e habilidades, a fim de que o aluno conquiste sua autonomia como leitor. As práticas de leitura devem ser realizadas de diferentes formas: oral ou silenciosamente; comparti- lhada; orientada. O aluno deve ampliar a prática de leitura, utilizando diferentes estratégias para ler, de forma independente, os vários textos do livro didático e de outros suportes. Vale lem- brar que, nas séries iniciais do ensino fundamental, muitas vezes a leitura realizada pelo professor em sala de aula é o único modelo de leitura de livro que o aluno tem e terá. Por isso, o professor precisa ler com a entonação adequada, com as pausas e as pronúncias necessárias à construção de sentidos. O professor é um modelo de leitor para o aluno; na acepção mais positiva da palavra, ele tem a voz de leitor e deve se mostrar como um modelo social de leitor, aquele que lê por deleite e por necessidade pessoal e profissional, aquele que vivencia o livro. Portanto, cabe ressaltar para o aluno que ler envolve diferentes estratégias e objetivos. • Ler em voz alta, com entonação e ritmo, demonstrando compreensão do sentido. • Ler silenciosamente para compreender e buscar informações específicas. 8
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 9 • Ler para conversar com seu grupo e discutir interpretações do texto, argumentando suas opiniões. • Aprender a observar, interpretar e expressar suas ideias após a leitura de textos não-verbais. • Consultar diferentes fontes (suportes): dicionários; jornais; revistas; enciclopédias; sites, para buscar informações. • Fazer antecipações sobre o tema e os acontecimentos de uma história pela leitura do título ou pelas imagens, utilizando indicadores do texto para fazer inferências em relação à sequência da narrativa. • Empregar dados obtidos por meio da leitura para confrontar as hipóteses feitas anteriormente. Gênero A aprendizagem da língua materna requer experiências significativas de uso e reflexão sobre a língua. Nesta obra, optamos por enfocar esse estudo no gênero textual, por enten- dermos que a língua escrita tem existência e circulação no universo social sob a forma do gênero. Por isso, os textos apresentados estão identificados pela estrutura própria do gênero textual: conto, relato, poema, reportagem, receita etc. Os gêneros textuais representam a forma como a língua está organizada nas diversas situações de comunicação do cotidiano, seja na escola, em casa, nas horas de lazer, na instituição religiosa, seja quando usamos gêneros escritos ou orais. Os gêneros são instrumentos de comunicação. O desenvolvimento da produção de textos escritos requer um trabalho de progressão no âmbito da leitura e da produção de textos. Dessa forma, a proposta de trabalho com gêneros textuais na coleção prevê uma progressão nas atividades de recepção (leitura) e produção de textos orais e escritos. A cada unidade, aluno e professor trabalham os textos selecionados, retomando e ampliando seus conhecimentos em três aproximações distintas: gênero eleito, gênero de contato e gênero de retomada. • Eleito (E): trabalho aprofundado (leitura, análise de recursos linguístico-discur- sivos, produção de texto) em torno de temas e da estrutura composicional do gênero; configura-se como o gênero principal da unidade. • Contato (C): trabalho sem sistematização do gênero, visando a apresentá-lo aos alunos para posterior retomada em outra unidade ou ano. A ênfase está na leitura e, especialmente, no conteúdo temático. • Retomada (R): trabalho de retomada de gêneros vistos anteriormente, em outra unidade ou em outros anos. A ênfase está na leitura e na produção de textos. Essa categorização possibilita a progressão do trabalho com gêneros textuais e auxilia o professor na seleção de outros textos para complementar as propostas da unidade. A intenção envolvida na escolha de cada texto (E, C, R) está assinalada no QUADRO DE CONTEÚDOS do volume. 9
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 10 A escolha dos temas Além da organização por gêneros textuais, as unidades trazem também um conteúdo temático, abordado nos textos selecionados e nas propostas de produção oral e escrita. Em cada volume, as atividades da Oficina também foram planejadas de acordo com a temática de duas (ou três) unidades. Os temas selecionados referem-se ao universo do aluno e visam à interação por meio de práticas significativas de linguagem. Na coleção, as unidades aparecem organizadas por GÊNERO ELEITO, tema, oficina e atividade integrada (anual). UNIDADE 3O ANO 4O ANO 5O ANO Contos que encantam Histórias para não Uma história puxa esquecer a outra 1 CONTOS DE FANTASIA FÁBULA CONTOS POPULARES Relações familiares Convivência Convivência Gente como eu Somos todos diferentes Conviver é respeitar 2 RELATO ENTREVISTA REPORTAGEM Diversidade Diversidade Diversidade Histórias que todo o Família Poetas à vista! mundo adora 3 CONTOS DE FANTASIA NARRATIVA POEMA Convivência Família A poesia está em todas as coisas Tenho medo, Conte outra vez! Amizade mas dou um jeito! 4 REPORTAGEM CONTOS DE FANTASIA CRÔNICA Medo Relações familiares Amizade Mural da convivência Uma fábula por dia Fôlder “Colecionando medos” Painel “Diferente, “Se esta rua fosse OFICINA mas igual” minha” Dramatização ATIVIDADE Álbum da Turma Caixa de Jogos Exposição INTEGRADA Diálogo entre textos Em cada unidade, o aluno encontrará diferentes gêneros textuais que dialogam entre si, seja pelo conteúdo (a história ou o assunto abordado), seja pela estrutura (dois relatos, dois poemas, duas fábulas, dois contos etc.). No entanto, a abordagem dos textos de cada unidade varia: ora o conteúdo é explorado, ora a estrutura. Essa diversidade de textos pre- tende enriquecer o repertório de leitor do aluno, em relação à recepção, análise e produção de textos. 10
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 11 A literatura na sala de aula A formação do leitor só ocorre se ele tiver muitas opções de livros para ler. Por isso, no processo da alfabetização, além do livro didático, é importante que o aluno conheça muitos autores – para apreciar a diversidade de estilos e temas –, conheça muitos ilustradores – para apreciar também a leitura do não-verbal, que enriquece seu repertório estético – e encontre na leitura literária uma atividade de lazer que lhe traz o mundo e a vida em suas mãos, sob múltiplos olhares. Os livros para crianças podem ser lidos pelos professores com os alunos, para haver troca de interpretações em busca da plurissignificação (múltiplos significados) que uma obra ofe- rece. Fica a sugestão de colocar as crianças em círculo, a fim de que fiquem mais integradas para falar e ouvir os colegas. As questões sobre o livro podem ser conduzidas pelo mediador e devem ser sempre feitas oralmente. Fazer avaliação de livros de literatura infantil por escrito (como resumos, por exemplo) é absolutamente desaconselhável, pois não se devem restringir os múltiplos significados que os textos escrito e visual oferecem. Como a imagem complementa, faz interlocução ou conta outra história paralela ao texto escrito, enfatizar essa leitura do não-verbal é muito importante para que as crianças observem os detalhes que elucidam a narrativa. São eles: • as expressões das personagens; • as informações visuais sobre o espaço e a duração (tempo) da narrativa, mostrando as circunstâncias em que os fatos ocorrem; • os traços, as formas, a cor, a luz, o movimento, que têm ampla significação na leitura; • os demais recursos de que o ilustrador dispõe para comunicar melhor suas ideias. Espera-se, assim, o desenvolvimento de habilidades de leitura para que o leitor em for- mação tome a iniciativa de escolher o que mais gosta de ler e faça dessa atividade uma opção de lazer e também de informação. Se não houver uma biblioteca de classe, a biblioteca da escola deve ser um lugar fre- quentado pelos alunos para todo tipo de leitura: da consulta ao lazer. Mania de explicação Esta seção apresenta palavras, expressões e nomes próprios cujos significados possam ser desconhecidos ou duvidosos para o aluno. A explicação considera o contexto da palavra retirada de um texto ou de uma situação discursiva e conta com recursos de outras lingua- gens. As palavras que constam no Mania de explicação aparecem marcadas no texto, coloridas de azul e precedidas de . Trabalhando com vocabulário Durante a leitura, ao ver palavras desconhecidas, o leitor aciona estratégias cognitivas que lhe permitem, ainda que inconscientemente, decifrar aquele significado. Por se tratar de uma estratégia de leitura quase automática, o professor deve proporcionar situações didáticas que levem o aluno a fazer uso dos recursos de que dispõe, antes mesmo de con- sultar o dicionário. 11
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 12 • Buscar no arquivo mental (“Já ouvi essa palavra”, “li essa palavra em algum lugar”, “acho que significa...”). • Inferir pelas pistas do texto, isto é, verificar o contexto, continuar a leitura, pois, às vezes, o autor exemplifica. • Desmontar a palavra: associá-la a outra palavra da mesma família. Exemplo: perecer Ǟ perecível Ǟ que estraga Ǟ fica podre Ǟ apodrecer = morrer. • Perguntar para alguém: fazer uso do caráter social da língua. É importante que o aluno saiba que desconhecer o significado de uma palavra não pode ser um empecilho à leitura, ele deve prosseguir e empregar os recursos necessários para esclarecer suas dúvidas oportunamente. Dicionário O dicionário é um livro fundamental para o desenvolvimento cultural e social de um povo. Sua utilização em aula contribui para o aprimoramento da competência linguística dos alunos, desde que seja um recurso efetivamente utilizado em situações significativas de aprendizagem. Para tanto, o professor deve começar por explorar suas múltiplas pos- sibilidades de uso e proporcionar aos alunos o manuseio de diversos tipos de dicionário. Não há, no livro do aluno, uma seção específica para uso do dicionário. As atividades de consulta e resolução de significados de palavras estão propostas em três seções, de acor- do com a necessidade apresentada nos textos trabalhados. Para que serve o dicionário? “Para descobrirmos o significado de palavras desconhecidas”, será a primeira resposta e, sem dúvida, esse objetivo é o mais comum e conhecido. No entanto, o dicionário ofe- rece uma gama de conhecimentos linguísticos, que podem ser explorados em um projeto pedagógico de uso do dicionário. O dicionário é usado para: • saber o significado de uma palavra desconhecida; • saber a grafia correta ou a divisão silábica de uma palavra; • encontrar um sinônimo de uma palavra; • buscar palavras novas, que possam expressar melhor as ideias; • esclarecer aspectos gramaticais; • saber se uma gíria ou palavra estrangeira já está dicionarizada; • tirar dúvidas sobre a pronúncia adequada de um vocábulo (poça (ô) ou poça (ó) d’água?); • esclarecer a diferença de sentido entre palavras semelhantes (cesta/sexta/sesta); • verificar se determinada palavra consta do léxico de nossa língua, se está registra- da nos dicionários. 12
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 13 A consulta ao dicionário requer o desenvolvimento de habilidades que vão além do reconhecimento da ordem alfabética da primeira letra e da organização das informações. Sugerimos, a seguir, uma sequência de habilidades e procedimentos necessários ao leitor para que possa usufruir melhor o dicionário. • Utilizar a ordem alfabética da 1a letra, da 2a letra, da 3a letra e assim sucessivamente, para localizar uma palavra. • Entender o conceito de verbete (unidade básica do dicionário, composta pela palavra e seus significados). • Utilizar as palavras de referência (no alto de cada página). • Conhecer o significado das abreviaturas. • Perceber que há diferentes acepções de uma mesma palavra. • Utilizar as abonações (citações). • Constatar ausência de flexões verbais e nominais. • Identificar, quando necessário, as classes gramaticais. • Usar as famílias de palavras para chegar ao significado procurado. Sempre que possível, apresentar aos alunos diferentes tipos de dicionário: de antô- nimos, de regência (verbal e nominal), de idiomas, de coletivos, de etimologia, de outras ciências, de curiosidades linguísticas etc. O JOGO DO DICIONÁRIO O Jogo do dicionário é uma atividade lúdica, para se jogar com cinco ou seis pessoas. Pode ser realizado na sala de aula ou em casa. As regras a seguir são bási- cas, os jogadores podem fazer adaptações de acordo com o interesse do grupo. • Uma pessoa (ou grupo) escolhe uma palavra do dicionário cujo significado os demais participantes supostamente desconhecem. Esse participante diz a palavra para os outros. Todos, então, escrevem num papel o significado do vocábulo. Por se tratar de palavra que se supõe desconhecida, os jogadores terão de inventar. O participante que está com o dicionário escreve o signi- ficado correto. • Os papéis são misturados e lidos. Cada participante vota no significado que acredita ser correto. Quem acertar, ganha um ponto. Também recebe ponto o participante que receber votos para o sentido que inventou. • Quem conhece o significado da palavra procura se aproximar do sentido correto, para também poder pontuar. • Cada rodada deve ter um determinado número de palavras a serem desco- bertas. Ganha a rodada o participante ou grupo que obtiver mais pontos. A escrita coletiva das regras do Jogo do dicionário é uma proposta de produção de texto que trabalha um gênero instrucional. 13
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 14 Glossário No Glossário aparecem as palavras que estão destacadas em azul ao longo do livro. Trata-se de conceitos gramaticais e de análise textual que podem ser utilizados para consulta durante a aula, como roteiro de estudo, como fonte na autocorreção de exercícios. O professor deve incentivar nos alunos a consulta autônoma, para que o Glossário faça parte dos momentos de aprendizagem. Trocando ideias As atividades do Trocando ideias constituem um importante momento de interação e devem ser desenvolvidas, de preferência, oralmente e em aula. Nesta seção, alunos e professor usam textos e imagens como ponto de partida para reflexões, troca de expe- riências e de opiniões. Algumas questões podem ser respondidas no caderno, por escrito, ou indicadas aos alunos como tarefa para casa. É hora de conversar e de interagir. A organização dos alunos no espaço da sala de aula pode garantir a participação de todos. Alguns agrupamentos possíveis. • O grupo todo disposto em círculo, ou sentados no chão ou, ainda, nas carteiras. Todos ouvem as respostas e opiniões dos colegas, cada um na sua vez, de acordo com a orientação do professor. • Em grupos menores (duplas, trios, quartetos), os alunos trocam ideias sobre as questões apresentadas durante determinado tempo e, posteriormente, escolhem uma questão ou um tema a ser apresentado, por um porta-voz, ao grupo-classe. A divisão de alunos em grupos deve ser feita de acordo com vários critérios, para favorecer a diversidade e possibilitar a aproximação dos alunos. As estratégias de mon- tagem de grupos podem mudar: livre escolha ou escolha de duplas que serão combinadas pelo professor; sorteio; afinidades diversas (mês do nascimento, letra inicial do nome, tema preferido); repertório (profissão dos pais) ou origem comum (bairro, cidade ou estado; antepassados); hábitos; lazer ou esporte. O ambiente sociocultural exerce forte influência sobre o desenvolvimento da criança. Na convivência – familiar, com parentes, na comunidade e nos demais grupos sociais – existe interação, uma troca contínua necessária à elaboração de conceitos. Tais conceitos são cons- truídos espontaneamente – por ações diretas do indivíduo em sua realidade – ou de forma planejada, como ocorre no ambiente escolar, pelo processo ensino-aprendizagem. Conversando sobre o texto Nesta parte, são propostas questões discursivas que enfocam a compreensão e a inter- pretação do texto lido. Por compreensão entendemos os sentidos atribuídos ao que está escrito no texto: são questões de localização de informações e verificação de leitura. Já a interpretação compreende a construção de sentidos por meio do que não está escrito no texto. Entretanto, toda interpretação deve estar autorizada pelo texto, ou seja, deve poder ser sustentada por aquilo que está escrito no texto. As questões de compreensão e interpretação visam confirmar hipóteses individuais, problematizar o conteúdo do texto, socializar ideias e confrontar opiniões. 14
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 15 Opinião pessoal As perguntas que pedem a opinião pessoal do aluno sobre determinado assunto ou com- portamento, vistos nos textos, são úteis para desenvolver sua competência argumentativa, uma vez que a opinião precisa estar sempre justificada. É comum alunos e professores se queixarem de que a opinião expressa foi rejeitada (considerada errada). É necessário esclare- cer a alunos e professores que a opinião é pessoal e, por mais que discordem, ela deve ser respeitada. Lembrar que o aprimoramento da competência linguís-tica ocorre exatamente com a elaboração de argumentos consistentes, articulados, expressos com clareza. Resposta completa A resposta completa é uma resposta-texto, um enunciado de sentido completo. Ao elaborar uma resposta completa, devemos escrever frases inteiras e com sentido e não apenas copiar a pergunta e completá-la. Vocabulário As atividades que envolvem vocabulário estão estreitamente relacionadas à compreensão e interpretação do texto. Na coleção, o vocabulário é trabalhado em diferentes momentos: • na seção Mania de explicação; • nas atividades que solicitam consulta ao dicionário; • em questões de compreensão e interpretação, nas quais o aluno explica o significa- do de palavras e expressões do texto, com base na leitura que fez e em seus conhecimentos prévios; • no Glossário, quando se trata de conceitos. Aprendendo com o texto Nesta seção, as atividades propostas são voltadas à análise do gênero textual em questão. São abordados os aspectos macroestruturais (que caracterizam o gênero) e os composicionais (recursos linguísticos), bem como sua pertinência em relação ao conteúdo veiculado, à situação comunicativa e ao suporte. As análises são acompanhadas de sistematizações – que aparecem no Glossário – e retomadas na seção Produzindo textos. No ensino de língua portuguesa devemos levar em conta as condições em que a pro- dução textual ocorre. Quem escreve, o quê, para quem, para quê, por quê, quando, onde e como se escreve são características que determinarão o texto. Cada gênero tex- tual tem uma estrutura composicional própria, determinada pela intencionalidade e pelas condições de produção. Uma narrativa, um poema, um bilhete, uma receita, uma reportagem ou um anúncio têm características composicionais próprias. Produzindo textos As propostas de produção de textos consideram o conteúdo das discussões, os gêneros textuais vistos e os aspectos composicionais estudados. Há ainda a preocupação com o aspecto social da escrita, contemplado nas sugestões de publicação (no sentido de tornar 15
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 16 público) das produções dos alunos. Tais propostas recuperam as análises feitas no Aprendendo com o texto e foram elaboradas de modo que o aluno possa passar por dife- rentes situações de escrita. O trabalho com um gênero textual em sala de aula requer uma sequência didática, que pode variar um pouco em relação às atividades propostas na coleção. Ao escolher um gênero e organizar sua própria sequência didática, o professor pode se pautar pelas seguintes sugestões. • Levantar os conhecimentos prévios dos alunos sobre o gênero. • Apresentar a proposta situando os alunos em relação a todas as etapas do trabalho. • Apresentar o gênero escolhido, oferecendo bons modelos e colocando à disposição do grupo alguns exemplares, no caso de jornais, revistas, periódicos, cartões-postais etc. • Fazer uma proposta de escrita inicial, para verificar quais aspectos composicionais os alunos já dominam. • Solicitar que os alunos tragam para a aula contribuições (revistas de história em quadrinhos, por exemplo) para ampliar o acervo do grupo e as oportunidades de análise. • Propor atividades, orais e escritas, de levantamento das características do gênero e, posteriormente, sistematizar esse conhecimento. • Propor uma produção escrita: individual, em duplas, em grupos ou coletiva. • Levantar, com os alunos, os critérios de avaliação da produção. Partindo da análise do texto-modelo e das características do gênero, as atividades de leitura e produção de textos, planejadas para o trabalho escolar ao longo do ensino funda- mental, devem aprimorar a produção escrita dos alunos. Para permitir a apropriação das especificidades dos diversos gêneros, as propostas estão distribuídas em quatro categorias, como propõe Maria José Nóbrega: transcrição, reprodução, decalque e autoria. Na transcrição, o conteúdo temático (o que dizer) e a estrutura composicional (como dizer) estão dados pelo modelo. Na reprodução, o conteúdo temático (o que dizer) está dado pelo modelo e a estru- tura composicional (como dizer) é livre. No decalque, o aluno tem liberdade quanto ao conteúdo temático, mas deve ater-se à estrutura composicional dada pelo modelo (imitação, preencher lacunas, parodiar). Na autoria, tanto o conteúdo temático como a estrutura composicional são escolhidos pelo aluno. Essa categorização encontra-se assinalada no QUADRO DE CONTEÚDOS de cada volume. Num projeto de autoria planejada, o aluno tem a oportunidade de se apropriar, grada- tivamente, das especificidades dos textos e de entender as situações comunicativas que envolvem as diversas situações de escrita. Para tanto, é fundamental que a proposta de pro- dução textual seja clara e contextualizada, isto é, o aluno precisa ter condições de recu- perar as leituras e análises feitas anteriormente, ser motivado a aplicar seus conhecimen- tos, associando-os a contextos reais de interação comunicativa. Além disso, a proposta traz 16
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 17 consigo, também, os critérios de avaliação da produção, que nortearão as intervenções do professor e permitirão ao aluno a efetiva progressão nos meandros da produção textual. Avaliando a produção de textos: a intervenção A fim de facilitar o manuseio, as produções de texto devem ser feitas em caderno ou em folha pautada avulsa. Ao professor cabe o papel de leitor apreciador, aquele que lê o texto do aluno para identificar qualidades e avanços no uso da língua escrita e para orien- tá-lo quanto às eventuais deficiências próprias de um “escritor” em formação. A combi- nação de uma proposta consistente com um olhar apreciador – e não avaliador – permite que o aluno estabeleça uma relação positiva e estimulante com a escrita, especialmente com os textos que produz. As anotações do professor geralmente interferem na produção do aluno e, muitas vezes, impedem que ele reconheça as inadequações. Numa avaliação apreciativa, o professor deve combinar códigos de correção com os alunos, privilegiando os conteúdos textuais abordados e complementar sua intervenção com um bilhete de leitor. Nesse bilhete, o professor aponta as qualidades da produção do aluno, faz sugestões temá- ticas e estruturais, explica e orienta como o aluno deve proceder na re-elaboração de seu texto. As intervenções do professor devem levar em conta os elementos linguísticos – mani- festados em seus aspectos discursivos, textuais, gramaticais e ortográficos – utilizados nas produções dos alunos. Ao assinalar as ocorrências no texto do aluno, ou no bilhete de leitor, o professor opta por uma prática reflexiva, contextualizada e que possibilita ao aluno a compreensão desses elementos no interior do texto. Comunicação oral Ao ingressar no ensino fundamental, o aluno já é proficiente em sua língua, sabe falar e sabe ouvir. No entanto, cabe à escola promover atividades de oralidade planejada em torno da produção e recepção de textos orais, a fim de que o aluno possa ampliar sua competência comunicativa fora do âmbito familiar. Para a sociolinguística educacional, competência comunicativa significa adequação do registro, ou seja, escolher que registro (linguagem) usar em determinada situação inter- locutiva e de acordo com o interlocutor: o que falar, como falar, para quem falar. Em outras palavras, competência comunicativa significa: • saber empregar a língua oral em diferentes situações de uso; • adequá-la a cada contexto e interlocutor; • descobrir as intenções que estão implícitas nos discursos orais cotidianos; • posicionar-se com atitude crítica diante desses discursos. O aluno não tem ainda essa percepção sobre sua própria língua; é necessário que ele produza textos orais nos mais variados gêneros textuais, como diálogos, entrevistas, debates, depoimentos, relatos, exposições e seminários – de forma coesa e coerente. O texto oral também tem coesão e coerência: os turnos devem ser respeitados, é preciso saber ouvir; há que manter a pausa. Além disso, a fala é permeada por gestos (linguagem não-verbal) e, diferentemente da escrita, em algumas situações interlocutivas não há a pos- 17
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 18 sibilidade de apagamento. Os marcadores textuais dessa modalidade oral também são dis- tintos dos da escrita. O falante, neste caso o aluno, não é consciente dessa distinção e acaba por usá-los indistintamente. A omissão de sílabas em final de palavras ou a troca de fonemas também são outras marcas da língua portuguesa falada no Brasil. Somente por um processo de conscientização e prática é que o aluno perceberá as semelhanças e diferenças entre as modalidades oral e escrita da língua. Conhecendo melhor a nossa língua • Ortografia – Gramática Por questões didáticas, o conteúdo de análise linguística foi separado em gramática e ortografia. Ao partir para o trabalho com a gramática, o professor precisa ter clareza de que há vários tipos de gramática. E uma boa forma de conhecer a complexidade da língua é enten- der esses vários conceitos de gramática. Dentre outras, existe a gramática normativa (con- junto de regras que devem ser seguidas); a gramática descritiva (conjunto de regras que são seguidas) e a gramática internalizada (conjunto de regras que o falante domina). Em geral, a gramática está dividida em cinco partes de acordo com os aspectos linguís- ticos analisados: fonética, morfologia, sintaxe, semântica e estilística. Esta coleção apre- senta aos alunos conceitos prescritos na gramática normativa, necessários à compreensão e à progressão na abordagem dos gêneros textuais. Dentre os conteúdos gramaticais estão: os morfológicos (classes de palavras e formação de palavras); algumas ocorrências sintá- ticas (organização de frases e orações); ocorrências semânticas (significação de palavras e expressões) e ocorrências estilísticas (recursos e escolhas de vocabulário, sentido das palavras no texto). Em gramática, o trabalho está voltado para a reflexão e o uso de conceitos morfoló- gicos, extraídos de textos orais ou escritos, bem como seu efeito na produção de sentidos. As atividades visam analisar a ocorrência de determinada estrutura e sistematizar, poste- riormente, o conceito que a rege. A ortografia é uma das partes da gramática e se ocupa da correta representação escri- ta das palavras. A forma correta de grafar as palavras resulta de um processo histórico, no qual usos e regras foram definidos por convenção e estão registrados em acordos ortográ- ficos assinados entre os sete países em que a língua portuguesa é oficial (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe). Em caso de dúvi- da quanto à ortografia, deve-se recorrer a dicionários e publicações oficiais. O trabalho proposto com ortografia parte da exploração e da observação das regula- ridades do sistema ortográfico, fazendo com que o aluno levante hipóteses, explicite suas ideias, reflita sobre as alternativas de escrita, compare os resultados com os dos colegas e sistematize dados sobre o sistema de escrita da língua. De maneira lúdica, o aluno é convidado a observar as palavras, refletir sobre as ocorrências linguísticas, numa interação em que suas contribuições são fundamentais para a aprendizagem. Dialeto O trabalho com a língua deve envolver também uma reflexão sobre as variedades linguísticas do português falado no Brasil, pois, apesar de sua extensão territorial, o país 18
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 19 possui apenas uma língua oficial: a língua portuguesa. Com exceção de poucas nações indí- genas, que têm idiomas próprios, os demais brasileiros a falam. Todos os falantes do por- tuguês no Brasil podem se fazer compreender, independentemente da distância entre os lugares onde vivem. O idioma é um só, mas nas diversas regiões e estados há formas características de se falar o português. Os dialetos e regionalismos, resultado de influências históricas, refletem marcas de cada cultura local e expressam a diversidade do povo brasileiro. O dialeto é o conjunto de marcas linguísticas, restrito a uma comunidade de fala inserida numa comunidade maior de usuários da mesma língua. Tais marcas não impedem a intercomunicação da comunidade maior com a menor. O dialeto pode ser geográfico ou social, como o dialeto caipira, o nordestino, o gaúcho etc. Os dialetos brasileiros podem ser divididos em dois grandes grupos, o do Norte e o do Sul, ocorrendo subdivisões: • Dialetos do Norte (o amazônico e o nordestino); • Dialetos do Sul (o baiano, o fluminense, o mineiro e o sulista). Entretanto há ainda outras classificações que foram estudadas e reconhecidas por linguistas. São os seguintes. • Dialeto caipira falado no interior do estado de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. • Dialeto maranhense falado no Maranhão e Piauí. • Dialeto baiano falado na região da Bahia. • Dialeto fluminense falado no Rio de Janeiro e Espírito Santo. • Dialeto gaúcho falado no Rio Grande do Sul com influências do castelhano. • Dialeto mineiro falado na região de Minas Gerais. • Dialeto nordestino falado na Região Nordeste, exceto na Bahia. • Dialeto paulistano falado na região de São Paulo com influências do italiano. • Dialeto do sertão, semelhante ao mineiro, falado em Goiás e Mato Grosso. • Dialeto sulista falado no Paraná e em Santa Catarina. SIGNIFICADO DE ALGUNS TERMOS DIALETAIS Dialeto do interior paulista bornal: saco para carregar mantimentos ou alimentos, embornal carta de motorista: carteira de motorista farol: semáforo, sinaleira guia: meio-fio holerite: contracheque 19
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 20 mandioca: macaxeira, aipim mexerica: tangerina, bergamota, laranja-cravo mina: menina, garota, namorada Dialeto gaúcho abobado da enchente: pessoa tola abrigo: agasalho de ginástica balaca: fazer pose de malandro balaqueiro: quem faz pose de malandro boi corneta: pessoa do contra, que destoa cacetinho: pão francês chapeação: lanternagem, funilaria goleira: traves do gol no futebol gringo: descendente de italiano lomba: ladeira negrinho: doce brigadeiro patente: vaso sanitário prender fogo: acender o fogo Dialeto do Nordeste aperreado: angustiado, estressado bigu: carona bizu: dica de vestibular canjica: cural de milho ixi Maria: interjeição de espanto, contraindo o termo Virgem Maria jerimum: abóbora laranja-cravo: mexerica macaxeira: mandioca, aipim mangar: zombar de alguém ó xente: interjeição que demonstra espanto, descontentamento, curiosidade pitoco: botão vôte: vou te esconjurar, vou te amaldiçoar 20
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 21 Dialeto do Norte churrela: caldo obtido após o processamento do açaí, quando as sementes são lavadas e a esta "água de açaí" é dado o nome de churrela mão-de-mucura-assada: sovina pai-d’égua: interjeição que significa legal, bacana papudinho: pessoa alcoólatra xibé: prato feito de farinha de mandioca e água Para saber mais Nesta seção são oferecidas informações complementares para ampliar os assuntos estu- dados. Há uma diversidade de material que desperta a curiosidade do aluno, para que, se ele quiser, busque ainda mais informações na biblioteca, internet ou com seus professores. E por falar nisso... Mesmo que diversas questões tenham sido discutidas, o assunto ainda pode despertar a participação ativa das crianças. É como se elas fossem lembradas de que o tema não se esgotou e que há mais a se acrescentar. Ícones especiais MP. Este ícone indica que o professor encontrará no Manual do Professor expli- cações, sugestões ou ampliações de respostas, atividades extras etc. palavras encontradas ao longo do livro e relacionadas no Glossário (parte final do livro). palavras encontradas nos textos e relacionadas na seção Mania de explicação. DESAFIO! Este ícone indica que as atividades apresentam certo grau de dificuldade quando feitas individualmente. Este ícone indica que as produções de textos devem ser feitas em Meus Textos – páginas especiais com furos, que se encontram nas Atividades complementares. A capa, cartonada, encontra-se no Material de apoio. Essas produções poderão ser reunidas, organizadas na capa e compor um pequeno livro de textos. Este ícone indica que há adesivo(s) no Material de apoio para ser(em) colado(s) na atividade em que aparecem. 21
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 22 Este ícone indica que no final do livro há materiais diversos para o aluno: pági- nas especiais para escrever, colar adesivos, jogo etc. Exposição A proposta da Exposição é que os alunos apresentem trabalhos feitos ao longo do ano. Cada um terá um ou mais trabalhos selecionados para a Exposição, que será realizada no fim do ano. Outras atividades em grupo também poderão ser expostas, desde que isso seja planejado antecipadamente. No início do trabalho com o livro, é importante mostrar aos alunos o ícone da Exposição. E, na parte final do livro, temos os seguintes complementos. Oficina Para completar o trabalho desenvolvido na unidade, sugerimos uma atividade que tra- balhe os gêneros textuais e o tema abordado na unidade. As propostas apresentadas privi- legiam a leitura e a escrita em produções que inserem o aluno num contexto social mais amplo, envolvendo-o pelo prazer da produção oral e escrita. Indicação de leituras complementares Esta é a etapa em que apresentamos sugestões de leituras para os alunos, indicadas por unidade, com livros que tratam dos temas que foram abordados ou os complementam. Para cada livro sugerido há uma resenha, que tem o objetivo de instigar a curiosidade do aluno para estimulá-lo a ler. Referências bibliográficas As obras listadas ao final do livro orientaram, direta ou indiretamente, a produção desta coleção. Este material oferece ao professor (e ao aluno) vasto e enriquecedor mate- rial de pesquisa a respeito de leitura, escrita e gêneros textuais na escola. Atividades complementares Coletânea de textos para estimular e desenvolver a leitura. São contos e/ou poemas de autores de vários países. Material de apoio Material que o aluno deverá destacar para fazer algumas atividades do livro: folhas car- tonadas, cartões de jogos, adesivos etc. 22
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    Quadro de conteúdos– 5o ano – UNIDADE 1 – Uma história puxa a outra Textos Análise textual Produção Gramática Ortografia “O VEADO E A ONÇA” – PERSONAGEM AUTORIA (NARRATIVA ADJETIVO (E FLEXÃO) M ANTES CONTO (E) DE SUSPENSE OU DE P E B INTRODUÇÃO PRONOME DE MISTÉRIO) “VEADO-CAMPEIRO / (DA NARRATIVA) LETRAS E E I BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 PRONOMES PESSOAIS ONÇA-PINTADA” – TEXTO REPRODUÇÃO (RECONTAR CONFLITO LETRAS O E U ENCICLOPÉDICO (E) O CONTO “DONA RAPOSA PRONOME DE CONTO POPULAR E OS PEIXES”) TRATAMENTO LETRA H “OS TRÊS HOMENS 8/11/08 ATENTOS” – CONTO (E) TEXTO ENCICLOPÉDICO COMUNICAÇÃO ORAL SUBSTANTIVO PRIMITIVO E DERIVADO “O RESISTENTE CAMELO” – NARRADOR APRESENTAÇÃO DE TEXTO ENCICLOPÉDICO (E) PESQUISA SOBRE ANIMAIS SUFIXOS -IM E -IN VERBO DICENDI 7:28 PM “DONA RAPOSA LEITURA DRAMÁTICA PREFIXOS -EIRO E -EIRA E OS PEIXES” – CONTO (E) DISCURSO DIRETO (CONTO “O VEADO E A ONÇA”) COLOCAÇÃO “JOÃO PREGUIÇA ” – DADOS DE PUBLICAÇÃO DE PRONOMES CONTO (E) COMPARAÇÃO ENTRE CONTAR UM CONTO Page 23 POPULAR (LIVRE CONCORDÂNCIA CONTO E TEXTO ESCOLHA) ADJETIVO E ENCICLOPÉDICO SUBSTANTIVO AMPLIAÇÃO DO CONFLITO GRAU COMPARATIVO CONTO DE ARTIMANHA DO ADJETIVO E ESPERTEZA SUFIXOS -EZA, -OSO, -OSA SUBSTANTIVOS DERIVADOS DE ADJETIVOS DIMINUTIVO Gêneros: E = Eleito; C = Contato; R = Retomada 23
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    24 Quadro de conteúdos – 5o ano – UNIDADE 2 – Conviver é respeitar Textos Análise textual Produção Gramática Ortografia “AQUARELA” – POEMA (C) RELATO (1a PESSOA) AUTORIA (RELATO REGRAS DE FORMAÇÃO R INICIAL “QUANDO EU ERA PEQUENO EM 1a PESSOA) DO PLURAL REPORTAGEM RR NÃO GOSTAVA DE SER AUTORIA (NOTÍCIAS PLURAIS ESPECIAIS ÍNDIO” – RELATO (E) DEPOIMENTO R DA ESCOLA) GRAU DO SUBSTANTIVO INTERCALADO BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 BIOGRAFIA DE DANIEL LINHA FINA COMUNICAÇÃO ORAL AUMENTATIVO R BRANDO MUNDURUKU – (C) COLCHETES [ ] “TANTA HISTÓRIA” – APRESENTAÇÃO SOBRE E DIMINUTIVO R DEPOIS DE VERBO DICENDI ZUMBI 8/11/08 POEMA (C) SUFIXOS FORMADORES CONSOANTE “PRECONCEITO: RISQUE TÍTULO E SUBTÍTULO JORNAL FALADO SOBRE DE AUMENTATIVO ESSA PALAVRA DO SEU ESPORTES E DIMINUTIVO VOCABULÁRIO – 7:28 PM DIFERENTES SENTIDOS REPORTAGEM (E) DE AUMENTATIVO “UMA LIÇÃO INESPERADA” E DIMINUTIVO – NARRATIVA (R) Page 24 VERBO “A MÁSCARA” – POEMA (C) “QUEM TEM O QUÊ?” – CONJUGAÇÕES POEMA (C) INFINITIVO “OLIMPÍADAS”– SÍLABA TÔNICA REPORTAGEM (E) ARTIGO E FLEXÕES “IGNORÂNCIA E PRECONCEITO” – SUBSTANTIVO FRAGMENTO DE ARTIGO (C) COMUM-DE-DOIS “UM EXEMPLO DE PER- SISTÊNCIA E SUPERAÇÃO – NOTÍCIA (E) “ARTIGO” – POEMA (C) “O MUNDO COM OUTROS OLHOS”– REPORTAGEM (E) Gêneros: E = Eleito; C = Contato; R = Retomada
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    Quadro de conteúdos– 5o ano – UNIDADE 3 – Poetas à vista! Textos Análise textual Produção Gramática Ortografia “QUER BRINCAR DE POESIA?” – REPORTAGEM (R) EU LÍRICO AUTORIA (DEFINIÇÕES DIALETO SEZ POÉTICAS) “POETA À VISTA!” – POEMA (E) RIMA, VERSO, ESTROFE SUBSTANTIVO S / Z FINAL “TREM DE FERRO” – POEMA (E) DECALQUE (POEMA PRÓPRIO E COMUM; DE PALAVRAS SONORIDADE E RITMO BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 “IPÊ AMARELO”) SIMPLES E “VASO DE FLORES” – POEMA (E) -OSO, -OSA; POEMA E POESIA COMPOSTO; AUTORIA (REPORTAGEM -EZA, -ESA “RECEITA DE ARRUMAR GAVETAS” – POEMA (E) SENTIDO FIGURADO SOBRE BOLETIM) REVISÃO: S E Z NA “PEDRO PICA-PAU” – POEMA (E) AUMENTATIVO E 8/11/08 COLCHETE SIMPLES COMUNICAÇÃO ORAL FORMAÇÃO DO DIMINUTIVO; “HISTÓRIA DE JANELA Nº 2” – POEMA (E) - DIMINUTIVO POEMA NARRATIVO JOGRAL FEMININO E “POEMA EM IZ” – POEMA (E) MASCULINO, X (CH); X RIMA POBRE, RICA SINGULAR (CS); X (S); “SEIS ZEROS” – POEMA (E) E RARA 7:28 PM E PLURAL X(SS); X (Z) “O SOLDADINHO DE CHUMBO” – POEMA (E) VERSOS BRANCOS SUBSTANTIVOS “FIM DO ESCONDE-ESCONDE” – REPORTAGEM (R) DERIVADOS SÍLABAS ÁTONAS “ALÉM DA IMAGINAÇÃO” – POEMA (E) E SÍLABAS TÔNICAS DE ADJETIVOS Page 25 “O BICHO” – POEMA (E) (RITMO) TEMPOS VERBAIS: “DORME, PRETINHO” – POEMA (E) ORDEM INVERSA PRESENTE E PRETÉRITOS “ACHO QUE A POESIA NASCE COM A GENTE” – POEMA VISUAL FRAGMENTO DE ENTREVISTA (C) PRONOMES ADJETIVO PESSOAIS: CASO “PLUTÃO” – POEMA (E) RETO E OBLÍQUO LOCUÇÃO ADJETIVA “OLAVO BILAC” – BIOGRAFIA (C) “INFÂNCIA” – POEMA (E) ADJETIVOS PÁTRIOS “URGENTE!” – POEMA (E) “NASCER” – POEMA (E) “CANÇÃO DO CAVALINHO PRETO” – POEMA (E) “PÁSSARO EM VERTICAL” – POEMA (E) “MENINO TOM” – POEMA (E) “CADERNO DE INVERNO” – POEMA (E) “VOCABULÁRIO” – POEMA (E) “O MENINO AURÉLIO” – POEMA (E) “O GIRASSOL” – POEMA (E) “NAMORO DESMANCHADO” – POEMA (E) Gêneros: E = Eleito; C = Contato; R = Retomada 25
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    26 Quadro de conteúdos – 5o ANO – UNIDADE 4 – Amizade Textos Análise textual Produção Gramática Ortografia “QUER BRINCAR DE POESIA?” – REPORTAGEM (R) ORDEM DOS AUTORIA (NARRATIVA EXPRESSÃO LETRA H ACONTECIMENTOS SOBRE AMIZADE) IDIOMÁTICA “E AÍ, AMIZADE?” – FRAGMENTO DE ARTIGO (C) NA NARRATIVA CH, LH, NH AUTORIA (CARTA VERBO: INFINITIVO “TONTO, NEM TANTO” – NARRATIVA (R) ORDEM DIRETA E ENIGMÁTICA) QUE, QUI, E CONJUGAÇÕES ORDEM INVERSA QUA “CHAPEUZINHO AMARELO” – POEMA (R) BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 COMUNICAÇÃO ORAL PRETÉRITO: NARRADOR GUE, GUI, “QUEM NÃO FAZ O QUÊ” – POEMA (R) PERFEITO, ONISCIENTE CONTAR UM GUA IMPERFEITO E “O ENIGMA DO CAMALEÃO” – TEXTO NÃO VERBAL “TUMITINHA” PARA MAIS-QUE- ENCONTRO (E) TRAVESSÃO OS COLEGAS 8/11/08 PERFEITO VOCÁLICO “CAMALEÃO: VOCÊ CONSEGUE ENCONTRÁ-LO NA TÍTULO ENTREVISTA RECURSOS DE ENCONTRO NATUREZA?” – TEXTO ENCICLOPÉDICO (R) SOBRE ANIMAIS TEXTO NÃO VERBAL DESCRIÇÃO CONSONANTAL DE ESTIMAÇÃO “O AMIGO” – TEXTO DESCRITIVO (C) PREFIXOS 7:28 PM COMPARAÇÃO ENTRE DÍGRAFOS “DEPOIS DO UNO” – CRÔNICA (E) UMA HISTÓRIA -DES E -IN (CH, LH, NH; VERBAL E UM TEXTO RR, SS; SC, SÇ, “WALCYR CARRASCO” – BIOGRAFIA (R) SEPARAÇÃO NÃO VERBAL XC; QU, GU) SILÁBICA “MEMÓRIAS DE UM APRENDIZ DE ESCRITOR” – Page 26 PERSONAGENS SEPARAÇÃO CRÔNICA (E) CLASSIFICAÇÃO SILÁBICA CONFLITO QUANTO AO “MOACYR SCLIAR” – BIOGRAFIA (R) Nº DE SÍLABAS - INTERTEXTUALIDADE “O AMOR DE TUMITINHA ERA POUCO E SE SÍLABA TÔNICA ACABOU” – CRÔNICA (E) CRÔNICA SINAIS DE “MÁRIO PRATA” – BIOGRAFIA (R) DADOS DE PONTUAÇÃO: PUBLICAÇÃO EXCLAMAÇÃO, “VERÃO” – POEMA (R) INTRODUÇÃO E INTERROGAÇÃO, “JOGO DOS PONTOS E VÍRGULA” – POEMA (R) CONCLUSÃO VÍRGULA, RETICÊNCIAS, “O TESTAMENTO” – DISCURSO DIRETO DOIS PONTOS, “O PAPAGAIO” – POEMA (R) E INDIRETO PARÊNTESES, NARRADOR TRAVESSÃO “MENINO DE RUA” – CRÔNICA (E) PONTO FINAL, PERSONAGEM “FERNANDO SABINO” – BIOGRAFIA (R) ASPAS “HELEN KELLER” – RELATO (R) Gêneros: E = Eleito; C = Contato; R = Retomada ..
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 27 Orientações didáticas para o 5o ano ............................................................ Apresentação Página 3 LIVRO: A TROCA LIVRO: A TROCA, DE LYGIA BOJUNGA NUNES Essa mensagem foi escrita pela autora em comemoração ao Dia Internacional do Livro Infantil e Juvenil – que é comemorado no dia 2 de abril – e traduzida nos 64 países que são membros de uma associação internacional que reúne profissionais da literatura infan- til e juvenil, denominada IBBY (International Board on Books for Young People). Começar pedindo aos alunos que leiam as ilustrações e observem quanta informação é possível retirar dessas imagens. Essa participação demonstrará a conquista que é desen- volver o “olhar leitor”. Conversar com os alunos a respeito do texto. • Por que livro é vida para a autora? • Por que ela fala em troca? O que o livro lhe dava quando criança? (Casa, comida, brinquedo, que lhe permitia construir parede, escada e telhado.) • Como explicar a expressão: “morar em livro”? (O ato da leitura envolve o leitor, que passa a viver dentro do livro, a conhecer as personagens e, com elas, conviver, expe- rienciando a narrativa, como se fosse um participante do enredo. Quando se desco- brem essas possibilidades, torna-se um leitor competente, que sempre será abrigado pela casa, que é o livro.) Abordar o trecho em que a autora diz que aprendeu de tanto olhar as paredes. “Primeiro, olhando desenhos; depois, decifrando palavras.” • Que paredes são essas? (As páginas dos livros. Nos primeiros contatos com o livro, o que chama a atenção do leitor são o desenho, a imagem, a ilustração ou linguagem visual, porque representam o mundo – daí ter esse importante significado. Depois é que as letras, agrupadas em palavras, vão adquirindo sentido e representando o pen- samento de quem escreve. Até que se chega à leitura, isto é, a verdadeira apreensão de significado e não apenas a decifração das palavras.) • A autora diz que cresceu e derrubou telhados. Isso acontece com todas as crianças? (Observar que isso ocorre com todos nós. Quanto mais nos apropriamos da escrita e da leitura, mais podemos conhecer o mundo e é aí que se dá a troca: o livro passa a ser o próprio alimento que sustenta o pensamento e o modo de viver.) 27
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 28 A última afirmação do texto merece uma comparação com a fala de um pesquisador francês, Michel Certau: “O leitor é um caçador que efetua saques em campos alheios, tentando assim acalmar a fome de sentidos e significados”. Biografia Lygia Bojunga Nunes nasceu em Pelotas (RS), no dia 26 de agosto de 1932 e cresceu numa fazenda. Aos oito anos foi para o Rio de Janeiro, onde, em 1951, se tornou atriz de uma companhia de teatro que viajava pelo interior do Brasil. Os textos de Lygia baseiam-se no ponto de vista da criança, pois, para ela, as crianças observam o mundo através de olhos brincalhões. Seus livros foram traduzidos em 19 idiomas e, em 1982, recebeu o Premio Hans Christian Andersen. Hoje, ainda morando no Rio de Janeiro, ela comanda uma editora, denominada Casa de Lygia Bojunga, que publica todas as suas obras. Unidade 1 UMA HISTÓRIA PUXA A OUTRA Este símbolo indica sugestão de atividades complementares e suas respectivas respostas. Página 18 – COMEÇO DE CONVERSA Se alguns alunos responderam na questão 5 que na família há alguém que conte histórias, fazer com eles um levantamento de: • grau de parentesco; • tipo de história que contam. Em seguida escolher, com a participação da classe, que tipo de história eles gostariam de ouvir e, como uma história puxa a outra, podem ser até agrupadas por assunto. Exemplo: histórias de pescador, de assombração, de artimanha (Pedro Malazartes) etc. Pedir aos alunos que consultem essas pessoas sobre a possibilidade de virem à escola contar histórias. Combinar antes em que dia da semana e qual o melhor período para todos. Para as respostas afirmativas será encaminhado um convite, a ser escrito coleti- vamente, em que apareçam os elementos indispensáveis. • Destinatário • Para quê? (Encontro para contar uma(s) história(s).) • Para quem? (Para os colegas da classe e para o professor.) • Quando e onde? (Data, horário e local.) • Pedir a confirmação de presença. 28
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 29 • Quem convida? (Nome do professor e dos alunos da classe.) Esta atividade visa à aproximação da família e da escola para que seja estabelecida uma relação mais estreita, possibilitando ao professor conhecer as pessoas e a variedade oral usada pelos alunos em seu meio. Este será um bom material para o trabalho com as diferenças entre a linguagem oral e escrita no seu uso formal e informal. Página 19 Pedir para a classe organizar uma atividade que tem como objetivo a contação de histórias pelos alunos. Divididos em grupos, eles irão aos diversos locais escolhidos onde haja reunião de ouvintes: em outra classe, em outras escolas do bairro, em asilos, em orfanatos e associações diversas. É importante propor essa experiência de trabalho voluntário como extensão da apren- dizagem. Trata-se da função social da língua e consequente inserção da escola na comu- nidade – um exercício de cidadania. Páginas 20 a 23 – TEXTO 1 – “O VEADO E A ONÇA” (PARTE 1), DE ANA MARIA MACHADO A Biografia Ana Maria Machado nasceu no Rio de Janeiro, em 24 de dezembro de 1941. É jornalista, professora, pintora e escritora com mais 100 livros publicados. O reco- nhecimento pela sua obra aconteceu em 2000, quando recebeu o Prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante da Literatura Infantil. Página 23 – TROCANDO IDEIAS Comente o raciocínio dos animais: pareceu-lhe absurdo pensar dessa forma? Por que não procuraram saber como era possível ocorrer aquela “extraordinária” sequência de fatos? Explique sua resposta. Página 27 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA Aproveitar as outras ocorrências ortográficas do texto e elaborar atividades com as seguintes palavras: barranco, encachoeirado, limpar, arrancou, limpinha, fincar, bambu, embiras, prender, completar, cansado, completou, nascendo, espantar e malandro. (Copiar essas palavras; pintar as consoantes que vêm depois de m e de n; separar sílabas; desenhar; escrever palavras com as mesmas ocorrências.) 1. Observe estas palavras do texto: interessante, índio, inteira, invadir. Essas palavras começadas por im- ou in- não indicam antônimo. • Com o uso do dicionário, dê outros exemplos de palavras iniciadas com essas letras e que também não tenham sentido contrário. Faça duas colunas, como no exemplo. importante incenso 29
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 30 2. Substitua as palavras em negrito por seus antônimos. (Embora estejam sem aspas, todas as alternativas foram retiradas do texto.) a) voava mais alto no céu baixo b) morava no fundo da mata frente c) no alto de um barranco sopé d) era perto de um rio longe e) era protegido desprotegido f) quando o sol foi se pondo foi nascendo g) estava cansado descansado h) quando era noite alta começo da noite i) este lugar é perfeito! imperfeito, impróprio j) está me ajudando! atrapalhando k) à noite eu começo de manhã eu termino, acabo l) na noite seguinte manhã anterior m) estas varas estão perfeitas impróprias, não adequadas n) bem firme frouxo o) pilha enorme muito pequena p) daí a pouco muito depois q) nuns espacinhos pequenos espações grandes r) malha forte fraca, frágil s) antes de escurecer depois de clarear t) paredes fechadas abertas u) bambu grosso fino v) todo animado desanimado w) ficou furiosa calma, tranquila 3. Explique o significado das seguintes palavras do texto terminadas em -inho e -inha. clareira limpinha bambu levinho O uso dos diminutivos limpinha (limpa) e levinho (leve) reforça a ideia expres- sa pelo adjetivo (muito limpa e muito leve). Esse uso é informal. Páginas 31 a 33 – TEXTO 2 – “VEADO-CAMPEIRO” E ONÇA-PINTADA” Observe o título dos dois textos. • O que há em comum entre eles? (São substantivos separados por um hífen e por isso, chamados de compostos; a segunda palavra apresenta uma característica que define a espécie do animal, porque há vários tipos de veado e vários tipos de onça.) 1. No texto há outros três substantivos compostos. Escreva-os. alecrim-do-campo, assa-peixe, capim-favorito 2. Há semelhanças entre os dois animais? Quais são? Ambos são ágeis, correm velozmente e nadam. 3. No texto há informações que apresentam quantidades numéricas. Encontre-as no texto, escrevendo do jeito que aparecem. 30
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 31 VEADO-CAMPEIRO ONÇA-PINTADA GESTAÇÃO nove meses três meses/três meses e meio TEMPO DE VIDA 22 anos 25 anos PESO 40 quilos 60 a 90 quilos COMPRIMENTO 1,5 metro 1 metro a 1,85 metro ALTURA 80 centímetros 45 a 50 centímetros • O que expressam os algarismos? Idade (acima de 10 meses ou anos); peso; altura; compri- mento e distância. • E os numerais (escritos por extenso)? Idade (até nove anos); quantidade (três chifres, dois voltados para trás e um para frente); são os numerais cardinais. • Há numerais ordinais que também aparecem no texto? Terceiro ano; 13o dia (os filhotes abrem os olhos). Eles foram escritos por extenso até décimo e depois em algarismos. Página 33 – APRENDENDO COM O TEXTO Os dois textos, do veado-campeiro e da onça-pintada, têm estrutura muito diferente do texto “O veado e a onça”. Conversar com os alunos sobre essas diferenças. Texto 1 – Conta uma história; é uma narrativa, um encadeamento de fatos, com diá- logos das personagens e um narrador personagem acrescentando pensamentos e circunstân- cias ao enredo. Texto 2 – Na verdade são dois textos, referentes aos animais, descritos com rigor cien- tífico. Ambos trazem informações dispostas em tópicos, em linguagem clara, objetiva, com precisão de dados oferecidos pelos algarismos e numerais. Página 45 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA A reticência é um sinal de pontuação que se torna um recurso de grande efeito para narrativas, principalmente quando há diálogos. A omissão daquilo que as personagens gostariam de dizer, o silêncio voluntário, dá ao leitor possibilidades de interpretação a cada situação. Ambos são ágeis, correm velozmente e nadam. 1. Associe as sugestões do primeiro grupo às situações do grupo abaixo, explican- do o significado que as reticências têm. Você pode sugerir outras que não este- jam na lista. • surpresa • concordância 31
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 32 • insinuação • conclusão • dúvidas • e outras coisas mais a) “preparei o encanamento, as portas e as janelas...” e outras coisas mais b) “cada um deu um sorriso sem graça...” concordância c) “Quer dizer que você...” insinuação, dúvida d) “eu achava que era o deus da mata me ajudando...” concordância e) “Pois é... Eu também” concordância f) “ela vai estar sempre bem cuidadinha...” conclusão g) “pela primeira vez na vida, ela me chamava de senhor...” surpresa, alerta 2. O ponto de exclamação é outro recurso muito usado para enfatizar a fala em situação de alegria, espanto, surpresa. Analise o emprego das exclamações nas frases seguintes e escreva de outra forma, usando a linguagem informal. • “– Tenho uma ideia!” Oba! • “– Isso mesmo!” De acordo! Valeu! • “Era pesadíssima!” Puxa que peso! • “Acho ótimo!” Legal! • “– Oba! Mais dois tapetes!” Genial! Maravilha! 3. Dê o substantivo primitivo dos substantivos seguintes. telhado caçada ribanceira terreiro encanamento telha, caça, riba (margem alta de um rio), terra, cano Página 47 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA Questão 3 – Resposta Os pronomes de tratamento senhor e senhora são usados em situações formais ou para indicar respeito com a pessoa com quem se fala. 1. Por que a autora usa o adjetivo valentona e não valente? Porque valentona reforça a ideia de valentia e do tamanho da onça para o veado. 2. Em seguida a onça se refere ao veado, chamando-o de idiota. Na sua opinião, o veado comportou-se como um idiota no final da história? Não, apesar de não ser tão forte e feroz quanto a onça, o veado conseguiu, com astúcia, expulsá-la da casa. Página 48 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – ORTOGRAFIA A troca das vogais I por E e U por O acontece também na pronúncia de muitas palavras, como “mixerica” por mexerica e “pueira” por poeira. Esse registro dialetal ocorre devido a diferenças de sotaque ou diferenças regionais. 32
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 33 Páginas 51 a 53 – TEXTO 4 – “OS TRÊS HOMENS ATENTOS”, DE REGINA MACHADO A Biografia Regina Machado ampliou a prática de contação de histórias, que antes era restrita aos pais e educadores para outros lugares e públicos diferentes. Ela é pesquisadora de contos populares, escritora e professora e responsável pela volta dessa tradição no Brasil: "Os contos enriquecem nosso interior, desenvolvem a indi- vidualidade e, ao mesmo tempo, nos tornam mais flexíveis para resolver problemas e aceitar diferenças", explica a autora. Depois da leitura do texto feita pelo professor, pedir aos alunos que prestem atenção ao título e falem sobre ele: o (artigo), três (numeral), homens (substantivo) e atentos (adjetivo). Em seguida, os alunos deverão fazer a leitura e anotar no caderno todas as vezes que aparecer um numeral, com exceção de um e uma, porque podem ser confundidos com o artigo indefinido. Ao final verificar o número de ocorrências apontadas. (Elas são 21.) Neste texto, os numerais ordinais é que diferenciam a fala das personagens, sendo sempre chamadas de: primeiro, segundo e terceiro, porque eles não tem um nome próprio. Página 54 – CONVERSANDO SOBRE O TEXTO 1. Comente por que foi possível os três homens conseguirem acertar “tudo”. Os três homens acertaram tudo porque observaram os indícios que levaram àquela leitura e sua interpretação. Se eles não atentassem para os pequenos detalhes, não poderiam chegar às conclusões tão precisas. Essa explicação, aliás, justifica a palavra atentos do título. Além disso, os três homens podem ser conside- rados bons leitores, pois apreenderam o significado das indicações, que para muitos passariam despercebidas. 2. E você teria conseguido interpretar todos os vestígios por eles detectados? Justifique. Resposta pessoal. Página 60 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA A diferença entre os numerais e os artigos um, uma, uns, umas é que, enquanto os numerais definem a quantidade, os artigos indefinidos apenas acompanham o substantivo, indefinindo-o. 1. Aponte quando for numeral (N) ou artigo (A) as palavras destacadas. a) cego de um olho N b) manco de uma perna N c) uma as pegadas N d) uma estrada A e) não tem um dente N 33
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 34 f) um velho A g) falar mais uma vez N h) o mato de um lado N i) um delicioso carneiro A Página 63 – TEXTO 5 – “O RESISTENTE CAMELO”, DE LEONORA E ARTHUR HORNBLOW Biografia Leonora e Arthur Hornblow formam um casal: ela foi novelista, nasceu em Nova York em 1972 e morreu aos 85 anos, na mesma cidade. Arthur foi cineasta e depois de aposentado começou a escrever para crianças. 1. Pesquise a diferença entre camelo e dromedário. Camelo é um ruminante com duas corcovas no dorso, e o dromedário, embora seja semelhante a ele, tem apenas uma corcova, também chamada de bossa. A corcova não é composta de água, ao contrário do que diz a lenda popular, mas, sim, de gordura acumulada pelo animal nos períodos de alimentação abundante, o que lhe permite viver em condições de escassez. Ambos são herbívoros e nativos de áreas secas e desérti- cas. Eles podem tomar cerca de 200 litros de água de uma só vez, o que os torna próprios para a travessia do deserto: são rápidos e não necessitam ficar bebendo água a todo momento. Página 65 – APRENDENDO COM O TEXTO Questão 4 – Resposta a) Os textos informativos são encontrados em enciclopédias, dicionário, sites, jornais, revistas, livros didáticos. As narrativas estão presentes em livros de diversos tipos: de contos, didáticos, sites etc. b) Os textos informativos não têm personagens, porque esses textos tratam de assun- tos relacionados à realidade e à ciência. Nos textos informativos aparecem pessoas, animais, plantas "de verdade". c) Os textos informativos não apresentam conflito. São textos interessantes e que atraem a atenção do leitor, pois tratam de assuntos importantes e variados: saúde, ecologia, conflitos entre povos e pessoas. Mas esses assuntos são diferentes do con- flito (expectativa) da narrativa. d) Na narrativa, o conflito cria uma expectativa no leitor, faz com que ele fique aten- to e atraído pela história, com vontade de saber como a situação será resolvida e qual será o desfecho do conflito. Página 66 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA Os adjetivos bom, mau, pequeno e grande possuem formas particulares para o compa- rativo e para o superlativo. 34
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 35 SUPERLATIVO ABSOLUTO SUPERLATIVO ADJETIVO COMPARATIVO SINTÉTICO RELATIVO bom melhor que ótimo o melhor de mau pior que péssimo o pior de grande maior que máximo o maior de pequeno menor que mínimo o menor de Página 68 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – ORTOGRAFIA Questões 2 e 3 – Respostas a) velinha: diminutivo de vela; peça de cera que se acende. velhinha: diminutivo de velha, pessoa idosa. b) bolinha: diminutivo de bola. bolhinha: diminutivo de bolha. c) galinho: galo pequeno, macho da galinha. galhinho: pequeno galho, ramo, vegetação. d) cavaleiro: que anda a cavalo, que cavalga. cavalheiro: homem educado, de ações nobres. e) telinha: diminutivo de tela, pano onde se pintam quadros; referência à televisão em relação ao cinema. telhinha: diminutivo de telha, peça de barro para cobrir construções. f) mala: espécie de caixa ou saco, de madeira, fibra, couro, lona etc., que tem de alça e fecho, que se destina a levar roupa ou outros objetos de uso pessoal. malha: espécie de blusa que protege do frio; casaquinho. Página 69 – TEXTO 6 – “DONA RAPOSA E OS PEIXES”, DE RAFAEL R. ORAMAS A 1. Que ideias exprimem os diminutivos retirados do texto “Dona Raposa e os peixes”? a) bem cedinho b) dona Raposinha c) só um pedacinho d) comi inteirinha e) esse cheirinho f) seu Tigrinho a) cedinho: muito cedo; b) Raposinha: carinho; c) pedacinho: pedaço pequeno; d) inteirinha: por completo; e) cheirinho: cheiro muito bom; f) Tigrinho: carinho e respeito. 35
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 36 Página 74 – APRENDENDO COM O TEXTO Questão 3 – Resposta 1o momento: Quando Dona Raposa começou a beliscar a sua traíra, achou-o tão saborosa que se esqueceu de que havia se prometido experimentar só um pedacinho de nada. 2o momento: Quando ela experimenta a traíra do Raposo. Aos poucos ela come o peixe inteiro e, quando se dá conta, toda a traíra de seu Raposo havia desaparecido. 3o momento: Ao perceber que comeu inteirinha a traíra do Raposo, ela diz pra si mesma que o estrago já está feito e não fará diferença se ela comer também a última traíra. 4o momento: Seu Raposo e seu Tigre chegam com muito apetite. Páginas 77 e 78 – E POR FALAR NISSO... Biografia Neil Philip é um pesquisador especialista em mito e folclore na literatura infan- til mundial. Organizou a obra Volta ao mundo em 52 histórias; a intenção é que seja lida uma história por semana. O livro é uma coletânea que reúne desde clássicos como “Chapeuzinho Vermelho” a histórias populares de diversos países, que são comple- mentadas por informações paralelas sobre sua origem, seu tema, seus símbolos e sobre os mais diferentes locais. A ilustração é composta de desenhos, quadros famosos e fotografias. 1. O título do texto traz duas informações. Quais são? O nome próprio do protagonista (João) e a sua característica marcante: a preguiça. 2. Transforme essa palavra num adjetivo. preguiçoso 3. Fora esse traço de comportamento, encontramos alguns adjetivos falados pela mãe de João. Retire do texto as frases em que ela diz esses adjetivos. Copie-as exatamente. “Como você é burro!” “Cretino!” “Você é mesmo um tolo!” “Ah, seu bocó!” “Idiota!” 4. O que há em comum em todas as expressões? O ponto de exclamação. 5. Comentar o tratamento que a mãe dava ao rapaz. Como esse comportamento pode ser interpretado? Demonstração de total indignação da mãe, pois ela achava que João não pensava, fazia tudo “errado”. 6. Indicar o que torna o enredo interessante. Ele era obediente, fazia do jeitinho que a mãe tinha corrigido, mas este conselho só funcionaria na circunstância anterior. Ele ouvia a repreensão e agia, mas em situação posterior não funcionava. Há um jogo de causa e consequência que torna o conto engraçado. 7. Como foi possível casar-se com uma moça riquíssima? Justamente por causa de mais uma tolice, um despropósito, a sorte lhe chegou: fez rir “uma jovem linda e triste”. 8. Como será que sua mãe passou a tratá-lo? Resposta pessoal. 9. Você acha que esse casamento deu certo? Continue a narrativa e depois a leia para a classe. Resposta pessoal. 36
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 37 Unidade 2 CONVIVER É RESPEITAR Página 80 – COMEÇO DE CONVERSA Biografia Sérgio Vaz, o “Poeta da Periferia”, é natural de Minas Gerais, autor de Pensamentos vadio e Subindo a ladeira mora a noite. Ele é de origem simples, mas já conhecido como poeta que compreende e se preocupa com o coletivo. Criou o projeto “Poesia contra a Violência” e recebeu o Prêmio Heróis Invisíveis, dado pelo jornalista Gilberto Dimenstein. Questão 5 – Resposta Aquarela: espécie de massinha que se apresenta em várias cores e que, dissolvida em água, se transforma em tinta. No título do poema, aquarela sugere que as crianças são diferentes, coloridas, como as tintas de uma aquarela. Página 83 – CONVERSANDO SOBRE O TEXTO Questão 4 – Para envio de correspondência, verificar os dados da editora na página 2 deste livro (nome da editora, endereço completo, site, e-mail), aos cuidados do Editorial de Língua Portuguesa. Página 86 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA Questão 1 – Complementação das respostas a) Regra: Acrescentamos s aos substantivos terminados por vogal. b) Regra: Quando os substantivos terminam em r, z ou s, formamos o plural acrescen- tando-se es. Explicar que palavras oxítonas, como português, japonês, freguês, quando estão no plural, mudam a tonicidade, passam a ser paroxítonas (portugueses) e, portan- to, não são acentuadas. c) Regra: Formamos o plural dos substantivos terminados em al, el, ol e ul, substi- tuindo L por is. d) Regra: Formamos o plural dos substantivos oxítonos terminados em il, substituindo o L por s. Formamos o plural dos substantivos paraxítonos substituindo o il por eis. e) Regra: Quando os substantivos terminam em ão, ãe e ã, formamos o plural assim: ão Ǟ ães, ões ou ãos ãe Ǟ acrescentamos s ã Ǟ acrescentamos s f) Regra: Quando os substantivos terminam em m, trocamos o m por ns. Página 88 Questão 5 – Resposta Quadro da esquerda: -eta; -ejo; -im; -ola; -inho; -cula; -ico. 37
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 38 Quadro da direita: -aça; -orra; -aço; -ona; -ança; -ão. Exemplos de aumentativos irregulares: chapéu-chapelão; copo-copázio; homem- homenzarrão; nariz-narigão; rapaz-rapagão; vozeiro - vozeirão; Página 89 Questão 8 – Resposta a) portão: porta de vários tamanhos e formas, que fecha o muro e a entrada, impedin- do o acesso de pessoas para a casa; porta grande que dá acesso à garagem, quin- tal, jardim ou pátio e que separa a casa da rua. b) calção: sunga ou calça curta e larga presa à cintura por elástico ou cordão, usada para banho ou em futebol, por exemplo. c) papelão: papel grosso e rígido; conduta ridícula, vergonhosa; fiasco. d) vaquinha: vaca pequena; coleta de dinheiro para comprar algo; rateio entre amigos para pagamento de uma despesa ou obrigação comum. e) caixinha: caixa pequena; pequena quantia de dinheiro que as pessoas dão, em determinadas situações, por cortesia ou agradecimento por um serviço ou uma atenção; gorjeta. f) folhinha: folha pequena ou calendário. Página 89 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – ORTOGRAFIA Biografia Duda Machado (Carlos Eduardo Lima Machado) nasceu no dia 3 de maio de 1944, em Salvador (BA). Formou-se em Ciências Sociais, fez cinema e escreveu letras de música. É redator, tradutor e professor na Universidade Federal de Ouro Preto (MG). Faz poesia para adultos e crianças. É poeta da nova geração e tem vários livros publicados em parceria com o Guto Lacaz, que é ilustrador, cenógrafo e desenhista. Guto nasceu em São Paulo, em 20 de setembro de 1948. Página 93 – TEXTO 3 – “PRECONCEITO: RISQUE ESSA PALAVRA DO SEU DICIONÁRIO”, FOLHINHA A Biografia Patrícia Trudes da Veiga é jornalista, colaboradora do jornal Folha de S.Paulo e editora do Prêmio Empreendedor Social, que acontece em mais 26 países, tendo como tema a Educação. Página 96 A Biografia Esmeralda do Carmo Ortiz escreveu seu primeiro livro Esmeralda: por que não dancei, aos 21 anos, em que faz um emocionante relato de sua experiência de vida, dos preconceitos sofridos, da superação de problemas e da conquista de sua cidada- nia. Depois de uma infância e adolescência marcadas pela exclusão social, como mi- lhares de crianças brasileiras. 38
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 39 “Quando tinha uns 18 anos, mal sabia escrever meu nome”, conta ela. Aos 22, com a ajuda do jornalista Gilberto Dimenstein, então diretor pedagógico da Associação Cidade Escola Aprendiz, entrou no curso de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi. Hoje é jornalista formada. Na reportagem, os numerais indicam a idade dos entrevistados, norma empregada por jornais impressos, quando uma pessoa é citada. Aproveitar as outras ocorrências ortográficas do texto e elaborar atividades com palavras que apresentam encontro consonantal: segredo, triste, palavra, sempre, bruxa, sofre, criei, excluir. (Copiar essas palavras; pintar os encontros consonantais; separar sílabas; desenhar; copiar outras palavras do texto com as mesmas ocorrências.) (Sugestões: negro, trânsito, livro, preconceito, primeira, professora, próprio, brincadeira, branco, Brasília, África, crime.) Página 97 – TROCANDO IDEIAS Conversar com as crianças sobre bullying (lê-se “bulin”). Perguntar se sabem o que é, se conhecem essa expressão. Explicar que se trata de gozação, agressão, ofensa e humilhação. Alguns comporta- mentos tidos como normais, coisa de criança, de adolescente estão bem distantes de ser inocentes. Constituem, na verdade, na prática do bullying, palavra que veio do inglês e que significa de “zoar”, “gozar”, “tiranizar”, “ameaçar”, “intimidar”, “humilhar”, “isolar”, “perseguir”, “ofender”, “discriminar” e “colocar apelidos maldosos”. Trata-se de um distúr- bio que se caracteriza por agressões físicas e morais repetitivas, que provoca isolamento da vítima, redução do rendimento escolar, alterações emocionais e depressão. Embora não exista uma tradução exata para a palavra bullying, pode-se traduzi-la como “tratar com crueldade”. Os psicólogos e educadores têm recomendado que nenhuma escola ignore tal ocorrência, frequentemente perceptível entre os alunos. POR QUE O BULLYING É PRATICADO? PORQUE O PRATICANTE DO BULLYING QUER: • obter força e poder; • conquistar popularidade na escola; • esconder o próprio medo, amedrontando os demais; • tornar outras pessoas infelizes, já que ele próprio é infeliz; • vitimar outras pessoas por ter sido vítima de alguém no passado. O QUE AS VÍTIMAS DEVEM FAZER? Evitar a companhia de quem pratica o bullying ou dos chamados carrascos. • Jamais falar com o agressor sozinho. É mais seguro falar com ele perto de ou- tras pessoas. • Não responder às provocações. • Não manter a agressão em segredo. • Não se deixar intimidar. • Relatar os fatos aos pais, professores, coordenadores, diretores ou responsáveis. 39
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 40 Página 98 – APRENDENDO COM O TEXTO Questão 1 – Texto informativo para o professor A expressão linha fina faz parte do jargão jornalístico e, embora não esteja diciona- rizada no léxico português, encontra-se registrada no Dicionário de usos do português do Brasil, de Francisco S. Borba, publicado pela Editora Ática em 2002. Página 98 – APRENDENDO COM O TEXTO Questão 4 (a) – Complementação da resposta O depoimento de autoridade é a fala de uma pessoa com conhecimento de causa sobre o assunto. A ideia de autoridade não está ligada, necessariamente, à autoridade policial, política ou religiosa. Um líder comunitário ou um familiar de pessoa envolvida no assunto em questão podem ser considerados vozes de autoridade numa reportagem. Elaborar com os alunos um quadro com sobre os depoentes da reportagem. NOME E PROFISSÃO INSTITUIÇÃO PRINCIPAL CONSELHO OU IDEIA • O silêncio não é a melhor solução. • A criança negra deve pedir ajuda aos professores e aos pais. Eliane Cavalleiro, Faculdade de Educação da • A criança negra pode alertar o colega professora Universidade de Brasília. de que ele está sendo racista ou preconceituoso • Racismo é um crime. • As crianças precisam da ajuda de Denilda Côrtes Silva, Disque-Racismo do Rio um adulto. psicóloga • Essa amizade não é uma coisa errada. Sônia Maria Nascimento, • A família e a escola têm de ajudar a coordenadora executiva ONG Geledès criança a elevar sua auto-estima e a da ONG valorizar a sua identidade. Esmeralda Ortiz, O texto não apresenta • Ser branco é lindo, mas ser negro é jornalista e escritora a instituição. maravilhoso. 1. Apontar o que a escola oferece de bom e o que eles podem sugerir para melhorá-la, a fim de que seja montado uma atividade – que deverá ter o nome decidido pela classe, depois da apresentação dos pontos levantados. (A finalidade é promover ini- ciativas para construírem uma escola que eles “gostariam” de ter, com a participação deles, dentro daquilo que é possível.) ROTEIRO • Organizar uma entrevista. Cada grupo aborda diferentes pessoas da escola: diretor, professor(es), secretário(a), isto é, todo o pessoal da parte administra- tiva e docente. • As entrevistas devem ser redigidas para posterior divulgação na classe. 40
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 41 • Esses depoimentos servem de base para uma reportagem, que subsidiará a montagem de um projeto. • Os pais podem ser convidados para conhecer as prioridades e se engajarem no projeto, expondo que contribuição podem dar (claro que não se pensa em di- nheiro, mas sim, no envolvimento com trabalho voluntário em todos os níveis) • Esse trabalho desenvolvido pode virar notícia de jornal. Uma iniciativa como essa demonstra a importância do uso social da língua, como um recurso de transformação da realidade e da consciência de cidadania para a criação de uma sociedade mais igualitária. Página 102 – TEXTO 4 – “UMA LIÇÃO INESPERADA”, DE JOÃO CARRASCOZA 1. Encontre no dicionário o significado das seguintes palavras. a) latejando (latejar) b) nerd c) arrogante d) (falava) arrastado e) paulatinamente f) ternamente a) Pulsando, palpitando, batendo forte. b) É um termo que descreve, muitas vezes com conotação depreciativa, uma pessoa que exerce intensas atividades intelectuais, que são consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais sociais ou populares em seu grupo. Por essa razão, um nerd é muitas vezes excluído de atividades físicas e considerado um solitário pelos seus pares. Com conotação depreciativa, descreve uma pessoa com dificuldades de integração social e mesmo atrapalhada que, no entanto, nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia. c) Insolente, soberba, altiva, orgulhosa, pretensiosa, pois no texto está no feminino. d) Falar de modo moroso, lentamente, por indolência ou dificuldade na pronúncia. e) De modo paulatino, vagaroso, feito pouco a pouco. f) De modo terno, afetuoso, meigo, carinhoso. 2. No texto ainda aparecem mais duas palavras com a terminação -mente. Explique-as. a) rapidamente De modo rápido, acelerado, ligeiro, célere, veloz. b) justamente De modo exato, exatamente. Página 104 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA Os derivados do verbo pôr (compor, impor, repor) não têm acento. Página 108 –CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – ORTOGRAFIA Biografia Lalau é paulista e publicitário, e Laurabeatriz é carioca e artista plástica. Eles trabalham juntos desde 1994, criando literatura para crianças. A preocupação com o meio ambiente, os animais e a ecologia está presente em quase toda a obra da dupla. Eles não são casados, mas trabalham em sintonia, como ela mesma diz. 41
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 42 Páginas 111 a 113 – TEXTO 5 – “OLIMPÍADAS” 1. O texto fala em “conjunto de modalidades esportivas”. Converse com os colegas e, juntos, façam uma relação das modalidades mais importantes, mas, se quiser, se aprofundar, pesquise quais são todas elas. 2. Qual o seu esporte favorito? Muitas crianças estão deixando de praticar exercício, trocando-o pela tevê, videogame e computador. Há conseqüências que já estão aparecendo na saúde dessas crianças, quais? Obesidade, diabetes e comportamento antissocial, pelo isolamento. Página 114 – TEXTO 6 – “IGNORÂNCIA E PRECONCEITO”, DE LYA LUFT Biografia Lya Luft nasceu no dia 15 de setembro de 1938 em Santa Cruz do Sul (RS), lugar de colonização alemã, onde quase todas as crianças falavam alemão, portanto, os livros utilizados nas escolas da cidade, vinham da Alemanha. Lia cursou Pedagogia e Letras (alemão e inglês) em Porto Alegre, onde iniciou sua carreira literária, aos 41 anos, depois de um acidente automobilístico quase fatal, quando resolveu fazer tudo aquilo que evitava. Traduziu muitos autores famosos para o português. Atualmente é uma das autoras que mais vende livros no Brasil. Na literatura infantil explora o fantástico mundo do imaginário, inspirada em histórias que contava para sua neta. Lya Luft usou em seu texto a expressão antipreconceito. Anti- significa “contra”, por isso, antipreconceito significa “contra o preconceito”. O prefixo ante- significa “antes”, “anteceder”, “o que vem antes”. Explicar aos alunos que apenas com a troca da vogal i por e as palavras ganham significados diferentes. 1. Consulte o dicionário e descubra se as palavras seguintes formam novas palavras com o prefixo ante- ou com o prefixo anti-. a) ontem e) penúltima b) coagulante f) gripal c) ver g) porta d) caspa h) vírus a) anteontem; b) anticoagulante; c) antever; d) anticaspa; e) antepenúltima; f) antigripal; g) antepor- ta; h) antivírus Páginas 116 e 117 – TEXTO 7 – “UM EXEMPLO DE PERSISTÊNCIA E SUPERAÇÃO”, DE ANDRÉ DEGASPERI A Biografia André Degasperi é assessor de imprensa, profissional que divulga o trabalho de diversas empresas ou instituições. Elabora reportagens e cria espaços na mídia para evidenciá-las. 42
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 43 1. Encontre no dicionário o significado das seguintes palavras. a) persistência perseverança, constância, obstinação, teimosia, firmeza b) superação vitória, ato ou efeito de superar, se sujeitar, resolver c) acirrada incitante, exacerbada, exasperada Página 120 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA Questão 6 – Resposta a) Regra: O feminino foi formado trocando-se a terminação -o por -a. b) Regra: O feminino foi formado trocando-se a terminação -e por -a. c) Regra: O feminino foi formado acrescentando-se a letra a. d) Regra: O feminino foi formado mudando-se o -ão final para -ã, -ona, -oa. e) Regra: O feminino foi formado com -esa, -essa, -isa, -triz. f) Regra: O feminino foi formado por palavras diferentes. Página 125 – E POR FALAR NISSO... 1. Encontre no dicionário o significado das seguintes palavras e, caso não e ache alguma delas, faça uma pesquisa. a) prótese b) glaucoma c) iPod d) rubéola a) Peça ou aparelho que substitui um órgão ou um membro amputado ou malformado, para suprir a falta ou restaurar uma função comprometida. b) Doença do olho que aumenta a pressão ocular, podendo provocar a diminuição da visão e até levar à cegueira. c) (Lê-se “aipódi”.) É uma marca registrada e refere-se a uma série de players (“tocadores”) de áudio digital, projetados e vendidos por uma empresa chamada Apple Inc. É um aparelho muito pequeno que usa recursos de informática para armazenar som, imagem e texto. d) doença viral, muito contagiosa, semelhante ao sarampo, porém mais branda, mas que pode provo- car graves malformações no feto quando acomete a mãe no primeiro trimestre de gestação. Ela provo- ca um grosseiro avermelhado na pele e pequenas ínguas (inchaço) na região do pescoço. Já há vacina para evitá-la. Unidade 3 POETAS À VISTA! Página 128 – COMEÇO DE CONVERSA Biografia Erika Sallum é jornalista colaboradora no jornal Folha de S.Paulo. Ela viajou para o Chade, nação da África central, um dos lugares mais pobres do mundo, como parte de sua tese de mestrado em direitos humanos, que prepara na Universidade de Nova York (EUA). 43
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 44 1. Encontre no dicionário o significado de hobbies (plural). Você deve buscar hobby (lê-se “róbi”), uma palavra em inglês, mas já dicionarizada, que significa “ativi- dade de lazer”, “passatempo”. Página 130 – TEXTO 1 – “POETA À VISTA”, DE CARLOS QUEIROZ TELLES Biografia Carlos Queiroz Telles nasceu em março de 1936, em São Paulo. Foi escritor, poeta, jornalista, publicitário, dramaturgo professor universitário e diretor da TV Cultura-SP. Formou-se em Direito, escreveu quase 20 peças de teatro. Morreu em 1993. Questão 3 – Complementação da resposta O título sugere que no horizonte (futuro) pode estar aparecendo um porto seguro, um lugar para “ancorar” seus versos. Página 131 – TEXTO 2 – “TREM DE FERRO”, DE MANUEL BANDEIRA Biografia Manuel Bandeira nasceu no Recife (PE), em 1886. Ainda menino, morando com a família no Rio de Janeiro, estudou no Colégio Pedro II e, aos 17 anos, mudou-se para São Paulo porque queria ingressar na Escola Politécnica. Em 1903, tuberculoso, foi obrigado a abandonar os estudos para cuidar de sua saúde. No início fazia versos por divertimento, mas, diante da grave doença, começou a escrevê-los por necessidade, para expressar seu sentimento de tristeza e de vazio ao pensar na morte. Publicou muitos livros de poemas, tornando-se um dos mais importantes poetas brasileiros. Em 13 de outubro de 1968, aos 80 anos, faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Página 132 – CONVERSANDO SOBRE O TEXTO Questão 3 – Complementação da resposta Existe um emprego formal e informal da linguagem oral e da escrita. No caso, do poema “Trem de ferro”, temos o registro do uso informal, exatamente do modo de falar do homem da zona rural. É apenas uma forma “diferente” de se expressar, uma variedade linguística e não deve ser considerada “errada”; trata-se de um dialeto. Em várias situações de comunicação, o aluno tem contato com a variedade linguística chamada de norma urbana de prestígio. O poeta pode utilizar expressões dialetais ou mesmo reproduzir falas em um registro fiel da linguagem oral para dar ao poema a rima e o ritmo de que ele precisa. Página 136 – TEXTO 3 [POEMA 4] – “RECEITA DE ARRUMAR GAVETAS”, DE ROSEANA MURRAY A Biografia Roseana Murray nasceu em 27 de dezembro de 1950, no Rio de Janeiro. Quando menina, gostava muito de ler e lia tudo que lhe caía nas mãos. Adorava Monteiro Lobato, contos de fadas outros livros. É formada em Letras e Literatura Francesa. A autora já publicou 40 livros. Tem um cachorro, três gatos e uma casa na montanha. 44
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 45 1. Encontre no dicionário o significado da palavra desatino(s). disparates, devaneios Página 139 – PRODUZINDO TEXTOS Questão 2 – Sugestão de poema Com um grande pincel Deus vai brincando, Flores de ipê amarelo Sobre a grama espalhando E de azul ele pinta o céu. Página 141 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA Biografia José de Nicola nasceu em São Paulo, na Bela Vista, o tradicional bairro do Bexiga. Aos 40 anos, mudou-se para a cidade de Bragança Paulista, no interior do estado. Foi professor de Literatura e escreve livros didáticos. Para o público infantil, além de Pedro Pica-pau, escreveu o Alfabetário. Página 143 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA Biografia Heinz Manz é uma poetisa suíça e seu poema “História de janela no 2” foi incluí- do na coletânea de 31 poemas selecionados e traduzidos pelo poeta brasileiro José Paulo Paes (1926-1998), obra que tem um ilustrador para cada poema. A coletânea recebeu um título bem grande: Ri melhor quem ri primeiro: poemas para crianças (e adultos inteligentes). Página 145 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – ORTOGRAFIA Biografia Elias José é escritor de literatura infantil e juvenil, contista, poeta, romancista e professor. Nasceu no dia 25 de agosto de 1936, em Santa Cruz da Prata, distrito de Guaranésia (MG). Em 1968 recebeu menção honrosa do Prêmio José Lins do Rego, por seu livro de contos A Mal-Amada. Por sugestão de sua mulher, Silvia, começou a escre- ver para crianças e, em 1976, lançou seu primeiro título infantil: As curtições de Pitu. Depois disso são quase 100 títulos publicados, entre poesia e prosa, com temas varia- dos: situações cotidianas, brincadeiras com palavras e recriações de contos tradicionais. 1. Encontre no dicionário o significado da palavra chafariz. Fonte construída de alvenaria por onde jorra água de uma ou mais bicas; pode ser também bebedouro público. Questão 3 – Complementação da resposta a) cartas: plural de carta; cartaz: anúncio ou aviso de grande formato, propaganda comercial. b) capas: plural de capa; capaz: com capacidade, competente. 45
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 46 c) atrás: na parte posterior, depois, após; traz: 3a pessoa do singular do presente do indicativo do verbo trazer. d) pás: plural de pá, instrumento para cavar o solo ou remover o lixo; paz: ausência de lutas; sossego, serenidade. e) nós: pronome pessoal do caso reto (1a pessoa do plural); noz: fruto seco da nogueira, pequeno, com casca duríssima, de aparência rugosa. f) vós: pronome pessoal do caso reto (2a pessoa do plural); voz: som produzido pelas cordas vocais do aparelho fonador humano. Páginas 147 a 149 – TEXTO 4 – “SEIS ZEROS”, DE SAMUIL MARCHAK Biografia Samuil Marchak foi um poeta russo. O poema “Seis zeros” faz parte da coletânea Di-versos russos, organizada por Tatiana Belinki. A tradução deste poema também é de Tatiana Belinki. MANIA DE EXPLICAÇÃO Outras palavras do texto podem ser usadas para atividade com os alunos (busca no dicionário, Jogo de Dicionário). Interpela: pergunta com rigidez, intimida a responder. Balindo (balir): soltando balidos, som emitido por ovelhas e carneiros. Tremebundo: assustado, tremendo de medo, receoso, trêmulo. Página 150 – CONVERSANDO SOBRE O TEXTO Questão 1 – Complementação da resposta Eclipse: obscurecimento de um corpo celeste por outro. Pigmeu: indivíduo de certa etnia africana cuja estatura é muito baixa. Escafandro: roupa impermeável própria para mergulhos demorados, provida de apare- lho respiratório ligado a um tubo de ar. Batráquio: sapos, rãs, pererecas. Hipotenusa: lado de um triângulo retângulo oposto ao ângulo reto. Medusa: grupo de invertebrados aquáticos, com forma de sino ou guarda-chuva. Toga: vestimenta ampla, comprida, usada pelos juízes e promotores no tribunal ou por formandos durante a cerimônia de formatura. Página 153 – PRODUZINDO TEXTOS Biografia Cristina Porto nasceu em Tietê, interior de São Paulo, e, aos 19 anos, mudou-se para a capital para cursar a faculdade de Letras. Formou-se professora e começou a carreira de escritora de livros infantis e juvenis em 1980. Hoje tem mais de 50 livros publicados. A autora ficou conhecida pelas crianças por causa de sua personagem Serafina: ela aparece em cinco livros de Cristina Porto. 46
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 47 1. Encontre no dicionário o significado da palavra lantejoula. Pequena lâmina cintilante para enfeitar roupas ou fantasias. Página 158 – TEXTO 6 [POEMA 1] – “ALÉM DA IMAGINAÇÃO”, DE ULISSES TAVARES A Biografia Ulisses Tavares nasceu em Sorocaba (SP) e publicou seu primeiro livro de poe- mas aos 9 anos. Aos 13 nos expôs poemas em varais em praças públicas de São Paulo. Nunca mais parou de escrever e ler de tudo. Tem 74 livros publicados. 1. Encontre no dicionário o significado da palavra desalento. desânimo, abatimento 2. Que crítica social está implícita no poema “Além da imaginação”? A desigualdade social. Página 158 – CONVERSANDO SOBRE O TEXTO Questão 4 – Complementação da resposta O título do livro (Caindo na real) sugere que poderia ser a distância entre a escola (reali- dade) e a novela (ficção, imaginação). O poema traz implícita a ideia: o verso “que você imagina” e o último verso (“Tem gente que existe e parece imaginação”) comprovam que as necessidades por nós inimagináveis são a realidade do outro. Página 159 – TEXTO 6 [POEMA 2] – “O BICHO”, DE MANUEL BANDEIRA 1. Encontre no dicionário o significado das palavras detritos e voracidade. Detritos: lixos, restos de substâncias jogadas. Voracidade: grande apetite, desejo intenso. Página 160 – TEXTO 6 [POEMA 3] – “DORME, PRETINHO”, DE SÉRGIO CAPPARELLI A Biografia Sérgio Capparelli nasceu em Uberlândia (MG), em 11 de julho de 1947. É escritor de literatura infantil e juvenil, jornalista e professor universitário. Estudou, trabalhou e viveu em Uberlândia, Goiânia, Curitiba, Porto Alegre, Munique (Alemanha), Paris e Grenoble (França), Londres (Reino Unido), Montreal (Canadá). Atualmente vive em Pequim (China), onde trabalha em uma agência de notícias. Tem mais de 30 livros publicados e o mais conhecido é Os meninos da Rua da Praia, que está na 36a edição. 1. Explique o sentido da palavra pretinho no poema. O diminutivo pode ser referência a uma criança e também expressar afetividade, carinho, fragilidade. No poema, o eu lírico quer proteger o menino. 2. Que expressões do texto justificam esse sentimento? “Vá embora, vá seu guarda/ deixa o pretinho dormir, ele [...] não tem para onde ir.” 47
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 48 3. Que comparação o autor faz para demonstrar esse cuidado? “Deus também é um engraxate.” Ou seja, Deus é seu igual e toma conta dele; sabe que ele tem um coração que bate e pode acabar com o momento difícil (“...o teu mal.”). Ele diz ainda que “o pretinho é muito bom”. 4. Nos poemas 2 e 3 há um tema comum, qual é? A miséria. Página 161 – TEXTO 7 – “ACHO QUE A POESIA NASCE COM A GENTE”, DE TOM JOBIM A Biografia Tom Jobim, Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, nasceu em 25 de janeiro de 1927, no bairro carioca da Tijuca. Foi compositor, maestro, pianista, cantor, arran- jador e violonista. É considerado um dos maiores expoentes da música brasileira e um dos criadores da bossa nova, movimento musical mundialmente conhecido pela quali- dade e sofisticação. Morreu em Nova York, em 8 de dezembro de 1994. Página 166 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA Questão 5 – Resposta Chutou bola na chuva, Roubou laranja, banana, Goiaba e uva, Xingou a professora, Apanhou dos mais velhos, Bateu nos mais novos, Quebrou uma dúzia de ovos, Rachou a cabeça, Cortou o dedo, Tremeu de medo, Escorregou na lama, Fez xixi na cama, Soltou pipa, Esfolou o joelho, Criou um coelho, Andou no mato, Perdeu um sapato, Pescou na represa, Ganhou um presente, Teve dor de dente, Caiu do muro, Chorou no escuro, Faltou na escola, Descobriu um tesouro, Sonhou com besouro, Libertou passarinho, Foi uma história em quadrinho. 48
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 49 Páginas 172 e 173 – TEXTO 9 [POEMAS 1 E 2] – “URGENTE”, DE SÉRGIO CAPPARELLI, E “NASCER”, DE E.M. FERNANDES A 1. Depois da leitura dos poemas “Urgente!” e “Nascer”, dirija seu olhar para o todo do poema e fale sobre o formato da composição poética. O monumento do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e um balão. Página 174 – TEXTO 9 [POEMA 3] – CANÇÃO DO CAVALINHO PRETO, DE IEDA DIAS A Biografia Ieda Dias, professora mineira, é autora de um método criativo para trabalhar a língua portuguesa com os alunos dos anos iniciais. Publicou o livro Canção da meni- na descalça, no qual faz uma correlação entre as várias artes ao entrelaçar poemas com desenhos, pinturas e esculturas, criando uma obra muito elogiada pelos leitores e sele- cionada por diversas instituições ligadas à educação e leitura. Página 175 – TEXTO 9 [POEMA 4] – PÁSSARO EM VERTICAL, DE LIBÉRIO NEVES A Biografia Antonio Libério Neves nasceu em Buriti Alegre (GO) e mora em Belo Horizonte (MG). Formou-se em Direito, é poeta e tem vários livros publicados. Um dos mais recentes é Voa, palavra. 1. Depois da leitura do poema “Pássaro em vertical”, dirija seu olhar para o todo do poema e fale sobre o formato da composição poética. O formato sugere uma ave que foi atingida em pleno voo por um tiro e desceu em queda livre. Páginas 176 a 178 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA Biografia Osvaldo Duarte nasceu em Lutécia, interior de São Paulo, em 1961. Professor uni- versitário, recebeu diversos prêmios com seus contos e poemas. Estreou na literatura infantil com o livro Abri, abriste, abreu, de onde foi retirado esse poema. Biografia Dilan Camargo nasceu em Itaqui, interior do Rio Grande do Sul, no dia 31 de janeiro de 1948. Passou a infância em Umuarama e, atualmente, reside em Porto Alegre. O autor tem várias obras publicadas de poemas para adultos e crianças e tam- bém é letrista, autor da letra da música “Diário”, composta por Paulo Nascimento, gravada por Ney Matogrosso. 49
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:28 PM Page 50 Biografia Chico Buarque, Francisco Buarque de Holanda, nasceu em 19 de junho de 1944, no Rio de Janeiro (RJ). É escritor, dramaturgo, compositor, músico e poeta. Na infân- cia morou em São Paulo, Rio de Janeiro e Roma (Itália). Ficou conhecido nacional- mente por seu primeiro sucesso num concurso musical com “A banda”. Páginas 181 a 184 – E POR FALAR NISSO... 1. Retire do poema “O menino Aurélio” palavras escritas com as letras do nome próprio Aurélio. a) substantivos ar, rua, rio, luar, rei, elo b) verbos ria, lia 2. Escreva o maior número de palavras que ainda conseguir formar com o nome Aurélio, podendo repetir letras. au-au (a voz do cachorro), ouro, luau, óleo, raio, rola, louro, euro (dinheiro europeu), leio, ralo, leu (verbo) Chamar a atenção para esta curiosidade: Aurélio é o único nome próprio que contém todas as vogais. Biografia Vinícius de Morais (1913-1980) é um dos mais conhecidos poetas brasileiros. Nasceu e morreu no Rio de Janeiro. Tornou-se célebre por seus poemas de amor, entre os quais se destacam os sonetos, e por suas parcerias musicais com Tom Jobim, com o qual foi um dos criadores do movimento musical chamado bossa nova, e, posterior- mente, com Chico Buarque de Holanda e Toquinho. Os seus primeiros livros, O cami- nho para a distância (1933), Forma e exegese e Ariana, a mulher, são marcados pela religiosidade. Já em seus livros seguintes, como Cinco elegias, Poemas, sonetos e bala- das (1946) e Para viver um grande amor – prosa e poesia (1965), identifica-se o mundo material, como a beleza da mulher. Biografia Pedro Bandeira nasceu em Santos (SP), no dia 9 de março de 1942. É o autor de literatura infantil e juvenil mais vendido no país: 20 milhões de exemplares até 2006. Tem mais de 70 livros publicados. É casado com Lia, com quem tem três filhos: Rodrigo, Marcelo e Maurício. Ele diz que a inspiração para cada história vem dos livros que lê e dos acontecimentos da própria vida. Ocasionalmente inspira-se nas mais de 300 mensagens de e-mails e cartas que recebe semanalmente. 50
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:29 PM Page 51 Unidade 4 AMIZADE Página 186 – COMEÇO DE CONVERSA 1. Encontre no dicionário o significado das palavras seguintes. a) vulneráveis (vulnerável) Instáveis, possíveis de críticas, suscetíveis a ofensas. b) frágeis (frágil) Sensíveis, que mostram fraqueza. c) sociólogo(s) Aquele que estuda a organização das sociedades humanas e dos fatos a elas ligados. d) antropólogo(s) Aquele que estuda o homem, sua origem, evolução e cultura. Página 187 Questão 4 – Resposta Hanna-Barbera Produções Charles Schulz Bill Watterson DC Comics Fred Flinstones e Barney Hubble; Calvin e Haroldo; Snoopy e Charlie Brown; Batman e Robin Warner Brothers Walt Disney Hanna-Barbera Produções Scooby-Doo e Salsicha; Harry Potter e Rony Weassley; Lilo e Stitch Página 188 - TEXTO 1 – “TONTO, NEM TANTO”, DE REGINA MACHADO 1. Encontre no dicionário o significado das palavras seguintes. a) bilhetes-enigmas b) charada c) enigmático d) hiperpersonalizado e) supertransado a) Bilhetes para serem decifrados, com uma mensagem camuflada. b) Enigma que consiste em descobrir uma palavra partindo-se de letras ou de sílabas e de um conceito que expressa a palavra desejada. c) Que precisa ser decifrado, em forma de incógnita. d) Hiper-, prefixo igual a super-, “que passa da medida”; personalizado significa “individualizado”, “feito exclusivamente para uma pessoa”. e) Excessivamente bem produzido. 51
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:29 PM Page 52 Página 191 – APRENDENDO COM O TEXTO Questão 3 – Complementação da resposta Luísa, Mara, Ana e o menino que chegou de carro não são personagens, não agem, não participam da narrativa; apenas, passam por ela, por isso são chamados de figurantes. Questão 4 (c) – Complementação da resposta No texto há poucas falas, por causa do narrador onisciente, que é aquele que sabe muito sobre a história e acrescenta os pensamentos, os sentimentos das personagens e, muitas vezes, fala por elas. Páginas 194 a 197 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA Questão 5 – Resposta Na letra (a) o verbo está no pretérito imperfeito e denota uma ação passada não con- cluída e, na letra (b), o verbo está no pretérito perfeito e expressa uma ação passada, já concluída. Questão 8 (c) – Resposta Rir: riu, ria, rira; subir: subiu, subia, subira; descer: desceu, descia, descera; tossir: tossiu, tossia, tossira; ouvir: ouviu, ouvia, ouvira. Páginas 201 e 202 – TEXTO 2 – “O ENIGMA DO CAMALEÃO”, DE GUTO LINS Biografia Guto Lins se apresenta na 3a pessoa (ele), como se houvesse um narrador para falar sobre sua pessoa. “Guto Lins é o caçula de três filhos e até hoje é o predileto da mamãe, logo depois de seus dois irmãos mais velhos. Coleciona primos de graus variados e é cercado de família por todos os lados. Guto é pai, tio e sobrinho. Também é genro, cunhado e concunhado. Já foi neto presente e ainda lembra da voz rouca da bisavó. Guto é da família.” Extraído da apresentação do autor no seu livro intitulado pai, assim mesmo, com letra minúscula. O texto e a imagem são de Guto Lins (Brinque-Book, 2004). Página 203 – CONVERSANDO SOBRE O TEXTO Questão 1 – Resposta Chamar a atenção para a necessidade de pontuação adequada, de parágrafos e de letras maiúsculas no início das frases. Um dia Tito sumiu. Aonde teria ido? O dono do circo chorou muito e ficou supertriste. Afinal, ele dizia sempre que Tito era um negócio da China. Agora ele iria ter que vender o circo e fazer as crianças alegres ficarem tristes. Foi aí então que resolveram chamar o maior herói de todos os tempos: o Kid Leitor. Nosso herói logo pensou: “Camaleão? Negócio da China? Isso parece história de livro de história e lugar de livro de história é na biblioteca!” 52
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:29 PM Page 53 E nosso herói foi correndo para lá. Era uma vez um circo que estava sempre muito cheio e não era só porque tinha palha- ços engraçados, trapezistas e muitos animais. O sucesso do circo era por causa do Tito, um camaleão muito esquisito. Tito era um camaleão que mudava de cor, mas isso não era nada, pois todo camaleão muda de cor, só que Tito mudava de cor pra caramba e fazia vários números com seu grande amigo Kiko, um ratinho bem pequenininho. Página 205 – APRENDENDO COM O TEXTO Questão 2 – Complementação da resposta O texto “O enigma do camaleão” é um texto não-verbal, composto por de imagens e palavras. Também pode ser chamado de texto misto. O texto verbal é composto apenas por palavras (escritas ou faladas). Página 206 – PARA SABER MAIS 1. Encontre no dicionário o significado das palavras seguintes. a) potenciais (potencial) b) predadores (predador) c) acuado d) Artrópodes e) Ovípara f) Imponente g) Proeminente(s) a) Possíveis. b) Animais que se alimentam de outros, que destroem outros violentamente. c) Encurralado, ameaçado. d) Animais invertebrados, com o corpo segmentado e membros articulados, como a aranha e o escorpião. e) Que põe e se reproduz por meio de ovos. f) Que impõe a sua importância, respeito, arrogante. g) Salientes, que se sobressaem. Página 207 Resposta da carta enigmática Ela foi a única mulher que presidiu o Brasil. Ficou famosa por libertar os escravos. (Princesa Isabel) J.A. In: Almanaque de Cultura Popular Brasil, n. 44. São Paulo: Andreato Comunicação e Cultura, nov. 2002. 53
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:29 PM Page 54 Páginas 208 e 209 – TEXTO 3 – “O AMIGO”, DE SAMIR MESERANI Biografia Samir Meserani nasceu em 1947 e faleceu com 52 anos. Seus pais eram árabes e gostavam de contar e ler histórias. Cresceu em uma cidade do interior de São Paulo e também gostava de ouvir dos colegas que vinham da roça, os contos com as per- sonagens do folclore brasileiro. Com nove anos, já tinha lido toda a obra de Monteiro Lobato. Na universidade foi professor de Literatura e de redação. Página 210 – CONVERSANDO SOBRE O TEXTO 1. Encontre no dicionário o significado das palavras seguintes. a) egoísmo Apego exclusivo aos próprios interesses em detrimento dos interesses dos outros. b) ócio Folga, descanso, repouso, relaxamento. c) duradoura Durável, que dura muito. d) deslealdade Falsidade, traição 2. Observe a palavra lealdade. Acrescentando-se o prefixo des- (que indica “sem”), no início dela, forma-se deslealdade. 3. Faça o mesmo para formar outros antônimos. a) abrigar f) acordo b) casar g) alento c) acreditar h) uso d) travar i) poluição e) ocupar j) nível a) desabrigar, b) descasar, c) desacreditar, d) destravar, e) desocupar, f) desacordo, g) desalento, h) desuso, i) despoluição, j) desnível Página 211 Biografia Milton Nascimento nasceu no dia 26 de outubro de 1942, em Três Pontas, no Rio de Janeiro. Seu apelido é Bituca. Cantor e compositor reconhecido mundialmente, a qualidade da MPB (música popular brasileira) tem nele um representante de destaque. É filho adotivo de um casal, cuja esposa era professora de música e o mari- do, dono de uma estação de rádio. Ainda criança mudou-se para Minas Gerais. Fernando Brant é de 9 de outubro de 1946, natural de Caldas, no sul de Minas Gerais. Foi repórter da revista O Cruzeiro, em Belo Horizonte. Seu primeiro sucesso foi “Travessia”, em parceria com Milton Nascimento. Página 219 – MANIA DE EXPLICAÇÃO 1. Encontre no dicionário o significado das palavras seguintes. a) condomínio Conjunto de casas ou apartamentos, taxa mensal para pagamento das despesas comuns de seus moradores. 54
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:29 PM Page 55 b) lógica Forma coerente de encadeamento de raciocínio. c) fragilizado Debilitado, emocionalmente abalado. d) diplomática(s) Habilidosas, educadas, civilizadas, de cortesia. Páginas 222 e 223 – TEXTO 5 – “MEMÓRIAS DE UM APRENDIZ DE ESCRITOR”, DE MOACYR SCLIAR A 1. Encontre no dicionário o significado das palavras seguintes. a) aprendiz Principiante, novato. b) ficção Produto da imaginação, história inventada. c) incrédulo Aquele que duvida, que não acredita. Página 224 1. Encontre no dicionário o significado das palavras seguintes. a) repercussão Divulgação, ato de reprodução. b) crítica Avaliação bem fundamentada, arte de julgar uma produção artística. 2. Qual a diferença entre imigrante, emigrante e migrante? Imigrante: aquele entrou em um país estranho para nele viver. Emigrante: aquele que sai do seu país para viver em outro. Migrante: aquele que muda de um país para outro, de uma região para outra. Página 228 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA Questão 2 (c) – Sugestão de resposta Um travessão é um sinal alinhado Muito falante, nunca fica calado Sem ele não tem conversa, nem adianta Aí aparece o narrador, gastando a garganta Além de indicar a fala de personagens, o travessão também pode ser usado nas seguintes situações. • Destacar (no final do período) uma explicação, um esclarecimento, uma síntese, consequência ou conclusão do que foi enunciado. Nesse caso, o travessão pode subs- tituir expressões explicativas como isto é, ou seja etc. (Todos os alunos partici- param da campanha com empenho – arrecadaram muitos alimentos.) • Isolar orações intercaladas; assinalar (no meio do período) uma explicação ou reflexão, um comentário à margem (Acreditamos que os três pilares da educação – família, escola e sociedade – devam caminhar unidos.) • Para destacar, enfaticamente, uma palavra ou frase num contexto (Uma ação pedagógica – eficiente – pressupõe planejamento e trabalho coletivo.) 55
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:29 PM Page 56 Página 231 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – GRAMÁTICA Questão 6 – Resposta do bilhete Bilhete de Aninha (Convidando o Lucas e a Fernandinha) Tati, por favor, me ajude a convidar nossos ami- gos para a festa do meu aniversário. Cuidado, entregar convites para o Lucas e a Fernandinha. De jeito nenhum quero ver o Cacá na minha festa. Aninha (Convidando o Cacá) Tati, por favor, me ajude a convidar nossos amigos para a festa do meu aniversário. Cuidado, entregar convites para o Lucas e a Fernandinha de jeito nenhum. Quero ver o Cacá na minha festa. Aninha Bilhete do Antônio (boné do time) Meu amigo secreto. O que eu quero é um boné do meu time, não um chaveiro, de jeito nenhum gostaria de um estojo. Antônio (um chaveiro) Meu amigo secreto. O que eu quero é... um boné do meu time não, um chaveiro, de jeito nenhum gostaria de um estojo. Antônio (um estojo) Meu amigo secreto. O que eu quero é... um boné do meu time não, um chaveiro de jeito nenhum, gostaria de um estojo. Antônio Explicar que podem ser acrescentadas outras palavras, a fim de desfazer as ambigui- dades dos textos. Página 233 – CONHECENDO MELHOR A NOSSA LÍNGUA – ORTOGRAFIA Questão 11 – Resposta ENCONTRO ENCONTRO DÍGRAFO VOCÁLICO CONSONANTAL miado grupo quilo colégio cravo chaveiro chaveiro clube joelheira joelheira trabalho trabalho Páginas 238 a 240 – TEXTO 6 – “MENINO DE RUA”, DE FERNANDO SABINO 1. Encontre no dicionário o significado das palavras ou expressões seguintes. a) de súbito Repentinamente, de modo inesperado. b) veemente De modo impetuoso, impulsivo, agressivo, defensivo, revoltado. c) pregação Sermão, aconselhamento. d) esgueirando (esgueirar) Desviando. 56
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:29 PM Page 57 Páginas 242 a 246 – E POR FALAR NISSO... 1. Encontre no dicionário o significado das palavras ou expressões seguintes. a) enfermidade Doença, moléstia. b) parcialmente De modo parcial, em parte. c) inflexível Intransigente, rígida, austera. d) suficientemente De modo suficiente, considerável, de modo que satisfaz. e) cum laude Expressão latina (do latim): com louvor, com excelente aprendizagem. f) imemorável Que não pode ser esquecido. g) insólita Que não acontece sempre, extraordinária. h) madressilva Uma espécie de trepadeira que dá flores muito perfumadas que vão do branco ao amarelo. i) inconscientemente De modo inconsciente, sem qualquer pensamento. j) langor Moleza, fraqueza, debilidade física. k) exaltação Entusiasmo, euforia, animação. l) tangível Que se pode tocar, palpável, que pode ser sentida. m) lastro Peso usado nos porões dos navios para lhe dar estabilidade. n) sonar Radar submarino para detectar a localização de objetos submersos. o) soletrando (soletrar) Lendo letra por letra de uma palavra. p) fragmento(s) Pedaços, cacos. q) cólera Ódio, raiva. r) fragrância Perfume, aroma, odor agradável. s) excitação Estímulo, entusiasmo, incitação. t) trepidante Vibrante, buliçoso, cheio de vida. u) ansiei (ansiar) Quis demais, desejei ardentemente. Página 251 – OFICINA – ATIVIDADE 2 Biografia Eduardo Amos nasceu em 18 de junho de 1952, na cidade de Rio Claro (SP). Concluiu seus estudos do Ensino Médio nos Estados Unidos. Cursou a Escola de Comunicação e Artes (ECA), na USP, onde se formou em 1975. Foi professor em esco- las públicas e particulares e é autor de livros didáticos para o ensino de inglês em parceria com Elisabeth Prescher e Ernesto Pasqualin. Página 252 Explicar, se for preciso, que ladrilhar significa colocar ladrilhos, fazer um piso com peças de barro, cobrir um piso, pavimentar. Ladrilho é qualquer peça de barro cozido, empregada para cobrir pavimentos ou paredes. 57
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:29 PM Page 58 Página 253 Biografia José Paulo Paes nasceu em Taquaritinga (SP) em 1926 e faleceu na cidade de São .. Paulo (SP) em 1998. Foi químico, poeta, tradutor, ensaísta e tradutor. Iniciou a ativi- dade literária na revista Joaquim, publicada no Paraná. Em 1947 publicou seu primeiro livro de poemas, O aluno. Mudou-se para São Paulo, onde colaborou com jornais e pe- riódicos literários, entre os quais a Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo. Foi um autodidata: aprendeu sozinho francês, inglês, italiano, espanhol, alemão, grego e latim. Atuou ainda como professor na Universidade de São Paulo e dirigiu a oficina de tradução de poesia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Publicou poe- mas infantis em livros reconhecidos pela crítica OUTRAS INDICAÇÕES DE LEITURA PARA OS ALUNOS Essas indicações podem também ser usadas para a ampliação da biblioteca da classe ou da escola. • AZEVEDO, Ricardo. Abre a boca e fecha os olhos. Ilustração de Graça Lima. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2005. • BARBOSA, Rogério Andrade. O filho do vento. Ilustração de Graça Lima. São Paulo: DCL, 2001. • BRENMAN, Ilan. As 14 pérolas da Índia. Ilustração de Ionit Zilberman. São Paulo: Brinque-Book, 2008. • CORA CORALINA. As cocadas. Ilustração de Alê Abreu. São Paulo: Global, 2007. • FREIRE, Paulo. O céu das crianças; dez histórias de meninos e estrelas. Ilustração de Adriana Alves. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2008. • GAARDER, Jostein. Ei! Tem alguém aí? São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2007. • LAGO, Ângela. Uma palavra somente. São Paulo: Moderna, 2002 • LIMA, Edy. O caneco dourado. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2006. • MACHADO, Ana Maria (Org.). O tesouro das virtudes para crianças 2. Ilustração de Thaís Quintella de Linhares. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. • MUNDURUKU, Daniel. O Homem que roubava horas. Ilustração de Janaína Tokitaka. São Paulo: Brinque- Book, 2007. • NESTROVSKI, Arthur. Viagens pra lugares que eu nunca fui. Ilustração de Andrés Sandoval. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2008. • ROCHA, Ruth. Histórias das mil e uma noites. 2. ed. Ilustração de Maurício Negro. São Paulo: FTD, 2006. • RUMFORD, James. O presente de aniversário do marajá. São Paulo: Brinque-Book, 2004. • SANTOS, Joel Rufino dos. Gosto de África; histórias de lá e daqui. Ilustração de Cláudia Scatamacchia. São Paulo: Global, 2008. • SAVAGET, Luciana. Operação Resgate em Bagdá; a batalha invisível. Ilustração de Thaís Quintella de Linhares. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. • ZIRALDO. Uma professora muito maluquinha. São Paulo: Melhoramentos, 1995. 58
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:29 PM Page 59 Resumo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa ............................................................ Fonte: Decreto Legislativo no 54, de 1995, aprovado pelo Congresso Nacional. Seu livro foi padronizado conforme as novas normas determinadas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Veja a seguir as bases dessa reforma. 1. O alfabeto terá, com o acréscimo de k, w e y, vinte e seis letras: a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, y, z. 2. Nos países de língua portuguesa oficial, a ortografia de palavras com consoantes “mudas” passa a respeitar as diferentes pronúncias cultas da língua, ocasionando, às vezes, um aumento da quantidade de palavras com dupla grafia. fato e facto (dupla pronúncia e dupla grafia) ação (única pronúncia e única grafia) aspeto e aspecto (dupla pronúncia e dupla grafia) 3. Os substantivos derivados de outros substantivos terminados em vogal apresentam terminação uniformizada em -ia e -io, em vez de -ea e -eo. hástia, de haste véstia, de veste cúmio (popular), de cume 4. Alguns verbos terminados em -iar admitem variantes na conjugação em função da flexão gramatical. premiar – premio ou premeio negociar – negocio ou negoceio 5. As palavras oxítonas cuja vogal tônica apresenta, nas pronúncias cultas da língua, variantes (ê, é, ô, ó) admitem dupla grafia, conforme a pronúncia. matinê ou matiné bebê ou bebé 6. As palavras paroxítonas cuja vogal tônica, seguida das consoantes nasais grafadas m e n, apresenta oscilação de timbre (ê, é, ô, ó) nas pronúncias cultas da língua admitem dupla grafia. 59
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:29 PM Page 60 fêmur ou fémur ônix ou ónix pônei ou pónei Vênus ou Vénus 7. Não são assinalados com acento gráfico os ditongos ei e oi de palavras paroxítonas. assembleia heroico ideia jiboia 8. Não são assinaladas com acento gráfico as formas verbais creem, deem, leem, veem e seus derivados: descreem, desdeem, releem, reveem. 9. Não é assinalado com acento gráfico o penúltimo o do hiato oo(s): voos, enjoos. 10. Não são assinaladas com acento gráfico as palavras homógrafas. para (verbo) para (prep.) pela(s) (subst.) pela (verbo) pela(s) (per + la(s)) pelo(s) (subst.) pelo (verbo) pelo(s) (per + lo(s)) polo(s) (subst.) polo(s) (por + lo(s)) 11. Facultativamente, assinalam-se com acento circunflexo: dêmos (1a p. pl. pres. subj.) demos (1a p. pl. pret. perf. ind.) fôrma (subst.) forma (subst.; verbo) 12. Facultativamente, assinalam-se com acento agudo as formas verbais do tipo: amámos (pret. perf. ind.) louvámos (pret. perf. ind.) amamos (pres. ind.) louvamos (pres. ind.) 13. Não são assinaladas com acento gráfico as palavras paroxítonas cujas vogais tônicas i e u são precedidas de ditongo. baiuca boiuno cauila (= avaro) cheiinho (de cheio) saiinha (de saia) 60
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:29 PM Page 61 14. Não se assinala com acento agudo o u tônico de formas rizotônicas de arguir e redarguir: arguo, arguis, argui. 15. Verbos como aguar, apaziguar, averiguar, desaguar, enxaguar, obliquar, apropin- quar, delinquir e afins têm dois paradigmas: a) com o u tônico em formas rizotônicas sem acento gráfico: averiguo, ague, averigue. b) com o a ou o i dos radicais tônicos acentuados graficamente: averíguo, águe, enxáguo. 16. As palavras proparoxítonas (reais ou aparentes) cuja vogal tônica e ou o está em final de sílaba, seguida das consoantes nasais m ou n, levam acento agudo ou circunflexo conforme o seu timbre (aberto ou fechado). cômodo ou cómodo gênio ou génio 17. O trema é totalmente eliminado das palavras portuguesas ou aportuguesadas. linguística cinquenta tranquilo OBSERVAÇÃO: é usado em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros escritos com trema. Exemplo: Müller – mülleriano. 18. Não se emprega em geral o hífen nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substanti- vas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas, ou conjuncionais, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso (como é o caso de arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa). Sirvam, pois, de exemplo as seguintes locuções. a) Substantivas: cão de guarda, fim de semana, sala de jantar. b) Adjetivas: cor de açafrão, cor de café, cor de vinho. c) Pronominais: cada um, ele próprio, nós mesmos, quem quer que seja. d) Adverbiais: à parte (note-se o substantivo aparte), à vontade, de mais (locução que se contrapõe a de menos; note-se demais, advérbio, conjunção etc.), depois de amanhã, em cima, por isso. e) Prepositivas: abaixo de, acerca de, acima de, a fim de, a par de, à parte de, apesar de, enquanto a, por baixo de, por cima de, quanto a. f) Conjuncionais: a fim de que, ao passo que, contanto que, logo que, por conseguinte, visto que. 61
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:29 PM Page 62 19. São escritas aglutinadamente, sem hífen, as palavras em que o falante contemporâneo perdeu a noção de composição. paraquedas mandachuva 20. Emprega-se o hífen nos seguintes topônimos. a) Iniciados por grã e grão: Grão-Pará, Grã-Bretanha b) Iniciados por verbo: Passa-Quatro, Quebra-Costas c) Ligados por artigo: Baía de Todos-os-Santos, Trás-os-Montes Os demais topônimos compostos são escritos separados e sem hífen: Cabo Verde, Belo Horizonte. Exceção: Guiné-Bissau. 21. Emprega-se o hífen: a) em palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas: couve-flor, bem-te-vi; b) em palavras que ocasionalmente se combinam para formar encadeamentos voca- bulares: ponte Rio-Niterói. 22. Foi totalmente reformulado o uso do hífen nas formações por prefixação, recomposição e sufixação. Eis as reformulações. 1o. Nas formações com prefixos (ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra- etc.) e em formações por recomposição, isto é, com elementos não autônomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (aero-, agro-, arqui-, auto-, bio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele- etc.), só se emprega o hífen nos seguintes casos: a) Nas formações em que o segundo elemento começa por h: anti-higiénico/ anti-higiênico, circum-hospitalar, co-herdeiro, contra-harmónico/ contra-harmônico, extra-humano, pré-história, sub-hepático, super-homem, ultra-hiperbólico, arqui-hipérbole, geo-história, neo-helénico/neo-helênico, pan-helenismo, semi-hospitalar. OBSERVAÇÃO: não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial. desumano, desumidificar, inábil, inumano etc. b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar, supra-auricular, arqui-irmandade, auto-observação, eletro-ótica, micro- -onda, semi-interno. 62
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:29 PM Page 63 OBSERVAÇÃO: nas formações com o prefixo co-, este se aglutina em geral com o segundo elemento, mesmo quando iniciado por o: coobrigação, coocupante, coordenar, cooperação, cooperar etc. c) Nas formações com os prefixos circum- e pan-, quando o segundo elemento começa por vogal, m ou n (além de h, caso já considerado na alínea a): circum-escolar, circum-murado, circum-navegação, pan-africano, pan-mágico, pan-negritude. d) Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e super-, quando combinados com elementos iniciados por r: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista. e) Nas formações com os prefixos ex- (com o sentido de estado anterior ou ces-samento), sota-, soto-, vice- e vizo-: ex-almirante, ex-diretor, ex-hospedeira, ex-presidente, ex-primeiro-ministro, ex-rei, soto-piloto, soto-mestre, vice-presidente, vice-reitor, vizo-rei. 2o. Não se emprega o hífen nos seguintes casos. a) Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, devendo estas consoantes duplicarem-se, prática, aliás, já generalizada em palavras deste tipo pertencentes aos domínios científi- co e técnico. Assim: antirreligioso, antissemita, contrarregra, contrassenha, cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, tal como biorritmo, biossatélite, eletrossiderurgia, microssistema, microrradiografia. b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente, prática esta em geral já adotada também para os termos técnicos e científicos. Assim: antiaéreo, coeducação, extraescolar, aeroespacial, autoestrada, autoaprendizagem, agroindustrial, hidroelétrico, plurianual. 23. Das minúsculas e maiúsculas. a) Nos títulos de livros (bibliônimos), escrever-se-á com inicial maiúscula o primeiro elemento; os demais vocábulos podem ser escritos com minúscula, salvo nos nomes próprios neles contidos: O Senhor do Paço de Ninães / O senhor do paço de Ninães, Menino de Engenho / Menino de engenho. b) Nos nomes que designam altos cargos, dignidades ou postos (axiônimos), usar-se-á inicial minúscula: senhor doutor Joaquim da Silva, bacharel Mário Abrantes, o cardeal Bembo. c) Nos nomes de santos (hagiônimos), poder-se-á usar inicial minúscula ou maiúscula: Santa Filomena / santa Filomena. 63
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    BRAS_MP_PORT_5_MERC.qxd:Layout 1 8/11/08 7:29 PM Page 64 d) Nas categorizações de logradouros públicos, templos ou edifícios, poder-se-á usar inicial minúscula ou maiúscula: rua ou Rua da Liberdade, largo ou Largo dos Leões, igreja ou Igreja do Bonfim, palácio ou Palácio da Cultura. OBSERVAÇÃO: as disposições sobre os usos de minúsculas ou maiúsculas não obstam a que obras especializadas observem regras próprias, provindas de códigos ou normalizações específicas, promanadas de entidades científicas ou normalizadoras reconhecidas inter- nacionalmente. 24. Da divisão silábica. Na translineação de uma palavra composta ou de uma combinação de palavras em que há um hífen ou mais, se a partição coincide com o final de um dos elementos ou membros, deve, por clareza gráfica, repartir-se o hífen no início da linha imediata: ex- -alferes, serená- -los-emos ou serená-los- -emos, vice- -almirante. 64