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Ensino de ortografia – Unidade 3 – PNAIC
Elaboração: Elisabete Pimentel
PAUTA
• Introdução- as dificuldades ortográficas
• Apropriação do sistema de escrita alfabética (SEA)
• Vídeo letra e vida : Arthur Gomes de Morais
Sistematização – regularidades e irregularidades
ortográficas e algumas atividades
• Apresentação de princípios e propostas para o ensino
de ortografia
Ortografia: o por quê das dificuldades?
Muitas vezes, uma mesma letra pode representar
mais de um som:
LETRA SOM EXEMPLOS
[s] experiência,
próximo
X [z] exame
[ch] xarope, enxada
[ks] tórax, táxi
Ou um som pode ser representado por mais de uma
letra:
SOM LETRA EXEMPLOS
X experiência, próximo
S sapato, psicólogo, casco
SS possível, fossa
[S] C cebola, cipó
Ç poça, poço, açúcar
XC excelente, exceto
SC nascimento
SÇ (que ele) nasça
Além disso, não escrevemos exatamente como falamos.
Consolidação do SEA
“Ao término do primeiro ano do ensino fundamental de nove anos,
espera-se que todos alunos já tenham atingido uma hipótese
alfabética de escrita, tendo se apropriado da quase totalidade de
propriedades e convenções agora apresentadas.
No segundo ano, as práticas de ensino do SEA devem estar voltadas
para a consolidação do conhecimento das diferentes relações som-
grafia de nossa língua, de modo a permitir que a criança possa ler e
escrever palavras, frases e alguns textos de menor extensão
Quando a criança atinge a hipótese alfabética, isto é, quando passa a
escrever com base em uma correspondência entre fonemas e
grafemas, ela ainda não está alfabetizada em sentido estrito, pois,
muitas vezes, ao ingressarem nesse nível, os aprendizes não
conseguem ler e escrever com autonomia, porque podem ainda não
dominar uma série de correspondências som-grafia de nossa língua.
Quadro 2. Propriedades conceituais do SEA
...
10. As sílabas podem variar quanto às combinações entre
consoantes e vogais (CV, CCV, CVV, CVC, V, VC, VCC,
CCVCC...), mas a estrutura predominante no português é
a sílaba CV (consoante- -vogal), e todas as sílabas do
português contêm, ao menos, uma vogal.
Fonte:
Unidade 3, Cadernos do PNAIC ano 1, ano 2 e ano 3 –
C- consoante V- vogal
*CV: sílaba canônica (mais comum)
CV: cabelo, hipopótamo
CCV: prato, catraca, claro, frágil
CVV: boi, inspiração
CVC: cansado, amor, adulto
V: amor,
VC: escola
VCC: inspiração,
CCVCC: transforma
+
CCVV: trouxe
CVVC: quanto
Sílabas com dígrafos: caminhando, quero, calha, quero
• Mauro domina várias
correspondências som-grafia em
diferentes padrões (tipos) de sílaba.
• Domina regras de uso de R e RR em:
FORMIBA, BORBOLETA, CACHORRO,
PORCO
• Faz bom uso dos dígrafos em:
CACHORRO, COEILHO, ARAINHA.
• Tenta representar todos os sons que
pronuncia, percebendo o ditongo em
PEIXE, mas fazendo também
hipercorreções em: COEILHO,
ARAINHA.
Hugo já tem hipótese alfabética,
pois entendeu boa parte dos
princípios do SEA.
Ainda precisa avançar, em relação
ao SEA::
Na notação das sílabas CVC em:
FUMIGA, BOBOLETA, ELEFATE
Na notação de digráfos em:
CAGORO, QUOERO, ARANA
Na notação de algumas letras
QUOERO, PIXE, CAGORO
Ruth “é” alfabética, mas também
tem vários desafios a vencer na
consolidação do SEA:
Na relação letra-som em sílabas
“complexas” em:
BONBONLETA, ELEFATE
Na notação de alguns dígrafos:
COELOM, CACHORO, ARAIA
Mas já utiliza outros
CACHORO, PEICHE
Percurso da alfabetização
Estar alfabético: conhecer os principais princípios do
SISTEMA DE ESCRITA ALFABÉTICA.
Consolidar o domínio no uso das letras e dígrafos em
diferentes padrões silábicos, de modo a ler e escrever
palavras e textos.
e
Iniciar o uso das normas, ampliando progressivamente
o domínio da escrita ortográfica.
Ou seja:
Compreender que nossa escrita não é fonética, pois
não é uma transcrição exata da fala. A nossa escrita é
ortográfica.
Carvalho, Carmen Silva et alli. Construindo a escrita: textos, gramática e ortografia. 1ª série. SP. Atica, 2006.´p. 207
Carvalho, Carmen Silva et alli. Construindo a escrita: Gramática e ortografia. SP. Atica, 1995. p. 136
Carvalho, Carmen Silva et alli. Construindo a escrita: Gramática e ortografia. SP. Atica, 1995. p. 137
8- estabelecer correspondências, como as seguintes:
trem – tem
_____ - pato
Trato - ____
perto - preto
quarto -
perda
Coloque a letra M antes do P ou do B. O que acontece?
LOBO BOBA TAPA
Uso do t/d
Vamos trocar as letras T por D nas palavras abaixo. Note
o que acontece:
CORTA  BOTE 
Forme novas palavras acrescentando r no final da
primeira sílaba
fada  maca  copo 
uso  baba 
VÍDEO
PROGRAMA : Entendendo o erro ortográfico
PROGRAMA LETRA E VIDA
Na relação entre som e grafia, temos:
1. Correspondências regulares entre letra e som: com
regras para o uso das letras
1.1.Correspondência regular direta ou regularidade
direta:
Ocorre quando só existe um grafema (letra) para notar
determinado som (fonema). São os casos de B, D, F, P, T
e V
MAS ATENÇÃO!!
Algumas crianças fazem trocas entre elas, porque:
1 – há sons muito próximos.
Fonema surdo
(pouca vibração)
Fonema Sonoro
(muita vibração)
P -pato B - bato
T- tia D- dia
F - fila V- vila
2 - nomes das letras BE, DE, PE, TE fazem com que algumas
crianças não registrem a vogal na grafia de palavras.
1. 2- Regularidades contextuais na relação som-letra
A regularidade contextual ocorre quando a letra pode ser
definida pela posição ou pelo contexto (isto é, pelas letras
que estão próximas da letra em questão).
Nessas situações, é possível deduzir regras para o uso das
letras.
C e QU
Cavalo, quermesse, quiabo, copo, cuia
Regra: para escrever o som [k], usamos C antes de A, O, e U.
Usamos QU, antes de E e I.
Casos mais comuns de regularidades contextuais, em que se
pode deduzir algumas regras para escrever grafias corretas:
Letras exemplos
R e RR (com som de r forte) Rato, terra, genro, branco
G ou GU Gato, guerra, guidão, gordo, guri
C e QU Casa, querido, quiabo, cobertor, cuia
J junto com A,O e U ( e nunca com G) * Janela, jogo, jumento
Z (palavras que começam com som [z] Zangado, zebra, zinco
S (palavras que começam com som [s]
com A, O e U
Sapato, sombra, sucesso
O e U Bambu, bambo
E e I Perdi, perde
M, N , ã, NH (que representam sons
nasalizados
Campo, canto, manhã, romã, mandioca
Carvalho, Carmen Silva et alli. Construindo a escrita: textos, gramática e ortografia. 1ª série. SP. Atica, 2006.. p. 234
Carvalho, Carmen Silva et alli. Construindo a escrita: Gramática e ortografia. SP. Atica, 1995. p. 108
Carvalho, Carmen Silva et alli. Construindo a escrita: textos, gramática e ortografia. 2ª série. SP. Atica, 2006.´p. 222
s no início da
palavra
palavras com ss s no final s entre
vogais
USO DO SS/S
Lista de palavras
sapato casaco passado lagos risada passeio
passear saco
I.3- Regularidade morfológico-gramaticais
De acordo com aspectos morfológicos-
gramaticais, pode-se deduzir a grafia das palavras.
Geralmente isso se aplica a determinados:
- sufixos de nomes e adjetivos
- terminações de verbos e
- “famílias” gramaticais das palavras.
MORFOLOGIA: estuda as palavras e os morfemas, partes
que compõem as palavras e que contribuem para a
formação de novas palavras
RICO
RICA
RICOS
RIQUEZA
ENRIQUECER
ENRIQUECERAM
ENRIQUECIMENTO
EN + RIQU + E + CI + MENTO
OTORRINOLARINGOLOGISTA
oto rino laringo log ista
morfemas Exemplos
Sufixo -EZA para substantivos derivados de
adjetivos
Beleza, pobreza, riqueza, certeza
Sufixo -OSO para adjetivos Famoso, carinhoso, gostoso,
Sufixo -ICE para alguns substantivos Meninice, chatice,velhice,
Terminação -OU para verbos 3ª p singular Andou, pestanejou, criou
Terminação -RAM para verbos 3ª p plural
passado (pretérito perfeito)
Andaram, criaram
Terminação –ÃO para verbos na 3ª pessoal
plural no futuro
Andarão, criarão
Terminação –SSE para verbo no subjuntivo
(hipótese, possibilidade)
Andasse, criasse
Família de palavras: palavras com o mesmo
radical tendem a ser escritas com a mesma
grafia
Pensar, pensamento, pensativo
Mar, maré, maremoto, marítimo,
marinheiro, maresia, marzão
Exemplos de regularidade morfológica-gramatical
Exemplos de atividades
 Construir famílias de palavras.
Ex.:TERRA: enterrar, terreiro, terreno, terráqueo,
subterrâneo, conterrâneo
MAR
AR
Escrever grupo de profissões:
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cozinheiro
passado futuro
VERBOS COM am/ão
Ontem, meus pais foram à cidade. Eles
compraram algumas coisas, mas não levaram
tudo o queriam. Eles viajarão amanhã para a
casa da minha avó e levarão os presentes.
2- Agrupe as palavras grifadas em dois grupos:
Material do Ler e escrever
Livro azul ( 3º ano ou 2ª série)
Estratégias didáticas:
• Releitura com focalização
• Ditado Interativo
II- Irregularidades ortográficas
Há relações letra-som em que não é possível se basear em
alguma regra ou princípio.
A grafia das letras precisa ser memorizada ou é preciso
consultar um dicionário ou alguém para resolver a dúvida
ortográfica.
Ex.:
casa ou caza?
Jeito ou geito?
Beringela ou berinjela?
Papel ou papeu
escrita (letras ) pronúncia escrita
verbo – infinitivo ar, er, ir [ vô brincá ] [vô fazê ] vou brincar, vou fazer
verbo- 3a pessoa pl. -am [ levaru ] levaram
verbo – 3a pessoa sing. –ou [falô] falou
Verbo no gerúndio -ndo [levanu] levando
final de palavra –s/-z [ rapais ] [feis ] [ treis ] rapaz , fez, três
sílaba com r [poque ] porque
verbo na 1a pessoa pl -mos vamu, falamu vamos, falamos
sílaba travada com l [ sauva] [sóuta] [Brasiu] salva, solta, Brasil
ditongo ei, ou [ pedrero] [roba] pedreiro , rouba
dígrafo lh [fio ] filho
dígrafo nh [mioca] minhoca
dígrafo com r [ grobu ] globo
sílaba com l [ vorta ] volta
Oralidade e escrita
ALGUMAS ATIVIDADES
Fazer listas de correspondências oral - escrita
FALO ASSIM  ESCREVO ASSIM
brincano brincando
pegano pegando
ou
LINGUAGEM FALADA  LINGUAGEM ESCRITA
pexe peixe
caxa caixa
 trechos de textos com marcas de oralidade, para
trasncrever para a linguagem escrita.
PROPOSTA DA
ATIVIDADE:
Durante esta
semana, o que
você mais gostou
de fazer na sua
escola? Por quê?
ai meu Pé ai ai ai meu Pé cascão na Parava de grita ai
meu pé a meu pé daí o cebolhinha saio corendo Para
Pegan amaleta de socoros daí ele Pegou esta vajachegado
Para ajuda o coita do do cas cão mas o ca cao falou Para
ele meajuda meajuda Pofavom Pofavom cebolhinha
meajuda Pela mol de deus tabom cas cão eu te ajudo daí
o cas foi ajoda mas eu acho que ocas cão não gostou
muito da idéia não saPorque o ele não gostou muito daí
deia Porque o sebolhinha fecho aboca do cas cão e o se
bolhinha fecho aboca de lhe e saiu corendo inbora Para
casa dele e decho o cas cão la.
1- Princípios gerais para o ensino de ortografia
O trabalho persistente do professor no ensino das
convenções da escrita se faz necessário. No entanto, isto
não significa trabalhar exclusivamente com a ortografia.
Muitas outras competências estão em jogo no trabalho com
a linguagem:
• Leitura com compreensão (talvez isso seja uma
redundância...),
• produção de textos significativos, reflexão e uso de
diferentes gêneros,
• leitura e produção de textos em diferentes situações,
formais e informais, com diferentes propósitos.
Por isso, o ensino da ortografia é apenas um das
aprendizagens da linguagem escrita.
Alguns princípios devem ser observados para este
trabalho:
• Antes de mais nada um texto é escrito para ser lido,
interpretado. É uma forma de comunicação, de troca
de idéias, de expressão. Não é apenas um lugar para
guardar palavras escritas de forma bonita. Portanto,
não transforme a leitura de um texto do aluno em
apenas um “caça-erros”
• Sempre que possível fazer com que outras pessoas
(pais, colegas etc) também leiam o texto do aluno,
dando um destino social aos textos.
• Estimular a escrita, releitura, revisão e auto-correção
do texto. Incentivar o aluno a fazer isso de modo
positivo e não como castigo.
2- Revisão do texto do aluno e pelo aluno
É comum aparecer mais de um tipo problema no texto. Estabeleça
prioridades para realizar a correção, selecionando os problemas já
estudados em sala para serem corrigidos. Várias estratégias podem
ser adotadas na revisão ortográfica:
• Escrever a grafia correta embaixo ou em cima da palavra escrita
incorretamente.
• Sublinhar a letra ou a palavra escrita errada e marcar na
margem da linha com um código, pedindo para que seja
corrigida a palavra
• Marcar apenas o código na margem da linha para a criança
tentar descobrir sozinha onde errou e escrever a grafia correta.
• Escrever no final do texto, a grafia correta de palavras que o
aluno está errando muito, principalmente se for o mesmo tipo
de erro. Peça para ficar mais atento nessas formas.
Uso de códigos para ortografia
O significado do código precisa estar bem claro para a
criança. Acrescentar ao poucos novos códigos de acordo com a
programação ou dificuldades dos alunos.
Exemplo de códigos para correção das questões
ortográficas:
A – acentuação
O – ortografia
/ - separação de palavras ( na própria palavra)
M – maiúscula
m – minúscula
3- Atividades de sistematização
 Selecione os tipos de erros mais comuns e faça exercícios
de sistematização.
 Sistematize o uso de palavras que tem uma ortografia
definida por regularidades. Os exercícios dirigidos podem
ajudar a organizar algumas regras de ortografia
 Sempre que necessário, comente sobre a questão da
variação lingüística, explicando que há muitos jeitos de falar
uma palavra, mas uma única ortografia para que todos
possam entender o que alguém escreveu.
 Estimule o aluno a expressar sua dúvida, a fazer perguntas,
a construir hipóteses
Mais sugestões
 Ensine o uso do dicionário, quando necessário, para resolver
dúvidas ortográficas
 A fixação ortográfica de muitas palavras baseia-se muito em
uma memória fotográfica. Por isso a leitura ajuda muito nessa
fixação. Os exercícios e brincadeiras ajudarão, mas sozinhas
não fixarão tudo.
 Quando possível, usar textos de alunos ou de outros autores.
Nesse caso, ver as atividades como “Releitura com
focalização” e “Ditado interativo”. Ambas as propostas estão
presentes no material “Ler e Escrever” (livros azul e laranja)
 Crie Listas, Dicionários de classe, Cartazes, Painéis com
palavras e regras estudadas para consulta das crianças.
Bibliografia
Cagliari, Luís Carlos. Alfabetização e lingüística. São Paulo:
Scipione, 1990, 2a ed.
Lemle, Miriam. Guia teórico do alfabetizador. São Paulo:
Ática,1994, 9a ed.
Franchi, Eglê, Pontes. Pedagogia da alfabetização: da
oralidade à escrita. São Paulo, Cortez. 3a ed.
Brasil. Mec. Cadernos do PNAIC, Unidade 3. Brasília, 2013

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Ensino de ortografia - Regularidades e irregularidades

  • 1. Ensino de ortografia – Unidade 3 – PNAIC Elaboração: Elisabete Pimentel PAUTA • Introdução- as dificuldades ortográficas • Apropriação do sistema de escrita alfabética (SEA) • Vídeo letra e vida : Arthur Gomes de Morais Sistematização – regularidades e irregularidades ortográficas e algumas atividades • Apresentação de princípios e propostas para o ensino de ortografia
  • 2. Ortografia: o por quê das dificuldades? Muitas vezes, uma mesma letra pode representar mais de um som: LETRA SOM EXEMPLOS [s] experiência, próximo X [z] exame [ch] xarope, enxada [ks] tórax, táxi
  • 3. Ou um som pode ser representado por mais de uma letra: SOM LETRA EXEMPLOS X experiência, próximo S sapato, psicólogo, casco SS possível, fossa [S] C cebola, cipó Ç poça, poço, açúcar XC excelente, exceto SC nascimento SÇ (que ele) nasça
  • 4. Além disso, não escrevemos exatamente como falamos.
  • 5. Consolidação do SEA “Ao término do primeiro ano do ensino fundamental de nove anos, espera-se que todos alunos já tenham atingido uma hipótese alfabética de escrita, tendo se apropriado da quase totalidade de propriedades e convenções agora apresentadas. No segundo ano, as práticas de ensino do SEA devem estar voltadas para a consolidação do conhecimento das diferentes relações som- grafia de nossa língua, de modo a permitir que a criança possa ler e escrever palavras, frases e alguns textos de menor extensão Quando a criança atinge a hipótese alfabética, isto é, quando passa a escrever com base em uma correspondência entre fonemas e grafemas, ela ainda não está alfabetizada em sentido estrito, pois, muitas vezes, ao ingressarem nesse nível, os aprendizes não conseguem ler e escrever com autonomia, porque podem ainda não dominar uma série de correspondências som-grafia de nossa língua.
  • 6. Quadro 2. Propriedades conceituais do SEA ... 10. As sílabas podem variar quanto às combinações entre consoantes e vogais (CV, CCV, CVV, CVC, V, VC, VCC, CCVCC...), mas a estrutura predominante no português é a sílaba CV (consoante- -vogal), e todas as sílabas do português contêm, ao menos, uma vogal. Fonte: Unidade 3, Cadernos do PNAIC ano 1, ano 2 e ano 3 –
  • 7. C- consoante V- vogal *CV: sílaba canônica (mais comum) CV: cabelo, hipopótamo CCV: prato, catraca, claro, frágil CVV: boi, inspiração CVC: cansado, amor, adulto V: amor, VC: escola VCC: inspiração, CCVCC: transforma + CCVV: trouxe CVVC: quanto Sílabas com dígrafos: caminhando, quero, calha, quero
  • 8.
  • 9. • Mauro domina várias correspondências som-grafia em diferentes padrões (tipos) de sílaba. • Domina regras de uso de R e RR em: FORMIBA, BORBOLETA, CACHORRO, PORCO • Faz bom uso dos dígrafos em: CACHORRO, COEILHO, ARAINHA. • Tenta representar todos os sons que pronuncia, percebendo o ditongo em PEIXE, mas fazendo também hipercorreções em: COEILHO, ARAINHA.
  • 10. Hugo já tem hipótese alfabética, pois entendeu boa parte dos princípios do SEA. Ainda precisa avançar, em relação ao SEA:: Na notação das sílabas CVC em: FUMIGA, BOBOLETA, ELEFATE Na notação de digráfos em: CAGORO, QUOERO, ARANA Na notação de algumas letras QUOERO, PIXE, CAGORO
  • 11. Ruth “é” alfabética, mas também tem vários desafios a vencer na consolidação do SEA: Na relação letra-som em sílabas “complexas” em: BONBONLETA, ELEFATE Na notação de alguns dígrafos: COELOM, CACHORO, ARAIA Mas já utiliza outros CACHORO, PEICHE
  • 12. Percurso da alfabetização Estar alfabético: conhecer os principais princípios do SISTEMA DE ESCRITA ALFABÉTICA. Consolidar o domínio no uso das letras e dígrafos em diferentes padrões silábicos, de modo a ler e escrever palavras e textos. e Iniciar o uso das normas, ampliando progressivamente o domínio da escrita ortográfica. Ou seja: Compreender que nossa escrita não é fonética, pois não é uma transcrição exata da fala. A nossa escrita é ortográfica.
  • 13.
  • 14.
  • 15.
  • 16. Carvalho, Carmen Silva et alli. Construindo a escrita: textos, gramática e ortografia. 1ª série. SP. Atica, 2006.´p. 207
  • 17. Carvalho, Carmen Silva et alli. Construindo a escrita: Gramática e ortografia. SP. Atica, 1995. p. 136
  • 18. Carvalho, Carmen Silva et alli. Construindo a escrita: Gramática e ortografia. SP. Atica, 1995. p. 137
  • 19. 8- estabelecer correspondências, como as seguintes: trem – tem _____ - pato Trato - ____ perto - preto quarto - perda Coloque a letra M antes do P ou do B. O que acontece? LOBO BOBA TAPA
  • 20. Uso do t/d Vamos trocar as letras T por D nas palavras abaixo. Note o que acontece: CORTA  BOTE  Forme novas palavras acrescentando r no final da primeira sílaba fada  maca  copo  uso  baba 
  • 21. VÍDEO PROGRAMA : Entendendo o erro ortográfico PROGRAMA LETRA E VIDA
  • 22. Na relação entre som e grafia, temos: 1. Correspondências regulares entre letra e som: com regras para o uso das letras 1.1.Correspondência regular direta ou regularidade direta: Ocorre quando só existe um grafema (letra) para notar determinado som (fonema). São os casos de B, D, F, P, T e V
  • 23. MAS ATENÇÃO!! Algumas crianças fazem trocas entre elas, porque: 1 – há sons muito próximos. Fonema surdo (pouca vibração) Fonema Sonoro (muita vibração) P -pato B - bato T- tia D- dia F - fila V- vila 2 - nomes das letras BE, DE, PE, TE fazem com que algumas crianças não registrem a vogal na grafia de palavras.
  • 24. 1. 2- Regularidades contextuais na relação som-letra A regularidade contextual ocorre quando a letra pode ser definida pela posição ou pelo contexto (isto é, pelas letras que estão próximas da letra em questão). Nessas situações, é possível deduzir regras para o uso das letras. C e QU Cavalo, quermesse, quiabo, copo, cuia Regra: para escrever o som [k], usamos C antes de A, O, e U. Usamos QU, antes de E e I.
  • 25. Casos mais comuns de regularidades contextuais, em que se pode deduzir algumas regras para escrever grafias corretas: Letras exemplos R e RR (com som de r forte) Rato, terra, genro, branco G ou GU Gato, guerra, guidão, gordo, guri C e QU Casa, querido, quiabo, cobertor, cuia J junto com A,O e U ( e nunca com G) * Janela, jogo, jumento Z (palavras que começam com som [z] Zangado, zebra, zinco S (palavras que começam com som [s] com A, O e U Sapato, sombra, sucesso O e U Bambu, bambo E e I Perdi, perde M, N , ã, NH (que representam sons nasalizados Campo, canto, manhã, romã, mandioca
  • 26. Carvalho, Carmen Silva et alli. Construindo a escrita: textos, gramática e ortografia. 1ª série. SP. Atica, 2006.. p. 234
  • 27. Carvalho, Carmen Silva et alli. Construindo a escrita: Gramática e ortografia. SP. Atica, 1995. p. 108
  • 28. Carvalho, Carmen Silva et alli. Construindo a escrita: textos, gramática e ortografia. 2ª série. SP. Atica, 2006.´p. 222
  • 29. s no início da palavra palavras com ss s no final s entre vogais USO DO SS/S Lista de palavras sapato casaco passado lagos risada passeio passear saco
  • 30. I.3- Regularidade morfológico-gramaticais De acordo com aspectos morfológicos- gramaticais, pode-se deduzir a grafia das palavras. Geralmente isso se aplica a determinados: - sufixos de nomes e adjetivos - terminações de verbos e - “famílias” gramaticais das palavras.
  • 31. MORFOLOGIA: estuda as palavras e os morfemas, partes que compõem as palavras e que contribuem para a formação de novas palavras RICO RICA RICOS RIQUEZA ENRIQUECER ENRIQUECERAM ENRIQUECIMENTO EN + RIQU + E + CI + MENTO
  • 33. morfemas Exemplos Sufixo -EZA para substantivos derivados de adjetivos Beleza, pobreza, riqueza, certeza Sufixo -OSO para adjetivos Famoso, carinhoso, gostoso, Sufixo -ICE para alguns substantivos Meninice, chatice,velhice, Terminação -OU para verbos 3ª p singular Andou, pestanejou, criou Terminação -RAM para verbos 3ª p plural passado (pretérito perfeito) Andaram, criaram Terminação –ÃO para verbos na 3ª pessoal plural no futuro Andarão, criarão Terminação –SSE para verbo no subjuntivo (hipótese, possibilidade) Andasse, criasse Família de palavras: palavras com o mesmo radical tendem a ser escritas com a mesma grafia Pensar, pensamento, pensativo Mar, maré, maremoto, marítimo, marinheiro, maresia, marzão Exemplos de regularidade morfológica-gramatical
  • 34. Exemplos de atividades  Construir famílias de palavras. Ex.:TERRA: enterrar, terreiro, terreno, terráqueo, subterrâneo, conterrâneo MAR AR Escrever grupo de profissões: Ex.: pedreiro, engenheiro, padeiro, faxineiro, cozinheiro
  • 35. passado futuro VERBOS COM am/ão Ontem, meus pais foram à cidade. Eles compraram algumas coisas, mas não levaram tudo o queriam. Eles viajarão amanhã para a casa da minha avó e levarão os presentes. 2- Agrupe as palavras grifadas em dois grupos:
  • 36. Material do Ler e escrever Livro azul ( 3º ano ou 2ª série) Estratégias didáticas: • Releitura com focalização • Ditado Interativo
  • 37. II- Irregularidades ortográficas Há relações letra-som em que não é possível se basear em alguma regra ou princípio. A grafia das letras precisa ser memorizada ou é preciso consultar um dicionário ou alguém para resolver a dúvida ortográfica. Ex.: casa ou caza? Jeito ou geito? Beringela ou berinjela? Papel ou papeu
  • 38. escrita (letras ) pronúncia escrita verbo – infinitivo ar, er, ir [ vô brincá ] [vô fazê ] vou brincar, vou fazer verbo- 3a pessoa pl. -am [ levaru ] levaram verbo – 3a pessoa sing. –ou [falô] falou Verbo no gerúndio -ndo [levanu] levando final de palavra –s/-z [ rapais ] [feis ] [ treis ] rapaz , fez, três sílaba com r [poque ] porque verbo na 1a pessoa pl -mos vamu, falamu vamos, falamos sílaba travada com l [ sauva] [sóuta] [Brasiu] salva, solta, Brasil ditongo ei, ou [ pedrero] [roba] pedreiro , rouba dígrafo lh [fio ] filho dígrafo nh [mioca] minhoca dígrafo com r [ grobu ] globo sílaba com l [ vorta ] volta Oralidade e escrita
  • 39. ALGUMAS ATIVIDADES Fazer listas de correspondências oral - escrita FALO ASSIM  ESCREVO ASSIM brincano brincando pegano pegando ou LINGUAGEM FALADA  LINGUAGEM ESCRITA pexe peixe caxa caixa  trechos de textos com marcas de oralidade, para trasncrever para a linguagem escrita.
  • 40. PROPOSTA DA ATIVIDADE: Durante esta semana, o que você mais gostou de fazer na sua escola? Por quê?
  • 41.
  • 42.
  • 43. ai meu Pé ai ai ai meu Pé cascão na Parava de grita ai meu pé a meu pé daí o cebolhinha saio corendo Para Pegan amaleta de socoros daí ele Pegou esta vajachegado Para ajuda o coita do do cas cão mas o ca cao falou Para ele meajuda meajuda Pofavom Pofavom cebolhinha meajuda Pela mol de deus tabom cas cão eu te ajudo daí o cas foi ajoda mas eu acho que ocas cão não gostou muito da idéia não saPorque o ele não gostou muito daí deia Porque o sebolhinha fecho aboca do cas cão e o se bolhinha fecho aboca de lhe e saiu corendo inbora Para casa dele e decho o cas cão la.
  • 44. 1- Princípios gerais para o ensino de ortografia O trabalho persistente do professor no ensino das convenções da escrita se faz necessário. No entanto, isto não significa trabalhar exclusivamente com a ortografia. Muitas outras competências estão em jogo no trabalho com a linguagem: • Leitura com compreensão (talvez isso seja uma redundância...), • produção de textos significativos, reflexão e uso de diferentes gêneros, • leitura e produção de textos em diferentes situações, formais e informais, com diferentes propósitos. Por isso, o ensino da ortografia é apenas um das aprendizagens da linguagem escrita.
  • 45. Alguns princípios devem ser observados para este trabalho: • Antes de mais nada um texto é escrito para ser lido, interpretado. É uma forma de comunicação, de troca de idéias, de expressão. Não é apenas um lugar para guardar palavras escritas de forma bonita. Portanto, não transforme a leitura de um texto do aluno em apenas um “caça-erros” • Sempre que possível fazer com que outras pessoas (pais, colegas etc) também leiam o texto do aluno, dando um destino social aos textos. • Estimular a escrita, releitura, revisão e auto-correção do texto. Incentivar o aluno a fazer isso de modo positivo e não como castigo.
  • 46. 2- Revisão do texto do aluno e pelo aluno É comum aparecer mais de um tipo problema no texto. Estabeleça prioridades para realizar a correção, selecionando os problemas já estudados em sala para serem corrigidos. Várias estratégias podem ser adotadas na revisão ortográfica: • Escrever a grafia correta embaixo ou em cima da palavra escrita incorretamente. • Sublinhar a letra ou a palavra escrita errada e marcar na margem da linha com um código, pedindo para que seja corrigida a palavra • Marcar apenas o código na margem da linha para a criança tentar descobrir sozinha onde errou e escrever a grafia correta. • Escrever no final do texto, a grafia correta de palavras que o aluno está errando muito, principalmente se for o mesmo tipo de erro. Peça para ficar mais atento nessas formas.
  • 47. Uso de códigos para ortografia O significado do código precisa estar bem claro para a criança. Acrescentar ao poucos novos códigos de acordo com a programação ou dificuldades dos alunos. Exemplo de códigos para correção das questões ortográficas: A – acentuação O – ortografia / - separação de palavras ( na própria palavra) M – maiúscula m – minúscula
  • 48. 3- Atividades de sistematização  Selecione os tipos de erros mais comuns e faça exercícios de sistematização.  Sistematize o uso de palavras que tem uma ortografia definida por regularidades. Os exercícios dirigidos podem ajudar a organizar algumas regras de ortografia  Sempre que necessário, comente sobre a questão da variação lingüística, explicando que há muitos jeitos de falar uma palavra, mas uma única ortografia para que todos possam entender o que alguém escreveu.  Estimule o aluno a expressar sua dúvida, a fazer perguntas, a construir hipóteses
  • 49. Mais sugestões  Ensine o uso do dicionário, quando necessário, para resolver dúvidas ortográficas  A fixação ortográfica de muitas palavras baseia-se muito em uma memória fotográfica. Por isso a leitura ajuda muito nessa fixação. Os exercícios e brincadeiras ajudarão, mas sozinhas não fixarão tudo.  Quando possível, usar textos de alunos ou de outros autores. Nesse caso, ver as atividades como “Releitura com focalização” e “Ditado interativo”. Ambas as propostas estão presentes no material “Ler e Escrever” (livros azul e laranja)  Crie Listas, Dicionários de classe, Cartazes, Painéis com palavras e regras estudadas para consulta das crianças.
  • 50. Bibliografia Cagliari, Luís Carlos. Alfabetização e lingüística. São Paulo: Scipione, 1990, 2a ed. Lemle, Miriam. Guia teórico do alfabetizador. São Paulo: Ática,1994, 9a ed. Franchi, Eglê, Pontes. Pedagogia da alfabetização: da oralidade à escrita. São Paulo, Cortez. 3a ed. Brasil. Mec. Cadernos do PNAIC, Unidade 3. Brasília, 2013