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PACTO – 
UNIDADE 4 -ANO 
2 
VAMOS BRINCAR DE CONSTRUIR AS 
NOSSAS E OUTRAS HISTÓRIAS
Orientadora: ELAINE MARIA DA SILVA
LEITURA DELEITE 
“O COMBOIO DOS NÚMEROS”
 RETOMADA DO ENCONTRO ANTERIOR
SOCIALIZAÇÃO DO PARA CASA
Deve-se entender que as ações mentais e físicas estão 
em sintonia e que o uso do corpo é fundamental na prática 
pedagógica. 
Não se deve considerar que é mais inteligente quem faz 
mais rápido, pois há várias formas de atingir o mesmo 
resultado, e a inteligência não é medida pela “rapidez”..
Usar corpo como parte fundamental do processo de 
construção das ideias matemáticas não obscurece a 
necessidade do trabalho com os registros feitos pelos 
alunos.
O Sistema de Numeração Decimal possui regras que 
podem ser aprendidas por meio de jogos. 
Antes, porém, refletiremos sobre o lúdico e os jogos 
dentro do contexto da sala de aula do ciclo de 
alfabetização, particularmente quando estamos 
interessados no domínio do SND pelo aluno.
A característica fundamental do jogo como atividade livre que 
permite propor, produzir e resolver situações-problema. 
A criação de problemas é feita a partir de uma abordagem na 
qual se utiliza a estrutura material e o mundo imaginário 
propostos no jogo, buscando respeitar as regras tomadas 
pelos jogadores.
Os objetivos dos jogos nesse caderno, serão 
centrados na construção, pelas crianças, das 
noções estruturantes de agrupamento decimal e de 
posicionamento. Por este motivo, serão utilizados 
diversos materiais:
Os registros, por meio de fichas numéricas, são parte das 
regras de alguns dos jogos. É importante observar que 
muitas crianças vão, de início, por meio de tais atividades 
lúdicas, realizar leituras e escritas do tipo “três de dez e 
cinco” ao invés de “trinta e cinco”.
 Inserir nos jogos contagem oral de dez em dez e depois de 
cem em cem: buscar explorar jogos, tais como pular corda, 
pular amarelinha (colocando um zero a frente de cada 
numeral, transformando-os em dezenas exatas) verbalizando 
o número da casinha onde apoiou o pé 
 Contar cédulas de dez em dez e depois de cem em cem: 
brincar de mercadinho, mas com preços múltiplos de dez, e 
valendo-se do uso somente de notas de dez. 
 Jogos com dados e cartas de dezenas ou centenas 
completas: recriar os jogos da cultura infantil, tais como 
bingo, memória, quebra-cabeça, jogo do mico, cujos valores 
sejam apenas de múltiplos de dez e depois de cem.
 Construção de cartazes com as crianças: colar grupos de 
dez com palitos, ou de cem com reprodução do material 
dourado, ou ainda, cédulas de dez ou cem.
A utilização corriqueira e de forma planejada, das “Fichas 
escalonadas são especialmente voltadas para a superação 
das escritas numéricas tais como 697 como “600907”, muito 
presente no contexto da alfabetização, 
Finalmente deve-se sobrepor do menor 
para o maior: 
Obtém-se assim 697, SEIScentos e 
NOVEnta e SETE.
Os alunos devem estar “imersos num ambiente de 
letramento matemático”. Sendo assim, é importante 
organizar materiais que estejam disponíveis para 
cada aluno sempre que necessário. 
É importante a existência de uma Caixa Matemática 
para cada aluno, devendo conter materiais para 
representação e manipulação de quantidades 
numéricas.
Ressaltamos, a importância de trabalhar, em paralelo, jogos 
que contribuam com a construção da noção de valores, tais 
como pega vareta, tiro ao alvo, boliche, dinheiro de brinquedo, 
etc. E, ainda com atividades que requeiram o uso da legenda 
(que indica qual o valor atribuído a cada material).
Recomendamos que, em tais jogos, que envolvem 
valores e o uso de legendas, o professor proponha, em 
determinados momentos, que os valores atribuídos 
sejam, por exemplo, 1, 10, 100, 1000. Isso poderá 
favorecer a mobilização de ideias fundamentais para a 
estruturação da aprendizagem do SND,
RELATO 
A Construção de sequências numéricas favorece a 
compreensão de regularidades, a investigação de 
propriedades das sequências, bem como inicia o aluno nas 
operações que mais tarde serão formalizadas (depoimento 
da professora Nelem Orlovski, docente da Rede Municipal 
de Ensino de Curitiba). 
Uma atividade interessante é a construção de uma linha com 
números em sequência (esta ideia estruturará o que 
denominamos de reta numerada ou reta numérica) a partir 
de um quadro com uma sequência numérica. 
a) Entregue aos alunos o quadro com a sequência numérica 
preenchida e uma tira de papel cartaz.
É importante que, na alfabetização, a utilização de materiais 
de contagem seja de tipos variados, o que em linguagem 
didático-pedagógica, costumamos nos referir como: 
 quantidades concretas livres; 
 quantidades concretas estruturadas.
ATIVIDADE SUGERIDA 
 O professor alfabetizador dentro ou fora do 
contexto escolar deve estimular as crianças a 
fazer coleções de: figurinhas, pedras coloridas, 
sementes, tampinhas, entre outros materiais. 
-Fazer coleções favorece o estabelecimento de 
metas, concepções de estratégias, formas de 
organização, classificação e, em especial, de 
contagem e controle de quantidades.
 Pedir que as crianças numerem as casas ; 
 Levantar hipóteses sobre forma de escrita, 
posicionamento, sequenciação e leitura, 
buscando nas crianças as respostas propondo 
investigação, negociação, fazendo evoluir seus 
conhecimentos.
Assim podemos: 
Utilizar dezena no 1º ano de alfabetização e nos 
demais, aumentando o valor até alcançar a 
centena; 
Utilizar comandos, como: dobro, metade, etc.; 
Explorar funções dos números, como: 
localização e sequência.
JOGOS NA APRENDIZAGEM DO SND 
A partir de agora, serão apresentados seis jogos. 
Em momentos de avaliação, além do que é 
específico de cada jogo, recomenda-se que o 
professor atente para verificar se a criança: 
Consegue organizar o material; 
Respeita regras; 
Aceita bem situações de frustações; 
Trata os colegas com respeito; 
Demonstra alegria, satisfação, motivação pelo 
desenvolvimento da atividade lúdica; 
Coopera com as outras crianças.
Nesta unidade teremos como foco a 
presença do lúdico na sala de aula. 
Discutiremos a importância de brincar, 
de jogar e de ler na escola como formas 
de levar as crianças a imaginar, 
sonhar, divertir-se e, sobretudo, 
aprender. 
“Brincar não é perder tempo, é 
ganhá-lo” 
Carlos Drumond Andrade
O LÚDICO NA SALA DE AULA 
Andrea Tereza Brito Ferreira 
Tícia Cassiany Ferro Cavalcante 
É responsabilidade dos 
professores dos anos 
iniciais trabalharem os 
conhecimentos 
necessários para o 
desenvolvimento 
intelectual e social dos 
estudantes.
De acordo com os estudos de 
Jean Piaget (1984), a atividade 
lúdica é um princípio 
fundamental para o 
desenvolvimento das atividades 
intelectuais da criança sendo, por 
isso, indispensável à pratica 
educativa.
De acordo com Borba (2006), desde muito 
tempo as brincadeiras e os jogos 
passaram a integrar as práticas de vida em 
sociedade. 
Ao longo da história, o brincar foi se 
configurando a vida social e passou a 
fazer parte dos conteúdos que são 
aprendidos nas relações de interação com 
as pessoas e com a cultura.
Em contraste, na constituição da 
cultura escolar, o lúdico foi 
excluído durante muito tempo, 
pois o aprender não combinava 
com brincar, rir e se divertir.
Atualmente, diferentes áreas do 
conhecimento passaram a utilizar-se 
de atividades lúdicas, por meio 
de jogos e brincadeiras, para 
desenvolver a aprendizagem de 
crianças e jovens em processo de 
escolarização.
O BRINCAR E O JOGAR NO ENSINO 
RELATIVO AO COMPONENTE 
CURRICULAR LÍNGUA PORTUGUESA 
E OS RECURSOS DISPONÍVEIS PARA 
UM TRABALHO LÚDICO NA SALA DE 
AULA 
Andrea Tereza Brito Ferreira 
Ester Calland de Souza Rosa 
Tícia Cassiny Ferro Cavalcante
No componente curricular Língua 
Portuguesa, muitas atividades 
podem ser desenvolvidas de 
maneira a privilegiar o lúdico no 
processo de aprendizagem. Jogos 
de palavras presentes na tradição 
oral, textos rimados, trava-línguas, 
além de livros de 
literatura infantil.
É importante buscar respeitar o 
percurso de aprendizagem de 
cada estudante e procurar 
outros recursos para estimular o 
aprendizado e o 
desenvolvimento. 
(VYGOTSKY, 1994; 
DE CARLO, 2001).
O brincar com a língua está 
presente na nossa memória há 
muito tempo. Muitas pessoas 
já se envolveram em 
brincadeiras de tentar 
pronunciar de forma bem 
rápida trava-línguas.
Veja agora se você consegue falar esse 
trava-língua sem tropeçar? 
NUM NINHO DE 
MAFAGAFOS, CINCO 
MAFAGAFINHOS HÁ. 
QUEM DESMAGAFIZAR, 
UM BOM 
DESMAFAGAFIZADOR 
SERÁ.
Na escola, esses jogos podem 
auxiliar muito o aprendizado da 
língua materna, além de facilitar o 
acesso das crianças à leitura 
autônoma, pois antecede o 
trabalho de decodificação do texto 
escrito, aproxima os estudantes 
das situações vivenciadas fora da 
escola.
Os jogos ou atividades de análise 
fonológica levam os aprendizes a 
pensar nas palavras em sua dimensão 
não só semântica, mas também 
sonoro-escrita. Refletir sobre a 
relação entre a escrita e a pauta 
sonora ajuda os estudantes a 
estabelecer e sistematizar as relações 
entre letras ou grupos de letras e os 
fonemas com mais eficiência, 
princípio fundamental na 
alfabetização.
A consciência fonológica não pode 
ser desenvolvida com todos os 
alunos. O surdo, por exemplo, não 
tem uma língua materna que 
mantenha uma correspondência letra-som. 
Como sua língua materna se 
constitui uma língua espaço-visual, o 
professor pode se utilizar dela como 
base para a alfabetização de seus 
alunos surdos.
O trabalho com literatura pode se 
tornar também uma boa 
oportunidade de abordar de forma 
lúdica a apropriação do sistema de 
escrita.
Os livros didáticos recomendados pelo 
PNLD, estão repletos de sugestões que 
favorecem a associação entre jogos e 
brincadeiras e a aprendizagem do 
conteúdo escolar. Outros materiais de 
leitura que podem contribuir para o 
aprender brincando são as obras 
complementares que integram também o 
PNLD e os livros de literatura que 
compõem o Programa Nacional Biblioteca 
da Escola.
Embora os materiais sejam 
necessários, uma dimensão 
essencial da brincadeira é a 
interação entre pares. Henri 
Wallon (1989), em seus estudos 
psicogenéticos, enfatizou o quanto 
as crianças aprendem ao 
observarem, imitarem e 
experimentarem juntos a 
exploração do seu ambiente.
O ENSINO DE HISTÓRIA (S) 
E DA MATEMÁTICA: em 
ritmo dos jogos e das 
brincadeiras 
Maria Thereza Didie 
Rosinalda Teles
As possibilidades do aprender 
brincando são diversas e 
independem das áreas de 
conhecimento. 
Ao investigar as brincadeiras os 
estudantes podem identificar na 
própria vida cotidiana registros do 
passado. 
Esta perspectiva traduz um novo 
olhar para o que é ensinar história.
Nesse mundo 
contemporâneo, 
onde tudo parece 
ser cada vez 
mais provisório, 
quais os sentidos 
de ensinar 
história?
Durante muito tempo o 
significado mais comum da 
disciplina História estava 
associado ao estudo de datas, 
fatos e pessoas ligadas a 
acontecimentos de um passado 
remoto.
Atualmente alguns 
historiadores compreendem 
que existem várias maneiras de 
narrar e ensinar história, 
considerando as narrativas 
como caminhos importantes de 
elaborar as nossas maneiras de 
estar no mundo.
Nessa perspectiva, o cotidiano 
e as pessoas comuns começam 
a ser vistos como partes da 
História e tudo o que as 
pessoas produzem no seu dia a 
dia pode ser tomado como 
possibilidade para se pensar a 
História.
A intenção então não é abordar os 
registros do passado e os nossos 
patrimônios, sejam materiais e as 
imateriais, como informações 
enciclopédicas a serem 
transmitidas, mas investigar como 
eles foram moldados e 
construídos a partir de 
experiências individuais e 
coletivas.
Assim, pode-se compreender 
porque é importante conhecer 
as heranças simbólicas e 
conferir laços entre os diversos 
passados que permitimos 
lembras e contar.
Nesse sentido, esta unidade 
intenciona explorar no segundo 
ano, as possibilidades dos 
estudantes CONSTRUIREM 
AS NOSSAS E OUTRAS 
HISTÓRIAS em torno do tema 
brincadeiras.
A sugestão é que se inicie o 
trabalho brincando e pensando 
no próprio sentido do que é ser 
criança e do que é brincar.
O professor poderá: 
 Utilizar uma gravura, uma música 
ou um poema; 
 Proporcionar situações que 
favoreçam o (re) conhecimento dos 
estudantes das convenções temporais 
cotidianas das divisões mais 
conhecidas da História, dos calendários 
e também da existência de marcadores 
variados de tempo;
 Estimular as inferências dos 
estudantes sobre as mudanças 
temporais no sentido de discutir 
sobre os registros do passado e 
do presente ajudando-os a 
construir noções de autoridade, 
simultaneidade e posterioridade.
Assim os estudantes vão 
aprender: 
 Identificar e comparar diferentes 
tipos de registros documentais 
(entrevistas orais com pessoas mais 
velhas, materiais dos arquivos 
familiares, imagens...) para elaborar 
narrativas sobre o passado e sua própria 
história possibilitando, portanto, a 
construção de suas histórias e as de 
outras pessoas.
É importante darmos foco às nossas 
histórias de vida e as de nossos 
estudantes. 
 De onde veio minha família? 
 Como se constituiu a cidade ou o 
lugar onde moro? 
 Quais as relações desse meu lugar 
com outros lugares do mundo? Quais 
histórias de minha comunidade 
sinalizam mudanças no espaço de criar 
e de brincar?
Na elaboração de respostas a 
essas questões fazemos o 
percurso de investigação, de 
rememoração e de formulação 
de sentidos para as coisas que 
aconteceram e que tem 
repercussão em nosso presente.
Os recursos disponíveis para o 
trabalho lúdico com a história na 
escola 
Na área de História, para os anos 
iniciais, é fundamental darmos 
ênfase ao trabalho com o tempo. A 
brincadeira de contar histórias por 
meio da literatura infantil pode ser 
uma aliada na construção das 
noções de tempo pela criança.
Hillary Cooper (2006) sugere que, até 
mesmo, nos contos de fadas podemos 
explorar hábitos culturais associados 
a tempos antigos vinculados à 
expressão era uma vez... 
De acordo com Benjamim (2002), a 
criança tem a capacidade de 
envolver-se com os personagens e 
entrar em um palco onde faz viver 
um conto de fadas.
É assim que a criança usa a 
imaginação para inaugurar 
novas formas de ver os mundos 
que lhe são apresentados e 
assim questionar a vida 
misturando, o que muitos 
consideram que estão 
separados, a sensibilidade e o 
entendimento.
Por isso, recursos como 
poesias, brincadeiras, 
vestimentas, histórias em 
quadrinhos, fotografias, 
músicas, filmes ... também são 
importantes no planejamento de 
atividades como fontes de 
interrogação e interpretação na 
construção do conhecimento 
histórico.
A matemática e os jogos 
Diferentes jogos estão presentes na 
realidade social de cada criança, 
podendo ser um importante canal de 
inserção da criança no mundo escolar, 
pois toda essa articulação com a 
motivação, a vida social tem sido 
indicada como um elemento para se 
aproveitar o jogo como um recurso 
didático, em particular para o ensino 
da matemática.
Muniz (2010), ao discutir as relações entre 
jogo e Matemática, parte do pressuposto 
que os conceitos matemáticos são, 
sobretudo, ligados a elementos abstratos, 
criados pelo pensamento humano, uma vez 
que o trabalho do matemático se realiza 
sobre um mundo abstrato, imaterial, 
essencialmente no campo conceitual. É o 
mundo material, concreto e real, ao menos 
no ensino fundamental e na educação 
infantil, que dá sentido a estes elementos 
matemáticos, tão importantes no processo 
de conceitualização.
Autores como Muniz (2010) e 
Robinet (1987) destacam a 
potencialidade dos jogos para 
mobilizar conhecimentos 
matemáticos em três domínios 
fundamentais:
 DOMÍNIO DA GEOMETRIA: 
descoberta e domínio do espaço, dos 
deslocamentos, das propriedades das 
figuras; 
DOMÍNIO NUMÉRICO: a descoberta 
das propriedades dos números, utilização 
da numeração, decomposição dos fatores 
primos, resolução de igualdades; 
DOMÍNIO LÓGICO: combinatório com 
a contagem de todas as possibilidades, 
dedução, pesquisa de estratégias.
Todas as crianças devem ter 
acesso aos conhecimentos 
relativos a esses domínios. 
Todos eles vão se desenvolver 
do ponto de vista conceitual, 
desde que sejam realizadas as 
adaptações necessárias.
Os jogos podem ser espontâneos 
ou dirigidos pelo professor. 
Quando dirigido pelo professor 
exigem, como em qualquer 
planejamento, a explicitação 
prévia dos objetivos de ensino, 
com subseqüente reflexão quanto 
às expectativas das atividades para 
o desenvolvimento desejado 
(GITIRANA, 2012).
A matemática e as 
brincadeiras
As brincadeiras e a matemática 
envolvem duas linguagens: a oral e a 
corporal, que em combinação podem 
favorecer aos estudantes o 
desenvolvimento da consciência corporal 
e de um tipo especial de pensamento, 
característicos do pensamento 
geométrico, que permite compreender, 
descrever e representar, de forma 
organizada, o mundo em que vive. Além 
disso, pode favorecer a sintonia entre 
movimentos e tempos, por exemplo, ao 
pular corda.
No caso da pessoa com 
deficiência com impedimentos 
na comunicação, a oralidade 
pode ser substituída por outras 
formas de comunicação e o 
professor poderá permitir a 
acessibilidade do seu estudante 
ao conteúdo.
As brincadeiras também ajudam 
a repensar os modos de 
organização das aulas de 
Matemática: 
 A aula pode ser fora da sala? 
 É possível haver relações 
afetivas nestas aulas de 
matemática: o riso, a alegria, o 
querer, a vontade?
Orientações curriculares 
indicam que nos anos iniciais 
do ensino fundamental, o 
trabalho com geometria deve 
estar centrado na exploração do 
espaço que envolve o 
estudante.
As situações em que ele seja levado a 
situar-se no espaço que o cerca 
devem ser particularmente exploradas 
em atividades que favoreçam a 
organização do esquema corporal e a 
orientação espacial. 
As noções de situação - orientação, 
proximidade, interioridade e 
direcionalidade - podem ser 
exploradas em brincadeiras como 
“toca do coelho”, “bola ao cesto” etc.
Estas e outras brincadeiras 
também favorecem explorações 
de natureza numérica, 
envolvendo registro, 
organização em listas e tabelas, 
construção de gráficos entre 
outras.
Estudiosas da Educação 
Matemática, como Kátia 
Smolle e Maria Ignês Diniz 
(2003), destacam que é preciso 
observar algumas preocupações 
metodológicas para a utilização 
de brincadeiras na escola:
 O tempo utilizado para as brincadeiras 
precisa ser calculado, deve-se evitar a 
ociosidade e também a pressa; 
 O espaço utilizado para a brincadeira 
deve possibilitar que todas as crianças 
vejam a brincadeira acontecendo; 
 Em relação à freqüência, as 
brincadeiras precisam ser inseridas na 
rotina da semana para que as crianças se 
apropriem das regras e dos espaços e 
possam ser utilizadas para exploração de 
conteúdos;
As brincadeiras ganham 
dimensão maior quando são 
aliadas ao recurso da 
comunicação, ou seja, falar, 
desenhar e escrever sobre a 
brincadeira, ajuda a criança a 
pensar sobre relações que ela 
não percebeu quando estava 
brincando.

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  • 1. PACTO – UNIDADE 4 -ANO 2 VAMOS BRINCAR DE CONSTRUIR AS NOSSAS E OUTRAS HISTÓRIAS
  • 3. LEITURA DELEITE “O COMBOIO DOS NÚMEROS”
  • 4.  RETOMADA DO ENCONTRO ANTERIOR
  • 6.
  • 7.
  • 8. Deve-se entender que as ações mentais e físicas estão em sintonia e que o uso do corpo é fundamental na prática pedagógica. Não se deve considerar que é mais inteligente quem faz mais rápido, pois há várias formas de atingir o mesmo resultado, e a inteligência não é medida pela “rapidez”..
  • 9. Usar corpo como parte fundamental do processo de construção das ideias matemáticas não obscurece a necessidade do trabalho com os registros feitos pelos alunos.
  • 10.
  • 11. O Sistema de Numeração Decimal possui regras que podem ser aprendidas por meio de jogos. Antes, porém, refletiremos sobre o lúdico e os jogos dentro do contexto da sala de aula do ciclo de alfabetização, particularmente quando estamos interessados no domínio do SND pelo aluno.
  • 12. A característica fundamental do jogo como atividade livre que permite propor, produzir e resolver situações-problema. A criação de problemas é feita a partir de uma abordagem na qual se utiliza a estrutura material e o mundo imaginário propostos no jogo, buscando respeitar as regras tomadas pelos jogadores.
  • 13. Os objetivos dos jogos nesse caderno, serão centrados na construção, pelas crianças, das noções estruturantes de agrupamento decimal e de posicionamento. Por este motivo, serão utilizados diversos materiais:
  • 14. Os registros, por meio de fichas numéricas, são parte das regras de alguns dos jogos. É importante observar que muitas crianças vão, de início, por meio de tais atividades lúdicas, realizar leituras e escritas do tipo “três de dez e cinco” ao invés de “trinta e cinco”.
  • 15.  Inserir nos jogos contagem oral de dez em dez e depois de cem em cem: buscar explorar jogos, tais como pular corda, pular amarelinha (colocando um zero a frente de cada numeral, transformando-os em dezenas exatas) verbalizando o número da casinha onde apoiou o pé  Contar cédulas de dez em dez e depois de cem em cem: brincar de mercadinho, mas com preços múltiplos de dez, e valendo-se do uso somente de notas de dez.  Jogos com dados e cartas de dezenas ou centenas completas: recriar os jogos da cultura infantil, tais como bingo, memória, quebra-cabeça, jogo do mico, cujos valores sejam apenas de múltiplos de dez e depois de cem.
  • 16.  Construção de cartazes com as crianças: colar grupos de dez com palitos, ou de cem com reprodução do material dourado, ou ainda, cédulas de dez ou cem.
  • 17. A utilização corriqueira e de forma planejada, das “Fichas escalonadas são especialmente voltadas para a superação das escritas numéricas tais como 697 como “600907”, muito presente no contexto da alfabetização, Finalmente deve-se sobrepor do menor para o maior: Obtém-se assim 697, SEIScentos e NOVEnta e SETE.
  • 18.
  • 19. Os alunos devem estar “imersos num ambiente de letramento matemático”. Sendo assim, é importante organizar materiais que estejam disponíveis para cada aluno sempre que necessário. É importante a existência de uma Caixa Matemática para cada aluno, devendo conter materiais para representação e manipulação de quantidades numéricas.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
  • 23.
  • 24.
  • 25. Ressaltamos, a importância de trabalhar, em paralelo, jogos que contribuam com a construção da noção de valores, tais como pega vareta, tiro ao alvo, boliche, dinheiro de brinquedo, etc. E, ainda com atividades que requeiram o uso da legenda (que indica qual o valor atribuído a cada material).
  • 26. Recomendamos que, em tais jogos, que envolvem valores e o uso de legendas, o professor proponha, em determinados momentos, que os valores atribuídos sejam, por exemplo, 1, 10, 100, 1000. Isso poderá favorecer a mobilização de ideias fundamentais para a estruturação da aprendizagem do SND,
  • 27. RELATO A Construção de sequências numéricas favorece a compreensão de regularidades, a investigação de propriedades das sequências, bem como inicia o aluno nas operações que mais tarde serão formalizadas (depoimento da professora Nelem Orlovski, docente da Rede Municipal de Ensino de Curitiba). Uma atividade interessante é a construção de uma linha com números em sequência (esta ideia estruturará o que denominamos de reta numerada ou reta numérica) a partir de um quadro com uma sequência numérica. a) Entregue aos alunos o quadro com a sequência numérica preenchida e uma tira de papel cartaz.
  • 28.
  • 29. É importante que, na alfabetização, a utilização de materiais de contagem seja de tipos variados, o que em linguagem didático-pedagógica, costumamos nos referir como:  quantidades concretas livres;  quantidades concretas estruturadas.
  • 30. ATIVIDADE SUGERIDA  O professor alfabetizador dentro ou fora do contexto escolar deve estimular as crianças a fazer coleções de: figurinhas, pedras coloridas, sementes, tampinhas, entre outros materiais. -Fazer coleções favorece o estabelecimento de metas, concepções de estratégias, formas de organização, classificação e, em especial, de contagem e controle de quantidades.
  • 31.
  • 32.  Pedir que as crianças numerem as casas ;  Levantar hipóteses sobre forma de escrita, posicionamento, sequenciação e leitura, buscando nas crianças as respostas propondo investigação, negociação, fazendo evoluir seus conhecimentos.
  • 33. Assim podemos: Utilizar dezena no 1º ano de alfabetização e nos demais, aumentando o valor até alcançar a centena; Utilizar comandos, como: dobro, metade, etc.; Explorar funções dos números, como: localização e sequência.
  • 34.
  • 35. JOGOS NA APRENDIZAGEM DO SND A partir de agora, serão apresentados seis jogos. Em momentos de avaliação, além do que é específico de cada jogo, recomenda-se que o professor atente para verificar se a criança: Consegue organizar o material; Respeita regras; Aceita bem situações de frustações; Trata os colegas com respeito; Demonstra alegria, satisfação, motivação pelo desenvolvimento da atividade lúdica; Coopera com as outras crianças.
  • 36. Nesta unidade teremos como foco a presença do lúdico na sala de aula. Discutiremos a importância de brincar, de jogar e de ler na escola como formas de levar as crianças a imaginar, sonhar, divertir-se e, sobretudo, aprender. “Brincar não é perder tempo, é ganhá-lo” Carlos Drumond Andrade
  • 37.
  • 38. O LÚDICO NA SALA DE AULA Andrea Tereza Brito Ferreira Tícia Cassiany Ferro Cavalcante É responsabilidade dos professores dos anos iniciais trabalharem os conhecimentos necessários para o desenvolvimento intelectual e social dos estudantes.
  • 39. De acordo com os estudos de Jean Piaget (1984), a atividade lúdica é um princípio fundamental para o desenvolvimento das atividades intelectuais da criança sendo, por isso, indispensável à pratica educativa.
  • 40. De acordo com Borba (2006), desde muito tempo as brincadeiras e os jogos passaram a integrar as práticas de vida em sociedade. Ao longo da história, o brincar foi se configurando a vida social e passou a fazer parte dos conteúdos que são aprendidos nas relações de interação com as pessoas e com a cultura.
  • 41. Em contraste, na constituição da cultura escolar, o lúdico foi excluído durante muito tempo, pois o aprender não combinava com brincar, rir e se divertir.
  • 42.
  • 43. Atualmente, diferentes áreas do conhecimento passaram a utilizar-se de atividades lúdicas, por meio de jogos e brincadeiras, para desenvolver a aprendizagem de crianças e jovens em processo de escolarização.
  • 44. O BRINCAR E O JOGAR NO ENSINO RELATIVO AO COMPONENTE CURRICULAR LÍNGUA PORTUGUESA E OS RECURSOS DISPONÍVEIS PARA UM TRABALHO LÚDICO NA SALA DE AULA Andrea Tereza Brito Ferreira Ester Calland de Souza Rosa Tícia Cassiny Ferro Cavalcante
  • 45. No componente curricular Língua Portuguesa, muitas atividades podem ser desenvolvidas de maneira a privilegiar o lúdico no processo de aprendizagem. Jogos de palavras presentes na tradição oral, textos rimados, trava-línguas, além de livros de literatura infantil.
  • 46. É importante buscar respeitar o percurso de aprendizagem de cada estudante e procurar outros recursos para estimular o aprendizado e o desenvolvimento. (VYGOTSKY, 1994; DE CARLO, 2001).
  • 47. O brincar com a língua está presente na nossa memória há muito tempo. Muitas pessoas já se envolveram em brincadeiras de tentar pronunciar de forma bem rápida trava-línguas.
  • 48.
  • 49. Veja agora se você consegue falar esse trava-língua sem tropeçar? NUM NINHO DE MAFAGAFOS, CINCO MAFAGAFINHOS HÁ. QUEM DESMAGAFIZAR, UM BOM DESMAFAGAFIZADOR SERÁ.
  • 50. Na escola, esses jogos podem auxiliar muito o aprendizado da língua materna, além de facilitar o acesso das crianças à leitura autônoma, pois antecede o trabalho de decodificação do texto escrito, aproxima os estudantes das situações vivenciadas fora da escola.
  • 51. Os jogos ou atividades de análise fonológica levam os aprendizes a pensar nas palavras em sua dimensão não só semântica, mas também sonoro-escrita. Refletir sobre a relação entre a escrita e a pauta sonora ajuda os estudantes a estabelecer e sistematizar as relações entre letras ou grupos de letras e os fonemas com mais eficiência, princípio fundamental na alfabetização.
  • 52. A consciência fonológica não pode ser desenvolvida com todos os alunos. O surdo, por exemplo, não tem uma língua materna que mantenha uma correspondência letra-som. Como sua língua materna se constitui uma língua espaço-visual, o professor pode se utilizar dela como base para a alfabetização de seus alunos surdos.
  • 53.
  • 54. O trabalho com literatura pode se tornar também uma boa oportunidade de abordar de forma lúdica a apropriação do sistema de escrita.
  • 55. Os livros didáticos recomendados pelo PNLD, estão repletos de sugestões que favorecem a associação entre jogos e brincadeiras e a aprendizagem do conteúdo escolar. Outros materiais de leitura que podem contribuir para o aprender brincando são as obras complementares que integram também o PNLD e os livros de literatura que compõem o Programa Nacional Biblioteca da Escola.
  • 56. Embora os materiais sejam necessários, uma dimensão essencial da brincadeira é a interação entre pares. Henri Wallon (1989), em seus estudos psicogenéticos, enfatizou o quanto as crianças aprendem ao observarem, imitarem e experimentarem juntos a exploração do seu ambiente.
  • 57.
  • 58. O ENSINO DE HISTÓRIA (S) E DA MATEMÁTICA: em ritmo dos jogos e das brincadeiras Maria Thereza Didie Rosinalda Teles
  • 59. As possibilidades do aprender brincando são diversas e independem das áreas de conhecimento. Ao investigar as brincadeiras os estudantes podem identificar na própria vida cotidiana registros do passado. Esta perspectiva traduz um novo olhar para o que é ensinar história.
  • 60. Nesse mundo contemporâneo, onde tudo parece ser cada vez mais provisório, quais os sentidos de ensinar história?
  • 61. Durante muito tempo o significado mais comum da disciplina História estava associado ao estudo de datas, fatos e pessoas ligadas a acontecimentos de um passado remoto.
  • 62. Atualmente alguns historiadores compreendem que existem várias maneiras de narrar e ensinar história, considerando as narrativas como caminhos importantes de elaborar as nossas maneiras de estar no mundo.
  • 63. Nessa perspectiva, o cotidiano e as pessoas comuns começam a ser vistos como partes da História e tudo o que as pessoas produzem no seu dia a dia pode ser tomado como possibilidade para se pensar a História.
  • 64.
  • 65. A intenção então não é abordar os registros do passado e os nossos patrimônios, sejam materiais e as imateriais, como informações enciclopédicas a serem transmitidas, mas investigar como eles foram moldados e construídos a partir de experiências individuais e coletivas.
  • 66. Assim, pode-se compreender porque é importante conhecer as heranças simbólicas e conferir laços entre os diversos passados que permitimos lembras e contar.
  • 67. Nesse sentido, esta unidade intenciona explorar no segundo ano, as possibilidades dos estudantes CONSTRUIREM AS NOSSAS E OUTRAS HISTÓRIAS em torno do tema brincadeiras.
  • 68. A sugestão é que se inicie o trabalho brincando e pensando no próprio sentido do que é ser criança e do que é brincar.
  • 69. O professor poderá:  Utilizar uma gravura, uma música ou um poema;  Proporcionar situações que favoreçam o (re) conhecimento dos estudantes das convenções temporais cotidianas das divisões mais conhecidas da História, dos calendários e também da existência de marcadores variados de tempo;
  • 70.  Estimular as inferências dos estudantes sobre as mudanças temporais no sentido de discutir sobre os registros do passado e do presente ajudando-os a construir noções de autoridade, simultaneidade e posterioridade.
  • 71. Assim os estudantes vão aprender:  Identificar e comparar diferentes tipos de registros documentais (entrevistas orais com pessoas mais velhas, materiais dos arquivos familiares, imagens...) para elaborar narrativas sobre o passado e sua própria história possibilitando, portanto, a construção de suas histórias e as de outras pessoas.
  • 72. É importante darmos foco às nossas histórias de vida e as de nossos estudantes.  De onde veio minha família?  Como se constituiu a cidade ou o lugar onde moro?  Quais as relações desse meu lugar com outros lugares do mundo? Quais histórias de minha comunidade sinalizam mudanças no espaço de criar e de brincar?
  • 73.
  • 74. Na elaboração de respostas a essas questões fazemos o percurso de investigação, de rememoração e de formulação de sentidos para as coisas que aconteceram e que tem repercussão em nosso presente.
  • 75. Os recursos disponíveis para o trabalho lúdico com a história na escola Na área de História, para os anos iniciais, é fundamental darmos ênfase ao trabalho com o tempo. A brincadeira de contar histórias por meio da literatura infantil pode ser uma aliada na construção das noções de tempo pela criança.
  • 76. Hillary Cooper (2006) sugere que, até mesmo, nos contos de fadas podemos explorar hábitos culturais associados a tempos antigos vinculados à expressão era uma vez... De acordo com Benjamim (2002), a criança tem a capacidade de envolver-se com os personagens e entrar em um palco onde faz viver um conto de fadas.
  • 77.
  • 78. É assim que a criança usa a imaginação para inaugurar novas formas de ver os mundos que lhe são apresentados e assim questionar a vida misturando, o que muitos consideram que estão separados, a sensibilidade e o entendimento.
  • 79. Por isso, recursos como poesias, brincadeiras, vestimentas, histórias em quadrinhos, fotografias, músicas, filmes ... também são importantes no planejamento de atividades como fontes de interrogação e interpretação na construção do conhecimento histórico.
  • 80. A matemática e os jogos Diferentes jogos estão presentes na realidade social de cada criança, podendo ser um importante canal de inserção da criança no mundo escolar, pois toda essa articulação com a motivação, a vida social tem sido indicada como um elemento para se aproveitar o jogo como um recurso didático, em particular para o ensino da matemática.
  • 81. Muniz (2010), ao discutir as relações entre jogo e Matemática, parte do pressuposto que os conceitos matemáticos são, sobretudo, ligados a elementos abstratos, criados pelo pensamento humano, uma vez que o trabalho do matemático se realiza sobre um mundo abstrato, imaterial, essencialmente no campo conceitual. É o mundo material, concreto e real, ao menos no ensino fundamental e na educação infantil, que dá sentido a estes elementos matemáticos, tão importantes no processo de conceitualização.
  • 82. Autores como Muniz (2010) e Robinet (1987) destacam a potencialidade dos jogos para mobilizar conhecimentos matemáticos em três domínios fundamentais:
  • 83.  DOMÍNIO DA GEOMETRIA: descoberta e domínio do espaço, dos deslocamentos, das propriedades das figuras; DOMÍNIO NUMÉRICO: a descoberta das propriedades dos números, utilização da numeração, decomposição dos fatores primos, resolução de igualdades; DOMÍNIO LÓGICO: combinatório com a contagem de todas as possibilidades, dedução, pesquisa de estratégias.
  • 84. Todas as crianças devem ter acesso aos conhecimentos relativos a esses domínios. Todos eles vão se desenvolver do ponto de vista conceitual, desde que sejam realizadas as adaptações necessárias.
  • 85. Os jogos podem ser espontâneos ou dirigidos pelo professor. Quando dirigido pelo professor exigem, como em qualquer planejamento, a explicitação prévia dos objetivos de ensino, com subseqüente reflexão quanto às expectativas das atividades para o desenvolvimento desejado (GITIRANA, 2012).
  • 86.
  • 87. A matemática e as brincadeiras
  • 88. As brincadeiras e a matemática envolvem duas linguagens: a oral e a corporal, que em combinação podem favorecer aos estudantes o desenvolvimento da consciência corporal e de um tipo especial de pensamento, característicos do pensamento geométrico, que permite compreender, descrever e representar, de forma organizada, o mundo em que vive. Além disso, pode favorecer a sintonia entre movimentos e tempos, por exemplo, ao pular corda.
  • 89. No caso da pessoa com deficiência com impedimentos na comunicação, a oralidade pode ser substituída por outras formas de comunicação e o professor poderá permitir a acessibilidade do seu estudante ao conteúdo.
  • 90. As brincadeiras também ajudam a repensar os modos de organização das aulas de Matemática:  A aula pode ser fora da sala?  É possível haver relações afetivas nestas aulas de matemática: o riso, a alegria, o querer, a vontade?
  • 91. Orientações curriculares indicam que nos anos iniciais do ensino fundamental, o trabalho com geometria deve estar centrado na exploração do espaço que envolve o estudante.
  • 92. As situações em que ele seja levado a situar-se no espaço que o cerca devem ser particularmente exploradas em atividades que favoreçam a organização do esquema corporal e a orientação espacial. As noções de situação - orientação, proximidade, interioridade e direcionalidade - podem ser exploradas em brincadeiras como “toca do coelho”, “bola ao cesto” etc.
  • 93. Estas e outras brincadeiras também favorecem explorações de natureza numérica, envolvendo registro, organização em listas e tabelas, construção de gráficos entre outras.
  • 94. Estudiosas da Educação Matemática, como Kátia Smolle e Maria Ignês Diniz (2003), destacam que é preciso observar algumas preocupações metodológicas para a utilização de brincadeiras na escola:
  • 95.  O tempo utilizado para as brincadeiras precisa ser calculado, deve-se evitar a ociosidade e também a pressa;  O espaço utilizado para a brincadeira deve possibilitar que todas as crianças vejam a brincadeira acontecendo;  Em relação à freqüência, as brincadeiras precisam ser inseridas na rotina da semana para que as crianças se apropriem das regras e dos espaços e possam ser utilizadas para exploração de conteúdos;
  • 96.
  • 97. As brincadeiras ganham dimensão maior quando são aliadas ao recurso da comunicação, ou seja, falar, desenhar e escrever sobre a brincadeira, ajuda a criança a pensar sobre relações que ela não percebeu quando estava brincando.

Notas do Editor

  1. Quando estamos na escola e deparamos com alunos contando com os dedos, essas são os principais comentários dos professores.
  2. Deve-se entender que as ações mentais e físicas estão em sintonia e que o uso do corpo é fundamental na prática pedagógica.
  3. É fundamental que o professor fique atento à produção dos registros pelos alunos, ainda que inicialmente tenha que recorrer somente à oralidade.
  4. O Sistema de Numeração Decimal possui regras que podem ser aprendidas por meio de jogos. Vamos refletir sobre o lúdico e os jogos na sala de aula interessados no domínio do SND pelo aluno.
  5. O jogo permite propor, produzir e resolver situações-problema. Cada jogador deve, ao mesmo tempo em que cria problemas, tentar resolver os problemas impostos pelos adversários e pelas próprias situações da atividade
  6. Na construção dos jogos serão utilizados os materiais acima.
  7. Para tal síntese da leitura numérica, é necessário o desenvolvimento da capacidade de contagem de “dez em dez”, permitindo que a criança faça a síntese dos “três de dez” por “trinta.
  8. Jogos: colocar a contagem de 10 em dez, verbalizando, amarelinha, pula corda. Mercadinho: contar notas de 10, 100. Jogos de dados: bingo, quebra cabeça, pega varetas, com valores de múltiplos de 10 e depois 100
  9. Construir cartazes.Consultando-os, as crianças percebem as regularidades presentes tanto nas escritas quanto na leitura dos números sequenciados de dez em dez ou de cem em cem. Por exemplo: entre10 e 19. Nesta sequência as crianças podem observar o DOze, o QUATorze e assim por diante;entre 10 e 90 (dezenas exatas). Pode-se observar que, a partir do quarenta, temos QUArENTA, CINQuENTA, SEssENTA,
  10. Para guardar e transportar o material, cada aluno pode encontrar sua própria solução e personalizar sua Caixa Matemática, usando caixa de sapato ou camisa, caixa plástica de ferramentas, sacola de tecido,
  11. A vantagem de ser feita a caixa para o uso individual é que cada aluno, independente do comando do professor, pode fazer uso do seu material sempre que sentir necessidade. É preciso garantir que, nos momentos de avaliação formal, os materiais estejam à disposição das crianças e que seja uma opção dela o uso (ou não uso) dos materiais nas atividades matemáticas.
  12. Jogos que indica qual o valor atribuído a cada material.
  13. Quando a contagem é sustentada numa correspondência unidade-grupo (1 representa um grupo). A figura a seguir mostra o uso do “Jogo do Tapetinho” com o registro de uso do algarismo 1 com valores posicionais diferentes.
  14. Quantidades concretas livres: palitos de picolé, canudos, etc. A partir dos quais os alunos formam grupos de dez contados por eles. Quantidades concretas estruturadas: material dourado, material previamente estruturado em grupos de dez. Através deste material os alunos podem realizar trocas correspondentes.
  15. O jogo da trilha pode estar presente no planejamento dos professores das series iniciais.