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EDUCAÇÃO DO CAMPOUNIDADE 04BRINCANDO NA ESCOLA: OLÚDICO NAS ESCOLAS DOCAMPO
EDUCAÇÃO DO CAMPO - Unidade 04• Discutiremos sobre:• A importância do lúdico no processo de alfabetizaçãopara as crianças ...
OBJETIVOS• Compreender a importância do lúdico no processo dealfabetização para as crianças dos povos do campo;• Entender ...
OBJETIVOS• Planejar o ensino inserindo os jogos nas propostas deorganização de rotinas da alfabetização, adequando-as às d...
1- Brincando e aprendendo; alternativas didáticas paraas crianças do campo• As brincadeiras de alguma forma marcam a vida ...
• Borba, aponta que nas sociedades ocidentais, asbrincadeiras são classificadas como tempo perdido,embora estudos especial...
• Compreendemos que as brincadeiras contribuem para odesenvolvimento cognitivo, motor, social e físico. E asvárias prática...
• A ludicidade estimula o desenvolvimento de diferenteshabilidades nos campos da expressão oral, corporal e dacriatividade...
• As correntes teóricas construtivistas esociointeracionistas, apontam a importância do lúdicopara aprendizagem das crianç...
• Muitas brincadeiras poderiam ser utilizadas em diferentes disciplinas, tempos e espaços deaprendizagem. Na Língua Portug...
• As parlendas podem ser cantadas, faladas, dramatizadas ouexploradas em leituras, identificação de rimas, contagem eregis...
• Essas atividades oportunizam as crianças de aprenderbrincando e o professor estará inserindo na rotina escolaralternativ...
Jogos na alfabetização: contemplando diferentespercursos e conhecimentos sobre a escritaOs jogos, os brinquedos e as brinc...
• Brandão et al (2009), citando Kishimoto (2003),exemplificam essa dimensão histórica dos jogos ebrinquedos, mostrando que...
• Piaget (1987) destaca os jogos de exercício, através dosquais os bebês começam a coordenar os movimentos dasmãos e dos p...
CARACTERÍSTICAS DOS JOGOS• Representam a realidade e as atitudes humanas;possibilitam a ação no mundo (mesmo que de modoim...
CLASSIFICAÇÃO DOS JOGOS: DE REGRAS E DEENREDO• Esse tipo de jogo contribui,consideravelmente, paradesenvolver, nos jogador...
CLASSIFICAÇÃO DOS JOGOS: DE REGRAS E DEENREDO• O foco são as representações de situações,narrativas e a vivência de histór...
CLASSIFICAÇÃO DOS JOGOS: DE REGRAS E DEENREDO• Assim, a autora ecolaboradores concluemque “os jogos de enredo,portanto, fa...
• Os jogos por serem muito apreciados pelosalunos e fonte de muitas reflexões sobre alíngua, podem constituir em ricos ali...
Jogos na alfabetização de crianças do campo• O brinquedo educativo data dos tempos do Renascimento,mas ganha força com a e...
Papel do mediadorDeve ser desempenhado peloeducador. Tal papel requer que eleselecione recursos didáticos, emconsonância c...
Papel do mediador - Jogos com palavras• Torna os signos palpáveis: nos damos conta deque as palavras não são feitas apenas...
Exemplos de jogos de regras (P. 23 a 28)• Ludo do pomar;• Caça-palavras;• Pescaria de palavras;• Adivinha de árvores;• Roç...
A importância dos jogos dealfabetização• O uso dos jogos de alfabetização aquiapresentados visa, portanto, a garantir atod...
3. Alfabetizar brincando: a valorizaçãodos elementos do campo (p.31)Na organização da rotina escolar, é importanteinserir ...
Na Educação do Campo, tais recursos tambémpotencializam a construção de conhecimentos,principalmente quando os jogos valo...
Processo de ensinoServe para conhecimento estático e/ouuniforme? Para oportunizar o desenvolvimento dasdiversas habilida...
Como propor jogos didáticos para aaprendizagem do SEA que contemplem asnecessidades das turmas multisseriadas e quevalori...
Jogos didáticos: explorando temas dascomunidade do campo(p.32)Considerações:As crianças, mesmo antes de escrever e ler de ...
Os aprendizes não possuem conhecimentosuniformes em relação ao SEA, por isso éimportante:Diagnosticar quais são os conheci...
De acordo com Leal e Morais (2010), para compreender aspropriedades do SEA, o indivíduo precisa reconstruir certosconhecim...
e) As letras notam a pauta sonora e não as características físicasou funcionais dos referentes que substituem;f) Todas as ...
Os conhecimentos/princípios citados são alguns doselementos que devem nortear a elaboração de atividadesque viabilizem a c...
A exploração de temas relacionados àsdiferentes realidades das crianças docampo – como animais, sementes,árvores, brincade...
Para propore/ou elaborarjogos didáticos,considerando adiversidade deconhecimentosda turma:- pensar nos conhecimentos emrel...
EXEMPLO:O professor diagnosticou que, em sua turma, algunsalunos ainda precisam compreender que as palavrassão compostas p...
Diagnóstico:Quando os alunos necessitam compreender que as sílabas sãounidades menores; precisam atentar que a ordem das l...
Atividades com os jogos: a mediaçãodo docente Os jogos, por si só, não trazem um saber acabado, épreciso considerar que o...
PAPEL DOPROFESSORIntermediar trocase experiênciasdurante o jogoCriar novassituações(extrajogo)PotencializarconflitosCabe, ...
Os jogos didáticos, para propiciarem umareflexão sobre os princípios do SEA,precisam ser realizados em duplas,pequenos gru...
 Em um momento posterior, pode-se, ainda, trabalhar comum tipo de jogo que contemple os diferentes percursos eaprendizage...
Outra possibilidade de jogo é agrupar as criançaspor conhecimentos próximos sobre a escritaalfabética. Destacamos, como e...
Ao brincar com as palavras, as crianças têm aoportunidade de compreender a lógica do SEA. Nestaperspectiva, os jogos se co...
LEITURA DE IMAGENS – BRUEGEL,PORTINARI, LIÑERA E CRUZ• Vocês conhecem as brincadeirasretratadas nas telas?• Em quais locai...
Jogos Infantis –Pieter Bruegel (1560)
RELEITURA DE BRUGELOutra curiosidade dessa obra é o período em foi criada. Naqueletempo a brincadeira era vista como algo ...
• Se recortássemos a tela em pedacinhos, cada fragmentoseria outra obra distinta.Há uma coisa que me incomoda muito observ...
Meninos com pipas (1943)– CandidoPortinari
Meninos soltando papagaios (1947)
Menino com estilingue (1958)
SALET LIÑERA- BOLINHA DE GUDE
Bolinha de Gude – Salet LiñeraMuitas formas que as crianças inventam para brincar são universais,pois podem ser encontrada...
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  1. 1. Realização:
  2. 2. EDUCAÇÃO DO CAMPOUNIDADE 04BRINCANDO NA ESCOLA: OLÚDICO NAS ESCOLAS DOCAMPO
  3. 3. EDUCAÇÃO DO CAMPO - Unidade 04• Discutiremos sobre:• A importância do lúdico no processo de alfabetizaçãopara as crianças dos povos do campo.• Como os jogos podem auxiliar no processo deapropriação do sistema de escrita alfabética.• Valorizar singularidades dos povos do campo.(pág. 07)
  4. 4. OBJETIVOS• Compreender a importância do lúdico no processo dealfabetização para as crianças dos povos do campo;• Entender a importância do papel dos jogos no processo dealfabetização de crianças do campo;• Compreender como os jogos podem ser uma alternativadidática que contemple a heterogeneidade deconhecimentos dos aprendizes no processo dealfabetização;• .Refletir sobre a necessidade do diagnóstico dos alunos eos diferentes tipos de jogos a serem utilizados na sala deaula .( pág. 07)
  5. 5. OBJETIVOS• Planejar o ensino inserindo os jogos nas propostas deorganização de rotinas da alfabetização, adequando-as às diferentes necessidades de aprendizagem dosalunos;• Analisar jogos para turmas multisseriadascontemplando crianças que tenham diferentesconhecimentos sobre a escrita. (pág. 07)
  6. 6. 1- Brincando e aprendendo; alternativas didáticas paraas crianças do campo• As brincadeiras de alguma forma marcam a vida dascrianças por todo o mundo. O brincar se materializa numconjunto de ações sócio - culturalmente criadas, que, nosremete ao passado, mas ao mesmo tempo são recriadasrefletindo o presente das crianças em cada espaço -tempo em que vivem.• Segundo Borba, a brincadeira não é simplesmentereproduzida, e sim recriada a partir do que a criança trazde novo, com seu poder de imaginar, criar, reinventar eproduzir cultura. O brincar envolve, complexos processosde articulação entre o já dado e o novo, entre aexperiência, a memória e a imaginação, entre a realidadea fantasia. (pág.09)
  7. 7. • Borba, aponta que nas sociedades ocidentais, asbrincadeiras são classificadas como tempo perdido,embora estudos especializados tenha demonstradoseu potencial para melhoria do processo ensino -aprendizagens.• Essa visão equivocada do importante papel dasbrincadeiras no processo de aprendizagem está nofato de estarem associadas à ideia de oposição aotrabalho ou "coisa de criança"• Borba fundamenta em Vygotsky (1987), citação pág.10
  8. 8. • Compreendemos que as brincadeiras contribuem para odesenvolvimento cognitivo, motor, social e físico. E asvárias práticas passadas de geração em geração nocontexto do campo, devem ser resgatadas e incorporadasàs rotinas didáticas escolares• Como compreendermos que brincando podemosaprender? pág. 11 Essa afirmação rebate qualquerperspectiva das brincadeiras como mera reproduções dascrianças ao longo de várias gerações, levando - se emconta também que; citação de Borba, pág. 10
  9. 9. • A ludicidade estimula o desenvolvimento de diferenteshabilidades nos campos da expressão oral, corporal e dacriatividade.• É brincando que as crianças (re)traduzem seus universose significam jogos e brincadeiras, (re)descobrindo letras efonemas, (re) escrevendo histórias, que retratam vidas.• Leal et al citando Luckesi apyd Grilo, afirmam que olúdico vai além do jogar ou brincar, poderia serentendido como aquilo que é feito de forma espontâneaou livre que resulta numa experiência de plenitude,alegre e agradável. ( pág. 11)
  10. 10. • As correntes teóricas construtivistas esociointeracionistas, apontam a importância do lúdicopara aprendizagem das crianças. Desde o nascimento, ascrianças brincam. Como aproveitar esta aptidão natapara potencializar a alfabetização no universo escolar?• As crianças devem assumir papel ativo no contato diretocom os objetos com os quais brinca, definindo ecumprindo regras, alcançando objetivos pré -estabelecidos. O educador deve agir como mediador,acompanhando o envolvimento da criança,problematizando a brincadeira ou propor elementosnovos. ( pág. 11)
  11. 11. • Muitas brincadeiras poderiam ser utilizadas em diferentes disciplinas, tempos e espaços deaprendizagem. Na Língua Portuguesa, podemos citarbrincadeiras que se preocupam em oportunizarpráticas de leitura e escrita e para aprendizagem doS. E. A.. Brincadeira com adivinhações, pág. 11 e 12• Sugestão de literatura:• - O QUE É O QUE É? - Ruth Rocha• - Um tigre, dois tigres, três tigres (parlendas) -Neusa Pisard Caccese e Eva Furnari
  12. 12. • As parlendas podem ser cantadas, faladas, dramatizadas ouexploradas em leituras, identificação de rimas, contagem eregistro de quantidade de linhas ou ilustradas. Fazercoletânea de parlendas ou adivinhações trazidas de casa.• Na área externa da escola, podem brincar de pique esconde,cabra cega, gato e rato, passa anel ou telefone sem fio,(escolher uma brincadeira que vivenciam na comunidade). Nasala de aula podem listar nomes de brincadeiras queconhecem. Montar quebra cabeça, jogo da memória,brinquedos ou brincadeiras que começam com a mesmaletra, classificar de acordo com a quantidade de letras,palavras cruzadas, caça palavras, montar nomes com alfabetomóvel e propor a criação de outra regras para algum jogo.(pág.12)
  13. 13. • Essas atividades oportunizam as crianças de aprenderbrincando e o professor estará inserindo na rotina escolaralternativas pedagógicas que consideram a necessidade dealfabetizar letrando. Como diz Soares na pág. 04.• Outra opção seria a árvore das letras. pág. 12 e 13• Caçada ecológica, trilhando o caminho das plantas. pág. 13 e14• É preciso compreender que nenhuma das brincadeiraspropostas traz conhecimentos prontos, portanto não devemser utilizadas como única estratégia de alfabetizar. O seu usodeve ser combinado com outras estratégias didáticas.• O educador tem o papel de avaliar a sua eficácia, a partir doobjetivo proposto.
  14. 14. Jogos na alfabetização: contemplando diferentespercursos e conhecimentos sobre a escritaOs jogos, os brinquedos e as brincadeirasestão presentes em todas as sociedades nacontemporaneidade. Inserem-se na vida daspessoas em diferentes fases de seudesenvolvimento, tornando, muitas vezes,indivíduos em eternos jogadores. (p. 17)
  15. 15. • Brandão et al (2009), citando Kishimoto (2003),exemplificam essa dimensão histórica dos jogos ebrinquedos, mostrando que, “se o arco e a flechahoje aparecem como brinquedos, em certasculturas indígenas representavam instrumentospara a arte da caça e da pesca”; assim, osjogos/brinquedos podem representar uma dasmaneiras de resguardar a história das sociedades(P. 17).
  16. 16. • Piaget (1987) destaca os jogos de exercício, através dosquais os bebês começam a coordenar os movimentos dasmãos e dos pés e a visão, ainda no período sensório-motor• Chauncey (1979) e Venguer e Venguer (1988), citados porBrandão (2009), destacam o uso dos jogos de construção,que auxiliam no desenvolvimento de múltiplas habilidadescomo as noções de equilíbrio, de diferenciação de espaçose formas, dentre outras.• Brandão (2009, p.10), através dos jogos, crianças e/ouadultos se engajam num mundo imaginário, regido porregras próprias que, geralmente, são construídas a partirdas próprias regras sociais de convivência. (P. 17)
  17. 17. CARACTERÍSTICAS DOS JOGOS• Representam a realidade e as atitudes humanas;possibilitam a ação no mundo (mesmo que de modoimaginário); incorporam motivos e interesses da própriacriança; estão sujeitos a regras, sejam elas explícitas ouimplícitas; e têm alto grau de espontaneidade na ação.• Leontiev (1988), por exemplo, defendia que as brincadeirasseriam as atividades principais durante a infância e que,brincando, as crianças aprenderiam a se inserir no mundoadulto. (P. 18)
  18. 18. CLASSIFICAÇÃO DOS JOGOS: DE REGRAS E DEENREDO• Esse tipo de jogo contribui,consideravelmente, paradesenvolver, nos jogadores(indivíduos e grupos), não sóatitudes sociais, morais e éticas,mas também o princípio decolaboração e solidariedade,sobretudo, nos jogos em equipe.(p.19)Jogos de regras
  19. 19. CLASSIFICAÇÃO DOS JOGOS: DE REGRAS E DEENREDO• O foco são as representações de situações,narrativas e a vivência de histórias, muitasvezes, fundamentadas em recortes da vidacotidiana, ou mesmo em contos, mitos elendas. Para Dias (2003), citado porBrandão (2009, p.11), a importância dessetipo de jogo está no seu funcionamentocom instrumento de desvelamento domundo, visando ao enfrentamento darealidade, na medida em que amplia “aspossibilidades de ação e compreensão domundo”.Jogos de Enredo
  20. 20. CLASSIFICAÇÃO DOS JOGOS: DE REGRAS E DEENREDO• Assim, a autora ecolaboradores concluemque “os jogos de enredo,portanto, fazem com que ascrianças experimentem avida em sociedade eexerçam papéis sociaisdiversos, de modo que asregras sociais são o alicerceda brincadeira” (BRANDÃO,2009, p.11). (p. 19)Jogos de Enredo
  21. 21. • Os jogos por serem muito apreciados pelosalunos e fonte de muitas reflexões sobre alíngua, podem constituir em ricos aliados naalfabetização, potencializando a exploração econstrução de conhecimentos, ajudando apromover a aprendizagem. Eles podem, comocom outras estratégias pedagógicas, contemplarsituações que atendam a alunos que tenhamdiferentes graus de conhecimento sobre a escritae situações que mobilizem/explicitem diferentesprincípios desse sistema. (p. 19)
  22. 22. Jogos na alfabetização de crianças do campo• O brinquedo educativo data dos tempos do Renascimento,mas ganha força com a expansão da Educação Infantil [...].Entendido como recurso que ensina, desenvolve e educa deforma prazerosa, o brinquedo educativo materializa-se noquebra-cabeça, destinado a ensinar formas ou cores, nosbrinquedos de tabuleiro que exigem a compreensão donúmero e das operações matemáticas, nos brinquedos deencaixe, que trabalham noções de sequência, de tamanho ede forma, nos múltiplos brinquedos e brincadeiras cujaconcepção exigiu um olhar para o desenvolvimento infantil ematerialização da função psicopedagógica: móbilesdestinados à percepção visual, sonora ou motora; carrinhosmunidos de pinos que se encaixam para desenvolver acoordenação motora, parlendas para a expressão dalinguagem, brincadeiras envolvendo músicas, danças,expressão motora, gráfica e simbólica. (p. 21)
  23. 23. Papel do mediadorDeve ser desempenhado peloeducador. Tal papel requer que eleselecione recursos didáticos, emconsonância com seus objetivos aoalfabetizar, avalie sua eficácia e planeje,sistematicamente, ações para o melhoraprendizado das crianças. (p. 22)
  24. 24. Papel do mediador - Jogos com palavras• Torna os signos palpáveis: nos damos conta deque as palavras não são feitas apenas de fonemase grafemas, mas de sons e de letras e que estessons e estas letras dialogam de uma palavra aoutra, em correspondências tão polifônicas, queos sentidos acabam sempre misturando-se eembaralhando-se. ...Brincar com as palavrastorna-se, então, jogar com a substância daexpressão: sons, letras, sílabas, rimas... e com osacidentes de forma e de sentido que estamanipulação encerra. (p. 22)
  25. 25. Exemplos de jogos de regras (P. 23 a 28)• Ludo do pomar;• Caça-palavras;• Pescaria de palavras;• Adivinha de árvores;• Roçado ecológico;
  26. 26. A importância dos jogos dealfabetização• O uso dos jogos de alfabetização aquiapresentados visa, portanto, a garantir atodos os alunos oportunidades para,ludicamente, atuarem como sujeitos dalinguagem, numa dimensão mais reflexiva,num contexto que não exclui os usospragmáticos e de puro deleite da línguaescrita, através da leitura e exploração detextos e de palavras. (P. 29)
  27. 27. 3. Alfabetizar brincando: a valorizaçãodos elementos do campo (p.31)Na organização da rotina escolar, é importanteinserir atividades que:Viabilizem as práticas de leitura e escrita naaprendizagem do Sistema de Escrita Alfabética (SEA);Contemplem a dimensão lúdica;Sugestões: Jogos e brincadeiras
  28. 28. Na Educação do Campo, tais recursos tambémpotencializam a construção de conhecimentos,principalmente quando os jogos valorizam a vida emcomunidade e estimulam a curiosidade das crianças.A utilização dos jogos potencializa a exploração e construção doconhecimento, por contar com a motivação interna, típica dolúdico, mas o trabalho requer a oferta de estímulos externos e ainfluência de parceiros bem como a sistematização de conceitosem outras situações que não jogos. (Kishimoto, 2003, pp. 37-38)p. 31
  29. 29. Processo de ensinoServe para conhecimento estático e/ouuniforme? Para oportunizar o desenvolvimento dasdiversas habilidades do educando,ampliando suas participações sociais eenvolvimento nas lutas da comunidade?OUp. 31
  30. 30. Como propor jogos didáticos para aaprendizagem do SEA que contemplem asnecessidades das turmas multisseriadas e quevalorizem as vivências dos povos do campo?Como organizar situações didáticas com osjogos que potencializem as trocas entre alunosem turmas multisseriadas?p. 31
  31. 31. Jogos didáticos: explorando temas dascomunidade do campo(p.32)Considerações:As crianças, mesmo antes de escrever e ler de formaconvencional, constroem suas hipóteses sobre a escrita (cf.FERREIRO & TEBEROROSKY, 1985; FERREIRO, 1995).1ª hipótese pré-silábica: não estabelecem uma relaçãoentre as formas gráficas da escrita e os significantes daspalavras;2ª hipótese silábica: relacionam os símbolos gráficos àssílabas orais das palavras;3ª hipótese alfabética: compreendem que as letrasrepresentam unidades menores que as sílabas;
  32. 32. Os aprendizes não possuem conhecimentosuniformes em relação ao SEA, por isso éimportante:Diagnosticar quais são os conhecimentos acercado SEA que os alunos ainda não possuem e queprecisam se apropriar e/ou consolidar comreflexões sistemáticas.p. 32
  33. 33. De acordo com Leal e Morais (2010), para compreender aspropriedades do SEA, o indivíduo precisa reconstruir certosconhecimentos, tais como:p. 33a) Escreve-se com letras, que não podem ser inventadas, que têmum repertório finito e que são diferentes de números e outrossímbolos;b) As letras têm formatos fixos e pequenas variações produzemmudanças na identidade das mesmas (p,q,b, d), embora uma letraassuma formatos variados (P, p,P, p);c) A ordem das letras é definidora da palavra e uma letra pode serepetir no interior de uma palavra e em diferentes palavras;d) Nem todas as letras podem vir juntas de outras e nem todaspodem ocupar certas posições no interior das palavras;
  34. 34. e) As letras notam a pauta sonora e não as características físicasou funcionais dos referentes que substituem;f) Todas as sílabas do português contêm uma vogal;g) As sílabas podem variar quanto às combinações entreconsoantes, vogais e semivogais (CV, CCV, CVSv, CSvV, V,CCVCC...), mas a estrutura predominante e a CV (consoante-vogal);h) As letras notam segmentos sonoros menores que as sílabasorais que pronunciamos;i) As letras têm valores sonoros fixos, apesar de muitas teremmais de um valor sonoro e certos sons poderem ser notados commais de uma letra.p. 33
  35. 35. Os conhecimentos/princípios citados são alguns doselementos que devem nortear a elaboração de atividadesque viabilizem a compreensão sobre a lógica dofuncionamento da escrita.No trabalho com as crianças do campo: atrelada àpreocupação de alfabetizar, está também a valorizaçãodos aspectos socioculturais da comunidade.Importante: a exploração de palavras deslocadas dassituações de interação social das crianças contrapõe-se aqualquer tentativa de aproximar do currículo asespecificidades da população do campo.p. 34
  36. 36. A exploração de temas relacionados àsdiferentes realidades das crianças docampo – como animais, sementes,árvores, brincadeiras, ciclo da água,agricultura – possibilita uma organizaçãodiferenciada do trabalho pedagógico apartir de modelos alternativos. (p.34)
  37. 37. Para propore/ou elaborarjogos didáticos,considerando adiversidade deconhecimentosda turma:- pensar nos conhecimentos emrelação à escrita alfabética queprecisam ser problematizados naturma para, então, definir osobjetivos didáticos;- escolher o tipo de jogoapropriado às hipóteses de escritadas crianças;- escolher palavras dentro de ummesmo campo semântico quecontemplem a realidadesociocultural das crianças (terra,pá, enxada, solo, dentre outras);p. 34
  38. 38. EXEMPLO:O professor diagnosticou que, em sua turma, algunsalunos ainda precisam compreender que as palavrassão compostas por unidades sonoras e que algumaspalavras diferentes possuem partes sonoras iguais.Nesse caso, uma alternativa didática para odesenvolvimento da consciência fonológica noprocesso de compreensão do SEA seria, por exemplo,propor um jogo de análise fonológica que explorassenomes de animais (galinha/ andorinha, gavião/pavão,pato/gato, cavalo/ galo, abelha/ovelha).p. 34
  39. 39. Diagnóstico:Quando os alunos necessitam compreender que as sílabas sãounidades menores; precisam atentar que a ordem das letras éimportante para se escrever; e/ou apresentem dificuldades emestabelecer correspondências grafofônicas.SUGESTÃO:“Jogo de letras atrapalhadas” - as crianças, em grupo,teriam que descobrir a palavra das cartelas que estão comas letras embaralhadas. Caso esteja trabalhando com atemática, por exemplo, aves do sertão, as palavrasselecionadas para compor o jogo poderiam ser: anu, asa-branca, bacurau, canário, coruja, golinha, lavandeira,marreco, nambu, tetéu, dentre outras.p. 34
  40. 40. Atividades com os jogos: a mediaçãodo docente Os jogos, por si só, não trazem um saber acabado, épreciso considerar que os conhecimentos mobilizados pelosjogos podem ou não ser ativados pelas crianças. A criança é um ser ativo e a aprendizagem da leitura e daescrita envolve processos mentais, portanto, nas situaçõesem que as crianças estão jogando, o professor assume umpapel preponderante não só por intermediar as trocas entreas crianças, mas, principalmente, por potencializar osconflitos.p. 35
  41. 41. PAPEL DOPROFESSORIntermediar trocase experiênciasdurante o jogoCriar novassituações(extrajogo)PotencializarconflitosCabe, portanto, ao professor:• desenvolver a capacidade de contextualização, de adequações dasatividades pedagógicas às condições particulares de ensino, ao perfildos alunos e às particularidades culturais e/ou socioeconômicas dacomunidade local, pois é o sujeito mais experiente, de açãointencionalmente guiada e que provoca as instabilidades e os ajustesno processo de construção de conhecimentos.p. 35
  42. 42. Os jogos didáticos, para propiciarem umareflexão sobre os princípios do SEA,precisam ser realizados em duplas,pequenos grupos e/ou grande grupo,oportunizando as trocas de saberes entreos alunos. Trata-se de umaaprendizagem colaborativa que modificaas relações entre professor/aluno ealuno/aluno.Pode-se dividir a turma, considerando os conhecimentos que osalunos já possuem em relação à escrita: um grupo que precisaperceber a sequência de segmentos sonoros da palavra; outronecessita descobrir as unidades sonoras e compreender como elascorrespondem às unidades gráficas; e, por fim, outro grupo queainda precisa refletir sobre todas as correspondências a seremregistradas na escrita das palavras.p. 35-36
  43. 43.  Em um momento posterior, pode-se, ainda, trabalhar comum tipo de jogo que contemple os diferentes percursos eaprendizagens das crianças em um único tempopedagógico. Ou seja, participam desse momento criançasque apresentam hipóteses e conhecimentos diversos sobrea escrita alfabética. Um exemplo para contemplar esta diversidade é o jogocitado por Silva e Morais (2011): o “Bingo de figuras”.Como os alunos terão que encontrar, na cartela, aspalavras correspondentes aos nomes das figuras sorteadaspelo professor, o jogo tem como objetivo didáticodesenvolver a capacidade de leitura/reconhecimento depalavras.p. 36
  44. 44. Outra possibilidade de jogo é agrupar as criançaspor conhecimentos próximos sobre a escritaalfabética. Destacamos, como exemplo, o jogo“Baralho do saber”.Esse jogo favorece a compreensão de que aspalavras são constituídas por unidades menores(letras/fonemas) e a ordem em que os fonemassão pronunciados corresponde à ordem em que asletras são notadas na escrita. Assim, os alunos sãodesafiados a compor palavras a partir de letras.p. 36
  45. 45. Ao brincar com as palavras, as crianças têm aoportunidade de compreender a lógica do SEA. Nestaperspectiva, os jogos se configuram como um recursoem potencial para as crianças e uma alternativa didáticapara o professor. No entanto, para o ensino de línguamaterna nos anos iniciais, outras atividades precisamestar presentes na organização da rotina escolar, talcomo destacam Silva Morais (2011, p.24): “os jogos nãopodem ser utilizados como únicos recursos didáticosno processo inicial da aprendizagem da leitura eescrita, pois eles, por si sós, não garantem aapropriação dos conhecimentos visados”.p. 37
  46. 46. LEITURA DE IMAGENS – BRUEGEL,PORTINARI, LIÑERA E CRUZ• Vocês conhecem as brincadeirasretratadas nas telas?• Em quais locais as brincadeiras ocorrem?• Quais pinturas chamaram mais aatenção? Por quê?• Que brincadeiras são semelhantes às quevocês costumam participar?
  47. 47. Jogos Infantis –Pieter Bruegel (1560)
  48. 48. RELEITURA DE BRUGELOutra curiosidade dessa obra é o período em foi criada. Naqueletempo a brincadeira era vista como algo pecaminoso pela sociedadee ainda não existia o sentimento de infância. Logo as crianças eramconsideradas como adultos em miniaturas. Apenas por volta do séc.XX com a eclosão do movimento científico, que a brincadeiraocupou com mais força a mente de grandes pensadores queinvestigavam o desenvolvimento humano.O quadro mostra cerca de 250 personagens participando de 84brincadeiras em 1560.Grande parte delas é conhecida ainda hoje.Você consegue identificar algumas dessas brincadeiras ejogos que ainda existem nos dias de hoje?
  49. 49. • Se recortássemos a tela em pedacinhos, cada fragmentoseria outra obra distinta.Há uma coisa que me incomoda muito observar "jogosde criança": Notem que apesar de estarem envolvidas naarte de brincar, não há expressão de alegria ousatisfação em sua carinhas. Com certeza Bruegel queriadizer algo com isso. Nesse período da historia, ascrianças não eram muito valorizadas .Eram só mais umaboca para alimentar. Visto que muitas eram entreguescomo pajens, praticamente escravos em cozinhas, nascavalariças ,servindo a ricas senhoras cheias devontades, navios...Os meninos eram vendidos pelos paise levados nas grandes viagens como grumetes e por láeram explorados, violentados sexualmente, passavamfome, frio, medo, muito medo.
  50. 50. Meninos com pipas (1943)– CandidoPortinari
  51. 51. Meninos soltando papagaios (1947)
  52. 52. Menino com estilingue (1958)
  53. 53. SALET LIÑERA- BOLINHA DE GUDE
  54. 54. Bolinha de Gude – Salet LiñeraMuitas formas que as crianças inventam para brincar são universais,pois podem ser encontradas em diversos países. Podem também termais de uma denominação. Assim, o “jogo do gude”, conforme aregião do Brasil, é conhecido como “baleba”, “firo”, “bilosca”,“birosca”, “bolita”, “ximbra”, “búraca”, “pirosca”.As crianças costumam utilizar em suas brincadeiras o que a naturezaoferece. Há no Brasil uma árvore conhecida como saboeiro, em cujosfrutos existem sementes - carocinhos pretos. Com estes as criançasbrincavam alegremente. Mas as sementes foram abandonadas tãologo começaram a ser fabricadas “bolinhas de vidro”. Há muitasformas de se jogar o "gude". Uma delas consiste em fazer entrar asbolinhas de vidro em três buracos no chão. Ou em acertar a bolinhaadversária. A situação exige dos jogadores muita atenção e controlesobre os movimentos das mãos (FIORI, LUNARDON, 2004, p. 258-259).
  55. 55. Pinturas da série “Brincadeiras deCrianças” de Ivan Cruz- Assistir o vídeo.

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