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2
CAPÍTULO I
Introdutório
3
1. INTRODUTÓRIO
1.1 Formulação do problema
Num mundo cada vez mais dominado pelos avanços tecnológicos e processos dinâmicos devido a
Globalização torna-se imprescindível que as Empresas1
acompanhem devidamente toda e
qualquer mudança ao redor e que sejam retratados todos os factores que influenciam o seu
ambiente económico que são determinantes na sua sustentabilidade.
Por este facto qualquer viabilidade económica apresentada por um projecto agrícola em Angola
vem atender a necessidade de identificar factores exógenos e endógenos que conduzem a
economia numa menor dependência do petróleo. O conjunto de legislações recentemente
aprovadas e um Plano Nacional de Desenvolvimento que tem mudado a dinâmica que se via no
sector Agrícola e os diversos programas como é o caso do PAPAGRO bem como outros que vão
surgindo para criar um ambiente económico estável e estimulante para economia não petrolífera
nomeadamente as Actividades Económicas2
do Sector Agrícola, sendo resultado visível a
disponibilização de recursos para aqueles projectos que se apresentam em termos técnicos
suficientemente bem elaborados e dotados de elementos fundamentais que atestam a sua
viabilidade económica. O princípio da escassez que dita a lei económica não deve ser esquecido
visto se tratarem de recursos escassos e necessidades ilimitadas onde para compreender a
viabilidade económica de um projecto agrícola devemos olhar também para os riscos inerentes e
que estes são virados para um horizonte futuro cujas incertezas são impossíveis de eliminar
totalmente, o que levanta questões como: Será possível a implementação de um projecto agrícola
sem um estudo prévio de viabilidade económica? Estará este projecto isento de riscos? Que
factores são determinantes para a viabilidade económica de projectos agrícolas em Angola?
Vamos então procurar respostas a essas questões no desenrolar deste e do próximo capítulo.
1
Empresa, é a Entidade (unidade jurídica ou ao pequeno agrupamento de unidades jurídicas ou institucionais) dotada
de autonomia de organização e decisão na afectação de recursos as suas actividades de produção, exercendo uma ou
varias actividades, num ou vários locais. (INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA. REMPE, Luanda, 2002)
2
Actividade Económica, Combinação de factores produtivos com vista a produção de bens e serviços para terceiros.
(INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA. REMPE, Luanda, 2002)
4
1.2 Importância do estudo
A importância deste tema traz para a área científica uma contribuição aos escassos estudos em
Angola envolvendo o empreendedorismo e a promoção de empresas, cuja compreensão pelo
Estudante e Profissionais de Gestão permite a identificação de variáveis para a tomada de decisão
sobre negócios e mitigação de riscos. Os ciclos longos dos produtos, as incertezas para ocorrência
de fenómenos exógenos no exercício da actividade agrícola como a estiagem e a seca são
problemas que impactam os ganhos e Volumes de Negócios3
que se esperam dos projectos e a
tomada de decisão de investir num ou noutro ponto de Angola, sendo infinitamente interessantes
para que todos os Stakeholders4
incluindo o próprio Estado possam tomar decisões e deste modo
obter outras formas de arrecadação de impostos não petrolíferos importante para alimentar as
Finanças Públicas conduzindo ao aumento do nível de emprego, distribuição do rendimento e
crescimento económico entendendo-se serem estes os principais objectivos macroeconómicos.
1.3 Objectivos da pesquisa
- Demostrar a importância de um Estudo de viabilidade económica para implementação de um
projecto.
1.3.1 Objectivo geral
Eliminar as incertezas das empresas Agrícolas no médio e longo prazo para sua sustentabilidade e
viabilidade de implementação dos seus projectos.
3
Volumes de Negócios, Corresponde ao total das importâncias facturadas em unidades monetárias durante o período
em referência, corresponde ao total das vendas de bens e serviços prestados a terceiros. (INSTITUTO NACIONAL
DE ESTATÍSTICA. REMPE, Luanda, 2002)
4
Stakeholders, São indivíduos e organizações ativamente envolvidos no projeto, cujos interesses são afetados
(positiva ou negativamente) por ele, ou que exercem influência sobre o mesmo. Incluem o gerente de projeto, o
cliente, a organização que fará o projeto, os membros da equipe de projeto, o sponsor/patrocinador (indivíduo/grupo
interno ou externo que provê os recursos financeiros para o projeto).
Inclui também partes externas, como fundadores, vendedores, fornecedores, agências governamentais, comunidades
afetadas pelo projeto e a sociedade em geral. (Wikipedia disponível em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto#Partes_envolvidas_no_projeto_.28stakeholders.29 acesso em 07.02.2014
20:55)
5
1.3.2- Objectivos específicos
- Analisar as políticas e programas do Executivo que podem impactar o sucesso dos projectos
agrícolas.
- Apresentar informações uteis aos utentes para tomada de decisões de investimento, custo de
oportunidades do projecto A ou B e a rentabilidade dos seus capitais.
- Obter através deste estudo uma clara ideia sobre como as empresas podem evitar certos erros na
implementação de seus projectos.
1.4 Formulação das hipóteses
- O que acontecerá se não fizer um estudo de viabilidade económica antes?
Se uma empresa decidir pela implementação de um projecto sem fazer um estudo de viabilidade
económica antes esta se expondo a vários riscos e não tem como mitigar certas dificuldades ou
problemas que enfrentará ao longo da implementação do projecto.
- O que acontece a quem faz um estudo viabilidade económica antes?
Se a Empresa decidir implementar um projecto com um estudo de viabilidade económica pode
enfrentar muitos desafios e ter a certeza de que muitos factores estão sendo mitigados. O
diferencial entre estas hipóteses esta em que num caso a Empresa esta preparada para enfrentar
antes os problemas que surgirem e no outro caso temos aquelas Empresas que a medida que os
problemas forem surgindo serão apanhadas desprevenidas e decisões precipitadas impactaram os
projectos sendo esta opção completamente diferentes da performance exigida pelo mercado não
se cumprindo com uma das funções chaves da Gestão que é o Planeamento.
1.5 Limitação e delimitação da pesquisa
A presente pesquisa está limitada apenas ao Estudo de viabilidade económica de projectos
Agrícolas.
A pesquisa tem como delimitação a Província de Luanda e seus municípios.
6
CAPÍTULO II
Fundamentação Teórica
7
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 Definição de termos e conceitos
Estudo de Viabilidade Económica entende-se como o conjunto de análises com base em
indicadores económicos de rentabilidade para obtenção de um conjunto de informações que
permitem a tomada de decisão para aceitação da implementação de um projecto.
Projecto é um projecto do projak ou desenho, que é cuidadosamente planejado para alcançar um
objectivo particular. Projectos podem ainda ser definidos como sistemas sociais temporários, em
vez de permanentes, que são constituídos por equipas dentro ou entre as organizações para
realizar tarefas específicas sob restrições de tempo.5
Projecto Agrícola Correspondem à criação de bens duradouros destinados a tornar possível a
conservação, expansão e ou transformação de um dado sistema de produção. Visam assim o
alcance de objectivos de natureza empresarial usualmente associados com a melhoria dos
resultados futuros da exploração agrícola.6
Empresa agrícola Unidade técnico-económica no âmbito da qual se procede à aplicação de
recursos (factores de produção) sob a direcção de um único centro de decisão (empresário) e
orientada para o desenvolvimento de actividades agrícolas (produções vegetais, animais e
florestais) e não agrícolas (turismo rural, artesanato, aquacultura, aluguer de equipamento
próprio, transformação de produtos, …), visando objectivos de natureza empresarial relacionados
com a obtenção de um resultado líquido económico o mais elevado possível.
Agricultura é o conjunto de técnicas utilizadas para cultivar plantas com o objectivo de obter
alimentos, fibras, energia, matéria-prima para roupas, construções, medicamentos, ferramentas,
ou apenas para contemplação estética7
.
5
Wikipedia disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto acesso em 07.02.2014 20:55
6
Análise de Investimentos – Manual Técnico, Francisco Avillez, Francisco Gomes da Silva, Carlos Pedro Trindade,
Frederico Avillez, José Pedro Salema, Nuno Pereira e Leonor Lopes, Editora Novagráfica do Cartaxo, Lda. 1ªEdição,
Maio 2006
7
Wikipedia disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agricultura acesso em 07.02.2014 21:05
8
VAL, Valor Actual Liquido é a fórmula matemático-financeira capaz de determinar o valor
presente de pagamentos futuros descontados a uma taxa de juros apropriada, menos o custo do
investimento inicial. Basicamente, é o cálculo de quantos os futuros pagamentos somados a um
custo inicial estariam valendo actualmente. Temos que considerar o conceito de valor do dinheiro
no tempo, pois, exemplificando, R$ 1 milhão hoje não valeriam R$ 1 milhão daqui a um ano,
devido ao custo de oportunidade de se colocar, por exemplo, tal montante de dinheiro na
poupança para render juros8
.
Eis a fórmula que evidência o cálculo do VAL ou VPL (Valor Presente Liquido)
Empresa, é a Entidade (unidade jurídica ou ao pequeno agrupamento de unidades jurídicas ou
institucionais) dotada de autonomia de organização e decisão na afectação de recursos as suas
actividades de produção, exercendo uma ou varias actividades, num ou vários locais. (REMPE
2002, Instituto Nacional de Estatística)
Actividade Económica, Combinação de factores produtivos com vista a produção de bens e
serviços para terceiros. (REMPE 2002, Instituto Nacional de Estatística)
Volumes de Negócios, Corresponde ao total das importâncias facturadas em unidades monetárias
durante o período em referência, correspondem ao total das vendas de bens e serviços prestados a
terceiros. (REMPE 2002, Instituto Nacional de Estatística)
CAE, Classificação das Actividades Económicas destina-se a classificar as unidades
estatísticas, segundo as diferentes actividades económicas, isto são as actividades socialmente
organizadas com visa a produção de bens e serviços. (REMPE 2002, Instituto Nacional de
Estatística)
8
Wikipedia disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Valor_presente_l%C3%ADquido (acesso em 07.04.2014
21:15)
9
2.2 Fundamentação teórica
Outra definição de projecto pode entender as fases que norteiam a implementação de um plano
que vem responder a uma necessidade temporária ou seja a alocação de recursos materiais e
humanos por um tempo determinado de modo a alcançar um ou mais objectivos.
As entidades financiadoras antes de concederem os capitais de investimentos necessários a
implementação de projectos de precisam ter confiança nos mesmos e esta é confirmada quando
existe viabilidade dos projectos representada neste caso pela obtenção de uma ponderação de um
ou mais indicadores dentre os quais podemos mencionar o VAL, TIR, Payback Period, ROI
sendo essas as técnicas clássicas utilizadas em Estudos de viabilidade económica.
A viabilidade de qualquer projecto Agrícola depende das respostas que se podem obter através
desta técnica clássica de mensuração que evidenciam as seguintes hipóteses ao problema:
1. VAL » 09
, um resultado do VAL positivo ou seja maior que zero, estamos diante de um
projecto viável por apresentar um fluxo de caixa que ao longo dos anos permitem
remunerarem a uma dada taxa de actualização os capitais investidos.
2. VAL = 010
, o projecto não gera retorno acima dos capitais investidos os máximo que se
pode obter é o fluxo de caixa iguais aos investimentos efectuados.
3. VAL «011
, é um resultado que evidência que não deve-se esperar muito deste projecto
sendo prejudicial para quem investe não gerando retornos suficientes para o capital
investido.
Os resultados destes indicadores permitem obter sucesso e definir o destino dos projectos.
9
Wikipédia disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Valor_presente_l%C3%ADquido acesso em 07.02.2014
21:22, ponto de indiferença. No entanto, dada a incerteza associada dos cash flows que suportaram a análise, poder-
se considerar elevada a probabilidade de o projecto se revelar inviável.
10
Idem, decisão contrária a sua realização. Estamos perante um projecto economicamente inviável.
11
Idem, quanto maior for a taxa de actualização utilizada na avaliação, menor será o VAL dos projectos, dado que
passa a exigir uma rendibilidade do projecto de investimento superior.
10
Existem muitos outros factores que podem viabilizar um projecto ou seja a capacidade dos
promotores do projecto em Gestão quando estes se apresentam sendo muito importante
Empreendedores, uma equipe capaz de responder as exigências ao nível de gestão de empresas ou
do projecto e técnicas de mitigação de impactos de fenómenos naturais.
A colectânea de Análise de Investimentos – Manual Técnico dos Autores: Francisco Avillez,
Francisco Gomes da Silva, Carlos Pedro Trindade, Frederico Avillez, José Pedro Salema, Nuno
Pereira, Colaboração, Leonor Lopes, FZ AGRO.GESTÃO - Consultoria em Meio Rural, Lda,
Editora Novagráfica do Cartaxo, Lda. 1ªEdição, Maio 2006 vem reforçar o interesse na pesquisa
relacionada com Analise de Investimentos de Projectos Agrícolas onde podemos entender que os
projectos agrícolas estão classificados em duas categorias muito distintas ou seja quanto à
respectiva área de influência e aos tipos de efeitos esperados com a sua realização: projectos de
investimento no âmbito da empresa agrícola e projectos de desenvolvimento agrícola e rural.
No primeiro caso pesa o facto de termos uma empresa cuja finalidade vem atender a remuneração
do capital investido com o fim de obter lucro e consecutivamente a satisfação de necessidades
existentes. Ex: SOCAUMBO,LDA
No segundo caso estamos em presença de um programa estrutural de âmbito governamental.
Ex: PAPAGRO
2.3 Caracterização do campo de investigação
A pesquisa foi desenvolvida na província de Luanda Indicar a zona, o ambiente em luanda e
municípios.
A pesquisa não contemplar todo o país encontrando se a pesquisa abrangente apenas ao sector
primário especificamente da Agricultura.
Indicar que se trata de um estudo das empresas do Sector Agrário
2.4 Revisão da Literatura
Instrumentos Fundamentais de Gestão Financeira, Autores: Luís Saias, Rui de Carvalho,
Maria do Céu Amaral, Lisboa, 2002.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA. REMPE, Luanda, 2002
11
Planeamento da Empresa Agrícola – Manual Técnico, Formação Global em Gestão
Agrícola - Módulo de Planeamento da Empresa Agrícola, Autores, Francisco Avillez, Francisco
Gomes da Silva, Carlos Pedro Trindade, Frederico Avillez, José Pedro Salema, Nuno Pereira,
Colaboração, Leonor Lopes, FZ AGRO.GESTÃO - Consultoria em Meio Rural, Lda, Editora
Novagráfica do Cartaxo, Lda. 1ª Edição, Maio 2006
Controlo de Gestão Agrícola – Manual Técnico, Formação Global em Gestão Agrícola -
Módulo de Controlo de Gestão, Autores, Francisco Avillez, Francisco Gomes da Silva, Carlos
Pedro Trindade, Frederico Avillez, José Pedro Salema, Nuno Pereira, Colaboração, Leonor
Lopes, FZ AGRO.GESTÃO - Consultoria em Meio Rural, Lda, Editora Novagráfica do Cartaxo,
Lda. 1ªEdição, Maio 2006
Análise de Investimentos – Manual Técnico, Formação Global em Gestão Agrícola -
Módulo de Análise de Investimentos, Autores, Francisco Avillez, Francisco Gomes da Silva,
Carlos Pedro Trindade, Frederico Avillez, José Pedro Salema, Nuno Pereira, Colaboração,
Leonor Lopes, FZ AGRO.GESTÃO - Consultoria em Meio Rural, Lda, Editora Novagráfica do
Cartaxo, Lda. 1ªEdição, Maio 2006
12
CAPÍTULO III
Metodologia
13
3. METODOLOGIA
3.1 Universo e Amostra
Tendo em conta que actualmente estão registadas em todo o território nacional, um total de 3013
Empresas, Luanda representa 787 Empresas do sector Agrário de acordo as informações
prestadas pelo INE – Instituto Nacional de Estatística o que representa 26, 1% do total de
Empresas existente no país.
Figura – 01: Empresas em Actividade em 2012 por província, segundo a Secção da CAE Rev1
Fonte INE, Estatísticas de Empresas FUE 2009-2012
Figura – 02: Estrutura de Empresas em Actividade em 2012 por província, segundo a Secção da CAE Rev1
Fonte INE, Estatísticas de Empresas FUE 2009-2012
Pela característica das empresas do sector em análise, mais de Setenta porcento destas, estarem
localizadas no interior do país, a nossa população foi de seis empresas aleatórias, sediadas em
Luanda, das quais uma serviu de amostra e estudo de caso.
Assim sendo,
14
A nossa população esta representada por 6 (seis) empresas nacionais, sediadas em luanda e com
actividades principais ligadas ao sector agrário, incluindo a empresa do estudo de caso.
A nossa amostra baseou-se na Assessoria Técnica da Gerência da empresa SOCIEDADE
AGRÍCOLA CAUMBO, LDA onde nos focamos na elaboração de estudo de viabilidade
económica e projectos de investimento.
3.2 Variáveis
3.2.1 Variável dependente
Os trâmites a se dar no processo de preparação, elaboração e implementação de estudos de
viabilidade económica e financeira, para empresas do sector agrário.
3.2.2 Variável independente
a) Minimizar as incertezas futuras fruto do longo ciclo de exploração que as actividades
agrícolas enfrentam.
b) Garantir a rentabilidade económica e financeira dos capitais investidos.
c) Dar parecer aos investidores quanto ao volume e necessidade de capitais externo.
d) Servir de garantia real para as instituições financeiras, quanto a cedência de capitais.
3.3 Técnica e Instrumentos
Para a análise das informações foi utilizada a técnica de visitas ao MINAGRO, INE, Inquéritos,
Hiperligação de Resposta On-line12
, Questionários (Figura 20 em Anexo) e Entrevista.
Quanto aos meios trata-se de uma pesquisa documental porque foram utilizados documentos para
12
Google Drive em:
https://docs.google.com/forms/d/1uZlsM4gEAl_7d6hAdzEAXR1O8XAvnV7WxwpTfBTRbnQ/viewform acesso
em 07.04.14 23:50
15
a sua realização, nomeadamente, o estudo de viabilidade económica da empresa em análise. Ao
mesmo tempo é uma pesquisa bibliográfica porque são baseados em livros.
Mas é também um estudo do caso porque está circunscrita a uma determinada empresa, ou seja a
Sociedade Agrícola Caumbo, Lda.
3.4 Modelo de pesquisa
Os dados foram colectados através de um questionário complementada com entrevistas ao
pessoal da referida empresa e outras dentro da delimitação da presente pesquisa.
3.5 Procedimentos e dificuldades encontradas
A presente pesquisa obedeceu as seguintes etapas:
1ª Etapa: Revisão da Literatura
2ª Etapa: Recolha dos Dados das empresas do Sector junto do Instituto Nacional de Estatística
3ª Fase: Entrevistas e Análise Documental
4ª Etapa: Compilação dos textos e informações obtidas para monografia
Dificuldades encontradas em reunir com as empresas do sector e alguma falta de disponibilidade
de obtenção de obras de pesquisa (Textos, Monografias, Teses e Dissertações) sendo a via mais
utilizada de pesquisa a internet e os Manuais gentilmente fornecidos pela FZ AGRO.GESTÃO -
Consultoria em Meio Rural, Lda no seu Site: http://agrogestao.com/
A aquisição do material bibliográfico e a escassez de tempo, adicionado aos encontros com o
tutor no período pós-laboral, constituíram também dificuldades.
16
CAPÍTULO IV
Análise e Interpretação de Dados
17
4. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS
4.1 Caracterização da Empresa SOCAUMBO, LDA
4.1.1 Histórico
A Sociedade Agrícola Caumbo, Lda foi criada em 19 de Julho de 2011. Esta sociedade com
designação abreviada de SOCAUMBO, LDA está localizada no Município do Bungo, na Aldeia
1º de Maio, cujo objecto social é a produção de produtos Agro Pecuários como forma de criar
condições para a melhoria da dieta alimentar da população e igualmente contribuir para o
desenvolvimento do Município.
A SOCAUMBO é uma empresa privada de pequena dimensão e esta preparada para responder os
desafios que o Executivo Angolano definiu candidatando-se a ser uma das empresas do Sector
Agrícola a servir as carências e necessidades de emprego, combate a fome e pobreza dentro do
ambiente económico em que se insere.
A empresa tem sua sede em Angola, Luanda no Distrito de Viana, Bairro Capalanca, rua S/N.
Pode por deliberação do conselho de administração estabelecer ou encerrar, filiais, sucursais,
delegações ou qualquer outro tipo de representação no país.
Desde que iniciou a sua actividade em 2011 que tem desenvolvido trabalhos que tem garantido
postos de trabalhos na Fazenda Socaumbo e pretende estabelecer-se no mercado Angolano como
forte alternativa aos produtos de importação garantindo a produção de arroz, milho, feijão, fuba
de milho e bombo bem como a criação de gado caprino, suíno, ovino, aves e outros em
quantidade e qualidade.
4.1.2 Missão
Promover a actividade Agro-pecuária, visando os objectivos de eficiência produtiva, comercial e
operacional e de geração de resultados, actuando como empresa de referência no sector.
4.1.3 Visão
A nossa visão é de ser uma empresa que reflicta o orgulho do Povo Angolano pela qualidade dos
seus produtos para desenvolver a região em particular do Município do Bungo.
18
4.1.4 Estrutura organizacional13
A empresa tem como principal estrutura as seguintes divisões:
 Conselho de Administração14
Designada por CA, é a entidade que vela pela autoridade da empresa, no cumprimento dos
Deveres e Obrigações, no seu relacionamento com as distintas áreas da empresa e com as
entidades externas da Organização. Como entidade máxima que é atribuída pelos estatutos, goza
nos Órgãos estatutários e o garante do normal funcionamento da empresa.
 Gerente15
É o Órgão da empresa que vela através da assembleia convocada pelo CA, para a deliberação dos
actos e obrigações da Empresa. Permite a apresentação das linhas orientadoras da política
estratégica da Organização, recomenda e aprova Relatórios de actividade.
Pode reunir de acordo com as solicitações de seus Sócios, para deliberação de propostas
apresentadas pelo CA, ou outras de índole de Gestão, podendo ser mensal, trimestral, semestral e
anual, bem como propostas de seus Sócios realizar reuniões extraordinárias. A gestão das
delegações provinciais e as grandes estruturas de armazenamento e distribuição cabe ao gestor o
modus operandium destes.
 Departamento Comercial16
Área que define a política de Comercialização e Vendas da Organização. Nesta área tem como
responsabilidade a realização de propostas de contractos de fornecimento de produtos agro
Pecuários, sobre supervisão do Conselho de Gerência, que aprova a política de Vendas. Realiza a
Comercialização e a Venda, bem como o controlo contabilístico. Mantém um relacionamento
13
Manual de Estrutura Organizacional da Socaumbo, Lda (2012)
14
Idem
15
Idem
16
Idem
19
privilegiado com as instituições Bancárias e outros afins. Controla, analisa e propõe a política de
preços. Define e analisa as condições do mercado (concorrência). Apresenta Relatórios e
Balanços dos Exercícios.
 Departamento de Produção e Aprovisionamento17
É a área encarregue de realizar as Compras e o Aprovisionamento de toda a produção.
Neste Departamento realiza o controlo dos Estoques e sua inventariação. Programa a saída e
entrada dos produtos. Têm ligação estreita entre a área de produção e a área Comercial e Vendas.
Têm responsabilidade de propor as Compras que se achem necessárias, (peças e sobressalentes,
fertilizantes, sementes, etc.) assim como de Serviços de Terceiros, prazos médios de inventários,
determinar a demanda e preços locais.
Controla toda a actividade de produção realizada pela empresa. Controla as quantidades de cada
produto e seu respectivo processamento e posterior condicionamento. Informa às outras áreas da
empresa as necessidades de adequar as condições de produção e o melhoramento das qualidades
dos produtos (genética), e dos Recursos Humanos e Materiais neles envolvidos. Estabelece
previsões e metas atingir de acordo com as áreas de produção, sobre aprovação do Conselho de
Gerência. Orienta toda actividade produtiva, e regularmente apresenta o relatório da actividade
bem como submete ao Conselho de Gerência apreciação das necessidades de investimento.
Estabelece contactos, com a prestação de serviços de terceiros, nomeadamente com Engenheiros
Agrónomos e Veterinários.
17
Manual de Estrutura Organizacional da Socaumbo, Lda (2012)
20
4.1.4.1 Organigrama
Figura – 03: Organigrama
Fonte: Socaumbo, Lda Plano de Marketing, 2012
4.1.5 Logotipo
4.1.6 Ambiente económico
 Clientes
A Socaumbo, Lda visa ter como principal cliente o PAPAGRO “ um programa novo que visa
revitalizar o Comércio Rural e constitui uma excelente oportunidade para os empreendedores,
21
agricultores e camponeses rentabilizar a sua actividade”18
.
O programa conta com o apoio do Ministério do Comercio que face as limitações no escoamento
da produção existente pelo facto de existir uma carência nos acessos aos mercados vem fortalecer
a ligação entre os produtores agrícolas e o mercado de produtos agrícolas, promovendo a redução
do esforço na distribuição e combater o fraco poder de negociação dos produtores com os seus
clientes.
 Fornecedor
A Socaumbo, Lda visa ter como principal parceiro económico a MECANAGRO no fornecimento
de equipamento de derrube de árvores, alfaias agrícolas, máquinas e outros instrumentos de
trabalho de campo.
4.1.7 Análise SWOT
 Pontos Fortes
A Socaumbo, Lda tem um potencial de terra em 180 hectares de mata fechada e uma área actual
de 10 hectares em terras preparadas para a prática Agro-Pecuária.
A comunidade está empenhada nos trabalhos de desmatação pois tem gerado emprego directo e
indirecto com potencial de atingir 80% da população activa na Aldeia1º de Maio.
 Pontos Fracos
Carência de Capital de Investimento para adquirir Meios de Produção e Distribuição adequados.
Fraco poder de negociação junto dos mercados onde os preços dos principais produtos são
comercializados.
18
Portal Angop em: http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/economia/2013/10/45/Implementacao-
PAPAGRO-reforca-comercio-rural,3c4e7acd-5902-44b0-a066-ddc5ef0f7023.html acesso em 11.01.14 15:50
22
 Oportunidades
Abertura do Executivo para o fomento a actividade agrícola através do PAPAGRO.
 Ameaças
Elevado nível de importação de produtos concorrentes.
4.1.8 Responsabilidade social
Em responsabilidade social a empresa pretende participar activamente na vida social das
comunidades em que se encontra, nomeadamente na construção de escolas, centros infantis,
centros médicos procurando sempre o bem-estar social.
4.1.9 Objectivos estratégicos
A Socaumbo, Lda tem entre as suas acções desbravar os mais de 200 hectares de mata fechada e
transformar a área actual de pouco mais de 10 hectares em terras preparadas para a prática Agro-
Pecuária, Construção de um Celeiro de Grande porte, Construção do Aviário e produção de
Peixes através da prática da Apicultura numa zona próxima do rio nas proximidades da fazenda.
A existência de pequenos agricultores e fazendeiros um pouco por toda zona de exploração da
actividade agrícola, estes acabam exercendo uma pressão nas políticas da empresa.
Face ao grande desejo de superação de necessidades onde o mercado é obrigado a recorrer a
produtos importados que fazem parte da cadeia alimentar. A Socaumbo, Lda aposta na qualidade
de seus produtos e tem um compromisso com o ambiente promovendo deste modo a utilização de
meios sem prejuízos ambientais.
23
4.2. Apresentação e Análise do caso de estudo de viabilidade económica
Promotor: SOCAUMBO, LDA
Sede da Empresa: Bairro Kapalanca, Município de Viana
Objecto Social: Produção e Comercialização de produtos Agro-pecuários
Local do Projecto: Aldeia 1º de Maio, Município do Bungo
Ambiente Social: Elevado nível de desemprego. Dificuldades de acesso as zonas de produção
por falta de infra-estruturas (Estradas secundárias e Terciárias) para propiciar a circularização de
pessoas e bens.
Área Geográfica: 220 hectares de área total sendo a área produtiva avaliada de 120 hectares,
ligeiramente acidentada não apresenta montanhas ou serras de grande relevo, a vegetação é
herbácea com predominância e propiciação para actividades Agro-pecuárias.
Limitações Geográficas: Norte (Terrenos Baldios), Sul (Terrenos Baldios), Este (Picada que liga
a aldeia 1º de Maio – Aldeia Banza Polo), Oeste (Rio Lumanha).
Valor do Investimento: USD 500,000.00
Tempo: 5 anos
Figura – 04: Mapa de Investimentos
Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
24
Mapa de Amortizações Constantes:
Figura – 05: Mapa de Amortizações
Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
Mapa de Existências:
Figura – 06: Mapa de Existências
Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
Mapa de Empréstimos:
Figura – 07: Mapa de Empréstimos
Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
25
Mapa de Recursos Humanos:
Figura – 08: Mapa de Recursos Humanos
Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
Mapa de Produção:
Figura – 09: Mapa de Produção
Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
Mapa de Vendas:
Figura – 10: Mapa de Vendas
26
Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
Mapa de Exploração Previsional:
Figura – 11: Mapa de Exploração Previsional
Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
Balanços Previsionais:
Figura – 12: Balanços Previsionais
Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
27
Indicadores de Rentabilidade:
Figura – 13: Indicadores de Rentabilidade
Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
Mapa de Cash Flow:
Figura – 14: Mapa de Fluxo de Caixa
Fonte Socaumbo, Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
Mapa de Evolução de Fundo de Maneio:
Figura – 15: Mapa de Evolução do Fundo de Maneio
Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
28
Mapa de Demostração da Origem e Aplicação de Fundos:
Figura – 16: Demostração da Origem e Aplicação de Fundos
Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
Mapa do Valor Actual Liquido
VAL: USD 314,032.00 (é aceite o Projecto)
Figura – 17: Mapa do Valor Actual Liquido
Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
Mapa do VAL para o cálculo da TIR:
TIR: 27,77% obtido através do VAL positivo i=7% e VAL negativo i=28%
Figura – 18: Mapa do VAL para o cálculo da TIR
Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
29
Mapa do Cálculo do Período de Recuperação do Investimento:
Pay-Back Period: 3 anos e 5 meses
Figura – 19: Mapa do Cálculo do Período de Recuperação do Investimento
Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
Taxa Média de Rentabilidade do Investimento: 101,9% (obtido através dos Resultados Anuais
Médios obtidos dividindo pelo valor do Investimento)
4.3. Analise das entrevistas, questionário e inquéritos
Das seis empresas analisadas no presente estudo, incluindo a empresa do estudo de caso,
baseando-se no questionário (inquérito) por nós elaborado, chegamos as seguintes interpretações:
 83,33% Tiveram um estudo de viabilidade económica como base para implementação de
seu projecto inicial ou de continuidade
 Dos 83.33% que apresentaram o estudo, 80% decidiram pela continuidade e 20% pediram
reformulação.
 Nenhuma das empresas que apresentaram um estudo de viabilidade económica decidiu
pela paralisação do projecto.
 Nenhuma apresentou um nível de satisfação dos estudos como Mau
 20% das empresas apresentaram o nível de satisfação dos estudos como Regular (Ver
Gráfico - 01 em anexo)
 40% das empresas apresentaram o nível de satisfação estudos como Suficiente e Bom
(Ver Gráfico - 01 em anexo)
30
 Nenhuma apresentou um nível de satisfação dos estudos como Óptimo (Ver Gráfico - 01
em anexo)
 A maior parte dos estudos realizados foram feitos por uma Empresa sendo que 40% dos
estudos realizados foram feitos por um profissional independente (Ver Gráfico - 01 em
anexo)
 O maior número de empresas analisadas são Micro e 17% das empresas analisadas são
Pequena ou Grande
 Nenhuma das empresas analisadas são Média
 49% das empresas está localizado no município da Viana e as restantes estão em outros
municípios
 A maior parte das empresas analisadas não tem Software de Gestão Agrícola e apenas
17% das empresas analisadas tem Software de Gestão Agrícola
 33% das empresas analisadas já beneficiaram de um financiamento
 O Banco BCI e o Banco BFA dividem o total de financiamentos efectuados
 Dos incentivos provenientes do Estado 33 % beneficiou através do INAPEN e nenhuma
empresa beneficiou dos incentivos do GUE e PAPAGRO
 17% das empresas analisadas já beneficiou de um Incentivo da ANIP e BUE
 17% das empresas analisadas já foram avaliadas pelo BCI ou INAPEN com base nos
estudos de viabilidade económica e a maioria das empresas analisadas não foram
avaliadas por um Banco ou Instituto com base nos estudos de viabilidade económica
 Apenas 33% das empresas analisadas não tem uma base de dados com informações sobre
os problemas versus soluções implementadas
31
CAPÍTULO V
Conclusões e Recomendações
32
5.1 Conclusão
Este é um trabalho não exaustivo sobre a matéria dos Estudos de Viabilidade Económica de
Projectos Agrícolas, tratamos de apresentar aqui algumas das principais questões, a pedra foi
lançada sobre o alicerce de edificação de ideias em torno do actual cenário e ambiente favorável a
implementação de projectos Agrícolas no entanto esse frenesim deve ser acautelado por detalhes
que não se prendem a oportunidade de receber recursos financeiros de investidores pois mais
importante que isto será garantir do retorno destes recursos disponibilizados provando a sua
rentabilidade e se estes apresentam um cenário de inviabilidade caem por terra toda perspectiva
de obtenção de créditos fruto da não-aceitação da decisão de investimento.
Se uma empresa decidir pela implementação de um projecto sem fazer um estudo de viabilidade
económica o resultado mais evidente é a exposição aos riscos sem mitigar a sua existência ou
problemas que poderá enfrentar ao longo da implementação do projecto.
Se uma Empresa decidir pela implementação de um projecto com um estudo de viabilidade
económica aumentam-se as possibilidades de sucesso por se provar ser a via mais viável de
enfrentar muitos desafios e ter a certeza de que muitos riscos estão sendo mitigados.
A diferença entre as os empresários e investidores de sucesso esta na maneira que lidam com o
risco inerente ao investimento entre estas hipóteses apresentadas acima a Empresa no primeiro
caso temos aquelas Empresas que a medida que os problemas forem surgindo serão apanhadas
desprevenidas e decisões precipitadas impactaram os projectos sendo esta opção completamente
diferentes da performance exigida pelo mercado não se cumprindo com uma das funções chaves
da Gestão que é o Planeamento e no segundo caso temos esta preparada para enfrentar os
problemas que surgem ao longo do projecto.
Concluímos que um estudo fundamental tem a importância de distinguir os destinos dos
diferentes projectos quanto a sua concepção, continuidade e implementação bem-sucedida logo
fica claro que não é um mero capricho dos bancos e investidores a solicitação de Estudos de
Viabilidade Económica pois estamos em presença de uma técnica ou instrumento de tomada de
decisão valioso pelas informações capaz de fornecer. As políticas definidas pelo executivo estão
33
alinhadas a estratégias de implementação de projectos de sucesso e permitem minimizar o
impacto negativo do fraco poder de negociação dos produtores junto do mercado sendo desta
feita um elemento que vem favorecer o ambiente exógeno das Empresas muito dependente das
leis e regulamentos que são produzidas seja para estimular como proteger a economia nacional.
Poderíamos ter resultados ainda mais interessantes se alargássemos o presente estudo a todo o
país no entanto mostra-se pouco favorável neste momento dada a limitação de recursos técnicos e
porque um trabalho desta magnitude envolve parcerias que ao nível de realização profissional
depende de um patrocínio. Ainda assim fica a pedra lançada neste debate que se quer construir
com uma apresentação não exaustiva deste tema que para todos profissionais e estudantes de
Gestão deve interessar.
34
5.2 Recomendações
Se você não tiver reservas para passar por nenhum imprevisto, nem inicie seu negócio e se você
não souber como e para onde ir, você nunca chegará lá19
Nesta senda destacamos como principais recomendações para SOCAUMBO, Lda as seguintes:
 As Empresas que fazem um Estudo de viabilidade Económica devem implementar de
imediato os seus projectos sob pena de os mesmos não reflectirem a situação prevista
numa fase temporal anterior à da implementação do projecto. Não obstante a situação
explicada pela Gerência da Empresa onde a mesma refere-se ao aval existente para a
disponibilização do Capital de Investimento pelo Banco no entanto foi decidido parar esta
etapa pela necessidade de criar bases sustentáveis para remuneração dos Capitais a serem
cedidos após o termino do período de carência (nota que a actividade agrícola carece de
tempo para preparação e desmatação de terras uma vez que se tratam de terrenos virgens
que nunca tiveram qualquer pratica agrícola anteriormente e colheita necessária a
realização dos objectivos traçados) e para o seu reembolso a ausência de terreno
preparado para produzir as quantidades que tornam o projecto viável acaba por ser a
decisão mais coerente evitando que hajam dissabores fruto da indisponibilidade de
garantia de recursos financeiros. Deste modo, sugerimos quando se verificarem todas as
condições para que se avance com o projecto o mesmo deve ser revisto o seu estudo
evidenciando as principais mudanças verificadas no ambiente económico endógeno e
exógeno da Empresa.
 Para uma posterior etapa de desenvolvimento na estrutura organizacional há a necessidade
de criação de uma área de Contabilidade e Finanças autónoma das áreas Comerciais e
Produtivas pois ajuda e vem atender necessidades específicas no que a apresentação de
Demostrações Financeiras diz respeito, considerando um aumento dos movimentos
contabilísticos e o volume de negócio crescente ao longo do projecto.
19
WILCOX, Jeffrey. Como Fazer uma Pequena Fortuna com Aquicultura. Revista Panorama da Aquicultura,
Edição 51, Janeiro/Fevereiro, 1999
ABRACOA Disponível em: http://www.abracoa.com.br/1308/1308.pdf acesso em 03.04.14 19:50

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Parte textual - Monográfia - Caso de Estudo de viabilidade económica Socaumbo, Lda

  • 2. 3 1. INTRODUTÓRIO 1.1 Formulação do problema Num mundo cada vez mais dominado pelos avanços tecnológicos e processos dinâmicos devido a Globalização torna-se imprescindível que as Empresas1 acompanhem devidamente toda e qualquer mudança ao redor e que sejam retratados todos os factores que influenciam o seu ambiente económico que são determinantes na sua sustentabilidade. Por este facto qualquer viabilidade económica apresentada por um projecto agrícola em Angola vem atender a necessidade de identificar factores exógenos e endógenos que conduzem a economia numa menor dependência do petróleo. O conjunto de legislações recentemente aprovadas e um Plano Nacional de Desenvolvimento que tem mudado a dinâmica que se via no sector Agrícola e os diversos programas como é o caso do PAPAGRO bem como outros que vão surgindo para criar um ambiente económico estável e estimulante para economia não petrolífera nomeadamente as Actividades Económicas2 do Sector Agrícola, sendo resultado visível a disponibilização de recursos para aqueles projectos que se apresentam em termos técnicos suficientemente bem elaborados e dotados de elementos fundamentais que atestam a sua viabilidade económica. O princípio da escassez que dita a lei económica não deve ser esquecido visto se tratarem de recursos escassos e necessidades ilimitadas onde para compreender a viabilidade económica de um projecto agrícola devemos olhar também para os riscos inerentes e que estes são virados para um horizonte futuro cujas incertezas são impossíveis de eliminar totalmente, o que levanta questões como: Será possível a implementação de um projecto agrícola sem um estudo prévio de viabilidade económica? Estará este projecto isento de riscos? Que factores são determinantes para a viabilidade económica de projectos agrícolas em Angola? Vamos então procurar respostas a essas questões no desenrolar deste e do próximo capítulo. 1 Empresa, é a Entidade (unidade jurídica ou ao pequeno agrupamento de unidades jurídicas ou institucionais) dotada de autonomia de organização e decisão na afectação de recursos as suas actividades de produção, exercendo uma ou varias actividades, num ou vários locais. (INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA. REMPE, Luanda, 2002) 2 Actividade Económica, Combinação de factores produtivos com vista a produção de bens e serviços para terceiros. (INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA. REMPE, Luanda, 2002)
  • 3. 4 1.2 Importância do estudo A importância deste tema traz para a área científica uma contribuição aos escassos estudos em Angola envolvendo o empreendedorismo e a promoção de empresas, cuja compreensão pelo Estudante e Profissionais de Gestão permite a identificação de variáveis para a tomada de decisão sobre negócios e mitigação de riscos. Os ciclos longos dos produtos, as incertezas para ocorrência de fenómenos exógenos no exercício da actividade agrícola como a estiagem e a seca são problemas que impactam os ganhos e Volumes de Negócios3 que se esperam dos projectos e a tomada de decisão de investir num ou noutro ponto de Angola, sendo infinitamente interessantes para que todos os Stakeholders4 incluindo o próprio Estado possam tomar decisões e deste modo obter outras formas de arrecadação de impostos não petrolíferos importante para alimentar as Finanças Públicas conduzindo ao aumento do nível de emprego, distribuição do rendimento e crescimento económico entendendo-se serem estes os principais objectivos macroeconómicos. 1.3 Objectivos da pesquisa - Demostrar a importância de um Estudo de viabilidade económica para implementação de um projecto. 1.3.1 Objectivo geral Eliminar as incertezas das empresas Agrícolas no médio e longo prazo para sua sustentabilidade e viabilidade de implementação dos seus projectos. 3 Volumes de Negócios, Corresponde ao total das importâncias facturadas em unidades monetárias durante o período em referência, corresponde ao total das vendas de bens e serviços prestados a terceiros. (INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA. REMPE, Luanda, 2002) 4 Stakeholders, São indivíduos e organizações ativamente envolvidos no projeto, cujos interesses são afetados (positiva ou negativamente) por ele, ou que exercem influência sobre o mesmo. Incluem o gerente de projeto, o cliente, a organização que fará o projeto, os membros da equipe de projeto, o sponsor/patrocinador (indivíduo/grupo interno ou externo que provê os recursos financeiros para o projeto). Inclui também partes externas, como fundadores, vendedores, fornecedores, agências governamentais, comunidades afetadas pelo projeto e a sociedade em geral. (Wikipedia disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto#Partes_envolvidas_no_projeto_.28stakeholders.29 acesso em 07.02.2014 20:55)
  • 4. 5 1.3.2- Objectivos específicos - Analisar as políticas e programas do Executivo que podem impactar o sucesso dos projectos agrícolas. - Apresentar informações uteis aos utentes para tomada de decisões de investimento, custo de oportunidades do projecto A ou B e a rentabilidade dos seus capitais. - Obter através deste estudo uma clara ideia sobre como as empresas podem evitar certos erros na implementação de seus projectos. 1.4 Formulação das hipóteses - O que acontecerá se não fizer um estudo de viabilidade económica antes? Se uma empresa decidir pela implementação de um projecto sem fazer um estudo de viabilidade económica antes esta se expondo a vários riscos e não tem como mitigar certas dificuldades ou problemas que enfrentará ao longo da implementação do projecto. - O que acontece a quem faz um estudo viabilidade económica antes? Se a Empresa decidir implementar um projecto com um estudo de viabilidade económica pode enfrentar muitos desafios e ter a certeza de que muitos factores estão sendo mitigados. O diferencial entre estas hipóteses esta em que num caso a Empresa esta preparada para enfrentar antes os problemas que surgirem e no outro caso temos aquelas Empresas que a medida que os problemas forem surgindo serão apanhadas desprevenidas e decisões precipitadas impactaram os projectos sendo esta opção completamente diferentes da performance exigida pelo mercado não se cumprindo com uma das funções chaves da Gestão que é o Planeamento. 1.5 Limitação e delimitação da pesquisa A presente pesquisa está limitada apenas ao Estudo de viabilidade económica de projectos Agrícolas. A pesquisa tem como delimitação a Província de Luanda e seus municípios.
  • 6. 7 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 Definição de termos e conceitos Estudo de Viabilidade Económica entende-se como o conjunto de análises com base em indicadores económicos de rentabilidade para obtenção de um conjunto de informações que permitem a tomada de decisão para aceitação da implementação de um projecto. Projecto é um projecto do projak ou desenho, que é cuidadosamente planejado para alcançar um objectivo particular. Projectos podem ainda ser definidos como sistemas sociais temporários, em vez de permanentes, que são constituídos por equipas dentro ou entre as organizações para realizar tarefas específicas sob restrições de tempo.5 Projecto Agrícola Correspondem à criação de bens duradouros destinados a tornar possível a conservação, expansão e ou transformação de um dado sistema de produção. Visam assim o alcance de objectivos de natureza empresarial usualmente associados com a melhoria dos resultados futuros da exploração agrícola.6 Empresa agrícola Unidade técnico-económica no âmbito da qual se procede à aplicação de recursos (factores de produção) sob a direcção de um único centro de decisão (empresário) e orientada para o desenvolvimento de actividades agrícolas (produções vegetais, animais e florestais) e não agrícolas (turismo rural, artesanato, aquacultura, aluguer de equipamento próprio, transformação de produtos, …), visando objectivos de natureza empresarial relacionados com a obtenção de um resultado líquido económico o mais elevado possível. Agricultura é o conjunto de técnicas utilizadas para cultivar plantas com o objectivo de obter alimentos, fibras, energia, matéria-prima para roupas, construções, medicamentos, ferramentas, ou apenas para contemplação estética7 . 5 Wikipedia disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto acesso em 07.02.2014 20:55 6 Análise de Investimentos – Manual Técnico, Francisco Avillez, Francisco Gomes da Silva, Carlos Pedro Trindade, Frederico Avillez, José Pedro Salema, Nuno Pereira e Leonor Lopes, Editora Novagráfica do Cartaxo, Lda. 1ªEdição, Maio 2006 7 Wikipedia disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agricultura acesso em 07.02.2014 21:05
  • 7. 8 VAL, Valor Actual Liquido é a fórmula matemático-financeira capaz de determinar o valor presente de pagamentos futuros descontados a uma taxa de juros apropriada, menos o custo do investimento inicial. Basicamente, é o cálculo de quantos os futuros pagamentos somados a um custo inicial estariam valendo actualmente. Temos que considerar o conceito de valor do dinheiro no tempo, pois, exemplificando, R$ 1 milhão hoje não valeriam R$ 1 milhão daqui a um ano, devido ao custo de oportunidade de se colocar, por exemplo, tal montante de dinheiro na poupança para render juros8 . Eis a fórmula que evidência o cálculo do VAL ou VPL (Valor Presente Liquido) Empresa, é a Entidade (unidade jurídica ou ao pequeno agrupamento de unidades jurídicas ou institucionais) dotada de autonomia de organização e decisão na afectação de recursos as suas actividades de produção, exercendo uma ou varias actividades, num ou vários locais. (REMPE 2002, Instituto Nacional de Estatística) Actividade Económica, Combinação de factores produtivos com vista a produção de bens e serviços para terceiros. (REMPE 2002, Instituto Nacional de Estatística) Volumes de Negócios, Corresponde ao total das importâncias facturadas em unidades monetárias durante o período em referência, correspondem ao total das vendas de bens e serviços prestados a terceiros. (REMPE 2002, Instituto Nacional de Estatística) CAE, Classificação das Actividades Económicas destina-se a classificar as unidades estatísticas, segundo as diferentes actividades económicas, isto são as actividades socialmente organizadas com visa a produção de bens e serviços. (REMPE 2002, Instituto Nacional de Estatística) 8 Wikipedia disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Valor_presente_l%C3%ADquido (acesso em 07.04.2014 21:15)
  • 8. 9 2.2 Fundamentação teórica Outra definição de projecto pode entender as fases que norteiam a implementação de um plano que vem responder a uma necessidade temporária ou seja a alocação de recursos materiais e humanos por um tempo determinado de modo a alcançar um ou mais objectivos. As entidades financiadoras antes de concederem os capitais de investimentos necessários a implementação de projectos de precisam ter confiança nos mesmos e esta é confirmada quando existe viabilidade dos projectos representada neste caso pela obtenção de uma ponderação de um ou mais indicadores dentre os quais podemos mencionar o VAL, TIR, Payback Period, ROI sendo essas as técnicas clássicas utilizadas em Estudos de viabilidade económica. A viabilidade de qualquer projecto Agrícola depende das respostas que se podem obter através desta técnica clássica de mensuração que evidenciam as seguintes hipóteses ao problema: 1. VAL » 09 , um resultado do VAL positivo ou seja maior que zero, estamos diante de um projecto viável por apresentar um fluxo de caixa que ao longo dos anos permitem remunerarem a uma dada taxa de actualização os capitais investidos. 2. VAL = 010 , o projecto não gera retorno acima dos capitais investidos os máximo que se pode obter é o fluxo de caixa iguais aos investimentos efectuados. 3. VAL «011 , é um resultado que evidência que não deve-se esperar muito deste projecto sendo prejudicial para quem investe não gerando retornos suficientes para o capital investido. Os resultados destes indicadores permitem obter sucesso e definir o destino dos projectos. 9 Wikipédia disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Valor_presente_l%C3%ADquido acesso em 07.02.2014 21:22, ponto de indiferença. No entanto, dada a incerteza associada dos cash flows que suportaram a análise, poder- se considerar elevada a probabilidade de o projecto se revelar inviável. 10 Idem, decisão contrária a sua realização. Estamos perante um projecto economicamente inviável. 11 Idem, quanto maior for a taxa de actualização utilizada na avaliação, menor será o VAL dos projectos, dado que passa a exigir uma rendibilidade do projecto de investimento superior.
  • 9. 10 Existem muitos outros factores que podem viabilizar um projecto ou seja a capacidade dos promotores do projecto em Gestão quando estes se apresentam sendo muito importante Empreendedores, uma equipe capaz de responder as exigências ao nível de gestão de empresas ou do projecto e técnicas de mitigação de impactos de fenómenos naturais. A colectânea de Análise de Investimentos – Manual Técnico dos Autores: Francisco Avillez, Francisco Gomes da Silva, Carlos Pedro Trindade, Frederico Avillez, José Pedro Salema, Nuno Pereira, Colaboração, Leonor Lopes, FZ AGRO.GESTÃO - Consultoria em Meio Rural, Lda, Editora Novagráfica do Cartaxo, Lda. 1ªEdição, Maio 2006 vem reforçar o interesse na pesquisa relacionada com Analise de Investimentos de Projectos Agrícolas onde podemos entender que os projectos agrícolas estão classificados em duas categorias muito distintas ou seja quanto à respectiva área de influência e aos tipos de efeitos esperados com a sua realização: projectos de investimento no âmbito da empresa agrícola e projectos de desenvolvimento agrícola e rural. No primeiro caso pesa o facto de termos uma empresa cuja finalidade vem atender a remuneração do capital investido com o fim de obter lucro e consecutivamente a satisfação de necessidades existentes. Ex: SOCAUMBO,LDA No segundo caso estamos em presença de um programa estrutural de âmbito governamental. Ex: PAPAGRO 2.3 Caracterização do campo de investigação A pesquisa foi desenvolvida na província de Luanda Indicar a zona, o ambiente em luanda e municípios. A pesquisa não contemplar todo o país encontrando se a pesquisa abrangente apenas ao sector primário especificamente da Agricultura. Indicar que se trata de um estudo das empresas do Sector Agrário 2.4 Revisão da Literatura Instrumentos Fundamentais de Gestão Financeira, Autores: Luís Saias, Rui de Carvalho, Maria do Céu Amaral, Lisboa, 2002. INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA. REMPE, Luanda, 2002
  • 10. 11 Planeamento da Empresa Agrícola – Manual Técnico, Formação Global em Gestão Agrícola - Módulo de Planeamento da Empresa Agrícola, Autores, Francisco Avillez, Francisco Gomes da Silva, Carlos Pedro Trindade, Frederico Avillez, José Pedro Salema, Nuno Pereira, Colaboração, Leonor Lopes, FZ AGRO.GESTÃO - Consultoria em Meio Rural, Lda, Editora Novagráfica do Cartaxo, Lda. 1ª Edição, Maio 2006 Controlo de Gestão Agrícola – Manual Técnico, Formação Global em Gestão Agrícola - Módulo de Controlo de Gestão, Autores, Francisco Avillez, Francisco Gomes da Silva, Carlos Pedro Trindade, Frederico Avillez, José Pedro Salema, Nuno Pereira, Colaboração, Leonor Lopes, FZ AGRO.GESTÃO - Consultoria em Meio Rural, Lda, Editora Novagráfica do Cartaxo, Lda. 1ªEdição, Maio 2006 Análise de Investimentos – Manual Técnico, Formação Global em Gestão Agrícola - Módulo de Análise de Investimentos, Autores, Francisco Avillez, Francisco Gomes da Silva, Carlos Pedro Trindade, Frederico Avillez, José Pedro Salema, Nuno Pereira, Colaboração, Leonor Lopes, FZ AGRO.GESTÃO - Consultoria em Meio Rural, Lda, Editora Novagráfica do Cartaxo, Lda. 1ªEdição, Maio 2006
  • 12. 13 3. METODOLOGIA 3.1 Universo e Amostra Tendo em conta que actualmente estão registadas em todo o território nacional, um total de 3013 Empresas, Luanda representa 787 Empresas do sector Agrário de acordo as informações prestadas pelo INE – Instituto Nacional de Estatística o que representa 26, 1% do total de Empresas existente no país. Figura – 01: Empresas em Actividade em 2012 por província, segundo a Secção da CAE Rev1 Fonte INE, Estatísticas de Empresas FUE 2009-2012 Figura – 02: Estrutura de Empresas em Actividade em 2012 por província, segundo a Secção da CAE Rev1 Fonte INE, Estatísticas de Empresas FUE 2009-2012 Pela característica das empresas do sector em análise, mais de Setenta porcento destas, estarem localizadas no interior do país, a nossa população foi de seis empresas aleatórias, sediadas em Luanda, das quais uma serviu de amostra e estudo de caso. Assim sendo,
  • 13. 14 A nossa população esta representada por 6 (seis) empresas nacionais, sediadas em luanda e com actividades principais ligadas ao sector agrário, incluindo a empresa do estudo de caso. A nossa amostra baseou-se na Assessoria Técnica da Gerência da empresa SOCIEDADE AGRÍCOLA CAUMBO, LDA onde nos focamos na elaboração de estudo de viabilidade económica e projectos de investimento. 3.2 Variáveis 3.2.1 Variável dependente Os trâmites a se dar no processo de preparação, elaboração e implementação de estudos de viabilidade económica e financeira, para empresas do sector agrário. 3.2.2 Variável independente a) Minimizar as incertezas futuras fruto do longo ciclo de exploração que as actividades agrícolas enfrentam. b) Garantir a rentabilidade económica e financeira dos capitais investidos. c) Dar parecer aos investidores quanto ao volume e necessidade de capitais externo. d) Servir de garantia real para as instituições financeiras, quanto a cedência de capitais. 3.3 Técnica e Instrumentos Para a análise das informações foi utilizada a técnica de visitas ao MINAGRO, INE, Inquéritos, Hiperligação de Resposta On-line12 , Questionários (Figura 20 em Anexo) e Entrevista. Quanto aos meios trata-se de uma pesquisa documental porque foram utilizados documentos para 12 Google Drive em: https://docs.google.com/forms/d/1uZlsM4gEAl_7d6hAdzEAXR1O8XAvnV7WxwpTfBTRbnQ/viewform acesso em 07.04.14 23:50
  • 14. 15 a sua realização, nomeadamente, o estudo de viabilidade económica da empresa em análise. Ao mesmo tempo é uma pesquisa bibliográfica porque são baseados em livros. Mas é também um estudo do caso porque está circunscrita a uma determinada empresa, ou seja a Sociedade Agrícola Caumbo, Lda. 3.4 Modelo de pesquisa Os dados foram colectados através de um questionário complementada com entrevistas ao pessoal da referida empresa e outras dentro da delimitação da presente pesquisa. 3.5 Procedimentos e dificuldades encontradas A presente pesquisa obedeceu as seguintes etapas: 1ª Etapa: Revisão da Literatura 2ª Etapa: Recolha dos Dados das empresas do Sector junto do Instituto Nacional de Estatística 3ª Fase: Entrevistas e Análise Documental 4ª Etapa: Compilação dos textos e informações obtidas para monografia Dificuldades encontradas em reunir com as empresas do sector e alguma falta de disponibilidade de obtenção de obras de pesquisa (Textos, Monografias, Teses e Dissertações) sendo a via mais utilizada de pesquisa a internet e os Manuais gentilmente fornecidos pela FZ AGRO.GESTÃO - Consultoria em Meio Rural, Lda no seu Site: http://agrogestao.com/ A aquisição do material bibliográfico e a escassez de tempo, adicionado aos encontros com o tutor no período pós-laboral, constituíram também dificuldades.
  • 15. 16 CAPÍTULO IV Análise e Interpretação de Dados
  • 16. 17 4. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS 4.1 Caracterização da Empresa SOCAUMBO, LDA 4.1.1 Histórico A Sociedade Agrícola Caumbo, Lda foi criada em 19 de Julho de 2011. Esta sociedade com designação abreviada de SOCAUMBO, LDA está localizada no Município do Bungo, na Aldeia 1º de Maio, cujo objecto social é a produção de produtos Agro Pecuários como forma de criar condições para a melhoria da dieta alimentar da população e igualmente contribuir para o desenvolvimento do Município. A SOCAUMBO é uma empresa privada de pequena dimensão e esta preparada para responder os desafios que o Executivo Angolano definiu candidatando-se a ser uma das empresas do Sector Agrícola a servir as carências e necessidades de emprego, combate a fome e pobreza dentro do ambiente económico em que se insere. A empresa tem sua sede em Angola, Luanda no Distrito de Viana, Bairro Capalanca, rua S/N. Pode por deliberação do conselho de administração estabelecer ou encerrar, filiais, sucursais, delegações ou qualquer outro tipo de representação no país. Desde que iniciou a sua actividade em 2011 que tem desenvolvido trabalhos que tem garantido postos de trabalhos na Fazenda Socaumbo e pretende estabelecer-se no mercado Angolano como forte alternativa aos produtos de importação garantindo a produção de arroz, milho, feijão, fuba de milho e bombo bem como a criação de gado caprino, suíno, ovino, aves e outros em quantidade e qualidade. 4.1.2 Missão Promover a actividade Agro-pecuária, visando os objectivos de eficiência produtiva, comercial e operacional e de geração de resultados, actuando como empresa de referência no sector. 4.1.3 Visão A nossa visão é de ser uma empresa que reflicta o orgulho do Povo Angolano pela qualidade dos seus produtos para desenvolver a região em particular do Município do Bungo.
  • 17. 18 4.1.4 Estrutura organizacional13 A empresa tem como principal estrutura as seguintes divisões:  Conselho de Administração14 Designada por CA, é a entidade que vela pela autoridade da empresa, no cumprimento dos Deveres e Obrigações, no seu relacionamento com as distintas áreas da empresa e com as entidades externas da Organização. Como entidade máxima que é atribuída pelos estatutos, goza nos Órgãos estatutários e o garante do normal funcionamento da empresa.  Gerente15 É o Órgão da empresa que vela através da assembleia convocada pelo CA, para a deliberação dos actos e obrigações da Empresa. Permite a apresentação das linhas orientadoras da política estratégica da Organização, recomenda e aprova Relatórios de actividade. Pode reunir de acordo com as solicitações de seus Sócios, para deliberação de propostas apresentadas pelo CA, ou outras de índole de Gestão, podendo ser mensal, trimestral, semestral e anual, bem como propostas de seus Sócios realizar reuniões extraordinárias. A gestão das delegações provinciais e as grandes estruturas de armazenamento e distribuição cabe ao gestor o modus operandium destes.  Departamento Comercial16 Área que define a política de Comercialização e Vendas da Organização. Nesta área tem como responsabilidade a realização de propostas de contractos de fornecimento de produtos agro Pecuários, sobre supervisão do Conselho de Gerência, que aprova a política de Vendas. Realiza a Comercialização e a Venda, bem como o controlo contabilístico. Mantém um relacionamento 13 Manual de Estrutura Organizacional da Socaumbo, Lda (2012) 14 Idem 15 Idem 16 Idem
  • 18. 19 privilegiado com as instituições Bancárias e outros afins. Controla, analisa e propõe a política de preços. Define e analisa as condições do mercado (concorrência). Apresenta Relatórios e Balanços dos Exercícios.  Departamento de Produção e Aprovisionamento17 É a área encarregue de realizar as Compras e o Aprovisionamento de toda a produção. Neste Departamento realiza o controlo dos Estoques e sua inventariação. Programa a saída e entrada dos produtos. Têm ligação estreita entre a área de produção e a área Comercial e Vendas. Têm responsabilidade de propor as Compras que se achem necessárias, (peças e sobressalentes, fertilizantes, sementes, etc.) assim como de Serviços de Terceiros, prazos médios de inventários, determinar a demanda e preços locais. Controla toda a actividade de produção realizada pela empresa. Controla as quantidades de cada produto e seu respectivo processamento e posterior condicionamento. Informa às outras áreas da empresa as necessidades de adequar as condições de produção e o melhoramento das qualidades dos produtos (genética), e dos Recursos Humanos e Materiais neles envolvidos. Estabelece previsões e metas atingir de acordo com as áreas de produção, sobre aprovação do Conselho de Gerência. Orienta toda actividade produtiva, e regularmente apresenta o relatório da actividade bem como submete ao Conselho de Gerência apreciação das necessidades de investimento. Estabelece contactos, com a prestação de serviços de terceiros, nomeadamente com Engenheiros Agrónomos e Veterinários. 17 Manual de Estrutura Organizacional da Socaumbo, Lda (2012)
  • 19. 20 4.1.4.1 Organigrama Figura – 03: Organigrama Fonte: Socaumbo, Lda Plano de Marketing, 2012 4.1.5 Logotipo 4.1.6 Ambiente económico  Clientes A Socaumbo, Lda visa ter como principal cliente o PAPAGRO “ um programa novo que visa revitalizar o Comércio Rural e constitui uma excelente oportunidade para os empreendedores,
  • 20. 21 agricultores e camponeses rentabilizar a sua actividade”18 . O programa conta com o apoio do Ministério do Comercio que face as limitações no escoamento da produção existente pelo facto de existir uma carência nos acessos aos mercados vem fortalecer a ligação entre os produtores agrícolas e o mercado de produtos agrícolas, promovendo a redução do esforço na distribuição e combater o fraco poder de negociação dos produtores com os seus clientes.  Fornecedor A Socaumbo, Lda visa ter como principal parceiro económico a MECANAGRO no fornecimento de equipamento de derrube de árvores, alfaias agrícolas, máquinas e outros instrumentos de trabalho de campo. 4.1.7 Análise SWOT  Pontos Fortes A Socaumbo, Lda tem um potencial de terra em 180 hectares de mata fechada e uma área actual de 10 hectares em terras preparadas para a prática Agro-Pecuária. A comunidade está empenhada nos trabalhos de desmatação pois tem gerado emprego directo e indirecto com potencial de atingir 80% da população activa na Aldeia1º de Maio.  Pontos Fracos Carência de Capital de Investimento para adquirir Meios de Produção e Distribuição adequados. Fraco poder de negociação junto dos mercados onde os preços dos principais produtos são comercializados. 18 Portal Angop em: http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/economia/2013/10/45/Implementacao- PAPAGRO-reforca-comercio-rural,3c4e7acd-5902-44b0-a066-ddc5ef0f7023.html acesso em 11.01.14 15:50
  • 21. 22  Oportunidades Abertura do Executivo para o fomento a actividade agrícola através do PAPAGRO.  Ameaças Elevado nível de importação de produtos concorrentes. 4.1.8 Responsabilidade social Em responsabilidade social a empresa pretende participar activamente na vida social das comunidades em que se encontra, nomeadamente na construção de escolas, centros infantis, centros médicos procurando sempre o bem-estar social. 4.1.9 Objectivos estratégicos A Socaumbo, Lda tem entre as suas acções desbravar os mais de 200 hectares de mata fechada e transformar a área actual de pouco mais de 10 hectares em terras preparadas para a prática Agro- Pecuária, Construção de um Celeiro de Grande porte, Construção do Aviário e produção de Peixes através da prática da Apicultura numa zona próxima do rio nas proximidades da fazenda. A existência de pequenos agricultores e fazendeiros um pouco por toda zona de exploração da actividade agrícola, estes acabam exercendo uma pressão nas políticas da empresa. Face ao grande desejo de superação de necessidades onde o mercado é obrigado a recorrer a produtos importados que fazem parte da cadeia alimentar. A Socaumbo, Lda aposta na qualidade de seus produtos e tem um compromisso com o ambiente promovendo deste modo a utilização de meios sem prejuízos ambientais.
  • 22. 23 4.2. Apresentação e Análise do caso de estudo de viabilidade económica Promotor: SOCAUMBO, LDA Sede da Empresa: Bairro Kapalanca, Município de Viana Objecto Social: Produção e Comercialização de produtos Agro-pecuários Local do Projecto: Aldeia 1º de Maio, Município do Bungo Ambiente Social: Elevado nível de desemprego. Dificuldades de acesso as zonas de produção por falta de infra-estruturas (Estradas secundárias e Terciárias) para propiciar a circularização de pessoas e bens. Área Geográfica: 220 hectares de área total sendo a área produtiva avaliada de 120 hectares, ligeiramente acidentada não apresenta montanhas ou serras de grande relevo, a vegetação é herbácea com predominância e propiciação para actividades Agro-pecuárias. Limitações Geográficas: Norte (Terrenos Baldios), Sul (Terrenos Baldios), Este (Picada que liga a aldeia 1º de Maio – Aldeia Banza Polo), Oeste (Rio Lumanha). Valor do Investimento: USD 500,000.00 Tempo: 5 anos Figura – 04: Mapa de Investimentos Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
  • 23. 24 Mapa de Amortizações Constantes: Figura – 05: Mapa de Amortizações Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012 Mapa de Existências: Figura – 06: Mapa de Existências Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012 Mapa de Empréstimos: Figura – 07: Mapa de Empréstimos Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
  • 24. 25 Mapa de Recursos Humanos: Figura – 08: Mapa de Recursos Humanos Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012 Mapa de Produção: Figura – 09: Mapa de Produção Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012 Mapa de Vendas: Figura – 10: Mapa de Vendas
  • 25. 26 Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012 Mapa de Exploração Previsional: Figura – 11: Mapa de Exploração Previsional Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012 Balanços Previsionais: Figura – 12: Balanços Previsionais Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
  • 26. 27 Indicadores de Rentabilidade: Figura – 13: Indicadores de Rentabilidade Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012 Mapa de Cash Flow: Figura – 14: Mapa de Fluxo de Caixa Fonte Socaumbo, Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012 Mapa de Evolução de Fundo de Maneio: Figura – 15: Mapa de Evolução do Fundo de Maneio Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
  • 27. 28 Mapa de Demostração da Origem e Aplicação de Fundos: Figura – 16: Demostração da Origem e Aplicação de Fundos Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012 Mapa do Valor Actual Liquido VAL: USD 314,032.00 (é aceite o Projecto) Figura – 17: Mapa do Valor Actual Liquido Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012 Mapa do VAL para o cálculo da TIR: TIR: 27,77% obtido através do VAL positivo i=7% e VAL negativo i=28% Figura – 18: Mapa do VAL para o cálculo da TIR Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012
  • 28. 29 Mapa do Cálculo do Período de Recuperação do Investimento: Pay-Back Period: 3 anos e 5 meses Figura – 19: Mapa do Cálculo do Período de Recuperação do Investimento Fonte: Socaumbo, Lda Caderno de Estudo de Viabilidade Económica, 2012 Taxa Média de Rentabilidade do Investimento: 101,9% (obtido através dos Resultados Anuais Médios obtidos dividindo pelo valor do Investimento) 4.3. Analise das entrevistas, questionário e inquéritos Das seis empresas analisadas no presente estudo, incluindo a empresa do estudo de caso, baseando-se no questionário (inquérito) por nós elaborado, chegamos as seguintes interpretações:  83,33% Tiveram um estudo de viabilidade económica como base para implementação de seu projecto inicial ou de continuidade  Dos 83.33% que apresentaram o estudo, 80% decidiram pela continuidade e 20% pediram reformulação.  Nenhuma das empresas que apresentaram um estudo de viabilidade económica decidiu pela paralisação do projecto.  Nenhuma apresentou um nível de satisfação dos estudos como Mau  20% das empresas apresentaram o nível de satisfação dos estudos como Regular (Ver Gráfico - 01 em anexo)  40% das empresas apresentaram o nível de satisfação estudos como Suficiente e Bom (Ver Gráfico - 01 em anexo)
  • 29. 30  Nenhuma apresentou um nível de satisfação dos estudos como Óptimo (Ver Gráfico - 01 em anexo)  A maior parte dos estudos realizados foram feitos por uma Empresa sendo que 40% dos estudos realizados foram feitos por um profissional independente (Ver Gráfico - 01 em anexo)  O maior número de empresas analisadas são Micro e 17% das empresas analisadas são Pequena ou Grande  Nenhuma das empresas analisadas são Média  49% das empresas está localizado no município da Viana e as restantes estão em outros municípios  A maior parte das empresas analisadas não tem Software de Gestão Agrícola e apenas 17% das empresas analisadas tem Software de Gestão Agrícola  33% das empresas analisadas já beneficiaram de um financiamento  O Banco BCI e o Banco BFA dividem o total de financiamentos efectuados  Dos incentivos provenientes do Estado 33 % beneficiou através do INAPEN e nenhuma empresa beneficiou dos incentivos do GUE e PAPAGRO  17% das empresas analisadas já beneficiou de um Incentivo da ANIP e BUE  17% das empresas analisadas já foram avaliadas pelo BCI ou INAPEN com base nos estudos de viabilidade económica e a maioria das empresas analisadas não foram avaliadas por um Banco ou Instituto com base nos estudos de viabilidade económica  Apenas 33% das empresas analisadas não tem uma base de dados com informações sobre os problemas versus soluções implementadas
  • 30. 31 CAPÍTULO V Conclusões e Recomendações
  • 31. 32 5.1 Conclusão Este é um trabalho não exaustivo sobre a matéria dos Estudos de Viabilidade Económica de Projectos Agrícolas, tratamos de apresentar aqui algumas das principais questões, a pedra foi lançada sobre o alicerce de edificação de ideias em torno do actual cenário e ambiente favorável a implementação de projectos Agrícolas no entanto esse frenesim deve ser acautelado por detalhes que não se prendem a oportunidade de receber recursos financeiros de investidores pois mais importante que isto será garantir do retorno destes recursos disponibilizados provando a sua rentabilidade e se estes apresentam um cenário de inviabilidade caem por terra toda perspectiva de obtenção de créditos fruto da não-aceitação da decisão de investimento. Se uma empresa decidir pela implementação de um projecto sem fazer um estudo de viabilidade económica o resultado mais evidente é a exposição aos riscos sem mitigar a sua existência ou problemas que poderá enfrentar ao longo da implementação do projecto. Se uma Empresa decidir pela implementação de um projecto com um estudo de viabilidade económica aumentam-se as possibilidades de sucesso por se provar ser a via mais viável de enfrentar muitos desafios e ter a certeza de que muitos riscos estão sendo mitigados. A diferença entre as os empresários e investidores de sucesso esta na maneira que lidam com o risco inerente ao investimento entre estas hipóteses apresentadas acima a Empresa no primeiro caso temos aquelas Empresas que a medida que os problemas forem surgindo serão apanhadas desprevenidas e decisões precipitadas impactaram os projectos sendo esta opção completamente diferentes da performance exigida pelo mercado não se cumprindo com uma das funções chaves da Gestão que é o Planeamento e no segundo caso temos esta preparada para enfrentar os problemas que surgem ao longo do projecto. Concluímos que um estudo fundamental tem a importância de distinguir os destinos dos diferentes projectos quanto a sua concepção, continuidade e implementação bem-sucedida logo fica claro que não é um mero capricho dos bancos e investidores a solicitação de Estudos de Viabilidade Económica pois estamos em presença de uma técnica ou instrumento de tomada de decisão valioso pelas informações capaz de fornecer. As políticas definidas pelo executivo estão
  • 32. 33 alinhadas a estratégias de implementação de projectos de sucesso e permitem minimizar o impacto negativo do fraco poder de negociação dos produtores junto do mercado sendo desta feita um elemento que vem favorecer o ambiente exógeno das Empresas muito dependente das leis e regulamentos que são produzidas seja para estimular como proteger a economia nacional. Poderíamos ter resultados ainda mais interessantes se alargássemos o presente estudo a todo o país no entanto mostra-se pouco favorável neste momento dada a limitação de recursos técnicos e porque um trabalho desta magnitude envolve parcerias que ao nível de realização profissional depende de um patrocínio. Ainda assim fica a pedra lançada neste debate que se quer construir com uma apresentação não exaustiva deste tema que para todos profissionais e estudantes de Gestão deve interessar.
  • 33. 34 5.2 Recomendações Se você não tiver reservas para passar por nenhum imprevisto, nem inicie seu negócio e se você não souber como e para onde ir, você nunca chegará lá19 Nesta senda destacamos como principais recomendações para SOCAUMBO, Lda as seguintes:  As Empresas que fazem um Estudo de viabilidade Económica devem implementar de imediato os seus projectos sob pena de os mesmos não reflectirem a situação prevista numa fase temporal anterior à da implementação do projecto. Não obstante a situação explicada pela Gerência da Empresa onde a mesma refere-se ao aval existente para a disponibilização do Capital de Investimento pelo Banco no entanto foi decidido parar esta etapa pela necessidade de criar bases sustentáveis para remuneração dos Capitais a serem cedidos após o termino do período de carência (nota que a actividade agrícola carece de tempo para preparação e desmatação de terras uma vez que se tratam de terrenos virgens que nunca tiveram qualquer pratica agrícola anteriormente e colheita necessária a realização dos objectivos traçados) e para o seu reembolso a ausência de terreno preparado para produzir as quantidades que tornam o projecto viável acaba por ser a decisão mais coerente evitando que hajam dissabores fruto da indisponibilidade de garantia de recursos financeiros. Deste modo, sugerimos quando se verificarem todas as condições para que se avance com o projecto o mesmo deve ser revisto o seu estudo evidenciando as principais mudanças verificadas no ambiente económico endógeno e exógeno da Empresa.  Para uma posterior etapa de desenvolvimento na estrutura organizacional há a necessidade de criação de uma área de Contabilidade e Finanças autónoma das áreas Comerciais e Produtivas pois ajuda e vem atender necessidades específicas no que a apresentação de Demostrações Financeiras diz respeito, considerando um aumento dos movimentos contabilísticos e o volume de negócio crescente ao longo do projecto. 19 WILCOX, Jeffrey. Como Fazer uma Pequena Fortuna com Aquicultura. Revista Panorama da Aquicultura, Edição 51, Janeiro/Fevereiro, 1999 ABRACOA Disponível em: http://www.abracoa.com.br/1308/1308.pdf acesso em 03.04.14 19:50