ANÁLISE E GESTÃO DE PROJECTOS
Por: Noé Bambissa, MSc
Licenciatura em Contabilidade e Auditoria
ISCAM
06/04/2024 1
Enquadramento e conceitos
1. Investimento (na óptica empresarial)
 Um investimento é uma aplicação de
fundos escassos que geram rendimento,
durante um certo tempo, de forma a
maximizar a riqueza da empresa.
 Afectação de recursos materiais, financeiros,
humanos com o intuito de criar mais riqueza
para os empresários
06/04/2024 2
Investimento (na óptica empresarial)
(cont.)
 O lucro (a curto prazo) constitui o aspecto que mais
interessa directamente ao empresário, pois, ao assumir o
risco do investimento é para ele fundamental recuperar
com acréscimo os valores despendidos no processo de
investimento e de exploração, para poder continuar a
fazer novos investimentos, pagar os capitais alheios
utilizados e pagar atempadamente as remunerações dos
factores produtivos primários que utiliza no processo de
produção.
 O empresário pretende dar a si uma recompensa
dos seus esforços, iniciativa e riscos do
empreendimento, traduzida numa expectativa de
lucro líquido.
06/04/2024 3
1.2. Investimento (na óptica financeira)
 Aplicação de capitais ou de activos
monetários próprios ou alheios.
 Nesta perspectiva, para se realizar um
investimento é necessário que exista
uma expectativa de recuperação dos
valores investidos e de uma
remuneração adicional.
06/04/2024 4
1.3. Investimento na perspectiva económica
 Abrange toda a afectação de recursos com o
objectivo de produzir resultados num
determinado prazo.
 Estes recursos podem ser consubstanciados em
equipamentos e infra-estruturas, edifícios, estudos,
projectos, investigações, formação e treinamento
do pessoal e meios circulantes necessários ao
funcionamento do projecto de investimento.
 A realizacão do investimento nesta perspectiva,
implica também a expectativa de recuperacão
futura do investimento e de proução de excedentes.
06/04/2024 5
1.4. Investimento na perspectiva dos
agentes económicos aforradores
 O investimento nesta perspectiva
equivale, pois, a uma abstencão de
consumos no presente (poupança) com
vista à obtencão de consumos futuros
acrescidos, proporcionados por capital
recuperado mais os juros e/ou lucros.
06/04/2024 6
2. Conceito de projecto de investimento
 É uma intencão ou proposta de aplicacao
de recursos produtivos escassos com o
fim de melhorar, aumentar ou iniciar a
producao de determinado bem ou servico
em quantidade ou qualidade ou diminuir
seus custos de producao;
 É qualquer plano ou parte de um plano para
investir os recursos que possam ser
racionalmente utilizados para obtencao de
determinados beneficios durante determinado
período de tempo;
06/04/2024 7
Conceito de projecto de investimento
(cont.)
 É a compilacão de dados que permitira avaliar em
termos economicos as vantagens e desvantagens de
utilizar recursos escassos de um país na producão
de bens e servicos;
 É uma proposta para investimento de capital
visando fomentar a possibilidade de fornecer
bens e servicos;
 Accão que permite avaliar das vantagens e
desvantagens de transformar meios financeiros em
bens concretos face a possibilidades alternativas de
investimento.
06/04/2024 8
3. Classificação e diferenciação de
projectos de investimento
 Existem vários critérios de classificação
de projectos de investimentos:
 Quanto ao objectivo
 Quanto a sua dimensão, e
 Quanto ao comportamento de fluxos de
caixa.
06/04/2024 9
Classificação e diferenciação de
projectos de investimento (cont.)
06/04/2024 10
 Quanto aos objectivos podemos encontrar:
1. Projectos de substituição;
2. Projectos de expansão de produtos no
mercado;
3. Projectos de inovação para introdução de
novos produtos e novos mercados;
4. Projectos de segurança ou protecção do
ambiente
5. Outros projectos.
3.1.1. Projectos de substituição
(manutenção da exploração/ou redução de custos)
Consistem na renovação do capital (AF) existente. Em
princípio, não aumentam a capacidade produtiva da empresa
e, são os que apresentam menor grau de incerteza (ou risco).
 Causas que podem levar a substituição
 Usura física que é geralmente a principal causa da
depreciação.
 Susceptibilidade de avarias frequentes e mais ou menos
complexas.
 Aqueles cuja depreciação é sobretudo devida ao progresso
técnico (obsolescência rápida).
06/04/2024 11
3.1.2. Projectos de expansão
de produtos existentes e mercados
 Aumentam a capacidade da oferta e portanto,
implicam estudos de rentabilidade, comparando
proveitos acrescidos com custos acrescidos (i e,
marginais).
 Aconselham também o estudo previsional do
mercado: descobrindo novos consumidores.
06/04/2024 12
3.1.3. Projectos de inovação
para introdução de novos produtos ou mercados
 Tem por objectivo a redução de custos de
funcionamento, a produção de novos
produtos ou atingir novos mercados, ou
aperfeiçoar os existentes.
 Implica modificação nas linhas de fabricação e,
consequentemente, estudos de mercado e de
rentabilidade.
06/04/2024 13
3.1.4. Projectos de segurança
ou de protecção do ambiente
Destinam-se a cumprir ordens governamentais,
acordos gerais de trabalho, garantindo a segurança dos
trabalhadores e da restante população circundante.
 São exemplos:
 Projectos para investimentos destinados a
destruição de produtos tóxicos, poluição do meio
ambiente, etc.
 A decisão de investir depende do seu tamanho e
não de garantia de retornos positivos directos.
06/04/2024 14
3.1.5. Outros projectos
São projectos não enquadrados nos
anteriores, bem como os projectos
secundários, como por exemplo, parques
de estacionamento, equipamentos sociais,
etc.
06/04/2024 15
4. Relação entre diversos projectos em
análise
Os projectos podem ser:
a)Independentes
Quando a aceitação ou rejeição de um projecto não é
influenciável pela aceitação ou rejeição de outro ou outros
projectos.
b)Mutuamente exclusivos
Quando a aceitação de um implica a rejeição de outro ou
outros projectos que formam o conjunto em análise.
c) Dependentes
Quando a aceitação de um projecto depende da aceitação de
outro ou outros projectos (há complementaridade).
06/04/2024 16
5. Fases metodológicas da análise
dos investimentos
06/04/2024 17
1. A detecção das oportunidades de investimento
2. A pré-selecção dos investimentos
3. A elaboração dos estudos dos investimentos
4. A avaliação da decisão económica de investimento
5. A avaliação da decisão de financiamento dos investimentos
6. A avaliação da decisão global de investimento
7. A gestão e controlo dos investimentos.
Fases metodológicas da análise dos
investimentos (cont.)
5.1. A detecção das oportunidades de investimento
 A realização de novos investimentos em AF deve
resultar dos objectivos e estratégias da empresa e da
existência de um processo de gestão participativa e,
consequentemente, aberta e motivadora.
 Assim, o normativo dos investimentos da empresa deve
claramente prever a possibilidade e os gestores,
posicionados nos graus hierárquicos inferiores,
efectuarem propostas para a realização de novos
investimentos, dado que o comum é os gestores que se
situam nos níveis hierárquicos superiores são quem faz
propostas de investimentos.
06/04/2024 18
Fases metodológicas da análise dos
investimentos (cont.)
5.2. A pré-selecção dos investimentos
 Decorre da política global da empresa e efectua-se
com base em estudos preliminares e com recurso
aos chamados métodos empíricos de avaliação dos
investimentos.
5.3. A elaboração dos estudos dos investimentos
 Uma vez pré-seleccionados os investimentos em AF,
devem ser objecto de um estudo a incidir sobre as
variáveis ou parâmetros económicos essenciais;
permitindo a produção de documentos relevantes à
elaboração do mapa dos fluxos financeiros.
06/04/2024 19
Fases metodológicas da análise dos
investimentos (cont.)
5.4. A avaliação da decisão económica de investimento
 Ao se fazer esta avaliação não se considera o seu aspecto financeiro
de financiamento, assume-se que os fundos de financiamento são
capitais próprios.
 Sendo assim, a preocupação é de ver se o projecto é rentável ou
não tendo em conta a actualização dos fluxos de caixa (método
científico dos cash-flows descontados – DCF – que atende a questão
do valor temporal do dinheiro).
5.5. A avaliação da decisão de financiamento dos investimentos
 Poderá (ou não) conduzir à alterações do pressuposto de que o
financiamento é pelos capitais próprios, permitindo-nos escolher a
melhor forma de financiamento através do estudo das alternativas
realistas.
06/04/2024 20
Fases metodológicas da análise dos
investimentos (cont.)
5.6. A avaliação da decisão global de investimento
Consiste na observação e escolha entre várias alternativas de
investimento tendo em conta, por um lado, o seu risco
económico e financeiro e, por outro, o seu impacto económico e
financeiros desses novos investimentos e, outros factores
ponderáveis.
5.7. A gestão e controlo dos investimentos
É uma fase tão importante quanto as anteriores, pois da gestão
correcta depende o sucesso de todo o esforço empreendido nas
fases anteriores. Uma má gestão pode levar a grandes
desastres tanto económicos como financeiros.
06/04/2024 21
6. Parâmetros económicos essenciais à
decisão económica de investimento
 Do tipo de investimento a fazer e do
montante total das despesas em activos
fixos e do fundo de maneio necessário
depende a extensão e a profundidade
dos estudos a realizar sobre os novos
investimentos.
 Porém os parâmetros essenciais à
elaboração dos estudos dos investimentos
são, regra geral, os seguintes:
06/04/2024 22
Parâmetros económicos essenciais à
decisão económica de investimento (cont.)
06/04/2024 23
1. Os mercados (área para a qual
convergem a oferta e a procura,
com o fim de determinar o preço de
equilíbrio);
2. A tecnologia;
3. A dimensão do projecto;
4. A localização;
6.1. Os mercados
 Os estudos do mercado abrangem as análises de
procura global e oferta global dos produtos acabados
e, contempla a oferta e a procura de outros factores
de produção (matéria-prima, mão-de-obra, matéria
subsidiária, materiais auxiliares, etc).
 De entre as ofertas todas, a mais importante é a de
produtos acabados e deve abordar essencialmente os
seguintes aspectos:
 O número e a localização geográfica dos concorrentes.
 A capacidade de produção (normal e real) dos
concorrentes e as taxas de crescimentos registadas no
passado e previstas para o futuro.
06/04/2024 24
Os mercados (cont.)
 A organização global e o dinamismo comercial das
despesas correntes.
 O preço, os descontos (comerciais e financeiros), a
forma de recebimento, a qualidade e as
características das embalagens dos produtos
acabados da concorrência.
 As margens de lucros das empresas existentes.
 Os circuitos de distribuição utilizados pela
concorrência.
 Os investimentos em capital fixo em curso da
realização ou previstos pela concorrência.
06/04/2024 25
Os mercados (cont.)
Em Suma:
 Análise da oferta
 Análise da procura
 Capacidade do projecto
 Preço do produto
06/04/2024 26
6.2. A tecnologia
 Consiste na ponderação de toda a tecnologia
alternativa existente, de modo a escolher a adequada;
tendo em conta a dimensão e a localização do
investimento. A tecnologia a utilizar determina o
montante total, da despesa de investimento e,
consequentemente, a rendibilidade do projecto.
 O estudo da tecnologia deve abranger com todo o pormenor
os processos técnico-produtivos, o layout dos edifícios, dos
equipamentos e instalações, a circulação interna dos
materiais e dos PVF e acabados, e as especificações dos
equipamentos e instalações principais, o cronograma da
realização dos investimentos, as despesas de montagem,
ensaio e arranque, os rendimentos e os consumos físicos
horárias, as despesas de manutenção e conservação futuras,
as principais normas de segurança, as principais exigências
do controlo global da qualidade, etc.
06/04/2024 27
6.3. A dimensão do projecto
 É a sua capacidade física inicial de produção.
Existem vários conceitos de dimensão:
1. Dimensão teórica do projecto
 É a sua capacidade física anual de produção normal, durante um
certo período de tempo e a um determinado ritmo diário, que
geralmente é para as actividades industriais de laboração não
contínua, é quantificada em 225 d/ano ao ritmo de 8 h/dia.
 Os seus indicadores são:
 A sua capacidade física anual
 Número de trabalhadores
 Despesa total de investimento
 Volume de vendas/ano
06/04/2024 28
A dimensão do projecto (cont.)
2. Dimensão real do projecto
 É a capacidade física anual de produção, as
condições acima, deduzidas das quebras de
produção ou da produtividade originadas pelos
tempos de paragem e outras razões.
3. Dimensão económica ou dimensão óptima
 É aquela que possibilita a maximização dos
resultados anuais de exploração (óptica
empresarial) ou diferencial Benefício-Custo
(óptica social).
06/04/2024 29
A dimensão do projecto (cont.)
6.3.1. Factores que condicionam a
escolha da dimensão óptima:
 O mercado dos produtos acabados
 A tecnologia
 A localização
 As fracas disponibilidades de inputs e do
pessoal técnico especializado ou as reduzidas
possibilidades de obtenção de uma adequada
assistência técnica
 A escassez das fontes de financiamento
06/04/2024 30
4. A localização
 É óptima a localização de um projecto que permite
minimizar os custos de exploração (numa óptica
empresarial) ou de maximizar o diferencial
Benefícios-Custos (numa óptica social).
Factores que determinam a localização de um
projecto:
 As disponibilidades, características e custos dos factores
produtivos necessários.
 As características dos produtos acabados
 Os custos de transporte e as facilidades de comunicação
 As economias externas de escala (caso dependa de
subcontratação) e as condições socio-políticas e
climatéricas de cada região ou país.
 Os estímulos e os benefícios de natureza fiscal
06/04/2024 31
Como determinar as despesas totais de
investimento (em A. Fixo)
 O que são as despesas de investimento?
São a totalidade de gastos com: Estudos, decisão,
preparação da implementação, período de gestão,
arranque, ritmo de cruzeiro e termo da vida útil; inclui
também a aquisição de activos fixos e do fundo de maneio
de exploração ou activo circulante.
Onde:
i. A preparação da implementação dos investimentos
 Consiste essencialmente em definir as equipas e os
responsáveis, e em estabelecer adequados mecanismos
de controlo: a este ponto, na prática, é igual à gestão
do projecto.
06/04/2024 32
Como determinar as despesas totais de
investimento (em A. Fixo) – cont.
II. O ritmo de cruzeiro
 É atingido quando o projecto industrial atinge a sua
capacidade normal de produção ou quando o projecto
comercial alcança os efeitos normais esperados.
III. Vida útil de um projecto
 É a duração económica (não física) dos principais
componentes que integram a despesa total de
investimentos. Também pode ser quantificado pelo
período de obsolescência dos produtos acabados.
 Em regra, a vida útil, situa-se entre 5 a 10 anos.
06/04/2024 33
Bases para estimar as despesas de investimentos
1. Preços correntes
 Os custos e os proveitos previsionais dos projectos de
investimento são determinados durante toda a sua vida
pela actuação de factores de natureza técnico-produtiva
ou económica e, ainda, pela influência da inflação ou
desvalorização da moeda; desta forma há que conceber
cenários para o comportamento futuro dos preços dos
diversos inputs e outputs, como resultado da influência da
inflação ou da desvalorização da moeda.
 Assim a decisão global de investimento depende de dois
factores:
 A rendibilidade futura
 O custo médio ponderado das fontes de financiamento.
06/04/2024 34
Bases para estimar as despesas de investimentos (cont.)
 Vantagens de preços correntes
 Pré-definir o comportamento futuro exigível aos
preços de venda, cuja adesão a realidade constitui
uma condição primordial para o sucesso do projecto.
 Porém, é inútil quando se utiliza uma taxa única
anual de inflação para todos os preços: de custos de
exploração e os de venda o que significaria esperar
que os preços de venda terão um comportamento
autónomo em relação aos custos de produção e que
as margens de vendas (bruta e líquida) serão
implicitamente definidas e, não considerar os
desfasamentos dos custos dada a desvalorização e a
repercussão.
06/04/2024 35
Bases para estimar as despesas de investimentos (cont.)
2. Preços constantes
 A inflação é obrigatoriamente contemplada,
pelo menos até ao arranque do projecto.
 Os custos e os proveitos dos novos
investimentos em AF não são influenciados
durante toda a sua vida útil pela eventual
actução da inflação ou da desvalorização da
moeda.
06/04/2024 36
Critérios (ou regras) de decisão e
escolha de projectos
1. Pay-Back (ou Período de Recuperação do
Investimento - PRI)
 Consiste na determinação do número de anos
necessários para se recuperar o investimento líquido
inicial com os seus fluxos de caixa.
2. Valor Actual Líquido (VAL)
 Consiste em calcular o valor actual dos fluxos de
caixa líquidos esperados de um investimento,
descontados (actualizados) ao custo de capital e
subtraindo dele o custo inicial de desembolsos do
projecto.
06/04/2024 37
Critérios (ou regras) de decisão e
escolha de projectos (cont.)
3. Taxa Interna de Retorno (TIR)
 É a taxa de desconto que leva o valor actual das
entradas de caixa a igualar-se aos
investimentos líquidos do projecto.
4. Índice de rendibilidade do projecto (IRP)
 É a relação existente entre os fluxos de
tesouraria esperados e o custo de investimento
inicial.
06/04/2024 38
Pay-Back ou PRI
(Período de Recuperação do Investimento)
 O PRI ou Pay-Back será dado pelo valor de k que torna a
mesma expressão igual a zero, isto é, o tempo em anos,
necessário para que os fluxos financeiros previsionais
acumulados igualem ao valor do investimento inicial.
 Diversos autores, como Brealey e Myers (1998, p.88),
Abreu (1973, p. 33-34) e Contador (1998, p.43), admitem
o cálculo do PRI, utilizando os fluxos financeiros não
actualizados.
Actualizando os fluxos de caixa, temos:
06/04/2024 39
n
CK
(1 + r)K
K=1
∑
0= - C0
Pay-Back ou PRI (cont.)
 Critério progressivo
 Aplica-se quer para fluxos de caixa não
actualizados, quer nos actualizados
 Procedimentos de cálculo
 Calcular os valores acumulados dos cash-flow do
projecto mediante a soma ao longo dos anos
 Identificar o ano em que ocorre a mudança do sinal,
de negativo para positivo.
 Adicionar o quociente entre o último valor negativo
e o valor do ano imediatamente a seguir, ao
número de períodos em que a soma dos fluxos de
caixa permaneceu negativo devido ao sinal negativo
do investimento inicial (e subsequentes se
existirem).
06/04/2024 40
Interpretação do Pay-Back ou PRI
O PB é um indicador de liquidez e de risco
 Liquidez: é um indicador de liquidez na medida em
que se atingirmos o PB, num dado momento da vida
útil do projecto, continuando este a gerar fluxos de
caixa positivos, estes fluxos são excedente de
dinheiro (financeiro) e permitem à empresa um maior
grau de liquidez.
 Risco: Quanto menor for o PB, menor é o risco do
projecto, pois a incerteza de ocorrência futura de
fenómenos económicos danosos torna-se reduzida e,
por conseguinte, reduz a preocupação de não
recuperar pelo menos o valor investido no projecto.
06/04/2024 41
Regra de decisão pelo Pay-Back
Toma-se o projecto com menor Pay-Back.
06/04/2024 42
Método do Valor Actual Líquido (VAL)
O VAL de um projecto de investimento
(discounted cash flow) determina-se pela
seguinte expressão:
Regra de decisão pelo VAL: Toma-se o
projecto com o maior VAL
06/04/2024 43
n
CK
(1 + r)K
K=1
∑
VAL= - C0
Interpretação do Valor Actual Líquido (VAL)
 Se VAL = o (nulo) – Indeterminado; os cash-flows do projecto
são exactamente suficientes para amortizar o capital investido e
garantir a taxa de retorno do capital requerido.
 Se VAL> 0 - Os cash-flows geram um excedente financeiro
líquido a favor dos accionistas, posto que o retorno dos credores
é fixo.
 Por esta via (VAL> 0) o valor da empresa aumenta e consigo a
dimensão e o preço das acções – cumpre-se com o objectivo
primordial da organização: A maximização do seu valor; Ao passo
que se escolhemos projectos com VAL = 0, cresce somente a
dimensão (tamanho) da empresa, mas o preço das acções
permanece inalterável.
 Se VAL <0 – O projecto é inviável.
06/04/2024 44
Taxa Interna de Retorno (Rendibilidade)
(TIR ou IRR)
A TIR ou IRR é o valor da taxa de actualização
que torna o VAL igual a zero, ou seja:
Regra de decisão pela TIR: Toma-se o projecto
com a maior TIR, ou se TIR > r (taxa de
actualização)
06/04/2024 45
n
CK
(1 + TIR)K
K=1
∑
0= - C0
Interpretação da TIR
 Se a TIR = r – Indeterminado;
nenhum valor adicional resultará do
projecto; isto é, VAL = 0
 Se a TIR> r, o projecto produz
excedentes financeiros
 Se a TIR <r, projecto inviável
06/04/2024 46
Índice de rendibilidade do projecto
(IRP)
O IRP é dada pela relação entre o somatório dos cash
flows a partir do ano 1 do investimento sobre o capital
inicial, isto é:
Regra de decisão pelo IRP: Toma-se o
projecto com a maior IRP
06/04/2024 47
n
CK
(1 + r)K
K=1
C0
IRP =
∑
Interpretação do IRP
 Se o IRP> 1, o projecto é viável
 Se o IRP = 1, Indeterminado
 Se o IRP <1, projecto inviável
06/04/2024 48
Alguns problemas na análise de investimentos
 Vimos quatro critérios de decisão (ou selecção) de
investimentos. Porém, nem sempre todos eles nos
conduzirão a mesma decisão.
A questão é: Qual será o melhor método?
 Os projectos aceitáveis segundo o método do VAL
são, também, aceitáveis segundo o critério da TIR,
porque o VAL será positivo se, e apenas se, a TIR
for maior que o custo de capital.
 Pode haver conflito entre o VAL e a TIR, como
critérios de decisão de investimentos entre projectos
alternativos (mutuamente exclusivos).
06/04/2024 49
Alguns problemas na análise de investimentos
(cont.)
 Eventuais conflitos devem ser resolvidos, usando
como critério de resolução o VAL
06/04/2024 50
VAL
Proj A
Proj B
K
Ki KA KB TIR B
TIR A
Zona de conflito
Alguns problemas na análise de investimentos
(cont.)
 É possível encontrar num projecto múltiplas taxas
internas de rendibilidade (TIR)
 Em certas condições, um projecto pode possuir mais
do que uma taxa interna de rendibilidade.
 Quando confrontado com múltiplas TIRs, a
solução será determinar o custo de capital e
adoptar como critério de análise e decisão o VAL.
06/04/2024 51
A avaliação empresarial
(em suma)
 A avaliação empresarial é calculada pelo método dos
fluxos de caixa actualizados, pela combinação dos
seguintes indicadores: valor actual líquido (VAL),
taxa interna de retorno (TIR), período de
recuperação do investimento (PRI), também
conhecido por pay-back period, e índice de
rendibilidade do projecto (IRP).
 Para que um projecto seja considerado viável, deve
reunir simultaneamente os seguintes requisitos:
1. Pay-Back < Vida útil do projecto
2. VAL> 0
3. TIR> r
4. IRP> 1
06/04/2024 52
Taxa de actualização
A taxa de actualização é dada pela fórmula:
Ta(r)= [(1+T1).(1+T2).(1+T3))-1)]
Sendo
 T1= taxa de juro de mercado;
 T2 = risco económico e financeiro inerente ao
projecto;
 T3 = taxa de inflação esperada para o futuro
06/04/2024 53
ANÁLISE DE INVESTIMENTOS
ELABORAÇÃO DO ESTUDO DE VIABILIDADE
(PASSO POR PASSO)
06/04/2024 54
Obrigado
06/04/2024 55

Analises e Gestao de Projectos Para .ppt

  • 1.
    ANÁLISE E GESTÃODE PROJECTOS Por: Noé Bambissa, MSc Licenciatura em Contabilidade e Auditoria ISCAM 06/04/2024 1
  • 2.
    Enquadramento e conceitos 1.Investimento (na óptica empresarial)  Um investimento é uma aplicação de fundos escassos que geram rendimento, durante um certo tempo, de forma a maximizar a riqueza da empresa.  Afectação de recursos materiais, financeiros, humanos com o intuito de criar mais riqueza para os empresários 06/04/2024 2
  • 3.
    Investimento (na ópticaempresarial) (cont.)  O lucro (a curto prazo) constitui o aspecto que mais interessa directamente ao empresário, pois, ao assumir o risco do investimento é para ele fundamental recuperar com acréscimo os valores despendidos no processo de investimento e de exploração, para poder continuar a fazer novos investimentos, pagar os capitais alheios utilizados e pagar atempadamente as remunerações dos factores produtivos primários que utiliza no processo de produção.  O empresário pretende dar a si uma recompensa dos seus esforços, iniciativa e riscos do empreendimento, traduzida numa expectativa de lucro líquido. 06/04/2024 3
  • 4.
    1.2. Investimento (naóptica financeira)  Aplicação de capitais ou de activos monetários próprios ou alheios.  Nesta perspectiva, para se realizar um investimento é necessário que exista uma expectativa de recuperação dos valores investidos e de uma remuneração adicional. 06/04/2024 4
  • 5.
    1.3. Investimento naperspectiva económica  Abrange toda a afectação de recursos com o objectivo de produzir resultados num determinado prazo.  Estes recursos podem ser consubstanciados em equipamentos e infra-estruturas, edifícios, estudos, projectos, investigações, formação e treinamento do pessoal e meios circulantes necessários ao funcionamento do projecto de investimento.  A realizacão do investimento nesta perspectiva, implica também a expectativa de recuperacão futura do investimento e de proução de excedentes. 06/04/2024 5
  • 6.
    1.4. Investimento naperspectiva dos agentes económicos aforradores  O investimento nesta perspectiva equivale, pois, a uma abstencão de consumos no presente (poupança) com vista à obtencão de consumos futuros acrescidos, proporcionados por capital recuperado mais os juros e/ou lucros. 06/04/2024 6
  • 7.
    2. Conceito deprojecto de investimento  É uma intencão ou proposta de aplicacao de recursos produtivos escassos com o fim de melhorar, aumentar ou iniciar a producao de determinado bem ou servico em quantidade ou qualidade ou diminuir seus custos de producao;  É qualquer plano ou parte de um plano para investir os recursos que possam ser racionalmente utilizados para obtencao de determinados beneficios durante determinado período de tempo; 06/04/2024 7
  • 8.
    Conceito de projectode investimento (cont.)  É a compilacão de dados que permitira avaliar em termos economicos as vantagens e desvantagens de utilizar recursos escassos de um país na producão de bens e servicos;  É uma proposta para investimento de capital visando fomentar a possibilidade de fornecer bens e servicos;  Accão que permite avaliar das vantagens e desvantagens de transformar meios financeiros em bens concretos face a possibilidades alternativas de investimento. 06/04/2024 8
  • 9.
    3. Classificação ediferenciação de projectos de investimento  Existem vários critérios de classificação de projectos de investimentos:  Quanto ao objectivo  Quanto a sua dimensão, e  Quanto ao comportamento de fluxos de caixa. 06/04/2024 9
  • 10.
    Classificação e diferenciaçãode projectos de investimento (cont.) 06/04/2024 10  Quanto aos objectivos podemos encontrar: 1. Projectos de substituição; 2. Projectos de expansão de produtos no mercado; 3. Projectos de inovação para introdução de novos produtos e novos mercados; 4. Projectos de segurança ou protecção do ambiente 5. Outros projectos.
  • 11.
    3.1.1. Projectos desubstituição (manutenção da exploração/ou redução de custos) Consistem na renovação do capital (AF) existente. Em princípio, não aumentam a capacidade produtiva da empresa e, são os que apresentam menor grau de incerteza (ou risco).  Causas que podem levar a substituição  Usura física que é geralmente a principal causa da depreciação.  Susceptibilidade de avarias frequentes e mais ou menos complexas.  Aqueles cuja depreciação é sobretudo devida ao progresso técnico (obsolescência rápida). 06/04/2024 11
  • 12.
    3.1.2. Projectos deexpansão de produtos existentes e mercados  Aumentam a capacidade da oferta e portanto, implicam estudos de rentabilidade, comparando proveitos acrescidos com custos acrescidos (i e, marginais).  Aconselham também o estudo previsional do mercado: descobrindo novos consumidores. 06/04/2024 12
  • 13.
    3.1.3. Projectos deinovação para introdução de novos produtos ou mercados  Tem por objectivo a redução de custos de funcionamento, a produção de novos produtos ou atingir novos mercados, ou aperfeiçoar os existentes.  Implica modificação nas linhas de fabricação e, consequentemente, estudos de mercado e de rentabilidade. 06/04/2024 13
  • 14.
    3.1.4. Projectos desegurança ou de protecção do ambiente Destinam-se a cumprir ordens governamentais, acordos gerais de trabalho, garantindo a segurança dos trabalhadores e da restante população circundante.  São exemplos:  Projectos para investimentos destinados a destruição de produtos tóxicos, poluição do meio ambiente, etc.  A decisão de investir depende do seu tamanho e não de garantia de retornos positivos directos. 06/04/2024 14
  • 15.
    3.1.5. Outros projectos Sãoprojectos não enquadrados nos anteriores, bem como os projectos secundários, como por exemplo, parques de estacionamento, equipamentos sociais, etc. 06/04/2024 15
  • 16.
    4. Relação entrediversos projectos em análise Os projectos podem ser: a)Independentes Quando a aceitação ou rejeição de um projecto não é influenciável pela aceitação ou rejeição de outro ou outros projectos. b)Mutuamente exclusivos Quando a aceitação de um implica a rejeição de outro ou outros projectos que formam o conjunto em análise. c) Dependentes Quando a aceitação de um projecto depende da aceitação de outro ou outros projectos (há complementaridade). 06/04/2024 16
  • 17.
    5. Fases metodológicasda análise dos investimentos 06/04/2024 17 1. A detecção das oportunidades de investimento 2. A pré-selecção dos investimentos 3. A elaboração dos estudos dos investimentos 4. A avaliação da decisão económica de investimento 5. A avaliação da decisão de financiamento dos investimentos 6. A avaliação da decisão global de investimento 7. A gestão e controlo dos investimentos.
  • 18.
    Fases metodológicas daanálise dos investimentos (cont.) 5.1. A detecção das oportunidades de investimento  A realização de novos investimentos em AF deve resultar dos objectivos e estratégias da empresa e da existência de um processo de gestão participativa e, consequentemente, aberta e motivadora.  Assim, o normativo dos investimentos da empresa deve claramente prever a possibilidade e os gestores, posicionados nos graus hierárquicos inferiores, efectuarem propostas para a realização de novos investimentos, dado que o comum é os gestores que se situam nos níveis hierárquicos superiores são quem faz propostas de investimentos. 06/04/2024 18
  • 19.
    Fases metodológicas daanálise dos investimentos (cont.) 5.2. A pré-selecção dos investimentos  Decorre da política global da empresa e efectua-se com base em estudos preliminares e com recurso aos chamados métodos empíricos de avaliação dos investimentos. 5.3. A elaboração dos estudos dos investimentos  Uma vez pré-seleccionados os investimentos em AF, devem ser objecto de um estudo a incidir sobre as variáveis ou parâmetros económicos essenciais; permitindo a produção de documentos relevantes à elaboração do mapa dos fluxos financeiros. 06/04/2024 19
  • 20.
    Fases metodológicas daanálise dos investimentos (cont.) 5.4. A avaliação da decisão económica de investimento  Ao se fazer esta avaliação não se considera o seu aspecto financeiro de financiamento, assume-se que os fundos de financiamento são capitais próprios.  Sendo assim, a preocupação é de ver se o projecto é rentável ou não tendo em conta a actualização dos fluxos de caixa (método científico dos cash-flows descontados – DCF – que atende a questão do valor temporal do dinheiro). 5.5. A avaliação da decisão de financiamento dos investimentos  Poderá (ou não) conduzir à alterações do pressuposto de que o financiamento é pelos capitais próprios, permitindo-nos escolher a melhor forma de financiamento através do estudo das alternativas realistas. 06/04/2024 20
  • 21.
    Fases metodológicas daanálise dos investimentos (cont.) 5.6. A avaliação da decisão global de investimento Consiste na observação e escolha entre várias alternativas de investimento tendo em conta, por um lado, o seu risco económico e financeiro e, por outro, o seu impacto económico e financeiros desses novos investimentos e, outros factores ponderáveis. 5.7. A gestão e controlo dos investimentos É uma fase tão importante quanto as anteriores, pois da gestão correcta depende o sucesso de todo o esforço empreendido nas fases anteriores. Uma má gestão pode levar a grandes desastres tanto económicos como financeiros. 06/04/2024 21
  • 22.
    6. Parâmetros económicosessenciais à decisão económica de investimento  Do tipo de investimento a fazer e do montante total das despesas em activos fixos e do fundo de maneio necessário depende a extensão e a profundidade dos estudos a realizar sobre os novos investimentos.  Porém os parâmetros essenciais à elaboração dos estudos dos investimentos são, regra geral, os seguintes: 06/04/2024 22
  • 23.
    Parâmetros económicos essenciaisà decisão económica de investimento (cont.) 06/04/2024 23 1. Os mercados (área para a qual convergem a oferta e a procura, com o fim de determinar o preço de equilíbrio); 2. A tecnologia; 3. A dimensão do projecto; 4. A localização;
  • 24.
    6.1. Os mercados Os estudos do mercado abrangem as análises de procura global e oferta global dos produtos acabados e, contempla a oferta e a procura de outros factores de produção (matéria-prima, mão-de-obra, matéria subsidiária, materiais auxiliares, etc).  De entre as ofertas todas, a mais importante é a de produtos acabados e deve abordar essencialmente os seguintes aspectos:  O número e a localização geográfica dos concorrentes.  A capacidade de produção (normal e real) dos concorrentes e as taxas de crescimentos registadas no passado e previstas para o futuro. 06/04/2024 24
  • 25.
    Os mercados (cont.) A organização global e o dinamismo comercial das despesas correntes.  O preço, os descontos (comerciais e financeiros), a forma de recebimento, a qualidade e as características das embalagens dos produtos acabados da concorrência.  As margens de lucros das empresas existentes.  Os circuitos de distribuição utilizados pela concorrência.  Os investimentos em capital fixo em curso da realização ou previstos pela concorrência. 06/04/2024 25
  • 26.
    Os mercados (cont.) EmSuma:  Análise da oferta  Análise da procura  Capacidade do projecto  Preço do produto 06/04/2024 26
  • 27.
    6.2. A tecnologia Consiste na ponderação de toda a tecnologia alternativa existente, de modo a escolher a adequada; tendo em conta a dimensão e a localização do investimento. A tecnologia a utilizar determina o montante total, da despesa de investimento e, consequentemente, a rendibilidade do projecto.  O estudo da tecnologia deve abranger com todo o pormenor os processos técnico-produtivos, o layout dos edifícios, dos equipamentos e instalações, a circulação interna dos materiais e dos PVF e acabados, e as especificações dos equipamentos e instalações principais, o cronograma da realização dos investimentos, as despesas de montagem, ensaio e arranque, os rendimentos e os consumos físicos horárias, as despesas de manutenção e conservação futuras, as principais normas de segurança, as principais exigências do controlo global da qualidade, etc. 06/04/2024 27
  • 28.
    6.3. A dimensãodo projecto  É a sua capacidade física inicial de produção. Existem vários conceitos de dimensão: 1. Dimensão teórica do projecto  É a sua capacidade física anual de produção normal, durante um certo período de tempo e a um determinado ritmo diário, que geralmente é para as actividades industriais de laboração não contínua, é quantificada em 225 d/ano ao ritmo de 8 h/dia.  Os seus indicadores são:  A sua capacidade física anual  Número de trabalhadores  Despesa total de investimento  Volume de vendas/ano 06/04/2024 28
  • 29.
    A dimensão doprojecto (cont.) 2. Dimensão real do projecto  É a capacidade física anual de produção, as condições acima, deduzidas das quebras de produção ou da produtividade originadas pelos tempos de paragem e outras razões. 3. Dimensão económica ou dimensão óptima  É aquela que possibilita a maximização dos resultados anuais de exploração (óptica empresarial) ou diferencial Benefício-Custo (óptica social). 06/04/2024 29
  • 30.
    A dimensão doprojecto (cont.) 6.3.1. Factores que condicionam a escolha da dimensão óptima:  O mercado dos produtos acabados  A tecnologia  A localização  As fracas disponibilidades de inputs e do pessoal técnico especializado ou as reduzidas possibilidades de obtenção de uma adequada assistência técnica  A escassez das fontes de financiamento 06/04/2024 30
  • 31.
    4. A localização É óptima a localização de um projecto que permite minimizar os custos de exploração (numa óptica empresarial) ou de maximizar o diferencial Benefícios-Custos (numa óptica social). Factores que determinam a localização de um projecto:  As disponibilidades, características e custos dos factores produtivos necessários.  As características dos produtos acabados  Os custos de transporte e as facilidades de comunicação  As economias externas de escala (caso dependa de subcontratação) e as condições socio-políticas e climatéricas de cada região ou país.  Os estímulos e os benefícios de natureza fiscal 06/04/2024 31
  • 32.
    Como determinar asdespesas totais de investimento (em A. Fixo)  O que são as despesas de investimento? São a totalidade de gastos com: Estudos, decisão, preparação da implementação, período de gestão, arranque, ritmo de cruzeiro e termo da vida útil; inclui também a aquisição de activos fixos e do fundo de maneio de exploração ou activo circulante. Onde: i. A preparação da implementação dos investimentos  Consiste essencialmente em definir as equipas e os responsáveis, e em estabelecer adequados mecanismos de controlo: a este ponto, na prática, é igual à gestão do projecto. 06/04/2024 32
  • 33.
    Como determinar asdespesas totais de investimento (em A. Fixo) – cont. II. O ritmo de cruzeiro  É atingido quando o projecto industrial atinge a sua capacidade normal de produção ou quando o projecto comercial alcança os efeitos normais esperados. III. Vida útil de um projecto  É a duração económica (não física) dos principais componentes que integram a despesa total de investimentos. Também pode ser quantificado pelo período de obsolescência dos produtos acabados.  Em regra, a vida útil, situa-se entre 5 a 10 anos. 06/04/2024 33
  • 34.
    Bases para estimaras despesas de investimentos 1. Preços correntes  Os custos e os proveitos previsionais dos projectos de investimento são determinados durante toda a sua vida pela actuação de factores de natureza técnico-produtiva ou económica e, ainda, pela influência da inflação ou desvalorização da moeda; desta forma há que conceber cenários para o comportamento futuro dos preços dos diversos inputs e outputs, como resultado da influência da inflação ou da desvalorização da moeda.  Assim a decisão global de investimento depende de dois factores:  A rendibilidade futura  O custo médio ponderado das fontes de financiamento. 06/04/2024 34
  • 35.
    Bases para estimaras despesas de investimentos (cont.)  Vantagens de preços correntes  Pré-definir o comportamento futuro exigível aos preços de venda, cuja adesão a realidade constitui uma condição primordial para o sucesso do projecto.  Porém, é inútil quando se utiliza uma taxa única anual de inflação para todos os preços: de custos de exploração e os de venda o que significaria esperar que os preços de venda terão um comportamento autónomo em relação aos custos de produção e que as margens de vendas (bruta e líquida) serão implicitamente definidas e, não considerar os desfasamentos dos custos dada a desvalorização e a repercussão. 06/04/2024 35
  • 36.
    Bases para estimaras despesas de investimentos (cont.) 2. Preços constantes  A inflação é obrigatoriamente contemplada, pelo menos até ao arranque do projecto.  Os custos e os proveitos dos novos investimentos em AF não são influenciados durante toda a sua vida útil pela eventual actução da inflação ou da desvalorização da moeda. 06/04/2024 36
  • 37.
    Critérios (ou regras)de decisão e escolha de projectos 1. Pay-Back (ou Período de Recuperação do Investimento - PRI)  Consiste na determinação do número de anos necessários para se recuperar o investimento líquido inicial com os seus fluxos de caixa. 2. Valor Actual Líquido (VAL)  Consiste em calcular o valor actual dos fluxos de caixa líquidos esperados de um investimento, descontados (actualizados) ao custo de capital e subtraindo dele o custo inicial de desembolsos do projecto. 06/04/2024 37
  • 38.
    Critérios (ou regras)de decisão e escolha de projectos (cont.) 3. Taxa Interna de Retorno (TIR)  É a taxa de desconto que leva o valor actual das entradas de caixa a igualar-se aos investimentos líquidos do projecto. 4. Índice de rendibilidade do projecto (IRP)  É a relação existente entre os fluxos de tesouraria esperados e o custo de investimento inicial. 06/04/2024 38
  • 39.
    Pay-Back ou PRI (Períodode Recuperação do Investimento)  O PRI ou Pay-Back será dado pelo valor de k que torna a mesma expressão igual a zero, isto é, o tempo em anos, necessário para que os fluxos financeiros previsionais acumulados igualem ao valor do investimento inicial.  Diversos autores, como Brealey e Myers (1998, p.88), Abreu (1973, p. 33-34) e Contador (1998, p.43), admitem o cálculo do PRI, utilizando os fluxos financeiros não actualizados. Actualizando os fluxos de caixa, temos: 06/04/2024 39 n CK (1 + r)K K=1 ∑ 0= - C0
  • 40.
    Pay-Back ou PRI(cont.)  Critério progressivo  Aplica-se quer para fluxos de caixa não actualizados, quer nos actualizados  Procedimentos de cálculo  Calcular os valores acumulados dos cash-flow do projecto mediante a soma ao longo dos anos  Identificar o ano em que ocorre a mudança do sinal, de negativo para positivo.  Adicionar o quociente entre o último valor negativo e o valor do ano imediatamente a seguir, ao número de períodos em que a soma dos fluxos de caixa permaneceu negativo devido ao sinal negativo do investimento inicial (e subsequentes se existirem). 06/04/2024 40
  • 41.
    Interpretação do Pay-Backou PRI O PB é um indicador de liquidez e de risco  Liquidez: é um indicador de liquidez na medida em que se atingirmos o PB, num dado momento da vida útil do projecto, continuando este a gerar fluxos de caixa positivos, estes fluxos são excedente de dinheiro (financeiro) e permitem à empresa um maior grau de liquidez.  Risco: Quanto menor for o PB, menor é o risco do projecto, pois a incerteza de ocorrência futura de fenómenos económicos danosos torna-se reduzida e, por conseguinte, reduz a preocupação de não recuperar pelo menos o valor investido no projecto. 06/04/2024 41
  • 42.
    Regra de decisãopelo Pay-Back Toma-se o projecto com menor Pay-Back. 06/04/2024 42
  • 43.
    Método do ValorActual Líquido (VAL) O VAL de um projecto de investimento (discounted cash flow) determina-se pela seguinte expressão: Regra de decisão pelo VAL: Toma-se o projecto com o maior VAL 06/04/2024 43 n CK (1 + r)K K=1 ∑ VAL= - C0
  • 44.
    Interpretação do ValorActual Líquido (VAL)  Se VAL = o (nulo) – Indeterminado; os cash-flows do projecto são exactamente suficientes para amortizar o capital investido e garantir a taxa de retorno do capital requerido.  Se VAL> 0 - Os cash-flows geram um excedente financeiro líquido a favor dos accionistas, posto que o retorno dos credores é fixo.  Por esta via (VAL> 0) o valor da empresa aumenta e consigo a dimensão e o preço das acções – cumpre-se com o objectivo primordial da organização: A maximização do seu valor; Ao passo que se escolhemos projectos com VAL = 0, cresce somente a dimensão (tamanho) da empresa, mas o preço das acções permanece inalterável.  Se VAL <0 – O projecto é inviável. 06/04/2024 44
  • 45.
    Taxa Interna deRetorno (Rendibilidade) (TIR ou IRR) A TIR ou IRR é o valor da taxa de actualização que torna o VAL igual a zero, ou seja: Regra de decisão pela TIR: Toma-se o projecto com a maior TIR, ou se TIR > r (taxa de actualização) 06/04/2024 45 n CK (1 + TIR)K K=1 ∑ 0= - C0
  • 46.
    Interpretação da TIR Se a TIR = r – Indeterminado; nenhum valor adicional resultará do projecto; isto é, VAL = 0  Se a TIR> r, o projecto produz excedentes financeiros  Se a TIR <r, projecto inviável 06/04/2024 46
  • 47.
    Índice de rendibilidadedo projecto (IRP) O IRP é dada pela relação entre o somatório dos cash flows a partir do ano 1 do investimento sobre o capital inicial, isto é: Regra de decisão pelo IRP: Toma-se o projecto com a maior IRP 06/04/2024 47 n CK (1 + r)K K=1 C0 IRP = ∑
  • 48.
    Interpretação do IRP Se o IRP> 1, o projecto é viável  Se o IRP = 1, Indeterminado  Se o IRP <1, projecto inviável 06/04/2024 48
  • 49.
    Alguns problemas naanálise de investimentos  Vimos quatro critérios de decisão (ou selecção) de investimentos. Porém, nem sempre todos eles nos conduzirão a mesma decisão. A questão é: Qual será o melhor método?  Os projectos aceitáveis segundo o método do VAL são, também, aceitáveis segundo o critério da TIR, porque o VAL será positivo se, e apenas se, a TIR for maior que o custo de capital.  Pode haver conflito entre o VAL e a TIR, como critérios de decisão de investimentos entre projectos alternativos (mutuamente exclusivos). 06/04/2024 49
  • 50.
    Alguns problemas naanálise de investimentos (cont.)  Eventuais conflitos devem ser resolvidos, usando como critério de resolução o VAL 06/04/2024 50 VAL Proj A Proj B K Ki KA KB TIR B TIR A Zona de conflito
  • 51.
    Alguns problemas naanálise de investimentos (cont.)  É possível encontrar num projecto múltiplas taxas internas de rendibilidade (TIR)  Em certas condições, um projecto pode possuir mais do que uma taxa interna de rendibilidade.  Quando confrontado com múltiplas TIRs, a solução será determinar o custo de capital e adoptar como critério de análise e decisão o VAL. 06/04/2024 51
  • 52.
    A avaliação empresarial (emsuma)  A avaliação empresarial é calculada pelo método dos fluxos de caixa actualizados, pela combinação dos seguintes indicadores: valor actual líquido (VAL), taxa interna de retorno (TIR), período de recuperação do investimento (PRI), também conhecido por pay-back period, e índice de rendibilidade do projecto (IRP).  Para que um projecto seja considerado viável, deve reunir simultaneamente os seguintes requisitos: 1. Pay-Back < Vida útil do projecto 2. VAL> 0 3. TIR> r 4. IRP> 1 06/04/2024 52
  • 53.
    Taxa de actualização Ataxa de actualização é dada pela fórmula: Ta(r)= [(1+T1).(1+T2).(1+T3))-1)] Sendo  T1= taxa de juro de mercado;  T2 = risco económico e financeiro inerente ao projecto;  T3 = taxa de inflação esperada para o futuro 06/04/2024 53
  • 54.
    ANÁLISE DE INVESTIMENTOS ELABORAÇÃODO ESTUDO DE VIABILIDADE (PASSO POR PASSO) 06/04/2024 54
  • 55.