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O QUE SÃO?
 As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são causadas por vírus,
bactérias ou outros microrganismos.
 São transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal,
anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina com uma pessoa que
esteja infectada. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para
a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação.
 O tratamento das pessoas com IST melhora a qualidade de vida e interrompe a
cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento e o tratamento são
gratuitos nos serviços de saúde do SUS.
 A terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) passa a ser adotada
em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST),
porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção,
mesmo sem sinais e sintomas.
Sintomas das IST
Como se manifestam as IST?
 As IST podem se manifestar por meio de
feridas, corrimentos ou verrugas anogenitais.
São alguns exemplos de IST: herpes
genital, sífilis, gonorreia, infecção pelo
HIV, infecção pelo Papilomavírus Humano
(HPV), hepatites virais B e C.
 A IST aparece, principalmente, no órgão
genital, mas pode surgir também em outra
parte do corpo (ex.: palma das mãos, olhos,
língua).
 O corpo deve ser observado durante a higiene
pessoal, o que pode ajudar a identificar uma
IST no estágio inicial. Sempre que se perceber
algum sinal ou algum sintoma, deve-se
procurar o serviço de saúde. E, quando
indicado, comunicar a parceria sexual.
 São três as principais manifestações clínicas
das IST:
 Corrimentos
 Aparecem no pênis, vagina ou ânus.
 Podem ser esbranquiçados, esverdeados ou
amarelados, dependendo da IST.
 Podem ter cheiro forte e/ou causar coceira.
 Provocam dor ao urinar ou durante a relação
sexual.
 Nas mulheres, quando é pouco, o corrimento
só é visto em exames ginecológicos.
 Podem se manifestar
na gonorreia, clamídia e tricomoníase.
. Feridas
•Aparecem nos órgãos genitais ou em qualquer parte do corpo, com ou sem dor.
•Podem ser manifestações da sífilis, herpes genital, cancroide, donovanose e linfogranuloma
venéreo.
Verrugas anogenitais
•São causadas pelo Papilomavírus Humano (HPV) e podem aparecer em forma de couve-flor,
quando a infecção está em estágio avançado.
•Em geral, não doem, mas pode ocorrer irritação ou coceira.
HIV/aids e hepatites virais B e C
•Além das IST que causam corrimentos, feridas e verrugas anogenitais, existem as infecções pelo
HIV e pelas hepatites virais B e C, causadas por vírus, com sinais e sintomas específicos.
Doença Inflamatória Pélvica (DIP)
•É outra forma de manifestação clínica das IST.
•Decorre de gonorreia e clamídia não tratadas.
•Atinge os órgãos genitais internos da mulher (útero, trompas e ovários), causando inflamações.
Algumas IST podem não apresentar sinais e sintomas, e se não forem diagnosticadas e tratadas,
podem levar a graves complicações, como infertilidade, câncer ou até a morte
Quais são as DST
Doenças sexualmente transmissíveis
•AIDS
•Cancro mole (cancroide)
•Condiloma acuminado (Papilomavírus Humano - HPV)
•Doença Inflamatória Pélvica (DIP)
•Donovanose
•Gonorreia e infecção por Clamídia
•Hepatites virais
•Herpes genital
•Infecção pelo HTLV
•Linfogranuloma venéreo (LGV)
•O que é aids
•Sífilis
•Tricomoníase
O que e HIV ?
HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca
o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais
atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si
mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a
infecção.
Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem
apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros
pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento seringas contaminadas ou de
mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o
teste e se proteger em todas as situações.
Biologia – HIV é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae. Esses vírus
compartilham algumas propriedades comuns: período de incubação prolongado antes do
surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso e
supressão do sistema imune.
Dúvidas frequentes
Atualmente, ainda há a distinção entre grupo de risco e grupo de não risco?
Essa distinção não existe mais. No começo da epidemia, pelo fato da aids atingir, principalmente, os homens
homossexuais, os usuários de drogas injetáveis e os hemofílicos, eles eram, à época, considerados grupos de risco.
Atualmente, fala-se em comportamento de risco e não mais em grupo de risco, pois o vírus passou a se espalhar de
forma geral, não mais se concentrando apenas nesses grupos específicos. Por exemplo, o número de heterossexuais
infectados por HIV tem aumentado proporcionalmente com a epidemia nos últimos anos, principalmente entre
mulheres.
O que se considera um comportamento de risco, que possa vir a ocasionar uma infecção pelo vírus da aids
(HIV)?
Relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada sem o uso de preservativos; compartilhamento de
seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis; reutilização de objetos perfurocortantes com
presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV.
Qual o tempo de sobrevida de um indivíduo portador do HIV?
Até o começo da década de 1990, a aids era considerada uma doença que levava à morte em um prazo
relativamente curto. Porém, com o surgimento do coquetel (combinação de medicamentos responsáveis pelo atual
tratamento de pacientes HIV positivo) as pessoas infectadas passaram a viver mais. Esse coquetel é capaz de manter
a carga viral do sangue baixa, o que diminui os danos causados pelo HIV no organismo e aumenta o tempo de vida da
pessoa infectada.
Doenças sexualmente
transmissíveis
 As chances de se contrair uma DST através do sexo oral são menores do que sexo com
penetração?
O fato é que nenhuma das relações sexuais sem proteção é isenta de risco - algumas DST têm maior risco
que outras. A transmissão da doença depende da integridade das mucosas das cavidades oral ou vaginal.
Independente da forma praticada, o sexo deve ser feito sempre com camisinha.
 - Toda ferida ou corrimento genital é uma DST?
Não necessariamente. Além das doenças sexualmente transmissíveis, existem outras causas para úlceras
ou corrimentos genitais. Entretanto, a única forma de saber o diagnóstico correto é procurar um serviço
de saúde.
 - É possível estar com uma DST e não apresentar sintomas?
Sim. Muitas pessoas podem se infectar com alguma DST e não ter reações do organismo durante
semanas, até anos. Dessa forma, a única maneira de se prevenir efetivamente é usar a camisinha em
todas as relações sexuais e procurar regularmente o serviço de saúde para realizar os exames de rotina.
Caso haja alguma exposição de risco (por exemplo, relação sem camisinha), é preciso procurar um
profissional de saúde para receber o atendimento adequado.
Onde se deve ir para fazer o tratamento de outras DST que não a aids?
Deve-se procurar qualquer serviço de saúde disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
- Que período de tempo é necessário esperar para se fazer a identificação de um possível caso de sífilis?
Os primeiros sintomas da sífilis são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas, que surgem
entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com pessoa infectada. A ferida e as ínguas não doem, não coçam,
não ardem e não apresentam pus. Mas, mesmo sem sintomas, a doença pode ser diagnosticada por meio de um
exame de sangue.
- Sífilis tem cura?
Sim. A sífilis é uma doença de tratamento simples que deve ser indicado por um profissional de saúde.
- Quais as providências a serem tomadas em caso de suspeita de infecção por alguma Doença Sexualmente
Transmissível?
Na presença de qualquer sinal ou sintoma de possível DST, é recomendado procurar um profissional de saúde,
para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado.
- Quais os sintomas do condiloma acuminado (HPV)?
A doença se manifesta por verrugas nos órgãos genitais com aspecto de couve-flor e tamanhos variáveis. È
importante procurar um profissional de saúde, pois só ele pode indicar o melhor tratamento para cada caso.
 Que cuidados devem ser tomados para garantir que a camisinha masculina seja usada
corretamente?
Abrir a embalagem com cuidado - nunca com os dentes ou outros objetos que possam danificá-la. Colocar
a camisinha somente quando o pênis estiver ereto. Apertar a ponta da camisinha para retirar todo o ar e
depois desenrolar a camisinha até a base do pênis. Se for preciso usar lubrificantes, usar somente aqueles
à base de água, evitando vaselina e outros lubrificantes à base de óleo que podem romper o látex. Após a
ejaculação, retirar a camisinha com o pênis ainda ereto, fechando com a mão a abertura para evitar que o
esperma vaze de dentro da camisinha. Dar um nó no meio da camisinha para depois jogá-la no lixo.
Nunca usar a camisinha mais de uma vez. Utilizar somente um preservativo por vez, já que preservativos
sobrepostos podem se romper com o atrito.
 Além desses cuidados, também é preciso certificar-se de que o produto contenha a identificação completa
do fabricante ou do importador. Observe as informações sobre o número do lote e a data de validade e
verifique se a embalagem do preservativo traz o símbolo de certificação do INMETRO (Instituto Nacional
de Metrologia), que atesta a qualidade do produto. Não utilize preservativos que estão guardados há
muito tempo em locais abafados, como bolsos de calça, carteiras ou porta-luvas de carro, pois ficam mais
sujeitos ao rompimento.
 Por que, em algumas situações, o preservativo estoura durante o ato sexual?
Quanto à possibilidade de o preservativo estourar durante o ato sexual, pesquisas sustentam que os
rompimentos devem-se muito mais ao uso incorreto do preservativo que por falha estrutural do produto
em si.
 O que fazer quando a camisinha estoura?
A ruptura da camisinha implica risco real de infecção pelo HIV. Independentemente do sexo do parceiro, o
certo é interromper a relação, realizar uma higienização e iniciar o ato sexual novamente com um novo
preservativo. A higiene dos genitais deve ser feita da forma habitual (água e sabão), sendo desnecessário o uso
de substâncias químicas, que podem inclusive ferir pele e mucosas, aumentando o risco de contágio pela
quebra de barreiras naturais de proteção ao vírus. A presença de lesão nas mucosas genitais, caso signifique
uma doença sexualmente transmissível, como a gonorreia, implica um risco adicional, pois a possibilidade de
aquisição da aids aumenta. Na relação anal, mesmo quando heterossexual, o risco é maior, pois a mucosa anal
é mais frágil que a vaginal.
A camisinha é mesmo impermeável ao vírus da aids?
A impermeabilidade dos preservativos é um dos fatores que mais preocupam as pessoas. Em um estudo
realizado nos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, esticou-se o látex do preservativo,
ampliando-o 2 mil vezes ao microscópio eletrônico, e não foi encontrado nenhum poro. Outro estudo
examinou as 40 marcas de camisinha mais utilizadas em todo o mundo, ampliando-as 30 mil vezes (nível de
ampliação que possibilita a visão do HIV) e nenhuma apresentou poros. Por causa disso, é possível afirmar
que a camisinha é impermeável tanto ao vírus da aids quanto às doenças sexualmente transmissíveis.
Qual o procedimento adequado para uma gestante soropositiva?
Iniciar o pré-natal tão logo perceba que está grávida. Começar a terapia antirretroviral segundo as orientações
do médico e do serviço de referência para pessoas que convivem com o HIV/aids. Fazer os exames para
avaliação de sua imunidade (exame de CD4) e da quantidade de vírus (carga viral) em circulação em seu
organismo. Submeter-se ao tipo de parto mais adequado segundo as recomendações do Ministério da Saúde.
Receber o inibidor de lactação e a fórmula infantil para sua criança.
Uso de medicamentos como prevenção
O que é a PEP sexual?
PEP sexual (profilaxia pós-exposição sexual) é uma medida de prevenção que consiste no uso de medicamentos até
72 horas após a relação sexual, para reduzir o risco de transmissão do HIV (vírus da aids), quando ocorrer falha ou
não uso da camisinha.
Quando a PEP sexual é indicada?
A PEP sexual é indicada somente para situações excepcionais em que ocorrer falha, rompimento ou não uso da
camisinha durante a relação sexual.
É, também, indicada em casos de violência sexual contra mulheres ou homens.
Quando a PEP sexual não é indicada?
A PEP sexual não é indicada para todos e nem deve ser usada a qualquer momento. Ela não substitui o uso da
camisinha e não deve ser utilizada em exposições sucessivas, pois seus efeitos colaterais pelo uso repetitivo são
desconhecidos em pessoas HIV negativas. Além disso, as pessoas que se expõem ao risco com frequência podem ter
sido infectadas pelo HIV em alguma dessas exposições e necessitam de uma avaliação médica - clínica e laboratorial
- cuidadosa.
Onde procurar?
A PEP sexual deve estar disponível nos Serviços de Atenção Especializada em HIV/aids (SAE), segundo recomendação
do Ministério da Saúde. Veja os endereços e telefones dos SAE, em todo o país (veja mapa completo - faça a busca
por estado e/ou cidade). Informe-se nesses serviços, sobre os locais disponíveis na sua cidade para o atendimento
de urgência à noite e nos finais de semana.
Quando começar a PEP sexual?
A eficácia da PEP sexual diminui à medida que o tempo passa. Assim, o ideal é que você inicie o medicamento nas
primeiras duas horas após a relação sexual, a partir da avaliação da equipe de saúde. O prazo máximo para início da
PEP sexual é de 72 horas. Por isso, você tem o direito de solicitar atendimento no serviço de saúde.
Qual medicamento devo tomar?
Você será orientado pelo médico sobre isso. Caso o(a) seu(sua) parceiro(a) for HIV positivo(a) e
esteja em uso de antirretrovirais (medicamentos para aids), é importante informar o médico sobre
os medicamentos usados por ele(ela).
Durante quanto tempo devo tomar o medicamento?
O medicamento deve ser tomado durante 28 dias seguidos, sem interrupção, sob acompanhamento
da equipe de saúde.
O medicamento causa efeitos colaterais?
Sim. A maioria dos medicamentos causa efeitos colaterais, que, em geral, são leves e melhoram
em poucos dias. No caso de algum mal-estar durante o uso desses medicamentos, você deve
procurar imediatamente o serviço de saúde para avaliação.
É preciso fazer o acompanhamento no serviço de saúde?
Sim. É muito importante fazer o acompanhamento durante as 24 semanas. Nesse período, você
será acompanhado para investigar se adquiriu o HIV ou outras DST, como hepatite ou sífilis, por
exemplo.
Não fique com dúvidas, esclareça todas essas questões durante a consulta com o médico.
• Se indicada a PEP sexual, nunca abandone os medicamentos. Isso pode fazer a diferença entre se infectar ou
não com o HIV.
• Se tiver dificuldade para tomá-los, procure a equipe de saúde com sua receita médica em mãos.
Avaliação do risco para a PEP sexual
O profissional de saúde avaliará o risco que você teve na relação sexual e informará ao médico que indicará
ou não a PEP sexual, baseado em dois critérios:
1. Tipo de relação sexual
O risco da transmissão do HIV varia, dependendo do tipo de relação sexual.
2. Relação sexual com parceiro HIV positivo ou que desconhece que tem HIV
• Se você teve relação sexual com parceiro(a) fixo(a) ou ocasional que sabe que tem HIV e vocês não usaram a
camisinha ou tiveram algum acidente durante seu uso;
• Se você teve relação sexual com parceiro(a) fixo(a) ou ocasional que é usuário de drogas, profissional do sexo,
gay, travesti ou homem que faz sexo com homem, por exemplo, que não sabe que tem HIV e vocês não usaram a
camisinha ou tiveram algum acidente durante seu uso.
Fatores que aumentam o risco de transmissão sexual do HIV
Nas relações desprotegidas, seu risco de se infectar pelo HIV aumenta se:
•Seu/sua parceiro/a sexual for HIV positivo e estiver com uma carga viral sanguínea detectável (quantidade de
HIV circulando no sangue);
•Se você apresentar qualquer tipo de ferimento ou lesão (machucado) na região genital;
•Se houver a presença de sangramento, como menstruação, no momento do ato sexual;
•Se um dos parceiros apresentar uma doença sexualmente transmissível.
O QUE É SISTEMA IMUNOLÓGICO?
O corpo reage diariamente aos ataques de bactérias, vírus e outros micróbios, por meio do sistema
imunológico. Muito complexa, essa barreira é composta por milhões de células de diferentes tipos e com
diferentes funções, responsáveis por garantir a defesa do organismo e por manter o corpo funcionando livre
de doenças.
Entre as células de defesa estão os linfócitos T CD4+, principais alvos do HIV, vírus causador da aids, e
do HTLV, vírus causador de outro tipo de doença sexualmente transmissível. São esses glóbulos brancos que
organizam e comandam a resposta diante dos agressores. Produzidos na glândula timo, aprendem a
memorizar, reconhecer e destruir os micro-organismos estranhos que entram no corpo humano.
O HIV liga-se a um componente da membrana dessa célula, o CD4, penetrando no seu interior para se
multiplicar. Com isso, o sistema de defesa vai pouco a pouco perdendo a capacidade de responde
adequadamente, tornando o corpo mais vulnerável a doenças. Quando o organismo não tem mais forças para
combater esses agentes externos, a pessoa começar a ficar doente mais facilmente e então se diz que
tem aids. Esse momento geralmente marca o início do tratamento com os medicamentos antirretrovirais,
que combatem a reprodução do vírus.
O QUE É JANELA IMUNOLÓGICA ?
Janela imunológica é o intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus da aids e a produção de
anticorpos anti-HIV no sangue. Esses anticorpos são produzidos pelo sistema de defesa do organismo em
resposta ao HIV e os exames irão detectar a presença dos anticorpos, o que confirmará a infecção pelo
vírus.
O período de identificação do contágio pelo vírus depende do tipo de exame (quanto à sensibilidade e
especificidade) e da reação do organismo do indivíduo. Na maioria dos casos, a sorologia positiva é
constatada de 30 a 60 dias após a exposição ao HIV. Porém, existem casos em que esse tempo é maior: o
teste realizado 120 dias após a relação de risco serve apenas para detectar os casos raros de
soroconversão – quando há mudança no resultado.
Se um teste de HIV é feito durante o período da janela imunológica, há a possibilidade de apresentar
um falso resultado negativo. Portanto, é recomendado esperar mais 30 dias e fazer o teste novamente.
É importante que, no período de janela imunológica, a pessoa sempre faça sexo com camisinha e não
compartilhe seringas , pois, se estiver realmente infectada, já poderá transmitir o HIV para outras
pessoas.
SIMTOMAS E FASES DA AIDS
Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da aids, o sistema imunológico começa a ser atacado.
E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV - tempo da
exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença. Esse período varia de 3 a 6
semanas. E o organismo leva de 30 a 60 dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV.
Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso,
a maioria dos casos passa despercebido.
A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas
mutações do vírus. Mas que não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças,
pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos
anos, é chamado de assintomático.
Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até
serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. A
fase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos linfócitos T CD4 - glóbulos brancos
do sistema imunológico - que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue. Em
adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades. Os sintomas mais comuns são:
febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.
A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por
se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença,
a aids. Quem chega a essa fase, por não saber ou não seguir o tratamento indicado pelos médicos,
pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer.
Por isso, sempre que você transar sem camisinha ou passar por alguma outra situação de risco,
aguarde 30 dias (saiba por quê) e faça o teste. Veja onde.
Por que fazer o teste de aids
Saber do contágio pelo HIV precocemente aumenta a expectativa de vida do soropositivo. Quem busca
tratamento especializado no tempo certo e segue as recomendações do médico ganha em qualidade de
vida.
Além disso, as mães soropositivas têm 99% de chance de terem filhos sem o HIV se seguirem o
tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto. Por isso, se você passou por uma
situação de risco, como ter feito sexo desprotegido ou compartilhado seringas, faça o exame!
O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue. No Brasil, temos os exames
laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em até 30 minutos, colhendo
uma gota de sangue da ponta do dedo. Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de
Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento - CTA (ver
localização pelo país). Os exames podem ser feitos inclusive de forma anônima. Nesses centros, além
da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, antes e depois do teste, para
facilitar a correta interpretação do resultado pelo paciente. Também é possível saber onde fazer o
teste pelo Disque Saúde (136).
A infecção pelo HIV pode ser detectada com, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco. Isso
porque o exame (o laboratorial ou o teste rápido) busca por anticorpos contra o HIV no sangue. Esse
período é chamado de janela imunológica.
Onde fazer?
•Você pode fazer o teste de aids em um Centro de
Testagem e Aconselhamento (CTA) ou nas diversas
unidades das redes públicas de saúde. Ele pode ser feito
de forma anônima e é gratuito. Ligue para o Disque
Saúde (136) ou consulte a lista de unidades das redes
públicas de saúde e veja o melhor local para você fazer
o teste.
Fatores que causam resultados falso-positivos
Alguns dos exames existentes no Brasil para diagnosticar a infecção pelo HIV buscam anticorpos anti-HIV
nas amostras de sangue. Apesar de sua eficácia, podem apresentar resultados falso-positivos em alguns
casos. Por isso, é importante o paciente se submeter a um novo teste.
Em alguns casos, devido às limitações de cada ensaio, e assim como todos os testes para diagnóstico, os TR
podem apresentar resultados “falso-reagentes”. Por isso, é importante o paciente se submeter a um
segundo teste complementar. Especialistas de laboratório identificaram alguns fatores que interferem no
resultado do TR. São eles:
•Vacina recente contra influenza A-H1N1;
•Artrite reumatoide;
•Colangite esclerosante primária;
•Terapia com interferon em pacientes hemodialisados;
•Síndrome de Stevens-Johnson;
•Anticorpo antimicrossomal;
•Anticorpos HLA (classe I e II);
•Infecção viral aguda;
•Aquisição passiva de anticorpos anti-HIV (de mãe para filho);
•Tumores malignos;
•Outras retroviroses;
•Múltiplas transfusões de sangue;
•Anticorpo anti-antimúsculo liso.
AUTORESPONSABILIDADE
CANCRO MOLE... (CANCROIDE)
 O que é
 É causado pela bactéria Haemophilus ducreyi,
sendo mais frequente nas regiões tropicais.
 Formas de contágio
 Transmite-se pela relação sexual com uma pessoa
infectada sem o uso da camisinha masculina ou
feminina.
 Sinais e sintomas
 Feridas múltiplas e dolorosas de tamanho pequeno
com presença de pus, que aparecem com frequência
nos órgãos genitais (ex.: pênis, ânus e vulva).
 Podem aparecer nódulos (caroços ou ínguas) na
virilha.
 Diagnóstico e tratamento
 Ao se observar qualquer sinal e sintoma de cancro
mole, a recomendação é procurar um serviço de
saúde. O tratamento deverá ser prescrito pelo
profissional de saúde.
Gonorreia e infecção por Clamídia
O que são?
São IST causadas por bactérias (Neisseria gonorrhoeae e Clamídia trachomatis, respectivamente). Na maioria das
vezes estão associadas, causando a infecção que atinge os órgãos genitais, a garganta e os olhos.
Essas infecções quando não tratadas, podem causar infertilidade (dificuldade para ter filhos), dor durante as
relações sexuais, gravidez nas trompas, entre outros danos à saúde.
Formas de contágio
A transmissão é sexual e o uso da camisinha masculina ou feminina é a melhor forma de prevenção.
Sinais e sintomas
•Dor ao urinar ou no baixo ventre (pé da barriga), corrimento amarelado ou claro, fora da época da menstruação,
dor ou sangramento durante a relação sexual.
•A maioria das mulheres infectadas não apresentam sinais e sintomas.
•Os homens podem apresentar ardor e esquentamento ao urinar, podendo haver corrimento ou pus, além de dor nos
testículos.
 Diagnóstico e tratamento
 Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessas IST, recomenda-se procurar um serviço de saúde para
o diagnóstico correto e indicação do tratamento com antibiótico adequado.
 As parcerias sexuais devem ser tratadas, ainda que não apresentem sinais e sintomas.

 Conjuntivite Neonatal
 Há possibilidade de transmissão no parto vaginal e a criança pode nascer com conjuntivite, que leva à
cegueira se não for prevenida ou tratada adequadamente.
 Deve-se aplicar colírio nos olhos do recém-nascido na primeira hora após o nascimento (ainda na
maternidade) para prevenir a conjuntivite (oftalmia)
Condiloma acuminado (Papilomavírus Humano -
HPV)
O que é
O condiloma acuminado, causado pelo HPV, é também conhecido por verruga anogenital, crista de galo,
figueira ou cavalo de crista. Atualmente, existem mais de 200 tipos de HPV, alguns deles podendo causar
câncer, principalmente no colo do útero e ânus.
Formas de contágio
A principal forma de transmissão do HPV é por via sexual, que inclui contato oral-genital e genital-genital.
Embora de forma mais rara, o HPV pode ser transmitido durante o parto ou, ainda, por determinados
objetos.
Sinais e Sintomas
•Verrugas não dolorosas, isoladas ou agrupadas, que aparecem nos órgãos genitais.
•Irritação ou coceira no local.
•O risco de transmissão é muito maior quando as verrugas são visíveis.
•As lesões podem aparecer no pênis, ânus, vagina, vulva (genitália feminina), colo do útero, boca e garganta.
•O vírus pode ficar latente no corpo: a lesão muitas vezes aparece alguns dias ou anos após o contato.
•As manifestações costumam ser mais comuns em gestantes e pessoas com imunidade baixa.
Diagnóstico e tratamento
Na presença de qualquer sinal ou sintoma da infecção pelo HPV, recomenda-se procurar um profissional de saúde para o diagnóstico correto e
indicação do tratamento adequado.
A realização periódica do exame preventivo de câncer de colo uterino é uma medida de prevenção.
Importante
Vacina contra o HPV
O Ministério da Saúde adotou a vacina quadrivalente, que protege contra HPV de baixo risco (tipos 6 e 11, que causam verrugas anogenitais) e
de alto risco (tipos 16 e 18, que causam câncer de colo uterino).
A vacina funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da
quantidade de anticorpos produzidos pela pessoa vacinada, a presença desses anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um
longo período de tempo. Essa vacina é destinada exclusivamente à utilização preventiva e não tem ainda efeito demonstrado nas infeções pré-
existentes ou na doença clínica estabelecida.
A população-alvo prioritária da vacina HPV é de meninas na faixa etária de 9 a 13 anos, que receberão duas doses (0 e 6 meses) com intervalo
de seis meses, e mulheres vivendo com HIV na faixa etária de 9 a 26 anos, que receberão três doses (0, 2 e 6 meses).
Outro aspecto relevante é que a vacina HPV quadrivalente é segura e os eventos adversos pós-vacinação, quando presentes, são leves e
autolimitados. Eventos adversos graves são muito raros; entretanto, quando acontecem, necessitam de avaliação e assistência imediata e
adequada de profissionais devidamente qualificados na rede de serviço do SUS.
•A vacina de HPV faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e, portanto, deverá estar disponível nas ações de rotina das Unidades Básicas
de Saúde para as adolescentes e mulheres vivendo com HIV incluídas na faixa etária preconizada.
•Não substitui o exame preventivo de câncer de colo uterino.
•Não está indicada para gestantes
O exame preventivo (de Papanicolaou ou citopatológico) pode detectar as lesões precursoras.
Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas, é possível prevenir a
doença em 100% dos casos.
O exame deve ser feito preferencialmente pelas mulheres entre 25 e 64 anos, que têm ou já
tiveram atividade sexual. Os dois primeiros exames devem ser feitos com intervalo de um ano e, se os
resultados forem normais, o exame passará a ser realizado a cada três anos. Para mais informações,
acesse o link: http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=2687
Doença Inflamatória Pélvica (DIP)O que é
É uma síndrome clínica, que ocorre quando a gonorreia e a infecção por clamídia não são tratadas, atingindo os
órgãos sexuais internos da mulher, como útero, trompas e ovários, e causando inflamações.
Formas de contágio
Essa infecção pode ocorrer por meio de contato com as bactérias após a relação sexual desprotegida. A maioria
dos casos ocorre em mulheres que tem outra IST, principalmente gonorreia e infecção por clamídia não tratadas.
Entretanto também pode ocorrer após algum procedimento médico local (inserção de Dispositivo Intra-Uterino
(DIU), biópsia na parte interna do útero, curetagem).
O uso da camisinha masculina ou feminina é a melhor forma de prevenção.
Sinais e sintomas
•Dor na parte baixa do abdômen (no “pé da barriga” ou baixo ventre) e durante a relação sexual.
•Dor abdominal e nas costas.
•Febre, fadiga e vômitos.
Diagnóstico e tratamento
Na presença de qualquer sinal ou sintoma de DIP, recomenda-se procurar imediatamente um profissional de
saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado.
Em casos mais graves, é necessária internação hospitalar para uso de antibiótico por via venosa.
DONOVANOSE
O que é
É uma IST crônica progressiva, causada pela bactéria Klebsiella granulomatis. Acomete preferencialmente
a pele e mucosas das regiões da genitália, da virilha e do ânus. Causa úlceras e destrói a pele infectada. É
pouco frequente, ocorrendo na maioria das vezes em climas tropicais e subtropicais.
Formas de contágio
A transmissão ocorre pelo sexo desprotegido com uma pessoa infectada. Por isso, recomenda-se sempre o
uso da camisinha masculina ou feminina.
Sinais e sintomas
•Após o contágio, aparece uma lesão que se transforma em ferida ou caroço vermelho.
•Não dói e não tem íngua.
•A ferida vermelha sangra fácil, pode atingir grandes áreas e comprometer a pele ao redor, facilitando a
infecção por outras bactérias.
Diagnóstico e tratamento
Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessas IST, recomenda-se procurar um serviço de saúde para o
diagnóstico correto e indicação do tratamento com antibiótico adequado.
Ao término do tratamento, é necessário retorno à consulta, para avaliação de cura da infecção.
Deve-se evitar contato sexual até que os sinais e sintomas tenham desaparecido e o tratamento seja
finalizado.
Grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, a hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser
causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas
e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem
ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina
escura e fezes claras.
No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E,
esse último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e
não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais
graves ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames
de rotina que detectam a hepatite.
Para saber se há a necessidade de realizar exames que detectem as hepatites observe se você já se expôs a
algumas dessas situações:
•Contágio fecal-oral: condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos
(vírus A e E);
•.
O que são hepatites
HEPATITE A
A hepatite A é uma doença contagiosa, causada pelo vírus A (VHA) e também conhecida como “hepatite
infecciosa”. Sua transmissão é fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos
contaminados pelo vírus. Geralmente, não apresenta sintomas. Porém, os mais frequentes são: cansaço, tontura,
enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Quando surgem,
costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção. Como as hepatites virais são doenças silenciosas, consulte
regularmente um médico e faça o teste.
O diagnóstico da doença é realizado por exame de sangue, no qual se procura por anticorpos anti-HAV. Após a
confirmação, o profissional de saúde indicará o tratamento mais adequado, de acordo com a saúde do paciente. A
doença é totalmente curável quando o portador segue corretamente todas as recomendações médicas. Na maioria
dos casos, a hepatite A é uma doença de caráter benigno. Causa insuficiência hepática aguda grave e pode ser
fulminante em menos de 1% dos casos.
Previna-se
A melhor forma de se evitar a doença é melhorando as condições de higiene e de saneamento básico, como por
exemplo:
•.
•Lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas e antes de comer ou preparar alimentos;
•Lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho
por 30 minutos;
•Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e carne de porco;
•Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;
•Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto a
céu aberto;
•Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios, para não comprometer o lençol d'água que
alimenta o poço. Deve-se respeitar, por medidas de segurança, a distância mínima de 15 metros entre o poço e a
fossa do tipo seca e de 45 metros, para os demais focos de contaminação, como chiqueiros, estábulos, valões de
esgoto, galerias de infiltração e outros;
•Caso haja algum doente com hepatite A em casa, utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária ao lavar o
banheiro;
•No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de
higiene, tal como a desinfecção de objetos, bancadas e chão utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água
sanitária.
Para tratar a água, basta ferver ou colocar duas gotas de hipoclorito de sódio em um litro de água, 30 minutos
antes de bebê-la, deixando o recipiente tampado para que o hipoclorito possa agir, tornando a água potável para
o consumo. Na ausência de hipoclorito de sódio, pode-se preparar uma solução caseira com uma colher das de
sopa de água sanitária a 2,5% (sem alvejante), diluída em um litro de água.
A vacina de Hepatite A foi introduzida no calendário infantil em 2014, para crianças de 1 a 2 anos de idade
HEPATITE B
Causada pelo vírus B (HBV), a hepatite do tipo B é uma doença infecciosa também chamada de soro-homóloga.
Como o VHB está presente no sangue, no esperma e no leite materno, a hepatite B é considerada uma doença
sexualmente transmissível. Entre as causas de transmissão estão:
•por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada,
•da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação,
•ao compartilhar material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos), de higiene pessoal (lâminas de barbea
e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção de tatuagem
e colocação de piercings,
•por transfusão de sangue contaminado.
A maioria dos casos de hepatite B não apresenta sintomas. Mas, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo
e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam
aparecer de um a seis meses após a infecção. Como as hepatites virais são doenças silenciosas, consulte
regularmente um médico e faça o teste.
A hepatite B pode se desenvolver de duas formas, aguda e crônica. A aguda é quando a infecção tem curta duração.
Os profissionais de saúde consideram a forma crônica quando a doença dura mais de seis meses. O risco de a doença
tornar-se crônica depende da idade na qual ocorre a infecção. As crianças são as mais afetadas. Naquelas com
menos de um ano, esse risco chega a 90%; entre 1 e 5 anos, varia entre 20% e 50%. Em adultos, o índice cai para 5%
a 10%.
O diagnóstico da hepatite B é feito por meio de exame de sangue específico. Após o resultado positivo, o médico
indicará o tratamento adequado. Além dos medicamentos (quando necessários), indica-se corte no consumo de
bebidas alcoólicas pelo período mínimo de seis meses e remédios para aliviar sintomas como vômito e febre.
Previna-se
Evitar a doença é muito fácil. Basta tomar as três doses da vacina, usar camisinha em todas as relações sexuais e
não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de
manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings. O
preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar a camisinha, ligue para o
Disque Saúde (136).
Além disso, toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar a hepatites, a aids e a
sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso positivo, é necessário
seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação.
Vacina
Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente vacina contra a hepatite B em qualquer posto
de saúde.
A imunização só é efetiva quando se toma as três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda
dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose.
HEPATITE C
A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV), já tendo sido chamada de “hepatite não A não B”. O vírus C, assim como o
vírus causador da hepatite B, está presente no sangue. Entre as causas de transmissão estão:
. Transfusão de sangue;
. Compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, entre outros), higiene pessoal
(lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou para
confecção de tatuagem e colocação de piercings;
. Da mãe infectada para o filho durante a gravidez (mais rara);
. Sexo sem camisinha com uma pessoa infectada (mais rara).
A transmissão sexual do HCV entre parceiros heterossexuais é muito pouco frequente, principalmente nos casais
monogâmicos. Sendo assim, a hepatite C não é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST); porém, entre homens
que fazem sexo com homens (HSH) e na presença da infecção pelo HIV, a via sexual deve ser considerada para a
transmissão do HCV.
O surgimento de sintomas em pessoas com hepatite C aguda é muito raro. Entretanto, os que mais aparecem são
cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
Por se tratar de uma doença silenciosa, é importante consultar-se com um médico regularmente e fazer os
exames de rotina que detectam todas as formas de hepatite. O diagnóstico precoce da hepatite amplia a eficácia
do tratamento. Existem centros de assistência do SUS em todos os estados do país que disponibilizam tratamento
para a hepatite C. Verifique qual o centro de saúde mais perto de você aqui.
Quando a infecção pelo HCV persiste por mais de seis meses, o que é comum em até 80% dos casos, caracteriza-se
a evolução para a forma crônica. Cerca de 20% dos infectados cronicamente pelo HCV podem evoluir para cirrose
hepática e cerca de 1% a 5% para câncer de fígado. O tratamento da hepatite C depende do tipo do vírus
(genótipo) e do comprometimento do fígado (fibrose). Para isso, é necessária a realização de exames específicos,
como biópsia hepática nos pacientes sem evidências clínicas de cirrose e exames de biologia molecular.
Previna-se
Não existe vacina contra a hepatite C, mas evitar a doença é muito fácil. Basta não compartilhar com outras
pessoas nada que possa ter entrado em contato com sangue, como seringas, agulhas e objetos cortantes. Entre as
vulnerabilidades individuais e sociais, devem ser considerados o uso de álcool e outras drogas e a falta de acesso à
informação e aos insumos de prevenção como preservativos, cachimbos, seringas e agulhas descartáveis. Caso você
não saiba onde ter acesso aos insumos de prevenção, ligue para o Disque Saúde (136).
Além disso, toda mulher grávida precisa fazer no pré-natal os exames para detectar as hepatites B e C, a aids e a
sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso de resultado positivo, é
necessário seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação (fissuras no seio
da mãe podem permitir a passagem de sangue).
HEPATITE D
A hepatite D, também chamada de Delta, é causada pelo vírus D (VHD). Mas esse vírus depende da presença do vírus
do tipo B para infectar uma pessoa. E sua transmissão, assim como a do vírus B, ocorre:
. por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada;
. da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação;
. compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, etc), de higiene pessoal (lâminas
de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção
de tatuagem e colocação de piercings;
. por transfusão de sangue infectado.
Da mesma forma que as outras hepatites, a do tipo D pode não apresentar sintomas ou sinais discretos da doença.
Os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina
escura e fezes claras. Por isso, consulte regularmente um médico e faça o teste.
A gravidade da doença depende do momento da infecção pelo vírus D. Pode ocorrer ao mesmo tempo em que a
contaminação pelo vírus B ou atacar portadores de hepatite B crônica (quando a infecção persiste por mais de seis
meses).
Infecção simultânea dos vírus D e B
Na maioria das vezes, manifesta-se da mesma forma que hepatite aguda B. Não há tratamento específico e a
recomendação médica consiste em repouso e alimentação leve e proibição do consumo de bebidas alcoólicas por um
ano.
Infecção pelo vírus D em portadores do vírus B
Nesses casos, o fígado pode sofrer danos severos, como cirrose ou até mesmo formas fulminantes de hepatite. Pelo
caráter grave dessa forma de hepatite, o diagnóstico deve ser feito o mais rápido possível e o tratamento só pode
ser indicado por médico especializado. É a principal causa de cirrose hepática em crianças e adultos jovens na
região amazônica do Brasil.
Previna-se
Como a hepatite D depende da presença do vírus B para se reproduzir, as formas de evitá-la são as mesmas do tipo B
da doença. As principais medidas de proteção são: vacinação contra a hepatite B, uso da camisinha em todas as
relações sexuais, não compartilhar de objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente,
material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de
piercings. O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar a camisinha, ligue
para o Disque Saúde (136).
Além disso, toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar as hepatites, a aids e a sífilis.
Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso positivo, é necessário seguir todas
as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação.
HEPATITE E
De ocorrência rara no Brasil e comum na Ásia e África, a hepatite do tipo E é uma doença infecciosa viral causada
pelo vírus VHE. Sua transmissão é fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos
contaminados pelo vírus. Como as outras variações da doença, quase não apresenta sintomas. Porém, os mais
frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura
e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de 15 a 60 dias após a infecção.
O diagnóstico é realizado por exame de sangue, no qual se procura por anticorpos anti-HEV. Na maioria dos casos, a
doença não requer tratamento, sendo proibido o consumo de bebidas alcoólicas, recomendado repouso e dieta
pobre em gorduras. A internação só é indicada em pacientes com quadro clínico mais grave, principalmente
mulheres grávidas.
Previna-se
A melhor forma de se evitar a doença é melhorando as condições de higiene e de saneamento básico, como por
exemplo:
•Lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas e antes de comer ou preparar alimentos;
•Lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por
30 minutos;
•Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e carne de porco;
•Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;
•Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto a céu
aberto;
•Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios, para não comprometer o lençol d'água que
alimenta o poço. Deve-se respeitar, por medidas de segurança, a distância mínima de 15 metros entre o poço e a
fossa do tipo seca e de 45 metros, para os demais focos de contaminação, como chiqueiros, estábulos, valões de
esgoto, galerias de infiltração e outros;
•Caso haja algum doente com hepatite A em casa, utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária ao lavar o
banheiro;
•No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de
higiene, tal como a desinfecção de objetos, bancadas e chão utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária.
Para tratar a água, basta ferver ou colocar duas gotas de hipoclorito de sódio em um litro de água, 30 minutos antes
de bebê-la, deixando o recipiente tampado para que o hipoclorito possa agir, tornando a água potável para o
consumo. Na ausência de hipoclorito de sódio, pode-se preparar uma solução caseira com uma colher das de sopa de
água sanitária a 2,5% (sem alvejante), diluída em um litro de água.
HERPES
O que é
É causado por um vírus, transmitido pela relação sexual com uma pessoa infectada sem o uso da camisinha.
Formas de contágio
O herpes genital é transmitido por meio de relação sexual (oral, anal ou vaginal) sem camisinha masculina ou
feminina com uma pessoa infectada.
Em mulheres, durante o parto, o vírus pode ser transmitido para a criança se a gestante apresentar lesões por
herpes. Por ser muito contagiosa, a primeira orientação a quem tem herpes é uma maior atenção aos cuidados
de higiene: lavar bem as mãos, não furar as bolhas, evitar contato direto das bolhas e feridas com outras
pessoas, não aplicar pomadas no local sem recomendação profissional.
Sinais e sintomas
Após o contágio, os sinais e sintomas podem aparecer em média após seis dias e geralmente são:
•Pequenas bolhas agrupadas que se rompem e tornam-se feridas dolorosas no pênis, ânus, vulva, vagina ou colo do
útero. Essas feridas podem durar, em média, de duas a três semanas e desaparecem.
•Formigamento, ardor, vermelhidão e coceira no local, além de febre, dores musculares, dor ao urinar e mal-estar.
•Os sinais e sintomas podem reaparecer, dependendo de fatores como estresse, cansaço, esforço exagerado,
febre, menstruação, exposição prolongada ao sol, traumatismo ou uso de antibióticos.
Diagnóstico e tratamento
Na presença de qualquer sinal ou sintoma de herpes genital, recomenda-se procurar um profissional de saúde para
o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado. A infecção tem tratamento e os seus sinais e sintomas
podem ser reduzidos, mesmo que não haja cura (a pessoa permanece com o vírus).
Linfogranuloma venéreo (LGV)O que é
É uma infecção crônica causada pela Chlamydia trachomatis, que atinge os órgãos genitais e os gânglios
da virilha. É popularmente conhecida como “mula”.
Formas de contágio
A transmissão ocorre pelo sexo desprotegido com uma pessoa infectada. Por isso, recomenda-se sempre o
uso da camisinha masculina ou feminina e o cuidado com a higiene íntima após a relação sexual.
Sinais e sintomas
•Feridas nós órgãos genitais (pênis, vagina, boca, ânus e colo do útero) que, muitas vezes, não são
percebidas e desaparecem sem tratamento.
•Entre uma a seis semanas após a ferida inicial, surge um inchaço doloroso (caroço ou íngua) na virilha,
que, se não for tratado, rompe-se, com a saída de pus.
•Pode haver sintomas por todo o corpo, como dores nas articulações, febre e mal-estar.
•Quando não tratada adequadamente, a infecção pode agravar-se, causando elefantíase (acúmulo de
linfa no pênis, escroto e vulva).
Diagnóstico e tratamento
Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessas IST, recomenda-se procurar um serviço de saúde para o
diagnóstico correto e indicação do tratamento com antibiótico adequado.
As parcerias sexuais também precisam ser tratadas.
SÍFILIS
O que é
É uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode
apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e
terciária). Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior.
Formas de contágio
A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada, ou da mãe
infectada para a criança durante a gestação ou o parto.
O uso correto e regular da camisinha masculina ou feminina é uma medida importante de prevenção
da sífilis. O acompanhamento da gestante durante o pré-natal contribui para o controle
da sífilis congênita.
Sinais e sintomas
Sífilis primária
•Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou
outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio.
•Não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha.
Sífilis secundária
•Os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento da ferida inicial e após a
cicatrização espontânea.
•Manchas no corpo, principalmente, nas palmas das mãos e plantas dos pés.
•Não coçam, mas podem surgir ínguas no corpo.
Sífilis latente – fase assintomática
•Não aparecem sinais ou sintomas.
•É dividida em sífilis latente recente (menos de um ano de infecção) e sífilis latente tardia (mais de um ano
de infecção).
•A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou
terciária.
Sífilis terciária
•Pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção.
•Costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e
neurológicas, podendo levar à morte.
Diagnóstico
O teste rápido (TR) de sífilis está disponível nos serviços de saúde do SUS, sendo prático e de fácil execução, com
leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial. O TR de sífilis é
distribuído pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais/Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da
Saúde (DDAHV/SVS/MS), como parte da estratégia para ampliar a cobertura diagnóstica dessa IST.
Quando o TR for utilizado como triagem, nos casos positivos (reagentes), uma amostra de sangue deverá ser
coletada e encaminhada para realização de um teste laboratorial (não treponêmico) para confirmação do
diagnóstico.
Em caso de gestante, o tratamento deve ser iniciado com apenas um teste positivo (reagente), sem precisar
aguardar o resultado do segundo teste.
Tratamento
O tratamento de escolha é a penicilina benzatina, mas recomenda-se procurar um profissional de saúde para
diagnóstico correto e tratamento adequado, dependendo de cada estágio.
Sífilis congênita
É uma doença transmitida de mãe para criança durante a gestação. São complicações dessa forma da doença:
aborto espontâneo, parto prematuro, má-formação do feto, surdez, cegueira, deficiência mental e/ou morte ao
nascer.
Por isso, é importante fazer o teste para detectar a sífilis durante o pré-natal e, quando o resultado for positivo,
tratar corretamente a mulher e sua parceria sexual, para evitar a transmissão vertical.
Sinais e sintomas
Pode se manifestar logo após o nascimento, durante ou após os primeiros dois anos de vida da criança. Na maioria
dos casos, os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses de vida. Ao nascer, a criança pode ter
pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou deficiência mental. Em
alguns casos, a sífilis pode ser fatal.
Diagnóstico
Deve-se avaliar a história clínico-epidemiológica da mãe, o exame físico da criança e os resultados dos testes,
incluindo os exames radiológicos e laboratoriais.
Tratamento
Quando a sífilis é detectada na gestante, o tratamento deve ser indicado por um profissional da saúde e iniciado o
mais rápido possível. No caso das gestantes, é importante que o tratamento seja feito com a penicilina benzatina,
pois este é o único medicamento capaz de prevenir a transmissão vertical. A parceria sexual também deverá ser
testada e tratada para evitar a reinfecção da gestante.
Cuidados com a criança
Se a criança nascer com sífilis congênita, ela deve ficar internada para tratamento por 10 dias, necessitando
realizar uma série de exames antes de receber alta.
TRICOMANÍASE
O que é
É uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis.
Formas de contágio
A transmissão ocorre pelo sexo desprotegido com uma pessoa infectada. Por isso, é preciso sempre usar
camisinha masculina ou feminina e cuidar da higiene íntima após a relação sexual. Pode atingir o colo do
útero, a vagina, a uretra e o pênis.
Sinais e Sintomas
•Dor durante a relação sexual.
•Ardência e dificuldade para urinar.
•Coceira nos órgãos sexuais.
•Corrimento abundante, amarelado ou amarelo esverdeado, bolhoso.
Diagnóstico e tratamento
Na presença de qualquer sinal ou sintoma de tricomoníase, recomenda-se procurar um profissional de
saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado.
As parcerias sexuais devem ser tratadas, ainda que não apresentem sinais e sintomas.
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O QUE PRECISAMOS SABER SOBRE DST

  • 1.
  • 2.
  • 3. O QUE SÃO?  As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos.  São transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina com uma pessoa que esteja infectada. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação.  O tratamento das pessoas com IST melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento e o tratamento são gratuitos nos serviços de saúde do SUS.  A terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) passa a ser adotada em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas.
  • 4. Sintomas das IST Como se manifestam as IST?  As IST podem se manifestar por meio de feridas, corrimentos ou verrugas anogenitais. São alguns exemplos de IST: herpes genital, sífilis, gonorreia, infecção pelo HIV, infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), hepatites virais B e C.  A IST aparece, principalmente, no órgão genital, mas pode surgir também em outra parte do corpo (ex.: palma das mãos, olhos, língua).  O corpo deve ser observado durante a higiene pessoal, o que pode ajudar a identificar uma IST no estágio inicial. Sempre que se perceber algum sinal ou algum sintoma, deve-se procurar o serviço de saúde. E, quando indicado, comunicar a parceria sexual.  São três as principais manifestações clínicas das IST:  Corrimentos  Aparecem no pênis, vagina ou ânus.  Podem ser esbranquiçados, esverdeados ou amarelados, dependendo da IST.  Podem ter cheiro forte e/ou causar coceira.  Provocam dor ao urinar ou durante a relação sexual.  Nas mulheres, quando é pouco, o corrimento só é visto em exames ginecológicos.  Podem se manifestar na gonorreia, clamídia e tricomoníase.
  • 5. . Feridas •Aparecem nos órgãos genitais ou em qualquer parte do corpo, com ou sem dor. •Podem ser manifestações da sífilis, herpes genital, cancroide, donovanose e linfogranuloma venéreo. Verrugas anogenitais •São causadas pelo Papilomavírus Humano (HPV) e podem aparecer em forma de couve-flor, quando a infecção está em estágio avançado. •Em geral, não doem, mas pode ocorrer irritação ou coceira. HIV/aids e hepatites virais B e C •Além das IST que causam corrimentos, feridas e verrugas anogenitais, existem as infecções pelo HIV e pelas hepatites virais B e C, causadas por vírus, com sinais e sintomas específicos. Doença Inflamatória Pélvica (DIP) •É outra forma de manifestação clínica das IST. •Decorre de gonorreia e clamídia não tratadas. •Atinge os órgãos genitais internos da mulher (útero, trompas e ovários), causando inflamações. Algumas IST podem não apresentar sinais e sintomas, e se não forem diagnosticadas e tratadas, podem levar a graves complicações, como infertilidade, câncer ou até a morte
  • 6. Quais são as DST Doenças sexualmente transmissíveis •AIDS •Cancro mole (cancroide) •Condiloma acuminado (Papilomavírus Humano - HPV) •Doença Inflamatória Pélvica (DIP) •Donovanose •Gonorreia e infecção por Clamídia •Hepatites virais •Herpes genital •Infecção pelo HTLV •Linfogranuloma venéreo (LGV) •O que é aids •Sífilis •Tricomoníase
  • 7.
  • 8. O que e HIV ? HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção. Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações. Biologia – HIV é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae. Esses vírus compartilham algumas propriedades comuns: período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune.
  • 9. Dúvidas frequentes Atualmente, ainda há a distinção entre grupo de risco e grupo de não risco? Essa distinção não existe mais. No começo da epidemia, pelo fato da aids atingir, principalmente, os homens homossexuais, os usuários de drogas injetáveis e os hemofílicos, eles eram, à época, considerados grupos de risco. Atualmente, fala-se em comportamento de risco e não mais em grupo de risco, pois o vírus passou a se espalhar de forma geral, não mais se concentrando apenas nesses grupos específicos. Por exemplo, o número de heterossexuais infectados por HIV tem aumentado proporcionalmente com a epidemia nos últimos anos, principalmente entre mulheres. O que se considera um comportamento de risco, que possa vir a ocasionar uma infecção pelo vírus da aids (HIV)? Relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada sem o uso de preservativos; compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis; reutilização de objetos perfurocortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV. Qual o tempo de sobrevida de um indivíduo portador do HIV? Até o começo da década de 1990, a aids era considerada uma doença que levava à morte em um prazo relativamente curto. Porém, com o surgimento do coquetel (combinação de medicamentos responsáveis pelo atual tratamento de pacientes HIV positivo) as pessoas infectadas passaram a viver mais. Esse coquetel é capaz de manter a carga viral do sangue baixa, o que diminui os danos causados pelo HIV no organismo e aumenta o tempo de vida da pessoa infectada.
  • 10. Doenças sexualmente transmissíveis  As chances de se contrair uma DST através do sexo oral são menores do que sexo com penetração? O fato é que nenhuma das relações sexuais sem proteção é isenta de risco - algumas DST têm maior risco que outras. A transmissão da doença depende da integridade das mucosas das cavidades oral ou vaginal. Independente da forma praticada, o sexo deve ser feito sempre com camisinha.  - Toda ferida ou corrimento genital é uma DST? Não necessariamente. Além das doenças sexualmente transmissíveis, existem outras causas para úlceras ou corrimentos genitais. Entretanto, a única forma de saber o diagnóstico correto é procurar um serviço de saúde.  - É possível estar com uma DST e não apresentar sintomas? Sim. Muitas pessoas podem se infectar com alguma DST e não ter reações do organismo durante semanas, até anos. Dessa forma, a única maneira de se prevenir efetivamente é usar a camisinha em todas as relações sexuais e procurar regularmente o serviço de saúde para realizar os exames de rotina. Caso haja alguma exposição de risco (por exemplo, relação sem camisinha), é preciso procurar um profissional de saúde para receber o atendimento adequado.
  • 11. Onde se deve ir para fazer o tratamento de outras DST que não a aids? Deve-se procurar qualquer serviço de saúde disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). - Que período de tempo é necessário esperar para se fazer a identificação de um possível caso de sífilis? Os primeiros sintomas da sífilis são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas, que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com pessoa infectada. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mas, mesmo sem sintomas, a doença pode ser diagnosticada por meio de um exame de sangue. - Sífilis tem cura? Sim. A sífilis é uma doença de tratamento simples que deve ser indicado por um profissional de saúde. - Quais as providências a serem tomadas em caso de suspeita de infecção por alguma Doença Sexualmente Transmissível? Na presença de qualquer sinal ou sintoma de possível DST, é recomendado procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado. - Quais os sintomas do condiloma acuminado (HPV)? A doença se manifesta por verrugas nos órgãos genitais com aspecto de couve-flor e tamanhos variáveis. È importante procurar um profissional de saúde, pois só ele pode indicar o melhor tratamento para cada caso.
  • 12.
  • 13.  Que cuidados devem ser tomados para garantir que a camisinha masculina seja usada corretamente? Abrir a embalagem com cuidado - nunca com os dentes ou outros objetos que possam danificá-la. Colocar a camisinha somente quando o pênis estiver ereto. Apertar a ponta da camisinha para retirar todo o ar e depois desenrolar a camisinha até a base do pênis. Se for preciso usar lubrificantes, usar somente aqueles à base de água, evitando vaselina e outros lubrificantes à base de óleo que podem romper o látex. Após a ejaculação, retirar a camisinha com o pênis ainda ereto, fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze de dentro da camisinha. Dar um nó no meio da camisinha para depois jogá-la no lixo. Nunca usar a camisinha mais de uma vez. Utilizar somente um preservativo por vez, já que preservativos sobrepostos podem se romper com o atrito.  Além desses cuidados, também é preciso certificar-se de que o produto contenha a identificação completa do fabricante ou do importador. Observe as informações sobre o número do lote e a data de validade e verifique se a embalagem do preservativo traz o símbolo de certificação do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia), que atesta a qualidade do produto. Não utilize preservativos que estão guardados há muito tempo em locais abafados, como bolsos de calça, carteiras ou porta-luvas de carro, pois ficam mais sujeitos ao rompimento.  Por que, em algumas situações, o preservativo estoura durante o ato sexual? Quanto à possibilidade de o preservativo estourar durante o ato sexual, pesquisas sustentam que os rompimentos devem-se muito mais ao uso incorreto do preservativo que por falha estrutural do produto em si.  O que fazer quando a camisinha estoura?
  • 14. A ruptura da camisinha implica risco real de infecção pelo HIV. Independentemente do sexo do parceiro, o certo é interromper a relação, realizar uma higienização e iniciar o ato sexual novamente com um novo preservativo. A higiene dos genitais deve ser feita da forma habitual (água e sabão), sendo desnecessário o uso de substâncias químicas, que podem inclusive ferir pele e mucosas, aumentando o risco de contágio pela quebra de barreiras naturais de proteção ao vírus. A presença de lesão nas mucosas genitais, caso signifique uma doença sexualmente transmissível, como a gonorreia, implica um risco adicional, pois a possibilidade de aquisição da aids aumenta. Na relação anal, mesmo quando heterossexual, o risco é maior, pois a mucosa anal é mais frágil que a vaginal. A camisinha é mesmo impermeável ao vírus da aids? A impermeabilidade dos preservativos é um dos fatores que mais preocupam as pessoas. Em um estudo realizado nos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, esticou-se o látex do preservativo, ampliando-o 2 mil vezes ao microscópio eletrônico, e não foi encontrado nenhum poro. Outro estudo examinou as 40 marcas de camisinha mais utilizadas em todo o mundo, ampliando-as 30 mil vezes (nível de ampliação que possibilita a visão do HIV) e nenhuma apresentou poros. Por causa disso, é possível afirmar que a camisinha é impermeável tanto ao vírus da aids quanto às doenças sexualmente transmissíveis. Qual o procedimento adequado para uma gestante soropositiva? Iniciar o pré-natal tão logo perceba que está grávida. Começar a terapia antirretroviral segundo as orientações do médico e do serviço de referência para pessoas que convivem com o HIV/aids. Fazer os exames para avaliação de sua imunidade (exame de CD4) e da quantidade de vírus (carga viral) em circulação em seu organismo. Submeter-se ao tipo de parto mais adequado segundo as recomendações do Ministério da Saúde. Receber o inibidor de lactação e a fórmula infantil para sua criança.
  • 15. Uso de medicamentos como prevenção O que é a PEP sexual? PEP sexual (profilaxia pós-exposição sexual) é uma medida de prevenção que consiste no uso de medicamentos até 72 horas após a relação sexual, para reduzir o risco de transmissão do HIV (vírus da aids), quando ocorrer falha ou não uso da camisinha. Quando a PEP sexual é indicada? A PEP sexual é indicada somente para situações excepcionais em que ocorrer falha, rompimento ou não uso da camisinha durante a relação sexual. É, também, indicada em casos de violência sexual contra mulheres ou homens. Quando a PEP sexual não é indicada? A PEP sexual não é indicada para todos e nem deve ser usada a qualquer momento. Ela não substitui o uso da camisinha e não deve ser utilizada em exposições sucessivas, pois seus efeitos colaterais pelo uso repetitivo são desconhecidos em pessoas HIV negativas. Além disso, as pessoas que se expõem ao risco com frequência podem ter sido infectadas pelo HIV em alguma dessas exposições e necessitam de uma avaliação médica - clínica e laboratorial - cuidadosa. Onde procurar? A PEP sexual deve estar disponível nos Serviços de Atenção Especializada em HIV/aids (SAE), segundo recomendação do Ministério da Saúde. Veja os endereços e telefones dos SAE, em todo o país (veja mapa completo - faça a busca por estado e/ou cidade). Informe-se nesses serviços, sobre os locais disponíveis na sua cidade para o atendimento de urgência à noite e nos finais de semana. Quando começar a PEP sexual? A eficácia da PEP sexual diminui à medida que o tempo passa. Assim, o ideal é que você inicie o medicamento nas primeiras duas horas após a relação sexual, a partir da avaliação da equipe de saúde. O prazo máximo para início da PEP sexual é de 72 horas. Por isso, você tem o direito de solicitar atendimento no serviço de saúde.
  • 16. Qual medicamento devo tomar? Você será orientado pelo médico sobre isso. Caso o(a) seu(sua) parceiro(a) for HIV positivo(a) e esteja em uso de antirretrovirais (medicamentos para aids), é importante informar o médico sobre os medicamentos usados por ele(ela). Durante quanto tempo devo tomar o medicamento? O medicamento deve ser tomado durante 28 dias seguidos, sem interrupção, sob acompanhamento da equipe de saúde. O medicamento causa efeitos colaterais? Sim. A maioria dos medicamentos causa efeitos colaterais, que, em geral, são leves e melhoram em poucos dias. No caso de algum mal-estar durante o uso desses medicamentos, você deve procurar imediatamente o serviço de saúde para avaliação. É preciso fazer o acompanhamento no serviço de saúde? Sim. É muito importante fazer o acompanhamento durante as 24 semanas. Nesse período, você será acompanhado para investigar se adquiriu o HIV ou outras DST, como hepatite ou sífilis, por exemplo.
  • 17. Não fique com dúvidas, esclareça todas essas questões durante a consulta com o médico. • Se indicada a PEP sexual, nunca abandone os medicamentos. Isso pode fazer a diferença entre se infectar ou não com o HIV. • Se tiver dificuldade para tomá-los, procure a equipe de saúde com sua receita médica em mãos. Avaliação do risco para a PEP sexual O profissional de saúde avaliará o risco que você teve na relação sexual e informará ao médico que indicará ou não a PEP sexual, baseado em dois critérios: 1. Tipo de relação sexual O risco da transmissão do HIV varia, dependendo do tipo de relação sexual. 2. Relação sexual com parceiro HIV positivo ou que desconhece que tem HIV • Se você teve relação sexual com parceiro(a) fixo(a) ou ocasional que sabe que tem HIV e vocês não usaram a camisinha ou tiveram algum acidente durante seu uso; • Se você teve relação sexual com parceiro(a) fixo(a) ou ocasional que é usuário de drogas, profissional do sexo, gay, travesti ou homem que faz sexo com homem, por exemplo, que não sabe que tem HIV e vocês não usaram a camisinha ou tiveram algum acidente durante seu uso. Fatores que aumentam o risco de transmissão sexual do HIV Nas relações desprotegidas, seu risco de se infectar pelo HIV aumenta se: •Seu/sua parceiro/a sexual for HIV positivo e estiver com uma carga viral sanguínea detectável (quantidade de HIV circulando no sangue); •Se você apresentar qualquer tipo de ferimento ou lesão (machucado) na região genital; •Se houver a presença de sangramento, como menstruação, no momento do ato sexual; •Se um dos parceiros apresentar uma doença sexualmente transmissível.
  • 18. O QUE É SISTEMA IMUNOLÓGICO? O corpo reage diariamente aos ataques de bactérias, vírus e outros micróbios, por meio do sistema imunológico. Muito complexa, essa barreira é composta por milhões de células de diferentes tipos e com diferentes funções, responsáveis por garantir a defesa do organismo e por manter o corpo funcionando livre de doenças. Entre as células de defesa estão os linfócitos T CD4+, principais alvos do HIV, vírus causador da aids, e do HTLV, vírus causador de outro tipo de doença sexualmente transmissível. São esses glóbulos brancos que organizam e comandam a resposta diante dos agressores. Produzidos na glândula timo, aprendem a memorizar, reconhecer e destruir os micro-organismos estranhos que entram no corpo humano. O HIV liga-se a um componente da membrana dessa célula, o CD4, penetrando no seu interior para se multiplicar. Com isso, o sistema de defesa vai pouco a pouco perdendo a capacidade de responde adequadamente, tornando o corpo mais vulnerável a doenças. Quando o organismo não tem mais forças para combater esses agentes externos, a pessoa começar a ficar doente mais facilmente e então se diz que tem aids. Esse momento geralmente marca o início do tratamento com os medicamentos antirretrovirais, que combatem a reprodução do vírus.
  • 19. O QUE É JANELA IMUNOLÓGICA ? Janela imunológica é o intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus da aids e a produção de anticorpos anti-HIV no sangue. Esses anticorpos são produzidos pelo sistema de defesa do organismo em resposta ao HIV e os exames irão detectar a presença dos anticorpos, o que confirmará a infecção pelo vírus. O período de identificação do contágio pelo vírus depende do tipo de exame (quanto à sensibilidade e especificidade) e da reação do organismo do indivíduo. Na maioria dos casos, a sorologia positiva é constatada de 30 a 60 dias após a exposição ao HIV. Porém, existem casos em que esse tempo é maior: o teste realizado 120 dias após a relação de risco serve apenas para detectar os casos raros de soroconversão – quando há mudança no resultado. Se um teste de HIV é feito durante o período da janela imunológica, há a possibilidade de apresentar um falso resultado negativo. Portanto, é recomendado esperar mais 30 dias e fazer o teste novamente. É importante que, no período de janela imunológica, a pessoa sempre faça sexo com camisinha e não compartilhe seringas , pois, se estiver realmente infectada, já poderá transmitir o HIV para outras pessoas.
  • 20. SIMTOMAS E FASES DA AIDS Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da aids, o sistema imunológico começa a ser atacado. E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV - tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença. Esse período varia de 3 a 6 semanas. E o organismo leva de 30 a 60 dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebido. A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Mas que não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático. Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. A fase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos linfócitos T CD4 - glóbulos brancos do sistema imunológico - que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue. Em adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades. Os sintomas mais comuns são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento. A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids. Quem chega a essa fase, por não saber ou não seguir o tratamento indicado pelos médicos, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer. Por isso, sempre que você transar sem camisinha ou passar por alguma outra situação de risco, aguarde 30 dias (saiba por quê) e faça o teste. Veja onde.
  • 21. Por que fazer o teste de aids Saber do contágio pelo HIV precocemente aumenta a expectativa de vida do soropositivo. Quem busca tratamento especializado no tempo certo e segue as recomendações do médico ganha em qualidade de vida. Além disso, as mães soropositivas têm 99% de chance de terem filhos sem o HIV se seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto. Por isso, se você passou por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido ou compartilhado seringas, faça o exame! O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue. No Brasil, temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em até 30 minutos, colhendo uma gota de sangue da ponta do dedo. Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento - CTA (ver localização pelo país). Os exames podem ser feitos inclusive de forma anônima. Nesses centros, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, antes e depois do teste, para facilitar a correta interpretação do resultado pelo paciente. Também é possível saber onde fazer o teste pelo Disque Saúde (136). A infecção pelo HIV pode ser detectada com, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco. Isso porque o exame (o laboratorial ou o teste rápido) busca por anticorpos contra o HIV no sangue. Esse período é chamado de janela imunológica.
  • 22. Onde fazer? •Você pode fazer o teste de aids em um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) ou nas diversas unidades das redes públicas de saúde. Ele pode ser feito de forma anônima e é gratuito. Ligue para o Disque Saúde (136) ou consulte a lista de unidades das redes públicas de saúde e veja o melhor local para você fazer o teste.
  • 23. Fatores que causam resultados falso-positivos Alguns dos exames existentes no Brasil para diagnosticar a infecção pelo HIV buscam anticorpos anti-HIV nas amostras de sangue. Apesar de sua eficácia, podem apresentar resultados falso-positivos em alguns casos. Por isso, é importante o paciente se submeter a um novo teste. Em alguns casos, devido às limitações de cada ensaio, e assim como todos os testes para diagnóstico, os TR podem apresentar resultados “falso-reagentes”. Por isso, é importante o paciente se submeter a um segundo teste complementar. Especialistas de laboratório identificaram alguns fatores que interferem no resultado do TR. São eles: •Vacina recente contra influenza A-H1N1; •Artrite reumatoide; •Colangite esclerosante primária; •Terapia com interferon em pacientes hemodialisados; •Síndrome de Stevens-Johnson; •Anticorpo antimicrossomal; •Anticorpos HLA (classe I e II); •Infecção viral aguda; •Aquisição passiva de anticorpos anti-HIV (de mãe para filho); •Tumores malignos; •Outras retroviroses; •Múltiplas transfusões de sangue; •Anticorpo anti-antimúsculo liso.
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  • 28. CANCRO MOLE... (CANCROIDE)  O que é  É causado pela bactéria Haemophilus ducreyi, sendo mais frequente nas regiões tropicais.  Formas de contágio  Transmite-se pela relação sexual com uma pessoa infectada sem o uso da camisinha masculina ou feminina.  Sinais e sintomas  Feridas múltiplas e dolorosas de tamanho pequeno com presença de pus, que aparecem com frequência nos órgãos genitais (ex.: pênis, ânus e vulva).  Podem aparecer nódulos (caroços ou ínguas) na virilha.  Diagnóstico e tratamento  Ao se observar qualquer sinal e sintoma de cancro mole, a recomendação é procurar um serviço de saúde. O tratamento deverá ser prescrito pelo profissional de saúde.
  • 29. Gonorreia e infecção por Clamídia O que são? São IST causadas por bactérias (Neisseria gonorrhoeae e Clamídia trachomatis, respectivamente). Na maioria das vezes estão associadas, causando a infecção que atinge os órgãos genitais, a garganta e os olhos. Essas infecções quando não tratadas, podem causar infertilidade (dificuldade para ter filhos), dor durante as relações sexuais, gravidez nas trompas, entre outros danos à saúde. Formas de contágio A transmissão é sexual e o uso da camisinha masculina ou feminina é a melhor forma de prevenção. Sinais e sintomas •Dor ao urinar ou no baixo ventre (pé da barriga), corrimento amarelado ou claro, fora da época da menstruação, dor ou sangramento durante a relação sexual. •A maioria das mulheres infectadas não apresentam sinais e sintomas. •Os homens podem apresentar ardor e esquentamento ao urinar, podendo haver corrimento ou pus, além de dor nos testículos.
  • 30.  Diagnóstico e tratamento  Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessas IST, recomenda-se procurar um serviço de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento com antibiótico adequado.  As parcerias sexuais devem ser tratadas, ainda que não apresentem sinais e sintomas.   Conjuntivite Neonatal  Há possibilidade de transmissão no parto vaginal e a criança pode nascer com conjuntivite, que leva à cegueira se não for prevenida ou tratada adequadamente.  Deve-se aplicar colírio nos olhos do recém-nascido na primeira hora após o nascimento (ainda na maternidade) para prevenir a conjuntivite (oftalmia)
  • 31.
  • 32. Condiloma acuminado (Papilomavírus Humano - HPV) O que é O condiloma acuminado, causado pelo HPV, é também conhecido por verruga anogenital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista. Atualmente, existem mais de 200 tipos de HPV, alguns deles podendo causar câncer, principalmente no colo do útero e ânus. Formas de contágio A principal forma de transmissão do HPV é por via sexual, que inclui contato oral-genital e genital-genital. Embora de forma mais rara, o HPV pode ser transmitido durante o parto ou, ainda, por determinados objetos. Sinais e Sintomas •Verrugas não dolorosas, isoladas ou agrupadas, que aparecem nos órgãos genitais. •Irritação ou coceira no local. •O risco de transmissão é muito maior quando as verrugas são visíveis. •As lesões podem aparecer no pênis, ânus, vagina, vulva (genitália feminina), colo do útero, boca e garganta. •O vírus pode ficar latente no corpo: a lesão muitas vezes aparece alguns dias ou anos após o contato. •As manifestações costumam ser mais comuns em gestantes e pessoas com imunidade baixa.
  • 33. Diagnóstico e tratamento Na presença de qualquer sinal ou sintoma da infecção pelo HPV, recomenda-se procurar um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado. A realização periódica do exame preventivo de câncer de colo uterino é uma medida de prevenção. Importante Vacina contra o HPV O Ministério da Saúde adotou a vacina quadrivalente, que protege contra HPV de baixo risco (tipos 6 e 11, que causam verrugas anogenitais) e de alto risco (tipos 16 e 18, que causam câncer de colo uterino). A vacina funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pela pessoa vacinada, a presença desses anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo. Essa vacina é destinada exclusivamente à utilização preventiva e não tem ainda efeito demonstrado nas infeções pré- existentes ou na doença clínica estabelecida. A população-alvo prioritária da vacina HPV é de meninas na faixa etária de 9 a 13 anos, que receberão duas doses (0 e 6 meses) com intervalo de seis meses, e mulheres vivendo com HIV na faixa etária de 9 a 26 anos, que receberão três doses (0, 2 e 6 meses). Outro aspecto relevante é que a vacina HPV quadrivalente é segura e os eventos adversos pós-vacinação, quando presentes, são leves e autolimitados. Eventos adversos graves são muito raros; entretanto, quando acontecem, necessitam de avaliação e assistência imediata e adequada de profissionais devidamente qualificados na rede de serviço do SUS. •A vacina de HPV faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e, portanto, deverá estar disponível nas ações de rotina das Unidades Básicas de Saúde para as adolescentes e mulheres vivendo com HIV incluídas na faixa etária preconizada. •Não substitui o exame preventivo de câncer de colo uterino. •Não está indicada para gestantes
  • 34. O exame preventivo (de Papanicolaou ou citopatológico) pode detectar as lesões precursoras. Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas, é possível prevenir a doença em 100% dos casos. O exame deve ser feito preferencialmente pelas mulheres entre 25 e 64 anos, que têm ou já tiveram atividade sexual. Os dois primeiros exames devem ser feitos com intervalo de um ano e, se os resultados forem normais, o exame passará a ser realizado a cada três anos. Para mais informações, acesse o link: http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=2687
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  • 36. Doença Inflamatória Pélvica (DIP)O que é É uma síndrome clínica, que ocorre quando a gonorreia e a infecção por clamídia não são tratadas, atingindo os órgãos sexuais internos da mulher, como útero, trompas e ovários, e causando inflamações. Formas de contágio Essa infecção pode ocorrer por meio de contato com as bactérias após a relação sexual desprotegida. A maioria dos casos ocorre em mulheres que tem outra IST, principalmente gonorreia e infecção por clamídia não tratadas. Entretanto também pode ocorrer após algum procedimento médico local (inserção de Dispositivo Intra-Uterino (DIU), biópsia na parte interna do útero, curetagem). O uso da camisinha masculina ou feminina é a melhor forma de prevenção. Sinais e sintomas •Dor na parte baixa do abdômen (no “pé da barriga” ou baixo ventre) e durante a relação sexual. •Dor abdominal e nas costas. •Febre, fadiga e vômitos. Diagnóstico e tratamento Na presença de qualquer sinal ou sintoma de DIP, recomenda-se procurar imediatamente um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado. Em casos mais graves, é necessária internação hospitalar para uso de antibiótico por via venosa.
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  • 38. DONOVANOSE O que é É uma IST crônica progressiva, causada pela bactéria Klebsiella granulomatis. Acomete preferencialmente a pele e mucosas das regiões da genitália, da virilha e do ânus. Causa úlceras e destrói a pele infectada. É pouco frequente, ocorrendo na maioria das vezes em climas tropicais e subtropicais. Formas de contágio A transmissão ocorre pelo sexo desprotegido com uma pessoa infectada. Por isso, recomenda-se sempre o uso da camisinha masculina ou feminina. Sinais e sintomas •Após o contágio, aparece uma lesão que se transforma em ferida ou caroço vermelho. •Não dói e não tem íngua. •A ferida vermelha sangra fácil, pode atingir grandes áreas e comprometer a pele ao redor, facilitando a infecção por outras bactérias. Diagnóstico e tratamento Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessas IST, recomenda-se procurar um serviço de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento com antibiótico adequado. Ao término do tratamento, é necessário retorno à consulta, para avaliação de cura da infecção. Deve-se evitar contato sexual até que os sinais e sintomas tenham desaparecido e o tratamento seja finalizado.
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  • 40. Grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, a hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite. Para saber se há a necessidade de realizar exames que detectem as hepatites observe se você já se expôs a algumas dessas situações: •Contágio fecal-oral: condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos (vírus A e E); •. O que são hepatites
  • 41. HEPATITE A A hepatite A é uma doença contagiosa, causada pelo vírus A (VHA) e também conhecida como “hepatite infecciosa”. Sua transmissão é fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus. Geralmente, não apresenta sintomas. Porém, os mais frequentes são: cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Quando surgem, costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção. Como as hepatites virais são doenças silenciosas, consulte regularmente um médico e faça o teste. O diagnóstico da doença é realizado por exame de sangue, no qual se procura por anticorpos anti-HAV. Após a confirmação, o profissional de saúde indicará o tratamento mais adequado, de acordo com a saúde do paciente. A doença é totalmente curável quando o portador segue corretamente todas as recomendações médicas. Na maioria dos casos, a hepatite A é uma doença de caráter benigno. Causa insuficiência hepática aguda grave e pode ser fulminante em menos de 1% dos casos. Previna-se A melhor forma de se evitar a doença é melhorando as condições de higiene e de saneamento básico, como por exemplo: •.
  • 42. •Lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas e antes de comer ou preparar alimentos; •Lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos; •Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e carne de porco; •Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras; •Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto a céu aberto; •Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios, para não comprometer o lençol d'água que alimenta o poço. Deve-se respeitar, por medidas de segurança, a distância mínima de 15 metros entre o poço e a fossa do tipo seca e de 45 metros, para os demais focos de contaminação, como chiqueiros, estábulos, valões de esgoto, galerias de infiltração e outros; •Caso haja algum doente com hepatite A em casa, utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária ao lavar o banheiro; •No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tal como a desinfecção de objetos, bancadas e chão utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária. Para tratar a água, basta ferver ou colocar duas gotas de hipoclorito de sódio em um litro de água, 30 minutos antes de bebê-la, deixando o recipiente tampado para que o hipoclorito possa agir, tornando a água potável para o consumo. Na ausência de hipoclorito de sódio, pode-se preparar uma solução caseira com uma colher das de sopa de água sanitária a 2,5% (sem alvejante), diluída em um litro de água. A vacina de Hepatite A foi introduzida no calendário infantil em 2014, para crianças de 1 a 2 anos de idade
  • 43. HEPATITE B Causada pelo vírus B (HBV), a hepatite do tipo B é uma doença infecciosa também chamada de soro-homóloga. Como o VHB está presente no sangue, no esperma e no leite materno, a hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível. Entre as causas de transmissão estão: •por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada, •da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação, •ao compartilhar material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos), de higiene pessoal (lâminas de barbea e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings, •por transfusão de sangue contaminado. A maioria dos casos de hepatite B não apresenta sintomas. Mas, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de um a seis meses após a infecção. Como as hepatites virais são doenças silenciosas, consulte regularmente um médico e faça o teste. A hepatite B pode se desenvolver de duas formas, aguda e crônica. A aguda é quando a infecção tem curta duração. Os profissionais de saúde consideram a forma crônica quando a doença dura mais de seis meses. O risco de a doença tornar-se crônica depende da idade na qual ocorre a infecção. As crianças são as mais afetadas. Naquelas com menos de um ano, esse risco chega a 90%; entre 1 e 5 anos, varia entre 20% e 50%. Em adultos, o índice cai para 5% a 10%. O diagnóstico da hepatite B é feito por meio de exame de sangue específico. Após o resultado positivo, o médico indicará o tratamento adequado. Além dos medicamentos (quando necessários), indica-se corte no consumo de bebidas alcoólicas pelo período mínimo de seis meses e remédios para aliviar sintomas como vômito e febre.
  • 44. Previna-se Evitar a doença é muito fácil. Basta tomar as três doses da vacina, usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings. O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar a camisinha, ligue para o Disque Saúde (136). Além disso, toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar a hepatites, a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação. Vacina Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente vacina contra a hepatite B em qualquer posto de saúde. A imunização só é efetiva quando se toma as três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose.
  • 45. HEPATITE C A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV), já tendo sido chamada de “hepatite não A não B”. O vírus C, assim como o vírus causador da hepatite B, está presente no sangue. Entre as causas de transmissão estão: . Transfusão de sangue; . Compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, entre outros), higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou para confecção de tatuagem e colocação de piercings; . Da mãe infectada para o filho durante a gravidez (mais rara); . Sexo sem camisinha com uma pessoa infectada (mais rara). A transmissão sexual do HCV entre parceiros heterossexuais é muito pouco frequente, principalmente nos casais monogâmicos. Sendo assim, a hepatite C não é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST); porém, entre homens que fazem sexo com homens (HSH) e na presença da infecção pelo HIV, a via sexual deve ser considerada para a transmissão do HCV.
  • 46. O surgimento de sintomas em pessoas com hepatite C aguda é muito raro. Entretanto, os que mais aparecem são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Por se tratar de uma doença silenciosa, é importante consultar-se com um médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam todas as formas de hepatite. O diagnóstico precoce da hepatite amplia a eficácia do tratamento. Existem centros de assistência do SUS em todos os estados do país que disponibilizam tratamento para a hepatite C. Verifique qual o centro de saúde mais perto de você aqui. Quando a infecção pelo HCV persiste por mais de seis meses, o que é comum em até 80% dos casos, caracteriza-se a evolução para a forma crônica. Cerca de 20% dos infectados cronicamente pelo HCV podem evoluir para cirrose hepática e cerca de 1% a 5% para câncer de fígado. O tratamento da hepatite C depende do tipo do vírus (genótipo) e do comprometimento do fígado (fibrose). Para isso, é necessária a realização de exames específicos, como biópsia hepática nos pacientes sem evidências clínicas de cirrose e exames de biologia molecular. Previna-se
  • 47. Não existe vacina contra a hepatite C, mas evitar a doença é muito fácil. Basta não compartilhar com outras pessoas nada que possa ter entrado em contato com sangue, como seringas, agulhas e objetos cortantes. Entre as vulnerabilidades individuais e sociais, devem ser considerados o uso de álcool e outras drogas e a falta de acesso à informação e aos insumos de prevenção como preservativos, cachimbos, seringas e agulhas descartáveis. Caso você não saiba onde ter acesso aos insumos de prevenção, ligue para o Disque Saúde (136). Além disso, toda mulher grávida precisa fazer no pré-natal os exames para detectar as hepatites B e C, a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso de resultado positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação (fissuras no seio da mãe podem permitir a passagem de sangue).
  • 48. HEPATITE D A hepatite D, também chamada de Delta, é causada pelo vírus D (VHD). Mas esse vírus depende da presença do vírus do tipo B para infectar uma pessoa. E sua transmissão, assim como a do vírus B, ocorre: . por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada; . da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação; . compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, etc), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings; . por transfusão de sangue infectado. Da mesma forma que as outras hepatites, a do tipo D pode não apresentar sintomas ou sinais discretos da doença. Os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Por isso, consulte regularmente um médico e faça o teste. A gravidade da doença depende do momento da infecção pelo vírus D. Pode ocorrer ao mesmo tempo em que a contaminação pelo vírus B ou atacar portadores de hepatite B crônica (quando a infecção persiste por mais de seis meses). Infecção simultânea dos vírus D e B Na maioria das vezes, manifesta-se da mesma forma que hepatite aguda B. Não há tratamento específico e a recomendação médica consiste em repouso e alimentação leve e proibição do consumo de bebidas alcoólicas por um ano.
  • 49. Infecção pelo vírus D em portadores do vírus B Nesses casos, o fígado pode sofrer danos severos, como cirrose ou até mesmo formas fulminantes de hepatite. Pelo caráter grave dessa forma de hepatite, o diagnóstico deve ser feito o mais rápido possível e o tratamento só pode ser indicado por médico especializado. É a principal causa de cirrose hepática em crianças e adultos jovens na região amazônica do Brasil. Previna-se Como a hepatite D depende da presença do vírus B para se reproduzir, as formas de evitá-la são as mesmas do tipo B da doença. As principais medidas de proteção são: vacinação contra a hepatite B, uso da camisinha em todas as relações sexuais, não compartilhar de objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings. O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar a camisinha, ligue para o Disque Saúde (136). Além disso, toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar as hepatites, a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação.
  • 50. HEPATITE E De ocorrência rara no Brasil e comum na Ásia e África, a hepatite do tipo E é uma doença infecciosa viral causada pelo vírus VHE. Sua transmissão é fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus. Como as outras variações da doença, quase não apresenta sintomas. Porém, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de 15 a 60 dias após a infecção. O diagnóstico é realizado por exame de sangue, no qual se procura por anticorpos anti-HEV. Na maioria dos casos, a doença não requer tratamento, sendo proibido o consumo de bebidas alcoólicas, recomendado repouso e dieta pobre em gorduras. A internação só é indicada em pacientes com quadro clínico mais grave, principalmente mulheres grávidas. Previna-se A melhor forma de se evitar a doença é melhorando as condições de higiene e de saneamento básico, como por exemplo:
  • 51. •Lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas e antes de comer ou preparar alimentos; •Lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos; •Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e carne de porco; •Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras; •Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto a céu aberto; •Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios, para não comprometer o lençol d'água que alimenta o poço. Deve-se respeitar, por medidas de segurança, a distância mínima de 15 metros entre o poço e a fossa do tipo seca e de 45 metros, para os demais focos de contaminação, como chiqueiros, estábulos, valões de esgoto, galerias de infiltração e outros; •Caso haja algum doente com hepatite A em casa, utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária ao lavar o banheiro; •No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tal como a desinfecção de objetos, bancadas e chão utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária. Para tratar a água, basta ferver ou colocar duas gotas de hipoclorito de sódio em um litro de água, 30 minutos antes de bebê-la, deixando o recipiente tampado para que o hipoclorito possa agir, tornando a água potável para o consumo. Na ausência de hipoclorito de sódio, pode-se preparar uma solução caseira com uma colher das de sopa de água sanitária a 2,5% (sem alvejante), diluída em um litro de água.
  • 52. HERPES O que é É causado por um vírus, transmitido pela relação sexual com uma pessoa infectada sem o uso da camisinha. Formas de contágio O herpes genital é transmitido por meio de relação sexual (oral, anal ou vaginal) sem camisinha masculina ou feminina com uma pessoa infectada. Em mulheres, durante o parto, o vírus pode ser transmitido para a criança se a gestante apresentar lesões por herpes. Por ser muito contagiosa, a primeira orientação a quem tem herpes é uma maior atenção aos cuidados de higiene: lavar bem as mãos, não furar as bolhas, evitar contato direto das bolhas e feridas com outras pessoas, não aplicar pomadas no local sem recomendação profissional.
  • 53. Sinais e sintomas Após o contágio, os sinais e sintomas podem aparecer em média após seis dias e geralmente são: •Pequenas bolhas agrupadas que se rompem e tornam-se feridas dolorosas no pênis, ânus, vulva, vagina ou colo do útero. Essas feridas podem durar, em média, de duas a três semanas e desaparecem. •Formigamento, ardor, vermelhidão e coceira no local, além de febre, dores musculares, dor ao urinar e mal-estar. •Os sinais e sintomas podem reaparecer, dependendo de fatores como estresse, cansaço, esforço exagerado, febre, menstruação, exposição prolongada ao sol, traumatismo ou uso de antibióticos. Diagnóstico e tratamento Na presença de qualquer sinal ou sintoma de herpes genital, recomenda-se procurar um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado. A infecção tem tratamento e os seus sinais e sintomas podem ser reduzidos, mesmo que não haja cura (a pessoa permanece com o vírus).
  • 54.
  • 55. Linfogranuloma venéreo (LGV)O que é É uma infecção crônica causada pela Chlamydia trachomatis, que atinge os órgãos genitais e os gânglios da virilha. É popularmente conhecida como “mula”. Formas de contágio A transmissão ocorre pelo sexo desprotegido com uma pessoa infectada. Por isso, recomenda-se sempre o uso da camisinha masculina ou feminina e o cuidado com a higiene íntima após a relação sexual. Sinais e sintomas •Feridas nós órgãos genitais (pênis, vagina, boca, ânus e colo do útero) que, muitas vezes, não são percebidas e desaparecem sem tratamento. •Entre uma a seis semanas após a ferida inicial, surge um inchaço doloroso (caroço ou íngua) na virilha, que, se não for tratado, rompe-se, com a saída de pus. •Pode haver sintomas por todo o corpo, como dores nas articulações, febre e mal-estar. •Quando não tratada adequadamente, a infecção pode agravar-se, causando elefantíase (acúmulo de linfa no pênis, escroto e vulva). Diagnóstico e tratamento Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessas IST, recomenda-se procurar um serviço de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento com antibiótico adequado. As parcerias sexuais também precisam ser tratadas.
  • 56.
  • 57. SÍFILIS O que é É uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária). Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior. Formas de contágio A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada, ou da mãe infectada para a criança durante a gestação ou o parto. O uso correto e regular da camisinha masculina ou feminina é uma medida importante de prevenção da sífilis. O acompanhamento da gestante durante o pré-natal contribui para o controle da sífilis congênita.
  • 58. Sinais e sintomas Sífilis primária •Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. •Não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha. Sífilis secundária •Os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento da ferida inicial e após a cicatrização espontânea. •Manchas no corpo, principalmente, nas palmas das mãos e plantas dos pés. •Não coçam, mas podem surgir ínguas no corpo. Sífilis latente – fase assintomática •Não aparecem sinais ou sintomas. •É dividida em sífilis latente recente (menos de um ano de infecção) e sífilis latente tardia (mais de um ano de infecção). •A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária. Sífilis terciária •Pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção. •Costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.
  • 59. Diagnóstico O teste rápido (TR) de sífilis está disponível nos serviços de saúde do SUS, sendo prático e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial. O TR de sífilis é distribuído pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais/Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde (DDAHV/SVS/MS), como parte da estratégia para ampliar a cobertura diagnóstica dessa IST. Quando o TR for utilizado como triagem, nos casos positivos (reagentes), uma amostra de sangue deverá ser coletada e encaminhada para realização de um teste laboratorial (não treponêmico) para confirmação do diagnóstico. Em caso de gestante, o tratamento deve ser iniciado com apenas um teste positivo (reagente), sem precisar aguardar o resultado do segundo teste. Tratamento O tratamento de escolha é a penicilina benzatina, mas recomenda-se procurar um profissional de saúde para diagnóstico correto e tratamento adequado, dependendo de cada estágio.
  • 60. Sífilis congênita É uma doença transmitida de mãe para criança durante a gestação. São complicações dessa forma da doença: aborto espontâneo, parto prematuro, má-formação do feto, surdez, cegueira, deficiência mental e/ou morte ao nascer. Por isso, é importante fazer o teste para detectar a sífilis durante o pré-natal e, quando o resultado for positivo, tratar corretamente a mulher e sua parceria sexual, para evitar a transmissão vertical. Sinais e sintomas Pode se manifestar logo após o nascimento, durante ou após os primeiros dois anos de vida da criança. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses de vida. Ao nascer, a criança pode ter pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou deficiência mental. Em alguns casos, a sífilis pode ser fatal. Diagnóstico Deve-se avaliar a história clínico-epidemiológica da mãe, o exame físico da criança e os resultados dos testes, incluindo os exames radiológicos e laboratoriais. Tratamento Quando a sífilis é detectada na gestante, o tratamento deve ser indicado por um profissional da saúde e iniciado o mais rápido possível. No caso das gestantes, é importante que o tratamento seja feito com a penicilina benzatina, pois este é o único medicamento capaz de prevenir a transmissão vertical. A parceria sexual também deverá ser testada e tratada para evitar a reinfecção da gestante. Cuidados com a criança Se a criança nascer com sífilis congênita, ela deve ficar internada para tratamento por 10 dias, necessitando realizar uma série de exames antes de receber alta.
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  • 62. TRICOMANÍASE O que é É uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Formas de contágio A transmissão ocorre pelo sexo desprotegido com uma pessoa infectada. Por isso, é preciso sempre usar camisinha masculina ou feminina e cuidar da higiene íntima após a relação sexual. Pode atingir o colo do útero, a vagina, a uretra e o pênis. Sinais e Sintomas •Dor durante a relação sexual. •Ardência e dificuldade para urinar. •Coceira nos órgãos sexuais. •Corrimento abundante, amarelado ou amarelo esverdeado, bolhoso. Diagnóstico e tratamento Na presença de qualquer sinal ou sintoma de tricomoníase, recomenda-se procurar um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado. As parcerias sexuais devem ser tratadas, ainda que não apresentem sinais e sintomas.