O Advento da República no Brasil E A REPÚBLICA QUE NÃO FOI Disciplina: História Professor: Marcelo S. Oliveira Séries: 3º A, B, C e D
Correio do Povo  de sábado, 16/11/1889, metade superior da página 1
“ Nada se mudaria. O regime sim, era possível, mas também se muda de roupa sem trocar de pele [...]. No sábado, tudo voltaria ao que era nas véspera, menos a Constituição”. Machado de Assis
O que é República? República é o regime político na qual um representante é eleito pelos cidadãos para ser o chefe do país; A eleição é normalmente realizado pelo voto livre, secreto, em intervalos regulares que variam de acordo com o país; No Brasil, o regime foi adotado em 1889, mas nosso republicanismo, no princípio não era “tão republicano assim...”
A República no Brasil: antecedentes históricos  Desenvolvimento da indústria do café; Modernização e urbanização A transição da mão-de-obra; A novas idéias; A crise do monarquismo.
O movimento republicano no Brasil Império Convenção de Itu em 1870, em que foi redigido o Manifesto Republicano Imagem:  Grandes Personagens da Nossa História , Editora Abril Cultural, São Paulo/SP, 1973, volume III, página 662
“ Silêncio! O Imperador está governando o Brasil!”   Essa piada era frequetemente utilizada pela imprensa brasileira. Porém, a imagem de um monarca velho representava mais que isso, pois era simbolo de um regime que estava se esgotando.
Forças que colaboraram com o advento da República “ O movimento resultou da conjugação de três forças: uma parcela do exército, fazendeiros do Oeste Paulista e representantes das classes médias urbanas. Momentaneamente unidas em torno do ideal republicano, conservavam, entretanto, profundas divergências”. Emilia Viotti da Costa, historiadora .
A participação popular “ O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava.  Muitos acreditaram seriamente estar vendo uma parada. Era um fenômeno digno de ver-se.  O entusiasmo veio depois, veio mesmo lentamente, quebrando o enleio dos espíritos”. Aristides Lobo Cartas do Rio,  Diário Popular, 16 de novembro de 1889. Ao Fundo:Alegoria sobre a Constituição Brasileira, inspirada nos ideais franceses e estadunidenses
Mesmo sem entender bem o que estava acontecendo então, o povo aclamou Deodoro nas ruas do Rio de Janeiro, naquele dia 15 de Novembro Imagem:  Grandes Personagens da Nossa História , Editora Abril Cultural, São Paulo/SP, 1973, volume III, página 603.
15 de novembro: Um golpe militar
Deodoro reconfirmado no poder O marechal Deodoro da Fonseca tomou posse em 1891 como presidente, eleito pelos deputados da Assembléia Constituinte. Na imagem, a assinatura do projeto da Constituição, em óleo de C. Hastory, conservado no palácio Monroe, no Rio de Janeiro Imagem:  100 Anos de República , volume I (1889-1903), Editora Nova Cultural, São Paulo/SP, pág.21
Os republicanos e o ideal de cidadania   Existiam três tendências sobre a discussão de qual seria o modelo de cidadania brasileira: liberais (fazendeiros), positivistas (classes médias militares) e socialistas (proletários). As camadas responsáveis pela nova república não conseguiram entrar em acordo sobre qual seria o perfil do cidadão brasileiro. Prevaleceu, porém, a visão liberal das elites: Direitos sociais, mas não políticos; Desta forma, a maior parte da população estava excluída do direito  voto, o que  na prática os excluía também dos direitos sociais; Ao fundo: Sessão da Assembléia Nacional Constituinte, em 1890 Imagem:  Grandes Personagens da Nossa História , Editora Abril Cultural, São Paulo/SP, 1973, volume IV, página 759
Reflexão sobre república e cidadania [ou estadania]   “ O arquivo de Ruy Barbosa é exemplar: durante o seu período como ministro da Fazenda, talvez mais da metade da correspondência que recebia se referia a pedidos de favores e empregos (...) O único diretor que se rebelou contra esta prática, insistindo em colocar o mérito acima do empenho, foi tido como insano pelo secretário de gabinete de Ruy Barbosa”. (José Murilo de carvalho.  Os bestializados.  p. 65.) Imagem de fundo:Ruy Barbosa, caricaturado na época como o condutor da economia brasileira

O Advento Da RepúBlica No Brasil

  • 1.
    O Advento daRepública no Brasil E A REPÚBLICA QUE NÃO FOI Disciplina: História Professor: Marcelo S. Oliveira Séries: 3º A, B, C e D
  • 2.
    Correio do Povo de sábado, 16/11/1889, metade superior da página 1
  • 3.
    “ Nada semudaria. O regime sim, era possível, mas também se muda de roupa sem trocar de pele [...]. No sábado, tudo voltaria ao que era nas véspera, menos a Constituição”. Machado de Assis
  • 4.
    O que éRepública? República é o regime político na qual um representante é eleito pelos cidadãos para ser o chefe do país; A eleição é normalmente realizado pelo voto livre, secreto, em intervalos regulares que variam de acordo com o país; No Brasil, o regime foi adotado em 1889, mas nosso republicanismo, no princípio não era “tão republicano assim...”
  • 5.
    A República noBrasil: antecedentes históricos Desenvolvimento da indústria do café; Modernização e urbanização A transição da mão-de-obra; A novas idéias; A crise do monarquismo.
  • 6.
    O movimento republicanono Brasil Império Convenção de Itu em 1870, em que foi redigido o Manifesto Republicano Imagem: Grandes Personagens da Nossa História , Editora Abril Cultural, São Paulo/SP, 1973, volume III, página 662
  • 7.
    “ Silêncio! OImperador está governando o Brasil!” Essa piada era frequetemente utilizada pela imprensa brasileira. Porém, a imagem de um monarca velho representava mais que isso, pois era simbolo de um regime que estava se esgotando.
  • 8.
    Forças que colaboraramcom o advento da República “ O movimento resultou da conjugação de três forças: uma parcela do exército, fazendeiros do Oeste Paulista e representantes das classes médias urbanas. Momentaneamente unidas em torno do ideal republicano, conservavam, entretanto, profundas divergências”. Emilia Viotti da Costa, historiadora .
  • 9.
    A participação popular“ O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditaram seriamente estar vendo uma parada. Era um fenômeno digno de ver-se. O entusiasmo veio depois, veio mesmo lentamente, quebrando o enleio dos espíritos”. Aristides Lobo Cartas do Rio, Diário Popular, 16 de novembro de 1889. Ao Fundo:Alegoria sobre a Constituição Brasileira, inspirada nos ideais franceses e estadunidenses
  • 10.
    Mesmo sem entenderbem o que estava acontecendo então, o povo aclamou Deodoro nas ruas do Rio de Janeiro, naquele dia 15 de Novembro Imagem: Grandes Personagens da Nossa História , Editora Abril Cultural, São Paulo/SP, 1973, volume III, página 603.
  • 11.
    15 de novembro:Um golpe militar
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    Deodoro reconfirmado nopoder O marechal Deodoro da Fonseca tomou posse em 1891 como presidente, eleito pelos deputados da Assembléia Constituinte. Na imagem, a assinatura do projeto da Constituição, em óleo de C. Hastory, conservado no palácio Monroe, no Rio de Janeiro Imagem: 100 Anos de República , volume I (1889-1903), Editora Nova Cultural, São Paulo/SP, pág.21
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    Os republicanos eo ideal de cidadania Existiam três tendências sobre a discussão de qual seria o modelo de cidadania brasileira: liberais (fazendeiros), positivistas (classes médias militares) e socialistas (proletários). As camadas responsáveis pela nova república não conseguiram entrar em acordo sobre qual seria o perfil do cidadão brasileiro. Prevaleceu, porém, a visão liberal das elites: Direitos sociais, mas não políticos; Desta forma, a maior parte da população estava excluída do direito voto, o que na prática os excluía também dos direitos sociais; Ao fundo: Sessão da Assembléia Nacional Constituinte, em 1890 Imagem: Grandes Personagens da Nossa História , Editora Abril Cultural, São Paulo/SP, 1973, volume IV, página 759
  • 14.
    Reflexão sobre repúblicae cidadania [ou estadania] “ O arquivo de Ruy Barbosa é exemplar: durante o seu período como ministro da Fazenda, talvez mais da metade da correspondência que recebia se referia a pedidos de favores e empregos (...) O único diretor que se rebelou contra esta prática, insistindo em colocar o mérito acima do empenho, foi tido como insano pelo secretário de gabinete de Ruy Barbosa”. (José Murilo de carvalho. Os bestializados. p. 65.) Imagem de fundo:Ruy Barbosa, caricaturado na época como o condutor da economia brasileira