UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL




              Bruna Vieira Dorneles
               Daruzi Cezar Felippe
           Tamyris Guimarães Wittzorecki
“Nísia Floresta
Brasileira Augusta foi a
mais notável mulher
que a História do Rio
Grande do Norte
registra”.

(Veríssimo de Melo ,
Patronos e Acadêmicos.
Editora Pongetti, Rio de
Janeiro, 1972.)
“Às mulheres o conhecimento
  e não apenas o bordado.”
Dionísia Gonçalves Pinto
  Nasceu em 12 de outubro de 1810, em
Papari, Rio Grande do Norte, Brasil.
  Faleceu em 24 de abril de 1885, em Rouen,
na França, aos 75 anos.

   Escritora, poetisa e educadora.
   15 obras publicadas, além de incontáveis
artigos na imprensa brasileira.
Em 1831, ela dá seus primeiros passos nas
letras, publicando no jornal pernambucano O
Espelho das Brasileiras uma série de artigos
sobre a condição feminina em diversas culturas
antigas.


    [...]É do nosso dever citar para honra do sexo
feminino, e confusão dos seus injustos detratores, o
principal feito dessas verdadeiras heroínas, cujo
patriotismo provou a que ponto as mulheres, sem jamais
se intrometerem na repartição dos homens, podem ser
úteis nas crises, que ameaçam a segurança do Estado.
Funda e dirige os colégios Brasil e Augusto, notáveis
 pelo alto nível de ensino destinado às mulheres.
Apesar das críticas, para a sociedade patriarcal da época
a proposta de Nísia era inútil, para a cultura corrente o
           que prevalecia era o papel social.
QUESTÕES
- Que caso os homens fazem das mulheres, e se é com justiça;
- Os homens são mais próprios que as mulheres para governar;
- As mulheres são ou não próprias a preencher os cargos públicos;
- As mulheres são naturalmente capazes de ensinar as ciências ou não,
- As mulheres são naturalmente próprias, ou não, para os empregos.
É uma tradução livre do Vindication of the Rights
of Woman, de Mary Wollstonecraft, publicado na
Inglaterra em 1792 e, até então, desconhecido no
Brasil.



    [...] Não há ciência, nem cargo público no Estado, que as
mulheres não sejam capazes naturalmente próprias a preenchê-los
tanto quanto os homens.
Argumentos
   Primado da razão: a crença de que o homem tem uma vantagem
única sobre os demais seres vivos, porque pode raciocinar.
   Com base nesta exigência – a razão – Nísia vai desmontar toda
argumentação masculina de superioridade.

    Fraude científica: todo homem branco é superior aos homem negro,
índio e às mulheres.
    Fraude desfeita por Nísia, que utiliza trechos de Catão contra os
próprios homens, revertendo suas afirmações a favor da mulher.


       “- Se nós tornamos as mulheres nossas iguais”, diz Catão, “elas
   exigirão logo como tributo o que hoje recebem como uma graça”.
   Mas, qual é a graça que se nos concede? A mesma a que temos
   pretensões tão justas, como elas? Não tem as mulheres tanto
   direito, como os homens às dignidades e ao poder? Se temos, o
   sábio Catão não o disse; e se não o temos ele devia ter a
   condescendência de nos convencer.
Em 1849, por recomendação médica leva sua filha, gravemente
acidentada, para a Europa. Foi em Paris que morou por mais
tempo. Em 1853, publicou Opúsculo Humanitário, uma coleção de
artigos sobre emancipação feminina, que foi merecedor de uma
apreciação favorável de Auguste Comte, pai do positivismo.
Mais uma vez mostra seu inconformismo com a
condição das mulheres e aponta para a necessidade de
uma futura mudança no quadro de desvalorização e
inferioridade ao qual a sociedade as submetia.


      [...] Esperamos somente que os zelosos operários do grande
  edifício da civilização em nossa terra atentem para firmarem sua
  verdadeira felicidade, o associarem a mulher a esse importante
  trabalho.
CASTRO, Amanda Mota Angelo et al. Nísia Floresta, a mulher que ousou
desafiar sua época: Feminismo e Educação. (VII Congresso Ibero-
americano de Ciência, Tecnologia e Gênero).
CASTRO, Luciana Martins. A Contribuição de Nísia Floresta para a Educação
Feminina in: Outros Tempos. Volume 7, Dossiê História e Educação.




         http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_1478.html
             http://www.projetomemoria.art.br/NisiaFloresta/pro.html
                   http://www.memoriaviva.com.br/nisiafloresta/
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Dion%C3%ADsia_Gon%C3%A7alves_Pinto

Nisia apresentacao

  • 1.
    UNIVERSIDADE FEDERAL DORIO GRANDE DO SUL Bruna Vieira Dorneles Daruzi Cezar Felippe Tamyris Guimarães Wittzorecki
  • 2.
    “Nísia Floresta Brasileira Augustafoi a mais notável mulher que a História do Rio Grande do Norte registra”. (Veríssimo de Melo , Patronos e Acadêmicos. Editora Pongetti, Rio de Janeiro, 1972.)
  • 3.
    “Às mulheres oconhecimento e não apenas o bordado.”
  • 4.
    Dionísia Gonçalves Pinto Nasceu em 12 de outubro de 1810, em Papari, Rio Grande do Norte, Brasil. Faleceu em 24 de abril de 1885, em Rouen, na França, aos 75 anos. Escritora, poetisa e educadora. 15 obras publicadas, além de incontáveis artigos na imprensa brasileira.
  • 5.
    Em 1831, eladá seus primeiros passos nas letras, publicando no jornal pernambucano O Espelho das Brasileiras uma série de artigos sobre a condição feminina em diversas culturas antigas. [...]É do nosso dever citar para honra do sexo feminino, e confusão dos seus injustos detratores, o principal feito dessas verdadeiras heroínas, cujo patriotismo provou a que ponto as mulheres, sem jamais se intrometerem na repartição dos homens, podem ser úteis nas crises, que ameaçam a segurança do Estado.
  • 6.
    Funda e dirigeos colégios Brasil e Augusto, notáveis pelo alto nível de ensino destinado às mulheres.
  • 7.
    Apesar das críticas,para a sociedade patriarcal da época a proposta de Nísia era inútil, para a cultura corrente o que prevalecia era o papel social.
  • 9.
    QUESTÕES - Que casoos homens fazem das mulheres, e se é com justiça; - Os homens são mais próprios que as mulheres para governar; - As mulheres são ou não próprias a preencher os cargos públicos; - As mulheres são naturalmente capazes de ensinar as ciências ou não, - As mulheres são naturalmente próprias, ou não, para os empregos.
  • 10.
    É uma traduçãolivre do Vindication of the Rights of Woman, de Mary Wollstonecraft, publicado na Inglaterra em 1792 e, até então, desconhecido no Brasil. [...] Não há ciência, nem cargo público no Estado, que as mulheres não sejam capazes naturalmente próprias a preenchê-los tanto quanto os homens.
  • 11.
    Argumentos Primado da razão: a crença de que o homem tem uma vantagem única sobre os demais seres vivos, porque pode raciocinar. Com base nesta exigência – a razão – Nísia vai desmontar toda argumentação masculina de superioridade. Fraude científica: todo homem branco é superior aos homem negro, índio e às mulheres. Fraude desfeita por Nísia, que utiliza trechos de Catão contra os próprios homens, revertendo suas afirmações a favor da mulher. “- Se nós tornamos as mulheres nossas iguais”, diz Catão, “elas exigirão logo como tributo o que hoje recebem como uma graça”. Mas, qual é a graça que se nos concede? A mesma a que temos pretensões tão justas, como elas? Não tem as mulheres tanto direito, como os homens às dignidades e ao poder? Se temos, o sábio Catão não o disse; e se não o temos ele devia ter a condescendência de nos convencer.
  • 12.
    Em 1849, porrecomendação médica leva sua filha, gravemente acidentada, para a Europa. Foi em Paris que morou por mais tempo. Em 1853, publicou Opúsculo Humanitário, uma coleção de artigos sobre emancipação feminina, que foi merecedor de uma apreciação favorável de Auguste Comte, pai do positivismo.
  • 13.
    Mais uma vezmostra seu inconformismo com a condição das mulheres e aponta para a necessidade de uma futura mudança no quadro de desvalorização e inferioridade ao qual a sociedade as submetia. [...] Esperamos somente que os zelosos operários do grande edifício da civilização em nossa terra atentem para firmarem sua verdadeira felicidade, o associarem a mulher a esse importante trabalho.
  • 14.
    CASTRO, Amanda MotaAngelo et al. Nísia Floresta, a mulher que ousou desafiar sua época: Feminismo e Educação. (VII Congresso Ibero- americano de Ciência, Tecnologia e Gênero). CASTRO, Luciana Martins. A Contribuição de Nísia Floresta para a Educação Feminina in: Outros Tempos. Volume 7, Dossiê História e Educação. http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_1478.html http://www.projetomemoria.art.br/NisiaFloresta/pro.html http://www.memoriaviva.com.br/nisiafloresta/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Dion%C3%ADsia_Gon%C3%A7alves_Pinto