Uberlândia 2009
GEOGRAFIA, ENSINO E EXTENSÃO:
práticas pedagógicas em acampamento de
trabalhadores sem-terra
Núcleo de estudos Agrários e Territoriais- NEAT
Ricardo Araujo Leite
Bolsista PIEEX – UFU
ricardoleyte@yahoo.com.br
Virna Salgado Barra
Estagiaria LAGEA – UFU
virnoka@hotmail.com
Marcelo Cervo Chelotti
Orientador. Prof. Dr. – UFU
chelotti@ig.ufu
INTRODUÇÃO
Dentro dos estudos realizados foram aprofundadas
as pesquisas em práticas executadas em acampamentos
de trabalhadores sem-terra, que por ficarem em constante
movimento dificultam o processo de ensino-aprendizado
das crianças e adolescentes que estudam nas escolas
convencionais, exigindo um modelo de escola em
movimento que acompanhe a dinâmica do acampamento.
OBJETIVOS
Possibilitar a melhoria do ensino de geografia com
alunos do ensino fundamental residentes em
acampamento de trabalhadores sem-terra que se
encontram em situação de des-territorialização, bem
como aproximar os futuros licenciados das múltiplas
possibilidades do processo de ensino-aprendizagem.
METODOLOGIA
 1) Concepção e planejamento: a partir de visitas prévias
que realizamos ao acampamento, levantamos as reais
necessidades encontradas no processo de ensino-
aprendizagem, e a partir daí planejamos nossas
intervenções. A partir das competências associadas ao
ensino de geografia, estamos propondo atividades com
as crianças.
 2) Execução: Criar intervenções quinzenais com as
crianças do acampamento, diagnosticando suas carências
em relação ao processo de ensino-aprendizagem no
âmbito da Geografia e suas competências. A partir de
temas geradores são propostas atividades que
possibilitem uma melhor aproximação dessas crianças
com o ensino de geografia.
MARCO TEÓRICO
Nas escolas convencionais conforme
Teixeira e Nanni (2005) aviam
diversos problemas entre eles:
 Discriminação tanto por parte dos professores, quanto dos
alunos: as crianças eram chamadas de “sem-terrinha” pelos
colegas;
 Os professores agrediam a ideologia do movimento e
criticavam os pais;
 O conteúdo ensinado na escola, muitas vezes, não condizia
com a realidade enfrentada pelas crianças;
 Ao matricularem as crianças para o ano letivo seguinte, nunca
havia a certeza de que elas iriam freqüentar aquela escola, pois,
o acampamento poderia mudar de local.
Diante desses problemas e da especificidade do
acampamento enquanto um território transitório surgiu a
necessidade de se pensar numa escola diferenciada, que
não seguisse os padrões formais e que fosse voltada para
a realidade dos anseios do jovem do campo.
Nesse contexto surgiu em 1996 no Estado do Rio
Grande do Sul a escola itinerante, levando em conta as
dificuldades que as crianças e jovens dos acampamentos
encontravam para chegarem nas escolas das cidades
próximas. Que normalmente não tinham vagas.
Dentro da perspectiva de uma escola itinerante voltada para as
realidades do campo estamos realizando atividades educativas dentro
das temáticas da Geografia no acampamento Roseli Nunes, onde
encontramos crianças de diferentes idades e pouca alfabetização se
tornando um local propício para nossas intervenções. Nesse sentido,
foram realizadas algumas visitas com o intuito de realizar práticas de
ensino voltadas para o meio rural seguindo as orientações da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação e respeitando as realidades dos sujeitos
envolvidos.
 
RESULTADOS PARCIAIS
Na nossa primeira intervenção, procuramos
estabelecer uma ligação com os aluno fazendo um
pequeno questionário para poder entender
melhor suas realidades de vida, saber suas idade
e grau de alfabetização.
Os resultados mais importantes encontrados
revelam a importância de se programar aulas
interativas e que possam ser associadas ao modo
de vida dos alunos e a suas experiências
mostrando de forma dinâmica os conteúdos da
Geografia votados para as séries iniciais.
Foto 1- Acampamento Roseli Nunes: Escola
Fonte: Trabalho de campo (24/10/2009)
Foto 2 – Acampamento Roseli Nunes: Aula (campo/cidade)
Fonte: Trabalho de campo (24/10/2009)
Foto 3 - Acampamento Roseli Nunes: Trabalho com revistas
Fonte: Trabalho de campo (24/10/2009)
Foto 4 - Acampamento Roseli Nunes: Crianças mostrando os cartazes
Fonte: Trabalho de campo (24/10/2009)
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com esse projeto esperamos poder
acompanhar a alfabetização dessas crianças
dando a elas suporte na área da geografia e
ampliando futuramente para outras áreas do
conhecimento, e com isso criar uma metodologia
de ensino votado para o campo e em especial para
acampamentos dos sem terra da nossa região,
para atingir esse objetivo utilizaremos as
experiências já vividas pelo MST.
REFERÊNCIAS
 MST. Coordenação Nacional do Setor de
Educação do MST, 2000.
 TEIXEIRA, C. E.; NANNI, R. M. de A. A educação no
movimento dos trabalhadores rurais sem terra
(MST) – escola nacional Florestan Fernandes em São
Paulo. In: www.simposioreformaagraria.propp.ufu.br
<acesso em 01 de julho de 2009>

NEAT - Núcleo de Estudos Agrários e Territoriais (LAGEA-UFU)

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    Uberlândia 2009 GEOGRAFIA, ENSINOE EXTENSÃO: práticas pedagógicas em acampamento de trabalhadores sem-terra Núcleo de estudos Agrários e Territoriais- NEAT Ricardo Araujo Leite Bolsista PIEEX – UFU ricardoleyte@yahoo.com.br Virna Salgado Barra Estagiaria LAGEA – UFU virnoka@hotmail.com Marcelo Cervo Chelotti Orientador. Prof. Dr. – UFU chelotti@ig.ufu
  • 2.
    INTRODUÇÃO Dentro dos estudosrealizados foram aprofundadas as pesquisas em práticas executadas em acampamentos de trabalhadores sem-terra, que por ficarem em constante movimento dificultam o processo de ensino-aprendizado das crianças e adolescentes que estudam nas escolas convencionais, exigindo um modelo de escola em movimento que acompanhe a dinâmica do acampamento.
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    OBJETIVOS Possibilitar a melhoriado ensino de geografia com alunos do ensino fundamental residentes em acampamento de trabalhadores sem-terra que se encontram em situação de des-territorialização, bem como aproximar os futuros licenciados das múltiplas possibilidades do processo de ensino-aprendizagem.
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    METODOLOGIA  1) Concepçãoe planejamento: a partir de visitas prévias que realizamos ao acampamento, levantamos as reais necessidades encontradas no processo de ensino- aprendizagem, e a partir daí planejamos nossas intervenções. A partir das competências associadas ao ensino de geografia, estamos propondo atividades com as crianças.
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     2) Execução:Criar intervenções quinzenais com as crianças do acampamento, diagnosticando suas carências em relação ao processo de ensino-aprendizagem no âmbito da Geografia e suas competências. A partir de temas geradores são propostas atividades que possibilitem uma melhor aproximação dessas crianças com o ensino de geografia.
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    MARCO TEÓRICO Nas escolasconvencionais conforme Teixeira e Nanni (2005) aviam diversos problemas entre eles:
  • 7.
     Discriminação tantopor parte dos professores, quanto dos alunos: as crianças eram chamadas de “sem-terrinha” pelos colegas;  Os professores agrediam a ideologia do movimento e criticavam os pais;  O conteúdo ensinado na escola, muitas vezes, não condizia com a realidade enfrentada pelas crianças;  Ao matricularem as crianças para o ano letivo seguinte, nunca havia a certeza de que elas iriam freqüentar aquela escola, pois, o acampamento poderia mudar de local.
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    Diante desses problemase da especificidade do acampamento enquanto um território transitório surgiu a necessidade de se pensar numa escola diferenciada, que não seguisse os padrões formais e que fosse voltada para a realidade dos anseios do jovem do campo.
  • 9.
    Nesse contexto surgiuem 1996 no Estado do Rio Grande do Sul a escola itinerante, levando em conta as dificuldades que as crianças e jovens dos acampamentos encontravam para chegarem nas escolas das cidades próximas. Que normalmente não tinham vagas.
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    Dentro da perspectivade uma escola itinerante voltada para as realidades do campo estamos realizando atividades educativas dentro das temáticas da Geografia no acampamento Roseli Nunes, onde encontramos crianças de diferentes idades e pouca alfabetização se tornando um local propício para nossas intervenções. Nesse sentido, foram realizadas algumas visitas com o intuito de realizar práticas de ensino voltadas para o meio rural seguindo as orientações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação e respeitando as realidades dos sujeitos envolvidos.  
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    RESULTADOS PARCIAIS Na nossaprimeira intervenção, procuramos estabelecer uma ligação com os aluno fazendo um pequeno questionário para poder entender melhor suas realidades de vida, saber suas idade e grau de alfabetização. Os resultados mais importantes encontrados revelam a importância de se programar aulas interativas e que possam ser associadas ao modo de vida dos alunos e a suas experiências mostrando de forma dinâmica os conteúdos da Geografia votados para as séries iniciais.
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    Foto 1- AcampamentoRoseli Nunes: Escola Fonte: Trabalho de campo (24/10/2009)
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    Foto 2 –Acampamento Roseli Nunes: Aula (campo/cidade) Fonte: Trabalho de campo (24/10/2009)
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    Foto 3 -Acampamento Roseli Nunes: Trabalho com revistas Fonte: Trabalho de campo (24/10/2009)
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    Foto 4 -Acampamento Roseli Nunes: Crianças mostrando os cartazes Fonte: Trabalho de campo (24/10/2009)
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    CONSIDERAÇÕES FINAIS Com esseprojeto esperamos poder acompanhar a alfabetização dessas crianças dando a elas suporte na área da geografia e ampliando futuramente para outras áreas do conhecimento, e com isso criar uma metodologia de ensino votado para o campo e em especial para acampamentos dos sem terra da nossa região, para atingir esse objetivo utilizaremos as experiências já vividas pelo MST.
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    REFERÊNCIAS  MST. CoordenaçãoNacional do Setor de Educação do MST, 2000.  TEIXEIRA, C. E.; NANNI, R. M. de A. A educação no movimento dos trabalhadores rurais sem terra (MST) – escola nacional Florestan Fernandes em São Paulo. In: www.simposioreformaagraria.propp.ufu.br <acesso em 01 de julho de 2009>