Gênero  Mycobacterium Renato Varges
Bastonete álcool - ácido resistente -  BAAR Aeróbias estritas, imóveis, sem cápsula  Não se coram pelo Gram Não produzem toxinas Gênero  Mycobacterium Robert Koch Propriedades gerais:
Parede celular com  espessa camada lipídica: Ácidos micólicos
Longo tempo de geração Resistência a atb Poder alergênico Infecção crônica FIQUEM DE OLHO  NOS LIPÍDEOS DA PAREDE CELULAR
M. tuberculosis M. leprae M. bovis M. avium Gênero  Mycobacterium Principais espécies de interesse médico:
TUBERCULOSE AGENTE: Mycobacterium tuberculosis - Bacilo de Koch
Tuberculose  Dados Epidemiológicos Atuais Casos anuais são estimados em 8,7 milhões de doentes no mundo, com 1,8 milhão de óbitos. 80% dos casos de tuberculose estão concentrados em 22 países.  Apenas um destes está situado na América Latina, o Brasil. Estima-se que no Brasil ocorram 129.000 casos por ano, dos quais são notificados apenas cerca de 90.000. Em 2004, o Brasil notificou 86.881 casos de TB. Com incidência de 60/100.000 habitantes. Em 2005, foram notificados 15.662 casos de TB no Rio de Janeiro. Este número representa 15% de casos de TB notificados no país.
Problema ? Há uma década, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a tuberculose em estado de emergência no mundo, onde ainda é a maior  causa de morte  por doença infecciosa em adultos O Brasil ocupa o  15º lugar  entre os  22 países  responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo. Estima-se cerca de 111.000 casos novos e 6.000 óbitos, anualmente.
 
Mortes Causadas por Doenças Infecciosas em  Adultos no Países em Desenvolvimento Fonte: Banco Mundial, 1997 TB 51.4% Inf. Respiratórias 10.0% HIV 8.6% Malaria 6.4% Outras 23.5% TB 54.7% Inf.   Respiratórias 2.6% HIV 37.1% Malaria 1.3% Outras 4.4% 1990 2020
EPIDEMIOLOGIA Dados do Mundo 8,2 milhões de casos novos/ano 2 milhões de óbitos/ano cada segundo 1 pessoa é infectada  1/3 da população mundial está infectada  5 a 10 % dos infectados adoecerão 22 países concentram 80 % dos casos Tuberculose
TAXA DE INCIDÊNCIA DE TUBERCULOSE POR TODAS AS FORMAS.  BRASIL E UNIDADES FEDERADAS, 2001 . Fonte: SINAN (Dados sujeitos a atualizações)
EPIDEMIOLOGIA - TRANSMISSÃO A infecção pelo bacilo da tuberculose pode ocorrer em qualquer idade. Nem todas as pessoas expostas ao bacilo da tuberculose se tornam infectadas.  A probabilidade que a TB seja transmitida depende de alguns fatores: Da contagiosidade do doente bacilífero fonte da infecção; Do tipo de ambiente onde a exposição ocorreu; Da duração da exposição. Tuberculose
10% das pessoas infectadas adoecem, metade durante os dois primeiros anos após a infecção e a outra metade ao longo da vida.  O risco de progressão da infecção para a doença aumenta na presença de situações que debilitem o sistema imunológico da pessoa, como, por exemplo: Diabetes Mellitus (DM); Infecção pelo HIV; Tratamento prolongado com corticosteroídes; Terapia imunossupressora; Doenças renais crônicas, entre outras. EPIDEMIOLOGIA - TRANSMISSÃO Tuberculose
PATOGENIA Tuberculose  Macrófago ativado IL-6, IL-12, TNF Interferon gama Novos macrófagos Morte dos macrófagos acumulo de células inflamatórias e fibrina formam um granuloma (tubérculo)  Células gigantes de Langhans que retiram água e depositam sais de cálcio
 
SINAIS CLÍNICOS
Febre  Sudorese  Emagrecimento Astenia Hemoptise  SINAIS CLÍNICOS
Diagnóstico   Clínico Investigar Sempre os Pacientes que Apresentem: Tosse por mais de três semanas; Febre  Sudorese  Emagrecimento Astenia
Diagnóstico Epidemiológico A propagação da tuberculose está intimamente ligada às condições de vida da população.  Sua prevalência é maior nas grandes cidades.
Diagnóstico Epidemiológico História de contato, intradomiciliar ou não, com uma pessoa com tuberculose; Indivíduo oriundo de população que vive em comunidade fechada (manicômios, presídios, abrigos, asilos, e outros);  Trabalhadores da área de saúde (principalmente aqueles que trabalham com tuberculose e/ou AIDS); Populações de rua.
Diagnóstico Laboratorial – Tuberculinização
Diagnóstico Laboratorial - baciloscopia
Diagnóstico Laboratorial - Baciloscopia Baciloscopia do Escarro: Principal exame diagnóstico para TB pulmonar; Informação acerca da transmissibilidade (pacientes bacilíferos são os epidemiologicamente importantes) Detecta até 80% dos casos de TB pulmonar.
A baciloscopia direta do escarro deve ser solicitada para: Tosse por três ou mais semanas; Alterações pulmonares na radiografia de tórax; Contatos de casos de TB pulmonar bacilíferos. Diagnóstico Laboratorial - Baciloscopia
Percentual  de  Municípios com Laboratórios que Realizam  Baciloscopia - 2003 Fonte:LACEN CGLAB/DEVEP/SVS/MS
TRATAMENTO
TRATAMENTO O  tratamento  supervisionado: - apoio governamental  busca  ativa dos  sintomáticos  respiratórios suprimento de medicamentos  com regularidade  e  qualidade observação  direta e incentivo do  tratamento monitoramento  do  paciente - Fator de risco para seleção de cepas multi-resistentes
Fonte: GT-SINAN (Atualizado em Outubro/2003) Resultados após 6 meses de Tratamento para Tuberculose. Brasil, 2001.
Vacina BCG – 1º mês de vida Identificação precoce dos doentes e tratamento Programa de Tratamento Supervisionado para evitar abandono PROFILAXIA E CONTROLE

Mycobacteruim tuberculosis - Renato Varges

  • 1.
    Gênero MycobacteriumRenato Varges
  • 2.
    Bastonete álcool -ácido resistente - BAAR Aeróbias estritas, imóveis, sem cápsula Não se coram pelo Gram Não produzem toxinas Gênero Mycobacterium Robert Koch Propriedades gerais:
  • 3.
    Parede celular com espessa camada lipídica: Ácidos micólicos
  • 4.
    Longo tempo degeração Resistência a atb Poder alergênico Infecção crônica FIQUEM DE OLHO NOS LIPÍDEOS DA PAREDE CELULAR
  • 5.
    M. tuberculosis M.leprae M. bovis M. avium Gênero Mycobacterium Principais espécies de interesse médico:
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    TUBERCULOSE AGENTE: Mycobacteriumtuberculosis - Bacilo de Koch
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    Tuberculose DadosEpidemiológicos Atuais Casos anuais são estimados em 8,7 milhões de doentes no mundo, com 1,8 milhão de óbitos. 80% dos casos de tuberculose estão concentrados em 22 países. Apenas um destes está situado na América Latina, o Brasil. Estima-se que no Brasil ocorram 129.000 casos por ano, dos quais são notificados apenas cerca de 90.000. Em 2004, o Brasil notificou 86.881 casos de TB. Com incidência de 60/100.000 habitantes. Em 2005, foram notificados 15.662 casos de TB no Rio de Janeiro. Este número representa 15% de casos de TB notificados no país.
  • 8.
    Problema ? Háuma década, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a tuberculose em estado de emergência no mundo, onde ainda é a maior causa de morte por doença infecciosa em adultos O Brasil ocupa o 15º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo. Estima-se cerca de 111.000 casos novos e 6.000 óbitos, anualmente.
  • 9.
  • 10.
    Mortes Causadas porDoenças Infecciosas em Adultos no Países em Desenvolvimento Fonte: Banco Mundial, 1997 TB 51.4% Inf. Respiratórias 10.0% HIV 8.6% Malaria 6.4% Outras 23.5% TB 54.7% Inf. Respiratórias 2.6% HIV 37.1% Malaria 1.3% Outras 4.4% 1990 2020
  • 11.
    EPIDEMIOLOGIA Dados doMundo 8,2 milhões de casos novos/ano 2 milhões de óbitos/ano cada segundo 1 pessoa é infectada 1/3 da população mundial está infectada 5 a 10 % dos infectados adoecerão 22 países concentram 80 % dos casos Tuberculose
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    TAXA DE INCIDÊNCIADE TUBERCULOSE POR TODAS AS FORMAS. BRASIL E UNIDADES FEDERADAS, 2001 . Fonte: SINAN (Dados sujeitos a atualizações)
  • 13.
    EPIDEMIOLOGIA - TRANSMISSÃOA infecção pelo bacilo da tuberculose pode ocorrer em qualquer idade. Nem todas as pessoas expostas ao bacilo da tuberculose se tornam infectadas. A probabilidade que a TB seja transmitida depende de alguns fatores: Da contagiosidade do doente bacilífero fonte da infecção; Do tipo de ambiente onde a exposição ocorreu; Da duração da exposição. Tuberculose
  • 14.
    10% das pessoasinfectadas adoecem, metade durante os dois primeiros anos após a infecção e a outra metade ao longo da vida. O risco de progressão da infecção para a doença aumenta na presença de situações que debilitem o sistema imunológico da pessoa, como, por exemplo: Diabetes Mellitus (DM); Infecção pelo HIV; Tratamento prolongado com corticosteroídes; Terapia imunossupressora; Doenças renais crônicas, entre outras. EPIDEMIOLOGIA - TRANSMISSÃO Tuberculose
  • 15.
    PATOGENIA Tuberculose Macrófago ativado IL-6, IL-12, TNF Interferon gama Novos macrófagos Morte dos macrófagos acumulo de células inflamatórias e fibrina formam um granuloma (tubérculo) Células gigantes de Langhans que retiram água e depositam sais de cálcio
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  • 17.
  • 18.
    Febre Sudorese Emagrecimento Astenia Hemoptise SINAIS CLÍNICOS
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    Diagnóstico Clínico Investigar Sempre os Pacientes que Apresentem: Tosse por mais de três semanas; Febre Sudorese Emagrecimento Astenia
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    Diagnóstico Epidemiológico Apropagação da tuberculose está intimamente ligada às condições de vida da população. Sua prevalência é maior nas grandes cidades.
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    Diagnóstico Epidemiológico Históriade contato, intradomiciliar ou não, com uma pessoa com tuberculose; Indivíduo oriundo de população que vive em comunidade fechada (manicômios, presídios, abrigos, asilos, e outros); Trabalhadores da área de saúde (principalmente aqueles que trabalham com tuberculose e/ou AIDS); Populações de rua.
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    Diagnóstico Laboratorial -Baciloscopia Baciloscopia do Escarro: Principal exame diagnóstico para TB pulmonar; Informação acerca da transmissibilidade (pacientes bacilíferos são os epidemiologicamente importantes) Detecta até 80% dos casos de TB pulmonar.
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    A baciloscopia diretado escarro deve ser solicitada para: Tosse por três ou mais semanas; Alterações pulmonares na radiografia de tórax; Contatos de casos de TB pulmonar bacilíferos. Diagnóstico Laboratorial - Baciloscopia
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    Percentual de Municípios com Laboratórios que Realizam Baciloscopia - 2003 Fonte:LACEN CGLAB/DEVEP/SVS/MS
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  • 28.
    TRATAMENTO O tratamento supervisionado: - apoio governamental busca ativa dos sintomáticos respiratórios suprimento de medicamentos com regularidade e qualidade observação direta e incentivo do tratamento monitoramento do paciente - Fator de risco para seleção de cepas multi-resistentes
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    Fonte: GT-SINAN (Atualizadoem Outubro/2003) Resultados após 6 meses de Tratamento para Tuberculose. Brasil, 2001.
  • 30.
    Vacina BCG –1º mês de vida Identificação precoce dos doentes e tratamento Programa de Tratamento Supervisionado para evitar abandono PROFILAXIA E CONTROLE

Notas do Editor

  • #14 A infecção pelo bacilo da tuberculose pode ocorrer em qualquer idade, mas no Brasil geralmente acontece na infância. Nem todas as pessoas expostas ao bacilo da tuberculose se tornam infectadas. A probabilidade que a TB seja transmitida depende de alguns fatores; Da contagiosidade do caso índice (doente bacilífero fonte da infecção); Do tipo de ambiente onde a exposição ocorreu; Da duração da exposição.
  • #15 Apenas em torno de 10% das pessoas infectadas adoecem, metade delas durante os 2 primeiros anos após a infecção e a outra metade ao longo de sua vida. Esta estimativa está correta se não existirem outras infecções ou doenças que debilitem o sistema imunológico da pessoa, como, por exemplo: Diabetes Mellitus (DM); Infecção pelo HIV; Tratamento prolongado com corticosteroídes; Terapia imunossupressora; Doenças renais crônicas, entre outras. NESTES CASOS O RISCO DE PROGRESSÃO DA INFECÇÃO PARA A DOENÇA AUMENTA.