Higiene e Segurança do Trabalho – ENG 295
Módulo VI
NR 15 - Atividades e Operações Insalubres parte III
Agentes Químicos


• Estão presentes em todos os ambientes, em maior ou menor quantidade.
• A Insalubridade dependerá do agente, da concentração e do tempo de
exposição.
• O efeito à saúde dependerá também da predisposição dos indivíduos.


• A NR-15 aborda a maior parte dos Agentes Químicos ocupacionais nos
anexos 11, 13 e 13-A
• As Poeiras Minerais, que também são agentes químicos, são tratadas no
anexo 12.
Agentes Químicos



• Para efeito de exposição ocupacional, consideraremos como “Agentes
Químicos”:

   • Gases e Vapores
   • Aerodispersóides: poeiras, fumos, névoas, neblinas e fibras.
Agentes Químicos



• Vias de contaminação:

   • Respiração
   • Pele e Olhos
   • Ingestão
NR-15 – Atividades e Operações Insalubres
Agentes Químicos
Anexo 11
 Agentes químicos cuja insalubridade é caracterizada por
limite de tolerância e inspeção no local de trabalho


Anexo 12
Poeiras minerais


Anexo 13
 Relação das atividades e operações envolvendo agentes químicos,
consideradas, insalubres em decorrência de inspeção realizada no local
de trabalho



Anexo 13A
 Benzeno
Anexo 11
 Agentes químicos cuja insalubridade é caracterizada por limite de tolerância e
inspeção no local de trabalho
Anexo 11
  Agentes químicos cuja insalubridade é caracterizada por limite de tolerância e
 inspeção no local de trabalho                                   Principais agentes Anexo 11:
                                                                       compostos orgânicos, gases
                                                                       nobres e algumas substâncias
                                                                       inorgânicas




OBS: O Benzeno constava na lista até 1994, quando foi removido e passou a ser tratado no
anexo 13A
Exemplos de Agentes Químicos do anexo 11 e suas aplicações


   Ácido Cianídrico - HCN

   Aplicações Industriais:

   • Fabricação de Nylon e Acrílico
   • Indústria Farmacêutica
   • Indústria de Agroquímicos (Herbicidas)
   • Indústria têxtil (corantes para blue jeans)

   • Extração e refino de metais preciosos (ouro, prata etc.), indústrias metalúrgicas e em
   eletrodeposição de metais (galvanoplastia), disposição eletrolítica de revestimentos
   metálicos (cobre, zinco, cádmio, etc.), tratamentos térmicos de aços,




http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/-hsgcvr43LOU/TdXZHpTor6I/AAAAAAAAAaA/QxL8dTIxgNk/s1600/1746.jpg&imgrefurl=http://atalhodaweb.blogspot.com/2011/05/fumar-faz-mal-
saude.html&usg=__AzuKTe3r9BelkdhOrVseDYnauiw=&h=862&w=700&sz=127&hl=pt-BR&start=2&sig2=5R9-mkHJ38KR5JSnfberTQ&zoom=1&tbnid=wWYMadaQbn104M:&tbnh=145&tbnw=118&ei=-
2ClT6KfDYrc9ASTqoSeAw&itbs=1
Exemplos de Agentes Químicos do anexo 11 e suas
aplicações

       Ácido Cianídrico - HCN

       Formas de absorção:
           •Inalação
           •Absorção pela pele
           •Ingestão

       Efeitos - Exposição Aguda:
       Mais grave s e rápidos – Via respiratória
            •Tontura, convulsão, morte

       Efeitos – Exposição Crônica:
            •Danos ao SNC e tireóide
            • Tontura, sonolência, dor de cabeça
Exemplos de Agentes Químicos do anexo 11 e suas
aplicações

Formaldeído
Etanol
Metanol
Neônio. Radônio, Xenônio
Tolueno
Xileno
Doenças relacionadas aos compostos do anexo 11
Portaria Nº. 1339/GM em 18 de novembro de 1999
Anexo 12 – Poeiras Minerais
Anexo 12 – Poeiras Minerais

Asbestos

Crisotila:
 É o mineral mais utilizado na produção de asbesto. As suas aplicações são
inúmeras incluindo:
     •Telhas de fibrocimento (cerca de 85% do consumo mundial)
     •Revestimentos de embreagens de automóveis
     •Revestimentos e coberturas de edifícios
     •Gessos e estuques
     •Revestimentos à prova de fogo
     •Vestimentas de proteção à prova de fogo


Anfibólio:
•Tubagens e coberturas de edifícios (misturado com cimento, fibrocimento)
• Isolamentos térmicos e acústicos
• Revestimentos de teto
Anexo 12 – Poeiras Minerais

Asbestos




http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-
35862001000400007&script=sci_arttext
Asbestos – Doenças relacionadas
Portaria Nº. 1339/GM em 18 de novembro de 1999
Anexo 12 – Poeiras Minerais

Manganês

• Metalurgia – Extração
• Fabricação de baterias, vidros, eletrodos de solda, tintas, etc
• Indústria farmacêutica
Manganês




Área de estudo : Cotegipe
Modo de contaminação: Poeira Respirável
Efeitos:
     • Diminuição da capacidade cognitiva, déficit de atenção e memória.
     • Problemas motores.
Manganês – Doenças relacionadas
Portaria Nº. 1339/GM em 18 de novembro de 1999
Anexo 12 – Poeiras Minerais

Sílica


 •Construção civil
 •Produção de Sílica gel
 •Fabricação de vidro e cerâmica
 •Fabricação de eletro-eletrônicos: Chips,
 sensores ópticos.


 Principal via de exposição:
 •Respiratória



  Efeitos:
  Danos permanentes ao pulmão
Sílica – Doenças relacionadas
Portaria Nº. 1339/GM em 18 de novembro de 1999
Anexo 13 –Relação das atividades e operações envolvendo agentes
químicos, consideradas, insalubres em decorrência de inspeção
realizada no local de trabalho
Anexo 13 –Relação das atividades e operações envolvendo agentes
químicos, consideradas, insalubres em decorrência de
inspeção realizada no local de trabalho


Exemplos de Compostos listados no anexo 13:
Metais: Cromo, Chumbo, Mercúrio
Semi-metais: Arsênio
Não-metais: Fósforo
Hidrocarbonetos
Silicatos
Anexo 13– Doenças relacionadas
Portaria Nº. 1339/GM em 18 de novembro de 1999
Anexo 13– Doenças relacionadas
Portaria Nº. 1339/GM em 18 de novembro de 1999
Anexo 13A – Benzeno
Anexo 13A – Benzeno

Aplicações industriais

  A seguir, as atividades e a relação de indústrias que envolvem risco de exposição
  ao benzeno:

  •   Indústria do petróleo / petroquímica / borracha
  •   Siderurgia
  •   Usinas de álcool
  •   Gráficas
  •   Pintura
  •   Indústria de móveis
  •   Construção civil
  •   Indústria e reparo de calçados
  •   Indústria Farmacêutica
  •   Postos de gasolina



http://www.eclac.cl/ddpe/noticias/paginas/4/19834/LianzayNadim.pdf
Anexo 13A – Benzeno


•   O benzeno: Líquido claro, de odor aromático, volátil e
    inflamável.
    o   Pode ser extraído do carvão mineral.
    o   Obtido comercialmente por hidrogenação catalítica.
    o   Componente da gasolina 1- 5%.


•   Toxicocinética
    o   Lipossolúvel - é rapidamente absorvido pela via
        pulmonar com retenção de 50%.
    o   Distribuição e depósito em tecidos ricos em gordura
        (medula, SNC, fígado e outros).
Anexo 13A – Benzeno

Efeitos da exposição



•   Principais Efeitos Tóxicos
    o   Exposição aguda: Asfixia, depressão do SNC (tontura, ataxia e confusão
        mental), disritmia cardíaca; Inflamação do trato respiratório, hemorragia
        pulmonar, congestão dos rins e edema cerebral. Morte.


    o   Exposição crônica (efeito sistêmico): Mielotoxicidade, Mutagenicidade ,
        Aplasia medular com redução dos elementos figurados do sangue,
        Leucemia.
Monitoramento da exposição ao Benzeno
•   Monitorização biológica:
    o   Hemograma completo e plaquetas: (NR-07)
          • Admissional
          • Periódico: Seis meses
          • Demissional
Doenças ocupacionais causadas por Agentes Químicos
Benzeno - Metabolização




•Formação de radicais livres a partir do óxido de benzeno  Danos ao DNA
Anexo 13A – Benzeno
 Histórico



Fonte: Tese de doutorado.
Danilo Fernandes Costa.
Faculdade de medicina
USP. 2009
Anexo 13A – Benzeno
 Histórico



Fonte: Tese de doutorado.
Danilo Fernandes Costa.
Faculdade de medicina
USP. 2009
Anexo 13A – Benzeno
Histórico



Fonte: Tese de doutorado.
Danilo Fernandes Costa.
Faculdade de medicina
USP. 2009
Anexo 13A – Benzeno

  Histórico

3.2.1 Denúncias e interdições

•Em 1983 o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Santos constatou através da
realização de exames clínicos em trabalhadores da Companhia Siderúrgica Paulista (COSIPA), em
Cubatão, São Paulo, que 150 trabalhadores estavam leucopênicos, ou seja apresentavam alterações
no sangue. Esse número entre 1983 a 1992 tomou proporção de uma epidemia, mais de dois mil
trabalhadores dessa siderúrgica foram afastados do trabalho.

•Em 1985, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicos de Volta Redonda, Rio de
Janeiro denunciava outros 50 casos de leucopenia na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

•Em 1986, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Petroquímicas do ABC
•consegue a interdição, junto a Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo e posteriormente o
fechamento da unidade que produzia Benzeno Hexa Cloro (BHC) das Indústrias Químicas
Matarazzo, em São Caetano do Sul, São Paulo. Eram 60 trabalhadores contaminados e duas mortes
comprovadas por exposição ao benzeno.

 http://www.eclac.cl/ddpe/noticias/paginas/4/19834/LianzayNadim.pdf
Anexo 13A – Benzeno

  Histórico

3.2.1 Denúncias e interdições

•De 1983 a 1988 o movimento sindical e os organismos públicos conseguiram o reconhecimento do
benzenismo como doença profissional e o estabelecimento de critérios de afastamento e alta de
trabalhadores contaminados.


•Em 1990, a Nitrocarbono S.A. do pólo petroquímico de Camaçari foi interditada pela DRT Bahia
devido a duas mortes por benzenismo.




 http://www.eclac.cl/ddpe/noticias/paginas/4/19834/LianzayNadim.pdf
Anexo 13A – Benzeno

 Histórico




Fonte: Tese de doutorado. Danilo Fernandes Costa. Faculdade de medicina USP. 2009
Anexo 13A – Benzeno

 Histórico




Fonte: Tese de doutorado. Danilo Fernandes Costa. Faculdade de medicina USP. 2009
Caso Nitrocarbono: Camaçari- Bahia                  Julho de 1990




 Morte de um médico por aplasia medular e de um operário por
        leucemia - Associadas a exposição ao Benzeno

Fonte: Prof. Ligia Rangel lirangel@ufba.br ISC/UFBA Botucatu, março de 2009
Tribuna da Bahia, 24/10/90




Fonte: Prof. Ligia Rangel lirangel@ufba.br ISC/UFBA Botucatu, março de 2009
Jornal da Bahia, 03/04/91




Fonte: Prof. Ligia Rangel lirangel@ufba.br ISC/UFBA Botucatu, março de 2009
          Foto: assinatura não identificada
Jornal da Bahia, 26/07/90




Fonte: Prof. Ligia Rangel lirangel@ufba.br ISC/UFBA Botucatu, março de 2009
         Foto: Valter Pontes
Correio da Bahia, 13/11/90




Fonte: Prof. Ligia Rangel lirangel@ufba.br ISC/UFBA Botucatu, março de 2009
        Foto: Márcia Raquel
Correio da Bahia, 13/11/90




Fonte: Prof. Ligia Rangel lirangel@ufba.br ISC/UFBA Botucatu, março de 2009
Evidências das exposição – Pólo Petroquímico de Camaçari

  Monitoramento realizado em 1990:
  •   7.356 trabalhadores examinados;
  •       850 suspeitos de leucopenia por exposição ao benzeno;
  •       216 casos de benzenismo.


  •   Dois mortos:
      o   Julho de 1990 – Dr Armando Sobrinho, médico do trabalho, Aplasia medular.
      o   Outubro de 1990 - Antônio Lázaro, operário, Leucemia mielóide crônica.


  •   A avaliação ambiental revelou níveis acentuados de contaminação
      atmosférica.


Fonte: Tese de doutorado. Danilo Fernandes Costa. Faculdade de medicina USP. 2009
Evidências das exposição – Outras localidades




Fonte: Tese de doutorado. Danilo Fernandes Costa. Faculdade de medicina USP. 2009
Evidências das exposição – Outras localidades




Fonte: Tese de doutorado. Danilo Fernandes Costa. Faculdade de medicina USP. 2009
Evidências das exposição – Outras localidades




Fonte: Tese de doutorado. Danilo Fernandes Costa. Faculdade de medicina USP. 2009
Benzeno – Situação atual



Várias ações ocorreram a partir da assinatura do Acordo e legislação sobre benzeno,
em dezembro de 1995, e com a formação da CNPBz, entre elas, as bancadas de
governo e de trabalhadores consideraram a necessidade de formação de Comissões
Regionais para a implementação do Acordo.


Hoje existem Comissões Regionais Tripartites nos principais pólos petroquímicos,
siderúrgicos, de produção de combustíveis e de petróleo do país (Bahia, Rio de
Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul).




 http://www.fundacentro.gov.br/dominios/ctn/anexos/Publicacao/Benzeno_10a
 nos.pdf
Benzeno – Exposições não ocupacionais
Benzeno – Exposições não ocupacionais

Em 2009, a associação analisou 24 amostras de diversos refrigerantes e detectou a presença de benzeno em sete
delas. Em duas amostras de bebidas cítricas – Fanta Laranja Light (da Coca-Cola) e Sukita Zero (Ambev) - o nível
foi superior ao considerado tolerável para o consumo humano. Depois da pesquisa, o MPF começou a investigar o
caso.

Nos refrigerantes, o benzeno surge da mistura do ácido benzóico com a vitamina C. Nos refrigerantes normais, esse
processo não ocorre por causa do açúcar, que inibe a reação química.

Estudos de mais de três décadas atrás apontam que a exposição ao benzeno eleva o potencial de câncer e doenças no
sangue. “Ele é tóxico e causador de leucemia e outros tumores, dependendo da quantidade e do tempo de
exposição”, disse o presidente da Associação Brasileira de Hemoterapia e Hematologia (ABHH), Cármino de Souza.

A maioria das pesquisas avaliou públicos específicos, como trabalhadores dos setores petroquímico e de siderurgia
que lidam diretamente com a substância. O médico explicou que ainda há pouca informação sobre os efeitos do
benzeno na saúde da população em geral, mas advertiu que a menor exposição ao agente químico diminui as
chances de doenças sanguíneas. “Temos contato com benzeno diariamente. O ideal é zero, o mínimo possível”.

O benzeno está presente na fumaça do cigarro e dos carros. É também usado na fabricação de plásticos, borrachas e
detergentes.


http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2011/11/05/fabricantes-
vao-reduzir-nivel-de-benzeno-nas-principais-marcas-de-refrigerante.htm
Agentes Químicos – Exposições não-ocupacionais




http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/-hsgcvr43LOU/TdXZHpTor6I/AAAAAAAAAaA/QxL8dTIxgNk/s1600/1746.jpg&imgrefurl=http://atalhodaweb.blogspot.com/2011/05/fumar-faz-mal-
saude.html&usg=__AzuKTe3r9BelkdhOrVseDYnauiw=&h=862&w=700&sz=127&hl=pt-BR&start=2&sig2=5R9-mkHJ38KR5JSnfberTQ&zoom=1&tbnid=wWYMadaQbn104M:&tbnh=145&tbnw=118&ei=-
2ClT6KfDYrc9ASTqoSeAw&itbs=1
Agentes Químicos – Exposições não-ocupacionais
Agentes Químicos – Exposições não-ocupacionais




http://www.abq.org.br/cbq/2007/trabalhos/10/10-319-64.htm
Próxima aula


•Controle de Exposição a Agentes Químicos
•Processos Industriais & Agentes Ambientais
•Exercícios de Percepção de Risco
•Elaboração do Mapa de Riscos

Modulo 6 atividades insalubres parte 3

  • 1.
    Higiene e Segurançado Trabalho – ENG 295 Módulo VI NR 15 - Atividades e Operações Insalubres parte III
  • 2.
    Agentes Químicos • Estãopresentes em todos os ambientes, em maior ou menor quantidade. • A Insalubridade dependerá do agente, da concentração e do tempo de exposição. • O efeito à saúde dependerá também da predisposição dos indivíduos. • A NR-15 aborda a maior parte dos Agentes Químicos ocupacionais nos anexos 11, 13 e 13-A • As Poeiras Minerais, que também são agentes químicos, são tratadas no anexo 12.
  • 3.
    Agentes Químicos • Paraefeito de exposição ocupacional, consideraremos como “Agentes Químicos”: • Gases e Vapores • Aerodispersóides: poeiras, fumos, névoas, neblinas e fibras.
  • 4.
    Agentes Químicos • Viasde contaminação: • Respiração • Pele e Olhos • Ingestão
  • 5.
    NR-15 – Atividadese Operações Insalubres Agentes Químicos Anexo 11 Agentes químicos cuja insalubridade é caracterizada por limite de tolerância e inspeção no local de trabalho Anexo 12 Poeiras minerais Anexo 13 Relação das atividades e operações envolvendo agentes químicos, consideradas, insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho Anexo 13A Benzeno
  • 6.
    Anexo 11 Agentesquímicos cuja insalubridade é caracterizada por limite de tolerância e inspeção no local de trabalho
  • 7.
    Anexo 11 Agentes químicos cuja insalubridade é caracterizada por limite de tolerância e inspeção no local de trabalho Principais agentes Anexo 11: compostos orgânicos, gases nobres e algumas substâncias inorgânicas OBS: O Benzeno constava na lista até 1994, quando foi removido e passou a ser tratado no anexo 13A
  • 8.
    Exemplos de AgentesQuímicos do anexo 11 e suas aplicações Ácido Cianídrico - HCN Aplicações Industriais: • Fabricação de Nylon e Acrílico • Indústria Farmacêutica • Indústria de Agroquímicos (Herbicidas) • Indústria têxtil (corantes para blue jeans) • Extração e refino de metais preciosos (ouro, prata etc.), indústrias metalúrgicas e em eletrodeposição de metais (galvanoplastia), disposição eletrolítica de revestimentos metálicos (cobre, zinco, cádmio, etc.), tratamentos térmicos de aços, http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/-hsgcvr43LOU/TdXZHpTor6I/AAAAAAAAAaA/QxL8dTIxgNk/s1600/1746.jpg&imgrefurl=http://atalhodaweb.blogspot.com/2011/05/fumar-faz-mal- saude.html&usg=__AzuKTe3r9BelkdhOrVseDYnauiw=&h=862&w=700&sz=127&hl=pt-BR&start=2&sig2=5R9-mkHJ38KR5JSnfberTQ&zoom=1&tbnid=wWYMadaQbn104M:&tbnh=145&tbnw=118&ei=- 2ClT6KfDYrc9ASTqoSeAw&itbs=1
  • 9.
    Exemplos de AgentesQuímicos do anexo 11 e suas aplicações Ácido Cianídrico - HCN Formas de absorção: •Inalação •Absorção pela pele •Ingestão Efeitos - Exposição Aguda: Mais grave s e rápidos – Via respiratória •Tontura, convulsão, morte Efeitos – Exposição Crônica: •Danos ao SNC e tireóide • Tontura, sonolência, dor de cabeça
  • 10.
    Exemplos de AgentesQuímicos do anexo 11 e suas aplicações Formaldeído Etanol Metanol Neônio. Radônio, Xenônio Tolueno Xileno
  • 11.
    Doenças relacionadas aoscompostos do anexo 11 Portaria Nº. 1339/GM em 18 de novembro de 1999
  • 12.
    Anexo 12 –Poeiras Minerais
  • 13.
    Anexo 12 –Poeiras Minerais Asbestos Crisotila: É o mineral mais utilizado na produção de asbesto. As suas aplicações são inúmeras incluindo: •Telhas de fibrocimento (cerca de 85% do consumo mundial) •Revestimentos de embreagens de automóveis •Revestimentos e coberturas de edifícios •Gessos e estuques •Revestimentos à prova de fogo •Vestimentas de proteção à prova de fogo Anfibólio: •Tubagens e coberturas de edifícios (misturado com cimento, fibrocimento) • Isolamentos térmicos e acústicos • Revestimentos de teto
  • 14.
    Anexo 12 –Poeiras Minerais Asbestos http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102- 35862001000400007&script=sci_arttext
  • 15.
    Asbestos – Doençasrelacionadas Portaria Nº. 1339/GM em 18 de novembro de 1999
  • 16.
    Anexo 12 –Poeiras Minerais Manganês • Metalurgia – Extração • Fabricação de baterias, vidros, eletrodos de solda, tintas, etc • Indústria farmacêutica
  • 17.
    Manganês Área de estudo: Cotegipe Modo de contaminação: Poeira Respirável Efeitos: • Diminuição da capacidade cognitiva, déficit de atenção e memória. • Problemas motores.
  • 18.
    Manganês – Doençasrelacionadas Portaria Nº. 1339/GM em 18 de novembro de 1999
  • 19.
    Anexo 12 –Poeiras Minerais Sílica •Construção civil •Produção de Sílica gel •Fabricação de vidro e cerâmica •Fabricação de eletro-eletrônicos: Chips, sensores ópticos. Principal via de exposição: •Respiratória Efeitos: Danos permanentes ao pulmão
  • 20.
    Sílica – Doençasrelacionadas Portaria Nº. 1339/GM em 18 de novembro de 1999
  • 21.
    Anexo 13 –Relaçãodas atividades e operações envolvendo agentes químicos, consideradas, insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho
  • 22.
    Anexo 13 –Relaçãodas atividades e operações envolvendo agentes químicos, consideradas, insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho Exemplos de Compostos listados no anexo 13: Metais: Cromo, Chumbo, Mercúrio Semi-metais: Arsênio Não-metais: Fósforo Hidrocarbonetos Silicatos
  • 23.
    Anexo 13– Doençasrelacionadas Portaria Nº. 1339/GM em 18 de novembro de 1999
  • 24.
    Anexo 13– Doençasrelacionadas Portaria Nº. 1339/GM em 18 de novembro de 1999
  • 25.
  • 26.
    Anexo 13A –Benzeno Aplicações industriais A seguir, as atividades e a relação de indústrias que envolvem risco de exposição ao benzeno: • Indústria do petróleo / petroquímica / borracha • Siderurgia • Usinas de álcool • Gráficas • Pintura • Indústria de móveis • Construção civil • Indústria e reparo de calçados • Indústria Farmacêutica • Postos de gasolina http://www.eclac.cl/ddpe/noticias/paginas/4/19834/LianzayNadim.pdf
  • 27.
    Anexo 13A –Benzeno • O benzeno: Líquido claro, de odor aromático, volátil e inflamável. o Pode ser extraído do carvão mineral. o Obtido comercialmente por hidrogenação catalítica. o Componente da gasolina 1- 5%. • Toxicocinética o Lipossolúvel - é rapidamente absorvido pela via pulmonar com retenção de 50%. o Distribuição e depósito em tecidos ricos em gordura (medula, SNC, fígado e outros).
  • 28.
    Anexo 13A –Benzeno Efeitos da exposição • Principais Efeitos Tóxicos o Exposição aguda: Asfixia, depressão do SNC (tontura, ataxia e confusão mental), disritmia cardíaca; Inflamação do trato respiratório, hemorragia pulmonar, congestão dos rins e edema cerebral. Morte. o Exposição crônica (efeito sistêmico): Mielotoxicidade, Mutagenicidade , Aplasia medular com redução dos elementos figurados do sangue, Leucemia.
  • 29.
    Monitoramento da exposiçãoao Benzeno • Monitorização biológica: o Hemograma completo e plaquetas: (NR-07) • Admissional • Periódico: Seis meses • Demissional
  • 30.
    Doenças ocupacionais causadaspor Agentes Químicos
  • 31.
    Benzeno - Metabolização •Formaçãode radicais livres a partir do óxido de benzeno  Danos ao DNA
  • 32.
    Anexo 13A –Benzeno Histórico Fonte: Tese de doutorado. Danilo Fernandes Costa. Faculdade de medicina USP. 2009
  • 33.
    Anexo 13A –Benzeno Histórico Fonte: Tese de doutorado. Danilo Fernandes Costa. Faculdade de medicina USP. 2009
  • 34.
    Anexo 13A –Benzeno Histórico Fonte: Tese de doutorado. Danilo Fernandes Costa. Faculdade de medicina USP. 2009
  • 35.
    Anexo 13A –Benzeno Histórico 3.2.1 Denúncias e interdições •Em 1983 o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Santos constatou através da realização de exames clínicos em trabalhadores da Companhia Siderúrgica Paulista (COSIPA), em Cubatão, São Paulo, que 150 trabalhadores estavam leucopênicos, ou seja apresentavam alterações no sangue. Esse número entre 1983 a 1992 tomou proporção de uma epidemia, mais de dois mil trabalhadores dessa siderúrgica foram afastados do trabalho. •Em 1985, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicos de Volta Redonda, Rio de Janeiro denunciava outros 50 casos de leucopenia na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). •Em 1986, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Petroquímicas do ABC •consegue a interdição, junto a Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo e posteriormente o fechamento da unidade que produzia Benzeno Hexa Cloro (BHC) das Indústrias Químicas Matarazzo, em São Caetano do Sul, São Paulo. Eram 60 trabalhadores contaminados e duas mortes comprovadas por exposição ao benzeno. http://www.eclac.cl/ddpe/noticias/paginas/4/19834/LianzayNadim.pdf
  • 36.
    Anexo 13A –Benzeno Histórico 3.2.1 Denúncias e interdições •De 1983 a 1988 o movimento sindical e os organismos públicos conseguiram o reconhecimento do benzenismo como doença profissional e o estabelecimento de critérios de afastamento e alta de trabalhadores contaminados. •Em 1990, a Nitrocarbono S.A. do pólo petroquímico de Camaçari foi interditada pela DRT Bahia devido a duas mortes por benzenismo. http://www.eclac.cl/ddpe/noticias/paginas/4/19834/LianzayNadim.pdf
  • 37.
    Anexo 13A –Benzeno Histórico Fonte: Tese de doutorado. Danilo Fernandes Costa. Faculdade de medicina USP. 2009
  • 38.
    Anexo 13A –Benzeno Histórico Fonte: Tese de doutorado. Danilo Fernandes Costa. Faculdade de medicina USP. 2009
  • 39.
    Caso Nitrocarbono: Camaçari-Bahia Julho de 1990 Morte de um médico por aplasia medular e de um operário por leucemia - Associadas a exposição ao Benzeno Fonte: Prof. Ligia Rangel lirangel@ufba.br ISC/UFBA Botucatu, março de 2009
  • 40.
    Tribuna da Bahia,24/10/90 Fonte: Prof. Ligia Rangel lirangel@ufba.br ISC/UFBA Botucatu, março de 2009
  • 41.
    Jornal da Bahia,03/04/91 Fonte: Prof. Ligia Rangel lirangel@ufba.br ISC/UFBA Botucatu, março de 2009 Foto: assinatura não identificada
  • 42.
    Jornal da Bahia,26/07/90 Fonte: Prof. Ligia Rangel lirangel@ufba.br ISC/UFBA Botucatu, março de 2009 Foto: Valter Pontes
  • 43.
    Correio da Bahia,13/11/90 Fonte: Prof. Ligia Rangel lirangel@ufba.br ISC/UFBA Botucatu, março de 2009 Foto: Márcia Raquel
  • 44.
    Correio da Bahia,13/11/90 Fonte: Prof. Ligia Rangel lirangel@ufba.br ISC/UFBA Botucatu, março de 2009
  • 45.
    Evidências das exposição– Pólo Petroquímico de Camaçari Monitoramento realizado em 1990: • 7.356 trabalhadores examinados; • 850 suspeitos de leucopenia por exposição ao benzeno; • 216 casos de benzenismo. • Dois mortos: o Julho de 1990 – Dr Armando Sobrinho, médico do trabalho, Aplasia medular. o Outubro de 1990 - Antônio Lázaro, operário, Leucemia mielóide crônica. • A avaliação ambiental revelou níveis acentuados de contaminação atmosférica. Fonte: Tese de doutorado. Danilo Fernandes Costa. Faculdade de medicina USP. 2009
  • 46.
    Evidências das exposição– Outras localidades Fonte: Tese de doutorado. Danilo Fernandes Costa. Faculdade de medicina USP. 2009
  • 47.
    Evidências das exposição– Outras localidades Fonte: Tese de doutorado. Danilo Fernandes Costa. Faculdade de medicina USP. 2009
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    Evidências das exposição– Outras localidades Fonte: Tese de doutorado. Danilo Fernandes Costa. Faculdade de medicina USP. 2009
  • 49.
    Benzeno – Situaçãoatual Várias ações ocorreram a partir da assinatura do Acordo e legislação sobre benzeno, em dezembro de 1995, e com a formação da CNPBz, entre elas, as bancadas de governo e de trabalhadores consideraram a necessidade de formação de Comissões Regionais para a implementação do Acordo. Hoje existem Comissões Regionais Tripartites nos principais pólos petroquímicos, siderúrgicos, de produção de combustíveis e de petróleo do país (Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul). http://www.fundacentro.gov.br/dominios/ctn/anexos/Publicacao/Benzeno_10a nos.pdf
  • 50.
    Benzeno – Exposiçõesnão ocupacionais
  • 51.
    Benzeno – Exposiçõesnão ocupacionais Em 2009, a associação analisou 24 amostras de diversos refrigerantes e detectou a presença de benzeno em sete delas. Em duas amostras de bebidas cítricas – Fanta Laranja Light (da Coca-Cola) e Sukita Zero (Ambev) - o nível foi superior ao considerado tolerável para o consumo humano. Depois da pesquisa, o MPF começou a investigar o caso. Nos refrigerantes, o benzeno surge da mistura do ácido benzóico com a vitamina C. Nos refrigerantes normais, esse processo não ocorre por causa do açúcar, que inibe a reação química. Estudos de mais de três décadas atrás apontam que a exposição ao benzeno eleva o potencial de câncer e doenças no sangue. “Ele é tóxico e causador de leucemia e outros tumores, dependendo da quantidade e do tempo de exposição”, disse o presidente da Associação Brasileira de Hemoterapia e Hematologia (ABHH), Cármino de Souza. A maioria das pesquisas avaliou públicos específicos, como trabalhadores dos setores petroquímico e de siderurgia que lidam diretamente com a substância. O médico explicou que ainda há pouca informação sobre os efeitos do benzeno na saúde da população em geral, mas advertiu que a menor exposição ao agente químico diminui as chances de doenças sanguíneas. “Temos contato com benzeno diariamente. O ideal é zero, o mínimo possível”. O benzeno está presente na fumaça do cigarro e dos carros. É também usado na fabricação de plásticos, borrachas e detergentes. http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2011/11/05/fabricantes- vao-reduzir-nivel-de-benzeno-nas-principais-marcas-de-refrigerante.htm
  • 52.
    Agentes Químicos –Exposições não-ocupacionais http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/-hsgcvr43LOU/TdXZHpTor6I/AAAAAAAAAaA/QxL8dTIxgNk/s1600/1746.jpg&imgrefurl=http://atalhodaweb.blogspot.com/2011/05/fumar-faz-mal- saude.html&usg=__AzuKTe3r9BelkdhOrVseDYnauiw=&h=862&w=700&sz=127&hl=pt-BR&start=2&sig2=5R9-mkHJ38KR5JSnfberTQ&zoom=1&tbnid=wWYMadaQbn104M:&tbnh=145&tbnw=118&ei=- 2ClT6KfDYrc9ASTqoSeAw&itbs=1
  • 53.
    Agentes Químicos –Exposições não-ocupacionais
  • 54.
    Agentes Químicos –Exposições não-ocupacionais http://www.abq.org.br/cbq/2007/trabalhos/10/10-319-64.htm
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    Próxima aula •Controle deExposição a Agentes Químicos •Processos Industriais & Agentes Ambientais •Exercícios de Percepção de Risco •Elaboração do Mapa de Riscos