ESPM/ESCOLA DO GOVERNO
COMUNICAÇÃO PÚBLICA
GOIÂNIA, 21 DE OUTUBRO DE 2006.
ALUNA: GERALDA DA CUNHA TEIXEIRA FERRAZ
Aulas 20 e 21 de outubro

               Síntese dos capítulos:

       Capítulo 4: Mídia no Brasil: concentrada e
                    internacionalizada
Sistema Brasileiro de Mídia – Concentrado e controlado
por grupos empresariais familiares, vinculado às elites
políticas locais e regionais. Presencia o avanço de
igrejas no setor (em Goiás, por exemplo, a igreja
Ministério Comunidade Cristã – Pastor César Augusto –
pleiteou e levou a concessão de um canal de televisão
que estava concedido a Universidade Federal de
Goiás).
 Falta medidas legais eficazes para coibir a
  concentração da mídia e as propriedades
  cruzadas . A globalização se tornou mais
  um facilitador para a permanência da
  concentração da propriedade.
 Não há a preocupação em cumprir as
  restrições existentes na legislação e a
  conseqüente coibir a expansão dos grupos
  empresariais e a propriedade cruzada, e
  ainda a criação de normas e critérios para a
  programação, visando limitar a audiência
  dos grupos.
 As regras constitucionais de 1988 ainda não
  foram legitimadas. A base legal da difusão para o
  sistema brasileiro de mídia é de 1962. Não existe
  uma regulamentação única que vise integrar
  rádio, Tv, internet e audiovisual, o que favorece a
  permanência dos grupos empresariais e a falta de
   política para a área.
 Em função da desregulamentação, empresas
  internacionais tomou conta do mercado, e a
  conseqüente falência das agências brasileiras,
  para que isso não aconteça, muitas se associam
  a grupos multinacionais.
 Analistas apostam na democratização da
  mídia no Brasil através da Internet e na
  digitalização da Tv. Mas como? a internet
  está concentrada em apenas 16,6% dos
  domicílios brasileiros, e mais, a escolha do
  padrão tecnológico japonês afastou a
  possibilidade, já que os canais
  permanecerão sob o controle dos mesmos
  grupos historicamente dominantes.
Capítulo 5 – Parlamentares e a
Radiodifusão: relações Suspeitas
 A ligação da mídia brasileira com as elites
  políticas locais tem no Congresso Nacional
  espaço para se fortalecer.
 Existem denúncias de concessões de emissoras
  educativas autorizadas pelo Governo Federal, em
  troca de apoio político. O presidente José Sarney
  foi um dos que inaugurou essa fase e fez com que
  se banalizasse essa prática. Em Goiás, por
  exemplo, o deputado reeleito José Carlos Leréia
  é possuidor de duas concessões.
 Existem estudos de e propostas de
  deputados para que se crie e reestruture os
  critérios de concessão e renovação de
  emissoras de radiodifusão, mas o próprio
  autor vê com pessimismo a possibilidade,
  diante do histórico brasileiro na área de
  radiodifusão.
Capítulo 7: Qual mídia é mais
    importante na formação da
    opinião pública brasileira?
 A mídia eletrônica, em específico a
  televisão exerce hoje inegavelmente a
  maior influência na formação da opinião
  pública. Lança moda, elege políticos (o
  mais novo é o estilista Clodovil e os
  cantores breganejos), depõem autoridades,
  condena e absolve pessoas. Infelizmente
  de uma maneira deseducativa e arbitrária.
B. Kucinski, A Síndrome da
        antena parabólica.
 A maioria da população brasileira, que sofre
  com o baixo poder aquisitivo e os altos
  índices de analfabetismo, tem nos meios de
  comunicação como o rádio, a televisão,
  jornais e revistas os parâmetros que
  ajudam a formar suas opiniões também
  sobre as questões políticas.
 A estrutura de propriedade de empresas
  jornalísticas no Brasil reproduz as oligarquias da
  propriedade da terra. Não há pluralismo ideológico
  na imprensa escrita, o mesmo acontece com a
  TV. O rádio apesar de ser o meio de comunicação
  de massa mais democrático, tem a distribuição de
  concessões que obedece a manutenção do
  clientelismo e político. As revistas atendem aos
  interesses das classes dominantes, sendo
  produtoras de uma ideologia do status quo, no
  Brasil a mídia desempenha um papel mais
  ideológico que informativo.
 O rádio e a TV são responsáveis por transmitir e
  fazer com que a sociedade percebam os assuntos
  atuais. Ditam modas e costumes. Infelizmente
  devido ao caráter oligárquico e clientelista esses
  meios se tornaram produtores e disseminadores
  do controle social. Os proprietários das redes em
  acordo com os políticos no poder é que ditam o
  rumo que do que a sociedade deve saber. Daí as
  informações seguirem um padrão parcial e
  tendencioso. Prevalece o consenso na cobertura
  jornalística em detrimento do pluralismo. Exemplo
  disso são as campanhas presidenciais onde a
  mídia assume a candidatura representante do
  sistema dominante.
 A cultura do reducionismo faz com que os
  assuntos pautados por três ou quatro jornais de
  veiculação nacional sirvam como referência para
  as pautas dos outros meios e ainda disseminem
  para todo o resto do país um material de cunho
  mais acentuadamente ideológico com a finalidade
  de persuadir e manipular. Outra característica da
  mídia impressa no Brasil é que os jornais dos
  pequenos e médios municípios são totalmente
  dependentes da elite local dominante e da
  máquina do Estado, servindo aos interesses dos
  mesmos.
 Numa sociedade de cultura oral e de baixa renda,
  são poucos os leitores e em linhas gerais pode-
  se dizer que a elite dominante é ao mesmo tempo
  fonte e protagonista e leitora das notícias,
  excluindo a grande massa da dimensão escrita e
  do espaço público definido pelos meios de c.m.
  Nessa perspectiva prevalece o poder e a
  preferência dos familiares proprietários dos
  jornais.
 A auto-censura determina o comportamento do
  jornalista comum, delineando um perfil entre os
  jovens jornalistas de alienação crescente e
  desligamento em relação ao texto final.
 Na perspectiva do controle e autoritarismo
  como condição básica de existência dos
  grandes grupos de mídia brasileira, a Rede
  Globo revela como a maior entre todas,
  capaz de definir estrategicamente como e
  quem será o candidato eleito.
 Ainda diante de toda essa realidade monopolista da mídia
  brasileira é possível pensar num padrão mais democrático.
  Mesmo que no Congresso prevaleça o conservadorismo e
  o descumprimento dos artigos 220 e 224 da Constituição
  que diz da total liberdade de informação e cria os
  Conselhos de Comunicação Social, acredita-se que a
  tecnologia seja a grande aliada da democratização dos
  meios, já que as tvs a cabo acabam fragmentando e
  reduzindo a capacidade de manipulação dos grandes
  grupos.

 Ao tomar consciência do importante papel do rádio e da tv
  na manutenção da democracria, o movimento pela
  democratização da mídia já conseguiu duas vitórias: a
  regulamentação das rádios comunitárias e a alocação de
  quatro canais para o uso comunitário em todos as
  concessões de TV a cabo, mesmo que ainda reste o
  grande desafio de quebrar o monopólio cruzado dos meios
  de comunicação e sua propriedade por pequenos grupos
  de grandes empresas.

Mídia brasileira

  • 1.
    ESPM/ESCOLA DO GOVERNO COMUNICAÇÃOPÚBLICA GOIÂNIA, 21 DE OUTUBRO DE 2006. ALUNA: GERALDA DA CUNHA TEIXEIRA FERRAZ Aulas 20 e 21 de outubro Síntese dos capítulos: Capítulo 4: Mídia no Brasil: concentrada e internacionalizada Sistema Brasileiro de Mídia – Concentrado e controlado por grupos empresariais familiares, vinculado às elites políticas locais e regionais. Presencia o avanço de igrejas no setor (em Goiás, por exemplo, a igreja Ministério Comunidade Cristã – Pastor César Augusto – pleiteou e levou a concessão de um canal de televisão que estava concedido a Universidade Federal de Goiás).
  • 2.
     Falta medidaslegais eficazes para coibir a concentração da mídia e as propriedades cruzadas . A globalização se tornou mais um facilitador para a permanência da concentração da propriedade.  Não há a preocupação em cumprir as restrições existentes na legislação e a conseqüente coibir a expansão dos grupos empresariais e a propriedade cruzada, e ainda a criação de normas e critérios para a programação, visando limitar a audiência dos grupos.
  • 3.
     As regrasconstitucionais de 1988 ainda não foram legitimadas. A base legal da difusão para o sistema brasileiro de mídia é de 1962. Não existe uma regulamentação única que vise integrar rádio, Tv, internet e audiovisual, o que favorece a permanência dos grupos empresariais e a falta de política para a área.  Em função da desregulamentação, empresas internacionais tomou conta do mercado, e a conseqüente falência das agências brasileiras, para que isso não aconteça, muitas se associam a grupos multinacionais.
  • 4.
     Analistas apostamna democratização da mídia no Brasil através da Internet e na digitalização da Tv. Mas como? a internet está concentrada em apenas 16,6% dos domicílios brasileiros, e mais, a escolha do padrão tecnológico japonês afastou a possibilidade, já que os canais permanecerão sob o controle dos mesmos grupos historicamente dominantes.
  • 5.
    Capítulo 5 –Parlamentares e a Radiodifusão: relações Suspeitas  A ligação da mídia brasileira com as elites políticas locais tem no Congresso Nacional espaço para se fortalecer.  Existem denúncias de concessões de emissoras educativas autorizadas pelo Governo Federal, em troca de apoio político. O presidente José Sarney foi um dos que inaugurou essa fase e fez com que se banalizasse essa prática. Em Goiás, por exemplo, o deputado reeleito José Carlos Leréia é possuidor de duas concessões.
  • 6.
     Existem estudosde e propostas de deputados para que se crie e reestruture os critérios de concessão e renovação de emissoras de radiodifusão, mas o próprio autor vê com pessimismo a possibilidade, diante do histórico brasileiro na área de radiodifusão.
  • 7.
    Capítulo 7: Qualmídia é mais importante na formação da opinião pública brasileira?  A mídia eletrônica, em específico a televisão exerce hoje inegavelmente a maior influência na formação da opinião pública. Lança moda, elege políticos (o mais novo é o estilista Clodovil e os cantores breganejos), depõem autoridades, condena e absolve pessoas. Infelizmente de uma maneira deseducativa e arbitrária.
  • 8.
    B. Kucinski, ASíndrome da antena parabólica.  A maioria da população brasileira, que sofre com o baixo poder aquisitivo e os altos índices de analfabetismo, tem nos meios de comunicação como o rádio, a televisão, jornais e revistas os parâmetros que ajudam a formar suas opiniões também sobre as questões políticas.
  • 9.
     A estruturade propriedade de empresas jornalísticas no Brasil reproduz as oligarquias da propriedade da terra. Não há pluralismo ideológico na imprensa escrita, o mesmo acontece com a TV. O rádio apesar de ser o meio de comunicação de massa mais democrático, tem a distribuição de concessões que obedece a manutenção do clientelismo e político. As revistas atendem aos interesses das classes dominantes, sendo produtoras de uma ideologia do status quo, no Brasil a mídia desempenha um papel mais ideológico que informativo.
  • 10.
     O rádioe a TV são responsáveis por transmitir e fazer com que a sociedade percebam os assuntos atuais. Ditam modas e costumes. Infelizmente devido ao caráter oligárquico e clientelista esses meios se tornaram produtores e disseminadores do controle social. Os proprietários das redes em acordo com os políticos no poder é que ditam o rumo que do que a sociedade deve saber. Daí as informações seguirem um padrão parcial e tendencioso. Prevalece o consenso na cobertura jornalística em detrimento do pluralismo. Exemplo disso são as campanhas presidenciais onde a mídia assume a candidatura representante do sistema dominante.
  • 11.
     A culturado reducionismo faz com que os assuntos pautados por três ou quatro jornais de veiculação nacional sirvam como referência para as pautas dos outros meios e ainda disseminem para todo o resto do país um material de cunho mais acentuadamente ideológico com a finalidade de persuadir e manipular. Outra característica da mídia impressa no Brasil é que os jornais dos pequenos e médios municípios são totalmente dependentes da elite local dominante e da máquina do Estado, servindo aos interesses dos mesmos.
  • 12.
     Numa sociedadede cultura oral e de baixa renda, são poucos os leitores e em linhas gerais pode- se dizer que a elite dominante é ao mesmo tempo fonte e protagonista e leitora das notícias, excluindo a grande massa da dimensão escrita e do espaço público definido pelos meios de c.m. Nessa perspectiva prevalece o poder e a preferência dos familiares proprietários dos jornais.  A auto-censura determina o comportamento do jornalista comum, delineando um perfil entre os jovens jornalistas de alienação crescente e desligamento em relação ao texto final.
  • 13.
     Na perspectivado controle e autoritarismo como condição básica de existência dos grandes grupos de mídia brasileira, a Rede Globo revela como a maior entre todas, capaz de definir estrategicamente como e quem será o candidato eleito.
  • 14.
     Ainda diantede toda essa realidade monopolista da mídia brasileira é possível pensar num padrão mais democrático. Mesmo que no Congresso prevaleça o conservadorismo e o descumprimento dos artigos 220 e 224 da Constituição que diz da total liberdade de informação e cria os Conselhos de Comunicação Social, acredita-se que a tecnologia seja a grande aliada da democratização dos meios, já que as tvs a cabo acabam fragmentando e reduzindo a capacidade de manipulação dos grandes grupos.  Ao tomar consciência do importante papel do rádio e da tv na manutenção da democracria, o movimento pela democratização da mídia já conseguiu duas vitórias: a regulamentação das rádios comunitárias e a alocação de quatro canais para o uso comunitário em todos as concessões de TV a cabo, mesmo que ainda reste o grande desafio de quebrar o monopólio cruzado dos meios de comunicação e sua propriedade por pequenos grupos de grandes empresas.