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JOSEVALDO JESUS DOS SANTOS RIOS
A VOZ DO BRASIL:
A SUA PERMANÊNCIA E OBRIGATORIEDADE
EM UM PAÍS DEMOCRÁTICO
Artigo científico sobre o programa
radiofônico a Voz do Brasil, para a
obtenção de nota parcial do quarto
bimestre, da disciplina “Pesquisa em
Comunicação”.
Profº William V.M. Tristão
FRANCA
2012
RESUMO
RIOS.J.J.S. A Voz do Brasil: a sua permanência e obrigatoriedade em um país
democrático. Franca, 2012. 12. Artigo Científico (Graduação de Comunicação Social-
Jornalismo).
Buscar informações relacionadas ao sistema radiofônico brasileiro, retratar fatos,
conceitos e conteúdos que possam esclarecer e responder o principal objetivo deste
trabalho. Para esclarecer a razão do Objeto é preciso usufruir dos diferentes dados,
sejam sócio-culturais, sócio- econômicos e sócio-políticos. Além de uma análise
aprofundada do sistema radiofônico brasileiro, focando também, nas concessões das
emissoras Estatais, que se beneficiam de inúmeras emendas constitucionais, como a
isenção de impostos por se tratarem de emissoras ligadas ao Ministério da Cultura.
Tentar responder o porquê da permanência do programa radiofônico a Voz do Brasil, já
que a Constituição Brasileira (1988) tenha passado por transformações após O Estado
Novo (1937 a 1945) e a Ditadura Militar (1964 a 1985). O porquê de um país
democrático, conter um programa obrigatório, um programa de rádio inexistente em
outras nações seja ligado ao Capitalismo ou a Socialismo, como Cuba por exemplo.
Palavras-chave: Voz do Brasil, Estado Novo, Getulio Vargas, DIP, Censura.
ABSTRACT
RIOS.J.J.S. The Voice of Brazil: its permanence and obligation in a democratic country.
Franca, 2012. 12. Scientific Article (Undergraduate Social Communication-Journalism).
Search for information related to Brazilian radio system, portray facts, concepts and
content that can clarify and answer the main objective of this work. To clarify the
reason for the object you need to enjoy the different data, are socio-cultural, socio-
economic and socio-political. In addition to a thorough analysis of the Brazilian radio
system, focusing also on the concessions of the State broadcasters, who benefit from
numerous constitutional amendments, such as tax breaks, because they are linked to
broadcasters Ministry of Culture. Attempting to answer why the permanence of the
radio program Voice of Brazil, as Brazilian Constitution has undergone transformations
after The New State (1937 to 1945) and the Military Dictatorship (1964-1985). Why a
democratic country, contain a mandatory program, a radio show, unknown in other
nations is bound to Capitalism or Socialism, like Cuba for example.
Keywords: Voice of Brazil, Estado Novo, Getulio Vargas, DIP, Censorship.
INTRODUÇÃO
A Voz do Brasil é fruto de um governo autoritário, de uma fase que tirou os
direitos dos cidadãos, reprimiu, manipulou, censurou a liberdade de expressão da
população, que viveu naquela época subordinada a uma Ditadura Militar. Essa
população contribuiu para desenvolvimento da industrialização, que gerou acúmulo de
riqueza e crescimentos em diferentes meios. Existem hoje diferentes meios de
comunicação, e de informações relacionadas à política e ao governo, assuntos políticos
que se tornaram pelos próprios veículos, essenciais a sociedade, e que são divulgados,
sem precisarem de uma lei obrigatória. Ao mesmo tempo em que a Voz do Brasil, é
insignificante para parte da população, deve-se lembrar de sua importância para milhões
de brasileiros, que ainda não tem meios de comunicação áudios-visuais, como a
televisão e a internet, e que precisam de informações relacionadas a lugares distantes
dos quais habitam, propostas políticas, econômicas, direitos sociais, entre outras,
divulgadas neste programa, de segunda a sexta-feira, das 19:00 às 20 h, de Brasília.
Assim como a outra parte da população e as emissoras que são obrigadas há
disponibilizarem uma hora para atuação do Poder executivo, Judiciário, legislativo e da
união de contas da União.
A VOZ DO BRASIL: SUA PERMANÊNCIA E OBRIGATORIEDADE
EM UM PAÍS DEMOCRÁTICO
Usar a Teoria Hipodêmica para tentar explicar a maneira na qual as informações
chegam aos brasileiros de Estados e cidades mais desenvolvidas, seria uma forma
atrasada e mentirosa. Ao mesmo tempo fica a interrogação ao se tratar daqueles de
regiões subdesenvolvidas do Brasil, como a Norte e Nordeste. Esta e essa que
apresentam índices consideráveis de precariedades e miséria, ao se tratar de
desenvolvimento humano, como: saúde, educação (Maralhão-MA), esporte, saneamento
básico e comunicação.
Moradores do sertão nordestino além de serem castigados pela seca ainda sofrem
com as distâncias dos veículos de comunicação, como a TV, esta que vêm se
desenvolvendo a cada dia, através das eficientes tecnologias deste século (XXI) e que é
o sonho de consumo para vários moradores sertanejos, por fatores econômicos e pela
falta de redes de transmissão. Este é também o sonho de consumo de muitos nortistas,
principalmente aqueles do interior da Amazônia, que pela preservação ambiental da
fauna e da flora, as dificuldades de instalações de energia elétrica, redes de
transmissões, a falta investimentos governamentais, atrapalham a sua instalação nos
lares dessas pessoas. Muitas destas, nem são reconhecidas como pessoas físicas, por não
terem registro de nascimento nacional. Se a TV ainda é sonho de consumo para milhões
de pessoas, a Internet terá uma inserção tardia. Restando assim, o radio que ainda
prevalece nos seus lares, por terem um custo mais acessível, de fácil sintonização e
portátil.
O rádio sendo o único meio de comunicação para aqueles lugares, as pessoas o
tem como a porta voz dos acontecimentos do país e do mundo, recebem informações
quem possivelmente são aceitas sem desconfiança, já que os emissores ao divulgar
informações devem ter um postura séria, respeitando os padrões exigidos pelo rádio,
para que assim consiga persuadir o receptor e fazer com que ele legitima as mensagens
enviadas. Isso acontece, mais pelas emissoras de rádio AM, onde o receptor tem o
interesse de ouvir o locutor e o locutor tem o interesse de ser ouvido, à FM que além de
não ser de fácil conexão, o ouvinte tem o interesse de ouvir músicas.
¹³³Segundo a Teoria Hipodérmica, a mídia injeta informações no individuo sem
que ele tenha o direito de rejeitá-la. Esta teoria partiu de grupos de pesquisadores
americanos em 1930, financiados pelas forças armadas e pelos meios de comunicação,
no período entre guerras e durante a Segunda Guerra Mundial, foi motivada pelo seu
alto poder de dominação da comunicação de massa diante das informações. O rádio na
época era o meio mais fácil das informações chegarem a um grande número de pessoas.
Como citação, Adolf Hitler, da Alemanha, abusou deste veículo para persuadir os
alemães, a buscar um novo estilo de vida e reconstrução do país, defasado na Primeira
Guerra Mundial. Conseguiu implantar o Nazismo, fortalecê-lo e enraizá-lo na nação,
com a ajuda dos meios de comunicação. A teoria Hipodérmica tinha como virtude
compreender as influências da comunicação nos atos das pessoas, para assim, pensar em
condições favoráveis para exercer influências sobre a população. Ela foi o começo de
grandes estudos e descobertas relacionadas à Teoria da Comunicação, mesmo derrubada
por teorias mais aprofundadas e contraditórias a sua linha de pensamentos.
A Teoria da Espiral do Silêncio
Usar a Hipodérmica para este objeto de pesquisa não pode ser relevante, porque
a intenção é analisar o seu efeito em toda a nação brasileira, mas vale lembrar que foi o
alicerce para se chegar a Teoria da Espiral do Silêncio, desenvolvida durante a década
60, na Alemanha, durante períodos eleitorais, pela socióloga e cientista política, alemã
Elisabeth Noelle Neuman em pesquisas sobre os efeitos dos meios de Comunicação de
Massa . Sua teoria foi exposta em 1972, no 20º Congresso Internacional de Psicologia,
em Tóquio, onde vários intelectuais marcaram presença, levando papers, artigos, além
de debates e diversas mesas de diálogos.
Sua Teoria só foi publicada 12 anos mais tarde (1984), com o livro: Teoria da
Espiral do Silêncio naquele país. Nilman tenta entender o tanto que a sociedade é
silenciada diariamente por se sujeitarem aos hábitos, pensamentos, imaginação e pelas
___________________
¹³³WOLF, Mauro. Teoria da comunicação. Teoria da Comunicação de massa . tradução
Karina Jannini. 2ª Ed. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
práticas sociais da maioria da população. Ao seu entender, o medo que a minoria tem de
expressar os seus pensamentos, sejam de exclusão, solidão e total isolamento, viram-se
uma espécie de espiral de silêncio.
¹“O resultado é um processo em espiral que incita os
indivíduos a perceber as mudanças de opinião e a segui-las até
que uma opinião se estabelece como atitude prevalecente,
enquanto as outras opiniões são rejeitadas ou evitadas por
todos, à exceção dos duros de espírito. Propus o termo espiral
do silêncio para descrever este mecanismo psicológico”.
¹A cientista adotou três mecanismo condicionantes que juntos influenciam a
mídia sobre o público, que não chega a ser tão absoluta como na teoria hipodérmica,
mas é decisiva para consolidar os valores da classe dominante e formar a percepção da
realidade: Acumulação: excesso de exposição de determinados temas na mídia,
Consonância: forma semelhante como as notícias são produzidas e veiculadas;
Ubiqüidade: presença da mídia em todos os lugares.
COELHO, Vânia. A opinião pública e o medo da solidão. Blog Comunicação e literatura. Disponível em:
http://literacomunicq.blogspot.com.br/2010/04/teoria-da-espiral-do-silencio_22.html. Acesso em
09/12/2012.
Para o professor Felipe Pena de Oliveira, Doutor em literatura pela PUC-Rio,
com pós-doutorado na Universidade de Paris Sorbonne-III, no período de eleição ³“Os
candidatos que estão à frente tendem a receber mais votos, pois a maioria entende que
se ele está à frente é porque deve ter preferência da maioria e, portanto, deve ser bom e
merece ser eleito” discorre ainda sobre a convivência em bairros “muitas vezes, os
indivíduos não se manifestam com reclamações com medo do isolamento”. Este
exemplo retrata o que a Espiral Silêncio, busca explicar.
Os meios de comunicação desde daquela época (1960) já tinham auto-poder de
manipulação, principalmente a Massa. A maior diferença com a mídia de hoje são os
veículos por onde circulam as informações (Antes o rádio, depois a TV, a internet e
predominou a TV).
As palavras de Felipe Pena podem ser vistas de formas simbólicas e concretas
em anos eleitorais no Brasil. A maioria das pessoas (Massa), são bombardeadas por
pesquisas dos votos dos candidatos, divulgados pela mídia (Datafolha), desde os
grandes veículos de comunicação a aqueles pequenos, que divulgam no mesmo, as
informações dos maiores. Os resultados das pesquisas que conseguem ser legitimados
pela maioria da população, ainda são dos programas televisíveis, que são distribuídos
para os demais.
Ações e conversas, de moradores, de bairros subdesenvolvidos: favelas,
periferias, no campo, onde apresenta um índice de escolaridade arretardatário,
saneamento básico em decadência, e visual panorâmico, arquitetônico e urbanístico
defasados. Com sistema de saúde insuficiente para atender a população. Onde os meios
culturais surgem em função do modo de vida, sem acesso a teatro, cinema, palestras,
convenções, que auxiliem no crescimento físico e principalmente intelectual da
população, dar-se para notar a alienação do individuo na escolha do voto. No Bairro
periférico Jardim Aeroporto III, na cidade de Franca (SP), o morador Josevaldo Rios,
estudante de Jornalismo da Universidade Unifran e de autoria desde artigo ciêntifico,
declara fatos vistos e que levou-o a discussões com alguns moradores com os quais
tinha afinidade “ Na eleição municipal 2012, houve um disputa serrada entre os três
candidatos para prefeito: Alexandre Ferreira (PSDB), ex-secretário da saúde, que
ganhou com 94,45 %. Graciela Ambrósio (PP), vereadora e delegada, que perdeu no
segundo turno 70,26% e Marco Aurélio Ubiali (PSB), doutor e deputado federal, perdeu
no primeiro turno 15,49%. Via colegas argumentarem que votariam em quem estava na
frente de acordo com as pesquisas divulgadas pelos jornais da EPTV ( afilial da Rede
Globo de Televisão), da região de Ribeirão Preto (SP). Conforme eram divulgados os
resultados da pesquisa, essas pessoas mudavam seus voto. Há uma casa neste bairro,
onde, de tradição havia o chamado Café de Quinta, onde nos reuníamos para jogar
conversa fora e tratar de assuntos de vários gêneros, entre eles políticos. Quando o
assunto era deste, a discussão rendia muito, minha raiva ao ver o tanto que eles
deixavam ser manipulados pela mídia, pela posição do candidato que estava na frente,
sem analisarem os debates, as propostas e suas obras realizadas durante seus mandatos.
Posso dizer, que a minha visão estratégica ao escolher o meu candidato era diferente dos
demais colegas, com isso me via excluído daquele mundo, do mundo dos meus
colegas”, articulou ainda “justificando o segundo exemplo do autor, sempre fui visto
como o corajoso, na escola, em minha casa, no trabalho, em palestras, alem de ter
coragem, porém, de corrigir algumas frases e contra-posições em stand up. Nesses
lugares os quais estava inserido, muitos tinham visões diferentes dos fatos, mas se
fechavam, pela opinião da maioria, muitos me viam como louco, burro, retardado, mal
educado outros como inteligente, esperto e benemérito de minhas palavras. A secretária
da Agricultura do Estado de São Paulo, jamais se esquecerá do meu nome “Jesus”,
(segundo nome); participava da 19º Feira Internacional da Tecnologia Agrícola em
Ação (AGRISHOW), a maior do Mundo, em Ribeirão Preto (SP), financiada pela
Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto (ABAGRP),
criadora do Prêmio ABAG/RP de Jornalismo José Hamilton Ribeiro, quando a
secretária falou publicamente, que “os preços dos alimentos são baratos”, meu celebro
despertou na hora, e também me manifestei, discutindo com a mesma, diante de
centenas de alunos de jornalismo de Universidades Federais e particulares. Três meses
depois, nos encontramos em outra palestra, em Campinas (SP), durante a sua
apresentação ela tocou naquele assunto, e perguntou “cadê o Jesus?”, “continuamos a
discutição e a conversa foi finalizada neste dia”. Para o desenvolvimento desde artigo A
Teoria Espiral do Silêncio, servirá como “uma das peças do quebra cabeça”.
__________________________
COELHO, Vânia. A opinião pública e o medo da solidão. Blog Comunicação e literatura.
Disponível em: http://literacomunicq.blogspot.com.br/2010/04/teoria-da-espiral-do-
silencio_22.html. Acesso em 09/12/2012.
¹NOELLE-NEUMAN, E. La Espiral do Silencio: opinião pública. Barcelona: Paidós, 1995.
² PENA, Felipe. Teoria do Jornalismo. São Paulo: Contexto, 2006.
RAÍZES E NASCIMENTO DA VOZ DO BRASIL
O programa radiofônico a Voz do Brasil, nasceu centenas de anos, após a
invenção da primeira estação de rádio do mundo, inaugurada no dia 24 de dezembro de
1906, em Massachhusets, nos Estados Unidos, com o uso de um arame rudimentar
esticado sobre uma torre, pelo canadense Reginald Fessenden. No primeiro programa
foi transmitida uma seleção de musicas, seguidas de leitura de um poema, junto com
uma mensagem: Merry Christmas (Feliz Natal), que atingiu varias cabines de
radiotelegrafia num raio de centenas de quilômetros. Além de navios em auto mar.
Em 1922 na Exposição do Centenário da Independência, no Castelo, centro da
Capital Federal da época, o Rio de Janeiro (RJ), um grupo de empresário americano
demonstraram a montagem e o funcionamento de uma emissora radiofônica. No dia 7
de Setembro daquele ano, em comemoração ao centenário da Independência do Brasil, o
então Presidente Epitácio da Silva Pessoa conseguiu discursar para uma grande massa
de pessoas que participavam dos eventos, por intermédio de um sistema de Telefone
Alto- Falante, montado na Praia vermelha, e de um transmissor instalado no alto do
Corcovado pela Westinghouse Electric.
No dia 20 de abril de 1923, foi fundada a primeira emissora brasileira, a Rádio
Sociedade do Rio de Janeiro. No ano seguinte foi regulamentada a atual faixa de Ondas
Médias, entre 550 à 1550 KHz. Sete anos mais tarde os primeiros receptores com os
nomes das estações no dial. Ainda neste mesmo ano são inauguradas mais duas rádios:
Rádio Record e a América de São Paulo. Em 1933 é fundada a rádio que abre espaço
para o jornalismo, a Sociedade Rádio Educadora de Campinas. A partir de então várias
emissoras começam a surgir.
Através do falso Plano Cohen, plano comunista para a tomada de poder. Getúlio
Vargas aplicou o Golpe de Estado, no dia 10 de novembro de 1937. Através da
imprensa ele anunciou a descoberta do “Plano Cohen” e a formação do Estado Novo. O
congresso foi fechado para a elaboração de uma nova Constituição, elaborada por
Francisco Campos. Com isso as eleições não foram realizadas, terminou o governo
constitucional e se iniciou o Estado Novo. A nova Constituição estabelecia um “Estado
autoritário” com absoluta concentração do poder à supressão da autonomia dos Estados-
membros, o que dava ao Brasil uma característica de Estado Unitário. Vargas dissolveu
o congresso Nacional, destituiu os governadores dos Estados, substituiu-os por
interventores, extinguiu as bandeiras, hinos, armas e escudos estaduais. Proibiu as
greves e diminuiu a autonomia dos sindicatos, cujos estatutos passaram a depender de
aprovação do Ministério do Trabalho. Preocupado com a segurança Nacional, tanto no
plano interno quanto ao externo, pois a Segunda Guerra já estava preste a explodir,
Getúlio modernizou as Forças Armadas e criou o Ministério da Aeronáutica.
A política administrativa do Estado Novo pautou-se na criação de dois órgãos:
Departamento administrativo do Serviço Público (DASP), institucionalizado em 1938,
este serviu para ampliar os poderes de Getúlio, pois podia controlar toda a
administração pública, além de funcionar como órgão consultivo do Governo e de seus
ministros. E o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), em 1939, de
sustentação do regime, na medida em que elaborava e divulgava a propaganda oficial do
Governo, além de servir como órgão de censura. Funcionava como elemento
controlador de toda a imprensa, determinando o que podia ou não ser publicado. ¹²²A
DIP era diretamente subordinada à Presidência da República, e não ao Ministério da
Justiça, e tinha como principais funções “centralizar, coordenar, orientar e superintender
a propaganda nacional, interna ou externa (...); fazer censura do Teatro, Cinema,
funções recreativas e esportivas (...), da radiodifusão, da literatura (...) e da imprensa
(...); promover, organizar, patrocinar ou auxiliar manifestações cívicas, (...) exposições
demonstrativas das atividades do Governo”. Organismo onipresente procurava penetrar
por todos os poros da sociedade, construindo uma ideologia que começava com as
cartilhas para crianças e terminava nos “Jornais Nacionais”, filmes informativos de
projeção obrigatória em todos os cinemas.
Foram criados também, os Departamentos Estaduais de Imprensa e
Propaganda (DEIP), em vários Estados Brasileiros, sendo o de São Paulo um dos mais
eficientes, sob direção de Cassiano Ricardo. A DIP em nível nacional organizava o
“registro” de todos os jornalistas, controladamente. Tinha ainda um Serviço de
divulgação, que distribuía propaganda do Governo, a Agência Nacional, distribuidora
de notícias e o Conselho Nacional de Imprensa (CNI), do qual fazia parte Lorival
Fontes e o fundador da Rede Globo, Roberto Marinho.
Para exaltar o Presidente Vargas e hierarcas do regime, foram criados livros, carti
_____________________
¹²²CULTURA, Abril. Nosso Século: 1930/1945, A Era de Vargas. Estado Novo, Cap.8.P 193.
São Paulo,1980.
lhas, jornais e revistas com pautas totalmente nacionalistas. A Rádio Nacional, o jornal
A Manhã e A Noite, foram encampados no começo, nos dois primeiros anos da década
de 1940. Assim como o jornal O Estado de São Paulo, que sofreu interferência. Sua
diretoria foi desfragmentada, e passou a ser dirigido pela cúpula política, tendo como
chefe Abner Mourão. A porcentagem maior das pautas jornalísticas (60%), eram
fornecida pela DIP, através da Agência Nacional, os outros 40% eram rigídamente
vigiados. O jornal paulista Folha Dobrada (1939), que teve a sua primeira edição
apreendida pelos militares, e a Resistência (1944), foram desafiadores da época, contra
o regime autoritário. Escritores os quais favoreciam a ditadura tinham oportunidades de
publicar suas obras em veículos criados e protegidos pela DIP.
Em 1940, mais de 373 letras de músicas foram vetadas. O samba de Ataulfo
Alves e Wilson Batista “O Bonde de São Januário”, foi considerado como exaltador da
malandragem, foi proibido de ser publicado. A escola de samba Vizinha faladeira (RJ)
foi desclassificada por escolher um tema “internacional” da Branca de Neve. Todos os
meios culturais tinham que haver “o puro gênero nacionalista e patriótico”, exaltesser o
regime (Vargas): os préstitos carnavalescos, os ranchos, blocos e escolas de samba.
Cerca de 774 escolas particulares de São Paulo, Espírito Santo e do Sul do país,
foram fechadas e substituídas por mais de 885 escolas pública instaladas nos mesmos
locais. Os livros foram substituídos, pela Comissão Nacional do Livro, os novos não
poderiam conter “pessimismo ou dúvida quanto ao poder futuro da raça brasileira”. A
educação física e o ensino cívico nas escolas de níveis primário, secundários e normais
tornaram-se obrigatórios, para isso foi criada em abril de 1939, a Escola de Educação
Física da Universidade do Brasil (RJ), para formação dos professores, adotando o
modelo da Escola de Educação Física do Exército. O canto orfeônico também passou a
ser obrigatório nas escolas, com as criações de corais, para se apresentarem nas datas
cívicas: Semana da Pátria, Independência do país, aniversário de Getúlio Vargas, Dia
da Bandeira, do Soldado, da Juventude, da Raça, do Trabalho entre outros, composto de
desfiles, existentes até hoje em cidades, como Guariba, região de Ribeirão Preto (SP),
coreografias que exaltavam o Estado Novo.
______________________
CULTURA, Abril. Nosso Século: 1930/1945, A Era de Vargas. Estado Novo, Cap.8. Pgs 193,
194, 197, 198,199. São Paulo, 1980.
As práticas de Getulio Vargas, mesmo com gêneros nacionalistas, reprimiram
por meio de censuras, os efeitos e mudanças de grandes obras brasileiras, que antes da
Semana de Arte Moderna, esta que cravou o começo do Modernismo brasileiro,
quebrando as estruturas do passado, o Parnasianismo e o Simbolismo, a métrica e
formalismo, buscando as verdadeiras características de um país novo, que escondia as
suas raízes e pulverizava a européia.
Nas duas primeiras décadas do século XX, o Brasil foi alvo de grandes
transformações e descobertas culturais, que propiciaram ao social uma continuação e
descoberta de seus valores, através de conhecimentos exportados de continentes
próximos, distantes e da sua própria nação: em 1914 foi inaugurado o movimento
neocolonial, pelo arquiteto Ricardo Severo, com a intenção de predominar um gênero
brasileiro, com base nas características arquitetônicas das obras do período colonial. Na
categoria artes plásticas, houve a exposição do lituano Lasar Segal, em São Paulo
(1913), suas obras eram traçadas de cores tropicais a partir de seu contato as realidades
do país, e de tendência expressionista. Ainda nesta categoria, cidade e tendência, Anita
Malfatti (1917), expõe os quadros O Japonês e O Homem Amarelo, estes violentamente
criticados, principalmente por Monteiro Lobato no texto Paranóia ou Mistificação.
Considerado o período da belle époque do cinema (1902 a 1912), surgiu no Rio de
Janeiro um centro de produção de histórias policiais, comerciais e filmes com atores
interpretando por traz da tela, exibidos em várias salas, da Capital Federal e de São
Paulo. Nasce em 1911, à fotojornalismo, sua filiação vem do primeiro fotografo oficial
da prefeitura da Cidade Maravilhosa, Augusto Malta, ao registrar cenas do Carnaval
carioca. A França foi à escola de grandes gênios da música erudita: Brasílio Itiberê,
Luciano Gallet e Alberto Nepomuceno, estes despertavam o nacionalismo com temas do
folclore brasileiro. Em 1917 é dado o começo da profissionalização da música popular e
o nascimento oficial do Samba, depois de registrado por Donga (Ernesto dos Santos) o
samba carnavalesco Pelo Telefone, com características mais voltadas para o maxixe e a
estréia da primeira gravação de Pixinguinha. Os modelos parnasianos e simbolistas da
Literatura estavam corroídos, e com tendências pré-modernistas, que surgiram em 1922.
O que deveria ser apena uma pequena exposição de arte moderna na livraria e
editora O Livro, onde de costume servia para os modernistas reunir-se para palestras,
declarações e mostras de trabalho, foi alterado pelo pintor Di Cavalcanti, ao conhecer o
rico, culto, de formação européia, de bom gosto artístico, Paulo Prado, através de Graça
Aranha. “Eu sugeri a Paulo Prado a nossa semana, que seria uma semana de escândalos
literários e artísticos, de meter os estribos na barriga da burguesiazinha paulistana”
(Viagem na minha vida (memórias). Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1995. p.
115.). A partir desta conversa o projeto se concretizou, ampliou-se e ganhou força com
a associação de nomes de destaques da sociedade paulistana, que resolveram prestigiar
o evento, despertando assim o interesse da imprensa na sua divulgação. O local do
evento foi substituído pelo Teatro Municipal de São Paulo, o então prendado e
apreciado na época pela a aristocracia. Assim como hoje, camarotes eram postos as
vendas além de publicidades. A Semana de Arte Moderna teve inicio no dia 13 de
fevereiro, prosseguiu no dia 15 e finalizou dia 17. Dela participaram artistas de São
Paulo e do Rio de Janeiro, que são reconhecidos no século XXI como os grandes nomes
da literatura, pintura, música e outros gêneros, que tiveram a intenção de modernizar e
mostrar em suas obras a verdadeira cara do Brasil e do mundo, libertando-se em vários
rumos e setores; vocabulário, sintaxe e escolhas dos temas, como: Di Cavalcante, Anita
Malfatti, Vicente Rego Monteiro, Victor Brecheret, Graça Aranha (abriu a Semana com
a palestra “Emoção estética na obra de arte”), Villa-Lobos, Guiomar Novaes, Ronaldo
de Carvalho, Menotti del Picchia, Manoel Bandeira, Mario de Andrade e o então
Oswaldo de Andrade fundador do movimento Pau-Brasil, em 1924.
Poesia original, de humor e ironia, de linguagem coloquial, abusador da língua
portuguesa, repudiou o purismo e artificialismo, buscou em suas obras um nacionalismo
que busca as origens, sem perder a visão crítica da realidade brasileira, a valorização do
falar cotidiano e ao mesmo tempo buscando a finalidade da língua brasileira:
Vício na Fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mio
Para pior pio
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados
Este poema de Oswaldo de Andrade demonstra o fato dos brasileiros falarem de
forma “errada” (teia, teiado), mas que na pratica, fazem o telhado corretamente. O
movimento do Pau-Brasil surgiu com a intenção de propor uma literatura com as
características naturais do povo brasileiro, combatendo com a linguagem formal e
aburguesada, dos europeus e a linguagem retórica e vazia, exaltando o progresso
nacional e os acontecimentos da época.
“Contra o gabinetismo, a prática culta da vida.
Engenheiros em vez de jurisconsultos, perdidos
Com chineses na genealogia das ideias. A língua
Sem arcaísmo, sem erudição. Natural e neológica.”
Ao mesmo tempo em que os artistas brasileiros tentam se distanciarem dos
modos artísticos europeus, eles buscam inspirações de mudanças nos vanguardas
daquele continente, naqueles grupos de movimentos artísticos inovadores, já que a
maioria dos artistas do Brasil tinha visitado e principalmente estudado no centro cultural
do mundo da época. Oswaldo de Andrade foi um desses, que em sua segunda viagem a
este lugar, absorveu inspirações, junto com a pintora Tarsila do Amaral, com quem
tinha um romance amoroso na época, para expor o Movimento Pau-brasil, este que
exaltava o primitivismo. A maneira de expor suas ideias, foi através da publicação do
livro escrito por ele e ilustrado pela pintora, Pau-brasil, a linguagem deste, são as que
foram citadas a partir do quarto parágrafo, mas que só foi possível através dos
manifestos ocorridos no começo do século, em que todos os artistas buscavam de
alguma forma as características e uma definição própria de brasilidade, com base nas
transformações socioeconômica, sócio-política e sócio-cultural de um país que
despertava. Deste movimento, o dos mesmos representantes nasceu o Antropófago.
A arte, arquitetura, as composições das músicas, o teatro, o filme, a dança, todos
os meios culturais brasileiro ficaram subordinado as ordem do Governo durante dez
anos, durante o Estado Novo. Principalmente a imprensa brasileira, que perdera a sua
liberdade de expressão por uma censura sangrenta. Em 1945, o então empresário, Assis
Chateaubriand começou a enobrecer o seu império dos Diários Associados, que desde
1921 quando conquistou O Jornal, no Rio de Janeiro, o Diário da Noite (1924,SP), a
revista O Cruzeiro (1928, RJ) entre vários veículos de comunicação, rádio difusão e
televisivo.
Após o Estado Novo, nome este inspirado na ditadura de Antônio de Oliveira
Salazar, de Portugal (29 de Outubro de 1945, quando Getúlio foi deposto pelas Forças
Armadas), e mais a frente à Ditadura Militar de 31 de Março de 1964 a 15 de janeiro de
1985, todos os meios de comunicação tiveram seus direitos de Liberdade de Expressão,
de acordo com Constituição de 1988, exceto o programa do Poder Executivo (Governo),
a Voz do Brasil (1971, mudado pelo então Presidente da época Médici), antes chamado
de Hora do Brasil, apresentada desde 1934, das 19:00 às 20h, no mesmo horário atual.
Este criticado e com vários processos movidos por pequenas e principalmente pelas
grandes emissoras de rádio como por exemplo a Rádio Tupi (RJ) . Os donos dessas
emissoras se contrariam, porque o mesmo ocupa o horário nobre do rádio, o qual
milhares de pessoas, principalmente nas cidades mais desenvolvidas, como São Paulo,
Rio de Janeiro, Belo Horizonte, entre outras, estão no transito, após o expediente. Isso
gera prejuízos, declínio em publicidade e audiência, daqueles que o apelidou desde a
Era Vargas, como o “Fala-Sozinho”, e que consegue manipular centenas de pessoas
usando de sua crítica, dai o motivo de ser usada a Teoria a Espiral do Silêncio; o
programa mesmo com as mudanças ocorridas em sua programação, não consegue
persuadir milhares de ouvintes. Estes são maioria de Estados e cidades mais
desenvolvidos, onde o rádio nas maiorias das vezes é substituído por outros meios de
comunicação (TV, Internet, MPs). Nesses lugares, muitas pessoas “nunca” se
propuseram para ouvir a Voz do Brasil com atenção, por ser considerada um programa
“chato, do Governo, de áudio ruim, antiquário...”, essas pessoas são manipuladas por
outras, (pela Massa), e se acaso ousar a ouvir a programação são criticados, debochados
e até mesmo excluídos de: alguns grupos, de casa, do trabalho e até mesmo em escolas,
escolas profissionalizantes e Universidades “Em 2009, em Franca-SP, escolhemos
como tema a Voz do Brasil, para fazer um trabalho para a obtenção de nota de
conclusão da matéria de Teoria da Comunicação, no curso de Radialismo, setor
locução, da escola profissionalizante SENAC. Durante a apresentação todos os
membros da sala (13) criticaram ou omitiram o programa” ( Radialista Josevaldo
Rios).
O programa a Voz do Brasil entrou para o livro dos recordes Guiness Book,
como o programa de rádio mais antigo do Brasil. Em 1995 foi dividido em quatro
partes: 25 minutos para a produção da EBC Serviços, com notícias do poder executivo,
5 min. do Poder Judiciário, da Rádio Justiça, 10 min. do Poder Legislativo, da Rádio
Senado e 20 min. Câmara Federal, também do Poder Legislativo. Esses cederam um
minuto para a União de contas da união, o Minuto do TCU, que vai ao ar três vezes por
semana, após o Poder Executivo ou às notícias da Câmera. Antes desta programação era
dividida em duas partes: metade do Poder Executivo e a outra do Judiciário, quando
entrou em vigor o Código Brasileiro de Comunicação, em 1972.
A frase que dava início ao programa foi substituída “Em Brasília, dezenove
horas” para “Sete da noite em Brasília”. O tema de abertura O Guarani de Calos
Gomes, foi substituído por um arranjo do Olodum, em samba, capoeira entre outros. Foi
quebrada aquela linguagem rígida em formalidade.
A Voz do Brasil tende há modernizar cada vez mais a sua programação, já que
no dia 1 de Agosto de 2012, a EBC Serviço modernizou o seu estúdio, com os mais
modernos equipamentos digitais (microfones), produzidos pelo grupo de engenharia da
EBC, passando a ser transmitido os primeiros 25 minutos do Poder Executivo, também
em vídeo pela internet no site: www.ebcserviços.ebc.com.br/avozdobrasil, pela rede
mundial de computadores.
¹³¹Há 18 anos está sobre discussão em Brasília ações que flexibilize o horário (já
permitido em algumas rádios do Sul do país), ou a radicalização deste programa pelas
emissoras. Ela é tema, de mais de 60 projetos de lei no Congresso Nacional.
¹³¹A advogada da União (2009), Ana Ercília de Carvalho argumenta que a Voz
do Brasil é fundamental em um país como o nosso, em que a impressa prioriza a
mostrar os conflitos ocorrentes em outros continentes, esquecendo assim, de noticiar a
situação que se encontra o nosso país. “É a forma que os três poderes tem de tornar
transparentes os seus atos para a população. Se nós não conhecermos o que está sendo
feito como vamos cobrar” diz ainda que mesmo que seja mudado o horário de
transmissão, ficará a critério do Governo e não da própria emissora “Não pode ficar a
cargo das concessionárias, no horário que bem interessar. Afinal, também queremos
audiência”
___________________
¹³¹Via Legal, Voz do Brasil. IN: http://www.youtube.com/watch?v=iJwXjEMEa-k. Postado:
01/10/2009.
CONCLUSÃO
O programa radiofônico a Voz do Brasil, criticado pelos Estados mais
desenvolvidos e cidades onde outros meios de comunicação se fazem presente, e ao
mesmo tempo apoiado pelas Regiões onde meios modernos ainda não são favoráveis a
todas as classes sociais e culturais, tende a permanecer, mesmo que aconteça ajustes no
horário de transmissão.
Fica a pergunta que não foi possível transpor neste artigo científico, mas de
forma hipotética pode-se perceber que o Governo, não abre mão do programa de maior
transmissão do país, e agora também sendo transmitido pela internet a outras partes do
Mundo, para transpor os seus discursos: Verídicos ou Não Verídicos. Mostrar ainda as
suas propostas e projetos que venham a ser legitimados pelos Cidadãos, e que
possívelmente servirá como meio de propaganda política nas próximas eleições.
Mesmo que a população tenha o livre arbítrio de ligar ou desligar o rádio as 19
horas para ficar atentos aos seus atos e de toda a cúpula Federal, em uma Constituição
Democrática não pode ser obrigatório um programa, fruto de censura contra a expressão
humana, na fase de seu nascimento.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BIBLIOGRAFIAS CITADAS:
ARRUDA, José Jobson de A. & PILETTI, Nelson. “Toda a História: História Geral e História
do Brasil”. Ática, 1996. São Paulo.
MOTA, Myriam Becho & BRAICK, Patrícia Ramos. “História das cavernas ao Terceiro
Milênio”. Moderna, 1ª Edição, 1997. São Paulo.
TAVARES, Reynaldo. “História que o Rádio não contou”. Negócio, 1997. São Paulo.
TELES, Antônio Xavier. “Psicologia Moderna”. Ática, 13ª Edição, 1975. São Paulo.
EDITORA ABRIL (SÃO PAULO, SP). “Almanaque Abril, 2011”. Abril, 37º Edição, 2011. São
Paulo.
PILETTI, Nelson. “História do Brasil”. Ática, 13º Edição, 1992. São Paulo.
SENAC (SÃO PAULO). “Teorias da Comunicação”. 2009. Franca – SP
GARCIA, Adriana Domingues. “A Voz do Brasil e as Notícias do poder executivo na formação
do Cidadão: Um Estudo das interações sociais”. UNIFRA, 2008. Santa Maria – RS.
COELHO, Vânia. A opinião pública e o medo da solidão. Blog Comunicação e literatura.
Disponível em: http://literacomunicq.blogspot.com.br/2010/04/teoria-da-espiral-do-
silencio_22.html. Acesso em 09/12/2012.
NOELLE-NEUMAN, E. La Espiral do Silencio: opinião pública. Barcelona: Paidós, 1995.
CÂNDIDO, Antônio, CASTELLO, Aderaldo José. Presença da Literatura Brasileira. 3. Ed.
Difução Européia do livro. São Paulo, 1968.
MATOS, Clarence José, NUNES, César A. História do Brasil. Ed.Nova Cultura. São Paulo,
1994.
TUFANO, Douglas. Estudos de Literatura Brasileira. 4. Ed.Moderna. São Paulo, 1988.
TERRA, Ernani, NICOLA, José. Curso Prático de Língua, Literatura e Redação. 3.
Ed.Scipione. São Paulo, 1995.
CEREJA, Roberto William, MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português Linguagens. 1. Ed.
Atual. São Paulo, 2003.
Almanaque Abril 2000: especial 500 anos de história e cultura. 26º edição. Ed.Abril. 2000.
BARBOSA, Raphael. A INDEPENDÊNCIA DO INDEPENDÊNCIA OU MORTE: Uma análise
da Semana de Arte Moderna de 1922. pdf.
WOLF, Mauro. Teoria da comunicação. Teoria da Comunicação de massa . tradução
Karina Jannini. 2ª Ed. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
CULTURA, Abril. Nosso Século: 1930/1945, A Era de Vargas. Estado Novo, Cap.8.P
193, 194, 197,198,199. São Paulo,1980.
DOCUMENTOS EM VÍDEOS CITADOS:
A Voz do Brasil. IN: http://www.ebcservicos.ebc.com.br/streaming/avozdobrasil. Visitado:
12/12/12.
A Voz do Brasil. IN:
https://www.youtube.com/watch?v=0dPRDcyydrU&feature=endscreen. Postado:09/09/2009.
Via Legal, Voz do Brasil. IN: http://www.youtube.com/watch?v=iJwXjEMEa-k. Postado:
01/10/2009.
A Voz do Brasil.IN: https://www.youtube.com/watch?v=6R12V5yMBNs. Postado: 11/11/2011.
A Voz do Brasil para ser transmitida também em vídeo pela internet. IN:
https://www.youtube.com/watch?v=vwhGKghSH6w. Postado: 02/08/2012.
Veja os bastidores e a estréia da Voz do Brasil em vídeo. IN:
https://www.youtube.com/watch?v=K9oU1Fkwcg8. Postado: 01/08/2012.
Programa a Voz do Brasil inicia transmissão via internet. IN:
https://www.youtube.com/watch?v=wd7JPBtV2yc. Postado: 02/08/2012.

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A Voz do Brasil e sua obrigatoreidade em um país democrático

  • 1. JOSEVALDO JESUS DOS SANTOS RIOS A VOZ DO BRASIL: A SUA PERMANÊNCIA E OBRIGATORIEDADE EM UM PAÍS DEMOCRÁTICO Artigo científico sobre o programa radiofônico a Voz do Brasil, para a obtenção de nota parcial do quarto bimestre, da disciplina “Pesquisa em Comunicação”. Profº William V.M. Tristão FRANCA 2012
  • 2. RESUMO RIOS.J.J.S. A Voz do Brasil: a sua permanência e obrigatoriedade em um país democrático. Franca, 2012. 12. Artigo Científico (Graduação de Comunicação Social- Jornalismo). Buscar informações relacionadas ao sistema radiofônico brasileiro, retratar fatos, conceitos e conteúdos que possam esclarecer e responder o principal objetivo deste trabalho. Para esclarecer a razão do Objeto é preciso usufruir dos diferentes dados, sejam sócio-culturais, sócio- econômicos e sócio-políticos. Além de uma análise aprofundada do sistema radiofônico brasileiro, focando também, nas concessões das emissoras Estatais, que se beneficiam de inúmeras emendas constitucionais, como a isenção de impostos por se tratarem de emissoras ligadas ao Ministério da Cultura. Tentar responder o porquê da permanência do programa radiofônico a Voz do Brasil, já que a Constituição Brasileira (1988) tenha passado por transformações após O Estado Novo (1937 a 1945) e a Ditadura Militar (1964 a 1985). O porquê de um país democrático, conter um programa obrigatório, um programa de rádio inexistente em outras nações seja ligado ao Capitalismo ou a Socialismo, como Cuba por exemplo. Palavras-chave: Voz do Brasil, Estado Novo, Getulio Vargas, DIP, Censura.
  • 3. ABSTRACT RIOS.J.J.S. The Voice of Brazil: its permanence and obligation in a democratic country. Franca, 2012. 12. Scientific Article (Undergraduate Social Communication-Journalism). Search for information related to Brazilian radio system, portray facts, concepts and content that can clarify and answer the main objective of this work. To clarify the reason for the object you need to enjoy the different data, are socio-cultural, socio- economic and socio-political. In addition to a thorough analysis of the Brazilian radio system, focusing also on the concessions of the State broadcasters, who benefit from numerous constitutional amendments, such as tax breaks, because they are linked to broadcasters Ministry of Culture. Attempting to answer why the permanence of the radio program Voice of Brazil, as Brazilian Constitution has undergone transformations after The New State (1937 to 1945) and the Military Dictatorship (1964-1985). Why a democratic country, contain a mandatory program, a radio show, unknown in other nations is bound to Capitalism or Socialism, like Cuba for example. Keywords: Voice of Brazil, Estado Novo, Getulio Vargas, DIP, Censorship.
  • 4. INTRODUÇÃO A Voz do Brasil é fruto de um governo autoritário, de uma fase que tirou os direitos dos cidadãos, reprimiu, manipulou, censurou a liberdade de expressão da população, que viveu naquela época subordinada a uma Ditadura Militar. Essa população contribuiu para desenvolvimento da industrialização, que gerou acúmulo de riqueza e crescimentos em diferentes meios. Existem hoje diferentes meios de comunicação, e de informações relacionadas à política e ao governo, assuntos políticos que se tornaram pelos próprios veículos, essenciais a sociedade, e que são divulgados, sem precisarem de uma lei obrigatória. Ao mesmo tempo em que a Voz do Brasil, é insignificante para parte da população, deve-se lembrar de sua importância para milhões de brasileiros, que ainda não tem meios de comunicação áudios-visuais, como a televisão e a internet, e que precisam de informações relacionadas a lugares distantes dos quais habitam, propostas políticas, econômicas, direitos sociais, entre outras, divulgadas neste programa, de segunda a sexta-feira, das 19:00 às 20 h, de Brasília. Assim como a outra parte da população e as emissoras que são obrigadas há disponibilizarem uma hora para atuação do Poder executivo, Judiciário, legislativo e da união de contas da União.
  • 5. A VOZ DO BRASIL: SUA PERMANÊNCIA E OBRIGATORIEDADE EM UM PAÍS DEMOCRÁTICO Usar a Teoria Hipodêmica para tentar explicar a maneira na qual as informações chegam aos brasileiros de Estados e cidades mais desenvolvidas, seria uma forma atrasada e mentirosa. Ao mesmo tempo fica a interrogação ao se tratar daqueles de regiões subdesenvolvidas do Brasil, como a Norte e Nordeste. Esta e essa que apresentam índices consideráveis de precariedades e miséria, ao se tratar de desenvolvimento humano, como: saúde, educação (Maralhão-MA), esporte, saneamento básico e comunicação. Moradores do sertão nordestino além de serem castigados pela seca ainda sofrem com as distâncias dos veículos de comunicação, como a TV, esta que vêm se desenvolvendo a cada dia, através das eficientes tecnologias deste século (XXI) e que é o sonho de consumo para vários moradores sertanejos, por fatores econômicos e pela falta de redes de transmissão. Este é também o sonho de consumo de muitos nortistas, principalmente aqueles do interior da Amazônia, que pela preservação ambiental da fauna e da flora, as dificuldades de instalações de energia elétrica, redes de transmissões, a falta investimentos governamentais, atrapalham a sua instalação nos lares dessas pessoas. Muitas destas, nem são reconhecidas como pessoas físicas, por não terem registro de nascimento nacional. Se a TV ainda é sonho de consumo para milhões de pessoas, a Internet terá uma inserção tardia. Restando assim, o radio que ainda prevalece nos seus lares, por terem um custo mais acessível, de fácil sintonização e portátil. O rádio sendo o único meio de comunicação para aqueles lugares, as pessoas o tem como a porta voz dos acontecimentos do país e do mundo, recebem informações quem possivelmente são aceitas sem desconfiança, já que os emissores ao divulgar informações devem ter um postura séria, respeitando os padrões exigidos pelo rádio, para que assim consiga persuadir o receptor e fazer com que ele legitima as mensagens enviadas. Isso acontece, mais pelas emissoras de rádio AM, onde o receptor tem o interesse de ouvir o locutor e o locutor tem o interesse de ser ouvido, à FM que além de não ser de fácil conexão, o ouvinte tem o interesse de ouvir músicas.
  • 6. ¹³³Segundo a Teoria Hipodérmica, a mídia injeta informações no individuo sem que ele tenha o direito de rejeitá-la. Esta teoria partiu de grupos de pesquisadores americanos em 1930, financiados pelas forças armadas e pelos meios de comunicação, no período entre guerras e durante a Segunda Guerra Mundial, foi motivada pelo seu alto poder de dominação da comunicação de massa diante das informações. O rádio na época era o meio mais fácil das informações chegarem a um grande número de pessoas. Como citação, Adolf Hitler, da Alemanha, abusou deste veículo para persuadir os alemães, a buscar um novo estilo de vida e reconstrução do país, defasado na Primeira Guerra Mundial. Conseguiu implantar o Nazismo, fortalecê-lo e enraizá-lo na nação, com a ajuda dos meios de comunicação. A teoria Hipodérmica tinha como virtude compreender as influências da comunicação nos atos das pessoas, para assim, pensar em condições favoráveis para exercer influências sobre a população. Ela foi o começo de grandes estudos e descobertas relacionadas à Teoria da Comunicação, mesmo derrubada por teorias mais aprofundadas e contraditórias a sua linha de pensamentos. A Teoria da Espiral do Silêncio Usar a Hipodérmica para este objeto de pesquisa não pode ser relevante, porque a intenção é analisar o seu efeito em toda a nação brasileira, mas vale lembrar que foi o alicerce para se chegar a Teoria da Espiral do Silêncio, desenvolvida durante a década 60, na Alemanha, durante períodos eleitorais, pela socióloga e cientista política, alemã Elisabeth Noelle Neuman em pesquisas sobre os efeitos dos meios de Comunicação de Massa . Sua teoria foi exposta em 1972, no 20º Congresso Internacional de Psicologia, em Tóquio, onde vários intelectuais marcaram presença, levando papers, artigos, além de debates e diversas mesas de diálogos. Sua Teoria só foi publicada 12 anos mais tarde (1984), com o livro: Teoria da Espiral do Silêncio naquele país. Nilman tenta entender o tanto que a sociedade é silenciada diariamente por se sujeitarem aos hábitos, pensamentos, imaginação e pelas ___________________ ¹³³WOLF, Mauro. Teoria da comunicação. Teoria da Comunicação de massa . tradução Karina Jannini. 2ª Ed. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
  • 7. práticas sociais da maioria da população. Ao seu entender, o medo que a minoria tem de expressar os seus pensamentos, sejam de exclusão, solidão e total isolamento, viram-se uma espécie de espiral de silêncio. ¹“O resultado é um processo em espiral que incita os indivíduos a perceber as mudanças de opinião e a segui-las até que uma opinião se estabelece como atitude prevalecente, enquanto as outras opiniões são rejeitadas ou evitadas por todos, à exceção dos duros de espírito. Propus o termo espiral do silêncio para descrever este mecanismo psicológico”. ¹A cientista adotou três mecanismo condicionantes que juntos influenciam a mídia sobre o público, que não chega a ser tão absoluta como na teoria hipodérmica, mas é decisiva para consolidar os valores da classe dominante e formar a percepção da realidade: Acumulação: excesso de exposição de determinados temas na mídia, Consonância: forma semelhante como as notícias são produzidas e veiculadas; Ubiqüidade: presença da mídia em todos os lugares. COELHO, Vânia. A opinião pública e o medo da solidão. Blog Comunicação e literatura. Disponível em: http://literacomunicq.blogspot.com.br/2010/04/teoria-da-espiral-do-silencio_22.html. Acesso em 09/12/2012.
  • 8. Para o professor Felipe Pena de Oliveira, Doutor em literatura pela PUC-Rio, com pós-doutorado na Universidade de Paris Sorbonne-III, no período de eleição ³“Os candidatos que estão à frente tendem a receber mais votos, pois a maioria entende que se ele está à frente é porque deve ter preferência da maioria e, portanto, deve ser bom e merece ser eleito” discorre ainda sobre a convivência em bairros “muitas vezes, os indivíduos não se manifestam com reclamações com medo do isolamento”. Este exemplo retrata o que a Espiral Silêncio, busca explicar. Os meios de comunicação desde daquela época (1960) já tinham auto-poder de manipulação, principalmente a Massa. A maior diferença com a mídia de hoje são os veículos por onde circulam as informações (Antes o rádio, depois a TV, a internet e predominou a TV). As palavras de Felipe Pena podem ser vistas de formas simbólicas e concretas em anos eleitorais no Brasil. A maioria das pessoas (Massa), são bombardeadas por pesquisas dos votos dos candidatos, divulgados pela mídia (Datafolha), desde os grandes veículos de comunicação a aqueles pequenos, que divulgam no mesmo, as informações dos maiores. Os resultados das pesquisas que conseguem ser legitimados pela maioria da população, ainda são dos programas televisíveis, que são distribuídos para os demais. Ações e conversas, de moradores, de bairros subdesenvolvidos: favelas, periferias, no campo, onde apresenta um índice de escolaridade arretardatário, saneamento básico em decadência, e visual panorâmico, arquitetônico e urbanístico defasados. Com sistema de saúde insuficiente para atender a população. Onde os meios culturais surgem em função do modo de vida, sem acesso a teatro, cinema, palestras, convenções, que auxiliem no crescimento físico e principalmente intelectual da população, dar-se para notar a alienação do individuo na escolha do voto. No Bairro periférico Jardim Aeroporto III, na cidade de Franca (SP), o morador Josevaldo Rios, estudante de Jornalismo da Universidade Unifran e de autoria desde artigo ciêntifico, declara fatos vistos e que levou-o a discussões com alguns moradores com os quais tinha afinidade “ Na eleição municipal 2012, houve um disputa serrada entre os três candidatos para prefeito: Alexandre Ferreira (PSDB), ex-secretário da saúde, que ganhou com 94,45 %. Graciela Ambrósio (PP), vereadora e delegada, que perdeu no segundo turno 70,26% e Marco Aurélio Ubiali (PSB), doutor e deputado federal, perdeu no primeiro turno 15,49%. Via colegas argumentarem que votariam em quem estava na frente de acordo com as pesquisas divulgadas pelos jornais da EPTV ( afilial da Rede
  • 9. Globo de Televisão), da região de Ribeirão Preto (SP). Conforme eram divulgados os resultados da pesquisa, essas pessoas mudavam seus voto. Há uma casa neste bairro, onde, de tradição havia o chamado Café de Quinta, onde nos reuníamos para jogar conversa fora e tratar de assuntos de vários gêneros, entre eles políticos. Quando o assunto era deste, a discussão rendia muito, minha raiva ao ver o tanto que eles deixavam ser manipulados pela mídia, pela posição do candidato que estava na frente, sem analisarem os debates, as propostas e suas obras realizadas durante seus mandatos. Posso dizer, que a minha visão estratégica ao escolher o meu candidato era diferente dos demais colegas, com isso me via excluído daquele mundo, do mundo dos meus colegas”, articulou ainda “justificando o segundo exemplo do autor, sempre fui visto como o corajoso, na escola, em minha casa, no trabalho, em palestras, alem de ter coragem, porém, de corrigir algumas frases e contra-posições em stand up. Nesses lugares os quais estava inserido, muitos tinham visões diferentes dos fatos, mas se fechavam, pela opinião da maioria, muitos me viam como louco, burro, retardado, mal educado outros como inteligente, esperto e benemérito de minhas palavras. A secretária da Agricultura do Estado de São Paulo, jamais se esquecerá do meu nome “Jesus”, (segundo nome); participava da 19º Feira Internacional da Tecnologia Agrícola em Ação (AGRISHOW), a maior do Mundo, em Ribeirão Preto (SP), financiada pela Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto (ABAGRP), criadora do Prêmio ABAG/RP de Jornalismo José Hamilton Ribeiro, quando a secretária falou publicamente, que “os preços dos alimentos são baratos”, meu celebro despertou na hora, e também me manifestei, discutindo com a mesma, diante de centenas de alunos de jornalismo de Universidades Federais e particulares. Três meses depois, nos encontramos em outra palestra, em Campinas (SP), durante a sua apresentação ela tocou naquele assunto, e perguntou “cadê o Jesus?”, “continuamos a discutição e a conversa foi finalizada neste dia”. Para o desenvolvimento desde artigo A Teoria Espiral do Silêncio, servirá como “uma das peças do quebra cabeça”. __________________________ COELHO, Vânia. A opinião pública e o medo da solidão. Blog Comunicação e literatura. Disponível em: http://literacomunicq.blogspot.com.br/2010/04/teoria-da-espiral-do- silencio_22.html. Acesso em 09/12/2012. ¹NOELLE-NEUMAN, E. La Espiral do Silencio: opinião pública. Barcelona: Paidós, 1995. ² PENA, Felipe. Teoria do Jornalismo. São Paulo: Contexto, 2006.
  • 10. RAÍZES E NASCIMENTO DA VOZ DO BRASIL O programa radiofônico a Voz do Brasil, nasceu centenas de anos, após a invenção da primeira estação de rádio do mundo, inaugurada no dia 24 de dezembro de 1906, em Massachhusets, nos Estados Unidos, com o uso de um arame rudimentar esticado sobre uma torre, pelo canadense Reginald Fessenden. No primeiro programa foi transmitida uma seleção de musicas, seguidas de leitura de um poema, junto com uma mensagem: Merry Christmas (Feliz Natal), que atingiu varias cabines de radiotelegrafia num raio de centenas de quilômetros. Além de navios em auto mar. Em 1922 na Exposição do Centenário da Independência, no Castelo, centro da Capital Federal da época, o Rio de Janeiro (RJ), um grupo de empresário americano demonstraram a montagem e o funcionamento de uma emissora radiofônica. No dia 7 de Setembro daquele ano, em comemoração ao centenário da Independência do Brasil, o então Presidente Epitácio da Silva Pessoa conseguiu discursar para uma grande massa de pessoas que participavam dos eventos, por intermédio de um sistema de Telefone Alto- Falante, montado na Praia vermelha, e de um transmissor instalado no alto do Corcovado pela Westinghouse Electric. No dia 20 de abril de 1923, foi fundada a primeira emissora brasileira, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. No ano seguinte foi regulamentada a atual faixa de Ondas Médias, entre 550 à 1550 KHz. Sete anos mais tarde os primeiros receptores com os nomes das estações no dial. Ainda neste mesmo ano são inauguradas mais duas rádios: Rádio Record e a América de São Paulo. Em 1933 é fundada a rádio que abre espaço para o jornalismo, a Sociedade Rádio Educadora de Campinas. A partir de então várias emissoras começam a surgir. Através do falso Plano Cohen, plano comunista para a tomada de poder. Getúlio Vargas aplicou o Golpe de Estado, no dia 10 de novembro de 1937. Através da imprensa ele anunciou a descoberta do “Plano Cohen” e a formação do Estado Novo. O congresso foi fechado para a elaboração de uma nova Constituição, elaborada por Francisco Campos. Com isso as eleições não foram realizadas, terminou o governo constitucional e se iniciou o Estado Novo. A nova Constituição estabelecia um “Estado autoritário” com absoluta concentração do poder à supressão da autonomia dos Estados- membros, o que dava ao Brasil uma característica de Estado Unitário. Vargas dissolveu
  • 11. o congresso Nacional, destituiu os governadores dos Estados, substituiu-os por interventores, extinguiu as bandeiras, hinos, armas e escudos estaduais. Proibiu as greves e diminuiu a autonomia dos sindicatos, cujos estatutos passaram a depender de aprovação do Ministério do Trabalho. Preocupado com a segurança Nacional, tanto no plano interno quanto ao externo, pois a Segunda Guerra já estava preste a explodir, Getúlio modernizou as Forças Armadas e criou o Ministério da Aeronáutica. A política administrativa do Estado Novo pautou-se na criação de dois órgãos: Departamento administrativo do Serviço Público (DASP), institucionalizado em 1938, este serviu para ampliar os poderes de Getúlio, pois podia controlar toda a administração pública, além de funcionar como órgão consultivo do Governo e de seus ministros. E o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), em 1939, de sustentação do regime, na medida em que elaborava e divulgava a propaganda oficial do Governo, além de servir como órgão de censura. Funcionava como elemento controlador de toda a imprensa, determinando o que podia ou não ser publicado. ¹²²A DIP era diretamente subordinada à Presidência da República, e não ao Ministério da Justiça, e tinha como principais funções “centralizar, coordenar, orientar e superintender a propaganda nacional, interna ou externa (...); fazer censura do Teatro, Cinema, funções recreativas e esportivas (...), da radiodifusão, da literatura (...) e da imprensa (...); promover, organizar, patrocinar ou auxiliar manifestações cívicas, (...) exposições demonstrativas das atividades do Governo”. Organismo onipresente procurava penetrar por todos os poros da sociedade, construindo uma ideologia que começava com as cartilhas para crianças e terminava nos “Jornais Nacionais”, filmes informativos de projeção obrigatória em todos os cinemas. Foram criados também, os Departamentos Estaduais de Imprensa e Propaganda (DEIP), em vários Estados Brasileiros, sendo o de São Paulo um dos mais eficientes, sob direção de Cassiano Ricardo. A DIP em nível nacional organizava o “registro” de todos os jornalistas, controladamente. Tinha ainda um Serviço de divulgação, que distribuía propaganda do Governo, a Agência Nacional, distribuidora de notícias e o Conselho Nacional de Imprensa (CNI), do qual fazia parte Lorival Fontes e o fundador da Rede Globo, Roberto Marinho. Para exaltar o Presidente Vargas e hierarcas do regime, foram criados livros, carti _____________________ ¹²²CULTURA, Abril. Nosso Século: 1930/1945, A Era de Vargas. Estado Novo, Cap.8.P 193. São Paulo,1980.
  • 12. lhas, jornais e revistas com pautas totalmente nacionalistas. A Rádio Nacional, o jornal A Manhã e A Noite, foram encampados no começo, nos dois primeiros anos da década de 1940. Assim como o jornal O Estado de São Paulo, que sofreu interferência. Sua diretoria foi desfragmentada, e passou a ser dirigido pela cúpula política, tendo como chefe Abner Mourão. A porcentagem maior das pautas jornalísticas (60%), eram fornecida pela DIP, através da Agência Nacional, os outros 40% eram rigídamente vigiados. O jornal paulista Folha Dobrada (1939), que teve a sua primeira edição apreendida pelos militares, e a Resistência (1944), foram desafiadores da época, contra o regime autoritário. Escritores os quais favoreciam a ditadura tinham oportunidades de publicar suas obras em veículos criados e protegidos pela DIP. Em 1940, mais de 373 letras de músicas foram vetadas. O samba de Ataulfo Alves e Wilson Batista “O Bonde de São Januário”, foi considerado como exaltador da malandragem, foi proibido de ser publicado. A escola de samba Vizinha faladeira (RJ) foi desclassificada por escolher um tema “internacional” da Branca de Neve. Todos os meios culturais tinham que haver “o puro gênero nacionalista e patriótico”, exaltesser o regime (Vargas): os préstitos carnavalescos, os ranchos, blocos e escolas de samba. Cerca de 774 escolas particulares de São Paulo, Espírito Santo e do Sul do país, foram fechadas e substituídas por mais de 885 escolas pública instaladas nos mesmos locais. Os livros foram substituídos, pela Comissão Nacional do Livro, os novos não poderiam conter “pessimismo ou dúvida quanto ao poder futuro da raça brasileira”. A educação física e o ensino cívico nas escolas de níveis primário, secundários e normais tornaram-se obrigatórios, para isso foi criada em abril de 1939, a Escola de Educação Física da Universidade do Brasil (RJ), para formação dos professores, adotando o modelo da Escola de Educação Física do Exército. O canto orfeônico também passou a ser obrigatório nas escolas, com as criações de corais, para se apresentarem nas datas cívicas: Semana da Pátria, Independência do país, aniversário de Getúlio Vargas, Dia da Bandeira, do Soldado, da Juventude, da Raça, do Trabalho entre outros, composto de desfiles, existentes até hoje em cidades, como Guariba, região de Ribeirão Preto (SP), coreografias que exaltavam o Estado Novo. ______________________ CULTURA, Abril. Nosso Século: 1930/1945, A Era de Vargas. Estado Novo, Cap.8. Pgs 193, 194, 197, 198,199. São Paulo, 1980.
  • 13. As práticas de Getulio Vargas, mesmo com gêneros nacionalistas, reprimiram por meio de censuras, os efeitos e mudanças de grandes obras brasileiras, que antes da Semana de Arte Moderna, esta que cravou o começo do Modernismo brasileiro, quebrando as estruturas do passado, o Parnasianismo e o Simbolismo, a métrica e formalismo, buscando as verdadeiras características de um país novo, que escondia as suas raízes e pulverizava a européia. Nas duas primeiras décadas do século XX, o Brasil foi alvo de grandes transformações e descobertas culturais, que propiciaram ao social uma continuação e descoberta de seus valores, através de conhecimentos exportados de continentes próximos, distantes e da sua própria nação: em 1914 foi inaugurado o movimento neocolonial, pelo arquiteto Ricardo Severo, com a intenção de predominar um gênero brasileiro, com base nas características arquitetônicas das obras do período colonial. Na categoria artes plásticas, houve a exposição do lituano Lasar Segal, em São Paulo (1913), suas obras eram traçadas de cores tropicais a partir de seu contato as realidades do país, e de tendência expressionista. Ainda nesta categoria, cidade e tendência, Anita Malfatti (1917), expõe os quadros O Japonês e O Homem Amarelo, estes violentamente criticados, principalmente por Monteiro Lobato no texto Paranóia ou Mistificação. Considerado o período da belle époque do cinema (1902 a 1912), surgiu no Rio de Janeiro um centro de produção de histórias policiais, comerciais e filmes com atores interpretando por traz da tela, exibidos em várias salas, da Capital Federal e de São Paulo. Nasce em 1911, à fotojornalismo, sua filiação vem do primeiro fotografo oficial da prefeitura da Cidade Maravilhosa, Augusto Malta, ao registrar cenas do Carnaval carioca. A França foi à escola de grandes gênios da música erudita: Brasílio Itiberê, Luciano Gallet e Alberto Nepomuceno, estes despertavam o nacionalismo com temas do folclore brasileiro. Em 1917 é dado o começo da profissionalização da música popular e o nascimento oficial do Samba, depois de registrado por Donga (Ernesto dos Santos) o samba carnavalesco Pelo Telefone, com características mais voltadas para o maxixe e a estréia da primeira gravação de Pixinguinha. Os modelos parnasianos e simbolistas da Literatura estavam corroídos, e com tendências pré-modernistas, que surgiram em 1922. O que deveria ser apena uma pequena exposição de arte moderna na livraria e editora O Livro, onde de costume servia para os modernistas reunir-se para palestras,
  • 14. declarações e mostras de trabalho, foi alterado pelo pintor Di Cavalcanti, ao conhecer o rico, culto, de formação européia, de bom gosto artístico, Paulo Prado, através de Graça Aranha. “Eu sugeri a Paulo Prado a nossa semana, que seria uma semana de escândalos literários e artísticos, de meter os estribos na barriga da burguesiazinha paulistana” (Viagem na minha vida (memórias). Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1995. p. 115.). A partir desta conversa o projeto se concretizou, ampliou-se e ganhou força com a associação de nomes de destaques da sociedade paulistana, que resolveram prestigiar o evento, despertando assim o interesse da imprensa na sua divulgação. O local do evento foi substituído pelo Teatro Municipal de São Paulo, o então prendado e apreciado na época pela a aristocracia. Assim como hoje, camarotes eram postos as vendas além de publicidades. A Semana de Arte Moderna teve inicio no dia 13 de fevereiro, prosseguiu no dia 15 e finalizou dia 17. Dela participaram artistas de São Paulo e do Rio de Janeiro, que são reconhecidos no século XXI como os grandes nomes da literatura, pintura, música e outros gêneros, que tiveram a intenção de modernizar e mostrar em suas obras a verdadeira cara do Brasil e do mundo, libertando-se em vários rumos e setores; vocabulário, sintaxe e escolhas dos temas, como: Di Cavalcante, Anita Malfatti, Vicente Rego Monteiro, Victor Brecheret, Graça Aranha (abriu a Semana com a palestra “Emoção estética na obra de arte”), Villa-Lobos, Guiomar Novaes, Ronaldo de Carvalho, Menotti del Picchia, Manoel Bandeira, Mario de Andrade e o então Oswaldo de Andrade fundador do movimento Pau-Brasil, em 1924. Poesia original, de humor e ironia, de linguagem coloquial, abusador da língua portuguesa, repudiou o purismo e artificialismo, buscou em suas obras um nacionalismo que busca as origens, sem perder a visão crítica da realidade brasileira, a valorização do falar cotidiano e ao mesmo tempo buscando a finalidade da língua brasileira: Vício na Fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mio Para pior pio Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados Este poema de Oswaldo de Andrade demonstra o fato dos brasileiros falarem de forma “errada” (teia, teiado), mas que na pratica, fazem o telhado corretamente. O movimento do Pau-Brasil surgiu com a intenção de propor uma literatura com as
  • 15. características naturais do povo brasileiro, combatendo com a linguagem formal e aburguesada, dos europeus e a linguagem retórica e vazia, exaltando o progresso nacional e os acontecimentos da época. “Contra o gabinetismo, a prática culta da vida. Engenheiros em vez de jurisconsultos, perdidos Com chineses na genealogia das ideias. A língua Sem arcaísmo, sem erudição. Natural e neológica.” Ao mesmo tempo em que os artistas brasileiros tentam se distanciarem dos modos artísticos europeus, eles buscam inspirações de mudanças nos vanguardas daquele continente, naqueles grupos de movimentos artísticos inovadores, já que a maioria dos artistas do Brasil tinha visitado e principalmente estudado no centro cultural do mundo da época. Oswaldo de Andrade foi um desses, que em sua segunda viagem a este lugar, absorveu inspirações, junto com a pintora Tarsila do Amaral, com quem tinha um romance amoroso na época, para expor o Movimento Pau-brasil, este que exaltava o primitivismo. A maneira de expor suas ideias, foi através da publicação do livro escrito por ele e ilustrado pela pintora, Pau-brasil, a linguagem deste, são as que foram citadas a partir do quarto parágrafo, mas que só foi possível através dos manifestos ocorridos no começo do século, em que todos os artistas buscavam de alguma forma as características e uma definição própria de brasilidade, com base nas transformações socioeconômica, sócio-política e sócio-cultural de um país que despertava. Deste movimento, o dos mesmos representantes nasceu o Antropófago. A arte, arquitetura, as composições das músicas, o teatro, o filme, a dança, todos os meios culturais brasileiro ficaram subordinado as ordem do Governo durante dez anos, durante o Estado Novo. Principalmente a imprensa brasileira, que perdera a sua liberdade de expressão por uma censura sangrenta. Em 1945, o então empresário, Assis Chateaubriand começou a enobrecer o seu império dos Diários Associados, que desde 1921 quando conquistou O Jornal, no Rio de Janeiro, o Diário da Noite (1924,SP), a revista O Cruzeiro (1928, RJ) entre vários veículos de comunicação, rádio difusão e televisivo. Após o Estado Novo, nome este inspirado na ditadura de Antônio de Oliveira Salazar, de Portugal (29 de Outubro de 1945, quando Getúlio foi deposto pelas Forças Armadas), e mais a frente à Ditadura Militar de 31 de Março de 1964 a 15 de janeiro de
  • 16. 1985, todos os meios de comunicação tiveram seus direitos de Liberdade de Expressão, de acordo com Constituição de 1988, exceto o programa do Poder Executivo (Governo), a Voz do Brasil (1971, mudado pelo então Presidente da época Médici), antes chamado de Hora do Brasil, apresentada desde 1934, das 19:00 às 20h, no mesmo horário atual. Este criticado e com vários processos movidos por pequenas e principalmente pelas grandes emissoras de rádio como por exemplo a Rádio Tupi (RJ) . Os donos dessas emissoras se contrariam, porque o mesmo ocupa o horário nobre do rádio, o qual milhares de pessoas, principalmente nas cidades mais desenvolvidas, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, entre outras, estão no transito, após o expediente. Isso gera prejuízos, declínio em publicidade e audiência, daqueles que o apelidou desde a Era Vargas, como o “Fala-Sozinho”, e que consegue manipular centenas de pessoas usando de sua crítica, dai o motivo de ser usada a Teoria a Espiral do Silêncio; o programa mesmo com as mudanças ocorridas em sua programação, não consegue persuadir milhares de ouvintes. Estes são maioria de Estados e cidades mais desenvolvidos, onde o rádio nas maiorias das vezes é substituído por outros meios de comunicação (TV, Internet, MPs). Nesses lugares, muitas pessoas “nunca” se propuseram para ouvir a Voz do Brasil com atenção, por ser considerada um programa “chato, do Governo, de áudio ruim, antiquário...”, essas pessoas são manipuladas por outras, (pela Massa), e se acaso ousar a ouvir a programação são criticados, debochados e até mesmo excluídos de: alguns grupos, de casa, do trabalho e até mesmo em escolas, escolas profissionalizantes e Universidades “Em 2009, em Franca-SP, escolhemos como tema a Voz do Brasil, para fazer um trabalho para a obtenção de nota de conclusão da matéria de Teoria da Comunicação, no curso de Radialismo, setor locução, da escola profissionalizante SENAC. Durante a apresentação todos os membros da sala (13) criticaram ou omitiram o programa” ( Radialista Josevaldo Rios). O programa a Voz do Brasil entrou para o livro dos recordes Guiness Book, como o programa de rádio mais antigo do Brasil. Em 1995 foi dividido em quatro partes: 25 minutos para a produção da EBC Serviços, com notícias do poder executivo, 5 min. do Poder Judiciário, da Rádio Justiça, 10 min. do Poder Legislativo, da Rádio Senado e 20 min. Câmara Federal, também do Poder Legislativo. Esses cederam um minuto para a União de contas da união, o Minuto do TCU, que vai ao ar três vezes por semana, após o Poder Executivo ou às notícias da Câmera. Antes desta programação era
  • 17. dividida em duas partes: metade do Poder Executivo e a outra do Judiciário, quando entrou em vigor o Código Brasileiro de Comunicação, em 1972. A frase que dava início ao programa foi substituída “Em Brasília, dezenove horas” para “Sete da noite em Brasília”. O tema de abertura O Guarani de Calos Gomes, foi substituído por um arranjo do Olodum, em samba, capoeira entre outros. Foi quebrada aquela linguagem rígida em formalidade. A Voz do Brasil tende há modernizar cada vez mais a sua programação, já que no dia 1 de Agosto de 2012, a EBC Serviço modernizou o seu estúdio, com os mais modernos equipamentos digitais (microfones), produzidos pelo grupo de engenharia da EBC, passando a ser transmitido os primeiros 25 minutos do Poder Executivo, também em vídeo pela internet no site: www.ebcserviços.ebc.com.br/avozdobrasil, pela rede mundial de computadores. ¹³¹Há 18 anos está sobre discussão em Brasília ações que flexibilize o horário (já permitido em algumas rádios do Sul do país), ou a radicalização deste programa pelas emissoras. Ela é tema, de mais de 60 projetos de lei no Congresso Nacional. ¹³¹A advogada da União (2009), Ana Ercília de Carvalho argumenta que a Voz do Brasil é fundamental em um país como o nosso, em que a impressa prioriza a mostrar os conflitos ocorrentes em outros continentes, esquecendo assim, de noticiar a situação que se encontra o nosso país. “É a forma que os três poderes tem de tornar transparentes os seus atos para a população. Se nós não conhecermos o que está sendo feito como vamos cobrar” diz ainda que mesmo que seja mudado o horário de transmissão, ficará a critério do Governo e não da própria emissora “Não pode ficar a cargo das concessionárias, no horário que bem interessar. Afinal, também queremos audiência” ___________________ ¹³¹Via Legal, Voz do Brasil. IN: http://www.youtube.com/watch?v=iJwXjEMEa-k. Postado: 01/10/2009.
  • 18. CONCLUSÃO O programa radiofônico a Voz do Brasil, criticado pelos Estados mais desenvolvidos e cidades onde outros meios de comunicação se fazem presente, e ao mesmo tempo apoiado pelas Regiões onde meios modernos ainda não são favoráveis a todas as classes sociais e culturais, tende a permanecer, mesmo que aconteça ajustes no horário de transmissão. Fica a pergunta que não foi possível transpor neste artigo científico, mas de forma hipotética pode-se perceber que o Governo, não abre mão do programa de maior transmissão do país, e agora também sendo transmitido pela internet a outras partes do Mundo, para transpor os seus discursos: Verídicos ou Não Verídicos. Mostrar ainda as suas propostas e projetos que venham a ser legitimados pelos Cidadãos, e que possívelmente servirá como meio de propaganda política nas próximas eleições. Mesmo que a população tenha o livre arbítrio de ligar ou desligar o rádio as 19 horas para ficar atentos aos seus atos e de toda a cúpula Federal, em uma Constituição Democrática não pode ser obrigatório um programa, fruto de censura contra a expressão humana, na fase de seu nascimento.
  • 19. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BIBLIOGRAFIAS CITADAS: ARRUDA, José Jobson de A. & PILETTI, Nelson. “Toda a História: História Geral e História do Brasil”. Ática, 1996. São Paulo. MOTA, Myriam Becho & BRAICK, Patrícia Ramos. “História das cavernas ao Terceiro Milênio”. Moderna, 1ª Edição, 1997. São Paulo. TAVARES, Reynaldo. “História que o Rádio não contou”. Negócio, 1997. São Paulo. TELES, Antônio Xavier. “Psicologia Moderna”. Ática, 13ª Edição, 1975. São Paulo. EDITORA ABRIL (SÃO PAULO, SP). “Almanaque Abril, 2011”. Abril, 37º Edição, 2011. São Paulo. PILETTI, Nelson. “História do Brasil”. Ática, 13º Edição, 1992. São Paulo. SENAC (SÃO PAULO). “Teorias da Comunicação”. 2009. Franca – SP GARCIA, Adriana Domingues. “A Voz do Brasil e as Notícias do poder executivo na formação do Cidadão: Um Estudo das interações sociais”. UNIFRA, 2008. Santa Maria – RS. COELHO, Vânia. A opinião pública e o medo da solidão. Blog Comunicação e literatura. Disponível em: http://literacomunicq.blogspot.com.br/2010/04/teoria-da-espiral-do- silencio_22.html. Acesso em 09/12/2012. NOELLE-NEUMAN, E. La Espiral do Silencio: opinião pública. Barcelona: Paidós, 1995. CÂNDIDO, Antônio, CASTELLO, Aderaldo José. Presença da Literatura Brasileira. 3. Ed. Difução Européia do livro. São Paulo, 1968.
  • 20. MATOS, Clarence José, NUNES, César A. História do Brasil. Ed.Nova Cultura. São Paulo, 1994. TUFANO, Douglas. Estudos de Literatura Brasileira. 4. Ed.Moderna. São Paulo, 1988. TERRA, Ernani, NICOLA, José. Curso Prático de Língua, Literatura e Redação. 3. Ed.Scipione. São Paulo, 1995. CEREJA, Roberto William, MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português Linguagens. 1. Ed. Atual. São Paulo, 2003. Almanaque Abril 2000: especial 500 anos de história e cultura. 26º edição. Ed.Abril. 2000. BARBOSA, Raphael. A INDEPENDÊNCIA DO INDEPENDÊNCIA OU MORTE: Uma análise da Semana de Arte Moderna de 1922. pdf. WOLF, Mauro. Teoria da comunicação. Teoria da Comunicação de massa . tradução Karina Jannini. 2ª Ed. São Paulo: Martins Fontes, 2005. CULTURA, Abril. Nosso Século: 1930/1945, A Era de Vargas. Estado Novo, Cap.8.P 193, 194, 197,198,199. São Paulo,1980. DOCUMENTOS EM VÍDEOS CITADOS: A Voz do Brasil. IN: http://www.ebcservicos.ebc.com.br/streaming/avozdobrasil. Visitado: 12/12/12. A Voz do Brasil. IN: https://www.youtube.com/watch?v=0dPRDcyydrU&feature=endscreen. Postado:09/09/2009. Via Legal, Voz do Brasil. IN: http://www.youtube.com/watch?v=iJwXjEMEa-k. Postado: 01/10/2009. A Voz do Brasil.IN: https://www.youtube.com/watch?v=6R12V5yMBNs. Postado: 11/11/2011. A Voz do Brasil para ser transmitida também em vídeo pela internet. IN: https://www.youtube.com/watch?v=vwhGKghSH6w. Postado: 02/08/2012. Veja os bastidores e a estréia da Voz do Brasil em vídeo. IN: https://www.youtube.com/watch?v=K9oU1Fkwcg8. Postado: 01/08/2012. Programa a Voz do Brasil inicia transmissão via internet. IN: https://www.youtube.com/watch?v=wd7JPBtV2yc. Postado: 02/08/2012.