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Cultura e Sociedade
A Diversidade Cultural
e a Antropologia
Livro, páginas 282 a 299
O que vamos aprender?
• Durante muito tempo – e ainda hoje no senso comum – Cultura
esteve associada a Saberes específicos (arte, literatura, filosofia,
culinária refinada), aquela famosa máxima “como aquela pessoa é
culta!”
• A Sociologia, e especialmente a Antropologia, fazem da Cultura, a
partir do século XIX, uma categoria social, expressão das
singularidades e do modo como as pessoas se relacionam, como
indivíduos e grupos expõem sua visão de mundo.
• A segunda metade do século XX fez as culturas se
mundializaram aceleradamente, graças aos meios de
comunicação de massa e de transportes cada vez mais rápidos e
potentes.
• Sociologicamente falando, cultura só pode existir no plural. Cada
comunidade e indivíduo são uma síntese complexa da presença da
diversidade cultural no mundo.
Parte 1: Os Sentidos da
Cultura
O que é Cultura?
A palavra “cultura” é polissêmica, possui vários
significados, como conhecimento, cultivo de produtos
agrícolas, entre outros. Etimologicamente,
cultura vem do latin ‘colere’, que significa cuidar,
cultivar (do corpo, uma divindade, a produção de
alimentos).
Podemos resumir os diversos sentidos dados à
ideia de cultura ao longo da História, que refletem
a forma como os povos fazem o uso da palavra
internamente e ao mesmo tempo incluem e excluem
outros, ou seja, os julgamentos implícitos que
fazem deles:
Sentidos de Cultura
1.CULTURA-VALOR: cultivar o espírito, supõe
diferenciar quem tem e quem não tem cultura.
2.CULTURA-ALMA COLETIVA: como sinônimo
ou oposto à civilização, usado para indicar a
origem, a “essência” de um povo, sua ‘alma’,
identificá-lo e diferenciá-lo em relação a outros.
3. CULTURA-MERCADORIA: corresponde à
‘cultura de massa’, cultura compreendida como
bens e equipamentos, típica de objetos que se
transformam em bens para o consumo.
Cultura e Civilização
Foi uma relação estabelecida entre o final
da Idade Média e o início da Modernidade
e que reflete justamente os três resumos de
sentidos predominantes de cultura na
sociedade até hoje:
Cultura e Civilização - Elias
“O conceito de ‘civilização’ refere-se a uma
grande variedade de fatos: ao nível de tecnologia, ao
tipo de maneiras, ao desenvolvimento de
conhecimentos científicos, das ideias religiosas e aos
costumes...mas se examinarmos o que realmente
constitui a função geral do conceito de civilização e
que qualidade comum leva todas essas várias
atitudes e atividades humanas a serem descritas
como civilizadas, partimos de uma descoberta muito
simples: esse conceito expressa a consciência que o
Ocidente tem de si mesmo”
(ELIAS, Norbert. O Processo Civilizador. p.23)
Ingleses e Franceses x Alemães
(A Civilização)
Ingleses e Franceses: utilizam civilização como
conceito que resume o orgulho pela importância de
suas nações para o progresso do Ocidente e da
Humanidade (Cultura aqui é sinônimo de Civilização –
fatos políticos ou econômicos, religiosos ou técnicos,
morais ou sociais).
Já os Alemães, apesar de reconhecerem a
importância da civilização, a veem como um valor de
segunda classe, apenas uma aparência externa dos
seres humanos. O orgulho de si e auto interpretação para
os alemães é a Cultura (Cultura aqui – fatos artísticos,
religiosos e intelectuais - é o oposto de civilização).
Cultura como Juízo de Valor
Também nos ajuda a
entender os três sentidos
adquiridos por cultura ao
longo da história humana.
Quando associamos
Cultura à Educação,
relacionamos cultura a
uma hierarquização dos
indivíduos e grupos – uma
derivação da associação
entre Cultura e Civilização
Almeida Júnior (1850 – 1889). Caipira
picando fumo, 1893. Óleo sobre tela, 202 x
141 cm. A hierarquização das culturas
urbana e rural é um exemplo do uso
discriminatório do termo cultura.
Cultura como Produção Cultural
Por outro lado, a cultura é
pensada como práticas e
valores de um grupo social,
na sua dimensão material e
imaterial, como patrimônio a
ser preservado e transmitido.
Nesse contexto, não há
atribuição de superioridade
de uma expressão cultural
sobre outra – e podemos
remeter o imaterial e material
à distinção alemã entre
cultura e civilização.
A Capoeira é um exemplo de cultura imaterial no
Brasil, e a Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro
Preto, material.
Cultura Material e Cultura e Imaterial
A cultura material é composta por elementos
concretos, como construções e objetos
artísticos. Já a cultura imaterial é relacionada a
elementos abstratos, como hábitos e rituais.
Cultura material Cultura imaterial
Elementos Materiais, tangíveis. Espirituais, intangíveis.
O que são
Podem ser bens móveis, como
objetos artísticos, vestimentas,
obras de arte, ou bens imóveis,
como edificações e sítios
arqueológicos.
Elementos intangíveis como
danças, literatura, linguagem,
culinária, festas, esportes,
entre outros.
Lei
Constituição Federal de 1988,
artigos 215 e 216.
Constituição Federal de 1988,
artigos 215 e 216.
Exemplos no Brasil
Centro Histórico de Ouro
Preto, Parque Nacional Serra
da Capivara, Cais do Valongo
(RJ).
Roda de capoeira, frevo, ofício
de sineiro.
Trocas Culturais
Num mundo globalizado, recebemos
informações e vivemos situações dos
mais diversos lugares. Podemos dizer
então que há uma cultura “pura”?
Até o século XVIII as relações culturais
ocorriam entre grupos próximos,
famílias e vizinhos, com poucos
contatos externos. Os padrões
culturais resultavam de tradições
transmitidas oralmente e por meio de
livros.
No século XIX e início do XX
cresceram as possibilidades de
trocas culturais, com o avanço dos
meios de transporte e de comunicação.
Culturas Híbridas e Dominação
Atualmente os contatos individuais e sociais
passaram a ter múltiplos pontos de origem; há
uma enorme mistura de expressões culturais,
construindo culturais híbridas.
Isso não significa que as culturas são
compartilhadas de maneira igual, com a mesma
velocidade e influência.
Sociologicamente não podemos nos limitar a
descrever as milhares de distintas culturas,
devemos perceber e explicar os processos de
dominação que umas exercem sobre as outras.
Os conceitos de aculturação e assimilação nos
ajudam a entender isso
Aculturação e Assimilação
“A aculturação é o conjunto de fenômenos que resultam de um
contato contínuo e direto entre grupos de indivíduos de culturas
diferentes e que provocam mudanças nos modelos (patterns)
culturais iniciais de um ou dos dois grupos.”
CUCHE, Dennys. A noção de cultura nas Ciências Sociais. 2.
ed. Bauru: EDUSC, 2002. p. 115.
“Por outro lado, não se pode confundir aculturação e ‘assimilação’.
A assimilação deve ser compreendida como a última fase da
aculturação, fase aliás raramente atingida. Ela implica o
desaparecimento total da cultura de origem de um grupo e na
interiorização completa da cultura do grupo dominante.”
CUCHE, Dennys. A noção de cultura nas Ciências Sociais. 2.
ed. Bauru: EDUSC, 2002. p.116.
Aculturação Assimilação
Parte 2: Antropologia e
Cultura
Antecedentes da Antropologia
A ciência que historicamente mais se dedica
ao estudo da cultura é a Antropologia. Os
antecedentes da discussão sobre cultura se
encontram no século XVI, quando as grandes
navegações permitem que os europeus
conhecessem novas partes do mundo e
entrassem em contato com outros grupos
humanos, suscitando debates sobre os hábitos,
os costumes e a produção desses grupos.
Este momento histórico marca tanto a ruptura
com o modo feudal de viver quanto um
processo de intercâmbio cultural e de
dominação (colonização) que até hoje marca as
relações entre as diferentes regiões do planeta.
A Segunda Revolução Industrial
O processo industrial se transformou de forma tão
rápida e significativa que ocorreu uma Segunda
Revolução Industrial, a primeira foi no século XVIII
Inicialmente, tais países produziam para atender o
mercado consumidor interno.
Mas à medida em que a produção passou a ser
maior do que a demanda interna, houve a necessidade
de encontrar novas regiões que fornecessem
matérias-primas, fontes de energia e que
consumissem os produtos produzidos em cada país.
A consequência foi a partilha do território africano e
asiático, o que ficou conhecido como neocolonialismo
ou imperialismo europeu dos séculos XIX e XX.
Ciência e Dominação
A reflexão sobre os próprios padrões
culturais diante da inesgotável diversidade
da criatividade humana tornou-se mais
complexa, perdeu o ar de conversas
pitorescas de salão e ganhou uma
abordagem científica.
Afinal, se fosse possível entender o que
os povos das novas regiões exploradas
tinham de diferente, facilitaria a exploração
dessas regiões e a integração de tais
povos aos padrões e valores
industrializados e urbanos dos europeus,
tidos como modelo de civilização.
O Nascimento da Antropologia
Neste contexto, que é o século XIX, na
mesma época do surgimento da
Sociologia, surgiram pesquisadores
interessados no modo de vida, nos
costumes e nas crenças de grupos
sociais que viviam longe da Europa.
Assim, dentro do contexto do
neocolonialismo, despertava-se a
curiosidade e a tentativa de estudar
principalmente os povos africanos,
asiáticos e da Oceania.
Antropologia e Sociologia
Antropologia e Sociologia não são a
mesma coisa. A Sociologia é a
“ciência da sociedade” e a
Antropologia é a “ciência do
homem”. Enquanto que a
Antropologia estuda o ser humano
a partir de sua Cultura, a Sociologia
estuda os processos e estruturas
sociais construídos nas relações
sociais típicas da Modernidade.
Antropologia e Sociologia
O caminho trilhado pela Antropologia
como ciência foi o mesmo que o da
Sociologia. Se à Sociologia coube, a
princípio, a descoberta de leis
(tendências, regularidades) gerais que
regulamentavam as transformações de
uma sociedade que se industrializava e
se urbanizava, à Antropologia coube o
estudo da cultura e das particularidades
dos povos não europeus.
O Nascimento da Antropologia
A primeira corrente da Antropologia
foi a Evolucionista, responsável por
sistematizar as informações sobre povos
não europeus conquistados e colonizados
entre os séculos XVI e XIX. Esses povos
não europeus foram classificados como
menos evoluídos, por não estarem
inseridos nos estágios considerados
elevados da vida humana (industriais e
urbanos).
Pressupostos Evolucionistas
Os cientistas-colonizadores tentavam sistematizar
o conhecimento das populações ditas selvagens
através de narrativas históricas de evolução, uma
espécie de escada na qual as sociedades eram
organizadas das “mais simples” para as “mais
complexas”.
As discordâncias entre os evolucionistas (Morgan,
Tylor e Frazer) não feriam o princípio básico por trás
da crença evolucionista: todos os autores partiam da
ideia de progresso (o progresso tecnológico em
específico). O evolucionista Lewis Morgan (1818-
1881), por exemplo, divide a História da Humanidade
em três etapas: selvageria, barbárie e civilização
A Antropologia Evolucionista
Aplicando os princípios darwinistas
da adaptação e seleção natural à
comparação entre sociedades diversas, os
europeus industrializados e
urbanizados representavam o grau mais
avançado e complexo de organização.
Já os não europeus estariam em
condições de atraso, simplicidade e
primitivismo, e sua evolução genética e
social deveria ser estudada.
Antropologia de Gabinete
No início, a Antropologia era praticada por
estudiosos que analisavam e
interpretavam os relatos de viajantes,
missionários e administradores
coloniais a fim de tentar compreender o
modo de vida dos outros povos. Essa
prática, em que os estudos não eram
feitos in loco, isto é, sem o contato com
os povos estudados, ficou conhecida
como antropologia de gabinete.
Crítica à Antropologia de Gabinete
A metodologia usada
apresentava limitações, por conta do teor
dos relatos, que sempre comparavam o
colonizado com o colonizador europeu,
desvalorizando o modo de vida do
primeiro e valorizando a cultura do
segundo. Além disso, muitos relatos
continham mais curiosidades do que
dados coletados que pudessem auxiliar
a análise antropológica.
Importância da
Antropologia Evolucionista
Até o século XIX, na Europa, ainda se
discutia se as populações nativas de
outras regiões eram de fato humanas.
O mérito da antropologia evolucionista
foi reconhecer a cultura como categoria
social, e não característica biológica.
Entretanto, a perspectiva evolucionista
hierarquizava as culturas, e de maneira
aleatória, no intuito de confirmar os interesses
de dominação europeia.
Antropologia X Biológico
Do ponto de vista biológico,
todas as pessoas são iguais e
pertencem a uma mesma
espécie (biologicamente, não
existem “raças” humanas –
as nossas características
genéticas são todas de uma
mesma espécie). Porém, do
ponto de vista antropológico,
cada agrupamento humano
tem a sua própria cultura.
Para Edward Tylor (Cultura Primitiva),
cultura é o conjunto complexo de
conhecimentos, crenças, arte, moral e
direito, além dos costumes e hábitos
adquiridos pelos indivíduos em uma
sociedade, ou seja, expressa a
totalidade da vida social humana.
Etnocentrismo
A partir da experiência evolucionista na
Antropologia e sua crítica, surgem os conceitos
de etnocentrismo e de relativismo cultural
como duas formas opostas de analisar a
diversidade cultural.
Etnocentrismo é qualquer postura (não só
a dos antropólogos evolucionistas) através da
qual a cultura do outro é analisada e avaliada
a partir da perspectiva de quem analisa.
O etnocentrismo neocolonizador era
eurocêntrico.
Relativismo Cultural
Franz Boas (1858-1942) é precursor de uma
escola antropológica crítica do evolucionismo: o
culturalismo. O culturalismo de Boas conclui ser
impossível qualquer tipo de comparação entre
culturas, porque cada uma tem sua história
particular, preenchida por interesses únicos.
Boas é o responsável pela utilização da
categoria cultura no sentido moderno, o seja,
propriamente antropológico. O culturalismo rompe
com a ideia de que cultura é sinônimo de
“civilização”, e ao adotar uma perspectiva
pluralista, fala em culturaS
Muito reticente em relação às grandes sínteses
especulativas, em particular à teoria unilinear então
dominante no campo intelectual, (Boas) apresentou em
uma comunicação de 1896 o que considerava os “limites do
método comparativo em antropologia”. [...] Cada cultura
representava uma totalidade singular e todo seu
esforço consistia em pesquisar o que fazia sua
unidade. Daí sua preocupação de não somente descrever
os fatos culturais, mas de compreendê-los juntando-os a
um conjunto ao qual estavam ligados. Um costume
particular só pode ser explicado se relacionado ao seu
contexto cultural.
A Etnografia e a Observação Participante
Entre o fim do século XIX e início do XX,
surgiu a etnografia, um novo método de
pesquisa usado pelos antropólogos para estudar
outras sociedades (culturas). O método consiste
na descrição das sociedades por meio da
observação participante (do contato direto
com o outro de longa duração). Esse mergulho
na cultura local e participação das atividades
cotidianas ficou consagrado como trabalho de
campo.
Franz Boas, norte americano de origem
alemã e Malinowski, polonês naturalizado inglês,
foram pioneiros dessa prática, que é a etnografia.
A Etnografia e a Observação Participante
Bronislaw Malinowski (1884 – 1942)
ainda foi responsável por introduzir ao
trabalho de campo a ideia de observação
participante, ou seja, apenas vivendo
determinado tempo na sociedade a ser
pesquisada é que se poderia conhecer as
relações entre cultura e a vida social.
Além disso, concebia as culturas como
sistemas funcionais e equilibrados,
devendo ser analisadas em seu estado
atual, sem preocupação com suas
origens.

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  • 1. Cultura e Sociedade A Diversidade Cultural e a Antropologia Livro, páginas 282 a 299
  • 2. O que vamos aprender? • Durante muito tempo – e ainda hoje no senso comum – Cultura esteve associada a Saberes específicos (arte, literatura, filosofia, culinária refinada), aquela famosa máxima “como aquela pessoa é culta!” • A Sociologia, e especialmente a Antropologia, fazem da Cultura, a partir do século XIX, uma categoria social, expressão das singularidades e do modo como as pessoas se relacionam, como indivíduos e grupos expõem sua visão de mundo. • A segunda metade do século XX fez as culturas se mundializaram aceleradamente, graças aos meios de comunicação de massa e de transportes cada vez mais rápidos e potentes. • Sociologicamente falando, cultura só pode existir no plural. Cada comunidade e indivíduo são uma síntese complexa da presença da diversidade cultural no mundo.
  • 3. Parte 1: Os Sentidos da Cultura
  • 4. O que é Cultura? A palavra “cultura” é polissêmica, possui vários significados, como conhecimento, cultivo de produtos agrícolas, entre outros. Etimologicamente, cultura vem do latin ‘colere’, que significa cuidar, cultivar (do corpo, uma divindade, a produção de alimentos). Podemos resumir os diversos sentidos dados à ideia de cultura ao longo da História, que refletem a forma como os povos fazem o uso da palavra internamente e ao mesmo tempo incluem e excluem outros, ou seja, os julgamentos implícitos que fazem deles:
  • 5. Sentidos de Cultura 1.CULTURA-VALOR: cultivar o espírito, supõe diferenciar quem tem e quem não tem cultura. 2.CULTURA-ALMA COLETIVA: como sinônimo ou oposto à civilização, usado para indicar a origem, a “essência” de um povo, sua ‘alma’, identificá-lo e diferenciá-lo em relação a outros. 3. CULTURA-MERCADORIA: corresponde à ‘cultura de massa’, cultura compreendida como bens e equipamentos, típica de objetos que se transformam em bens para o consumo.
  • 6. Cultura e Civilização Foi uma relação estabelecida entre o final da Idade Média e o início da Modernidade e que reflete justamente os três resumos de sentidos predominantes de cultura na sociedade até hoje:
  • 7. Cultura e Civilização - Elias “O conceito de ‘civilização’ refere-se a uma grande variedade de fatos: ao nível de tecnologia, ao tipo de maneiras, ao desenvolvimento de conhecimentos científicos, das ideias religiosas e aos costumes...mas se examinarmos o que realmente constitui a função geral do conceito de civilização e que qualidade comum leva todas essas várias atitudes e atividades humanas a serem descritas como civilizadas, partimos de uma descoberta muito simples: esse conceito expressa a consciência que o Ocidente tem de si mesmo” (ELIAS, Norbert. O Processo Civilizador. p.23)
  • 8. Ingleses e Franceses x Alemães (A Civilização) Ingleses e Franceses: utilizam civilização como conceito que resume o orgulho pela importância de suas nações para o progresso do Ocidente e da Humanidade (Cultura aqui é sinônimo de Civilização – fatos políticos ou econômicos, religiosos ou técnicos, morais ou sociais). Já os Alemães, apesar de reconhecerem a importância da civilização, a veem como um valor de segunda classe, apenas uma aparência externa dos seres humanos. O orgulho de si e auto interpretação para os alemães é a Cultura (Cultura aqui – fatos artísticos, religiosos e intelectuais - é o oposto de civilização).
  • 9. Cultura como Juízo de Valor Também nos ajuda a entender os três sentidos adquiridos por cultura ao longo da história humana. Quando associamos Cultura à Educação, relacionamos cultura a uma hierarquização dos indivíduos e grupos – uma derivação da associação entre Cultura e Civilização Almeida Júnior (1850 – 1889). Caipira picando fumo, 1893. Óleo sobre tela, 202 x 141 cm. A hierarquização das culturas urbana e rural é um exemplo do uso discriminatório do termo cultura.
  • 10. Cultura como Produção Cultural Por outro lado, a cultura é pensada como práticas e valores de um grupo social, na sua dimensão material e imaterial, como patrimônio a ser preservado e transmitido. Nesse contexto, não há atribuição de superioridade de uma expressão cultural sobre outra – e podemos remeter o imaterial e material à distinção alemã entre cultura e civilização. A Capoeira é um exemplo de cultura imaterial no Brasil, e a Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, material.
  • 11. Cultura Material e Cultura e Imaterial A cultura material é composta por elementos concretos, como construções e objetos artísticos. Já a cultura imaterial é relacionada a elementos abstratos, como hábitos e rituais. Cultura material Cultura imaterial Elementos Materiais, tangíveis. Espirituais, intangíveis. O que são Podem ser bens móveis, como objetos artísticos, vestimentas, obras de arte, ou bens imóveis, como edificações e sítios arqueológicos. Elementos intangíveis como danças, literatura, linguagem, culinária, festas, esportes, entre outros. Lei Constituição Federal de 1988, artigos 215 e 216. Constituição Federal de 1988, artigos 215 e 216. Exemplos no Brasil Centro Histórico de Ouro Preto, Parque Nacional Serra da Capivara, Cais do Valongo (RJ). Roda de capoeira, frevo, ofício de sineiro.
  • 12. Trocas Culturais Num mundo globalizado, recebemos informações e vivemos situações dos mais diversos lugares. Podemos dizer então que há uma cultura “pura”? Até o século XVIII as relações culturais ocorriam entre grupos próximos, famílias e vizinhos, com poucos contatos externos. Os padrões culturais resultavam de tradições transmitidas oralmente e por meio de livros. No século XIX e início do XX cresceram as possibilidades de trocas culturais, com o avanço dos meios de transporte e de comunicação.
  • 13. Culturas Híbridas e Dominação Atualmente os contatos individuais e sociais passaram a ter múltiplos pontos de origem; há uma enorme mistura de expressões culturais, construindo culturais híbridas. Isso não significa que as culturas são compartilhadas de maneira igual, com a mesma velocidade e influência. Sociologicamente não podemos nos limitar a descrever as milhares de distintas culturas, devemos perceber e explicar os processos de dominação que umas exercem sobre as outras. Os conceitos de aculturação e assimilação nos ajudam a entender isso
  • 14. Aculturação e Assimilação “A aculturação é o conjunto de fenômenos que resultam de um contato contínuo e direto entre grupos de indivíduos de culturas diferentes e que provocam mudanças nos modelos (patterns) culturais iniciais de um ou dos dois grupos.” CUCHE, Dennys. A noção de cultura nas Ciências Sociais. 2. ed. Bauru: EDUSC, 2002. p. 115. “Por outro lado, não se pode confundir aculturação e ‘assimilação’. A assimilação deve ser compreendida como a última fase da aculturação, fase aliás raramente atingida. Ela implica o desaparecimento total da cultura de origem de um grupo e na interiorização completa da cultura do grupo dominante.” CUCHE, Dennys. A noção de cultura nas Ciências Sociais. 2. ed. Bauru: EDUSC, 2002. p.116.
  • 17. Antecedentes da Antropologia A ciência que historicamente mais se dedica ao estudo da cultura é a Antropologia. Os antecedentes da discussão sobre cultura se encontram no século XVI, quando as grandes navegações permitem que os europeus conhecessem novas partes do mundo e entrassem em contato com outros grupos humanos, suscitando debates sobre os hábitos, os costumes e a produção desses grupos. Este momento histórico marca tanto a ruptura com o modo feudal de viver quanto um processo de intercâmbio cultural e de dominação (colonização) que até hoje marca as relações entre as diferentes regiões do planeta.
  • 18. A Segunda Revolução Industrial O processo industrial se transformou de forma tão rápida e significativa que ocorreu uma Segunda Revolução Industrial, a primeira foi no século XVIII Inicialmente, tais países produziam para atender o mercado consumidor interno. Mas à medida em que a produção passou a ser maior do que a demanda interna, houve a necessidade de encontrar novas regiões que fornecessem matérias-primas, fontes de energia e que consumissem os produtos produzidos em cada país. A consequência foi a partilha do território africano e asiático, o que ficou conhecido como neocolonialismo ou imperialismo europeu dos séculos XIX e XX.
  • 19. Ciência e Dominação A reflexão sobre os próprios padrões culturais diante da inesgotável diversidade da criatividade humana tornou-se mais complexa, perdeu o ar de conversas pitorescas de salão e ganhou uma abordagem científica. Afinal, se fosse possível entender o que os povos das novas regiões exploradas tinham de diferente, facilitaria a exploração dessas regiões e a integração de tais povos aos padrões e valores industrializados e urbanos dos europeus, tidos como modelo de civilização.
  • 20. O Nascimento da Antropologia Neste contexto, que é o século XIX, na mesma época do surgimento da Sociologia, surgiram pesquisadores interessados no modo de vida, nos costumes e nas crenças de grupos sociais que viviam longe da Europa. Assim, dentro do contexto do neocolonialismo, despertava-se a curiosidade e a tentativa de estudar principalmente os povos africanos, asiáticos e da Oceania.
  • 21. Antropologia e Sociologia Antropologia e Sociologia não são a mesma coisa. A Sociologia é a “ciência da sociedade” e a Antropologia é a “ciência do homem”. Enquanto que a Antropologia estuda o ser humano a partir de sua Cultura, a Sociologia estuda os processos e estruturas sociais construídos nas relações sociais típicas da Modernidade.
  • 22. Antropologia e Sociologia O caminho trilhado pela Antropologia como ciência foi o mesmo que o da Sociologia. Se à Sociologia coube, a princípio, a descoberta de leis (tendências, regularidades) gerais que regulamentavam as transformações de uma sociedade que se industrializava e se urbanizava, à Antropologia coube o estudo da cultura e das particularidades dos povos não europeus.
  • 23. O Nascimento da Antropologia A primeira corrente da Antropologia foi a Evolucionista, responsável por sistematizar as informações sobre povos não europeus conquistados e colonizados entre os séculos XVI e XIX. Esses povos não europeus foram classificados como menos evoluídos, por não estarem inseridos nos estágios considerados elevados da vida humana (industriais e urbanos).
  • 24. Pressupostos Evolucionistas Os cientistas-colonizadores tentavam sistematizar o conhecimento das populações ditas selvagens através de narrativas históricas de evolução, uma espécie de escada na qual as sociedades eram organizadas das “mais simples” para as “mais complexas”. As discordâncias entre os evolucionistas (Morgan, Tylor e Frazer) não feriam o princípio básico por trás da crença evolucionista: todos os autores partiam da ideia de progresso (o progresso tecnológico em específico). O evolucionista Lewis Morgan (1818- 1881), por exemplo, divide a História da Humanidade em três etapas: selvageria, barbárie e civilização
  • 25. A Antropologia Evolucionista Aplicando os princípios darwinistas da adaptação e seleção natural à comparação entre sociedades diversas, os europeus industrializados e urbanizados representavam o grau mais avançado e complexo de organização. Já os não europeus estariam em condições de atraso, simplicidade e primitivismo, e sua evolução genética e social deveria ser estudada.
  • 26. Antropologia de Gabinete No início, a Antropologia era praticada por estudiosos que analisavam e interpretavam os relatos de viajantes, missionários e administradores coloniais a fim de tentar compreender o modo de vida dos outros povos. Essa prática, em que os estudos não eram feitos in loco, isto é, sem o contato com os povos estudados, ficou conhecida como antropologia de gabinete.
  • 27. Crítica à Antropologia de Gabinete A metodologia usada apresentava limitações, por conta do teor dos relatos, que sempre comparavam o colonizado com o colonizador europeu, desvalorizando o modo de vida do primeiro e valorizando a cultura do segundo. Além disso, muitos relatos continham mais curiosidades do que dados coletados que pudessem auxiliar a análise antropológica.
  • 28. Importância da Antropologia Evolucionista Até o século XIX, na Europa, ainda se discutia se as populações nativas de outras regiões eram de fato humanas. O mérito da antropologia evolucionista foi reconhecer a cultura como categoria social, e não característica biológica. Entretanto, a perspectiva evolucionista hierarquizava as culturas, e de maneira aleatória, no intuito de confirmar os interesses de dominação europeia.
  • 29. Antropologia X Biológico Do ponto de vista biológico, todas as pessoas são iguais e pertencem a uma mesma espécie (biologicamente, não existem “raças” humanas – as nossas características genéticas são todas de uma mesma espécie). Porém, do ponto de vista antropológico, cada agrupamento humano tem a sua própria cultura.
  • 30. Para Edward Tylor (Cultura Primitiva), cultura é o conjunto complexo de conhecimentos, crenças, arte, moral e direito, além dos costumes e hábitos adquiridos pelos indivíduos em uma sociedade, ou seja, expressa a totalidade da vida social humana.
  • 31. Etnocentrismo A partir da experiência evolucionista na Antropologia e sua crítica, surgem os conceitos de etnocentrismo e de relativismo cultural como duas formas opostas de analisar a diversidade cultural. Etnocentrismo é qualquer postura (não só a dos antropólogos evolucionistas) através da qual a cultura do outro é analisada e avaliada a partir da perspectiva de quem analisa. O etnocentrismo neocolonizador era eurocêntrico.
  • 32. Relativismo Cultural Franz Boas (1858-1942) é precursor de uma escola antropológica crítica do evolucionismo: o culturalismo. O culturalismo de Boas conclui ser impossível qualquer tipo de comparação entre culturas, porque cada uma tem sua história particular, preenchida por interesses únicos. Boas é o responsável pela utilização da categoria cultura no sentido moderno, o seja, propriamente antropológico. O culturalismo rompe com a ideia de que cultura é sinônimo de “civilização”, e ao adotar uma perspectiva pluralista, fala em culturaS
  • 33. Muito reticente em relação às grandes sínteses especulativas, em particular à teoria unilinear então dominante no campo intelectual, (Boas) apresentou em uma comunicação de 1896 o que considerava os “limites do método comparativo em antropologia”. [...] Cada cultura representava uma totalidade singular e todo seu esforço consistia em pesquisar o que fazia sua unidade. Daí sua preocupação de não somente descrever os fatos culturais, mas de compreendê-los juntando-os a um conjunto ao qual estavam ligados. Um costume particular só pode ser explicado se relacionado ao seu contexto cultural.
  • 34. A Etnografia e a Observação Participante Entre o fim do século XIX e início do XX, surgiu a etnografia, um novo método de pesquisa usado pelos antropólogos para estudar outras sociedades (culturas). O método consiste na descrição das sociedades por meio da observação participante (do contato direto com o outro de longa duração). Esse mergulho na cultura local e participação das atividades cotidianas ficou consagrado como trabalho de campo. Franz Boas, norte americano de origem alemã e Malinowski, polonês naturalizado inglês, foram pioneiros dessa prática, que é a etnografia.
  • 35. A Etnografia e a Observação Participante Bronislaw Malinowski (1884 – 1942) ainda foi responsável por introduzir ao trabalho de campo a ideia de observação participante, ou seja, apenas vivendo determinado tempo na sociedade a ser pesquisada é que se poderia conhecer as relações entre cultura e a vida social. Além disso, concebia as culturas como sistemas funcionais e equilibrados, devendo ser analisadas em seu estado atual, sem preocupação com suas origens.