A cidade perdida:
Machu Picchu
A cidade Perdida: Machu Picchu
“Foi de cortar a respiração!”
Hiram Bingham.
A cidade Perdida: Machu Picchu
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A cidade Perdida: Machu Picchu
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A cidade Perdida: Machu Picchu
A cidade Perdida: Machu Picchu
A cidade Perdida: Machu Picchu
Designação:

Machu Picchu
Tipologia:
Património Arqueológico

Localização:
Machu Picchu, Cusco, Peru
Data da descoberta arqueológica:
24, de Junho de 1911.
A cidade Perdida: Machu Picchu
A cidade Perdida: Machu Picchu
O que houvera encontrado Bingham?
O objectivo da expedição de 1911 era encontrar a lendária cidade para onde fugiu o
imperador Inca, Manco Inca Yupanqui, que em 1536 escapou ao cativo que fora sujeito por
Francisco Pizarro.
Quando viu a magnificência das construções de Machu Picchu, bem como, a sua localização
remota, acreditava ter encontrado Vilcabamba.
A cidade Perdida: Machu Picchu
A cidade Perdida: Machu Picchu
O que houvera encontrado Bingham?
Na sua segunda expedição em 1912 tentou provar a sua teoria, realizando assim escavações
nas ruínas.
Nestas encontraram um cemitério onde exumaram mais de 100 corpos, sendo 80%
mulheres. Através deste achado Bingham acreditava ter encontrado as Virgens do Sol, o
que confirmava a presença de um soberano Inca nesta cidade.
Os resultados foram apresentados na National Geographic do mês de Abril de 1913.
A cidade Perdida: Machu Picchu
A cidade Perdida: Machu Picchu
A cidade Perdida: Machu Picchu
A cidade Perdida: Machu Picchu
Seria mesmo Vilcabamba?
Na actualidade grande parte dos arqueólogos afasta esta hipótese, devido a vários motivos:
• Não conter muralha;
• Não haver qualquer indício de guerra;
• A reavaliação dos esqueletos exumados (o número de homens e mulheres é mais ou
menos idêntico);
• Boa alimentação dos seus ocupantes.
A cidade Perdida: Machu Picchu
Datação:
O Império Inca começou a sua expansão em 1435, com a subida ao trono de Pachacútec
(Pachacuti). E acabou a 29 de Agosto de 1533 com a morte de Atahualpa.
A construção desta cidade levou pelo menos 50 anos, afirma o arqueólogo Fernando
Astete.
Por estes dois factos, acredita-se que a sua edificação tenha começado durante a
governação de Pachacútec.
A cidade Perdida: Machu Picchu
A cidade Perdida: Machu Picchu
Fora mesmo Pachacuti que ordenou a construção?
No nome do Sapa Inca reside uma possível pista. Pois, o seu significado em quéchua é
“Aquele que refaz o mundo”.
Efectivamente, uma fonte posterior confirma este rei como um grande construtor:

“Tendo alargado o seu império com tantas e tão vastas províncias, durante o resto da sua
vida, este rei dedicou-se à construção de templos magníficos, de palácios e de castelos
fortificados.”
In Historia del Nuevo Mundo, Padre Bernabé Cobo, Século XVII
Existe um documento de 1568 onde aparece o nome de Machu Picchu, e diz que esta foi
edificada por Yupanki, conhecido também por Pachacuti. (Seria a Machu Picchu actual?)
Por fim, análises comparativas mostram que o estilo de construção é idêntico ao de outros
datados daquele período.
A cidade Perdida: Machu Picchu

Representação de Pachacuti, Felipe Guaman
Poma de Ayala's, 1615.
A cidade Perdida: Machu Picchu
Qual foi o motivo da sua construção?
Esta é uma pergunta que intriga os arqueólogos. Pois a cidade foi construída entre duas
falhas geológicas. E onde o nível de precipitação é de 193 cm por ano, o que resulta em
desabamentos de terra.
Na verdade existem várias hipóteses:
• Fortaleza (?);
• Afirmação sobre o domínio da terra conquista (?);
• Lugar sagrado (?).
A última hipótese actualmente é a mais aceite entre a comunidade científica, mas qualquer
uma delas é aceitável, ou até mesmo, a combinação das várias teorias.
A cidade Perdida: Machu Picchu
A cidade Perdida: Machu Picchu
A teoria da paisagem sagrada:
Efectivamente os Incas veneravam a Natureza:
“Eles prestavam culto com igual reverência e com os mesmos serviços cerimoniais ao Sol, à
água, à terra e a muitas outras coisas que consideravam divinas.”

In Historia del Nuevo Mundo, Padre Bernabé Cobo, Século XVII

Esta teoria acredita que os Incas veneravam rios, montanhas e outros elementos da
Natureza como deuses, por isso estes deveriam ser venerados e apaziguados. De igual
modo, estes funcionavam como totens, pois eles acreditavam que estando na sua presença
adquiriam a força das divindades.
Sendo assim, Machu Picchu era um complexo religioso/cidade de peregrinação.
A cidade Perdida: Machu Picchu
A cidade Perdida: Machu Picchu
A cidade Perdida: Machu Picchu
A cidade Perdida: Machu Picchu
Descrição:
Cidade/complexo religioso construída num estreito cume na cordilheira dos Andes a 2.450
altitude, perto do rio Urubamba.
A cidade é sustentada por socalcos, que servem como terreno de cultivo bem como um
sistema inovador de drenagem. De igual modo, está assente sobre uma plataforma feita de
granito branco, terra pedregosa e terra superficial.
No seu topo encontram-se mais de 200 estruturas com pedras de granito elegantemente
cortadas sem qualquer tipo de gravuras: casas; templos, canais de água; fontes; e pequenos
lagos. Estas foram construídas através de uma pedreira dentro da cidade.

Os monumentos mais emblemáticos são: o templo do Sol; o templo das janelas cegas ;o
templo do condor; o templo das três janelas; e o intihuatana.
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A cidade Perdida: Machu Picchu
A cidade Perdida: Machu Picchu
A cidade Perdida: Machu Picchu
Importância patrimonial:
A sua importância reside no facto de ser uma cidade Inca que não foi profanada pelos
Espanhóis, nem ocupada posteriormente. O que nos permite observar como os Incas
construíam e como organizavam a sua vida na urbe.
De igual modo, esta obra mostra a capacidade de engenharia de um povo que sem utilizar a
roda ou qualquer instrumento de ferro, ergue uma cidade num sítio de difícil construção,
até para os meios actuais.
Por fim, o álbum fotográfico de Hiram Bingham revela-nos a emoção de ser o primeiro a
redescobrir uma ruína perdida. Da mesma maneira, ele é um bom exemplo de que um
estudo mal preparado e sem bases sobre um objecto arqueológico, pode resultar em falsas
premissas.
A cidade Perdida: Machu Picchu
Bibliografia:
“As grandes ambições dos Incas” , In rev. National Geographic mês de Abril de 2011.
KAUFFMANN DOIG, Federico, “Machu Picchu”, Tesoro Inca, Lima, 2006;
PIERALLINI, Sibilla, “Machu Picchu: A Montanha Perdida dos Incas”, In “Os Grandes
Mistérios da Arqueologia”, Público Comunicação Social SA., Lisboa, 2009;

Machu picchu

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    A cidade Perdida:Machu Picchu “Foi de cortar a respiração!” Hiram Bingham.
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    A cidade Perdida:Machu Picchu Designação: Machu Picchu Tipologia: Património Arqueológico Localização: Machu Picchu, Cusco, Peru Data da descoberta arqueológica: 24, de Junho de 1911.
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    A cidade Perdida:Machu Picchu O que houvera encontrado Bingham? O objectivo da expedição de 1911 era encontrar a lendária cidade para onde fugiu o imperador Inca, Manco Inca Yupanqui, que em 1536 escapou ao cativo que fora sujeito por Francisco Pizarro. Quando viu a magnificência das construções de Machu Picchu, bem como, a sua localização remota, acreditava ter encontrado Vilcabamba.
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    A cidade Perdida:Machu Picchu O que houvera encontrado Bingham? Na sua segunda expedição em 1912 tentou provar a sua teoria, realizando assim escavações nas ruínas. Nestas encontraram um cemitério onde exumaram mais de 100 corpos, sendo 80% mulheres. Através deste achado Bingham acreditava ter encontrado as Virgens do Sol, o que confirmava a presença de um soberano Inca nesta cidade. Os resultados foram apresentados na National Geographic do mês de Abril de 1913.
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    A cidade Perdida:Machu Picchu Datação: O Império Inca começou a sua expansão em 1435, com a subida ao trono de Pachacútec (Pachacuti). E acabou a 29 de Agosto de 1533 com a morte de Atahualpa. A construção desta cidade levou pelo menos 50 anos, afirma o arqueólogo Fernando Astete. Por estes dois factos, acredita-se que a sua edificação tenha começado durante a governação de Pachacútec.
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    A cidade Perdida:Machu Picchu Fora mesmo Pachacuti que ordenou a construção? No nome do Sapa Inca reside uma possível pista. Pois, o seu significado em quéchua é “Aquele que refaz o mundo”. Efectivamente, uma fonte posterior confirma este rei como um grande construtor: “Tendo alargado o seu império com tantas e tão vastas províncias, durante o resto da sua vida, este rei dedicou-se à construção de templos magníficos, de palácios e de castelos fortificados.” In Historia del Nuevo Mundo, Padre Bernabé Cobo, Século XVII Existe um documento de 1568 onde aparece o nome de Machu Picchu, e diz que esta foi edificada por Yupanki, conhecido também por Pachacuti. (Seria a Machu Picchu actual?) Por fim, análises comparativas mostram que o estilo de construção é idêntico ao de outros datados daquele período.
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    A cidade Perdida:Machu Picchu Representação de Pachacuti, Felipe Guaman Poma de Ayala's, 1615.
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    A cidade Perdida:Machu Picchu Qual foi o motivo da sua construção? Esta é uma pergunta que intriga os arqueólogos. Pois a cidade foi construída entre duas falhas geológicas. E onde o nível de precipitação é de 193 cm por ano, o que resulta em desabamentos de terra. Na verdade existem várias hipóteses: • Fortaleza (?); • Afirmação sobre o domínio da terra conquista (?); • Lugar sagrado (?). A última hipótese actualmente é a mais aceite entre a comunidade científica, mas qualquer uma delas é aceitável, ou até mesmo, a combinação das várias teorias.
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    A cidade Perdida:Machu Picchu A teoria da paisagem sagrada: Efectivamente os Incas veneravam a Natureza: “Eles prestavam culto com igual reverência e com os mesmos serviços cerimoniais ao Sol, à água, à terra e a muitas outras coisas que consideravam divinas.” In Historia del Nuevo Mundo, Padre Bernabé Cobo, Século XVII Esta teoria acredita que os Incas veneravam rios, montanhas e outros elementos da Natureza como deuses, por isso estes deveriam ser venerados e apaziguados. De igual modo, estes funcionavam como totens, pois eles acreditavam que estando na sua presença adquiriam a força das divindades. Sendo assim, Machu Picchu era um complexo religioso/cidade de peregrinação.
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    A cidade Perdida:Machu Picchu Descrição: Cidade/complexo religioso construída num estreito cume na cordilheira dos Andes a 2.450 altitude, perto do rio Urubamba. A cidade é sustentada por socalcos, que servem como terreno de cultivo bem como um sistema inovador de drenagem. De igual modo, está assente sobre uma plataforma feita de granito branco, terra pedregosa e terra superficial. No seu topo encontram-se mais de 200 estruturas com pedras de granito elegantemente cortadas sem qualquer tipo de gravuras: casas; templos, canais de água; fontes; e pequenos lagos. Estas foram construídas através de uma pedreira dentro da cidade. Os monumentos mais emblemáticos são: o templo do Sol; o templo das janelas cegas ;o templo do condor; o templo das três janelas; e o intihuatana.
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    A cidade Perdida:Machu Picchu Importância patrimonial: A sua importância reside no facto de ser uma cidade Inca que não foi profanada pelos Espanhóis, nem ocupada posteriormente. O que nos permite observar como os Incas construíam e como organizavam a sua vida na urbe. De igual modo, esta obra mostra a capacidade de engenharia de um povo que sem utilizar a roda ou qualquer instrumento de ferro, ergue uma cidade num sítio de difícil construção, até para os meios actuais. Por fim, o álbum fotográfico de Hiram Bingham revela-nos a emoção de ser o primeiro a redescobrir uma ruína perdida. Da mesma maneira, ele é um bom exemplo de que um estudo mal preparado e sem bases sobre um objecto arqueológico, pode resultar em falsas premissas.
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    A cidade Perdida:Machu Picchu Bibliografia: “As grandes ambições dos Incas” , In rev. National Geographic mês de Abril de 2011. KAUFFMANN DOIG, Federico, “Machu Picchu”, Tesoro Inca, Lima, 2006; PIERALLINI, Sibilla, “Machu Picchu: A Montanha Perdida dos Incas”, In “Os Grandes Mistérios da Arqueologia”, Público Comunicação Social SA., Lisboa, 2009;

Notas do Editor

  • #14 Hiram Bingham, Isaiah Bowmann (geólogo/geógrafo), harry foote (naturalista), Kai Hendickson (topógrafo), médico William G. Erving, Tucker (engenheiro), Lanius (assistente).
  • #16 Hiram Bingham, Isaiah Bowmann (geólogo/geógrafo), harry foote (naturalista), Kai Hendickson (topógrafo), médico William G. Erving, Tucker (engenheiro), Lanius (assistente).
  • #23 3.800 km
  • #31 Rio urubamba