A importância dos microrganismos
    para bovinos de corte em
            confinamento


                    Lucas José Mari
                         Médico Veterinário
        Doutor em “Ciência Animal e Pastagens” – USP/ESALQ
              Gerente de Probióticos – Lallemand Brasil
Bread
                           & Baked Goods

       Beer                                  Animal Nutrition
                                             & Health




Wine                                                            Human Nutrition
                                                                & Health




       Distilled Spirits                     Plant Care
       & Fuel Ethanol


                           Savoury
                           & Bio Nutrients
Histórico do uso de probióticos


 •   Crescente aumento do interesse do uso, tanto em nutrição animal,

     quanto em nutrição humana;

 •   Metchnikoff (1908)  pesquisador do Instituto Pasteur  The

     Prolongation of Life;

 •   Pesquisa de Metchnikoff  habitantes da Bulgária e consumo de

     bebida láctea fermentada;

 •   Uso de antibióticos na 2ª Guerra Mundial  diarreia antibiótica  uso

     de Lactobacillus acidophilus para restituição da flora intestinal normal;
Histórico do uso de probióticos


 •   Definição de probiótico pela FAO/WHO  microrganismos VIVOS


     administrados, em quantidades adequadas, que conferem benefícios à


     saúde do hospedeiro;


 •   Podem ser: bactérias ou leveduras;


 •   Bactérias mais utilizadas: Lactobacillus spp.;


 •   Levedura mais utilizada: Saccharomyces cerevisiae.
População de microrganismos no interior do rúmen

                        Bactérias
       O rúmen contém mais de 200 espécies de bactérias



              Até 50% da biomassa microbiana total



           10-100 bilhões de ufc/g de conteúdo ruminal




    Degradação ou utilização de celulose, hemicelulose, amido,
        açúcares, proteínas, lipídios e produção de metano

               Nova geração: 20 minutos a 3 horas
População de microrganismos no interior do rúmen


                          Fungos
  Até 8% da biomassa microbiana  10 mil ufc/g conteúdo ruminal

                   Aderidos às fibras vegetais




     Alta atividade na degradação de celulose e hemicelulose

                    Quebra do tecido vegetal
                     Nova geração: 24 horas
População de microrganismos no interior do rúmen


                    Protozoários
           Aprox. 42% do total da biomassa microbiana




 Podem ingerir partículas de plantas ou utilizam açúcares solúveis
                  Também consomem bactérias

                  Nova geração de 8 a 36 horas
Aumento do concentrado na ração

      Amido e açúcares                                                 Fibras

                                        M. elsdenii
            S. bovis                  S. ruminantium
                                                                F. F. succinoges
                                                                   succinoges
        B. amylophilus                                        Ruminococcus spp.
                                                                Ruminococcus spp.
       Lactobacillus spp.


                                                                  Ácido acético
        Ácido láctico            Ácido propiônico
                                                                  Ácido butírico


              pH
                            Glicose        Lactose          Proteína     Gordura




     Energia para crescimento/produção                 Produção leite/carne
Modo de ação: L. buchneri 40788


 •   Melhoria na degradação da fibra:

    L. buchneri 40788 produz enzimas que degradam a fibra


                              p < 0,05                p < 0,05                 p < 0,05




                      Weinberg et al., 2007. J. Dairy Sci., v. 90, n. 10, p. 4754-4762.
Modo de ação: L. buchneri 40788


 •   Melhoria na degradação da fibra:

    L. buchneri 40788 altera a proporção de ácidos orgânicos produzidos e pH final




                           10 horas de incubação in vitro, milho floculado
Modo de ação: L. acidophilus BT1386


 •    Produção de lactato e bacteriocinas no intestino:

     Reduz população de E. coli O157:H7 e outras bactérias patogênicas




L. acidophilus BT1386 (ufc/mL)                            0           3,4 x 105         3,2 x 106        8,5 x 107

Conc. lactato (mM)                                      2,08             3,36               7,02          53,01

pH                                                       6,3              6,2               5,7            3,9

BAL totais (log ufc/mL)                                 5,43             6,16               6,20           7,39
Fonte: Chauheyras-Durand et al., 2006.




                 Chauheyras-Durand et al., 2006. Appl. Environ. Microbiol., v. 72, n. 6, p. 4136-4162.
Modo de ação: L. acidophilus BT1386


 •   Produção de lactato e bacteriocinas no intestino:

    Reduz população de E. coli O157:H7 e outras bactérias patogênicas
                                                                 3,4 x 105 LA             3,2 x 106 LA              8,5 x 107 LA
        E. coli O157:H7, incubação por 24 h
              log (ufc 24h – ufc 0h)/mL




                                                                   Sem L. acidophilus BT1386

                                                                   Com L. acidophilus BT1386




                                              Chauheyras-Durand et al., 2006. Appl. Environ. Microbiol., v. 72, n. 6, p. 4136-4162.
Modo de ação: L. acidophilus BT1386


 •   Inibição competitiva:

        L. acidophilus compete com E. coli

         O157:H7 por locais de colonização da

         parede intestinal;

        Ocorre prevenção da colonização de E.

         coli O157:H7, especialmente na

         intestino posterior;

     
                                                 L. acidophilus aderido à célula
         Como resultado há redução do número
                                                 epitelial T84 do intestino.
                                                 Fonte: Adaptado de Sherman et al., 2005.
         de animais acometidos por E. coli

         O157:H7.
Prevalência de Escherichia coli O157:H7


                                 p < 0,01


                                                       p < 0,01


                                                                             p < 0,01




                Tabe et al., 2008. J. Food Prot., v. 71, n. 3, p. 539-544.
Prevalência de Escherichia coli O157:H7




                Tabe et al., 2008. J. Food Prot., v. 71, n. 3, p. 539-544.
Desempenho de animais recebendo probióticos LB + LA

                      - 2,2%


                               - 3,6%    - 3,3%



             - 4,5%
Resultados do uso de Microcell Gold 1G no Brasil

     Desempenho de bovinos confinados recebendo bactérias láticas L.
               buchneri NCIMB 40788 e L. acidophilus BT1386.
                                Castro et al. (2010)

 •   104 bovinos castrados da raça Nelore com idade de 32 meses e peso
     vivo inicial médio de 455 ± 1,58 kg;
 •   Dois tratamentos: Controle x Microcell Gold 1G (L. buchneri + L.
     acidophilus);
 •   Dosagem: 5 x 108 de L. buchneri e 5 x 108 de L. acidophilus, em 1 g;
 •   8 baias coletivas, com 13 animais/baia, sendo 4 baias/tratamento;

 •   90 dias de experimentação: 28 dias de adaptação + 21 dias (1º
     Período) + 22 dias (2º Período) + 19 dias (3º Período);

 •   Formulação pelo CNCPS, para ganhos de 1,150 kg/dia.
Resultados do uso de Microcell Gold 1G no Brasil

       Desempenho de bovinos confinados recebendo bactérias láticas L.
                     buchneri NCIMB 40788 e L. acidophilus BT1386.
 Estimativa da composição das rações fornecidas.
             Predição segundo modelo CNCPS                 Unidade

 MS (%)                                                     43,40
 PB (% MS)                                                  10,62
 PDR (% MS)                                                 7,05
 EE (% MS)                                                  2,70
 FDN (% MS)                                                 30,57
 CNF (% MS)                                                 53,00
 Amido (% MS)                                               28,90
 NDT (% MS)                                                 69,00
 EM (Mcal/kg)                                               2,49
 Ganho em função da EM (kg/dia)                             1,10
Ganho em função da PM (kg/dia)                              1,40
Fonte: Castro et al., 2010.
Resultados do uso de Microcell Gold 1G no Brasil

         Desempenho de bovinos confinados recebendo bactérias láticas L.
                       buchneri NCIMB 40788 e L. acidophilus BT1386.


 Ingredientes das rações fornecidas.
                                                         Tratamento
               Ingredientes (%)
                                              Controle                  Micro-Cell Gold

 Silagem de cana-de-açúcar                     38,00                          38,00
 Sorgo, grão moido                             42,30                          42,30
 Polpa cítrica peletizada                      13,70                          13,70
 Farelo de amendoim                             4,61                           4,61
 Uréia                                          0,85                           0,85
 Mistura mineral                                1,15                           1,15
 Monensina sódica                               0,02                           0,02
 Microcell Gold 1G                               -                    + (1 bi ufc/animal/dia)
Fonte: Castro et al., 2010.
Resultados do uso de Microcell Gold 1G no Brasil

       Desempenho de bovinos confinados recebendo bactérias láticas L.
                       buchneri NCIMB 40788 e L. acidophilus BT1386.


Desempenho de bovinos confinados recebendo ou não bactérias láticas
como probiótico.
                                                   Tratamento
                Variável                                                         p
                                        Controle           Microcell Gold 1G

GPD 1º Período (0-21 dias), kg/dia       1,150                  1,246          < 0,10

GPD 2º Período (22-43 dias), kg/dia      1,142                  1,192          0,37

GPD 3º Período (44-62 dias), kg/dia      1,043                  1,123          0,12

GPD Total (0-62 dias), kg/dia            1,114                  1,189          < 0,05
IMS, kg/dia                              10,65                  10,82          0,50
CA (kg MS/kg GPD)                         9,58                   9,11          0,33
EA (kg GPD/kg MS)                        0,105                  0,110          0,34
Fonte: Castro et al., 2010.
Retorno sobre a CA


     Estudos demonstraram decréscimos na CA entre 2,2% e 4,9%.


       Considerando o custo alimentar de ± R$ 4,50/animal/dia.




           $ 0,10                                $ 0,22

             :1                 OI                 4:1

                        conomia no custo
                           alimentar             dias/animal
      dia/animal
Obrigado!!!




       Lucas Mari
     (62) 9632-6402
 ljmari@lallemand.com
www.microcellgold.com

[Palestra] Lucas José Mari: A importância dos microrganismos para bovinos de corte em confinamento.

  • 1.
    A importância dosmicrorganismos para bovinos de corte em confinamento Lucas José Mari Médico Veterinário Doutor em “Ciência Animal e Pastagens” – USP/ESALQ Gerente de Probióticos – Lallemand Brasil
  • 2.
    Bread & Baked Goods Beer Animal Nutrition & Health Wine Human Nutrition & Health Distilled Spirits Plant Care & Fuel Ethanol Savoury & Bio Nutrients
  • 3.
    Histórico do usode probióticos • Crescente aumento do interesse do uso, tanto em nutrição animal, quanto em nutrição humana; • Metchnikoff (1908)  pesquisador do Instituto Pasteur  The Prolongation of Life; • Pesquisa de Metchnikoff  habitantes da Bulgária e consumo de bebida láctea fermentada; • Uso de antibióticos na 2ª Guerra Mundial  diarreia antibiótica  uso de Lactobacillus acidophilus para restituição da flora intestinal normal;
  • 4.
    Histórico do usode probióticos • Definição de probiótico pela FAO/WHO  microrganismos VIVOS administrados, em quantidades adequadas, que conferem benefícios à saúde do hospedeiro; • Podem ser: bactérias ou leveduras; • Bactérias mais utilizadas: Lactobacillus spp.; • Levedura mais utilizada: Saccharomyces cerevisiae.
  • 6.
    População de microrganismosno interior do rúmen Bactérias O rúmen contém mais de 200 espécies de bactérias Até 50% da biomassa microbiana total 10-100 bilhões de ufc/g de conteúdo ruminal Degradação ou utilização de celulose, hemicelulose, amido, açúcares, proteínas, lipídios e produção de metano Nova geração: 20 minutos a 3 horas
  • 7.
    População de microrganismosno interior do rúmen Fungos Até 8% da biomassa microbiana  10 mil ufc/g conteúdo ruminal Aderidos às fibras vegetais Alta atividade na degradação de celulose e hemicelulose Quebra do tecido vegetal Nova geração: 24 horas
  • 8.
    População de microrganismosno interior do rúmen Protozoários Aprox. 42% do total da biomassa microbiana Podem ingerir partículas de plantas ou utilizam açúcares solúveis Também consomem bactérias Nova geração de 8 a 36 horas
  • 9.
    Aumento do concentradona ração Amido e açúcares Fibras M. elsdenii S. bovis S. ruminantium F. F. succinoges succinoges B. amylophilus Ruminococcus spp. Ruminococcus spp. Lactobacillus spp. Ácido acético Ácido láctico Ácido propiônico Ácido butírico pH Glicose Lactose Proteína Gordura Energia para crescimento/produção Produção leite/carne
  • 10.
    Modo de ação:L. buchneri 40788 • Melhoria na degradação da fibra:  L. buchneri 40788 produz enzimas que degradam a fibra p < 0,05 p < 0,05 p < 0,05 Weinberg et al., 2007. J. Dairy Sci., v. 90, n. 10, p. 4754-4762.
  • 11.
    Modo de ação:L. buchneri 40788 • Melhoria na degradação da fibra:  L. buchneri 40788 altera a proporção de ácidos orgânicos produzidos e pH final 10 horas de incubação in vitro, milho floculado
  • 12.
    Modo de ação:L. acidophilus BT1386 • Produção de lactato e bacteriocinas no intestino:  Reduz população de E. coli O157:H7 e outras bactérias patogênicas L. acidophilus BT1386 (ufc/mL) 0 3,4 x 105 3,2 x 106 8,5 x 107 Conc. lactato (mM) 2,08 3,36 7,02 53,01 pH 6,3 6,2 5,7 3,9 BAL totais (log ufc/mL) 5,43 6,16 6,20 7,39 Fonte: Chauheyras-Durand et al., 2006. Chauheyras-Durand et al., 2006. Appl. Environ. Microbiol., v. 72, n. 6, p. 4136-4162.
  • 13.
    Modo de ação:L. acidophilus BT1386 • Produção de lactato e bacteriocinas no intestino:  Reduz população de E. coli O157:H7 e outras bactérias patogênicas 3,4 x 105 LA 3,2 x 106 LA 8,5 x 107 LA E. coli O157:H7, incubação por 24 h log (ufc 24h – ufc 0h)/mL Sem L. acidophilus BT1386 Com L. acidophilus BT1386 Chauheyras-Durand et al., 2006. Appl. Environ. Microbiol., v. 72, n. 6, p. 4136-4162.
  • 14.
    Modo de ação:L. acidophilus BT1386 • Inibição competitiva:  L. acidophilus compete com E. coli O157:H7 por locais de colonização da parede intestinal;  Ocorre prevenção da colonização de E. coli O157:H7, especialmente na intestino posterior;  L. acidophilus aderido à célula Como resultado há redução do número epitelial T84 do intestino. Fonte: Adaptado de Sherman et al., 2005. de animais acometidos por E. coli O157:H7.
  • 15.
    Prevalência de Escherichiacoli O157:H7 p < 0,01 p < 0,01 p < 0,01 Tabe et al., 2008. J. Food Prot., v. 71, n. 3, p. 539-544.
  • 16.
    Prevalência de Escherichiacoli O157:H7 Tabe et al., 2008. J. Food Prot., v. 71, n. 3, p. 539-544.
  • 17.
    Desempenho de animaisrecebendo probióticos LB + LA - 2,2% - 3,6% - 3,3% - 4,5%
  • 18.
    Resultados do usode Microcell Gold 1G no Brasil Desempenho de bovinos confinados recebendo bactérias láticas L. buchneri NCIMB 40788 e L. acidophilus BT1386. Castro et al. (2010) • 104 bovinos castrados da raça Nelore com idade de 32 meses e peso vivo inicial médio de 455 ± 1,58 kg; • Dois tratamentos: Controle x Microcell Gold 1G (L. buchneri + L. acidophilus); • Dosagem: 5 x 108 de L. buchneri e 5 x 108 de L. acidophilus, em 1 g; • 8 baias coletivas, com 13 animais/baia, sendo 4 baias/tratamento; • 90 dias de experimentação: 28 dias de adaptação + 21 dias (1º Período) + 22 dias (2º Período) + 19 dias (3º Período); • Formulação pelo CNCPS, para ganhos de 1,150 kg/dia.
  • 19.
    Resultados do usode Microcell Gold 1G no Brasil Desempenho de bovinos confinados recebendo bactérias láticas L. buchneri NCIMB 40788 e L. acidophilus BT1386. Estimativa da composição das rações fornecidas. Predição segundo modelo CNCPS Unidade MS (%) 43,40 PB (% MS) 10,62 PDR (% MS) 7,05 EE (% MS) 2,70 FDN (% MS) 30,57 CNF (% MS) 53,00 Amido (% MS) 28,90 NDT (% MS) 69,00 EM (Mcal/kg) 2,49 Ganho em função da EM (kg/dia) 1,10 Ganho em função da PM (kg/dia) 1,40 Fonte: Castro et al., 2010.
  • 20.
    Resultados do usode Microcell Gold 1G no Brasil Desempenho de bovinos confinados recebendo bactérias láticas L. buchneri NCIMB 40788 e L. acidophilus BT1386. Ingredientes das rações fornecidas. Tratamento Ingredientes (%) Controle Micro-Cell Gold Silagem de cana-de-açúcar 38,00 38,00 Sorgo, grão moido 42,30 42,30 Polpa cítrica peletizada 13,70 13,70 Farelo de amendoim 4,61 4,61 Uréia 0,85 0,85 Mistura mineral 1,15 1,15 Monensina sódica 0,02 0,02 Microcell Gold 1G - + (1 bi ufc/animal/dia) Fonte: Castro et al., 2010.
  • 25.
    Resultados do usode Microcell Gold 1G no Brasil Desempenho de bovinos confinados recebendo bactérias láticas L. buchneri NCIMB 40788 e L. acidophilus BT1386. Desempenho de bovinos confinados recebendo ou não bactérias láticas como probiótico. Tratamento Variável p Controle Microcell Gold 1G GPD 1º Período (0-21 dias), kg/dia 1,150 1,246 < 0,10 GPD 2º Período (22-43 dias), kg/dia 1,142 1,192 0,37 GPD 3º Período (44-62 dias), kg/dia 1,043 1,123 0,12 GPD Total (0-62 dias), kg/dia 1,114 1,189 < 0,05 IMS, kg/dia 10,65 10,82 0,50 CA (kg MS/kg GPD) 9,58 9,11 0,33 EA (kg GPD/kg MS) 0,105 0,110 0,34 Fonte: Castro et al., 2010.
  • 27.
    Retorno sobre aCA Estudos demonstraram decréscimos na CA entre 2,2% e 4,9%. Considerando o custo alimentar de ± R$ 4,50/animal/dia. $ 0,10 $ 0,22 :1 OI 4:1 conomia no custo alimentar dias/animal dia/animal
  • 28.
    Obrigado!!! Lucas Mari (62) 9632-6402 ljmari@lallemand.com www.microcellgold.com