1. Robert Koch é conhecido por:
a) Derrubar a teoria da geração espontânea.
b) Desenvolver a técnica de pasteurização.
c) Estabelecer os postulados que relacionam microrganismos a doenças.
d) Descobrir os ribossomos bacterianos.
Resposta: c)
Justificativa: Koch formulou os postulados de Koch, essenciais para provar a relação
entre um microrganismo e uma doença
2. Diferencie intoxicação, infecção e toxinfecção alimentar.
Resposta esperada:
Infecção: ingestão de microrganismos que se multiplicam no hospedeiro (Salmonella).
Intoxicação: ingestão de toxinas pré-formadas (S. aureus, B. cereus).
Toxinfecção: ingestão de microrganismos que produzem toxinas no intestino (E. coli)
3. As bactérias Gram-negativas diferenciam-se das Gram-positivas por:
a) Possuírem mais peptídeoglicano e ácido teicóico.
b) Apresentarem lipopolissacarídeos na membrana externa.
c) Não possuírem parede celular.
d) Realizarem apenas respiração anaeróbia.
Resposta: b)
Justificativa: Gram-negativas têm parede fina de peptídeoglicano e membrana externa rica
em LPS
4. Os fungos diferem das bactérias porque:
a) São procariontes com parede de peptídeoglicano.
b) São eucariontes com parede de quitina.
c) São acelulares e necessitam de hospedeiro.
d) São sempre unicelulares.
Resposta: b)
Justificativa: Fungos são eucariontes heterotróficos com parede de quitina e
armazenam glicogênio
5. A brucelose em bovinos é caracterizada principalmente por:
a) Abortos no início da gestação.
b) Abortos no terço final da gestação.
c) Dermatites ulcerativas.
d) Mastite aguda hemorrágica.
Resposta: b)
Justificativa: A brucelose causa abortos no terço final da gestação
6. Descreva o ciclo de transmissão da leptospirose para humanos.
7. O Clostridium botulinum é conhecido por:
a) Produzir neurotoxina letal que causa paralisia flácida.
b) Ser agente do tétano.
c) Ser um fungo oportunista intestinal.
d) Ser Gram-negativo aeróbio.
Resposta: a)
Justificativa: C. botulinum libera a toxina botulínica, uma das substâncias mais
potentes conhecidas
8. Quais são os principais sintomas, os principais alimentos relacionados com a
salmonelose e como preveni-la?
Resposta:
Diarreia, febre, dor abdominal, náusea.
Ovos, carne de aves, leite cru, vegetais crus.
Prevenção: cocção adequada, evitar ovos crus, pasteurizar leite, boas práticas de
higiene
9. Um microrganismo indicador de contaminação fecal em alimentos e água é:
a) Bacillus cereus.
b) Coliformes totais e fecais.
c) Staphylococcus aureus.
d) Mycobacterium bovis.
Resposta: b)
Justificativa: Coliformes são usados como indicadores de contaminação fecal
10. O Staphylococcus aureus destaca-se na microbiologia de alimentos porque:
a) É eliminado pela pasteurização.
b) Produz enterotoxina termoestável causadora de intoxicação.
c) Cresce apenas em temperaturas abaixo de 7 °C.
d) É indicador de poluição ambiental.
Resposta: b)
Justificativa: S. aureus causa intoxicações alimentares por enterotoxinas termoestáveis,
mesmo após cocção
Prof. Me Leandro Pereira
Zootecnia
Microbiologia Zootécnica
O que torna a carne um meio ideal?
Alta atividade de água ( Aw)
pH próximo da neutralidade (5,5-7,0)
Rica em nutrientes (proteínas, gorduras, vitaminas,
minerais)
A carne é considerada estéril no tecido muscular
profundo de animais saudáveis.
Contaminação primária principal: Linfonodos e Medula
Óssea (bactérias translocadas do trato intestinal).
1. Abate: Pele, fezes, conteúdo gastrointestinal.
2. Equipamentos/Manipuladores: Facas, serras, luvas,
roupas.
3. Ambiente: Água de lavagem, ar da sala de
processamento.
 A microbiota da carne (após o abate) é dominada por microrganismos psicrotróficos:
Característica Pseudomonas Acinetobacter Moraxella Brochothrix
Coloração Gram Negativa Negativa Negativa Positiva
Morfologia Bastonetes (Bacilos) Cocobacilos / Cocos
Diplococos / Cocobacilos /
Bacilos curtos
Bacilos
Motilidade
Móvel (Geralmente por
flagelos)
Imóvel Imóvel Imóvel
Requerimento de O₂
Aeróbio (Pode crescer
anaerobicamente em
algumas condições, usando
nitrato)
Aeróbio Aeróbio Aeróbio Facultativo
Fermentação de
Carboidratos
Não Fermentador
(Oxidativo)
Não Fermentador de
glicose (Oxidativo)
Não Sacarolítico (Não
fermenta carboidratos)
Fermentador (Geralmente)
Teste da Oxidase Positiva Negativa Positiva Negativa
Condição de Crescimento
Psicrotrófico (Cresce em
refrigeração), amplamente
distribuído em ambientes
úmidos
Psicrotrófico (Cresce em
refrigeração), resistente ao
ressecamento e variações
de pH
Psicrotrófico (Cresce em
refrigeração, ex:
caranguejo)
Psicrotrófico (Importante
deteriorante de carnes
refrigeradas)
Importância
Clínica/Alimentos
Patógeno oportunista (ex: P.
aeruginosa em infecções
nosocomiais), deterioração
de carnes (mau odor)
Patógeno oportunista
(infecções nosocomiais,
multirresistente),
deterioração de alimentos
refrigerados
Patógeno oportunista (M.
catarrhalis - infecções
respiratórias/otite),
deterioração de alimentos
refrigerados
Deterioração de carnes e
produtos cárneos
refrigerados (B.
thermosphacta - odor e
textura viscosa)
Alterações organolépticas
indesejáveis (odor, cor, textura,
sabor) que tornam o alimento
inaceitável para consumo, mas
nem sempre perigoso. É o fator
limitante da vida útil da carne
refrigerada.
Exposição ao Ar
Bactérias aeróbias psicrotróficas (Pseudomonas
spp.)
Causam viscosidade superficial (slime)
Odores pútridos/azedos (decomposição de
aminoácidos)
Embalagem a Vácuo/ATM
Crescimento de anaeróbios facultativos e
obrigatórios (Lactobacillus, Clostridium)
Causa acidificação
Clostridium, putrefação profunda e estufamento da
embalagem
Algumas bactérias e leveduras podem produzir pigmentos
 Ex: Colônias vermelhas/rosadas de leveduras (Rhodotorula)
 "anel verde" da metamioglobina oxidada por Lactobacillus
 Perigos de Saúde Pública:
Salmonella spp. Escherichia coli O157:H7 e VTEC
Clostridium perfringens
Staphylococcus aureus Listeria monocytogenes
FATORES INTRÍNSECOS:
 pH
 Aw
 Nutrientes
FATORES EXTRÍNSECOS:
 Temperatura de armazenamento (o mais importante)
 Composição da atmosfera (O2/CO2)
 Umidade relativa
Boas Práticas de Fabricação (BPF):
 Remoção rápida de vísceras (evitar vazamento de TGI)
 Toalete das carcaças
 Limpeza e desinfecção de carcaças (água clorada)
 Resfriamento rápido (diminuir pH e temperatura).
Refrigeração:
 Medida de controle mais crítica
 Deve manter a carne a 0 a 5°C para inibir
patógenos mesófilos e desacelerar
psicrotróficos
Congelamento:
 Inibe totalmente o crescimento, mas não elimina
todos os microrganismos
60°
5°
Cura e Salga:
Redução da Aw
Adição de sal (NaCl) e nitrito/nitrato Controle de
Clostridium botulinum
Ex: presuntos, salames
Remoção de O2:
 Inibindo aeróbios (Pseudomonas)
 Favorece Lactobacillus (anaeróbios facultativos)
 Produzem ácido lático, reduzindo pH e estendendo a vida útil
Gases usados:
 CO2 (principal inibidor)
 O2 (para manter a cor vermelha)
 N2 (gás de enchimento)
Efeito do CO2:
Dissolve na carne e inibe enzimas e o transporte de
nutrientes em bactérias
Radiação ionizante (gama, beta, raios-X)
Destruir o DNA microbiano (e parasitas)
Não torna o alimento radioativo
Muito eficaz
Pasteurização e Esterilização:
 Destruição de células vegetativas e/ou esporos
 Usado em produtos cárneos processados (enlatados, patês)
 Medido pelo Valor F (tempo necessário para matar esporos
de referência)
 Análise de Perigos e Pontos Críticos de
Controle:
 Sistemática  identificar, avaliar e controlar
perigos significativos para a segurança dos
alimentos
 A microbiologia da carne é a base para a
identificação de PCCs
Contagem Padrão em Placa (CPP):
Nível total de microrganismos viáveis aeróbios
mesófilos ou psicrotróficos
Alto CPP = Baixa qualidade higiênico-sanitária e/ou
deterioração iminente
Pesquisa e quantificação de microrganismos patogênicos
(ex: Salmonella em 25g/50g, E. coli O157:H7)
 Técnicas rápidas (PCR, ELISA)
 Métodos tradicionais de cultura
 Carne  vetor de bactérias
resistentes (produtos veterinários)
 Acompanhamento/regulamentação
 do uso crucial para a saúde
pública
 A segurança e qualidade da carne dependem de um controle
contínuo em toda a cadeia:
Fazenda (saúde
animal)
Abate (higiene)
Processamento
(T/Embalagem) Consumidor (cocção adequada)
•Objetivo Principal: Determinar se uma bactéria isolada de uma infecção é sensível
(S), intermediária (I) ou resistente (R) a diversos antibióticos.
•Guia Terapêutico: Essencial para a escolha do antibiótico mais eficaz para tratar o
paciente, prevenindo falhas no tratamento.
•O teste não identifica a bactéria (isso é feito por outros métodos), mas sim como ela
se comporta diante dos medicamentos.
•Necessário fazer coloração de Gram ou conhecer o gênero bacteriano.
•Usar a tabela do fabricante para escolher o ATB a partir da classificação de Gram.
Preparo da amostra:
•Coleta da amostra:
Uma amostra do paciente (sangue, urina, leite, secreções, etc.) é coletada.
•Cultivo da bactéria:
As bactérias da amostra são isoladas e cultivadas em meio de cultura apropriado
para que possam se multiplicar como o PCA .
 Método de Difusão em Disco (Método de Kirby-Bauer)
• Princípio: Discos de papel impregnados com concentrações conhecidas de antibióticos
são colocados em uma placa de ágar Mueller-Hinton inoculada com a bactéria.
• Execução:
1.Diluir a bactéria em caldo (salina simples) até uma turbidez padronizada (padrão 0,5
McFarland).
2.Inoculação uniforme em placa de Petri com ágar Mueller-Hinton com swab ou alça de
Drigalski.
3.Aplicação dos discos Kirby-Bauer de antibióticos com uso do molde.
4.Incubação a 37°C por 24 horas, fazer a 1ª leitura, incubar por mais 24 horas e realizar a
2ª leitura.
swab alça de
Drigalski
Escala
McFarland
Molde discos Kirby-Bauer
Estufa
incubadora
BOD
Resultado: Medição do diâmetro do Halo de Inibição com régua (área transparente ao
redor do disco onde a bactéria não cresceu, o tamanho do halo é usado para determinar o
grau de sensibilidade).
•Método mais comum e de baixo custo. O halo grande indica sensibilidade; halo
pequeno ou ausente indica resistência.
Profa. Cátia Lobo
 Peixes marinhos
- Muco e pele  de 100 a milhões de UFC/cm2
- Fluido intestinal  103
a 108
UFC/mL
- Guelras 103
a 106
UFC/g
 Método de captura
 Temperatura (águas temperadas X águas tropicais)
 Espécie
 Local de captura
 Microrganismos deteriorantes
 Microrganismos indicadores de higiene e/ou processamento
 Microrganismos indicadores da contaminação fecal
 Microrganismos indicadores de manipulação inadequada
 Microrganismos capazes de causar DTAs
 Microrganismos capazes de liberar histamina
 EXEMPLOS:
Microrganismos deteriorantes: ex. Pseudomonas
Microrganismos Indicadores de higiene e/ou processamento:
bactérias mesófilas, coliformes totais, bolores e leveduras
(pescado processado)
Microrganismos indicadores de contaminação fecal: Coliformes
termotolerantes E.coli, Salmolella e Enterococcus faecalis .
Microrganismos indicadores de manipulação inadequada :
Staphylococcus aureus
Microrganismos capazes de causar doenças veiculadas ao
pescado: Vibrio parahaemolyticus, V. cholerae, V. vulnificus,
Listeria, Salmonella, E. coli enteropatogênica.
Microrganismos capazes de liberar histamina: membros da família
enterobcteriaceae, Vibrio sp., Clostridium sp., Morganella morganii,
Klebsiella pneumoniae, Hafnia alvei.
 Fatores microbiológicos
 Rápida instalação do Rigor mortis
 Liberação de muco
 Alta quantidade de água nos tecidos
 Frouxa constituição de tecido conjuntivo
 Tecido rico em substrato para as bactérias (proteínas, fosfolipídios e ácidos
graxos)
 Superfície do corpo limpa com relativo brilho metálico
 Olhos transparentes, brilhantes e salientes ocupando toda órbita
 Brânquias róseas ou vermelhas, úmidas e brilhantes com odor natural, próprio e
suave
 Ventre roliço, firme, não deixando impressão duradoura à pressão dos dedos
 Escamas brilhantes, bem aderidas a pele
 Nadadeiras apresentando certa resistência aos movimentos provocados
 Carne firme, consistência elástica e cor própria a espécie
 Vísceras íntegras, perfeitamente diferenciadas
 Ânus fechado
 Odor específico lembrando algas marinhas
Peixes de águas tropicais: Tendem a ter uma microbiota mais
rica em bactérias mesófilas Gram +
Peixes de águas frias: tendem a abrigar maior número de
bactérias Gram -
Água do alto mar X Águas costeiras e sedimentos
Em águas temperadas predominam Gram negativas
psicrotróficas dos gêneros Pseudomonas, Moraxella,
Acinetobacter, Shewanella, Flavobacterium e às famílias
Vibrionaceae e Aeromonadaceae mas organismos Gram +
também podem crescer em variadas proporções.
O pescado tropical carrega maior quantidade de bactérias
entéricas e de Gram+, mas é muito semelhante à microbiota
dos pescados de águas temperadas.
 Pescado resfriado ou congelado
- Coliformes (E. coli)
- Enterococos
- Estafilococos
 Pescado salgado
- Halobactérias
 Pescado defumado
- Clostridium botulinum
 Pescado enlatado
- Bacillus sp.
- Clostridium sp.
 Crustáceos e moluscos
- Vibrios sp
Logo após a captura o pescado deve ser lavado, eviscerado e
refrigerado
Qualidade microbiológica do GELO  Água potável!!!!
Saúde dos manipuladores
Treinamento dos manipuladores
Higiene do ambiente
Higiene dos utensílios
Higiene dos equipamentos
Aula - 8 Microbiologia da carne e do pescado.ppt
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  • 1.
    1. Robert Koché conhecido por: a) Derrubar a teoria da geração espontânea. b) Desenvolver a técnica de pasteurização. c) Estabelecer os postulados que relacionam microrganismos a doenças. d) Descobrir os ribossomos bacterianos. Resposta: c) Justificativa: Koch formulou os postulados de Koch, essenciais para provar a relação entre um microrganismo e uma doença
  • 2.
    2. Diferencie intoxicação,infecção e toxinfecção alimentar. Resposta esperada: Infecção: ingestão de microrganismos que se multiplicam no hospedeiro (Salmonella). Intoxicação: ingestão de toxinas pré-formadas (S. aureus, B. cereus). Toxinfecção: ingestão de microrganismos que produzem toxinas no intestino (E. coli)
  • 3.
    3. As bactériasGram-negativas diferenciam-se das Gram-positivas por: a) Possuírem mais peptídeoglicano e ácido teicóico. b) Apresentarem lipopolissacarídeos na membrana externa. c) Não possuírem parede celular. d) Realizarem apenas respiração anaeróbia. Resposta: b) Justificativa: Gram-negativas têm parede fina de peptídeoglicano e membrana externa rica em LPS
  • 4.
    4. Os fungosdiferem das bactérias porque: a) São procariontes com parede de peptídeoglicano. b) São eucariontes com parede de quitina. c) São acelulares e necessitam de hospedeiro. d) São sempre unicelulares. Resposta: b) Justificativa: Fungos são eucariontes heterotróficos com parede de quitina e armazenam glicogênio
  • 5.
    5. A bruceloseem bovinos é caracterizada principalmente por: a) Abortos no início da gestação. b) Abortos no terço final da gestação. c) Dermatites ulcerativas. d) Mastite aguda hemorrágica. Resposta: b) Justificativa: A brucelose causa abortos no terço final da gestação
  • 6.
    6. Descreva ociclo de transmissão da leptospirose para humanos.
  • 7.
    7. O Clostridiumbotulinum é conhecido por: a) Produzir neurotoxina letal que causa paralisia flácida. b) Ser agente do tétano. c) Ser um fungo oportunista intestinal. d) Ser Gram-negativo aeróbio. Resposta: a) Justificativa: C. botulinum libera a toxina botulínica, uma das substâncias mais potentes conhecidas
  • 8.
    8. Quais sãoos principais sintomas, os principais alimentos relacionados com a salmonelose e como preveni-la? Resposta: Diarreia, febre, dor abdominal, náusea. Ovos, carne de aves, leite cru, vegetais crus. Prevenção: cocção adequada, evitar ovos crus, pasteurizar leite, boas práticas de higiene
  • 9.
    9. Um microrganismoindicador de contaminação fecal em alimentos e água é: a) Bacillus cereus. b) Coliformes totais e fecais. c) Staphylococcus aureus. d) Mycobacterium bovis. Resposta: b) Justificativa: Coliformes são usados como indicadores de contaminação fecal
  • 10.
    10. O Staphylococcusaureus destaca-se na microbiologia de alimentos porque: a) É eliminado pela pasteurização. b) Produz enterotoxina termoestável causadora de intoxicação. c) Cresce apenas em temperaturas abaixo de 7 °C. d) É indicador de poluição ambiental. Resposta: b) Justificativa: S. aureus causa intoxicações alimentares por enterotoxinas termoestáveis, mesmo após cocção
  • 11.
    Prof. Me LeandroPereira Zootecnia Microbiologia Zootécnica
  • 12.
    O que tornaa carne um meio ideal? Alta atividade de água ( Aw) pH próximo da neutralidade (5,5-7,0) Rica em nutrientes (proteínas, gorduras, vitaminas, minerais)
  • 13.
    A carne éconsiderada estéril no tecido muscular profundo de animais saudáveis. Contaminação primária principal: Linfonodos e Medula Óssea (bactérias translocadas do trato intestinal).
  • 14.
    1. Abate: Pele,fezes, conteúdo gastrointestinal. 2. Equipamentos/Manipuladores: Facas, serras, luvas, roupas. 3. Ambiente: Água de lavagem, ar da sala de processamento.
  • 16.
     A microbiotada carne (após o abate) é dominada por microrganismos psicrotróficos: Característica Pseudomonas Acinetobacter Moraxella Brochothrix Coloração Gram Negativa Negativa Negativa Positiva Morfologia Bastonetes (Bacilos) Cocobacilos / Cocos Diplococos / Cocobacilos / Bacilos curtos Bacilos Motilidade Móvel (Geralmente por flagelos) Imóvel Imóvel Imóvel Requerimento de O₂ Aeróbio (Pode crescer anaerobicamente em algumas condições, usando nitrato) Aeróbio Aeróbio Aeróbio Facultativo Fermentação de Carboidratos Não Fermentador (Oxidativo) Não Fermentador de glicose (Oxidativo) Não Sacarolítico (Não fermenta carboidratos) Fermentador (Geralmente) Teste da Oxidase Positiva Negativa Positiva Negativa Condição de Crescimento Psicrotrófico (Cresce em refrigeração), amplamente distribuído em ambientes úmidos Psicrotrófico (Cresce em refrigeração), resistente ao ressecamento e variações de pH Psicrotrófico (Cresce em refrigeração, ex: caranguejo) Psicrotrófico (Importante deteriorante de carnes refrigeradas) Importância Clínica/Alimentos Patógeno oportunista (ex: P. aeruginosa em infecções nosocomiais), deterioração de carnes (mau odor) Patógeno oportunista (infecções nosocomiais, multirresistente), deterioração de alimentos refrigerados Patógeno oportunista (M. catarrhalis - infecções respiratórias/otite), deterioração de alimentos refrigerados Deterioração de carnes e produtos cárneos refrigerados (B. thermosphacta - odor e textura viscosa)
  • 17.
    Alterações organolépticas indesejáveis (odor,cor, textura, sabor) que tornam o alimento inaceitável para consumo, mas nem sempre perigoso. É o fator limitante da vida útil da carne refrigerada.
  • 18.
    Exposição ao Ar Bactériasaeróbias psicrotróficas (Pseudomonas spp.) Causam viscosidade superficial (slime) Odores pútridos/azedos (decomposição de aminoácidos)
  • 19.
    Embalagem a Vácuo/ATM Crescimentode anaeróbios facultativos e obrigatórios (Lactobacillus, Clostridium) Causa acidificação Clostridium, putrefação profunda e estufamento da embalagem
  • 20.
    Algumas bactérias eleveduras podem produzir pigmentos  Ex: Colônias vermelhas/rosadas de leveduras (Rhodotorula)  "anel verde" da metamioglobina oxidada por Lactobacillus
  • 21.
     Perigos deSaúde Pública: Salmonella spp. Escherichia coli O157:H7 e VTEC Clostridium perfringens Staphylococcus aureus Listeria monocytogenes
  • 22.
    FATORES INTRÍNSECOS:  pH Aw  Nutrientes FATORES EXTRÍNSECOS:  Temperatura de armazenamento (o mais importante)  Composição da atmosfera (O2/CO2)  Umidade relativa
  • 24.
    Boas Práticas deFabricação (BPF):  Remoção rápida de vísceras (evitar vazamento de TGI)  Toalete das carcaças  Limpeza e desinfecção de carcaças (água clorada)  Resfriamento rápido (diminuir pH e temperatura).
  • 25.
    Refrigeração:  Medida decontrole mais crítica  Deve manter a carne a 0 a 5°C para inibir patógenos mesófilos e desacelerar psicrotróficos Congelamento:  Inibe totalmente o crescimento, mas não elimina todos os microrganismos 60° 5°
  • 26.
    Cura e Salga: Reduçãoda Aw Adição de sal (NaCl) e nitrito/nitrato Controle de Clostridium botulinum Ex: presuntos, salames
  • 27.
    Remoção de O2: Inibindo aeróbios (Pseudomonas)  Favorece Lactobacillus (anaeróbios facultativos)  Produzem ácido lático, reduzindo pH e estendendo a vida útil
  • 28.
    Gases usados:  CO2(principal inibidor)  O2 (para manter a cor vermelha)  N2 (gás de enchimento) Efeito do CO2: Dissolve na carne e inibe enzimas e o transporte de nutrientes em bactérias
  • 29.
    Radiação ionizante (gama,beta, raios-X) Destruir o DNA microbiano (e parasitas) Não torna o alimento radioativo Muito eficaz
  • 30.
    Pasteurização e Esterilização: Destruição de células vegetativas e/ou esporos  Usado em produtos cárneos processados (enlatados, patês)  Medido pelo Valor F (tempo necessário para matar esporos de referência)
  • 31.
     Análise dePerigos e Pontos Críticos de Controle:  Sistemática  identificar, avaliar e controlar perigos significativos para a segurança dos alimentos  A microbiologia da carne é a base para a identificação de PCCs
  • 32.
    Contagem Padrão emPlaca (CPP): Nível total de microrganismos viáveis aeróbios mesófilos ou psicrotróficos Alto CPP = Baixa qualidade higiênico-sanitária e/ou deterioração iminente
  • 33.
    Pesquisa e quantificaçãode microrganismos patogênicos (ex: Salmonella em 25g/50g, E. coli O157:H7)  Técnicas rápidas (PCR, ELISA)  Métodos tradicionais de cultura
  • 34.
     Carne vetor de bactérias resistentes (produtos veterinários)  Acompanhamento/regulamentação  do uso crucial para a saúde pública
  • 35.
     A segurançae qualidade da carne dependem de um controle contínuo em toda a cadeia: Fazenda (saúde animal) Abate (higiene) Processamento (T/Embalagem) Consumidor (cocção adequada)
  • 36.
    •Objetivo Principal: Determinarse uma bactéria isolada de uma infecção é sensível (S), intermediária (I) ou resistente (R) a diversos antibióticos. •Guia Terapêutico: Essencial para a escolha do antibiótico mais eficaz para tratar o paciente, prevenindo falhas no tratamento. •O teste não identifica a bactéria (isso é feito por outros métodos), mas sim como ela se comporta diante dos medicamentos. •Necessário fazer coloração de Gram ou conhecer o gênero bacteriano. •Usar a tabela do fabricante para escolher o ATB a partir da classificação de Gram.
  • 37.
    Preparo da amostra: •Coletada amostra: Uma amostra do paciente (sangue, urina, leite, secreções, etc.) é coletada. •Cultivo da bactéria: As bactérias da amostra são isoladas e cultivadas em meio de cultura apropriado para que possam se multiplicar como o PCA .
  • 38.
     Método deDifusão em Disco (Método de Kirby-Bauer) • Princípio: Discos de papel impregnados com concentrações conhecidas de antibióticos são colocados em uma placa de ágar Mueller-Hinton inoculada com a bactéria. • Execução: 1.Diluir a bactéria em caldo (salina simples) até uma turbidez padronizada (padrão 0,5 McFarland). 2.Inoculação uniforme em placa de Petri com ágar Mueller-Hinton com swab ou alça de Drigalski. 3.Aplicação dos discos Kirby-Bauer de antibióticos com uso do molde. 4.Incubação a 37°C por 24 horas, fazer a 1ª leitura, incubar por mais 24 horas e realizar a 2ª leitura. swab alça de Drigalski Escala McFarland Molde discos Kirby-Bauer Estufa incubadora BOD
  • 39.
    Resultado: Medição dodiâmetro do Halo de Inibição com régua (área transparente ao redor do disco onde a bactéria não cresceu, o tamanho do halo é usado para determinar o grau de sensibilidade). •Método mais comum e de baixo custo. O halo grande indica sensibilidade; halo pequeno ou ausente indica resistência.
  • 40.
  • 41.
     Peixes marinhos -Muco e pele  de 100 a milhões de UFC/cm2 - Fluido intestinal  103 a 108 UFC/mL - Guelras 103 a 106 UFC/g
  • 42.
     Método decaptura  Temperatura (águas temperadas X águas tropicais)  Espécie  Local de captura
  • 43.
     Microrganismos deteriorantes Microrganismos indicadores de higiene e/ou processamento  Microrganismos indicadores da contaminação fecal  Microrganismos indicadores de manipulação inadequada  Microrganismos capazes de causar DTAs  Microrganismos capazes de liberar histamina
  • 44.
     EXEMPLOS: Microrganismos deteriorantes:ex. Pseudomonas Microrganismos Indicadores de higiene e/ou processamento: bactérias mesófilas, coliformes totais, bolores e leveduras (pescado processado) Microrganismos indicadores de contaminação fecal: Coliformes termotolerantes E.coli, Salmolella e Enterococcus faecalis . Microrganismos indicadores de manipulação inadequada : Staphylococcus aureus Microrganismos capazes de causar doenças veiculadas ao pescado: Vibrio parahaemolyticus, V. cholerae, V. vulnificus, Listeria, Salmonella, E. coli enteropatogênica. Microrganismos capazes de liberar histamina: membros da família enterobcteriaceae, Vibrio sp., Clostridium sp., Morganella morganii, Klebsiella pneumoniae, Hafnia alvei.
  • 45.
     Fatores microbiológicos Rápida instalação do Rigor mortis  Liberação de muco  Alta quantidade de água nos tecidos  Frouxa constituição de tecido conjuntivo  Tecido rico em substrato para as bactérias (proteínas, fosfolipídios e ácidos graxos)
  • 46.
     Superfície docorpo limpa com relativo brilho metálico  Olhos transparentes, brilhantes e salientes ocupando toda órbita  Brânquias róseas ou vermelhas, úmidas e brilhantes com odor natural, próprio e suave  Ventre roliço, firme, não deixando impressão duradoura à pressão dos dedos  Escamas brilhantes, bem aderidas a pele  Nadadeiras apresentando certa resistência aos movimentos provocados  Carne firme, consistência elástica e cor própria a espécie  Vísceras íntegras, perfeitamente diferenciadas  Ânus fechado  Odor específico lembrando algas marinhas
  • 47.
    Peixes de águastropicais: Tendem a ter uma microbiota mais rica em bactérias mesófilas Gram + Peixes de águas frias: tendem a abrigar maior número de bactérias Gram - Água do alto mar X Águas costeiras e sedimentos Em águas temperadas predominam Gram negativas psicrotróficas dos gêneros Pseudomonas, Moraxella, Acinetobacter, Shewanella, Flavobacterium e às famílias Vibrionaceae e Aeromonadaceae mas organismos Gram + também podem crescer em variadas proporções. O pescado tropical carrega maior quantidade de bactérias entéricas e de Gram+, mas é muito semelhante à microbiota dos pescados de águas temperadas.
  • 48.
     Pescado resfriadoou congelado - Coliformes (E. coli) - Enterococos - Estafilococos  Pescado salgado - Halobactérias
  • 49.
     Pescado defumado -Clostridium botulinum  Pescado enlatado - Bacillus sp. - Clostridium sp.  Crustáceos e moluscos - Vibrios sp
  • 50.
    Logo após acaptura o pescado deve ser lavado, eviscerado e refrigerado Qualidade microbiológica do GELO  Água potável!!!! Saúde dos manipuladores Treinamento dos manipuladores Higiene do ambiente Higiene dos utensílios Higiene dos equipamentos

Notas do Editor

  • #16 O teste da oxidase é um exame bioquímico para identificar a presença da enzima citocromo c oxidase em microrganismos, especialmente em bactérias. Ele funciona aplicando um reagente incolor que, na presença da enzima, se oxida e muda de cor para um tom roxo ou azulado em segundos. O resultado positivo é crucial para diferenciar espécies de bactérias como Pseudomonas (oxidase-positiva) de Enterobacteriaceae (oxidase-negativa).  Infecções nosocomiais  infecções hospitalares
  • #21 Escherichia coli shigatoxigênica ( STEC ) e E. coli verotoxigênica ( VTEC ) são cepas da bactéria Escherichia coli que produzem toxina Shiga (ou verotoxina). Ela é responsável por causar danos celulares e inflamação, podendo levar a doenças graves em humanos, como a síndrome hemolítico-urêmica (SHU), que afeta principalmente os rins e o sistema nervoso. Clostridium perfringens - O paciente frequentemente apresenta dor abdominal difusa, diarreia aquosa profusa, sem sangue, e vômitos. Listeriose: - Gastrointestinais: Febre, calafrios, dores musculares, náuseas, vômitos e diarreia.  Sintomas invasivos (mais graves): Em adultos e recém-nascidos, podem causar septicemia e/ou infecções meníngeas. Em grávidas: Geralmente se manifesta como uma síndrome gripal, mas pode levar a abortos, parto prematuro e morte do recém-nascido. 
  • #28 “Pessoal, quando falamos em conservação por atmosfera modificada, estamos falando de uma tecnologia que altera a composição dos gases dentro da embalagem do alimento, substituindo o ar comum por uma mistura controlada de gases — geralmente dióxido de carbono (CO₂), oxigênio (O₂) e nitrogênio (N₂). Cada gás tem uma função específica: CO₂ (dióxido de carbono) é o principal inibidor microbiano. Ele dificulta o crescimento de bactérias e fungos, ajudando a conservar o produto por mais tempo. O₂ (oxigênio) é mantido em pequenas quantidades nas carnes vermelhas, porque preserva a cor vermelha característica da mioglobina oxidada — aquela aparência fresca que o consumidor associa à carne boa. N₂ (nitrogênio) é um gás inerte, usado para preencher o espaço da embalagem e evitar o colapso do invólucro, ou seja, serve como gás de enchimento. E olhem o destaque do slide: o efeito do CO₂. O CO₂ se dissolve na carne e atua inibindo enzimas e processos metabólicos das bactérias, além de atrapalhar o transporte de nutrientes dentro delas. Isso reduz a multiplicação microbiana e retarda a deterioração do produto. Então, a atmosfera modificada é uma forma de conservar o alimento de maneira mais natural, sem precisar de conservantes químicos, apenas controlando o ambiente gasoso da embalagem.”
  • #29 “Agora, pessoal, vamos falar sobre outro método moderno e muito eficiente de conservação: a irradiação de alimentos. Esse processo utiliza radiações ionizantes, como raios gama, partículas beta ou raios X, que são tipos de energia capazes de penetrar no alimento e destruir microrganismos, insetos e parasitas. Mas atenção: o que a radiação faz é danificar o DNA desses microrganismos, impedindo que se reproduzam. Assim, o alimento não estraga e fica seguro para o consumo por mais tempo. É importante deixar bem claro para os consumidores — e vocês também precisam entender isso — que o alimento irradiado não se torna radioativo. Ele não retém radiação, porque o processo é parecido com uma “esterilização a frio”: o alimento é apenas exposto à energia por um curto período, sem contato com substâncias radioativas. Além disso, esse método é muito eficaz — ele pode substituir o uso de conservantes químicos e é amplamente utilizado para temperos, frutas, grãos, carnes e produtos desidratados. E vejam esse símbolo aqui do lado (indica no slide): é o símbolo internacional da irradiação de alimentos, chamado de Radura. Ele aparece nas embalagens para informar que o produto passou pelo processo, garantindo transparência ao consumidor.”
  • #33 “Pessoal, até agora falamos sobre métodos gerais de controle de microrganismos, mas aqui entramos em um ponto muito importante: os testes microbiológicos específicos. Esses testes têm o objetivo de pesquisar e quantificar microrganismos patogênicos, ou seja, aqueles que oferecem risco à saúde do consumidor. Por exemplo, buscamos Salmonella em uma amostra de 25 g ou 50 g de alimento, ou E. coli O157:H7, que é uma das cepas mais perigosas e pode causar surtos alimentares graves. Esses microrganismos precisam ser identificados com precisão, e para isso usamos dois tipos de abordagens: Técnicas rápidas, como PCR e ELISA: A PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) detecta o DNA do microrganismo — é um método muito sensível e rápido, capaz de dar resultados em poucas horas. O ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay) é baseado em reação antígeno-anticorpo, identificando proteínas específicas do microrganismo. Métodos tradicionais de cultura, que são os métodos clássicos de microbiologia. Neles, a amostra é colocada em meios de cultura seletivos para permitir o crescimento e a contagem das colônias. Apesar de serem mais demorados, continuam sendo o padrão de referência para confirmar resultados. Na imagem do slide vocês veem equipamentos modernos usados em PCR em tempo real, muito comuns em laboratórios de controle de qualidade de alimentos.
  • #36 Enfatize que o teste não identifica a bactéria (isso é feito por outros métodos), mas sim como ela se comporta diante dos medicamentos.
  • #37 O Ágar PCA (do inglês, Plate Count Agar), também conhecido como Ágar Padrão para Contagem, é um meio de cultura microbiológico não seletivo, usado para a contagem total de bactérias viáveis (mesófilas aeróbias) em amostras de alimentos, água, cosméticos e outros materiais de importância sanitária. 
  • #38 Escala de McFarland padrão 0,5: utilizado cloreto de bário e ácido sulfúrico  é utilizada para comparar a coloração do tubo dos reagentes com o tubo de salina simples com a bactéria. O Ágar Mueller-Hinton é um meio de cultura microbiológico não seletivo e não diferencial, usado principalmente para realizar testes de susceptibilidade antimicrobiana (antibiograma) pela técnica de difusão em disco. Sua composição permite a melhor difusão de antibióticos, e o amido presente ajuda a neutralizar toxinas bacterianas, resultando em medições mais precisas da zona de inibição e da sensibilidade das bactérias a diferentes drogas.  Com swab, estriar e, todas as direções girando o swab e sem deixa-lo tocar nas bordas. Com a alça, pipetar 100microlitros da amostra, desprezar na placa e espalhar com a alça.