SlideShare uma empresa Scribd logo
JOVEM GUARDA 
E TROPICALIA
JOVEM GUARDA 
Num sentido estrito, a expressão Jovem Guarda 
designou programa da TV Record, de São Paulo SP, 
estreado em setembro de 1965 e findo em 1969, 
comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e 
Wanderléia; mas tem sido comumente empregada para 
definir gênero musical também conhecido como iê-iê-iê, 
seja, a versão brasileira do rock internacional. A Jovem 
Guarda foi, entretanto, cristalização de uma tendência 
bem anterior: a informação do rock’n’roll norte-americano 
da década de 1950 já criara no Brasil um 
mercado de consumidores e aficionados, permitindo que, 
desde 1957, os primeiros cantores e compositores 
brasileiros do gênero tentassem reproduzir o ritmo com 
letras em português ou cantando no original.
Jovem guarda
Com o nome definitivo de Jovem 
Guarda, o programa foi ao ar pela primeira 
vez em setembro de 1965, reunindo Roberto 
Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia, os 
 Eduardo Araújo 
 Sérgio Murilo 
 Agnaldo Rayol 
 Reynaldo Rayol 
 Martinha 
 Cleide Alves 
 Meyre Pavão 
cantores: 
 Rosemary e os grupos: 
 The Jordans 
 The Jet Blacks 
 Renato e seus Blue Caps 
 Os Incríveis e 
 Golden Boys.
JOVEM GUARDA 
* RENATO E 
SEUS BLUE CAPS * OS INCRÍVEIS
Rapidamente, a Jovem Guarda tornou-se uma das grandes atrações da 
emissora, reunindo grandes platéias de adolescentes no Teatro Record, 
mas foi a partir de 1966, com o grande sucesso de Roberto Carlos e 
Erasmo Carlos “Quero que vá tudo pro inferno”, que o programa tomou 
proporções nacionais e passou a ser sinônimo de movimento ou 
Outros artistas se juntaram ao grupo inicial: 
 Vanusa 
 De Kalafe 
 Deny e Dino 
 Leno e Lilian 
 Antônio Marcos 
tendência musical. 
 Os Vips 
 Ronnie Von 
 Os Brasões 
 The Pops, entre outros.
... 
VANUSA 
ANTONIO MARCOS 
RONNIE VON
JOVEM GUARDA
TROPICÁLIA 
A Tropicália, Tropicalismo ou Movimento 
tropicalista foi um movimento cultural brasileiro 
que surgiu sob a influência das correntes 
artísticas de vanguarda e da cultura pop 
nacional e estrangeira mesclou manifestações 
tradicionais da cultura brasileira a inovações 
estéticas radicais. Tinha também objetivos 
sociais e políticos, mas principalmente 
comportamentais, que encontraram eco em boa 
parte da sociedade, sob o regime militar, no final 
da década de 1960.
TROPICÁLIA
É PROIBIDO PROIBIR 
Um ano depois do impacto causado pelas guitarras nas 
canções “Alegria, alegria” (Caetano) 
e “Domingo no parque” (Gil), apresentadas no III 
Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, 
Caetano Veloso e Gilberto Gil voltaram a surpreender o 
público no III FIC, Festival Internacional da Canção, 
promovido pela Rede Globo. Caetano, acompanhado 
pelos Mutantes, defendeu “É proibido proibir” e Gilberto 
Gil, com os Beat Boys, “Questão de Ordem”. A 
apresentação de “É proibido proibir” acabou se 
transformando num happening acaloradíssimo naquela 
noite de domingo, 15 de setembro de 1968. Na final 
paulista do FIC, realizada no Teatro da Universidade 
Católica de São Paulo, a música de Caetano foi recebida 
com furiosa vaia pelo público que lotava o auditório.
Os Mutantes mal começaram a tocar a introdução da 
música e a platéia já atirava ovos, tomates e pedaços 
de madeira contra o palco. O provocativo Caetano 
apareceu vestido com roupas de plástico brilhante e 
colares exóticos. Entrou em cena rebolando, fazendo 
uma dança erótica que simulava os movimentos de 
uma relação sexual. Escandalizada, a platéia deu as 
costas para o palco. A resposta dos Mutantes foi 
imediata: sem parar de tocar, viraram as costas para 
o público. Gil foi atingido na perna por um pedaço de 
madeira, mas não se rendeu. Em tom de deboche, 
mordeu um dos tomates jogados ao chão e devolveu 
o resto à irada platéia. Caetano fez um longo e 
inflamado discurso que quase não se podia ouvir, 
tamanho era o barulho dentro do teatro.
Jovem guarda
A CRUZADA TROPICALISTA 
O filme Bonnie and Clyde faz atualmente um tremendo 
sucesso na Europa e sua influência estendeu-se 
à moda, à música, à decoração, às comidas, aos hábitos. 
Os anos 30 revivem em força total. Baseados nesse 
sucesso e também no atual universo pop, com o 
psicodelismo morrendo e novas tendências surgindo, um 
grupo de cineastas, jornalistas, músicos e intelectuais 
resolveu fundar um movimento brasileiro mas com 
possibilidades de se transformar em escala mundial: o 
Tropicalismo. 
Assumir completamente tudo que a vida dos trópicos 
pode dar, sem preconceitos de ordem estética, 
sem cogitar de cafonice ou mal gosto, apenas vivendo a 
tropicalidade e o novo universo que ela encerra ainda 
desconhecido.
A FESTA E A ARTE 
O lançamento da cruzada tropicalista seria feito em uma 
festa no Copacabana Palace. A piscina estaria coberta de 
vitórias-régias, palmeiras por toda a pérgula, bebidas 
servidas em abacaxis ou cocos, abacaxis que também 
serviriam de abajur, iluminados por dentro. 
Precisamos renovar a arte no Brasil. É preciso mais do 
que nunca reabilitar Oswaldo Teixeira, trazer de novo 
para os lares as naturezas-mortas, os tachos de estanho 
e de cobre, frutas espalhadas pelo meio. Que volte a 
pureza de formas, a mestria e delicadeza do traço. Fora 
com Portinari e Antonio Dias!
Jovem guarda
PROVAÇÕES E INSULTOS 
Quando foram convidados para debater o Tropicalismo 
na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da USP, a 
FAU, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Torquato Neto 
nem suspeitaram do que estava por vir. Mas, naquele 
dia 6 de junho de 68, quando chegaram ao auditório da 
faculdade sob o som de vaias e estouros de bombinhas 
pressentiram a armadilha que havia sido preparada 
para provocá-los e agredi-los. Logo na entrada, os 
estudantes distribuíam um panfleto com um texto de 
Augusto Boal intitulado “Chacrinha e Dercy de Sapato 
Branco”, com pesadas críticas aos tropicalistas. Daí já 
dava para perceber o clima de animosidade que 
pairava no ar. E para completar o cenário de guerra 
que fora armado, os organizadores ainda escalaram 
dois ferrenhos opositores do movimento tropicalista, 
o compositor Maranhão e o jornalista Chico de Assis.
Para contrapor e equilibrar o debate, Guilherme Araújo 
percebendo a saia justa em que se encontravam, convidou 
mais dois tropicalistas de peso para engrossar o time dos 
convidados, os poetas concretos Augusto de Campos e 
Décio Pignatari. Augusto abriu o debate falando que as 
incursões tropicalistas de Gil e Caetano eram uma 
verdadeira revolução contra o medo. Pignatari falou na 
seqüência, mas a platéia estava nitidamente agitada. 
O estopim da revolta entre o público presente aconteceu 
quando Gil argumentou que não foram eles que fizeram da 
música deles mercadoria, mas que ela só penetra quando é 
vendida. A confusão chegou ao ápice quando Caetano citou 
Chacrinha. Esta foi a senha para que a platéia, enraivecida 
além de vaiar e estourar bombinhas atirasse bananas 
sobre eles. Mesmo debaixo da chuva de insultos, Pignatari 
não se intimidou, levantou e sozinho vaiou aquela platéia 
enfurecida.
Jovem guarda
LOUCURA E FRENESI 
A badalada boate Sucata, no Rio de Janeiro, decidiu 
apostar na ousadia dos tropicalistas e, na noite 
de sexta-feira, 4 de outubro de 1968, deu início a uma 
temporada de duas semanas de shows memoráveis. 
Eles já vinham em ritmo alucinado das atuações no FIC, 
mas, naquele momento, deram o tom de superação que 
marcaria as apresentações nas semanas seguintes: 
gritos, assobios, ruídos, gemidos, distorções de guitarra 
e respostas debochadas às provocações da platéia. 
A chamada do show tentava alertar os mais 
desavisados: “Um espetáculo violento, diferente de tudo 
que já foi feito”. Desavisado ou não, o público 
compareceu em peso nos nove dias da temporada.
Neste programa de estréia, receberam os Mutantes, 
com quem dividiram a canção “Baby”. Na seqüência, o 
trio trocou as guitarras por uma bateria improvisada, 
feita com latas amassadas para acompanhar Gil em “A 
Luta contra a Lata ou a Falência do Café”, tendo 
também a participação de Gal Costa. Esta edição ainda 
teve direito a performances desconcertantes de 
Caetano que se atirou no chão e plantou bananeira. Gil 
também não ficou atrás e riu, dançou e rodopiou pelo 
palco, completamente à vontade. 
Nem é surpresa dizer que a farra televisiva acabou 
gerando manifestações de repúdio da ala mais 
conservadora e careta da sociedade. Pais de família 
escreviam cartas cheias de ira para a direção do 
programa e políticos de cidadezinhas do interior se 
revoltaram com o que chamaram de “agressões”.
Jovem guarda
Aluna 
Bianca Pollyanna

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Tropicália
TropicáliaTropicália
Tropicália
Helena Brown
 
Semana de arte moderna
Semana de arte moderna Semana de arte moderna
Semana de arte moderna
licss
 
Exercícios sobre o teatro grego
Exercícios sobre o teatro gregoExercícios sobre o teatro grego
Exercícios sobre o teatro grego
Silvana Chaves
 
A história do cinema
A história do cinemaA história do cinema
A história do cinema
Rebeca Neiva
 
Semana de arte moderna
Semana de arte modernaSemana de arte moderna
Semana de arte moderna
Lucas Nascimento
 
Semana de arte moderna
Semana de arte modernaSemana de arte moderna
Semana de arte moderna
Robson Oliveira
 
Musica brasileira
Musica brasileiraMusica brasileira
Musica brasileira
VIVIAN TROMBINI
 
Abstracionismo
AbstracionismoAbstracionismo
Abstracionismo
Andrea Garcia
 
Jovem guarda trabalho
Jovem guarda trabalhoJovem guarda trabalho
Jovem guarda trabalho
zabelle_
 
Semana de Arte Moderna 1922
Semana de Arte Moderna 1922Semana de Arte Moderna 1922
Semana de Arte Moderna 1922
seixasmarianas
 
Trabalho das decadas de 60 e 70
Trabalho das decadas de 60 e 70Trabalho das decadas de 60 e 70
Trabalho das decadas de 60 e 70
Táina Souza
 
O que é arte?!
O que é arte?!O que é arte?!
O que é arte?!
Mary Lopes
 
Bossa Nova e Tropicália - Arte.
Bossa Nova e Tropicália - Arte.Bossa Nova e Tropicália - Arte.
Bossa Nova e Tropicália - Arte.
Letícia Padovani
 
Linha do tempo história da arte
Linha do tempo história da arteLinha do tempo história da arte
Linha do tempo história da arte
Malu Rosan
 
História da música 1
História da música 1História da música 1
História da música 1
Deborah Oliver
 
Slide Anos 60
Slide Anos 60Slide Anos 60
Slide Anos 60
Fernanda
 
Aula de arte urbana
Aula de arte urbanaAula de arte urbana
Aula de arte urbana
CLEBER LUIS DAMACENO
 
Modernismo Modernismo
Modernismo   ModernismoModernismo   Modernismo
Modernismo Modernismo
Caroline Canales
 
Música
MúsicaMúsica
Música
Sandraferraz
 
o samba
o sambao samba

Mais procurados (20)

Tropicália
TropicáliaTropicália
Tropicália
 
Semana de arte moderna
Semana de arte moderna Semana de arte moderna
Semana de arte moderna
 
Exercícios sobre o teatro grego
Exercícios sobre o teatro gregoExercícios sobre o teatro grego
Exercícios sobre o teatro grego
 
A história do cinema
A história do cinemaA história do cinema
A história do cinema
 
Semana de arte moderna
Semana de arte modernaSemana de arte moderna
Semana de arte moderna
 
Semana de arte moderna
Semana de arte modernaSemana de arte moderna
Semana de arte moderna
 
Musica brasileira
Musica brasileiraMusica brasileira
Musica brasileira
 
Abstracionismo
AbstracionismoAbstracionismo
Abstracionismo
 
Jovem guarda trabalho
Jovem guarda trabalhoJovem guarda trabalho
Jovem guarda trabalho
 
Semana de Arte Moderna 1922
Semana de Arte Moderna 1922Semana de Arte Moderna 1922
Semana de Arte Moderna 1922
 
Trabalho das decadas de 60 e 70
Trabalho das decadas de 60 e 70Trabalho das decadas de 60 e 70
Trabalho das decadas de 60 e 70
 
O que é arte?!
O que é arte?!O que é arte?!
O que é arte?!
 
Bossa Nova e Tropicália - Arte.
Bossa Nova e Tropicália - Arte.Bossa Nova e Tropicália - Arte.
Bossa Nova e Tropicália - Arte.
 
Linha do tempo história da arte
Linha do tempo história da arteLinha do tempo história da arte
Linha do tempo história da arte
 
História da música 1
História da música 1História da música 1
História da música 1
 
Slide Anos 60
Slide Anos 60Slide Anos 60
Slide Anos 60
 
Aula de arte urbana
Aula de arte urbanaAula de arte urbana
Aula de arte urbana
 
Modernismo Modernismo
Modernismo   ModernismoModernismo   Modernismo
Modernismo Modernismo
 
Música
MúsicaMúsica
Música
 
o samba
o sambao samba
o samba
 

Destaque

Jovem Guarda Anos 60
Jovem Guarda Anos 60 Jovem Guarda Anos 60
Jovem Guarda Anos 60
Davi Campos
 
Jovem Guarda
Jovem GuardaJovem Guarda
Jovem Guarda
jandira feijó
 
24.mpb 1965-1969 jovemguarda
24.mpb 1965-1969 jovemguarda24.mpb 1965-1969 jovemguarda
24.mpb 1965-1969 jovemguarda
Claudio Sant Ana
 
THE BEST OF JOVEM GUARDA
THE BEST OF JOVEM GUARDATHE BEST OF JOVEM GUARDA
THE BEST OF JOVEM GUARDA
Vania Lima "Somos Físicos"
 
A Bela Vista no Mundo Encantado jovem guarda
A Bela Vista no Mundo Encantado jovem guardaA Bela Vista no Mundo Encantado jovem guarda
A Bela Vista no Mundo Encantado jovem guarda
Cristiane E. S. Araujo Santos
 
JOVEM GUARDA
JOVEM GUARDAJOVEM GUARDA
JOVEM GUARDA
Manuel de Abreu
 
A jovem guarda (dani)
A jovem guarda (dani)A jovem guarda (dani)
A jovem guarda (dani)
DalaDelane
 
Historia da tv brasileira
Historia da tv brasileiraHistoria da tv brasileira
Historia da tv brasileira
Júlio Rocha
 

Destaque (8)

Jovem Guarda Anos 60
Jovem Guarda Anos 60 Jovem Guarda Anos 60
Jovem Guarda Anos 60
 
Jovem Guarda
Jovem GuardaJovem Guarda
Jovem Guarda
 
24.mpb 1965-1969 jovemguarda
24.mpb 1965-1969 jovemguarda24.mpb 1965-1969 jovemguarda
24.mpb 1965-1969 jovemguarda
 
THE BEST OF JOVEM GUARDA
THE BEST OF JOVEM GUARDATHE BEST OF JOVEM GUARDA
THE BEST OF JOVEM GUARDA
 
A Bela Vista no Mundo Encantado jovem guarda
A Bela Vista no Mundo Encantado jovem guardaA Bela Vista no Mundo Encantado jovem guarda
A Bela Vista no Mundo Encantado jovem guarda
 
JOVEM GUARDA
JOVEM GUARDAJOVEM GUARDA
JOVEM GUARDA
 
A jovem guarda (dani)
A jovem guarda (dani)A jovem guarda (dani)
A jovem guarda (dani)
 
Historia da tv brasileira
Historia da tv brasileiraHistoria da tv brasileira
Historia da tv brasileira
 

Semelhante a Jovem guarda

TROPICALISMO.pptx
TROPICALISMO.pptxTROPICALISMO.pptx
TROPICALISMO.pptx
EricaDuarte25
 
CULTURA BRASILEIRA DE 50 A 80
CULTURA BRASILEIRA DE 50 A 80CULTURA BRASILEIRA DE 50 A 80
CULTURA BRASILEIRA DE 50 A 80
Fabio Salvari
 
A tropicália
A tropicáliaA tropicália
A tropicália
Francisco Nascimento
 
Tropicália - um movimento cultural no Brasil
Tropicália - um movimento cultural no BrasilTropicália - um movimento cultural no Brasil
Tropicália - um movimento cultural no Brasil
relampianoeditora
 
Semonario de antropologia
Semonario de antropologiaSemonario de antropologia
Semonario de antropologia
Ailton Rodriguèz
 
Anos 60, 70 e 80 cultura
Anos 60, 70 e 80 culturaAnos 60, 70 e 80 cultura
Anos 60, 70 e 80 cultura
samonois
 
Cultura
CulturaCultura
Cultura brasileira 2013 ok
Cultura brasileira 2013 okCultura brasileira 2013 ok
Cultura brasileira 2013 ok
Fabio Salvari
 
Uma História da Música Portuguesa
Uma História da Música PortuguesaUma História da Música Portuguesa
Uma História da Música Portuguesa
Rui Dinis
 
Tropicalismo Luiz Soares
Tropicalismo Luiz SoaresTropicalismo Luiz Soares
Tropicalismo Luiz Soares
Luiz Costa Junior
 
Completa 104 - dezembro de 2014
Completa 104 - dezembro de 2014Completa 104 - dezembro de 2014
Completa 104 - dezembro de 2014
Pery Salgado
 
Introdução
IntroduçãoIntrodução
Introdução
Caroline Souza
 
áLvaro aaa corpo e movimento p01104
áLvaro aaa corpo e movimento p01104áLvaro aaa corpo e movimento p01104
áLvaro aaa corpo e movimento p01104
Álvaro da Conceição
 
Tropicalismo
TropicalismoTropicalismo
Tropicalismo
Stephanie Dourado
 
Caetano emanuel viana teles veloso. gonzalo (corrixido)
Caetano emanuel viana teles veloso. gonzalo (corrixido)Caetano emanuel viana teles veloso. gonzalo (corrixido)
Caetano emanuel viana teles veloso. gonzalo (corrixido)
Endl Félix Muriel
 
Gal Costa
Gal CostaGal Costa
Gal Costa
Renato Cardoso
 
Release Orquestra Imperial
Release Orquestra ImperialRelease Orquestra Imperial
Release Orquestra Imperial
eachcase
 
Tropicalismo1
Tropicalismo1Tropicalismo1
Tropicalismo1
sandra
 
Jovem guarda the clevers 06
Jovem guarda the clevers 06Jovem guarda the clevers 06
Jovem guarda the clevers 06
sodajovem
 
A Tropicália e a produção cultural brasileira na década de 60
A Tropicália  e a produção cultural brasileira  na década de 60A Tropicália  e a produção cultural brasileira  na década de 60
A Tropicália e a produção cultural brasileira na década de 60
Aline Carvalho
 

Semelhante a Jovem guarda (20)

TROPICALISMO.pptx
TROPICALISMO.pptxTROPICALISMO.pptx
TROPICALISMO.pptx
 
CULTURA BRASILEIRA DE 50 A 80
CULTURA BRASILEIRA DE 50 A 80CULTURA BRASILEIRA DE 50 A 80
CULTURA BRASILEIRA DE 50 A 80
 
A tropicália
A tropicáliaA tropicália
A tropicália
 
Tropicália - um movimento cultural no Brasil
Tropicália - um movimento cultural no BrasilTropicália - um movimento cultural no Brasil
Tropicália - um movimento cultural no Brasil
 
Semonario de antropologia
Semonario de antropologiaSemonario de antropologia
Semonario de antropologia
 
Anos 60, 70 e 80 cultura
Anos 60, 70 e 80 culturaAnos 60, 70 e 80 cultura
Anos 60, 70 e 80 cultura
 
Cultura
CulturaCultura
Cultura
 
Cultura brasileira 2013 ok
Cultura brasileira 2013 okCultura brasileira 2013 ok
Cultura brasileira 2013 ok
 
Uma História da Música Portuguesa
Uma História da Música PortuguesaUma História da Música Portuguesa
Uma História da Música Portuguesa
 
Tropicalismo Luiz Soares
Tropicalismo Luiz SoaresTropicalismo Luiz Soares
Tropicalismo Luiz Soares
 
Completa 104 - dezembro de 2014
Completa 104 - dezembro de 2014Completa 104 - dezembro de 2014
Completa 104 - dezembro de 2014
 
Introdução
IntroduçãoIntrodução
Introdução
 
áLvaro aaa corpo e movimento p01104
áLvaro aaa corpo e movimento p01104áLvaro aaa corpo e movimento p01104
áLvaro aaa corpo e movimento p01104
 
Tropicalismo
TropicalismoTropicalismo
Tropicalismo
 
Caetano emanuel viana teles veloso. gonzalo (corrixido)
Caetano emanuel viana teles veloso. gonzalo (corrixido)Caetano emanuel viana teles veloso. gonzalo (corrixido)
Caetano emanuel viana teles veloso. gonzalo (corrixido)
 
Gal Costa
Gal CostaGal Costa
Gal Costa
 
Release Orquestra Imperial
Release Orquestra ImperialRelease Orquestra Imperial
Release Orquestra Imperial
 
Tropicalismo1
Tropicalismo1Tropicalismo1
Tropicalismo1
 
Jovem guarda the clevers 06
Jovem guarda the clevers 06Jovem guarda the clevers 06
Jovem guarda the clevers 06
 
A Tropicália e a produção cultural brasileira na década de 60
A Tropicália  e a produção cultural brasileira  na década de 60A Tropicália  e a produção cultural brasileira  na década de 60
A Tropicália e a produção cultural brasileira na década de 60
 

Mais de Bianca Pollyanna Swaggart

Guggenheim Bilbão - Sistema Estrutural
Guggenheim Bilbão - Sistema EstruturalGuggenheim Bilbão - Sistema Estrutural
Guggenheim Bilbão - Sistema Estrutural
Bianca Pollyanna Swaggart
 
Casa em bom Jesus 2
Casa em bom Jesus 2Casa em bom Jesus 2
Casa em bom Jesus 2
Bianca Pollyanna Swaggart
 
Pirates of the caribean - análise
Pirates of the caribean - análisePirates of the caribean - análise
Pirates of the caribean - análise
Bianca Pollyanna Swaggart
 
Exploração Colonial
Exploração ColonialExploração Colonial
Exploração Colonial
Bianca Pollyanna Swaggart
 
Heresias - império bizantino
Heresias - império bizantinoHeresias - império bizantino
Heresias - império bizantino
Bianca Pollyanna Swaggart
 
Apócope - Español
Apócope - EspañolApócope - Español
Apócope - Español
Bianca Pollyanna Swaggart
 
Diego velásquez - Las Meninas
Diego velásquez - Las MeninasDiego velásquez - Las Meninas
Diego velásquez - Las Meninas
Bianca Pollyanna Swaggart
 
Conjuncões
ConjuncõesConjuncões
Cigarro
CigarroCigarro
Arte na pré história
Arte na pré históriaArte na pré história
Arte na pré história
Bianca Pollyanna Swaggart
 
Frio extremo
Frio extremoFrio extremo

Mais de Bianca Pollyanna Swaggart (11)

Guggenheim Bilbão - Sistema Estrutural
Guggenheim Bilbão - Sistema EstruturalGuggenheim Bilbão - Sistema Estrutural
Guggenheim Bilbão - Sistema Estrutural
 
Casa em bom Jesus 2
Casa em bom Jesus 2Casa em bom Jesus 2
Casa em bom Jesus 2
 
Pirates of the caribean - análise
Pirates of the caribean - análisePirates of the caribean - análise
Pirates of the caribean - análise
 
Exploração Colonial
Exploração ColonialExploração Colonial
Exploração Colonial
 
Heresias - império bizantino
Heresias - império bizantinoHeresias - império bizantino
Heresias - império bizantino
 
Apócope - Español
Apócope - EspañolApócope - Español
Apócope - Español
 
Diego velásquez - Las Meninas
Diego velásquez - Las MeninasDiego velásquez - Las Meninas
Diego velásquez - Las Meninas
 
Conjuncões
ConjuncõesConjuncões
Conjuncões
 
Cigarro
CigarroCigarro
Cigarro
 
Arte na pré história
Arte na pré históriaArte na pré história
Arte na pré história
 
Frio extremo
Frio extremoFrio extremo
Frio extremo
 

Último

escrita criativa utilizada na arteterapia
escrita criativa   utilizada na arteterapiaescrita criativa   utilizada na arteterapia
escrita criativa utilizada na arteterapia
shirleisousa9166
 
FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
Sandra Pratas
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
Espanhol Online
 
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdfPortfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Falcão Brasil
 
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptxAPA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
orquestrasinfonicaam
 
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da TerraUma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Luiz C. da Silva
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
Sandra Pratas
 
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdfGeotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Falcão Brasil
 
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
Sandra Pratas
 
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdfUFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
Manuais Formação
 
Guerra de reconquista da Península ibérica
Guerra de reconquista da Península ibéricaGuerra de reconquista da Península ibérica
Guerra de reconquista da Península ibérica
felipescherner
 
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
principeandregalli
 
reconquista sobre a guerra de ibérica.docx
reconquista sobre a guerra de ibérica.docxreconquista sobre a guerra de ibérica.docx
reconquista sobre a guerra de ibérica.docx
felipescherner
 
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
Sandra Pratas
 
apresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacionalapresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacional
shirleisousa9166
 
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosasFotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
MariaJooSilva58
 
Mini livro sanfona - Minha Escola Tem História.
Mini livro  sanfona - Minha Escola Tem História. Mini livro  sanfona - Minha Escola Tem História.
Mini livro sanfona - Minha Escola Tem História.
Mary Alvarenga
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Luzia Gabriele
 
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdfHistória das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
LeideLauraCenturionL
 

Último (20)

escrita criativa utilizada na arteterapia
escrita criativa   utilizada na arteterapiaescrita criativa   utilizada na arteterapia
escrita criativa utilizada na arteterapia
 
FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
 
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdfPortfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
 
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptxAPA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
 
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
 
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da TerraUma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
 
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdfGeotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
 
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
 
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdfUFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
 
Guerra de reconquista da Península ibérica
Guerra de reconquista da Península ibéricaGuerra de reconquista da Península ibérica
Guerra de reconquista da Península ibérica
 
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
 
reconquista sobre a guerra de ibérica.docx
reconquista sobre a guerra de ibérica.docxreconquista sobre a guerra de ibérica.docx
reconquista sobre a guerra de ibérica.docx
 
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
 
apresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacionalapresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacional
 
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosasFotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
 
Mini livro sanfona - Minha Escola Tem História.
Mini livro  sanfona - Minha Escola Tem História. Mini livro  sanfona - Minha Escola Tem História.
Mini livro sanfona - Minha Escola Tem História.
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
 
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdfHistória das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
 

Jovem guarda

  • 1. JOVEM GUARDA E TROPICALIA
  • 2. JOVEM GUARDA Num sentido estrito, a expressão Jovem Guarda designou programa da TV Record, de São Paulo SP, estreado em setembro de 1965 e findo em 1969, comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia; mas tem sido comumente empregada para definir gênero musical também conhecido como iê-iê-iê, seja, a versão brasileira do rock internacional. A Jovem Guarda foi, entretanto, cristalização de uma tendência bem anterior: a informação do rock’n’roll norte-americano da década de 1950 já criara no Brasil um mercado de consumidores e aficionados, permitindo que, desde 1957, os primeiros cantores e compositores brasileiros do gênero tentassem reproduzir o ritmo com letras em português ou cantando no original.
  • 4. Com o nome definitivo de Jovem Guarda, o programa foi ao ar pela primeira vez em setembro de 1965, reunindo Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia, os  Eduardo Araújo  Sérgio Murilo  Agnaldo Rayol  Reynaldo Rayol  Martinha  Cleide Alves  Meyre Pavão cantores:  Rosemary e os grupos:  The Jordans  The Jet Blacks  Renato e seus Blue Caps  Os Incríveis e  Golden Boys.
  • 5. JOVEM GUARDA * RENATO E SEUS BLUE CAPS * OS INCRÍVEIS
  • 6. Rapidamente, a Jovem Guarda tornou-se uma das grandes atrações da emissora, reunindo grandes platéias de adolescentes no Teatro Record, mas foi a partir de 1966, com o grande sucesso de Roberto Carlos e Erasmo Carlos “Quero que vá tudo pro inferno”, que o programa tomou proporções nacionais e passou a ser sinônimo de movimento ou Outros artistas se juntaram ao grupo inicial:  Vanusa  De Kalafe  Deny e Dino  Leno e Lilian  Antônio Marcos tendência musical.  Os Vips  Ronnie Von  Os Brasões  The Pops, entre outros.
  • 7. ... VANUSA ANTONIO MARCOS RONNIE VON
  • 9. TROPICÁLIA A Tropicália, Tropicalismo ou Movimento tropicalista foi um movimento cultural brasileiro que surgiu sob a influência das correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira mesclou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais. Tinha também objetivos sociais e políticos, mas principalmente comportamentais, que encontraram eco em boa parte da sociedade, sob o regime militar, no final da década de 1960.
  • 11. É PROIBIDO PROIBIR Um ano depois do impacto causado pelas guitarras nas canções “Alegria, alegria” (Caetano) e “Domingo no parque” (Gil), apresentadas no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, Caetano Veloso e Gilberto Gil voltaram a surpreender o público no III FIC, Festival Internacional da Canção, promovido pela Rede Globo. Caetano, acompanhado pelos Mutantes, defendeu “É proibido proibir” e Gilberto Gil, com os Beat Boys, “Questão de Ordem”. A apresentação de “É proibido proibir” acabou se transformando num happening acaloradíssimo naquela noite de domingo, 15 de setembro de 1968. Na final paulista do FIC, realizada no Teatro da Universidade Católica de São Paulo, a música de Caetano foi recebida com furiosa vaia pelo público que lotava o auditório.
  • 12. Os Mutantes mal começaram a tocar a introdução da música e a platéia já atirava ovos, tomates e pedaços de madeira contra o palco. O provocativo Caetano apareceu vestido com roupas de plástico brilhante e colares exóticos. Entrou em cena rebolando, fazendo uma dança erótica que simulava os movimentos de uma relação sexual. Escandalizada, a platéia deu as costas para o palco. A resposta dos Mutantes foi imediata: sem parar de tocar, viraram as costas para o público. Gil foi atingido na perna por um pedaço de madeira, mas não se rendeu. Em tom de deboche, mordeu um dos tomates jogados ao chão e devolveu o resto à irada platéia. Caetano fez um longo e inflamado discurso que quase não se podia ouvir, tamanho era o barulho dentro do teatro.
  • 14. A CRUZADA TROPICALISTA O filme Bonnie and Clyde faz atualmente um tremendo sucesso na Europa e sua influência estendeu-se à moda, à música, à decoração, às comidas, aos hábitos. Os anos 30 revivem em força total. Baseados nesse sucesso e também no atual universo pop, com o psicodelismo morrendo e novas tendências surgindo, um grupo de cineastas, jornalistas, músicos e intelectuais resolveu fundar um movimento brasileiro mas com possibilidades de se transformar em escala mundial: o Tropicalismo. Assumir completamente tudo que a vida dos trópicos pode dar, sem preconceitos de ordem estética, sem cogitar de cafonice ou mal gosto, apenas vivendo a tropicalidade e o novo universo que ela encerra ainda desconhecido.
  • 15. A FESTA E A ARTE O lançamento da cruzada tropicalista seria feito em uma festa no Copacabana Palace. A piscina estaria coberta de vitórias-régias, palmeiras por toda a pérgula, bebidas servidas em abacaxis ou cocos, abacaxis que também serviriam de abajur, iluminados por dentro. Precisamos renovar a arte no Brasil. É preciso mais do que nunca reabilitar Oswaldo Teixeira, trazer de novo para os lares as naturezas-mortas, os tachos de estanho e de cobre, frutas espalhadas pelo meio. Que volte a pureza de formas, a mestria e delicadeza do traço. Fora com Portinari e Antonio Dias!
  • 17. PROVAÇÕES E INSULTOS Quando foram convidados para debater o Tropicalismo na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da USP, a FAU, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Torquato Neto nem suspeitaram do que estava por vir. Mas, naquele dia 6 de junho de 68, quando chegaram ao auditório da faculdade sob o som de vaias e estouros de bombinhas pressentiram a armadilha que havia sido preparada para provocá-los e agredi-los. Logo na entrada, os estudantes distribuíam um panfleto com um texto de Augusto Boal intitulado “Chacrinha e Dercy de Sapato Branco”, com pesadas críticas aos tropicalistas. Daí já dava para perceber o clima de animosidade que pairava no ar. E para completar o cenário de guerra que fora armado, os organizadores ainda escalaram dois ferrenhos opositores do movimento tropicalista, o compositor Maranhão e o jornalista Chico de Assis.
  • 18. Para contrapor e equilibrar o debate, Guilherme Araújo percebendo a saia justa em que se encontravam, convidou mais dois tropicalistas de peso para engrossar o time dos convidados, os poetas concretos Augusto de Campos e Décio Pignatari. Augusto abriu o debate falando que as incursões tropicalistas de Gil e Caetano eram uma verdadeira revolução contra o medo. Pignatari falou na seqüência, mas a platéia estava nitidamente agitada. O estopim da revolta entre o público presente aconteceu quando Gil argumentou que não foram eles que fizeram da música deles mercadoria, mas que ela só penetra quando é vendida. A confusão chegou ao ápice quando Caetano citou Chacrinha. Esta foi a senha para que a platéia, enraivecida além de vaiar e estourar bombinhas atirasse bananas sobre eles. Mesmo debaixo da chuva de insultos, Pignatari não se intimidou, levantou e sozinho vaiou aquela platéia enfurecida.
  • 20. LOUCURA E FRENESI A badalada boate Sucata, no Rio de Janeiro, decidiu apostar na ousadia dos tropicalistas e, na noite de sexta-feira, 4 de outubro de 1968, deu início a uma temporada de duas semanas de shows memoráveis. Eles já vinham em ritmo alucinado das atuações no FIC, mas, naquele momento, deram o tom de superação que marcaria as apresentações nas semanas seguintes: gritos, assobios, ruídos, gemidos, distorções de guitarra e respostas debochadas às provocações da platéia. A chamada do show tentava alertar os mais desavisados: “Um espetáculo violento, diferente de tudo que já foi feito”. Desavisado ou não, o público compareceu em peso nos nove dias da temporada.
  • 21. Neste programa de estréia, receberam os Mutantes, com quem dividiram a canção “Baby”. Na seqüência, o trio trocou as guitarras por uma bateria improvisada, feita com latas amassadas para acompanhar Gil em “A Luta contra a Lata ou a Falência do Café”, tendo também a participação de Gal Costa. Esta edição ainda teve direito a performances desconcertantes de Caetano que se atirou no chão e plantou bananeira. Gil também não ficou atrás e riu, dançou e rodopiou pelo palco, completamente à vontade. Nem é surpresa dizer que a farra televisiva acabou gerando manifestações de repúdio da ala mais conservadora e careta da sociedade. Pais de família escreviam cartas cheias de ira para a direção do programa e políticos de cidadezinhas do interior se revoltaram com o que chamaram de “agressões”.