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Tropicalismo
O NOME TROPICÁLIA
• Inventado pelo artista plástico Hélio Oiticica e posto
como título em uma canção de Caetano Veloso...” além
de estar livre desse sufixo ismo, o qual, justamente por
ser redutor, facilita a divulgação com status de
movimento do ideário e do repertório criados. Caetano
Veloso em seu livro Tropicália.
A história deste movimento
começa quando Caetano Veloso
chega da Bahia e encontra uma
cena musical dominada por
bossa novistas que cantavam
um Brasil dos anos dourados,
cada vez mais destoante da
realidade dura em que se vivia
no país e das mudanças pelas
quais o mundo passava.
Objetivos do Movimento
• “Eu me sentia num país homogêneo cujos
aspectos de inautenticidade e as versões de rock
sem dúvida representavam um deles, resultavam
da injustiça social que distribuía a ignorância, e
de sua macro manifestação, o imperialismo que
impunha estilos e produtos.”
• Caetano Veloso
OS BAIANOS – BETHÂNIA – CAETANO- GAL -GIL
Caetano e
Maria
Bethânia
A Revolução musical
Por causa da ditadura, a música
brasileira estava muito nacionalista, ou
seja, muito voltada para cantar as
maravilhas da nação e lembrar o quanto
o povo brasileiro é sortudo por viver
aqui. A Tropicália foi contra isso. O
grupo tentou deixar a linguagem da
Música Popular Brasileira (MPB) mais
leve, mais jovem. Para isso, passaram
a usar guitarras elétricas nos arranjos
musicais.
.. Encantados com a música pop
internacional, que naquela
época ficava cada vez mais
forte, e interessados em
misturar estas influências com a
musicalidade brasileira, Caetano
Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Gal
Gosta acompanhados dos
Mutantes (Rita Lee, Arnaldo
Batista e Sérgio Batista),
mudaram a cara da música
popular brasileira. Eles queriam
mais do que um banquinho e um
violão. A intenção era gritar aos
brados uma nova possibilidade
de se pensar o Brasil–Caetano
É possível dizer, inclusive,
que o movimento teve início
com as inovadoras
apresentações da marcha
“Alegria, alegria”, de
Caetano, e da cantiga de
capoeira “Domingo no
parque”, de Gilberto Gil, no
III Festival de MPB da TV
Record, em 1967.
Caetano Veloso – alegria, alegria
coração tropicália x Ditadura
A música Alegria, Alegria, de
autoria de Caetano Veloso, sobre
liberdade, é um dos marcos
iniciais do movimento tropicalista
da década de 1960. Datada de
1967, Alegria, Alegria, a canção
modernista foi apresentada no
Festival da Record em disputa
pelo “Berimbau de Ouro”.
“sua letra nada tem de
alegria, apenas reflete a
repressão do período
militar no Brasil, ou
melhor, os “anos de
chumbo”” “Pelo fato de ser uma canção
escrita no período tropicalista,
Alegria, Alegria tem nas
entrelinhas uma crítica à
esquerda intelectualizada, a
negação a qualquer forma de
censura, uma denúncia da
sedução dos meios de
comunicação de massa e um
retrato direto da realidade
Mary Ellen Farias dos Santos*
Em janeiro de 2015 *
Resenha
Alegria , Alegria
Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro,
Eu vou.
O sol se reparte em crimes
Espaço naves, guerrilhas
Em Cardinales bonitas,
Eu vou.
O sol se reparte em crimes
Espaço naves, guerrilhas
Em Cardinales bonitas,
Eu vou.
Em caras de presidente,
Em grandes beijos de amor,
Em dentes, pernas,
bandeiras,
Bomba e Brigitte Bardot.
O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e
preguiça.
Quem lê tanta notícia?
Eu vou
Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores
vãos.
Eu vou
Por que não? E por que
não?
Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à
escola
Sem lenço e sem
documento
Eu vou.
Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone,
No coração do Brasil.
Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou
Sem lenço, sem
documento
Nada no bolso ou nas
mãos
Eu quero seguir vivendo
amor.
Eu vou
Por que não? E por que
não?
Eu vou
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo amor.
Eu vou
Por que não? E por que não?
Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone,
No coração do Brasil.
Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Gilberto Gil
Cantor, compositor e
instrumentista, foi um dos
criadores do Movimento
Tropicalista nos anos 60.
Sua carreira musical teve início
em 1964, época em que cursava
Administração na Universidade
Federal da Bahia, quando
participou do show “Nós, Por
Exemplo”, ao lado de Caetano
Veloso, Tom Zé, Gal Costa e Maria
Bethânia, na inauguração do
teatro Vila Velha, em Salvador.
Em 1965, Gilberto Gil mudou-se
para São Paulo. Em 1967, a
música “Domingo no Parque”, que
cantou junto com os Mutantes,
ficou em 2º lugar no III FMPB.
Nesse mesmo ano lançou seu
primeiro disco “Louvação”
O III FMPB foi o ponto de partida
para o movimento artístico
chamado “Tropicalismo”, que
Gilberto Gil participou junto com
Caetano Veloso, Torquato Neto,
Tom Zé, Rogério Duprat, entre
outros. A ideia do movimento era a
fusão de elementos da música
inglesa e americana junto com as
músicas de João Gilberto e Luiz
Gonzaga. O movimento causou
polêmica, porém, abriu portas
para uma nova etapa na música
popular brasileira.
Os Festivais dominavam o público e
Universitários monitorados pela Ditadura
OS FESTIVAIS DA CANÇÃO (1965-1972)
Pode-se dizer que o nascimento da
MPB passou pelos festivais de
música, promovidos por emissoras
de TV, como a Record e a Globo, de
1965 a 1972. Em vez de chegar ao
público pelo rádio, a música entrava
na casa das pessoas pela televisão
e só depois pelo disco. Os festivais
acabaram se transformando em
palco político.
Elis Regina
A grande Diva dos Festivais
Uma noite em 1968
Foi um festival com Tom Jobim vaiado e uma
música que irritou os quartéis de Geraldo Vandré
ficando para sempre no imaginário nacional e
proibida de ser cantada.
Pra não dizer que não falei de flores
• Geraldo Vandré compôs e interpretou a música
que se tornaria um hino de resistência do
movimento civil e estudantil. Os versos "Vem,
vamos embora / Que esperar não é saber /
Quem sabe faz a hora, / Não espera acontecer"
foram interpretados como uma apologia à luta
armada contra a ditadura. "Vandré já era um
compositor visado", "Sem metáforas, a
música apregoava a luta de alguma forma."
Geraldo Vandré
Tropicalistas participaram de FESTIVAIS
Caetano cantando ‘ alegria, alegria”
Gilberto e Mutantes cantando “Domingo”
Gal Costa
Divino maravilhoso, cujos versos
dizem “é preciso estar atento e
forte, não temos tempo de temer
a morte”, na televisão quando um
homem começou a gritar “Fora!”.
Gal disse que começou a cantar
cada vez mais forte a canção.
Aos poucos ele começou a se
aquietar e acabou sentando. Isto
é a Tropicália,
MUTANTES
Irreverência pura !
O grupo chocou o público ao mostrar Rita Lee
grávida e de vestido de noiva branco.
Tom Zé
Tom Zé, poeta baiano, sonoro,
concreto, da práxis, da língua
atomizada e anatomizada, das
lições de História, entre os dois
sertões
Torquato Neto como um
“ferrenho militante da
implantação da contracultura”
diante de um contexto ditatorial.
Ele era, simplesmente,.
poeta
Na foto, Torquato Neto
vestindo Parangolé em
Apocaliopótese, no Rio de
Janeiro, em 1968.
Artistas de Teatro , cinema, poetas e pintores
como Hélio Oiticica fizeram parte da Tropicália.
No cinema:
Glauber Rocha No teatro Oficina ZÉ CELSO
Na poesia Concreta Ferreira Gullar
Hélio Oiticica nas Artes Plásticas
Glauber Rocha
• A trama de Terra em Transe é uma alegoria
política, um texto que faz uso de elementos
históricos muito próprios do Brasil e da América
Latina como um todo, especialmente porque
não se nega a mostrar as diferenças sociais, a
larga oferta de posturas político-ideológicas, o
embate quase infantil entre povo e poder, o uso
da força militar ou do assassinato político.
Através de todos esses fatos observados no
Terceiro Mundo. Glauber Rocha nos mostra a
crônica de uma ascensão ao poder e sua
subsequente derrocada.
Glauber
rocha
José Celso Martinez Corrêa
Quando o “Tropicalismo”, começa a influenciar
diferentes grupos e artistas, O teatro de Oficina,
fundado pelo dramaturgo Zé Celso à sua frente,
persegue uma cultura de resistência, combatendo
a indústria da massificação, do comportamento
pelo show-business e da padronização do gosto. A
representação do Tropicalismo se deu com a peça
“O Rei da Vela”, em 1967, atuada por outro
fundador, Renato Borghi. O Manifesto
Antropofágico (1928) de Oswald de Andrade, autor
de “O Rei da Vela”, foi que serviu de suporte para
Quando ouvi pela primeira vez
as músicas “Alegria, alegria” de
Caetano Veloso e “Domingo no
Parque” de Gilberto Gil eu senti
a consagração da palavra que
eu tenho por fundamental na
vida: “alegria”. Senti nas
canções a alegria de estar no
parque, de estar na rua, de
estar na Ágora, de estar na
praça pública. Senti alegria é a
prova dos nove De Oswald de
Andrade.
ZÉ CELSO
O rei da Vela
Montamos no Teatro Oficina “O
Rei da Vela”. O espaço cênico
até 1967 era o de uma caixa de
sapato fechada. Mas essa peça
de Oswald de Andrade pedia
que nós abríssemos uma
entrada de luz no teatro. Assim,
transformamos o Oficina num
espaço de “domingo no
parque”, ensolarado, num
espaço de alegria
Esse espaço hoje é o
terreiro do Modernismo,
do Tropicalismo. Temos
aqui um teto móvel que
abre para céu, é um
teatro que tem seu
próprio céu. O Teatro
Oficina é um espaço
bárbaro e tecnizado
Tropicalista.
Manifesto Antropofágico de Oswald de
Andrade
Oswald de Andrade não se opõe à
civilização moderna e industrializada,
mas propõe um certo tipo de cautela
ao absorver aspectos culturais de
outrem, para que a modernidade não
se sobreponha totalmente às culturas
primitivas. E também, para que haja
maior cuidado ao absorver a cultura de
outros lugares, para que não haja
absorção do desnecessário e a cultura
brasileira vire um amontoado de
fragmentos de culturas exteriores.
Ferreira gullarFerreira gullar
Em 1954, Ferreira Gullar lançou
no Rio de Janeiro, o livro A Luta
Corporal, com experiências que
leva em conta o espaço em
branco do papel e as
possibilidades de diagramação
da palavra em poesia, unindo
significante e significado,
comunhão nova que se afinava
com as propostas de
concretistas de São Paulo.
Em 1954, Ferreira Gullar
lançou no Rio de Janeiro, o
livro A Luta Corporal, com
experiências que leva em
conta o espaço em branco
do papel e as possibilidades
de diagramação da palavra
em poesia, unindo
significante e significado,
comunhão nova que se
afinava com as propostas de
concretistas de São Paulo.
Hélio Oiticica
• Pintor que aderiu a ideia Tropicalista em que houve troca
de ideias entre artistas de todas as áreas.
Pintor brasileiro Hélio Oiticica
Parangolé são capas, estandartes,
bandeiras para serem vestidas ou
carregadas pelo participante de
um happening. As capas são feitas com
panos coloridos (que podem levar
reproduções de palavras e fotos)
interligados, revelados apenas quando a
pessoa se movimenta. A cor ganha um
dinamismo no espaço através da
associação com a dança e a música. A
obra só existe plenamente, portanto,
quando da participação corporal: a
estrutura depende da ação. A cor assume,
desse modo, um caráter literal de vivência,
reunindo sensação visual, táctil e rítmica. O
participante vira obra ao vesti-lo,
ultrapassando a distância entre eles,
superando o próprio conceito de arte.
Mas que fique claro, ao vestir o
Parangolé o corpo não é o
suporte da obra. Oiticica diz que
se trata de "incorporação do
corpo na obra e da obra no
corpo". Nessa espécie de anti-
arte, diz Oiticia, "o objetivo é dar
ao público a chance de deixar
de ser público espectador, de
fora, para participante na
atividade criadora".
Tropicália, Hélio Oiticica, 1967
Sobre o Movimento e a sociedade
• O tempo era o final da década de 1960, nas cucas
encaracoladas dos jovens do mundo todo estava
passando uma profusão de ideias e questionamentos, e a
Tropicália aparece justamente para deixar os jovens
brasileiros em compasso com as contradições do mundo
da Guerra Fria, sem deixar de trazer para a roda nossas
próprias discussões. A estética tropicalista trazia a
interlocução de várias manifestações artísticas
ao movimento
. Tudo o que apareceu na MPB
depois do tropicalismo está
ligado ao movimento.
Influência na moda
O exílio de Caetano e Gil em LONDRES
•Em 1968 Caetano Veloso e Gilberto Gil
foram presos em São Paulo pela polícia
militar e permaneceram detidos por quase
dois meses antes de serem exilados. Os
músicos viveram dois anos e meio exilados
em Londres e foi nesse período que Caetano
gravou “London London”.
Nos dias de hoje como é visto o movimento lá
fora pelo mundo
2005
Revista Bien'Art
Revis
Mistura tudo
O Tropicalismo misturou
rock, bossa nova, samba,
rumba, bolero e baião
O disco que deixa isso bem
claro é a obra coletiva Tropicália
ou Panis et Circensis, que
reuniu todos os principais
cantores, compositores e
maestros do movimento no
mesmo disco.
CONCLUSÃO
O Tropicalismo, como todo movimento de
vanguarda, causou incomodo e teve seus
detratores, de todos os lados, da esquerda
para a direita. O governo militar passou a
perseguir o grupo por considerá-los
contestadores demais, subversivos em
potencial. Para um governo que tinha a
censura como método de coerção,
Caetano Veloso cantando que “é proibido
proibir”, não era bem visto pelos homens
de farda.
A esquerda nacionalista e
antiamericana os acusava de
imperializados e entreguistas pela
influência do rock. No contexto
político da época, houve até artistas
que fizeram passeatas contra a
guitarra elétrica. O músico, escritor e
desenhista Rogério Duarte, um dos
criadores do movimento, traduziu em
depoimento aquilo que de fato o
tropicalismo foi: “A estética da
Tropicália comportava as minhas
contradições. O tropicalismo era
síntese das contradições”, resumiu o
intelectual.
Bibliografia
www.resenhando.com. É jornalista,
professora e roteirista.
Twitter: @maryellenfsm
aetanoendetalle.blogspot.com.br/2016/04/2005-2006-
2007-tropicalia-revolution-in.html
http://tvbrasil.ebc.com.br/exilio-e-
cancoes/post/london-london-reflete-experiencia-de-
caetano-veloso-no-exilio
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Tropicália

  • 2. O NOME TROPICÁLIA • Inventado pelo artista plástico Hélio Oiticica e posto como título em uma canção de Caetano Veloso...” além de estar livre desse sufixo ismo, o qual, justamente por ser redutor, facilita a divulgação com status de movimento do ideário e do repertório criados. Caetano Veloso em seu livro Tropicália.
  • 3. A história deste movimento começa quando Caetano Veloso chega da Bahia e encontra uma cena musical dominada por bossa novistas que cantavam um Brasil dos anos dourados, cada vez mais destoante da realidade dura em que se vivia no país e das mudanças pelas quais o mundo passava.
  • 4. Objetivos do Movimento • “Eu me sentia num país homogêneo cujos aspectos de inautenticidade e as versões de rock sem dúvida representavam um deles, resultavam da injustiça social que distribuía a ignorância, e de sua macro manifestação, o imperialismo que impunha estilos e produtos.” • Caetano Veloso
  • 5. OS BAIANOS – BETHÂNIA – CAETANO- GAL -GIL
  • 7.
  • 8.
  • 9. A Revolução musical Por causa da ditadura, a música brasileira estava muito nacionalista, ou seja, muito voltada para cantar as maravilhas da nação e lembrar o quanto o povo brasileiro é sortudo por viver aqui. A Tropicália foi contra isso. O grupo tentou deixar a linguagem da Música Popular Brasileira (MPB) mais leve, mais jovem. Para isso, passaram a usar guitarras elétricas nos arranjos musicais.
  • 10. .. Encantados com a música pop internacional, que naquela época ficava cada vez mais forte, e interessados em misturar estas influências com a musicalidade brasileira, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Gal Gosta acompanhados dos Mutantes (Rita Lee, Arnaldo Batista e Sérgio Batista), mudaram a cara da música popular brasileira. Eles queriam mais do que um banquinho e um violão. A intenção era gritar aos brados uma nova possibilidade de se pensar o Brasil–Caetano
  • 11. É possível dizer, inclusive, que o movimento teve início com as inovadoras apresentações da marcha “Alegria, alegria”, de Caetano, e da cantiga de capoeira “Domingo no parque”, de Gilberto Gil, no III Festival de MPB da TV Record, em 1967.
  • 12. Caetano Veloso – alegria, alegria coração tropicália x Ditadura A música Alegria, Alegria, de autoria de Caetano Veloso, sobre liberdade, é um dos marcos iniciais do movimento tropicalista da década de 1960. Datada de 1967, Alegria, Alegria, a canção modernista foi apresentada no Festival da Record em disputa pelo “Berimbau de Ouro”.
  • 13. “sua letra nada tem de alegria, apenas reflete a repressão do período militar no Brasil, ou melhor, os “anos de chumbo”” “Pelo fato de ser uma canção escrita no período tropicalista, Alegria, Alegria tem nas entrelinhas uma crítica à esquerda intelectualizada, a negação a qualquer forma de censura, uma denúncia da sedução dos meios de comunicação de massa e um retrato direto da realidade Mary Ellen Farias dos Santos* Em janeiro de 2015 * Resenha
  • 14. Alegria , Alegria Caminhando contra o vento Sem lenço e sem documento No sol de quase dezembro, Eu vou. O sol se reparte em crimes Espaço naves, guerrilhas Em Cardinales bonitas, Eu vou.
  • 15. O sol se reparte em crimes Espaço naves, guerrilhas Em Cardinales bonitas, Eu vou. Em caras de presidente, Em grandes beijos de amor, Em dentes, pernas, bandeiras, Bomba e Brigitte Bardot. O sol nas bancas de revista Me enche de alegria e preguiça. Quem lê tanta notícia? Eu vou
  • 16. Por entre fotos e nomes Os olhos cheios de cores O peito cheio de amores vãos. Eu vou Por que não? E por que não? Ela pensa em casamento E eu nunca mais fui à escola Sem lenço e sem documento Eu vou.
  • 17. Por entre fotos e nomes Sem livros e sem fuzil Sem fome, sem telefone, No coração do Brasil. Ela nem sabe até pensei Em cantar na televisão O sol é tão bonito
  • 18. Eu vou Sem lenço, sem documento Nada no bolso ou nas mãos Eu quero seguir vivendo amor. Eu vou Por que não? E por que não?
  • 19. Eu vou Sem lenço, sem documento Nada no bolso ou nas mãos Eu quero seguir vivendo amor. Eu vou Por que não? E por que não? Por entre fotos e nomes Sem livros e sem fuzil Sem fome, sem telefone, No coração do Brasil. Ela nem sabe até pensei Em cantar na televisão O sol é tão bonito
  • 20. Gilberto Gil Cantor, compositor e instrumentista, foi um dos criadores do Movimento Tropicalista nos anos 60.
  • 21. Sua carreira musical teve início em 1964, época em que cursava Administração na Universidade Federal da Bahia, quando participou do show “Nós, Por Exemplo”, ao lado de Caetano Veloso, Tom Zé, Gal Costa e Maria Bethânia, na inauguração do teatro Vila Velha, em Salvador. Em 1965, Gilberto Gil mudou-se para São Paulo. Em 1967, a música “Domingo no Parque”, que cantou junto com os Mutantes, ficou em 2º lugar no III FMPB. Nesse mesmo ano lançou seu primeiro disco “Louvação”
  • 22. O III FMPB foi o ponto de partida para o movimento artístico chamado “Tropicalismo”, que Gilberto Gil participou junto com Caetano Veloso, Torquato Neto, Tom Zé, Rogério Duprat, entre outros. A ideia do movimento era a fusão de elementos da música inglesa e americana junto com as músicas de João Gilberto e Luiz Gonzaga. O movimento causou polêmica, porém, abriu portas para uma nova etapa na música popular brasileira.
  • 23. Os Festivais dominavam o público e Universitários monitorados pela Ditadura
  • 24. OS FESTIVAIS DA CANÇÃO (1965-1972) Pode-se dizer que o nascimento da MPB passou pelos festivais de música, promovidos por emissoras de TV, como a Record e a Globo, de 1965 a 1972. Em vez de chegar ao público pelo rádio, a música entrava na casa das pessoas pela televisão e só depois pelo disco. Os festivais acabaram se transformando em palco político.
  • 25. Elis Regina A grande Diva dos Festivais
  • 26. Uma noite em 1968 Foi um festival com Tom Jobim vaiado e uma música que irritou os quartéis de Geraldo Vandré ficando para sempre no imaginário nacional e proibida de ser cantada.
  • 27. Pra não dizer que não falei de flores • Geraldo Vandré compôs e interpretou a música que se tornaria um hino de resistência do movimento civil e estudantil. Os versos "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora, / Não espera acontecer" foram interpretados como uma apologia à luta armada contra a ditadura. "Vandré já era um compositor visado", "Sem metáforas, a música apregoava a luta de alguma forma."
  • 29. Tropicalistas participaram de FESTIVAIS Caetano cantando ‘ alegria, alegria”
  • 30. Gilberto e Mutantes cantando “Domingo”
  • 31. Gal Costa Divino maravilhoso, cujos versos dizem “é preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte”, na televisão quando um homem começou a gritar “Fora!”. Gal disse que começou a cantar cada vez mais forte a canção. Aos poucos ele começou a se aquietar e acabou sentando. Isto é a Tropicália,
  • 33. O grupo chocou o público ao mostrar Rita Lee grávida e de vestido de noiva branco.
  • 34. Tom Zé Tom Zé, poeta baiano, sonoro, concreto, da práxis, da língua atomizada e anatomizada, das lições de História, entre os dois sertões
  • 35. Torquato Neto como um “ferrenho militante da implantação da contracultura” diante de um contexto ditatorial. Ele era, simplesmente,. poeta
  • 36. Na foto, Torquato Neto vestindo Parangolé em Apocaliopótese, no Rio de Janeiro, em 1968.
  • 37. Artistas de Teatro , cinema, poetas e pintores como Hélio Oiticica fizeram parte da Tropicália. No cinema: Glauber Rocha No teatro Oficina ZÉ CELSO Na poesia Concreta Ferreira Gullar Hélio Oiticica nas Artes Plásticas
  • 38. Glauber Rocha • A trama de Terra em Transe é uma alegoria política, um texto que faz uso de elementos históricos muito próprios do Brasil e da América Latina como um todo, especialmente porque não se nega a mostrar as diferenças sociais, a larga oferta de posturas político-ideológicas, o embate quase infantil entre povo e poder, o uso da força militar ou do assassinato político. Através de todos esses fatos observados no Terceiro Mundo. Glauber Rocha nos mostra a crônica de uma ascensão ao poder e sua subsequente derrocada.
  • 40.
  • 41.
  • 42. José Celso Martinez Corrêa Quando o “Tropicalismo”, começa a influenciar diferentes grupos e artistas, O teatro de Oficina, fundado pelo dramaturgo Zé Celso à sua frente, persegue uma cultura de resistência, combatendo a indústria da massificação, do comportamento pelo show-business e da padronização do gosto. A representação do Tropicalismo se deu com a peça “O Rei da Vela”, em 1967, atuada por outro fundador, Renato Borghi. O Manifesto Antropofágico (1928) de Oswald de Andrade, autor de “O Rei da Vela”, foi que serviu de suporte para
  • 43. Quando ouvi pela primeira vez as músicas “Alegria, alegria” de Caetano Veloso e “Domingo no Parque” de Gilberto Gil eu senti a consagração da palavra que eu tenho por fundamental na vida: “alegria”. Senti nas canções a alegria de estar no parque, de estar na rua, de estar na Ágora, de estar na praça pública. Senti alegria é a prova dos nove De Oswald de Andrade. ZÉ CELSO
  • 44.
  • 45. O rei da Vela Montamos no Teatro Oficina “O Rei da Vela”. O espaço cênico até 1967 era o de uma caixa de sapato fechada. Mas essa peça de Oswald de Andrade pedia que nós abríssemos uma entrada de luz no teatro. Assim, transformamos o Oficina num espaço de “domingo no parque”, ensolarado, num espaço de alegria
  • 46. Esse espaço hoje é o terreiro do Modernismo, do Tropicalismo. Temos aqui um teto móvel que abre para céu, é um teatro que tem seu próprio céu. O Teatro Oficina é um espaço bárbaro e tecnizado Tropicalista.
  • 47. Manifesto Antropofágico de Oswald de Andrade Oswald de Andrade não se opõe à civilização moderna e industrializada, mas propõe um certo tipo de cautela ao absorver aspectos culturais de outrem, para que a modernidade não se sobreponha totalmente às culturas primitivas. E também, para que haja maior cuidado ao absorver a cultura de outros lugares, para que não haja absorção do desnecessário e a cultura brasileira vire um amontoado de fragmentos de culturas exteriores.
  • 48.
  • 49. Ferreira gullarFerreira gullar Em 1954, Ferreira Gullar lançou no Rio de Janeiro, o livro A Luta Corporal, com experiências que leva em conta o espaço em branco do papel e as possibilidades de diagramação da palavra em poesia, unindo significante e significado, comunhão nova que se afinava com as propostas de concretistas de São Paulo.
  • 50. Em 1954, Ferreira Gullar lançou no Rio de Janeiro, o livro A Luta Corporal, com experiências que leva em conta o espaço em branco do papel e as possibilidades de diagramação da palavra em poesia, unindo significante e significado, comunhão nova que se afinava com as propostas de concretistas de São Paulo.
  • 51. Hélio Oiticica • Pintor que aderiu a ideia Tropicalista em que houve troca de ideias entre artistas de todas as áreas.
  • 53. Parangolé são capas, estandartes, bandeiras para serem vestidas ou carregadas pelo participante de um happening. As capas são feitas com panos coloridos (que podem levar reproduções de palavras e fotos) interligados, revelados apenas quando a pessoa se movimenta. A cor ganha um dinamismo no espaço através da associação com a dança e a música. A obra só existe plenamente, portanto, quando da participação corporal: a estrutura depende da ação. A cor assume, desse modo, um caráter literal de vivência, reunindo sensação visual, táctil e rítmica. O participante vira obra ao vesti-lo, ultrapassando a distância entre eles, superando o próprio conceito de arte.
  • 54. Mas que fique claro, ao vestir o Parangolé o corpo não é o suporte da obra. Oiticica diz que se trata de "incorporação do corpo na obra e da obra no corpo". Nessa espécie de anti- arte, diz Oiticia, "o objetivo é dar ao público a chance de deixar de ser público espectador, de fora, para participante na atividade criadora".
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  • 65. Sobre o Movimento e a sociedade • O tempo era o final da década de 1960, nas cucas encaracoladas dos jovens do mundo todo estava passando uma profusão de ideias e questionamentos, e a Tropicália aparece justamente para deixar os jovens brasileiros em compasso com as contradições do mundo da Guerra Fria, sem deixar de trazer para a roda nossas próprias discussões. A estética tropicalista trazia a interlocução de várias manifestações artísticas
  • 66. ao movimento . Tudo o que apareceu na MPB depois do tropicalismo está ligado ao movimento.
  • 68. O exílio de Caetano e Gil em LONDRES •Em 1968 Caetano Veloso e Gilberto Gil foram presos em São Paulo pela polícia militar e permaneceram detidos por quase dois meses antes de serem exilados. Os músicos viveram dois anos e meio exilados em Londres e foi nesse período que Caetano gravou “London London”.
  • 69. Nos dias de hoje como é visto o movimento lá fora pelo mundo 2005 Revista Bien'Art Revis
  • 70.
  • 71.
  • 72.
  • 73.
  • 74. Mistura tudo O Tropicalismo misturou rock, bossa nova, samba, rumba, bolero e baião O disco que deixa isso bem claro é a obra coletiva Tropicália ou Panis et Circensis, que reuniu todos os principais cantores, compositores e maestros do movimento no mesmo disco.
  • 75. CONCLUSÃO O Tropicalismo, como todo movimento de vanguarda, causou incomodo e teve seus detratores, de todos os lados, da esquerda para a direita. O governo militar passou a perseguir o grupo por considerá-los contestadores demais, subversivos em potencial. Para um governo que tinha a censura como método de coerção, Caetano Veloso cantando que “é proibido proibir”, não era bem visto pelos homens de farda.
  • 76. A esquerda nacionalista e antiamericana os acusava de imperializados e entreguistas pela influência do rock. No contexto político da época, houve até artistas que fizeram passeatas contra a guitarra elétrica. O músico, escritor e desenhista Rogério Duarte, um dos criadores do movimento, traduziu em depoimento aquilo que de fato o tropicalismo foi: “A estética da Tropicália comportava as minhas contradições. O tropicalismo era síntese das contradições”, resumiu o intelectual.
  • 77. Bibliografia www.resenhando.com. É jornalista, professora e roteirista. Twitter: @maryellenfsm aetanoendetalle.blogspot.com.br/2016/04/2005-2006- 2007-tropicalia-revolution-in.html http://tvbrasil.ebc.com.br/exilio-e- cancoes/post/london-london-reflete-experiencia-de- caetano-veloso-no-exilio
  • 78. Trabalho para a Disciplina Arte latino Americana Helena e Dennis FEEVALE 2007