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JB NEWSRede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal
www.radiosintonia33 – jbnews@floripa.com.br
Informativo Nr. 1138
Filiado à ABIM sob nr. 007/JV
Loja Templários da Nova Era nr. 91
Quintas-feiras às 20h00 - Templo: Obreiros da Paz - Canasvieiras
Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC
Florianópolis (SC) - segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Índice:
Bloco 1 - Almanaque
Bloco 2 - Opinião: Ir Homero Franco - "Uma Palavra Perdida "
Bloco 3 - Ir João Anatalino - "O Patriarca Abraão e a tradição Maçônica "
Bloco 4 - Ir José de Oliveira C. Borges - " Os Ritos praticados em Portugal no Sec. XIX "
Bloco 5 - IrWagner Veneziani Costa - "A Origem Oculta dos Signos Zodiacais "
Bloco 6 - Ir Cleber Basso - "O Silêncio do Aprendiz Maçom "
Bloco 7 - Ir Sérgio Quirino Guimarães - Expedição Tríplice Aliança Maçônica - 7º dia
Bloco 8 - Destaques JB -
Pesquisas e artigos desta edição:
Arquivo próprio - Internet - Colaboradores
– Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias e www.google.com.br
Os artigos constantes desta edição não refletem necessariamente a opinião
deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores.
Hoje, 14 de outubro de 2013, 287º dia do calendário gregoriano. Faltam 78 para acabar o ano.
Dia do Meteorologista; Dia Nacional da Pecuária
Se não deseja receber mais este informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, por favor, comunique-nos
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 1066 — Batalha de Hastings: Guilherme, duque da Normandia derrota o exército de
Haroldo II de Inglaterra, que morre na batalha
 1766 — Alvará português estabelecendo as formas como os donatários deverão requerer
cartas de confirmação das doações dos bens da coroa
 1813 — Batalha de Palmar, no estado de Puebla, em que os patriotas mexicanos derrotam
as forças espanholas.
 1905 — Fundado o Sevilla Fútbol Club da Espanha
 1906 — Organiza-se a primeira prova de natação em Portugal, na Baía do Alfeite.
 1922 — A Grécia assina o Armistício de Mudanya, que põe fim à Guerra de
independência turca. As restantes partes tinham assinado a 11 de outubro.
 1923 — As autoridades soviéticas implantam o calendário gregoriano, em substituição ao
juliano, na URSS.
 1926 — Fundação do município de Guaiba, de onde previamente originou-se a revolução
farroupilha
 1941 — Ozaki Hozumi, um jornalista japonês do Asahi Shimbun que trabalhava para
Richard Sorge foi preso pelas autoridades japonesas por espionagem e alta traição
 1942 — Segunda Guerra Mundial: Ataque Doolittle, 4 pilotos da força aérea dos Estados
Unidos, prisioneiros de guerra, são sumariamente executados pelos japoneses
 1943 — Revolta de Sobibór. Cerca de 50 prisioneiros escapam ao Holocausto
 1944 — Segunda Guerra Mundial: Atenas é libertada pelas forças aliadas
 1947 — Charles "Chuck" Yeager quebra a barreira do som no avião experimental Bell X-
1.
 1952- Fundação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
 1962 — Crise dos mísseis de Cuba: revelação de fotos aéreas indicando que os soviéticos
haviam instalado silos para abrigarem mísseis nucleares em Cuba.
 1964
o Martin Luther King torna-se a pessoa mais jovem a receber o Prémio Nobel da
Paz.
o Leonid Brejnev chega à Presidência da União Soviética.
 1969 — Golpe Militar de 1964: são editados o AI-16 e AI-17.
 1978 — Aberto o canal de desvio do Rio Paraná para permitir o arranque das obras de
Itaipu.
 1978 — Começa o Conclave que elegeria o Cardeal Karol Wojtyla como Papa João
Paulo II.
 1981 — Hosni Mubarak torna-se presidente do Egipto.
1 - almanaque
Eventos Históricos
Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas.
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 2011 — Cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2011, em Guadalajara, no
México
 Dia Nacional da Pecuária no Brasil
 Dia do Meteorologista no Brasil[1][2][3]
 Festival em homenagem a Durga Puja, a grande mãe na Mitologia hindu.
(Fontes: “O Livro dos Dias” 17ª edição e arquivo pessoal)
1771 Foi iniciado Gotthold-Ephraim Lessing, filósofo alemão.
1821 Sabendo que Joaquim Gonçalves Ledo recusaria, José Bonifácio instiga D. Pedro I a
oferecer-lhe o título de Marquês da Praia Grande. A recusa de Ledo o indispõe com o
imperador.
1869 Foi fundado o Grande Capítulo de Maçons do Real Arco de Nova Scotia, Canadá.
1893 Foi instalado o Grande Oriente do Rio Grande do Sul.
1989 Fundado o Supremo Conselho da África Ocidental, sediado na Costa do Marfim.
feriados e eventos cíclicos
fatos maçônicos do dia
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Ir Homero Franco
MM da Loja Templários da Nova Era
Florianópolis - SC
Uma palavra perdida
Gostaria de chamar todo mundo para entre colunas e provocar alguma atitude urgente
de parte dos maçons do meu Brasil varonil, que está dormente, anestesiado, doente,
febril.
O grande desconforto que permeia nosso cotidiano causado pela crise moral (ética)
que avassala nossas mais caras instituições nos impõe, no cotidiano, a sensação de
que o Brasil vem se apequenando lenta e gradualmente.
Alguns nem tão comprometidos com a ética, como devem ser os maçons, sustentam
que espiritualmente o Brasil está encolhendo, acovardou-se, esqueceu-se das mais
lindas frases de seu hino. Quem arrisca contestar?
Quem duvida que estamos nos tornando uma Nação de pigmeus morais? O que
ajudou a amolecer os alicerces da ditadura militar 1964 foi uma crise semelhante a
essa que,nos anos de 1980, engolfou a Nação e nos empurrou para novo período
democrático. Mas, assustadoramente, a Maçonaria não estava lá. Não são poucos os
2 - OPINIão
" Uma Palavra Perdida " ( Ir Homero Franco )
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homens de estudo que escreveram dizendo que a Nação estava exausta da ditadura e
de tudo o que ela representava: já havia o embrião da avassaladora corrupção que
hoje nos envergonha, reclamávamos da falta de liberdade, de uma muito menor
impunidade, de uma muito menor injustiça e outras coisas desse gênero, que hoje
corroem a dignidade brasileira.
Para uma Nação,30 anos é nada e talvez por isso estejamos repetindo as mesmas
bobagens que condenamos no passado? Diz o ditado que as palavras convencem e os
exemplos arrastam; temos, sim, sido arrastados por discursos maravilhosos, mas quem
nos tem dado bom exemplo a seguir hoje em dia? Repito o mestre maçom: “Seus
filhos, seus dependentes, as pessoas com as quais de uma ou outra forma têm
relações, ou sobre as quais você exerce alguma influência, estão esperando por suas
palavras. Mas essas palavras serão ineficazes, se não forem antecedidas ou
precedidas pelo exemplo de sua vida”. Cadê o exemplo? Ficamos nas palavras. Ou
nem nelas.
Como maçons, fomos excelentes na busca pela independência, democracia, fim da
escravidão, república, mas...
O sonho de um Brasil republicando, com o fim da ditadura,está morrendo muito mais
rápido do que imaginávamos. O otimismo que nos engolfou com as campanhas
fantásticas que embalaram nossa esperança (da anistia, da constituinte, das diretas)
evaporaram como num passe de mágica.
O discurso feito em 20 anos de luta contra o arbítrio se mostrou mais vazio do que
poço seco. Dizemos uma coisa e fazemos outra. Começa que criamos um sistema de
castas de fazer inveja aos indianos. Com algumas inovações: aqui os intocáveis são
aqueles que detém algum poder, algum dinheiro, algum prestigio, algum privilégio;
esses estão acima do bem e do mal, gozam de direitos que apenas humilham ainda
mais a massa que fica do lado de fora do banquete. Criamos uma republiqueta
bancária que nos leva para o endividamento coletivo e para a submissão, uma
escravidão disfarçada que concorda com a ditadura que se instala em Brasília.
Criamos uma casta de funcionários públicos cuja ineficiência e opulência zomba do que
ganham, por exemplos, os professores,os policiais, osenfermeiros, categorias de fundo
essencial.
A Câmara Federal virou gosma informe e chegou ao cúmulo de assumir sem pudor que
em seus gabinetes, em seus corredores, em suas comissões, em seu plenário, há
lugar, sim, para bandido já condenado. Qual é o problema?
Montou-se um sistema partidário e de poder, em que bandido conversa com
magistrado, em que deputado representa facções nada comprometidas com a
democracia. Sim, sim, o parlamento possui grande número de safados, eleitos com
dinheiro desviado das obras públicas. Um sistema em que um vereador gasta 10 vezes
mais do que a soma dos seus proventos em quatro anos. Há ou não há alguma coisa
perdida nessa jornada? Isso é mais do que uma palavra pode dar passagem.
E vamos adiante. O Poder Executivo sangra por todos os poros – os escândalos se
sucedem – e o que acontece?
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No Poder Judiciário, o togado vai buscar a exceção para fazer injustiça e o faz com a
aura de uma sapiência pai d’égua, aquela expertise que faz do carteiraço o objeto de
passe. E manda o recado:não espere de nós a dignidade que os outros poderes não
possuem. Nós somos filhos da mesma prostituta que vocês chamam de democracia
republicana. Nós beijamos a mão de quem nos leva ao posto.
O mais duro de tudo é que se o Brasil encolhe espiritualmente ninguém escapa das
consequências: seremos todos verticalmente prejudicados…
Viramos piada!? Somos, definitivamente, a República da impunidade graças a
legisladores que construíram o emaranhado legal contra o qual a OAB não tem moral
para insurgir-se. A imprensa desde muito deixou de ser o quarto poder graças às
verbas das cinco estatais que lhes pagam as contas. A CNBB patrocinou o partido que
está no poder e não pode botar as manguinhas de fora. Os partidos andam apenas
querendo o poder para aproveitar-se das mesmas maracutaias.
As forças armadas não pretendem voltar ao poder porque isso não seria democrático.
Contar com quem? Inseridos nos poderes, instituições, empresas, mídia, partidos,
quartéis, estão os nossos irmãos maçons. Cadê eles? Se a palavra não existe,
façamos da ação o instrumento de busca da sociedade mais feliz.
Pode ser?
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Ir João Anatalino
aoanatalino.recantodasletras.com.br
O PATRIARCA ABRAÃO E A TRADIÇÃO MAÇÔNICA
“Sai da tua terra e da tua parentela, e da casa do teu pai e vai para a terra que eu te
mostrar. E eu farei de ti um grande povo e te abençoarei e engrandecerei o teu nome
(...) Gênesis 1;12.
Em Ur dos caldeus vivia o pai Abrão,
A ler nas estrelas a luz da sabedoria.
Quando lhe veio a divina inspiração;
De que no mundo, só um Deus havia..
Entretanto aqueles magos da Caldéia,
Que viviam do comércio da religião;
Não gostaram nem um pouco da idéia,
E foram logo expulsando o Pai Abrão.
Então ele deixou a terra dos caldeus,
E foi viver num vale chamado Hebron.
Lá fundou a Grande Loja dos hebreus.
A estes Irmãos Deus confiou o projeto:
E desde então a Confraria dos maçons,
Controem a obra do Grande Arquiteto.
Abrão, o iniciado
A Bíblia informa que o primeiro nome do patriarca fundador da nação israelita era
Abrão. Esse era um nome comum entre os pastores da Mesopotâmea. Abrão era um
pastor de cabras e ovelhas, até que Deus o escolheu para ser “pai de uma multidão”,
ou seja, o patriarca genitor de vários povos que se espalharam pelo Oriente Médio, e
especialmente os descendentes do seu neto Jacó, depois chamado Israel, povo que
mais tarde seria escolhido por Deus para ser o seu modelo de nação.
Então, depois dessa escolha e da aliança que foi firmada entre Deus e Abrão,
quando este tinha noventa e nove anos, este passou a chamar-se Abraão, que significa
“pai de multidões”.
Essa é uma propriedade que a língua hebraica tem. As palavras, em hebraico, têm
valores numéricos que são interpretados segundo as disposições das letras nas
palavras e dos sons que elas formam. A simples adição de uma vogal ao nome de uma
pessoa faz com que ela mude completamente de significado. Assim, Abrão, que era
apenas o líder de um clã, com a adição de um a, passou a ser Abraão, o pai de uma
multidão.
3 - o patriarca abrahão e a tradição maçônica
Ir João Anatalino
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Até os noventa e nove anos (número que também tem suas implicações
cabalísticas), Abrão foi um homem comum, embora já desde criança tivesse sido
escolhido por Deus para uma importante missão. Mas ao que parece, antes de receber
de Deus a consagração e o prêmio de sua missão, ele teve que realizar uma longa
jornada iniciática pelas terras que receberiam sua semente, e não raras vezes teve que
intervir pessoalmente para garantir os resultados da tarefa que lhe fora confiada aos
setenta e cinco anos de idade, quando saiu de Haran, cidade onde morava com sua
família, para se estabelecer na terra de Canaã, por ordem expressa de Deus.[1]
Noventa e nove (99) é o número que antecede o cem (100), múltiplo de dez (10),
considerado o número perfeito. Por isso, Abrão não poderia ser consagrado antes de
atingir a “idade da perfeição”. Daí suas experiências e aventuras, conforme narradas na
Bíblia, se assemelharem à uma verdadeira jornada iniciática, as quais constituem
aventuras espirituais, realizadas justamente para aprimorar o caráter do indivíduo, para
assim levá-lo a um estado de superação de sua condição material. Esse é o estado
que todo místico precisa obter antes de receber a sua “iluminação”.
Abraão, na tradição cabalística
Quem era Abrão antes de receber a promessa da Aliança e qual realmente teria sido a
sua real importância no contexto geral da história da civilização e das idéias que
influenciaram a formação do espírito universal, especialmente entre os povos do
ocidente?
Tudo que sabemos sobre ele é o que consta das crônicas bíblicas e dos comentários
que sobre esses textos os intérpretes e comentadores da Bíblia fizeram. Fora do Livro
Sagrado não se encontrou, até agora, nenhum documento escrito, nenhuma referência
arqueológica, nenhuma outra informação que sequer informe quando e onde viveu
esse patriarca, que inaugurou a primeira experiência maçônica da civilização.
A Bíblia registra que Abrão é um descendente de Noé, tendo nascido na décima
geração desse patriarca, após o dilúvio. Embora não de modo explícito, ela sugere que
Abrão já era um devoto da divindade que mais tarde iria ser cultuada pelo seu povo
como sendo o verdadeiro e único Deus do universo. Esse era o mesmo Deus que teria
instruído Noé para fazer a arca, e teria mantido com a família do patriarca uma relação
de amizade, fidelidade e favorecimento, distinguindo o clã de Abraão entre todas as
famílias da terra.
Assim, de uma família de artesãos ele era descendente. Tinha, portanto, no sangue,
o gene do maçom operativo, aquele que nasceu para construir, de um lado, as grandes
obras civis, e de outro, o edifício moral da humanidade.
Não foi sem propósito que Abrão tenha nascido na décima geração dos
descendentes de Noé. Dez é o número perfeito, como já se informou. Assim, dez
gerações teriam que ser contabilizadas, até que o descendente adequado para a
missão que Deus queria realizar entre os homens, nascesse. Essa tradição, de contar
as gerações de dez em dez, para situar os acontecimentos marcantes da linhagem de
Israel, parece ter sido uma orientação fundada em alguma crença astrológica antiga,
que via os acontecimentos cósmicos, benéficos para humanidade ocorrendo conforme
esse segmento de tempo, da mesma forma que a seqüência de seis era maligna,
marcando os acontecimentos funestos.
Dessa forma, encontraremos dez gerações do bem de Adão até Noé, e outras dez
de Noé até Abrão. Destarte, são seis as gerações do mal, contabilizadas a partir de
Cain até Noé.
Curiosamente, o evangelista Mateus passou a contar as gerações sagradas de
quatorze em quatorze desde Abrão até Jesus. Não conseguimos identificar uma
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possível fonte de suas informações pois elas não constam do Velho Testamento nem
da literatura rabínica produzida paralelamente. Todavia, Lucas contabiliza 72 gerações
a partir de Adão até Jesus. Onde ele conseguiu essas informações não fazemos a
menor idéia, mas se lembrarmos que 72 é o número dos anjos (semamphores) ou
espíritos, que servem na presença de Deus, talvez possamos ter uma pista dessa
curiosa genealogia sagrada que resultou na pessoa de Jesus Cristo, chamada pela
Cabala pelo sugestivo nome de Shekinah[2).
Abraão e a tradição maçônica
Os comentários rabínicos posteriores, constantes do Talmude e principalmente
dos textos cabalísticos, retratam Abrão como sendo um sábio, imerso em
contemplações metafísicas, ou um visionário, muito próximo dos magos caldeus
retratados na literatura mesopotâmica. Segundo esses textos ele, ainda jovem, intuiu a
existência de uma só divindade e passou a integrar toda a realidade divina num único
conceito que seria o de Jeová, deus acreditado pelos povos pastores do norte da
Mesopotâmea. Esse deus não era representado por espíritos da natureza nem
retratado em qualidades humanas, como faziam a maioria dos povos antigos, que
através de seus ídolos, reverenciavam as forças da natureza e o poder dos seus reis.
Jeová, ao contrário, era um conceito abstrato, que encarnava hierarquia, poder e
origem sobrenatural do homem.
Essa idéia simbolizava, ao mesmo tempo, o patriarca da família, na sua natural
posição hierárquica e a ascendência divina da família, representada por uma origem
recenseada a partir do primeiro homem que Deus colocou na terra, ou seja, Adão. Foi
essa concepção, aliás, que deu força á idéia de que Israel era um povo escolhido, pois
sua linhagem se originava na própria divindade e seu direito de propriedade era
oriunda do próprio Deus, por que Ele prometera aquela terra á Abrão e sua
descendência. Nasceria, dessa forma, o conceito de fratria racial, ou seja, a idéia de
um clã unido pelos laços do sangue e da tradição, que mais tarde daria sedimento ao
conceito de Fraternidade, que Moisés iria usar para dar ao povo de Israel uma
organização de verdadeira maçonaria.
O proto-estado de Israel, antes de se tornar um reino, pode ser considerado
como uma espécie de vivência maçônica bastante peculiar. Tanto é que o rito do Arco
Real se refere à Loja presidida por Moisés no Monte Horeb como sendo a primeira Loja
maçônica do mundo.
Essa é a razão pela qual os maçons adotaram tantos símbolos e referências à
cultura israelita e também o motivo de os encontrarmos disseminados por todos os
graus do moderno catecismo maçônico. Essas inferências não se devem apenas a
admissão de judeus na Ordem, como de ordinário acreditam alguns autores, mas
porque a própria cultura maçônica desenvolveu-se a partir do núcleo israelita e busca
recompor, no simbolismo e no objetivo contido na idéia de fraternidade praticada pela
Maçonaria moderna, os mesmos sentimentos que motivaram a fundação da antiga
nação de Israel. Dessa forma, podemos dizer que se existe um arquétipo inspirador
para a Arte Real hoje praticada, esse é a Israel bíblica. A nação que Abraão fundou é
uma verdadeira obra de maçonaria, cuja estrutura seria, mais tarde, erguida por Moisés
e receberia o acabamento final através de Salomão. Mais tarde esse edifício seria
reformado por Zorobabel, o Aterzata, e sofreria depois uma reforma total através de
Jesus, o mestre carpinteiro de Nazaré. Todos eles maçons operativos, como se vê.
É por isso que a tradição cabalística e a filosofia gnóstica, cuja influência na
maçonaria é indiscutível, vêem em Abraão um mago conhecedor dos grandes
segredos arcanos. Um desses segredos é o Verdadeiro Nome de Deus. Essa é outra
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influência derivada da prática da Cabala, especialmente da sua parte fonética. Para os
cabalistas o Nome de Deus é uma palavra que contém, no número formado pela sua
composição gráfica, somado ao valor numérico resultante do som produzido pela sua
correta pronúncia, um poder extraordinário.
A idéia de que certos sons transmitem poder é uma antiga crença, existente em
quase todos os povos antigos. Na Ìndia, por exemplo, o som da palavra Om é um
mantra poderoso. Em todas as línguas semitas existe a crença em palavras mágicas,
que produzem acontecimentos maravilhosos. A própria Bíblia parece avaliar essa
crença quando diz que foi através do som de sete trombetas e dos gritos dos soldados
israelitas que as muralhas de Jericó ruíram para que Josué pudesse conquistá-la.(3).
Segundo os cultores da Cabala mística foi com esse poder, emanado da escrita e da
pronúncia do seu Nome, que Deus teria dado surgimento á matéria universal, a partir
da sua própria essência espiritual, sendo o seu grito inicial “Haja Luz”, o chamado Big-
Bang dos cientistas. A partir daí todas as manifestações de criação divina no mundo
das realidades manifestas são precedidas da pronúncia desse Nome Inefável. Por isso
o próprio Deus o proibiu de ser pronunciado em vão em um dos mandamentos do
Decálogo, pois essa ação dá impulso a um ato criador, que somente a Deus é
permitido.
Para os cabalistas, foi Abraão quem transmitiu ao povo de Israel as informações
sobre a criação do mundo, que constam do Gênese. Ele as teria obtido junto aos
sábios mesopotâmicos quando ainda habitava em Ur dos caldeus. Essas informações
estariam contidas na literatura suméria, mas somente Abraão conseguiu entender o
verdadeiro significado dessas lendas da criação e registrou as suas observações no
chamado “Livro da Criação”, ou Sefer Yetzira, obra cabalística por excelência, que
desvenda o segredo da criação do mundo. Nessa obra, escrita em códigos só
entendidos por verdadeiros iniciados, Abraão revela que Deus criou o mundo a partir
das combinações feitas com as letras e o som do seu Verdadeiro Nome, que resultou
nas dez emanações da Árvore da Vida, que são as dez famosas sefiroths.(4)
Embora Abrão não seja citado na Maçonaria como autor de obras arquitetônicas de
vulto, que lhe conferisse um lugar de destaque entre os mestres maçons cultuados nas
lendas maçônicas, como Seth, Enoque, Ninrode, Salomão e Hiram Abiff, o nome do
patriarca hebreu não pode ser esquecido quando se fala de tradição maçônica. Isso
porque, sendo Abraão o pai da nação de Israel, obra maçônica por excelência, ele é,
na verdade, um dos mais importantes maçons de todos os tempos.
1- Gênesis, 12;4
2- Shekinah é o termo cabalístico que designa a presença divina no mundo da matéria. No cristianismo
místico é a encarnação do Verbo no corpo de uma mulher, no caso Maria, dando como resultado o Cristo. Na
genealogia computada por Lucas a geração de Abraão é a 36 º a partir de Adão, da mesma forma que Jesus
Cristo seria a 36º depois de Abraão. Essas correspondências numéricas, que Lucas aproveitou no seu
evangelho, são muito próprias dos místicos cultores da Cabala. Foram elas que permitiram ao inefável Bispo
anglicano James Usher, em 1654, calcular que Deus teria criado o mundo no dia 6 de outubro de 4.004 a.C. ás
9,00 horas da manhã. Curiosamente, o autor do Evangelho atribuído ao apóstolo Mateus também usa mesma
matemática para justificar a linhagem messiânica de Jesus, mas contabiliza 42 gerações de Abrão a Jesus e não
36 como Lucas..
3- Josué, 6;15
4- Para melhor compreensão dessa matéria veja-se a nossa obra “Mestres do Universo”, publicava pela
Biblioteca
24X7.
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Ir José de Oliveira C. Borges
Loja Excalibur - Lisboa
Ritos praticados em Portugal no Século XIX
De 1820 a 1869 praticaram-se na Maçonaria portuguesa seis ritos diferentes: o Rito
Francês, o Rito Simbólico Regular, o Rito Escocês Antigo e Aceite, o Rito de Heredom,
o Rito Eclético Lusitano e o Rito de Adopção:. Diga-se desde já que o primeiro e o
terceiro predominaram, a grande distância, sobre os quatro outros:.
A constituição maçónica de 1806 adoptara o Rito Francês como oficial e único no seio
do Grande Oriente Lusitano:. Enquanto nesta obediência se esgotaram os trabalhos
maçónicos portugueses, o Rito Francês manteve a sua exclusividade:. E mesmo
depois, quando já os maçons portugueses se achavam divididos em facções
numerosas, o Rito Francês continuou a prevalecer:.
O Rito Simbólico Regular parece ter sido utilizado na loja de exilados instalada em
Inglaterra durante o reinado de D. Miguel:. Depois, esteve morto ou moribundo durante
quase todo o período em estudo:. Há notícias de uma única oficina a praticá-lo, a loja
24 de Agosto, criada antes de 1843 na obediência da Maçonaria do Norte e, em
seguida, da sua sucessora Confederação Maçónica:. Esta loja já não existia em 1867:.
O Rito Escocês Antigo e Aceite foi introduzido em Portugal em 1837, ao nível dos
três primeiros graus:. Deveu-se à Grande Loja de Dublin (Irlanda), que instalou em
Lisboa, nesse ano, a loja Regeneração I:. No conjunto dos 33 graus, o Rito Escocês
surgiu três anos mais tarde, sob a chefia de Silva Carvalho e da loja Fortaleza, que
constituíram o chamado Grande Oriente do Rito Escocês, conseguindo, em 1841,
autorização para erigir um Supremo Conselho:. Neste mesmo anos de 1841, o Grande
Oriente Lusitano introduziu o Rito em algumas das suas lojas, criando, pouco depois,
um segundo Supremo Conselho:. O Rito Escocês Antigo e Aceite penetrou ainda no
Grande Oriente de Portugal (1849), na Confederação Maçónica Portuguesa (após
1849), no segundo Grande Oriente Lusitano (1859) e, evidentemente, no Grande
Oriente Português (1867):. Apesar da manutenção e consolidação do Rito Francês foi,
sem sombra de dúvida, o Rito com maior dinamismo e força expansiva nos meados do
século XIX, registando aumentos contínuos e consistentes no número de lojas que
agrupava:.
4 - ritos praticados em portugal no século XIX
Ir. José de Oliveira C. Borges
"
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O Rito de Heredom ou Rito de Perfeição foi o antepassado do Rito Escocês Antigo e
Aceite e não passa de uma variante sua:. Pelo menos na década de 1840 confundia-se
com o Rito Escocês, coexistindo, em diplomas, as duas terminologias:. Tem 25 graus,
com os mesmos títulos e características dos primeiros 25 graus do Rito Escocês, à
excepção dos nº 20, 21, 23 e 24, onde se registavam variações:. Que se saiba, seguiu
este Rito em Portugal uma única oficina, a loja Fonseca Magalhães, fundada em Lisboa
talvez em 1858 ou 1859, na dependência directa do Supremo Conselho do Grau 33 do
Rito Escocês Antogo e Aceite, presidido por Domingos Correia e Arouca:.
O Rito Eclético Lusitano deveu-se a Miguel António Dias e parece ter sido, até hoje, a
única tentativa de constituir um rito próprio e exclusivo dos maçons portugueses:.
Aquele autor esforçara-se, desde 1838, por reformar toda a Maçonaria portuguesa,
adoptando como rito as práticas básicas dos Rito Francês, embora revisto e adaptado
a Portugal:. Neste sentido redigiu umas "Bases Gerais" em seis capítulos e 34 artigos,
que publicou na sua Architectura Mystica do Rito Francez ou Moderno (1943) e depois,
novamente (1853), nos Annaes e Codigo dos Pedreiros Livres em Portugal, agora com
lei orgânica e regulamento apensos:. Neste mesmo ano, Miguel António Dias
conseguiu controlar uma série de oficinas, levando-as a aceitar o novo rito e a sua
presidência de um governo provisório coordenador:. Para elas instalou-se formalmente
o Grande Oriente da Maçonaria Eclética Lusitana, com cinco lojas, sendo três em
Lisboa (Regeneração 20 de Abril, Firmeza, e Fraternidade), uma em Setúbal (Firmeza)
e uma em Torres Novas (Torre Queimada):. A nova obediência conseguiu ainda
elaborar a sua Constituição (28 de Setembro de 1860), mas não parece ter durado
muito para além dessa data:. Algumas das oficinas abateram colunas e outras
integraram-se no Grande Oriente de Portugal e na Confederação Maçónica
Portuguesa, não sabemos se mantendo o Rito Eclético Lusitano, se voltando ao Rito
Francês:.
O Rito de Adopção, destinado exclusivamente a mulheres, surgiu e manteve-se como
ponte entre uma maçonaria estritamente masculina e arrogando-se de ortodoxa, e uma
maçonaria aberta a ambos os sexos:. Assim, cada loja deste rito era fundada e
patrocinada ("adoptada") por uma loja regular masculina, que nela superintendia e a
controlava:. Para não se criar, nas lojas femininas, a ilusão de igualdade com as
masculinas, através de práticas que fossem idênticas em ambas, forjou-se um rito
diferente - embora com alguns elementos comuns -, o chamado Rito de Adopção:. Este
Rito, na variante com cinco graus, foi introduzido em Portugal em 1864, com a loja
feminina Direito e Razão, aparentemente subordinada à Confederação Maçónica
Portuguesa:. Mas achava-se definido e teorizado, com rituais em português, desde
havia muito:.
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Conclusões:
A existência e a adopção teóricas dos ritos não significavam necessariamente a sua
aplicação prática:. Para começar, muitas lojas, "não tendo rigorosamente seguido rito
algum especial, têm confundido muitos ritos diferentes" o que se devia, quer à falta ou
à escassa divulgação de manuais, quer à semelhança existente entre os vários ritos,
mormente nos três primeiros graus, quer ainda ao desinteresse, ao nível de Obediência
ou de oficina, pelo próprio ritual:.
Em 1822, por exemplo, saiu a público um manual do Rito Adoniramita, que chegou a
ser anunciado no Diario do Governo:. Era, provavelmente, o Cathecismo de Aprendiz
do Rito Adonhiramita, s.l., s.d., cujas divergências do Rito Francês seriam mínimas e
que pode ter sido utilizado nas lojas:. A preferência pelo Rito Francês imposta pela
Constituição maçónica, levou acaso ao abandono da iniciativa tradutora:.
As influências francesa e brasileira na prática e teoria ritualistas parecem também
claras, exercendo-se sobre a esmagadora maioria das lojas de quase todas as
Obediências:. Originalidade portuguesa praticamente não existiu, a não ser no caso
esporádico da doutrinação de Miguel António Dias:.
Por fim, releve-se a extensão e prolixidade de todos os rituais, cuja prática escrupulosa
levaria a sessões de várias horas, equivalentes a espectáculos lúdicos de qualquer
género:. A participação em loja obedecia também à necessidade de ocupar o tempo,
numa sociedade onde as distracções não abundavam e o convívio pessoal se
impunha:.
* De A.H. de Oliveira Marques, "Para a História do Ritual Maçónico em Portugal
no Século XIX (1820-1869)", separata da Revista de História das Ideias, Vol. 15,
Faculdade de Letras, Coimbra, 1993:.
14
Eu sou um livre pensador em busca de conhecimento. Ando por todos os terrenos, pois
sou Livre e de Bons Costumes. Quando lhe perguntarem "Quantos Sois?", respondei
"Somos um só!" Por isso sou um só, mas ainda assim sou um. Saúde, paz, harmonia e
prosperidade ao Irmão, à Oficina e Familiares.
A Origem Oculta dos Signos Zodiacais
William Wynn Westcott
Por Wagner Veneziani Costa
William Wynn Westcott, fundou a Ordem Hermética do Amanhecer Dourado,
uma das sociedades ocultistas mais influentes do final do século XIX. Golden
Dawn!!! Mago Supremo da Societas Rosicruciana in Anglia (S.R.I.A.). Falarei mais
sobre os trabalhos dele em outras ocasiões...
Astrologia Moderna é uma Ciência Matemática. A astronomia moderna é uma
ciência matemática da mais alta cultura e extensa pesquisa; sem cálculos não
haveria astronomia. Mas à medida que traçamos, para trás, a ciência dos corpos
celestes, perdemos cada vez mais a matemática, até finalmente chegarmos a um
período, variando em data para cada país, quando a astronomia era pouco mais
do que a "nomeação das estrelas". A nomeação de grupos de estrelas segundo a
semelhança acidental ou imaginárias de objetos naturais remonta a esse período
inicial. As constelações zodiacais são os mais antigos grupos nomeados, e a
5 - a origem oculta dos signos zodiacais
Ir Wagner Veneziani Costa
15
pesquisa moderna mostra que os objetos e nomes semelhantes ou idênticos foram
atribuídos para nomear grupos de estrelas, pelos Magos de diferentes países,
separados tanto pela distância quanto pelo tempo. Diferenças tão grandes que é
mais fácil sugerir uma origem primordial para estes sinais do que supor que
nesses dias em que a comunicação entre povos distantes era difícil, uma seita de
investigadores poderia ter ensinado outros grupos em paises distantes e hostís.
Estes sinais zodiacais, derivados das constelações zodiacais de idades passadas, são
os sinais ainda em uso entre os nossos próprios astrônomos, e eles podem ser
rastreados no conhecimento sânscrito da Índia, bem como na rocha cortada do
templo do Vale do Nilo.
Eruditos hebreus do Talmud, de Jerusalém, bem como da Babilônia, chamaram a
estes aglomerados de estrelas por nomes semelhantes. Filósofos árabe e sábios
medievais europeus fizeram o mesmo. Ursa Maior, Orion e as Plêiades são
nomeados por Job, 1700 A.C; Touro, Sirius e Arcturus, além disso, são
mencionados por Homero e Hesíodo.
No Echmim, na margem oriental do Nilo, estava o antigo Chammis ou Panopolis.
Abul Feda, o erudito árabe, fala de um vasto templo nesse lugar, onde agora existe
apenas um monte de ruínas, e de uma mesquita que foi construída com parte do
material desse templo, e sobre pedras sobres as quais foram gravadas, em idade
muito remota, os 12 signos animais do Zodíaco, o sol e as quatro estações do ano.
O Zodiaco Hindo, como o nosso, não contém um elefante, dificilmente seu
zodiaco teria sido concebido inteiramente por hindus. Nenhum zodiaco contem o
camelo ou o pica-pau mesmo tendo suas origens nas altal latitudes. Compare os
12 signos com os 12 patriarcas, e com sinais das 12 tribos de Israel, substituindo
a “águia” pelo escorpião no caso da tribo de Dan. Os 12 trabalhos de Hércules,
que provavelmente era originalmente um deus sol, também está em sintonia com
estes 12 sinais de uma maneira muito notável.
É evidente que os signos zodiacais muito semelhantes, que têm sido utilizados em
muitas nações antigas, apontam para uma grande antiguidade e indicam que
devemos sua origem à algum de nossos mais antigos ancestrais. Muitas
16
referências sugerem que sua origem deve remontar a Seth, o segundo patriarca.
Histórias profanas e sagradas apontam muito cedo para um conhecimento da
astronomia em alguma dessas ramificações. Bailly afirma que os signos zodiacais,
e a origem de idéias astronômicas, foram fundadas quando Virgem estava no
solstício de verão. Ou seja, a 4000 anos A.C., e teria sido a necessidade de um
povo que vivia perto da latitude 40 ° .
Josephus em seu “Antiguidade dos Judeus” , Lib I, cap. 2,3, diz que os filhos de
Seth inventaram a sabedoria das estrelas. Orígenes, 230 D.C., afirma que no livro
de Enoch é afirmado que as estrelas foram nomeadas na época de Seth. St. Jude
cita este livro de Enoch – que agora foi publicado em inglês – foi traduzido de
uma cópia etíope trazida para a Europa por Bruce, o viajante Abissinio (pessoa
originária da antiga Abissinia – atual Etiópia).
Há algumas considerações que parecem apontar que a nomeação das estrelas e
constelações foi inicialmente realizada com a idéia de apontar a nós mesmos nos
céus, o futuro destino e redenção do homem: compare os pontos de vista Rolleston
e James Gall .
Triunfa a semente da mulher sobre a serpente e torna-se ferido, este processo
brilha eminentemente no sistema sideral. Antes da época de Moisés, o ano
hebraico começava quando o sol entrava em Virgem e ainda é assim. Em um
velho mundo astronômico vimos, a Virgem está prostrada segurando um ramo de
palma da vitória, e uma espiga de milho, e a estrela mais brilhante da constelação,
está na espiga. Nota – Cristo disse, “Eu sou a estrela brilhante.” Zoroastro
(nomeava a si mesmo “semente da Estrela”), ensinou os Magos da Pérsia, que
quando virem a estrela da Virgem, deve procurar um "Grande Nascido". "Assim
sendo, ele provavelmente era um discípulo de Daniel, que profetizou as 70
semanas para o Messias". Nota - a Virgem é alada ", um tipo de dignidade
essencial". Em globos modernos vemos uma foice na mão, mas esta é uma
inovação puramente moderna, sugerindo, sem dúvida, o milho. Cada signo do
zodíaco foi associado, pelos Antigos, com conjuntos de estrelas laterais, chamados
“decanos”. O primeiro decanato de Virgem era uma mulher segurando uma
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criança: Esta é agora transformada em "Coma Berenices" (cabeleira de Berenice é
uma constelação do hemisfério celestial norte) - cabeleira. Albumazar, o grande
astronomo árabe, disse “Ali ascende no primeiro decanato, como os persas,
caldeus, egípcios, os dois Hermes e Alcalius ensinaram, uma jovem pura chamada
Adrenedefa, ela carrega espigas de milho e uma criança chamada IHESU - ou
IEZA - que em grego é "Christos". Isto foi escrito há mil anos atrás. Shakespeare,
que é homem de todo o conhecimento, fala de uma flecha até o "bom menino no
colo da Virgem" - ver Titus Andronicus, IV, 3. Denon, em "Zodíacos egípcios",
descreve um zodíaco circular, a 40 metros de diâmetro, com o decano "Coma"
pintado como uma criança no colo de uma mulher, encontrado em Dendera pelo
exército francês, transportado a Paris em 1821. Outro foi encontrado em Esneh,
no Egito, e mostrando os 12 signos.
Agora vejamos os outros onze signos.
Libra aponta a justiça da Divindade, a sua principal estrela é "Zuben al Genubi" -
"avaliação da deficiencia" - condenação do homem. Nota denúncia de Daniel -
"Tu foste achado em falta."
Os Modernos dizem que Libra refere-se aos dias e noites iguais, quando o Sol
entra em Libra, mas Libra não é moderno, e em tempos antigos o sol não entrava
em Libra, quando os dias eram iguais, por causa da precessão dos equinócios.
(Precessão é a mudança gradual da direção do eixo de rotação da Terra).
Escorpião significa a morte, a punição do pecado, o homem Ophiucus
estrangulando a serpente, e pisando na cabeça de um escorpião que está ferindo o
calcanhar com o seu ferrão. A estrela mais brilhante do escorpião é Antares, que
significa "ferir". Cristo diz: "Eu te dou poderer para pisar escorpiões".
(Ofiúco é uma constelação do zodíaco).
Sagitário está atirando em Escorpião ou na morte, sua dupla natureza é sugestiva.
Capricórnio, em seguida, é visto em globos antigos como uma cabra enfraquecida
ou moribunda, é um animal que implica em sacrifício, ou Messias para ser morto.
18
Sua parte inferior, remete à união com Cristo e sua igreja - "Eu vos farei
pescadores de homens". Compare o ornamento eclesiastico chamada Vesica Piscis.
Os primeiros cristãos usaram um peixe como ornamento, que é visto em suas
jóias e túmulos. No Zodíaco hindu o bode e o peixe são distintos. Suas principais
estrelas são em árabe, Al Dabih - "o sacrifício morto".
Aquarius, uma água-portadora, segurando um vaso e despejando água em um
dos decanos dos sgnos, chamado Piscis Australis, pode significar o derramamento
do Espírito Santo e sua entrada em sua igreja. Dois outros decanos deste signo são
o cavalo voar e o cisne voador; sugere a conquista do evangelho através de terras
e mar.
Peixes, dois peixes ou igrejas, unidos por uma banda estrelada de harmonia e paz;
gentios e judeus unidos em uma "igreja". Esta banda ou faixa é vista orientando
para o próximo signo, Áries, que é um cordeiro segurando a faixa em uma ante-
perna. O Cordeiro de Deus foi morto desde a fundação do mundo, unindo duas
igrejas em sua própria; duas estrelas aqui estão em árabe: Okdaunited e Al
Samacha - suportando.
Touro pode ser a força do Poder acima ou do evangelho. Em hebraico Shur, ou o
Bull, significa "vir a governar".
Gêmeos, nossa fraternidade com Cristo, que é o "Filho do Homem".
Câncer, ou "manter a posse de", é, talvez, o Scaravelho ou Bezouro do Egito, que
irá abraçar seus jovens, através de todos os perigos e dificuldades.
Leão aponta o triunfo final do "Leão da tribo de Judá".
Antigos templos circulares e círculos de pedras fazem referencia ao Zodíaco e
seus 12 signos e constelações, onde o poder de Deus e a sabedoria são tão visíveis,
e quão longe isso foi observado por Moisés, e mais tarde por Cristo quando ele
escolheu 12 apóstolos para fundar uma igreja, não é fácil de dizer.
Estas são curiosas coincidências, e eles começam a investigar se o próprio
Universo não é um símbolo da divindade. Por que todos os corpos celestes ainda
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se movem em órbitas elípticas? Quem pode dizer? Philo em seus Timeu, observa,
"que o Criador do universo adotou a forma circular, como sendo a forma mais
perfeita ea imagem de si mesmo". (Ver Davi, “Mitologia dos Druidas”, e Lundy,
“Cristianismo Monumental”.)
Moises construiu templos circulares com 12 pedras com um altar no meio no
Sinai e Gerizim.
Compare Stonehenge, o Pantheon em Roma e o abobadado das igrejas.
A teoria de que Seth, ou um ancestral originou esses nomes e idéias de
contelações antes de a humanidade se espalhar em tribos que se tornaram
isoladas, será responsável pela similaridade nas idéias astronômicas das raças
antigas, e será responsável pelo Budismo e Brahmanismo tipos de conhecimento
sideral sendo semelhantes mas diferentes dos nossos, e será responsável também
pela origem de suas idéias pervertidas da unidade Trina e Divindade e “das
encarnações Divinas do homem ", como no caso das encarnações conhecidas de
Vishu, um dos quais é chamado Chrishna .
Pode haver pouca dúvida de que Adão, Sete e Enoque, foram divinamente
instruídos em muitas coisas e foram, provavelmente, os profetas para sua
geração, para nós Zacarias diz: "Ele falou pela boca dos seus santos profetas e tem
sido assim desde que o mundo começou ".
A idolatria que começou nos tempos mais antigos, o culto, seja de imagens, ou do
sol e das estrelas, era, obviamente, uma perversão desse conhecimento profético, e
a magia negra uma perversão da profecia de redenção para os propósitos
malignos dos homens ímpios.
WILLIAM WYNN WESTCOTT, MD, DPH
Supremo Mago da Sociedade Rosacruz en Anglia 1892-1925
Irmão Wynn Westcott nasceu em Leamington, Warwickshire em 17 de dezembro
de 1848. Orfão aos nove anos, o jovem Wynn Westcott foi criado por um tio
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idoso, Richard Westcott Martyn. Depois de completar sua educação no University
College, Londres, em 1871 juntou-se ao seu tio em suas práticas medicas em
Martock em Somerset. Em 1881 foi nomeado vice-legista para Central Middlesex
e Central London; seguiu em 1894 com sua nomeação na Coroner para North-
Eas Londres, posição que manteve até se aposentar em 1918.
Depois de sua iniciação em 1871 na Parrett and Axe Lodge n° 814 em
Crewkerne, ele encontrou o notável Maçon e Rosacruz, F. G. Irwing.
Irwin teve influência contínua e significativa sobre Fratter Westcott que resulta
na sua longa associação, não só na Craft (ambos eram membros da Quatuor
Coronati Lodge), mas também num número de diversos graus obscuros que Irwin
promovia e preservava. Westcott foi aceito no Metropolitan College em 15 de
abril de 1880.
Em 1920 Westcott retira-se para a Africa do Sul para viver com sua filha e neto
(Frater Hamel do Metropolitan College), onde morreu em 30 de julho de 1925.
The Square – setembro 2013 – pgs. 35/36.
Pela Madras Editora:
Introdução ao Estudo da Cabala, WILLIAM WYNN WESTCOTT. Madras Editora -
Esgotado
Coletânea Hermética, WILLIAM WYNN WESTCOTT. Madras Editora - Esgotado
21
À GDGADU
GRANDE LOJA MAÇÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
ARLS2 DE JULHO Nº 586 – ORDE DRACENA/SP
Av. Expedicionários, nº 364 – Vila Barros Dracena – SP / Fone(18) 3822-2700
www.2dejulho586.com.br
Autor: IrCleber Basso – bassoadv@bol.com.br
Enviado pelo Ir. Moacyr Silva Filho
O SILÊNCIO DO APM
O que é o silêncio?
Nossos dicionários são fartos em descrever o silêncio como sendo a atitude mística
diante da infalibilidade do Ser supremo, o calar-se diante de determinada situação,
estar mudo ou somente pensando. Para filosofia, o silencio não se confunde com
ausência de ruído, pois nada mais é do que a abolição da palavra ou da linguagem.
Independentemente da interpretação que se tem do silêncio no mundo profano, aqui
neste trabalho temos o silêncio como instrumento de transformação e aprendizado.
Simbolicamente, o Apr não sabe falar, não podendo, portanto, fazer uso da palavra.
Esse impedimento, todavia, é apenas simbólico, pois o Apr tem direito de falar em loja,
desde que não aborde assuntos ainda incompatíveis com seu Grau.
Esse impedimento simbólico tem raízes históricas e místicas. Sendo, a mística
maçônica, muito influenciada pelos costumes das antigas civilizações. Esse simbolismo
pode ser visto em duas instituições da antiguidade: o Mitraísmo persa e o Pitagorismo.
Embora não se possa procurar profundas semelhanças entre graus simbólicos da
Maçonaria e os Graus do Mitraísmo, existem pontos em comum entre Apr Maçônico
e o Corvo Mitráico, pois ambos não podem, simbolicamente, criar ideias próprias,
limitando-se a ouvir, sem falar.
O mesmo ocorre em relação aos Ouvintes, do Pitagorismo, os quais, durante o seu
aprendizado, se limitavam a ouvir e aprender, numa situação muito similar à do Apr,
que, simbolicamente, é uma criança, que não sabe falar e que se limita, também, a
ouvir e aprender. Pitágoras na antiguidade afirmava a seus discípulos que “aquele que
não sabe ouvir, não sabe falar”.
6 - o silêncio do aprendiz maçom
Ir Cleber Basso
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Importante ressaltar que o silencio aqui em comento não é o silencio maçônico
propriamente dito, aquele que cogita inúmeras e infundadas especulações profanas ou
o silêncio no juramento ocorrido ao término da ritualística.
O silêncio em testilha tem como por finalidade o aprendizado, tendo como destaque o
APRENDIZ MAÇON. Como ato de humildade que o homem “iniciado” se vê obrigado a
trazer de volta para si e para seu comportamento depois de tê-lo perdido em algum
momento de sua vida, como o cinzel a talhar a pedra bruta para transformá-la em
pedra polida, sendo que tal silêncio deve ocorrer de forma desinteressada e sem
reservas ou intenções!
Quando o recém iniciado é advertido de que não poderá falar em loja, desde a sua
iniciação até à sua passagem a mestre, devendo apenas ouvir e observar, está-se
simplesmente a dar continuidade a um dos mais antigos costumes das ordens
iniciáticas: o silêncio.
O profano, ao iniciar-se, não tem como expor suas ideias justamente porque nada
sabe, e, diante desta constatação o silêncio é seu melhor companheiro, pois é o
singular momento de criação e transformação.
O Aprendiz Maçom encontra-se em processo de integração ao novo grupo, com regras
específicas, com uma ligação pessoal forte. Desejaria, porventura, ter uma atitude
proativa de se dar a conhecer, de intervir, de mostrar o seu valor. Mas não precisa: que
tem valor, já todo o grupo o sabe por isso o aceitou no seu seio, o conhecimento
advirá, nos dois sentidos, com o tempo e o aprendizado.
Está num processo de mudança de paradigma quanto à forma de estar social. Muitos
dos valores apreciados nos meios profanos não serão os mesmos que são preferidos
entre os maçons. Na Maçonaria não se busca eficiência, produtividade, riqueza,
estatuto, etc.. Na Maçonaria valoriza-se a força de caráter, o reconhecimento das
próprias imperfeições, o desejo de melhorar, a ponderação, o respeito pelo outro, a
tolerância e a paciência, dentre outros.
Todo o processo de aprendizagem é um processo de tentativa-erro-correção. O
silêncio do aprendiz não significa ignorância, consentimento ou vergonha. O silêncio
significa atenção, observação e a possibilidade de que nesses momentos, possamos
refletir em algo que esteja acontecendo, sendo ouvido, visto ou sentido. Quando em
silêncio, permitimos que nossos outros sentidos tornem-se mais aguçados.
Assim, o que à primeira vista parece ser um castigo, na realidade, não é senão a única
forma de libertação das paixões e dos maus pensamentos, capazes de elevar o
aprendiz a graus que talvez ele mesmo desconheça!
Nessa posição de ouvinte, os sentidos ficam atentos e aguçados para tudo que se
passa em loja, e, em verdadeiro estado de contemplação, ver, ouvir, refletir e guardar
são palavras mestras do aprendizado da própria evolução pessoal.
O silêncio é amigo do aprendiz maçom, pois lentamente, realiza transformações
interiores no sentido de desenvolvimento da alma, aumentando desejo de cada um de
opor ou participar de ideias num estudo inteligente do “melhor a fazer” sempre!

Jb news informativo nr. 1137

  • 1.
    1 JB NEWSRede Catarinensede Comunicação da Maçonaria Universal www.radiosintonia33 – jbnews@floripa.com.br Informativo Nr. 1138 Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Loja Templários da Nova Era nr. 91 Quintas-feiras às 20h00 - Templo: Obreiros da Paz - Canasvieiras Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC Florianópolis (SC) - segunda-feira, 14 de outubro de 2013 Índice: Bloco 1 - Almanaque Bloco 2 - Opinião: Ir Homero Franco - "Uma Palavra Perdida " Bloco 3 - Ir João Anatalino - "O Patriarca Abraão e a tradição Maçônica " Bloco 4 - Ir José de Oliveira C. Borges - " Os Ritos praticados em Portugal no Sec. XIX " Bloco 5 - IrWagner Veneziani Costa - "A Origem Oculta dos Signos Zodiacais " Bloco 6 - Ir Cleber Basso - "O Silêncio do Aprendiz Maçom " Bloco 7 - Ir Sérgio Quirino Guimarães - Expedição Tríplice Aliança Maçônica - 7º dia Bloco 8 - Destaques JB - Pesquisas e artigos desta edição: Arquivo próprio - Internet - Colaboradores – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias e www.google.com.br Os artigos constantes desta edição não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. Hoje, 14 de outubro de 2013, 287º dia do calendário gregoriano. Faltam 78 para acabar o ano. Dia do Meteorologista; Dia Nacional da Pecuária Se não deseja receber mais este informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, por favor, comunique-nos
  • 2.
    2  1066 —Batalha de Hastings: Guilherme, duque da Normandia derrota o exército de Haroldo II de Inglaterra, que morre na batalha  1766 — Alvará português estabelecendo as formas como os donatários deverão requerer cartas de confirmação das doações dos bens da coroa  1813 — Batalha de Palmar, no estado de Puebla, em que os patriotas mexicanos derrotam as forças espanholas.  1905 — Fundado o Sevilla Fútbol Club da Espanha  1906 — Organiza-se a primeira prova de natação em Portugal, na Baía do Alfeite.  1922 — A Grécia assina o Armistício de Mudanya, que põe fim à Guerra de independência turca. As restantes partes tinham assinado a 11 de outubro.  1923 — As autoridades soviéticas implantam o calendário gregoriano, em substituição ao juliano, na URSS.  1926 — Fundação do município de Guaiba, de onde previamente originou-se a revolução farroupilha  1941 — Ozaki Hozumi, um jornalista japonês do Asahi Shimbun que trabalhava para Richard Sorge foi preso pelas autoridades japonesas por espionagem e alta traição  1942 — Segunda Guerra Mundial: Ataque Doolittle, 4 pilotos da força aérea dos Estados Unidos, prisioneiros de guerra, são sumariamente executados pelos japoneses  1943 — Revolta de Sobibór. Cerca de 50 prisioneiros escapam ao Holocausto  1944 — Segunda Guerra Mundial: Atenas é libertada pelas forças aliadas  1947 — Charles "Chuck" Yeager quebra a barreira do som no avião experimental Bell X- 1.  1952- Fundação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.  1962 — Crise dos mísseis de Cuba: revelação de fotos aéreas indicando que os soviéticos haviam instalado silos para abrigarem mísseis nucleares em Cuba.  1964 o Martin Luther King torna-se a pessoa mais jovem a receber o Prémio Nobel da Paz. o Leonid Brejnev chega à Presidência da União Soviética.  1969 — Golpe Militar de 1964: são editados o AI-16 e AI-17.  1978 — Aberto o canal de desvio do Rio Paraná para permitir o arranque das obras de Itaipu.  1978 — Começa o Conclave que elegeria o Cardeal Karol Wojtyla como Papa João Paulo II.  1981 — Hosni Mubarak torna-se presidente do Egipto. 1 - almanaque Eventos Históricos Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas.
  • 3.
    3  2011 —Cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2011, em Guadalajara, no México  Dia Nacional da Pecuária no Brasil  Dia do Meteorologista no Brasil[1][2][3]  Festival em homenagem a Durga Puja, a grande mãe na Mitologia hindu. (Fontes: “O Livro dos Dias” 17ª edição e arquivo pessoal) 1771 Foi iniciado Gotthold-Ephraim Lessing, filósofo alemão. 1821 Sabendo que Joaquim Gonçalves Ledo recusaria, José Bonifácio instiga D. Pedro I a oferecer-lhe o título de Marquês da Praia Grande. A recusa de Ledo o indispõe com o imperador. 1869 Foi fundado o Grande Capítulo de Maçons do Real Arco de Nova Scotia, Canadá. 1893 Foi instalado o Grande Oriente do Rio Grande do Sul. 1989 Fundado o Supremo Conselho da África Ocidental, sediado na Costa do Marfim. feriados e eventos cíclicos fatos maçônicos do dia
  • 4.
    4 Ir Homero Franco MMda Loja Templários da Nova Era Florianópolis - SC Uma palavra perdida Gostaria de chamar todo mundo para entre colunas e provocar alguma atitude urgente de parte dos maçons do meu Brasil varonil, que está dormente, anestesiado, doente, febril. O grande desconforto que permeia nosso cotidiano causado pela crise moral (ética) que avassala nossas mais caras instituições nos impõe, no cotidiano, a sensação de que o Brasil vem se apequenando lenta e gradualmente. Alguns nem tão comprometidos com a ética, como devem ser os maçons, sustentam que espiritualmente o Brasil está encolhendo, acovardou-se, esqueceu-se das mais lindas frases de seu hino. Quem arrisca contestar? Quem duvida que estamos nos tornando uma Nação de pigmeus morais? O que ajudou a amolecer os alicerces da ditadura militar 1964 foi uma crise semelhante a essa que,nos anos de 1980, engolfou a Nação e nos empurrou para novo período democrático. Mas, assustadoramente, a Maçonaria não estava lá. Não são poucos os 2 - OPINIão " Uma Palavra Perdida " ( Ir Homero Franco )
  • 5.
    5 homens de estudoque escreveram dizendo que a Nação estava exausta da ditadura e de tudo o que ela representava: já havia o embrião da avassaladora corrupção que hoje nos envergonha, reclamávamos da falta de liberdade, de uma muito menor impunidade, de uma muito menor injustiça e outras coisas desse gênero, que hoje corroem a dignidade brasileira. Para uma Nação,30 anos é nada e talvez por isso estejamos repetindo as mesmas bobagens que condenamos no passado? Diz o ditado que as palavras convencem e os exemplos arrastam; temos, sim, sido arrastados por discursos maravilhosos, mas quem nos tem dado bom exemplo a seguir hoje em dia? Repito o mestre maçom: “Seus filhos, seus dependentes, as pessoas com as quais de uma ou outra forma têm relações, ou sobre as quais você exerce alguma influência, estão esperando por suas palavras. Mas essas palavras serão ineficazes, se não forem antecedidas ou precedidas pelo exemplo de sua vida”. Cadê o exemplo? Ficamos nas palavras. Ou nem nelas. Como maçons, fomos excelentes na busca pela independência, democracia, fim da escravidão, república, mas... O sonho de um Brasil republicando, com o fim da ditadura,está morrendo muito mais rápido do que imaginávamos. O otimismo que nos engolfou com as campanhas fantásticas que embalaram nossa esperança (da anistia, da constituinte, das diretas) evaporaram como num passe de mágica. O discurso feito em 20 anos de luta contra o arbítrio se mostrou mais vazio do que poço seco. Dizemos uma coisa e fazemos outra. Começa que criamos um sistema de castas de fazer inveja aos indianos. Com algumas inovações: aqui os intocáveis são aqueles que detém algum poder, algum dinheiro, algum prestigio, algum privilégio; esses estão acima do bem e do mal, gozam de direitos que apenas humilham ainda mais a massa que fica do lado de fora do banquete. Criamos uma republiqueta bancária que nos leva para o endividamento coletivo e para a submissão, uma escravidão disfarçada que concorda com a ditadura que se instala em Brasília. Criamos uma casta de funcionários públicos cuja ineficiência e opulência zomba do que ganham, por exemplos, os professores,os policiais, osenfermeiros, categorias de fundo essencial. A Câmara Federal virou gosma informe e chegou ao cúmulo de assumir sem pudor que em seus gabinetes, em seus corredores, em suas comissões, em seu plenário, há lugar, sim, para bandido já condenado. Qual é o problema? Montou-se um sistema partidário e de poder, em que bandido conversa com magistrado, em que deputado representa facções nada comprometidas com a democracia. Sim, sim, o parlamento possui grande número de safados, eleitos com dinheiro desviado das obras públicas. Um sistema em que um vereador gasta 10 vezes mais do que a soma dos seus proventos em quatro anos. Há ou não há alguma coisa perdida nessa jornada? Isso é mais do que uma palavra pode dar passagem. E vamos adiante. O Poder Executivo sangra por todos os poros – os escândalos se sucedem – e o que acontece?
  • 6.
    6 No Poder Judiciário,o togado vai buscar a exceção para fazer injustiça e o faz com a aura de uma sapiência pai d’égua, aquela expertise que faz do carteiraço o objeto de passe. E manda o recado:não espere de nós a dignidade que os outros poderes não possuem. Nós somos filhos da mesma prostituta que vocês chamam de democracia republicana. Nós beijamos a mão de quem nos leva ao posto. O mais duro de tudo é que se o Brasil encolhe espiritualmente ninguém escapa das consequências: seremos todos verticalmente prejudicados… Viramos piada!? Somos, definitivamente, a República da impunidade graças a legisladores que construíram o emaranhado legal contra o qual a OAB não tem moral para insurgir-se. A imprensa desde muito deixou de ser o quarto poder graças às verbas das cinco estatais que lhes pagam as contas. A CNBB patrocinou o partido que está no poder e não pode botar as manguinhas de fora. Os partidos andam apenas querendo o poder para aproveitar-se das mesmas maracutaias. As forças armadas não pretendem voltar ao poder porque isso não seria democrático. Contar com quem? Inseridos nos poderes, instituições, empresas, mídia, partidos, quartéis, estão os nossos irmãos maçons. Cadê eles? Se a palavra não existe, façamos da ação o instrumento de busca da sociedade mais feliz. Pode ser?
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    7 Ir João Anatalino aoanatalino.recantodasletras.com.br OPATRIARCA ABRAÃO E A TRADIÇÃO MAÇÔNICA “Sai da tua terra e da tua parentela, e da casa do teu pai e vai para a terra que eu te mostrar. E eu farei de ti um grande povo e te abençoarei e engrandecerei o teu nome (...) Gênesis 1;12. Em Ur dos caldeus vivia o pai Abrão, A ler nas estrelas a luz da sabedoria. Quando lhe veio a divina inspiração; De que no mundo, só um Deus havia.. Entretanto aqueles magos da Caldéia, Que viviam do comércio da religião; Não gostaram nem um pouco da idéia, E foram logo expulsando o Pai Abrão. Então ele deixou a terra dos caldeus, E foi viver num vale chamado Hebron. Lá fundou a Grande Loja dos hebreus. A estes Irmãos Deus confiou o projeto: E desde então a Confraria dos maçons, Controem a obra do Grande Arquiteto. Abrão, o iniciado A Bíblia informa que o primeiro nome do patriarca fundador da nação israelita era Abrão. Esse era um nome comum entre os pastores da Mesopotâmea. Abrão era um pastor de cabras e ovelhas, até que Deus o escolheu para ser “pai de uma multidão”, ou seja, o patriarca genitor de vários povos que se espalharam pelo Oriente Médio, e especialmente os descendentes do seu neto Jacó, depois chamado Israel, povo que mais tarde seria escolhido por Deus para ser o seu modelo de nação. Então, depois dessa escolha e da aliança que foi firmada entre Deus e Abrão, quando este tinha noventa e nove anos, este passou a chamar-se Abraão, que significa “pai de multidões”. Essa é uma propriedade que a língua hebraica tem. As palavras, em hebraico, têm valores numéricos que são interpretados segundo as disposições das letras nas palavras e dos sons que elas formam. A simples adição de uma vogal ao nome de uma pessoa faz com que ela mude completamente de significado. Assim, Abrão, que era apenas o líder de um clã, com a adição de um a, passou a ser Abraão, o pai de uma multidão. 3 - o patriarca abrahão e a tradição maçônica Ir João Anatalino
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    8 Até os noventae nove anos (número que também tem suas implicações cabalísticas), Abrão foi um homem comum, embora já desde criança tivesse sido escolhido por Deus para uma importante missão. Mas ao que parece, antes de receber de Deus a consagração e o prêmio de sua missão, ele teve que realizar uma longa jornada iniciática pelas terras que receberiam sua semente, e não raras vezes teve que intervir pessoalmente para garantir os resultados da tarefa que lhe fora confiada aos setenta e cinco anos de idade, quando saiu de Haran, cidade onde morava com sua família, para se estabelecer na terra de Canaã, por ordem expressa de Deus.[1] Noventa e nove (99) é o número que antecede o cem (100), múltiplo de dez (10), considerado o número perfeito. Por isso, Abrão não poderia ser consagrado antes de atingir a “idade da perfeição”. Daí suas experiências e aventuras, conforme narradas na Bíblia, se assemelharem à uma verdadeira jornada iniciática, as quais constituem aventuras espirituais, realizadas justamente para aprimorar o caráter do indivíduo, para assim levá-lo a um estado de superação de sua condição material. Esse é o estado que todo místico precisa obter antes de receber a sua “iluminação”. Abraão, na tradição cabalística Quem era Abrão antes de receber a promessa da Aliança e qual realmente teria sido a sua real importância no contexto geral da história da civilização e das idéias que influenciaram a formação do espírito universal, especialmente entre os povos do ocidente? Tudo que sabemos sobre ele é o que consta das crônicas bíblicas e dos comentários que sobre esses textos os intérpretes e comentadores da Bíblia fizeram. Fora do Livro Sagrado não se encontrou, até agora, nenhum documento escrito, nenhuma referência arqueológica, nenhuma outra informação que sequer informe quando e onde viveu esse patriarca, que inaugurou a primeira experiência maçônica da civilização. A Bíblia registra que Abrão é um descendente de Noé, tendo nascido na décima geração desse patriarca, após o dilúvio. Embora não de modo explícito, ela sugere que Abrão já era um devoto da divindade que mais tarde iria ser cultuada pelo seu povo como sendo o verdadeiro e único Deus do universo. Esse era o mesmo Deus que teria instruído Noé para fazer a arca, e teria mantido com a família do patriarca uma relação de amizade, fidelidade e favorecimento, distinguindo o clã de Abraão entre todas as famílias da terra. Assim, de uma família de artesãos ele era descendente. Tinha, portanto, no sangue, o gene do maçom operativo, aquele que nasceu para construir, de um lado, as grandes obras civis, e de outro, o edifício moral da humanidade. Não foi sem propósito que Abrão tenha nascido na décima geração dos descendentes de Noé. Dez é o número perfeito, como já se informou. Assim, dez gerações teriam que ser contabilizadas, até que o descendente adequado para a missão que Deus queria realizar entre os homens, nascesse. Essa tradição, de contar as gerações de dez em dez, para situar os acontecimentos marcantes da linhagem de Israel, parece ter sido uma orientação fundada em alguma crença astrológica antiga, que via os acontecimentos cósmicos, benéficos para humanidade ocorrendo conforme esse segmento de tempo, da mesma forma que a seqüência de seis era maligna, marcando os acontecimentos funestos. Dessa forma, encontraremos dez gerações do bem de Adão até Noé, e outras dez de Noé até Abrão. Destarte, são seis as gerações do mal, contabilizadas a partir de Cain até Noé. Curiosamente, o evangelista Mateus passou a contar as gerações sagradas de quatorze em quatorze desde Abrão até Jesus. Não conseguimos identificar uma
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    9 possível fonte desuas informações pois elas não constam do Velho Testamento nem da literatura rabínica produzida paralelamente. Todavia, Lucas contabiliza 72 gerações a partir de Adão até Jesus. Onde ele conseguiu essas informações não fazemos a menor idéia, mas se lembrarmos que 72 é o número dos anjos (semamphores) ou espíritos, que servem na presença de Deus, talvez possamos ter uma pista dessa curiosa genealogia sagrada que resultou na pessoa de Jesus Cristo, chamada pela Cabala pelo sugestivo nome de Shekinah[2). Abraão e a tradição maçônica Os comentários rabínicos posteriores, constantes do Talmude e principalmente dos textos cabalísticos, retratam Abrão como sendo um sábio, imerso em contemplações metafísicas, ou um visionário, muito próximo dos magos caldeus retratados na literatura mesopotâmica. Segundo esses textos ele, ainda jovem, intuiu a existência de uma só divindade e passou a integrar toda a realidade divina num único conceito que seria o de Jeová, deus acreditado pelos povos pastores do norte da Mesopotâmea. Esse deus não era representado por espíritos da natureza nem retratado em qualidades humanas, como faziam a maioria dos povos antigos, que através de seus ídolos, reverenciavam as forças da natureza e o poder dos seus reis. Jeová, ao contrário, era um conceito abstrato, que encarnava hierarquia, poder e origem sobrenatural do homem. Essa idéia simbolizava, ao mesmo tempo, o patriarca da família, na sua natural posição hierárquica e a ascendência divina da família, representada por uma origem recenseada a partir do primeiro homem que Deus colocou na terra, ou seja, Adão. Foi essa concepção, aliás, que deu força á idéia de que Israel era um povo escolhido, pois sua linhagem se originava na própria divindade e seu direito de propriedade era oriunda do próprio Deus, por que Ele prometera aquela terra á Abrão e sua descendência. Nasceria, dessa forma, o conceito de fratria racial, ou seja, a idéia de um clã unido pelos laços do sangue e da tradição, que mais tarde daria sedimento ao conceito de Fraternidade, que Moisés iria usar para dar ao povo de Israel uma organização de verdadeira maçonaria. O proto-estado de Israel, antes de se tornar um reino, pode ser considerado como uma espécie de vivência maçônica bastante peculiar. Tanto é que o rito do Arco Real se refere à Loja presidida por Moisés no Monte Horeb como sendo a primeira Loja maçônica do mundo. Essa é a razão pela qual os maçons adotaram tantos símbolos e referências à cultura israelita e também o motivo de os encontrarmos disseminados por todos os graus do moderno catecismo maçônico. Essas inferências não se devem apenas a admissão de judeus na Ordem, como de ordinário acreditam alguns autores, mas porque a própria cultura maçônica desenvolveu-se a partir do núcleo israelita e busca recompor, no simbolismo e no objetivo contido na idéia de fraternidade praticada pela Maçonaria moderna, os mesmos sentimentos que motivaram a fundação da antiga nação de Israel. Dessa forma, podemos dizer que se existe um arquétipo inspirador para a Arte Real hoje praticada, esse é a Israel bíblica. A nação que Abraão fundou é uma verdadeira obra de maçonaria, cuja estrutura seria, mais tarde, erguida por Moisés e receberia o acabamento final através de Salomão. Mais tarde esse edifício seria reformado por Zorobabel, o Aterzata, e sofreria depois uma reforma total através de Jesus, o mestre carpinteiro de Nazaré. Todos eles maçons operativos, como se vê. É por isso que a tradição cabalística e a filosofia gnóstica, cuja influência na maçonaria é indiscutível, vêem em Abraão um mago conhecedor dos grandes segredos arcanos. Um desses segredos é o Verdadeiro Nome de Deus. Essa é outra
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    10 influência derivada daprática da Cabala, especialmente da sua parte fonética. Para os cabalistas o Nome de Deus é uma palavra que contém, no número formado pela sua composição gráfica, somado ao valor numérico resultante do som produzido pela sua correta pronúncia, um poder extraordinário. A idéia de que certos sons transmitem poder é uma antiga crença, existente em quase todos os povos antigos. Na Ìndia, por exemplo, o som da palavra Om é um mantra poderoso. Em todas as línguas semitas existe a crença em palavras mágicas, que produzem acontecimentos maravilhosos. A própria Bíblia parece avaliar essa crença quando diz que foi através do som de sete trombetas e dos gritos dos soldados israelitas que as muralhas de Jericó ruíram para que Josué pudesse conquistá-la.(3). Segundo os cultores da Cabala mística foi com esse poder, emanado da escrita e da pronúncia do seu Nome, que Deus teria dado surgimento á matéria universal, a partir da sua própria essência espiritual, sendo o seu grito inicial “Haja Luz”, o chamado Big- Bang dos cientistas. A partir daí todas as manifestações de criação divina no mundo das realidades manifestas são precedidas da pronúncia desse Nome Inefável. Por isso o próprio Deus o proibiu de ser pronunciado em vão em um dos mandamentos do Decálogo, pois essa ação dá impulso a um ato criador, que somente a Deus é permitido. Para os cabalistas, foi Abraão quem transmitiu ao povo de Israel as informações sobre a criação do mundo, que constam do Gênese. Ele as teria obtido junto aos sábios mesopotâmicos quando ainda habitava em Ur dos caldeus. Essas informações estariam contidas na literatura suméria, mas somente Abraão conseguiu entender o verdadeiro significado dessas lendas da criação e registrou as suas observações no chamado “Livro da Criação”, ou Sefer Yetzira, obra cabalística por excelência, que desvenda o segredo da criação do mundo. Nessa obra, escrita em códigos só entendidos por verdadeiros iniciados, Abraão revela que Deus criou o mundo a partir das combinações feitas com as letras e o som do seu Verdadeiro Nome, que resultou nas dez emanações da Árvore da Vida, que são as dez famosas sefiroths.(4) Embora Abrão não seja citado na Maçonaria como autor de obras arquitetônicas de vulto, que lhe conferisse um lugar de destaque entre os mestres maçons cultuados nas lendas maçônicas, como Seth, Enoque, Ninrode, Salomão e Hiram Abiff, o nome do patriarca hebreu não pode ser esquecido quando se fala de tradição maçônica. Isso porque, sendo Abraão o pai da nação de Israel, obra maçônica por excelência, ele é, na verdade, um dos mais importantes maçons de todos os tempos. 1- Gênesis, 12;4 2- Shekinah é o termo cabalístico que designa a presença divina no mundo da matéria. No cristianismo místico é a encarnação do Verbo no corpo de uma mulher, no caso Maria, dando como resultado o Cristo. Na genealogia computada por Lucas a geração de Abraão é a 36 º a partir de Adão, da mesma forma que Jesus Cristo seria a 36º depois de Abraão. Essas correspondências numéricas, que Lucas aproveitou no seu evangelho, são muito próprias dos místicos cultores da Cabala. Foram elas que permitiram ao inefável Bispo anglicano James Usher, em 1654, calcular que Deus teria criado o mundo no dia 6 de outubro de 4.004 a.C. ás 9,00 horas da manhã. Curiosamente, o autor do Evangelho atribuído ao apóstolo Mateus também usa mesma matemática para justificar a linhagem messiânica de Jesus, mas contabiliza 42 gerações de Abrão a Jesus e não 36 como Lucas.. 3- Josué, 6;15 4- Para melhor compreensão dessa matéria veja-se a nossa obra “Mestres do Universo”, publicava pela Biblioteca 24X7.
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    11 Ir José deOliveira C. Borges Loja Excalibur - Lisboa Ritos praticados em Portugal no Século XIX De 1820 a 1869 praticaram-se na Maçonaria portuguesa seis ritos diferentes: o Rito Francês, o Rito Simbólico Regular, o Rito Escocês Antigo e Aceite, o Rito de Heredom, o Rito Eclético Lusitano e o Rito de Adopção:. Diga-se desde já que o primeiro e o terceiro predominaram, a grande distância, sobre os quatro outros:. A constituição maçónica de 1806 adoptara o Rito Francês como oficial e único no seio do Grande Oriente Lusitano:. Enquanto nesta obediência se esgotaram os trabalhos maçónicos portugueses, o Rito Francês manteve a sua exclusividade:. E mesmo depois, quando já os maçons portugueses se achavam divididos em facções numerosas, o Rito Francês continuou a prevalecer:. O Rito Simbólico Regular parece ter sido utilizado na loja de exilados instalada em Inglaterra durante o reinado de D. Miguel:. Depois, esteve morto ou moribundo durante quase todo o período em estudo:. Há notícias de uma única oficina a praticá-lo, a loja 24 de Agosto, criada antes de 1843 na obediência da Maçonaria do Norte e, em seguida, da sua sucessora Confederação Maçónica:. Esta loja já não existia em 1867:. O Rito Escocês Antigo e Aceite foi introduzido em Portugal em 1837, ao nível dos três primeiros graus:. Deveu-se à Grande Loja de Dublin (Irlanda), que instalou em Lisboa, nesse ano, a loja Regeneração I:. No conjunto dos 33 graus, o Rito Escocês surgiu três anos mais tarde, sob a chefia de Silva Carvalho e da loja Fortaleza, que constituíram o chamado Grande Oriente do Rito Escocês, conseguindo, em 1841, autorização para erigir um Supremo Conselho:. Neste mesmo anos de 1841, o Grande Oriente Lusitano introduziu o Rito em algumas das suas lojas, criando, pouco depois, um segundo Supremo Conselho:. O Rito Escocês Antigo e Aceite penetrou ainda no Grande Oriente de Portugal (1849), na Confederação Maçónica Portuguesa (após 1849), no segundo Grande Oriente Lusitano (1859) e, evidentemente, no Grande Oriente Português (1867):. Apesar da manutenção e consolidação do Rito Francês foi, sem sombra de dúvida, o Rito com maior dinamismo e força expansiva nos meados do século XIX, registando aumentos contínuos e consistentes no número de lojas que agrupava:. 4 - ritos praticados em portugal no século XIX Ir. José de Oliveira C. Borges "
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    12 O Rito deHeredom ou Rito de Perfeição foi o antepassado do Rito Escocês Antigo e Aceite e não passa de uma variante sua:. Pelo menos na década de 1840 confundia-se com o Rito Escocês, coexistindo, em diplomas, as duas terminologias:. Tem 25 graus, com os mesmos títulos e características dos primeiros 25 graus do Rito Escocês, à excepção dos nº 20, 21, 23 e 24, onde se registavam variações:. Que se saiba, seguiu este Rito em Portugal uma única oficina, a loja Fonseca Magalhães, fundada em Lisboa talvez em 1858 ou 1859, na dependência directa do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antogo e Aceite, presidido por Domingos Correia e Arouca:. O Rito Eclético Lusitano deveu-se a Miguel António Dias e parece ter sido, até hoje, a única tentativa de constituir um rito próprio e exclusivo dos maçons portugueses:. Aquele autor esforçara-se, desde 1838, por reformar toda a Maçonaria portuguesa, adoptando como rito as práticas básicas dos Rito Francês, embora revisto e adaptado a Portugal:. Neste sentido redigiu umas "Bases Gerais" em seis capítulos e 34 artigos, que publicou na sua Architectura Mystica do Rito Francez ou Moderno (1943) e depois, novamente (1853), nos Annaes e Codigo dos Pedreiros Livres em Portugal, agora com lei orgânica e regulamento apensos:. Neste mesmo ano, Miguel António Dias conseguiu controlar uma série de oficinas, levando-as a aceitar o novo rito e a sua presidência de um governo provisório coordenador:. Para elas instalou-se formalmente o Grande Oriente da Maçonaria Eclética Lusitana, com cinco lojas, sendo três em Lisboa (Regeneração 20 de Abril, Firmeza, e Fraternidade), uma em Setúbal (Firmeza) e uma em Torres Novas (Torre Queimada):. A nova obediência conseguiu ainda elaborar a sua Constituição (28 de Setembro de 1860), mas não parece ter durado muito para além dessa data:. Algumas das oficinas abateram colunas e outras integraram-se no Grande Oriente de Portugal e na Confederação Maçónica Portuguesa, não sabemos se mantendo o Rito Eclético Lusitano, se voltando ao Rito Francês:. O Rito de Adopção, destinado exclusivamente a mulheres, surgiu e manteve-se como ponte entre uma maçonaria estritamente masculina e arrogando-se de ortodoxa, e uma maçonaria aberta a ambos os sexos:. Assim, cada loja deste rito era fundada e patrocinada ("adoptada") por uma loja regular masculina, que nela superintendia e a controlava:. Para não se criar, nas lojas femininas, a ilusão de igualdade com as masculinas, através de práticas que fossem idênticas em ambas, forjou-se um rito diferente - embora com alguns elementos comuns -, o chamado Rito de Adopção:. Este Rito, na variante com cinco graus, foi introduzido em Portugal em 1864, com a loja feminina Direito e Razão, aparentemente subordinada à Confederação Maçónica Portuguesa:. Mas achava-se definido e teorizado, com rituais em português, desde havia muito:.
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    13 Conclusões: A existência ea adopção teóricas dos ritos não significavam necessariamente a sua aplicação prática:. Para começar, muitas lojas, "não tendo rigorosamente seguido rito algum especial, têm confundido muitos ritos diferentes" o que se devia, quer à falta ou à escassa divulgação de manuais, quer à semelhança existente entre os vários ritos, mormente nos três primeiros graus, quer ainda ao desinteresse, ao nível de Obediência ou de oficina, pelo próprio ritual:. Em 1822, por exemplo, saiu a público um manual do Rito Adoniramita, que chegou a ser anunciado no Diario do Governo:. Era, provavelmente, o Cathecismo de Aprendiz do Rito Adonhiramita, s.l., s.d., cujas divergências do Rito Francês seriam mínimas e que pode ter sido utilizado nas lojas:. A preferência pelo Rito Francês imposta pela Constituição maçónica, levou acaso ao abandono da iniciativa tradutora:. As influências francesa e brasileira na prática e teoria ritualistas parecem também claras, exercendo-se sobre a esmagadora maioria das lojas de quase todas as Obediências:. Originalidade portuguesa praticamente não existiu, a não ser no caso esporádico da doutrinação de Miguel António Dias:. Por fim, releve-se a extensão e prolixidade de todos os rituais, cuja prática escrupulosa levaria a sessões de várias horas, equivalentes a espectáculos lúdicos de qualquer género:. A participação em loja obedecia também à necessidade de ocupar o tempo, numa sociedade onde as distracções não abundavam e o convívio pessoal se impunha:. * De A.H. de Oliveira Marques, "Para a História do Ritual Maçónico em Portugal no Século XIX (1820-1869)", separata da Revista de História das Ideias, Vol. 15, Faculdade de Letras, Coimbra, 1993:.
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    14 Eu sou umlivre pensador em busca de conhecimento. Ando por todos os terrenos, pois sou Livre e de Bons Costumes. Quando lhe perguntarem "Quantos Sois?", respondei "Somos um só!" Por isso sou um só, mas ainda assim sou um. Saúde, paz, harmonia e prosperidade ao Irmão, à Oficina e Familiares. A Origem Oculta dos Signos Zodiacais William Wynn Westcott Por Wagner Veneziani Costa William Wynn Westcott, fundou a Ordem Hermética do Amanhecer Dourado, uma das sociedades ocultistas mais influentes do final do século XIX. Golden Dawn!!! Mago Supremo da Societas Rosicruciana in Anglia (S.R.I.A.). Falarei mais sobre os trabalhos dele em outras ocasiões... Astrologia Moderna é uma Ciência Matemática. A astronomia moderna é uma ciência matemática da mais alta cultura e extensa pesquisa; sem cálculos não haveria astronomia. Mas à medida que traçamos, para trás, a ciência dos corpos celestes, perdemos cada vez mais a matemática, até finalmente chegarmos a um período, variando em data para cada país, quando a astronomia era pouco mais do que a "nomeação das estrelas". A nomeação de grupos de estrelas segundo a semelhança acidental ou imaginárias de objetos naturais remonta a esse período inicial. As constelações zodiacais são os mais antigos grupos nomeados, e a 5 - a origem oculta dos signos zodiacais Ir Wagner Veneziani Costa
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    15 pesquisa moderna mostraque os objetos e nomes semelhantes ou idênticos foram atribuídos para nomear grupos de estrelas, pelos Magos de diferentes países, separados tanto pela distância quanto pelo tempo. Diferenças tão grandes que é mais fácil sugerir uma origem primordial para estes sinais do que supor que nesses dias em que a comunicação entre povos distantes era difícil, uma seita de investigadores poderia ter ensinado outros grupos em paises distantes e hostís. Estes sinais zodiacais, derivados das constelações zodiacais de idades passadas, são os sinais ainda em uso entre os nossos próprios astrônomos, e eles podem ser rastreados no conhecimento sânscrito da Índia, bem como na rocha cortada do templo do Vale do Nilo. Eruditos hebreus do Talmud, de Jerusalém, bem como da Babilônia, chamaram a estes aglomerados de estrelas por nomes semelhantes. Filósofos árabe e sábios medievais europeus fizeram o mesmo. Ursa Maior, Orion e as Plêiades são nomeados por Job, 1700 A.C; Touro, Sirius e Arcturus, além disso, são mencionados por Homero e Hesíodo. No Echmim, na margem oriental do Nilo, estava o antigo Chammis ou Panopolis. Abul Feda, o erudito árabe, fala de um vasto templo nesse lugar, onde agora existe apenas um monte de ruínas, e de uma mesquita que foi construída com parte do material desse templo, e sobre pedras sobres as quais foram gravadas, em idade muito remota, os 12 signos animais do Zodíaco, o sol e as quatro estações do ano. O Zodiaco Hindo, como o nosso, não contém um elefante, dificilmente seu zodiaco teria sido concebido inteiramente por hindus. Nenhum zodiaco contem o camelo ou o pica-pau mesmo tendo suas origens nas altal latitudes. Compare os 12 signos com os 12 patriarcas, e com sinais das 12 tribos de Israel, substituindo a “águia” pelo escorpião no caso da tribo de Dan. Os 12 trabalhos de Hércules, que provavelmente era originalmente um deus sol, também está em sintonia com estes 12 sinais de uma maneira muito notável. É evidente que os signos zodiacais muito semelhantes, que têm sido utilizados em muitas nações antigas, apontam para uma grande antiguidade e indicam que devemos sua origem à algum de nossos mais antigos ancestrais. Muitas
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    16 referências sugerem quesua origem deve remontar a Seth, o segundo patriarca. Histórias profanas e sagradas apontam muito cedo para um conhecimento da astronomia em alguma dessas ramificações. Bailly afirma que os signos zodiacais, e a origem de idéias astronômicas, foram fundadas quando Virgem estava no solstício de verão. Ou seja, a 4000 anos A.C., e teria sido a necessidade de um povo que vivia perto da latitude 40 ° . Josephus em seu “Antiguidade dos Judeus” , Lib I, cap. 2,3, diz que os filhos de Seth inventaram a sabedoria das estrelas. Orígenes, 230 D.C., afirma que no livro de Enoch é afirmado que as estrelas foram nomeadas na época de Seth. St. Jude cita este livro de Enoch – que agora foi publicado em inglês – foi traduzido de uma cópia etíope trazida para a Europa por Bruce, o viajante Abissinio (pessoa originária da antiga Abissinia – atual Etiópia). Há algumas considerações que parecem apontar que a nomeação das estrelas e constelações foi inicialmente realizada com a idéia de apontar a nós mesmos nos céus, o futuro destino e redenção do homem: compare os pontos de vista Rolleston e James Gall . Triunfa a semente da mulher sobre a serpente e torna-se ferido, este processo brilha eminentemente no sistema sideral. Antes da época de Moisés, o ano hebraico começava quando o sol entrava em Virgem e ainda é assim. Em um velho mundo astronômico vimos, a Virgem está prostrada segurando um ramo de palma da vitória, e uma espiga de milho, e a estrela mais brilhante da constelação, está na espiga. Nota – Cristo disse, “Eu sou a estrela brilhante.” Zoroastro (nomeava a si mesmo “semente da Estrela”), ensinou os Magos da Pérsia, que quando virem a estrela da Virgem, deve procurar um "Grande Nascido". "Assim sendo, ele provavelmente era um discípulo de Daniel, que profetizou as 70 semanas para o Messias". Nota - a Virgem é alada ", um tipo de dignidade essencial". Em globos modernos vemos uma foice na mão, mas esta é uma inovação puramente moderna, sugerindo, sem dúvida, o milho. Cada signo do zodíaco foi associado, pelos Antigos, com conjuntos de estrelas laterais, chamados “decanos”. O primeiro decanato de Virgem era uma mulher segurando uma
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    17 criança: Esta éagora transformada em "Coma Berenices" (cabeleira de Berenice é uma constelação do hemisfério celestial norte) - cabeleira. Albumazar, o grande astronomo árabe, disse “Ali ascende no primeiro decanato, como os persas, caldeus, egípcios, os dois Hermes e Alcalius ensinaram, uma jovem pura chamada Adrenedefa, ela carrega espigas de milho e uma criança chamada IHESU - ou IEZA - que em grego é "Christos". Isto foi escrito há mil anos atrás. Shakespeare, que é homem de todo o conhecimento, fala de uma flecha até o "bom menino no colo da Virgem" - ver Titus Andronicus, IV, 3. Denon, em "Zodíacos egípcios", descreve um zodíaco circular, a 40 metros de diâmetro, com o decano "Coma" pintado como uma criança no colo de uma mulher, encontrado em Dendera pelo exército francês, transportado a Paris em 1821. Outro foi encontrado em Esneh, no Egito, e mostrando os 12 signos. Agora vejamos os outros onze signos. Libra aponta a justiça da Divindade, a sua principal estrela é "Zuben al Genubi" - "avaliação da deficiencia" - condenação do homem. Nota denúncia de Daniel - "Tu foste achado em falta." Os Modernos dizem que Libra refere-se aos dias e noites iguais, quando o Sol entra em Libra, mas Libra não é moderno, e em tempos antigos o sol não entrava em Libra, quando os dias eram iguais, por causa da precessão dos equinócios. (Precessão é a mudança gradual da direção do eixo de rotação da Terra). Escorpião significa a morte, a punição do pecado, o homem Ophiucus estrangulando a serpente, e pisando na cabeça de um escorpião que está ferindo o calcanhar com o seu ferrão. A estrela mais brilhante do escorpião é Antares, que significa "ferir". Cristo diz: "Eu te dou poderer para pisar escorpiões". (Ofiúco é uma constelação do zodíaco). Sagitário está atirando em Escorpião ou na morte, sua dupla natureza é sugestiva. Capricórnio, em seguida, é visto em globos antigos como uma cabra enfraquecida ou moribunda, é um animal que implica em sacrifício, ou Messias para ser morto.
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    18 Sua parte inferior,remete à união com Cristo e sua igreja - "Eu vos farei pescadores de homens". Compare o ornamento eclesiastico chamada Vesica Piscis. Os primeiros cristãos usaram um peixe como ornamento, que é visto em suas jóias e túmulos. No Zodíaco hindu o bode e o peixe são distintos. Suas principais estrelas são em árabe, Al Dabih - "o sacrifício morto". Aquarius, uma água-portadora, segurando um vaso e despejando água em um dos decanos dos sgnos, chamado Piscis Australis, pode significar o derramamento do Espírito Santo e sua entrada em sua igreja. Dois outros decanos deste signo são o cavalo voar e o cisne voador; sugere a conquista do evangelho através de terras e mar. Peixes, dois peixes ou igrejas, unidos por uma banda estrelada de harmonia e paz; gentios e judeus unidos em uma "igreja". Esta banda ou faixa é vista orientando para o próximo signo, Áries, que é um cordeiro segurando a faixa em uma ante- perna. O Cordeiro de Deus foi morto desde a fundação do mundo, unindo duas igrejas em sua própria; duas estrelas aqui estão em árabe: Okdaunited e Al Samacha - suportando. Touro pode ser a força do Poder acima ou do evangelho. Em hebraico Shur, ou o Bull, significa "vir a governar". Gêmeos, nossa fraternidade com Cristo, que é o "Filho do Homem". Câncer, ou "manter a posse de", é, talvez, o Scaravelho ou Bezouro do Egito, que irá abraçar seus jovens, através de todos os perigos e dificuldades. Leão aponta o triunfo final do "Leão da tribo de Judá". Antigos templos circulares e círculos de pedras fazem referencia ao Zodíaco e seus 12 signos e constelações, onde o poder de Deus e a sabedoria são tão visíveis, e quão longe isso foi observado por Moisés, e mais tarde por Cristo quando ele escolheu 12 apóstolos para fundar uma igreja, não é fácil de dizer. Estas são curiosas coincidências, e eles começam a investigar se o próprio Universo não é um símbolo da divindade. Por que todos os corpos celestes ainda
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    19 se movem emórbitas elípticas? Quem pode dizer? Philo em seus Timeu, observa, "que o Criador do universo adotou a forma circular, como sendo a forma mais perfeita ea imagem de si mesmo". (Ver Davi, “Mitologia dos Druidas”, e Lundy, “Cristianismo Monumental”.) Moises construiu templos circulares com 12 pedras com um altar no meio no Sinai e Gerizim. Compare Stonehenge, o Pantheon em Roma e o abobadado das igrejas. A teoria de que Seth, ou um ancestral originou esses nomes e idéias de contelações antes de a humanidade se espalhar em tribos que se tornaram isoladas, será responsável pela similaridade nas idéias astronômicas das raças antigas, e será responsável pelo Budismo e Brahmanismo tipos de conhecimento sideral sendo semelhantes mas diferentes dos nossos, e será responsável também pela origem de suas idéias pervertidas da unidade Trina e Divindade e “das encarnações Divinas do homem ", como no caso das encarnações conhecidas de Vishu, um dos quais é chamado Chrishna . Pode haver pouca dúvida de que Adão, Sete e Enoque, foram divinamente instruídos em muitas coisas e foram, provavelmente, os profetas para sua geração, para nós Zacarias diz: "Ele falou pela boca dos seus santos profetas e tem sido assim desde que o mundo começou ". A idolatria que começou nos tempos mais antigos, o culto, seja de imagens, ou do sol e das estrelas, era, obviamente, uma perversão desse conhecimento profético, e a magia negra uma perversão da profecia de redenção para os propósitos malignos dos homens ímpios. WILLIAM WYNN WESTCOTT, MD, DPH Supremo Mago da Sociedade Rosacruz en Anglia 1892-1925 Irmão Wynn Westcott nasceu em Leamington, Warwickshire em 17 de dezembro de 1848. Orfão aos nove anos, o jovem Wynn Westcott foi criado por um tio
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    20 idoso, Richard WestcottMartyn. Depois de completar sua educação no University College, Londres, em 1871 juntou-se ao seu tio em suas práticas medicas em Martock em Somerset. Em 1881 foi nomeado vice-legista para Central Middlesex e Central London; seguiu em 1894 com sua nomeação na Coroner para North- Eas Londres, posição que manteve até se aposentar em 1918. Depois de sua iniciação em 1871 na Parrett and Axe Lodge n° 814 em Crewkerne, ele encontrou o notável Maçon e Rosacruz, F. G. Irwing. Irwin teve influência contínua e significativa sobre Fratter Westcott que resulta na sua longa associação, não só na Craft (ambos eram membros da Quatuor Coronati Lodge), mas também num número de diversos graus obscuros que Irwin promovia e preservava. Westcott foi aceito no Metropolitan College em 15 de abril de 1880. Em 1920 Westcott retira-se para a Africa do Sul para viver com sua filha e neto (Frater Hamel do Metropolitan College), onde morreu em 30 de julho de 1925. The Square – setembro 2013 – pgs. 35/36. Pela Madras Editora: Introdução ao Estudo da Cabala, WILLIAM WYNN WESTCOTT. Madras Editora - Esgotado Coletânea Hermética, WILLIAM WYNN WESTCOTT. Madras Editora - Esgotado
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    21 À GDGADU GRANDE LOJAMAÇÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ARLS2 DE JULHO Nº 586 – ORDE DRACENA/SP Av. Expedicionários, nº 364 – Vila Barros Dracena – SP / Fone(18) 3822-2700 www.2dejulho586.com.br Autor: IrCleber Basso – bassoadv@bol.com.br Enviado pelo Ir. Moacyr Silva Filho O SILÊNCIO DO APM O que é o silêncio? Nossos dicionários são fartos em descrever o silêncio como sendo a atitude mística diante da infalibilidade do Ser supremo, o calar-se diante de determinada situação, estar mudo ou somente pensando. Para filosofia, o silencio não se confunde com ausência de ruído, pois nada mais é do que a abolição da palavra ou da linguagem. Independentemente da interpretação que se tem do silêncio no mundo profano, aqui neste trabalho temos o silêncio como instrumento de transformação e aprendizado. Simbolicamente, o Apr não sabe falar, não podendo, portanto, fazer uso da palavra. Esse impedimento, todavia, é apenas simbólico, pois o Apr tem direito de falar em loja, desde que não aborde assuntos ainda incompatíveis com seu Grau. Esse impedimento simbólico tem raízes históricas e místicas. Sendo, a mística maçônica, muito influenciada pelos costumes das antigas civilizações. Esse simbolismo pode ser visto em duas instituições da antiguidade: o Mitraísmo persa e o Pitagorismo. Embora não se possa procurar profundas semelhanças entre graus simbólicos da Maçonaria e os Graus do Mitraísmo, existem pontos em comum entre Apr Maçônico e o Corvo Mitráico, pois ambos não podem, simbolicamente, criar ideias próprias, limitando-se a ouvir, sem falar. O mesmo ocorre em relação aos Ouvintes, do Pitagorismo, os quais, durante o seu aprendizado, se limitavam a ouvir e aprender, numa situação muito similar à do Apr, que, simbolicamente, é uma criança, que não sabe falar e que se limita, também, a ouvir e aprender. Pitágoras na antiguidade afirmava a seus discípulos que “aquele que não sabe ouvir, não sabe falar”. 6 - o silêncio do aprendiz maçom Ir Cleber Basso
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    22 Importante ressaltar queo silencio aqui em comento não é o silencio maçônico propriamente dito, aquele que cogita inúmeras e infundadas especulações profanas ou o silêncio no juramento ocorrido ao término da ritualística. O silêncio em testilha tem como por finalidade o aprendizado, tendo como destaque o APRENDIZ MAÇON. Como ato de humildade que o homem “iniciado” se vê obrigado a trazer de volta para si e para seu comportamento depois de tê-lo perdido em algum momento de sua vida, como o cinzel a talhar a pedra bruta para transformá-la em pedra polida, sendo que tal silêncio deve ocorrer de forma desinteressada e sem reservas ou intenções! Quando o recém iniciado é advertido de que não poderá falar em loja, desde a sua iniciação até à sua passagem a mestre, devendo apenas ouvir e observar, está-se simplesmente a dar continuidade a um dos mais antigos costumes das ordens iniciáticas: o silêncio. O profano, ao iniciar-se, não tem como expor suas ideias justamente porque nada sabe, e, diante desta constatação o silêncio é seu melhor companheiro, pois é o singular momento de criação e transformação. O Aprendiz Maçom encontra-se em processo de integração ao novo grupo, com regras específicas, com uma ligação pessoal forte. Desejaria, porventura, ter uma atitude proativa de se dar a conhecer, de intervir, de mostrar o seu valor. Mas não precisa: que tem valor, já todo o grupo o sabe por isso o aceitou no seu seio, o conhecimento advirá, nos dois sentidos, com o tempo e o aprendizado. Está num processo de mudança de paradigma quanto à forma de estar social. Muitos dos valores apreciados nos meios profanos não serão os mesmos que são preferidos entre os maçons. Na Maçonaria não se busca eficiência, produtividade, riqueza, estatuto, etc.. Na Maçonaria valoriza-se a força de caráter, o reconhecimento das próprias imperfeições, o desejo de melhorar, a ponderação, o respeito pelo outro, a tolerância e a paciência, dentre outros. Todo o processo de aprendizagem é um processo de tentativa-erro-correção. O silêncio do aprendiz não significa ignorância, consentimento ou vergonha. O silêncio significa atenção, observação e a possibilidade de que nesses momentos, possamos refletir em algo que esteja acontecendo, sendo ouvido, visto ou sentido. Quando em silêncio, permitimos que nossos outros sentidos tornem-se mais aguçados. Assim, o que à primeira vista parece ser um castigo, na realidade, não é senão a única forma de libertação das paixões e dos maus pensamentos, capazes de elevar o aprendiz a graus que talvez ele mesmo desconheça! Nessa posição de ouvinte, os sentidos ficam atentos e aguçados para tudo que se passa em loja, e, em verdadeiro estado de contemplação, ver, ouvir, refletir e guardar são palavras mestras do aprendizado da própria evolução pessoal. O silêncio é amigo do aprendiz maçom, pois lentamente, realiza transformações interiores no sentido de desenvolvimento da alma, aumentando desejo de cada um de opor ou participar de ideias num estudo inteligente do “melhor a fazer” sempre!
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    23 Com o silênciosomos obrigados a pensar e esse pensar é que deve imperar em todo maçom que se digne obreiro para a construção de um mundo melhor. O silêncio leva o aprendiz maçom a uma viajem interior e é arma poderosa para encontrar sua pedra oculta, porém, não basta somente encontrar, é preciso também lapidá-la e para tanto, o silêncio se faz sumamente importante como instrumento dessa lapidação. “Silêncio” não significa não ter ideias, não significa não saber, e sim, significa aprender, significa humildade, respeito, atenção, subordinação, exaltação e reflexão, para se chegar ao mais puro aprendizado, pois o silencio contagia e transforma vidas e ainda que se adjetivem os benefícios não se esgotaria o “bem” do silêncio sobre o “ser”! Concluindo, aprendi que o SILÊNCIO imposto ao Aprendiz, motivado pela sabedoria milenar da maçonaria, o que parece a princípio um verdadeiro CASTIGO, sofre transformações passando primeiro por uma fase de conhecimento interior, onde encontramos a nossa PEDRA OCULTA, tratando-se de verdadeiro encontro com seu próprio interior, para que somente então, possamos evoluir para uma admiração pelo silêncio como modo de aprendizado, em que a imposição se transforma em voluntariado, resultando em SABEDORIA, ocorrendo o inicio do desbastar da pedra bruta, preparando o iniciado para novas fases de evolução e do seu crescimento interior, tornando-o assim, um obreiro útil na construção do Grande Templo do Universo. “O silêncio constrói o fator mais apurado e potente da comunicação, pois comunica com o próprio ser, para que somente então, através dele, seja adquirida a verdadeira sabedoria” Bibliografia: -Revista A Verdade nº492 -Livro Manual do Aprendiz (Autor Aldo Lavagnini Magister) -Livro Cartilha do Aprendiz nº21 (Autor Josè Castellani) -Livro Consultório Maçônico V (Autor José Castellani) -Livro Instrucional Maçônico “Grau de Aprendiz” (Autor Tito Alves de Campos
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    24 EXPEDIÇÃO TRÍPLICE ALIANÇA MAÇÔNICA Sétimodia - 10/10/2013 Gran Logia de la Masoneria del Uruguay Saudações, estimado Irmão! Sétimo dia da expedição TRÍPLICE ALIANÇA MAÇÔNICA Quinta-feira, dia 10, visita a região vitivinícola de Canelones, a mais importante do país, muito próxima da capital (aprox. 60kmts./1h), realizamos duas visitas com degustação nas duas mais famosas vinícolas locais. A primeira foi a vinícola ESTANCIA JUANICÓ com degustação de vinhos, frios e queijos. É uma vinícola gerenciada pela Família Deicas que já esta na sua terceira geração de produtores de vinho de qualidade. Visitamos as vinhas, a linha de produção, as bodegas e a Sede. 7 - Expedição maçônica tríplice aliança (7º dia) Ir Sergio Quirino Guimarães
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    25 Logo a seguir,prosseguimos até a vizinha Vinícola BOUZA BODEGA BOUTIQUE com um interessante Museu de Carros antigos onde realizamos a visita, degustação de alguns dos seus vinhos e finalizando com um almoço harmonizado com os excelentes vinhos. A noite foi o ápice da Expedição em território uruguaio. 13 Irmãos brasileiros se dirigiram para o Palácio Maçônico da Gran Logia de la Masoneria del Uruguay. Na Porta nos aguardava o querido Irmão Carlos Castello (Grande
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    26 Cobridor Externo), quesempre com um sorriso nos lábios nos cumprimentou efusivamente como deve ser entre Irmãos. Em seguida chegou outro querido Irmão, Federico Ferrari (Asistente - Gran Secretaría de Relaciones Exteriores) que após abraços fraternais nos guiou pelos Gabinetes, Salas, Templo Nobre e demais templos. A Expedição foi recebida com toda pompa e circunstância pela respeitável Loja Maçônica Joaquim José da Silva Xavier – Tiradentes, que programou uma belíssima e significante sessão ritualística em homenagem a comitiva brasileira. Ficamos emocionados com a presença da Bandeira do Brasil em destaque ao lado da Bandeira do Uruguai, além de todos os Irmãos da Oficina, o Grão- Mestre Irmão Daniel Rilo, o Eminente Grande Vigilante e outras autoridades prestigiaram a reunião. Dois Companheiros Maçons apresentaram Pranchas de Arquitetura sobre o Mártir da Inconfidência Mineira e patrono da Loja. Em breve disponibilizarei o trabalho apresentado. A cada momento nossa emoção nos conduzia a encher os olhos de lágrima e o coração de orgulho. A harmonia no giro das bolsas, foi um hino produzido por um uruguaio que cantava a história e honra de Tiradentes. O Tronco circulou para ajudar nas despesas da Escuela Tiradentes, mantida pela Oficina. No uso da palavra o Sereníssimo enalteceu a Maçonaria Brasileira e a fraterna amizade que une os brasileiros e uruguaios. Continua..... TFA Quirino
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    27 Loja Templários daNova Era Convite para XVI Encontro Estadual da Família Maçônica/SC – Brusque – 26/10/2013 - GOB/SC Convidamos todos os integrantes do GOB-SC para o XVI Encontro da Família Maçônica, à se realizar dia 26 de Outubro de 2013 em BRUSQUE. Este evento já está consolidado na programação anual do GOB-SC, e reveste-se de excelente oportunidade para uma salutar convivência e união. Estamos convictos de que a família é a grande agente de transformação social necessária, e de qualquer mudança possível no aperfeiçoamento das relações entre as pessoas, e do progresso da humanidade. Venha fazer parte do evento que reunirá toda a família Maçônica Catarinense, num encontro recheado de atrações culturais e esportivas: Tirolesa, paredão de escaladas, piscinas, tobogans, pescaria, atrações musicais, além da nossa deliciosa gastronomia germânica. Brusque oferece ainda ótimas opções de compras em seus shoppings de pronta entrega. E que possam os outros dizer de nós, IRMÃOS UNIDOS NA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MELHOR! Wagner Sandoval Barbosa Grão Mestre GOB-SC José Silvio da Fonseca Grão Mestre Adjunto GOB-SC 8 - destaques jb Resenha Geral
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    28 Programação Dia 26/10/2013 Local: MineralAgua Park 08:00h – Credenciamento 09:30h – Abertura Geral 10:00h – Palestra 10:40h – Apresentação Cultural 12:30h – Almoço Festivo Local: Sociedade Santos Dumont 20:30h – Jantar Dançante Apresentação da Família Fenarreco Banda, pista de dança, iluminação e uma super festa! (Bebidas por adesão) Premiação aos vencedores dos jogos. (outras informações no site: http://www.gob-sc.org.br/gobsc/convite- para-xvi-encontro-estadual-da-familia-maconicasc-brusque- 26102013)
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    29 Do Leitor sobreo Desafio nr. 7 ( publicado na edição JB News nr. 1136 de 12.10.13 ) 1 - Permitam-me restonder ao desafio n° 7 Este é bastante facil: a restposta é " Perfeito só de Deus" PER feito só de Us TFA Guilherme Martins de Souza Leite ARLS Pureza Luz e Verdade Oriente de Ribeirão Preto- SP ----- Original Message ----- 2 - A resposta ao desafio número 7 é: PER FEITO SÓ DE US = Perfeito só Deus. Com um Fraterno Abraço, José Airton de Carvalho V.M. Loja Maçônica de Pesquisas Quatuor Coronati "Pedro Campos de Miranda" - GLMMG Belo Horizonte/MG Vamos conferir na sexta-feira?
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    30 1 - ABMW - espetáculo - A altíssima tecnologia de fabricação de automóveis usada pela *Bayerische Motoren Werke (BMW) assegura a fabricação de produtos de elevada qualidade, sem defeitos e sem greves . Veja o filme. http://www.youtube.com/embed/libw1rV2McY?feature=player_detailpage 2 - O Anúncio Tailandês Que Fez o Mundo Chorar http://www.youtube.com/watch?v=kuBNEs-1vTc 3 - Veja a final de um campeonato mundial de sinuca. Com um detalhe único: nunca antes na história do mundo havia acontecido uma final desta forma. http://www.wimp.com/snookerplayed/ 4 - Wilmar& Cia: http://www.youtube.com/watch?v=oXZ76oGeybY Londrina - PR (Ir. Wilmar) 5 - Charlie Chaplin in Kid Auto Races at Venice (1914) HQ (Filme) http://www.youtube.com/watch?v=pQH0j2Ofqkg
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