Introdução ao Estudo do Antigo Testamento - completo
O documento apresenta uma introdução ao estudo do Antigo Testamento, abordando tópicos como a origem e formação da Bíblia, a inspiração divina dos textos, a formação do cânon bíblico e as principais divisões e livros que compõem o Antigo Testamento.
INTRODUÇÃO AO ESTUDODO ANTIGO
TESTAMENTO
• I – Informações Iniciais:
• 1. O que é a Bíblia?
- A palavra de Deus, uma coleção de livros e
cartas (66 livros), o fundamento das igrejas
cristãs, define o que é vida cristã e revela a
vontade de Deus, 100% divina e 100% humana;
4.
INTRODUÇÃO AO ESTUDODO ANTIGO
TESTAMENTO
• A maravilha da Bíblia – alguns fatos e dados;
• Texto mais antigo e o mais recente?
• Em quantas línguas foi escrita a Bíblia?
• Quantos autores?
• Onde acontecem as histórias da Bíblia?
• A Bíblia é inerrante e infálivel palavra de Deus.
6.
INTRODUÇÃO AO ESTUDODO ANTIGO
TESTAMENTO
• O termo ‘testamento’, origina-se da palavra
hebraica, Berit, faz menção à ‘aliança’, ao
‘concerto’ ou ‘pacto’;
• A antiga aliança, ou melhor, as antigas alianças
feitas com Adão (Gn 2. 16-17; 3. 15); Noé (Gn 6.
18; 9. 9- 17); Abraão (Gn 12. 1-7; 15. 1-21);
Moisés (Êx 20. 23; 28-30); Davi (2Sm 7. 10-16),
tiveram a responsabilidade de evidenciar a nova
aliança, ou seja, a maior de todas e definitiva
aliança, inaugurada em Jesus Cristo (Jr 31. 31-34;
Ez 36. 22-38).
7.
INTRODUÇÃO AO ESTUDODO ANTIGO
TESTAMENTO
Algumas pessoas equivocadamente, pensam que o AT,
é uma parte ultrapassada da Bíblia, pensamento esse
errado:
• Jesus Cristo a todo o momento usou o AT para ensinar
o que Deus estava fazendo na criação (Lc 24. 25-27, 44-
45).
• Dos 260 capítulos do NT, 209 possuem citações do AT.
• Paulo ensina os cristãos em 1Coríntios 10, lançando
mão do AT.
• As palavras ‘Escritura’ e ‘Escrituras’ no NT, com exceção
de 2Pe 3. 16, todas se referem ao AT.
8.
INTRODUÇÃO AO ESTUDODO ANTIGO
TESTAMENTO
Divisão do AT
O AT, segundo a tradição cristã-evangélica, é
composto por 39 livros, encontra-se dividido em 5
blocos, a saber:
• A Lei ou o Pentateuco;
• Livros Poéticos;
• Livros Históricos;
• Livros dos Profetas Maiores;
• Livros dos Profetas Menores.
INTRODUÇÃO AO ESTUDODO ANTIGO
TESTAMENTO
Diferenças nas Bíblias
• A Bíblia judaica: é constituída somente do AT,
alterando somente a ondem e divisão dos
livros, e 24 livros em vez de 39 como nós, os
livros dos profetas menores contam com um
só livro;
• Divisão: 1 – Lei: Gênesis – Deuteronômio; 2 –
Livros proféticos: Josué – Malaquias; 3 –
Escritos: Rute – Ester.
11.
INTRODUÇÃO AO ESTUDODO ANTIGO
TESTAMENTO
• A Bíblia da Igreja Católica Romana e
Ortodoxa;
• Reconhecem alguns livros a mais, no AT, com
sendo revelação divina, os livros Apócrifos:
são eles, Judite, Baruque, Sirácia, 1 e 2
Macabeus, Tobias e Sabedoria, ou Eclesiástico.
12.
INTRODUÇÃO AO ESTUDODO ANTIGO
TESTAMENTO
• A Bíblia das Igrejas Evangélicas:
• Possuem os mesmos livros e o mesmo
conteúdo.
14.
INTRODUÇÃO AO ESTUDODO ANTIGO
TESTAMENTO
De onde vem a Bíblia?
• Não caiu do céu, nunca escondeu-se a sua origem
humana, nunca negou que Deus usou pessoas
fracas e falíveis, para escrever a história da
revelação divina;
• Por isso é importante que venhamos aprender o
caminho da nossa Bíblia, e assim poder pesar
melhor algumas coisas, entender melhor a nossa
fé e a necessidade de interpretação da Bíblia.
15.
INTRODUÇÃO AO ESTUDODO ANTIGO
TESTAMENTO
Os meios de tradição e comunicação
• Tradição Oral: memorizavam fatos
importantes e cantavam a outra pessoas, DT
11. 18-20;
• A descoberta da escrita: fazia-se para cada
palavra um desenho, depois começaram a
usar sílabas; usava-se na escrita apenas
consoantes, sem sinais de pontuação;
16.
INTRODUÇÃO AO ESTUDODO ANTIGO
TESTAMENTO
• Fazendo cópias: as primeiras escrituras foram
feitas em pedaços de barro ou em pedras,
escreviam com pedaços de madeira, penas ou
com artefatos de ferro, EX 24.12;
• Papiro e pergaminho foram usados
posteriormente;
17.
INTRODUÇÃO AO ESTUDODO ANTIGO
TESTAMENTO
• Métodos: eram transcritos a mão pelos
escribas, copiavam os textos sagrados
mantendo a fidelidade da escrita original;
• No ano 500 d.C, os Massoretas introduziram
ao texto as vogais.
18.
INTRODUÇÃO AO ESTUDODO ANTIGO
TESTAMENTO
O Cânon
• Sig: cana, junco, cana de medida, “aquilo que
regula, que serve como norma”;
• Somente no século IV, a palavra cânon começou a
ser usada a respeito das escrituras – como grupo
dos livros reconhecidos pela igreja como
inspirados por Deus e normativos para a fé e a
vida dos cristões. GL 6.16
19.
O Cânon
• Quala importância do tema?
Inicialmente, parece pouco relevante, pois
temos uma bíblia bem definida.
• Quando só havia rolos, como era?
• Quantos livros há no cânon?
• E no seu cânon?
...toda palavra é divinamente inspirada...
20.
O Cânon
• Posiçõessobre a formação do cânon:
Processo puramente humano:
• Os livros, quando surgiram, não eram
sagrados;
• Adquiriram tal posição por decisão da
comunidade;
• Canonização para garantir uma norma de fé e
de vida.
21.
O Cânon
Obra divina:
Os livros foram escritos pelo ministério da
inspiração;
Possuíam autoridade divina desde o inicio, 2
Pe 1. 19-21;
Canonização foi o reconhecimento (e não
decisão), da igreja que estes livros eram sua
regra de fé e vida.
22.
O Cânon
• Logosurge um principio:
Deus criou a igreja, portanto não é a igreja que
cria o cânon, mas é na verdade o cânon (regra),
a palavra de Deus é que cria a igreja.
23.
O Cânon doAT
• São quantos livros?
• 39? Como chegaram a essa conclusão?
• O cânon dos judeus tinha duas listas: 22 e ou
24 livros – TaNaKh torá (5), NeViin (8),
KeTuVim (9 ou 11) = 22 ou 24.
• E, é esse cânon determinante para nós?
24.
O Cânon doAT
• Como se formou o cânon do AT?
• Com base no NT;
Não há nenhuma lista;
Mas há citações e alusões; Hb 11, Jd. V11;
• Os manuscritos do Mar Morto; encontrou-se
fragmentos de todos os livros do AT, menos do
livro de Ester.
25.
O Cânon doAT
• Ref. Nos livros apócrifos: Rm 1 e 2, faz alusão
ao livro de Sabedoria; Hb 11. 35-38, com 2
Macabeus 6. 18-21;
• Prólogo do Eclesiastico, escrito por Jesus, filho
de Ziraque – Os livros da lei, os livros dos
profetas e os livros que foram escritos depois,
nos deixaram ensinamentos de valor; e
também confirmou os livros dos profetas
menores;
26.
O Cânon doAT
• Referencias gerais do AT no NT:
Mt 5.17; 7.12; Mc 14.49; Lc 24.44; Jo 10.35;
Rm 1.2; 2 Tm 2.15e16; Hb 5.12; 1 Pe 4.11; ...
• Declarações de Josefo 100 d.C, historiador
Judeu, contemporâneo de Paulo;
• Melito de Sardes, 170 d.C., apresenta uma
lista completa dos livros do AT.
27.
INTRODUÇÃO AO ESTUDODO ANTIGO
TESTAMENTO
• Dentre os critérios adotados para a
canonicidade, merecem destaque os
seguintes:
• Reivindicação da autoridade divina pelo
próprio livro,
• Coerência com o restante da revelação.
• Escrito por um apóstolo, ou um de seus
assistentes.
• Consenso entre a maioria dos judeus.
28.
A FIDELIDADE DATRADIÇÃO NO AT
• Como podemos ter certeza de que nós temos os
mesmos textos que as pessoas que viveram 400 a.C., e
com as pessoas na época de Jesus?
• Os manuscritos de Qumran confirma uma
concordância surpreendente com a redação dos textos
do Velho Testamento, nos quais se fundamentam, e a
redação massorética canônica do Velho Testamento
hebraico, datando de aproximadamente um milênio
mais tarde. Tal concordância reveste-se de grande
importância para a história das tradições.
29.
A QUESTÃO DAINTERPRETAÇÃO
• A interpretação da Bíblia começa dentro da
própria Bíblia.
• O AT é uma obra divina, (inspirada por Deus) e
humana, (destinada aos homens), fala uma
linguagem humana e nos apresenta, na sua
história, os homens tais quais são, com suas
deficiências e rebeldias contra os desígnios
divinos;
30.
A QUESTÃO DAINTERPRETAÇÃO
• O AT, não costuma encobrir falhas humanas, 2
Sm 11, mostra que ao lado do erro, aparece a
correção;
• Mostra também o pecado é censurado mais
abertamente, Gn 38.9-10;
• Mostra clemência por parte do reis, 1 Rs
20.31;
31.
A QUESTÃO DAINTERPRETAÇÃO
• Impõe deveres de humanitarismo, Ex 23.4-5;
estabelece mútua benevolência, Lv 19.18; e
aos mais necessitados, recomenda
considerações especiais, Ex 22. 21-23;
• A Lei era um instituição preparatória para um
regulamento definitivo, que devia ser trazido
pelo Messias, Gl 3.24;
32.
A QUESTÃO DAINTERPRETAÇÃO
• Os profetas do Antigo Testamento (AT), por
exemplo, interpretam e aplicam a Lei ao povo
de seu tempo. Em outras palavras, chamam o
povo de volta à aliança ratificada no Sinai.
Além disso, os profetas fazem uma releitura
do êxodo, anunciando a volta do exílio
babilónico como um novo êxodo.
33.
A QUESTÃO DAINTERPRETAÇÃO
• Algo semelhante acontece nos Salmos. Por
exemplo, um texto como Sl 16.5-6, "o SENHOR
é a porção da minha herança e o meu cálice",
faz sentido à luz de Nm 18.20, no qual Deus
fala do sustento dos sacerdotes: "Eu sou a tua
porção e a tua herança no meio dos filhos de
Israel".
34.
A QUESTÃO DAINTERPRETAÇÃO
• O mesmo vale para o Novo Testamento (NT),
que, a rigor, é uma interpretação do AT. Afinal,
o NT anuncia que, em Jesus de Nazaré, se
cumpriu a grande expectativa messiânica do
AT. E dizer "isto cumpre aquilo" já é uma
interpretação.
• Hb 9. 1-12, 10.1, traz Jesus como figura de
tudo que acontecia no antigo culto.
35.
A QUESTÃO DAINTERPRETAÇÃO
• O AT no NT: as palavras contidas no AT, cumpre-se
progressivamente no NT; Mt 12.40, Jo 3.14, 6.32;
• O AT é lido de forma verbal e literal, e tipológica,
isso significa que pessoas, acontecimentos ou
coisas do AT, são prefigurações ou protótipos de
pessoas, acontecimentos ou instituições do NT.
• Adão, por exemplo, é tipo de Cristo (Rm 5.14).
Melquisedeque é tipo de Cristo (Hb 7), o Templo
é tipo de Cristo (Mt 12.6), etc.
36.
A QUESTÃO DAINTERPRETAÇÃO
• A autenticidade do AT, consiste na sua
doutrina religiosa e moral, na qual o centro da
ideia do monoteísmo, e a revelação da obra
redentora de Cristo;
• Tendo a língua hebraica bem presente,
apresenta um estilo imaginativo e concreto;
expõe metáforas ousadas e imagens
exuberantes, apresentando coisas abstratas e
espirituais com termos realistas.
37.
O PENTATEUCO
• Conj.Dos cinco primeiros livros do AT, Torá
(instrução), ou A Lei;
• 1440-1450 a.C., nas Campinas de Moabe,
anterior a morte de Moises, os livros são
dados ao povo como regra de fé (e não como
material cientifico), Dt 33.4.
38.
O PENTATEUCO
Visão Geral:
•Gênesis: narra as origens do universo e do
gênero humano até a formação paulatina do
povo de Israel na sua entrada ao Egito;
• Êxodo: narra a saída do israelitas do Egito,
conduzidos por Moisés aos pés do Sinai, para
ai receberem de Deus a sua Lei;
39.
O PENTATEUCO
• Levítico:regula o culto religioso à maneira de
ritual, dirigido especialmente aos levitas;
• Números: narra os recenseamentos do povo,
estende-se, depois em referir fatos e
providências legislativas dos 40 anos vividos
no deserto;
• Deuteronômio: ou segunda lei, ditada no fim
da jornada no deserto.
40.
O PENTATEUCO
• Quemé o autor do Pentateuco?
Segundo todo o ministério da revelação bíblica,
não há dúvidas, Moisés é o autor; o NT reafirma
isso nos evangelhos e nas cartas paulinas, além do
testemunho de historiadores da história judaica;
• O fato da narração na terceira pessoa, e a
antiguidade da escrita, como também a morte de
Moisés em Dt, não anula a autoria de Moisés.
41.
O PENTATEUCO
Surgimento dateoria das fontes:
• A composição: é fruto ou não da união de
vários documentos ou de mais escritos
originalmente distintos? Nm 21.14
• O autor: de quem são as partes individuais, ou
os documentos, quem as reuniu, ou seja, de
quem é a redação definitiva do atual
Pentateuco?
42.
O PENTATEUCO
• Aidade: quando viveu cada um dos autores e
redatores?
São três questões distintas, mas tão conexas
que podem, e habitualmente são, tratadas
como um tema comum: a questão da autoria
mosaica.
43.
O PENTATEUCO
A críticaliterária avançou com a hipótese de o
Pentateuco ser produto da reunião de quatro
documentos de vários autores:
• J – (Javé) teria sido escrito c. de 950 a.C. por
um escritor desconhecido do reino sul;
• E – (Eloim) teria sido escrito c. de 850 a.C. por
escritor desconhecido do reino do norte;
44.
O PENTATEUCO
• JE– um redator desconhecido c. de 650 a.C.
terá combinado J e E num único documento;
• D – (Deut.) teria sido composto sob a direção
do sumo sacerdote Hilquias com o patrocínio
do rei Josias c. 650 a.C;
• P – (Código sacerdotal) teria sido composto
em várias etapas a partir do exílio, desde
Ezequiel, c. 525 a.C.;
45.
O PENTATEUCO
AUTORIA CONFIRMADA
•1. Moisés é considerado o mais erudito da
antiguidade e aquele que confessou escrever
sob a direção de Deus (Êx. 17.14; 34.27; Dt.
31.9, 24; At. 7.22);
• 2. Há uma continuidade de conteúdo, estilo e
género de palavras nos cinco livros;
46.
O PENTATEUCO
• 3.Cristo e os escritores do N.T. afirmam ser
Moisés o autor da Lei (Jo. 1.17; 5.47; 7.19; Rm.
10.5, 19);
• 4. As evidências arqueológicas confirmam que
houve intensa atividade literária pelo menos a
partir da época de Abraão;
• 5. Moisés terá usado alguns desses documentos
antigos de acordo com a inspiração divina, assim
como Lucas se informou dos fatos que relatou
(Lc. 1.1-3).
47.
O PENTATEUCO
• Confirmaçãoatravés de escritos hitóricos:
• Para desmenti-los nesse ponto, surgiram no
século XX novas escolas com novos documentos,
de escavações no Oriente, como o código de
Hamurabi, rei da Babilônia, os arquivos dos
heteus, ou hititas, e os poemas ugaríticos; eles
trazem à luz costumes, instituições e ritos
comparáveis aos do Pentateuco, revelando fatos
que refletem a vida dos patriarcas.
48.
TEMAS DO PENTATEUCO
1. A PESSOA DE DEUS:
• Génesis – Deus é soberano sobre a criação, o homem e as
nações;
• Êxodo − Deus tem poder para julgar o pecado e redimir o
pecador;
• Levítico – Deus é santo e provê as condições para uma vida
santa;
• Números – Deus é bom e justo para disciplinar o seu povo;
• Deuteronômio – Deus é fiel para cumprir as suas
promessas.
49.
TEMAS DO PENTATEUCO
2.O PROGRAMA DE DEUS:
• Génesis – Preparação e regulamento do Reino de Deus;
• Êxodo – Inauguração e legislação do Reino de Deus;
• Levítico – Organização espiritual do Reino de Deus;
• Números – Organização política do Reino de Deus;
• Deuteronômio – Reorganização do Reino para Canaã.
50.
GÊNESIS
• Narra acontecimentos,desde a criação do
mundo, na perspectiva judaica (o chamado
"relato do Gênesis"), passando pelos
Patriarcas hebreus, até à fixação deste povo
no Egito, depois da história de José.
• Conta da criação da Terra por Deus, da origem
da humanidade através de Adão e Eva, da
queda do homem (Pecado Original) e da
escolha da nação de Israel por Deus.
51.
ÊXODO
• Conta ahistória da saída
do povo de Israel do Egito,
onde foram escravos
durante 400 anos.
• Narra o nascimento, a
vida e o ministério de
Moisés diante do povo de
Israel, bem como o
estabelecimento da Lei e a
construção do Tabernáculo.
52.
ÊXODO
• Mostra oinício de um
relacionamento entre
o povo recém saído
do Egito e Deus
através de uma
aliança proposta pelo
próprio Deus. Trata da
organização do
judaísmo.
53.
LEVÍTICO
• Basicamente éum livro teocrático, de caráter
legislativo;
• Apresenta:
• o ritual dos sacrifícios;
• as normas que diferenciam o puro do impuro;
• a lei da santidade; e
• o calendário religioso judaico entre outras
normas e legislações que regulariam a
religião.
54.
NÚMEROS
• Recebe essenome por causa dos censos
relatado;
• Os dois censos de Israel mencionados no livro,
são narrados por Moisés, juntamente com os
eventos que ocorreram na região do monte
Sinai, durante as peregrinações dos israelitas
no ermo e em Moabe.
55.
NÚMEROS
• Explica queMoisés se dedicou a registrar cada
sitio onde os hebreus acampavam (tanto os
oásis quanto os acampamentos).
• As palavras finais do livro indicam ser ele o
escritor do relato, conforme verso 13 do seu
último capítulo.
56.
DEUTERONÔMIO
• O nomeé de origem grega e quer dizer “segunda
lei” ou “repetição da lei”;
• Contém os discursos de Moisés ao povo, no
deserto, durante seu êxodo do Egito à Terra
Prometida por Deus;
• Os discursos contidos nesse livro, em geral,
reforçam a idéia de que servir a Deus não é
apenas seguir sua lei, Moisés enfatiza a
obediência em consequência do amor.
57.
OS LIVROS HISTÓRICOS
•São 12 livros que tratam da história do povo
de Israel, vai do livro de Josué a Ester;
• Encontramos nesses livros não somente uma
narração de fatos históricos, mas uma
interpretação dos acontecimentos a partir da
fé;
• É uma história vista por dentro, mostrando as
relações entre Deus e o seu povo.
58.
OS LIVROS HISTÓRICOS
PeríodosHistóricos:
• Conquista e divisão da terra de Canãa: Josué;
• Juízes de Israel: Juízes e Rute;
• Monarquia Reino Unido: 1 e 2 Samuel;
• Monarquia Reino Dividido: 1 e 2 Reis;
• Monarquia e Exilio do Norte: 1 Crônicas;
• Monarquia e Exilio do Sul: 2 Crônicas;
• Retorno do Exilio: Esdras, Neemias e Ester.
59.
OS LIVROS HISTÓRICOS
PeríodosHistóricos:
• 1 – Teocrático: (330 anos), São os livros
anteriores ao reinado e composto pelos livros
de Josué, Juízes e Rute.
• Nesse período, de 1405 a 1075 a.C., Israel está
sob a liderança direta de Deus.
60.
OS LIVROS HISTÓRICOS
PeríodosHistóricos:
• 2 – Teocrático/Monarquico: (984 anos)
Composto pelos livros que tratam das
ascensões, divisões e quedas de Israel e Judá:
1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, e 1 e 2 Crônicas;
• Nesse período, de cerca de 1070 a 586 a. C.,
Israel está sob a liderança de seus reis,
entretanto, Deus está governando, abatendo e
suscitando reis conforme a sua vontade;
61.
OS LIVROS HISTÓRICOS
PeríodosHistóricos:
• 3 – Pós Cativeiro: (105 anos) Os livros de
Esdras, Neemias e Ester são obras que
descrevem esse período de disciplina e
repartição dos israelitas, de 537 a 432 a. C.;
• São chamados também de pós cativeiro
babilônico.
LIVROS POÉTICOS
• LivrosPoéticos ou Sapienciais, são cinco livros: Jó,
Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares de
Salomão;
• Os Livros Poéticos estão entre os Livros da Bíblia
porque a poesia é a linguagem do coração e Deus
sabe a importância da mensagem da Bíblia para o
coração do Seu povo.
• Os poemas bíblicos vão da simples e singela
adoração até as imprecações aos ímpios e
profecias acerca do Messias, nosso Senhor Jesus
Cristo.
67.
LIVROS POÉTICOS
• Jó:Deus fala para o coração daqueles que estão
sofrendo;
• Salmos: fala dos que estão em adoração;
• Provérbios: fala dos que enfrentam problemas do
dia-a-dia com casamento, família, criação de
filhos e trabalho;
• Eclesiastes: para os corações dos que passam por
dúvidas;
• Cantares de Salomão: para os corações que
querem aprender mais sobre o relacionamento
físico entre marido e esposa.
68.
PROFETAS
• O Profetismo:com os profetas o AT alcança
seu ponto alto, seja como valor espiritual
absoluto, seja como preparação para o NT;
• Os profetas eram homens que Deus investia
diretamente do seu Espirito para uma missão
espiritual no meio do povo;
• Apareciam em momentos difíceis, de perigo
ou de necessidade religiosa e moral, como
guias espeirituais;
69.
PROFETAS
• Embora tenhahavido pessoas dotadas de
espirito profético desde as origens do povo de
Israel, Gn 20.7, Nm 11.25-26, Dt 34.10,
somente a partir de Samuel os profetas
apareceram com mais frequência;
• Profetizaram por cerca de seis séculos
ininterruptos (aproximadamente desde 1050 a
450 a.C.).
70.
PROFETAS
• O períodoprofético divide-se dois períodos
iguais:
• De ação: como Elias, Eliseu, Natã... Pregaram
energicamente, mais não deixaram escritos;
• Escritores: são os profetas cujas mensagens
foram transmitidas por escrito pelos mesmos,
dividem-se em profetas maiores e menores;
71.
PROFETAS
• O objetivoda pregação dos profetas, tanto dos de
ação como os escritores era:
• Defender a pureza do monoteísmo, contra as
contaminações idolatras;
• Exortar o povo a santidade;
• Combater as desordens sociais;
• Opor-se ao formalismo religioso;
• Anunciar juizo, apregoar arrependimento, e
salvação.
72.
PROFETAS
• O objetoda revelação podia se apresentar em
uma realidade direta, como em Is 6, ou por
meio de simbolos, com em Am 7-8;
• A mensagem divina era comunicada, em geral
mediante pregação, Jr 7. 1-15, e depois a
pregação viva passava para a escrita, Jr 36;
• O profetismo ergue-se com a lei, prevista e
aprovada pela mesma, Dt 18.15-20.
73.
MANUSCRISTO E VERSÕES
•Septuaginta (LXX) - Esta é uma tradução do
original hebraico do Antigo Testamento para o
grego. Foi feita em Alexandria, entre os
séculos III e I a.C., por diversos tradutores, a
tradução grega do Pentateuco é superior aos
outros livros, possui desequilíbrio de material
e não pode ser tratado como uma possível
leitura original;
74.
MANUSCRISTO E VERSÕES
•Áquila – foi escrita em 130 d.C., essa versão
tem o objetivo de refletir o texto hebraico
contemporâneo, possui acuracidade
mecânica, e era violentamente anticristão;
• Teodócio – contemporâneo de Áquila e usou
versão do texto hebraico relacionado ao texto
massorético;
75.
MANUSCRISTO E VERSÕES
•VULGATA LATINA - Preparada por Jerônimo, ao
final do século V, é uma revisão dos
manuscritos mais antigos. Tornou-se o texto
latino do Novo Testamento. A partir do
Concílio de Trento, 1546, é considerado o
texto oficial da Igreja Católica Romana.
76.
MANUSCRISTO E VERSÕES
•A Bíblia no Brasil:
• Traduções parciais, pelos portugueses, usando
a Vulgata e Septuaginta;
• Traduções completas, por João Ferreira de
Almeida, e Antônio Pereira de Figueiredo,
usando a Vulgata.