SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 74
Baixar para ler offline
CURSO INTRODUTÓRIO EM PRÁTICAS
INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES:
ANTROPOSOFIA APLICADA À SAÚDE
INTRODUÇÃO À ANTROPOSOFIA APLICADA À SAÚDE E
CONCEITOS BÁSICOS
Ricardo Ghelman
Nascemos com
motricidade de peixes
Aos 3 meses
sustentamos
a cabeça como anfíbios
Aos 7 meses
engatinhamos
como repteis
Aos 8 meses
engatinhamos
Como mamíferos
Aos 11 meses
Ficamos de cócoras
como primatas
Aos 12 meses
adotamos
a postura
ereta
Síntese organizada do
desenvolvimento humano
Cérebro Primitivo
Arquicortex
Cérebro intermediário
Paleocortex
Cérebro
Racional
Neocortex
… ao longo dos milhões de anos
filogenéticos e três anos
ontogenéticos...
• Andamos de forma Ereta - com liberação das
mãos
– Homo erectus e Homo habilis
• Desenvolvemos consciência reflexiva e Fala
complexa (Auto-Consciência)
– Homo sapiens
As três esferas da psique e a
psicossomática cerebral
PENSAMENTO CORTICAL HUMANO
Cérebro Racional
Neocortex
SENTIMENTO MAMÍFERO
Cérebro intermediário
Paleocortex
(sistema límbico)
VONTADE REPTILIANA
Cérebro Primitivo
Arquicortex
(hipocampo e hipotálamo)
SNS
SR
SMM
Os três sistemas
orgânicos funcionais
• SISTEMA NEURO-SENSORIAL (SNS),
associado ao ectoderma
• SISTEMA RÍTMICO (SR), associado ao
mesoderma
• SISTEMA METABÓLICO – MOTOR
(SMM), associado ao endoderma
SNS
SR
SMM
• Características:
▪ Centro caudal
▪ Mineralização central nos ossos longos tubulares
▪ Assimetria e espiral
▪ Enorme capacidade regenerativa
▪ Não permite sensação, percepção e consciência
▪ Anabolizante
▪ Tendência ao movimento
▪ Sentido centrífugo
▪ Dissolvente
▪ Caótico
SISTEMA METABÓLICO-MOTOR
(SMM)
SMM
• Características:
▪ Centro cranial
▪ Mineralização periférica nos ossos chatos
▪ Simetria lateral
▪ Baixa capacidade regenerativa
▪ Tendência a imobilidade
▪ Permite sensação, percepção e consciência
▪ Catabolizante
▪ Sentido centrípeto
▪ Configurante
▪ Ordenador
SISTEMA NEURO-SENSORIAL
(SNS)
SNS
Sistema Rítmico
Conciliador
Harmonizador
Curador
Integrador
21 anos 42 anos
28 35
Saúde
RITMO
QUENTE FRIO
Desenvolvimento biológico humano
21 anos 42 anos
28 35
Saúde
TH 3
TH 1 TH 2
Desenvolvimento biológico humano
Evolução hipertérmica aguda
Th1: IL-2, IL-3, IL-12, IFN-γ. FNT-β
Th 3: (equilíbrio)
Evolução hipotérmica crônica
Th2: IL-4, IL-5, IL-6, IL-9, IL-10, IL-13
Polaridade nos padrões imunológicos
Células do sangue
LEUCÓCITOS – ERITRÓCITOS - PLAQUETAS
GRANULÓCITOS X LINFÓCITOS/MONÓCITOS
Linfócitos (CD3)
NK (CD57) - Linfócitos B - Linfócitos T
Linfócitos T
Helper (CD 4) x Supressor (CD8)
Linfócitos TH
TH1 x TH2
TH3
SM
Endo
SNS
Ecto
SNS
SMM
21 42
Doenças infecto-contagiosas
Doenças crônico-degenerativas
Saúde
S.R
Dinâmicas fisio-patológicas
• SNS: Inflamação crônico-degenerativa TH2,
função catabólica – fisiológica pós 42
• SMM: Inflamação aguda, função regeneradora-
fisiológica até 21
• SR: Saúde TH3, função harmonizante e
homeostase entre 21 e 42
Sistema neuro-sensorial Pensamento
Sistema rítmico Sentimento
Sistema metabólico
Vontade
Psicossomática Antroposófica
Sistema neuro-sensorial
Sistema rítmico
Sistema metabólico
Psicossomática Antroposófica
Pensamento
Ciência/Exatas
Sentimento
Arte/Biomédicas
Vontade
Espiritualidade/Humanas
SNA
PARASIMPÁTICO
SNA
SIMPÁTICO
VONTADE
SENTIMENTO
PENSAMENTO
0 a 21
21 a 42
42 a 63
Constituição NOO-PSICOSOMÁTICA
0 21 42 63
Individualidade (noético)
Alma (psíquico)
Corpo (somático)
Primeira fase Segunda fase Terceira fase Colheita
Três dimensões
• Corpo: Organização de quatro naturezas,
evolutivamente
• Psique: Organização das vontades, dos
sentimentos e dos pensamentos, evolutivamente
• Individualidade (pyrus, “fogo interno”) –
NOÉTICA
– Essência humana que gera autoconsciência na
psique e identidade imunológica no corpo
Para as quatro naturezas precisamos de
quatro partos
Primeiro Parto
•No sétimo mês de gravidez, quando abrimos os olhos, o
nível de oxigênio sobe aos níveis mais rarefeitos do nosso
planeta, o sangue começa a ser produzido pelos nossos
ossos, as células de gordura se proliferam, os alvéolos se
abrem pelo surfactante e começa o processo de
mielinização.
•Após 2 meses, em casa ou na maternidade, via natural ou
cesareana entre 37 a 42 semanas apos a fecundação,
saímos do saco amniótico.
•Após 3 meses, quando começamos realmente a enxergar
e a nos manter com a cabeça erguida contra a gravidade,
possuímos 1 ano de existência.
Primeira Infância – 0 a 7 anos
•Primeira infância não mielinizada, mas em
processo
•Termina com o Parto da mielinização na CABEÇA
•Termina com a formação final de alvéolos no
TÓRAX
•Termina com a formação final de células de
gordura no METABOLISMO
•NÍVEL DE CONSCIÊNCIA
•Da Fantasia a Cognição
...durante 7 anos, consciência
CIRCULAR...
•Mielinização significa que as células da glia rodam
ao redor dos axônios de forma espiralada.
Primeira Infância – 0 a 7 anos
•Os neurônios-espelho
▪Nos permite enorme capacidade de imitação
•A superprodução e estabilização de sinapses do
córtex visual, cortex auditivo e de linguagem
▪Nos permite ver, ouvir, falar
•PERCEBER E SE COMUNICAR
•INTELIGÊNCIA MOTORA
PARTO
TRADIC
Gestação
4
0 14 ANOS
MIELINIZAÇÃO
7 ANOS 21 ANOS
PARTODA
MIELINIZAÇÃO
PARTO
HORMONAL
MAIORIDADE
8
CABEÇA TRONCO MEMBROS
FANTASIA
Primeira
infância
Segunda infância
Desenvolvimento crânio-caudal
Terceira
infância
POR QUE?
POR QUE?
Quatro lemniscatas verticais justapostas criam uma
imagem integrada cuja porção superior se relaciona
com o SNS, a região inferior com o SMM e o centro
com o SR, são elas:
1.OF - lemniscata esquelética composta por tecidos minerais
cristalizados
2.OV - lemniscata muscular de caráter fluido (80% de água)
3.OA - lemniscata nervosa de natureza lipídica
4.OE - lemniscata circulatória de natureza calórica.
A organização física
•É avaliada pelo peso (quantitativo e qualitativo) do
paciente em relação a sua leveza, do IMC, da
densidade óssea (RX e Densitometria óssea),
coloração pálida e textura seca da pele, tendência
a mineralização e edema (água submetida às
forças da gravidade).
•No aspecto psíquico é investigada pelo grau de
melancolia (peso d’alma), rigidez e dureza mental,
cristalização de idéias, idéias fixas e pela paralisia
anímica.
A organização vital
•... é avaliada pelas formas convexas (formas
infantis), pela distribuição dos líquidos, pela leveza,
pela capacidade de regeneração e crescimento,
pelo turgor úmido e maciez da pele, pela falta de
cansaço e pela boa disposição.
•Psiquicamente pela boa memória, pela
profundidade do sono, pelo temperamento
fleumático, pela inconsciência, pela adaptabilidade
e pela capacidade de produção de cores
fisiológicas pela visão.
A organização anímica
•É avaliada pelo tônus muscular, motricidade
grosseira e fina, sensibilidade (dor), agilidade,
ruídos hidro-aéreos (peristalse), distribuição da
gordura e sua absorção, sensibilidade gástrica,
secreções, pressão arterial, frequência cardíaca e
respiratória e pela distribuição de gases.
•Psiquicamente pela irritabilidade, ansiedade,
atenção, vigília, animação, dispersão e
temperamento sanguíneo.
A organização do eu
•... é avaliada pelo equilíbrio, postura, temperatura,
olhar presente e imunocompetência (TH3).
•Psiquicamente pela Resiliência, Religiosidade,
capacidade de concentração, ‘presença de
espírito’, determinação, cordialidade, coerência,
atuação com intencionalidade, entusiasmo, grau
de autoconsciência e interesse e pelo
temperamento colérico.
Entendendo as organizações
no ciclo menstrual
Fases do Ciclo Menstrual
1.Fase proliverativa (líquida)
1.Pico Ovulatório: Pico de Hipertermia (fogo) (OE) –
Centramento
1.Fase secretora com útero aerado pela histologia.
Menstruação (OF)
Afastamento da OE localmente:
–com perda de relação com o sangue que cai na
gravidade
–Hipotermia
–Imunidade TH2
–Perda do centramento (OA – TPM)
–Espaço aberto para outro EU
21 anos 42 anos
28 35
Saúde
Individualidade, Self
Maioridade
Curva biológica Terra
Firme
As duas curvas da vida
21 anos 42 anos
28 35
Saúde
Curva da individualidade
Curva biológica Terra
Firme
Concentração
Determinação
Alteridade
Coerência
Capacidade de realização
Meta de saúde psíquica
aos 21 anos
Meta de saúde corporal
aos 21 anos
Equilíbrio
Postura
‘Olhar presente’
Homeotermia
Imunocompetência TH3
Sense of Coherence (SOC) -
Antonovsky
Esfera Cognitiva (Pensar) – Neocortex
– Compreensibilidade – “eu compreendo a vida!”
Esfera Afetiva (Sentir) – Sistema límbico,
inteligência emocional
– Significabilidade – “eu sinto um significado nisto!”
Esfera Volitiva (Agir) – Arquicortex e serotonina
entero-hepática
– Manuseabilidade – “eu posso agir e mudar isto!”
Mecanismos de cronificação:
relação Corpo e Individualidade
Nas fronteiras: (pele e mucosas)
– IMUNOSSUPRESSÃO: INFECÇÕES agudas graves e
CRÔNICAS
–HIPERERGIA ou ALERGIA
Internamente:
–IMUNOTOLERÂNCIA: Neoplasia ou Câncer
– AUTO-IMUNIDADE ALTERADA:Doenças auto-imunes
–Doença Metabólica
“ALERGIA”
Estado de Hipersensibilidade e hipereatividade
Estado Hiperalerta do sistema imunológico.
– Processo Inflamatório tipo frio e crônico com
elevação de eosinófilos e IgE dentro do padrão
TH2
– Hiper identidade celular: Xenofobia celular,
antipatia celular contra múltiplos antígenos: ácaros,
poeira, mau tempo, poluição...
Estado hiperérgico
SNS hipertrofiado no sistema imunológico
Th2
SNS
–Estado de hipersensibilidade
–em pele e/ou mucosas (fronteiras)
–Hiperatenção (insônia)
SMM
–Constipação (espasmo)
–Flatulência (má digestão)
–Extremidades frias (má circulação)
Asma Brônquica
Aspecto Neural :
–Broncoespasmo na expiração (na fase aguda) -
gerando sibilos e tosse – piora com frio
–Tendência a encefalização do tórax: enfisema (na
fase crônica)
–Desequilíbrio do Sistema Nervoso Autônomo:
Hiperreatividade colinérgica (parassimpática) x
Hipo adrenérgica (simpática)
–Medo e neurose obsessiva associada à
hipersensibilidade neurossensorial
Asma Brônquica
Aspecto Inflamatório TH2:
–Edema da mucosa brônquica e secreção eosinofílica
–espirais de Curschmann e cristais de Charcot-Leyden
Inter-crise:
–Renes Cuprum Nicotiana D8 e Pulmo Cuprum
Nicotiana D8
–Quercus TM
–Veronica D2 ou 3
–Levico D3/Prunus D3
–Hepabile
–Argentum nitricum D20
Asma
Na crise
–Formula da crise: Ars. album D30/Cuprum
aceticum D3/Lobelia D3/Nicotiana cupro cultaD3
–Miodoron pomada na região renal e escalda-pes
–Se necessário: Broncodilatadores
simpaticomiméticos e anti-inflamatório hormonal
Asma
Redução do uso de corticoterapia (que eleva
padrão TH2).
Melhora gradativa das crises até remissão
parcial ou total
RINITE
Adenon
Cydonia Silicea D8
Chelidonium composto/Hydrastis D4/Quercus
TM/Kalium bichromicum D4
Experiência com alergia
J.S. Alm, J. Swartz, G. Lilya, A. Scheynius, G.
Pershagen (estudo sueco)
Lancet, 353:1485-88, 1999
Atopy in children of families with an
anthroposophic lifestyle
Resultados significativos
–Antibióticos e antipiréticos: 50% (Waldorf) x 90%
(controle)*
–Vacina MMR: 18% (Waldorf) x 93% (controle)*
–Sarampo:71% e 39%(Waldorf) x 1% e 1%
(controle) em epidemia de 1995*
–Vegetais fermentados e alimentos orgânicos: 63%
(Waldorf) x 4,5% (controle)*
–Leite materno exclusivo: 5,7meses (Waldorf) x 4,3
meses (controle)*
*P<0,001
Resultados significativos
Alergia : 13% (W) x 25% ©
Asma brônquica: 5,8%(W) x 17% ©
–Casos de broncoespasmo nos últimos 6 meses:
3,1% (W) x 7,6% ©
Dermatite atópica: 2,7% (W) x 8,9% ©
Rinoconjuntivite alérgica:7,15 (W) x 14% ©
Teste cutâneo +: 7,2% (W) x 13% ©
Rast + (fx5, alimentos): 24% (W) x 33% ©
“A prevalência de alergia é menor em crianças de
famílias usuárias da Antroposofia do que em
crianças de outras famílias. Fatores relacionados
ao estilo de vida antroposófico podem reduzir o
risco de atopia em crianças.”
Lancet, 353:1485-88, 1999
Alergia
METHODS
Cross-sectional multicenter study including
6630 children age 5 to 13 years (4606 from Steiner
schools and 2024 from reference schools) in 5
European countries.
J Allergy Clin Immunol. 2006 Jan;117(1):59-66
Allergic disease and sensitization in
Steiner school children
Redução estatisticamente significativa do
risco de rinoconjuntivite, eczema atópico e
sensibilização atópica (IgE).
Resultado
Restritivo uso de antibióticos e antipiréticos
estão associados ao reduzido risco de doencas
alérgicas em crianças.
J Allergy Clin Immunol. 2006 Jan;117(1):59-66. Epub 2005 Nov 28.
Conclusão
INFLAMAR ADEQUADAMENTE:
APIS / BELLADONA
VIDA DO MOVIMENTO: INFLAMAÇÃO
SUBLIMADA (rubor, tumor, dor e calor)
ALIMENTOS VIVOS: ORGÂNICOS
BIODINÂMICOS (FLORA)
NÃO CONCEITUAR PRECOCEMENTE
Prevenção
Enxaqueca
Cefaléia decorrente de vasodilatação, fotofobia, redução da
consciência e padrão assimétrico desencadeado por fatores
digestivos (alimentos ou privação) e endocrinológicos (na TPM).
Padrão de invasão do SMM sobre o SNS.
Enxaqueca
(hemicrania ou cefaléia vascular)
Imagem na natureza da organização tríplice
–Sílica (Si)- atividade de estruturação translúcida (SNS)
–Ferro (Fe) – mediador, quelante na hemoglobina, libera luz
(SR)
–Enxofre (S) – atividade expansiva, dissolutiva (SM)
Pyrita/Quartzo e Urtica urens e dioica (cristais de silicea
aprisionando uma substancia sulfurosa sob alto teor de
ferro)
Conduta Terapêutica
Ferrum sulfuricum/Silícea 5% ou D3: a combinação
de ferro e enxofre, por um lado, age no ponto de
encontro dos processos digestivos (metabólico –
enxofre) e respiratórios (hemoglobina – ferro),
impedindo que os processos digestivos
transbordem para o pólo neuro-sensorial.
A silícia, ou quartzo, é caracterizada por suas
forças de estruturação, que normalmente existem
no SNS, de forma interiorizada (pensar claro como
o cristal).
LDL
HDL
As rotas no SMSM:
Biles (metabólico)
Hormônios sexuais (sexual)
Pró-vitamina D (locomotor)
SNS > SMSM
1.Amargo x Doce: Gentiana, Artemisia absinthium,
Cynara, Boldus, Taraxacum
2.OV – ácido oxálico e formico
3.AO – Arsenicar, Iodar
4.OE – Stibium, Apis, Melissa
Trazer a AO para o SMSM
Tratamento medicamentoso
Assistência
Área da Individualidade:
Trabalho Biográfico (médicos e psicólogos)
Área Psíquica:
–Psicoterapia antroposófica e Terapia Artística
Área Somática:
–Medicina e Farmácia antroposófica
–Enfermagem, Nutrição, Odontologia, Fisioterapia,
Fonoaudiologia
–Terapias: Massagem Rítmica, Euritmia e Quirofonética
Terapêutica Antroposófica
com abordagem transdisciplinar tríplice
Área da Individualidade:
Associação Biográfica http://associacaobiografica.org.br/
Área Psíquica:
Grupo de Incentivo à Psicoterapia Antroposófica (GIPA)
http://www.abmanacional.com.br/index.php?link=8&id=41
Associação Brasileira de Psicólogos Antroposóficos (ABPA)
http://www.abpapsi.com.br/hotsite/home/
Associação Brasileira de Terapeutas Artísticos
Antroposóficos (AURORA – ABTAA)
http://www.terapiaartisticaaurora.org.br/
Associações no Brasil
Área Somática:
Medicina (ABMA) e Farmácia antroposófica
(FARMANTROPO – Associação Brasileira de Farmácia
Antroposófica)
Enfermagem, Nutrição, Odontologia, Fisioterapia,
Fonoaudiologia
Terapias: Euritmia (ABRE - Associação Brasileira dos
Euritmistas), Quirofonética (Associação de Quirofonética) e
Massagem Rítmica (ASKLÉPIOS – Associação de
Massagem Rítmica)
Associações no Brasil
Terapias externas
–Escalda-pés
–Enfaixamentos
–Compressas e emplastros à base de chás, óleos
e pomadas fitoterápicas.
Recursos terapêuticos não-
medicamentosos
b) Banhos terapêuticos
São realizados com a diluição de óleos à base de
plantas medicinais na água da imersão.
c) Massagem rítmica
É inspirada na massagem sueca e por intermédio
de toques específicos (deslizamentos superficiais,
amassamento e malaxação, duplos círculos e
lemniscatas), atuando sobre as frações sólida,
aquosa, gasosa e calórica do organismo permite
seu reequilíbrio
d) Terapia artística
Envolve atividades individuais e em grupo
1. no âmbito da forma (desenho, modelagem com
argila e escultura)
2.no âmbito da cor (pintura em aquarela)
3.e do som e movimento (musicoterapia,
cantoterapia e euritmia).
e) Terapia psico-biográfica
Terapia breve biográfica em pacientes adultos
com capacidade reflexiva fora de crises,
preferencialmente em grupo, de caráter higiênico e
preventivo. Ritmo dos setênios.
Terapêutica medicamentosa
Realizada exclusivamente por médicos e dentistas, que
prescrevem de acordo com o diagnóstico individualizado.
Em geral associando as três farmacopéias com uso ao redor
de 30 % na prescrição alopática e com boa segurança.
Farmacopéias
1.ALOPÁTICA (sintética, físico-química)
2.FITOTERÁPICA (extrato, tintura mãe ou infusão
com Princípios ativos definidos)
3.DINAMIZADOS
Indicação de Injetáveis dinamizados
1.Principio ativo inativado no trato digestivo: p.ex.
Viscum album
2.Pacientes graves impossibilitados de medicação
Via Oral: p.ex. Arnica D20 em coma
3.Pré, Per e Pós-operatórios eletivos e de urgência
4.Pacientes com síndromes disabsortivas
5.Necessidade de intensificar efeito do
medicamento
Por Resolução da Diretoria Colegiada da ANVISA (RDC)
os medicamentos antroposóficos foram reconhecidos, em
março de 2007, como uma categoria específica dentro dos
medicamentos dinamizados, ao lado dos medicamentos
homeopáticos e anti-homotóxicos.
Introdução à antroposofia aplicada à saúde

Mais conteúdo relacionado

Semelhante a Introdução à antroposofia aplicada à saúde

Introducao a antroposofia_aplicada_a_saude_
Introducao a antroposofia_aplicada_a_saude_Introducao a antroposofia_aplicada_a_saude_
Introducao a antroposofia_aplicada_a_saude_sedis-suporte
 
O ser humano segundo a antroposofia(2)
O ser humano segundo a antroposofia(2)O ser humano segundo a antroposofia(2)
O ser humano segundo a antroposofia(2)Nina Veiga Atelier
 
Fundamentos de Neurociências
Fundamentos de Neurociências Fundamentos de Neurociências
Fundamentos de Neurociências ronnymm
 
Palestra ESE cap 6 cristo consolador
Palestra ESE cap 6 cristo consoladorPalestra ESE cap 6 cristo consolador
Palestra ESE cap 6 cristo consoladorTiburcio Santos
 
Do sistema-nervoso-à-mediunidade-ary-lex-1
Do sistema-nervoso-à-mediunidade-ary-lex-1Do sistema-nervoso-à-mediunidade-ary-lex-1
Do sistema-nervoso-à-mediunidade-ary-lex-1Tadeu Correia, PhD
 
Seminário de neuroanatomia: Emoções
Seminário de neuroanatomia: EmoçõesSeminário de neuroanatomia: Emoções
Seminário de neuroanatomia: EmoçõesAntonio Francisco
 
neurociência-aplicada-a-educação.pptx
neurociência-aplicada-a-educação.pptxneurociência-aplicada-a-educação.pptx
neurociência-aplicada-a-educação.pptxSidney Silva
 
Seminário Perispírito II USE Piracicaba
Seminário Perispírito II USE PiracicabaSeminário Perispírito II USE Piracicaba
Seminário Perispírito II USE PiracicabaAlan Diniz Souza
 
Reencarnação sob a ótica da evolução
Reencarnação sob a ótica da evoluçãoReencarnação sob a ótica da evolução
Reencarnação sob a ótica da evoluçãoCibele Carvalho
 
Prática mediúnica - perispírito
Prática mediúnica - perispíritoPrática mediúnica - perispírito
Prática mediúnica - perispíritoFEEAK
 
Sistema nervoso katya (2)
Sistema nervoso katya (2)Sistema nervoso katya (2)
Sistema nervoso katya (2)Ana Xavier
 
4 prticamedinica-perisprito-110324150330-phpapp02 (1)
4 prticamedinica-perisprito-110324150330-phpapp02 (1)4 prticamedinica-perisprito-110324150330-phpapp02 (1)
4 prticamedinica-perisprito-110324150330-phpapp02 (1)Adriano Alves de Souza
 
Psicologia na contabilidade 01
Psicologia na contabilidade 01Psicologia na contabilidade 01
Psicologia na contabilidade 01Milton Magnabosco
 

Semelhante a Introdução à antroposofia aplicada à saúde (20)

Introducao a antroposofia_aplicada_a_saude_
Introducao a antroposofia_aplicada_a_saude_Introducao a antroposofia_aplicada_a_saude_
Introducao a antroposofia_aplicada_a_saude_
 
O ser humano segundo a antroposofia(2)
O ser humano segundo a antroposofia(2)O ser humano segundo a antroposofia(2)
O ser humano segundo a antroposofia(2)
 
Apresentação ma 6
Apresentação ma 6 Apresentação ma 6
Apresentação ma 6
 
Apostila neuropsicanálise atual
Apostila neuropsicanálise atualApostila neuropsicanálise atual
Apostila neuropsicanálise atual
 
Fundamentos de Neurociências
Fundamentos de Neurociências Fundamentos de Neurociências
Fundamentos de Neurociências
 
Palestra ESE cap 6 cristo consolador
Palestra ESE cap 6 cristo consoladorPalestra ESE cap 6 cristo consolador
Palestra ESE cap 6 cristo consolador
 
Do sistema-nervoso-à-mediunidade-ary-lex-1
Do sistema-nervoso-à-mediunidade-ary-lex-1Do sistema-nervoso-à-mediunidade-ary-lex-1
Do sistema-nervoso-à-mediunidade-ary-lex-1
 
Seminário de neuroanatomia: Emoções
Seminário de neuroanatomia: EmoçõesSeminário de neuroanatomia: Emoções
Seminário de neuroanatomia: Emoções
 
40 curso passe2
40 curso passe240 curso passe2
40 curso passe2
 
40 curso passe2
40 curso passe240 curso passe2
40 curso passe2
 
neurociência-aplicada-a-educação.pptx
neurociência-aplicada-a-educação.pptxneurociência-aplicada-a-educação.pptx
neurociência-aplicada-a-educação.pptx
 
Seminário Perispírito II USE Piracicaba
Seminário Perispírito II USE PiracicabaSeminário Perispírito II USE Piracicaba
Seminário Perispírito II USE Piracicaba
 
Reencarnação sob a ótica da evolução
Reencarnação sob a ótica da evoluçãoReencarnação sob a ótica da evolução
Reencarnação sob a ótica da evolução
 
Prática mediúnica - perispírito
Prática mediúnica - perispíritoPrática mediúnica - perispírito
Prática mediúnica - perispírito
 
Drogadição e Antroposofia
Drogadição e AntroposofiaDrogadição e Antroposofia
Drogadição e Antroposofia
 
Sistema nervoso katya (2)
Sistema nervoso katya (2)Sistema nervoso katya (2)
Sistema nervoso katya (2)
 
Perispirito ppt
Perispirito   pptPerispirito   ppt
Perispirito ppt
 
4 prticamedinica-perisprito-110324150330-phpapp02 (1)
4 prticamedinica-perisprito-110324150330-phpapp02 (1)4 prticamedinica-perisprito-110324150330-phpapp02 (1)
4 prticamedinica-perisprito-110324150330-phpapp02 (1)
 
29297663 curso-de-apometria-nucleo-ramatis
29297663 curso-de-apometria-nucleo-ramatis29297663 curso-de-apometria-nucleo-ramatis
29297663 curso-de-apometria-nucleo-ramatis
 
Psicologia na contabilidade 01
Psicologia na contabilidade 01Psicologia na contabilidade 01
Psicologia na contabilidade 01
 

Mais de Plataforma Colaborativa Comunidade de Práticas

Mais de Plataforma Colaborativa Comunidade de Práticas (20)

Aprendizagem Colaborativa
Aprendizagem ColaborativaAprendizagem Colaborativa
Aprendizagem Colaborativa
 
Tutorial inscrição de relato para a 3 mostra eps
Tutorial inscrição de relato para a 3 mostra epsTutorial inscrição de relato para a 3 mostra eps
Tutorial inscrição de relato para a 3 mostra eps
 
Descrição e Características das Práticas Corporais e Mentais da MTC
Descrição e Características das Práticas Corporais e Mentais da MTCDescrição e Características das Práticas Corporais e Mentais da MTC
Descrição e Características das Práticas Corporais e Mentais da MTC
 
Histórico dos conceitos: medicina complementar e integrativa
Histórico dos conceitos: medicina complementar e integrativaHistórico dos conceitos: medicina complementar e integrativa
Histórico dos conceitos: medicina complementar e integrativa
 
Paternidade e identidade de genero
Paternidade e identidade de generoPaternidade e identidade de genero
Paternidade e identidade de genero
 
Aumento da licença paternidade
Aumento da licença paternidadeAumento da licença paternidade
Aumento da licença paternidade
 
Remedio caseiros com plantas medicinais
Remedio caseiros com plantas medicinaisRemedio caseiros com plantas medicinais
Remedio caseiros com plantas medicinais
 
Inscrição de relato para a chamada iv congresso norte e nordeste
Inscrição de relato para a chamada iv congresso norte e nordesteInscrição de relato para a chamada iv congresso norte e nordeste
Inscrição de relato para a chamada iv congresso norte e nordeste
 
Tutorial inscrição de relato para a chamada
Tutorial inscrição de relato para a chamadaTutorial inscrição de relato para a chamada
Tutorial inscrição de relato para a chamada
 
(20) unidade 4 slide share
(20) unidade 4   slide share(20) unidade 4   slide share
(20) unidade 4 slide share
 
(19) unidade 4 slide share
(19) unidade 4   slide share(19) unidade 4   slide share
(19) unidade 4 slide share
 
(17) unidade 4 slide share-para as-os filhas-os
(17) unidade 4   slide share-para as-os filhas-os(17) unidade 4   slide share-para as-os filhas-os
(17) unidade 4 slide share-para as-os filhas-os
 
(17) unidade 4 slide share-mulheres
(17) unidade 4   slide share-mulheres(17) unidade 4   slide share-mulheres
(17) unidade 4 slide share-mulheres
 
(17) unidade 4 slide share-no seu tempo livre
(17) unidade 4   slide share-no seu tempo livre(17) unidade 4   slide share-no seu tempo livre
(17) unidade 4 slide share-no seu tempo livre
 
(20) unidade 4 slide share
(20) unidade 4   slide share(20) unidade 4   slide share
(20) unidade 4 slide share
 
(20) slide share
(20)   slide share(20)   slide share
(20) slide share
 
(13) slide share
(13)   slide share(13)   slide share
(13) slide share
 
(17) unidade 4 slide share-gestação e parto
(17) unidade 4   slide share-gestação e parto(17) unidade 4   slide share-gestação e parto
(17) unidade 4 slide share-gestação e parto
 
(17) unidade 4 slide share-benefícios para os pais
(17) unidade 4   slide share-benefícios para os pais(17) unidade 4   slide share-benefícios para os pais
(17) unidade 4 slide share-benefícios para os pais
 
(17) slide share
(17)   slide share(17)   slide share
(17) slide share
 

Último

relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfHELLEN CRISTINA
 
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSHomens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSProf. Marcus Renato de Carvalho
 
Características gerais dos vírus- Estrutura, ciclos
Características gerais dos vírus- Estrutura, ciclosCaracterísticas gerais dos vírus- Estrutura, ciclos
Características gerais dos vírus- Estrutura, ciclosThaiseGerber2
 
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdfCrianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdfivana Sobrenome
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfRELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfHELLEN CRISTINA
 
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion  ais.pdfrelatorio ciencias morfofuncion  ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdfHELLEN CRISTINA
 
Altas habilidades/superdotação. Adelino Felisberto
Altas habilidades/superdotação. Adelino FelisbertoAltas habilidades/superdotação. Adelino Felisberto
Altas habilidades/superdotação. Adelino Felisbertoadelinofelisberto3
 
Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................paulo222341
 

Último (8)

relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
 
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSHomens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
 
Características gerais dos vírus- Estrutura, ciclos
Características gerais dos vírus- Estrutura, ciclosCaracterísticas gerais dos vírus- Estrutura, ciclos
Características gerais dos vírus- Estrutura, ciclos
 
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdfCrianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfRELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
 
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion  ais.pdfrelatorio ciencias morfofuncion  ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
 
Altas habilidades/superdotação. Adelino Felisberto
Altas habilidades/superdotação. Adelino FelisbertoAltas habilidades/superdotação. Adelino Felisberto
Altas habilidades/superdotação. Adelino Felisberto
 
Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................
 

Introdução à antroposofia aplicada à saúde

  • 1. CURSO INTRODUTÓRIO EM PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES: ANTROPOSOFIA APLICADA À SAÚDE INTRODUÇÃO À ANTROPOSOFIA APLICADA À SAÚDE E CONCEITOS BÁSICOS Ricardo Ghelman
  • 2. Nascemos com motricidade de peixes Aos 3 meses sustentamos a cabeça como anfíbios Aos 7 meses engatinhamos como repteis Aos 8 meses engatinhamos Como mamíferos Aos 11 meses Ficamos de cócoras como primatas Aos 12 meses adotamos a postura ereta Síntese organizada do desenvolvimento humano Cérebro Primitivo Arquicortex Cérebro intermediário Paleocortex Cérebro Racional Neocortex
  • 3. … ao longo dos milhões de anos filogenéticos e três anos ontogenéticos... • Andamos de forma Ereta - com liberação das mãos – Homo erectus e Homo habilis • Desenvolvemos consciência reflexiva e Fala complexa (Auto-Consciência) – Homo sapiens
  • 4. As três esferas da psique e a psicossomática cerebral PENSAMENTO CORTICAL HUMANO Cérebro Racional Neocortex SENTIMENTO MAMÍFERO Cérebro intermediário Paleocortex (sistema límbico) VONTADE REPTILIANA Cérebro Primitivo Arquicortex (hipocampo e hipotálamo) SNS SR SMM
  • 5. Os três sistemas orgânicos funcionais • SISTEMA NEURO-SENSORIAL (SNS), associado ao ectoderma • SISTEMA RÍTMICO (SR), associado ao mesoderma • SISTEMA METABÓLICO – MOTOR (SMM), associado ao endoderma SNS SR SMM
  • 6. • Características: ▪ Centro caudal ▪ Mineralização central nos ossos longos tubulares ▪ Assimetria e espiral ▪ Enorme capacidade regenerativa ▪ Não permite sensação, percepção e consciência ▪ Anabolizante ▪ Tendência ao movimento ▪ Sentido centrífugo ▪ Dissolvente ▪ Caótico SISTEMA METABÓLICO-MOTOR (SMM) SMM
  • 7. • Características: ▪ Centro cranial ▪ Mineralização periférica nos ossos chatos ▪ Simetria lateral ▪ Baixa capacidade regenerativa ▪ Tendência a imobilidade ▪ Permite sensação, percepção e consciência ▪ Catabolizante ▪ Sentido centrípeto ▪ Configurante ▪ Ordenador SISTEMA NEURO-SENSORIAL (SNS) SNS
  • 9. 21 anos 42 anos 28 35 Saúde RITMO QUENTE FRIO Desenvolvimento biológico humano
  • 10. 21 anos 42 anos 28 35 Saúde TH 3 TH 1 TH 2 Desenvolvimento biológico humano
  • 11. Evolução hipertérmica aguda Th1: IL-2, IL-3, IL-12, IFN-γ. FNT-β Th 3: (equilíbrio) Evolução hipotérmica crônica Th2: IL-4, IL-5, IL-6, IL-9, IL-10, IL-13 Polaridade nos padrões imunológicos
  • 12. Células do sangue LEUCÓCITOS – ERITRÓCITOS - PLAQUETAS GRANULÓCITOS X LINFÓCITOS/MONÓCITOS Linfócitos (CD3) NK (CD57) - Linfócitos B - Linfócitos T Linfócitos T Helper (CD 4) x Supressor (CD8) Linfócitos TH TH1 x TH2 TH3 SM Endo SNS Ecto
  • 13. SNS SMM 21 42 Doenças infecto-contagiosas Doenças crônico-degenerativas Saúde S.R
  • 14. Dinâmicas fisio-patológicas • SNS: Inflamação crônico-degenerativa TH2, função catabólica – fisiológica pós 42 • SMM: Inflamação aguda, função regeneradora- fisiológica até 21 • SR: Saúde TH3, função harmonizante e homeostase entre 21 e 42
  • 15. Sistema neuro-sensorial Pensamento Sistema rítmico Sentimento Sistema metabólico Vontade Psicossomática Antroposófica
  • 16. Sistema neuro-sensorial Sistema rítmico Sistema metabólico Psicossomática Antroposófica Pensamento Ciência/Exatas Sentimento Arte/Biomédicas Vontade Espiritualidade/Humanas
  • 18. Constituição NOO-PSICOSOMÁTICA 0 21 42 63 Individualidade (noético) Alma (psíquico) Corpo (somático) Primeira fase Segunda fase Terceira fase Colheita Três dimensões
  • 19. • Corpo: Organização de quatro naturezas, evolutivamente • Psique: Organização das vontades, dos sentimentos e dos pensamentos, evolutivamente • Individualidade (pyrus, “fogo interno”) – NOÉTICA – Essência humana que gera autoconsciência na psique e identidade imunológica no corpo
  • 20. Para as quatro naturezas precisamos de quatro partos
  • 21. Primeiro Parto •No sétimo mês de gravidez, quando abrimos os olhos, o nível de oxigênio sobe aos níveis mais rarefeitos do nosso planeta, o sangue começa a ser produzido pelos nossos ossos, as células de gordura se proliferam, os alvéolos se abrem pelo surfactante e começa o processo de mielinização. •Após 2 meses, em casa ou na maternidade, via natural ou cesareana entre 37 a 42 semanas apos a fecundação, saímos do saco amniótico. •Após 3 meses, quando começamos realmente a enxergar e a nos manter com a cabeça erguida contra a gravidade, possuímos 1 ano de existência.
  • 22. Primeira Infância – 0 a 7 anos •Primeira infância não mielinizada, mas em processo •Termina com o Parto da mielinização na CABEÇA •Termina com a formação final de alvéolos no TÓRAX •Termina com a formação final de células de gordura no METABOLISMO •NÍVEL DE CONSCIÊNCIA •Da Fantasia a Cognição
  • 23. ...durante 7 anos, consciência CIRCULAR... •Mielinização significa que as células da glia rodam ao redor dos axônios de forma espiralada.
  • 24. Primeira Infância – 0 a 7 anos •Os neurônios-espelho ▪Nos permite enorme capacidade de imitação •A superprodução e estabilização de sinapses do córtex visual, cortex auditivo e de linguagem ▪Nos permite ver, ouvir, falar •PERCEBER E SE COMUNICAR •INTELIGÊNCIA MOTORA
  • 25. PARTO TRADIC Gestação 4 0 14 ANOS MIELINIZAÇÃO 7 ANOS 21 ANOS PARTODA MIELINIZAÇÃO PARTO HORMONAL MAIORIDADE 8 CABEÇA TRONCO MEMBROS FANTASIA Primeira infância Segunda infância Desenvolvimento crânio-caudal Terceira infância POR QUE? POR QUE?
  • 26. Quatro lemniscatas verticais justapostas criam uma imagem integrada cuja porção superior se relaciona com o SNS, a região inferior com o SMM e o centro com o SR, são elas: 1.OF - lemniscata esquelética composta por tecidos minerais cristalizados 2.OV - lemniscata muscular de caráter fluido (80% de água) 3.OA - lemniscata nervosa de natureza lipídica 4.OE - lemniscata circulatória de natureza calórica.
  • 27. A organização física •É avaliada pelo peso (quantitativo e qualitativo) do paciente em relação a sua leveza, do IMC, da densidade óssea (RX e Densitometria óssea), coloração pálida e textura seca da pele, tendência a mineralização e edema (água submetida às forças da gravidade). •No aspecto psíquico é investigada pelo grau de melancolia (peso d’alma), rigidez e dureza mental, cristalização de idéias, idéias fixas e pela paralisia anímica.
  • 28. A organização vital •... é avaliada pelas formas convexas (formas infantis), pela distribuição dos líquidos, pela leveza, pela capacidade de regeneração e crescimento, pelo turgor úmido e maciez da pele, pela falta de cansaço e pela boa disposição. •Psiquicamente pela boa memória, pela profundidade do sono, pelo temperamento fleumático, pela inconsciência, pela adaptabilidade e pela capacidade de produção de cores fisiológicas pela visão.
  • 29. A organização anímica •É avaliada pelo tônus muscular, motricidade grosseira e fina, sensibilidade (dor), agilidade, ruídos hidro-aéreos (peristalse), distribuição da gordura e sua absorção, sensibilidade gástrica, secreções, pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória e pela distribuição de gases. •Psiquicamente pela irritabilidade, ansiedade, atenção, vigília, animação, dispersão e temperamento sanguíneo.
  • 30. A organização do eu •... é avaliada pelo equilíbrio, postura, temperatura, olhar presente e imunocompetência (TH3). •Psiquicamente pela Resiliência, Religiosidade, capacidade de concentração, ‘presença de espírito’, determinação, cordialidade, coerência, atuação com intencionalidade, entusiasmo, grau de autoconsciência e interesse e pelo temperamento colérico.
  • 32. Fases do Ciclo Menstrual 1.Fase proliverativa (líquida) 1.Pico Ovulatório: Pico de Hipertermia (fogo) (OE) – Centramento 1.Fase secretora com útero aerado pela histologia.
  • 33. Menstruação (OF) Afastamento da OE localmente: –com perda de relação com o sangue que cai na gravidade –Hipotermia –Imunidade TH2 –Perda do centramento (OA – TPM) –Espaço aberto para outro EU
  • 34. 21 anos 42 anos 28 35 Saúde Individualidade, Self Maioridade Curva biológica Terra Firme
  • 35. As duas curvas da vida 21 anos 42 anos 28 35 Saúde Curva da individualidade Curva biológica Terra Firme
  • 37. Meta de saúde corporal aos 21 anos Equilíbrio Postura ‘Olhar presente’ Homeotermia Imunocompetência TH3
  • 38. Sense of Coherence (SOC) - Antonovsky Esfera Cognitiva (Pensar) – Neocortex – Compreensibilidade – “eu compreendo a vida!” Esfera Afetiva (Sentir) – Sistema límbico, inteligência emocional – Significabilidade – “eu sinto um significado nisto!” Esfera Volitiva (Agir) – Arquicortex e serotonina entero-hepática – Manuseabilidade – “eu posso agir e mudar isto!”
  • 39. Mecanismos de cronificação: relação Corpo e Individualidade Nas fronteiras: (pele e mucosas) – IMUNOSSUPRESSÃO: INFECÇÕES agudas graves e CRÔNICAS –HIPERERGIA ou ALERGIA Internamente: –IMUNOTOLERÂNCIA: Neoplasia ou Câncer – AUTO-IMUNIDADE ALTERADA:Doenças auto-imunes –Doença Metabólica
  • 40. “ALERGIA” Estado de Hipersensibilidade e hipereatividade Estado Hiperalerta do sistema imunológico. – Processo Inflamatório tipo frio e crônico com elevação de eosinófilos e IgE dentro do padrão TH2 – Hiper identidade celular: Xenofobia celular, antipatia celular contra múltiplos antígenos: ácaros, poeira, mau tempo, poluição...
  • 41. Estado hiperérgico SNS hipertrofiado no sistema imunológico Th2 SNS –Estado de hipersensibilidade –em pele e/ou mucosas (fronteiras) –Hiperatenção (insônia) SMM –Constipação (espasmo) –Flatulência (má digestão) –Extremidades frias (má circulação)
  • 42. Asma Brônquica Aspecto Neural : –Broncoespasmo na expiração (na fase aguda) - gerando sibilos e tosse – piora com frio –Tendência a encefalização do tórax: enfisema (na fase crônica) –Desequilíbrio do Sistema Nervoso Autônomo: Hiperreatividade colinérgica (parassimpática) x Hipo adrenérgica (simpática) –Medo e neurose obsessiva associada à hipersensibilidade neurossensorial
  • 43. Asma Brônquica Aspecto Inflamatório TH2: –Edema da mucosa brônquica e secreção eosinofílica –espirais de Curschmann e cristais de Charcot-Leyden
  • 44. Inter-crise: –Renes Cuprum Nicotiana D8 e Pulmo Cuprum Nicotiana D8 –Quercus TM –Veronica D2 ou 3 –Levico D3/Prunus D3 –Hepabile –Argentum nitricum D20 Asma
  • 45. Na crise –Formula da crise: Ars. album D30/Cuprum aceticum D3/Lobelia D3/Nicotiana cupro cultaD3 –Miodoron pomada na região renal e escalda-pes –Se necessário: Broncodilatadores simpaticomiméticos e anti-inflamatório hormonal Asma
  • 46. Redução do uso de corticoterapia (que eleva padrão TH2). Melhora gradativa das crises até remissão parcial ou total RINITE Adenon Cydonia Silicea D8 Chelidonium composto/Hydrastis D4/Quercus TM/Kalium bichromicum D4 Experiência com alergia
  • 47. J.S. Alm, J. Swartz, G. Lilya, A. Scheynius, G. Pershagen (estudo sueco) Lancet, 353:1485-88, 1999 Atopy in children of families with an anthroposophic lifestyle
  • 48. Resultados significativos –Antibióticos e antipiréticos: 50% (Waldorf) x 90% (controle)* –Vacina MMR: 18% (Waldorf) x 93% (controle)* –Sarampo:71% e 39%(Waldorf) x 1% e 1% (controle) em epidemia de 1995* –Vegetais fermentados e alimentos orgânicos: 63% (Waldorf) x 4,5% (controle)* –Leite materno exclusivo: 5,7meses (Waldorf) x 4,3 meses (controle)* *P<0,001
  • 49. Resultados significativos Alergia : 13% (W) x 25% © Asma brônquica: 5,8%(W) x 17% © –Casos de broncoespasmo nos últimos 6 meses: 3,1% (W) x 7,6% © Dermatite atópica: 2,7% (W) x 8,9% © Rinoconjuntivite alérgica:7,15 (W) x 14% © Teste cutâneo +: 7,2% (W) x 13% © Rast + (fx5, alimentos): 24% (W) x 33% ©
  • 50. “A prevalência de alergia é menor em crianças de famílias usuárias da Antroposofia do que em crianças de outras famílias. Fatores relacionados ao estilo de vida antroposófico podem reduzir o risco de atopia em crianças.” Lancet, 353:1485-88, 1999 Alergia
  • 51. METHODS Cross-sectional multicenter study including 6630 children age 5 to 13 years (4606 from Steiner schools and 2024 from reference schools) in 5 European countries. J Allergy Clin Immunol. 2006 Jan;117(1):59-66 Allergic disease and sensitization in Steiner school children
  • 52. Redução estatisticamente significativa do risco de rinoconjuntivite, eczema atópico e sensibilização atópica (IgE). Resultado
  • 53. Restritivo uso de antibióticos e antipiréticos estão associados ao reduzido risco de doencas alérgicas em crianças. J Allergy Clin Immunol. 2006 Jan;117(1):59-66. Epub 2005 Nov 28. Conclusão
  • 54. INFLAMAR ADEQUADAMENTE: APIS / BELLADONA VIDA DO MOVIMENTO: INFLAMAÇÃO SUBLIMADA (rubor, tumor, dor e calor) ALIMENTOS VIVOS: ORGÂNICOS BIODINÂMICOS (FLORA) NÃO CONCEITUAR PRECOCEMENTE Prevenção
  • 56. Cefaléia decorrente de vasodilatação, fotofobia, redução da consciência e padrão assimétrico desencadeado por fatores digestivos (alimentos ou privação) e endocrinológicos (na TPM). Padrão de invasão do SMM sobre o SNS. Enxaqueca (hemicrania ou cefaléia vascular)
  • 57. Imagem na natureza da organização tríplice –Sílica (Si)- atividade de estruturação translúcida (SNS) –Ferro (Fe) – mediador, quelante na hemoglobina, libera luz (SR) –Enxofre (S) – atividade expansiva, dissolutiva (SM) Pyrita/Quartzo e Urtica urens e dioica (cristais de silicea aprisionando uma substancia sulfurosa sob alto teor de ferro) Conduta Terapêutica
  • 58. Ferrum sulfuricum/Silícea 5% ou D3: a combinação de ferro e enxofre, por um lado, age no ponto de encontro dos processos digestivos (metabólico – enxofre) e respiratórios (hemoglobina – ferro), impedindo que os processos digestivos transbordem para o pólo neuro-sensorial. A silícia, ou quartzo, é caracterizada por suas forças de estruturação, que normalmente existem no SNS, de forma interiorizada (pensar claro como o cristal).
  • 59. LDL HDL As rotas no SMSM: Biles (metabólico) Hormônios sexuais (sexual) Pró-vitamina D (locomotor) SNS > SMSM
  • 60. 1.Amargo x Doce: Gentiana, Artemisia absinthium, Cynara, Boldus, Taraxacum 2.OV – ácido oxálico e formico 3.AO – Arsenicar, Iodar 4.OE – Stibium, Apis, Melissa Trazer a AO para o SMSM Tratamento medicamentoso
  • 62. Área da Individualidade: Trabalho Biográfico (médicos e psicólogos) Área Psíquica: –Psicoterapia antroposófica e Terapia Artística Área Somática: –Medicina e Farmácia antroposófica –Enfermagem, Nutrição, Odontologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia –Terapias: Massagem Rítmica, Euritmia e Quirofonética Terapêutica Antroposófica com abordagem transdisciplinar tríplice
  • 63. Área da Individualidade: Associação Biográfica http://associacaobiografica.org.br/ Área Psíquica: Grupo de Incentivo à Psicoterapia Antroposófica (GIPA) http://www.abmanacional.com.br/index.php?link=8&id=41 Associação Brasileira de Psicólogos Antroposóficos (ABPA) http://www.abpapsi.com.br/hotsite/home/ Associação Brasileira de Terapeutas Artísticos Antroposóficos (AURORA – ABTAA) http://www.terapiaartisticaaurora.org.br/ Associações no Brasil
  • 64. Área Somática: Medicina (ABMA) e Farmácia antroposófica (FARMANTROPO – Associação Brasileira de Farmácia Antroposófica) Enfermagem, Nutrição, Odontologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia Terapias: Euritmia (ABRE - Associação Brasileira dos Euritmistas), Quirofonética (Associação de Quirofonética) e Massagem Rítmica (ASKLÉPIOS – Associação de Massagem Rítmica) Associações no Brasil
  • 65. Terapias externas –Escalda-pés –Enfaixamentos –Compressas e emplastros à base de chás, óleos e pomadas fitoterápicas. Recursos terapêuticos não- medicamentosos
  • 66. b) Banhos terapêuticos São realizados com a diluição de óleos à base de plantas medicinais na água da imersão.
  • 67. c) Massagem rítmica É inspirada na massagem sueca e por intermédio de toques específicos (deslizamentos superficiais, amassamento e malaxação, duplos círculos e lemniscatas), atuando sobre as frações sólida, aquosa, gasosa e calórica do organismo permite seu reequilíbrio
  • 68. d) Terapia artística Envolve atividades individuais e em grupo 1. no âmbito da forma (desenho, modelagem com argila e escultura) 2.no âmbito da cor (pintura em aquarela) 3.e do som e movimento (musicoterapia, cantoterapia e euritmia).
  • 69. e) Terapia psico-biográfica Terapia breve biográfica em pacientes adultos com capacidade reflexiva fora de crises, preferencialmente em grupo, de caráter higiênico e preventivo. Ritmo dos setênios.
  • 70. Terapêutica medicamentosa Realizada exclusivamente por médicos e dentistas, que prescrevem de acordo com o diagnóstico individualizado. Em geral associando as três farmacopéias com uso ao redor de 30 % na prescrição alopática e com boa segurança.
  • 71. Farmacopéias 1.ALOPÁTICA (sintética, físico-química) 2.FITOTERÁPICA (extrato, tintura mãe ou infusão com Princípios ativos definidos) 3.DINAMIZADOS
  • 72. Indicação de Injetáveis dinamizados 1.Principio ativo inativado no trato digestivo: p.ex. Viscum album 2.Pacientes graves impossibilitados de medicação Via Oral: p.ex. Arnica D20 em coma 3.Pré, Per e Pós-operatórios eletivos e de urgência 4.Pacientes com síndromes disabsortivas 5.Necessidade de intensificar efeito do medicamento
  • 73. Por Resolução da Diretoria Colegiada da ANVISA (RDC) os medicamentos antroposóficos foram reconhecidos, em março de 2007, como uma categoria específica dentro dos medicamentos dinamizados, ao lado dos medicamentos homeopáticos e anti-homotóxicos.