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COLÉGIO MILITAR DE PORTO ALEGRE
DISCIPLINA: GEOGRAFIA / 2º ANO DO ENSINO MÉDIO
GEOMORFOLOGIA GERAL E DO BRASIL
A crosta terrestre é a parte externa consolidada do globo terrestre. A
crosta superior é chamada de sial (devido ao predomínio de rochas graníticas,
ricas em silício e alumínio). A zona inferior é conhecida por sima, pelo fato de
se acreditar que nesta porção da crosta haja a predominância de silicatos de
magnésio e ferro. Acredita-se que a espessura da crosta terrestre (sial + sima)
se encontre numa profundidade média de 35 - 50 Km.
Supõe-se que os substratos dos oceanos sejam compostos pelo sima,
devido ao fato do sial granítico se adelgar até desaparecer nas margens dos
continentes. A crosta na sua porção mais externa, é o local principal que se
sucede os fenômenos geológicos possíveis de observação. Por outro lado, a
zona de transição existente entre a parte externa e interna da crosta, é onde se
tem o foco das atividades magmáticas e tectônicas profundas. Há evidências
que indicam a inexistência da crosta em determinados planetas. Isso é
mostrado através de observações sísmicas realizadas à superfície da Lua e
Marte.
A crosta terrestre é formada por rochas, ou seja, agregados naturais de
um ou mais minerais, incluindo vidro vulcânico e matéria orgânica. Observa-se
três tipos de rochas de acordo com sua gênese:
rochas magmáticas: intrusivas e extrusivas.
metamórficas
sedimentares: orgânicas, clasticas ou detriticas e químicas.
As rochas de origem magmáticas, juntamente com as rochas
metamórficas originadas a partir da transformação de uma rocha magmática,
representam cerca de 95% do volume total da crosta, ocupando porém 25% da
superfície da mesma. As rochas sedimentares mais as rochas
metassedimentares, representam apenas 5% do volume, mas no entanto
cobrem 75% da superfície da crosta. Essas rochas formam uma delgada
película que envolve a Terra em toda a sua superfície, originando a litosfera.
Embora exista uma enorme variedade de rochas magmáticas (cerca de 1000),
seus minerais constituintes se apresentam em pequenas quantidades, e a
participação desse tipo de rocha na formação da crosta é bem reduzida.
As rochas que formam a crosta terrestre organizam-se em três grandes
estruturas geológicas:
ESCUDOS OU MACIÇOS ANTIGOS: Os escudos cristalinos são
constituídos de rochas cristalinas. Por terem-se formado no inicio da
consolidação da crosta terrestre constituindo os primeiros núcleos emersos,
são de tectônicas estáveis, resistentes, porém muito desgastados pela erosão
BACIAS SEDIMENTARES: As bacias sedimentares são depressões
preenchidas por sedimentos de áreas com maiores altitudes. As mais antigas
se formaram por processos ocorridos desde o inicio do período Faneozóico, na
Era Paleozoica e na Era Mesozoica. No entanto, o processo de sedimentação
continuou com intensidade, e é um processo ativo até os dias atuais, na Era
Cenozoica, constituindo as bacias sedimentares recentes. A essas estruturas
associam-se jazidas de combustíveis fosseis.
DOBRAMENTOS MODERNOS: Os dobramentos são formados por
rochas menos resistentes afetadas por intensos movimentos tectônicos. Forças
internas da Terra reparam continentes provocando o enrugamento de suas
bordas, dando origem as maiores elevações do planeta. Os dobramentos
modernos formaram altas cadeias de montanhas na Era Cenozoica no Período
Terciário, há cerca de 60 milhões de anos. Por se situarem próximas aos
grandes falhamentos, essas cordilheiras, estão sujeitas a terremotos e
atividades vulcânicas.
DISTRIBUIÇÃO DAS ESTRUTURAS GEOLÓGICAS NO PLANETA
A DERIVA CONTINENTAL E A TECTÔNICA DE PLACAS
A teoria da deriva continental foi formulada pelo cientista alemão
Alfred Lothar Weneger. Segundo essa teoria, a última deriva continental
começou há cerca de 200 milhões de anos, ainda na Era Paleozóica, quando
havia um continente “mãe”, chamado Pangeia, e um gigantesco oceano,
chamado Pantalassa. Em decorrência da movimentação das placas tectônicas
ao longo da Era Mesozóica (no período Jurássico) o Pangéia fragmentou-se
em dois continentes: o Laurásia (formado pelas atuais América do Norte e
Eurásia) e o Gondwana (formado pelas atuais América do Sul, África, Índia,
Austrália e Antártida). Entre os dois, formou-se um mar relativamente raso:
o Mar Tétis.
Ainda na Era Mesozóica (no período Cretáceo), o Laurásia e o
Gondwana também se fragmentaram, gerando os continentes atuais. A Índia,
por exemplo, soltou-se de Gondwana, formando uma ilha. Já na Era
Cenozóica (no período Quaternário), as formas dos continentes começaram a
se assemelhar às formas atuais. Nessa era, a Índia chocou-se contra o
continente asiático com tamanha pressão que do choque entre as placas
resultou a formação da cordilheira do Himalaia, onde fica o Monte Everest, o
mais alto do planeta. Uma das evidências mais banais da deriva continental é o
“encaixe” quase perfeito entre os litorais leste da América do Sul e oeste da
África.
Antes Pangéia, depois os continentes como conhecemos atualmente
A história da deriva através das eras geológicas
• Era Paleozóica: há cerca de 200 milhões de anos existia um único
supercontinente: o Pangéia.
• Era Mesozóica: há cerca de 130 milhões de anos o Pangéia fragmentou- se
em Laurásia (América do Norte e Eurásia) e Gondwana (América do Sul,
África, Índia, Austrália e Antártida).
• Era Mesozóica: há cerca de 84 milhões de anos, houve a separação entre a
América do Norte e a Eurásia e entre a América do Sul, a África, a Oceania e a
Índia, que se tornou uma ilha no Oceano Índico.
A — América do Norte
B — Eurásia
C — América do Sul
D — África
E — Índia
F — Antártida
G — Austrália
• Era Cenozóica: Na última deriva continental, a Índia colidiu com a Ásia,
juntando-se ao continente.
A teoria da tectônica de placas
O conceito de Placas Tectônicas é relativamente recente, e
revolucionou a Ciência do século 20. Este conceito propõe que todos os
terremotos, atividade vulcânica, e processos de construção de montanha são
causados pelo movimento de blocos rígidos chamado placas que compõem a
capa da superfície da Terra, ou litosfera (lithosphere).
Várias razões levaram a formação do conceito das placas tectônicas e da
deriva dos continentes:
• No alargamento dos mares, quando o magma esfria e se solidifica no solo
submarino, os minerais magnéticos do material novo se solidificam de acordo
com a polaridade do campo magnético da Terra na ocasião de seu
resfriamento.
• Quando o campo magnético da Terra reverte sua polaridade, o novo magma
se solidifica adquirindo a polaridade inversa. Assim a crosta oceânica possui o
registro da própria formação, com a primeira mudança de polaridade registrada
próximo ao limite entre as placas, onde a lava atinge a superfície e as mais
antigas, próximas dos margens continentais, formadas quando o oceano era
jovem em torno de 180 a 200 milhões de anos.
• Distribuição de estruturas geológicas que passam de um continente para
outro.
• O estudo da fauna marinha e flora das diferentes áreas durante os anos
também apresenta provas do movimento dos continentes.
A teoria propõe que a crosta terrestre é dividida em grandes placas,
subdivididas em placas menores.
Observe o mapa:
Conforme se observa no mapa, as placas movimentam-se em várias
direções. Tais movimentos são explicados pela existência, na zona do manto
terrestre, de correntes de convecção que funcionam como verdadeiras esteiras
levando as placas em uma ou outra direção.
O mapa também apresenta os principais tipos de limite entre as placas.
- colisão de placas continentais
- limites divergentes
- limites convergentes de subducção
- limites onde as placas deslizam paralelamente uma em relação a outra.
Na figura abaixo, a representação de uma zona de subducção, local de
terremotos, vulcanismo, formação de cadeias de montanhas e fossas
submarinas. No centro do oceano, acha-se representado o limite divergente,
local onde as placas se separam e ponde formam-se as cordilheiras meso-
atlânticas.
Uma outra figura esquematizando a zona de subducção
Para aprender mais, consulte o endereço abaixo:
http://www.cprm.gov.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?
infoid=1094&sid=129#ini
O RELEVO TERRESTRE
Pode-se conceituar relevo como o conjunto de formas presentes na
superfície sólida do planeta. Essas formas são resultado da ação de forças que
atuam a partir do interior da terra, os chamados agentes internos ou
endógenos; e de forças externas, os agentes exógenos ou externos.
Como agentes internos temos o TECTONISMO, o VULCANISMO e os
ABALOS SISMICOS. Como agentes externos temos os diversos tipos de
erosão ( fluvial, pluvial, marinha, eólica e outras ).
Pode-se dividir o relevo em CONTINENTAL e SUBMARINO.
Relevo Submarino
A superfície da terra submersa pelas águas oceânicas apresenta variadas
formas de relevo, as quais são agrupadas nas seguintes regiões:
Plataforma continental: Fica abaixo do nível do mar onde aparecem as ilhas
continentais ou costeiras, de origem vulcânica, tectônica ou biológica.
Apresenta uma profundidade razoável, que possibilita a entrada de luz solar e,
logo, o desenvolvimento de vegetação marinha. Com o passar do tempo, as
depressões do terreno da plataforma continental tornam-se bacias
sedimentares de grande importância para a exploração de petróleo no oceano.
Talude: É o fim do continente, onde ocorre o encontro da crosta continental
com a crosta oceânica. Tem profundidade de até 3 mil metros. As fossas
marinhas são depressões abissais que aparecem abaixo do talude, em zonas
de encontro de placas tectônicas.
Região pelágica: é o relevo submarino onde encontramos depressões,
montanhas tectônicas e vulcanismo. Na região pelágica, aparecem as ilhas
oceânicas que chegam a 6 mil metros abaixo do mar.
Dorsais meso-oceânicas: são grandes cadeias de montanha submersas,
criadas a partir da ascensão do magma nas áreas de divergências de placas
tectônicas.
Relevo continental
Principais formas do relevo continental:
1) Planície – áreas extensas planas em que há mais sedimentação que
erosão. Áreas chatas e mais baixas, geralmente, no nível do mar. Porém,
podem ficar em terras altas, como as várzeas de um rio num planalto.
2) Montanha – terrenos bastante elevados, acima de 300 metros. Podem ser
classificadas quanto à origem ou idade.
3) Depressão – áreas situadas abaixo do nível do mar ou das outras
superfícies planas.
4) Planalto – terras mais altas que o nível do mar, razoavelmente planas
delimitadas por escarpas íngremes. Há mais erosão que sedimentação.
GEOMORFOLOGIA DO BRASIL
Formação geológica do território brasileiro
A superfície brasileira é constituída basicamente por duas estruturas
geológicas: escudos cristalinos, bacias sedimentares e terrenos vulcânicos.
Tais estruturas estão assentadas sobre a Plataforma Sul-Americana, tendo sua
consolidação sendo completada entre o período Proterozóico e o início do
Paleozóico.
Observe abaixo a ESCALA GEOLÓGICA DO TEMPO:
Estruturas geológicas do território brasileiro:
• Escudos cristalinos: são áreas cuja superfície se constituiu no Pré-
Cambriano, essa estrutura geológica abrange aproximadamente 36% do
território brasileiro. Nas regiões que se formaram no éon Arqueano (o qual
ocupa cerca de 32% do país) existem diversos tipos de rochas, com destaque
para o granito. Em terrenos formados no éon Proterozoico são encontradas
rochas metamórficas, onde se formam minerais como ferro e manganês.
• Bacias sedimentares: estrutura geológica de formação mais recente, que
abrange pelo cerca de 64% do país. Em regiões onde o terreno se formou na
era Paleozoica existem jazidas carboníferas. Em terrenos formados na era
Mesozoica existem jazidas petrolíferas. Em áreas da era Cenozoica ocorre um
intenso processo de sedimentação que correspondem às planícies.
- Terrenos vulcânicos: esse tipo de terreno somente 8% do território
nacional, Essa área foi formada por derrames vulcânicos, os quais resultaram
em rochas como o basalto e o diabásio.
O Brasil não possui a estrutura correspondente aos DOBRAMENTOS
MODERNOS. No entanto, nosso território foi submetido a movimentos
tectônicos que resultaram em dobramentos na era Paleozóica, os quais
constituem hoje as estruturas de serras como a da Mantiqueira.
Relevo brasileiro
Existem várias classificações do nosso relevo, porém algumas delas se
tornaram mais conhecidas e tiveram grande importância em momentos
diferentes da nossa história.
A mais antiga delas é a que foi elaborada pelo professor Aroldo de Azevedo, na
década de 40, que utilizava como critério para a definição das formas o nível
altimétrico. Assim, a superfícies aplainadas que superassem a marca dos 200
m de altitude seriam classificadas como planaltos, e as superfícies aplainadas
que apresentassem altitudes inferiores a 200 m seriam classificadas como
planícies. Com base nisso, o Brasil dividia-se em oito unidades de relevo,
sendo 4 planaltos, que ocupavam 59% do território e 4 planícies, que
ocupavam os 41% restante.
A classificação de Aroldo de Azevedo
A classificação de Aziz N. Ab’Sáber: No final da década de 50, o professor
Aziz Nacib Ab'Saber apresentou uma nova classificação, com maior rigor
científico, que utilizava como critério para a definição das formas o tipo de
alteração dominante na superfície, ou seja, o processo de erosão e
sedimentação. Planalto corresponderia a superfície aplainada, onde o processo
erosivo estaria predominando sobre o sedimentar, enquanto a planície (ou
terras baixas) se caracterizaria pelo inverso, ou seja, o processo sedimentar
estaria se sobrepondo ao processo erosivo. Por essa divisão, o relevo
brasileiro se compunha de 10 unidades, sendo 7 planaltos, que ocupavam 75%
do território, e três planícies, que ocupavam os 25 restantes.
A classificação de Jurandyr L. S. Ross: A mais recente classificação do
relevo brasileiro é a proposta pelo professor Jurandyr Ross, divulgada em
1995. Fundamentando suas pesquisas nos dados obtidos a partir de um
detalhado levantamento da superfície do território brasileiro, realizado através
de sistema de radares do projeto Radambrasil, do Ministério de Minas e
Energia, o professor Ross apresenta uma subdivisão do relevo brasileiro em 28
unidades, sendo 11 planaltos,11 depressões e 6 planícies.
Essa nova classificação utilizou como critério a associação de informações
sobre o processo de erosão, sedimentação dominante na atualidade, com a
base geológica e estrutural do terreno e ainda com o nível altimétrico do lugar.
Assim, define-se planalto como uma superfície irregular, com altitudes
superiores a 300 m, e que teve origem a partir da erosão sobre rochas
cristalinas ou sedimentares; depressão é uma superfície mais plana, com
altitudes entre 100 e 500 m, apresentando inclinação suave, resultante de
prolongado processo erosivo, também sobre rochas cristalinas ou
sedimentares; e planície é uma superfície extremamente plana e formada pelo
acúmulo recente de sedimentos fluviais, marinhos ou lacustres.
AS UNIDADES DE RELEVO SEGUNDO JURANDYR ROSS
Planaltos
1) Planalto da Amazônia Oriental - constitui-se de terrenos de uma bacia
sedimentar e localiza-se na metade leste da região, numa estreita faixa que
acompanha o rio Amazonas, do curso médio até a foz. Suas altitudes atingem
cerca de 400 m na porção norte e 300 m na porção sul.
2) Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba - constituem-se também de
terrenos de uma bacia sedimentar, estendendo-se das áreas centrais do país
(GO-TO), até as proximidades do litoral, onde se alargam, na faixa entre Pará e
Piauí, sendo cortados de norte a sul, pelas águas do rio Parnaíba. Aí
encontramos a predominância das formas tabulares, conhecidas como
chapadas.
3) Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná - caracterizam-se pela
presença de terrenos sedimentares e pelos depósitos de rocha de origem
vulcânica, da era mesozóica. Localizam-se na porção meridional do país,
acompanhando os cursos dos afluentes do rio Paraná, estendendo-se desde
os estados de Mato Grosso e Goiás, até o Rio Grande do Sul, ocupando a faixa
ocidental dessa região, atingindo altitudes em torno de 1.000 m.
4) Planalto e Chapada dos Parecis - estendendo-se por uma larga faixa no
sentido leste-oeste na porção centro-ocidental do país, indo do Mato Grosso
até Rondônia. Dominados pela presença de terrenos sedimentares, suas
altitudes atingem cerca de 800 m, exercendo a função de divisor de águas das
bacias dos rios Amazonas, Paraguai e Guaporé.
5) Planaltos Residuais Norte-Amazônicos - ocupam uma área onde se
mesclam terrenos sedimentares e cristalinos, na porção mais setentrional do
país, do Amapá até o Amazonas, caracterizando-se em alguns pontos pela
definição das fronteiras brasileiras e em outros, pela presença das maiores
altitudes do Brasil, como o Pico da Neblina (3014 m), na divisa do estado de
Roraima com a Venezuela.
6) Planaltos Residuais Sul-Amazônicos - também ocupam terrenos onde se
mesclam o rochas sedimentares e cristalinas, estendendo se por uma larga
faixa de terras ao sul do Rio Amazonas, desde a porção meridional do Pará até
Rondônia. O destaque dessa subunidade é a presença de algumas formações
em que são encontradas jazidas minerais de grande porte (é o caso da serra
dos Carajás, no Pará).
7) Planaltos e Serras do Atlântico Leste e Sudeste - ocupam uma larga faixa
de terras na porção oriental do país e, em terrenos predominantemente
cristalinos, onde observamos a presença de superfícies bastante acidentadas,
com sucessivas escarpas de planalto; daí o fato de ser chamada a região de
"domínio dos mares de morros". Aí encontramos também formações de
elevadas altitudes, como as serras do Mar e da Mantiqueira, que caracterizam
este planalto como sendo a "região das terras altas". Na porção mais interior
dessas subunidade, em Minas Gerais, encontramos uma importante área rica
em minério, na serra do Espinhaço, na região denominada Quadrilátero
Ferrífero.
8) Planaltos Serras de Goiás-Minas - terrenos de formação antiga,
predominantemente cristalinos, que se estendem do sul de Tocantins até Minas
Gerais, caracterizando-se por formas muito acidentadas que como a serra da
Canastra, onde estão as nascentes do rio São Francisco - entremeadas de
formas tabulares, como as chapadas nas proximidades do Distrito Federal.
9) Serras e Residuais do Alto Paraguai - ocupam uma área de rochas
cristalinas e rochas sedimentares antigas, que se concentram ao norte e ao sul
da grande planície do Pantanal, no oeste brasileiro. Aí, na porção meridional,
destaca-se a serra da Bodoquena, onde as altitudes alcançam cerca de 800 m.
10) Planalto da Borborema - corresponde a uma área de terrenos formados
de rochas pré cambrianos e sedimentares antigas, aparecendo na porção
oriental no nordeste brasileiro, a leste do estado de Pernambuco, como um
grande núcleo cristalino e isolado, atingindo altitudes em torno de 1.000 m.
11) Planalto Sul-rio-grandense - superfície caracterizada pela presença de
rochas de diversas origens geológicas, apresenta um certo predomínio de
material pré cambriano. Localiza-se na extremidade meridional do país, no sul
do Rio Grande do Sul, onde encontramos as famosas "coxilhas", que são
superfícies convexas, caracterizadas por colinas suavemente onduladas, com
altitudes inferiores a 450 m.
Depressões
12) Depressão da Amazônia Ocidental - corresponde a uma enorme área de
origem sedimentar no oeste da Amazônia, com altitudes em torno de 200 m,
apresentando uma superfície aplainada, atravessada ao centro pelas águas do
rio Amazonas.
13) Depressão Marginal Norte Amazônia - localizada na porção norte da
Amazônia, entre o planalto da Amazônia oriental e os planaltos residuais norte
amazônicos, com altitudes que variam entre 200 e 300 m. Com rochas
cristalinas e sedimentares antigas, e estende-se entre o litoral do Amapá e a
fronteira do estado do Amazonas com a Colômbia.
14) Depressão Marginal Sul Amazônia - com terrenos predominantemente
sedimentares e altitudes variando entre 100 e 400 m, está localizado na porção
meridional da Amazônia, intercalando-se com as terras dos planaltos residuais
sul amazônicos.
15) Depressão do Araguaia - acompanha quase todo o vale do rio Araguaia e
apresenta terrenos sedimentares, com uma topografia muito plana e altitudes
entre 200 e 350 m. Em seu interior encontramos a planície do rio Araguaia.
16) Depressão Cuiabana - localizada no centro do país, encaixada entre os
planaltos da bacia do Paraná, dos Parecis e do alto Paraguai, caracteriza-se
pelo predomínio dos terrenos sedimentares de baixa altitude, variando entre
150 e 400 m.
17) Depressão do Alto Paraguai-Guaporé - superfície caracterizada pelo
predomínio das rochas sedimentares, localiza-se entre os rios Jauru e
Guaporé, no estado de Mato Grosso.
18) Depressão do Miranda - atravessada pelo rio Miranda, localiza-se no MS,
ao sul do Pantanal. É uma área em que predominam rochas cristalinas pré
cambrianas, com altitudes extremamente baixas, entre 100 e 150 m.
19) Depressão Sertaneja e do São Francisco - ocupam uma extensa faixa de
terras que se alonga desde as proximidades do litoral do Ceará e Rio Grande
do Norte, até o interior de Minas Gerais, acompanhando quase todo o curso do
rio São Francisco. Apresentam variedade de formas e de estruturas geológicas,
porém destaca-se a presença do relevo tabular, as chapadas, como as do
Araripe (PE-CE) e do Apodi (RN).
20) Depressão do Tocantins - acompanha todo o trajeto do Rio Tocantins,
quase sempre em terrenos de formação cristalinas pré cambriana. Suas
altitudes declinam de norte para sul, variando entre 200 e 500 m.
21) Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná -
caracterizada pelo predomínio dos terrenos sedimentares das eras Paleozóica
e Mesozóica, aparece como uma larga faixa de terras, localizada entre as
terras dos planaltos da bacia do Paraná e do Atlântico leste e sudeste. Suas
altitudes oscilam entre 600 e 700 m.
22) Depressão Periféricas sul-rio-grandense - ocupam as terras
sedimentares drenadas pelas águas do rio Jacuí e do Rio Ibicuí, no Rio Grande
do Sul. Caracteriza-se por baixas altitudes, que variam em torno dos 200 m.
Planícies
23) Planície do Rio Amazonas - a região das terras baixas amazônicas era
considerada uma das maiores planícies do mundo, mas atualmente todo esse
espaço divide-se em várias unidades, classificadas como planaltos, depressões
e planície. Se considerássemos apenas a origem, seus,1,6 milhões de
quilômetros quadrados formariam uma grande planície, pois a origem é
sedimentar. Se considerássemos a altimetria, também denominaríamos esta
região de planície, pois não ultrapassa 150 m de altitude. Considerando-se, no
entanto, o processo erosivo e deposicional, percebemos que mais de 95%
dessas terras baixas são, na verdade, planaltos ou depressões de baixa
altitude, onde o processo erosivo se sobrepõe ao de sedimentação restando à
planície verdadeira uma estreita faixa de terras às margens dos grandes rios da
região.
24) Planície do Rio Araguaia - é uma planície estreita que se estende no
sentido norte-sul, margeando o trecho médio do rio Araguaia, em terras dos
estados de Goiás e Tocantins. Em seu interior, o maior destaque fica com a
ilha do Bananal que, com uma área de cerca de 20.000 km2 , é a maior ilha
fluvial do planeta.
25) Planície e Pantanal do Rio Guaporé - trata-se de uma faixa bastante
estreita de terras planas e muito baixas, que se alonga pelas fronteiras
ocidentais do país, penetrando a noroeste, no território boliviano, tendo seu
eixo marcado pelas águas do rio Guaporé.
26) Planície e Pantanal Mato-grossense - corresponde a uma grande área
que ocupa porção mais ocidental do Brasil Central. É de formação
extremamente recente, datando do período quaternário da era Cenozóica; por
isso apresenta altitudes muito modestas, em torno de 100 m acima do nível do
mar. É considerada a mais típica planície brasileira, pois está em constante
processo de sedimentação. Todo ano, durante o verão, as chuvas aumentam o
nível de águas dos rios, que transbordam. Como o declive do relevo é mínimo,
o fluxo maior das águas que descem para o Pantanal supera a capacidade de
escoamento do rio Paraguai, eixo fluvial que atravessa a planície de norte a
sul, ocasionando, então, as grandes enchentes que transformam toda a
planície numa enorme área alagada (vem daí o nome "pantanal").
Passado o verão, com a estiagem do inverno, o rio retorna ao seu leito normal,
e o Pantanal transforma-se então numa enorme área plana, coberta de
campos, como uma planície comum.
27) Planície da Lagoa dos Patos e Mirim - ocupa quase a totalidade do litoral
gaúcho, expandindo-se na porção mais meridional até o território do Uruguai. A
originalidade dessa planície está em sua formação dominantemente marinha e
lacustres, com mínima participação da deposição de origem fluvial.
28) Planícies e Tabuleiros Litorâneos - correspondem a inúmeras porções do
litoral brasileiro e quase sempre ocupam áreas muito pequenas. Geralmente
localizam se na foz de rios que deságuam no mar, especialmente daqueles de
menor porte. Apresentam-se muito largas no litoral norte e quase desaparecem
no litoral sudeste. E em trechos do litoral nordestino, essas pequenas planícies
apresentam-se intercaladas com áreas de maior elevação as barreiras-,
também de origem sedimentar.
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  • 1. COLÉGIO MILITAR DE PORTO ALEGRE DISCIPLINA: GEOGRAFIA / 2º ANO DO ENSINO MÉDIO GEOMORFOLOGIA GERAL E DO BRASIL A crosta terrestre é a parte externa consolidada do globo terrestre. A crosta superior é chamada de sial (devido ao predomínio de rochas graníticas, ricas em silício e alumínio). A zona inferior é conhecida por sima, pelo fato de se acreditar que nesta porção da crosta haja a predominância de silicatos de magnésio e ferro. Acredita-se que a espessura da crosta terrestre (sial + sima) se encontre numa profundidade média de 35 - 50 Km. Supõe-se que os substratos dos oceanos sejam compostos pelo sima, devido ao fato do sial granítico se adelgar até desaparecer nas margens dos continentes. A crosta na sua porção mais externa, é o local principal que se sucede os fenômenos geológicos possíveis de observação. Por outro lado, a zona de transição existente entre a parte externa e interna da crosta, é onde se tem o foco das atividades magmáticas e tectônicas profundas. Há evidências que indicam a inexistência da crosta em determinados planetas. Isso é mostrado através de observações sísmicas realizadas à superfície da Lua e Marte. A crosta terrestre é formada por rochas, ou seja, agregados naturais de um ou mais minerais, incluindo vidro vulcânico e matéria orgânica. Observa-se três tipos de rochas de acordo com sua gênese: rochas magmáticas: intrusivas e extrusivas. metamórficas sedimentares: orgânicas, clasticas ou detriticas e químicas. As rochas de origem magmáticas, juntamente com as rochas metamórficas originadas a partir da transformação de uma rocha magmática, representam cerca de 95% do volume total da crosta, ocupando porém 25% da superfície da mesma. As rochas sedimentares mais as rochas metassedimentares, representam apenas 5% do volume, mas no entanto cobrem 75% da superfície da crosta. Essas rochas formam uma delgada película que envolve a Terra em toda a sua superfície, originando a litosfera. Embora exista uma enorme variedade de rochas magmáticas (cerca de 1000), seus minerais constituintes se apresentam em pequenas quantidades, e a participação desse tipo de rocha na formação da crosta é bem reduzida. As rochas que formam a crosta terrestre organizam-se em três grandes estruturas geológicas:
  • 2. ESCUDOS OU MACIÇOS ANTIGOS: Os escudos cristalinos são constituídos de rochas cristalinas. Por terem-se formado no inicio da consolidação da crosta terrestre constituindo os primeiros núcleos emersos, são de tectônicas estáveis, resistentes, porém muito desgastados pela erosão BACIAS SEDIMENTARES: As bacias sedimentares são depressões preenchidas por sedimentos de áreas com maiores altitudes. As mais antigas se formaram por processos ocorridos desde o inicio do período Faneozóico, na Era Paleozoica e na Era Mesozoica. No entanto, o processo de sedimentação continuou com intensidade, e é um processo ativo até os dias atuais, na Era Cenozoica, constituindo as bacias sedimentares recentes. A essas estruturas associam-se jazidas de combustíveis fosseis. DOBRAMENTOS MODERNOS: Os dobramentos são formados por rochas menos resistentes afetadas por intensos movimentos tectônicos. Forças internas da Terra reparam continentes provocando o enrugamento de suas bordas, dando origem as maiores elevações do planeta. Os dobramentos modernos formaram altas cadeias de montanhas na Era Cenozoica no Período Terciário, há cerca de 60 milhões de anos. Por se situarem próximas aos grandes falhamentos, essas cordilheiras, estão sujeitas a terremotos e atividades vulcânicas. DISTRIBUIÇÃO DAS ESTRUTURAS GEOLÓGICAS NO PLANETA
  • 3. A DERIVA CONTINENTAL E A TECTÔNICA DE PLACAS A teoria da deriva continental foi formulada pelo cientista alemão Alfred Lothar Weneger. Segundo essa teoria, a última deriva continental começou há cerca de 200 milhões de anos, ainda na Era Paleozóica, quando havia um continente “mãe”, chamado Pangeia, e um gigantesco oceano, chamado Pantalassa. Em decorrência da movimentação das placas tectônicas ao longo da Era Mesozóica (no período Jurássico) o Pangéia fragmentou-se em dois continentes: o Laurásia (formado pelas atuais América do Norte e Eurásia) e o Gondwana (formado pelas atuais América do Sul, África, Índia, Austrália e Antártida). Entre os dois, formou-se um mar relativamente raso: o Mar Tétis. Ainda na Era Mesozóica (no período Cretáceo), o Laurásia e o Gondwana também se fragmentaram, gerando os continentes atuais. A Índia, por exemplo, soltou-se de Gondwana, formando uma ilha. Já na Era Cenozóica (no período Quaternário), as formas dos continentes começaram a se assemelhar às formas atuais. Nessa era, a Índia chocou-se contra o continente asiático com tamanha pressão que do choque entre as placas resultou a formação da cordilheira do Himalaia, onde fica o Monte Everest, o mais alto do planeta. Uma das evidências mais banais da deriva continental é o “encaixe” quase perfeito entre os litorais leste da América do Sul e oeste da África. Antes Pangéia, depois os continentes como conhecemos atualmente
  • 4. A história da deriva através das eras geológicas • Era Paleozóica: há cerca de 200 milhões de anos existia um único supercontinente: o Pangéia. • Era Mesozóica: há cerca de 130 milhões de anos o Pangéia fragmentou- se em Laurásia (América do Norte e Eurásia) e Gondwana (América do Sul, África, Índia, Austrália e Antártida). • Era Mesozóica: há cerca de 84 milhões de anos, houve a separação entre a América do Norte e a Eurásia e entre a América do Sul, a África, a Oceania e a Índia, que se tornou uma ilha no Oceano Índico. A — América do Norte B — Eurásia C — América do Sul D — África E — Índia F — Antártida G — Austrália • Era Cenozóica: Na última deriva continental, a Índia colidiu com a Ásia, juntando-se ao continente. A teoria da tectônica de placas O conceito de Placas Tectônicas é relativamente recente, e revolucionou a Ciência do século 20. Este conceito propõe que todos os terremotos, atividade vulcânica, e processos de construção de montanha são causados pelo movimento de blocos rígidos chamado placas que compõem a capa da superfície da Terra, ou litosfera (lithosphere). Várias razões levaram a formação do conceito das placas tectônicas e da deriva dos continentes: • No alargamento dos mares, quando o magma esfria e se solidifica no solo submarino, os minerais magnéticos do material novo se solidificam de acordo com a polaridade do campo magnético da Terra na ocasião de seu resfriamento. • Quando o campo magnético da Terra reverte sua polaridade, o novo magma se solidifica adquirindo a polaridade inversa. Assim a crosta oceânica possui o registro da própria formação, com a primeira mudança de polaridade registrada próximo ao limite entre as placas, onde a lava atinge a superfície e as mais antigas, próximas dos margens continentais, formadas quando o oceano era jovem em torno de 180 a 200 milhões de anos.
  • 5. • Distribuição de estruturas geológicas que passam de um continente para outro. • O estudo da fauna marinha e flora das diferentes áreas durante os anos também apresenta provas do movimento dos continentes. A teoria propõe que a crosta terrestre é dividida em grandes placas, subdivididas em placas menores. Observe o mapa: Conforme se observa no mapa, as placas movimentam-se em várias direções. Tais movimentos são explicados pela existência, na zona do manto terrestre, de correntes de convecção que funcionam como verdadeiras esteiras levando as placas em uma ou outra direção.
  • 6. O mapa também apresenta os principais tipos de limite entre as placas. - colisão de placas continentais - limites divergentes - limites convergentes de subducção - limites onde as placas deslizam paralelamente uma em relação a outra. Na figura abaixo, a representação de uma zona de subducção, local de terremotos, vulcanismo, formação de cadeias de montanhas e fossas submarinas. No centro do oceano, acha-se representado o limite divergente, local onde as placas se separam e ponde formam-se as cordilheiras meso- atlânticas.
  • 7. Uma outra figura esquematizando a zona de subducção Para aprender mais, consulte o endereço abaixo: http://www.cprm.gov.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm? infoid=1094&sid=129#ini O RELEVO TERRESTRE Pode-se conceituar relevo como o conjunto de formas presentes na superfície sólida do planeta. Essas formas são resultado da ação de forças que atuam a partir do interior da terra, os chamados agentes internos ou endógenos; e de forças externas, os agentes exógenos ou externos. Como agentes internos temos o TECTONISMO, o VULCANISMO e os ABALOS SISMICOS. Como agentes externos temos os diversos tipos de erosão ( fluvial, pluvial, marinha, eólica e outras ). Pode-se dividir o relevo em CONTINENTAL e SUBMARINO. Relevo Submarino A superfície da terra submersa pelas águas oceânicas apresenta variadas formas de relevo, as quais são agrupadas nas seguintes regiões: Plataforma continental: Fica abaixo do nível do mar onde aparecem as ilhas continentais ou costeiras, de origem vulcânica, tectônica ou biológica. Apresenta uma profundidade razoável, que possibilita a entrada de luz solar e, logo, o desenvolvimento de vegetação marinha. Com o passar do tempo, as depressões do terreno da plataforma continental tornam-se bacias sedimentares de grande importância para a exploração de petróleo no oceano.
  • 8. Talude: É o fim do continente, onde ocorre o encontro da crosta continental com a crosta oceânica. Tem profundidade de até 3 mil metros. As fossas marinhas são depressões abissais que aparecem abaixo do talude, em zonas de encontro de placas tectônicas. Região pelágica: é o relevo submarino onde encontramos depressões, montanhas tectônicas e vulcanismo. Na região pelágica, aparecem as ilhas oceânicas que chegam a 6 mil metros abaixo do mar. Dorsais meso-oceânicas: são grandes cadeias de montanha submersas, criadas a partir da ascensão do magma nas áreas de divergências de placas tectônicas. Relevo continental Principais formas do relevo continental: 1) Planície – áreas extensas planas em que há mais sedimentação que erosão. Áreas chatas e mais baixas, geralmente, no nível do mar. Porém, podem ficar em terras altas, como as várzeas de um rio num planalto. 2) Montanha – terrenos bastante elevados, acima de 300 metros. Podem ser classificadas quanto à origem ou idade. 3) Depressão – áreas situadas abaixo do nível do mar ou das outras superfícies planas.
  • 9. 4) Planalto – terras mais altas que o nível do mar, razoavelmente planas delimitadas por escarpas íngremes. Há mais erosão que sedimentação. GEOMORFOLOGIA DO BRASIL Formação geológica do território brasileiro A superfície brasileira é constituída basicamente por duas estruturas geológicas: escudos cristalinos, bacias sedimentares e terrenos vulcânicos. Tais estruturas estão assentadas sobre a Plataforma Sul-Americana, tendo sua consolidação sendo completada entre o período Proterozóico e o início do Paleozóico. Observe abaixo a ESCALA GEOLÓGICA DO TEMPO:
  • 10.
  • 11. Estruturas geológicas do território brasileiro: • Escudos cristalinos: são áreas cuja superfície se constituiu no Pré- Cambriano, essa estrutura geológica abrange aproximadamente 36% do território brasileiro. Nas regiões que se formaram no éon Arqueano (o qual ocupa cerca de 32% do país) existem diversos tipos de rochas, com destaque para o granito. Em terrenos formados no éon Proterozoico são encontradas rochas metamórficas, onde se formam minerais como ferro e manganês. • Bacias sedimentares: estrutura geológica de formação mais recente, que abrange pelo cerca de 64% do país. Em regiões onde o terreno se formou na era Paleozoica existem jazidas carboníferas. Em terrenos formados na era Mesozoica existem jazidas petrolíferas. Em áreas da era Cenozoica ocorre um intenso processo de sedimentação que correspondem às planícies. - Terrenos vulcânicos: esse tipo de terreno somente 8% do território nacional, Essa área foi formada por derrames vulcânicos, os quais resultaram em rochas como o basalto e o diabásio. O Brasil não possui a estrutura correspondente aos DOBRAMENTOS MODERNOS. No entanto, nosso território foi submetido a movimentos tectônicos que resultaram em dobramentos na era Paleozóica, os quais constituem hoje as estruturas de serras como a da Mantiqueira.
  • 12. Relevo brasileiro Existem várias classificações do nosso relevo, porém algumas delas se tornaram mais conhecidas e tiveram grande importância em momentos diferentes da nossa história. A mais antiga delas é a que foi elaborada pelo professor Aroldo de Azevedo, na década de 40, que utilizava como critério para a definição das formas o nível altimétrico. Assim, a superfícies aplainadas que superassem a marca dos 200 m de altitude seriam classificadas como planaltos, e as superfícies aplainadas que apresentassem altitudes inferiores a 200 m seriam classificadas como planícies. Com base nisso, o Brasil dividia-se em oito unidades de relevo, sendo 4 planaltos, que ocupavam 59% do território e 4 planícies, que ocupavam os 41% restante.
  • 13. A classificação de Aroldo de Azevedo A classificação de Aziz N. Ab’Sáber: No final da década de 50, o professor Aziz Nacib Ab'Saber apresentou uma nova classificação, com maior rigor científico, que utilizava como critério para a definição das formas o tipo de alteração dominante na superfície, ou seja, o processo de erosão e sedimentação. Planalto corresponderia a superfície aplainada, onde o processo erosivo estaria predominando sobre o sedimentar, enquanto a planície (ou terras baixas) se caracterizaria pelo inverso, ou seja, o processo sedimentar estaria se sobrepondo ao processo erosivo. Por essa divisão, o relevo brasileiro se compunha de 10 unidades, sendo 7 planaltos, que ocupavam 75% do território, e três planícies, que ocupavam os 25 restantes.
  • 14. A classificação de Jurandyr L. S. Ross: A mais recente classificação do relevo brasileiro é a proposta pelo professor Jurandyr Ross, divulgada em 1995. Fundamentando suas pesquisas nos dados obtidos a partir de um detalhado levantamento da superfície do território brasileiro, realizado através de sistema de radares do projeto Radambrasil, do Ministério de Minas e Energia, o professor Ross apresenta uma subdivisão do relevo brasileiro em 28 unidades, sendo 11 planaltos,11 depressões e 6 planícies. Essa nova classificação utilizou como critério a associação de informações sobre o processo de erosão, sedimentação dominante na atualidade, com a base geológica e estrutural do terreno e ainda com o nível altimétrico do lugar. Assim, define-se planalto como uma superfície irregular, com altitudes superiores a 300 m, e que teve origem a partir da erosão sobre rochas cristalinas ou sedimentares; depressão é uma superfície mais plana, com altitudes entre 100 e 500 m, apresentando inclinação suave, resultante de prolongado processo erosivo, também sobre rochas cristalinas ou
  • 15. sedimentares; e planície é uma superfície extremamente plana e formada pelo acúmulo recente de sedimentos fluviais, marinhos ou lacustres. AS UNIDADES DE RELEVO SEGUNDO JURANDYR ROSS Planaltos 1) Planalto da Amazônia Oriental - constitui-se de terrenos de uma bacia sedimentar e localiza-se na metade leste da região, numa estreita faixa que acompanha o rio Amazonas, do curso médio até a foz. Suas altitudes atingem cerca de 400 m na porção norte e 300 m na porção sul. 2) Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba - constituem-se também de terrenos de uma bacia sedimentar, estendendo-se das áreas centrais do país (GO-TO), até as proximidades do litoral, onde se alargam, na faixa entre Pará e Piauí, sendo cortados de norte a sul, pelas águas do rio Parnaíba. Aí encontramos a predominância das formas tabulares, conhecidas como chapadas. 3) Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná - caracterizam-se pela presença de terrenos sedimentares e pelos depósitos de rocha de origem vulcânica, da era mesozóica. Localizam-se na porção meridional do país, acompanhando os cursos dos afluentes do rio Paraná, estendendo-se desde os estados de Mato Grosso e Goiás, até o Rio Grande do Sul, ocupando a faixa ocidental dessa região, atingindo altitudes em torno de 1.000 m. 4) Planalto e Chapada dos Parecis - estendendo-se por uma larga faixa no sentido leste-oeste na porção centro-ocidental do país, indo do Mato Grosso até Rondônia. Dominados pela presença de terrenos sedimentares, suas altitudes atingem cerca de 800 m, exercendo a função de divisor de águas das bacias dos rios Amazonas, Paraguai e Guaporé. 5) Planaltos Residuais Norte-Amazônicos - ocupam uma área onde se mesclam terrenos sedimentares e cristalinos, na porção mais setentrional do país, do Amapá até o Amazonas, caracterizando-se em alguns pontos pela definição das fronteiras brasileiras e em outros, pela presença das maiores altitudes do Brasil, como o Pico da Neblina (3014 m), na divisa do estado de Roraima com a Venezuela. 6) Planaltos Residuais Sul-Amazônicos - também ocupam terrenos onde se mesclam o rochas sedimentares e cristalinas, estendendo se por uma larga faixa de terras ao sul do Rio Amazonas, desde a porção meridional do Pará até Rondônia. O destaque dessa subunidade é a presença de algumas formações em que são encontradas jazidas minerais de grande porte (é o caso da serra dos Carajás, no Pará). 7) Planaltos e Serras do Atlântico Leste e Sudeste - ocupam uma larga faixa de terras na porção oriental do país e, em terrenos predominantemente
  • 16. cristalinos, onde observamos a presença de superfícies bastante acidentadas, com sucessivas escarpas de planalto; daí o fato de ser chamada a região de "domínio dos mares de morros". Aí encontramos também formações de elevadas altitudes, como as serras do Mar e da Mantiqueira, que caracterizam este planalto como sendo a "região das terras altas". Na porção mais interior dessas subunidade, em Minas Gerais, encontramos uma importante área rica em minério, na serra do Espinhaço, na região denominada Quadrilátero Ferrífero. 8) Planaltos Serras de Goiás-Minas - terrenos de formação antiga, predominantemente cristalinos, que se estendem do sul de Tocantins até Minas Gerais, caracterizando-se por formas muito acidentadas que como a serra da Canastra, onde estão as nascentes do rio São Francisco - entremeadas de formas tabulares, como as chapadas nas proximidades do Distrito Federal. 9) Serras e Residuais do Alto Paraguai - ocupam uma área de rochas cristalinas e rochas sedimentares antigas, que se concentram ao norte e ao sul da grande planície do Pantanal, no oeste brasileiro. Aí, na porção meridional, destaca-se a serra da Bodoquena, onde as altitudes alcançam cerca de 800 m. 10) Planalto da Borborema - corresponde a uma área de terrenos formados de rochas pré cambrianos e sedimentares antigas, aparecendo na porção oriental no nordeste brasileiro, a leste do estado de Pernambuco, como um grande núcleo cristalino e isolado, atingindo altitudes em torno de 1.000 m. 11) Planalto Sul-rio-grandense - superfície caracterizada pela presença de rochas de diversas origens geológicas, apresenta um certo predomínio de material pré cambriano. Localiza-se na extremidade meridional do país, no sul do Rio Grande do Sul, onde encontramos as famosas "coxilhas", que são superfícies convexas, caracterizadas por colinas suavemente onduladas, com altitudes inferiores a 450 m. Depressões 12) Depressão da Amazônia Ocidental - corresponde a uma enorme área de origem sedimentar no oeste da Amazônia, com altitudes em torno de 200 m, apresentando uma superfície aplainada, atravessada ao centro pelas águas do rio Amazonas. 13) Depressão Marginal Norte Amazônia - localizada na porção norte da Amazônia, entre o planalto da Amazônia oriental e os planaltos residuais norte amazônicos, com altitudes que variam entre 200 e 300 m. Com rochas cristalinas e sedimentares antigas, e estende-se entre o litoral do Amapá e a fronteira do estado do Amazonas com a Colômbia. 14) Depressão Marginal Sul Amazônia - com terrenos predominantemente sedimentares e altitudes variando entre 100 e 400 m, está localizado na porção meridional da Amazônia, intercalando-se com as terras dos planaltos residuais sul amazônicos.
  • 17. 15) Depressão do Araguaia - acompanha quase todo o vale do rio Araguaia e apresenta terrenos sedimentares, com uma topografia muito plana e altitudes entre 200 e 350 m. Em seu interior encontramos a planície do rio Araguaia. 16) Depressão Cuiabana - localizada no centro do país, encaixada entre os planaltos da bacia do Paraná, dos Parecis e do alto Paraguai, caracteriza-se pelo predomínio dos terrenos sedimentares de baixa altitude, variando entre 150 e 400 m. 17) Depressão do Alto Paraguai-Guaporé - superfície caracterizada pelo predomínio das rochas sedimentares, localiza-se entre os rios Jauru e Guaporé, no estado de Mato Grosso. 18) Depressão do Miranda - atravessada pelo rio Miranda, localiza-se no MS, ao sul do Pantanal. É uma área em que predominam rochas cristalinas pré cambrianas, com altitudes extremamente baixas, entre 100 e 150 m. 19) Depressão Sertaneja e do São Francisco - ocupam uma extensa faixa de terras que se alonga desde as proximidades do litoral do Ceará e Rio Grande do Norte, até o interior de Minas Gerais, acompanhando quase todo o curso do rio São Francisco. Apresentam variedade de formas e de estruturas geológicas, porém destaca-se a presença do relevo tabular, as chapadas, como as do Araripe (PE-CE) e do Apodi (RN). 20) Depressão do Tocantins - acompanha todo o trajeto do Rio Tocantins, quase sempre em terrenos de formação cristalinas pré cambriana. Suas altitudes declinam de norte para sul, variando entre 200 e 500 m. 21) Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná - caracterizada pelo predomínio dos terrenos sedimentares das eras Paleozóica e Mesozóica, aparece como uma larga faixa de terras, localizada entre as terras dos planaltos da bacia do Paraná e do Atlântico leste e sudeste. Suas altitudes oscilam entre 600 e 700 m. 22) Depressão Periféricas sul-rio-grandense - ocupam as terras sedimentares drenadas pelas águas do rio Jacuí e do Rio Ibicuí, no Rio Grande do Sul. Caracteriza-se por baixas altitudes, que variam em torno dos 200 m. Planícies 23) Planície do Rio Amazonas - a região das terras baixas amazônicas era considerada uma das maiores planícies do mundo, mas atualmente todo esse espaço divide-se em várias unidades, classificadas como planaltos, depressões e planície. Se considerássemos apenas a origem, seus,1,6 milhões de quilômetros quadrados formariam uma grande planície, pois a origem é sedimentar. Se considerássemos a altimetria, também denominaríamos esta região de planície, pois não ultrapassa 150 m de altitude. Considerando-se, no entanto, o processo erosivo e deposicional, percebemos que mais de 95% dessas terras baixas são, na verdade, planaltos ou depressões de baixa altitude, onde o processo erosivo se sobrepõe ao de sedimentação restando à
  • 18. planície verdadeira uma estreita faixa de terras às margens dos grandes rios da região. 24) Planície do Rio Araguaia - é uma planície estreita que se estende no sentido norte-sul, margeando o trecho médio do rio Araguaia, em terras dos estados de Goiás e Tocantins. Em seu interior, o maior destaque fica com a ilha do Bananal que, com uma área de cerca de 20.000 km2 , é a maior ilha fluvial do planeta. 25) Planície e Pantanal do Rio Guaporé - trata-se de uma faixa bastante estreita de terras planas e muito baixas, que se alonga pelas fronteiras ocidentais do país, penetrando a noroeste, no território boliviano, tendo seu eixo marcado pelas águas do rio Guaporé. 26) Planície e Pantanal Mato-grossense - corresponde a uma grande área que ocupa porção mais ocidental do Brasil Central. É de formação extremamente recente, datando do período quaternário da era Cenozóica; por isso apresenta altitudes muito modestas, em torno de 100 m acima do nível do mar. É considerada a mais típica planície brasileira, pois está em constante processo de sedimentação. Todo ano, durante o verão, as chuvas aumentam o nível de águas dos rios, que transbordam. Como o declive do relevo é mínimo, o fluxo maior das águas que descem para o Pantanal supera a capacidade de escoamento do rio Paraguai, eixo fluvial que atravessa a planície de norte a sul, ocasionando, então, as grandes enchentes que transformam toda a planície numa enorme área alagada (vem daí o nome "pantanal"). Passado o verão, com a estiagem do inverno, o rio retorna ao seu leito normal, e o Pantanal transforma-se então numa enorme área plana, coberta de campos, como uma planície comum. 27) Planície da Lagoa dos Patos e Mirim - ocupa quase a totalidade do litoral gaúcho, expandindo-se na porção mais meridional até o território do Uruguai. A originalidade dessa planície está em sua formação dominantemente marinha e lacustres, com mínima participação da deposição de origem fluvial. 28) Planícies e Tabuleiros Litorâneos - correspondem a inúmeras porções do litoral brasileiro e quase sempre ocupam áreas muito pequenas. Geralmente localizam se na foz de rios que deságuam no mar, especialmente daqueles de menor porte. Apresentam-se muito largas no litoral norte e quase desaparecem no litoral sudeste. E em trechos do litoral nordestino, essas pequenas planícies apresentam-se intercaladas com áreas de maior elevação as barreiras-, também de origem sedimentar.