3 tectónica de placas

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3 tectónica de placas

  1. 1. TECTÓNICA DE PLACAS MARGARIDA BARBOSA TEIXEIRA
  2. 2. Deriva dos Continentes
  3. 3. Deriva dos ContinentesA Hipótese da Deriva dos Continentes foi escrita por Alfred Wegener (1912).Os continentes, ao longo do tempo geológico, têm sofrido movimento, ocupandoposições variadas: O continente único – Pangeia - dividiu-se em dois grandes continentes Laurásia no norte Gondwana no sul Laurásia e Gondwana continuaram então a fraturar-se, ao longo dos tempos, dando origem aos vários continentes que existem hoje. Estes continentes foram mudando de posição e passando por várias zonas climáticas.
  4. 4. Argumentos a favor daHipótese da Deriva dos ContinentesGeográficos e Geológicos Existe complementaridade da linha de costa de dois continentes atualmente separados: América do Sul e África. A cor roxa representa estruturas geológicas e rochas tipo perfeitamente idênticas. Existe uma continuidade, nos dois continentes, quer ao nível geográfico quer geológico. América do Sul e África já estiveram juntos
  5. 5. Argumentos a favor daHipótese da Deriva dos ContinentesPaleontológicos Existem fósseis de seres vivos da mesma espécie em continentes que atualmente estão separados. A existência de grandes oceanos a separar estes continentes tornaria impossível a deslocação destes seres de um continente para os outros. Os seres destas espécies viveram juntos Os continentes já estiveram todos ligados
  6. 6. Argumentos a favor daHipótese da Deriva dos ContinentesPaleoclimáticos Distribuição dos depósitos glaciários Distribuição dos depósitos com cerca de 300M.a. glaciários na Pangeia Existem vestígios de glaciares em regiões hoje tropicais. Estas regiões já estiveram em zonas de climas frios. Estas regiões já ocuparam outras posições geográficas.
  7. 7. Deriva dos ContinentesWegener através de argumentos geográficos, geológicos, paleontológicos epaleoclimáticos provou que os continentes foram mudando de posição.No entanto, Wegener não soube responder à pergunta mais importantelevantada pelos seus críticos: que tipo de forças podia ser tão forte para mover massas de rocha contínua tão grandes ao longo de tais distâncias? A hipótese da deriva dos continentes não foi aceite pela comunidade científica
  8. 8. Deriva dos ContinentesApós a morte de Wegener novas revelações surgiram com a pesquisa dos fundosoceânicos: topografia dos fundos oceânicos – planícies abissais, dorsais, riftes e fossas; constituição da crosta oceânica - basaltos; origem dos basaltos - resultam da solidificação dos materiais, provenientes do manto, expelidos pelo rifte. idade dos basaltos - são mais jovens junto ao rifte e tanto mais antigos quanto mais se afastam dele;As novas evidências a partir da exploração dos fundos oceânicos, bem comooutros estudos geológicos e geofísicos reacenderam o interesse pela teoria deWegener, conduzindo finalmente ao desenvolvimento da Teoria da Tectónicade Placas (1968).
  9. 9. A face da TerraÁreas Continentais 36% da superfície (29% emersos; 7% imersos) 20 a 70 Km de espessura Algumas rochas têm datação radiométrica de cerca de 3900 M.a.
  10. 10. A face da TerraÁreas ContinentaisEscudos - Zonas relativamente planas com rochas muito antigas, intensamentedeformadas e metamorfizadas.Plataformas - Zonas dos escudos que não afloram porque estão cobertas por sedimentosde origem marinha, depositados no decurso de subida do nível das águas do mar.Cinturas orogénicas - Cadeias de montanhas ao longo das margens continentaisresultantes da convergência de placas tectónicas
  11. 11. A face da TerraÁreas Continentais
  12. 12. A face da TerraÁreas Continentais
  13. 13. A face da TerraÁreas Continentais
  14. 14. A face da TerraÁreas Continentais Aspetos Principais característicasmorfológicos  Zonas relativamente planas, não ultrapassando as poucas centenas de Escudos metros acima do nível do mar.  Rochas muito antigas (sedimentares e magmáticas) intensamente deformadas e metamorfizadas. A intensa erosão terá permitido que as rochas geradas em profundidade se encontrem atualmente à superfície.Plataformas  Zonas dos escudos que não afloram porque estão cobertas por sedimentos. Estes sedimentos são de origem marinha, tendo sido depositados no decurso de fases de subida do nível das águas do mar. Cadeias de  Ocorrem ao longo das margens continentais e resultam da montanhas convergência de placas tectónicas, como os Andes e os Himalaias. (cinturas Áreas extensas, cujas rochas se encontram intensamente orogénicas deformadas e metamorfizadas. recentes)  Frequentemente apresentam rochas magmáticas resultantes da fusão de material na zona de choque entre placas.
  15. 15. A face da TerraÁreas Oceânicas As áreas oceânicas englobam: • um domínio continental  plataforma continental e talude continental; • um domínio oceânico  planícies abissais e dorsais oceânicas A crosta oceânica não ultrapassa os 200 M. a.
  16. 16. A face da TerraÁreas Oceânicas
  17. 17. A face da TerraÁreas Oceânicas
  18. 18. A face da TerraÁreas Oceânicas
  19. 19. A face da TerraFundos Oceânicos Aspetos Principais característicasmorfológicos  Zona ligeiramente inclinada que não ultrapassa os 200 m de profundidade.Plataforma Encontra-se coberta por sedimentos provenientes da erosão de rochascontinental continentais. Talude  Zona limite entre a crosta continental e a crosta oceânica.continental  Zona de forte declive que pode atingir os 2500 m de profundidade. Planície  Vasta área aplanada, localizada entre os 2500 m e os 6000 m. Por vezes, abissal alberga picos isolados de vulcões submarinos, que podem atingir a superfície da água, originando ilhas vulcânicas. Fossa  Depressões que atingem grandes profundidades paralelas aos taludes oceânica continentais ou situadas em pleno oceano como acontece no Pacífico.  Situam-se na parte média ou nos bordos dos oceanos. Elevam-se a 3000 m Dorsal ou acima dos fundos das bacias e estendem-se por uma largura de cerca de crista 1000 m. oceânica  Neste relevo existe um vale – rifte - por onde ascende magma basáltico proveniente do manto. Ao consolidar este magma origina nova crosta oceânica.  As dorsais são cortadas por falhas transversais.
  20. 20. Tectónica de Placas
  21. 21. Tectónica de Placas A Teoria da Tectónica de Placas, considera que: a litosfera, camada rígida exterior da Terra, com espessura aproximada de 100Km, é constituída por crusta (continental ou oceânica) e uma pequena parte do manto; a litosfera encontra-se dividida formando um mosaico de placas (placas tectónicas ou litosféricas) de várias dimensões; as placas litosféricas estão assentes sobre a astenosfera; a astenosfera é uma camada do manto, sólida, mas plástica e moldável; as placas litosféricas encontram-se em constante movimento e modificam-se ao longo do tempo. os limites das placas litosféricas são os elementos estruturais mais significativos da Terra, refletindo o dinamismo interno do planeta.
  22. 22. Tectónica de Placas O calor acumulado no interior da Terra aquece as camadas do manto; A base da astenosfera é mais quente que o topo; O material mais quente (menos denso) da base da astenosfera ascende – correntes de convecção térmica ascendentes; O material ao atingir o topo da astenosfera (junto à litosfera) vai arrefecendo e, ao ficar mais denso, desce, mergulhando no manto – correntes de convecção térmica descendentes; As placas litosféricas, assentes na astenosfera, são transportadas por arrastamento. Na astenosfera existem correntes de convecção térmica responsáveis pelo movimento das placas litosféricas. Os continentes, inseridos nas placas tectónicas, movimentam-se horizontalmente sobre a astenosfera.
  23. 23. Tectónica de Placas Movimento das placas tectónicas ao longo do tempo Planisfério possível daqui a 50 M.a.
  24. 24. Placas Tectónicas
  25. 25. Placas Tectónicas
  26. 26. Placas Tectónicas
  27. 27. Tectónica de PlacasOrigem e Destruição das Placas Tectónicas As placas tectónicas são: originadas nos riftes das dorsais ou cristas oceânicas; destruídas nas fossas oceânicas, formando-se zonas de subducção.
  28. 28. Tectónica de PlacasOrigem e Destruição das Placas Tectónicas
  29. 29. Tectónica de PlacasOrigem e Destruição das Placas Tectónicas
  30. 30. Limites de PlacasForças compressivas Forças distensivas Forças de cisalhamentoLimite Convergentes Limite divergente Limite conservativo
  31. 31. Limites de Placas Limite Forças Placa Atividade Vulcânica Divergente Distensivas Construção Sísmica Vulcânica Convergente Compressivas Destruição Sísmica Sísmica Conservativo Cisalhamento ----------
  32. 32. Limites Divergentes Formação de um oceano Resulta da ação de forças distensivas.
  33. 33. Limites Divergentes Formação de um oceano A acumulação de calor causa a dilatação do material e consequentemente o abaulamento da litosfera. As forças de tensão fraturam a litosfera e iniciam o movimento divergente. O magma infiltra-se em fissuras, originando vulcanismo continental.
  34. 34. Limites Divergentes Formação de um oceano A continuação da ação das tensões produz um estiramento da litosfera e consequente colapso, produzindo um vale – rifte continental. Ao longo das fraturas ocorre derramamento de lava.
  35. 35. Limites Divergentes Formação de um oceano O Grande Rifte Africano na África Oriental encontra-se nesta fase. Ao norte do lago Malawi o rifte divide-se em dois ramos. Podem observar-se, na figura, vales profundos e largos, grandes lagos como o Tanganyika e grandes vulcões (assinalados na figura por pontos verdes) como o Kilimanjaro.
  36. 36. Limites Divergentes Formação de um oceano Com o aumento do estiramento, a fratura afunda abaixo do nível do mar e as águas marinhas invadem o vale. Duas porções de litosfera continental separam-se e afastam-se gradualmente uma da outra. O vulcanismo submarino forma, de ambos os lados de uma dorsal oceânica embrionária, o primeiro piso oceânico constituído por basalto - crosta oceânica. O Mar Vermelho, ao norte do Grande Rifte Africano, encontra-se nesta fase.
  37. 37. Limites Divergentes Formação de um oceano O aumento dos fundos oceânicos gera o alargamento do mar levando à formação de um oceano do tipo do Oceano Atlântico, com a dorsal e as planícies abissais bem individualizadas.
  38. 38. Limites Divergentes Formação do Oceano Atlântico
  39. 39. Limites Convergentes Resultam da ação de forças compressivas.
  40. 40. Limites Convergentes Convergência entre duas placas oceânicas A placa mais densa, normalmente a mais antiga, desce sobre a outra, formando uma zona de subducção. Ocorre a fusão parcial da placa litosférica. O magma resultante, como é menos denso que o material da astenosfera, sobe. Parte do magma é expelido originando vulcões, sob a forma de uma série de ilhas vulcânicas (arco insular).
  41. 41. Limites Convergentes Convergência entre duas placas oceânicas Esta situação ocorre no Pacífico Oeste, na Fossa das Marianas, com o seu arco insular
  42. 42. Limites Convergentes Convergência entre uma placa oceânica e uma placa continental A placa oceânica como é mais densa afunda sob a placa continental, originando uma fossa oceânica. Os basaltos da placa oceânica entram em fusão. Parte do magma ascende e forma uma cadeia de vulcões sobre o continente. As margens continentais enrugam formando-se uma cadeia montanhosa Ex: cordilheira dos Andes na América do Sul.
  43. 43. Limites Convergentes Convergência entre duas placas continentais O espaço oceânico reduz-se à medida que as duas placas se aproximam. Os sedimentos marinhos acumulam-se. Quando as duas placas colidem, como a litosfera continental é muito menos densa que a astenosfera, nenhuma das placas afunda. As duas placas ao chocar sofrem uma forte compressão e enrugam; os sedimentos são comprimidos e elevam-se; estes dois factos associados levam à formação de uma cadeia de montanhas. Ex. Himalaias.
  44. 44. Limites Conservativos Limites das Placas do Pacífico e da América do Norte Falha de Santo André
  45. 45. Limites Conservativos Falhas Transformantes Os riftes são cortados transversalmente por falhas transformantes. As falhas transformantes formam-se devido a forças de cisalhamento. Ocorre atividade sísmica.
  46. 46. Limites Conservativos Resultam da ação de forças paralelas de sentidos opostos (forças de cisalhamento). Correspondem a grandes fraturas que atravessam toda a espessura da placa litosférica. Geram o movimento lateral das placas. Ocorre atividade sísmica. Não ocorre construção nem destruição de placa. Ex: A falha de Santo André na Califórnia e as falhas transformantes dos riftes.
  47. 47. Limites de PlacasConvergente (ação de forças compressivas)
  48. 48. Limites de Placas Divergente (ação de forças distensivas) Conservativo (ação de forças de cisalhamento)

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