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Capítulo 1
O CRESCIMENTO
E A DISTRIBUIÇÃO
DA POPULAÇÃO BRASILEIRA
O Brasil chega ao ano 2000 com um pouco mais de
166 milhões de habitantes, conforme estimativa do
IBGE. A população continua a crescer em uma velo-
cidade menor e é maior o número de idosos. A queda
de natalidade é uma das principais causas.
A diminuição do crescimento da população a partir
dos anos 60 deve-se basicamente a uma queda acele-
rada na taxa de fecundidade, ou seja, as mulheres
passam a ter cada vez menos filhos. Co o avanço da
urbanização e o esgotamento da economia rural fami-
liar de subsistência, os filhos deixam de ser mão-de-
obra para o trabalho no campo e passam a ser a razão
de gastos cada vez maiores. Além disso, têm um aces-
so cada vez maior a métodos contraceptivos.
Isso se reflete na taxa de fecundidade e, a partir dos
anos 70, as mulheres das classes média e alta urba-
nas passam ater um menor número de filhos por
casal. Durante os anos 80 essa diminuição se gene-
raliza entre famílias de menor renda no meio urbano
e entre as de renda mais alta e no meio rural. O grau
de escolarização da mulher também contribui para a
opção de reduzir o número de filhos.
Fecundidade TAXA POR REGIÃO
Regiões 1970 1980 1990 1996
Norte 6,7 5,5 4,0 2,8(*)
Nordeste 6,9 5,8 4,0 2,9
Sudeste 4,4 3,2 2,4 2,0
Sul 5,2 3,4 2,3 2,1
Centro-Oeste 5,9 4,2 2,9 2,3
Total 5,4 4,0 2,7 2,3
(*)
Não inclui a população da área rural de Rondônia, Acre,
Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.
Fonte: Tendências Demográficas: Uma Análise a partir dos
Resultados do Censo Demográfico de 1991 e Indicadores
Sociais Mínimos - IBGE
A proporção de mulheres chefes de família aumenta
a cada ano. De acordo com o IBGE, elas chefiam 26%
das famílias em 1999. Esse aumento do número de
famílias lideradas por mulheres é um fenômeno mais
urbano, decorrente da separação de casais. Com a
ruptura do casamento, quase sempre a mulher se
encarrega da guarda dos filhos e passa a dirigir a
família. Também o fato das mulheres viverem mais
tempo contribui para que um grande número delas
assuma a família quando se tornam viúvas.
Observamos que o crescimento vegetativo ou natu-
ral corresponde à diferença entre as taxas de natali-
dade e de mortalidade. No Brasil, embora essas duas
taxas tenham declinado no período de 1940-1960,
foi somente a partir da década de 60 que o cresci-
mento vegetativo passou a diminuir.
Podemos notar, que a taxa de mortalidade apresen-
ta uma queda maior que a verificada na taxa de nata-
lidade, no entanto, o crescimento vegetativo aumen-
ta. Para que ele diminua, a queda da natalidade tem
de ser mais acentuada que a de mortalidade. Logo
após a Segunda Guerra Mundial, em todos os paí-
ses, houve uma queda brutal nas taxas de mortali-
dade, graças aos progressos obtidos na medicina
durante o conflito. A taxa de crescimento vegetativo,
portanto, aumentou significativamente. A partir da
década de 60, com a urbanização acelerada no Brasil,
a taxa de natalidade passou a cair de forma mais
acentuada que a taxa de mortalidade. Conseqüente-
mente, o crescimento vegetativo começou a diminuir,
embora ainda apresentasse valores muitos altos, tí-
picos de países subdesenvolvidos.
O CRESCIMENTO POPULACIONAL
(taxas médias anuais)
A Transição demográfica
A expressão transição demográfica designa as alte-
rações no comportamento da curva demográfica em
curso no Brasil. Ela se refere a uma transição entre
duas situações de crescimento demográfico relativa-
mente reduzido: a primeira, resultado de altas taxas
de mortalidade e de natalidade; a segunda, resulta-
do da diminuição da mortalidade e natalidade. Du-
rante a fase de transição, registra-se um crescimen-
to demográfico acelerado.
Nos países desenvolvidos, a transição demográfica
completou-se nas primeiras décadas do século XX.
Hoje, as taxas e incrementos demográficos vigentes
nesses países são bastante reduzidos. Nos países
subdesenvolvidos, a transição demográfica só estará
terminada nas primeiras décadas do próximo século,
mas grande parte deles já exibe uma redução signifi-
cativa nas taxas de natalidade e, e, conseqüência,
do crescimento demográfico. O caso brasileiro ilus-
tra com exatidão esse fenômeno.
Apesar disso, o mito da explosão demográfica segue
presente no discurso de muitos políticos e planeja-
dores e na opinião pública em geral. Mais de vinte
anos de publicidade sobre essa “ameaça” continuam
assustando muita gente.
ESQUEMA TEÓRICO DA
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
A esperança ou expectativa de vida ao nascer e a
taxa de mortalidade infantil são importantes indica-
dores da qualidade de vida da população de um país.
2,39
2,99
2,8
2,48
1,99
0
1
2
3
2
Analisando os dados da tabela a seguir, verificamos
que, principalmente na região Nordeste, os indica-
dores brasileiros são parecidos com os de países afri-
canos, enquanto nas regiões Sul e Sudeste as taxas
podem ser comparadas às de países desenvolvidos.
Lembre-se de que esses indicadores correspondem
a uma média e, portanto, não apresentam as gran-
des variações existentes entre as classes sociais de
cada região.
Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres Total
Norte 67,35 63,82 71,01 53,20 60,30 45,80
Nordeste 64,22 60,84 67,74 98,20 95,60 80,60
Sudeste 67,53 63,58 71,66 30,00 37,00 22,80
Sul 68,68 65,00 72,51 26,70 33,60 19,60
Centro-Oeste 67,80 84,30 71,45 33,00 40,00 25,60
Brasil 65,62 62,28 59,09 49,70 56,80 42,30
(Anuário estatístico do Brasil 1995)
Na distribuição populacional do Brasil, notamos que
a região que ainda concentra maior população é a re-
gião Sudeste, acompanhada da região Nordeste. En-
tretanto, as regiões Centro-Oeste e Norte são as que
apresentam o menor número de população absoluta.
POPULAÇÃO DISTRIBUIÇÃO POR REGIÃO
1998*
1999**
Norte 7.592.118 12.133.705
Nordeste 45.924.812 46.289.042
Centro-Oeste 11.048.474 11.220.747
Sudeste 69.174.339 69.858.115
Sul 24.223.412 24.445.950
Brasil 158.232.252 163.947.554
* Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar
(não inclui a população rural de RO, AC, AM, RR, PA, AP)
** Estimativa do IBGE
Sabemos que a expansão econômica pode ampliar o
processo de urbanização e, conseqüentemente, de-
sacelerar o crescimento populacional do país. As re-
giões Centro-Oeste e Norte foram as que mais apre-
sentaram desenvolvimento de crescimento vegetativo
percentual, em função dos fortes deslocamentos mi-
gratórios para essas áreas, iniciados nos anos 70
com as frentes pioneiras agrícolas.
CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO
BRASILEIRA – 1940/2000
ANO POPULAÇÃO RESIDENTE
TAXA GEOMÉTRICA ANUAL
DE CRESCIMENTO
1940* 41.236.315 -
1950* 51.944.397 2,39
1960 70.070.457 2,99
1970 93.139.037 2,89
1980 119.002.706 2,48
1991 146.825.475 1,93
2000 169.799.170 1,64
Fonte: Censo Demográfico 2000
* População presente – conta também as pessoas que não residem
naquele lugar, mas que estavam presentes no momento da pesquisa.
Ao processo de crescimento do numero de idosos e
diminuição do número de crianças e de adolescentes
dá-se o nome de envelhecimento populacional. Esse
processo também vem atingindo o Brasil, nos últi-
mos anos.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. (CN) No Brasil, o índice de natalidade tem acusa-
do uma sensível redução depois dos anos 70. Pas-
sou de 44%, na década de 50, para 26%, em 1990.
Essa significativa redução deve ser explicada por di-
versas causas, EXCETO:
a) O fenômeno da urbanização e o retardamento dos
casamentos.
b) As intensas migrações internas.
c) O maior uso métodos anticonceptivos.
d) Uma maior participação feminina no mercado de
trabalho.
e) A grande emigração brasileira.
2. (CN) Sobre o Brasil e as condições de sua popula-
ção, é possível afirmar que:
I – o PNB nacional coloca o Brasil como uma das
últimas economias do mundo.
II – o baixo consumo da sociedade brasileira deve-se
à renda per capta nacional, uma das mais baixas do
mundo.
III – o ritmo de crescimento da população brasileira
está se reduzindo, tendo entre suas causas, o in-
tensivo processo de urbanização que ocorre no país.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente a afirmativa I é verdadeira.
b) Somente a afirmativa II é verdadeira.
c) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras
d) Somente a afirmativa III é verdadeira.
e) As afirmativas I, II e III são verdadeiras.
3. (ESA) Reconhecemos como espaço tipicamente
“anecumênico” (desfavorável à ocupação normal pelo
homem), pertencente ao território brasileiro, o(a):
a) Pantanal Mato-grossense.
b) Campanha Gaúcha.
c) Vale do Jequitinhonha.
d) Rochedos de São Pedro e São Paulo.
e) Sertão Nordestino.
4. (ESA) Uma tendência relacionada à dinâmica da
população brasileira, registrada no Censo de 1980 e
confirmada pelas informações do Censo de 1991, é
o(a):
a) Predomínio da população rural sobre a urbana.
b) Aumento da taxa de mortalidade.
c) Melhor distribuição de renda nacional.
d) Aumento da taxa de natalidade.
e) Queda da taxa de natalidade.
5. (CESGRANRIO) Ao afirmar que “o superpovoamento
é sempre relativo” queremos dizer que:
a) Tal noção aplica-se, apenas, a espaços onde há
atividade industrial;
GRANDES
REGIÕES
TAXADEMORTALIDADE
INFANTIL
(%) 1990
ESPERANÇADEVIDA
AO NASCER
(ANOS) 1990
3
b) O tamanho da população e do território são deter-
minantes para se definir se uma área é ou não su-
perpovoada;
c) Áreas com fracas densidades de população não po-
dem ser consideradas superpovoadas
d) As áreas urbanizadas, por possuírem fortes con-
tingentes populacionais, sempre são consideradas
superpovoadas;
e) Uma área que possua características ou superpo-
voamento sempre manterá estas características.
6. (UGF/RJ) “Os países subdesenvolvidos apresen-
tam uma população jovem e numerosa, resultante
das elevadas taxas de natalidade. Essa situação exi-
ge grandes investimentos no campo social e uma re-
dução de investimentos nos setores econômicos.
Portanto o crescimento populacional é responsável
pelo subdesenvolvimento.”
A teoria demográfica relacionada no texto acima é:
a) Reformista.
b) Neomalthusiana.
c) Marxista.
d) Malthusiana.
e) Progressista.
7. (MACKENZIE/SP) Assinale a alternativa INCOR-
RETA sobre a população brasileira.
a) A partir da década de 1970, a taxa de fecundidade
tem apresentado constante declínio, com conseqüen-
tes reflexos nas taxas de natalidade e de crescimen-
to vegetativo.
b) Desde a década de 1950, a taxa de mortalidade
tem decrescido e hoje é semelhante às verificadas
nos países desenvolvidos.
c) Com o declínio da taxa de natalidade e o aumento
da expectativa de vida, a pirâmide de idades tem se
transformado com o estreitamento da base e o alon-
gamento do topo.
d) Desde a década de 1950, verifica-se o aumento da
população urbana, com reflexos na distribuição da
população ativa que, hoje, apresenta maior concen-
tração no setor terciário.
e) A descentralização das atividades econômicas re-
verteu a tendência de concentração da população na
faixa litorânea, atualmente, distribuída de forma
homogênea por todo o território.
8. (ENEM) Os dados da tabela mostram a tendência
de distribuição, no Brasil, do número de filhos por
mulher.
Evolução das Taxas de Fecundidade
Época Número de filhos por mulher
Século XIX 7
1960 6,2
1980 4,01
1991 2,9
1996 2,32
Fonte: IBGE, contagem da população de 1996.
Dentre as alternativas, a que melhor explica essa
tendência é:
a) Eficiência da política demográfica oficial por meio
de campanhas publicitárias.
b) Introdução de legislações específicas que desesti-
mulam casamentos precoces.
c) Mudança na legislação que normaliza as relações
de trabalho, suspendendo incentivos para trabalha-
doras com mais de dois filhos.
d) Aumento significativo de esterilidade decorrente
de fatores ambientais.
e) Maior esclarecimento da população e maior parti-
cipação feminina no mercado de trabalho.
9. (UFJF) O censo demográfico que será realizado no
ano 2000 deverá trazer novas informações a respeito
do perfil da população brasileira.
Podemos considerar como objetivos de um censo
demográfico EXCETO:
a) O número total de habitantes e sua distribuição
no território;
b) A distribuição de habitantes por número de vagas
nas escolas públicas;
c) As características dos domicílios;
d) O processo migratório e a ocupação da população.
10. (FUVEST) No Brasil, os temas “crescimento po-
pulacional” e “exclusão social” aparecem, muitas
vezes, vinculados às discussões sobre o crescimen-
to urbano. Considerando as associações menciona-
das, assinale a alternativa correta.
a) As altas de crescimento populacional, decorren-
tes da industrialização, produzem a exclusão social
nas grandes cidades.
b) As altas taxas de crescimento vegetativo nas gran-
des cidades produzem crise na habitação, sendo res-
ponsáveis pela existência dos “sem-teto”.
c) O alto índice de crescimento demográfico e os bai-
xos investimentos privados em infra-estrutura ur-
bana geram, uma população socialmente excluída.
d) A macrocefalia urbana, decorrente da superpopu-
lação e da ampliação da megalópole, gera uma popu-
lação socialmente excluída.
e) As altas taxas de crescimento populacional nas
grandes cidades e a má distribuição de renda condu-
zem à exclusão social.
11. (PUC/RJ) A população brasileira cresceu 7% en-
tre o Censo de 1991 e as estimativas de 1996, atin-
gindo 157 milhões de habitantes. A taxa de cresci-
mento anual foi de 1,38%, a mais baixa já registrada
no país. Essas tendências vão provocar mudanças
significativas no perfil da população brasileira.
Assinale a alternativa que indica uma dessas mudanças:
a) Aumento percentual da população jovem;
b) Diminuição do contingente de jovens e velhos;
c) Diminuição da população potencialmente produtiva;
d) Aumento, em números absolutos, do contingente
com mais de 65 anos;
e) Manutenção da composição da população por fai-
xas de idade.
12. (CESGRANRIO) Quando se fala da primeira re-
gião brasileira a ser densamente povoada organizada
em torno dos pólos canavieiro e algodoeiro, e con-
4
siderada atualmente a segunda mais populosa do
país, está se fazendo referência à região:
a) Sul; b) Sudoeste; c) Centro-Oeste;
d) Nordeste; e) Norte.
EXERCÍCOS PROPOSTOS
1. (VN) A variação do crescimento vegetativo brasi-
leiro, no presente século, é fruto de uma série de
mudanças estruturais ocorridas no país. Assim sen-
do, assinale a única alternativa INCORRETA que faz
jus a esta realidade.
a) No início deste período, o crescimento natural era
mais reduzido, uma vez que tanto as taxas de nata-
lidade quanto as de mortalidade eram elevadas.
b) No período de 1940-1960 verificamos um sensível
aumento no crescimento populacional, já que taxas
de mortalidade passaram a declinar numa velocida-
de maior que as taxas de natalidade.
c) Atualmente presenciamos um crescimento demo-
gráfico em franco processo de expansão resultado tanto
das melhorias higiênico-sanitárias, verificadas espe-
cialmente nos centros urbanos, como na erradicação
de um número cada vez maior de doenças endêmicas.
d) A urbanização é um fator fundamental para en-
tendermos melhor o declínio das taxas de crescimen-
to populacional a partir de 1960.
e) Entre 1945-60 observou-se um incremento nas
taxas de crescimento natural, uma vez que o desen-
volvimento dos setores secundário e terciário con-
tribuíram decisivamente para a diminuição junto às
taxas de mortalidade, principalmente a dita infantil.
2. (CESGRANRIO) ESTIMATIVA 1990
Como pode ser verificar no mapa acima, a distribui-
ção da população brasileira pelo espaço geográfico
permite afirmar que:
I – a grande maioria da população brasileira ainda se
encontra no antigo limite de Tordesilhas.
II – mais de 1/3 do país, apesar doas 150 milhões de
habitantes, ainda é quase um “vazio demográfico”.
III – o sul e sudeste da Região Centro-Oeste se in-
corporam rapidamente à faixa de maior concentração
demográfica.
IV – Rondônia e a calha este do vale do Amazonas
estão em processo de ocupação.
V – uma área a oeste do vale do São Francisco ainda
se apresenta com densidades muito baixas.
As afirmativas corretas são:
a) Somente I, II e III.
b) Somente II, III e IV.
c) Somente II, III e V.
d) Somente I III, IV e V.
e) I, II, III, IV e V.
3. (PUC/RS)
Pela interpretação do gráfico, conclui-se que:
a) No período entre 1872 a 1990, o planejamento fa-
miliar possibilitou ao país um pequeno crescimento
demográfico.
b) O aumento populacional, a partir de 1950, é con-
seqüência da diminuição da mortalidade, em função
dos avanços médico-sanitários.
c) O desaceleramento do aumento da população na
década de 90 do século XX mostra que o país conse-
guiu entrar na segunda fase de crescimento mundial
da população, atingida pelos países não desenvolvi-
dos industrializados.
d) Até 1950, o Brasil, permaneceu em equilíbrio po-
pulacional, pois não tinha recebido contingentes
imigratórios.
e) O Brasil é um país populoso, conseqüentemente
povoado.
4. (Especex) O crescimento populacional nas diver-
sas regiões do mundo obedece basicamente a fases.
Uma dessas fases mais conhecida como “segunda
fase do ciclo demográfico”, caracteriza-se por um ele-
vado crescimento demográfico, provocando em algu-
mas regiões subdesenvolvidas, a chamada “EXPLO-
SÃO DEMOGRÁFICA”.
Essa fase de grande crescimento demográfico nor-
malmente é causado pelo(a):
a) Redução significativa da taxa de mortalidade
5
b) Aumento expressivo da natalidade.
c) Imigração.
d) Conjugação da e alta mortalidade com alta natali-
dade.
e) Emigração.
5. (ENEM-2001) Ao longo do século XX, a taxa de vari-
ação na população do Brasil foi sempre positiva (cres-
cimento). Essa taxa leva em consideração o número de
nascimentos (N), o número de mortes (M), o de emi-
grantes (E) e o de imigrantes (I) por unidade de tempo.
É correto afirmar que, no século XX:
a) M > I + E + N
b) N + I > M + E
c) N + E < M + I
d) M + N < E + I
e) N < M – I + E
6. (CESGRANRIO)
Observando-se o quadro acima, conclui-se que a ex-
pectativa de vida do brasileiro, ao nascer, vem au-
mentando a partir da década de 90. O declínio das
taxas de fecundidade e de natalidade, combinado com
a queda das taxas de mortalidade, explica a tendên-
cia deste quadro, que, junto com o crescimento do
número de idosos, vem elevar a expectativa média
de vida. Com esta estrutura estaria vigente, configu-
ram-se alterações no perfil da população.
Um dos reflexos deste fato na sociedade brasileira é o(a):
a) Aumento dos encargos econômicos e a necessida-
de de uma política social voltada para a nova realida-
de do país.
b) Crescente emprego do trabalho infantil, face à ex-
cessiva oferta de mão-de-obra, tal como ocorreu no
período imediatamente posterior à Revolução Indus-
trial inglesa.
c) Crescente ingresso da mulher no mercado formal
do país, elevando os padrões demográficos típicos de
países de trabalho, resultando numa melhoria da
qualidade de vida deste segmento da população.
d) Maior atuação da igreja, na tentativa de estimular o
controle de natalidade por meios naturais, como expli-
citam as encíclicas Rerum Novarum e Humanae Vitae.
e) Transformação das estruturas socioeconômicas do
com grande mobilidade espacial.
7. (Vassouras) No fim do ano passado, a população do
estado do Rio de Janeiro atingiu um total de 14,3 mi-
lhões de habitantes. Supondo-se que neste mesmo
ano tenha havido 220 mil nascidos vivos e 130 mil
óbitos, qual foi a taxa de crescimento natural?
a) 2,44% b) 1,54% c) 0,90%
d) 0,63% e) 0,36%
8. (UFPI) O conceito de crescimento natural, ou ve-
getativo, é a diferença entre:
a) Os índices de natalidade e os de vida média.
b) As taxas de emigração e de imigração.
c) As taxas de natalidade e as de mortalidade.
d) As taxas de mortalidade geral e mortalidade infantil.
e) O número de nascimentos e o número de imigrantes.
9. (UFMG) O Censo Demográfico do Brasil de 2000,
entre outras conclusões, confirmou alguns compor-
tamentos da população de Minas Gerais, já eviden-
ciados anteriormente.
Esses comportamentos estão corretamente expres-
sos em todas as alternativas, EXCETO em
a) Manutenção das taxas de crescimento da popula-
ção masculina superior ao da feminina nas áreas
urbanas.
b) Maiores taxas de crescimento populacional no
estado registradas em alguns municípios da Região
Metropolitana de Belo Horizonte.
c) Variação negativa de crescimento de população ru-
ral revelada desde o Censo de 1970.
d) Taxas de crescimento demográfico dos municípios
do interior maiores que as do município da Capital.
10. (PUC) A população brasileira modificou, ao longo
do século XX, seus comportamentos demográficos,
como mostra o gráfico:
EVOLUÇÃO DO CRESCIMENTO VEGETATIVO NO BRASIL
Sobre estas mudanças, avalie as afirmativas a se-
guir:
I - Nas primeiras décadas do século XX, as princi-
pais cidades brasileiras passaram por um processo
de higienização com a utilização de vacinas, criação
de rede de esgotos e fornecimento de água potável, o
que iniciou um processo de redução das taxas de
mortalidade.
6
II - Em meados do século XX ocorreu uma redistri-
buição espacial da população com a aceleração de
urbanização o que acarretou a redução das taxas de
natalidade.
III - A partir da década de 70, os investimentos em
infra-estrutura territorial possibilitaram aos meios
de comunicação difundir novos padrões de compor-
tamento para parcelas maiores da população o que
contribui para uma maior redução nas taxas de fe-
cundidade.
IV - A partir da crise da década de 80, as políticas
governamentais de controle de natalidade permiti-
ram a queda do crescimento vegetativo e o ingresso
na fase mais avançada da transição demográfica.
Indique a opção que apresenta as afirmativas corre-
tas:
a) I e II; b) III e IV; c) I, II e III;
d) II, III e IV; e) I, II, III e IV.
EXERCÍCIOS PROPOSTOS II
1. (CN)
1960 1970 1980 1990
6,3% 5,8% 4,4% 3,1%
Analise a tabela acima, relativa às taxas de fecundi-
dade no Brasil, e assinale a alternativa que melhor a
interpreta.
a) Percebemos uma queda na taxa de fecundidade
nacional em função da melhor distribuição de ren-
da, associada a maior difusão de métodos anticon-
ceptivos.
b) A conjuntura sócio-econômica e o aumento da
participação feminina no mercado de trabalho, acar-
retado fundamentalmente pela urbanização, ajuda-
nos a compreender melhor a redução da taxa de fe-
cundidade.
c) Nos grandes centros urbanos, onde passou a con-
centrar-se a maioria da população após 1960, obser-
vamos maiores taxas de mortalidade, especialmente
infantil, o que justifica o declínio da taxa de fecundi-
dade no período demonstrado pela tabela.
d) A presente tabela não demonstra nada, pois com
os dados em questão não podemos fazer nenhuma
associação referente à diminuição da taxa de fecun-
didade e evolução sócio-econômica do país.
e) A população brasileira, após 1960, com a efetiva-
ção da industrialização, passou a apresentar condi-
ções sócio-econômicas bem melhores, o que acabou
acarretando um rápido envelhecimento da mesma e,
com isso, uma diminuição da sua capacidade de ge-
rar filhos.
2. (UFF/RJ) O Censo 2000 do IBGE registrou, con-
forme ilustra o gráfico a seguir, significativa redução
do número médio de pessoas na família em todo o
país.
NÚMERO MÉDIO DE PESSOAS NA FAMÍLIA
Fonte: Censo 2000 IBGE
Assinale a opção que apresenta considerações ade-
quadas acerca da redução quantitativa de componen-
tes da família brasileira.
a) A redução do número médio das famílias no país
está associada, sobretudo nas áreas de fronteira agrí-
cola, às péssimas condições sanitárias e à concen-
tração de terras que impedem o pleno desenvolvi-
mento das famílias.
b) As políticas demográficas natalistas nas duas úl-
timas décadas do século XX, implementadas pelo
governo federal, foram mal sucedidas, uma vez que o
Brasil apresenta queda no número médio de pesso-
as nas famílias em todo país.
c) A grande migração da população do campo para as
cidades, fenômeno característico da segunda metade
do século passado, é a principal responsável pela re-
dução das famílias em grande parte do país, sobretudo
nas periferias e nas favelas das grandes metrópoles.
d) A grande diferença do número de membros das
famílias rurais e urbanas resultou do baixo nível
cultural da população camponesa, incapaz de adotar
um planejamento familiar mais eficaz.
e) A adoção do modo de vida urbano, pelo campo,
implicando o estímulo ao consumo de bens, à utili-
zação de serviços e às práticas de lazer, bem como
as mudanças culturais nos relacionamentos inter-
pessoais, contribuíram para a redução do número de
pessoas nas famílias em todo país.
3. (Vassouras/RJ) Na tabela, encontram-se indica-
dores demográficos de três hipotéticos países:
País
Taxa de Taxa de Saldo
natalidade mortalidade migratório
1 1,3% 0,8% -0,9%
2 0,7% 0,7% -1,3%
3 0,5% 0,7% +1,2%
É correto afirmar que:
a) O país 1 apresenta crescimento populacional po-
sitivo apesar da forte emigração
b) No país 2 o crescimento populacional é pratica-
mente igual a zero, havendo a necessidade de fo-
mento à imigração.
c) No país 3 há crescimento populacional, pois o sal-
do migratório positivo compensa o crescimento vege-
tativo negativo.
d) No país 2 o crescimento populacional acompanha
o crescimento vegetativo que é negativo.
0
1
2
3
4
5
Total Urbana Rural
1991
2000
3,9
3,5 3,4
4,0
4,4
3,8
7
e) No país 3 o saldo migratório não consegue com-
pensar o crescimento vegetativo negativo.
4. (UNI-BH/MG) O surto sem precedentes históricos
que se iniciou na Europa com a era industrial espan-
tou muitos estudiosos do assunto. Em 1798, o pas-
tor da Igreja Anglicana Thomas Robert Malthus for-
mulou uma teoria bastante alarmista sobre a questão
demográfica, influenciando, de forma significativa, os
estudos de muitos teóricos que a ele se seguiram.
De forma sintética, Malthus afirmava que:
a) A capacidade de produção de alimentos era limitada
e cresceria apenas em progressão aritimética, enquanto
a população cresceria em progressão geométrica.
b) O subdesenvolvimento é um fenômeno diretamen-
te relacionado ao crescimento populacional, visto que
se caracteriza por uma queda persistente da renda
per capta das populações.
c) Os excedentes demográficos resultam diretamen-
te da forma de organização da produção capitalista,
que se sustenta na formação de um amplo exército
de reserva de mão-de-obra.
d) A escassez de recursos naturais do planeta, as-
sim como o agravamento dos problemas ambientais,
está diretamente relacionado à pressão exercida pelo
crescimento demográfico.
5. (UFRN) Segundo a “Contagem Populacional de
1996” (IBGE-1997), tem acontecido, no curso dos úl-
timos anos, mudanças no crescimento populacional
das regiões geoeconômicas brasileiras.
No referido documento, o Centro-Sul e a Amazônia
apresentam as maiores taxas de crescimento popu-
lacional.
Isso se deve, respectivamente, a
a) Melhores condições de qualidade de vida e à dis-
tribuição das áreas indígenas.
b) Concentrações da prestação de serviços e a as-
pectos naturais.
c) Concentrações urbano-industriais e a migrações
internas.
d) Melhores condições técnico-científicas e à forma-
ção de tecnopolos.
6. (UFRURJ/RURAL) Em nenhum outro país foram as-
sim, contemporâneos e concomitantes, processos como a
desruralização, as migrações brutais desenraizadoras, a
urbanização galopante concentra-dora, a expansão do con-
sumo de massa, o crescimento econômico delirante, a con-
centração da mídia escrita, falada e televisionada, a de-
gradação das escolas, e o triunfo, ainda que superficial,
de uma filosofia de vida que privilegia os meios materiais
e se despreocupa com os aspectos finalistas da existên-
cia. E lugar do cidadão, formou-se um consumidor, que
aceita ser chamado de usuário. (Adap. De OLIVA, Jaime e
GIANSANTI, Roberto. Temas de geografia do Brasil. São
Paulo. Atual. 1999. p.19 e 20).
Com base no texto e na história da distribuição po-
pulacional brasileira, podemos concluir que
a) Houve violências na transferência da população
rural para as cidades
b) A população brasileira tornou-se predominante-
mente urbana em pouco tempo.
c) O crescimento econômico brasileiro resultou do
processo de urbanização
d) O êxodo rural e o crescimento econômico de que
trata o texto, não foram simultâneos.
e) A concentração da mídia determinou a degradação
das escolas
7. (UFPI) Com relação à dinâmica da população bra-
sileira, importantes transformações vêm ocorrendo
nos últimos 20 anos.
A esse respeito assinale a alternativa correta.
a) As taxas de natalidade vêm diminuído, porém as
taxas de mortalidade vêm apresentando aumento
substancial.
b) O crescimento vegetativo deixou de ser o elemen-
to principal do incremento demográfico devido ao in-
centivo à imigração.
c) As taxas de natalidade e mortalidade vêm diminu-
indo, proporcionando o aumento da esperança de vida
ou expectativa de vida dos brasileiros.
d) Existe pequena relação entre a diminuição dos
índices de mortalidade e o crescimento das taxas de
urbanização.
e) Os índices de expectativa de vida da população
são iguais para todas as regiões brasileiras e em to-
das as classes sociais.
8. (Souza Marques/RJ-2001)
Taxa de crescimento da população brasileira
Anos 50/60 Anos 70 Anos 80 Anos 90 2000
3% 2,5% 1,9% 1,4% 1,4%
Taxa de urbanização
Anos 60 Anos 70 Anos 80 Anos 90 2000
37% 47% 70,5% 76% 80%
Fonte IBGE, Censo 2000 – Dados preliminares.
Assinale a alternativa INCORRETA.
a) A urbanização aumentou no sentido inverso do
crescimento da população que vem registrando uma
queda em função da diminuição da natalidade
b) O aumento do crescimento populacional é acom-
panhado por um aumento da urbanização como con-
seqüência das contradições do processo de moderni-
zação da economia brasileira.
c) A tendência ao declínio do crescimento populaci-
onal compensa as taxas de urbanização, podendo
levar em breve a uma situação de equilíbrio demo-
gráfico.
d) A modernização da economia brasileira e a rápida
urbanização operam no sentido de diminuir as taxas
de natalidade da população.
e) As transformações na estrutura socioeconômica,
tanto do campo como na cidade, têm alterado bas-
tante a relação entre o custo e o benefício de ter
filhos.
8
9. (UEL/PR) Assinale a alternativa INCORRETA.
a) A distribuição da população brasileira tem como
componentes, além dos fatores naturais, fatores eco-
nômicos e históricos tais como movimentos migra-
tórios internos.
b) Apesar de ser um dos países mais popu-losos do
mundo, o Brasil continua a ser um país de baixa den-
sidade demográfica.
c) Na atualidade, a maior concentração popu-lacio-
nal brasileira encontra-se na região Sudeste.
d) Desde a década de 90, a região Centro-Oeste tem
consolidado sua importância como pólo de atração
populacional do país.
e) Com exceção da região Nordeste, nas demais regi-
ões brasileiras a população rural é menor do que a
população urbana.
10. (UFF/RJ)
Evolução da população brasileira – 1881 / 2000
Afirma-se, após análise das informações fornecidas
pelo gráfico:
I - A tendência recente é de estabilidade nas taxas
de mortalidade e natalidade brasileiras, em um pa-
tamar inferior ao período que antecedeu à Segunda
Guerra Mundial.
II - A partir da década de 70 observa-se uma sensível
queda da taxa de natalidade, porém, a taxa de mor-
talidade revela um sentido oposto.
III - A mortalidade registra declínio consistente a par-
tir da década de 30, ao passo que a natalidade só de-
clina de modo mais expressivo a partir dos anos 60.
IV - As taxas de mortalidade e de natalidade só apre-
sentaram crescimento significativo a partir dos anos 50.
As afirmativas que estão corretas são indicadas por:
a) I e II b) I e III c) II e III
d) II e IV e) III e IV
11. (UNIFENAS/MG) Sobre a população brasileira,
todas as afirmações estão corretas, EXCETO:
a) A população absoluta é levada enquanto que a re-
lativa é reduzida
b) As maiores concentrações populacionais aparecem
no litoral.
c) As taxas de natalidade vêm caindo, embora ainda
sejam bastante elevadas.
d) São Paulo representa o Estado de maior popula-
ção absoluta e relativa.
e) Segundo o IBGE, o censo de 1991 mostrou que,
entre a população brasileira, predominam os brancos.
9
A ESTRUTURA POPULACIONAL
BRASILEIRA E A RELAÇÃO COM
OS SETORES ECONÔMICOS
Segundo a ONU, o total de idosos, de 646 milhões,
cresce a mais de 11 milhões a cada ano. A maioria
está no continente europeu. Estima-se que até 2050,
a proporção de jovens (com menos de 125 anos de
idade) se reduza de 30% para 20% enquanto o núme-
ro de idosos deverá subir para 22% da população
mundial, perfazendo 2 bilhões de pessoas.
Essa marca indica o aumento da expectativa de vida,
graças à melhoria dos serviços de saúde, saneamen-
to e ao acesso à água tratada.
Nos países desenvolvidos ocorre o predomínio da
população adulta ativa (20 a 60 anos), entretanto,
nos países em desenvolvimento começa a ocorrer o
predomínio de adultos, com o crescimento de velhos
(acima de 60 anos) e redução dos jovens (menos de
20 anos).
Existe normalmente um equilíbrio de proporções
entre o número de pessoas do sexo masculino e do
sexo feminino. A população feminina, no geral, é um
pouco maior que a masculina, pois a expectativa de
vida do sexo feminino é ligeiramente superior à do
masculino. Mas essa diferença quase nunca é signi-
ficativa. Apenas os países (ou áreas) de imigração
geralmente possuem maior população masculina,
enquanto as áreas ou países de emigração possuem
maioria de mulheres. As diferenças, contudo, rara-
mente ultrapassam os 5% ou 6%.
DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO ATIVA POR
SETORES ECONÔMICOS EM ALGUNS
PAÍSES SELECIONADOS (EM%)
País Setor primário Setor secundário Setor terciário
1980 1999 1980 1999 1980 1999
Austrália 8 5 34 22 58 73
Canadá 6 4 34 23 60 73
Brasil 41 26 28 20 31 54
China 73 46 14 21 13 33
Coréia do Sul 30 11 30 31 40 58
Espanha 19 8 39 30 42 62
França 9 5 43 26 48 69
Índia 63 58 15 18 22 24
Japão 9 5 39 33 52 62
Nigéria 53 43 10 9 37 48
Rússia 19 12 50 47 31 36
Uganda 84 80 6 7 10 13
Nos países desenvolvidos a maioria da população tra-
balha no setor terciário e secundário, com ampla
mecanização no setor primário. Nos países subde-
senvolvidos, de modo geral, a população se concen-
tra também no setor terciário, com hipertrofia do
mesmo. A agricultura concentra ainda um bom nú-
mero de mão-de-obra ativa, sendo que a mecaniza-
ção já começa a atingir a população local forçando
fluxo populacional de saída.
O setor terciário é muito amplo e engloba tanto os
serviços moderníssimos (institutos de pesquisas
científica e tecnológica, universidades e hospitais,
setor financeiro, assessorias, empresas de softwa-
res para computação, publicidade, comunicações,
etc.) como também atividades tradicionais, que em
alguns casos são até desnecessárias para a eco-
nomia do país. Alguns propuseram reclassificar
esse setor em dois: terciário (comércio) e quater-
nário (serviços).
A ESTRUTURA POPULACIONAL BRASILEIRA
A expectativa de vida dos brasileiros aumenta de
41,5 anos para 68,1 entre 1940 e 1998. Essa maior
longevidade, associada à queda da taxa de fecun-
didade, faz com que cresça a participação de ido-
sos na população e diminua a de crianças e ado-
lescentes, em proporções que variam conforme a
região do país. Em 1940, a participação de menores
de 17 anos no total da população era de 56%. Atu-
almente, eles são pouco mais de um terço da po-
pulação.
10
Número de migrantes 1999
No final da década de 90, aproximadamente 15,5 milhões de pesso-
as residiam fora de suas regiões de nascimento – 9,5% do total de
brasileiros.
Regiões
de partida Emigrantes
Regiões de destino (%)
Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
Norte* 525.427 - 25,5 29,7 4,1 40,7
Nordeste 8.555.891 9,3 - 7,3 3 14,7
Sudeste 3.339.585 7,3 22,4 - 79,9 40,4
Sul 2.239.478 7,4 3 65,7 - 23,8
Centro-oeste 874.036 28 10,9 51,4 9,7 -
Fonte: Sinopse Preliminar do censo 2000/IBGE - *Exclusive a população rural
À medida que cresce a expectativa de vida da popu-
lação, aumenta a participação das mulheres no con-
tingente de idosos, em razão das taxas de mortalida-
de diferenciadas entre os sexos. A sobrevida
feminina, que tem origem em fatores biológicos, é
acentuada pela incidência de mortes por causas vio-
lentas, como homicídios e acidentes de trânsito, que
atingem os homens em proporções mais elevadas que
as mulheres e cuja ocorrência aumentou nas últi-
mas duas décadas. Com efeito, a expectativa de vida
feminina e a masculina passam de 6,3 anos em 1980
para 7,8 anos em 1998, sendo que essa diferença
chega a dez anos em algumas localidades, como o
estado do Rio de Janeiro.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. (CN) “Os sinais de envelhecimento vão se acumu-
lando e a sociedade fingindo que não vê. Sobretudo
quando a idealização da juventude é nutrida dia-a-dia
pela mídia e onde o mito do país jovem é particular-
mente arraigado.”(Jornal do Brasil, 15/06/97)
O fator que melhor explica a tendência de envelheci-
mento da população brasileira é:
a) A queda da taxa de fecundidade
b) O aumento da taxa de mortalidade
c) O fim da política natalista dos anos 90
d) A estagnação na entrada de imigrantes jovens
e) A maior participação da mulher no mercado de
trabalho
2. (CN) No Brasil vem ocorrendo uma sensível redu-
ção das taxas de natalidade, principalmente a partir
de 1960. Persistindo esta tendência, e sabendo-se
que o país caminha para o chamado equilíbrio demo-
gráfico, o número de jovens, adultos e idosos deverá,
respectivamente:
a) diminuir, permanecer e aumentar.
b) Diminuir, aumentar e aumentar.
c) Diminuir, aumentar e permanecer.
d) Aumentar, diminuir e aumentar.
e) Diminuir, permanecer e diminuir.
3. (CEFET/RJ) O envelhecimento da população é um
forte processo constatado em vários paises do mun-
do, inclusive no Brasil. Como causas do envelheci-
mento populacional podemos apontar:
a) Redução dos índices de natalidade e aumento da
expectativa de vida
b) Aumento dos índices de natalidade e menor ex-
pectativa de vida.
c) Menor expectativa de vida e redução dos índices
de natalidade.
d) Menor expectativa de vida e maior crescimento
vegetativo.
e) Fortes correntes migratórias e menos crescimen-
to vegetativo.
4. (FUVEST/SP) No Brasil, a participação do traba-
lho feminino no setor secundário já foi maior que
nos dias atuais. Essa diminuição pode ser explica-
da, entre outros fatores, pela
a) Mudança na estrutura industrial, com a menor
participação dos ramos tradicionais, como o têxtil, o
de vestuário e o alimentício.
b) Monopolização masculina do trabalho industrial,
decorrente das inovações tecnológicas.
c) Diminuição da importância dos ramos de química
e eletrônica; tradicionais empregadores de mão-de-
obra feminina.
d) Manutenção da estrutura industrial e monopoli-
zação do trabalho masculino.
e) Manutenção da estrutura industrial e do desen-
volvimento tecnológico.
5. (VUNESP) Em termos demográficos, quanto maior
é a relação idoso/criança, mais elevada é a propor-
ção de idosos. A observação da tabela permite inferir
que, nas regiões brasileiras, no período 1980-1996,
todos esses valores percentuais aumentaram.
RELAÇÃO IDOSO/CRIANÇA NAS REGIÕES BRASILEIRAS
EM 1980, 1991 E 1996 - EM PORCENTAGEM.
Região 1980 1991 1996
Norte 6,09 7,07 8,52
Nordeste 10,02 12,84 15,48
Sudeste 12,27 16.47 20,33
Sul 10,58 15,57 19,08
Centro-Oeste 6,35 9,26 11,71
Brasil 10,49 13,90 16,97
Fonte: IBGE 1996
Assinale a alternativa que justificativa as variações
observadas.
a) Aumento contínuo nas taxas de natalidade e di-
minuição da esperança de vida.
b) Crescente alta na taxa de natalidade e diminuição
da mortalidade infantil.
c) Crescimento acelerado da taxa de mortalidade e
aumento no fluxo migratório recente.
d) Melhoria na distribuição de renda e diminuição da
taxa de mortalidade.
e) Queda da fecundidade e aumento da esperança de vida.
6. (UFCE) Observe as pirâmides etárias da popula-
ção brasileira, dos anos 1950 e 1991.
11
Grandes
Regiões
Grandes Grupos Populacionais (%)
A partir da comparação entre os dois gráficos, anali-
se as afirmativas abaixo:
I - A pirâmide de 1950 tem base larga apresentando
um número significativo de brasileiros nas faixas de
0 a 4 anos, de 5 a 9 anos e de 10 a 14 anos, em
ambos os sexos.
II - Na pirâmide de 1991 observa-se uma diminuição
dos grupos etários de 0 a 4 anos, indicando uma di-
minuição das taxas de natalidade.
III - A pirâmide de 1991 demonstra uma diminuição
da população de terceira idade e do grupo de adultos
em função do aumento das taxas de mortalidade.
De acordo com o exposto acima, é correto afirmar
que:
a) I e II são verdadeiras.
b) I e III são verdadeiras.
c) I, II e III são verdadeiras.
d) Apenas I é verdadeira.
e) Apenas II é verdadeira.
7. (UFJF) Analise a tabela
GRANDES CONJUNTOS POPULACIONAIS
POR GRUPOS DE IDADE E SEGUNDO
AS GRANDES REGIÕES (1980-1996)
0 A 14 anos 15 a 64 anos 65 anos ou mais
1980 1991 1996 1980 1991 1996 1980 1991 1996
Brasil 38,24 37,73 31,62 57,74 60,45 63,01 4,01 4,83 5,37
Norte 46,16 42,54 39,09 51,02 54,45 57,08 2,81 3,01 3,33
Nordeste 43,46 39,40 35,55 52,18 55,54 58,95 4,35 5,06 5,50
Sudeste 34,15 31,22 28,42 61,66 63,64 65,81 4,19 5,14 5,78
Sul 36,28 31,93 29,62 59,89 63,10 64,85 3,84 4,97 5,63
C-Oeste 40,47 35,28 32,02 56,96 61,45 64,23 2,57 3,27 3,75
Fonte: IBGE, Contagem da População, 1996.
Sobre a análise dos dados é correto afirmar, EXCE-
TO:
a) A ampliação da parcela de adultos tem efeitos so-
cioeconômicos positivos, em função da diminuição
do peso proporcional dos gastos destinados à popu-
lação não-ativa;
b) A parcela de jovens é mais elevada justamente
nas regiões geográficas e camadas sociais carentes
que registram crescimento vegetativa superior à mé-
dia;
c) O aumento da expectativa de vida da população
resultou na ampliação da parcela em idade potenci-
almente ativa e dos idosos, com redução da partici-
pação de jovens;
d) O aumento da mortalidade infantil explica a que-
da do número de jovens, principalmente nas regiões
Norte e Nordeste.
8. (UECE) Examine com atenção o gráfico.
BRASIL: DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO
ECONOMICAMENTE ATIVA POR SETORES
DE PRODUÇÃO (em %) – 1940 a 1995
Sobre a evolução da PEA, é correto afirmar que:
a) A queda da PEA no setor primário, até 1990, está
associada à industrialização, à estrutura fundiária
injusta, ao difícil acesso a terra e à mecanização da
agricultura;
b) Na atual década, continuam grandes contingentes
populacionais do setor primário a se transferir para
o terciário;
c) O setor terciário em elevação indica melhoria so-
cial;
d) O contingente da PEA no secundário tem se ele-
vado continuamente, o que indica maior desenvolvi-
mento do país.
9. (UECE) Fato novo na composição da população
economicamente ativa – PEA – refere-se à participa-
ção da mulher no mercado de trabalho. Sobre esse
tema é correto afirmar que:
a) Ocorrem inúmeros obstáculos ao ingresso da mu-
lher no mercado de trabalho: maternidade, baixo ní-
vel de instrução, trabalho no lar, discriminação etc.
b) No Brasil, não há discriminação à mulher para
exercer atividades remuneradas.
c) O número de mulheres no mercado de trabalho já
é igual ao de homens.
d) No nordeste, as mulheres, no mesmo trabalho dos
homens ganham mais.
10. (UFRRJ/RURAL-2000) Analisando as pirâmides
etárias representadas na figura abaixo, podemos con-
cluir que o
BRASIL – PIRÂMIDES ETÁRIAS
12
a) Brasil pode ser considerado um país em transição
demográfica, passando de país jovem para maduro.
b) Brasil tende a continuar um país jovem, com ele-
vadas taxas de natalidade e baixa expectativa de vida.
c) Brasil apresenta uma transição demográfica con-
cluída, evidenciada pelas baixas taxas de natalidade
e mortalidade.
d) Brasil apresenta uma população envelhecida, de-
terminante da alta taxa de mortalidade.
e) Aumento da expectativa de vida no Brasil se deve
à considerável presença de jovens em sua pirâmide
etária.
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. (CN) O Censo realizado pelo IBGE em 1991 reve-
lou mudanças estruturais na demografia brasileira.
A respeito dessas mudanças assinale a opção que
revela a realidade atual junto à nova pirâmide etária
do país.
a) A base da pirâmide etária vem se estreitando, o
que significa que as taxas de natalidade estão dimi-
nuindo, principalmente pela imposição da urbaniza-
ção e da inserção feminina no mercado de trabalho.
b) O ápice da pirâmide está sofrendo um estreita-
mento já que o número de idosos vem diminuindo
em função da baixa expectativa de vida e da falência
dos setores da previdência social que atendem essa
camada da população brasileira.
c) O Brasil ainda não iniciou o seu processo de tran-
sição demográfica, o que nos ajuda a compreender a
baixa participação da nossa população economica-
mente ativa, que vem assinalado no “corpo” da pirâ-
mide etária.
d) A altura de nossa pirâmide etária está se reduzin-
do justificada pela maior concentração de investimen-
tos das faixas de jovens e adultos que tem um peso
importante na economia do país.
e) A elevação da expectativa de vida evidenciada pelo
aumento da altura da pirâmide é um reflexo claro da
melhor distribuição sócio-econômica no país, fato
comprovado a partir da industrialização e urbaniza-
ção do mesmo.
2. (VASSOURAS/RJ)
Ano POPULAÇÃO %
Urbana Rural
1950 36,16 63,84
1960 44,67 55,3
1970 55,92 44,08
1980 57,60 32,40
1991 75,47 24,53
1996 78,35 21,65
Fonte: IBGE
Quanto ao comportamento da população brasileira
expresso na tabela acima, considere as afirmativas
abaixo:
I - A população rural vem diminuindo a cada década
devido às altas taxas de mortalidade registradas no
campo.
II - A partir dos anos 50 o processo de industrializa-
ção estimulou a migração do campo para a cidade,
fenômeno que, 30 anos mais tarde, praticamente in-
verteu a distribuição populacional.
III - A modernização da estrutura agrária brasileira
acentuou o esvaziamento da população rural entre
1940 e 1950.
Assinale:
a) Se somente a afirmativa I estiver correta.
b) Se somente a afirmativa II estiver correta.
c) Se somente a afirmativa III estiver correta.
d) Se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
e) Se todas as afirmativas estiverem corretas.
3. (FURG) Uma das características atuais do com-
portamento da população brasileira é
a) O aumento da taxa de crescimento nos últimos
anos.
b) A estabilidade da taxa de crescimento nos últimos
anos.
c) A redução da taxa de crescimento nos últimos
anos.
d) A tendência à estabilização no crescimento da po-
pulação mais velha.
e) A tendência do crescimento da população empre-
gada no setor secundário.
4. (FGV/SP)
1950 1970 1991
I 36% 56% 76%
I I 64% 44% 24%
Fonte: FIBGE
Na tabela acima, os algarismos I e II representam,
respectivamente, a dinâmica da população:
a) I – urbana; II – rural.
b) I – empregada no setor secundário; II – empregada
no setor primário.
c) I – economicamente ativa; II – desempregada.
d) I – empregada no setor terciário; II – empregada
no setor primário.
e) I – de 20 a 59 anos; II – de 0 a 19 anos.
5. (FATEC/SP-2000) Considere o gráfico e as afir-
mações apresentadas abaixo
POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA DO BRASIL
Fonte: Folha de São Paulo, 27/06/1999.
Especial 5 Anos Depois... p. 06
I - A situação de “trabalho precário” é caracterizada
pelas parcelas de trabalhadores enquadrados como
assalariados sem registro e “free-lance / bico”.
Assinalados registrados
Free-lance / bico
Assalariados sem registro
Autônomos regulares
Funcionários públicos
Empresários / outros
Desempregados
.
BRASIL
13
II - Os assalariados sem registro e os desemprega-
dos somam mais de 50% da população economica-
mente ativa no Brasil.
III - Os assalariados registrados correspondem, atu-
almente, a aproximadamente ¼ da população econo-
micamente ativa do Brasil.
IV - Importante parcela de assalariados brasileiros
está no setor público, responsável por mais da me-
tade dos empregos no país.
Com base nas informações do gráfico e em seus co-
nhecimentos sobre o assunto, deve-se concluir que
são corretas somente as afirmações
a) I e II; b) I e III; c) II e III;
d) II e IV; e) III e IV.
6. (SOUZA MARQUES/RJ) A manchete de 02/11/00
do Jornal O Globo – Caderno de Economia, diz:
“Brasil mais feminino e urbano – Censo do IBGE
mostra que as mulheres são maioria em 25 das 27
unidades da Federação”
Assinale a alternativa que melhor explica a manchete.
a) A expectativa de vida do homem é menor que a das
mulheres, uma vez que os homens morrem mais cedo
– principalmente de causas violentas a partir dos
quinze anos.
b) A fecundidade cai no País, em conseqüência do
maior planejamento familiar, da participação femini-
na no mercado de trabalho e da própria urbanização.
c) A população urbana vem crescendo e a proporção
entre homens e mulheres é diferente de acordo com
a localidade. Nas grandes metrópoles os homens pre-
dominam e nas médias cidades a predominância é
das mulheres.
d) Os estados em que os homens são ainda maioria
têm características rurais e forte perfil migratório
decorrente da busca de oportunidades econômicas,
com baixo índice de violência.
e) A população do país envelheceu em virtude princi-
palmente da redução da taxa de natalidade e da taxa
negativa de crescimento vegetativo.
7. (ULBRA/RS) Sobre os setores de atividade econô-
mica, é correto afirmar que:
a) Nos países desenvolvidos o setor terciário é hi-
pertrofiado, pois existe um excesso de produção nos
setores primário e secundário.
b) O aumento no setor terciário nos países subde-
senvolvidos indica um grande desenvolvimento eco-
nômico.
c) Os países desenvolvidos capitalistas apresentam
amplo domínio do setor terciário, com uma forte con-
centração da população economicamente ativa no
setor primário.
d) Os bancos, o comércio e os serviços públicos são
funções do setor terciário.
e) Nos países desenvolvidos capitalistas predominam
o setor primário, o que reflete um alto grau de de-
senvolvimento humano.
8. (FURG) Relacione os setores produtivos da econo-
mia citados na coluna 1 com as características cita-
das na coluna 2.
Coluna 1
1 – setor primário
2 – setor secundário
3 – setor terciário
4 – setor quaternário
Coluna 2
( ) pesquisa científica
( ) produção de produtos petroquímicos
( ) telefonia
( ) manuseio de florestas exóticas
A alternativa que contém a associação correta da
coluna 2, quando lida de cima para baixo, é
a) 1, 4, 2 e 3 b) 2, 3, 1 e 4 c) 3, 2, 1 e 4
d) 4, 1, 3 e 2 e) 4, 2, 3 e 1
9. (INATEL/SP) A População Economicamente Ativa
– PEA – está diretamente ligada à estrutura econô-
mica de um país.
Sobre a PEA é CORRETO afirmar que:
a) Nos países menos desenvolvidos não existe PEA
nos setores secundário e terciário.
b) Nos países menos desenvolvidos a PEA concen-
tra-seno setor primário.
c) Nos países menos desenvolvidos a PEA está con-
centrada no setor secundário.
d) Nos países mais desenvolvidos não existe PEA
nos setores primário e terciário.
e) Nos países mais desenvolvidos a PEA concentra-
se nos setores terciário e secundário.
10. (UNIFENAS/NG) O termo “População Economi-
camente Ativa” (PEA) designa toda população.
a) Que participa do mercado de trabalho.
b) Dotada ativamente de poder econômico.
c) Que possui bens e está no mercado de consumo.
d) Que trabalha na indústria.
e) Que está desempregada.
11. (UFSCAR/SP) Considere as seguintes afirmações
sobre a população brasileira.
I - Reduziu de forma significativa os movimentos
migratórios inter-regionais e extra-regionais.
II - Apresenta, nestas últimas décadas, redução da
taxa de natalidade.
III - Tem gradativamente, aumentado a esperança de vida.
IV - Caracteriza-se pelo forte crescimento vegetativo.
V - Apresenta taxas de mortalidade infantil diferen-
ciadas de acordo com a região.
Estão corretas SOMENTE as afirmações
a) I, II e IV b) I, II e V c) I, III e IV
d) II, III e V e) III, IV e V
12. (UNIFOA/RJ-2001) As atividades urbanas con-
sideradas “subempregos” – tais como: vendedores am-
bulantes, os “guardadores de carro” nas ruas, os ca-
melôs e biscateiros, os “vendedores nos semáforos”
e outros – que aumentaram bastante no Brasil nas
últimas décadas, costumam ser incluídos no setor:
a) Primário b) Secundário c) Quaternário
d) Terciário e) Semicomercial
EXERCÍCIOS PROPOSTOS II
1. (CN) A tabela a seguir mostra que as mulheres
brasileiras estão ampliando sua participação no co-
mando das famílias das Regiões Nordeste, Sudeste,
Centro-Oeste e Sul. Porém, não é esse o caso da
Região Norte onde os índices são mais baixos. O
Estado de Rondônia, por exemplo, apresentava o ín-
dice de 11,7% em 1991.
14
CRESCE O NÚMERO DE MULHERES
CHEFES DE FAMÍLIA
Nordeste Sudeste Centro-Oeste Sul
1980 1991 1980 1991 1980 1991 1980 1991
16,6% 19,5% 14,6% 13,6% 13,2% 17,0% 12,1% 15,5%
Examine com atenção as alternativas a seguir e as-
sinale a alternativa FALSA.
a) Os elevados índices de participação das mulheres
enquanto chefes de família, no Nordeste brasileiro,
se explica em função da continuidade das emigra-
ções de homens para Região norte, Centro-Oeste e
Sudeste.
b) A ampliação da participação das mulheres como
chefes de família nas regiões assinaladas na tabela
é resultado de conquistas obtidas pelo movimento
feminista que possibilitou às mulheres as mesmas
condições no mercado de trabalho que os homens.
c) Rondônia tem um baixo índice de participação
de mulheres enquanto chefes de família, por ser
uma área de imigração recente e, neste caso, como
acontece geralmente, predomina a população mas-
culina.
d) Em virtude dos níveis salariais mais baixos que
as mulheres obtêm no mercado de trabalho, a eleva-
ção do número de mulheres como chefes de família
indica uma elevação da miséria social, ampliando o
fenômeno da pobreza.
e) A desestruturação da família tem como uma de
suas causas principais o intenso movimento migra-
tório que atinge uma grande parte da população bra-
sileira. Uma quantidade expressiva de brasileiros não
vive onde nasceu e ainda não tem seu paradeiro de-
finido.
2. (FATEC/SP) Considere o gráfico para responder à
questão.
BRASIL: DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO
ECONOMICAMENTE ATIVA POR SETORES
DE PRODUÇÃO (em %)
Fonte: M. Adas, Panorama Geográfico do Brasil, 1998 p.495
Os números I, II e III identificam, respectivamente,
os setores
a) Primário, terciário e secundário.
b) Secundário, terciário e primário.
c) Secundário, primário e terciário.
d) Terciário, secundário e primário.
e) Terciário, primário e secundário.
3. (FAPA/RS) Atualmente, das 69 milhões de pesso-
as que consistem a população ocupada no Brasil, 60%,
ou seja, 41 milhões, estão no mercado informal. Esse
fenômeno planta numerosos problemas.
A questão mais grave provavelmente seja de ordem:
a) Geográfica, pois os informais estão concentrados
nas grandes cidades.
b) Tributária, pois os informais não pagam qualquer
tipo de imposto indireto.
c) Previdenciária, pois os informais, embora nada
contribuam para a Seguridade Social.
d) Demográfica, pois os informais apresentam, altís-
simas taxas de nupcialidade e fecundidade.
e) Política, pois os informais, em sua grande maio-
ria, engrossam movimentos sociais reivindicatórios
de extrema esquerda.
4. (FGV/SP) “Segundo o IBGE, um quarto dos 28 mi-
lhões de mulheres brasileiras que trabalham são também
chefes em seus lares. Desses lares, 30% estão abaixo da
linha da pobreza. As mulheres são, também, as maiores
vítimas do desemprego em centros urbanos: a taxa é de
6% para a ala masculina mas de 8,5% para a feminina. (M.
A. Maranhão. Inclusão das mulheres é compromisso mun-
dial, In Jornal O Estado de São Paulo, 12/08/2000,
p.A2)
As afirmações abaixo contribuem para entender esse
contexto, exceto a alternativa:
a) A discriminação de gênero é forte, a tal ponto que
as mulheres necessitam de níveis mais altos de edu-
cação formal para conseguir e manter empregos que
lhes assegurem salários, em média, mais baixos que
os masculinos.
b) A concentração da mão-de-obra no setor terciário
pode ser associada à desvalorização embutida na
educação da mulher, que a moeda para profissões
tidas como femininas, geralmente de baixo prestígio
e pequena remuneração.
c) O ônus da reprodução, especialmente social, in-
flui no tempo de experiência continuada no mercado
de trabalho de muitas mulheres, refletindo-se em
sua qualificação no grupo de ocupações que desem-
penha e na qualidade dos postos de trabalho dispo-
níveis.
d) A População Economicamente Ativa (PEA) femini-
na representou uma porcentagem bastante elevada
e bem remunerada durante a Segunda Guerra Mun-
dial, mas ela vem decrescendo entre as mulheres de
baixa escolaridade e baixos salários, desde aquela
ocasião.
e) Os filhos constituem empecilhos à inserção das
mulheres no mercado de trabalho formal, especial-
mente as de baixos níveis de escolaridade e de baixa
renda, uma vez que não existem creches e outros equi-
pamentos de uso coletivo em número suficiente.
5. (CEFET/RJ) O envelhecimento da população é um
forte processo constatado em vários países do mun-
do, inclusive no Brasil. Como causas do envelheci-
mento populacional, podemos apontar:
a) Redução dos índices de natalidade e aumento da
expectativa de vida.
b) Aumento dos índices de natalidade e menor ex-
pectativa de vida.
c) Menor expectativa de vida e redução dos índices
de natalidade.
d) Menor expectativa de vida e maior crescimento
vegetativo.
e) Fortes correntes migratórias e menor crescimento
vegetativo.
0
10
20
30
40
50
60
70
80
1940 1950 1960 1970 1980 1990 1995
I
II
III
15
6. (PUC/RS)
BRASIL – DISTRIBUIÇÃO DA PEA POR SETOR
DE ATIVIDADE
Primário Secundário Terciário
Pela análise do gráfico referente à População Econo-
micamente Ativa (PEA), é correto afirmar que
a) O menor número da população ativa concentra-se
no setor primário, pois gradualmente a mecanização
do campo transfere o antigo camponês para o traba-
lho nas indústrias tradicionais e carentes de mão-
de-obra.
b) A maior concentração da população ativa está no
setor terciário; assim como nos países ricos, profis-
sionais especializados dividem esse setor com pres-
tadores de serviço de pouca ou nenhuma qualifica-
ção profissional.
c) O trabalho informal distribuído pelas diferentes
atividades do setor secundário está sempre vulnerá-
vel a diversos fatores, como variação cambial, ques-
tões de fronteiras e represálias policiais.
d) A abertura de pequenos negócios em espaços mais
carentes dos grandes centros urbanos, reflexo da
desorganização socioeconômica do país, tem incha-
do o setor terciário.
e) O quadro apresentado reflete a realidade vivencia-
da pelos países de economia planificada existentes
no chamado Mundo Bipolar.
7. (UGF/RJ) O desemprego pode ser classificado em
duas categorias: conjuntural e estrutural. O fator que
provoca o desemprego estrutural é:
a) O desenvolvimento de novas tecnologias.
b) O aumento exagerado do subemprego.
c) O emprego de métodos tradicionais de trabalho.
d) O fortalecimento da estrutura sindical.
e) O processo de êxodo urbano.
8. (UNIFENAS/MG) Com base nos dados prelimina-
res do Censo 2000, julgue os itens abaixo:
I - Desmitifica-se o mito da explosão populacional
no país, pois a taxa de crescimento demográfico veri-
ficada continua em redução.
II - apesar de alguns avanços sociais, a distribuição
da renda não sofreu alteração na última década, per-
manecendo no país as fortes desigualdades regionais.
III - Houve significativo aumento da expectativa de
vida e da população masculina, que hoje supera a
população feminina, tendência verificada neste últi-
mo censo.
IV - Ao lado do envelhecimento da população, foi constata-
da uma destacável queda na taxa de analfabetismo, sendo
maior a faixa etária adulta, que apresenta hoje, cerca de 8
milhões de analfabetos como chefes de família.
V - Cresce o número de mulheres como chefes de
família nos lares brasileiros, principalmente nas re-
giões Nordeste e Sudeste. No Nordeste as mudan-
ças culturais e a migração constituem fatos relevan-
tes para esse processo.
São verdadeiros:
a) Todos os itens acima.
b) Apenas os itens III e V.
c) Somente os itens II e III.
d) Os itens I, III e IV.
e) Os itens I, II, IV e V.
9. (UERJ) Os dados abaixo tratam da população ocupa-
da no Brasil entre o final do século XIX e início do XX.
BRASIL – POPULAÇÃO OCUPADA
(em milhares e em %)
SETORES 1872 1920
Agricultura 3671 – 54,1% 6377 – 69,7%
Indústria 282 – 4,9% 1264 – 13,8%
Serviços 1773 – 31,0% 1509 – 16,5%
Total 5726 – 100% 9150 – 100%
A análise dos dados leva à seguinte característica
econômica desse período:
a) Crescimento do setor de serviços.
b) Dinamização da atividade industrial.
c) Protecionismo da agricultura de subsistência.
d) Desenvolvimento acelerado dos três setores eco-
nômicos.
10. (UGF/RJ) Observe a pirâmide etária abaixo
Essa pirâmide caracteriza um país:
a) Desenvolvido, com elevada expectativa de vida;
b) Subdesenvolvido, com alta expectativa de vida;
c) Subdesenvolvido, com grande número de jovens;
d) Desenvolvido, com baixa expectativa de vida;
e) Subdesenvolvido, com reduzida taxa de natali-
dade.
29,2
23,8
6,5
3,78,54,7
12,4
17,2 Serviços
Comércio
Administração
Pública
Atividades
Sociais
Transporte e
Comunicação
Outros
16
OS MOVIMENTOS
POPULACIONAIS NO BRASIL
As migrações internas
O fluxo de migrantes para o Nordeste, em sua maior
parte originário da Região Sudeste, aumenta em rela-
ção aos dados apontados pelo Censo de 1991 (período
1986/1991) e supera a Região Centro-Oeste em volu-
me de entrada de migrantes. No entanto, o saldo ain-
da é negativo: o número de pessoas que saem ainda é
maior que o de pessoas que entram na região.
Na Região Centro-Oeste, apesar da menor atração, o
saldo migratório é positivo e elevado. A Região Norte
reduziu a atração, mas continua recebendo mais gen-
te do que perdendo. Os novos dados indicam, tam-
bém, que a atração aumenta na Região Sul e redu-
zem saídas, equilibrando o saldo migratório, antes
negativo.
A Região Sudeste continua liderando a atração de
migrantes, com acréscimo no volume de entrada de
migrantes em relação ao período 1986/1991. Ocorre
aumento na entrada de migrantes originários da Re-
gião Norte, Nordeste e Centro-Oeste e diminuição
dos migrantes originários da Região Sul.
O movimento dos migrantes entre os estados e mu-
nicípios brasileiros cai durante toda a década de 90 e
se diversifica. O Amapá, Tocantins e Goiás, além do
Distrito Federal, são os novos centros de atração
nessa primeira metade da década de 90. Os dois pri-
meiros recebem pessoas procedentes da própria Re-
gião Norte, além do estado do Maranhão. Os demais
acolhem grupos de nordestinos em seu conjunto. A
mudança de rota reflete, segundo os estudiosos, o
crescimento das oportunidades de trabalho e negó-
cios nessas regiões. Esse é o caso do Centro-Oeste,
com empreendimentos agropecuários bem-sucedidos.
O surgimento e a consolidação de novos pólos de
atração têm possibilitado que um número cada vez
maior de migrantes se mova apenas entre estados
da própria região de origem, caracterizando, assim,
os movimentos migratórios intra-regionais. Aumen-
tando em todo o país, a migração intra-regional tem
maior destaque no Nordeste e no Sul, regiões mar-
cadas por forte movimento de evasão nas últimas
décadas e que, com o crescimento econômico de suas
cidades, metropolitanas e do interior, passaram a reter
suas populações, além de atrair de volta os que ha-
viam migrado para outras regiões, tornando-se pólos
da migração de retorno. Além disso, a diminuição de
oportunidades no Sul e Sudeste incentivou a volta
de migrantes a suas regiões de origem.
Já os fluxos de longa distância, em particular aque-
les com destino às fronteiras agrícolas, como Ron-
dônia, diminuíram na década passada. Entre os cen-
tros tradicionais de recepção de novas populações
se matem apenas os estados do Espírito Santo, de
Santa Catarina e de São Paulo. Este último, mesmo
com a diminuição no fluxo de migrantes, continua
sendo o estado que atrai o maior número de pesso-
as. Segundo o IBGE, entre 1991 e 1996, São Paulo
recebeu 1,1 milhão de migrantes, mais de um quarto
do total do país no período.
Fluxos migrantes para o exterior
Duas características marcam o fenômeno da migra-
ção em todo mundo, com reflexos no Brasil. De um
lado há um fluxo de migrantes vindos dos países
subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, que fo-
gem da crescente desigualdade social e econômica,
do desemprego ou de guerra em seu país de origem.
De outro, o deslocamento de executivos, que ocu-
pam cargos de direção em grandes multinacionais com
altos salários.
Os brasileiros no exterior
A partir de 1980, as sucessivas crises econômicas e
o decréscimo de ofertas de trabalho são fatores que
levam brasileiros a migrar para outros países. Cerca
de 1,5 milhão de brasileiros residem fora do país,
concentrados em maior número no EUA, no Paraguai
e no Japão.
Os imigrantes brasileiros, em geral, têm como meta
trabalhar de uma a três anos em país desenvolvido,
mesmo que em funções menos qualificadas, para ga-
rantir a economia necessária que lhes proporcione
melhores condições de vida ao retornar para o Bra-
sil. Nos países que os acolhem, grande parte ocupa
postos de trabalho recusados pela mão-de-obra lo-
cal. Dessa forma, jovens profissionalmente bem qua-
lificados acabam executando tarefas de faxineiros,
garçons, baby-sisteres. No Brasil, a cidade mineira
de Governador Valadares ficou conhecida pelo signi-
ficativo fluxo migratório rumo às cidades norte-ame-
ricanas, principalmente Boston. Na Europa, Portu-
gal e Itália destacam-se na preferência dos imigrantes
brasileiros.
Outro fenômeno importante é o da entrada maciça
de trabalhadores brasileiros no Japão, os dekasse-
guis. De acordo com a legislação japonesa, só é per-
mitido o visto de trabalho aos nisseis, sanseis ou
casados com descendentes japoneses. Geralmente,
esses imigrantes permanecem no país por um perío-
do médio de três anos. E 1997, cerca de 202 mil bra-
sileiros viviam no Japão.
Os dekasseguis desempenham atividades considera-
das inferiores. A maior parte trabalha em indústrias de
peças automobilísticas, eletrônica e elétrica e vive em
pequenos apartamentos ou alojamentos próximos ao
local de trabalho. Os dekasseguis enfrentam intenso
ritmo de trabalho diário e dificuldades de adaptação
oriundas das diferenças de língua e de costumes.
Os Brasiguaios representam outro grupo diferencia-
do no processo de imigração geralmente, provenien-
te de estados como Mato Grosso e Paraná, são cam-
poneses, sem-terras que ultrapassam a fronteira
como Paraguai e se estabelecem em áreas agrícolas
na Região do rio Alto Paraná. O total de 351 mil bra-
sileiros residia no Paraguai em 1997.
17
Os trabalhadores especializados representam outro
fenômeno de imigração presente no Brasil é repre-
sentado pelos estrangeiros de classe média, altamen-
te especializada. Originários de diversos países de-
senvolvidos – como EUA, Inglaterra, Alemanha,
Espanha e França – são empresários, executivos, téc-
nicos e funcionários de empresas multinacionais. Em
geral, vêm como trabalhadores temporários para mo-
dernizar e incorporar padrões de qualidade ao siste-
ma de produção das filiais, implantar empresas e
introduzir novas formas de gerenciamento. Em geral,
esses trabalhadores qualificados permanecem no país
por um período máximo de três anos. São raros os
casos que fixam residência definitiva.
DISTRIBUIÇÃO POR PAÍSES – 1997(*)
PAÍS % DO TOTAL
Estados Unidos 41,6
Paraguai 23,5
Japão 13,5
Portugal 2,9
Argentina 2,8
Itália 2,1
Alemanha 1,9
Reino Unido 1,3
Guiana Francesa 1,0
Espanha 0,9
(*) Estimativa
Fonte: Ministério das Relações Exteriores
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. (CN)
“Migrando atrás de novas terras, de safras agrícolas ou
rumo às cidades, os migrantes são resultados do pro-
cesso político e econômico do país, (...)”
(Valim, Ana. Migrações: Da Perda da Terra à Exclusão Social.
São Paulo: ed. Atual, 1999)
A partir da charge e do texto, pode-se dizer que os
migrantes no Brasil são movidos por:
a) Garantia de sucesso nas áreas receptoras
b) Necessidade de sobrevivência econômica.
c) Produtividade nas áreas de fronteira agrícola.
d) Intensa proletarização das grandes cidades.
e) Promessa de emprego nas cidades médias.
2. (CN) O grande número de imigrantes (principal-
mente italianos) que vieram para o Brasil depois da
segunda metade do século XIX, foi atraído, princi-
palmente
a) Pela mineração
b) Pela criação de gado nas estâncias do sul do país
c) Pelo renascimento da lavoura canavieira
d) Pela lavoura cafeeira
e) Pelo cacau e borracha
3. (UERRJ) Pode-se dizer que os fluxos migratórios
entre Brasil e Japão conheceram dois momentos. No
primeiro deles, ocorrido há quase 100 anos, o Brasil
recebia imigrantes. Na atualidade, o fluxo se inver-
teu e o país envia para o Japão os “dekasseguis”,
descendentes dos imigrantes do primeiro momento.
O que caracteriza a situação da maioria da popula-
ção migrante, no primeiro e no segundo momento,
respectivamente, está apontado no seguinte alter-
nativa:
a) .eram colonos atraídos pelo governo brasileiro
.chegam na condição de trabalhadores ilegais
b) .eram grandes proprietários da terra arruinados
.exercem ofícios agrícolas em pequenas proprieda-
des
c) .trabalhavam em atividades agrícolas de exportação
.desempenham atividades pouco qualificadas no meio
urbano
d) .representam estrangeiros marginalizados no mer-
cado de trabalho
.possuem dupla nacionalidade com igualdade de di-
reitos
4. (VUNESP) Dentre os imigrantes que se dirigiram
para o Brasil no século XX, uma nacionalidade des-
tacou-se pelo fato da maioria ter se fixado no Estado
de São Paulo, embora grande parte tenha se dirigido
para outros estados, como Paraná, Amazonas e Pará.
No interior paulista, dedicaram-se ao cultivo do chá
no Vale da Ribeira, do algodão e à criação do bicho-
da-seda no oeste e aos hortifrutigranjeiros nos arre-
dores da capital.
O texto trata do imigrante
a) Italiano;
b) Espanhol;
c) Japonês;
d) Alemão;
e) Holandês.
5. (UFES)
BRASIL – FLUXO MIGRATÓRIOS – 1940/1994
Os itens seguintes referem-se ao fenômeno migra-
tório representado nas figuras acima.
I - Fluxo migratório em direção ao oeste brasileiro,
18
contribuindo para acelerar o processo de urbaniza-
ção no país e perda gradativa da influência do Sudes-
te como região de imigração.
II - Predominância dos fluxos migratórios inter-regi-
onais com ênfase à viagem dos paus-de-arara em di-
reção ao Sudeste e ao Centro-Oeste.
III - Surgimento de pólos regionais, de fluxos migra-
tórios intra-regionais ou intra-estaduais, e consoli-
dação do processo de urbanização do país.
A seqüência dos itens que descreve esse fenômeno
migratório é:
a) I, II, III. b) I, III, II. c) II, I, III.
d) II, III, I. e) III, II, I.
6. (UERJ)
IRACEMA VOOU
Iracema voou
Para a América
Leva roupa de lã
E ainda lépida
Vê um filme de quando em vez
Não domina o idioma inglês
Lava chão numa casa de chá
Tem saído ao luar
Com um mímico
Ambiciona estudar
Canto lírico
Não dá mole pra policia
Se puder, vai ficando por lá
Tem saudade do Ceará
Mas não muita
Uns dias, afoita
Me liga a cobrar
É Iracema da América
(Chico Buarque de Holanda)
A explicação adequada para a imigração de brasilei-
ros, como a de Iracema, referida na letra da canção,
é a:
a) Política de imigração do governo americano, que
facilita a absorção no mercado de trabalho.
b) Falta de perspectivas no mercado de trabalho, que
motiva procura de alternativas no exterior.
c) Estrutura de concentração de terra, que promove
a expulsão de trabalhadores nordestinos.
d) Desqualificação para o trabalho, que estimula a
busca por ocupações compatíveis com as condições
de origem.
7. (UERJ) “Em 1989, quase todos os 407 operários da
cidade de Pacajus (Ceará) estavam na fábrica de suco e
castanha-de-caju, Jandaia. Hoje, a cidade abriga a fábrica
de jeans da Vicunha, a Regesa, produtora de papel, e uma
cadeia de fornecedores. O número de empregos chegou a
5.188, um salto de 1.147%. ‘São Paulo já foi o Eldorado de
todo cearense’, diz o mecânico de tecelagem Genival Soa-
res da Silva, que morou nove anos na capital paulista.
‘Mas o futuro está aqui’, completa o operário, que ganha R$
550,00, metade do que recebia em São Paulo”.
(Adaptado de Folha de São Paulo, 19/09/99)
A partir do texto, as mudanças nas relações entre a
economia paulista e algumas áreas do Nordeste, no
que tange ao emprego, podem ser traduzidas pela
seguinte afirmação:
a) A crise econômica do Centro-Sul estimula as mi-
grações de reforço e a criação de empregos mais ba-
ratos no Nordeste;
b) A política de incentivos fiscais do governo paulista
expulsa empresas e impulsiona o trabalho mais qua-
lificado no Nordeste;
c) A saturação da cidade de S.P. força a desconcen-
tração industrial e estimula a absorção de empresas
paulistas por nordestinas;
d) A ação do governo nordestino abre novas possibi-
lidades de investimentos e dificulta a solução de pro-
blemas de poluição industrial e Sudeste.
8. (UFRN) O fluxo migratório de brasileiros tem so-
frido grandes transfomações. Nas três últimas déca-
das, o Paraguai se constituiu o segundo destino da
emigração nacional.
Esse fato se deve à(ao)
a) Incentivo à colonização, pelo governo paraguaio,
na região fronteiriça.
b) Disponibilidade de áreas agrícolas com preço infe-
rior ao das terras do centro-sul brasileiro.
c) Perseguições políticas a grupos de trabalhadores
rurais.
d) Sistema produtivo, que concentra melhores opor-
tunidades de emprego.
9. (C.M. – BARRA DO PIRAÍ/RJ) A migração campo-
cidade nos países industrializados tem como causa
fundamental:
a) O baixo rendimento agrícola
b) A escassez de terras agriculturáveis
c) A substituição da atividade agrícola pela secunda-
rista
d) A liberação da mão-de-obra com a mecanização rural
10. (CESGRANRIO) A respeito da presença nipônica
no Brasil, completando 90 anos em 1998, é correto
afirmar que os primeiros japoneses que aqui chega-
ram:
a) Entraram em conflito com alemães, italianos e
poloneses.
b) Fundaram inúmeras cidades no Sul do Brasil.
c) Criaram colônias agrícolas em todo o Centro-Oeste.
d) Concentraram-se no Estados de São Paulo e do
Pará.
e) Dispersaram-se ao longo de todo o litoral.
11. (CESGRANRIO)Na história da imigração para o
Brasil, no século XX, há de se destacar a Lei de Co-
tas, de 1934. por essa lei, só poderiam ingressar,
anualmente, até 2% do total de imigrantes de uma
mesma nacionalidade já estabelecidos no país nos
50 anos anteriores. Com isto, o Governo federal vi-
sava a diminuir a importância política da mão-de-
obra operária de origem:
a) Italiana. b) Portuguesa. c) Japonesa.
d) Sirio-libanesa. e) Coreana.
19
12. (CESGRANRIO)
NORDESTE: Movimentos sazonais
A população sertaneja que se desloca nas estações
secas encontra na Zona da mata uma demanda por
mão-de-obra sazonalmente aquecida pela:
a) Formação de pastagens novas em áreas de matas.
b) Realização da colheita de cana-de-açúcar.
c) Necessidade de replantio de velhos cafezais.
d) Implantação de grandes projetos de reflorestamento.
e) Ocorrência do plantio de lavouras de algodão.
13. (UGF/RJ) “Maria mora em Nova Iguaçu, na Baixada
Fluminense. Ela é empregada doméstica e trabalha em
Copacabana, na zona sul carioca. Todos os dias acorda
às quatro horas da manhã para pegar o trem e o ônibus,
enfrentando três horas de viagem.
No dia 15 de novembro de 2001, a passagem aumentou,
embora a qualidade do transporte continuasse a mesma.
São 17 horas. Vai começar o retorno para sua residência.”
A situação descrita no texto acima caracteriza um
tipo de migração existente nas regiões metropolita-
nas do país. Esse tipo de migração denomina-se:
a) Êxodo rural b) Pendular. c) Transumância.
d) Emigração. e) Imigração.
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. (CN) Os italianos se fixaram no Rio Grande do Sul
e preferiram ocupar.
a) A franja litorânea
b) Os vales dos rios
c) As depressões
d) As planícies
e) Os topos dos planaltos
2. (UFF) A alternativa que apresenta uma relação cor-
reta com as recentes mudanças na mobilidade espa-
cial da população brasileira é:
a) CENTRO-OESTE: mantém-se como uma área de
saída de população, principalmente para a Região
Sudeste.
b) NORDESTE: deixou de ser uma área de saída de
população, estancando o seu fluxo migratório para a
Região Sudeste.
c) SUDESTE: deixou de ser uma área de entrada de
população para se tornar uma região de expressiva
evasão populacional.
d) SUL: tornou-se uma das principais áreas de saída
de população, sobretudo para as regiões Centro-Oeste
e Norte do país.
e) NORTE: transformou-se na principal área de en-
trada de população, recebendo equilibradamente ha-
bitantes de todas as demais regiões do país.
3. (CESGRANRIO) A imigração estrangeira teve pa-
pel importante na formação da estrutura populacio-
nal do Brasil. Sobre esse fluxo migratório, pode-se
afirmar que os:
I – eslavos, os italianos, os alemães e os poloneses
concentraram-se na região sul do país, onde se ins-
talaram no final do século XIX, o que explica, em
boa parte, a predominância de brancos entre a popu-
lação sulista;
II - japoneses, chegando, em grande parte, a partir
de 1908, concentraram-se em São Paulo e no Pará,
dedicando-se nesse último estado, à agricultura da
pimenta-do-reino;
III - negros, oriundos da África são mais numerosos
no nordeste, primeira grande área de atração popu-
lacional do Brasil.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
a) I apenas. b) I e II apenas.
c) I e III apenas. d) II e III apenas.
e) I, II e III.
4. (CESGRANRIO) No verão, os pastores se dirigem,
com seus rebanhos, para as altas montanhas da zona
temperada, devido aos bons pastos que existem aci-
ma da zona florestal. Esse movimento migratório é
conhecido como:
a) Pendular. b) Diário. c) Transumância.
d) Definitivo. e) Êxodo rural.
5. (UNIRIO)
Os anos 90 estão mudando o Brasil
O gráfico a seguir demonstra uma mudança no com-
portamento da população brasileira.
Número de migrantes em milhões
Quanto às características do processo apresentado
no gráfico é correto afirmar que:
3,1
2,7
0
0,5
1
1,5
2
2,5
3
3,5
1980-1991 1991-1996
20
a) Na década de 90 houve uma diminuição do ritmo
de migrações dos pequenos municípios para as cida-
des médias.
b) Atualmente o intenso movimento migratório é de
nordestinos para a região Sudeste, que representa
um pólo de tração populacional.
c) Entre 1991 e 1996, acentua-se o êxodo rural, tor-
nando-se o mais importante movimento populacio-
nal interno.
d) A partir dos anos 90, passaram a predominar flu-
xos migratórios de âmbito intra-regional ou intra-
estadual.
e) As regiões metropolitanas registraram, hoje, altas
taxas de crescimento em virtude dos movimentos de
migração de retorno.
6. (UERJ) “Mano velho, mando as primeiras notícias des-
de que deixei você e a família no nosso lugar. As dificul-
dades são muitas. A chuva não falta, embora tenha uma
época em que diminui um pouco. Já a terra não é tão fértil
quanto parecia: se a gente não cuida, ela logo cansa, por-
que a água só leva o que ela tem de bom. E somente
quando se derruba aquela mata densa é que se vê que o
chão não é plano, e sim ondulado. Com isto, e ainda mais
a distância até o rio, tudo fica mais difícil.
De qualquer maneira, ainda está dando para levar melhor
do que aí na terra; pelo menos aqui não tem que ficar
pedindo licença a usineiro para plantar umas coisinhas...”
Imagine que o trecho acima seja de uma carta escri-
ta por um migrante para sua família.
De acordo com os elementos nela contidos, a alter-
nativa que expressa, respectivamente, as áreas de
imigração e emigração, é:
a) Campos do Sul – Mata de Araucária.
b) Cerradões do Centro-Oeste – Agreste.
c) Caatinga do Nordeste – Pampa Gaúcho.
d) Terra-firme na Amazônia – Zona da Mata Nordestina.
7. (UERJ) “Laércio Pereira da Silva, 18, veio do interior
da Bahia para trabalhar durante quatro meses na colheita
do café(...). Segundo o sindicato dos trabalhadores ru-
rais(...), cerca de 25 mil trabalhadores migram do norte
de Minas gerais e do sul da Bahia para a região cafeeira
de Patrocínio (Triângulo Mineiro) nesta época (julho).” (FO-
LHA DE SÃO PAULO, 07/08/98)
A utilização de mão-de-obra migrante pela economia
cafeeira explica-se por:
a) Necessidade de replantio anual do cafezal, obri-
gando à contratação de um contingente extra de agri-
cultores.
b) Sazonalidade na cultura do café, implicando uma
variação da necessidade de trabalhadores ao longo
do ano.
c) Ocorrência da seca no sertão mineiro e baiano,
liberando trabalhadores da cultura de cana-de-açú-
car na região.
d) Organização de frentes de trabalho no triângulo
Mineiro pelo governo federal, atraindo migrantes para
a cafeicultura.
8. (UFF) O mapa a seguir mostra um dos principais
fluxos migratórios das últimas décadas no Brasil, o
dos Sulistas ou “Gaúchos”.
b) O fluxo migratório de sulistas começou a partir
das zonas coloniais do Rio grande do Sul para o oes-
te de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná, acompa-
nhando as regiões de mata, mas hoje ocorre, tam-
bém, em regiões de cerrado do centro Oeste.
c) Ao contrário dos migrantes nordestinos, muitos
pobres, os sulistas são, na maioria, grandes empre-
sários que possuem muito capital para investir nas
indústrias nascentes no Norte e Centro-Oeste.
d) Um dos produtos mais difundidos pelos sulistas é
o trigo, cujas novas sementes permitem o seu culti-
vo, hoje, inclusive em áreas de clima equatorial como
a Amazônia.
e) Um dos principais motivos que levam os sulistas
a deixarem o Sul em direção às fronteiras agrícolas é
a extinção das terras agriculturáveis na região e o
fracionamento excessivo dos antigos latifúndios.
9. (ESA) Algumas regiões brasileiras desenvolveram-
se em função dos grupos étnicos que atraíram, bem
como das atividades introduzidas pelos mesmos no
local. Assinale a alternativa correta:
a) Os alemães do vale do rio Itajaí-açu dedicam-se
à extração mineral, sobretudo o ferro, manganês e
carvão.
b) Os negros do Recôncavo baiano introduziram, na
região, o cultivo de algodão, destacando-se como um
dos primeiros grandes ciclos econômicos da História
do Brasil.
c) No vale do rio Paraíba do Sul, os italianos introdu-
ziram, com sucesso, a cultura da soja.
d) O vale do Ribeira do Iguape concentrou japoneses
que se dedicam ao cultivo do chá.
e) Os povos de origem eslava predominam no Para-
ná, onde se dedicam, principalmente, ao comércio
varejista.
10. (C.M.-NOVA FRIBURGO/RJ) Ao iniciar sua aula
sobre migrações internas, o professor escreveu no
quadro de giz as seguintes estrofes de uma música
popular dos meados do nosso século:
“Quatro horas da manhã
Sai de casa o Zé marmita
Pendurado na porta do trem
Zé marmita vai e vem”
21
O tipo de migração demonstrado na música pode ser
classificado como:
a) inter-regional b) transumância
c) êxodo rural d) pendular
e) sazonal
11. (UNIRIO) das afirmativas abaixo, sobre as mi-
grações no Brasil, apenas uma NÃO é verdadeira. As-
sinale-a;
a) A imigração foi muito importante no período de
1850 até 1834.
b) A migração rural-urbana ou êxodo rural se acele-
rou após 1950.
c) A migração rural-rural, de uma área agrícola para
outra, sempre foi de pouca importância.
d) As migrações pendulares nas grandes cidades vêm
aumentando de intensidade desde a década de 50.
e) As transformações econômicas que ocorrem no
centro-sul têm provocado uma grande mobilidade
populacional.
12. (UGF/RJ) “No Brasil esse tipo de migração é prati-
cada em vários lugares do país. No Nordeste ocorre en-
tre o Sertão e o agreste e a Zona da Mata. Após a colheita
do feijão e do milho em suas pequenas propriedades,
trabalhadores deslocam-se para a Zona da mata, aonde
vão se empregar no trabalho sazonal do corte da cana-de-
açúcar, retornando para suas propriedades ao término
da safra”. (ADAS, Melhem e Sérgio ADAS – colaborador;
panorama Geográfico do Brasil: contradições, impasses
e desafios sócioespaciais. São Paulo: Modema, 1998, pág.
517 – adaptado).
O movimento populacional descrito no texto recebe
o nome de:
a) Êxodo urbano. b) Imigração.
c) Transumância. d) Migração diária.
e) Pendular urbana.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO II
1. (CN)
“(...) ta vendo aquele colégio, moço?
eu também “trabaiei” lá
lá eu quase me arrebento
fiz a massa, pus cimento
ajudei a rebocar
minha “fia” inocente
vem pra mim toda contente
Pai, vou me matricular
mas me diz um cidadão: criança de pé no chão
aqui não pode estudar
essa dor doeu mais forte
porque é que eu deixei o norte
eu me pus a dizer: lá seca castigava
mas o pouco que eu plantava
tinha direito de comer...”
(Cidadão – Lúcio Barbosa)
Os versos acima retratam a realidade de boa parte
da população nordestina, que parecem ter se torna-
do “um povo errante” dentro de seu próprio país.
Conhecendo a dinâmica política-socioeconômica des-
ta região, assinale a alternativa que faça referência
correta a uma causa desta realidade.
a) O constante deslocamento de trabalhadores nor-
destinos para o centro-sul do país acaba inviabilizan-
do projetos econômicos para o nordeste, já que, além
de uma mão-de-obra desqualificada, a região acaba
gerando um mercado consumidor reduzido e, conse-
qüentemente, uma área de repulsão demográfica.
b) O nordestino migra para o centro-sul do país, na
maioria das vezes, por falta de opções em sua terra
natal, onde uma estrutura política-socioeconômica
arcaica e um crescimento vegetativo elevado contri-
buem para incompatibilizar a fixação deste povo e
sua região de origem.
c) O deslocamento gradativo de nordestinos para
outras regiões do país obedece a um ciclo normal,
onde as regiões mais desenvolvidas tendem a com-
portar-se como áreas de atração e as menos favore-
cidas como de repulsão populacional.
d) O Nordeste, por possuir uma grande deficiência
em termos cultural, econômico e social, acaba en-
frentando problemas maiores do que as demais regi-
ões do país, principalmente numa época em que a
economia encontra-se cada vez mais globalizada.
e) O êxodo-rural é o elemento fundamental para en-
tendermos a migração nordestina, onde a mecaniza-
ção da agricultura expulsa grande parte do povo rural
para os grandes centros urbanos.
2. (PUC/RJ) “A migração tem sido ao longo da história,
um elemento importante na dinâmica demográfica e econô-
mica brasileira. Seja através das migrações do além-mar,
em um primeiro momento, seja em função da mobilidade
interna posteriormente, o fato é que o fenômeno migratório
não pode ser desconsiderado quando se pretende enten-
der ou mesmo descrever a trajetória populacional do país.”
(CUNHA, José Marcos P. da. A mobilidade intra-regional na metró-
pole; Consolida-se uma questão. Travessia – revista do migrante,
nº 23 – 1995. CEM – São Paulo).
Com relação aos diferentes momentos das migrações,
durante o século XX, no Brasil, qual das alternati-
vas NÃO faz uma correlação correta?
a) Até a crise de 29: economia agroexportadora; des-
taque da imigração estrangeira.
b) Período pós-30: Industrialização restringida; flu-
xos populacionais para as fronteiras agrícolas e para
as grandes cidades.
c) Entre as décadas de 50 e 70: Industrialização avan-
çada: intensa mobilidade inter-regional e interesta-
dual; direção Sudeste destacadamente São Paulo.
d) Década de 80: Crise, redução da mobilidade inte-
restadual; migração de retorno.
e) Década de 90: Recuperação econômica: ressurgi-
mento dos grandes fluxos inter0regionais; direções
NE-SE e Sul-Norte.
3. (VASSOURAS/RJ) Assinale as características corre-
tas das migrações internas no Brasil entre 1950 e 1980.
a) Incorporação da Amazônia; grandes deslocamen-
tos Nordeste-Norte e Centro-Oeste-Norte.
b) Intensificação da industrialização. Grande mobili-
dade inter-regional, com predomínio de fluxos para o
Sudeste.
c) Economia agrário-exportadora; migração estrangeira.
d) Indústria manufatureira; fluxos de áreas de ex-
pansão agrícolas e cidades médias.
e) Industrialização substitutiva; migração de retorno
cidade-campo.
22
4. (UFRURJ/RURAL) O êxodo rural, o crescimento
desordenado das cidades, a especulação imobiliária,
a ocupação operaria das zonas suburbanas e as ci-
dades dormitórios são componentes articulados da
realidade populacional brasileira que implica no mo-
vimento migratório.
a) Inter-regional b) Urbano-rural
c) Sazonal d) Pendular
e) Transumante
5. (ALFENAS/MG) A respeito do processo migratório
Nordeste/Sudeste no Brasil, na década de 80, é COR-
RETO afirmar que:
a) A onda migratória em direção ao Sudeste, particu-
larmente para a Grande São Paulo, continuou inal-
terada.
b) A região Sudeste apresentou um fenômeno inédito
pois, pela primeira vez, o saldo migratório foi negativo.
c) A promessa do governo em realizar a transposição
do rio São Francisco para a região da seca nordestina
influi na redução do fluxo migratório.
d) As políticas governamentais de apoio aos nordes-
tinos afetados pela seca começaram a surtir efeito,
contribuindo para reduzir a migração.
e) O aparecimento do MST (Movimento dos Trabalha-
dores Rurais Sem-Terra) na região Amazônica deslo-
cou a migração nordestina para aquela região em
busca dos assentamentos.
6. (PUC/RS) Os brasiguaios são o resultado da ex-
pulsão de milhares de agricultores do sul do Brasil,
iniciada na década de 50. O seu retorno às terras
brasileiras constitui mais um problema social. O país
que abrigou esses indivíduos e o principal Estado
repulsor são, respectivamente:
a) Uruguai e Paraná.
b) Paraguai e Rio grande do Sul.
c) Bolívia e Santa Catarina.
d) Uruguai e Rio Grande do Sul.
e) Paraguai e Paraná.
7. (FAPA/S) Nos vales da Serra Geral, bem como da
Depressão Periférica contígua, no Rio Grande do Sul,
processou-se uma forma de ocupação territorial dis-
tinta da que ocorreu na Campanha Gaúcha. O agen-
te responsável pela ocupação dos referidos vales foi
sobretudo o
a) bandeirante vindo de São Paulo
b) imigrante alemão
c) imigrante açoriano
d) imigrante italiano
e) lagunense tropeiro de gado.
8. (UEPB) A ilustração abaixo mostra que os fluxos
migratórios são uma constante no espaço brasileiro.
Assinale a alternativa em que os fatores explicam a
rapidez com que o campo tem jogado os trabalhado-
res rurais em direção aos centros urbanos.
a) Estímulo à agricultura de subsistência, mecaniza-
ção agrícola e modernização do sistema de trabalho.
b) Prática da cooperação agrícola, concentração fun-
diária e centralização de capital na cidade.
c) Concentração fundiária, mecanização agrícola, al-
teração nas relações de trabalho e alocação do capi-
tal no campo.
d) Fascínio pela cidade, desenvolvimento das colôni-
as agrícolas e práticas do sistema policultor.
e) Especulação imobiliária, segregação social e ins-
talações de comunas populares.
9. (UFPI) Importantes movimentos migratórios vêm
ocorrendo no Brasil, nos últimos 20 anos, destacan-
do-se entre estes as migrações rural-urbanas. Sobre
este assunto, marque a alternativa correta.
a) Trata-se de migrações pendulares que ocorrem nos
grandes centros urbanos, especialmente nas princi-
pais metrópoles.
b) São migrações inter-regionais aceleradas pelo pro-
cesso industrial que se deu em todas as regiões bra-
sileiras.
c) São as migrações que vêm ocorrendo para as cida-
des do Nordeste em função da ampla mecanização
do campo nesta região.
d) Constituem-se da saída de pessoas do campo para
as cidades, tanto por fatores de modernização como
de estagnação do campo.
e) São as migrações que vêm ocorrendo na Região
Nordeste para o Centro-Sul, em função do cresci-
mento industrial desta região.
10. (UFRURJ) “As grandes migrações são, aliás, uma
resposta e representam, na maior parte dos casos, uma
queda no valor individual: o abandono não desejado da
rede tradicional de relações longamente tecidas através
de gerações; a entrada já como perdedor em outra arena
de competições cujas regras ainda tem que aprender; a
ruptura cultural com todas as suas seqüelas e todos os
seus reflexos. A maior parte das pessoas não é, hoje,
diretamente responsável por estar aqui e não ali, vítimas
de migrações que podem ser qualificadas de forçadas.”
(Adap. De OLIVA, Jaime e GIANSANTI, Roberto. Temas
da geografia do Brasil. São Paulo, Atual, 1999. p.326)
O que melhor traduz a natureza do processo acima é:
a) A oportunidade de trabalho não é determinante
para as migrações.
b) Essa migração, embora de difícil adaptação, é do
tipo diária ou pendular.
c) A adaptação cultural do migrante e demorada, mas
acaba inevitavelmente acontecendo.
d) A necessidade determina a migração, que se torna
involuntária e sofrida.
e) Nessas migrações, a queda no valor individual é
decorrência exclusiva dos salários.
11. (VASSOURAS/RJ) Na reorganização do espaço
brasileiro nas últimas décadas, tiveram papel rele-
vante as migrações inter-regionais.
A respeito desse assunto, assinale a afirmativa FALSA.
a) A Região Nordeste é a que mais foi marcada pelos
efeitos das emigrações de sua população.
23
b) Os movimentos migratórios na década de 90 foram
menos intensos do que os verificados em décadas
anteriores.
c) Em relação à imigração estrangeira, o Brasil sem-
pre adotou políticas de atração, captação e irrestrito
apoio a este tipo de fluxo.
d) As Regiões Norte e Centro-Oeste foram as que,
mais recentemente, receberam fortes correntes mi-
gratórias.
e) A Região Sudeste foi, em décadas anteriores, o
destino de grandes levas de imigrantes.
12. (ENEM)
O problema enfrentado pelo migrante e o sentido da
expressão “sustança” expressos nos quadrinhos,
podem ser, respectivamente, relacionados a
a) rejeição c/ alimentos básicos.
b) discriminação / força de trabalho.
c) falta de compreensão / matérias-primas.
d) preconceito / vestuário.
e) legitimidade / sobrevivência.
O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO
E METROPOLIZAÇÃO
NO BRASIL
A urbanização brasileira
A grande maioria da população brasileira – 81,23%
dos habitantes – reside em áreas urbanas.
Em 1999, segundo a pesquisa Nacional por amostra
de Domicílios (Pnad), do IBGE, a Região Nordeste
tinha uma das maiores taxas de urbanização, mas
em 2000 foi desbancada pelo Centro-Oeste. Essa re-
gião e o Sudeste apresentam os maiores índices de
urbanização de 86,73% e 90,52%, respectivamente.
O processo de urbanização no Brasil começa na dé-
cada de 40. A expansão das atividades industriais
em grandes centros atrai trabalhadores das áreas
rurais, que vêem na cidade a possibilidade de rendi-
mentos maiores e melhores recursos nas áreas de
educação e saúde.
O Brasil deixa de ser um país essencialmente agríco-
la no final da década de 60, quando a população urba-
na chega a 56%. Para essa mudança contribui a me-
canização das atividades de plantio e colheita no
campo – que expulsa enormes contingentes de traba-
lhadores rurais – e a atração exercida pelas cidades
como lugares que oferecem melhores condições de vida
com mais acesso à saúde, educação e emprego.
POPULAÇÃOURBANA DISTRIBUIÇÃOREGIONAL(em%)
REGIÕES 1999(*) 1996 1991 1980 1970 1960
Norte - 622,35 59,04 50,32 45,13 37,38
Nordeste 63,6 65,21 60,25 50,46 41,81 33,89
Sudeste 88,7 89,29 88,02 82,81 72,68 57,00
Sul 78,4 77,21 74,12 62,41 44,27 37,10
Centro-Oeste 81,8 84,42 81,28 70,84 48,04 34,22
Total 79,7 78,36 75,59 67,59 55,92 44,67
(*) Informação não disponível para a Região Norte
Fonte: IBGE
Nos anos 70, a população urbana soma 52 milhões
contra 41 de moradores nas áreas rurais. As grandes
cidades, por concentrar o maior número de fábricas,
são as que mais atraem os trabalhadores vindos do
campo. Nesse período, a capital de São Paulo recebe
aproximadamente 3 milhões de migrantes de diver-
sos estados. A Região Sudeste destaca-se como a
mais urbanizada. Entre 1970 e 1980, a expansão ur-
bana mantém-se em níveis elevados (4,44% ao ano),
e, no final da década, 67% dos brasileiros já residem
em centros urbanos. Em 1980, todas as regiões bra-
sileiras têm nas cidades a maioria dos seus habi-
tantes.
POPULAÇÃO URBANA - 2000
O processo de urbanização diminui nos anos poste-
riores, mas as áreas rurais passam a registrar cres-
cimento negativo pela primeira vez, por causa da re-
dução de sua população em números absolutos. Entra
1991 e 1996, as cidades ganham cerca de 12,1 mi-
lhões de habitantes, o que resulta na elevada taxa
de urbanização de 78%. O ano de 1996 é um marco
na superioridade numérica da população urbana em
todos os estados brasileiros. O último a fazer a tran-
sição é o maranhão, que até 1991 apresentava a maior
parte da população em áreas rurais.
Na mesma década de 90, porém, o surgimento de
novos postos de serviços desvinculados da agricul-
tura nas áreas rurais tende a diminuir o êxodo do
campo. Prestação de serviços, construção civil, co-
mércio e área social são setores em crescimento nas
áreas rurais e já chegam a garantir rendimentos
mensais maiores que os da cidade.
A maioria dos migrantes não tem escolaridade nem
experiência profissional, o que faz com que aceitem
69,87
86,79
69,87
90,52
80,94 81,25
0
20
40
60
80
100
Norte Centro-
Oeste
Nordeste Sudeste Sul Brasil
24
empregos mal remunerados e se sujeitem a traba-
lhos temporários ou atividades informais para so-
breviver, como as de camelô ou vendedor ambulante.
Os baixos rendimentos levam esse trabalhador para
as periferias das grandes cidades – com freqüência,
loteada por favelas e moradias irregulares e por isso,
mais baratas. Muitas dessas residências, feitas de
modo precário e com materiais frágeis, são erguidas
próximas a margens de córregos, charcos ou terre-
nos íngremes e enfrentam o risco de enchentes e
desmoronamentos em estações chuvosas.
A distância das áreas ventrais dificulta o acesso des-
sa população aos serviços de saúde e à educação, e
as periferias atendem precariamente a suas neces-
sidades básicas de abastecimento de água, luz, es-
goto e transportes públicos. Faltam, creches para os
filhos das mulheres que trabalham, a alimentação
insuficiente ou de má qualidade contribui para o sur-
gimento de doenças e desnutrição infantil e as pou-
cas opções de lazer para os adolescentes favorecem
a eclosão da violência.
Nas últimas décadas, o movimento em direção às
áreas periféricas é significativo nas regiões metro-
politanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Hori-
zonte e Salvador e pode ser observado na dimensão
da população de usas áreas metropolitanas que pros-
peram a taxas médias de 2,4 ao ano. São Paulo, Rio
de Janeiro e Salvador são as metrópoles que mais
enfrentam esse tipo de problema.
A rápida urbanização faz co que as cidades vizinhas,
ou um município e seus subúrbios, aumentem de
tamanho e, em conseqüência, formem um só con-
junto. Esse processo, chamado conurbação, eclode
no Brasil em 1980 e prolonga-se na década de 90 em
diversas regiões. A instituição de região metropoli-
tana, porém, apresenta sérios problemas quando não
se criam os serviços necessários, como transporte
público e habitação, para atender ao crescimento da
população desse conjunto de cidades.
O espaço produtivo das grandes cidades já cede lugar
as expansões das médias e pequenas cidades do in-
terior, dotadas de infra-estrutura mínima para o de-
senvolvimento produtivo. As capitais regionais já co-
operam com os maiores investimentos econômicos dos
seus respectivos estados. Esse avanço se deve ao
desenvolvimento das economias globalizadas.
Belém 1.401.305 1.794.981 193.676 2,82
São Luís 820.137 1.068.436 248.299 3,01
Fortaleza 2.401.878 2.975.703 573.825 2.43
Natal 826.208 1.040.169 213.961 2,62
Recife 2.919.979 3.335.704 415.725 1,50
Maceió 786.643 987.973 201.330 2,59
Salvador 2.496.523 3.018.285 521.764 2.15
Belo Horizonte 3.515.542 4.342.367 826.825 2,40
Colar
Metropolitano 390.749 469.393 78.644 2,08
de Belo Horizonte
Vale do Aço 38.884 399.442 60.558 1,86
Colar
Metropolitano
do Vale do Aço
159.672 163.313 3.441 0,24
Grande Vitória 1.126.618 1.425.788 299.150 2,68
Rio de Janeiro 9.814.574 10.872.768 1.058.194 1,15
São Paulo 15.444.941 17.834.664 2.389.723 1,63
Baixada Santista 1.220.249 1.474.665 254.416 2,15
Campinas 1.866.035 2.333.230 467.205 2,54
Curitiba 2.063.654 2.725.629 661.975 3.17
Londrina 551.018 647.760 96.742 1,83
Maringá 381.369 423.898 92.329 2,46
Florianópolis 530.621 708.391 127.770 3,29
Área de Expansão
de Florianópolis
98.562 106.772 8.210 0,90
Vale do Itajaí 320.374 399.498 79.124 2,51
Área de Expansão
do Vale do Itajaí
113.326 138.816 25.490 2,30
Norte/Nordeste
Catarinense 383.622 471.893 68.271 2,35
Área de Expansão
do Norte/Nordeste 354.254 451.439 99.185 2,81
Catarinense
Porto Alegre 3.347.010 3.655.834 508.824 1,70
Goiânia 1.227.016 1.636.465 409.449 3,28
Região Integrada de
Desenvolvimento 2.149.921 2.943.420 793.499 3,59
do Distrito Federal
Total das Regiões
Metropolitanas 56.850.892 67.898.496 11.047.604 2,01
Brasil 146.825.475 169.590.693 22.765.218 1,63
Fonte: Censos Demográficos, 1991 e 2000/IBGE
Em 2000, o Brasil alcança o total de 28regiões metro-
politanas em todo o país.
No número de habitantes que vivem nestas regiões
atinge a faixa de 88 milhões que corresponde a 40%
da população total. Apenas nas três maiores – São
Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte – vivem qua-
se 20% da população do país.
A taxa média de crescimento das regiões metropoli-
tanas entre 1991 e 2000 é de 2,01%, enquanto a das
não-metropolitanas é de 1,38%. Rio de janeiro e Re-
cife foram as regiões que menos cresceram com ta-
xas anuais médias de 1,15% e 1,50%, respectivamen-
te. No mesmo período, as metrópoles que mais
cresceram foram Distrito Federal, com taxa média de
3,59%, e Florianópolis, com 3,29%.
A população das capitais tem crescido mais lenta-
mente do que a do interior. Rio de Janeiro e São
Paulo apresentam até 2000 as taxas mais baixas
entre todas.
No entanto, nos municípios periféricos das capitais,
que na maioria dos casos pertencem à região metro-
politana, as taxas de crescimento médio giram em
REGIÕES
METROPOLITANAS
POPULAÇÃO
1991 2000
CRESC.
ABSOLUTO
1991/2000
TAXA MÍN.
DE
CRESC.
ANUAL(%)
1991/2000
25
torno de 5% ao ano. No Rio de Janeiro, esse proces-
so está ocorrendo principalmente nos municípios da
Baixada Fluminense.
DISTRIBUIÇÃO DOS MUNICÍPIOS
POR FAIXA POPULACIONAL - 2000
Com menos de 50.000 4.980 90,43 6.212.375 3,66
De 50.001 a 100.000 303 5,50 21.004.081 12,40
De 100.001 a 500.000 193 3,50 39.541.616 23,32
De 500.001 a 1.000.000 18 0,33 12.550.361 7,40
Com mais de 1.000.000 13 0,24 90.236.010 53,22
TOTAL 5.507* 100 169.544.443 100
* Total de municípios em 2000, sem os que seriam instalados em
2001, totalizando 5.561. Fonte: dados Preliminares do censo De-
mográfico 2000/IBGE
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. (CN) Sua turma no colégio fez, na aula de Geogra-
fia, um trabalho em equipe em que dois dos grupos
de alunos concluíram:
Grupo A – Por meio do recolhimento de impostos, os
bens e serviços urbanos são desigualmente distri-
buídos no espaço das cidades.
Grupo B – Nas cidades coexistem zonas bem equipa-
das com infra-estrutura urbana e outras extrema-
mente carentes de bens e serviços.
O assunto da aula era;
a) Hierarquia urbana
b) Processo de desmetropolização
c) Movimentos sociais nas cidades
d) Segregação sócioespacial urbana
e) Especulação imobiliária nas cidades
2. (CN) Os níveis de hierarquia urbana brasileira
seguem a seguinte ordem de importância:
a) Metrópole Nacional, Metrópole Regional, Capital
Regional
b) Megalópole, Cidade Local, Metrópole Nacional
c) Centro-locais, Metrópole Nacional, Sub-regionais
d) Megalópole, Cidades Regionais, centro Periférico
e) Metrópole Regional, Centro sub-regional, Cidade Local
3. (ESA) As áreas mais industrializadas do litoral e
da Zona da Mata, e também do Nordeste como um
todo, são as regiões metropolitanas de:
a) Salvador – recife – Fortaleza.
b) São Luís – Teresina – Aracaju.
c) Natal – João pessoa – Maceió.
d) Paraíba – João pessoa – São Luís
e) Teresina – Maceió – Aracati.
4. (ESA) Tradicionalmente as cidades brasileiras de
Volta Redonda e Barra Mansa são citadas como exem-
plos característicos, em nosso país, do processo de:
a) transumância
b) inchação
c) metropolização
d) êxodo rural
e) conurbação
5. (UERJ) “No rearranjo espacial do sistema, as gran-
des corporações localizaram suas subsidiárias principal-
mente nas metrópoles de países periféricos, onde encon-
traram as mais favoráveis condições para reprodução do
seu capital. Ao mesmo tempo, aí implantaram as sedes de
gestão de seus negócios. Formaram-se elos de uma ca-
deia seleta de metrópoles, onde se realizam o controle e o
comando do mercado capitalista no plano global (...). (COR-
DEIRO, Heleno Kohn. O Novo Mapa do Mundo. São Paulo
– Hucitec – Anpur, 1993.)
Essa crescente importância de algumas metrópoles
da periferia do sistema capitalista, especificamente
na consolidação de cidades globais em uma econo-
mia internacionalizada, é facilitada, nos dias atuais,
sobretudo, por:
a) redução da circulação de bens e serviços;
b) crescimento da população dos meios rural e urbano;
c) ampliação da rede de transportes rodoviário e fer-
roviário;
d) desenvolvimento das tecnologias de informática e
telecomunicação;
6. (UNIRIO) A partir da década de 90, a urbanização
brasileira vem sofrendo uma reorientação, pois se
observa que:
a) a melhoria das condições de vida no campo, ocor-
rida nas últimas décadas, tem colaborado para fixar
o homem ao campo, reduzindo o êxodo rural;
b) as sucessivas crises econômicas ten provocado
uma estagnação do parque industrial brasileiro e da
oferta de serviços, colaborando para uma redução
percentual de população urbana;
c) nos últimos anos, passou a seguir o modelo de
urbanização dos países desenvolvidos, onde a popu-
lação tende a se concentrar, cada vez mais, nas regi-
ões industriais tradicionais das grandes metrópoles;
d) no Brasil, a população das grandes metrópoles tem
crescido mais lentamente que a das cidades médias,
indicando um processo de interiorização do cresci-
mento urbano;
e) se intensifica o processo de formação das megaló-
poles nas regiões Norte e Nordeste e, no Centro-
Sul, diminuem as conurbações, tanto nas cidades
médias como nas metrópoles.
7. (UERJ)
EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO DAS REGIÕES
METROPOLITANAS EM RELAÇÃO À
POPULAÇÃO TOTAL DO BRASIL (%)
1970 1980 1991
São Paulo 8,7 10,6 10,4
Rio de Janeiro 7,6 7,6 6,6
Belo Horizonte 1,7 2,1 2,4
Porto Alegre 1,6 1,9 2,1
Recife 1,9 2,0 2,0
Salvador 1,2 1,5 1,7
Fortaleza 1,1 1,3 1,6
Curitiba 0,9 0,8 0,9
Belém 0,7 0,8 0,9
Total 25,4 29,0 29,1
Fonte: ? Santos. A urbanização Brasileira.
% POPULAÇÃO %MUNICÍPIOS POR
N
O
DE HABITANTES
NÚMERODE
MUNICÍPIOS
26
De acordo com a evolução da percentagem de habi-
tantes de cada região metropolitana no Brasil, pode-
se deduzir que, atualmente, existe a tendência de:
a) aceleração contínua do êxodo rural;
b) estagnação no crescimento da população do país;
c) reversão no crescimento das metrópoles nacionais;
d) diminuição da população absoluta das maiores
concentrações urbanas.
8) (UFRN) No censo de 1991, o IBGE constatou que a
participação da população urbana, no total da popu-
lação brasileira, atingia níveis próximos aos dos pa-
íses desenvolvidos.
Esse fato está relacionado à(ao)
a) redução progressiva da área de latifúndio;
b) aumento vegetativo da população nos centros re-
gionais;
c) retração da fronteira agrícola e à migração inter-
regional;
d) crescimento industrial e à migração campo-cidade.
9. (UERJ) Relacione o texto com a mensagem do
anúncio:
A alternativa que caracteriza a segregação social ur-
bana nas metrópoles é:
a) políticas de estado atuantes na economia visam à
desintegração social nas metrópoles;
b) setores da economia alimentados pela inseguran-
ça existente reforçam as barreiras sociais;
c) ideologias defensoras da separação permitem a
aceleração do crescimento da cidade;
d) segmentos da sociedade ligados à marginalidade
impossibilitam as políticas de distribuição de renda;
10. (UERJ) A Região Metropolitana do Rio de Janei-
ro ocupa apenas 15% da superfície total do estado e
abriga por volta de 80% de sua população. Em outros
estados – como São Paulo e Minas Gerais – as regi-
ões metropolitanas não abrigam percentagens tão
elevadas.
Comparando as diferenças de percentagens populacio-
nais das regiões metropolitanas citadas, a melhor ra-
zão para a especificidade no caso do Rio de Janeiro é:
a) adensamento populacional e do setor de serviços,
estimulando a migração de retorno dos demais mu-
nicípios;
b) concentração demográfica e econômica da capital
e sua periferia, acarretando poder decisório reduzido
dos municípios do interior;
c) pressão da imigração estrangeira e das migrações
internas, incentivando a desaceleração populacional
das cidades do interior;
d) retomada de crescimento econômico e político,
promovendo maior participação nas trocas de produ-
tos agrícolas com os estados limítrofes.
11. (UNIFESP) Megacidades são aglomerações urba-
nas que
a) alojam centros do poder mundial e sedes de em-
presas transnacionais;
b) concentram mais de 50% da população total, em
países pobres;
c) têm mais de 10 milhões de habitantes, sejam em
países ricos ou pobres;
d) pertencem a países de grande importância no co-
mércio mundial;
e) não têm infra-estrutura de comunicação suficien-
te, apesar de serem grandes.
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. (CN) Após 1960, presenciamos no Brasil a materi-
alização do fenômeno intitulado urbanização. Com
base nas causas e conseqüências deste processo,
assinale a afirmativa INCORRETA.
a) O modelo industrial adotado no pós-Segunda Guer-
ra Mundial foi grande mentor das aglutinações urba-
nas, o que acelerou o processo.
b) Os países do Sul são aqueles que possuem, atu-
almente, as maiores tendências à urbanização, já que
o setor primário ainda concentra grande PEA.
c) A concentração da PEA, nos setores secundário e
terciário, é um elemento fundamental para enten-
dermos o grau de urbanização de um país.
d) A mecanização do campo e às grandes concentra-
ções de terras, são fatores que ajudam a justificar a
urbanização brasileira.
e) A apropriação do espaço industrial e das áreas li-
gadas ao comércio, e as prestações de serviços ocor-
reram recentemente, o que evitou problemas sociais
nas áreas urbanas.
2. (FUVEST/SP) No Brasil, as regiões metropolita-
nas caracterizam-se por:
a) concentração de migrantes. A classificação como
metrópole regional ou nacional depende da concen-
tração de organismos públicos federais;
b) concentração populacional em torno de um muni-
cípio. A classificação como metrópole regional ou
nacional depende da proporção de imigrantes regio-
nais ou nacionais no conjunto da população;
c) processo de desconcentração industrial. A impor-
tância regional ou nacional de sua indústria é que
permite classificar uma região como metrópole regi-
onal ou nacional;
d) conurbação de várias cidades em torno de uma
cidade central. A definição dessa cidade como metró-
pole regional ou nacional depende do alcance terri-
torial de suas atividades econômicas;
e) processo de concentração populacional em torno
de um município. A classificação como metrópole re-
gional ou nacional depende de sua influência no de-
senvolvimento industrial regional ou nacional.
3. (PUC/SP) Em 1850, a parcela da população huma-
na que vivia em cidades era de 1,7%. Para a maioria
esmagadora da população, o mundo era rural. Mais
do que todos, o século XX foi a era da urbanização.
27
Na virada para o século XXI, mais de 50% da popula-
ção mundial vivem em cidades
Considere as possibilidades abaixo:
1 – Certo isolamento geográfico.
2 – Exposição a um número maior de relações sociais.
3 – Comunidade social uni-ética, ou pouca diversida-
de étnica.
4 – Acesso a um maior volume de informações.
5 – Mobilidade social.
6 – Pequena diversidade profissional.
7 – Contatos freqüentes com outros territórios.
A vida urbana moderna possibilita para a humanidade:
a) 1, 2, 5 e 6. b) 2, 4, 5 e 7.
c) 2, 4, 6 e 7. d) 2, 4, 5 e 7. (?)
e) 1, 2, 4 e 5.
4. (UFCE-) O Brasil vem passando por um rápido pro-
cesso de urbanização. 46% em 1940, as cidades pas-
saram a abrigar 75% do total da população, em 1991.
A esse respeito, é correto afirmar que:
a) O referido processo de urbanização foi concentra-
do apenas na região Centro-Sul onde está localizado
o maior número de indústrias;
b) O intenso processo de urbanização na região Nor-
te, nos últimos anos, gerou um sistema hierarquiza-
do de centros urbanos;
c) Este processo de urbanização ocorre através da con-
tinuidade de predomínio do campo sobre a cidade;
d) A industrialização que vem se processando no
Nordeste a partir da SUDENE explica rápido cresci-
mento das cidades nesta região;
e) Os últimos censos o IBGE demonstram um au-
mento nos índices de crescimento dos centros regio-
nais e uma interiorização o crescimento urbano.
5. (UFF) A América Latina está se tornando uma das
regiões mais urbanizadas do planeta. No próximo
milênio, o percentual estimado da população urbana
latino-americana é de 80%.
O processo de ocupação urbana, em curso no terri-
tório latino-americano, apresenta entre suas carac-
terísticas:
a) Forma difusa, que acompanha um lento êxodo ru-
ral, assinalada por uma rede urbana de pequenas
cidades;
b) Crescimento acelerado, particularmente após a II
Guerra Mundial, e forma concentrada em uma rede
urbana marcada pela presença de grandes cidades;
c) Estrutura homogênea, formando rede de cidades
médias conectadas ao desenvolvimento de ativida-
des rurais e mineradoras;
d) Função administrativa e portuária, constituindo
uma rede litorânea de cidades como suporte das ati-
vidades de importação de bens;
e) Conteúdo marcadamente regional das cidades e
forma dispersa que obedece à disposição do relevo.
6. (CESGRANRIO) A respeito da ocupação das áreas
urbanas da cidade do Rio de Janeiro, é INCORRETO
afirmar que:
a) A estrutura urbana da cidade do Rio de Janeiro
reflete a concentração de renda no município;
b) A estrutura de alguns subúrbios apresenta as lo-
jas dos bairros nobres, porém articuladas às realida-
des locais;
c) A população dos bairros mais pobres representa,
em sua maioria, a mão-de-obra barata que atende o
mercado informal;
d) Os bairros mais pobres e os bairros mais ricos
estão interligados por uma malha urbana rodoviária;
e) O deslocamento pendular da população dos su-
búrbios está diminuindo a cada década em volume e
quantidade.
7. (CEFET) A rede urbana brasileira é constituída
por várias cidades ligadas de maneira hierárquica
entre si, isto é, umas são mais influentes sobre as
outras, e assim por diante. Sobre o sistema urbano
brasileiro, assinale a alternativa correta.
a) Dentro da hierarquia urbana existem cidades que,
devido à sua importância, são conhecidas com me-
trópoles nacionais. A metrópole nacional, em função
do seu alto grau hierárquico, é a capital administra-
tiva do país.
b) Toda capital de estado no Brasil é uma metrópole
regional, mas nem toda metrópole regional é capital
de um estado brasileiro.
c) O Brasil possui duas metrópoles nacionais: Rio
de Janeiro e São Paulo, que, por sua importância
polarizam o país inteiro.
d) A metrópole regional é aquela cidade que exerce a
influência sobre uma região determinada, sendo
menos importante do que a metrópole nacional. No
caso brasileiro, temos exemplos como Curitiba (Re-
gião Sul), Manaus (Região Norte) e Natal (Região
Nordeste).
e) São Paulo é uma verdadeira megalópole, isto é,
uma cidade maior que uma metrópole. Além disso, é
a maior metrópole nacional brasileira.
8. (UFF) Os fluxogramas 1 e 2 sintetizam dois mode-
los distintos de relações entre cidades em uma rede
urbana.
A partir da análise destes fluxogramas, afirma-se:
Fluxograma 1 Fluxograma 2
Adaptado de santos, Milton. Metamorfoses do espa-
ço Habitado. Hucitec, São Paulo, 1994.
I – O fluxograma 1 apresenta a forma clássica de rede
urbana, composta por uma hierarquia rígida entre as
cidades em que são estabelecidos níveis de relações
que vão da metrópole até as cidades locais e peque-
nas vilas.
II – O fluxograma 2 apresenta um modelo de rede
urbana do período de substituição de importações,
em que as cidades locais ganham papéis de hegemo-
nia no comando dos fluxos de troca e na organização
da produção de bens e serviços.
28
III – O fluxograma 1 apresenta um modelo típico do
período atual com as cidades regionais subordina-
das às metrópoles, configurando o modelo de flexibi-
lidade dos fluxos de globalização da economia mun-
dial.
IV – O fluxograma 2 apresenta uma recente e mais
flexível hierarquia urbana, composta a partir dos avan-
ços técnicos dos transportes e comunicações, inclu-
indo-se, também, maior mobilidade locacional das
empresas.
Com relação a estas afirmativas, conclui-se:
a) Apenas a I e a III são corretas.
b) Apenas a I e a IV são corretas.
c) Apenas a II é a correta.
d) Apenas a II e a IV corretas.
e) Apenas a III é correta.
9. (USP) Podemos afirmar que rede urbana no Brasil é
a) Pouco densa no Sul, devido ao desenvolvimento
agrícola baseado no minifúndio familiar, voltado para
a produção de trigo para o consumo interno;
b) Densa no Centro-Oeste, devido ao desenvolvimen-
to agrícola baseado na produção de soja e trigo, cons-
tituindo uma hierarquia urbana completa;
c) Rarefeita no Nordeste, devido à migração da popu-
lação para outras regiões do país, que oferecem opor-
tunidades de trabalho;
d) Pouco densa no Norte, apresentando uma estru-
tura hierárquica incompleta, apesar dos investimen-
tos estrangeiros em infra-estrutura urbana, a partir
de 1970;
e) Densa no Sudeste, devido à bem desenvolvida in-
fra-estrutura de transporte e ao número de cidades,
viabilizando um sistema de fluxos de mercadorias e
de pessoas.
10. (UERJ) Considerando os estudos atuais da Geo-
grafia Urbana, os indicadores sociais apontados na ta-
bela a seguir contribuem para explicar o conceito de:
Zona Sul 69.8 2,3 10.96
Zona Norte 69.0 2,3 9.32
Madureira e
Jacarepaguá 67.3 3,1 8.08
Subúrbio próximo 66.5 4,2 7.20
Subúrbio distante 64.5 4,2 6.89
Zona Oeste 64.0 4,2 6.93
(Adaptado de http://www.no.com.br, 24/03/2001)
a) Rede geográfica
b) Hierarquia urbana
c) Desterritorialização
d) Segregação socioespacial
11. (UFF) Segundo dados do IBGE, na última década,
as cidades médias brasileiras tornaram-se significa-
tivamente mais importantes. Esses aglomerados ur-
banos se caracterizaram basicamente por serem.
a) Centros intermediários entre as metrópoles naci-
onais e as metrópoles regionais.
b) Elementos de ligação entre as metrópoles e as cida-
des menores, podendo se constituir em centros regio-
nais que prestam serviços à sua área de influência.
c) Cidades satélites que se conurbam em torno das
metrópoles e fazem parte das regiões metropolita-
nas.
d) Elos de ligação entre duas ou mais cidades peque-
nas, com vida urbana independente da influência das
metrópoles.
e) Núcleos intermediários na relação entre as me-
trópoles e as cidades da chamada fronteira agrícola
brasileira.
EXERCÍCIOS PROPOSTOS II
1. (CN)
NÚMERO DE FAVELAS EM METRÓPOLES
BRASLEIRAS (1992)
Recife São Rio de Belo Porto
Paulo Janeiro Horizonte Alegre
Nº de favelas
223 549 394 103 69
Nº de domicílios nas favelas
131.325 134.448 203.226 51.735 25.371
% de domicílios sobre o total do município
42,2 5,0 12,4 10,0 8,5
Fonte: IBGE
Assinale a alternativa que explica o conteúdo da
tabela
a) Embora o espaço urbano seja uma construção hu-
mana, sua produção e reprodução dependem das po-
líticas públicas desenvolvidas pelo Estado.
b) O processo de metropolização brasileiro reflete as
contradições do modelo econômico, no qual a acu-
mulação de riquezas caminha paralelamente com a
miséria.
c) As áreas metropolitanas apresentam mais nitida-
mente a diversidade de hábitos, costumes e cultu-
ras particulares, que criam formas diferentes de ocu-
pação do espaço.
d) O aparente caos representado pelas ocupações ir-
regulares, como as favelas, é fruto de um processo
de urbanização / industrialização recente que foi ain-
da capaz de integrar o espaço nacional.
e) As metrópoles brasileiras não resolverão seus pro-
blemas de infra-estrutura e moradia enquanto não
eliminarem os excedentes de população.
2. (CESGRANRIO) Vários autores afirmam que o pro-
cesso de metropolização no sudeste do Brasil pode-
rá, no futuro próximo, conduzir ao surgimento da pri-
meira megalópole do país. Isto significa que:
a) O êxodo rural seria reduzido pelo crescimento ace-
lerado das metrópoles.
b) Os espaços rurais de todo o sudeste seriam elimi-
nados pela expansão das metrópoles.
c) Um vasto espaço urbano contínuo se formaria de-
vido as conurbações.
d) Uma única área urbana se formaria de São Paulo e
Belo Horizonte.
e) Apenas espaços voltados à indústria surgiram de
São Paulo e Rio de Janeiro.
3. (CESGRANRIO) Procurando um melhor entendi-
mento do processo de urbanização, o IBGE estabele-
MÉDIA DE
ANOS DE
ESTUDO
ÁREAS DA
CIDADE DO
RIO DE JANEIRO
EXPECTATIVA
DE VIDA
TAXA DE
ANALFABE-
TISMO(%)
29
ceu critérios para classificar os mais de 5.000 muni-
cípios, hierarquiza-los, e com isso, desenhar a rede
urbana brasileira.
A evolução dessa rede vem recentemente registran-
do significativas alterações conforme o(a):
a) Crescimento da importância relativa das chama-
das “capitais regionais”.
b) Êxodo da população das “cidades médias” para as
megalópoles.
c) Extinção da classe de pequenas cidades conside-
radas como “centros locais”.
d) Estagnação econômica e cultural das “metrópoles
regionais”.
e) Incorporação de mais municípios à classe das “me-
trópoles nacionais”.
4. (UNIUBE/MG) A população da área metropolitana
de São Paulo e de mais duas outras metrópoles, so-
mam cerca de 20% da população brasileira. Essas
metrópoles são:
a) Belo Horizonte e Porto Alegre.
b) Belo Horizonte e Salvador.
c) Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
d) Rio de Janeiro e Recife.
e) Rio de Janeiro e Fortaleza.
5. (CESGRANRIO)
BRASIL – População urbana e rural
População 1950 1970 1990
Rural 64% 44% 25%
Urbana 36% 56% 75%
A evolução dos dados apresentados na tabela acima
revela o(a):
a) Acelerado processo de urbanização do país, após a
Segunda Guerra Mundial, acompanhado de perto pelo
êxodo rural.
b) Alta concentração de estrutura fundiária no cam-
po, iniciada e agravada a partir da década de 50.
c) Fragilidade das políticas urbanas das capitais, que
não conseguem mandar de volta para o campo os
migrantes que vêm para a cidade.
d) Forte concentração da população nas metrópoles
nacionais e regionais, provocando o esvaziamento das
cidades pequenas.
e) Modernização do país, cada vez mais urbano, ab-
sorvendo na economia urbana a massa de população
saída do campo.
6. (UNIFOA/RJ) Fenômenos sócio-econômicos e cul-
turais influenciaram a urbanização brasileira. A fase
atual, com o desenvolvimento urbano, caracteriza-
se pela:
a) infra-estrutura de serviços urbanos que se apre-
sentam eficientes, dispondo de recursos para inves-
timentos em todos os serviços.
b) igualdade na distribuição de renda pessoal urba-
na, pois a indústria determina uma melhor distri-
buição de renda.
c) concentração em alguns pontos do território naci-
onal devido à localização das indústrias.
d) desconcentração industrial, pois a interiorização
foi uma constante nos modos de utilização sócio-
econômica do espaço geográfico.
e) inexistência de excedentes populacionais urba-
nos, pois os fluxos migratórios intensos cidade-cam-
po não são significativos.
7. (FURG/RS) Pode ser definida, de modo significati-
vo, como uma construção de metrópoles, ou seja, uma
vasta região formada por diversas metrópoles e cida-
des comuns, em processo de expansão de suas áre-
as urbanas, formando uma cadeia quase contínua de
cidades.
O conceito descrito é o de
a) uma região metropolitana
b) uma megalópole
c) um sítio urbano
d) um processo de metropolização
e) uma acrópole
8. (USU/RJ) “Hoje, há quase 3 bilhões de pessoas vi-
vendo em cidades. Dentro de 25 anos serão 5 bilhões –
mais da metade da humanidade. A população urbana está
crescendo muito e criando problemas de difícil adminis-
tração. Pior: está crescendo mais e mais rapidamente em
países pobres, sem dinheiro para investir em melhora-
mentos essenciais.” (Revista Veja – nº 30 – 28/07/1999)
A partir do texto, conclui-se que:
a) O processo de urbanização no Brasil se acentuou
a partir da década de 70, sendo altamente excluden-
te.
b) À medida que a infra-estrutura de transportes e
comunicações foi se expandindo em nosso país, to-
das as regiões alcançaram igual índice de urbaniza-
ção.
c) Metrópoles Nacionais como São Paulo e Rio de
Janeiro, a partir das décadas de 70 e 80, passaram a
apresentar maiores índices de crescimento popula-
cional.
d) O subemprego hoje existente nas cidades é um
reflexo de ineficiente e desajustada rede de comuni-
cações entre a zona rural e a cidade.
e) Um ritmo de metropolização tão elevado como o do
Brasil, corresponde a índices equivalentes de cresci-
mento industrial.
9. (FESO/RJ) Assinale a alternativa FALSA a respei-
to do crescimento metropolitano.
a) Em 2000, metrópoles dos países periféricos apare-
cem entre as maiores do mundo, o que não aconte-
cia nos anos 50.
b) As cidades dos países ricos tendem a crescer me-
nos que as dos países pobres.
c) As metrópoles dos países pobres, como México e
São Paulo, transformaram-se em centros polariza-
dores, atraindo imensas levas de imigrantes.
d) Nos países pobres, o elevado crescimento das cida-
des contribui para a deterioração das condições de vida
urbana, marcada por desemprego, submoradia, margi-
nalização social e deficiência nos serviços públicos.
e) O crescimento metropolitano nos países pobres
apresenta semelhanças com o dos países ricos, es-
pecialmente no que diz respeito às taxas de incre-
mento populacional.
10. (UFSCAR/SP) Leia as afirmações
I – A experiência de planejamento urbano integrado
é citada intencionalmente com bem sucedida.
II – Apresenta corredores expressos para ônibus,
sendo o mais rápido e barato do Brasil.
30
III – A cidade instalou uma extensa ciclovia, as pra-
ças públicas foram melhoradas e os distritos comer-
ciais decadentes foram fortalecidos.
IV – Houve recuperação de espaços urbanos e a área
verde por habitante expandiu-se para 54m2, mais do
que o triplo recomendado pela OMS.
O conjunto de medidas acima foi adotado pela cidade
de
a) São Paulo b) Porto Alegre c) Belo Horizonte
d) Salvador e) Curitiba
11. (PUC/RJ) As grandes cidades dos países pobres
concentram graves problemas sócio-ambientais, EX-
CETO.
a) ausência de rede de esgoto.
b) precariedade dos transportes públicos.
c) altos índices de doenças infecto-contagiosas.
d) “déficit” de moradias e de abastecimento d’água.
e) aumento dos empregos no mercado formal.
12.(UFSCAR/SP) “Alargaram-se nume-rosas ruas e pra-
ças, tanto no centro como nos bairros. Largas e extensas
avenidas, diversos viadutos, quarteirões inteiros trans-
formados, altos prédios substituindo velhas casas e so-
brados decadentes. A cidade se transforma, cria e recria
espaços, alargando seus limites, encontrando-se comas
cidades vizinhas que vivem o mesmo turbilhão.”
(adaptado de Pasquale Petrone)
A leitura do texto e o que se conhece sobre a urba-
nização brasileira permitem afirmar que o processo
descrito
a) foi típico de São Paulo, entre os anos 50 e 70, não
tendo sido observado em outras áreas do país.
b) ocorreu nas metrópoles do Sudeste, que tiveram
um forte crescimento em função do desenvolvimento
das atividades terciárias.
c) tem ocorrido em todas as metrópoles brasileiras
que têm crescido, embora com ritmos diferentes.
d) é observado nas metrópoles do Norte e do Nor-
deste que, atualmente, lideram o crescimento urba-
no do País.
e) durou até meados da década de 80, quando as
metrópoles brasileiras deixaram de crescer devido às
crises econômicas.
13. (UFRURJ/RURAL) “A febre viária dos anos 50 e 60
não mudou apenas a forma – aparência do Rio de Janeiro;
passou a exigir também transformações no seu conteúdo.
Com efeito, a busca de melhor acessibilidade interna e
externa ao núcleo metropolitano trouxe de volta a antiga
prática da cirurgia urbana, cujos efeitos se fizeram sentir
nos bairros que estavam no caminho das novas vias ex-
pressas, túneis e viadutos...”
(Texto adaptado de OLIVA, Jaime e GIANSANTI, Ro-
berto. Temas da Geografia do Brasil. São Paulo. Atu-
al 1999 pág. 298)
Os problemas urbanos retratados no texto são de-
correntes
a) do êxodo rural, na época, que fez crescer demasi-
adamente a população da cidade.
b) do número excessivo de viadutos e vias expressas
construídos nos anos 50 e 60, na cidade.
c) da “vaidade” urbana da prefeitura da cidade, preo-
cupada com a aparência da metrópole.
d) da falta de planejamento urbano associado ao cres-
cimento do transporte rodoviário.
e) do número crescente de trabalhadores que passa-
ram a morar no núcleo metropolitano.

Geografia cn2

  • 1.
    1 Capítulo 1 O CRESCIMENTO EA DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA O Brasil chega ao ano 2000 com um pouco mais de 166 milhões de habitantes, conforme estimativa do IBGE. A população continua a crescer em uma velo- cidade menor e é maior o número de idosos. A queda de natalidade é uma das principais causas. A diminuição do crescimento da população a partir dos anos 60 deve-se basicamente a uma queda acele- rada na taxa de fecundidade, ou seja, as mulheres passam a ter cada vez menos filhos. Co o avanço da urbanização e o esgotamento da economia rural fami- liar de subsistência, os filhos deixam de ser mão-de- obra para o trabalho no campo e passam a ser a razão de gastos cada vez maiores. Além disso, têm um aces- so cada vez maior a métodos contraceptivos. Isso se reflete na taxa de fecundidade e, a partir dos anos 70, as mulheres das classes média e alta urba- nas passam ater um menor número de filhos por casal. Durante os anos 80 essa diminuição se gene- raliza entre famílias de menor renda no meio urbano e entre as de renda mais alta e no meio rural. O grau de escolarização da mulher também contribui para a opção de reduzir o número de filhos. Fecundidade TAXA POR REGIÃO Regiões 1970 1980 1990 1996 Norte 6,7 5,5 4,0 2,8(*) Nordeste 6,9 5,8 4,0 2,9 Sudeste 4,4 3,2 2,4 2,0 Sul 5,2 3,4 2,3 2,1 Centro-Oeste 5,9 4,2 2,9 2,3 Total 5,4 4,0 2,7 2,3 (*) Não inclui a população da área rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Fonte: Tendências Demográficas: Uma Análise a partir dos Resultados do Censo Demográfico de 1991 e Indicadores Sociais Mínimos - IBGE A proporção de mulheres chefes de família aumenta a cada ano. De acordo com o IBGE, elas chefiam 26% das famílias em 1999. Esse aumento do número de famílias lideradas por mulheres é um fenômeno mais urbano, decorrente da separação de casais. Com a ruptura do casamento, quase sempre a mulher se encarrega da guarda dos filhos e passa a dirigir a família. Também o fato das mulheres viverem mais tempo contribui para que um grande número delas assuma a família quando se tornam viúvas. Observamos que o crescimento vegetativo ou natu- ral corresponde à diferença entre as taxas de natali- dade e de mortalidade. No Brasil, embora essas duas taxas tenham declinado no período de 1940-1960, foi somente a partir da década de 60 que o cresci- mento vegetativo passou a diminuir. Podemos notar, que a taxa de mortalidade apresen- ta uma queda maior que a verificada na taxa de nata- lidade, no entanto, o crescimento vegetativo aumen- ta. Para que ele diminua, a queda da natalidade tem de ser mais acentuada que a de mortalidade. Logo após a Segunda Guerra Mundial, em todos os paí- ses, houve uma queda brutal nas taxas de mortali- dade, graças aos progressos obtidos na medicina durante o conflito. A taxa de crescimento vegetativo, portanto, aumentou significativamente. A partir da década de 60, com a urbanização acelerada no Brasil, a taxa de natalidade passou a cair de forma mais acentuada que a taxa de mortalidade. Conseqüente- mente, o crescimento vegetativo começou a diminuir, embora ainda apresentasse valores muitos altos, tí- picos de países subdesenvolvidos. O CRESCIMENTO POPULACIONAL (taxas médias anuais) A Transição demográfica A expressão transição demográfica designa as alte- rações no comportamento da curva demográfica em curso no Brasil. Ela se refere a uma transição entre duas situações de crescimento demográfico relativa- mente reduzido: a primeira, resultado de altas taxas de mortalidade e de natalidade; a segunda, resulta- do da diminuição da mortalidade e natalidade. Du- rante a fase de transição, registra-se um crescimen- to demográfico acelerado. Nos países desenvolvidos, a transição demográfica completou-se nas primeiras décadas do século XX. Hoje, as taxas e incrementos demográficos vigentes nesses países são bastante reduzidos. Nos países subdesenvolvidos, a transição demográfica só estará terminada nas primeiras décadas do próximo século, mas grande parte deles já exibe uma redução signifi- cativa nas taxas de natalidade e, e, conseqüência, do crescimento demográfico. O caso brasileiro ilus- tra com exatidão esse fenômeno. Apesar disso, o mito da explosão demográfica segue presente no discurso de muitos políticos e planeja- dores e na opinião pública em geral. Mais de vinte anos de publicidade sobre essa “ameaça” continuam assustando muita gente. ESQUEMA TEÓRICO DA TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA A esperança ou expectativa de vida ao nascer e a taxa de mortalidade infantil são importantes indica- dores da qualidade de vida da população de um país. 2,39 2,99 2,8 2,48 1,99 0 1 2 3
  • 2.
    2 Analisando os dadosda tabela a seguir, verificamos que, principalmente na região Nordeste, os indica- dores brasileiros são parecidos com os de países afri- canos, enquanto nas regiões Sul e Sudeste as taxas podem ser comparadas às de países desenvolvidos. Lembre-se de que esses indicadores correspondem a uma média e, portanto, não apresentam as gran- des variações existentes entre as classes sociais de cada região. Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres Total Norte 67,35 63,82 71,01 53,20 60,30 45,80 Nordeste 64,22 60,84 67,74 98,20 95,60 80,60 Sudeste 67,53 63,58 71,66 30,00 37,00 22,80 Sul 68,68 65,00 72,51 26,70 33,60 19,60 Centro-Oeste 67,80 84,30 71,45 33,00 40,00 25,60 Brasil 65,62 62,28 59,09 49,70 56,80 42,30 (Anuário estatístico do Brasil 1995) Na distribuição populacional do Brasil, notamos que a região que ainda concentra maior população é a re- gião Sudeste, acompanhada da região Nordeste. En- tretanto, as regiões Centro-Oeste e Norte são as que apresentam o menor número de população absoluta. POPULAÇÃO DISTRIBUIÇÃO POR REGIÃO 1998* 1999** Norte 7.592.118 12.133.705 Nordeste 45.924.812 46.289.042 Centro-Oeste 11.048.474 11.220.747 Sudeste 69.174.339 69.858.115 Sul 24.223.412 24.445.950 Brasil 158.232.252 163.947.554 * Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (não inclui a população rural de RO, AC, AM, RR, PA, AP) ** Estimativa do IBGE Sabemos que a expansão econômica pode ampliar o processo de urbanização e, conseqüentemente, de- sacelerar o crescimento populacional do país. As re- giões Centro-Oeste e Norte foram as que mais apre- sentaram desenvolvimento de crescimento vegetativo percentual, em função dos fortes deslocamentos mi- gratórios para essas áreas, iniciados nos anos 70 com as frentes pioneiras agrícolas. CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA – 1940/2000 ANO POPULAÇÃO RESIDENTE TAXA GEOMÉTRICA ANUAL DE CRESCIMENTO 1940* 41.236.315 - 1950* 51.944.397 2,39 1960 70.070.457 2,99 1970 93.139.037 2,89 1980 119.002.706 2,48 1991 146.825.475 1,93 2000 169.799.170 1,64 Fonte: Censo Demográfico 2000 * População presente – conta também as pessoas que não residem naquele lugar, mas que estavam presentes no momento da pesquisa. Ao processo de crescimento do numero de idosos e diminuição do número de crianças e de adolescentes dá-se o nome de envelhecimento populacional. Esse processo também vem atingindo o Brasil, nos últi- mos anos. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1. (CN) No Brasil, o índice de natalidade tem acusa- do uma sensível redução depois dos anos 70. Pas- sou de 44%, na década de 50, para 26%, em 1990. Essa significativa redução deve ser explicada por di- versas causas, EXCETO: a) O fenômeno da urbanização e o retardamento dos casamentos. b) As intensas migrações internas. c) O maior uso métodos anticonceptivos. d) Uma maior participação feminina no mercado de trabalho. e) A grande emigração brasileira. 2. (CN) Sobre o Brasil e as condições de sua popula- ção, é possível afirmar que: I – o PNB nacional coloca o Brasil como uma das últimas economias do mundo. II – o baixo consumo da sociedade brasileira deve-se à renda per capta nacional, uma das mais baixas do mundo. III – o ritmo de crescimento da população brasileira está se reduzindo, tendo entre suas causas, o in- tensivo processo de urbanização que ocorre no país. Assinale a alternativa correta. a) Somente a afirmativa I é verdadeira. b) Somente a afirmativa II é verdadeira. c) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras d) Somente a afirmativa III é verdadeira. e) As afirmativas I, II e III são verdadeiras. 3. (ESA) Reconhecemos como espaço tipicamente “anecumênico” (desfavorável à ocupação normal pelo homem), pertencente ao território brasileiro, o(a): a) Pantanal Mato-grossense. b) Campanha Gaúcha. c) Vale do Jequitinhonha. d) Rochedos de São Pedro e São Paulo. e) Sertão Nordestino. 4. (ESA) Uma tendência relacionada à dinâmica da população brasileira, registrada no Censo de 1980 e confirmada pelas informações do Censo de 1991, é o(a): a) Predomínio da população rural sobre a urbana. b) Aumento da taxa de mortalidade. c) Melhor distribuição de renda nacional. d) Aumento da taxa de natalidade. e) Queda da taxa de natalidade. 5. (CESGRANRIO) Ao afirmar que “o superpovoamento é sempre relativo” queremos dizer que: a) Tal noção aplica-se, apenas, a espaços onde há atividade industrial; GRANDES REGIÕES TAXADEMORTALIDADE INFANTIL (%) 1990 ESPERANÇADEVIDA AO NASCER (ANOS) 1990
  • 3.
    3 b) O tamanhoda população e do território são deter- minantes para se definir se uma área é ou não su- perpovoada; c) Áreas com fracas densidades de população não po- dem ser consideradas superpovoadas d) As áreas urbanizadas, por possuírem fortes con- tingentes populacionais, sempre são consideradas superpovoadas; e) Uma área que possua características ou superpo- voamento sempre manterá estas características. 6. (UGF/RJ) “Os países subdesenvolvidos apresen- tam uma população jovem e numerosa, resultante das elevadas taxas de natalidade. Essa situação exi- ge grandes investimentos no campo social e uma re- dução de investimentos nos setores econômicos. Portanto o crescimento populacional é responsável pelo subdesenvolvimento.” A teoria demográfica relacionada no texto acima é: a) Reformista. b) Neomalthusiana. c) Marxista. d) Malthusiana. e) Progressista. 7. (MACKENZIE/SP) Assinale a alternativa INCOR- RETA sobre a população brasileira. a) A partir da década de 1970, a taxa de fecundidade tem apresentado constante declínio, com conseqüen- tes reflexos nas taxas de natalidade e de crescimen- to vegetativo. b) Desde a década de 1950, a taxa de mortalidade tem decrescido e hoje é semelhante às verificadas nos países desenvolvidos. c) Com o declínio da taxa de natalidade e o aumento da expectativa de vida, a pirâmide de idades tem se transformado com o estreitamento da base e o alon- gamento do topo. d) Desde a década de 1950, verifica-se o aumento da população urbana, com reflexos na distribuição da população ativa que, hoje, apresenta maior concen- tração no setor terciário. e) A descentralização das atividades econômicas re- verteu a tendência de concentração da população na faixa litorânea, atualmente, distribuída de forma homogênea por todo o território. 8. (ENEM) Os dados da tabela mostram a tendência de distribuição, no Brasil, do número de filhos por mulher. Evolução das Taxas de Fecundidade Época Número de filhos por mulher Século XIX 7 1960 6,2 1980 4,01 1991 2,9 1996 2,32 Fonte: IBGE, contagem da população de 1996. Dentre as alternativas, a que melhor explica essa tendência é: a) Eficiência da política demográfica oficial por meio de campanhas publicitárias. b) Introdução de legislações específicas que desesti- mulam casamentos precoces. c) Mudança na legislação que normaliza as relações de trabalho, suspendendo incentivos para trabalha- doras com mais de dois filhos. d) Aumento significativo de esterilidade decorrente de fatores ambientais. e) Maior esclarecimento da população e maior parti- cipação feminina no mercado de trabalho. 9. (UFJF) O censo demográfico que será realizado no ano 2000 deverá trazer novas informações a respeito do perfil da população brasileira. Podemos considerar como objetivos de um censo demográfico EXCETO: a) O número total de habitantes e sua distribuição no território; b) A distribuição de habitantes por número de vagas nas escolas públicas; c) As características dos domicílios; d) O processo migratório e a ocupação da população. 10. (FUVEST) No Brasil, os temas “crescimento po- pulacional” e “exclusão social” aparecem, muitas vezes, vinculados às discussões sobre o crescimen- to urbano. Considerando as associações menciona- das, assinale a alternativa correta. a) As altas de crescimento populacional, decorren- tes da industrialização, produzem a exclusão social nas grandes cidades. b) As altas taxas de crescimento vegetativo nas gran- des cidades produzem crise na habitação, sendo res- ponsáveis pela existência dos “sem-teto”. c) O alto índice de crescimento demográfico e os bai- xos investimentos privados em infra-estrutura ur- bana geram, uma população socialmente excluída. d) A macrocefalia urbana, decorrente da superpopu- lação e da ampliação da megalópole, gera uma popu- lação socialmente excluída. e) As altas taxas de crescimento populacional nas grandes cidades e a má distribuição de renda condu- zem à exclusão social. 11. (PUC/RJ) A população brasileira cresceu 7% en- tre o Censo de 1991 e as estimativas de 1996, atin- gindo 157 milhões de habitantes. A taxa de cresci- mento anual foi de 1,38%, a mais baixa já registrada no país. Essas tendências vão provocar mudanças significativas no perfil da população brasileira. Assinale a alternativa que indica uma dessas mudanças: a) Aumento percentual da população jovem; b) Diminuição do contingente de jovens e velhos; c) Diminuição da população potencialmente produtiva; d) Aumento, em números absolutos, do contingente com mais de 65 anos; e) Manutenção da composição da população por fai- xas de idade. 12. (CESGRANRIO) Quando se fala da primeira re- gião brasileira a ser densamente povoada organizada em torno dos pólos canavieiro e algodoeiro, e con-
  • 4.
    4 siderada atualmente asegunda mais populosa do país, está se fazendo referência à região: a) Sul; b) Sudoeste; c) Centro-Oeste; d) Nordeste; e) Norte. EXERCÍCOS PROPOSTOS 1. (VN) A variação do crescimento vegetativo brasi- leiro, no presente século, é fruto de uma série de mudanças estruturais ocorridas no país. Assim sen- do, assinale a única alternativa INCORRETA que faz jus a esta realidade. a) No início deste período, o crescimento natural era mais reduzido, uma vez que tanto as taxas de nata- lidade quanto as de mortalidade eram elevadas. b) No período de 1940-1960 verificamos um sensível aumento no crescimento populacional, já que taxas de mortalidade passaram a declinar numa velocida- de maior que as taxas de natalidade. c) Atualmente presenciamos um crescimento demo- gráfico em franco processo de expansão resultado tanto das melhorias higiênico-sanitárias, verificadas espe- cialmente nos centros urbanos, como na erradicação de um número cada vez maior de doenças endêmicas. d) A urbanização é um fator fundamental para en- tendermos melhor o declínio das taxas de crescimen- to populacional a partir de 1960. e) Entre 1945-60 observou-se um incremento nas taxas de crescimento natural, uma vez que o desen- volvimento dos setores secundário e terciário con- tribuíram decisivamente para a diminuição junto às taxas de mortalidade, principalmente a dita infantil. 2. (CESGRANRIO) ESTIMATIVA 1990 Como pode ser verificar no mapa acima, a distribui- ção da população brasileira pelo espaço geográfico permite afirmar que: I – a grande maioria da população brasileira ainda se encontra no antigo limite de Tordesilhas. II – mais de 1/3 do país, apesar doas 150 milhões de habitantes, ainda é quase um “vazio demográfico”. III – o sul e sudeste da Região Centro-Oeste se in- corporam rapidamente à faixa de maior concentração demográfica. IV – Rondônia e a calha este do vale do Amazonas estão em processo de ocupação. V – uma área a oeste do vale do São Francisco ainda se apresenta com densidades muito baixas. As afirmativas corretas são: a) Somente I, II e III. b) Somente II, III e IV. c) Somente II, III e V. d) Somente I III, IV e V. e) I, II, III, IV e V. 3. (PUC/RS) Pela interpretação do gráfico, conclui-se que: a) No período entre 1872 a 1990, o planejamento fa- miliar possibilitou ao país um pequeno crescimento demográfico. b) O aumento populacional, a partir de 1950, é con- seqüência da diminuição da mortalidade, em função dos avanços médico-sanitários. c) O desaceleramento do aumento da população na década de 90 do século XX mostra que o país conse- guiu entrar na segunda fase de crescimento mundial da população, atingida pelos países não desenvolvi- dos industrializados. d) Até 1950, o Brasil, permaneceu em equilíbrio po- pulacional, pois não tinha recebido contingentes imigratórios. e) O Brasil é um país populoso, conseqüentemente povoado. 4. (Especex) O crescimento populacional nas diver- sas regiões do mundo obedece basicamente a fases. Uma dessas fases mais conhecida como “segunda fase do ciclo demográfico”, caracteriza-se por um ele- vado crescimento demográfico, provocando em algu- mas regiões subdesenvolvidas, a chamada “EXPLO- SÃO DEMOGRÁFICA”. Essa fase de grande crescimento demográfico nor- malmente é causado pelo(a): a) Redução significativa da taxa de mortalidade
  • 5.
    5 b) Aumento expressivoda natalidade. c) Imigração. d) Conjugação da e alta mortalidade com alta natali- dade. e) Emigração. 5. (ENEM-2001) Ao longo do século XX, a taxa de vari- ação na população do Brasil foi sempre positiva (cres- cimento). Essa taxa leva em consideração o número de nascimentos (N), o número de mortes (M), o de emi- grantes (E) e o de imigrantes (I) por unidade de tempo. É correto afirmar que, no século XX: a) M > I + E + N b) N + I > M + E c) N + E < M + I d) M + N < E + I e) N < M – I + E 6. (CESGRANRIO) Observando-se o quadro acima, conclui-se que a ex- pectativa de vida do brasileiro, ao nascer, vem au- mentando a partir da década de 90. O declínio das taxas de fecundidade e de natalidade, combinado com a queda das taxas de mortalidade, explica a tendên- cia deste quadro, que, junto com o crescimento do número de idosos, vem elevar a expectativa média de vida. Com esta estrutura estaria vigente, configu- ram-se alterações no perfil da população. Um dos reflexos deste fato na sociedade brasileira é o(a): a) Aumento dos encargos econômicos e a necessida- de de uma política social voltada para a nova realida- de do país. b) Crescente emprego do trabalho infantil, face à ex- cessiva oferta de mão-de-obra, tal como ocorreu no período imediatamente posterior à Revolução Indus- trial inglesa. c) Crescente ingresso da mulher no mercado formal do país, elevando os padrões demográficos típicos de países de trabalho, resultando numa melhoria da qualidade de vida deste segmento da população. d) Maior atuação da igreja, na tentativa de estimular o controle de natalidade por meios naturais, como expli- citam as encíclicas Rerum Novarum e Humanae Vitae. e) Transformação das estruturas socioeconômicas do com grande mobilidade espacial. 7. (Vassouras) No fim do ano passado, a população do estado do Rio de Janeiro atingiu um total de 14,3 mi- lhões de habitantes. Supondo-se que neste mesmo ano tenha havido 220 mil nascidos vivos e 130 mil óbitos, qual foi a taxa de crescimento natural? a) 2,44% b) 1,54% c) 0,90% d) 0,63% e) 0,36% 8. (UFPI) O conceito de crescimento natural, ou ve- getativo, é a diferença entre: a) Os índices de natalidade e os de vida média. b) As taxas de emigração e de imigração. c) As taxas de natalidade e as de mortalidade. d) As taxas de mortalidade geral e mortalidade infantil. e) O número de nascimentos e o número de imigrantes. 9. (UFMG) O Censo Demográfico do Brasil de 2000, entre outras conclusões, confirmou alguns compor- tamentos da população de Minas Gerais, já eviden- ciados anteriormente. Esses comportamentos estão corretamente expres- sos em todas as alternativas, EXCETO em a) Manutenção das taxas de crescimento da popula- ção masculina superior ao da feminina nas áreas urbanas. b) Maiores taxas de crescimento populacional no estado registradas em alguns municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte. c) Variação negativa de crescimento de população ru- ral revelada desde o Censo de 1970. d) Taxas de crescimento demográfico dos municípios do interior maiores que as do município da Capital. 10. (PUC) A população brasileira modificou, ao longo do século XX, seus comportamentos demográficos, como mostra o gráfico: EVOLUÇÃO DO CRESCIMENTO VEGETATIVO NO BRASIL Sobre estas mudanças, avalie as afirmativas a se- guir: I - Nas primeiras décadas do século XX, as princi- pais cidades brasileiras passaram por um processo de higienização com a utilização de vacinas, criação de rede de esgotos e fornecimento de água potável, o que iniciou um processo de redução das taxas de mortalidade.
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    6 II - Emmeados do século XX ocorreu uma redistri- buição espacial da população com a aceleração de urbanização o que acarretou a redução das taxas de natalidade. III - A partir da década de 70, os investimentos em infra-estrutura territorial possibilitaram aos meios de comunicação difundir novos padrões de compor- tamento para parcelas maiores da população o que contribui para uma maior redução nas taxas de fe- cundidade. IV - A partir da crise da década de 80, as políticas governamentais de controle de natalidade permiti- ram a queda do crescimento vegetativo e o ingresso na fase mais avançada da transição demográfica. Indique a opção que apresenta as afirmativas corre- tas: a) I e II; b) III e IV; c) I, II e III; d) II, III e IV; e) I, II, III e IV. EXERCÍCIOS PROPOSTOS II 1. (CN) 1960 1970 1980 1990 6,3% 5,8% 4,4% 3,1% Analise a tabela acima, relativa às taxas de fecundi- dade no Brasil, e assinale a alternativa que melhor a interpreta. a) Percebemos uma queda na taxa de fecundidade nacional em função da melhor distribuição de ren- da, associada a maior difusão de métodos anticon- ceptivos. b) A conjuntura sócio-econômica e o aumento da participação feminina no mercado de trabalho, acar- retado fundamentalmente pela urbanização, ajuda- nos a compreender melhor a redução da taxa de fe- cundidade. c) Nos grandes centros urbanos, onde passou a con- centrar-se a maioria da população após 1960, obser- vamos maiores taxas de mortalidade, especialmente infantil, o que justifica o declínio da taxa de fecundi- dade no período demonstrado pela tabela. d) A presente tabela não demonstra nada, pois com os dados em questão não podemos fazer nenhuma associação referente à diminuição da taxa de fecun- didade e evolução sócio-econômica do país. e) A população brasileira, após 1960, com a efetiva- ção da industrialização, passou a apresentar condi- ções sócio-econômicas bem melhores, o que acabou acarretando um rápido envelhecimento da mesma e, com isso, uma diminuição da sua capacidade de ge- rar filhos. 2. (UFF/RJ) O Censo 2000 do IBGE registrou, con- forme ilustra o gráfico a seguir, significativa redução do número médio de pessoas na família em todo o país. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAS NA FAMÍLIA Fonte: Censo 2000 IBGE Assinale a opção que apresenta considerações ade- quadas acerca da redução quantitativa de componen- tes da família brasileira. a) A redução do número médio das famílias no país está associada, sobretudo nas áreas de fronteira agrí- cola, às péssimas condições sanitárias e à concen- tração de terras que impedem o pleno desenvolvi- mento das famílias. b) As políticas demográficas natalistas nas duas úl- timas décadas do século XX, implementadas pelo governo federal, foram mal sucedidas, uma vez que o Brasil apresenta queda no número médio de pesso- as nas famílias em todo país. c) A grande migração da população do campo para as cidades, fenômeno característico da segunda metade do século passado, é a principal responsável pela re- dução das famílias em grande parte do país, sobretudo nas periferias e nas favelas das grandes metrópoles. d) A grande diferença do número de membros das famílias rurais e urbanas resultou do baixo nível cultural da população camponesa, incapaz de adotar um planejamento familiar mais eficaz. e) A adoção do modo de vida urbano, pelo campo, implicando o estímulo ao consumo de bens, à utili- zação de serviços e às práticas de lazer, bem como as mudanças culturais nos relacionamentos inter- pessoais, contribuíram para a redução do número de pessoas nas famílias em todo país. 3. (Vassouras/RJ) Na tabela, encontram-se indica- dores demográficos de três hipotéticos países: País Taxa de Taxa de Saldo natalidade mortalidade migratório 1 1,3% 0,8% -0,9% 2 0,7% 0,7% -1,3% 3 0,5% 0,7% +1,2% É correto afirmar que: a) O país 1 apresenta crescimento populacional po- sitivo apesar da forte emigração b) No país 2 o crescimento populacional é pratica- mente igual a zero, havendo a necessidade de fo- mento à imigração. c) No país 3 há crescimento populacional, pois o sal- do migratório positivo compensa o crescimento vege- tativo negativo. d) No país 2 o crescimento populacional acompanha o crescimento vegetativo que é negativo. 0 1 2 3 4 5 Total Urbana Rural 1991 2000 3,9 3,5 3,4 4,0 4,4 3,8
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    7 e) No país3 o saldo migratório não consegue com- pensar o crescimento vegetativo negativo. 4. (UNI-BH/MG) O surto sem precedentes históricos que se iniciou na Europa com a era industrial espan- tou muitos estudiosos do assunto. Em 1798, o pas- tor da Igreja Anglicana Thomas Robert Malthus for- mulou uma teoria bastante alarmista sobre a questão demográfica, influenciando, de forma significativa, os estudos de muitos teóricos que a ele se seguiram. De forma sintética, Malthus afirmava que: a) A capacidade de produção de alimentos era limitada e cresceria apenas em progressão aritimética, enquanto a população cresceria em progressão geométrica. b) O subdesenvolvimento é um fenômeno diretamen- te relacionado ao crescimento populacional, visto que se caracteriza por uma queda persistente da renda per capta das populações. c) Os excedentes demográficos resultam diretamen- te da forma de organização da produção capitalista, que se sustenta na formação de um amplo exército de reserva de mão-de-obra. d) A escassez de recursos naturais do planeta, as- sim como o agravamento dos problemas ambientais, está diretamente relacionado à pressão exercida pelo crescimento demográfico. 5. (UFRN) Segundo a “Contagem Populacional de 1996” (IBGE-1997), tem acontecido, no curso dos úl- timos anos, mudanças no crescimento populacional das regiões geoeconômicas brasileiras. No referido documento, o Centro-Sul e a Amazônia apresentam as maiores taxas de crescimento popu- lacional. Isso se deve, respectivamente, a a) Melhores condições de qualidade de vida e à dis- tribuição das áreas indígenas. b) Concentrações da prestação de serviços e a as- pectos naturais. c) Concentrações urbano-industriais e a migrações internas. d) Melhores condições técnico-científicas e à forma- ção de tecnopolos. 6. (UFRURJ/RURAL) Em nenhum outro país foram as- sim, contemporâneos e concomitantes, processos como a desruralização, as migrações brutais desenraizadoras, a urbanização galopante concentra-dora, a expansão do con- sumo de massa, o crescimento econômico delirante, a con- centração da mídia escrita, falada e televisionada, a de- gradação das escolas, e o triunfo, ainda que superficial, de uma filosofia de vida que privilegia os meios materiais e se despreocupa com os aspectos finalistas da existên- cia. E lugar do cidadão, formou-se um consumidor, que aceita ser chamado de usuário. (Adap. De OLIVA, Jaime e GIANSANTI, Roberto. Temas de geografia do Brasil. São Paulo. Atual. 1999. p.19 e 20). Com base no texto e na história da distribuição po- pulacional brasileira, podemos concluir que a) Houve violências na transferência da população rural para as cidades b) A população brasileira tornou-se predominante- mente urbana em pouco tempo. c) O crescimento econômico brasileiro resultou do processo de urbanização d) O êxodo rural e o crescimento econômico de que trata o texto, não foram simultâneos. e) A concentração da mídia determinou a degradação das escolas 7. (UFPI) Com relação à dinâmica da população bra- sileira, importantes transformações vêm ocorrendo nos últimos 20 anos. A esse respeito assinale a alternativa correta. a) As taxas de natalidade vêm diminuído, porém as taxas de mortalidade vêm apresentando aumento substancial. b) O crescimento vegetativo deixou de ser o elemen- to principal do incremento demográfico devido ao in- centivo à imigração. c) As taxas de natalidade e mortalidade vêm diminu- indo, proporcionando o aumento da esperança de vida ou expectativa de vida dos brasileiros. d) Existe pequena relação entre a diminuição dos índices de mortalidade e o crescimento das taxas de urbanização. e) Os índices de expectativa de vida da população são iguais para todas as regiões brasileiras e em to- das as classes sociais. 8. (Souza Marques/RJ-2001) Taxa de crescimento da população brasileira Anos 50/60 Anos 70 Anos 80 Anos 90 2000 3% 2,5% 1,9% 1,4% 1,4% Taxa de urbanização Anos 60 Anos 70 Anos 80 Anos 90 2000 37% 47% 70,5% 76% 80% Fonte IBGE, Censo 2000 – Dados preliminares. Assinale a alternativa INCORRETA. a) A urbanização aumentou no sentido inverso do crescimento da população que vem registrando uma queda em função da diminuição da natalidade b) O aumento do crescimento populacional é acom- panhado por um aumento da urbanização como con- seqüência das contradições do processo de moderni- zação da economia brasileira. c) A tendência ao declínio do crescimento populaci- onal compensa as taxas de urbanização, podendo levar em breve a uma situação de equilíbrio demo- gráfico. d) A modernização da economia brasileira e a rápida urbanização operam no sentido de diminuir as taxas de natalidade da população. e) As transformações na estrutura socioeconômica, tanto do campo como na cidade, têm alterado bas- tante a relação entre o custo e o benefício de ter filhos.
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    8 9. (UEL/PR) Assinalea alternativa INCORRETA. a) A distribuição da população brasileira tem como componentes, além dos fatores naturais, fatores eco- nômicos e históricos tais como movimentos migra- tórios internos. b) Apesar de ser um dos países mais popu-losos do mundo, o Brasil continua a ser um país de baixa den- sidade demográfica. c) Na atualidade, a maior concentração popu-lacio- nal brasileira encontra-se na região Sudeste. d) Desde a década de 90, a região Centro-Oeste tem consolidado sua importância como pólo de atração populacional do país. e) Com exceção da região Nordeste, nas demais regi- ões brasileiras a população rural é menor do que a população urbana. 10. (UFF/RJ) Evolução da população brasileira – 1881 / 2000 Afirma-se, após análise das informações fornecidas pelo gráfico: I - A tendência recente é de estabilidade nas taxas de mortalidade e natalidade brasileiras, em um pa- tamar inferior ao período que antecedeu à Segunda Guerra Mundial. II - A partir da década de 70 observa-se uma sensível queda da taxa de natalidade, porém, a taxa de mor- talidade revela um sentido oposto. III - A mortalidade registra declínio consistente a par- tir da década de 30, ao passo que a natalidade só de- clina de modo mais expressivo a partir dos anos 60. IV - As taxas de mortalidade e de natalidade só apre- sentaram crescimento significativo a partir dos anos 50. As afirmativas que estão corretas são indicadas por: a) I e II b) I e III c) II e III d) II e IV e) III e IV 11. (UNIFENAS/MG) Sobre a população brasileira, todas as afirmações estão corretas, EXCETO: a) A população absoluta é levada enquanto que a re- lativa é reduzida b) As maiores concentrações populacionais aparecem no litoral. c) As taxas de natalidade vêm caindo, embora ainda sejam bastante elevadas. d) São Paulo representa o Estado de maior popula- ção absoluta e relativa. e) Segundo o IBGE, o censo de 1991 mostrou que, entre a população brasileira, predominam os brancos.
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    9 A ESTRUTURA POPULACIONAL BRASILEIRAE A RELAÇÃO COM OS SETORES ECONÔMICOS Segundo a ONU, o total de idosos, de 646 milhões, cresce a mais de 11 milhões a cada ano. A maioria está no continente europeu. Estima-se que até 2050, a proporção de jovens (com menos de 125 anos de idade) se reduza de 30% para 20% enquanto o núme- ro de idosos deverá subir para 22% da população mundial, perfazendo 2 bilhões de pessoas. Essa marca indica o aumento da expectativa de vida, graças à melhoria dos serviços de saúde, saneamen- to e ao acesso à água tratada. Nos países desenvolvidos ocorre o predomínio da população adulta ativa (20 a 60 anos), entretanto, nos países em desenvolvimento começa a ocorrer o predomínio de adultos, com o crescimento de velhos (acima de 60 anos) e redução dos jovens (menos de 20 anos). Existe normalmente um equilíbrio de proporções entre o número de pessoas do sexo masculino e do sexo feminino. A população feminina, no geral, é um pouco maior que a masculina, pois a expectativa de vida do sexo feminino é ligeiramente superior à do masculino. Mas essa diferença quase nunca é signi- ficativa. Apenas os países (ou áreas) de imigração geralmente possuem maior população masculina, enquanto as áreas ou países de emigração possuem maioria de mulheres. As diferenças, contudo, rara- mente ultrapassam os 5% ou 6%. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO ATIVA POR SETORES ECONÔMICOS EM ALGUNS PAÍSES SELECIONADOS (EM%) País Setor primário Setor secundário Setor terciário 1980 1999 1980 1999 1980 1999 Austrália 8 5 34 22 58 73 Canadá 6 4 34 23 60 73 Brasil 41 26 28 20 31 54 China 73 46 14 21 13 33 Coréia do Sul 30 11 30 31 40 58 Espanha 19 8 39 30 42 62 França 9 5 43 26 48 69 Índia 63 58 15 18 22 24 Japão 9 5 39 33 52 62 Nigéria 53 43 10 9 37 48 Rússia 19 12 50 47 31 36 Uganda 84 80 6 7 10 13 Nos países desenvolvidos a maioria da população tra- balha no setor terciário e secundário, com ampla mecanização no setor primário. Nos países subde- senvolvidos, de modo geral, a população se concen- tra também no setor terciário, com hipertrofia do mesmo. A agricultura concentra ainda um bom nú- mero de mão-de-obra ativa, sendo que a mecaniza- ção já começa a atingir a população local forçando fluxo populacional de saída. O setor terciário é muito amplo e engloba tanto os serviços moderníssimos (institutos de pesquisas científica e tecnológica, universidades e hospitais, setor financeiro, assessorias, empresas de softwa- res para computação, publicidade, comunicações, etc.) como também atividades tradicionais, que em alguns casos são até desnecessárias para a eco- nomia do país. Alguns propuseram reclassificar esse setor em dois: terciário (comércio) e quater- nário (serviços). A ESTRUTURA POPULACIONAL BRASILEIRA A expectativa de vida dos brasileiros aumenta de 41,5 anos para 68,1 entre 1940 e 1998. Essa maior longevidade, associada à queda da taxa de fecun- didade, faz com que cresça a participação de ido- sos na população e diminua a de crianças e ado- lescentes, em proporções que variam conforme a região do país. Em 1940, a participação de menores de 17 anos no total da população era de 56%. Atu- almente, eles são pouco mais de um terço da po- pulação.
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    10 Número de migrantes1999 No final da década de 90, aproximadamente 15,5 milhões de pesso- as residiam fora de suas regiões de nascimento – 9,5% do total de brasileiros. Regiões de partida Emigrantes Regiões de destino (%) Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Norte* 525.427 - 25,5 29,7 4,1 40,7 Nordeste 8.555.891 9,3 - 7,3 3 14,7 Sudeste 3.339.585 7,3 22,4 - 79,9 40,4 Sul 2.239.478 7,4 3 65,7 - 23,8 Centro-oeste 874.036 28 10,9 51,4 9,7 - Fonte: Sinopse Preliminar do censo 2000/IBGE - *Exclusive a população rural À medida que cresce a expectativa de vida da popu- lação, aumenta a participação das mulheres no con- tingente de idosos, em razão das taxas de mortalida- de diferenciadas entre os sexos. A sobrevida feminina, que tem origem em fatores biológicos, é acentuada pela incidência de mortes por causas vio- lentas, como homicídios e acidentes de trânsito, que atingem os homens em proporções mais elevadas que as mulheres e cuja ocorrência aumentou nas últi- mas duas décadas. Com efeito, a expectativa de vida feminina e a masculina passam de 6,3 anos em 1980 para 7,8 anos em 1998, sendo que essa diferença chega a dez anos em algumas localidades, como o estado do Rio de Janeiro. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1. (CN) “Os sinais de envelhecimento vão se acumu- lando e a sociedade fingindo que não vê. Sobretudo quando a idealização da juventude é nutrida dia-a-dia pela mídia e onde o mito do país jovem é particular- mente arraigado.”(Jornal do Brasil, 15/06/97) O fator que melhor explica a tendência de envelheci- mento da população brasileira é: a) A queda da taxa de fecundidade b) O aumento da taxa de mortalidade c) O fim da política natalista dos anos 90 d) A estagnação na entrada de imigrantes jovens e) A maior participação da mulher no mercado de trabalho 2. (CN) No Brasil vem ocorrendo uma sensível redu- ção das taxas de natalidade, principalmente a partir de 1960. Persistindo esta tendência, e sabendo-se que o país caminha para o chamado equilíbrio demo- gráfico, o número de jovens, adultos e idosos deverá, respectivamente: a) diminuir, permanecer e aumentar. b) Diminuir, aumentar e aumentar. c) Diminuir, aumentar e permanecer. d) Aumentar, diminuir e aumentar. e) Diminuir, permanecer e diminuir. 3. (CEFET/RJ) O envelhecimento da população é um forte processo constatado em vários paises do mun- do, inclusive no Brasil. Como causas do envelheci- mento populacional podemos apontar: a) Redução dos índices de natalidade e aumento da expectativa de vida b) Aumento dos índices de natalidade e menor ex- pectativa de vida. c) Menor expectativa de vida e redução dos índices de natalidade. d) Menor expectativa de vida e maior crescimento vegetativo. e) Fortes correntes migratórias e menos crescimen- to vegetativo. 4. (FUVEST/SP) No Brasil, a participação do traba- lho feminino no setor secundário já foi maior que nos dias atuais. Essa diminuição pode ser explica- da, entre outros fatores, pela a) Mudança na estrutura industrial, com a menor participação dos ramos tradicionais, como o têxtil, o de vestuário e o alimentício. b) Monopolização masculina do trabalho industrial, decorrente das inovações tecnológicas. c) Diminuição da importância dos ramos de química e eletrônica; tradicionais empregadores de mão-de- obra feminina. d) Manutenção da estrutura industrial e monopoli- zação do trabalho masculino. e) Manutenção da estrutura industrial e do desen- volvimento tecnológico. 5. (VUNESP) Em termos demográficos, quanto maior é a relação idoso/criança, mais elevada é a propor- ção de idosos. A observação da tabela permite inferir que, nas regiões brasileiras, no período 1980-1996, todos esses valores percentuais aumentaram. RELAÇÃO IDOSO/CRIANÇA NAS REGIÕES BRASILEIRAS EM 1980, 1991 E 1996 - EM PORCENTAGEM. Região 1980 1991 1996 Norte 6,09 7,07 8,52 Nordeste 10,02 12,84 15,48 Sudeste 12,27 16.47 20,33 Sul 10,58 15,57 19,08 Centro-Oeste 6,35 9,26 11,71 Brasil 10,49 13,90 16,97 Fonte: IBGE 1996 Assinale a alternativa que justificativa as variações observadas. a) Aumento contínuo nas taxas de natalidade e di- minuição da esperança de vida. b) Crescente alta na taxa de natalidade e diminuição da mortalidade infantil. c) Crescimento acelerado da taxa de mortalidade e aumento no fluxo migratório recente. d) Melhoria na distribuição de renda e diminuição da taxa de mortalidade. e) Queda da fecundidade e aumento da esperança de vida. 6. (UFCE) Observe as pirâmides etárias da popula- ção brasileira, dos anos 1950 e 1991.
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    11 Grandes Regiões Grandes Grupos Populacionais(%) A partir da comparação entre os dois gráficos, anali- se as afirmativas abaixo: I - A pirâmide de 1950 tem base larga apresentando um número significativo de brasileiros nas faixas de 0 a 4 anos, de 5 a 9 anos e de 10 a 14 anos, em ambos os sexos. II - Na pirâmide de 1991 observa-se uma diminuição dos grupos etários de 0 a 4 anos, indicando uma di- minuição das taxas de natalidade. III - A pirâmide de 1991 demonstra uma diminuição da população de terceira idade e do grupo de adultos em função do aumento das taxas de mortalidade. De acordo com o exposto acima, é correto afirmar que: a) I e II são verdadeiras. b) I e III são verdadeiras. c) I, II e III são verdadeiras. d) Apenas I é verdadeira. e) Apenas II é verdadeira. 7. (UFJF) Analise a tabela GRANDES CONJUNTOS POPULACIONAIS POR GRUPOS DE IDADE E SEGUNDO AS GRANDES REGIÕES (1980-1996) 0 A 14 anos 15 a 64 anos 65 anos ou mais 1980 1991 1996 1980 1991 1996 1980 1991 1996 Brasil 38,24 37,73 31,62 57,74 60,45 63,01 4,01 4,83 5,37 Norte 46,16 42,54 39,09 51,02 54,45 57,08 2,81 3,01 3,33 Nordeste 43,46 39,40 35,55 52,18 55,54 58,95 4,35 5,06 5,50 Sudeste 34,15 31,22 28,42 61,66 63,64 65,81 4,19 5,14 5,78 Sul 36,28 31,93 29,62 59,89 63,10 64,85 3,84 4,97 5,63 C-Oeste 40,47 35,28 32,02 56,96 61,45 64,23 2,57 3,27 3,75 Fonte: IBGE, Contagem da População, 1996. Sobre a análise dos dados é correto afirmar, EXCE- TO: a) A ampliação da parcela de adultos tem efeitos so- cioeconômicos positivos, em função da diminuição do peso proporcional dos gastos destinados à popu- lação não-ativa; b) A parcela de jovens é mais elevada justamente nas regiões geográficas e camadas sociais carentes que registram crescimento vegetativa superior à mé- dia; c) O aumento da expectativa de vida da população resultou na ampliação da parcela em idade potenci- almente ativa e dos idosos, com redução da partici- pação de jovens; d) O aumento da mortalidade infantil explica a que- da do número de jovens, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. 8. (UECE) Examine com atenção o gráfico. BRASIL: DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA POR SETORES DE PRODUÇÃO (em %) – 1940 a 1995 Sobre a evolução da PEA, é correto afirmar que: a) A queda da PEA no setor primário, até 1990, está associada à industrialização, à estrutura fundiária injusta, ao difícil acesso a terra e à mecanização da agricultura; b) Na atual década, continuam grandes contingentes populacionais do setor primário a se transferir para o terciário; c) O setor terciário em elevação indica melhoria so- cial; d) O contingente da PEA no secundário tem se ele- vado continuamente, o que indica maior desenvolvi- mento do país. 9. (UECE) Fato novo na composição da população economicamente ativa – PEA – refere-se à participa- ção da mulher no mercado de trabalho. Sobre esse tema é correto afirmar que: a) Ocorrem inúmeros obstáculos ao ingresso da mu- lher no mercado de trabalho: maternidade, baixo ní- vel de instrução, trabalho no lar, discriminação etc. b) No Brasil, não há discriminação à mulher para exercer atividades remuneradas. c) O número de mulheres no mercado de trabalho já é igual ao de homens. d) No nordeste, as mulheres, no mesmo trabalho dos homens ganham mais. 10. (UFRRJ/RURAL-2000) Analisando as pirâmides etárias representadas na figura abaixo, podemos con- cluir que o BRASIL – PIRÂMIDES ETÁRIAS
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    12 a) Brasil podeser considerado um país em transição demográfica, passando de país jovem para maduro. b) Brasil tende a continuar um país jovem, com ele- vadas taxas de natalidade e baixa expectativa de vida. c) Brasil apresenta uma transição demográfica con- cluída, evidenciada pelas baixas taxas de natalidade e mortalidade. d) Brasil apresenta uma população envelhecida, de- terminante da alta taxa de mortalidade. e) Aumento da expectativa de vida no Brasil se deve à considerável presença de jovens em sua pirâmide etária. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1. (CN) O Censo realizado pelo IBGE em 1991 reve- lou mudanças estruturais na demografia brasileira. A respeito dessas mudanças assinale a opção que revela a realidade atual junto à nova pirâmide etária do país. a) A base da pirâmide etária vem se estreitando, o que significa que as taxas de natalidade estão dimi- nuindo, principalmente pela imposição da urbaniza- ção e da inserção feminina no mercado de trabalho. b) O ápice da pirâmide está sofrendo um estreita- mento já que o número de idosos vem diminuindo em função da baixa expectativa de vida e da falência dos setores da previdência social que atendem essa camada da população brasileira. c) O Brasil ainda não iniciou o seu processo de tran- sição demográfica, o que nos ajuda a compreender a baixa participação da nossa população economica- mente ativa, que vem assinalado no “corpo” da pirâ- mide etária. d) A altura de nossa pirâmide etária está se reduzin- do justificada pela maior concentração de investimen- tos das faixas de jovens e adultos que tem um peso importante na economia do país. e) A elevação da expectativa de vida evidenciada pelo aumento da altura da pirâmide é um reflexo claro da melhor distribuição sócio-econômica no país, fato comprovado a partir da industrialização e urbaniza- ção do mesmo. 2. (VASSOURAS/RJ) Ano POPULAÇÃO % Urbana Rural 1950 36,16 63,84 1960 44,67 55,3 1970 55,92 44,08 1980 57,60 32,40 1991 75,47 24,53 1996 78,35 21,65 Fonte: IBGE Quanto ao comportamento da população brasileira expresso na tabela acima, considere as afirmativas abaixo: I - A população rural vem diminuindo a cada década devido às altas taxas de mortalidade registradas no campo. II - A partir dos anos 50 o processo de industrializa- ção estimulou a migração do campo para a cidade, fenômeno que, 30 anos mais tarde, praticamente in- verteu a distribuição populacional. III - A modernização da estrutura agrária brasileira acentuou o esvaziamento da população rural entre 1940 e 1950. Assinale: a) Se somente a afirmativa I estiver correta. b) Se somente a afirmativa II estiver correta. c) Se somente a afirmativa III estiver correta. d) Se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. e) Se todas as afirmativas estiverem corretas. 3. (FURG) Uma das características atuais do com- portamento da população brasileira é a) O aumento da taxa de crescimento nos últimos anos. b) A estabilidade da taxa de crescimento nos últimos anos. c) A redução da taxa de crescimento nos últimos anos. d) A tendência à estabilização no crescimento da po- pulação mais velha. e) A tendência do crescimento da população empre- gada no setor secundário. 4. (FGV/SP) 1950 1970 1991 I 36% 56% 76% I I 64% 44% 24% Fonte: FIBGE Na tabela acima, os algarismos I e II representam, respectivamente, a dinâmica da população: a) I – urbana; II – rural. b) I – empregada no setor secundário; II – empregada no setor primário. c) I – economicamente ativa; II – desempregada. d) I – empregada no setor terciário; II – empregada no setor primário. e) I – de 20 a 59 anos; II – de 0 a 19 anos. 5. (FATEC/SP-2000) Considere o gráfico e as afir- mações apresentadas abaixo POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA DO BRASIL Fonte: Folha de São Paulo, 27/06/1999. Especial 5 Anos Depois... p. 06 I - A situação de “trabalho precário” é caracterizada pelas parcelas de trabalhadores enquadrados como assalariados sem registro e “free-lance / bico”. Assinalados registrados Free-lance / bico Assalariados sem registro Autônomos regulares Funcionários públicos Empresários / outros Desempregados . BRASIL
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    13 II - Osassalariados sem registro e os desemprega- dos somam mais de 50% da população economica- mente ativa no Brasil. III - Os assalariados registrados correspondem, atu- almente, a aproximadamente ¼ da população econo- micamente ativa do Brasil. IV - Importante parcela de assalariados brasileiros está no setor público, responsável por mais da me- tade dos empregos no país. Com base nas informações do gráfico e em seus co- nhecimentos sobre o assunto, deve-se concluir que são corretas somente as afirmações a) I e II; b) I e III; c) II e III; d) II e IV; e) III e IV. 6. (SOUZA MARQUES/RJ) A manchete de 02/11/00 do Jornal O Globo – Caderno de Economia, diz: “Brasil mais feminino e urbano – Censo do IBGE mostra que as mulheres são maioria em 25 das 27 unidades da Federação” Assinale a alternativa que melhor explica a manchete. a) A expectativa de vida do homem é menor que a das mulheres, uma vez que os homens morrem mais cedo – principalmente de causas violentas a partir dos quinze anos. b) A fecundidade cai no País, em conseqüência do maior planejamento familiar, da participação femini- na no mercado de trabalho e da própria urbanização. c) A população urbana vem crescendo e a proporção entre homens e mulheres é diferente de acordo com a localidade. Nas grandes metrópoles os homens pre- dominam e nas médias cidades a predominância é das mulheres. d) Os estados em que os homens são ainda maioria têm características rurais e forte perfil migratório decorrente da busca de oportunidades econômicas, com baixo índice de violência. e) A população do país envelheceu em virtude princi- palmente da redução da taxa de natalidade e da taxa negativa de crescimento vegetativo. 7. (ULBRA/RS) Sobre os setores de atividade econô- mica, é correto afirmar que: a) Nos países desenvolvidos o setor terciário é hi- pertrofiado, pois existe um excesso de produção nos setores primário e secundário. b) O aumento no setor terciário nos países subde- senvolvidos indica um grande desenvolvimento eco- nômico. c) Os países desenvolvidos capitalistas apresentam amplo domínio do setor terciário, com uma forte con- centração da população economicamente ativa no setor primário. d) Os bancos, o comércio e os serviços públicos são funções do setor terciário. e) Nos países desenvolvidos capitalistas predominam o setor primário, o que reflete um alto grau de de- senvolvimento humano. 8. (FURG) Relacione os setores produtivos da econo- mia citados na coluna 1 com as características cita- das na coluna 2. Coluna 1 1 – setor primário 2 – setor secundário 3 – setor terciário 4 – setor quaternário Coluna 2 ( ) pesquisa científica ( ) produção de produtos petroquímicos ( ) telefonia ( ) manuseio de florestas exóticas A alternativa que contém a associação correta da coluna 2, quando lida de cima para baixo, é a) 1, 4, 2 e 3 b) 2, 3, 1 e 4 c) 3, 2, 1 e 4 d) 4, 1, 3 e 2 e) 4, 2, 3 e 1 9. (INATEL/SP) A População Economicamente Ativa – PEA – está diretamente ligada à estrutura econô- mica de um país. Sobre a PEA é CORRETO afirmar que: a) Nos países menos desenvolvidos não existe PEA nos setores secundário e terciário. b) Nos países menos desenvolvidos a PEA concen- tra-seno setor primário. c) Nos países menos desenvolvidos a PEA está con- centrada no setor secundário. d) Nos países mais desenvolvidos não existe PEA nos setores primário e terciário. e) Nos países mais desenvolvidos a PEA concentra- se nos setores terciário e secundário. 10. (UNIFENAS/NG) O termo “População Economi- camente Ativa” (PEA) designa toda população. a) Que participa do mercado de trabalho. b) Dotada ativamente de poder econômico. c) Que possui bens e está no mercado de consumo. d) Que trabalha na indústria. e) Que está desempregada. 11. (UFSCAR/SP) Considere as seguintes afirmações sobre a população brasileira. I - Reduziu de forma significativa os movimentos migratórios inter-regionais e extra-regionais. II - Apresenta, nestas últimas décadas, redução da taxa de natalidade. III - Tem gradativamente, aumentado a esperança de vida. IV - Caracteriza-se pelo forte crescimento vegetativo. V - Apresenta taxas de mortalidade infantil diferen- ciadas de acordo com a região. Estão corretas SOMENTE as afirmações a) I, II e IV b) I, II e V c) I, III e IV d) II, III e V e) III, IV e V 12. (UNIFOA/RJ-2001) As atividades urbanas con- sideradas “subempregos” – tais como: vendedores am- bulantes, os “guardadores de carro” nas ruas, os ca- melôs e biscateiros, os “vendedores nos semáforos” e outros – que aumentaram bastante no Brasil nas últimas décadas, costumam ser incluídos no setor: a) Primário b) Secundário c) Quaternário d) Terciário e) Semicomercial EXERCÍCIOS PROPOSTOS II 1. (CN) A tabela a seguir mostra que as mulheres brasileiras estão ampliando sua participação no co- mando das famílias das Regiões Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Porém, não é esse o caso da Região Norte onde os índices são mais baixos. O Estado de Rondônia, por exemplo, apresentava o ín- dice de 11,7% em 1991.
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    14 CRESCE O NÚMERODE MULHERES CHEFES DE FAMÍLIA Nordeste Sudeste Centro-Oeste Sul 1980 1991 1980 1991 1980 1991 1980 1991 16,6% 19,5% 14,6% 13,6% 13,2% 17,0% 12,1% 15,5% Examine com atenção as alternativas a seguir e as- sinale a alternativa FALSA. a) Os elevados índices de participação das mulheres enquanto chefes de família, no Nordeste brasileiro, se explica em função da continuidade das emigra- ções de homens para Região norte, Centro-Oeste e Sudeste. b) A ampliação da participação das mulheres como chefes de família nas regiões assinaladas na tabela é resultado de conquistas obtidas pelo movimento feminista que possibilitou às mulheres as mesmas condições no mercado de trabalho que os homens. c) Rondônia tem um baixo índice de participação de mulheres enquanto chefes de família, por ser uma área de imigração recente e, neste caso, como acontece geralmente, predomina a população mas- culina. d) Em virtude dos níveis salariais mais baixos que as mulheres obtêm no mercado de trabalho, a eleva- ção do número de mulheres como chefes de família indica uma elevação da miséria social, ampliando o fenômeno da pobreza. e) A desestruturação da família tem como uma de suas causas principais o intenso movimento migra- tório que atinge uma grande parte da população bra- sileira. Uma quantidade expressiva de brasileiros não vive onde nasceu e ainda não tem seu paradeiro de- finido. 2. (FATEC/SP) Considere o gráfico para responder à questão. BRASIL: DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA POR SETORES DE PRODUÇÃO (em %) Fonte: M. Adas, Panorama Geográfico do Brasil, 1998 p.495 Os números I, II e III identificam, respectivamente, os setores a) Primário, terciário e secundário. b) Secundário, terciário e primário. c) Secundário, primário e terciário. d) Terciário, secundário e primário. e) Terciário, primário e secundário. 3. (FAPA/RS) Atualmente, das 69 milhões de pesso- as que consistem a população ocupada no Brasil, 60%, ou seja, 41 milhões, estão no mercado informal. Esse fenômeno planta numerosos problemas. A questão mais grave provavelmente seja de ordem: a) Geográfica, pois os informais estão concentrados nas grandes cidades. b) Tributária, pois os informais não pagam qualquer tipo de imposto indireto. c) Previdenciária, pois os informais, embora nada contribuam para a Seguridade Social. d) Demográfica, pois os informais apresentam, altís- simas taxas de nupcialidade e fecundidade. e) Política, pois os informais, em sua grande maio- ria, engrossam movimentos sociais reivindicatórios de extrema esquerda. 4. (FGV/SP) “Segundo o IBGE, um quarto dos 28 mi- lhões de mulheres brasileiras que trabalham são também chefes em seus lares. Desses lares, 30% estão abaixo da linha da pobreza. As mulheres são, também, as maiores vítimas do desemprego em centros urbanos: a taxa é de 6% para a ala masculina mas de 8,5% para a feminina. (M. A. Maranhão. Inclusão das mulheres é compromisso mun- dial, In Jornal O Estado de São Paulo, 12/08/2000, p.A2) As afirmações abaixo contribuem para entender esse contexto, exceto a alternativa: a) A discriminação de gênero é forte, a tal ponto que as mulheres necessitam de níveis mais altos de edu- cação formal para conseguir e manter empregos que lhes assegurem salários, em média, mais baixos que os masculinos. b) A concentração da mão-de-obra no setor terciário pode ser associada à desvalorização embutida na educação da mulher, que a moeda para profissões tidas como femininas, geralmente de baixo prestígio e pequena remuneração. c) O ônus da reprodução, especialmente social, in- flui no tempo de experiência continuada no mercado de trabalho de muitas mulheres, refletindo-se em sua qualificação no grupo de ocupações que desem- penha e na qualidade dos postos de trabalho dispo- níveis. d) A População Economicamente Ativa (PEA) femini- na representou uma porcentagem bastante elevada e bem remunerada durante a Segunda Guerra Mun- dial, mas ela vem decrescendo entre as mulheres de baixa escolaridade e baixos salários, desde aquela ocasião. e) Os filhos constituem empecilhos à inserção das mulheres no mercado de trabalho formal, especial- mente as de baixos níveis de escolaridade e de baixa renda, uma vez que não existem creches e outros equi- pamentos de uso coletivo em número suficiente. 5. (CEFET/RJ) O envelhecimento da população é um forte processo constatado em vários países do mun- do, inclusive no Brasil. Como causas do envelheci- mento populacional, podemos apontar: a) Redução dos índices de natalidade e aumento da expectativa de vida. b) Aumento dos índices de natalidade e menor ex- pectativa de vida. c) Menor expectativa de vida e redução dos índices de natalidade. d) Menor expectativa de vida e maior crescimento vegetativo. e) Fortes correntes migratórias e menor crescimento vegetativo. 0 10 20 30 40 50 60 70 80 1940 1950 1960 1970 1980 1990 1995 I II III
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    15 6. (PUC/RS) BRASIL –DISTRIBUIÇÃO DA PEA POR SETOR DE ATIVIDADE Primário Secundário Terciário Pela análise do gráfico referente à População Econo- micamente Ativa (PEA), é correto afirmar que a) O menor número da população ativa concentra-se no setor primário, pois gradualmente a mecanização do campo transfere o antigo camponês para o traba- lho nas indústrias tradicionais e carentes de mão- de-obra. b) A maior concentração da população ativa está no setor terciário; assim como nos países ricos, profis- sionais especializados dividem esse setor com pres- tadores de serviço de pouca ou nenhuma qualifica- ção profissional. c) O trabalho informal distribuído pelas diferentes atividades do setor secundário está sempre vulnerá- vel a diversos fatores, como variação cambial, ques- tões de fronteiras e represálias policiais. d) A abertura de pequenos negócios em espaços mais carentes dos grandes centros urbanos, reflexo da desorganização socioeconômica do país, tem incha- do o setor terciário. e) O quadro apresentado reflete a realidade vivencia- da pelos países de economia planificada existentes no chamado Mundo Bipolar. 7. (UGF/RJ) O desemprego pode ser classificado em duas categorias: conjuntural e estrutural. O fator que provoca o desemprego estrutural é: a) O desenvolvimento de novas tecnologias. b) O aumento exagerado do subemprego. c) O emprego de métodos tradicionais de trabalho. d) O fortalecimento da estrutura sindical. e) O processo de êxodo urbano. 8. (UNIFENAS/MG) Com base nos dados prelimina- res do Censo 2000, julgue os itens abaixo: I - Desmitifica-se o mito da explosão populacional no país, pois a taxa de crescimento demográfico veri- ficada continua em redução. II - apesar de alguns avanços sociais, a distribuição da renda não sofreu alteração na última década, per- manecendo no país as fortes desigualdades regionais. III - Houve significativo aumento da expectativa de vida e da população masculina, que hoje supera a população feminina, tendência verificada neste últi- mo censo. IV - Ao lado do envelhecimento da população, foi constata- da uma destacável queda na taxa de analfabetismo, sendo maior a faixa etária adulta, que apresenta hoje, cerca de 8 milhões de analfabetos como chefes de família. V - Cresce o número de mulheres como chefes de família nos lares brasileiros, principalmente nas re- giões Nordeste e Sudeste. No Nordeste as mudan- ças culturais e a migração constituem fatos relevan- tes para esse processo. São verdadeiros: a) Todos os itens acima. b) Apenas os itens III e V. c) Somente os itens II e III. d) Os itens I, III e IV. e) Os itens I, II, IV e V. 9. (UERJ) Os dados abaixo tratam da população ocupa- da no Brasil entre o final do século XIX e início do XX. BRASIL – POPULAÇÃO OCUPADA (em milhares e em %) SETORES 1872 1920 Agricultura 3671 – 54,1% 6377 – 69,7% Indústria 282 – 4,9% 1264 – 13,8% Serviços 1773 – 31,0% 1509 – 16,5% Total 5726 – 100% 9150 – 100% A análise dos dados leva à seguinte característica econômica desse período: a) Crescimento do setor de serviços. b) Dinamização da atividade industrial. c) Protecionismo da agricultura de subsistência. d) Desenvolvimento acelerado dos três setores eco- nômicos. 10. (UGF/RJ) Observe a pirâmide etária abaixo Essa pirâmide caracteriza um país: a) Desenvolvido, com elevada expectativa de vida; b) Subdesenvolvido, com alta expectativa de vida; c) Subdesenvolvido, com grande número de jovens; d) Desenvolvido, com baixa expectativa de vida; e) Subdesenvolvido, com reduzida taxa de natali- dade. 29,2 23,8 6,5 3,78,54,7 12,4 17,2 Serviços Comércio Administração Pública Atividades Sociais Transporte e Comunicação Outros
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    16 OS MOVIMENTOS POPULACIONAIS NOBRASIL As migrações internas O fluxo de migrantes para o Nordeste, em sua maior parte originário da Região Sudeste, aumenta em rela- ção aos dados apontados pelo Censo de 1991 (período 1986/1991) e supera a Região Centro-Oeste em volu- me de entrada de migrantes. No entanto, o saldo ain- da é negativo: o número de pessoas que saem ainda é maior que o de pessoas que entram na região. Na Região Centro-Oeste, apesar da menor atração, o saldo migratório é positivo e elevado. A Região Norte reduziu a atração, mas continua recebendo mais gen- te do que perdendo. Os novos dados indicam, tam- bém, que a atração aumenta na Região Sul e redu- zem saídas, equilibrando o saldo migratório, antes negativo. A Região Sudeste continua liderando a atração de migrantes, com acréscimo no volume de entrada de migrantes em relação ao período 1986/1991. Ocorre aumento na entrada de migrantes originários da Re- gião Norte, Nordeste e Centro-Oeste e diminuição dos migrantes originários da Região Sul. O movimento dos migrantes entre os estados e mu- nicípios brasileiros cai durante toda a década de 90 e se diversifica. O Amapá, Tocantins e Goiás, além do Distrito Federal, são os novos centros de atração nessa primeira metade da década de 90. Os dois pri- meiros recebem pessoas procedentes da própria Re- gião Norte, além do estado do Maranhão. Os demais acolhem grupos de nordestinos em seu conjunto. A mudança de rota reflete, segundo os estudiosos, o crescimento das oportunidades de trabalho e negó- cios nessas regiões. Esse é o caso do Centro-Oeste, com empreendimentos agropecuários bem-sucedidos. O surgimento e a consolidação de novos pólos de atração têm possibilitado que um número cada vez maior de migrantes se mova apenas entre estados da própria região de origem, caracterizando, assim, os movimentos migratórios intra-regionais. Aumen- tando em todo o país, a migração intra-regional tem maior destaque no Nordeste e no Sul, regiões mar- cadas por forte movimento de evasão nas últimas décadas e que, com o crescimento econômico de suas cidades, metropolitanas e do interior, passaram a reter suas populações, além de atrair de volta os que ha- viam migrado para outras regiões, tornando-se pólos da migração de retorno. Além disso, a diminuição de oportunidades no Sul e Sudeste incentivou a volta de migrantes a suas regiões de origem. Já os fluxos de longa distância, em particular aque- les com destino às fronteiras agrícolas, como Ron- dônia, diminuíram na década passada. Entre os cen- tros tradicionais de recepção de novas populações se matem apenas os estados do Espírito Santo, de Santa Catarina e de São Paulo. Este último, mesmo com a diminuição no fluxo de migrantes, continua sendo o estado que atrai o maior número de pesso- as. Segundo o IBGE, entre 1991 e 1996, São Paulo recebeu 1,1 milhão de migrantes, mais de um quarto do total do país no período. Fluxos migrantes para o exterior Duas características marcam o fenômeno da migra- ção em todo mundo, com reflexos no Brasil. De um lado há um fluxo de migrantes vindos dos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, que fo- gem da crescente desigualdade social e econômica, do desemprego ou de guerra em seu país de origem. De outro, o deslocamento de executivos, que ocu- pam cargos de direção em grandes multinacionais com altos salários. Os brasileiros no exterior A partir de 1980, as sucessivas crises econômicas e o decréscimo de ofertas de trabalho são fatores que levam brasileiros a migrar para outros países. Cerca de 1,5 milhão de brasileiros residem fora do país, concentrados em maior número no EUA, no Paraguai e no Japão. Os imigrantes brasileiros, em geral, têm como meta trabalhar de uma a três anos em país desenvolvido, mesmo que em funções menos qualificadas, para ga- rantir a economia necessária que lhes proporcione melhores condições de vida ao retornar para o Bra- sil. Nos países que os acolhem, grande parte ocupa postos de trabalho recusados pela mão-de-obra lo- cal. Dessa forma, jovens profissionalmente bem qua- lificados acabam executando tarefas de faxineiros, garçons, baby-sisteres. No Brasil, a cidade mineira de Governador Valadares ficou conhecida pelo signi- ficativo fluxo migratório rumo às cidades norte-ame- ricanas, principalmente Boston. Na Europa, Portu- gal e Itália destacam-se na preferência dos imigrantes brasileiros. Outro fenômeno importante é o da entrada maciça de trabalhadores brasileiros no Japão, os dekasse- guis. De acordo com a legislação japonesa, só é per- mitido o visto de trabalho aos nisseis, sanseis ou casados com descendentes japoneses. Geralmente, esses imigrantes permanecem no país por um perío- do médio de três anos. E 1997, cerca de 202 mil bra- sileiros viviam no Japão. Os dekasseguis desempenham atividades considera- das inferiores. A maior parte trabalha em indústrias de peças automobilísticas, eletrônica e elétrica e vive em pequenos apartamentos ou alojamentos próximos ao local de trabalho. Os dekasseguis enfrentam intenso ritmo de trabalho diário e dificuldades de adaptação oriundas das diferenças de língua e de costumes. Os Brasiguaios representam outro grupo diferencia- do no processo de imigração geralmente, provenien- te de estados como Mato Grosso e Paraná, são cam- poneses, sem-terras que ultrapassam a fronteira como Paraguai e se estabelecem em áreas agrícolas na Região do rio Alto Paraná. O total de 351 mil bra- sileiros residia no Paraguai em 1997.
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    17 Os trabalhadores especializadosrepresentam outro fenômeno de imigração presente no Brasil é repre- sentado pelos estrangeiros de classe média, altamen- te especializada. Originários de diversos países de- senvolvidos – como EUA, Inglaterra, Alemanha, Espanha e França – são empresários, executivos, téc- nicos e funcionários de empresas multinacionais. Em geral, vêm como trabalhadores temporários para mo- dernizar e incorporar padrões de qualidade ao siste- ma de produção das filiais, implantar empresas e introduzir novas formas de gerenciamento. Em geral, esses trabalhadores qualificados permanecem no país por um período máximo de três anos. São raros os casos que fixam residência definitiva. DISTRIBUIÇÃO POR PAÍSES – 1997(*) PAÍS % DO TOTAL Estados Unidos 41,6 Paraguai 23,5 Japão 13,5 Portugal 2,9 Argentina 2,8 Itália 2,1 Alemanha 1,9 Reino Unido 1,3 Guiana Francesa 1,0 Espanha 0,9 (*) Estimativa Fonte: Ministério das Relações Exteriores EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1. (CN) “Migrando atrás de novas terras, de safras agrícolas ou rumo às cidades, os migrantes são resultados do pro- cesso político e econômico do país, (...)” (Valim, Ana. Migrações: Da Perda da Terra à Exclusão Social. São Paulo: ed. Atual, 1999) A partir da charge e do texto, pode-se dizer que os migrantes no Brasil são movidos por: a) Garantia de sucesso nas áreas receptoras b) Necessidade de sobrevivência econômica. c) Produtividade nas áreas de fronteira agrícola. d) Intensa proletarização das grandes cidades. e) Promessa de emprego nas cidades médias. 2. (CN) O grande número de imigrantes (principal- mente italianos) que vieram para o Brasil depois da segunda metade do século XIX, foi atraído, princi- palmente a) Pela mineração b) Pela criação de gado nas estâncias do sul do país c) Pelo renascimento da lavoura canavieira d) Pela lavoura cafeeira e) Pelo cacau e borracha 3. (UERRJ) Pode-se dizer que os fluxos migratórios entre Brasil e Japão conheceram dois momentos. No primeiro deles, ocorrido há quase 100 anos, o Brasil recebia imigrantes. Na atualidade, o fluxo se inver- teu e o país envia para o Japão os “dekasseguis”, descendentes dos imigrantes do primeiro momento. O que caracteriza a situação da maioria da popula- ção migrante, no primeiro e no segundo momento, respectivamente, está apontado no seguinte alter- nativa: a) .eram colonos atraídos pelo governo brasileiro .chegam na condição de trabalhadores ilegais b) .eram grandes proprietários da terra arruinados .exercem ofícios agrícolas em pequenas proprieda- des c) .trabalhavam em atividades agrícolas de exportação .desempenham atividades pouco qualificadas no meio urbano d) .representam estrangeiros marginalizados no mer- cado de trabalho .possuem dupla nacionalidade com igualdade de di- reitos 4. (VUNESP) Dentre os imigrantes que se dirigiram para o Brasil no século XX, uma nacionalidade des- tacou-se pelo fato da maioria ter se fixado no Estado de São Paulo, embora grande parte tenha se dirigido para outros estados, como Paraná, Amazonas e Pará. No interior paulista, dedicaram-se ao cultivo do chá no Vale da Ribeira, do algodão e à criação do bicho- da-seda no oeste e aos hortifrutigranjeiros nos arre- dores da capital. O texto trata do imigrante a) Italiano; b) Espanhol; c) Japonês; d) Alemão; e) Holandês. 5. (UFES) BRASIL – FLUXO MIGRATÓRIOS – 1940/1994 Os itens seguintes referem-se ao fenômeno migra- tório representado nas figuras acima. I - Fluxo migratório em direção ao oeste brasileiro,
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    18 contribuindo para aceleraro processo de urbaniza- ção no país e perda gradativa da influência do Sudes- te como região de imigração. II - Predominância dos fluxos migratórios inter-regi- onais com ênfase à viagem dos paus-de-arara em di- reção ao Sudeste e ao Centro-Oeste. III - Surgimento de pólos regionais, de fluxos migra- tórios intra-regionais ou intra-estaduais, e consoli- dação do processo de urbanização do país. A seqüência dos itens que descreve esse fenômeno migratório é: a) I, II, III. b) I, III, II. c) II, I, III. d) II, III, I. e) III, II, I. 6. (UERJ) IRACEMA VOOU Iracema voou Para a América Leva roupa de lã E ainda lépida Vê um filme de quando em vez Não domina o idioma inglês Lava chão numa casa de chá Tem saído ao luar Com um mímico Ambiciona estudar Canto lírico Não dá mole pra policia Se puder, vai ficando por lá Tem saudade do Ceará Mas não muita Uns dias, afoita Me liga a cobrar É Iracema da América (Chico Buarque de Holanda) A explicação adequada para a imigração de brasilei- ros, como a de Iracema, referida na letra da canção, é a: a) Política de imigração do governo americano, que facilita a absorção no mercado de trabalho. b) Falta de perspectivas no mercado de trabalho, que motiva procura de alternativas no exterior. c) Estrutura de concentração de terra, que promove a expulsão de trabalhadores nordestinos. d) Desqualificação para o trabalho, que estimula a busca por ocupações compatíveis com as condições de origem. 7. (UERJ) “Em 1989, quase todos os 407 operários da cidade de Pacajus (Ceará) estavam na fábrica de suco e castanha-de-caju, Jandaia. Hoje, a cidade abriga a fábrica de jeans da Vicunha, a Regesa, produtora de papel, e uma cadeia de fornecedores. O número de empregos chegou a 5.188, um salto de 1.147%. ‘São Paulo já foi o Eldorado de todo cearense’, diz o mecânico de tecelagem Genival Soa- res da Silva, que morou nove anos na capital paulista. ‘Mas o futuro está aqui’, completa o operário, que ganha R$ 550,00, metade do que recebia em São Paulo”. (Adaptado de Folha de São Paulo, 19/09/99) A partir do texto, as mudanças nas relações entre a economia paulista e algumas áreas do Nordeste, no que tange ao emprego, podem ser traduzidas pela seguinte afirmação: a) A crise econômica do Centro-Sul estimula as mi- grações de reforço e a criação de empregos mais ba- ratos no Nordeste; b) A política de incentivos fiscais do governo paulista expulsa empresas e impulsiona o trabalho mais qua- lificado no Nordeste; c) A saturação da cidade de S.P. força a desconcen- tração industrial e estimula a absorção de empresas paulistas por nordestinas; d) A ação do governo nordestino abre novas possibi- lidades de investimentos e dificulta a solução de pro- blemas de poluição industrial e Sudeste. 8. (UFRN) O fluxo migratório de brasileiros tem so- frido grandes transfomações. Nas três últimas déca- das, o Paraguai se constituiu o segundo destino da emigração nacional. Esse fato se deve à(ao) a) Incentivo à colonização, pelo governo paraguaio, na região fronteiriça. b) Disponibilidade de áreas agrícolas com preço infe- rior ao das terras do centro-sul brasileiro. c) Perseguições políticas a grupos de trabalhadores rurais. d) Sistema produtivo, que concentra melhores opor- tunidades de emprego. 9. (C.M. – BARRA DO PIRAÍ/RJ) A migração campo- cidade nos países industrializados tem como causa fundamental: a) O baixo rendimento agrícola b) A escassez de terras agriculturáveis c) A substituição da atividade agrícola pela secunda- rista d) A liberação da mão-de-obra com a mecanização rural 10. (CESGRANRIO) A respeito da presença nipônica no Brasil, completando 90 anos em 1998, é correto afirmar que os primeiros japoneses que aqui chega- ram: a) Entraram em conflito com alemães, italianos e poloneses. b) Fundaram inúmeras cidades no Sul do Brasil. c) Criaram colônias agrícolas em todo o Centro-Oeste. d) Concentraram-se no Estados de São Paulo e do Pará. e) Dispersaram-se ao longo de todo o litoral. 11. (CESGRANRIO)Na história da imigração para o Brasil, no século XX, há de se destacar a Lei de Co- tas, de 1934. por essa lei, só poderiam ingressar, anualmente, até 2% do total de imigrantes de uma mesma nacionalidade já estabelecidos no país nos 50 anos anteriores. Com isto, o Governo federal vi- sava a diminuir a importância política da mão-de- obra operária de origem: a) Italiana. b) Portuguesa. c) Japonesa. d) Sirio-libanesa. e) Coreana.
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    19 12. (CESGRANRIO) NORDESTE: Movimentossazonais A população sertaneja que se desloca nas estações secas encontra na Zona da mata uma demanda por mão-de-obra sazonalmente aquecida pela: a) Formação de pastagens novas em áreas de matas. b) Realização da colheita de cana-de-açúcar. c) Necessidade de replantio de velhos cafezais. d) Implantação de grandes projetos de reflorestamento. e) Ocorrência do plantio de lavouras de algodão. 13. (UGF/RJ) “Maria mora em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ela é empregada doméstica e trabalha em Copacabana, na zona sul carioca. Todos os dias acorda às quatro horas da manhã para pegar o trem e o ônibus, enfrentando três horas de viagem. No dia 15 de novembro de 2001, a passagem aumentou, embora a qualidade do transporte continuasse a mesma. São 17 horas. Vai começar o retorno para sua residência.” A situação descrita no texto acima caracteriza um tipo de migração existente nas regiões metropolita- nas do país. Esse tipo de migração denomina-se: a) Êxodo rural b) Pendular. c) Transumância. d) Emigração. e) Imigração. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1. (CN) Os italianos se fixaram no Rio Grande do Sul e preferiram ocupar. a) A franja litorânea b) Os vales dos rios c) As depressões d) As planícies e) Os topos dos planaltos 2. (UFF) A alternativa que apresenta uma relação cor- reta com as recentes mudanças na mobilidade espa- cial da população brasileira é: a) CENTRO-OESTE: mantém-se como uma área de saída de população, principalmente para a Região Sudeste. b) NORDESTE: deixou de ser uma área de saída de população, estancando o seu fluxo migratório para a Região Sudeste. c) SUDESTE: deixou de ser uma área de entrada de população para se tornar uma região de expressiva evasão populacional. d) SUL: tornou-se uma das principais áreas de saída de população, sobretudo para as regiões Centro-Oeste e Norte do país. e) NORTE: transformou-se na principal área de en- trada de população, recebendo equilibradamente ha- bitantes de todas as demais regiões do país. 3. (CESGRANRIO) A imigração estrangeira teve pa- pel importante na formação da estrutura populacio- nal do Brasil. Sobre esse fluxo migratório, pode-se afirmar que os: I – eslavos, os italianos, os alemães e os poloneses concentraram-se na região sul do país, onde se ins- talaram no final do século XIX, o que explica, em boa parte, a predominância de brancos entre a popu- lação sulista; II - japoneses, chegando, em grande parte, a partir de 1908, concentraram-se em São Paulo e no Pará, dedicando-se nesse último estado, à agricultura da pimenta-do-reino; III - negros, oriundos da África são mais numerosos no nordeste, primeira grande área de atração popu- lacional do Brasil. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): a) I apenas. b) I e II apenas. c) I e III apenas. d) II e III apenas. e) I, II e III. 4. (CESGRANRIO) No verão, os pastores se dirigem, com seus rebanhos, para as altas montanhas da zona temperada, devido aos bons pastos que existem aci- ma da zona florestal. Esse movimento migratório é conhecido como: a) Pendular. b) Diário. c) Transumância. d) Definitivo. e) Êxodo rural. 5. (UNIRIO) Os anos 90 estão mudando o Brasil O gráfico a seguir demonstra uma mudança no com- portamento da população brasileira. Número de migrantes em milhões Quanto às características do processo apresentado no gráfico é correto afirmar que: 3,1 2,7 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 1980-1991 1991-1996
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    20 a) Na décadade 90 houve uma diminuição do ritmo de migrações dos pequenos municípios para as cida- des médias. b) Atualmente o intenso movimento migratório é de nordestinos para a região Sudeste, que representa um pólo de tração populacional. c) Entre 1991 e 1996, acentua-se o êxodo rural, tor- nando-se o mais importante movimento populacio- nal interno. d) A partir dos anos 90, passaram a predominar flu- xos migratórios de âmbito intra-regional ou intra- estadual. e) As regiões metropolitanas registraram, hoje, altas taxas de crescimento em virtude dos movimentos de migração de retorno. 6. (UERJ) “Mano velho, mando as primeiras notícias des- de que deixei você e a família no nosso lugar. As dificul- dades são muitas. A chuva não falta, embora tenha uma época em que diminui um pouco. Já a terra não é tão fértil quanto parecia: se a gente não cuida, ela logo cansa, por- que a água só leva o que ela tem de bom. E somente quando se derruba aquela mata densa é que se vê que o chão não é plano, e sim ondulado. Com isto, e ainda mais a distância até o rio, tudo fica mais difícil. De qualquer maneira, ainda está dando para levar melhor do que aí na terra; pelo menos aqui não tem que ficar pedindo licença a usineiro para plantar umas coisinhas...” Imagine que o trecho acima seja de uma carta escri- ta por um migrante para sua família. De acordo com os elementos nela contidos, a alter- nativa que expressa, respectivamente, as áreas de imigração e emigração, é: a) Campos do Sul – Mata de Araucária. b) Cerradões do Centro-Oeste – Agreste. c) Caatinga do Nordeste – Pampa Gaúcho. d) Terra-firme na Amazônia – Zona da Mata Nordestina. 7. (UERJ) “Laércio Pereira da Silva, 18, veio do interior da Bahia para trabalhar durante quatro meses na colheita do café(...). Segundo o sindicato dos trabalhadores ru- rais(...), cerca de 25 mil trabalhadores migram do norte de Minas gerais e do sul da Bahia para a região cafeeira de Patrocínio (Triângulo Mineiro) nesta época (julho).” (FO- LHA DE SÃO PAULO, 07/08/98) A utilização de mão-de-obra migrante pela economia cafeeira explica-se por: a) Necessidade de replantio anual do cafezal, obri- gando à contratação de um contingente extra de agri- cultores. b) Sazonalidade na cultura do café, implicando uma variação da necessidade de trabalhadores ao longo do ano. c) Ocorrência da seca no sertão mineiro e baiano, liberando trabalhadores da cultura de cana-de-açú- car na região. d) Organização de frentes de trabalho no triângulo Mineiro pelo governo federal, atraindo migrantes para a cafeicultura. 8. (UFF) O mapa a seguir mostra um dos principais fluxos migratórios das últimas décadas no Brasil, o dos Sulistas ou “Gaúchos”. b) O fluxo migratório de sulistas começou a partir das zonas coloniais do Rio grande do Sul para o oes- te de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná, acompa- nhando as regiões de mata, mas hoje ocorre, tam- bém, em regiões de cerrado do centro Oeste. c) Ao contrário dos migrantes nordestinos, muitos pobres, os sulistas são, na maioria, grandes empre- sários que possuem muito capital para investir nas indústrias nascentes no Norte e Centro-Oeste. d) Um dos produtos mais difundidos pelos sulistas é o trigo, cujas novas sementes permitem o seu culti- vo, hoje, inclusive em áreas de clima equatorial como a Amazônia. e) Um dos principais motivos que levam os sulistas a deixarem o Sul em direção às fronteiras agrícolas é a extinção das terras agriculturáveis na região e o fracionamento excessivo dos antigos latifúndios. 9. (ESA) Algumas regiões brasileiras desenvolveram- se em função dos grupos étnicos que atraíram, bem como das atividades introduzidas pelos mesmos no local. Assinale a alternativa correta: a) Os alemães do vale do rio Itajaí-açu dedicam-se à extração mineral, sobretudo o ferro, manganês e carvão. b) Os negros do Recôncavo baiano introduziram, na região, o cultivo de algodão, destacando-se como um dos primeiros grandes ciclos econômicos da História do Brasil. c) No vale do rio Paraíba do Sul, os italianos introdu- ziram, com sucesso, a cultura da soja. d) O vale do Ribeira do Iguape concentrou japoneses que se dedicam ao cultivo do chá. e) Os povos de origem eslava predominam no Para- ná, onde se dedicam, principalmente, ao comércio varejista. 10. (C.M.-NOVA FRIBURGO/RJ) Ao iniciar sua aula sobre migrações internas, o professor escreveu no quadro de giz as seguintes estrofes de uma música popular dos meados do nosso século: “Quatro horas da manhã Sai de casa o Zé marmita Pendurado na porta do trem Zé marmita vai e vem”
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    21 O tipo demigração demonstrado na música pode ser classificado como: a) inter-regional b) transumância c) êxodo rural d) pendular e) sazonal 11. (UNIRIO) das afirmativas abaixo, sobre as mi- grações no Brasil, apenas uma NÃO é verdadeira. As- sinale-a; a) A imigração foi muito importante no período de 1850 até 1834. b) A migração rural-urbana ou êxodo rural se acele- rou após 1950. c) A migração rural-rural, de uma área agrícola para outra, sempre foi de pouca importância. d) As migrações pendulares nas grandes cidades vêm aumentando de intensidade desde a década de 50. e) As transformações econômicas que ocorrem no centro-sul têm provocado uma grande mobilidade populacional. 12. (UGF/RJ) “No Brasil esse tipo de migração é prati- cada em vários lugares do país. No Nordeste ocorre en- tre o Sertão e o agreste e a Zona da Mata. Após a colheita do feijão e do milho em suas pequenas propriedades, trabalhadores deslocam-se para a Zona da mata, aonde vão se empregar no trabalho sazonal do corte da cana-de- açúcar, retornando para suas propriedades ao término da safra”. (ADAS, Melhem e Sérgio ADAS – colaborador; panorama Geográfico do Brasil: contradições, impasses e desafios sócioespaciais. São Paulo: Modema, 1998, pág. 517 – adaptado). O movimento populacional descrito no texto recebe o nome de: a) Êxodo urbano. b) Imigração. c) Transumância. d) Migração diária. e) Pendular urbana. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO II 1. (CN) “(...) ta vendo aquele colégio, moço? eu também “trabaiei” lá lá eu quase me arrebento fiz a massa, pus cimento ajudei a rebocar minha “fia” inocente vem pra mim toda contente Pai, vou me matricular mas me diz um cidadão: criança de pé no chão aqui não pode estudar essa dor doeu mais forte porque é que eu deixei o norte eu me pus a dizer: lá seca castigava mas o pouco que eu plantava tinha direito de comer...” (Cidadão – Lúcio Barbosa) Os versos acima retratam a realidade de boa parte da população nordestina, que parecem ter se torna- do “um povo errante” dentro de seu próprio país. Conhecendo a dinâmica política-socioeconômica des- ta região, assinale a alternativa que faça referência correta a uma causa desta realidade. a) O constante deslocamento de trabalhadores nor- destinos para o centro-sul do país acaba inviabilizan- do projetos econômicos para o nordeste, já que, além de uma mão-de-obra desqualificada, a região acaba gerando um mercado consumidor reduzido e, conse- qüentemente, uma área de repulsão demográfica. b) O nordestino migra para o centro-sul do país, na maioria das vezes, por falta de opções em sua terra natal, onde uma estrutura política-socioeconômica arcaica e um crescimento vegetativo elevado contri- buem para incompatibilizar a fixação deste povo e sua região de origem. c) O deslocamento gradativo de nordestinos para outras regiões do país obedece a um ciclo normal, onde as regiões mais desenvolvidas tendem a com- portar-se como áreas de atração e as menos favore- cidas como de repulsão populacional. d) O Nordeste, por possuir uma grande deficiência em termos cultural, econômico e social, acaba en- frentando problemas maiores do que as demais regi- ões do país, principalmente numa época em que a economia encontra-se cada vez mais globalizada. e) O êxodo-rural é o elemento fundamental para en- tendermos a migração nordestina, onde a mecaniza- ção da agricultura expulsa grande parte do povo rural para os grandes centros urbanos. 2. (PUC/RJ) “A migração tem sido ao longo da história, um elemento importante na dinâmica demográfica e econô- mica brasileira. Seja através das migrações do além-mar, em um primeiro momento, seja em função da mobilidade interna posteriormente, o fato é que o fenômeno migratório não pode ser desconsiderado quando se pretende enten- der ou mesmo descrever a trajetória populacional do país.” (CUNHA, José Marcos P. da. A mobilidade intra-regional na metró- pole; Consolida-se uma questão. Travessia – revista do migrante, nº 23 – 1995. CEM – São Paulo). Com relação aos diferentes momentos das migrações, durante o século XX, no Brasil, qual das alternati- vas NÃO faz uma correlação correta? a) Até a crise de 29: economia agroexportadora; des- taque da imigração estrangeira. b) Período pós-30: Industrialização restringida; flu- xos populacionais para as fronteiras agrícolas e para as grandes cidades. c) Entre as décadas de 50 e 70: Industrialização avan- çada: intensa mobilidade inter-regional e interesta- dual; direção Sudeste destacadamente São Paulo. d) Década de 80: Crise, redução da mobilidade inte- restadual; migração de retorno. e) Década de 90: Recuperação econômica: ressurgi- mento dos grandes fluxos inter0regionais; direções NE-SE e Sul-Norte. 3. (VASSOURAS/RJ) Assinale as características corre- tas das migrações internas no Brasil entre 1950 e 1980. a) Incorporação da Amazônia; grandes deslocamen- tos Nordeste-Norte e Centro-Oeste-Norte. b) Intensificação da industrialização. Grande mobili- dade inter-regional, com predomínio de fluxos para o Sudeste. c) Economia agrário-exportadora; migração estrangeira. d) Indústria manufatureira; fluxos de áreas de ex- pansão agrícolas e cidades médias. e) Industrialização substitutiva; migração de retorno cidade-campo.
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    22 4. (UFRURJ/RURAL) Oêxodo rural, o crescimento desordenado das cidades, a especulação imobiliária, a ocupação operaria das zonas suburbanas e as ci- dades dormitórios são componentes articulados da realidade populacional brasileira que implica no mo- vimento migratório. a) Inter-regional b) Urbano-rural c) Sazonal d) Pendular e) Transumante 5. (ALFENAS/MG) A respeito do processo migratório Nordeste/Sudeste no Brasil, na década de 80, é COR- RETO afirmar que: a) A onda migratória em direção ao Sudeste, particu- larmente para a Grande São Paulo, continuou inal- terada. b) A região Sudeste apresentou um fenômeno inédito pois, pela primeira vez, o saldo migratório foi negativo. c) A promessa do governo em realizar a transposição do rio São Francisco para a região da seca nordestina influi na redução do fluxo migratório. d) As políticas governamentais de apoio aos nordes- tinos afetados pela seca começaram a surtir efeito, contribuindo para reduzir a migração. e) O aparecimento do MST (Movimento dos Trabalha- dores Rurais Sem-Terra) na região Amazônica deslo- cou a migração nordestina para aquela região em busca dos assentamentos. 6. (PUC/RS) Os brasiguaios são o resultado da ex- pulsão de milhares de agricultores do sul do Brasil, iniciada na década de 50. O seu retorno às terras brasileiras constitui mais um problema social. O país que abrigou esses indivíduos e o principal Estado repulsor são, respectivamente: a) Uruguai e Paraná. b) Paraguai e Rio grande do Sul. c) Bolívia e Santa Catarina. d) Uruguai e Rio Grande do Sul. e) Paraguai e Paraná. 7. (FAPA/S) Nos vales da Serra Geral, bem como da Depressão Periférica contígua, no Rio Grande do Sul, processou-se uma forma de ocupação territorial dis- tinta da que ocorreu na Campanha Gaúcha. O agen- te responsável pela ocupação dos referidos vales foi sobretudo o a) bandeirante vindo de São Paulo b) imigrante alemão c) imigrante açoriano d) imigrante italiano e) lagunense tropeiro de gado. 8. (UEPB) A ilustração abaixo mostra que os fluxos migratórios são uma constante no espaço brasileiro. Assinale a alternativa em que os fatores explicam a rapidez com que o campo tem jogado os trabalhado- res rurais em direção aos centros urbanos. a) Estímulo à agricultura de subsistência, mecaniza- ção agrícola e modernização do sistema de trabalho. b) Prática da cooperação agrícola, concentração fun- diária e centralização de capital na cidade. c) Concentração fundiária, mecanização agrícola, al- teração nas relações de trabalho e alocação do capi- tal no campo. d) Fascínio pela cidade, desenvolvimento das colôni- as agrícolas e práticas do sistema policultor. e) Especulação imobiliária, segregação social e ins- talações de comunas populares. 9. (UFPI) Importantes movimentos migratórios vêm ocorrendo no Brasil, nos últimos 20 anos, destacan- do-se entre estes as migrações rural-urbanas. Sobre este assunto, marque a alternativa correta. a) Trata-se de migrações pendulares que ocorrem nos grandes centros urbanos, especialmente nas princi- pais metrópoles. b) São migrações inter-regionais aceleradas pelo pro- cesso industrial que se deu em todas as regiões bra- sileiras. c) São as migrações que vêm ocorrendo para as cida- des do Nordeste em função da ampla mecanização do campo nesta região. d) Constituem-se da saída de pessoas do campo para as cidades, tanto por fatores de modernização como de estagnação do campo. e) São as migrações que vêm ocorrendo na Região Nordeste para o Centro-Sul, em função do cresci- mento industrial desta região. 10. (UFRURJ) “As grandes migrações são, aliás, uma resposta e representam, na maior parte dos casos, uma queda no valor individual: o abandono não desejado da rede tradicional de relações longamente tecidas através de gerações; a entrada já como perdedor em outra arena de competições cujas regras ainda tem que aprender; a ruptura cultural com todas as suas seqüelas e todos os seus reflexos. A maior parte das pessoas não é, hoje, diretamente responsável por estar aqui e não ali, vítimas de migrações que podem ser qualificadas de forçadas.” (Adap. De OLIVA, Jaime e GIANSANTI, Roberto. Temas da geografia do Brasil. São Paulo, Atual, 1999. p.326) O que melhor traduz a natureza do processo acima é: a) A oportunidade de trabalho não é determinante para as migrações. b) Essa migração, embora de difícil adaptação, é do tipo diária ou pendular. c) A adaptação cultural do migrante e demorada, mas acaba inevitavelmente acontecendo. d) A necessidade determina a migração, que se torna involuntária e sofrida. e) Nessas migrações, a queda no valor individual é decorrência exclusiva dos salários. 11. (VASSOURAS/RJ) Na reorganização do espaço brasileiro nas últimas décadas, tiveram papel rele- vante as migrações inter-regionais. A respeito desse assunto, assinale a afirmativa FALSA. a) A Região Nordeste é a que mais foi marcada pelos efeitos das emigrações de sua população.
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    23 b) Os movimentosmigratórios na década de 90 foram menos intensos do que os verificados em décadas anteriores. c) Em relação à imigração estrangeira, o Brasil sem- pre adotou políticas de atração, captação e irrestrito apoio a este tipo de fluxo. d) As Regiões Norte e Centro-Oeste foram as que, mais recentemente, receberam fortes correntes mi- gratórias. e) A Região Sudeste foi, em décadas anteriores, o destino de grandes levas de imigrantes. 12. (ENEM) O problema enfrentado pelo migrante e o sentido da expressão “sustança” expressos nos quadrinhos, podem ser, respectivamente, relacionados a a) rejeição c/ alimentos básicos. b) discriminação / força de trabalho. c) falta de compreensão / matérias-primas. d) preconceito / vestuário. e) legitimidade / sobrevivência. O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO E METROPOLIZAÇÃO NO BRASIL A urbanização brasileira A grande maioria da população brasileira – 81,23% dos habitantes – reside em áreas urbanas. Em 1999, segundo a pesquisa Nacional por amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, a Região Nordeste tinha uma das maiores taxas de urbanização, mas em 2000 foi desbancada pelo Centro-Oeste. Essa re- gião e o Sudeste apresentam os maiores índices de urbanização de 86,73% e 90,52%, respectivamente. O processo de urbanização no Brasil começa na dé- cada de 40. A expansão das atividades industriais em grandes centros atrai trabalhadores das áreas rurais, que vêem na cidade a possibilidade de rendi- mentos maiores e melhores recursos nas áreas de educação e saúde. O Brasil deixa de ser um país essencialmente agríco- la no final da década de 60, quando a população urba- na chega a 56%. Para essa mudança contribui a me- canização das atividades de plantio e colheita no campo – que expulsa enormes contingentes de traba- lhadores rurais – e a atração exercida pelas cidades como lugares que oferecem melhores condições de vida com mais acesso à saúde, educação e emprego. POPULAÇÃOURBANA DISTRIBUIÇÃOREGIONAL(em%) REGIÕES 1999(*) 1996 1991 1980 1970 1960 Norte - 622,35 59,04 50,32 45,13 37,38 Nordeste 63,6 65,21 60,25 50,46 41,81 33,89 Sudeste 88,7 89,29 88,02 82,81 72,68 57,00 Sul 78,4 77,21 74,12 62,41 44,27 37,10 Centro-Oeste 81,8 84,42 81,28 70,84 48,04 34,22 Total 79,7 78,36 75,59 67,59 55,92 44,67 (*) Informação não disponível para a Região Norte Fonte: IBGE Nos anos 70, a população urbana soma 52 milhões contra 41 de moradores nas áreas rurais. As grandes cidades, por concentrar o maior número de fábricas, são as que mais atraem os trabalhadores vindos do campo. Nesse período, a capital de São Paulo recebe aproximadamente 3 milhões de migrantes de diver- sos estados. A Região Sudeste destaca-se como a mais urbanizada. Entre 1970 e 1980, a expansão ur- bana mantém-se em níveis elevados (4,44% ao ano), e, no final da década, 67% dos brasileiros já residem em centros urbanos. Em 1980, todas as regiões bra- sileiras têm nas cidades a maioria dos seus habi- tantes. POPULAÇÃO URBANA - 2000 O processo de urbanização diminui nos anos poste- riores, mas as áreas rurais passam a registrar cres- cimento negativo pela primeira vez, por causa da re- dução de sua população em números absolutos. Entra 1991 e 1996, as cidades ganham cerca de 12,1 mi- lhões de habitantes, o que resulta na elevada taxa de urbanização de 78%. O ano de 1996 é um marco na superioridade numérica da população urbana em todos os estados brasileiros. O último a fazer a tran- sição é o maranhão, que até 1991 apresentava a maior parte da população em áreas rurais. Na mesma década de 90, porém, o surgimento de novos postos de serviços desvinculados da agricul- tura nas áreas rurais tende a diminuir o êxodo do campo. Prestação de serviços, construção civil, co- mércio e área social são setores em crescimento nas áreas rurais e já chegam a garantir rendimentos mensais maiores que os da cidade. A maioria dos migrantes não tem escolaridade nem experiência profissional, o que faz com que aceitem 69,87 86,79 69,87 90,52 80,94 81,25 0 20 40 60 80 100 Norte Centro- Oeste Nordeste Sudeste Sul Brasil
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    24 empregos mal remuneradose se sujeitem a traba- lhos temporários ou atividades informais para so- breviver, como as de camelô ou vendedor ambulante. Os baixos rendimentos levam esse trabalhador para as periferias das grandes cidades – com freqüência, loteada por favelas e moradias irregulares e por isso, mais baratas. Muitas dessas residências, feitas de modo precário e com materiais frágeis, são erguidas próximas a margens de córregos, charcos ou terre- nos íngremes e enfrentam o risco de enchentes e desmoronamentos em estações chuvosas. A distância das áreas ventrais dificulta o acesso des- sa população aos serviços de saúde e à educação, e as periferias atendem precariamente a suas neces- sidades básicas de abastecimento de água, luz, es- goto e transportes públicos. Faltam, creches para os filhos das mulheres que trabalham, a alimentação insuficiente ou de má qualidade contribui para o sur- gimento de doenças e desnutrição infantil e as pou- cas opções de lazer para os adolescentes favorecem a eclosão da violência. Nas últimas décadas, o movimento em direção às áreas periféricas é significativo nas regiões metro- politanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Hori- zonte e Salvador e pode ser observado na dimensão da população de usas áreas metropolitanas que pros- peram a taxas médias de 2,4 ao ano. São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador são as metrópoles que mais enfrentam esse tipo de problema. A rápida urbanização faz co que as cidades vizinhas, ou um município e seus subúrbios, aumentem de tamanho e, em conseqüência, formem um só con- junto. Esse processo, chamado conurbação, eclode no Brasil em 1980 e prolonga-se na década de 90 em diversas regiões. A instituição de região metropoli- tana, porém, apresenta sérios problemas quando não se criam os serviços necessários, como transporte público e habitação, para atender ao crescimento da população desse conjunto de cidades. O espaço produtivo das grandes cidades já cede lugar as expansões das médias e pequenas cidades do in- terior, dotadas de infra-estrutura mínima para o de- senvolvimento produtivo. As capitais regionais já co- operam com os maiores investimentos econômicos dos seus respectivos estados. Esse avanço se deve ao desenvolvimento das economias globalizadas. Belém 1.401.305 1.794.981 193.676 2,82 São Luís 820.137 1.068.436 248.299 3,01 Fortaleza 2.401.878 2.975.703 573.825 2.43 Natal 826.208 1.040.169 213.961 2,62 Recife 2.919.979 3.335.704 415.725 1,50 Maceió 786.643 987.973 201.330 2,59 Salvador 2.496.523 3.018.285 521.764 2.15 Belo Horizonte 3.515.542 4.342.367 826.825 2,40 Colar Metropolitano 390.749 469.393 78.644 2,08 de Belo Horizonte Vale do Aço 38.884 399.442 60.558 1,86 Colar Metropolitano do Vale do Aço 159.672 163.313 3.441 0,24 Grande Vitória 1.126.618 1.425.788 299.150 2,68 Rio de Janeiro 9.814.574 10.872.768 1.058.194 1,15 São Paulo 15.444.941 17.834.664 2.389.723 1,63 Baixada Santista 1.220.249 1.474.665 254.416 2,15 Campinas 1.866.035 2.333.230 467.205 2,54 Curitiba 2.063.654 2.725.629 661.975 3.17 Londrina 551.018 647.760 96.742 1,83 Maringá 381.369 423.898 92.329 2,46 Florianópolis 530.621 708.391 127.770 3,29 Área de Expansão de Florianópolis 98.562 106.772 8.210 0,90 Vale do Itajaí 320.374 399.498 79.124 2,51 Área de Expansão do Vale do Itajaí 113.326 138.816 25.490 2,30 Norte/Nordeste Catarinense 383.622 471.893 68.271 2,35 Área de Expansão do Norte/Nordeste 354.254 451.439 99.185 2,81 Catarinense Porto Alegre 3.347.010 3.655.834 508.824 1,70 Goiânia 1.227.016 1.636.465 409.449 3,28 Região Integrada de Desenvolvimento 2.149.921 2.943.420 793.499 3,59 do Distrito Federal Total das Regiões Metropolitanas 56.850.892 67.898.496 11.047.604 2,01 Brasil 146.825.475 169.590.693 22.765.218 1,63 Fonte: Censos Demográficos, 1991 e 2000/IBGE Em 2000, o Brasil alcança o total de 28regiões metro- politanas em todo o país. No número de habitantes que vivem nestas regiões atinge a faixa de 88 milhões que corresponde a 40% da população total. Apenas nas três maiores – São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte – vivem qua- se 20% da população do país. A taxa média de crescimento das regiões metropoli- tanas entre 1991 e 2000 é de 2,01%, enquanto a das não-metropolitanas é de 1,38%. Rio de janeiro e Re- cife foram as regiões que menos cresceram com ta- xas anuais médias de 1,15% e 1,50%, respectivamen- te. No mesmo período, as metrópoles que mais cresceram foram Distrito Federal, com taxa média de 3,59%, e Florianópolis, com 3,29%. A população das capitais tem crescido mais lenta- mente do que a do interior. Rio de Janeiro e São Paulo apresentam até 2000 as taxas mais baixas entre todas. No entanto, nos municípios periféricos das capitais, que na maioria dos casos pertencem à região metro- politana, as taxas de crescimento médio giram em REGIÕES METROPOLITANAS POPULAÇÃO 1991 2000 CRESC. ABSOLUTO 1991/2000 TAXA MÍN. DE CRESC. ANUAL(%) 1991/2000
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    25 torno de 5%ao ano. No Rio de Janeiro, esse proces- so está ocorrendo principalmente nos municípios da Baixada Fluminense. DISTRIBUIÇÃO DOS MUNICÍPIOS POR FAIXA POPULACIONAL - 2000 Com menos de 50.000 4.980 90,43 6.212.375 3,66 De 50.001 a 100.000 303 5,50 21.004.081 12,40 De 100.001 a 500.000 193 3,50 39.541.616 23,32 De 500.001 a 1.000.000 18 0,33 12.550.361 7,40 Com mais de 1.000.000 13 0,24 90.236.010 53,22 TOTAL 5.507* 100 169.544.443 100 * Total de municípios em 2000, sem os que seriam instalados em 2001, totalizando 5.561. Fonte: dados Preliminares do censo De- mográfico 2000/IBGE EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1. (CN) Sua turma no colégio fez, na aula de Geogra- fia, um trabalho em equipe em que dois dos grupos de alunos concluíram: Grupo A – Por meio do recolhimento de impostos, os bens e serviços urbanos são desigualmente distri- buídos no espaço das cidades. Grupo B – Nas cidades coexistem zonas bem equipa- das com infra-estrutura urbana e outras extrema- mente carentes de bens e serviços. O assunto da aula era; a) Hierarquia urbana b) Processo de desmetropolização c) Movimentos sociais nas cidades d) Segregação sócioespacial urbana e) Especulação imobiliária nas cidades 2. (CN) Os níveis de hierarquia urbana brasileira seguem a seguinte ordem de importância: a) Metrópole Nacional, Metrópole Regional, Capital Regional b) Megalópole, Cidade Local, Metrópole Nacional c) Centro-locais, Metrópole Nacional, Sub-regionais d) Megalópole, Cidades Regionais, centro Periférico e) Metrópole Regional, Centro sub-regional, Cidade Local 3. (ESA) As áreas mais industrializadas do litoral e da Zona da Mata, e também do Nordeste como um todo, são as regiões metropolitanas de: a) Salvador – recife – Fortaleza. b) São Luís – Teresina – Aracaju. c) Natal – João pessoa – Maceió. d) Paraíba – João pessoa – São Luís e) Teresina – Maceió – Aracati. 4. (ESA) Tradicionalmente as cidades brasileiras de Volta Redonda e Barra Mansa são citadas como exem- plos característicos, em nosso país, do processo de: a) transumância b) inchação c) metropolização d) êxodo rural e) conurbação 5. (UERJ) “No rearranjo espacial do sistema, as gran- des corporações localizaram suas subsidiárias principal- mente nas metrópoles de países periféricos, onde encon- traram as mais favoráveis condições para reprodução do seu capital. Ao mesmo tempo, aí implantaram as sedes de gestão de seus negócios. Formaram-se elos de uma ca- deia seleta de metrópoles, onde se realizam o controle e o comando do mercado capitalista no plano global (...). (COR- DEIRO, Heleno Kohn. O Novo Mapa do Mundo. São Paulo – Hucitec – Anpur, 1993.) Essa crescente importância de algumas metrópoles da periferia do sistema capitalista, especificamente na consolidação de cidades globais em uma econo- mia internacionalizada, é facilitada, nos dias atuais, sobretudo, por: a) redução da circulação de bens e serviços; b) crescimento da população dos meios rural e urbano; c) ampliação da rede de transportes rodoviário e fer- roviário; d) desenvolvimento das tecnologias de informática e telecomunicação; 6. (UNIRIO) A partir da década de 90, a urbanização brasileira vem sofrendo uma reorientação, pois se observa que: a) a melhoria das condições de vida no campo, ocor- rida nas últimas décadas, tem colaborado para fixar o homem ao campo, reduzindo o êxodo rural; b) as sucessivas crises econômicas ten provocado uma estagnação do parque industrial brasileiro e da oferta de serviços, colaborando para uma redução percentual de população urbana; c) nos últimos anos, passou a seguir o modelo de urbanização dos países desenvolvidos, onde a popu- lação tende a se concentrar, cada vez mais, nas regi- ões industriais tradicionais das grandes metrópoles; d) no Brasil, a população das grandes metrópoles tem crescido mais lentamente que a das cidades médias, indicando um processo de interiorização do cresci- mento urbano; e) se intensifica o processo de formação das megaló- poles nas regiões Norte e Nordeste e, no Centro- Sul, diminuem as conurbações, tanto nas cidades médias como nas metrópoles. 7. (UERJ) EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO DAS REGIÕES METROPOLITANAS EM RELAÇÃO À POPULAÇÃO TOTAL DO BRASIL (%) 1970 1980 1991 São Paulo 8,7 10,6 10,4 Rio de Janeiro 7,6 7,6 6,6 Belo Horizonte 1,7 2,1 2,4 Porto Alegre 1,6 1,9 2,1 Recife 1,9 2,0 2,0 Salvador 1,2 1,5 1,7 Fortaleza 1,1 1,3 1,6 Curitiba 0,9 0,8 0,9 Belém 0,7 0,8 0,9 Total 25,4 29,0 29,1 Fonte: ? Santos. A urbanização Brasileira. % POPULAÇÃO %MUNICÍPIOS POR N O DE HABITANTES NÚMERODE MUNICÍPIOS
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    26 De acordo coma evolução da percentagem de habi- tantes de cada região metropolitana no Brasil, pode- se deduzir que, atualmente, existe a tendência de: a) aceleração contínua do êxodo rural; b) estagnação no crescimento da população do país; c) reversão no crescimento das metrópoles nacionais; d) diminuição da população absoluta das maiores concentrações urbanas. 8) (UFRN) No censo de 1991, o IBGE constatou que a participação da população urbana, no total da popu- lação brasileira, atingia níveis próximos aos dos pa- íses desenvolvidos. Esse fato está relacionado à(ao) a) redução progressiva da área de latifúndio; b) aumento vegetativo da população nos centros re- gionais; c) retração da fronteira agrícola e à migração inter- regional; d) crescimento industrial e à migração campo-cidade. 9. (UERJ) Relacione o texto com a mensagem do anúncio: A alternativa que caracteriza a segregação social ur- bana nas metrópoles é: a) políticas de estado atuantes na economia visam à desintegração social nas metrópoles; b) setores da economia alimentados pela inseguran- ça existente reforçam as barreiras sociais; c) ideologias defensoras da separação permitem a aceleração do crescimento da cidade; d) segmentos da sociedade ligados à marginalidade impossibilitam as políticas de distribuição de renda; 10. (UERJ) A Região Metropolitana do Rio de Janei- ro ocupa apenas 15% da superfície total do estado e abriga por volta de 80% de sua população. Em outros estados – como São Paulo e Minas Gerais – as regi- ões metropolitanas não abrigam percentagens tão elevadas. Comparando as diferenças de percentagens populacio- nais das regiões metropolitanas citadas, a melhor ra- zão para a especificidade no caso do Rio de Janeiro é: a) adensamento populacional e do setor de serviços, estimulando a migração de retorno dos demais mu- nicípios; b) concentração demográfica e econômica da capital e sua periferia, acarretando poder decisório reduzido dos municípios do interior; c) pressão da imigração estrangeira e das migrações internas, incentivando a desaceleração populacional das cidades do interior; d) retomada de crescimento econômico e político, promovendo maior participação nas trocas de produ- tos agrícolas com os estados limítrofes. 11. (UNIFESP) Megacidades são aglomerações urba- nas que a) alojam centros do poder mundial e sedes de em- presas transnacionais; b) concentram mais de 50% da população total, em países pobres; c) têm mais de 10 milhões de habitantes, sejam em países ricos ou pobres; d) pertencem a países de grande importância no co- mércio mundial; e) não têm infra-estrutura de comunicação suficien- te, apesar de serem grandes. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1. (CN) Após 1960, presenciamos no Brasil a materi- alização do fenômeno intitulado urbanização. Com base nas causas e conseqüências deste processo, assinale a afirmativa INCORRETA. a) O modelo industrial adotado no pós-Segunda Guer- ra Mundial foi grande mentor das aglutinações urba- nas, o que acelerou o processo. b) Os países do Sul são aqueles que possuem, atu- almente, as maiores tendências à urbanização, já que o setor primário ainda concentra grande PEA. c) A concentração da PEA, nos setores secundário e terciário, é um elemento fundamental para enten- dermos o grau de urbanização de um país. d) A mecanização do campo e às grandes concentra- ções de terras, são fatores que ajudam a justificar a urbanização brasileira. e) A apropriação do espaço industrial e das áreas li- gadas ao comércio, e as prestações de serviços ocor- reram recentemente, o que evitou problemas sociais nas áreas urbanas. 2. (FUVEST/SP) No Brasil, as regiões metropolita- nas caracterizam-se por: a) concentração de migrantes. A classificação como metrópole regional ou nacional depende da concen- tração de organismos públicos federais; b) concentração populacional em torno de um muni- cípio. A classificação como metrópole regional ou nacional depende da proporção de imigrantes regio- nais ou nacionais no conjunto da população; c) processo de desconcentração industrial. A impor- tância regional ou nacional de sua indústria é que permite classificar uma região como metrópole regi- onal ou nacional; d) conurbação de várias cidades em torno de uma cidade central. A definição dessa cidade como metró- pole regional ou nacional depende do alcance terri- torial de suas atividades econômicas; e) processo de concentração populacional em torno de um município. A classificação como metrópole re- gional ou nacional depende de sua influência no de- senvolvimento industrial regional ou nacional. 3. (PUC/SP) Em 1850, a parcela da população huma- na que vivia em cidades era de 1,7%. Para a maioria esmagadora da população, o mundo era rural. Mais do que todos, o século XX foi a era da urbanização.
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    27 Na virada parao século XXI, mais de 50% da popula- ção mundial vivem em cidades Considere as possibilidades abaixo: 1 – Certo isolamento geográfico. 2 – Exposição a um número maior de relações sociais. 3 – Comunidade social uni-ética, ou pouca diversida- de étnica. 4 – Acesso a um maior volume de informações. 5 – Mobilidade social. 6 – Pequena diversidade profissional. 7 – Contatos freqüentes com outros territórios. A vida urbana moderna possibilita para a humanidade: a) 1, 2, 5 e 6. b) 2, 4, 5 e 7. c) 2, 4, 6 e 7. d) 2, 4, 5 e 7. (?) e) 1, 2, 4 e 5. 4. (UFCE-) O Brasil vem passando por um rápido pro- cesso de urbanização. 46% em 1940, as cidades pas- saram a abrigar 75% do total da população, em 1991. A esse respeito, é correto afirmar que: a) O referido processo de urbanização foi concentra- do apenas na região Centro-Sul onde está localizado o maior número de indústrias; b) O intenso processo de urbanização na região Nor- te, nos últimos anos, gerou um sistema hierarquiza- do de centros urbanos; c) Este processo de urbanização ocorre através da con- tinuidade de predomínio do campo sobre a cidade; d) A industrialização que vem se processando no Nordeste a partir da SUDENE explica rápido cresci- mento das cidades nesta região; e) Os últimos censos o IBGE demonstram um au- mento nos índices de crescimento dos centros regio- nais e uma interiorização o crescimento urbano. 5. (UFF) A América Latina está se tornando uma das regiões mais urbanizadas do planeta. No próximo milênio, o percentual estimado da população urbana latino-americana é de 80%. O processo de ocupação urbana, em curso no terri- tório latino-americano, apresenta entre suas carac- terísticas: a) Forma difusa, que acompanha um lento êxodo ru- ral, assinalada por uma rede urbana de pequenas cidades; b) Crescimento acelerado, particularmente após a II Guerra Mundial, e forma concentrada em uma rede urbana marcada pela presença de grandes cidades; c) Estrutura homogênea, formando rede de cidades médias conectadas ao desenvolvimento de ativida- des rurais e mineradoras; d) Função administrativa e portuária, constituindo uma rede litorânea de cidades como suporte das ati- vidades de importação de bens; e) Conteúdo marcadamente regional das cidades e forma dispersa que obedece à disposição do relevo. 6. (CESGRANRIO) A respeito da ocupação das áreas urbanas da cidade do Rio de Janeiro, é INCORRETO afirmar que: a) A estrutura urbana da cidade do Rio de Janeiro reflete a concentração de renda no município; b) A estrutura de alguns subúrbios apresenta as lo- jas dos bairros nobres, porém articuladas às realida- des locais; c) A população dos bairros mais pobres representa, em sua maioria, a mão-de-obra barata que atende o mercado informal; d) Os bairros mais pobres e os bairros mais ricos estão interligados por uma malha urbana rodoviária; e) O deslocamento pendular da população dos su- búrbios está diminuindo a cada década em volume e quantidade. 7. (CEFET) A rede urbana brasileira é constituída por várias cidades ligadas de maneira hierárquica entre si, isto é, umas são mais influentes sobre as outras, e assim por diante. Sobre o sistema urbano brasileiro, assinale a alternativa correta. a) Dentro da hierarquia urbana existem cidades que, devido à sua importância, são conhecidas com me- trópoles nacionais. A metrópole nacional, em função do seu alto grau hierárquico, é a capital administra- tiva do país. b) Toda capital de estado no Brasil é uma metrópole regional, mas nem toda metrópole regional é capital de um estado brasileiro. c) O Brasil possui duas metrópoles nacionais: Rio de Janeiro e São Paulo, que, por sua importância polarizam o país inteiro. d) A metrópole regional é aquela cidade que exerce a influência sobre uma região determinada, sendo menos importante do que a metrópole nacional. No caso brasileiro, temos exemplos como Curitiba (Re- gião Sul), Manaus (Região Norte) e Natal (Região Nordeste). e) São Paulo é uma verdadeira megalópole, isto é, uma cidade maior que uma metrópole. Além disso, é a maior metrópole nacional brasileira. 8. (UFF) Os fluxogramas 1 e 2 sintetizam dois mode- los distintos de relações entre cidades em uma rede urbana. A partir da análise destes fluxogramas, afirma-se: Fluxograma 1 Fluxograma 2 Adaptado de santos, Milton. Metamorfoses do espa- ço Habitado. Hucitec, São Paulo, 1994. I – O fluxograma 1 apresenta a forma clássica de rede urbana, composta por uma hierarquia rígida entre as cidades em que são estabelecidos níveis de relações que vão da metrópole até as cidades locais e peque- nas vilas. II – O fluxograma 2 apresenta um modelo de rede urbana do período de substituição de importações, em que as cidades locais ganham papéis de hegemo- nia no comando dos fluxos de troca e na organização da produção de bens e serviços.
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    28 III – Ofluxograma 1 apresenta um modelo típico do período atual com as cidades regionais subordina- das às metrópoles, configurando o modelo de flexibi- lidade dos fluxos de globalização da economia mun- dial. IV – O fluxograma 2 apresenta uma recente e mais flexível hierarquia urbana, composta a partir dos avan- ços técnicos dos transportes e comunicações, inclu- indo-se, também, maior mobilidade locacional das empresas. Com relação a estas afirmativas, conclui-se: a) Apenas a I e a III são corretas. b) Apenas a I e a IV são corretas. c) Apenas a II é a correta. d) Apenas a II e a IV corretas. e) Apenas a III é correta. 9. (USP) Podemos afirmar que rede urbana no Brasil é a) Pouco densa no Sul, devido ao desenvolvimento agrícola baseado no minifúndio familiar, voltado para a produção de trigo para o consumo interno; b) Densa no Centro-Oeste, devido ao desenvolvimen- to agrícola baseado na produção de soja e trigo, cons- tituindo uma hierarquia urbana completa; c) Rarefeita no Nordeste, devido à migração da popu- lação para outras regiões do país, que oferecem opor- tunidades de trabalho; d) Pouco densa no Norte, apresentando uma estru- tura hierárquica incompleta, apesar dos investimen- tos estrangeiros em infra-estrutura urbana, a partir de 1970; e) Densa no Sudeste, devido à bem desenvolvida in- fra-estrutura de transporte e ao número de cidades, viabilizando um sistema de fluxos de mercadorias e de pessoas. 10. (UERJ) Considerando os estudos atuais da Geo- grafia Urbana, os indicadores sociais apontados na ta- bela a seguir contribuem para explicar o conceito de: Zona Sul 69.8 2,3 10.96 Zona Norte 69.0 2,3 9.32 Madureira e Jacarepaguá 67.3 3,1 8.08 Subúrbio próximo 66.5 4,2 7.20 Subúrbio distante 64.5 4,2 6.89 Zona Oeste 64.0 4,2 6.93 (Adaptado de http://www.no.com.br, 24/03/2001) a) Rede geográfica b) Hierarquia urbana c) Desterritorialização d) Segregação socioespacial 11. (UFF) Segundo dados do IBGE, na última década, as cidades médias brasileiras tornaram-se significa- tivamente mais importantes. Esses aglomerados ur- banos se caracterizaram basicamente por serem. a) Centros intermediários entre as metrópoles naci- onais e as metrópoles regionais. b) Elementos de ligação entre as metrópoles e as cida- des menores, podendo se constituir em centros regio- nais que prestam serviços à sua área de influência. c) Cidades satélites que se conurbam em torno das metrópoles e fazem parte das regiões metropolita- nas. d) Elos de ligação entre duas ou mais cidades peque- nas, com vida urbana independente da influência das metrópoles. e) Núcleos intermediários na relação entre as me- trópoles e as cidades da chamada fronteira agrícola brasileira. EXERCÍCIOS PROPOSTOS II 1. (CN) NÚMERO DE FAVELAS EM METRÓPOLES BRASLEIRAS (1992) Recife São Rio de Belo Porto Paulo Janeiro Horizonte Alegre Nº de favelas 223 549 394 103 69 Nº de domicílios nas favelas 131.325 134.448 203.226 51.735 25.371 % de domicílios sobre o total do município 42,2 5,0 12,4 10,0 8,5 Fonte: IBGE Assinale a alternativa que explica o conteúdo da tabela a) Embora o espaço urbano seja uma construção hu- mana, sua produção e reprodução dependem das po- líticas públicas desenvolvidas pelo Estado. b) O processo de metropolização brasileiro reflete as contradições do modelo econômico, no qual a acu- mulação de riquezas caminha paralelamente com a miséria. c) As áreas metropolitanas apresentam mais nitida- mente a diversidade de hábitos, costumes e cultu- ras particulares, que criam formas diferentes de ocu- pação do espaço. d) O aparente caos representado pelas ocupações ir- regulares, como as favelas, é fruto de um processo de urbanização / industrialização recente que foi ain- da capaz de integrar o espaço nacional. e) As metrópoles brasileiras não resolverão seus pro- blemas de infra-estrutura e moradia enquanto não eliminarem os excedentes de população. 2. (CESGRANRIO) Vários autores afirmam que o pro- cesso de metropolização no sudeste do Brasil pode- rá, no futuro próximo, conduzir ao surgimento da pri- meira megalópole do país. Isto significa que: a) O êxodo rural seria reduzido pelo crescimento ace- lerado das metrópoles. b) Os espaços rurais de todo o sudeste seriam elimi- nados pela expansão das metrópoles. c) Um vasto espaço urbano contínuo se formaria de- vido as conurbações. d) Uma única área urbana se formaria de São Paulo e Belo Horizonte. e) Apenas espaços voltados à indústria surgiram de São Paulo e Rio de Janeiro. 3. (CESGRANRIO) Procurando um melhor entendi- mento do processo de urbanização, o IBGE estabele- MÉDIA DE ANOS DE ESTUDO ÁREAS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO EXPECTATIVA DE VIDA TAXA DE ANALFABE- TISMO(%)
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    29 ceu critérios paraclassificar os mais de 5.000 muni- cípios, hierarquiza-los, e com isso, desenhar a rede urbana brasileira. A evolução dessa rede vem recentemente registran- do significativas alterações conforme o(a): a) Crescimento da importância relativa das chama- das “capitais regionais”. b) Êxodo da população das “cidades médias” para as megalópoles. c) Extinção da classe de pequenas cidades conside- radas como “centros locais”. d) Estagnação econômica e cultural das “metrópoles regionais”. e) Incorporação de mais municípios à classe das “me- trópoles nacionais”. 4. (UNIUBE/MG) A população da área metropolitana de São Paulo e de mais duas outras metrópoles, so- mam cerca de 20% da população brasileira. Essas metrópoles são: a) Belo Horizonte e Porto Alegre. b) Belo Horizonte e Salvador. c) Rio de Janeiro e Belo Horizonte. d) Rio de Janeiro e Recife. e) Rio de Janeiro e Fortaleza. 5. (CESGRANRIO) BRASIL – População urbana e rural População 1950 1970 1990 Rural 64% 44% 25% Urbana 36% 56% 75% A evolução dos dados apresentados na tabela acima revela o(a): a) Acelerado processo de urbanização do país, após a Segunda Guerra Mundial, acompanhado de perto pelo êxodo rural. b) Alta concentração de estrutura fundiária no cam- po, iniciada e agravada a partir da década de 50. c) Fragilidade das políticas urbanas das capitais, que não conseguem mandar de volta para o campo os migrantes que vêm para a cidade. d) Forte concentração da população nas metrópoles nacionais e regionais, provocando o esvaziamento das cidades pequenas. e) Modernização do país, cada vez mais urbano, ab- sorvendo na economia urbana a massa de população saída do campo. 6. (UNIFOA/RJ) Fenômenos sócio-econômicos e cul- turais influenciaram a urbanização brasileira. A fase atual, com o desenvolvimento urbano, caracteriza- se pela: a) infra-estrutura de serviços urbanos que se apre- sentam eficientes, dispondo de recursos para inves- timentos em todos os serviços. b) igualdade na distribuição de renda pessoal urba- na, pois a indústria determina uma melhor distri- buição de renda. c) concentração em alguns pontos do território naci- onal devido à localização das indústrias. d) desconcentração industrial, pois a interiorização foi uma constante nos modos de utilização sócio- econômica do espaço geográfico. e) inexistência de excedentes populacionais urba- nos, pois os fluxos migratórios intensos cidade-cam- po não são significativos. 7. (FURG/RS) Pode ser definida, de modo significati- vo, como uma construção de metrópoles, ou seja, uma vasta região formada por diversas metrópoles e cida- des comuns, em processo de expansão de suas áre- as urbanas, formando uma cadeia quase contínua de cidades. O conceito descrito é o de a) uma região metropolitana b) uma megalópole c) um sítio urbano d) um processo de metropolização e) uma acrópole 8. (USU/RJ) “Hoje, há quase 3 bilhões de pessoas vi- vendo em cidades. Dentro de 25 anos serão 5 bilhões – mais da metade da humanidade. A população urbana está crescendo muito e criando problemas de difícil adminis- tração. Pior: está crescendo mais e mais rapidamente em países pobres, sem dinheiro para investir em melhora- mentos essenciais.” (Revista Veja – nº 30 – 28/07/1999) A partir do texto, conclui-se que: a) O processo de urbanização no Brasil se acentuou a partir da década de 70, sendo altamente excluden- te. b) À medida que a infra-estrutura de transportes e comunicações foi se expandindo em nosso país, to- das as regiões alcançaram igual índice de urbaniza- ção. c) Metrópoles Nacionais como São Paulo e Rio de Janeiro, a partir das décadas de 70 e 80, passaram a apresentar maiores índices de crescimento popula- cional. d) O subemprego hoje existente nas cidades é um reflexo de ineficiente e desajustada rede de comuni- cações entre a zona rural e a cidade. e) Um ritmo de metropolização tão elevado como o do Brasil, corresponde a índices equivalentes de cresci- mento industrial. 9. (FESO/RJ) Assinale a alternativa FALSA a respei- to do crescimento metropolitano. a) Em 2000, metrópoles dos países periféricos apare- cem entre as maiores do mundo, o que não aconte- cia nos anos 50. b) As cidades dos países ricos tendem a crescer me- nos que as dos países pobres. c) As metrópoles dos países pobres, como México e São Paulo, transformaram-se em centros polariza- dores, atraindo imensas levas de imigrantes. d) Nos países pobres, o elevado crescimento das cida- des contribui para a deterioração das condições de vida urbana, marcada por desemprego, submoradia, margi- nalização social e deficiência nos serviços públicos. e) O crescimento metropolitano nos países pobres apresenta semelhanças com o dos países ricos, es- pecialmente no que diz respeito às taxas de incre- mento populacional. 10. (UFSCAR/SP) Leia as afirmações I – A experiência de planejamento urbano integrado é citada intencionalmente com bem sucedida. II – Apresenta corredores expressos para ônibus, sendo o mais rápido e barato do Brasil.
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    30 III – Acidade instalou uma extensa ciclovia, as pra- ças públicas foram melhoradas e os distritos comer- ciais decadentes foram fortalecidos. IV – Houve recuperação de espaços urbanos e a área verde por habitante expandiu-se para 54m2, mais do que o triplo recomendado pela OMS. O conjunto de medidas acima foi adotado pela cidade de a) São Paulo b) Porto Alegre c) Belo Horizonte d) Salvador e) Curitiba 11. (PUC/RJ) As grandes cidades dos países pobres concentram graves problemas sócio-ambientais, EX- CETO. a) ausência de rede de esgoto. b) precariedade dos transportes públicos. c) altos índices de doenças infecto-contagiosas. d) “déficit” de moradias e de abastecimento d’água. e) aumento dos empregos no mercado formal. 12.(UFSCAR/SP) “Alargaram-se nume-rosas ruas e pra- ças, tanto no centro como nos bairros. Largas e extensas avenidas, diversos viadutos, quarteirões inteiros trans- formados, altos prédios substituindo velhas casas e so- brados decadentes. A cidade se transforma, cria e recria espaços, alargando seus limites, encontrando-se comas cidades vizinhas que vivem o mesmo turbilhão.” (adaptado de Pasquale Petrone) A leitura do texto e o que se conhece sobre a urba- nização brasileira permitem afirmar que o processo descrito a) foi típico de São Paulo, entre os anos 50 e 70, não tendo sido observado em outras áreas do país. b) ocorreu nas metrópoles do Sudeste, que tiveram um forte crescimento em função do desenvolvimento das atividades terciárias. c) tem ocorrido em todas as metrópoles brasileiras que têm crescido, embora com ritmos diferentes. d) é observado nas metrópoles do Norte e do Nor- deste que, atualmente, lideram o crescimento urba- no do País. e) durou até meados da década de 80, quando as metrópoles brasileiras deixaram de crescer devido às crises econômicas. 13. (UFRURJ/RURAL) “A febre viária dos anos 50 e 60 não mudou apenas a forma – aparência do Rio de Janeiro; passou a exigir também transformações no seu conteúdo. Com efeito, a busca de melhor acessibilidade interna e externa ao núcleo metropolitano trouxe de volta a antiga prática da cirurgia urbana, cujos efeitos se fizeram sentir nos bairros que estavam no caminho das novas vias ex- pressas, túneis e viadutos...” (Texto adaptado de OLIVA, Jaime e GIANSANTI, Ro- berto. Temas da Geografia do Brasil. São Paulo. Atu- al 1999 pág. 298) Os problemas urbanos retratados no texto são de- correntes a) do êxodo rural, na época, que fez crescer demasi- adamente a população da cidade. b) do número excessivo de viadutos e vias expressas construídos nos anos 50 e 60, na cidade. c) da “vaidade” urbana da prefeitura da cidade, preo- cupada com a aparência da metrópole. d) da falta de planejamento urbano associado ao cres- cimento do transporte rodoviário. e) do número crescente de trabalhadores que passa- ram a morar no núcleo metropolitano.