Capítulo 1                                 ta uma queda maior que a verificada na taxa de nata-
                                                                   lidade, no entanto, o crescimento vegetativo aumen-
      O CRESCIMENTO                                                ta. Para que ele diminua, a queda da natalidade tem
     E A DISTRIBUIÇÃO                                              de ser mais acentuada que a de mortalidade. Logo
                                                                   após a Segunda Guerra Mundial, em todos os paí-
 DA POPULAÇÃO BRASILEIRA                                           ses, houve uma queda brutal nas taxas de mortali-
                                                                   dade, graças aos progressos obtidos na medicina
O Brasil chega ao ano 2000 com um pouco mais de                    durante o conflito. A taxa de crescimento vegetativo,
166 milhões de habitantes, conforme estimativa do                  portanto, aumentou significativamente. A partir da
IBGE. A população continua a crescer em uma velo-                  década de 60, com a urbanização acelerada no Brasil,
cidade menor e é maior o número de idosos. A queda                 a taxa de natalidade passou a cair de forma mais
de natalidade é uma das principais causas.                         acentuada que a taxa de mortalidade. Conseqüente-
A diminuição do crescimento da população a partir                  mente, o crescimento vegetativo começou a diminuir,
dos anos 60 deve-se basicamente a uma queda acele-                 embora ainda apresentasse valores muitos altos, tí-
rada na taxa de fecundidade, ou seja, as mulheres                  picos de países subdesenvolvidos.
passam a ter cada vez menos filhos. Co o avanço da
urbanização e o esgotamento da economia rural fami-                         O CRESCIMENTO POPULACIONAL
liar de subsistência, os filhos deixam de ser mão-de-                            (taxas médias anuais)
obra para o trabalho no campo e passam a ser a razão
                                                                        3
de gastos cada vez maiores. Além disso, têm um aces-
                                                                                    2,99
so cada vez maior a métodos contraceptivos.                                                  2,8
                                                                        2    2,39                   2,48
Isso se reflete na taxa de fecundidade e, a partir dos
                                                                                                            1,99
anos 70, as mulheres das classes média e alta urba-
                                                                        1
nas passam ater um menor número de filhos por
casal. Durante os anos 80 essa diminuição se gene-
                                                                        0
raliza entre famílias de menor renda no meio urbano
e entre as de renda mais alta e no meio rural. O grau
de escolarização da mulher também contribui para a
opção de reduzir o número de filhos.
                                                                               A Transição demográfica
    Fecundidade                TAXA POR REGIÃO
                                                                   A expressão transição demográfica designa as alte-
    Regiões              1970      1980       1990       1996      rações no comportamento da curva demográfica em
    Norte                6,7        5,5        4,0       2,8 (*)   curso no Brasil. Ela se refere a uma transição entre
    Nordeste             6,9        5,8        4,0        2,9      duas situações de crescimento demográfico relativa-
    Sudeste              4,4        3,2        2,4        2,0      mente reduzido: a primeira, resultado de altas taxas
    Sul                  5,2        3,4        2,3        2,1      de mortalidade e de natalidade; a segunda, resulta-
    Centro-Oeste         5,9        4,2        2,9        2,3      do da diminuição da mortalidade e natalidade. Du-
    Total                5,4        4,0        2,7        2,3      rante a fase de transição, registra-se um crescimen-
   (*)
       Não inclui a população da área rural de Rondônia, Acre,
                                                                   to demográfico acelerado.
   Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.                                Nos países desenvolvidos, a transição demográfica
   Fonte: Tendências Demográficas: Uma Análise a partir dos        completou-se nas primeiras décadas do século XX.
   Resultados do Censo Demográfico de 1991 e Indicadores           Hoje, as taxas e incrementos demográficos vigentes
   Sociais Mínimos - IBGE                                          nesses países são bastante reduzidos. Nos países
A proporção de mulheres chefes de família aumenta                  subdesenvolvidos, a transição demográfica só estará
a cada ano. De acordo com o IBGE, elas chefiam 26%                 terminada nas primeiras décadas do próximo século,
das famílias em 1999. Esse aumento do número de                    mas grande parte deles já exibe uma redução signifi-
famílias lideradas por mulheres é um fenômeno mais                 cativa nas taxas de natalidade e, e, conseqüência,
urbano, decorrente da separação de casais. Com a                   do crescimento demográfico. O caso brasileiro ilus-
ruptura do casamento, quase sempre a mulher se                     tra com exatidão esse fenômeno.
                                                                   Apesar disso, o mito da explosão demográfica segue
encarrega da guarda dos filhos e passa a dirigir a
                                                                   presente no discurso de muitos políticos e planeja-
família. Também o fato das mulheres viverem mais
                                                                   dores e na opinião pública em geral. Mais de vinte
tempo contribui para que um grande número delas
                                                                   anos de publicidade sobre essa “ameaça” continuam
assuma a família quando se tornam viúvas.
                                                                   assustando muita gente.
Observamos que o crescimento vegetativo ou natu-
ral corresponde à diferença entre as taxas de natali-
dade e de mortalidade. No Brasil, embora essas duas
                                                                              ESQUEMA TEÓRICO DA
taxas tenham declinado no período de 1940-1960,                             TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
foi somente a partir da década de 60 que o cresci-                 A esperança ou expectativa de vida ao nascer e a
mento vegetativo passou a diminuir.                                taxa de mortalidade infantil são importantes indica-
Podemos notar, que a taxa de mortalidade apresen-                  dores da qualidade de vida da população de um país.


                                                                                                                     1
Analisando os dados da tabela a seguir, verificamos                     Ao processo de crescimento do numero de idosos e
que, principalmente na região Nordeste, os indica-                      diminuição do número de crianças e de adolescentes
dores brasileiros são parecidos com os de países afri-                  dá-se o nome de envelhecimento populacional. Esse
canos, enquanto nas regiões Sul e Sudeste as taxas                      processo também vem atingindo o Brasil, nos últi-
podem ser comparadas às de países desenvolvidos.                        mos anos.
Lembre-se de que esses indicadores correspondem
a uma média e, portanto, não apresentam as gran-                            EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
des variações existentes entre as classes sociais de
cada região.
                                                                        1. (CN) No Brasil, o índice de natalidade tem acusa-
                                                                        do uma sensível redução depois dos anos 70. Pas-
GRANDES         ESPERANÇA DE VIDA           TAXA DE MORTALIDADE
REGIÕES             AO NASCER                     INFANTIL
                                                                        sou de 44%, na década de 50, para 26%, em 1990.
                   (ANOS) 1990                    (%) 1990              Essa significativa redução deve ser explicada por di-
Total        Homens Mulheres     Total     Homens Mulheres Total        versas causas, EXCETO:
Norte         67,35     63,82    71,01     53,20    60,30   45,80       a) O fenômeno da urbanização e o retardamento dos
Nordeste      64,22     60,84    67,74     98,20    95,60   80,60       casamentos.
Sudeste       67,53     63,58    71,66     30,00    37,00   22,80       b) As intensas migrações internas.
Sul           68,68     65,00    72,51     26,70    33,60   19,60
                                                                        c) O maior uso métodos anticonceptivos.
                                                                        d) Uma maior participação feminina no mercado de
Centro-Oeste 67,80      84,30    71,45     33,00    40,00   25,60
                                                                        trabalho.
Brasil        65,62     62,28    59,09     49,70    56,80   42,30
                                                                        e) A grande emigração brasileira.
                                 (Anuário estatístico do Brasil 1995)

Na distribuição populacional do Brasil, notamos que                     2. (CN) Sobre o Brasil e as condições de sua popula-
a região que ainda concentra maior população é a re-                    ção, é possível afirmar que:
                                                                        I – o PNB nacional coloca o Brasil como uma das
gião Sudeste, acompanhada da região Nordeste. En-
                                                                        últimas economias do mundo.
tretanto, as regiões Centro-Oeste e Norte são as que
                                                                        II – o baixo consumo da sociedade brasileira deve-se
apresentam o menor número de população absoluta.
                                                                        à renda per capta nacional, uma das mais baixas do
    POPULAÇÃO             DISTRIBUIÇÃO POR REGIÃO                       mundo.
                                1998*                 1999**            III – o ritmo de crescimento da população brasileira
    Norte                 7.592.118                 12.133.705          está se reduzindo, tendo entre suas causas, o in-
    Nordeste             45.924.812                 46.289.042          tensivo processo de urbanização que ocorre no país.
    Centro-Oeste         11.048.474                 11.220.747          Assinale a alternativa correta.
    Sudeste              69.174.339                 69.858.115
                                                                        a) Somente a afirmativa I é verdadeira.
    Sul                  24.223.412                 24.445.950
    Brasil              158.232.252                163.947.554          b) Somente a afirmativa II é verdadeira.
                                                                        c) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras
* Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar
(não inclui a população rural de RO, AC, AM, RR, PA, AP)                d) Somente a afirmativa III é verdadeira.
** Estimativa do IBGE                                                   e) As afirmativas I, II e III são verdadeiras.

Sabemos que a expansão econômica pode ampliar o                         3. (ESA) Reconhecemos como espaço tipicamente
processo de urbanização e, conseqüentemente, de-                        “anecumênico” (desfavorável à ocupação normal pelo
sacelerar o crescimento populacional do país. As re-                    homem), pertencente ao território brasileiro, o(a):
giões Centro-Oeste e Norte foram as que mais apre-                      a) Pantanal Mato-grossense.
sentaram desenvolvimento de crescimento vegetativo                      b) Campanha Gaúcha.
percentual, em função dos fortes deslocamentos mi-                      c) Vale do Jequitinhonha.
gratórios para essas áreas, iniciados nos anos 70                       d) Rochedos de São Pedro e São Paulo.
com as frentes pioneiras agrícolas.                                     e) Sertão Nordestino.

            CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO                                    4. (ESA) Uma tendência relacionada à dinâmica da
              BRASILEIRA – 1940/2000                                    população brasileira, registrada no Censo de 1980 e
                                         TAXA GEOMÉTRICA ANUAL          confirmada pelas informações do Censo de 1991, é
      ANO   POPULAÇÃO RESIDENTE
                                            DE CRESCIMENTO              o(a):
  1940*        41.236.315                            -                  a) Predomínio da população rural sobre a urbana.
  1950*        51.944.397                          2,39                 b) Aumento da taxa de mortalidade.
  1960         70.070.457                          2,99                 c) Melhor distribuição de renda nacional.
  1970         93.139.037                          2,89                 d) Aumento da taxa de natalidade.
  1980        119.002.706                          2,48                 e) Queda da taxa de natalidade.
  1991        146.825.475                          1,93
  2000        169.799.170                          1,64                 5. (CESGRANRIO) Ao afirmar que “o superpovoamento
                                                                        é sempre relativo” queremos dizer que:
   Fonte: Censo Demográfico 2000
* População presente – conta também as pessoas que não residem          a) Tal noção aplica-se, apenas, a espaços onde há
naquele lugar, mas que estavam presentes no momento da pesquisa.        atividade industrial;


2
b) O tamanho da população e do território são deter-      b) Introdução de legislações específicas que desesti-
minantes para se definir se uma área é ou não su-         mulam casamentos precoces.
perpovoada;                                               c) Mudança na legislação que normaliza as relações
c) Áreas com fracas densidades de população não po-       de trabalho, suspendendo incentivos para trabalha-
dem ser consideradas superpovoadas                        doras com mais de dois filhos.
d) As áreas urbanizadas, por possuírem fortes con-        d) Aumento significativo de esterilidade decorrente
tingentes populacionais, sempre são consideradas          de fatores ambientais.
superpovoadas;                                            e) Maior esclarecimento da população e maior parti-
e) Uma área que possua características ou superpo-        cipação feminina no mercado de trabalho.
voamento sempre manterá estas características.
                                                          9. (UFJF) O censo demográfico que será realizado no
6. (UGF/RJ) “Os países subdesenvolvidos apresen-          ano 2000 deverá trazer novas informações a respeito
tam uma população jovem e numerosa, resultante            do perfil da população brasileira.
das elevadas taxas de natalidade. Essa situação exi-      Podemos considerar como objetivos de um censo
ge grandes investimentos no campo social e uma re-        demográfico EXCETO:
dução de investimentos nos setores econômicos.
                                                          a) O número total de habitantes e sua distribuição
Portanto o crescimento populacional é responsável
                                                          no território;
pelo subdesenvolvimento.”
                                                          b) A distribuição de habitantes por número de vagas
A teoria demográfica relacionada no texto acima é:
                                                          nas escolas públicas;
a) Reformista.
                                                          c) As características dos domicílios;
b) Neomalthusiana.
                                                          d) O processo migratório e a ocupação da população.
c) Marxista.
d) Malthusiana.
                                                          10. (FUVEST) No Brasil, os temas “crescimento po-
e) Progressista.
                                                          pulacional” e “exclusão social” aparecem, muitas
7. (MACKENZIE/SP) Assinale a alternativa INCOR-           vezes, vinculados às discussões sobre o crescimen-
RETA sobre a população brasileira.                        to urbano. Considerando as associações menciona-
a) A partir da década de 1970, a taxa de fecundidade      das, assinale a alternativa correta.
tem apresentado constante declínio, com conseqüen-        a) As altas de crescimento populacional, decorren-
tes reflexos nas taxas de natalidade e de crescimen-      tes da industrialização, produzem a exclusão social
to vegetativo.                                            nas grandes cidades.
b) Desde a década de 1950, a taxa de mortalidade          b) As altas taxas de crescimento vegetativo nas gran-
tem decrescido e hoje é semelhante às verificadas         des cidades produzem crise na habitação, sendo res-
nos países desenvolvidos.                                 ponsáveis pela existência dos “sem-teto”.
c) Com o declínio da taxa de natalidade e o aumento       c) O alto índice de crescimento demográfico e os bai-
da expectativa de vida, a pirâmide de idades tem se       xos investimentos privados em infra-estrutura ur-
transformado com o estreitamento da base e o alon-        bana geram, uma população socialmente excluída.
gamento do topo.                                          d) A macrocefalia urbana, decorrente da superpopu-
d) Desde a década de 1950, verifica-se o aumento da       lação e da ampliação da megalópole, gera uma popu-
população urbana, com reflexos na distribuição da         lação socialmente excluída.
população ativa que, hoje, apresenta maior concen-        e) As altas taxas de crescimento populacional nas
tração no setor terciário.                                grandes cidades e a má distribuição de renda condu-
e) A descentralização das atividades econômicas re-       zem à exclusão social.
verteu a tendência de concentração da população na
faixa litorânea, atualmente, distribuída de forma         11. (PUC/RJ) A população brasileira cresceu 7% en-
homogênea por todo o território.                          tre o Censo de 1991 e as estimativas de 1996, atin-
                                                          gindo 157 milhões de habitantes. A taxa de cresci-
8. (ENEM) Os dados da tabela mostram a tendência          mento anual foi de 1,38%, a mais baixa já registrada
de distribuição, no Brasil, do número de filhos por       no país. Essas tendências vão provocar mudanças
mulher.                                                   significativas no perfil da população brasileira.
       Evolução das Taxas de Fecundidade                  Assinale a alternativa que indica uma dessas mudanças:
      Época        Número de filhos por mulher            a) Aumento percentual da população jovem;
    Século XIX                    7                       b) Diminuição do contingente de jovens e velhos;
       1960                     6,2                       c) Diminuição da população potencialmente produtiva;
       1980                     4,01                      d) Aumento, em números absolutos, do contingente
       1991                     2,9                       com mais de 65 anos;
       1996                     2,32                      e) Manutenção da composição da população por fai-
            Fonte: IBGE, contagem da população de 1996.   xas de idade.
Dentre as alternativas, a que melhor explica essa
tendência é:                                              12. (CESGRANRIO) Quando se fala da primeira re-
a) Eficiência da política demográfica oficial por meio    gião brasileira a ser densamente povoada organizada
de campanhas publicitárias.                               em torno dos pólos canavieiro e algodoeiro, e con-


                                                                                                             3
siderada atualmente a segunda mais populosa do           IV – Rondônia e a calha este do vale do Amazonas
país, está se fazendo referência à região:               estão em processo de ocupação.
a) Sul;          b) Sudoeste;     c) Centro-Oeste;       V – uma área a oeste do vale do São Francisco ainda
d) Nordeste;     e) Norte.                               se apresenta com densidades muito baixas.
                                                         As afirmativas corretas são:
                                                         a) Somente I, II e III.
     EXERCÍCOS PROPOSTOS                                 b) Somente II, III e IV.
                                                         c) Somente II, III e V.
1. (VN) A variação do crescimento vegetativo brasi-      d) Somente I III, IV e V.
leiro, no presente século, é fruto de uma série de       e) I, II, III, IV e V.
mudanças estruturais ocorridas no país. Assim sen-
do, assinale a única alternativa INCORRETA que faz       3. (PUC/RS)
jus a esta realidade.
a) No início deste período, o crescimento natural era
mais reduzido, uma vez que tanto as taxas de nata-
lidade quanto as de mortalidade eram elevadas.
b) No período de 1940-1960 verificamos um sensível
aumento no crescimento populacional, já que taxas
de mortalidade passaram a declinar numa velocida-
de maior que as taxas de natalidade.
c) Atualmente presenciamos um crescimento demo-
gráfico em franco processo de expansão resultado tanto
das melhorias higiênico-sanitárias, verificadas espe-
cialmente nos centros urbanos, como na erradicação
de um número cada vez maior de doenças endêmicas.
d) A urbanização é um fator fundamental para en-
tendermos melhor o declínio das taxas de crescimen-
to populacional a partir de 1960.
e) Entre 1945-60 observou-se um incremento nas
taxas de crescimento natural, uma vez que o desen-
volvimento dos setores secundário e terciário con-
tribuíram decisivamente para a diminuição junto às
taxas de mortalidade, principalmente a dita infantil.    Pela interpretação do gráfico, conclui-se que:
                                                         a) No período entre 1872 a 1990, o planejamento fa-
2. (CESGRANRIO) ESTIMATIVA 1990                          miliar possibilitou ao país um pequeno crescimento
                                                         demográfico.
                                                         b) O aumento populacional, a partir de 1950, é con-
                                                         seqüência da diminuição da mortalidade, em função
                                                         dos avanços médico-sanitários.
                                                         c) O desaceleramento do aumento da população na
                                                         década de 90 do século XX mostra que o país conse-
                                                         guiu entrar na segunda fase de crescimento mundial
                                                         da população, atingida pelos países não desenvolvi-
                                                         dos industrializados.
                                                         d) Até 1950, o Brasil, permaneceu em equilíbrio po-
                                                         pulacional, pois não tinha recebido contingentes
                                                         imigratórios.
                                                         e) O Brasil é um país populoso, conseqüentemente
                                                         povoado.


Como pode ser verificar no mapa acima, a distribui-      4. (Especex) O crescimento populacional nas diver-
ção da população brasileira pelo espaço geográfico       sas regiões do mundo obedece basicamente a fases.
permite afirmar que:                                     Uma dessas fases mais conhecida como “segunda
I – a grande maioria da população brasileira ainda se    fase do ciclo demográfico”, caracteriza-se por um ele-
encontra no antigo limite de Tordesilhas.                vado crescimento demográfico, provocando em algu-
II – mais de 1/3 do país, apesar doas 150 milhões de     mas regiões subdesenvolvidas, a chamada “EXPLO-
habitantes, ainda é quase um “vazio demográfico”.        SÃO DEMOGRÁFICA”.
III – o sul e sudeste da Região Centro-Oeste se in-      Essa fase de grande crescimento demográfico nor-
corporam rapidamente à faixa de maior concentração       malmente é causado pelo(a):
demográfica.                                             a) Redução significativa da taxa de mortalidade


4
b) Aumento expressivo da natalidade.                         e) Transformação das estruturas socioeconômicas do
c) Imigração.                                                com grande mobilidade espacial.
d) Conjugação da e alta mortalidade com alta natali-
dade.                                                        7. (Vassouras) No fim do ano passado, a população do
e) Emigração.                                                estado do Rio de Janeiro atingiu um total de 14,3 mi-
                                                             lhões de habitantes. Supondo-se que neste mesmo
5. (ENEM-2001) Ao longo do século XX, a taxa de vari-        ano tenha havido 220 mil nascidos vivos e 130 mil
ação na população do Brasil foi sempre positiva (cres-       óbitos, qual foi a taxa de crescimento natural?
cimento). Essa taxa leva em consideração o número de         a) 2,44%      b) 1,54%     c) 0,90%
nascimentos (N), o número de mortes (M), o de emi-           d) 0,63%      e) 0,36%
grantes (E) e o de imigrantes (I) por unidade de tempo.
É correto afirmar que, no século XX:                         8. (UFPI) O conceito de crescimento natural, ou ve-
a) M > I + E + N                                             getativo, é a diferença entre:
b) N + I > M + E                                             a) Os índices de natalidade e os de vida média.
c) N + E < M + I                                             b) As taxas de emigração e de imigração.
d) M + N < E + I                                             c) As taxas de natalidade e as de mortalidade.
e) N < M – I + E                                             d) As taxas de mortalidade geral e mortalidade infantil.
                                                             e) O número de nascimentos e o número de imigrantes.
6. (CESGRANRIO)
                                                             9. (UFMG) O Censo Demográfico do Brasil de 2000,
                                                             entre outras conclusões, confirmou alguns compor-
                                                             tamentos da população de Minas Gerais, já eviden-
                                                             ciados anteriormente.
                                                             Esses comportamentos estão corretamente expres-
                                                             sos em todas as alternativas, EXCETO em
                                                             a) Manutenção das taxas de crescimento da popula-
                                                             ção masculina superior ao da feminina nas áreas
                                                             urbanas.
                                                             b) Maiores taxas de crescimento populacional no
                                                             estado registradas em alguns municípios da Região
                                                             Metropolitana de Belo Horizonte.
                                                             c) Variação negativa de crescimento de população ru-
                                                             ral revelada desde o Censo de 1970.
                                                             d) Taxas de crescimento demográfico dos municípios
                                                             do interior maiores que as do município da Capital.

                                                             10. (PUC) A população brasileira modificou, ao longo
Observando-se o quadro acima, conclui-se que a ex-           do século XX, seus comportamentos demográficos,
pectativa de vida do brasileiro, ao nascer, vem au-          como mostra o gráfico:
mentando a partir da década de 90. O declínio das
taxas de fecundidade e de natalidade, combinado com          EVOLUÇÃO DO CRESCIMENTO VEGETATIVO NO BRASIL
a queda das taxas de mortalidade, explica a tendên-
cia deste quadro, que, junto com o crescimento do
número de idosos, vem elevar a expectativa média
de vida. Com esta estrutura estaria vigente, configu-
ram-se alterações no perfil da população.
Um dos reflexos deste fato na sociedade brasileira é o(a):
a) Aumento dos encargos econômicos e a necessida-
de de uma política social voltada para a nova realida-
de do país.
b) Crescente emprego do trabalho infantil, face à ex-
cessiva oferta de mão-de-obra, tal como ocorreu no
período imediatamente posterior à Revolução Indus-
trial inglesa.                                               Sobre estas mudanças, avalie as afirmativas a se-
c) Crescente ingresso da mulher no mercado formal            guir:
do país, elevando os padrões demográficos típicos de         I - Nas primeiras décadas do século XX, as princi-
países de trabalho, resultando numa melhoria da              pais cidades brasileiras passaram por um processo
qualidade de vida deste segmento da população.               de higienização com a utilização de vacinas, criação
d) Maior atuação da igreja, na tentativa de estimular o      de rede de esgotos e fornecimento de água potável, o
controle de natalidade por meios naturais, como expli-       que iniciou um processo de redução das taxas de
citam as encíclicas Rerum Novarum e Humanae Vitae.           mortalidade.


                                                                                                                  5
II - Em meados do século XX ocorreu uma redistri-                  NÚMERO MÉDIO DE PESSOAS NA FAMÍLIA
buição espacial da população com a aceleração de                            5                            4,4
urbanização o que acarretou a redução das taxas de                              3,9          3,8               4,0
                                                                            4         3,5          3,4
natalidade.
III - A partir da década de 70, os investimentos em                         3
infra-estrutura territorial possibilitaram aos meios                 1991   2
de comunicação difundir novos padrões de compor-                     2000   1
tamento para parcelas maiores da população o que                            0
contribui para uma maior redução nas taxas de fe-                               Total       Urbana       Rural
cundidade.                                                                                         Fonte: Censo 2000 IBGE
IV - A partir da crise da década de 80, as políticas
                                                           Assinale a opção que apresenta considerações ade-
governamentais de controle de natalidade permiti-
                                                           quadas acerca da redução quantitativa de componen-
ram a queda do crescimento vegetativo e o ingresso
                                                           tes da família brasileira.
na fase mais avançada da transição demográfica.
                                                           a) A redução do número médio das famílias no país
Indique a opção que apresenta as afirmativas corre-
                                                           está associada, sobretudo nas áreas de fronteira agrí-
tas:
                                                           cola, às péssimas condições sanitárias e à concen-
a) I e II;       b) III e IV;        c) I, II e III;
                                                           tração de terras que impedem o pleno desenvolvi-
d) II, III e IV; e) I, II, III e IV.
                                                           mento das famílias.
                                                           b) As políticas demográficas natalistas nas duas úl-
                                                           timas décadas do século XX, implementadas pelo
    EXERCÍCIOS PROPOSTOS II                                governo federal, foram mal sucedidas, uma vez que o
                                                           Brasil apresenta queda no número médio de pesso-
                                                           as nas famílias em todo país.
1. (CN)
                                                           c) A grande migração da população do campo para as
    1960         1970          1980        1990            cidades, fenômeno característico da segunda metade
                                                           do século passado, é a principal responsável pela re-
    6,3%         5,8%          4,4%        3,1%
                                                           dução das famílias em grande parte do país, sobretudo
Analise a tabela acima, relativa às taxas de fecundi-      nas periferias e nas favelas das grandes metrópoles.
dade no Brasil, e assinale a alternativa que melhor a      d) A grande diferença do número de membros das
interpreta.                                                famílias rurais e urbanas resultou do baixo nível
a) Percebemos uma queda na taxa de fecundidade             cultural da população camponesa, incapaz de adotar
nacional em função da melhor distribuição de ren-          um planejamento familiar mais eficaz.
da, associada a maior difusão de métodos anticon-          e) A adoção do modo de vida urbano, pelo campo,
ceptivos.                                                  implicando o estímulo ao consumo de bens, à utili-
b) A conjuntura sócio-econômica e o aumento da             zação de serviços e às práticas de lazer, bem como
participação feminina no mercado de trabalho, acar-        as mudanças culturais nos relacionamentos inter-
retado fundamentalmente pela urbanização, ajuda-           pessoais, contribuíram para a redução do número de
nos a compreender melhor a redução da taxa de fe-          pessoas nas famílias em todo país.
cundidade.
c) Nos grandes centros urbanos, onde passou a con-         3. (Vassouras/RJ) Na tabela, encontram-se indica-
centrar-se a maioria da população após 1960, obser-        dores demográficos de três hipotéticos países:
vamos maiores taxas de mortalidade, especialmente
                                                                        Taxa de          Taxa de                   Saldo
infantil, o que justifica o declínio da taxa de fecundi-      País
                                                                       natalidade       mortalidade              migratório
dade no período demonstrado pela tabela.
d) A presente tabela não demonstra nada, pois com              1            1,3%              0,8%                   -0,9%
os dados em questão não podemos fazer nenhuma                  2            0,7%              0,7%                   -1,3%
associação referente à diminuição da taxa de fecun-            3            0,5%              0,7%                   +1,2%
didade e evolução sócio-econômica do país.
e) A população brasileira, após 1960, com a efetiva-       É correto afirmar que:
ção da industrialização, passou a apresentar condi-        a) O país 1 apresenta crescimento populacional po-
ções sócio-econômicas bem melhores, o que acabou           sitivo apesar da forte emigração
acarretando um rápido envelhecimento da mesma e,           b) No país 2 o crescimento populacional é pratica-
com isso, uma diminuição da sua capacidade de ge-          mente igual a zero, havendo a necessidade de fo-
rar filhos.                                                mento à imigração.
                                                           c) No país 3 há crescimento populacional, pois o sal-
2. (UFF/RJ) O Censo 2000 do IBGE registrou, con-           do migratório positivo compensa o crescimento vege-
forme ilustra o gráfico a seguir, significativa redução    tativo negativo.
do número médio de pessoas na família em todo o            d) No país 2 o crescimento populacional acompanha
país.                                                      o crescimento vegetativo que é negativo.



6
e) No país 3 o saldo migratório não consegue com-            b) A população brasileira tornou-se predominante-
pensar o crescimento vegetativo negativo.                    mente urbana em pouco tempo.
                                                             c) O crescimento econômico brasileiro resultou do
4. (UNI-BH/MG) O surto sem precedentes históricos            processo de urbanização
que se iniciou na Europa com a era industrial espan-         d) O êxodo rural e o crescimento econômico de que
tou muitos estudiosos do assunto. Em 1798, o pas-            trata o texto, não foram simultâneos.
tor da Igreja Anglicana Thomas Robert Malthus for-           e) A concentração da mídia determinou a degradação
mulou uma teoria bastante alarmista sobre a questão          das escolas
demográfica, influenciando, de forma significativa, os
estudos de muitos teóricos que a ele se seguiram.            7. (UFPI) Com relação à dinâmica da população bra-
De forma sintética, Malthus afirmava que:                    sileira, importantes transformações vêm ocorrendo
a) A capacidade de produção de alimentos era limitada        nos últimos 20 anos.
e cresceria apenas em progressão aritimética, enquanto       A esse respeito assinale a alternativa correta.
a população cresceria em progressão geométrica.              a) As taxas de natalidade vêm diminuído, porém as
b) O subdesenvolvimento é um fenômeno diretamen-             taxas de mortalidade vêm apresentando aumento
te relacionado ao crescimento populacional, visto que        substancial.
se caracteriza por uma queda persistente da renda            b) O crescimento vegetativo deixou de ser o elemen-
per capta das populações.                                    to principal do incremento demográfico devido ao in-
c) Os excedentes demográficos resultam diretamen-            centivo à imigração.
te da forma de organização da produção capitalista,          c) As taxas de natalidade e mortalidade vêm diminu-
que se sustenta na formação de um amplo exército             indo, proporcionando o aumento da esperança de vida
de reserva de mão-de-obra.                                   ou expectativa de vida dos brasileiros.
d) A escassez de recursos naturais do planeta, as-           d) Existe pequena relação entre a diminuição dos
sim como o agravamento dos problemas ambientais,             índices de mortalidade e o crescimento das taxas de
está diretamente relacionado à pressão exercida pelo         urbanização.
crescimento demográfico.                                     e) Os índices de expectativa de vida da população
                                                             são iguais para todas as regiões brasileiras e em to-
5. (UFRN) Segundo a “Contagem Populacional de                das as classes sociais.
1996” (IBGE-1997), tem acontecido, no curso dos úl-
timos anos, mudanças no crescimento populacional             8. (Souza Marques/RJ-2001)
das regiões geoeconômicas brasileiras.
No referido documento, o Centro-Sul e a Amazônia               Taxa de crescimento da população brasileira
apresentam as maiores taxas de crescimento popu-              Anos 50/60 Anos 70       Anos 80    Anos 90    2000
lacional.
                                                                 3%       2,5%          1,9%       1,4%      1,4%
Isso se deve, respectivamente, a
a) Melhores condições de qualidade de vida e à dis-
                                                                             Taxa de urbanização
tribuição das áreas indígenas.
b) Concentrações da prestação de serviços e a as-              Anos 60     Anos 70     Anos 80    Anos 90     2000
pectos naturais.                                                37%         47%         70,5%      76%        80%
c) Concentrações urbano-industriais e a migrações                        Fonte IBGE, Censo 2000 – Dados preliminares.
internas.
d) Melhores condições técnico-científicas e à forma-
ção de tecnopolos.                                           Assinale a alternativa INCORRETA.
                                                             a) A urbanização aumentou no sentido inverso do
6. (UFRURJ/RURAL) Em nenhum outro país foram as-             crescimento da população que vem registrando uma
sim, contemporâneos e concomitantes, processos como a        queda em função da diminuição da natalidade
desruralização, as migrações brutais desenraizadoras, a      b) O aumento do crescimento populacional é acom-
urbanização galopante concentra-dora, a expansão do con-     panhado por um aumento da urbanização como con-
sumo de massa, o crescimento econômico delirante, a con-     seqüência das contradições do processo de moderni-
centração da mídia escrita, falada e televisionada, a de-    zação da economia brasileira.
gradação das escolas, e o triunfo, ainda que superficial,    c) A tendência ao declínio do crescimento populaci-
de uma filosofia de vida que privilegia os meios materiais   onal compensa as taxas de urbanização, podendo
e se despreocupa com os aspectos finalistas da existên-      levar em breve a uma situação de equilíbrio demo-
cia. E lugar do cidadão, formou-se um consumidor, que        gráfico.
aceita ser chamado de usuário. (Adap. De OLIVA, Jaime e      d) A modernização da economia brasileira e a rápida
GIANSANTI, Roberto. Temas de geografia do Brasil. São        urbanização operam no sentido de diminuir as taxas
Paulo. Atual. 1999. p.19 e 20).                              de natalidade da população.
Com base no texto e na história da distribuição po-          e) As transformações na estrutura socioeconômica,
pulacional brasileira, podemos concluir que                  tanto do campo como na cidade, têm alterado bas-
a) Houve violências na transferência da população            tante a relação entre o custo e o benefício de ter
rural para as cidades                                        filhos.


                                                                                                                  7
9. (UEL/PR) Assinale a alternativa INCORRETA.
a) A distribuição da população brasileira tem como
componentes, além dos fatores naturais, fatores eco-
nômicos e históricos tais como movimentos migra-
tórios internos.
b) Apesar de ser um dos países mais popu-losos do
mundo, o Brasil continua a ser um país de baixa den-
sidade demográfica.
c) Na atualidade, a maior concentração popu-lacio-
nal brasileira encontra-se na região Sudeste.
d) Desde a década de 90, a região Centro-Oeste tem
consolidado sua importância como pólo de atração
populacional do país.
e) Com exceção da região Nordeste, nas demais regi-
ões brasileiras a população rural é menor do que a
população urbana.

10. (UFF/RJ)
Evolução da população brasileira – 1881 / 2000




Afirma-se, após análise das informações fornecidas
pelo gráfico:
I - A tendência recente é de estabilidade nas taxas
de mortalidade e natalidade brasileiras, em um pa-
tamar inferior ao período que antecedeu à Segunda
Guerra Mundial.
II - A partir da década de 70 observa-se uma sensível
queda da taxa de natalidade, porém, a taxa de mor-
talidade revela um sentido oposto.
III - A mortalidade registra declínio consistente a par-
tir da década de 30, ao passo que a natalidade só de-
clina de modo mais expressivo a partir dos anos 60.
IV - As taxas de mortalidade e de natalidade só apre-
sentaram crescimento significativo a partir dos anos 50.
As afirmativas que estão corretas são indicadas por:
a) I e II          b) I e III       c) II e III
d) II e IV         e) III e IV

11. (UNIFENAS/MG) Sobre a população brasileira,
todas as afirmações estão corretas, EXCETO:
a) A população absoluta é levada enquanto que a re-
lativa é reduzida
b) As maiores concentrações populacionais aparecem
no litoral.
c) As taxas de natalidade vêm caindo, embora ainda
sejam bastante elevadas.
d) São Paulo representa o Estado de maior popula-
ção absoluta e relativa.
e) Segundo o IBGE, o censo de 1991 mostrou que,
entre a população brasileira, predominam os brancos.



8
A ESTRUTURA POPULACIONAL                                             Brasil          41   26   28    20      31    54
BRASILEIRA E A RELAÇÃO COM                                           China           73   46   14    21      13    33
                                                                     Coréia do Sul   30   11   30    31      40    58
 OS SETORES ECONÔMICOS
                                                                     Espanha         19    8   39    30      42    62
                                                                     França           9    5   43    26      48    69
Segundo a ONU, o total de idosos, de 646 milhões,
                                                                     Índia           63   58   15    18      22    24
cresce a mais de 11 milhões a cada ano. A maioria
                                                                     Japão            9    5   39    33      52    62
está no continente europeu. Estima-se que até 2050,
a proporção de jovens (com menos de 125 anos de                      Nigéria         53   43   10     9      37    48
idade) se reduza de 30% para 20% enquanto o núme-                    Rússia          19   12   50    47      31    36
ro de idosos deverá subir para 22% da população                      Uganda          84   80    6     7      10    13
mundial, perfazendo 2 bilhões de pessoas.
Essa marca indica o aumento da expectativa de vida,                 Nos países desenvolvidos a maioria da população tra-
graças à melhoria dos serviços de saúde, saneamen-                  balha no setor terciário e secundário, com ampla
to e ao acesso à água tratada.                                      mecanização no setor primário. Nos países subde-
                                                                    senvolvidos, de modo geral, a população se concen-
                                                                    tra também no setor terciário, com hipertrofia do
                                                                    mesmo. A agricultura concentra ainda um bom nú-
                                                                    mero de mão-de-obra ativa, sendo que a mecaniza-
                                                                    ção já começa a atingir a população local forçando
                                                                    fluxo populacional de saída.
                                                                    O setor terciário é muito amplo e engloba tanto os
                                                                    serviços moderníssimos (institutos de pesquisas
                                                                    científica e tecnológica, universidades e hospitais,
                                                                    setor financeiro, assessorias, empresas de softwa-
                                                                    res para computação, publicidade, comunicações,
                                                                    etc.) como também atividades tradicionais, que em
                                                                    alguns casos são até desnecessárias para a eco-
                                                                    nomia do país. Alguns propuseram reclassificar
                                                                    esse setor em dois: terciário (comércio) e quater-
                                                                    nário (serviços).

Nos países desenvolvidos ocorre o predomínio da
população adulta ativa (20 a 60 anos), entretanto,                    A ESTRUTURA POPULACIONAL BRASILEIRA
nos países em desenvolvimento começa a ocorrer o
predomínio de adultos, com o crescimento de velhos
(acima de 60 anos) e redução dos jovens (menos de
20 anos).
Existe normalmente um equilíbrio de proporções
entre o número de pessoas do sexo masculino e do
sexo feminino. A população feminina, no geral, é um
pouco maior que a masculina, pois a expectativa de
vida do sexo feminino é ligeiramente superior à do
masculino. Mas essa diferença quase nunca é signi-
ficativa. Apenas os países (ou áreas) de imigração
geralmente possuem maior população masculina,
enquanto as áreas ou países de emigração possuem
maioria de mulheres. As diferenças, contudo, rara-
mente ultrapassam os 5% ou 6%.                                      A expectativa de vida dos brasileiros aumenta de
                                                                    41,5 anos para 68,1 entre 1940 e 1998. Essa maior
  DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO ATIVA POR                               longevidade, associada à queda da taxa de fecun-
     SETORES ECONÔMICOS EM ALGUNS                                   didade, faz com que cresça a participação de ido-
       PAÍSES SELECIONADOS (EM%)                                    sos na população e diminua a de crianças e ado-
                                                                    lescentes, em proporções que variam conforme a
 País         Setor primário   Setor secundário   Setor terciário
                                                                    região do país. Em 1940, a participação de menores
             1980    1999      1980    1999       1980   1999
                                                                    de 17 anos no total da população era de 56%. Atu-
 Austrália    8        5        34      22         58      73       almente, eles são pouco mais de um terço da po-
 Canadá       6        4        34      23         60      73       pulação.


                                                                                                                     9
Número de migrantes 1999                                          b) Aumento dos índices de natalidade e menor ex-
 No final da década de 90, aproximadamente 15,5 milhões de pesso-                    pectativa de vida.
as residiam fora de suas regiões de nascimento – 9,5% do total de                    c) Menor expectativa de vida e redução dos índices
brasileiros.                                                                         de natalidade.
                                                                                     d) Menor expectativa de vida e maior crescimento
Regiões                                    Regiões de destino (%)                    vegetativo.
de partida Emigrantes
                                 Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste             e) Fortes correntes migratórias e menos crescimen-
                                                                                     to vegetativo.
 Norte*            525.427         -      25,5      29,7     4,1      40,7

 Nordeste        8.555.891       9,3        -        7,3       3      14,7           4. (FUVEST/SP) No Brasil, a participação do traba-
 Sudeste         3.339.585       7,3      22,4        -      79,9     40,4           lho feminino no setor secundário já foi maior que
                                                                                     nos dias atuais. Essa diminuição pode ser explica-
 Sul             2.239.478       7,4        3       65,7       -      23,8
                                                                                     da, entre outros fatores, pela
 Centro-oeste      874.036        28      10,9      51,4     9,7         -           a) Mudança na estrutura industrial, com a menor
       Fonte: Sinopse Preliminar do censo 2000/IBGE - *Exclusive a população rural   participação dos ramos tradicionais, como o têxtil, o
                                                                                     de vestuário e o alimentício.
 À medida que cresce a expectativa de vida da popu-                                  b) Monopolização masculina do trabalho industrial,
lação, aumenta a participação das mulheres no con-                                   decorrente das inovações tecnológicas.
tingente de idosos, em razão das taxas de mortalida-                                 c) Diminuição da importância dos ramos de química
de diferenciadas entre os sexos. A sobrevida                                         e eletrônica; tradicionais empregadores de mão-de-
feminina, que tem origem em fatores biológicos, é                                    obra feminina.
                                                                                     d) Manutenção da estrutura industrial e monopoli-
acentuada pela incidência de mortes por causas vio-
                                                                                     zação do trabalho masculino.
lentas, como homicídios e acidentes de trânsito, que
                                                                                     e) Manutenção da estrutura industrial e do desen-
atingem os homens em proporções mais elevadas que                                    volvimento tecnológico.
as mulheres e cuja ocorrência aumentou nas últi-
mas duas décadas. Com efeito, a expectativa de vida                                  5. (VUNESP) Em termos demográficos, quanto maior
feminina e a masculina passam de 6,3 anos em 1980                                    é a relação idoso/criança, mais elevada é a propor-
para 7,8 anos em 1998, sendo que essa diferença                                      ção de idosos. A observação da tabela permite inferir
chega a dez anos em algumas localidades, como o                                      que, nas regiões brasileiras, no período 1980-1996,
estado do Rio de Janeiro.                                                            todos esses valores percentuais aumentaram.
                                                                                      RELAÇÃO IDOSO/CRIANÇA NAS REGIÕES BRASILEIRAS
       EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO                                                               EM 1980, 1991 E 1996 - EM PORCENTAGEM.
                                                                                        Região             1980        1991      1996
1. (CN) “Os sinais de envelhecimento vão se acumu-                                      Norte              6,09        7,07      8,52
lando e a sociedade fingindo que não vê. Sobretudo                                      Nordeste           10,02       12,84     15,48
quando a idealização da juventude é nutrida dia-a-dia                                   Sudeste            12,27       16.47     20,33
pela mídia e onde o mito do país jovem é particular-
mente arraigado.”(Jornal do Brasil, 15/06/97)                                           Sul                10,58       15,57     19,08
O fator que melhor explica a tendência de envelheci-                                    Centro-Oeste       6,35        9,26      11,71
mento da população brasileira é:                                                        Brasil             10,49       13,90     16,97
a) A queda da taxa de fecundidade                                                                                          Fonte: IBGE 1996
b) O aumento da taxa de mortalidade
c) O fim da política natalista dos anos 90                                           Assinale a alternativa que justificativa as variações
d) A estagnação na entrada de imigrantes jovens                                      observadas.
e) A maior participação da mulher no mercado de                                      a) Aumento contínuo nas taxas de natalidade e di-
trabalho                                                                             minuição da esperança de vida.
                                                                                     b) Crescente alta na taxa de natalidade e diminuição
                                                                                     da mortalidade infantil.
2. (CN) No Brasil vem ocorrendo uma sensível redu-
                                                                                     c) Crescimento acelerado da taxa de mortalidade e
ção das taxas de natalidade, principalmente a partir
                                                                                     aumento no fluxo migratório recente.
de 1960. Persistindo esta tendência, e sabendo-se
                                                                                     d) Melhoria na distribuição de renda e diminuição da
que o país caminha para o chamado equilíbrio demo-
                                                                                     taxa de mortalidade.
gráfico, o número de jovens, adultos e idosos deverá,
                                                                                     e) Queda da fecundidade e aumento da esperança de vida.
respectivamente:
a) diminuir, permanecer e aumentar.                                                  6. (UFCE) Observe as pirâmides etárias da popula-
b) Diminuir, aumentar e aumentar.                                                    ção brasileira, dos anos 1950 e 1991.
c) Diminuir, aumentar e permanecer.
d) Aumentar, diminuir e aumentar.
e) Diminuir, permanecer e diminuir.

3. (CEFET/RJ) O envelhecimento da população é um
forte processo constatado em vários paises do mun-
do, inclusive no Brasil. Como causas do envelheci-
mento populacional podemos apontar:
a) Redução dos índices de natalidade e aumento da
expectativa de vida


10
d) O aumento da mortalidade infantil explica a que-
                                                                         da do número de jovens, principalmente nas regiões
                                                                         Norte e Nordeste.

                                                                         8. (UECE) Examine com atenção o gráfico.
                                                                             BRASIL: DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO
                                                                            ECONOMICAMENTE ATIVA POR SETORES
                                                                              DE PRODUÇÃO (em %) – 1940 a 1995




A partir da comparação entre os dois gráficos, anali-
se as afirmativas abaixo:
I - A pirâmide de 1950 tem base larga apresentando
um número significativo de brasileiros nas faixas de
0 a 4 anos, de 5 a 9 anos e de 10 a 14 anos, em
ambos os sexos.
II - Na pirâmide de 1991 observa-se uma diminuição
dos grupos etários de 0 a 4 anos, indicando uma di-
minuição das taxas de natalidade.
III - A pirâmide de 1991 demonstra uma diminuição
da população de terceira idade e do grupo de adultos
em função do aumento das taxas de mortalidade.                           Sobre a evolução da PEA, é correto afirmar que:
De acordo com o exposto acima, é correto afirmar                         a) A queda da PEA no setor primário, até 1990, está
que:                                                                     associada à industrialização, à estrutura fundiária
a) I e II são verdadeiras.                                               injusta, ao difícil acesso a terra e à mecanização da
b) I e III são verdadeiras.                                              agricultura;
c) I, II e III são verdadeiras.                                          b) Na atual década, continuam grandes contingentes
d) Apenas I é verdadeira.                                                populacionais do setor primário a se transferir para
e) Apenas II é verdadeira.                                               o terciário;
                                                                         c) O setor terciário em elevação indica melhoria so-
7. (UFJF) Analise a tabela                                               cial;
                                                                         d) O contingente da PEA no secundário tem se ele-
           GRANDES CONJUNTOS POPULACIONAIS
                                                                         vado continuamente, o que indica maior desenvolvi-
            POR GRUPOS DE IDADE E SEGUNDO
                                                                         mento do país.
             AS GRANDES REGIÕES (1980-1996)
                                                                         9. (UECE) Fato novo na composição da população
                 Grandes Grupos Populacionais (%)                        economicamente ativa – PEA – refere-se à participa-
              0 A 14 anos        15 a 64 anos          65 anos ou mais   ção da mulher no mercado de trabalho. Sobre esse
Grandes                                                                  tema é correto afirmar que:
           1980 1991 1996      1980 1991 1996          1980 1991 1996
Regiões                                                                  a) Ocorrem inúmeros obstáculos ao ingresso da mu-
 Brasil    38,24 37,73 31,62   57,74   60,45   63,01   4,01 4,83 5,37    lher no mercado de trabalho: maternidade, baixo ní-
                                                                         vel de instrução, trabalho no lar, discriminação etc.
 Norte     46,16 42,54 39,09   51,02   54,45   57,08   2,81 3,01 3,33
                                                                         b) No Brasil, não há discriminação à mulher para
 Nordeste 43,46 39,40 35,55    52,18   55,54   58,95   4,35 5,06 5,50    exercer atividades remuneradas.
                                                                         c) O número de mulheres no mercado de trabalho já
 Sudeste 34,15 31,22 28,42     61,66   63,64   65,81   4,19 5,14 5,78
                                                                         é igual ao de homens.
 Sul       36,28 31,93 29,62   59,89   63,10   64,85   3,84 4,97 5,63    d) No nordeste, as mulheres, no mesmo trabalho dos
 C-Oeste   40,47 35,28 32,02   56,96   61,45   64,23   2,57 3,27 3,75
                                                                         homens ganham mais.

                         Fonte: IBGE, Contagem da População, 1996.       10. (UFRRJ/RURAL-2000) Analisando as pirâmides
                                                                         etárias representadas na figura abaixo, podemos con-
Sobre a análise dos dados é correto afirmar, EXCE-
                                                                         cluir que o
TO:
a) A ampliação da parcela de adultos tem efeitos so-
                                                                                  BRASIL – PIRÂMIDES ETÁRIAS
cioeconômicos positivos, em função da diminuição
do peso proporcional dos gastos destinados à popu-
lação não-ativa;
b) A parcela de jovens é mais elevada justamente
nas regiões geográficas e camadas sociais carentes
que registram crescimento vegetativa superior à mé-
dia;
c) O aumento da expectativa de vida da população
resultou na ampliação da parcela em idade potenci-
almente ativa e dos idosos, com redução da partici-
pação de jovens;


                                                                                                                         11
a) Brasil pode ser considerado um país em transição      II - A partir dos anos 50 o processo de industrializa-
demográfica, passando de país jovem para maduro.         ção estimulou a migração do campo para a cidade,
b) Brasil tende a continuar um país jovem, com ele-      fenômeno que, 30 anos mais tarde, praticamente in-
vadas taxas de natalidade e baixa expectativa de vida.   verteu a distribuição populacional.
c) Brasil apresenta uma transição demográfica con-       III - A modernização da estrutura agrária brasileira
cluída, evidenciada pelas baixas taxas de natalidade     acentuou o esvaziamento da população rural entre
e mortalidade.                                           1940 e 1950.
d) Brasil apresenta uma população envelhecida, de-       Assinale:
terminante da alta taxa de mortalidade.                  a) Se somente a afirmativa I estiver correta.
                                                         b) Se somente a afirmativa II estiver correta.
e) Aumento da expectativa de vida no Brasil se deve
                                                         c) Se somente a afirmativa III estiver correta.
à considerável presença de jovens em sua pirâmide
                                                         d) Se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
etária.
                                                         e) Se todas as afirmativas estiverem corretas.

     EXERCÍCIOS PROPOSTOS                                3. (FURG) Uma das características atuais do com-
                                                         portamento da população brasileira é
                                                         a) O aumento da taxa de crescimento nos últimos
1. (CN) O Censo realizado pelo IBGE em 1991 reve-        anos.
lou mudanças estruturais na demografia brasileira.       b) A estabilidade da taxa de crescimento nos últimos
A respeito dessas mudanças assinale a opção que          anos.
revela a realidade atual junto à nova pirâmide etária    c) A redução da taxa de crescimento nos últimos
do país.                                                 anos.
a) A base da pirâmide etária vem se estreitando, o       d) A tendência à estabilização no crescimento da po-
que significa que as taxas de natalidade estão dimi-     pulação mais velha.
nuindo, principalmente pela imposição da urbaniza-       e) A tendência do crescimento da população empre-
ção e da inserção feminina no mercado de trabalho.       gada no setor secundário.
b) O ápice da pirâmide está sofrendo um estreita-
mento já que o número de idosos vem diminuindo           4. (FGV/SP)
em função da baixa expectativa de vida e da falência
                                                                              BRASIL
dos setores da previdência social que atendem essa
camada da população brasileira.                                          1950    1970        1991
c) O Brasil ainda não iniciou o seu processo de tran-              I     36%     56%         76%
sição demográfica, o que nos ajuda a compreender a                 II    64%     44%         24%
baixa participação da nossa população economica-                                        Fonte: FIBGE
mente ativa, que vem assinalado no “corpo” da pirâ-      Na tabela acima, os algarismos I e II representam,
mide etária.                                             respectivamente, a dinâmica da população:
d) A altura de nossa pirâmide etária está se reduzin-    a) I – urbana; II – rural.
do justificada pela maior concentração de investimen-    b) I – empregada no setor secundário; II – empregada
tos das faixas de jovens e adultos que tem um peso       no setor primário.
importante na economia do país.                          c) I – economicamente ativa; II – desempregada.
e) A elevação da expectativa de vida evidenciada pelo    d) I – empregada no setor terciário; II – empregada
aumento da altura da pirâmide é um reflexo claro da      no setor primário.
melhor distribuição sócio-econômica no país, fato        e) I – de 20 a 59 anos; II – de 0 a 19 anos.
comprovado a partir da industrialização e urbaniza-
ção do mesmo.                                            5. (FATEC/SP-2000) Considere o gráfico e as afir-
                                                         mações apresentadas abaixo
2. (VASSOURAS/RJ)                                        POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA DO BRASIL

         Ano          POPULAÇÃO %
                                                                                         Assinalados registrados
                     Urbana   Rural
                                                                                         Free-lance / bico
         1950         36,16       63,84
         1960         44,67       55,3                                                   Assalariados sem registro
         1970         55,92       44,08                                                  Autônomos regulares
         1980         57,60       32,40                                                  Funcionários públicos
         1991         75,47       24,53
                                                                                         Empresários / outros
         1996         78,35       21,65
                              Fonte: IBGE                                                Desempregados

Quanto ao comportamento da população brasileira                                          .
expresso na tabela acima, considere as afirmativas                      Fonte: Folha de São Paulo, 27/06/1999.
abaixo:                                                                          Especial 5 Anos Depois... p. 06
I - A população rural vem diminuindo a cada década       I - A situação de “trabalho precário” é caracterizada
devido às altas taxas de mortalidade registradas no      pelas parcelas de trabalhadores enquadrados como
campo.                                                   assalariados sem registro e “free-lance / bico”.


12
II - Os assalariados sem registro e os desemprega-      Coluna 2
dos somam mais de 50% da população economica-           ( ) pesquisa científica
mente ativa no Brasil.                                  ( ) produção de produtos petroquímicos
III - Os assalariados registrados correspondem, atu-    ( ) telefonia
almente, a aproximadamente ¼ da população econo-        ( ) manuseio de florestas exóticas
micamente ativa do Brasil.                              A alternativa que contém a associação correta da
IV - Importante parcela de assalariados brasileiros     coluna 2, quando lida de cima para baixo, é
está no setor público, responsável por mais da me-      a) 1, 4, 2 e 3  b) 2, 3, 1 e 4   c) 3, 2, 1 e 4
tade dos empregos no país.                              d) 4, 1, 3 e 2  e) 4, 2, 3 e 1
Com base nas informações do gráfico e em seus co-
nhecimentos sobre o assunto, deve-se concluir que       9. (INATEL/SP) A População Economicamente Ativa
são corretas somente as afirmações                      – PEA – está diretamente ligada à estrutura econô-
a) I e II;   b) I e III;   c) II e III;                 mica de um país.
d) II e IV; e) III e IV.                                Sobre a PEA é CORRETO afirmar que:
                                                        a) Nos países menos desenvolvidos não existe PEA
6. (SOUZA MARQUES/RJ) A manchete de 02/11/00            nos setores secundário e terciário.
do Jornal O Globo – Caderno de Economia, diz:           b) Nos países menos desenvolvidos a PEA concen-
“Brasil mais feminino e urbano – Censo do IBGE          tra-seno setor primário.
mostra que as mulheres são maioria em 25 das 27         c) Nos países menos desenvolvidos a PEA está con-
unidades da Federação”                                  centrada no setor secundário.
Assinale a alternativa que melhor explica a manchete.   d) Nos países mais desenvolvidos não existe PEA
a) A expectativa de vida do homem é menor que a das     nos setores primário e terciário.
mulheres, uma vez que os homens morrem mais cedo        e) Nos países mais desenvolvidos a PEA concentra-
– principalmente de causas violentas a partir dos       se nos setores terciário e secundário.
quinze anos.
b) A fecundidade cai no País, em conseqüência do        10. (UNIFENAS/NG) O termo “População Economi-
maior planejamento familiar, da participação femini-    camente Ativa” (PEA) designa toda população.
na no mercado de trabalho e da própria urbanização.     a) Que participa do mercado de trabalho.
c) A população urbana vem crescendo e a proporção       b) Dotada ativamente de poder econômico.
entre homens e mulheres é diferente de acordo com       c) Que possui bens e está no mercado de consumo.
a localidade. Nas grandes metrópoles os homens pre-     d) Que trabalha na indústria.
dominam e nas médias cidades a predominância é          e) Que está desempregada.
das mulheres.
d) Os estados em que os homens são ainda maioria        11. (UFSCAR/SP) Considere as seguintes afirmações
têm características rurais e forte perfil migratório    sobre a população brasileira.
decorrente da busca de oportunidades econômicas,        I - Reduziu de forma significativa os movimentos
com baixo índice de violência.                          migratórios inter-regionais e extra-regionais.
e) A população do país envelheceu em virtude princi-    II - Apresenta, nestas últimas décadas, redução da
palmente da redução da taxa de natalidade e da taxa     taxa de natalidade.
negativa de crescimento vegetativo.                     III - Tem gradativamente, aumentado a esperança de vida.
                                                        IV - Caracteriza-se pelo forte crescimento vegetativo.
7. (ULBRA/RS) Sobre os setores de atividade econô-      V - Apresenta taxas de mortalidade infantil diferen-
mica, é correto afirmar que:                            ciadas de acordo com a região.
a) Nos países desenvolvidos o setor terciário é hi-     Estão corretas SOMENTE as afirmações
pertrofiado, pois existe um excesso de produção nos     a) I, II e IV       b) I, II e V   c) I, III e IV
setores primário e secundário.
                                                        d) II, III e V      e) III, IV e V
b) O aumento no setor terciário nos países subde-
senvolvidos indica um grande desenvolvimento eco-
                                                        12. (UNIFOA/RJ-2001) As atividades urbanas con-
nômico.
                                                        sideradas “subempregos” – tais como: vendedores am-
c) Os países desenvolvidos capitalistas apresentam
                                                        bulantes, os “guardadores de carro” nas ruas, os ca-
amplo domínio do setor terciário, com uma forte con-
                                                        melôs e biscateiros, os “vendedores nos semáforos”
centração da população economicamente ativa no
                                                        e outros – que aumentaram bastante no Brasil nas
setor primário.
                                                        últimas décadas, costumam ser incluídos no setor:
d) Os bancos, o comércio e os serviços públicos são
                                                        a) Primário     b) Secundário     c) Quaternário
funções do setor terciário.
                                                        d) Terciário    e) Semicomercial
e) Nos países desenvolvidos capitalistas predominam
o setor primário, o que reflete um alto grau de de-
senvolvimento humano.                                     EXERCÍCIOS PROPOSTOS II
8. (FURG) Relacione os setores produtivos da econo-
mia citados na coluna 1 com as características cita-    1. (CN) A tabela a seguir mostra que as mulheres
das na coluna 2.                                        brasileiras estão ampliando sua participação no co-
Coluna 1                                                mando das famílias das Regiões Nordeste, Sudeste,
1 – setor primário                                      Centro-Oeste e Sul. Porém, não é esse o caso da
2 – setor secundário                                    Região Norte onde os índices são mais baixos. O
3 – setor terciário                                     Estado de Rondônia, por exemplo, apresentava o ín-
4 – setor quaternário                                   dice de 11,7% em 1991.


                                                                                                           13
A questão mais grave provavelmente seja de ordem:
          CRESCE O NÚMERO DE MULHERES                              a) Geográfica, pois os informais estão concentrados
                CHEFES DE FAMÍLIA                                  nas grandes cidades.
                                                                   b) Tributária, pois os informais não pagam qualquer
   Nordeste         Sudeste      Centro-Oeste          Sul
                                                                   tipo de imposto indireto.
 1980 1991        1980 1991       1980 1991         1980 1991      c) Previdenciária, pois os informais, embora nada
 16,6% 19,5% 14,6% 13,6% 13,2% 17,0% 12,1% 15,5%                   contribuam para a Seguridade Social.
                                                                   d) Demográfica, pois os informais apresentam, altís-
Examine com atenção as alternativas a seguir e as-                 simas taxas de nupcialidade e fecundidade.
sinale a alternativa FALSA.                                        e) Política, pois os informais, em sua grande maio-
a) Os elevados índices de participação das mulheres                ria, engrossam movimentos sociais reivindicatórios
enquanto chefes de família, no Nordeste brasileiro,                de extrema esquerda.
se explica em função da continuidade das emigra-
ções de homens para Região norte, Centro-Oeste e                   4. (FGV/SP) “Segundo o IBGE, um quarto dos 28 mi-
Sudeste.                                                           lhões de mulheres brasileiras que trabalham são também
b) A ampliação da participação das mulheres como                   chefes em seus lares. Desses lares, 30% estão abaixo da
chefes de família nas regiões assinaladas na tabela                linha da pobreza. As mulheres são, também, as maiores
é resultado de conquistas obtidas pelo movimento                   vítimas do desemprego em centros urbanos: a taxa é de
feminista que possibilitou às mulheres as mesmas                   6% para a ala masculina mas de 8,5% para a feminina. (M.
condições no mercado de trabalho que os homens.                    A. Maranhão. Inclusão das mulheres é compromisso mun-
c) Rondônia tem um baixo índice de participação                    dial, In Jornal O Estado de São Paulo, 12/08/2000,
de mulheres enquanto chefes de família, por ser                    p.A2)
uma área de imigração recente e, neste caso, como                  As afirmações abaixo contribuem para entender esse
acontece geralmente, predomina a população mas-                    contexto, exceto a alternativa:
culina.                                                            a) A discriminação de gênero é forte, a tal ponto que
d) Em virtude dos níveis salariais mais baixos que                 as mulheres necessitam de níveis mais altos de edu-
as mulheres obtêm no mercado de trabalho, a eleva-                 cação formal para conseguir e manter empregos que
                                                                   lhes assegurem salários, em média, mais baixos que
ção do número de mulheres como chefes de família
                                                                   os masculinos.
indica uma elevação da miséria social, ampliando o
                                                                   b) A concentração da mão-de-obra no setor terciário
fenômeno da pobreza.
                                                                   pode ser associada à desvalorização embutida na
e) A desestruturação da família tem como uma de
                                                                   educação da mulher, que a moeda para profissões
suas causas principais o intenso movimento migra-
                                                                   tidas como femininas, geralmente de baixo prestígio
tório que atinge uma grande parte da população bra-
                                                                   e pequena remuneração.
sileira. Uma quantidade expressiva de brasileiros não
                                                                   c) O ônus da reprodução, especialmente social, in-
vive onde nasceu e ainda não tem seu paradeiro de-                 flui no tempo de experiência continuada no mercado
finido.                                                            de trabalho de muitas mulheres, refletindo-se em
                                                                   sua qualificação no grupo de ocupações que desem-
2. (FATEC/SP) Considere o gráfico para responder à                 penha e na qualidade dos postos de trabalho dispo-
questão.                                                           níveis.
     BRASIL: DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO                             d) A População Economicamente Ativa (PEA) femini-
     ECONOMICAMENTE ATIVA POR SETORES                              na representou uma porcentagem bastante elevada
             DE PRODUÇÃO (em %)                                    e bem remunerada durante a Segunda Guerra Mun-
 80                                                                dial, mas ela vem decrescendo entre as mulheres de
 70                                                                baixa escolaridade e baixos salários, desde aquela
 60                                                          I     ocasião.
 50
                                                             II    e) Os filhos constituem empecilhos à inserção das
 40
 30                                                          III   mulheres no mercado de trabalho formal, especial-
 20                                                                mente as de baixos níveis de escolaridade e de baixa
 10                                                                renda, uma vez que não existem creches e outros equi-
  0                                                                pamentos de uso coletivo em número suficiente.
   1940   1950   1960   1970   1980   1990   1995
                                                                   5. (CEFET/RJ) O envelhecimento da população é um
     Fonte: M. Adas, Panorama Geográfico do Brasil, 1998 p.495
                                                                   forte processo constatado em vários países do mun-
Os números I, II e III identificam, respectivamente,               do, inclusive no Brasil. Como causas do envelheci-
os setores                                                         mento populacional, podemos apontar:
a) Primário, terciário e secundário.                               a) Redução dos índices de natalidade e aumento da
b) Secundário, terciário e primário.                               expectativa de vida.
c) Secundário, primário e terciário.                               b) Aumento dos índices de natalidade e menor ex-
d) Terciário, secundário e primário.                               pectativa de vida.
e) Terciário, primário e secundário.                               c) Menor expectativa de vida e redução dos índices
                                                                   de natalidade.
3. (FAPA/RS) Atualmente, das 69 milhões de pesso-                  d) Menor expectativa de vida e maior crescimento
as que consistem a população ocupada no Brasil, 60%,               vegetativo.
ou seja, 41 milhões, estão no mercado informal. Esse               e) Fortes correntes migratórias e menor crescimento
fenômeno planta numerosos problemas.                               vegetativo.


14
6. (PUC/RS)                                                      maior a faixa etária adulta, que apresenta hoje, cerca de 8
   BRASIL – DISTRIBUIÇÃO DA PEA POR SETOR                        milhões de analfabetos como chefes de família.
                 DE ATIVIDADE                                    V - Cresce o número de mulheres como chefes de
                                                                 família nos lares brasileiros, principalmente nas re-
                      29,2                                       giões Nordeste e Sudeste. No Nordeste as mudan-
                                                                 ças culturais e a migração constituem fatos relevan-
                                                          23,8   tes para esse processo.
 17,2 Serviços                                                   São verdadeiros:
                                                                 a) Todos os itens acima.
                                                                 b) Apenas os itens III e V.
          Comércio
                                                                 c) Somente os itens II e III.
                                                    6,5          d) Os itens I, III e IV.
          12,4                               3,7
                      4,7           8,5            Outros        e) Os itens I, II, IV e V.
           Administração        Atividades
                                             Transporte e
           Pública              Sociais
                                             Comunicação         9. (UERJ) Os dados abaixo tratam da população ocupa-
                                                                 da no Brasil entre o final do século XIX e início do XX.

       Primário              Secundário            Terciário              BRASIL – POPULAÇÃO OCUPADA
                                                                               (em milhares e em %)
Pela análise do gráfico referente à População Econo-                  SETORES              1872               1920
micamente Ativa (PEA), é correto afirmar que                          Agricultura     3671 – 54,1%       6377 – 69,7%
a) O menor número da população ativa concentra-se                     Indústria         282 – 4,9%       1264 – 13,8%
no setor primário, pois gradualmente a mecanização                    Serviços        1773 – 31,0%       1509 – 16,5%
do campo transfere o antigo camponês para o traba-                    Total           5726 – 100%        9150 – 100%
lho nas indústrias tradicionais e carentes de mão-
                                                                 A análise dos dados leva à seguinte característica
de-obra.
                                                                 econômica desse período:
b) A maior concentração da população ativa está no
                                                                 a) Crescimento do setor de serviços.
setor terciário; assim como nos países ricos, profis-
                                                                 b) Dinamização da atividade industrial.
sionais especializados dividem esse setor com pres-
                                                                 c) Protecionismo da agricultura de subsistência.
tadores de serviço de pouca ou nenhuma qualifica-
                                                                 d) Desenvolvimento acelerado dos três setores eco-
ção profissional.
                                                                 nômicos.
c) O trabalho informal distribuído pelas diferentes
atividades do setor secundário está sempre vulnerá-
                                                                 10. (UGF/RJ) Observe a pirâmide etária abaixo
vel a diversos fatores, como variação cambial, ques-
tões de fronteiras e represálias policiais.
d) A abertura de pequenos negócios em espaços mais
carentes dos grandes centros urbanos, reflexo da
desorganização socioeconômica do país, tem incha-
do o setor terciário.
e) O quadro apresentado reflete a realidade vivencia-
da pelos países de economia planificada existentes
no chamado Mundo Bipolar.

7. (UGF/RJ) O desemprego pode ser classificado em
duas categorias: conjuntural e estrutural. O fator que
provoca o desemprego estrutural é:
a) O desenvolvimento de novas tecnologias.
b) O aumento exagerado do subemprego.
c) O emprego de métodos tradicionais de trabalho.
d) O fortalecimento da estrutura sindical.
                                                                 Essa pirâmide caracteriza um país:
e) O processo de êxodo urbano.
                                                                 a) Desenvolvido, com elevada expectativa de vida;
                                                                 b) Subdesenvolvido, com alta expectativa de vida;
8. (UNIFENAS/MG) Com base nos dados prelimina-
                                                                 c) Subdesenvolvido, com grande número de jovens;
res do Censo 2000, julgue os itens abaixo:
                                                                 d) Desenvolvido, com baixa expectativa de vida;
I - Desmitifica-se o mito da explosão populacional
                                                                 e) Subdesenvolvido, com reduzida taxa de natali-
no país, pois a taxa de crescimento demográfico veri-
                                                                 dade.
ficada continua em redução.
II - apesar de alguns avanços sociais, a distribuição
da renda não sofreu alteração na última década, per-
manecendo no país as fortes desigualdades regionais.
III - Houve significativo aumento da expectativa de
vida e da população masculina, que hoje supera a
população feminina, tendência verificada neste últi-
mo censo.
IV - Ao lado do envelhecimento da população, foi constata-
da uma destacável queda na taxa de analfabetismo, sendo


                                                                                                                       15
OS MOVIMENTOS                                        as. Segundo o IBGE, entre 1991 e 1996, São Paulo
                                                          recebeu 1,1 milhão de migrantes, mais de um quarto
 POPULACIONAIS NO BRASIL                                  do total do país no período.

             As migrações internas                               Fluxos migrantes para o exterior
O fluxo de migrantes para o Nordeste, em sua maior        Duas características marcam o fenômeno da migra-
parte originário da Região Sudeste, aumenta em rela-      ção em todo mundo, com reflexos no Brasil. De um
ção aos dados apontados pelo Censo de 1991 (período       lado há um fluxo de migrantes vindos dos países
1986/1991) e supera a Região Centro-Oeste em volu-        subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, que fo-
me de entrada de migrantes. No entanto, o saldo ain-      gem da crescente desigualdade social e econômica,
da é negativo: o número de pessoas que saem ainda é       do desemprego ou de guerra em seu país de origem.
maior que o de pessoas que entram na região.              De outro, o deslocamento de executivos, que ocu-
Na Região Centro-Oeste, apesar da menor atração, o        pam cargos de direção em grandes multinacionais com
saldo migratório é positivo e elevado. A Região Norte     altos salários.
reduziu a atração, mas continua recebendo mais gen-
te do que perdendo. Os novos dados indicam, tam-                      Os brasileiros no exterior
bém, que a atração aumenta na Região Sul e redu-
zem saídas, equilibrando o saldo migratório, antes        A partir de 1980, as sucessivas crises econômicas e
negativo.                                                 o decréscimo de ofertas de trabalho são fatores que
A Região Sudeste continua liderando a atração de          levam brasileiros a migrar para outros países. Cerca
migrantes, com acréscimo no volume de entrada de          de 1,5 milhão de brasileiros residem fora do país,
migrantes em relação ao período 1986/1991. Ocorre         concentrados em maior número no EUA, no Paraguai
aumento na entrada de migrantes originários da Re-        e no Japão.
gião Norte, Nordeste e Centro-Oeste e diminuição          Os imigrantes brasileiros, em geral, têm como meta
dos migrantes originários da Região Sul.                  trabalhar de uma a três anos em país desenvolvido,
O movimento dos migrantes entre os estados e mu-          mesmo que em funções menos qualificadas, para ga-
nicípios brasileiros cai durante toda a década de 90 e    rantir a economia necessária que lhes proporcione
se diversifica. O Amapá, Tocantins e Goiás, além do       melhores condições de vida ao retornar para o Bra-
Distrito Federal, são os novos centros de atração         sil. Nos países que os acolhem, grande parte ocupa
nessa primeira metade da década de 90. Os dois pri-       postos de trabalho recusados pela mão-de-obra lo-
meiros recebem pessoas procedentes da própria Re-         cal. Dessa forma, jovens profissionalmente bem qua-
gião Norte, além do estado do Maranhão. Os demais         lificados acabam executando tarefas de faxineiros,
acolhem grupos de nordestinos em seu conjunto. A          garçons, baby-sisteres. No Brasil, a cidade mineira
mudança de rota reflete, segundo os estudiosos, o         de Governador Valadares ficou conhecida pelo signi-
crescimento das oportunidades de trabalho e negó-         ficativo fluxo migratório rumo às cidades norte-ame-
cios nessas regiões. Esse é o caso do Centro-Oeste,       ricanas, principalmente Boston. Na Europa, Portu-
com empreendimentos agropecuários bem-sucedidos.          gal e Itália destacam-se na preferência dos imigrantes
O surgimento e a consolidação de novos pólos de           brasileiros.
atração têm possibilitado que um número cada vez          Outro fenômeno importante é o da entrada maciça
maior de migrantes se mova apenas entre estados           de trabalhadores brasileiros no Japão, os dekasse-
da própria região de origem, caracterizando, assim,       guis. De acordo com a legislação japonesa, só é per-
os movimentos migratórios intra-regionais. Aumen-         mitido o visto de trabalho aos nisseis, sanseis ou
tando em todo o país, a migração intra-regional tem       casados com descendentes japoneses. Geralmente,
maior destaque no Nordeste e no Sul, regiões mar-         esses imigrantes permanecem no país por um perío-
cadas por forte movimento de evasão nas últimas           do médio de três anos. E 1997, cerca de 202 mil bra-
décadas e que, com o crescimento econômico de suas        sileiros viviam no Japão.
cidades, metropolitanas e do interior, passaram a reter   Os dekasseguis desempenham atividades considera-
suas populações, além de atrair de volta os que ha-       das inferiores. A maior parte trabalha em indústrias de
viam migrado para outras regiões, tornando-se pólos       peças automobilísticas, eletrônica e elétrica e vive em
da migração de retorno. Além disso, a diminuição de       pequenos apartamentos ou alojamentos próximos ao
oportunidades no Sul e Sudeste incentivou a volta         local de trabalho. Os dekasseguis enfrentam intenso
de migrantes a suas regiões de origem.                    ritmo de trabalho diário e dificuldades de adaptação
Já os fluxos de longa distância, em particular aque-      oriundas das diferenças de língua e de costumes.
les com destino às fronteiras agrícolas, como Ron-        Os Brasiguaios representam outro grupo diferencia-
dônia, diminuíram na década passada. Entre os cen-        do no processo de imigração geralmente, provenien-
tros tradicionais de recepção de novas populações         te de estados como Mato Grosso e Paraná, são cam-
se matem apenas os estados do Espírito Santo, de          poneses, sem-terras que ultrapassam a fronteira
Santa Catarina e de São Paulo. Este último, mesmo         como Paraguai e se estabelecem em áreas agrícolas
com a diminuição no fluxo de migrantes, continua          na Região do rio Alto Paraná. O total de 351 mil bra-
sendo o estado que atrai o maior número de pesso-         sileiros residia no Paraguai em 1997.



16
Os trabalhadores especializados representam outro                    2. (CN) O grande número de imigrantes (principal-
fenômeno de imigração presente no Brasil é repre-                    mente italianos) que vieram para o Brasil depois da
sentado pelos estrangeiros de classe média, altamen-                 segunda metade do século XIX, foi atraído, princi-
te especializada. Originários de diversos países de-                 palmente
senvolvidos – como EUA, Inglaterra, Alemanha,                        a) Pela mineração
Espanha e França – são empresários, executivos, téc-                 b) Pela criação de gado nas estâncias do sul do país
nicos e funcionários de empresas multinacionais. Em                  c) Pelo renascimento da lavoura canavieira
geral, vêm como trabalhadores temporários para mo-                   d) Pela lavoura cafeeira
dernizar e incorporar padrões de qualidade ao siste-                 e) Pelo cacau e borracha
ma de produção das filiais, implantar empresas e
introduzir novas formas de gerenciamento. Em geral,                  3. (UERRJ) Pode-se dizer que os fluxos migratórios
esses trabalhadores qualificados permanecem no país                  entre Brasil e Japão conheceram dois momentos. No
por um período máximo de três anos. São raros os                     primeiro deles, ocorrido há quase 100 anos, o Brasil
casos que fixam residência definitiva.                               recebia imigrantes. Na atualidade, o fluxo se inver-
                                                                     teu e o país envia para o Japão os “dekasseguis”,
      DISTRIBUIÇÃO POR PAÍSES – 1997(*)                              descendentes dos imigrantes do primeiro momento.
                                                                     O que caracteriza a situação da maioria da popula-
            PAÍS                  % DO TOTAL
                                                                     ção migrante, no primeiro e no segundo momento,
           Estados Unidos               41,6                         respectivamente, está apontado no seguinte alter-
           Paraguai                     23,5                         nativa:
           Japão                        13,5                         a) .eram colonos atraídos pelo governo brasileiro
           Portugal                      2,9                         .chegam na condição de trabalhadores ilegais
           Argentina                     2,8                         b) .eram grandes proprietários da terra arruinados
           Itália                        2,1                         .exercem ofícios agrícolas em pequenas proprieda-
           Alemanha                      1,9                         des
           Reino Unido                   1,3                         c) .trabalhavam em atividades agrícolas de exportação
           Guiana Francesa               1,0                         .desempenham atividades pouco qualificadas no meio
           Espanha                       0,9                         urbano
                                                (*) Estimativa       d) .representam estrangeiros marginalizados no mer-
                      Fonte: Ministério das Relações Exteriores      cado de trabalho
                                                                     .possuem dupla nacionalidade com igualdade de di-
    EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO                                            reitos

                                                                     4. (VUNESP) Dentre os imigrantes que se dirigiram
1. (CN)
                                                                     para o Brasil no século XX, uma nacionalidade des-
                                                                     tacou-se pelo fato da maioria ter se fixado no Estado
                                                                     de São Paulo, embora grande parte tenha se dirigido
                                                                     para outros estados, como Paraná, Amazonas e Pará.
                                                                     No interior paulista, dedicaram-se ao cultivo do chá
                                                                     no Vale da Ribeira, do algodão e à criação do bicho-
                                                                     da-seda no oeste e aos hortifrutigranjeiros nos arre-
                                                                     dores da capital.
                                                                     O texto trata do imigrante
                                                                     a) Italiano;
                                                                     b) Espanhol;
                                                                     c) Japonês;
                                                                     d) Alemão;
                                                                     e) Holandês.


“Migrando atrás de novas terras, de safras agrícolas ou              5. (UFES)
rumo às cidades, os migrantes são resultados do pro-                    BRASIL – FLUXO MIGRATÓRIOS – 1940/1994
cesso político e econômico do país, (...)”
      (Valim, Ana. Migrações: Da Perda da Terra à Exclusão Social.
                                      São Paulo: ed. Atual, 1999)

A partir da charge e do texto, pode-se dizer que os
migrantes no Brasil são movidos por:
a) Garantia de sucesso nas áreas receptoras
b) Necessidade de sobrevivência econômica.
c) Produtividade nas áreas de fronteira agrícola.                    Os itens seguintes referem-se ao fenômeno migra-
d) Intensa proletarização das grandes cidades.                       tório representado nas figuras acima.
e) Promessa de emprego nas cidades médias.                           I - Fluxo migratório em direção ao oeste brasileiro,


                                                                                                                     17
contribuindo para acelerar o processo de urbaniza-             A partir do texto, as mudanças nas relações entre a
ção no país e perda gradativa da influência do Sudes-          economia paulista e algumas áreas do Nordeste, no
te como região de imigração.                                   que tange ao emprego, podem ser traduzidas pela
II - Predominância dos fluxos migratórios inter-regi-          seguinte afirmação:
onais com ênfase à viagem dos paus-de-arara em di-             a) A crise econômica do Centro-Sul estimula as mi-
reção ao Sudeste e ao Centro-Oeste.                            grações de reforço e a criação de empregos mais ba-
III - Surgimento de pólos regionais, de fluxos migra-          ratos no Nordeste;
tórios intra-regionais ou intra-estaduais, e consoli-          b) A política de incentivos fiscais do governo paulista
dação do processo de urbanização do país.                      expulsa empresas e impulsiona o trabalho mais qua-
A seqüência dos itens que descreve esse fenômeno               lificado no Nordeste;
migratório é:                                                  c) A saturação da cidade de S.P. força a desconcen-
a) I, II, III.    b) I, III, II.   c) II, I, III.              tração industrial e estimula a absorção de empresas
d) II, III, I.    e) III, II, I.                               paulistas por nordestinas;
                                                               d) A ação do governo nordestino abre novas possibi-
6. (UERJ)                                                      lidades de investimentos e dificulta a solução de pro-
                                                               blemas de poluição industrial e Sudeste.
            IRACEMA VOOU
            Iracema voou
                                                               8. (UFRN) O fluxo migratório de brasileiros tem so-
            Para a América
                                                               frido grandes transfomações. Nas três últimas déca-
            Leva roupa de lã
                                                               das, o Paraguai se constituiu o segundo destino da
            E ainda lépida
                                                               emigração nacional.
            Vê um filme de quando em vez
                                                               Esse fato se deve à(ao)
            Não domina o idioma inglês
                                                               a) Incentivo à colonização, pelo governo paraguaio,
            Lava chão numa casa de chá
                                                               na região fronteiriça.
                                                               b) Disponibilidade de áreas agrícolas com preço infe-
            Tem saído ao luar                                  rior ao das terras do centro-sul brasileiro.
            Com um mímico                                      c) Perseguições políticas a grupos de trabalhadores
            Ambiciona estudar                                  rurais.
            Canto lírico                                       d) Sistema produtivo, que concentra melhores opor-
            Não dá mole pra policia                            tunidades de emprego.
            Se puder, vai ficando por lá
            Tem saudade do Ceará                               9. (C.M. – BARRA DO PIRAÍ/RJ) A migração campo-
            Mas não muita                                      cidade nos países industrializados tem como causa
            Uns dias, afoita                                   fundamental:
            Me liga a cobrar                                   a) O baixo rendimento agrícola
            É Iracema da América                               b) A escassez de terras agriculturáveis
                             (Chico Buarque de Holanda)        c) A substituição da atividade agrícola pela secunda-
                                                               rista
A explicação adequada para a imigração de brasilei-            d) A liberação da mão-de-obra com a mecanização rural
ros, como a de Iracema, referida na letra da canção,
é a:                                                           10. (CESGRANRIO) A respeito da presença nipônica
a) Política de imigração do governo americano, que             no Brasil, completando 90 anos em 1998, é correto
facilita a absorção no mercado de trabalho.                    afirmar que os primeiros japoneses que aqui chega-
b) Falta de perspectivas no mercado de trabalho, que           ram:
motiva procura de alternativas no exterior.                    a) Entraram em conflito com alemães, italianos e
c) Estrutura de concentração de terra, que promove             poloneses.
a expulsão de trabalhadores nordestinos.                       b) Fundaram inúmeras cidades no Sul do Brasil.
d) Desqualificação para o trabalho, que estimula a             c) Criaram colônias agrícolas em todo o Centro-Oeste.
busca por ocupações compatíveis com as condições               d) Concentraram-se no Estados de São Paulo e do
de origem.                                                     Pará.
                                                               e) Dispersaram-se ao longo de todo o litoral.
7. (UERJ) “Em 1989, quase todos os 407 operários da
cidade de Pacajus (Ceará) estavam na fábrica de suco e         11. (CESGRANRIO)Na história da imigração para o
castanha-de-caju, Jandaia. Hoje, a cidade abriga a fábrica     Brasil, no século XX, há de se destacar a Lei de Co-
de jeans da Vicunha, a Regesa, produtora de papel, e uma       tas, de 1934. por essa lei, só poderiam ingressar,
cadeia de fornecedores. O número de empregos chegou a          anualmente, até 2% do total de imigrantes de uma
5.188, um salto de 1.147%. ‘São Paulo já foi o Eldorado de     mesma nacionalidade já estabelecidos no país nos
todo cearense’, diz o mecânico de tecelagem Genival Soa-       50 anos anteriores. Com isto, o Governo federal vi-
res da Silva, que morou nove anos na capital paulista.         sava a diminuir a importância política da mão-de-
‘Mas o futuro está aqui’, completa o operário, que ganha R$    obra operária de origem:
550,00, metade do que recebia em São Paulo”.                   a) Italiana.       b) Portuguesa. c) Japonesa.
                  (Adaptado de Folha de São Paulo, 19/09/99)   d) Sirio-libanesa. e) Coreana.



18
12. (CESGRANRIO)                                            b) NORDESTE: deixou de ser uma área de saída de
                                                            população, estancando o seu fluxo migratório para a
         NORDESTE: Movimentos sazonais                      Região Sudeste.
                                                            c) SUDESTE: deixou de ser uma área de entrada de
                                                            população para se tornar uma região de expressiva
                                                            evasão populacional.
                                                            d) SUL: tornou-se uma das principais áreas de saída
                                                            de população, sobretudo para as regiões Centro-Oeste
                                                            e Norte do país.
                                                            e) NORTE: transformou-se na principal área de en-
                                                            trada de população, recebendo equilibradamente ha-
                                                            bitantes de todas as demais regiões do país.

                                                            3. (CESGRANRIO) A imigração estrangeira teve pa-
                                                            pel importante na formação da estrutura populacio-
                                                            nal do Brasil. Sobre esse fluxo migratório, pode-se
                                                            afirmar que os:
                                                            I – eslavos, os italianos, os alemães e os poloneses
                                                            concentraram-se na região sul do país, onde se ins-
                                                            talaram no final do século XIX, o que explica, em
                                                            boa parte, a predominância de brancos entre a popu-
                                                            lação sulista;
                                                            II - japoneses, chegando, em grande parte, a partir
A população sertaneja que se desloca nas estações
secas encontra na Zona da mata uma demanda por              de 1908, concentraram-se em São Paulo e no Pará,
mão-de-obra sazonalmente aquecida pela:                     dedicando-se nesse último estado, à agricultura da
a) Formação de pastagens novas em áreas de matas.           pimenta-do-reino;
b) Realização da colheita de cana-de-açúcar.                III - negros, oriundos da África são mais numerosos
c) Necessidade de replantio de velhos cafezais.             no nordeste, primeira grande área de atração popu-
d) Implantação de grandes projetos de reflorestamento.      lacional do Brasil.
e) Ocorrência do plantio de lavouras de algodão.            Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
                                                            a) I apenas.         b) I e II apenas.
13. (UGF/RJ) “Maria mora em Nova Iguaçu, na Baixada         c) I e III apenas. d) II e III apenas.
Fluminense. Ela é empregada doméstica e trabalha em         e) I, II e III.
Copacabana, na zona sul carioca. Todos os dias acorda
às quatro horas da manhã para pegar o trem e o ônibus,      4. (CESGRANRIO) No verão, os pastores se dirigem,
enfrentando três horas de viagem.                           com seus rebanhos, para as altas montanhas da zona
No dia 15 de novembro de 2001, a passagem aumentou,         temperada, devido aos bons pastos que existem aci-
embora a qualidade do transporte continuasse a mesma.       ma da zona florestal. Esse movimento migratório é
São 17 horas. Vai começar o retorno para sua residência.”   conhecido como:
A situação descrita no texto acima caracteriza um           a) Pendular.   b) Diário.       c) Transumância.
tipo de migração existente nas regiões metropolita-         d) Definitivo. e) Êxodo rural.
nas do país. Esse tipo de migração denomina-se:
a) Êxodo rural b) Pendular.        c) Transumância.         5. (UNIRIO)
d) Emigração.     e) Imigração.                             Os anos 90 estão mudando o Brasil
                                                            O gráfico a seguir demonstra uma mudança no com-
    EXERCÍCIOS PROPOSTOS                                    portamento da população brasileira.
                                                                    Número de migrantes em milhões
1. (CN) Os italianos se fixaram no Rio Grande do Sul
e preferiram ocupar.
                                                                      3,5       3,1
a) A franja litorânea                                                  3                    2,7
b) Os vales dos rios                                                  2,5
c) As depressões                                                       2
d) As planícies                                                       1,5
e) Os topos dos planaltos
                                                                       1

2. (UFF) A alternativa que apresenta uma relação cor-                 0,5
reta com as recentes mudanças na mobilidade espa-                      0
                                                                            1980-1991   1991-1996
cial da população brasileira é:
a) CENTRO-OESTE: mantém-se como uma área de
saída de população, principalmente para a Região            Quanto às características do processo apresentado
Sudeste.                                                    no gráfico é correto afirmar que:


                                                                                                           19
a) Na década de 90 houve uma diminuição do ritmo
de migrações dos pequenos municípios para as cida-
des médias.
b) Atualmente o intenso movimento migratório é de
nordestinos para a região Sudeste, que representa
um pólo de tração populacional.
c) Entre 1991 e 1996, acentua-se o êxodo rural, tor-
nando-se o mais importante movimento populacio-
nal interno.
d) A partir dos anos 90, passaram a predominar flu-
xos migratórios de âmbito intra-regional ou intra-
estadual.
e) As regiões metropolitanas registraram, hoje, altas
taxas de crescimento em virtude dos movimentos de
migração de retorno.

6. (UERJ) “Mano velho, mando as primeiras notícias des-
de que deixei você e a família no nosso lugar. As dificul-
dades são muitas. A chuva não falta, embora tenha uma
época em que diminui um pouco. Já a terra não é tão fértil
quanto parecia: se a gente não cuida, ela logo cansa, por-     b) O fluxo migratório de sulistas começou a partir
                                                               das zonas coloniais do Rio grande do Sul para o oes-
que a água só leva o que ela tem de bom. E somente
                                                               te de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná, acompa-
quando se derruba aquela mata densa é que se vê que o
                                                               nhando as regiões de mata, mas hoje ocorre, tam-
chão não é plano, e sim ondulado. Com isto, e ainda mais
                                                               bém, em regiões de cerrado do centro Oeste.
a distância até o rio, tudo fica mais difícil.
                                                               c) Ao contrário dos migrantes nordestinos, muitos
De qualquer maneira, ainda está dando para levar melhor        pobres, os sulistas são, na maioria, grandes empre-
do que aí na terra; pelo menos aqui não tem que ficar          sários que possuem muito capital para investir nas
pedindo licença a usineiro para plantar umas coisinhas...”     indústrias nascentes no Norte e Centro-Oeste.
Imagine que o trecho acima seja de uma carta escri-            d) Um dos produtos mais difundidos pelos sulistas é
ta por um migrante para sua família.                           o trigo, cujas novas sementes permitem o seu culti-
De acordo com os elementos nela contidos, a alter-             vo, hoje, inclusive em áreas de clima equatorial como
nativa que expressa, respectivamente, as áreas de              a Amazônia.
imigração e emigração, é:                                      e) Um dos principais motivos que levam os sulistas
a) Campos do Sul – Mata de Araucária.                          a deixarem o Sul em direção às fronteiras agrícolas é
b) Cerradões do Centro-Oeste – Agreste.                        a extinção das terras agriculturáveis na região e o
c) Caatinga do Nordeste – Pampa Gaúcho.                        fracionamento excessivo dos antigos latifúndios.
d) Terra-firme na Amazônia – Zona da Mata Nordestina.
                                                               9. (ESA) Algumas regiões brasileiras desenvolveram-
7. (UERJ) “Laércio Pereira da Silva, 18, veio do interior      se em função dos grupos étnicos que atraíram, bem
da Bahia para trabalhar durante quatro meses na colheita       como das atividades introduzidas pelos mesmos no
do café(...). Segundo o sindicato dos trabalhadores ru-        local. Assinale a alternativa correta:
rais(...), cerca de 25 mil trabalhadores migram do norte       a) Os alemães do vale do rio Itajaí-açu dedicam-se
de Minas gerais e do sul da Bahia para a região cafeeira       à extração mineral, sobretudo o ferro, manganês e
de Patrocínio (Triângulo Mineiro) nesta época (julho).” (FO-   carvão.
LHA DE SÃO PAULO, 07/08/98)                                    b) Os negros do Recôncavo baiano introduziram, na
A utilização de mão-de-obra migrante pela economia             região, o cultivo de algodão, destacando-se como um
                                                               dos primeiros grandes ciclos econômicos da História
cafeeira explica-se por:
                                                               do Brasil.
a) Necessidade de replantio anual do cafezal, obri-
                                                               c) No vale do rio Paraíba do Sul, os italianos introdu-
gando à contratação de um contingente extra de agri-
                                                               ziram, com sucesso, a cultura da soja.
cultores.
                                                               d) O vale do Ribeira do Iguape concentrou japoneses
b) Sazonalidade na cultura do café, implicando uma
                                                               que se dedicam ao cultivo do chá.
variação da necessidade de trabalhadores ao longo
                                                               e) Os povos de origem eslava predominam no Para-
do ano.
                                                               ná, onde se dedicam, principalmente, ao comércio
c) Ocorrência da seca no sertão mineiro e baiano,              varejista.
liberando trabalhadores da cultura de cana-de-açú-
car na região.                                                 10. (C.M.-NOVA FRIBURGO/RJ) Ao iniciar sua aula
d) Organização de frentes de trabalho no triângulo             sobre migrações internas, o professor escreveu no
Mineiro pelo governo federal, atraindo migrantes para          quadro de giz as seguintes estrofes de uma música
a cafeicultura.                                                popular dos meados do nosso século:
                                                                         “Quatro horas da manhã
8. (UFF) O mapa a seguir mostra um dos principais                        Sai de casa o Zé marmita
fluxos migratórios das últimas décadas no Brasil, o                      Pendurado na porta do trem
dos Sulistas ou “Gaúchos”.                                               Zé marmita vai e vem”


20
O tipo de migração demonstrado na música pode ser             a) O constante deslocamento de trabalhadores nor-
classificado como:                                            destinos para o centro-sul do país acaba inviabilizan-
a) inter-regional b) transumância                             do projetos econômicos para o nordeste, já que, além
c) êxodo rural     d) pendular                                de uma mão-de-obra desqualificada, a região acaba
e) sazonal                                                    gerando um mercado consumidor reduzido e, conse-
                                                              qüentemente, uma área de repulsão demográfica.
11. (UNIRIO) das afirmativas abaixo, sobre as mi-             b) O nordestino migra para o centro-sul do país, na
grações no Brasil, apenas uma NÃO é verdadeira. As-           maioria das vezes, por falta de opções em sua terra
sinale-a;                                                     natal, onde uma estrutura política-socioeconômica
a) A imigração foi muito importante no período de             arcaica e um crescimento vegetativo elevado contri-
1850 até 1834.                                                buem para incompatibilizar a fixação deste povo e
b) A migração rural-urbana ou êxodo rural se acele-           sua região de origem.
rou após 1950.                                                c) O deslocamento gradativo de nordestinos para
c) A migração rural-rural, de uma área agrícola para          outras regiões do país obedece a um ciclo normal,
outra, sempre foi de pouca importância.                       onde as regiões mais desenvolvidas tendem a com-
                                                              portar-se como áreas de atração e as menos favore-
d) As migrações pendulares nas grandes cidades vêm
                                                              cidas como de repulsão populacional.
aumentando de intensidade desde a década de 50.
                                                              d) O Nordeste, por possuir uma grande deficiência
e) As transformações econômicas que ocorrem no
                                                              em termos cultural, econômico e social, acaba en-
centro-sul têm provocado uma grande mobilidade
                                                              frentando problemas maiores do que as demais regi-
populacional.
                                                              ões do país, principalmente numa época em que a
                                                              economia encontra-se cada vez mais globalizada.
12. (UGF/RJ) “No Brasil esse tipo de migração é prati-        e) O êxodo-rural é o elemento fundamental para en-
cada em vários lugares do país. No Nordeste ocorre en-        tendermos a migração nordestina, onde a mecaniza-
tre o Sertão e o agreste e a Zona da Mata. Após a colheita    ção da agricultura expulsa grande parte do povo rural
do feijão e do milho em suas pequenas propriedades,           para os grandes centros urbanos.
trabalhadores deslocam-se para a Zona da mata, aonde
vão se empregar no trabalho sazonal do corte da cana-de-      2. (PUC/RJ) “A migração tem sido ao longo da história,
açúcar, retornando para suas propriedades ao término          um elemento importante na dinâmica demográfica e econô-
da safra”. (ADAS, Melhem e Sérgio ADAS – colaborador;         mica brasileira. Seja através das migrações do além-mar,
panorama Geográfico do Brasil: contradições, impasses         em um primeiro momento, seja em função da mobilidade
e desafios sócioespaciais. São Paulo: Modema, 1998, pág.
                                                              interna posteriormente, o fato é que o fenômeno migratório
517 – adaptado).
                                                              não pode ser desconsiderado quando se pretende enten-
O movimento populacional descrito no texto recebe
                                                              der ou mesmo descrever a trajetória populacional do país.”
o nome de:
                                                              (CUNHA, José Marcos P. da. A mobilidade intra-regional na metró-
a) Êxodo urbano. b) Imigração.                                pole; Consolida-se uma questão. Travessia – revista do migrante,
c) Transumância. d) Migração diária.                          nº 23 – 1995. CEM – São Paulo).
e) Pendular urbana.                                           Com relação aos diferentes momentos das migrações,
                                                              durante o século XX, no Brasil, qual das alternati-
  EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO II                                    vas NÃO faz uma correlação correta?
                                                              a) Até a crise de 29: economia agroexportadora; des-
                                                              taque da imigração estrangeira.
1. (CN)                                                       b) Período pós-30: Industrialização restringida; flu-
           “(...) ta vendo aquele colégio, moço?              xos populacionais para as fronteiras agrícolas e para
           eu também “trabaiei” lá                            as grandes cidades.
           lá eu quase me arrebento                           c) Entre as décadas de 50 e 70: Industrialização avan-
           fiz a massa, pus cimento                           çada: intensa mobilidade inter-regional e interesta-
           ajudei a rebocar                                   dual; direção Sudeste destacadamente São Paulo.
           minha “fia” inocente                               d) Década de 80: Crise, redução da mobilidade inte-
           vem pra mim toda contente                          restadual; migração de retorno.
           Pai, vou me matricular                             e) Década de 90: Recuperação econômica: ressurgi-
           mas me diz um cidadão: criança de pé no chão       mento dos grandes fluxos inter0regionais; direções
           aqui não pode estudar                              NE-SE e Sul-Norte.
           essa dor doeu mais forte
           porque é que eu deixei o norte                     3. (VASSOURAS/RJ) Assinale as características corre-
           eu me pus a dizer: lá seca castigava               tas das migrações internas no Brasil entre 1950 e 1980.
           mas o pouco que eu plantava                        a) Incorporação da Amazônia; grandes deslocamen-
           tinha direito de comer...”                         tos Nordeste-Norte e Centro-Oeste-Norte.
                                                              b) Intensificação da industrialização. Grande mobili-
                                  (Cidadão – Lúcio Barbosa)   dade inter-regional, com predomínio de fluxos para o
Os versos acima retratam a realidade de boa parte             Sudeste.
da população nordestina, que parecem ter se torna-            c) Economia agrário-exportadora; migração estrangeira.
do “um povo errante” dentro de seu próprio país.              d) Indústria manufatureira; fluxos de áreas de ex-
Conhecendo a dinâmica política-socioeconômica des-            pansão agrícolas e cidades médias.
ta região, assinale a alternativa que faça referência         e) Industrialização substitutiva; migração de retorno
correta a uma causa desta realidade.                          cidade-campo.


                                                                                                                        21
4. (UFRURJ/RURAL) O êxodo rural, o crescimento              Assinale a alternativa em que os fatores explicam a
desordenado das cidades, a especulação imobiliária,         rapidez com que o campo tem jogado os trabalhado-
a ocupação operaria das zonas suburbanas e as ci-           res rurais em direção aos centros urbanos.
dades dormitórios são componentes articulados da            a) Estímulo à agricultura de subsistência, mecaniza-
realidade populacional brasileira que implica no mo-        ção agrícola e modernização do sistema de trabalho.
vimento migratório.                                         b) Prática da cooperação agrícola, concentração fun-
a) Inter-regional   b) Urbano-rural                         diária e centralização de capital na cidade.
c) Sazonal          d) Pendular                             c) Concentração fundiária, mecanização agrícola, al-
e) Transumante                                              teração nas relações de trabalho e alocação do capi-
                                                            tal no campo.
5. (ALFENAS/MG) A respeito do processo migratório           d) Fascínio pela cidade, desenvolvimento das colôni-
Nordeste/Sudeste no Brasil, na década de 80, é COR-         as agrícolas e práticas do sistema policultor.
RETO afirmar que:                                           e) Especulação imobiliária, segregação social e ins-
a) A onda migratória em direção ao Sudeste, particu-        talações de comunas populares.
larmente para a Grande São Paulo, continuou inal-
terada.                                                     9. (UFPI) Importantes movimentos migratórios vêm
b) A região Sudeste apresentou um fenômeno inédito          ocorrendo no Brasil, nos últimos 20 anos, destacan-
pois, pela primeira vez, o saldo migratório foi negativo.   do-se entre estes as migrações rural-urbanas. Sobre
c) A promessa do governo em realizar a transposição         este assunto, marque a alternativa correta.
do rio São Francisco para a região da seca nordestina       a) Trata-se de migrações pendulares que ocorrem nos
influi na redução do fluxo migratório.                      grandes centros urbanos, especialmente nas princi-
d) As políticas governamentais de apoio aos nordes-         pais metrópoles.
tinos afetados pela seca começaram a surtir efeito,         b) São migrações inter-regionais aceleradas pelo pro-
contribuindo para reduzir a migração.
                                                            cesso industrial que se deu em todas as regiões bra-
e) O aparecimento do MST (Movimento dos Trabalha-
                                                            sileiras.
dores Rurais Sem-Terra) na região Amazônica deslo-
                                                            c) São as migrações que vêm ocorrendo para as cida-
cou a migração nordestina para aquela região em
                                                            des do Nordeste em função da ampla mecanização
busca dos assentamentos.
                                                            do campo nesta região.
                                                            d) Constituem-se da saída de pessoas do campo para
6. (PUC/RS) Os brasiguaios são o resultado da ex-
                                                            as cidades, tanto por fatores de modernização como
pulsão de milhares de agricultores do sul do Brasil,
                                                            de estagnação do campo.
iniciada na década de 50. O seu retorno às terras
                                                            e) São as migrações que vêm ocorrendo na Região
brasileiras constitui mais um problema social. O país
                                                            Nordeste para o Centro-Sul, em função do cresci-
que abrigou esses indivíduos e o principal Estado
repulsor são, respectivamente:                              mento industrial desta região.
a) Uruguai e Paraná.
b) Paraguai e Rio grande do Sul.                            10. (UFRURJ) “As grandes migrações são, aliás, uma
c) Bolívia e Santa Catarina.                                resposta e representam, na maior parte dos casos, uma
d) Uruguai e Rio Grande do Sul.                             queda no valor individual: o abandono não desejado da
e) Paraguai e Paraná.                                       rede tradicional de relações longamente tecidas através
                                                            de gerações; a entrada já como perdedor em outra arena
7. (FAPA/S) Nos vales da Serra Geral, bem como da           de competições cujas regras ainda tem que aprender; a
Depressão Periférica contígua, no Rio Grande do Sul,        ruptura cultural com todas as suas seqüelas e todos os
processou-se uma forma de ocupação territorial dis-         seus reflexos. A maior parte das pessoas não é, hoje,
tinta da que ocorreu na Campanha Gaúcha. O agen-            diretamente responsável por estar aqui e não ali, vítimas
te responsável pela ocupação dos referidos vales foi        de migrações que podem ser qualificadas de forçadas.”
sobretudo o                                                 (Adap. De OLIVA, Jaime e GIANSANTI, Roberto. Temas
a) bandeirante vindo de São Paulo                           da geografia do Brasil. São Paulo, Atual, 1999. p.326)
b) imigrante alemão                                         O que melhor traduz a natureza do processo acima é:
c) imigrante açoriano                                       a) A oportunidade de trabalho não é determinante
d) imigrante italiano                                       para as migrações.
e) lagunense tropeiro de gado.                              b) Essa migração, embora de difícil adaptação, é do
                                                            tipo diária ou pendular.
8. (UEPB) A ilustração abaixo mostra que os fluxos          c) A adaptação cultural do migrante e demorada, mas
migratórios são uma constante no espaço brasileiro.         acaba inevitavelmente acontecendo.
                                                            d) A necessidade determina a migração, que se torna
                                                            involuntária e sofrida.
                                                            e) Nessas migrações, a queda no valor individual é
                                                            decorrência exclusiva dos salários.

                                                            11. (VASSOURAS/RJ) Na reorganização do espaço
                                                            brasileiro nas últimas décadas, tiveram papel rele-
                                                            vante as migrações inter-regionais.
                                                            A respeito desse assunto, assinale a afirmativa FALSA.
                                                            a) A Região Nordeste é a que mais foi marcada pelos
                                                            efeitos das emigrações de sua população.


22
b) Os movimentos migratórios na década de 90 foram         POPULAÇÃO URBANA                DISTRIBUIÇÃO REGIONAL (em %)
menos intensos do que os verificados em décadas
                                                          REGIÕES           1999(*) 1996           1991      1980     1970 1960
anteriores.
c) Em relação à imigração estrangeira, o Brasil sem-      Norte                    -     622,35    59,04     50,32    45,13 37,38
pre adotou políticas de atração, captação e irrestrito
                                                          Nordeste                63,6    65,21    60,25     50,46    41,81 33,89
apoio a este tipo de fluxo.
d) As Regiões Norte e Centro-Oeste foram as que,          Sudeste                 88,7    89,29    88,02     82,81    72,68 57,00
mais recentemente, receberam fortes correntes mi-         Sul                     78,4    77,21    74,12     62,41    44,27 37,10
gratórias.
                                                          Centro-Oeste            81,8    84,42    81,28     70,84    48,04 34,22
e) A Região Sudeste foi, em décadas anteriores, o
destino de grandes levas de imigrantes.                   Total                   79,7   78,36 75,59 67,59 55,92 44,67
                                                                            (*)   Informação não disponível para a Região Norte
12. (ENEM)                                                                                                               Fonte: IBGE

                                                         Nos anos 70, a população urbana soma 52 milhões
                                                         contra 41 de moradores nas áreas rurais. As grandes
                                                         cidades, por concentrar o maior número de fábricas,
                                                         são as que mais atraem os trabalhadores vindos do
                                                         campo. Nesse período, a capital de São Paulo recebe
                                                         aproximadamente 3 milhões de migrantes de diver-
                                                         sos estados. A Região Sudeste destaca-se como a
                                                         mais urbanizada. Entre 1970 e 1980, a expansão ur-
                                                         bana mantém-se em níveis elevados (4,44% ao ano),
O problema enfrentado pelo migrante e o sentido da
expressão “sustança” expressos nos quadrinhos,           e, no final da década, 67% dos brasileiros já residem
podem ser, respectivamente, relacionados a               em centros urbanos. Em 1980, todas as regiões bra-
a) rejeição c/ alimentos básicos.                        sileiras têm nas cidades a maioria dos seus habi-
b) discriminação / força de trabalho.                    tantes.
c) falta de compreensão / matérias-primas.
d) preconceito / vestuário.                                               POPULAÇÃO URBANA - 2000
e) legitimidade / sobrevivência.                         100                                         90,52
                                                                              86,79
                                                                                                                 80,94     81,25
                                                          80      69,87                    69,87
O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO                                 60
    E METROPOLIZAÇÃO
                                                          40
        NO BRASIL
                                                          20
             A urbanização brasileira                      0
                                                                Norte      Centro- Nordeste Sudeste             Sul       Brasil
A grande maioria da população brasileira – 81,23%
                                                                           Oeste
dos habitantes – reside em áreas urbanas.
Em 1999, segundo a pesquisa Nacional por amostra         O processo de urbanização diminui nos anos poste-
de Domicílios (Pnad), do IBGE, a Região Nordeste         riores, mas as áreas rurais passam a registrar cres-
tinha uma das maiores taxas de urbanização, mas          cimento negativo pela primeira vez, por causa da re-
em 2000 foi desbancada pelo Centro-Oeste. Essa re-       dução de sua população em números absolutos. Entra
gião e o Sudeste apresentam os maiores índices de        1991 e 1996, as cidades ganham cerca de 12,1 mi-
urbanização de 86,73% e 90,52%, respectivamente.         lhões de habitantes, o que resulta na elevada taxa
O processo de urbanização no Brasil começa na dé-        de urbanização de 78%. O ano de 1996 é um marco
cada de 40. A expansão das atividades industriais        na superioridade numérica da população urbana em
em grandes centros atrai trabalhadores das áreas         todos os estados brasileiros. O último a fazer a tran-
rurais, que vêem na cidade a possibilidade de rendi-     sição é o maranhão, que até 1991 apresentava a maior
mentos maiores e melhores recursos nas áreas de          parte da população em áreas rurais.
educação e saúde.                                        Na mesma década de 90, porém, o surgimento de
O Brasil deixa de ser um país essencialmente agríco-     novos postos de serviços desvinculados da agricul-
la no final da década de 60, quando a população urba-    tura nas áreas rurais tende a diminuir o êxodo do
na chega a 56%. Para essa mudança contribui a me-        campo. Prestação de serviços, construção civil, co-
canização das atividades de plantio e colheita no        mércio e área social são setores em crescimento nas
campo – que expulsa enormes contingentes de traba-       áreas rurais e já chegam a garantir rendimentos
lhadores rurais – e a atração exercida pelas cidades     mensais maiores que os da cidade.
como lugares que oferecem melhores condições de vida     A maioria dos migrantes não tem escolaridade nem
com mais acesso à saúde, educação e emprego.             experiência profissional, o que faz com que aceitem


                                                                                                                               23
empregos mal remunerados e se sujeitem a traba-                    Colar
lhos temporários ou atividades informais para so-                  Metropolitano         390.749      469.393      78.644    2,08
breviver, como as de camelô ou vendedor ambulante.                 de Belo Horizonte
Os baixos rendimentos levam esse trabalhador para                  Vale do Aço             38.884     399.442      60.558    1,86
as periferias das grandes cidades – com freqüência,                Colar
loteada por favelas e moradias irregulares e por isso,             Metropolitano
                                                                                         159.672      163.313       3.441    0,24
mais baratas. Muitas dessas residências, feitas de                 do Vale do Aço

modo precário e com materiais frágeis, são erguidas                Grande Vitória       1.126.618    1.425.788    299.150    2,68
próximas a margens de córregos, charcos ou terre-                  Rio de Janeiro       9.814.574   10.872.768   1.058.194   1,15
nos íngremes e enfrentam o risco de enchentes e                    São Paulo           15.444.941   17.834.664   2.389.723   1,63
desmoronamentos em estações chuvosas.                              Baixada Santista 1.220.249        1.474.665    254.416    2,15
A distância das áreas ventrais dificulta o acesso des-             Campinas             1.866.035    2.333.230    467.205    2,54
sa população aos serviços de saúde e à educação, e
                                                                   Curitiba             2.063.654    2.725.629    661.975    3.17
as periferias atendem precariamente a suas neces-
                                                                   Londrina              551.018      647.760      96.742    1,83
sidades básicas de abastecimento de água, luz, es-
                                                                   Maringá               381.369      423.898      92.329    2,46
goto e transportes públicos. Faltam, creches para os
filhos das mulheres que trabalham, a alimentação                   Florianópolis         530.621      708.391     127.770    3,29

insuficiente ou de má qualidade contribui para o sur-              Área de Expansão
                                                                                           98.562     106.772       8.210    0,90
gimento de doenças e desnutrição infantil e as pou-                de Florianópolis
cas opções de lazer para os adolescentes favorecem                 Vale do Itajaí        320.374      399.498      79.124    2,51
a eclosão da violência.                                            Área de Expansão
                                                                                         113.326      138.816      25.490    2,30
Nas últimas décadas, o movimento em direção às                     do Vale do Itajaí
áreas periféricas é significativo nas regiões metro-               Norte/Nordeste
politanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Hori-                 Catarinense           383.622      471.893      68.271    2,35
zonte e Salvador e pode ser observado na dimensão                  Área de Expansão
da população de usas áreas metropolitanas que pros-                do Norte/Nordeste 354.254          451.439      99.185    2,81
peram a taxas médias de 2,4 ao ano. São Paulo, Rio                 Catarinense
de Janeiro e Salvador são as metrópoles que mais                   Porto Alegre         3.347.010    3.655.834    508.824    1,70
enfrentam esse tipo de problema.                                   Goiânia              1.227.016    1.636.465    409.449    3,28
 A rápida urbanização faz co que as cidades vizinhas,
                                                                   Região Integrada de
ou um município e seus subúrbios, aumentem de                      Desenvolvimento 2.149.921         2.943.420    793.499    3,59
tamanho e, em conseqüência, formem um só con-                      do Distrito Federal
junto. Esse processo, chamado conurbação, eclode                   Total das Regiões
no Brasil em 1980 e prolonga-se na década de 90 em                 Metropolitanas      56.850.892   67.898.496 11.047.604    2,01
diversas regiões. A instituição de região metropoli-
                                                                   Brasil           146.825.475 169.590.693 22.765.218       1,63
tana, porém, apresenta sérios problemas quando não
                                                                                       Fonte: Censos Demográficos, 1991 e 2000/IBGE
se criam os serviços necessários, como transporte
público e habitação, para atender ao crescimento da               Em 2000, o Brasil alcança o total de 28regiões metro-
população desse conjunto de cidades.                              politanas em todo o país.
O espaço produtivo das grandes cidades já cede lugar              No número de habitantes que vivem nestas regiões
as expansões das médias e pequenas cidades do in-                 atinge a faixa de 88 milhões que corresponde a 40%
terior, dotadas de infra-estrutura mínima para o de-              da população total. Apenas nas três maiores – São
senvolvimento produtivo. As capitais regionais já co-             Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte – vivem qua-
operam com os maiores investimentos econômicos dos                se 20% da população do país.
seus respectivos estados. Esse avanço se deve ao                  A taxa média de crescimento das regiões metropoli-
desenvolvimento das economias globalizadas.                       tanas entre 1991 e 2000 é de 2,01%, enquanto a das
                                                                  não-metropolitanas é de 1,38%. Rio de janeiro e Re-
 REGIÕES               POPULAÇÃO           CRESC.     TAXA MÍN.   cife foram as regiões que menos cresceram com ta-
                                          ABSOLUTO        DE
 METROPOLITANAS     1991        2000      1991/2000     CRESC.    xas anuais médias de 1,15% e 1,50%, respectivamen-
                                                       ANUAL(%)
                                                      1991/2000   te. No mesmo período, as metrópoles que mais
 Belém            1.401.305   1.794.981    193.676      2,82      cresceram foram Distrito Federal, com taxa média de
 São Luís          820.137    1.068.436    248.299      3,01
                                                                  3,59%, e Florianópolis, com 3,29%.
                                                                  A população das capitais tem crescido mais lenta-
 Fortaleza        2.401.878   2.975.703    573.825      2.43
                                                                  mente do que a do interior. Rio de Janeiro e São
 Natal             826.208    1.040.169    213.961      2,62
                                                                  Paulo apresentam até 2000 as taxas mais baixas
 Recife           2.919.979   3.335.704    415.725      1,50
                                                                  entre todas.
 Maceió            786.643     987.973     201.330      2,59      No entanto, nos municípios periféricos das capitais,
 Salvador         2.496.523   3.018.285    521.764      2.15      que na maioria dos casos pertencem à região metro-
 Belo Horizonte   3.515.542   4.342.367    826.825      2,40      politana, as taxas de crescimento médio giram em



24
torno de 5% ao ano. No Rio de Janeiro, esse proces-               5. (UERJ) “No rearranjo espacial do sistema, as gran-
so está ocorrendo principalmente nos municípios da                des corporações localizaram suas subsidiárias principal-
Baixada Fluminense.                                               mente nas metrópoles de países periféricos, onde encon-
                                                                  traram as mais favoráveis condições para reprodução do
          DISTRIBUIÇÃO DOS MUNICÍPIOS                             seu capital. Ao mesmo tempo, aí implantaram as sedes de
          POR FAIXA POPULACIONAL - 2000                           gestão de seus negócios. Formaram-se elos de uma ca-
                                                                  deia seleta de metrópoles, onde se realizam o controle e o
 MUNICÍPIOS POR        NÚMERO DE      %    POPULAÇÃO      %
  O
 N DE HABITANTES       MUNICÍPIOS                                 comando do mercado capitalista no plano global (...). (COR-
 Com menos de 50.000 4.980       90,43      6.212.375   3,66
                                                                  DEIRO, Heleno Kohn. O Novo Mapa do Mundo. São Paulo
                                                                  – Hucitec – Anpur, 1993.)
 De 50.001 a 100.000       303      5,50   21.004.081 12,40
                                                                  Essa crescente importância de algumas metrópoles
 De 100.001 a 500.000      193      3,50   39.541.616 23,32       da periferia do sistema capitalista, especificamente
 De 500.001 a 1.000.000     18      0,33   12.550.361   7,40      na consolidação de cidades globais em uma econo-
 Com mais de 1.000.000      13      0,24   90.236.010 53,22       mia internacionalizada, é facilitada, nos dias atuais,
                                                                  sobretudo, por:
 TOTAL                  5.507*      100 169.544.443     100
                                                                  a) redução da circulação de bens e serviços;
* Total de municípios em 2000, sem os que seriam instalados em
                                                                  b) crescimento da população dos meios rural e urbano;
2001, totalizando 5.561. Fonte: dados Preliminares do censo De-
mográfico 2000/IBGE
                                                                  c) ampliação da rede de transportes rodoviário e fer-
                                                                  roviário;
                                                                  d) desenvolvimento das tecnologias de informática e
     EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO                                        telecomunicação;

1. (CN) Sua turma no colégio fez, na aula de Geogra-              6. (UNIRIO) A partir da década de 90, a urbanização
fia, um trabalho em equipe em que dois dos grupos                 brasileira vem sofrendo uma reorientação, pois se
de alunos concluíram:                                             observa que:
Grupo A – Por meio do recolhimento de impostos, os                a) a melhoria das condições de vida no campo, ocor-
bens e serviços urbanos são desigualmente distri-                 rida nas últimas décadas, tem colaborado para fixar
buídos no espaço das cidades.                                     o homem ao campo, reduzindo o êxodo rural;
Grupo B – Nas cidades coexistem zonas bem equipa-                 b) as sucessivas crises econômicas ten provocado
das com infra-estrutura urbana e outras extrema-                  uma estagnação do parque industrial brasileiro e da
mente carentes de bens e serviços.                                oferta de serviços, colaborando para uma redução
O assunto da aula era;                                            percentual de população urbana;
a) Hierarquia urbana                                              c) nos últimos anos, passou a seguir o modelo de
b) Processo de desmetropolização                                  urbanização dos países desenvolvidos, onde a popu-
c) Movimentos sociais nas cidades                                 lação tende a se concentrar, cada vez mais, nas regi-
d) Segregação sócioespacial urbana                                ões industriais tradicionais das grandes metrópoles;
e) Especulação imobiliária nas cidades
                                                                  d) no Brasil, a população das grandes metrópoles tem
                                                                  crescido mais lentamente que a das cidades médias,
2. (CN) Os níveis de hierarquia urbana brasileira
                                                                  indicando um processo de interiorização do cresci-
seguem a seguinte ordem de importância:
                                                                  mento urbano;
a) Metrópole Nacional, Metrópole Regional, Capital
                                                                  e) se intensifica o processo de formação das megaló-
Regional
b) Megalópole, Cidade Local, Metrópole Nacional                   poles nas regiões Norte e Nordeste e, no Centro-
c) Centro-locais, Metrópole Nacional, Sub-regionais               Sul, diminuem as conurbações, tanto nas cidades
d) Megalópole, Cidades Regionais, centro Periférico               médias como nas metrópoles.
e) Metrópole Regional, Centro sub-regional, Cidade Local
                                                                  7. (UERJ)
3. (ESA) As áreas mais industrializadas do litoral e                 EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO DAS REGIÕES
da Zona da Mata, e também do Nordeste como um                           METROPOLITANAS EM RELAÇÃO À
todo, são as regiões metropolitanas de:                                 POPULAÇÃO TOTAL DO BRASIL (%)
a) Salvador – recife – Fortaleza.                                                         1970         1980        1991
b) São Luís – Teresina – Aracaju.
                                                                    São Paulo              8,7         10,6        10,4
c) Natal – João pessoa – Maceió.
                                                                    Rio de Janeiro         7,6          7,6         6,6
d) Paraíba – João pessoa – São Luís
e) Teresina – Maceió – Aracati.                                     Belo Horizonte         1,7          2,1         2,4
                                                                    Porto Alegre           1,6          1,9         2,1
4. (ESA) Tradicionalmente as cidades brasileiras de                 Recife                 1,9          2,0         2,0
Volta Redonda e Barra Mansa são citadas como exem-                  Salvador               1,2          1,5         1,7
plos característicos, em nosso país, do processo de:                Fortaleza              1,1          1,3         1,6
a) transumância                                                     Curitiba               0,9          0,8         0,9
b) inchação                                                         Belém                  0,7          0,8         0,9
c) metropolização
                                                                    Total                 25,4         29,0        29,1
d) êxodo rural
e) conurbação                                                                          Fonte: ? Santos. A urbanização Brasileira.



                                                                                                                           25
De acordo com a evolução da percentagem de habi-         promovendo maior participação nas trocas de produ-
tantes de cada região metropolitana no Brasil, pode-     tos agrícolas com os estados limítrofes.
se deduzir que, atualmente, existe a tendência de:
a) aceleração contínua do êxodo rural;                   11. (UNIFESP) Megacidades são aglomerações urba-
b) estagnação no crescimento da população do país;       nas que
c) reversão no crescimento das metrópoles nacionais;     a) alojam centros do poder mundial e sedes de em-
d) diminuição da população absoluta das maiores          presas transnacionais;
concentrações urbanas.                                   b) concentram mais de 50% da população total, em
                                                         países pobres;
8) (UFRN) No censo de 1991, o IBGE constatou que a       c) têm mais de 10 milhões de habitantes, sejam em
participação da população urbana, no total da popu-      países ricos ou pobres;
lação brasileira, atingia níveis próximos aos dos pa-    d) pertencem a países de grande importância no co-
íses desenvolvidos.                                      mércio mundial;
Esse fato está relacionado à(ao)                         e) não têm infra-estrutura de comunicação suficien-
a) redução progressiva da área de latifúndio;            te, apesar de serem grandes.
b) aumento vegetativo da população nos centros re-
gionais;                                                     EXERCÍCIOS PROPOSTOS
c) retração da fronteira agrícola e à migração inter-
regional;
d) crescimento industrial e à migração campo-cidade.     1. (CN) Após 1960, presenciamos no Brasil a materi-
                                                         alização do fenômeno intitulado urbanização. Com
9. (UERJ) Relacione o texto com a mensagem do            base nas causas e conseqüências deste processo,
anúncio:                                                 assinale a afirmativa INCORRETA.
                                                         a) O modelo industrial adotado no pós-Segunda Guer-
                                                         ra Mundial foi grande mentor das aglutinações urba-
                                                         nas, o que acelerou o processo.
                                                         b) Os países do Sul são aqueles que possuem, atu-
                                                         almente, as maiores tendências à urbanização, já que
                                                         o setor primário ainda concentra grande PEA.
                                                         c) A concentração da PEA, nos setores secundário e
                                                         terciário, é um elemento fundamental para enten-
                                                         dermos o grau de urbanização de um país.
                                                         d) A mecanização do campo e às grandes concentra-
                                                         ções de terras, são fatores que ajudam a justificar a
                                                         urbanização brasileira.
                                                         e) A apropriação do espaço industrial e das áreas li-
A alternativa que caracteriza a segregação social ur-    gadas ao comércio, e as prestações de serviços ocor-
bana nas metrópoles é:                                   reram recentemente, o que evitou problemas sociais
a) políticas de estado atuantes na economia visam à      nas áreas urbanas.
desintegração social nas metrópoles;
b) setores da economia alimentados pela inseguran-       2. (FUVEST/SP) No Brasil, as regiões metropolita-
ça existente reforçam as barreiras sociais;              nas caracterizam-se por:
c) ideologias defensoras da separação permitem a         a) concentração de migrantes. A classificação como
aceleração do crescimento da cidade;                     metrópole regional ou nacional depende da concen-
d) segmentos da sociedade ligados à marginalidade        tração de organismos públicos federais;
impossibilitam as políticas de distribuição de renda;    b) concentração populacional em torno de um muni-
                                                         cípio. A classificação como metrópole regional ou
10. (UERJ) A Região Metropolitana do Rio de Janei-       nacional depende da proporção de imigrantes regio-
ro ocupa apenas 15% da superfície total do estado e      nais ou nacionais no conjunto da população;
abriga por volta de 80% de sua população. Em outros      c) processo de desconcentração industrial. A impor-
estados – como São Paulo e Minas Gerais – as regi-       tância regional ou nacional de sua indústria é que
ões metropolitanas não abrigam percentagens tão          permite classificar uma região como metrópole regi-
elevadas.                                                onal ou nacional;
Comparando as diferenças de percentagens populacio-      d) conurbação de várias cidades em torno de uma
nais das regiões metropolitanas citadas, a melhor ra-    cidade central. A definição dessa cidade como metró-
zão para a especificidade no caso do Rio de Janeiro é:   pole regional ou nacional depende do alcance terri-
a) adensamento populacional e do setor de serviços,      torial de suas atividades econômicas;
estimulando a migração de retorno dos demais mu-         e) processo de concentração populacional em torno
nicípios;                                                de um município. A classificação como metrópole re-
b) concentração demográfica e econômica da capital       gional ou nacional depende de sua influência no de-
e sua periferia, acarretando poder decisório reduzido    senvolvimento industrial regional ou nacional.
dos municípios do interior;
c) pressão da imigração estrangeira e das migrações      3. (PUC/SP) Em 1850, a parcela da população huma-
internas, incentivando a desaceleração populacional      na que vivia em cidades era de 1,7%. Para a maioria
das cidades do interior;                                 esmagadora da população, o mundo era rural. Mais
d) retomada de crescimento econômico e político,         do que todos, o século XX foi a era da urbanização.


26
Na virada para o século XXI, mais de 50% da popula-      c) A população dos bairros mais pobres representa,
ção mundial vivem em cidades                             em sua maioria, a mão-de-obra barata que atende o
Considere as possibilidades abaixo:                      mercado informal;
1 – Certo isolamento geográfico.                         d) Os bairros mais pobres e os bairros mais ricos
2 – Exposição a um número maior de relações sociais.     estão interligados por uma malha urbana rodoviária;
3 – Comunidade social uni-ética, ou pouca diversida-     e) O deslocamento pendular da população dos su-
de étnica.                                               búrbios está diminuindo a cada década em volume e
4 – Acesso a um maior volume de informações.             quantidade.
5 – Mobilidade social.
6 – Pequena diversidade profissional.                    7. (CEFET) A rede urbana brasileira é constituída
7 – Contatos freqüentes com outros territórios.          por várias cidades ligadas de maneira hierárquica
A vida urbana moderna possibilita para a humanidade:     entre si, isto é, umas são mais influentes sobre as
a) 1, 2, 5 e 6.    b) 2, 4, 5 e 7.                       outras, e assim por diante. Sobre o sistema urbano
c) 2, 4, 6 e 7.    d) 2, 4, 5 e 7. (?)                   brasileiro, assinale a alternativa correta.
e) 1, 2, 4 e 5.                                          a) Dentro da hierarquia urbana existem cidades que,
                                                         devido à sua importância, são conhecidas com me-
4. (UFCE-) O Brasil vem passando por um rápido pro-      trópoles nacionais. A metrópole nacional, em função
cesso de urbanização. 46% em 1940, as cidades pas-       do seu alto grau hierárquico, é a capital administra-
saram a abrigar 75% do total da população, em 1991.      tiva do país.
A esse respeito, é correto afirmar que:                  b) Toda capital de estado no Brasil é uma metrópole
a) O referido processo de urbanização foi concentra-     regional, mas nem toda metrópole regional é capital
do apenas na região Centro-Sul onde está localizado      de um estado brasileiro.
                                                         c) O Brasil possui duas metrópoles nacionais: Rio
o maior número de indústrias;
                                                         de Janeiro e São Paulo, que, por sua importância
b) O intenso processo de urbanização na região Nor-
                                                         polarizam o país inteiro.
te, nos últimos anos, gerou um sistema hierarquiza-
                                                         d) A metrópole regional é aquela cidade que exerce a
do de centros urbanos;
                                                         influência sobre uma região determinada, sendo
c) Este processo de urbanização ocorre através da con-
                                                         menos importante do que a metrópole nacional. No
tinuidade de predomínio do campo sobre a cidade;
                                                         caso brasileiro, temos exemplos como Curitiba (Re-
d) A industrialização que vem se processando no
                                                         gião Sul), Manaus (Região Norte) e Natal (Região
Nordeste a partir da SUDENE explica rápido cresci-
                                                         Nordeste).
mento das cidades nesta região;
                                                         e) São Paulo é uma verdadeira megalópole, isto é,
e) Os últimos censos o IBGE demonstram um au-
                                                         uma cidade maior que uma metrópole. Além disso, é
mento nos índices de crescimento dos centros regio-      a maior metrópole nacional brasileira.
nais e uma interiorização o crescimento urbano.
                                                         8. (UFF) Os fluxogramas 1 e 2 sintetizam dois mode-
5. (UFF) A América Latina está se tornando uma das       los distintos de relações entre cidades em uma rede
regiões mais urbanizadas do planeta. No próximo          urbana.
milênio, o percentual estimado da população urbana       A partir da análise destes fluxogramas, afirma-se:
latino-americana é de 80%.
O processo de ocupação urbana, em curso no terri-           Fluxograma 1                 Fluxograma 2
tório latino-americano, apresenta entre suas carac-
terísticas:
a) Forma difusa, que acompanha um lento êxodo ru-
ral, assinalada por uma rede urbana de pequenas
cidades;
b) Crescimento acelerado, particularmente após a II
Guerra Mundial, e forma concentrada em uma rede
urbana marcada pela presença de grandes cidades;
c) Estrutura homogênea, formando rede de cidades
médias conectadas ao desenvolvimento de ativida-
des rurais e mineradoras;
d) Função administrativa e portuária, constituindo
uma rede litorânea de cidades como suporte das ati-
vidades de importação de bens;                           Adaptado de santos, Milton. Metamorfoses do espa-
e) Conteúdo marcadamente regional das cidades e          ço Habitado. Hucitec, São Paulo, 1994.
forma dispersa que obedece à disposição do relevo.       I – O fluxograma 1 apresenta a forma clássica de rede
                                                         urbana, composta por uma hierarquia rígida entre as
6. (CESGRANRIO) A respeito da ocupação das áreas         cidades em que são estabelecidos níveis de relações
urbanas da cidade do Rio de Janeiro, é INCORRETO         que vão da metrópole até as cidades locais e peque-
afirmar que:                                             nas vilas.
a) A estrutura urbana da cidade do Rio de Janeiro        II – O fluxograma 2 apresenta um modelo de rede
reflete a concentração de renda no município;            urbana do período de substituição de importações,
b) A estrutura de alguns subúrbios apresenta as lo-      em que as cidades locais ganham papéis de hegemo-
jas dos bairros nobres, porém articuladas às realida-    nia no comando dos fluxos de troca e na organização
des locais;                                              da produção de bens e serviços.


                                                                                                         27
III – O fluxograma 1 apresenta um modelo típico do            c) Cidades satélites que se conurbam em torno das
período atual com as cidades regionais subordina-             metrópoles e fazem parte das regiões metropolita-
das às metrópoles, configurando o modelo de flexibi-          nas.
lidade dos fluxos de globalização da economia mun-            d) Elos de ligação entre duas ou mais cidades peque-
dial.                                                         nas, com vida urbana independente da influência das
IV – O fluxograma 2 apresenta uma recente e mais              metrópoles.
flexível hierarquia urbana, composta a partir dos avan-       e) Núcleos intermediários na relação entre as me-
ços técnicos dos transportes e comunicações, inclu-           trópoles e as cidades da chamada fronteira agrícola
indo-se, também, maior mobilidade locacional das              brasileira.
empresas.
Com relação a estas afirmativas, conclui-se:                    EXERCÍCIOS PROPOSTOS II
a) Apenas a I e a III são corretas.
b) Apenas a I e a IV são corretas.
c) Apenas a II é a correta.                                   1. (CN)
d) Apenas a II e a IV corretas.
e) Apenas a III é correta.                                         NÚMERO DE FAVELAS EM METRÓPOLES
                                                                           BRASLEIRAS (1992)
9. (USP) Podemos afirmar que rede urbana no Brasil é                           Recife    São     Rio de    Belo        Porto
a) Pouco densa no Sul, devido ao desenvolvimento                                        Paulo    Janeiro Horizonte     Alegre
agrícola baseado no minifúndio familiar, voltado para          Nº de favelas
a produção de trigo para o consumo interno;                                     223     549       394       103         69
b) Densa no Centro-Oeste, devido ao desenvolvimen-
to agrícola baseado na produção de soja e trigo, cons-         Nº de domicílios nas favelas
tituindo uma hierarquia urbana completa;                                       131.325 134.448   203.226   51.735     25.371
c) Rarefeita no Nordeste, devido à migração da popu-
                                                               % de domicílios sobre o total do município
lação para outras regiões do país, que oferecem opor-
tunidades de trabalho;                                                          42,2     5,0      12,4      10,0        8,5
d) Pouco densa no Norte, apresentando uma estru-                                                                    Fonte: IBGE
tura hierárquica incompleta, apesar dos investimen-           Assinale a alternativa que explica o conteúdo da
tos estrangeiros em infra-estrutura urbana, a partir          tabela
de 1970;                                                      a) Embora o espaço urbano seja uma construção hu-
e) Densa no Sudeste, devido à bem desenvolvida in-            mana, sua produção e reprodução dependem das po-
fra-estrutura de transporte e ao número de cidades,           líticas públicas desenvolvidas pelo Estado.
viabilizando um sistema de fluxos de mercadorias e            b) O processo de metropolização brasileiro reflete as
de pessoas.                                                   contradições do modelo econômico, no qual a acu-
                                                              mulação de riquezas caminha paralelamente com a
10. (UERJ) Considerando os estudos atuais da Geo-             miséria.
grafia Urbana, os indicadores sociais apontados na ta-        c) As áreas metropolitanas apresentam mais nitida-
bela a seguir contribuem para explicar o conceito de:         mente a diversidade de hábitos, costumes e cultu-
                                                              ras particulares, que criam formas diferentes de ocu-
 ÁREAS DA       EXPECTATIVA        TAXA DE   MÉDIA DE
 CIDADE DO      DE VIDA            ANALFABE- ANOS DE
                                                              pação do espaço.
 RIO DE JANEIRO                    TISMO(%)  ESTUDO           d) O aparente caos representado pelas ocupações ir-
                                                              regulares, como as favelas, é fruto de um processo
     Zona Sul            69.8          2,3       10.96        de urbanização / industrialização recente que foi ain-
     Zona Norte          69.0          2,3        9.32        da capaz de integrar o espaço nacional.
     Madureira e                                              e) As metrópoles brasileiras não resolverão seus pro-
     Jacarepaguá         67.3          3,1        8.08        blemas de infra-estrutura e moradia enquanto não
     Subúrbio próximo    66.5          4,2        7.20        eliminarem os excedentes de população.
     Subúrbio distante   64.5          4,2        6.89
                                                              2. (CESGRANRIO) Vários autores afirmam que o pro-
     Zona Oeste          64.0          4,2        6.93
                                                              cesso de metropolização no sudeste do Brasil pode-
             (Adaptado de http://www.no.com.br, 24/03/2001)
                                                              rá, no futuro próximo, conduzir ao surgimento da pri-
a)   Rede geográfica                                          meira megalópole do país. Isto significa que:
b)   Hierarquia urbana                                        a) O êxodo rural seria reduzido pelo crescimento ace-
c)   Desterritorialização                                     lerado das metrópoles.
d)   Segregação socioespacial                                 b) Os espaços rurais de todo o sudeste seriam elimi-
                                                              nados pela expansão das metrópoles.
11. (UFF) Segundo dados do IBGE, na última década,            c) Um vasto espaço urbano contínuo se formaria de-
as cidades médias brasileiras tornaram-se significa-          vido as conurbações.
tivamente mais importantes. Esses aglomerados ur-             d) Uma única área urbana se formaria de São Paulo e
banos se caracterizaram basicamente por serem.                Belo Horizonte.
a) Centros intermediários entre as metrópoles naci-           e) Apenas espaços voltados à indústria surgiram de
onais e as metrópoles regionais.                              São Paulo e Rio de Janeiro.
b) Elementos de ligação entre as metrópoles e as cida-
des menores, podendo se constituir em centros regio-          3. (CESGRANRIO) Procurando um melhor entendi-
nais que prestam serviços à sua área de influência.           mento do processo de urbanização, o IBGE estabele-


28
ceu critérios para classificar os mais de 5.000 muni-    nos, pois os fluxos migratórios intensos cidade-cam-
cípios, hierarquiza-los, e com isso, desenhar a rede     po não são significativos.
urbana brasileira.
A evolução dessa rede vem recentemente registran-        7. (FURG/RS) Pode ser definida, de modo significati-
do significativas alterações conforme o(a):              vo, como uma construção de metrópoles, ou seja, uma
a) Crescimento da importância relativa das chama-        vasta região formada por diversas metrópoles e cida-
das “capitais regionais”.                                des comuns, em processo de expansão de suas áre-
b) Êxodo da população das “cidades médias” para as       as urbanas, formando uma cadeia quase contínua de
megalópoles.                                             cidades.
c) Extinção da classe de pequenas cidades conside-       O conceito descrito é o de
radas como “centros locais”.                             a) uma região metropolitana
d) Estagnação econômica e cultural das “metrópoles       b) uma megalópole
regionais”.                                              c) um sítio urbano
e) Incorporação de mais municípios à classe das “me-     d) um processo de metropolização
trópoles nacionais”.                                     e) uma acrópole

4. (UNIUBE/MG) A população da área metropolitana         8. (USU/RJ) “Hoje, há quase 3 bilhões de pessoas vi-
de São Paulo e de mais duas outras metrópoles, so-       vendo em cidades. Dentro de 25 anos serão 5 bilhões –
mam cerca de 20% da população brasileira. Essas          mais da metade da humanidade. A população urbana está
metrópoles são:                                          crescendo muito e criando problemas de difícil adminis-
a) Belo Horizonte e Porto Alegre.                        tração. Pior: está crescendo mais e mais rapidamente em
b) Belo Horizonte e Salvador.                            países pobres, sem dinheiro para investir em melhora-
c) Rio de Janeiro e Belo Horizonte.                      mentos essenciais.” (Revista Veja – nº 30 – 28/07/1999)
d) Rio de Janeiro e Recife.                              A partir do texto, conclui-se que:
e) Rio de Janeiro e Fortaleza.                           a) O processo de urbanização no Brasil se acentuou
                                                         a partir da década de 70, sendo altamente excluden-
5. (CESGRANRIO)                                          te.
                                                         b) À medida que a infra-estrutura de transportes e
        BRASIL – População urbana e rural                comunicações foi se expandindo em nosso país, to-
                                                         das as regiões alcançaram igual índice de urbaniza-
    População       1950        1970       1990
                                                         ção.
    Rural            64%        44%        25%           c) Metrópoles Nacionais como São Paulo e Rio de
    Urbana           36%        56%        75%           Janeiro, a partir das décadas de 70 e 80, passaram a
A evolução dos dados apresentados na tabela acima        apresentar maiores índices de crescimento popula-
revela o(a):                                             cional.
a) Acelerado processo de urbanização do país, após a     d) O subemprego hoje existente nas cidades é um
Segunda Guerra Mundial, acompanhado de perto pelo        reflexo de ineficiente e desajustada rede de comuni-
êxodo rural.                                             cações entre a zona rural e a cidade.
b) Alta concentração de estrutura fundiária no cam-      e) Um ritmo de metropolização tão elevado como o do
po, iniciada e agravada a partir da década de 50.        Brasil, corresponde a índices equivalentes de cresci-
c) Fragilidade das políticas urbanas das capitais, que   mento industrial.
não conseguem mandar de volta para o campo os
migrantes que vêm para a cidade.                         9. (FESO/RJ) Assinale a alternativa FALSA a respei-
d) Forte concentração da população nas metrópoles        to do crescimento metropolitano.
nacionais e regionais, provocando o esvaziamento das     a) Em 2000, metrópoles dos países periféricos apare-
cidades pequenas.                                        cem entre as maiores do mundo, o que não aconte-
e) Modernização do país, cada vez mais urbano, ab-       cia nos anos 50.
sorvendo na economia urbana a massa de população         b) As cidades dos países ricos tendem a crescer me-
saída do campo.                                          nos que as dos países pobres.
                                                         c) As metrópoles dos países pobres, como México e
6. (UNIFOA/RJ) Fenômenos sócio-econômicos e cul-         São Paulo, transformaram-se em centros polariza-
turais influenciaram a urbanização brasileira. A fase    dores, atraindo imensas levas de imigrantes.
atual, com o desenvolvimento urbano, caracteriza-        d) Nos países pobres, o elevado crescimento das cida-
se pela:                                                 des contribui para a deterioração das condições de vida
a) infra-estrutura de serviços urbanos que se apre-      urbana, marcada por desemprego, submoradia, margi-
sentam eficientes, dispondo de recursos para inves-      nalização social e deficiência nos serviços públicos.
timentos em todos os serviços.                           e) O crescimento metropolitano nos países pobres
b) igualdade na distribuição de renda pessoal urba-      apresenta semelhanças com o dos países ricos, es-
na, pois a indústria determina uma melhor distri-        pecialmente no que diz respeito às taxas de incre-
buição de renda.                                         mento populacional.
c) concentração em alguns pontos do território naci-
onal devido à localização das indústrias.                10. (UFSCAR/SP) Leia as afirmações
d) desconcentração industrial, pois a interiorização     I – A experiência de planejamento urbano integrado
foi uma constante nos modos de utilização sócio-         é citada intencionalmente com bem sucedida.
econômica do espaço geográfico.                          II – Apresenta corredores expressos para ônibus,
e) inexistência de excedentes populacionais urba-        sendo o mais rápido e barato do Brasil.


                                                                                                           29
III – A cidade instalou uma extensa ciclovia, as pra-         d) da falta de planejamento urbano associado ao cres-
ças públicas foram melhoradas e os distritos comer-           cimento do transporte rodoviário.
ciais decadentes foram fortalecidos.                          e) do número crescente de trabalhadores que passa-
IV – Houve recuperação de espaços urbanos e a área            ram a morar no núcleo metropolitano.
verde por habitante expandiu-se para 54m2, mais do
que o triplo recomendado pela OMS.
O conjunto de medidas acima foi adotado pela cidade
de
a) São Paulo b) Porto Alegre     c) Belo Horizonte
d) Salvador      e) Curitiba

11. (PUC/RJ) As grandes cidades dos países pobres
concentram graves problemas sócio-ambientais, EX-
CETO.
a) ausência de rede de esgoto.
b) precariedade dos transportes públicos.
c) altos índices de doenças infecto-contagiosas.
d) “déficit” de moradias e de abastecimento d’água.
e) aumento dos empregos no mercado formal.

12.(UFSCAR/SP) “Alargaram-se nume-rosas ruas e pra-
ças, tanto no centro como nos bairros. Largas e extensas
avenidas, diversos viadutos, quarteirões inteiros trans-
formados, altos prédios substituindo velhas casas e so-
brados decadentes. A cidade se transforma, cria e recria
espaços, alargando seus limites, encontrando-se comas
cidades vizinhas que vivem o mesmo turbilhão.”
(adaptado de Pasquale Petrone)
A leitura do texto e o que se conhece sobre a urba-
nização brasileira permitem afirmar que o processo
descrito
a) foi típico de São Paulo, entre os anos 50 e 70, não
tendo sido observado em outras áreas do país.
b) ocorreu nas metrópoles do Sudeste, que tiveram
um forte crescimento em função do desenvolvimento
das atividades terciárias.
c) tem ocorrido em todas as metrópoles brasileiras
que têm crescido, embora com ritmos diferentes.
d) é observado nas metrópoles do Norte e do Nor-
deste que, atualmente, lideram o crescimento urba-
no do País.
e) durou até meados da década de 80, quando as
metrópoles brasileiras deixaram de crescer devido às
crises econômicas.

13. (UFRURJ/RURAL) “A febre viária dos anos 50 e 60
não mudou apenas a forma – aparência do Rio de Janeiro;
passou a exigir também transformações no seu conteúdo.
Com efeito, a busca de melhor acessibilidade interna e
externa ao núcleo metropolitano trouxe de volta a antiga
prática da cirurgia urbana, cujos efeitos se fizeram sentir
nos bairros que estavam no caminho das novas vias ex-
pressas, túneis e viadutos...”
(Texto adaptado de OLIVA, Jaime e GIANSANTI, Ro-
berto. Temas da Geografia do Brasil. São Paulo. Atu-
al 1999 pág. 298)
Os problemas urbanos retratados no texto são de-
correntes
a) do êxodo rural, na época, que fez crescer demasi-
adamente a população da cidade.
b) do número excessivo de viadutos e vias expressas
construídos nos anos 50 e 60, na cidade.
c) da “vaidade” urbana da prefeitura da cidade, preo-
cupada com a aparência da metrópole.


30

Geografia cn2

  • 1.
    Capítulo 1 ta uma queda maior que a verificada na taxa de nata- lidade, no entanto, o crescimento vegetativo aumen- O CRESCIMENTO ta. Para que ele diminua, a queda da natalidade tem E A DISTRIBUIÇÃO de ser mais acentuada que a de mortalidade. Logo após a Segunda Guerra Mundial, em todos os paí- DA POPULAÇÃO BRASILEIRA ses, houve uma queda brutal nas taxas de mortali- dade, graças aos progressos obtidos na medicina O Brasil chega ao ano 2000 com um pouco mais de durante o conflito. A taxa de crescimento vegetativo, 166 milhões de habitantes, conforme estimativa do portanto, aumentou significativamente. A partir da IBGE. A população continua a crescer em uma velo- década de 60, com a urbanização acelerada no Brasil, cidade menor e é maior o número de idosos. A queda a taxa de natalidade passou a cair de forma mais de natalidade é uma das principais causas. acentuada que a taxa de mortalidade. Conseqüente- A diminuição do crescimento da população a partir mente, o crescimento vegetativo começou a diminuir, dos anos 60 deve-se basicamente a uma queda acele- embora ainda apresentasse valores muitos altos, tí- rada na taxa de fecundidade, ou seja, as mulheres picos de países subdesenvolvidos. passam a ter cada vez menos filhos. Co o avanço da urbanização e o esgotamento da economia rural fami- O CRESCIMENTO POPULACIONAL liar de subsistência, os filhos deixam de ser mão-de- (taxas médias anuais) obra para o trabalho no campo e passam a ser a razão 3 de gastos cada vez maiores. Além disso, têm um aces- 2,99 so cada vez maior a métodos contraceptivos. 2,8 2 2,39 2,48 Isso se reflete na taxa de fecundidade e, a partir dos 1,99 anos 70, as mulheres das classes média e alta urba- 1 nas passam ater um menor número de filhos por casal. Durante os anos 80 essa diminuição se gene- 0 raliza entre famílias de menor renda no meio urbano e entre as de renda mais alta e no meio rural. O grau de escolarização da mulher também contribui para a opção de reduzir o número de filhos. A Transição demográfica Fecundidade TAXA POR REGIÃO A expressão transição demográfica designa as alte- Regiões 1970 1980 1990 1996 rações no comportamento da curva demográfica em Norte 6,7 5,5 4,0 2,8 (*) curso no Brasil. Ela se refere a uma transição entre Nordeste 6,9 5,8 4,0 2,9 duas situações de crescimento demográfico relativa- Sudeste 4,4 3,2 2,4 2,0 mente reduzido: a primeira, resultado de altas taxas Sul 5,2 3,4 2,3 2,1 de mortalidade e de natalidade; a segunda, resulta- Centro-Oeste 5,9 4,2 2,9 2,3 do da diminuição da mortalidade e natalidade. Du- Total 5,4 4,0 2,7 2,3 rante a fase de transição, registra-se um crescimen- (*) Não inclui a população da área rural de Rondônia, Acre, to demográfico acelerado. Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Nos países desenvolvidos, a transição demográfica Fonte: Tendências Demográficas: Uma Análise a partir dos completou-se nas primeiras décadas do século XX. Resultados do Censo Demográfico de 1991 e Indicadores Hoje, as taxas e incrementos demográficos vigentes Sociais Mínimos - IBGE nesses países são bastante reduzidos. Nos países A proporção de mulheres chefes de família aumenta subdesenvolvidos, a transição demográfica só estará a cada ano. De acordo com o IBGE, elas chefiam 26% terminada nas primeiras décadas do próximo século, das famílias em 1999. Esse aumento do número de mas grande parte deles já exibe uma redução signifi- famílias lideradas por mulheres é um fenômeno mais cativa nas taxas de natalidade e, e, conseqüência, urbano, decorrente da separação de casais. Com a do crescimento demográfico. O caso brasileiro ilus- ruptura do casamento, quase sempre a mulher se tra com exatidão esse fenômeno. Apesar disso, o mito da explosão demográfica segue encarrega da guarda dos filhos e passa a dirigir a presente no discurso de muitos políticos e planeja- família. Também o fato das mulheres viverem mais dores e na opinião pública em geral. Mais de vinte tempo contribui para que um grande número delas anos de publicidade sobre essa “ameaça” continuam assuma a família quando se tornam viúvas. assustando muita gente. Observamos que o crescimento vegetativo ou natu- ral corresponde à diferença entre as taxas de natali- dade e de mortalidade. No Brasil, embora essas duas ESQUEMA TEÓRICO DA taxas tenham declinado no período de 1940-1960, TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA foi somente a partir da década de 60 que o cresci- A esperança ou expectativa de vida ao nascer e a mento vegetativo passou a diminuir. taxa de mortalidade infantil são importantes indica- Podemos notar, que a taxa de mortalidade apresen- dores da qualidade de vida da população de um país. 1
  • 2.
    Analisando os dadosda tabela a seguir, verificamos Ao processo de crescimento do numero de idosos e que, principalmente na região Nordeste, os indica- diminuição do número de crianças e de adolescentes dores brasileiros são parecidos com os de países afri- dá-se o nome de envelhecimento populacional. Esse canos, enquanto nas regiões Sul e Sudeste as taxas processo também vem atingindo o Brasil, nos últi- podem ser comparadas às de países desenvolvidos. mos anos. Lembre-se de que esses indicadores correspondem a uma média e, portanto, não apresentam as gran- EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO des variações existentes entre as classes sociais de cada região. 1. (CN) No Brasil, o índice de natalidade tem acusa- do uma sensível redução depois dos anos 70. Pas- GRANDES ESPERANÇA DE VIDA TAXA DE MORTALIDADE REGIÕES AO NASCER INFANTIL sou de 44%, na década de 50, para 26%, em 1990. (ANOS) 1990 (%) 1990 Essa significativa redução deve ser explicada por di- Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres Total versas causas, EXCETO: Norte 67,35 63,82 71,01 53,20 60,30 45,80 a) O fenômeno da urbanização e o retardamento dos Nordeste 64,22 60,84 67,74 98,20 95,60 80,60 casamentos. Sudeste 67,53 63,58 71,66 30,00 37,00 22,80 b) As intensas migrações internas. Sul 68,68 65,00 72,51 26,70 33,60 19,60 c) O maior uso métodos anticonceptivos. d) Uma maior participação feminina no mercado de Centro-Oeste 67,80 84,30 71,45 33,00 40,00 25,60 trabalho. Brasil 65,62 62,28 59,09 49,70 56,80 42,30 e) A grande emigração brasileira. (Anuário estatístico do Brasil 1995) Na distribuição populacional do Brasil, notamos que 2. (CN) Sobre o Brasil e as condições de sua popula- a região que ainda concentra maior população é a re- ção, é possível afirmar que: I – o PNB nacional coloca o Brasil como uma das gião Sudeste, acompanhada da região Nordeste. En- últimas economias do mundo. tretanto, as regiões Centro-Oeste e Norte são as que II – o baixo consumo da sociedade brasileira deve-se apresentam o menor número de população absoluta. à renda per capta nacional, uma das mais baixas do POPULAÇÃO DISTRIBUIÇÃO POR REGIÃO mundo. 1998* 1999** III – o ritmo de crescimento da população brasileira Norte 7.592.118 12.133.705 está se reduzindo, tendo entre suas causas, o in- Nordeste 45.924.812 46.289.042 tensivo processo de urbanização que ocorre no país. Centro-Oeste 11.048.474 11.220.747 Assinale a alternativa correta. Sudeste 69.174.339 69.858.115 a) Somente a afirmativa I é verdadeira. Sul 24.223.412 24.445.950 Brasil 158.232.252 163.947.554 b) Somente a afirmativa II é verdadeira. c) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras * Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (não inclui a população rural de RO, AC, AM, RR, PA, AP) d) Somente a afirmativa III é verdadeira. ** Estimativa do IBGE e) As afirmativas I, II e III são verdadeiras. Sabemos que a expansão econômica pode ampliar o 3. (ESA) Reconhecemos como espaço tipicamente processo de urbanização e, conseqüentemente, de- “anecumênico” (desfavorável à ocupação normal pelo sacelerar o crescimento populacional do país. As re- homem), pertencente ao território brasileiro, o(a): giões Centro-Oeste e Norte foram as que mais apre- a) Pantanal Mato-grossense. sentaram desenvolvimento de crescimento vegetativo b) Campanha Gaúcha. percentual, em função dos fortes deslocamentos mi- c) Vale do Jequitinhonha. gratórios para essas áreas, iniciados nos anos 70 d) Rochedos de São Pedro e São Paulo. com as frentes pioneiras agrícolas. e) Sertão Nordestino. CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO 4. (ESA) Uma tendência relacionada à dinâmica da BRASILEIRA – 1940/2000 população brasileira, registrada no Censo de 1980 e TAXA GEOMÉTRICA ANUAL confirmada pelas informações do Censo de 1991, é ANO POPULAÇÃO RESIDENTE DE CRESCIMENTO o(a): 1940* 41.236.315 - a) Predomínio da população rural sobre a urbana. 1950* 51.944.397 2,39 b) Aumento da taxa de mortalidade. 1960 70.070.457 2,99 c) Melhor distribuição de renda nacional. 1970 93.139.037 2,89 d) Aumento da taxa de natalidade. 1980 119.002.706 2,48 e) Queda da taxa de natalidade. 1991 146.825.475 1,93 2000 169.799.170 1,64 5. (CESGRANRIO) Ao afirmar que “o superpovoamento é sempre relativo” queremos dizer que: Fonte: Censo Demográfico 2000 * População presente – conta também as pessoas que não residem a) Tal noção aplica-se, apenas, a espaços onde há naquele lugar, mas que estavam presentes no momento da pesquisa. atividade industrial; 2
  • 3.
    b) O tamanhoda população e do território são deter- b) Introdução de legislações específicas que desesti- minantes para se definir se uma área é ou não su- mulam casamentos precoces. perpovoada; c) Mudança na legislação que normaliza as relações c) Áreas com fracas densidades de população não po- de trabalho, suspendendo incentivos para trabalha- dem ser consideradas superpovoadas doras com mais de dois filhos. d) As áreas urbanizadas, por possuírem fortes con- d) Aumento significativo de esterilidade decorrente tingentes populacionais, sempre são consideradas de fatores ambientais. superpovoadas; e) Maior esclarecimento da população e maior parti- e) Uma área que possua características ou superpo- cipação feminina no mercado de trabalho. voamento sempre manterá estas características. 9. (UFJF) O censo demográfico que será realizado no 6. (UGF/RJ) “Os países subdesenvolvidos apresen- ano 2000 deverá trazer novas informações a respeito tam uma população jovem e numerosa, resultante do perfil da população brasileira. das elevadas taxas de natalidade. Essa situação exi- Podemos considerar como objetivos de um censo ge grandes investimentos no campo social e uma re- demográfico EXCETO: dução de investimentos nos setores econômicos. a) O número total de habitantes e sua distribuição Portanto o crescimento populacional é responsável no território; pelo subdesenvolvimento.” b) A distribuição de habitantes por número de vagas A teoria demográfica relacionada no texto acima é: nas escolas públicas; a) Reformista. c) As características dos domicílios; b) Neomalthusiana. d) O processo migratório e a ocupação da população. c) Marxista. d) Malthusiana. 10. (FUVEST) No Brasil, os temas “crescimento po- e) Progressista. pulacional” e “exclusão social” aparecem, muitas 7. (MACKENZIE/SP) Assinale a alternativa INCOR- vezes, vinculados às discussões sobre o crescimen- RETA sobre a população brasileira. to urbano. Considerando as associações menciona- a) A partir da década de 1970, a taxa de fecundidade das, assinale a alternativa correta. tem apresentado constante declínio, com conseqüen- a) As altas de crescimento populacional, decorren- tes reflexos nas taxas de natalidade e de crescimen- tes da industrialização, produzem a exclusão social to vegetativo. nas grandes cidades. b) Desde a década de 1950, a taxa de mortalidade b) As altas taxas de crescimento vegetativo nas gran- tem decrescido e hoje é semelhante às verificadas des cidades produzem crise na habitação, sendo res- nos países desenvolvidos. ponsáveis pela existência dos “sem-teto”. c) Com o declínio da taxa de natalidade e o aumento c) O alto índice de crescimento demográfico e os bai- da expectativa de vida, a pirâmide de idades tem se xos investimentos privados em infra-estrutura ur- transformado com o estreitamento da base e o alon- bana geram, uma população socialmente excluída. gamento do topo. d) A macrocefalia urbana, decorrente da superpopu- d) Desde a década de 1950, verifica-se o aumento da lação e da ampliação da megalópole, gera uma popu- população urbana, com reflexos na distribuição da lação socialmente excluída. população ativa que, hoje, apresenta maior concen- e) As altas taxas de crescimento populacional nas tração no setor terciário. grandes cidades e a má distribuição de renda condu- e) A descentralização das atividades econômicas re- zem à exclusão social. verteu a tendência de concentração da população na faixa litorânea, atualmente, distribuída de forma 11. (PUC/RJ) A população brasileira cresceu 7% en- homogênea por todo o território. tre o Censo de 1991 e as estimativas de 1996, atin- gindo 157 milhões de habitantes. A taxa de cresci- 8. (ENEM) Os dados da tabela mostram a tendência mento anual foi de 1,38%, a mais baixa já registrada de distribuição, no Brasil, do número de filhos por no país. Essas tendências vão provocar mudanças mulher. significativas no perfil da população brasileira. Evolução das Taxas de Fecundidade Assinale a alternativa que indica uma dessas mudanças: Época Número de filhos por mulher a) Aumento percentual da população jovem; Século XIX 7 b) Diminuição do contingente de jovens e velhos; 1960 6,2 c) Diminuição da população potencialmente produtiva; 1980 4,01 d) Aumento, em números absolutos, do contingente 1991 2,9 com mais de 65 anos; 1996 2,32 e) Manutenção da composição da população por fai- Fonte: IBGE, contagem da população de 1996. xas de idade. Dentre as alternativas, a que melhor explica essa tendência é: 12. (CESGRANRIO) Quando se fala da primeira re- a) Eficiência da política demográfica oficial por meio gião brasileira a ser densamente povoada organizada de campanhas publicitárias. em torno dos pólos canavieiro e algodoeiro, e con- 3
  • 4.
    siderada atualmente asegunda mais populosa do IV – Rondônia e a calha este do vale do Amazonas país, está se fazendo referência à região: estão em processo de ocupação. a) Sul; b) Sudoeste; c) Centro-Oeste; V – uma área a oeste do vale do São Francisco ainda d) Nordeste; e) Norte. se apresenta com densidades muito baixas. As afirmativas corretas são: a) Somente I, II e III. EXERCÍCOS PROPOSTOS b) Somente II, III e IV. c) Somente II, III e V. 1. (VN) A variação do crescimento vegetativo brasi- d) Somente I III, IV e V. leiro, no presente século, é fruto de uma série de e) I, II, III, IV e V. mudanças estruturais ocorridas no país. Assim sen- do, assinale a única alternativa INCORRETA que faz 3. (PUC/RS) jus a esta realidade. a) No início deste período, o crescimento natural era mais reduzido, uma vez que tanto as taxas de nata- lidade quanto as de mortalidade eram elevadas. b) No período de 1940-1960 verificamos um sensível aumento no crescimento populacional, já que taxas de mortalidade passaram a declinar numa velocida- de maior que as taxas de natalidade. c) Atualmente presenciamos um crescimento demo- gráfico em franco processo de expansão resultado tanto das melhorias higiênico-sanitárias, verificadas espe- cialmente nos centros urbanos, como na erradicação de um número cada vez maior de doenças endêmicas. d) A urbanização é um fator fundamental para en- tendermos melhor o declínio das taxas de crescimen- to populacional a partir de 1960. e) Entre 1945-60 observou-se um incremento nas taxas de crescimento natural, uma vez que o desen- volvimento dos setores secundário e terciário con- tribuíram decisivamente para a diminuição junto às taxas de mortalidade, principalmente a dita infantil. Pela interpretação do gráfico, conclui-se que: a) No período entre 1872 a 1990, o planejamento fa- 2. (CESGRANRIO) ESTIMATIVA 1990 miliar possibilitou ao país um pequeno crescimento demográfico. b) O aumento populacional, a partir de 1950, é con- seqüência da diminuição da mortalidade, em função dos avanços médico-sanitários. c) O desaceleramento do aumento da população na década de 90 do século XX mostra que o país conse- guiu entrar na segunda fase de crescimento mundial da população, atingida pelos países não desenvolvi- dos industrializados. d) Até 1950, o Brasil, permaneceu em equilíbrio po- pulacional, pois não tinha recebido contingentes imigratórios. e) O Brasil é um país populoso, conseqüentemente povoado. Como pode ser verificar no mapa acima, a distribui- 4. (Especex) O crescimento populacional nas diver- ção da população brasileira pelo espaço geográfico sas regiões do mundo obedece basicamente a fases. permite afirmar que: Uma dessas fases mais conhecida como “segunda I – a grande maioria da população brasileira ainda se fase do ciclo demográfico”, caracteriza-se por um ele- encontra no antigo limite de Tordesilhas. vado crescimento demográfico, provocando em algu- II – mais de 1/3 do país, apesar doas 150 milhões de mas regiões subdesenvolvidas, a chamada “EXPLO- habitantes, ainda é quase um “vazio demográfico”. SÃO DEMOGRÁFICA”. III – o sul e sudeste da Região Centro-Oeste se in- Essa fase de grande crescimento demográfico nor- corporam rapidamente à faixa de maior concentração malmente é causado pelo(a): demográfica. a) Redução significativa da taxa de mortalidade 4
  • 5.
    b) Aumento expressivoda natalidade. e) Transformação das estruturas socioeconômicas do c) Imigração. com grande mobilidade espacial. d) Conjugação da e alta mortalidade com alta natali- dade. 7. (Vassouras) No fim do ano passado, a população do e) Emigração. estado do Rio de Janeiro atingiu um total de 14,3 mi- lhões de habitantes. Supondo-se que neste mesmo 5. (ENEM-2001) Ao longo do século XX, a taxa de vari- ano tenha havido 220 mil nascidos vivos e 130 mil ação na população do Brasil foi sempre positiva (cres- óbitos, qual foi a taxa de crescimento natural? cimento). Essa taxa leva em consideração o número de a) 2,44% b) 1,54% c) 0,90% nascimentos (N), o número de mortes (M), o de emi- d) 0,63% e) 0,36% grantes (E) e o de imigrantes (I) por unidade de tempo. É correto afirmar que, no século XX: 8. (UFPI) O conceito de crescimento natural, ou ve- a) M > I + E + N getativo, é a diferença entre: b) N + I > M + E a) Os índices de natalidade e os de vida média. c) N + E < M + I b) As taxas de emigração e de imigração. d) M + N < E + I c) As taxas de natalidade e as de mortalidade. e) N < M – I + E d) As taxas de mortalidade geral e mortalidade infantil. e) O número de nascimentos e o número de imigrantes. 6. (CESGRANRIO) 9. (UFMG) O Censo Demográfico do Brasil de 2000, entre outras conclusões, confirmou alguns compor- tamentos da população de Minas Gerais, já eviden- ciados anteriormente. Esses comportamentos estão corretamente expres- sos em todas as alternativas, EXCETO em a) Manutenção das taxas de crescimento da popula- ção masculina superior ao da feminina nas áreas urbanas. b) Maiores taxas de crescimento populacional no estado registradas em alguns municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte. c) Variação negativa de crescimento de população ru- ral revelada desde o Censo de 1970. d) Taxas de crescimento demográfico dos municípios do interior maiores que as do município da Capital. 10. (PUC) A população brasileira modificou, ao longo Observando-se o quadro acima, conclui-se que a ex- do século XX, seus comportamentos demográficos, pectativa de vida do brasileiro, ao nascer, vem au- como mostra o gráfico: mentando a partir da década de 90. O declínio das taxas de fecundidade e de natalidade, combinado com EVOLUÇÃO DO CRESCIMENTO VEGETATIVO NO BRASIL a queda das taxas de mortalidade, explica a tendên- cia deste quadro, que, junto com o crescimento do número de idosos, vem elevar a expectativa média de vida. Com esta estrutura estaria vigente, configu- ram-se alterações no perfil da população. Um dos reflexos deste fato na sociedade brasileira é o(a): a) Aumento dos encargos econômicos e a necessida- de de uma política social voltada para a nova realida- de do país. b) Crescente emprego do trabalho infantil, face à ex- cessiva oferta de mão-de-obra, tal como ocorreu no período imediatamente posterior à Revolução Indus- trial inglesa. Sobre estas mudanças, avalie as afirmativas a se- c) Crescente ingresso da mulher no mercado formal guir: do país, elevando os padrões demográficos típicos de I - Nas primeiras décadas do século XX, as princi- países de trabalho, resultando numa melhoria da pais cidades brasileiras passaram por um processo qualidade de vida deste segmento da população. de higienização com a utilização de vacinas, criação d) Maior atuação da igreja, na tentativa de estimular o de rede de esgotos e fornecimento de água potável, o controle de natalidade por meios naturais, como expli- que iniciou um processo de redução das taxas de citam as encíclicas Rerum Novarum e Humanae Vitae. mortalidade. 5
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    II - Emmeados do século XX ocorreu uma redistri- NÚMERO MÉDIO DE PESSOAS NA FAMÍLIA buição espacial da população com a aceleração de 5 4,4 urbanização o que acarretou a redução das taxas de 3,9 3,8 4,0 4 3,5 3,4 natalidade. III - A partir da década de 70, os investimentos em 3 infra-estrutura territorial possibilitaram aos meios 1991 2 de comunicação difundir novos padrões de compor- 2000 1 tamento para parcelas maiores da população o que 0 contribui para uma maior redução nas taxas de fe- Total Urbana Rural cundidade. Fonte: Censo 2000 IBGE IV - A partir da crise da década de 80, as políticas Assinale a opção que apresenta considerações ade- governamentais de controle de natalidade permiti- quadas acerca da redução quantitativa de componen- ram a queda do crescimento vegetativo e o ingresso tes da família brasileira. na fase mais avançada da transição demográfica. a) A redução do número médio das famílias no país Indique a opção que apresenta as afirmativas corre- está associada, sobretudo nas áreas de fronteira agrí- tas: cola, às péssimas condições sanitárias e à concen- a) I e II; b) III e IV; c) I, II e III; tração de terras que impedem o pleno desenvolvi- d) II, III e IV; e) I, II, III e IV. mento das famílias. b) As políticas demográficas natalistas nas duas úl- timas décadas do século XX, implementadas pelo EXERCÍCIOS PROPOSTOS II governo federal, foram mal sucedidas, uma vez que o Brasil apresenta queda no número médio de pesso- as nas famílias em todo país. 1. (CN) c) A grande migração da população do campo para as 1960 1970 1980 1990 cidades, fenômeno característico da segunda metade do século passado, é a principal responsável pela re- 6,3% 5,8% 4,4% 3,1% dução das famílias em grande parte do país, sobretudo Analise a tabela acima, relativa às taxas de fecundi- nas periferias e nas favelas das grandes metrópoles. dade no Brasil, e assinale a alternativa que melhor a d) A grande diferença do número de membros das interpreta. famílias rurais e urbanas resultou do baixo nível a) Percebemos uma queda na taxa de fecundidade cultural da população camponesa, incapaz de adotar nacional em função da melhor distribuição de ren- um planejamento familiar mais eficaz. da, associada a maior difusão de métodos anticon- e) A adoção do modo de vida urbano, pelo campo, ceptivos. implicando o estímulo ao consumo de bens, à utili- b) A conjuntura sócio-econômica e o aumento da zação de serviços e às práticas de lazer, bem como participação feminina no mercado de trabalho, acar- as mudanças culturais nos relacionamentos inter- retado fundamentalmente pela urbanização, ajuda- pessoais, contribuíram para a redução do número de nos a compreender melhor a redução da taxa de fe- pessoas nas famílias em todo país. cundidade. c) Nos grandes centros urbanos, onde passou a con- 3. (Vassouras/RJ) Na tabela, encontram-se indica- centrar-se a maioria da população após 1960, obser- dores demográficos de três hipotéticos países: vamos maiores taxas de mortalidade, especialmente Taxa de Taxa de Saldo infantil, o que justifica o declínio da taxa de fecundi- País natalidade mortalidade migratório dade no período demonstrado pela tabela. d) A presente tabela não demonstra nada, pois com 1 1,3% 0,8% -0,9% os dados em questão não podemos fazer nenhuma 2 0,7% 0,7% -1,3% associação referente à diminuição da taxa de fecun- 3 0,5% 0,7% +1,2% didade e evolução sócio-econômica do país. e) A população brasileira, após 1960, com a efetiva- É correto afirmar que: ção da industrialização, passou a apresentar condi- a) O país 1 apresenta crescimento populacional po- ções sócio-econômicas bem melhores, o que acabou sitivo apesar da forte emigração acarretando um rápido envelhecimento da mesma e, b) No país 2 o crescimento populacional é pratica- com isso, uma diminuição da sua capacidade de ge- mente igual a zero, havendo a necessidade de fo- rar filhos. mento à imigração. c) No país 3 há crescimento populacional, pois o sal- 2. (UFF/RJ) O Censo 2000 do IBGE registrou, con- do migratório positivo compensa o crescimento vege- forme ilustra o gráfico a seguir, significativa redução tativo negativo. do número médio de pessoas na família em todo o d) No país 2 o crescimento populacional acompanha país. o crescimento vegetativo que é negativo. 6
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    e) No país3 o saldo migratório não consegue com- b) A população brasileira tornou-se predominante- pensar o crescimento vegetativo negativo. mente urbana em pouco tempo. c) O crescimento econômico brasileiro resultou do 4. (UNI-BH/MG) O surto sem precedentes históricos processo de urbanização que se iniciou na Europa com a era industrial espan- d) O êxodo rural e o crescimento econômico de que tou muitos estudiosos do assunto. Em 1798, o pas- trata o texto, não foram simultâneos. tor da Igreja Anglicana Thomas Robert Malthus for- e) A concentração da mídia determinou a degradação mulou uma teoria bastante alarmista sobre a questão das escolas demográfica, influenciando, de forma significativa, os estudos de muitos teóricos que a ele se seguiram. 7. (UFPI) Com relação à dinâmica da população bra- De forma sintética, Malthus afirmava que: sileira, importantes transformações vêm ocorrendo a) A capacidade de produção de alimentos era limitada nos últimos 20 anos. e cresceria apenas em progressão aritimética, enquanto A esse respeito assinale a alternativa correta. a população cresceria em progressão geométrica. a) As taxas de natalidade vêm diminuído, porém as b) O subdesenvolvimento é um fenômeno diretamen- taxas de mortalidade vêm apresentando aumento te relacionado ao crescimento populacional, visto que substancial. se caracteriza por uma queda persistente da renda b) O crescimento vegetativo deixou de ser o elemen- per capta das populações. to principal do incremento demográfico devido ao in- c) Os excedentes demográficos resultam diretamen- centivo à imigração. te da forma de organização da produção capitalista, c) As taxas de natalidade e mortalidade vêm diminu- que se sustenta na formação de um amplo exército indo, proporcionando o aumento da esperança de vida de reserva de mão-de-obra. ou expectativa de vida dos brasileiros. d) A escassez de recursos naturais do planeta, as- d) Existe pequena relação entre a diminuição dos sim como o agravamento dos problemas ambientais, índices de mortalidade e o crescimento das taxas de está diretamente relacionado à pressão exercida pelo urbanização. crescimento demográfico. e) Os índices de expectativa de vida da população são iguais para todas as regiões brasileiras e em to- 5. (UFRN) Segundo a “Contagem Populacional de das as classes sociais. 1996” (IBGE-1997), tem acontecido, no curso dos úl- timos anos, mudanças no crescimento populacional 8. (Souza Marques/RJ-2001) das regiões geoeconômicas brasileiras. No referido documento, o Centro-Sul e a Amazônia Taxa de crescimento da população brasileira apresentam as maiores taxas de crescimento popu- Anos 50/60 Anos 70 Anos 80 Anos 90 2000 lacional. 3% 2,5% 1,9% 1,4% 1,4% Isso se deve, respectivamente, a a) Melhores condições de qualidade de vida e à dis- Taxa de urbanização tribuição das áreas indígenas. b) Concentrações da prestação de serviços e a as- Anos 60 Anos 70 Anos 80 Anos 90 2000 pectos naturais. 37% 47% 70,5% 76% 80% c) Concentrações urbano-industriais e a migrações Fonte IBGE, Censo 2000 – Dados preliminares. internas. d) Melhores condições técnico-científicas e à forma- ção de tecnopolos. Assinale a alternativa INCORRETA. a) A urbanização aumentou no sentido inverso do 6. (UFRURJ/RURAL) Em nenhum outro país foram as- crescimento da população que vem registrando uma sim, contemporâneos e concomitantes, processos como a queda em função da diminuição da natalidade desruralização, as migrações brutais desenraizadoras, a b) O aumento do crescimento populacional é acom- urbanização galopante concentra-dora, a expansão do con- panhado por um aumento da urbanização como con- sumo de massa, o crescimento econômico delirante, a con- seqüência das contradições do processo de moderni- centração da mídia escrita, falada e televisionada, a de- zação da economia brasileira. gradação das escolas, e o triunfo, ainda que superficial, c) A tendência ao declínio do crescimento populaci- de uma filosofia de vida que privilegia os meios materiais onal compensa as taxas de urbanização, podendo e se despreocupa com os aspectos finalistas da existên- levar em breve a uma situação de equilíbrio demo- cia. E lugar do cidadão, formou-se um consumidor, que gráfico. aceita ser chamado de usuário. (Adap. De OLIVA, Jaime e d) A modernização da economia brasileira e a rápida GIANSANTI, Roberto. Temas de geografia do Brasil. São urbanização operam no sentido de diminuir as taxas Paulo. Atual. 1999. p.19 e 20). de natalidade da população. Com base no texto e na história da distribuição po- e) As transformações na estrutura socioeconômica, pulacional brasileira, podemos concluir que tanto do campo como na cidade, têm alterado bas- a) Houve violências na transferência da população tante a relação entre o custo e o benefício de ter rural para as cidades filhos. 7
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    9. (UEL/PR) Assinalea alternativa INCORRETA. a) A distribuição da população brasileira tem como componentes, além dos fatores naturais, fatores eco- nômicos e históricos tais como movimentos migra- tórios internos. b) Apesar de ser um dos países mais popu-losos do mundo, o Brasil continua a ser um país de baixa den- sidade demográfica. c) Na atualidade, a maior concentração popu-lacio- nal brasileira encontra-se na região Sudeste. d) Desde a década de 90, a região Centro-Oeste tem consolidado sua importância como pólo de atração populacional do país. e) Com exceção da região Nordeste, nas demais regi- ões brasileiras a população rural é menor do que a população urbana. 10. (UFF/RJ) Evolução da população brasileira – 1881 / 2000 Afirma-se, após análise das informações fornecidas pelo gráfico: I - A tendência recente é de estabilidade nas taxas de mortalidade e natalidade brasileiras, em um pa- tamar inferior ao período que antecedeu à Segunda Guerra Mundial. II - A partir da década de 70 observa-se uma sensível queda da taxa de natalidade, porém, a taxa de mor- talidade revela um sentido oposto. III - A mortalidade registra declínio consistente a par- tir da década de 30, ao passo que a natalidade só de- clina de modo mais expressivo a partir dos anos 60. IV - As taxas de mortalidade e de natalidade só apre- sentaram crescimento significativo a partir dos anos 50. As afirmativas que estão corretas são indicadas por: a) I e II b) I e III c) II e III d) II e IV e) III e IV 11. (UNIFENAS/MG) Sobre a população brasileira, todas as afirmações estão corretas, EXCETO: a) A população absoluta é levada enquanto que a re- lativa é reduzida b) As maiores concentrações populacionais aparecem no litoral. c) As taxas de natalidade vêm caindo, embora ainda sejam bastante elevadas. d) São Paulo representa o Estado de maior popula- ção absoluta e relativa. e) Segundo o IBGE, o censo de 1991 mostrou que, entre a população brasileira, predominam os brancos. 8
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    A ESTRUTURA POPULACIONAL Brasil 41 26 28 20 31 54 BRASILEIRA E A RELAÇÃO COM China 73 46 14 21 13 33 Coréia do Sul 30 11 30 31 40 58 OS SETORES ECONÔMICOS Espanha 19 8 39 30 42 62 França 9 5 43 26 48 69 Segundo a ONU, o total de idosos, de 646 milhões, Índia 63 58 15 18 22 24 cresce a mais de 11 milhões a cada ano. A maioria Japão 9 5 39 33 52 62 está no continente europeu. Estima-se que até 2050, a proporção de jovens (com menos de 125 anos de Nigéria 53 43 10 9 37 48 idade) se reduza de 30% para 20% enquanto o núme- Rússia 19 12 50 47 31 36 ro de idosos deverá subir para 22% da população Uganda 84 80 6 7 10 13 mundial, perfazendo 2 bilhões de pessoas. Essa marca indica o aumento da expectativa de vida, Nos países desenvolvidos a maioria da população tra- graças à melhoria dos serviços de saúde, saneamen- balha no setor terciário e secundário, com ampla to e ao acesso à água tratada. mecanização no setor primário. Nos países subde- senvolvidos, de modo geral, a população se concen- tra também no setor terciário, com hipertrofia do mesmo. A agricultura concentra ainda um bom nú- mero de mão-de-obra ativa, sendo que a mecaniza- ção já começa a atingir a população local forçando fluxo populacional de saída. O setor terciário é muito amplo e engloba tanto os serviços moderníssimos (institutos de pesquisas científica e tecnológica, universidades e hospitais, setor financeiro, assessorias, empresas de softwa- res para computação, publicidade, comunicações, etc.) como também atividades tradicionais, que em alguns casos são até desnecessárias para a eco- nomia do país. Alguns propuseram reclassificar esse setor em dois: terciário (comércio) e quater- nário (serviços). Nos países desenvolvidos ocorre o predomínio da população adulta ativa (20 a 60 anos), entretanto, A ESTRUTURA POPULACIONAL BRASILEIRA nos países em desenvolvimento começa a ocorrer o predomínio de adultos, com o crescimento de velhos (acima de 60 anos) e redução dos jovens (menos de 20 anos). Existe normalmente um equilíbrio de proporções entre o número de pessoas do sexo masculino e do sexo feminino. A população feminina, no geral, é um pouco maior que a masculina, pois a expectativa de vida do sexo feminino é ligeiramente superior à do masculino. Mas essa diferença quase nunca é signi- ficativa. Apenas os países (ou áreas) de imigração geralmente possuem maior população masculina, enquanto as áreas ou países de emigração possuem maioria de mulheres. As diferenças, contudo, rara- mente ultrapassam os 5% ou 6%. A expectativa de vida dos brasileiros aumenta de 41,5 anos para 68,1 entre 1940 e 1998. Essa maior DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO ATIVA POR longevidade, associada à queda da taxa de fecun- SETORES ECONÔMICOS EM ALGUNS didade, faz com que cresça a participação de ido- PAÍSES SELECIONADOS (EM%) sos na população e diminua a de crianças e ado- lescentes, em proporções que variam conforme a País Setor primário Setor secundário Setor terciário região do país. Em 1940, a participação de menores 1980 1999 1980 1999 1980 1999 de 17 anos no total da população era de 56%. Atu- Austrália 8 5 34 22 58 73 almente, eles são pouco mais de um terço da po- Canadá 6 4 34 23 60 73 pulação. 9
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    Número de migrantes1999 b) Aumento dos índices de natalidade e menor ex- No final da década de 90, aproximadamente 15,5 milhões de pesso- pectativa de vida. as residiam fora de suas regiões de nascimento – 9,5% do total de c) Menor expectativa de vida e redução dos índices brasileiros. de natalidade. d) Menor expectativa de vida e maior crescimento Regiões Regiões de destino (%) vegetativo. de partida Emigrantes Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste e) Fortes correntes migratórias e menos crescimen- to vegetativo. Norte* 525.427 - 25,5 29,7 4,1 40,7 Nordeste 8.555.891 9,3 - 7,3 3 14,7 4. (FUVEST/SP) No Brasil, a participação do traba- Sudeste 3.339.585 7,3 22,4 - 79,9 40,4 lho feminino no setor secundário já foi maior que nos dias atuais. Essa diminuição pode ser explica- Sul 2.239.478 7,4 3 65,7 - 23,8 da, entre outros fatores, pela Centro-oeste 874.036 28 10,9 51,4 9,7 - a) Mudança na estrutura industrial, com a menor Fonte: Sinopse Preliminar do censo 2000/IBGE - *Exclusive a população rural participação dos ramos tradicionais, como o têxtil, o de vestuário e o alimentício. À medida que cresce a expectativa de vida da popu- b) Monopolização masculina do trabalho industrial, lação, aumenta a participação das mulheres no con- decorrente das inovações tecnológicas. tingente de idosos, em razão das taxas de mortalida- c) Diminuição da importância dos ramos de química de diferenciadas entre os sexos. A sobrevida e eletrônica; tradicionais empregadores de mão-de- feminina, que tem origem em fatores biológicos, é obra feminina. d) Manutenção da estrutura industrial e monopoli- acentuada pela incidência de mortes por causas vio- zação do trabalho masculino. lentas, como homicídios e acidentes de trânsito, que e) Manutenção da estrutura industrial e do desen- atingem os homens em proporções mais elevadas que volvimento tecnológico. as mulheres e cuja ocorrência aumentou nas últi- mas duas décadas. Com efeito, a expectativa de vida 5. (VUNESP) Em termos demográficos, quanto maior feminina e a masculina passam de 6,3 anos em 1980 é a relação idoso/criança, mais elevada é a propor- para 7,8 anos em 1998, sendo que essa diferença ção de idosos. A observação da tabela permite inferir chega a dez anos em algumas localidades, como o que, nas regiões brasileiras, no período 1980-1996, estado do Rio de Janeiro. todos esses valores percentuais aumentaram. RELAÇÃO IDOSO/CRIANÇA NAS REGIÕES BRASILEIRAS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO EM 1980, 1991 E 1996 - EM PORCENTAGEM. Região 1980 1991 1996 1. (CN) “Os sinais de envelhecimento vão se acumu- Norte 6,09 7,07 8,52 lando e a sociedade fingindo que não vê. Sobretudo Nordeste 10,02 12,84 15,48 quando a idealização da juventude é nutrida dia-a-dia Sudeste 12,27 16.47 20,33 pela mídia e onde o mito do país jovem é particular- mente arraigado.”(Jornal do Brasil, 15/06/97) Sul 10,58 15,57 19,08 O fator que melhor explica a tendência de envelheci- Centro-Oeste 6,35 9,26 11,71 mento da população brasileira é: Brasil 10,49 13,90 16,97 a) A queda da taxa de fecundidade Fonte: IBGE 1996 b) O aumento da taxa de mortalidade c) O fim da política natalista dos anos 90 Assinale a alternativa que justificativa as variações d) A estagnação na entrada de imigrantes jovens observadas. e) A maior participação da mulher no mercado de a) Aumento contínuo nas taxas de natalidade e di- trabalho minuição da esperança de vida. b) Crescente alta na taxa de natalidade e diminuição da mortalidade infantil. 2. (CN) No Brasil vem ocorrendo uma sensível redu- c) Crescimento acelerado da taxa de mortalidade e ção das taxas de natalidade, principalmente a partir aumento no fluxo migratório recente. de 1960. Persistindo esta tendência, e sabendo-se d) Melhoria na distribuição de renda e diminuição da que o país caminha para o chamado equilíbrio demo- taxa de mortalidade. gráfico, o número de jovens, adultos e idosos deverá, e) Queda da fecundidade e aumento da esperança de vida. respectivamente: a) diminuir, permanecer e aumentar. 6. (UFCE) Observe as pirâmides etárias da popula- b) Diminuir, aumentar e aumentar. ção brasileira, dos anos 1950 e 1991. c) Diminuir, aumentar e permanecer. d) Aumentar, diminuir e aumentar. e) Diminuir, permanecer e diminuir. 3. (CEFET/RJ) O envelhecimento da população é um forte processo constatado em vários paises do mun- do, inclusive no Brasil. Como causas do envelheci- mento populacional podemos apontar: a) Redução dos índices de natalidade e aumento da expectativa de vida 10
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    d) O aumentoda mortalidade infantil explica a que- da do número de jovens, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. 8. (UECE) Examine com atenção o gráfico. BRASIL: DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA POR SETORES DE PRODUÇÃO (em %) – 1940 a 1995 A partir da comparação entre os dois gráficos, anali- se as afirmativas abaixo: I - A pirâmide de 1950 tem base larga apresentando um número significativo de brasileiros nas faixas de 0 a 4 anos, de 5 a 9 anos e de 10 a 14 anos, em ambos os sexos. II - Na pirâmide de 1991 observa-se uma diminuição dos grupos etários de 0 a 4 anos, indicando uma di- minuição das taxas de natalidade. III - A pirâmide de 1991 demonstra uma diminuição da população de terceira idade e do grupo de adultos em função do aumento das taxas de mortalidade. Sobre a evolução da PEA, é correto afirmar que: De acordo com o exposto acima, é correto afirmar a) A queda da PEA no setor primário, até 1990, está que: associada à industrialização, à estrutura fundiária a) I e II são verdadeiras. injusta, ao difícil acesso a terra e à mecanização da b) I e III são verdadeiras. agricultura; c) I, II e III são verdadeiras. b) Na atual década, continuam grandes contingentes d) Apenas I é verdadeira. populacionais do setor primário a se transferir para e) Apenas II é verdadeira. o terciário; c) O setor terciário em elevação indica melhoria so- 7. (UFJF) Analise a tabela cial; d) O contingente da PEA no secundário tem se ele- GRANDES CONJUNTOS POPULACIONAIS vado continuamente, o que indica maior desenvolvi- POR GRUPOS DE IDADE E SEGUNDO mento do país. AS GRANDES REGIÕES (1980-1996) 9. (UECE) Fato novo na composição da população Grandes Grupos Populacionais (%) economicamente ativa – PEA – refere-se à participa- 0 A 14 anos 15 a 64 anos 65 anos ou mais ção da mulher no mercado de trabalho. Sobre esse Grandes tema é correto afirmar que: 1980 1991 1996 1980 1991 1996 1980 1991 1996 Regiões a) Ocorrem inúmeros obstáculos ao ingresso da mu- Brasil 38,24 37,73 31,62 57,74 60,45 63,01 4,01 4,83 5,37 lher no mercado de trabalho: maternidade, baixo ní- vel de instrução, trabalho no lar, discriminação etc. Norte 46,16 42,54 39,09 51,02 54,45 57,08 2,81 3,01 3,33 b) No Brasil, não há discriminação à mulher para Nordeste 43,46 39,40 35,55 52,18 55,54 58,95 4,35 5,06 5,50 exercer atividades remuneradas. c) O número de mulheres no mercado de trabalho já Sudeste 34,15 31,22 28,42 61,66 63,64 65,81 4,19 5,14 5,78 é igual ao de homens. Sul 36,28 31,93 29,62 59,89 63,10 64,85 3,84 4,97 5,63 d) No nordeste, as mulheres, no mesmo trabalho dos C-Oeste 40,47 35,28 32,02 56,96 61,45 64,23 2,57 3,27 3,75 homens ganham mais. Fonte: IBGE, Contagem da População, 1996. 10. (UFRRJ/RURAL-2000) Analisando as pirâmides etárias representadas na figura abaixo, podemos con- Sobre a análise dos dados é correto afirmar, EXCE- cluir que o TO: a) A ampliação da parcela de adultos tem efeitos so- BRASIL – PIRÂMIDES ETÁRIAS cioeconômicos positivos, em função da diminuição do peso proporcional dos gastos destinados à popu- lação não-ativa; b) A parcela de jovens é mais elevada justamente nas regiões geográficas e camadas sociais carentes que registram crescimento vegetativa superior à mé- dia; c) O aumento da expectativa de vida da população resultou na ampliação da parcela em idade potenci- almente ativa e dos idosos, com redução da partici- pação de jovens; 11
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    a) Brasil podeser considerado um país em transição II - A partir dos anos 50 o processo de industrializa- demográfica, passando de país jovem para maduro. ção estimulou a migração do campo para a cidade, b) Brasil tende a continuar um país jovem, com ele- fenômeno que, 30 anos mais tarde, praticamente in- vadas taxas de natalidade e baixa expectativa de vida. verteu a distribuição populacional. c) Brasil apresenta uma transição demográfica con- III - A modernização da estrutura agrária brasileira cluída, evidenciada pelas baixas taxas de natalidade acentuou o esvaziamento da população rural entre e mortalidade. 1940 e 1950. d) Brasil apresenta uma população envelhecida, de- Assinale: terminante da alta taxa de mortalidade. a) Se somente a afirmativa I estiver correta. b) Se somente a afirmativa II estiver correta. e) Aumento da expectativa de vida no Brasil se deve c) Se somente a afirmativa III estiver correta. à considerável presença de jovens em sua pirâmide d) Se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. etária. e) Se todas as afirmativas estiverem corretas. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 3. (FURG) Uma das características atuais do com- portamento da população brasileira é a) O aumento da taxa de crescimento nos últimos 1. (CN) O Censo realizado pelo IBGE em 1991 reve- anos. lou mudanças estruturais na demografia brasileira. b) A estabilidade da taxa de crescimento nos últimos A respeito dessas mudanças assinale a opção que anos. revela a realidade atual junto à nova pirâmide etária c) A redução da taxa de crescimento nos últimos do país. anos. a) A base da pirâmide etária vem se estreitando, o d) A tendência à estabilização no crescimento da po- que significa que as taxas de natalidade estão dimi- pulação mais velha. nuindo, principalmente pela imposição da urbaniza- e) A tendência do crescimento da população empre- ção e da inserção feminina no mercado de trabalho. gada no setor secundário. b) O ápice da pirâmide está sofrendo um estreita- mento já que o número de idosos vem diminuindo 4. (FGV/SP) em função da baixa expectativa de vida e da falência BRASIL dos setores da previdência social que atendem essa camada da população brasileira. 1950 1970 1991 c) O Brasil ainda não iniciou o seu processo de tran- I 36% 56% 76% sição demográfica, o que nos ajuda a compreender a II 64% 44% 24% baixa participação da nossa população economica- Fonte: FIBGE mente ativa, que vem assinalado no “corpo” da pirâ- Na tabela acima, os algarismos I e II representam, mide etária. respectivamente, a dinâmica da população: d) A altura de nossa pirâmide etária está se reduzin- a) I – urbana; II – rural. do justificada pela maior concentração de investimen- b) I – empregada no setor secundário; II – empregada tos das faixas de jovens e adultos que tem um peso no setor primário. importante na economia do país. c) I – economicamente ativa; II – desempregada. e) A elevação da expectativa de vida evidenciada pelo d) I – empregada no setor terciário; II – empregada aumento da altura da pirâmide é um reflexo claro da no setor primário. melhor distribuição sócio-econômica no país, fato e) I – de 20 a 59 anos; II – de 0 a 19 anos. comprovado a partir da industrialização e urbaniza- ção do mesmo. 5. (FATEC/SP-2000) Considere o gráfico e as afir- mações apresentadas abaixo 2. (VASSOURAS/RJ) POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA DO BRASIL Ano POPULAÇÃO % Assinalados registrados Urbana Rural Free-lance / bico 1950 36,16 63,84 1960 44,67 55,3 Assalariados sem registro 1970 55,92 44,08 Autônomos regulares 1980 57,60 32,40 Funcionários públicos 1991 75,47 24,53 Empresários / outros 1996 78,35 21,65 Fonte: IBGE Desempregados Quanto ao comportamento da população brasileira . expresso na tabela acima, considere as afirmativas Fonte: Folha de São Paulo, 27/06/1999. abaixo: Especial 5 Anos Depois... p. 06 I - A população rural vem diminuindo a cada década I - A situação de “trabalho precário” é caracterizada devido às altas taxas de mortalidade registradas no pelas parcelas de trabalhadores enquadrados como campo. assalariados sem registro e “free-lance / bico”. 12
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    II - Osassalariados sem registro e os desemprega- Coluna 2 dos somam mais de 50% da população economica- ( ) pesquisa científica mente ativa no Brasil. ( ) produção de produtos petroquímicos III - Os assalariados registrados correspondem, atu- ( ) telefonia almente, a aproximadamente ¼ da população econo- ( ) manuseio de florestas exóticas micamente ativa do Brasil. A alternativa que contém a associação correta da IV - Importante parcela de assalariados brasileiros coluna 2, quando lida de cima para baixo, é está no setor público, responsável por mais da me- a) 1, 4, 2 e 3 b) 2, 3, 1 e 4 c) 3, 2, 1 e 4 tade dos empregos no país. d) 4, 1, 3 e 2 e) 4, 2, 3 e 1 Com base nas informações do gráfico e em seus co- nhecimentos sobre o assunto, deve-se concluir que 9. (INATEL/SP) A População Economicamente Ativa são corretas somente as afirmações – PEA – está diretamente ligada à estrutura econô- a) I e II; b) I e III; c) II e III; mica de um país. d) II e IV; e) III e IV. Sobre a PEA é CORRETO afirmar que: a) Nos países menos desenvolvidos não existe PEA 6. (SOUZA MARQUES/RJ) A manchete de 02/11/00 nos setores secundário e terciário. do Jornal O Globo – Caderno de Economia, diz: b) Nos países menos desenvolvidos a PEA concen- “Brasil mais feminino e urbano – Censo do IBGE tra-seno setor primário. mostra que as mulheres são maioria em 25 das 27 c) Nos países menos desenvolvidos a PEA está con- unidades da Federação” centrada no setor secundário. Assinale a alternativa que melhor explica a manchete. d) Nos países mais desenvolvidos não existe PEA a) A expectativa de vida do homem é menor que a das nos setores primário e terciário. mulheres, uma vez que os homens morrem mais cedo e) Nos países mais desenvolvidos a PEA concentra- – principalmente de causas violentas a partir dos se nos setores terciário e secundário. quinze anos. b) A fecundidade cai no País, em conseqüência do 10. (UNIFENAS/NG) O termo “População Economi- maior planejamento familiar, da participação femini- camente Ativa” (PEA) designa toda população. na no mercado de trabalho e da própria urbanização. a) Que participa do mercado de trabalho. c) A população urbana vem crescendo e a proporção b) Dotada ativamente de poder econômico. entre homens e mulheres é diferente de acordo com c) Que possui bens e está no mercado de consumo. a localidade. Nas grandes metrópoles os homens pre- d) Que trabalha na indústria. dominam e nas médias cidades a predominância é e) Que está desempregada. das mulheres. d) Os estados em que os homens são ainda maioria 11. (UFSCAR/SP) Considere as seguintes afirmações têm características rurais e forte perfil migratório sobre a população brasileira. decorrente da busca de oportunidades econômicas, I - Reduziu de forma significativa os movimentos com baixo índice de violência. migratórios inter-regionais e extra-regionais. e) A população do país envelheceu em virtude princi- II - Apresenta, nestas últimas décadas, redução da palmente da redução da taxa de natalidade e da taxa taxa de natalidade. negativa de crescimento vegetativo. III - Tem gradativamente, aumentado a esperança de vida. IV - Caracteriza-se pelo forte crescimento vegetativo. 7. (ULBRA/RS) Sobre os setores de atividade econô- V - Apresenta taxas de mortalidade infantil diferen- mica, é correto afirmar que: ciadas de acordo com a região. a) Nos países desenvolvidos o setor terciário é hi- Estão corretas SOMENTE as afirmações pertrofiado, pois existe um excesso de produção nos a) I, II e IV b) I, II e V c) I, III e IV setores primário e secundário. d) II, III e V e) III, IV e V b) O aumento no setor terciário nos países subde- senvolvidos indica um grande desenvolvimento eco- 12. (UNIFOA/RJ-2001) As atividades urbanas con- nômico. sideradas “subempregos” – tais como: vendedores am- c) Os países desenvolvidos capitalistas apresentam bulantes, os “guardadores de carro” nas ruas, os ca- amplo domínio do setor terciário, com uma forte con- melôs e biscateiros, os “vendedores nos semáforos” centração da população economicamente ativa no e outros – que aumentaram bastante no Brasil nas setor primário. últimas décadas, costumam ser incluídos no setor: d) Os bancos, o comércio e os serviços públicos são a) Primário b) Secundário c) Quaternário funções do setor terciário. d) Terciário e) Semicomercial e) Nos países desenvolvidos capitalistas predominam o setor primário, o que reflete um alto grau de de- senvolvimento humano. EXERCÍCIOS PROPOSTOS II 8. (FURG) Relacione os setores produtivos da econo- mia citados na coluna 1 com as características cita- 1. (CN) A tabela a seguir mostra que as mulheres das na coluna 2. brasileiras estão ampliando sua participação no co- Coluna 1 mando das famílias das Regiões Nordeste, Sudeste, 1 – setor primário Centro-Oeste e Sul. Porém, não é esse o caso da 2 – setor secundário Região Norte onde os índices são mais baixos. O 3 – setor terciário Estado de Rondônia, por exemplo, apresentava o ín- 4 – setor quaternário dice de 11,7% em 1991. 13
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    A questão maisgrave provavelmente seja de ordem: CRESCE O NÚMERO DE MULHERES a) Geográfica, pois os informais estão concentrados CHEFES DE FAMÍLIA nas grandes cidades. b) Tributária, pois os informais não pagam qualquer Nordeste Sudeste Centro-Oeste Sul tipo de imposto indireto. 1980 1991 1980 1991 1980 1991 1980 1991 c) Previdenciária, pois os informais, embora nada 16,6% 19,5% 14,6% 13,6% 13,2% 17,0% 12,1% 15,5% contribuam para a Seguridade Social. d) Demográfica, pois os informais apresentam, altís- Examine com atenção as alternativas a seguir e as- simas taxas de nupcialidade e fecundidade. sinale a alternativa FALSA. e) Política, pois os informais, em sua grande maio- a) Os elevados índices de participação das mulheres ria, engrossam movimentos sociais reivindicatórios enquanto chefes de família, no Nordeste brasileiro, de extrema esquerda. se explica em função da continuidade das emigra- ções de homens para Região norte, Centro-Oeste e 4. (FGV/SP) “Segundo o IBGE, um quarto dos 28 mi- Sudeste. lhões de mulheres brasileiras que trabalham são também b) A ampliação da participação das mulheres como chefes em seus lares. Desses lares, 30% estão abaixo da chefes de família nas regiões assinaladas na tabela linha da pobreza. As mulheres são, também, as maiores é resultado de conquistas obtidas pelo movimento vítimas do desemprego em centros urbanos: a taxa é de feminista que possibilitou às mulheres as mesmas 6% para a ala masculina mas de 8,5% para a feminina. (M. condições no mercado de trabalho que os homens. A. Maranhão. Inclusão das mulheres é compromisso mun- c) Rondônia tem um baixo índice de participação dial, In Jornal O Estado de São Paulo, 12/08/2000, de mulheres enquanto chefes de família, por ser p.A2) uma área de imigração recente e, neste caso, como As afirmações abaixo contribuem para entender esse acontece geralmente, predomina a população mas- contexto, exceto a alternativa: culina. a) A discriminação de gênero é forte, a tal ponto que d) Em virtude dos níveis salariais mais baixos que as mulheres necessitam de níveis mais altos de edu- as mulheres obtêm no mercado de trabalho, a eleva- cação formal para conseguir e manter empregos que lhes assegurem salários, em média, mais baixos que ção do número de mulheres como chefes de família os masculinos. indica uma elevação da miséria social, ampliando o b) A concentração da mão-de-obra no setor terciário fenômeno da pobreza. pode ser associada à desvalorização embutida na e) A desestruturação da família tem como uma de educação da mulher, que a moeda para profissões suas causas principais o intenso movimento migra- tidas como femininas, geralmente de baixo prestígio tório que atinge uma grande parte da população bra- e pequena remuneração. sileira. Uma quantidade expressiva de brasileiros não c) O ônus da reprodução, especialmente social, in- vive onde nasceu e ainda não tem seu paradeiro de- flui no tempo de experiência continuada no mercado finido. de trabalho de muitas mulheres, refletindo-se em sua qualificação no grupo de ocupações que desem- 2. (FATEC/SP) Considere o gráfico para responder à penha e na qualidade dos postos de trabalho dispo- questão. níveis. BRASIL: DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO d) A População Economicamente Ativa (PEA) femini- ECONOMICAMENTE ATIVA POR SETORES na representou uma porcentagem bastante elevada DE PRODUÇÃO (em %) e bem remunerada durante a Segunda Guerra Mun- 80 dial, mas ela vem decrescendo entre as mulheres de 70 baixa escolaridade e baixos salários, desde aquela 60 I ocasião. 50 II e) Os filhos constituem empecilhos à inserção das 40 30 III mulheres no mercado de trabalho formal, especial- 20 mente as de baixos níveis de escolaridade e de baixa 10 renda, uma vez que não existem creches e outros equi- 0 pamentos de uso coletivo em número suficiente. 1940 1950 1960 1970 1980 1990 1995 5. (CEFET/RJ) O envelhecimento da população é um Fonte: M. Adas, Panorama Geográfico do Brasil, 1998 p.495 forte processo constatado em vários países do mun- Os números I, II e III identificam, respectivamente, do, inclusive no Brasil. Como causas do envelheci- os setores mento populacional, podemos apontar: a) Primário, terciário e secundário. a) Redução dos índices de natalidade e aumento da b) Secundário, terciário e primário. expectativa de vida. c) Secundário, primário e terciário. b) Aumento dos índices de natalidade e menor ex- d) Terciário, secundário e primário. pectativa de vida. e) Terciário, primário e secundário. c) Menor expectativa de vida e redução dos índices de natalidade. 3. (FAPA/RS) Atualmente, das 69 milhões de pesso- d) Menor expectativa de vida e maior crescimento as que consistem a população ocupada no Brasil, 60%, vegetativo. ou seja, 41 milhões, estão no mercado informal. Esse e) Fortes correntes migratórias e menor crescimento fenômeno planta numerosos problemas. vegetativo. 14
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    6. (PUC/RS) maior a faixa etária adulta, que apresenta hoje, cerca de 8 BRASIL – DISTRIBUIÇÃO DA PEA POR SETOR milhões de analfabetos como chefes de família. DE ATIVIDADE V - Cresce o número de mulheres como chefes de família nos lares brasileiros, principalmente nas re- 29,2 giões Nordeste e Sudeste. No Nordeste as mudan- ças culturais e a migração constituem fatos relevan- 23,8 tes para esse processo. 17,2 Serviços São verdadeiros: a) Todos os itens acima. b) Apenas os itens III e V. Comércio c) Somente os itens II e III. 6,5 d) Os itens I, III e IV. 12,4 3,7 4,7 8,5 Outros e) Os itens I, II, IV e V. Administração Atividades Transporte e Pública Sociais Comunicação 9. (UERJ) Os dados abaixo tratam da população ocupa- da no Brasil entre o final do século XIX e início do XX. Primário Secundário Terciário BRASIL – POPULAÇÃO OCUPADA (em milhares e em %) Pela análise do gráfico referente à População Econo- SETORES 1872 1920 micamente Ativa (PEA), é correto afirmar que Agricultura 3671 – 54,1% 6377 – 69,7% a) O menor número da população ativa concentra-se Indústria 282 – 4,9% 1264 – 13,8% no setor primário, pois gradualmente a mecanização Serviços 1773 – 31,0% 1509 – 16,5% do campo transfere o antigo camponês para o traba- Total 5726 – 100% 9150 – 100% lho nas indústrias tradicionais e carentes de mão- A análise dos dados leva à seguinte característica de-obra. econômica desse período: b) A maior concentração da população ativa está no a) Crescimento do setor de serviços. setor terciário; assim como nos países ricos, profis- b) Dinamização da atividade industrial. sionais especializados dividem esse setor com pres- c) Protecionismo da agricultura de subsistência. tadores de serviço de pouca ou nenhuma qualifica- d) Desenvolvimento acelerado dos três setores eco- ção profissional. nômicos. c) O trabalho informal distribuído pelas diferentes atividades do setor secundário está sempre vulnerá- 10. (UGF/RJ) Observe a pirâmide etária abaixo vel a diversos fatores, como variação cambial, ques- tões de fronteiras e represálias policiais. d) A abertura de pequenos negócios em espaços mais carentes dos grandes centros urbanos, reflexo da desorganização socioeconômica do país, tem incha- do o setor terciário. e) O quadro apresentado reflete a realidade vivencia- da pelos países de economia planificada existentes no chamado Mundo Bipolar. 7. (UGF/RJ) O desemprego pode ser classificado em duas categorias: conjuntural e estrutural. O fator que provoca o desemprego estrutural é: a) O desenvolvimento de novas tecnologias. b) O aumento exagerado do subemprego. c) O emprego de métodos tradicionais de trabalho. d) O fortalecimento da estrutura sindical. Essa pirâmide caracteriza um país: e) O processo de êxodo urbano. a) Desenvolvido, com elevada expectativa de vida; b) Subdesenvolvido, com alta expectativa de vida; 8. (UNIFENAS/MG) Com base nos dados prelimina- c) Subdesenvolvido, com grande número de jovens; res do Censo 2000, julgue os itens abaixo: d) Desenvolvido, com baixa expectativa de vida; I - Desmitifica-se o mito da explosão populacional e) Subdesenvolvido, com reduzida taxa de natali- no país, pois a taxa de crescimento demográfico veri- dade. ficada continua em redução. II - apesar de alguns avanços sociais, a distribuição da renda não sofreu alteração na última década, per- manecendo no país as fortes desigualdades regionais. III - Houve significativo aumento da expectativa de vida e da população masculina, que hoje supera a população feminina, tendência verificada neste últi- mo censo. IV - Ao lado do envelhecimento da população, foi constata- da uma destacável queda na taxa de analfabetismo, sendo 15
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    OS MOVIMENTOS as. Segundo o IBGE, entre 1991 e 1996, São Paulo recebeu 1,1 milhão de migrantes, mais de um quarto POPULACIONAIS NO BRASIL do total do país no período. As migrações internas Fluxos migrantes para o exterior O fluxo de migrantes para o Nordeste, em sua maior Duas características marcam o fenômeno da migra- parte originário da Região Sudeste, aumenta em rela- ção em todo mundo, com reflexos no Brasil. De um ção aos dados apontados pelo Censo de 1991 (período lado há um fluxo de migrantes vindos dos países 1986/1991) e supera a Região Centro-Oeste em volu- subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, que fo- me de entrada de migrantes. No entanto, o saldo ain- gem da crescente desigualdade social e econômica, da é negativo: o número de pessoas que saem ainda é do desemprego ou de guerra em seu país de origem. maior que o de pessoas que entram na região. De outro, o deslocamento de executivos, que ocu- Na Região Centro-Oeste, apesar da menor atração, o pam cargos de direção em grandes multinacionais com saldo migratório é positivo e elevado. A Região Norte altos salários. reduziu a atração, mas continua recebendo mais gen- te do que perdendo. Os novos dados indicam, tam- Os brasileiros no exterior bém, que a atração aumenta na Região Sul e redu- zem saídas, equilibrando o saldo migratório, antes A partir de 1980, as sucessivas crises econômicas e negativo. o decréscimo de ofertas de trabalho são fatores que A Região Sudeste continua liderando a atração de levam brasileiros a migrar para outros países. Cerca migrantes, com acréscimo no volume de entrada de de 1,5 milhão de brasileiros residem fora do país, migrantes em relação ao período 1986/1991. Ocorre concentrados em maior número no EUA, no Paraguai aumento na entrada de migrantes originários da Re- e no Japão. gião Norte, Nordeste e Centro-Oeste e diminuição Os imigrantes brasileiros, em geral, têm como meta dos migrantes originários da Região Sul. trabalhar de uma a três anos em país desenvolvido, O movimento dos migrantes entre os estados e mu- mesmo que em funções menos qualificadas, para ga- nicípios brasileiros cai durante toda a década de 90 e rantir a economia necessária que lhes proporcione se diversifica. O Amapá, Tocantins e Goiás, além do melhores condições de vida ao retornar para o Bra- Distrito Federal, são os novos centros de atração sil. Nos países que os acolhem, grande parte ocupa nessa primeira metade da década de 90. Os dois pri- postos de trabalho recusados pela mão-de-obra lo- meiros recebem pessoas procedentes da própria Re- cal. Dessa forma, jovens profissionalmente bem qua- gião Norte, além do estado do Maranhão. Os demais lificados acabam executando tarefas de faxineiros, acolhem grupos de nordestinos em seu conjunto. A garçons, baby-sisteres. No Brasil, a cidade mineira mudança de rota reflete, segundo os estudiosos, o de Governador Valadares ficou conhecida pelo signi- crescimento das oportunidades de trabalho e negó- ficativo fluxo migratório rumo às cidades norte-ame- cios nessas regiões. Esse é o caso do Centro-Oeste, ricanas, principalmente Boston. Na Europa, Portu- com empreendimentos agropecuários bem-sucedidos. gal e Itália destacam-se na preferência dos imigrantes O surgimento e a consolidação de novos pólos de brasileiros. atração têm possibilitado que um número cada vez Outro fenômeno importante é o da entrada maciça maior de migrantes se mova apenas entre estados de trabalhadores brasileiros no Japão, os dekasse- da própria região de origem, caracterizando, assim, guis. De acordo com a legislação japonesa, só é per- os movimentos migratórios intra-regionais. Aumen- mitido o visto de trabalho aos nisseis, sanseis ou tando em todo o país, a migração intra-regional tem casados com descendentes japoneses. Geralmente, maior destaque no Nordeste e no Sul, regiões mar- esses imigrantes permanecem no país por um perío- cadas por forte movimento de evasão nas últimas do médio de três anos. E 1997, cerca de 202 mil bra- décadas e que, com o crescimento econômico de suas sileiros viviam no Japão. cidades, metropolitanas e do interior, passaram a reter Os dekasseguis desempenham atividades considera- suas populações, além de atrair de volta os que ha- das inferiores. A maior parte trabalha em indústrias de viam migrado para outras regiões, tornando-se pólos peças automobilísticas, eletrônica e elétrica e vive em da migração de retorno. Além disso, a diminuição de pequenos apartamentos ou alojamentos próximos ao oportunidades no Sul e Sudeste incentivou a volta local de trabalho. Os dekasseguis enfrentam intenso de migrantes a suas regiões de origem. ritmo de trabalho diário e dificuldades de adaptação Já os fluxos de longa distância, em particular aque- oriundas das diferenças de língua e de costumes. les com destino às fronteiras agrícolas, como Ron- Os Brasiguaios representam outro grupo diferencia- dônia, diminuíram na década passada. Entre os cen- do no processo de imigração geralmente, provenien- tros tradicionais de recepção de novas populações te de estados como Mato Grosso e Paraná, são cam- se matem apenas os estados do Espírito Santo, de poneses, sem-terras que ultrapassam a fronteira Santa Catarina e de São Paulo. Este último, mesmo como Paraguai e se estabelecem em áreas agrícolas com a diminuição no fluxo de migrantes, continua na Região do rio Alto Paraná. O total de 351 mil bra- sendo o estado que atrai o maior número de pesso- sileiros residia no Paraguai em 1997. 16
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    Os trabalhadores especializadosrepresentam outro 2. (CN) O grande número de imigrantes (principal- fenômeno de imigração presente no Brasil é repre- mente italianos) que vieram para o Brasil depois da sentado pelos estrangeiros de classe média, altamen- segunda metade do século XIX, foi atraído, princi- te especializada. Originários de diversos países de- palmente senvolvidos – como EUA, Inglaterra, Alemanha, a) Pela mineração Espanha e França – são empresários, executivos, téc- b) Pela criação de gado nas estâncias do sul do país nicos e funcionários de empresas multinacionais. Em c) Pelo renascimento da lavoura canavieira geral, vêm como trabalhadores temporários para mo- d) Pela lavoura cafeeira dernizar e incorporar padrões de qualidade ao siste- e) Pelo cacau e borracha ma de produção das filiais, implantar empresas e introduzir novas formas de gerenciamento. Em geral, 3. (UERRJ) Pode-se dizer que os fluxos migratórios esses trabalhadores qualificados permanecem no país entre Brasil e Japão conheceram dois momentos. No por um período máximo de três anos. São raros os primeiro deles, ocorrido há quase 100 anos, o Brasil casos que fixam residência definitiva. recebia imigrantes. Na atualidade, o fluxo se inver- teu e o país envia para o Japão os “dekasseguis”, DISTRIBUIÇÃO POR PAÍSES – 1997(*) descendentes dos imigrantes do primeiro momento. O que caracteriza a situação da maioria da popula- PAÍS % DO TOTAL ção migrante, no primeiro e no segundo momento, Estados Unidos 41,6 respectivamente, está apontado no seguinte alter- Paraguai 23,5 nativa: Japão 13,5 a) .eram colonos atraídos pelo governo brasileiro Portugal 2,9 .chegam na condição de trabalhadores ilegais Argentina 2,8 b) .eram grandes proprietários da terra arruinados Itália 2,1 .exercem ofícios agrícolas em pequenas proprieda- Alemanha 1,9 des Reino Unido 1,3 c) .trabalhavam em atividades agrícolas de exportação Guiana Francesa 1,0 .desempenham atividades pouco qualificadas no meio Espanha 0,9 urbano (*) Estimativa d) .representam estrangeiros marginalizados no mer- Fonte: Ministério das Relações Exteriores cado de trabalho .possuem dupla nacionalidade com igualdade de di- EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO reitos 4. (VUNESP) Dentre os imigrantes que se dirigiram 1. (CN) para o Brasil no século XX, uma nacionalidade des- tacou-se pelo fato da maioria ter se fixado no Estado de São Paulo, embora grande parte tenha se dirigido para outros estados, como Paraná, Amazonas e Pará. No interior paulista, dedicaram-se ao cultivo do chá no Vale da Ribeira, do algodão e à criação do bicho- da-seda no oeste e aos hortifrutigranjeiros nos arre- dores da capital. O texto trata do imigrante a) Italiano; b) Espanhol; c) Japonês; d) Alemão; e) Holandês. “Migrando atrás de novas terras, de safras agrícolas ou 5. (UFES) rumo às cidades, os migrantes são resultados do pro- BRASIL – FLUXO MIGRATÓRIOS – 1940/1994 cesso político e econômico do país, (...)” (Valim, Ana. Migrações: Da Perda da Terra à Exclusão Social. São Paulo: ed. Atual, 1999) A partir da charge e do texto, pode-se dizer que os migrantes no Brasil são movidos por: a) Garantia de sucesso nas áreas receptoras b) Necessidade de sobrevivência econômica. c) Produtividade nas áreas de fronteira agrícola. Os itens seguintes referem-se ao fenômeno migra- d) Intensa proletarização das grandes cidades. tório representado nas figuras acima. e) Promessa de emprego nas cidades médias. I - Fluxo migratório em direção ao oeste brasileiro, 17
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    contribuindo para aceleraro processo de urbaniza- A partir do texto, as mudanças nas relações entre a ção no país e perda gradativa da influência do Sudes- economia paulista e algumas áreas do Nordeste, no te como região de imigração. que tange ao emprego, podem ser traduzidas pela II - Predominância dos fluxos migratórios inter-regi- seguinte afirmação: onais com ênfase à viagem dos paus-de-arara em di- a) A crise econômica do Centro-Sul estimula as mi- reção ao Sudeste e ao Centro-Oeste. grações de reforço e a criação de empregos mais ba- III - Surgimento de pólos regionais, de fluxos migra- ratos no Nordeste; tórios intra-regionais ou intra-estaduais, e consoli- b) A política de incentivos fiscais do governo paulista dação do processo de urbanização do país. expulsa empresas e impulsiona o trabalho mais qua- A seqüência dos itens que descreve esse fenômeno lificado no Nordeste; migratório é: c) A saturação da cidade de S.P. força a desconcen- a) I, II, III. b) I, III, II. c) II, I, III. tração industrial e estimula a absorção de empresas d) II, III, I. e) III, II, I. paulistas por nordestinas; d) A ação do governo nordestino abre novas possibi- 6. (UERJ) lidades de investimentos e dificulta a solução de pro- blemas de poluição industrial e Sudeste. IRACEMA VOOU Iracema voou 8. (UFRN) O fluxo migratório de brasileiros tem so- Para a América frido grandes transfomações. Nas três últimas déca- Leva roupa de lã das, o Paraguai se constituiu o segundo destino da E ainda lépida emigração nacional. Vê um filme de quando em vez Esse fato se deve à(ao) Não domina o idioma inglês a) Incentivo à colonização, pelo governo paraguaio, Lava chão numa casa de chá na região fronteiriça. b) Disponibilidade de áreas agrícolas com preço infe- Tem saído ao luar rior ao das terras do centro-sul brasileiro. Com um mímico c) Perseguições políticas a grupos de trabalhadores Ambiciona estudar rurais. Canto lírico d) Sistema produtivo, que concentra melhores opor- Não dá mole pra policia tunidades de emprego. Se puder, vai ficando por lá Tem saudade do Ceará 9. (C.M. – BARRA DO PIRAÍ/RJ) A migração campo- Mas não muita cidade nos países industrializados tem como causa Uns dias, afoita fundamental: Me liga a cobrar a) O baixo rendimento agrícola É Iracema da América b) A escassez de terras agriculturáveis (Chico Buarque de Holanda) c) A substituição da atividade agrícola pela secunda- rista A explicação adequada para a imigração de brasilei- d) A liberação da mão-de-obra com a mecanização rural ros, como a de Iracema, referida na letra da canção, é a: 10. (CESGRANRIO) A respeito da presença nipônica a) Política de imigração do governo americano, que no Brasil, completando 90 anos em 1998, é correto facilita a absorção no mercado de trabalho. afirmar que os primeiros japoneses que aqui chega- b) Falta de perspectivas no mercado de trabalho, que ram: motiva procura de alternativas no exterior. a) Entraram em conflito com alemães, italianos e c) Estrutura de concentração de terra, que promove poloneses. a expulsão de trabalhadores nordestinos. b) Fundaram inúmeras cidades no Sul do Brasil. d) Desqualificação para o trabalho, que estimula a c) Criaram colônias agrícolas em todo o Centro-Oeste. busca por ocupações compatíveis com as condições d) Concentraram-se no Estados de São Paulo e do de origem. Pará. e) Dispersaram-se ao longo de todo o litoral. 7. (UERJ) “Em 1989, quase todos os 407 operários da cidade de Pacajus (Ceará) estavam na fábrica de suco e 11. (CESGRANRIO)Na história da imigração para o castanha-de-caju, Jandaia. Hoje, a cidade abriga a fábrica Brasil, no século XX, há de se destacar a Lei de Co- de jeans da Vicunha, a Regesa, produtora de papel, e uma tas, de 1934. por essa lei, só poderiam ingressar, cadeia de fornecedores. O número de empregos chegou a anualmente, até 2% do total de imigrantes de uma 5.188, um salto de 1.147%. ‘São Paulo já foi o Eldorado de mesma nacionalidade já estabelecidos no país nos todo cearense’, diz o mecânico de tecelagem Genival Soa- 50 anos anteriores. Com isto, o Governo federal vi- res da Silva, que morou nove anos na capital paulista. sava a diminuir a importância política da mão-de- ‘Mas o futuro está aqui’, completa o operário, que ganha R$ obra operária de origem: 550,00, metade do que recebia em São Paulo”. a) Italiana. b) Portuguesa. c) Japonesa. (Adaptado de Folha de São Paulo, 19/09/99) d) Sirio-libanesa. e) Coreana. 18
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    12. (CESGRANRIO) b) NORDESTE: deixou de ser uma área de saída de população, estancando o seu fluxo migratório para a NORDESTE: Movimentos sazonais Região Sudeste. c) SUDESTE: deixou de ser uma área de entrada de população para se tornar uma região de expressiva evasão populacional. d) SUL: tornou-se uma das principais áreas de saída de população, sobretudo para as regiões Centro-Oeste e Norte do país. e) NORTE: transformou-se na principal área de en- trada de população, recebendo equilibradamente ha- bitantes de todas as demais regiões do país. 3. (CESGRANRIO) A imigração estrangeira teve pa- pel importante na formação da estrutura populacio- nal do Brasil. Sobre esse fluxo migratório, pode-se afirmar que os: I – eslavos, os italianos, os alemães e os poloneses concentraram-se na região sul do país, onde se ins- talaram no final do século XIX, o que explica, em boa parte, a predominância de brancos entre a popu- lação sulista; II - japoneses, chegando, em grande parte, a partir A população sertaneja que se desloca nas estações secas encontra na Zona da mata uma demanda por de 1908, concentraram-se em São Paulo e no Pará, mão-de-obra sazonalmente aquecida pela: dedicando-se nesse último estado, à agricultura da a) Formação de pastagens novas em áreas de matas. pimenta-do-reino; b) Realização da colheita de cana-de-açúcar. III - negros, oriundos da África são mais numerosos c) Necessidade de replantio de velhos cafezais. no nordeste, primeira grande área de atração popu- d) Implantação de grandes projetos de reflorestamento. lacional do Brasil. e) Ocorrência do plantio de lavouras de algodão. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): a) I apenas. b) I e II apenas. 13. (UGF/RJ) “Maria mora em Nova Iguaçu, na Baixada c) I e III apenas. d) II e III apenas. Fluminense. Ela é empregada doméstica e trabalha em e) I, II e III. Copacabana, na zona sul carioca. Todos os dias acorda às quatro horas da manhã para pegar o trem e o ônibus, 4. (CESGRANRIO) No verão, os pastores se dirigem, enfrentando três horas de viagem. com seus rebanhos, para as altas montanhas da zona No dia 15 de novembro de 2001, a passagem aumentou, temperada, devido aos bons pastos que existem aci- embora a qualidade do transporte continuasse a mesma. ma da zona florestal. Esse movimento migratório é São 17 horas. Vai começar o retorno para sua residência.” conhecido como: A situação descrita no texto acima caracteriza um a) Pendular. b) Diário. c) Transumância. tipo de migração existente nas regiões metropolita- d) Definitivo. e) Êxodo rural. nas do país. Esse tipo de migração denomina-se: a) Êxodo rural b) Pendular. c) Transumância. 5. (UNIRIO) d) Emigração. e) Imigração. Os anos 90 estão mudando o Brasil O gráfico a seguir demonstra uma mudança no com- EXERCÍCIOS PROPOSTOS portamento da população brasileira. Número de migrantes em milhões 1. (CN) Os italianos se fixaram no Rio Grande do Sul e preferiram ocupar. 3,5 3,1 a) A franja litorânea 3 2,7 b) Os vales dos rios 2,5 c) As depressões 2 d) As planícies 1,5 e) Os topos dos planaltos 1 2. (UFF) A alternativa que apresenta uma relação cor- 0,5 reta com as recentes mudanças na mobilidade espa- 0 1980-1991 1991-1996 cial da população brasileira é: a) CENTRO-OESTE: mantém-se como uma área de saída de população, principalmente para a Região Quanto às características do processo apresentado Sudeste. no gráfico é correto afirmar que: 19
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    a) Na décadade 90 houve uma diminuição do ritmo de migrações dos pequenos municípios para as cida- des médias. b) Atualmente o intenso movimento migratório é de nordestinos para a região Sudeste, que representa um pólo de tração populacional. c) Entre 1991 e 1996, acentua-se o êxodo rural, tor- nando-se o mais importante movimento populacio- nal interno. d) A partir dos anos 90, passaram a predominar flu- xos migratórios de âmbito intra-regional ou intra- estadual. e) As regiões metropolitanas registraram, hoje, altas taxas de crescimento em virtude dos movimentos de migração de retorno. 6. (UERJ) “Mano velho, mando as primeiras notícias des- de que deixei você e a família no nosso lugar. As dificul- dades são muitas. A chuva não falta, embora tenha uma época em que diminui um pouco. Já a terra não é tão fértil quanto parecia: se a gente não cuida, ela logo cansa, por- b) O fluxo migratório de sulistas começou a partir das zonas coloniais do Rio grande do Sul para o oes- que a água só leva o que ela tem de bom. E somente te de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná, acompa- quando se derruba aquela mata densa é que se vê que o nhando as regiões de mata, mas hoje ocorre, tam- chão não é plano, e sim ondulado. Com isto, e ainda mais bém, em regiões de cerrado do centro Oeste. a distância até o rio, tudo fica mais difícil. c) Ao contrário dos migrantes nordestinos, muitos De qualquer maneira, ainda está dando para levar melhor pobres, os sulistas são, na maioria, grandes empre- do que aí na terra; pelo menos aqui não tem que ficar sários que possuem muito capital para investir nas pedindo licença a usineiro para plantar umas coisinhas...” indústrias nascentes no Norte e Centro-Oeste. Imagine que o trecho acima seja de uma carta escri- d) Um dos produtos mais difundidos pelos sulistas é ta por um migrante para sua família. o trigo, cujas novas sementes permitem o seu culti- De acordo com os elementos nela contidos, a alter- vo, hoje, inclusive em áreas de clima equatorial como nativa que expressa, respectivamente, as áreas de a Amazônia. imigração e emigração, é: e) Um dos principais motivos que levam os sulistas a) Campos do Sul – Mata de Araucária. a deixarem o Sul em direção às fronteiras agrícolas é b) Cerradões do Centro-Oeste – Agreste. a extinção das terras agriculturáveis na região e o c) Caatinga do Nordeste – Pampa Gaúcho. fracionamento excessivo dos antigos latifúndios. d) Terra-firme na Amazônia – Zona da Mata Nordestina. 9. (ESA) Algumas regiões brasileiras desenvolveram- 7. (UERJ) “Laércio Pereira da Silva, 18, veio do interior se em função dos grupos étnicos que atraíram, bem da Bahia para trabalhar durante quatro meses na colheita como das atividades introduzidas pelos mesmos no do café(...). Segundo o sindicato dos trabalhadores ru- local. Assinale a alternativa correta: rais(...), cerca de 25 mil trabalhadores migram do norte a) Os alemães do vale do rio Itajaí-açu dedicam-se de Minas gerais e do sul da Bahia para a região cafeeira à extração mineral, sobretudo o ferro, manganês e de Patrocínio (Triângulo Mineiro) nesta época (julho).” (FO- carvão. LHA DE SÃO PAULO, 07/08/98) b) Os negros do Recôncavo baiano introduziram, na A utilização de mão-de-obra migrante pela economia região, o cultivo de algodão, destacando-se como um dos primeiros grandes ciclos econômicos da História cafeeira explica-se por: do Brasil. a) Necessidade de replantio anual do cafezal, obri- c) No vale do rio Paraíba do Sul, os italianos introdu- gando à contratação de um contingente extra de agri- ziram, com sucesso, a cultura da soja. cultores. d) O vale do Ribeira do Iguape concentrou japoneses b) Sazonalidade na cultura do café, implicando uma que se dedicam ao cultivo do chá. variação da necessidade de trabalhadores ao longo e) Os povos de origem eslava predominam no Para- do ano. ná, onde se dedicam, principalmente, ao comércio c) Ocorrência da seca no sertão mineiro e baiano, varejista. liberando trabalhadores da cultura de cana-de-açú- car na região. 10. (C.M.-NOVA FRIBURGO/RJ) Ao iniciar sua aula d) Organização de frentes de trabalho no triângulo sobre migrações internas, o professor escreveu no Mineiro pelo governo federal, atraindo migrantes para quadro de giz as seguintes estrofes de uma música a cafeicultura. popular dos meados do nosso século: “Quatro horas da manhã 8. (UFF) O mapa a seguir mostra um dos principais Sai de casa o Zé marmita fluxos migratórios das últimas décadas no Brasil, o Pendurado na porta do trem dos Sulistas ou “Gaúchos”. Zé marmita vai e vem” 20
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    O tipo demigração demonstrado na música pode ser a) O constante deslocamento de trabalhadores nor- classificado como: destinos para o centro-sul do país acaba inviabilizan- a) inter-regional b) transumância do projetos econômicos para o nordeste, já que, além c) êxodo rural d) pendular de uma mão-de-obra desqualificada, a região acaba e) sazonal gerando um mercado consumidor reduzido e, conse- qüentemente, uma área de repulsão demográfica. 11. (UNIRIO) das afirmativas abaixo, sobre as mi- b) O nordestino migra para o centro-sul do país, na grações no Brasil, apenas uma NÃO é verdadeira. As- maioria das vezes, por falta de opções em sua terra sinale-a; natal, onde uma estrutura política-socioeconômica a) A imigração foi muito importante no período de arcaica e um crescimento vegetativo elevado contri- 1850 até 1834. buem para incompatibilizar a fixação deste povo e b) A migração rural-urbana ou êxodo rural se acele- sua região de origem. rou após 1950. c) O deslocamento gradativo de nordestinos para c) A migração rural-rural, de uma área agrícola para outras regiões do país obedece a um ciclo normal, outra, sempre foi de pouca importância. onde as regiões mais desenvolvidas tendem a com- portar-se como áreas de atração e as menos favore- d) As migrações pendulares nas grandes cidades vêm cidas como de repulsão populacional. aumentando de intensidade desde a década de 50. d) O Nordeste, por possuir uma grande deficiência e) As transformações econômicas que ocorrem no em termos cultural, econômico e social, acaba en- centro-sul têm provocado uma grande mobilidade frentando problemas maiores do que as demais regi- populacional. ões do país, principalmente numa época em que a economia encontra-se cada vez mais globalizada. 12. (UGF/RJ) “No Brasil esse tipo de migração é prati- e) O êxodo-rural é o elemento fundamental para en- cada em vários lugares do país. No Nordeste ocorre en- tendermos a migração nordestina, onde a mecaniza- tre o Sertão e o agreste e a Zona da Mata. Após a colheita ção da agricultura expulsa grande parte do povo rural do feijão e do milho em suas pequenas propriedades, para os grandes centros urbanos. trabalhadores deslocam-se para a Zona da mata, aonde vão se empregar no trabalho sazonal do corte da cana-de- 2. (PUC/RJ) “A migração tem sido ao longo da história, açúcar, retornando para suas propriedades ao término um elemento importante na dinâmica demográfica e econô- da safra”. (ADAS, Melhem e Sérgio ADAS – colaborador; mica brasileira. Seja através das migrações do além-mar, panorama Geográfico do Brasil: contradições, impasses em um primeiro momento, seja em função da mobilidade e desafios sócioespaciais. São Paulo: Modema, 1998, pág. interna posteriormente, o fato é que o fenômeno migratório 517 – adaptado). não pode ser desconsiderado quando se pretende enten- O movimento populacional descrito no texto recebe der ou mesmo descrever a trajetória populacional do país.” o nome de: (CUNHA, José Marcos P. da. A mobilidade intra-regional na metró- a) Êxodo urbano. b) Imigração. pole; Consolida-se uma questão. Travessia – revista do migrante, c) Transumância. d) Migração diária. nº 23 – 1995. CEM – São Paulo). e) Pendular urbana. Com relação aos diferentes momentos das migrações, durante o século XX, no Brasil, qual das alternati- EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO II vas NÃO faz uma correlação correta? a) Até a crise de 29: economia agroexportadora; des- taque da imigração estrangeira. 1. (CN) b) Período pós-30: Industrialização restringida; flu- “(...) ta vendo aquele colégio, moço? xos populacionais para as fronteiras agrícolas e para eu também “trabaiei” lá as grandes cidades. lá eu quase me arrebento c) Entre as décadas de 50 e 70: Industrialização avan- fiz a massa, pus cimento çada: intensa mobilidade inter-regional e interesta- ajudei a rebocar dual; direção Sudeste destacadamente São Paulo. minha “fia” inocente d) Década de 80: Crise, redução da mobilidade inte- vem pra mim toda contente restadual; migração de retorno. Pai, vou me matricular e) Década de 90: Recuperação econômica: ressurgi- mas me diz um cidadão: criança de pé no chão mento dos grandes fluxos inter0regionais; direções aqui não pode estudar NE-SE e Sul-Norte. essa dor doeu mais forte porque é que eu deixei o norte 3. (VASSOURAS/RJ) Assinale as características corre- eu me pus a dizer: lá seca castigava tas das migrações internas no Brasil entre 1950 e 1980. mas o pouco que eu plantava a) Incorporação da Amazônia; grandes deslocamen- tinha direito de comer...” tos Nordeste-Norte e Centro-Oeste-Norte. b) Intensificação da industrialização. Grande mobili- (Cidadão – Lúcio Barbosa) dade inter-regional, com predomínio de fluxos para o Os versos acima retratam a realidade de boa parte Sudeste. da população nordestina, que parecem ter se torna- c) Economia agrário-exportadora; migração estrangeira. do “um povo errante” dentro de seu próprio país. d) Indústria manufatureira; fluxos de áreas de ex- Conhecendo a dinâmica política-socioeconômica des- pansão agrícolas e cidades médias. ta região, assinale a alternativa que faça referência e) Industrialização substitutiva; migração de retorno correta a uma causa desta realidade. cidade-campo. 21
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    4. (UFRURJ/RURAL) Oêxodo rural, o crescimento Assinale a alternativa em que os fatores explicam a desordenado das cidades, a especulação imobiliária, rapidez com que o campo tem jogado os trabalhado- a ocupação operaria das zonas suburbanas e as ci- res rurais em direção aos centros urbanos. dades dormitórios são componentes articulados da a) Estímulo à agricultura de subsistência, mecaniza- realidade populacional brasileira que implica no mo- ção agrícola e modernização do sistema de trabalho. vimento migratório. b) Prática da cooperação agrícola, concentração fun- a) Inter-regional b) Urbano-rural diária e centralização de capital na cidade. c) Sazonal d) Pendular c) Concentração fundiária, mecanização agrícola, al- e) Transumante teração nas relações de trabalho e alocação do capi- tal no campo. 5. (ALFENAS/MG) A respeito do processo migratório d) Fascínio pela cidade, desenvolvimento das colôni- Nordeste/Sudeste no Brasil, na década de 80, é COR- as agrícolas e práticas do sistema policultor. RETO afirmar que: e) Especulação imobiliária, segregação social e ins- a) A onda migratória em direção ao Sudeste, particu- talações de comunas populares. larmente para a Grande São Paulo, continuou inal- terada. 9. (UFPI) Importantes movimentos migratórios vêm b) A região Sudeste apresentou um fenômeno inédito ocorrendo no Brasil, nos últimos 20 anos, destacan- pois, pela primeira vez, o saldo migratório foi negativo. do-se entre estes as migrações rural-urbanas. Sobre c) A promessa do governo em realizar a transposição este assunto, marque a alternativa correta. do rio São Francisco para a região da seca nordestina a) Trata-se de migrações pendulares que ocorrem nos influi na redução do fluxo migratório. grandes centros urbanos, especialmente nas princi- d) As políticas governamentais de apoio aos nordes- pais metrópoles. tinos afetados pela seca começaram a surtir efeito, b) São migrações inter-regionais aceleradas pelo pro- contribuindo para reduzir a migração. cesso industrial que se deu em todas as regiões bra- e) O aparecimento do MST (Movimento dos Trabalha- sileiras. dores Rurais Sem-Terra) na região Amazônica deslo- c) São as migrações que vêm ocorrendo para as cida- cou a migração nordestina para aquela região em des do Nordeste em função da ampla mecanização busca dos assentamentos. do campo nesta região. d) Constituem-se da saída de pessoas do campo para 6. (PUC/RS) Os brasiguaios são o resultado da ex- as cidades, tanto por fatores de modernização como pulsão de milhares de agricultores do sul do Brasil, de estagnação do campo. iniciada na década de 50. O seu retorno às terras e) São as migrações que vêm ocorrendo na Região brasileiras constitui mais um problema social. O país Nordeste para o Centro-Sul, em função do cresci- que abrigou esses indivíduos e o principal Estado repulsor são, respectivamente: mento industrial desta região. a) Uruguai e Paraná. b) Paraguai e Rio grande do Sul. 10. (UFRURJ) “As grandes migrações são, aliás, uma c) Bolívia e Santa Catarina. resposta e representam, na maior parte dos casos, uma d) Uruguai e Rio Grande do Sul. queda no valor individual: o abandono não desejado da e) Paraguai e Paraná. rede tradicional de relações longamente tecidas através de gerações; a entrada já como perdedor em outra arena 7. (FAPA/S) Nos vales da Serra Geral, bem como da de competições cujas regras ainda tem que aprender; a Depressão Periférica contígua, no Rio Grande do Sul, ruptura cultural com todas as suas seqüelas e todos os processou-se uma forma de ocupação territorial dis- seus reflexos. A maior parte das pessoas não é, hoje, tinta da que ocorreu na Campanha Gaúcha. O agen- diretamente responsável por estar aqui e não ali, vítimas te responsável pela ocupação dos referidos vales foi de migrações que podem ser qualificadas de forçadas.” sobretudo o (Adap. De OLIVA, Jaime e GIANSANTI, Roberto. Temas a) bandeirante vindo de São Paulo da geografia do Brasil. São Paulo, Atual, 1999. p.326) b) imigrante alemão O que melhor traduz a natureza do processo acima é: c) imigrante açoriano a) A oportunidade de trabalho não é determinante d) imigrante italiano para as migrações. e) lagunense tropeiro de gado. b) Essa migração, embora de difícil adaptação, é do tipo diária ou pendular. 8. (UEPB) A ilustração abaixo mostra que os fluxos c) A adaptação cultural do migrante e demorada, mas migratórios são uma constante no espaço brasileiro. acaba inevitavelmente acontecendo. d) A necessidade determina a migração, que se torna involuntária e sofrida. e) Nessas migrações, a queda no valor individual é decorrência exclusiva dos salários. 11. (VASSOURAS/RJ) Na reorganização do espaço brasileiro nas últimas décadas, tiveram papel rele- vante as migrações inter-regionais. A respeito desse assunto, assinale a afirmativa FALSA. a) A Região Nordeste é a que mais foi marcada pelos efeitos das emigrações de sua população. 22
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    b) Os movimentosmigratórios na década de 90 foram POPULAÇÃO URBANA DISTRIBUIÇÃO REGIONAL (em %) menos intensos do que os verificados em décadas REGIÕES 1999(*) 1996 1991 1980 1970 1960 anteriores. c) Em relação à imigração estrangeira, o Brasil sem- Norte - 622,35 59,04 50,32 45,13 37,38 pre adotou políticas de atração, captação e irrestrito Nordeste 63,6 65,21 60,25 50,46 41,81 33,89 apoio a este tipo de fluxo. d) As Regiões Norte e Centro-Oeste foram as que, Sudeste 88,7 89,29 88,02 82,81 72,68 57,00 mais recentemente, receberam fortes correntes mi- Sul 78,4 77,21 74,12 62,41 44,27 37,10 gratórias. Centro-Oeste 81,8 84,42 81,28 70,84 48,04 34,22 e) A Região Sudeste foi, em décadas anteriores, o destino de grandes levas de imigrantes. Total 79,7 78,36 75,59 67,59 55,92 44,67 (*) Informação não disponível para a Região Norte 12. (ENEM) Fonte: IBGE Nos anos 70, a população urbana soma 52 milhões contra 41 de moradores nas áreas rurais. As grandes cidades, por concentrar o maior número de fábricas, são as que mais atraem os trabalhadores vindos do campo. Nesse período, a capital de São Paulo recebe aproximadamente 3 milhões de migrantes de diver- sos estados. A Região Sudeste destaca-se como a mais urbanizada. Entre 1970 e 1980, a expansão ur- bana mantém-se em níveis elevados (4,44% ao ano), O problema enfrentado pelo migrante e o sentido da expressão “sustança” expressos nos quadrinhos, e, no final da década, 67% dos brasileiros já residem podem ser, respectivamente, relacionados a em centros urbanos. Em 1980, todas as regiões bra- a) rejeição c/ alimentos básicos. sileiras têm nas cidades a maioria dos seus habi- b) discriminação / força de trabalho. tantes. c) falta de compreensão / matérias-primas. d) preconceito / vestuário. POPULAÇÃO URBANA - 2000 e) legitimidade / sobrevivência. 100 90,52 86,79 80,94 81,25 80 69,87 69,87 O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO 60 E METROPOLIZAÇÃO 40 NO BRASIL 20 A urbanização brasileira 0 Norte Centro- Nordeste Sudeste Sul Brasil A grande maioria da população brasileira – 81,23% Oeste dos habitantes – reside em áreas urbanas. Em 1999, segundo a pesquisa Nacional por amostra O processo de urbanização diminui nos anos poste- de Domicílios (Pnad), do IBGE, a Região Nordeste riores, mas as áreas rurais passam a registrar cres- tinha uma das maiores taxas de urbanização, mas cimento negativo pela primeira vez, por causa da re- em 2000 foi desbancada pelo Centro-Oeste. Essa re- dução de sua população em números absolutos. Entra gião e o Sudeste apresentam os maiores índices de 1991 e 1996, as cidades ganham cerca de 12,1 mi- urbanização de 86,73% e 90,52%, respectivamente. lhões de habitantes, o que resulta na elevada taxa O processo de urbanização no Brasil começa na dé- de urbanização de 78%. O ano de 1996 é um marco cada de 40. A expansão das atividades industriais na superioridade numérica da população urbana em em grandes centros atrai trabalhadores das áreas todos os estados brasileiros. O último a fazer a tran- rurais, que vêem na cidade a possibilidade de rendi- sição é o maranhão, que até 1991 apresentava a maior mentos maiores e melhores recursos nas áreas de parte da população em áreas rurais. educação e saúde. Na mesma década de 90, porém, o surgimento de O Brasil deixa de ser um país essencialmente agríco- novos postos de serviços desvinculados da agricul- la no final da década de 60, quando a população urba- tura nas áreas rurais tende a diminuir o êxodo do na chega a 56%. Para essa mudança contribui a me- campo. Prestação de serviços, construção civil, co- canização das atividades de plantio e colheita no mércio e área social são setores em crescimento nas campo – que expulsa enormes contingentes de traba- áreas rurais e já chegam a garantir rendimentos lhadores rurais – e a atração exercida pelas cidades mensais maiores que os da cidade. como lugares que oferecem melhores condições de vida A maioria dos migrantes não tem escolaridade nem com mais acesso à saúde, educação e emprego. experiência profissional, o que faz com que aceitem 23
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    empregos mal remuneradose se sujeitem a traba- Colar lhos temporários ou atividades informais para so- Metropolitano 390.749 469.393 78.644 2,08 breviver, como as de camelô ou vendedor ambulante. de Belo Horizonte Os baixos rendimentos levam esse trabalhador para Vale do Aço 38.884 399.442 60.558 1,86 as periferias das grandes cidades – com freqüência, Colar loteada por favelas e moradias irregulares e por isso, Metropolitano 159.672 163.313 3.441 0,24 mais baratas. Muitas dessas residências, feitas de do Vale do Aço modo precário e com materiais frágeis, são erguidas Grande Vitória 1.126.618 1.425.788 299.150 2,68 próximas a margens de córregos, charcos ou terre- Rio de Janeiro 9.814.574 10.872.768 1.058.194 1,15 nos íngremes e enfrentam o risco de enchentes e São Paulo 15.444.941 17.834.664 2.389.723 1,63 desmoronamentos em estações chuvosas. Baixada Santista 1.220.249 1.474.665 254.416 2,15 A distância das áreas ventrais dificulta o acesso des- Campinas 1.866.035 2.333.230 467.205 2,54 sa população aos serviços de saúde e à educação, e Curitiba 2.063.654 2.725.629 661.975 3.17 as periferias atendem precariamente a suas neces- Londrina 551.018 647.760 96.742 1,83 sidades básicas de abastecimento de água, luz, es- Maringá 381.369 423.898 92.329 2,46 goto e transportes públicos. Faltam, creches para os filhos das mulheres que trabalham, a alimentação Florianópolis 530.621 708.391 127.770 3,29 insuficiente ou de má qualidade contribui para o sur- Área de Expansão 98.562 106.772 8.210 0,90 gimento de doenças e desnutrição infantil e as pou- de Florianópolis cas opções de lazer para os adolescentes favorecem Vale do Itajaí 320.374 399.498 79.124 2,51 a eclosão da violência. Área de Expansão 113.326 138.816 25.490 2,30 Nas últimas décadas, o movimento em direção às do Vale do Itajaí áreas periféricas é significativo nas regiões metro- Norte/Nordeste politanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Hori- Catarinense 383.622 471.893 68.271 2,35 zonte e Salvador e pode ser observado na dimensão Área de Expansão da população de usas áreas metropolitanas que pros- do Norte/Nordeste 354.254 451.439 99.185 2,81 peram a taxas médias de 2,4 ao ano. São Paulo, Rio Catarinense de Janeiro e Salvador são as metrópoles que mais Porto Alegre 3.347.010 3.655.834 508.824 1,70 enfrentam esse tipo de problema. Goiânia 1.227.016 1.636.465 409.449 3,28 A rápida urbanização faz co que as cidades vizinhas, Região Integrada de ou um município e seus subúrbios, aumentem de Desenvolvimento 2.149.921 2.943.420 793.499 3,59 tamanho e, em conseqüência, formem um só con- do Distrito Federal junto. Esse processo, chamado conurbação, eclode Total das Regiões no Brasil em 1980 e prolonga-se na década de 90 em Metropolitanas 56.850.892 67.898.496 11.047.604 2,01 diversas regiões. A instituição de região metropoli- Brasil 146.825.475 169.590.693 22.765.218 1,63 tana, porém, apresenta sérios problemas quando não Fonte: Censos Demográficos, 1991 e 2000/IBGE se criam os serviços necessários, como transporte público e habitação, para atender ao crescimento da Em 2000, o Brasil alcança o total de 28regiões metro- população desse conjunto de cidades. politanas em todo o país. O espaço produtivo das grandes cidades já cede lugar No número de habitantes que vivem nestas regiões as expansões das médias e pequenas cidades do in- atinge a faixa de 88 milhões que corresponde a 40% terior, dotadas de infra-estrutura mínima para o de- da população total. Apenas nas três maiores – São senvolvimento produtivo. As capitais regionais já co- Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte – vivem qua- operam com os maiores investimentos econômicos dos se 20% da população do país. seus respectivos estados. Esse avanço se deve ao A taxa média de crescimento das regiões metropoli- desenvolvimento das economias globalizadas. tanas entre 1991 e 2000 é de 2,01%, enquanto a das não-metropolitanas é de 1,38%. Rio de janeiro e Re- REGIÕES POPULAÇÃO CRESC. TAXA MÍN. cife foram as regiões que menos cresceram com ta- ABSOLUTO DE METROPOLITANAS 1991 2000 1991/2000 CRESC. xas anuais médias de 1,15% e 1,50%, respectivamen- ANUAL(%) 1991/2000 te. No mesmo período, as metrópoles que mais Belém 1.401.305 1.794.981 193.676 2,82 cresceram foram Distrito Federal, com taxa média de São Luís 820.137 1.068.436 248.299 3,01 3,59%, e Florianópolis, com 3,29%. A população das capitais tem crescido mais lenta- Fortaleza 2.401.878 2.975.703 573.825 2.43 mente do que a do interior. Rio de Janeiro e São Natal 826.208 1.040.169 213.961 2,62 Paulo apresentam até 2000 as taxas mais baixas Recife 2.919.979 3.335.704 415.725 1,50 entre todas. Maceió 786.643 987.973 201.330 2,59 No entanto, nos municípios periféricos das capitais, Salvador 2.496.523 3.018.285 521.764 2.15 que na maioria dos casos pertencem à região metro- Belo Horizonte 3.515.542 4.342.367 826.825 2,40 politana, as taxas de crescimento médio giram em 24
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    torno de 5%ao ano. No Rio de Janeiro, esse proces- 5. (UERJ) “No rearranjo espacial do sistema, as gran- so está ocorrendo principalmente nos municípios da des corporações localizaram suas subsidiárias principal- Baixada Fluminense. mente nas metrópoles de países periféricos, onde encon- traram as mais favoráveis condições para reprodução do DISTRIBUIÇÃO DOS MUNICÍPIOS seu capital. Ao mesmo tempo, aí implantaram as sedes de POR FAIXA POPULACIONAL - 2000 gestão de seus negócios. Formaram-se elos de uma ca- deia seleta de metrópoles, onde se realizam o controle e o MUNICÍPIOS POR NÚMERO DE % POPULAÇÃO % O N DE HABITANTES MUNICÍPIOS comando do mercado capitalista no plano global (...). (COR- Com menos de 50.000 4.980 90,43 6.212.375 3,66 DEIRO, Heleno Kohn. O Novo Mapa do Mundo. São Paulo – Hucitec – Anpur, 1993.) De 50.001 a 100.000 303 5,50 21.004.081 12,40 Essa crescente importância de algumas metrópoles De 100.001 a 500.000 193 3,50 39.541.616 23,32 da periferia do sistema capitalista, especificamente De 500.001 a 1.000.000 18 0,33 12.550.361 7,40 na consolidação de cidades globais em uma econo- Com mais de 1.000.000 13 0,24 90.236.010 53,22 mia internacionalizada, é facilitada, nos dias atuais, sobretudo, por: TOTAL 5.507* 100 169.544.443 100 a) redução da circulação de bens e serviços; * Total de municípios em 2000, sem os que seriam instalados em b) crescimento da população dos meios rural e urbano; 2001, totalizando 5.561. Fonte: dados Preliminares do censo De- mográfico 2000/IBGE c) ampliação da rede de transportes rodoviário e fer- roviário; d) desenvolvimento das tecnologias de informática e EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO telecomunicação; 1. (CN) Sua turma no colégio fez, na aula de Geogra- 6. (UNIRIO) A partir da década de 90, a urbanização fia, um trabalho em equipe em que dois dos grupos brasileira vem sofrendo uma reorientação, pois se de alunos concluíram: observa que: Grupo A – Por meio do recolhimento de impostos, os a) a melhoria das condições de vida no campo, ocor- bens e serviços urbanos são desigualmente distri- rida nas últimas décadas, tem colaborado para fixar buídos no espaço das cidades. o homem ao campo, reduzindo o êxodo rural; Grupo B – Nas cidades coexistem zonas bem equipa- b) as sucessivas crises econômicas ten provocado das com infra-estrutura urbana e outras extrema- uma estagnação do parque industrial brasileiro e da mente carentes de bens e serviços. oferta de serviços, colaborando para uma redução O assunto da aula era; percentual de população urbana; a) Hierarquia urbana c) nos últimos anos, passou a seguir o modelo de b) Processo de desmetropolização urbanização dos países desenvolvidos, onde a popu- c) Movimentos sociais nas cidades lação tende a se concentrar, cada vez mais, nas regi- d) Segregação sócioespacial urbana ões industriais tradicionais das grandes metrópoles; e) Especulação imobiliária nas cidades d) no Brasil, a população das grandes metrópoles tem crescido mais lentamente que a das cidades médias, 2. (CN) Os níveis de hierarquia urbana brasileira indicando um processo de interiorização do cresci- seguem a seguinte ordem de importância: mento urbano; a) Metrópole Nacional, Metrópole Regional, Capital e) se intensifica o processo de formação das megaló- Regional b) Megalópole, Cidade Local, Metrópole Nacional poles nas regiões Norte e Nordeste e, no Centro- c) Centro-locais, Metrópole Nacional, Sub-regionais Sul, diminuem as conurbações, tanto nas cidades d) Megalópole, Cidades Regionais, centro Periférico médias como nas metrópoles. e) Metrópole Regional, Centro sub-regional, Cidade Local 7. (UERJ) 3. (ESA) As áreas mais industrializadas do litoral e EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO DAS REGIÕES da Zona da Mata, e também do Nordeste como um METROPOLITANAS EM RELAÇÃO À todo, são as regiões metropolitanas de: POPULAÇÃO TOTAL DO BRASIL (%) a) Salvador – recife – Fortaleza. 1970 1980 1991 b) São Luís – Teresina – Aracaju. São Paulo 8,7 10,6 10,4 c) Natal – João pessoa – Maceió. Rio de Janeiro 7,6 7,6 6,6 d) Paraíba – João pessoa – São Luís e) Teresina – Maceió – Aracati. Belo Horizonte 1,7 2,1 2,4 Porto Alegre 1,6 1,9 2,1 4. (ESA) Tradicionalmente as cidades brasileiras de Recife 1,9 2,0 2,0 Volta Redonda e Barra Mansa são citadas como exem- Salvador 1,2 1,5 1,7 plos característicos, em nosso país, do processo de: Fortaleza 1,1 1,3 1,6 a) transumância Curitiba 0,9 0,8 0,9 b) inchação Belém 0,7 0,8 0,9 c) metropolização Total 25,4 29,0 29,1 d) êxodo rural e) conurbação Fonte: ? Santos. A urbanização Brasileira. 25
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    De acordo coma evolução da percentagem de habi- promovendo maior participação nas trocas de produ- tantes de cada região metropolitana no Brasil, pode- tos agrícolas com os estados limítrofes. se deduzir que, atualmente, existe a tendência de: a) aceleração contínua do êxodo rural; 11. (UNIFESP) Megacidades são aglomerações urba- b) estagnação no crescimento da população do país; nas que c) reversão no crescimento das metrópoles nacionais; a) alojam centros do poder mundial e sedes de em- d) diminuição da população absoluta das maiores presas transnacionais; concentrações urbanas. b) concentram mais de 50% da população total, em países pobres; 8) (UFRN) No censo de 1991, o IBGE constatou que a c) têm mais de 10 milhões de habitantes, sejam em participação da população urbana, no total da popu- países ricos ou pobres; lação brasileira, atingia níveis próximos aos dos pa- d) pertencem a países de grande importância no co- íses desenvolvidos. mércio mundial; Esse fato está relacionado à(ao) e) não têm infra-estrutura de comunicação suficien- a) redução progressiva da área de latifúndio; te, apesar de serem grandes. b) aumento vegetativo da população nos centros re- gionais; EXERCÍCIOS PROPOSTOS c) retração da fronteira agrícola e à migração inter- regional; d) crescimento industrial e à migração campo-cidade. 1. (CN) Após 1960, presenciamos no Brasil a materi- alização do fenômeno intitulado urbanização. Com 9. (UERJ) Relacione o texto com a mensagem do base nas causas e conseqüências deste processo, anúncio: assinale a afirmativa INCORRETA. a) O modelo industrial adotado no pós-Segunda Guer- ra Mundial foi grande mentor das aglutinações urba- nas, o que acelerou o processo. b) Os países do Sul são aqueles que possuem, atu- almente, as maiores tendências à urbanização, já que o setor primário ainda concentra grande PEA. c) A concentração da PEA, nos setores secundário e terciário, é um elemento fundamental para enten- dermos o grau de urbanização de um país. d) A mecanização do campo e às grandes concentra- ções de terras, são fatores que ajudam a justificar a urbanização brasileira. e) A apropriação do espaço industrial e das áreas li- A alternativa que caracteriza a segregação social ur- gadas ao comércio, e as prestações de serviços ocor- bana nas metrópoles é: reram recentemente, o que evitou problemas sociais a) políticas de estado atuantes na economia visam à nas áreas urbanas. desintegração social nas metrópoles; b) setores da economia alimentados pela inseguran- 2. (FUVEST/SP) No Brasil, as regiões metropolita- ça existente reforçam as barreiras sociais; nas caracterizam-se por: c) ideologias defensoras da separação permitem a a) concentração de migrantes. A classificação como aceleração do crescimento da cidade; metrópole regional ou nacional depende da concen- d) segmentos da sociedade ligados à marginalidade tração de organismos públicos federais; impossibilitam as políticas de distribuição de renda; b) concentração populacional em torno de um muni- cípio. A classificação como metrópole regional ou 10. (UERJ) A Região Metropolitana do Rio de Janei- nacional depende da proporção de imigrantes regio- ro ocupa apenas 15% da superfície total do estado e nais ou nacionais no conjunto da população; abriga por volta de 80% de sua população. Em outros c) processo de desconcentração industrial. A impor- estados – como São Paulo e Minas Gerais – as regi- tância regional ou nacional de sua indústria é que ões metropolitanas não abrigam percentagens tão permite classificar uma região como metrópole regi- elevadas. onal ou nacional; Comparando as diferenças de percentagens populacio- d) conurbação de várias cidades em torno de uma nais das regiões metropolitanas citadas, a melhor ra- cidade central. A definição dessa cidade como metró- zão para a especificidade no caso do Rio de Janeiro é: pole regional ou nacional depende do alcance terri- a) adensamento populacional e do setor de serviços, torial de suas atividades econômicas; estimulando a migração de retorno dos demais mu- e) processo de concentração populacional em torno nicípios; de um município. A classificação como metrópole re- b) concentração demográfica e econômica da capital gional ou nacional depende de sua influência no de- e sua periferia, acarretando poder decisório reduzido senvolvimento industrial regional ou nacional. dos municípios do interior; c) pressão da imigração estrangeira e das migrações 3. (PUC/SP) Em 1850, a parcela da população huma- internas, incentivando a desaceleração populacional na que vivia em cidades era de 1,7%. Para a maioria das cidades do interior; esmagadora da população, o mundo era rural. Mais d) retomada de crescimento econômico e político, do que todos, o século XX foi a era da urbanização. 26
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    Na virada parao século XXI, mais de 50% da popula- c) A população dos bairros mais pobres representa, ção mundial vivem em cidades em sua maioria, a mão-de-obra barata que atende o Considere as possibilidades abaixo: mercado informal; 1 – Certo isolamento geográfico. d) Os bairros mais pobres e os bairros mais ricos 2 – Exposição a um número maior de relações sociais. estão interligados por uma malha urbana rodoviária; 3 – Comunidade social uni-ética, ou pouca diversida- e) O deslocamento pendular da população dos su- de étnica. búrbios está diminuindo a cada década em volume e 4 – Acesso a um maior volume de informações. quantidade. 5 – Mobilidade social. 6 – Pequena diversidade profissional. 7. (CEFET) A rede urbana brasileira é constituída 7 – Contatos freqüentes com outros territórios. por várias cidades ligadas de maneira hierárquica A vida urbana moderna possibilita para a humanidade: entre si, isto é, umas são mais influentes sobre as a) 1, 2, 5 e 6. b) 2, 4, 5 e 7. outras, e assim por diante. Sobre o sistema urbano c) 2, 4, 6 e 7. d) 2, 4, 5 e 7. (?) brasileiro, assinale a alternativa correta. e) 1, 2, 4 e 5. a) Dentro da hierarquia urbana existem cidades que, devido à sua importância, são conhecidas com me- 4. (UFCE-) O Brasil vem passando por um rápido pro- trópoles nacionais. A metrópole nacional, em função cesso de urbanização. 46% em 1940, as cidades pas- do seu alto grau hierárquico, é a capital administra- saram a abrigar 75% do total da população, em 1991. tiva do país. A esse respeito, é correto afirmar que: b) Toda capital de estado no Brasil é uma metrópole a) O referido processo de urbanização foi concentra- regional, mas nem toda metrópole regional é capital do apenas na região Centro-Sul onde está localizado de um estado brasileiro. c) O Brasil possui duas metrópoles nacionais: Rio o maior número de indústrias; de Janeiro e São Paulo, que, por sua importância b) O intenso processo de urbanização na região Nor- polarizam o país inteiro. te, nos últimos anos, gerou um sistema hierarquiza- d) A metrópole regional é aquela cidade que exerce a do de centros urbanos; influência sobre uma região determinada, sendo c) Este processo de urbanização ocorre através da con- menos importante do que a metrópole nacional. No tinuidade de predomínio do campo sobre a cidade; caso brasileiro, temos exemplos como Curitiba (Re- d) A industrialização que vem se processando no gião Sul), Manaus (Região Norte) e Natal (Região Nordeste a partir da SUDENE explica rápido cresci- Nordeste). mento das cidades nesta região; e) São Paulo é uma verdadeira megalópole, isto é, e) Os últimos censos o IBGE demonstram um au- uma cidade maior que uma metrópole. Além disso, é mento nos índices de crescimento dos centros regio- a maior metrópole nacional brasileira. nais e uma interiorização o crescimento urbano. 8. (UFF) Os fluxogramas 1 e 2 sintetizam dois mode- 5. (UFF) A América Latina está se tornando uma das los distintos de relações entre cidades em uma rede regiões mais urbanizadas do planeta. No próximo urbana. milênio, o percentual estimado da população urbana A partir da análise destes fluxogramas, afirma-se: latino-americana é de 80%. O processo de ocupação urbana, em curso no terri- Fluxograma 1 Fluxograma 2 tório latino-americano, apresenta entre suas carac- terísticas: a) Forma difusa, que acompanha um lento êxodo ru- ral, assinalada por uma rede urbana de pequenas cidades; b) Crescimento acelerado, particularmente após a II Guerra Mundial, e forma concentrada em uma rede urbana marcada pela presença de grandes cidades; c) Estrutura homogênea, formando rede de cidades médias conectadas ao desenvolvimento de ativida- des rurais e mineradoras; d) Função administrativa e portuária, constituindo uma rede litorânea de cidades como suporte das ati- vidades de importação de bens; Adaptado de santos, Milton. Metamorfoses do espa- e) Conteúdo marcadamente regional das cidades e ço Habitado. Hucitec, São Paulo, 1994. forma dispersa que obedece à disposição do relevo. I – O fluxograma 1 apresenta a forma clássica de rede urbana, composta por uma hierarquia rígida entre as 6. (CESGRANRIO) A respeito da ocupação das áreas cidades em que são estabelecidos níveis de relações urbanas da cidade do Rio de Janeiro, é INCORRETO que vão da metrópole até as cidades locais e peque- afirmar que: nas vilas. a) A estrutura urbana da cidade do Rio de Janeiro II – O fluxograma 2 apresenta um modelo de rede reflete a concentração de renda no município; urbana do período de substituição de importações, b) A estrutura de alguns subúrbios apresenta as lo- em que as cidades locais ganham papéis de hegemo- jas dos bairros nobres, porém articuladas às realida- nia no comando dos fluxos de troca e na organização des locais; da produção de bens e serviços. 27
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    III – Ofluxograma 1 apresenta um modelo típico do c) Cidades satélites que se conurbam em torno das período atual com as cidades regionais subordina- metrópoles e fazem parte das regiões metropolita- das às metrópoles, configurando o modelo de flexibi- nas. lidade dos fluxos de globalização da economia mun- d) Elos de ligação entre duas ou mais cidades peque- dial. nas, com vida urbana independente da influência das IV – O fluxograma 2 apresenta uma recente e mais metrópoles. flexível hierarquia urbana, composta a partir dos avan- e) Núcleos intermediários na relação entre as me- ços técnicos dos transportes e comunicações, inclu- trópoles e as cidades da chamada fronteira agrícola indo-se, também, maior mobilidade locacional das brasileira. empresas. Com relação a estas afirmativas, conclui-se: EXERCÍCIOS PROPOSTOS II a) Apenas a I e a III são corretas. b) Apenas a I e a IV são corretas. c) Apenas a II é a correta. 1. (CN) d) Apenas a II e a IV corretas. e) Apenas a III é correta. NÚMERO DE FAVELAS EM METRÓPOLES BRASLEIRAS (1992) 9. (USP) Podemos afirmar que rede urbana no Brasil é Recife São Rio de Belo Porto a) Pouco densa no Sul, devido ao desenvolvimento Paulo Janeiro Horizonte Alegre agrícola baseado no minifúndio familiar, voltado para Nº de favelas a produção de trigo para o consumo interno; 223 549 394 103 69 b) Densa no Centro-Oeste, devido ao desenvolvimen- to agrícola baseado na produção de soja e trigo, cons- Nº de domicílios nas favelas tituindo uma hierarquia urbana completa; 131.325 134.448 203.226 51.735 25.371 c) Rarefeita no Nordeste, devido à migração da popu- % de domicílios sobre o total do município lação para outras regiões do país, que oferecem opor- tunidades de trabalho; 42,2 5,0 12,4 10,0 8,5 d) Pouco densa no Norte, apresentando uma estru- Fonte: IBGE tura hierárquica incompleta, apesar dos investimen- Assinale a alternativa que explica o conteúdo da tos estrangeiros em infra-estrutura urbana, a partir tabela de 1970; a) Embora o espaço urbano seja uma construção hu- e) Densa no Sudeste, devido à bem desenvolvida in- mana, sua produção e reprodução dependem das po- fra-estrutura de transporte e ao número de cidades, líticas públicas desenvolvidas pelo Estado. viabilizando um sistema de fluxos de mercadorias e b) O processo de metropolização brasileiro reflete as de pessoas. contradições do modelo econômico, no qual a acu- mulação de riquezas caminha paralelamente com a 10. (UERJ) Considerando os estudos atuais da Geo- miséria. grafia Urbana, os indicadores sociais apontados na ta- c) As áreas metropolitanas apresentam mais nitida- bela a seguir contribuem para explicar o conceito de: mente a diversidade de hábitos, costumes e cultu- ras particulares, que criam formas diferentes de ocu- ÁREAS DA EXPECTATIVA TAXA DE MÉDIA DE CIDADE DO DE VIDA ANALFABE- ANOS DE pação do espaço. RIO DE JANEIRO TISMO(%) ESTUDO d) O aparente caos representado pelas ocupações ir- regulares, como as favelas, é fruto de um processo Zona Sul 69.8 2,3 10.96 de urbanização / industrialização recente que foi ain- Zona Norte 69.0 2,3 9.32 da capaz de integrar o espaço nacional. Madureira e e) As metrópoles brasileiras não resolverão seus pro- Jacarepaguá 67.3 3,1 8.08 blemas de infra-estrutura e moradia enquanto não Subúrbio próximo 66.5 4,2 7.20 eliminarem os excedentes de população. Subúrbio distante 64.5 4,2 6.89 2. (CESGRANRIO) Vários autores afirmam que o pro- Zona Oeste 64.0 4,2 6.93 cesso de metropolização no sudeste do Brasil pode- (Adaptado de http://www.no.com.br, 24/03/2001) rá, no futuro próximo, conduzir ao surgimento da pri- a) Rede geográfica meira megalópole do país. Isto significa que: b) Hierarquia urbana a) O êxodo rural seria reduzido pelo crescimento ace- c) Desterritorialização lerado das metrópoles. d) Segregação socioespacial b) Os espaços rurais de todo o sudeste seriam elimi- nados pela expansão das metrópoles. 11. (UFF) Segundo dados do IBGE, na última década, c) Um vasto espaço urbano contínuo se formaria de- as cidades médias brasileiras tornaram-se significa- vido as conurbações. tivamente mais importantes. Esses aglomerados ur- d) Uma única área urbana se formaria de São Paulo e banos se caracterizaram basicamente por serem. Belo Horizonte. a) Centros intermediários entre as metrópoles naci- e) Apenas espaços voltados à indústria surgiram de onais e as metrópoles regionais. São Paulo e Rio de Janeiro. b) Elementos de ligação entre as metrópoles e as cida- des menores, podendo se constituir em centros regio- 3. (CESGRANRIO) Procurando um melhor entendi- nais que prestam serviços à sua área de influência. mento do processo de urbanização, o IBGE estabele- 28
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    ceu critérios paraclassificar os mais de 5.000 muni- nos, pois os fluxos migratórios intensos cidade-cam- cípios, hierarquiza-los, e com isso, desenhar a rede po não são significativos. urbana brasileira. A evolução dessa rede vem recentemente registran- 7. (FURG/RS) Pode ser definida, de modo significati- do significativas alterações conforme o(a): vo, como uma construção de metrópoles, ou seja, uma a) Crescimento da importância relativa das chama- vasta região formada por diversas metrópoles e cida- das “capitais regionais”. des comuns, em processo de expansão de suas áre- b) Êxodo da população das “cidades médias” para as as urbanas, formando uma cadeia quase contínua de megalópoles. cidades. c) Extinção da classe de pequenas cidades conside- O conceito descrito é o de radas como “centros locais”. a) uma região metropolitana d) Estagnação econômica e cultural das “metrópoles b) uma megalópole regionais”. c) um sítio urbano e) Incorporação de mais municípios à classe das “me- d) um processo de metropolização trópoles nacionais”. e) uma acrópole 4. (UNIUBE/MG) A população da área metropolitana 8. (USU/RJ) “Hoje, há quase 3 bilhões de pessoas vi- de São Paulo e de mais duas outras metrópoles, so- vendo em cidades. Dentro de 25 anos serão 5 bilhões – mam cerca de 20% da população brasileira. Essas mais da metade da humanidade. A população urbana está metrópoles são: crescendo muito e criando problemas de difícil adminis- a) Belo Horizonte e Porto Alegre. tração. Pior: está crescendo mais e mais rapidamente em b) Belo Horizonte e Salvador. países pobres, sem dinheiro para investir em melhora- c) Rio de Janeiro e Belo Horizonte. mentos essenciais.” (Revista Veja – nº 30 – 28/07/1999) d) Rio de Janeiro e Recife. A partir do texto, conclui-se que: e) Rio de Janeiro e Fortaleza. a) O processo de urbanização no Brasil se acentuou a partir da década de 70, sendo altamente excluden- 5. (CESGRANRIO) te. b) À medida que a infra-estrutura de transportes e BRASIL – População urbana e rural comunicações foi se expandindo em nosso país, to- das as regiões alcançaram igual índice de urbaniza- População 1950 1970 1990 ção. Rural 64% 44% 25% c) Metrópoles Nacionais como São Paulo e Rio de Urbana 36% 56% 75% Janeiro, a partir das décadas de 70 e 80, passaram a A evolução dos dados apresentados na tabela acima apresentar maiores índices de crescimento popula- revela o(a): cional. a) Acelerado processo de urbanização do país, após a d) O subemprego hoje existente nas cidades é um Segunda Guerra Mundial, acompanhado de perto pelo reflexo de ineficiente e desajustada rede de comuni- êxodo rural. cações entre a zona rural e a cidade. b) Alta concentração de estrutura fundiária no cam- e) Um ritmo de metropolização tão elevado como o do po, iniciada e agravada a partir da década de 50. Brasil, corresponde a índices equivalentes de cresci- c) Fragilidade das políticas urbanas das capitais, que mento industrial. não conseguem mandar de volta para o campo os migrantes que vêm para a cidade. 9. (FESO/RJ) Assinale a alternativa FALSA a respei- d) Forte concentração da população nas metrópoles to do crescimento metropolitano. nacionais e regionais, provocando o esvaziamento das a) Em 2000, metrópoles dos países periféricos apare- cidades pequenas. cem entre as maiores do mundo, o que não aconte- e) Modernização do país, cada vez mais urbano, ab- cia nos anos 50. sorvendo na economia urbana a massa de população b) As cidades dos países ricos tendem a crescer me- saída do campo. nos que as dos países pobres. c) As metrópoles dos países pobres, como México e 6. (UNIFOA/RJ) Fenômenos sócio-econômicos e cul- São Paulo, transformaram-se em centros polariza- turais influenciaram a urbanização brasileira. A fase dores, atraindo imensas levas de imigrantes. atual, com o desenvolvimento urbano, caracteriza- d) Nos países pobres, o elevado crescimento das cida- se pela: des contribui para a deterioração das condições de vida a) infra-estrutura de serviços urbanos que se apre- urbana, marcada por desemprego, submoradia, margi- sentam eficientes, dispondo de recursos para inves- nalização social e deficiência nos serviços públicos. timentos em todos os serviços. e) O crescimento metropolitano nos países pobres b) igualdade na distribuição de renda pessoal urba- apresenta semelhanças com o dos países ricos, es- na, pois a indústria determina uma melhor distri- pecialmente no que diz respeito às taxas de incre- buição de renda. mento populacional. c) concentração em alguns pontos do território naci- onal devido à localização das indústrias. 10. (UFSCAR/SP) Leia as afirmações d) desconcentração industrial, pois a interiorização I – A experiência de planejamento urbano integrado foi uma constante nos modos de utilização sócio- é citada intencionalmente com bem sucedida. econômica do espaço geográfico. II – Apresenta corredores expressos para ônibus, e) inexistência de excedentes populacionais urba- sendo o mais rápido e barato do Brasil. 29
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    III – Acidade instalou uma extensa ciclovia, as pra- d) da falta de planejamento urbano associado ao cres- ças públicas foram melhoradas e os distritos comer- cimento do transporte rodoviário. ciais decadentes foram fortalecidos. e) do número crescente de trabalhadores que passa- IV – Houve recuperação de espaços urbanos e a área ram a morar no núcleo metropolitano. verde por habitante expandiu-se para 54m2, mais do que o triplo recomendado pela OMS. O conjunto de medidas acima foi adotado pela cidade de a) São Paulo b) Porto Alegre c) Belo Horizonte d) Salvador e) Curitiba 11. (PUC/RJ) As grandes cidades dos países pobres concentram graves problemas sócio-ambientais, EX- CETO. a) ausência de rede de esgoto. b) precariedade dos transportes públicos. c) altos índices de doenças infecto-contagiosas. d) “déficit” de moradias e de abastecimento d’água. e) aumento dos empregos no mercado formal. 12.(UFSCAR/SP) “Alargaram-se nume-rosas ruas e pra- ças, tanto no centro como nos bairros. Largas e extensas avenidas, diversos viadutos, quarteirões inteiros trans- formados, altos prédios substituindo velhas casas e so- brados decadentes. A cidade se transforma, cria e recria espaços, alargando seus limites, encontrando-se comas cidades vizinhas que vivem o mesmo turbilhão.” (adaptado de Pasquale Petrone) A leitura do texto e o que se conhece sobre a urba- nização brasileira permitem afirmar que o processo descrito a) foi típico de São Paulo, entre os anos 50 e 70, não tendo sido observado em outras áreas do país. b) ocorreu nas metrópoles do Sudeste, que tiveram um forte crescimento em função do desenvolvimento das atividades terciárias. c) tem ocorrido em todas as metrópoles brasileiras que têm crescido, embora com ritmos diferentes. d) é observado nas metrópoles do Norte e do Nor- deste que, atualmente, lideram o crescimento urba- no do País. e) durou até meados da década de 80, quando as metrópoles brasileiras deixaram de crescer devido às crises econômicas. 13. (UFRURJ/RURAL) “A febre viária dos anos 50 e 60 não mudou apenas a forma – aparência do Rio de Janeiro; passou a exigir também transformações no seu conteúdo. Com efeito, a busca de melhor acessibilidade interna e externa ao núcleo metropolitano trouxe de volta a antiga prática da cirurgia urbana, cujos efeitos se fizeram sentir nos bairros que estavam no caminho das novas vias ex- pressas, túneis e viadutos...” (Texto adaptado de OLIVA, Jaime e GIANSANTI, Ro- berto. Temas da Geografia do Brasil. São Paulo. Atu- al 1999 pág. 298) Os problemas urbanos retratados no texto são de- correntes a) do êxodo rural, na época, que fez crescer demasi- adamente a população da cidade. b) do número excessivo de viadutos e vias expressas construídos nos anos 50 e 60, na cidade. c) da “vaidade” urbana da prefeitura da cidade, preo- cupada com a aparência da metrópole. 30