Rubem Alves reflete sobre a coragem tardia que vem com a velhice e critica a confiança excessiva na vontade popular, equiparando o povo a uma 'prostituta' que se vende a prazeres momentâneos e permite a manipulação por políticos e líderes. Ele discute a inversão de valores na história política, onde a verdadeira moralidade é frequentemente ofuscada pela emoção coletiva e pela sedução das imagens. Apesar de seu apreço pelo ideal democrático, Alves expressa sua desconfiança em relação à capacidade crítica do povo, com um desejo de que a verdadeira beleza e verdade surjam da arte e educação.