Vanguarda Européia e Modernismo Brasileiro

            Gilberto M. Telles
FUTURISMO
• Movimento artístico e
  literário

• Filippo Marinetti

• Publicação do
  “Manifesto Futurista”
  em 1909
Principais referências
• Decadentes e simbolistas (precursores)
Walt Whitman, Emilie Zola, Paul Adam

• Giácomo Balla, Apollinaire, Benedetto Croce

• D’Almeida Prado, Oswald D’Andrade, Anita
  Malfatti

• Khlebnikov e Maiakovski (Rússia)
• Manifestos e obras de arte

• Liberdade para as palavras

• Mudança na tipografia e
  renovação das letras italianas

• Onomatopeias


• Tactilismo (comunicação
  espiritual através da
  epiderme)
Fases do Futurismo
• 1905 a 1909 – verso livre

• 1909 – 1914 – manifestos e palavras em
  liberdade

• 1919 – fundação do Fascismo (porta-voz
  oficial do partido)
“Intensificai as
comunicações e as fusões
dos seres humanos. Destruí
as distâncias e as barreiras
que os separam no amor e
na amizade. Dai plenitude e
a beleza total a estas duas
manifestações essenciais da
vida: o Amor e a Amizade”
              Marinetti
• Culto da máquina e da velocidade

• Destruição do passado e da expressão literária
  (sintaxe)

• Beleza da velocidade

• Cubismo na França


“As grandes multidões
  agitadas pelo trabalho,
  pelo prazer e pela
  revolta.”
“Vamos meus amigos! disse eu. Partamos! Enfim
a Mitologia e o Ideal místico estão ultrapassados.
  Vamos assistir ao nascimento do Centauro e
   veremos logo voarem os primeiros Anjos!”
                    Marinetti
Manifesto do Futurismo
• 1. Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia
  e da temeridade.
• 2. A coragem, a audácia, a rebelião serão elementos
  essenciais de nossa poesia.
• 3. A literatura exaltou até hoje a imobilidade pensativa, o
  êxtase, o sono. Nós queremos exaltar o movimento agressivo,
  a insónia febril, o passo de corrida, o salto mortal, o bofetão e
  o soco.
• 4. Nós afirmamos que a magnificência do mundo se
  enriqueceu de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um
  automóvel de corrida com o seu cofre enfeitado com tubos
  grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo… um
  automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha, é
  mais bonito que a Vitória de Samotrácia.
• 5. Nós queremos glorificar o homem que segura o volante,
  cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa
  corrida sobre o circuito da sua órbita.

• 6. É preciso que o poeta prodigalize com ardor, esforço e
  liberdade, para aumentar o entusiástico fervor dos elementos
  primordiais.

• 7. Não há mais beleza, a não ser na luta. Nenhuma obra que
  não tenha um carácter agressivo pode ser uma obra-prima. A
  poesia deve ser concebida como um violento assalto contra
  as forças desconhecidas, para obrigá-las a prostrar-se diante
  do homem.
• 8. Nós estamos no promontório extremo dos séculos!… Por
  que haveríamos de olhar para trás, se queremos arrombar as
  misteriosas portas do Impossível? O Tempo e o Espaço
  morreram ontem. Já estamos vivendo no absoluto, pois já
  criamos a eterna velocidade omnipotente.

• 9. Queremos glorificar a guerra – única higiene do mundo –, o
  militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos libertários,
  as belas ideias pelas quais se morre e o desprezo pela mulher.

• 10. Queremos destruir os museus, as bibliotecas, as
  academias de toda a natureza, e combater o moralismo, o
  feminismo e toda a vileza oportunista e utilitária.
11.Cantaremos as grandes multidões agitadas pelo trabalho,
pelo prazer ou pela sublevação; cantaremos as marés
multicores e polifónicas das revoluções nas capitais
modernas; cantaremos o vibrante fervor nocturno dos
arsenais e dos estaleiros incendiados por violentas lutas
eléctricas; as estações esganadas, devoradoras de serpentes
que fumam; as fábricas penduradas nas nuvens pelos fios
contorcidos de suas fumaças; as pontes, semelhantes a
ginastas gigantes que cavalgam os rios, faiscantes ao sol com
um luzir de facas; os piróscafos aventurosos que farejam o
horizonte, as locomotivas de largo peito, que pateiam sobre
os trilhos, como enormes cavalos de aço enleados de carros; e
o voo rasante dos aviões, cuja hélice freme ao vento, como
uma bandeira, e parece aplaudir como uma multidão
entusiasta.
Manifesto Técnico da Literatura
                Futurista
• Publicado em 1912

Alguns trechos:

• É preciso destruir a sintaxe, dispondo os substantivos ao
  acaso, como nascem. Deve-se usar o verbo no infinito (…)
• Deve-se abolir o adjetivo para que o substantivo desnudo
  conserve a sua cor essencial. O adjetivo é incompatível com
  nossa visão dinâmica uma vez que supõe uma parada, uma
  meditação.
• Deve-se abolir o advérbio (…)
• Cada substantivo deve ter o seu duplo. Exemplo: homem-
  torpedeiro, mulher-golfo, multidão-ressaca, praça-funil
• Abolir também a pontuação (…)
• A poesia deve ser uma sequência ininterrupta de imagens
  novas (…)
• Destruir na literatura o “eu”
• Façamos corajosamente o “feio” em literatura e matemos de
  qualquer maneira a solenidade.

Futurismo marinetti

  • 1.
    Vanguarda Européia eModernismo Brasileiro Gilberto M. Telles
  • 2.
    FUTURISMO • Movimento artísticoe literário • Filippo Marinetti • Publicação do “Manifesto Futurista” em 1909
  • 3.
    Principais referências • Decadentese simbolistas (precursores) Walt Whitman, Emilie Zola, Paul Adam • Giácomo Balla, Apollinaire, Benedetto Croce • D’Almeida Prado, Oswald D’Andrade, Anita Malfatti • Khlebnikov e Maiakovski (Rússia)
  • 4.
    • Manifestos eobras de arte • Liberdade para as palavras • Mudança na tipografia e renovação das letras italianas • Onomatopeias • Tactilismo (comunicação espiritual através da epiderme)
  • 5.
    Fases do Futurismo •1905 a 1909 – verso livre • 1909 – 1914 – manifestos e palavras em liberdade • 1919 – fundação do Fascismo (porta-voz oficial do partido)
  • 6.
    “Intensificai as comunicações eas fusões dos seres humanos. Destruí as distâncias e as barreiras que os separam no amor e na amizade. Dai plenitude e a beleza total a estas duas manifestações essenciais da vida: o Amor e a Amizade” Marinetti
  • 7.
    • Culto damáquina e da velocidade • Destruição do passado e da expressão literária (sintaxe) • Beleza da velocidade • Cubismo na França “As grandes multidões agitadas pelo trabalho, pelo prazer e pela revolta.”
  • 8.
    “Vamos meus amigos!disse eu. Partamos! Enfim a Mitologia e o Ideal místico estão ultrapassados. Vamos assistir ao nascimento do Centauro e veremos logo voarem os primeiros Anjos!” Marinetti
  • 9.
    Manifesto do Futurismo •1. Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e da temeridade. • 2. A coragem, a audácia, a rebelião serão elementos essenciais de nossa poesia. • 3. A literatura exaltou até hoje a imobilidade pensativa, o êxtase, o sono. Nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insónia febril, o passo de corrida, o salto mortal, o bofetão e o soco. • 4. Nós afirmamos que a magnificência do mundo se enriqueceu de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com o seu cofre enfeitado com tubos grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo… um automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha, é mais bonito que a Vitória de Samotrácia.
  • 10.
    • 5. Nósqueremos glorificar o homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito da sua órbita. • 6. É preciso que o poeta prodigalize com ardor, esforço e liberdade, para aumentar o entusiástico fervor dos elementos primordiais. • 7. Não há mais beleza, a não ser na luta. Nenhuma obra que não tenha um carácter agressivo pode ser uma obra-prima. A poesia deve ser concebida como um violento assalto contra as forças desconhecidas, para obrigá-las a prostrar-se diante do homem.
  • 11.
    • 8. Nósestamos no promontório extremo dos séculos!… Por que haveríamos de olhar para trás, se queremos arrombar as misteriosas portas do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Já estamos vivendo no absoluto, pois já criamos a eterna velocidade omnipotente. • 9. Queremos glorificar a guerra – única higiene do mundo –, o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos libertários, as belas ideias pelas quais se morre e o desprezo pela mulher. • 10. Queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academias de toda a natureza, e combater o moralismo, o feminismo e toda a vileza oportunista e utilitária.
  • 12.
    11.Cantaremos as grandesmultidões agitadas pelo trabalho, pelo prazer ou pela sublevação; cantaremos as marés multicores e polifónicas das revoluções nas capitais modernas; cantaremos o vibrante fervor nocturno dos arsenais e dos estaleiros incendiados por violentas lutas eléctricas; as estações esganadas, devoradoras de serpentes que fumam; as fábricas penduradas nas nuvens pelos fios contorcidos de suas fumaças; as pontes, semelhantes a ginastas gigantes que cavalgam os rios, faiscantes ao sol com um luzir de facas; os piróscafos aventurosos que farejam o horizonte, as locomotivas de largo peito, que pateiam sobre os trilhos, como enormes cavalos de aço enleados de carros; e o voo rasante dos aviões, cuja hélice freme ao vento, como uma bandeira, e parece aplaudir como uma multidão entusiasta.
  • 13.
    Manifesto Técnico daLiteratura Futurista • Publicado em 1912 Alguns trechos: • É preciso destruir a sintaxe, dispondo os substantivos ao acaso, como nascem. Deve-se usar o verbo no infinito (…) • Deve-se abolir o adjetivo para que o substantivo desnudo conserve a sua cor essencial. O adjetivo é incompatível com nossa visão dinâmica uma vez que supõe uma parada, uma meditação. • Deve-se abolir o advérbio (…)
  • 14.
    • Cada substantivodeve ter o seu duplo. Exemplo: homem- torpedeiro, mulher-golfo, multidão-ressaca, praça-funil • Abolir também a pontuação (…) • A poesia deve ser uma sequência ininterrupta de imagens novas (…) • Destruir na literatura o “eu” • Façamos corajosamente o “feio” em literatura e matemos de qualquer maneira a solenidade.