26
AGOSTO13
CRÓNICA
A formação profissional, a par de toda a
evolução, tem seguido um rumo de adap-
tação ao contexto atual e às necessidades
a nível intra e interempresas, resultando
numa forte aposta na formação à distância.
Estapermiteumaconjugaçãoeficazentreas
necessidades dos formandos e a respetiva
disponibilidade–temporal,físicae/oueco-
nómica.
Uma perfeita integração e combinação de
diversas tecnologias e metodologias de
aprendizagem caracterizam esta modali-
dade que vai ao encontro das necessidades
específicas das organizações, constituindo-
-secomoumelementofacilitadordoalinha-
mento estratégico do todo organizacional.
As últimas décadas têm sido proeminentes
no que respeita à facilidade de acesso à in-
formação. A Web 2.0, enquanto impulsiona-
dora da partilha e da interação, potenciou
novos canais de comunicação e, conse-
quentemente, deu um novo sentido à for-
mação à distância, permitindo uma intera-
ção mais eficaz e eficiente entre os diversos
atores, que tiveram igualmente de adquirir
novas competências. Significará esta evolu-
ção o desenvolvimento de novos perfis na
formação ou simplesmente uma readapta-
ção dos papéis e das competências dos atu-
ais profissionais?
As competências essenciais para o desem-
penho da função de formador diferem da
modalidade presencial para a modalidade
à distância. Deste modo, integra-se na for-
mação um novo perfil de profissional – o
e-tutor –, cujas funções passam essencial-
mente por planeamento das ações de for-
mação, implementação das mesmas, orien-
taçãodose-formandosatravésdeumacom-
panhamento individual e personalizado,
monitorizar toda a ação e, por fim, avaliá-la.
O perfildoe-tutor está,destemodo,adapta-
do a uma nova realidade, em função das es-
pecificidades da formação à distância aci-
ma mencionadas. Também os e-formandos
necessitam de possuir um perfil diferente
em termos de envolvimento, autonomia e
autorresponsabilização, fazendo a gestão
do seu próprio processo de aprendizagem.
Com um leque cada vez mais alargado de
tecnologias e metodologias de aprendiza-
gem, no âmbito da formação à distância,
importa realçar as modalidades ‘e-learning’
e ‘b-learning’, através das quais a formação
àdistânciasetemsustentadononossopaís.
Numa lógica de construção de sentido, as
entidades formadoras devem assegurar:
- a qualidade do sistema, tornando-o ‘user
friendly’, estável, seguro e rápido;
- a qualidade da informação em termos de
organização, eficiência, adequabilidade,
utilidadeeatualidade;edoserviço,propor-
cionandoumarespostaimediata,informati-
va e disponível.
Outrofatorquepoderápromoverosucesso
da formação depende diretamente do res-
ponsável pela dinamização da formação.
Trata-se das práticas de tutoria ativa, as
quais consistem no acompanhar de todo o
processo de aprendizagem do e-formando
e do grupo, garantindo um ‘feedback’ cons-
trutivo e imediato por parte da equipa pe-
dagógica e da coordenação, cujo principal
objetivo consiste em estimular e fomentar o
interesse no decorrer da ação.
As nossas práticas têm-nos indicado que
a qualidade de uma ação de formação
depende em muito da capacidade de arti-
culação e alinhamento de toda a equipa e
do respetivo reajustamento atempado dos
processos.
Combasenanossaexperiênciadeformação
à distância, é-nos possível afirmar que dois
grupos com perfis diferentes – a nível da
preparação/ sensibilização para a formação
à distância – num mesmo curso (por exem-
plo, da área comportamental) terão certa-
mente resultados bastante diversificados,
mesmo quando a equipa pedagógica e a
plataforma são as mesmas. Este facto deve-
A qualidade de uma ação
de formação depende em
muito da capacidade de
articulação e alinhamen-
to de toda a equipa e do
respetivo reajustamento
atempado dos processos.
FORMAÇÃO
HugoLeitão
ConsultornaB-Training,Consulting
hugoleitao@b-training.pt
©B-Training
Formação à distância
Human_56.indd 26 7/23/13 7:50 PM

Formação à Distância (Human nº56)

  • 1.
    26 AGOSTO13 CRÓNICA A formação profissional,a par de toda a evolução, tem seguido um rumo de adap- tação ao contexto atual e às necessidades a nível intra e interempresas, resultando numa forte aposta na formação à distância. Estapermiteumaconjugaçãoeficazentreas necessidades dos formandos e a respetiva disponibilidade–temporal,físicae/oueco- nómica. Uma perfeita integração e combinação de diversas tecnologias e metodologias de aprendizagem caracterizam esta modali- dade que vai ao encontro das necessidades específicas das organizações, constituindo- -secomoumelementofacilitadordoalinha- mento estratégico do todo organizacional. As últimas décadas têm sido proeminentes no que respeita à facilidade de acesso à in- formação. A Web 2.0, enquanto impulsiona- dora da partilha e da interação, potenciou novos canais de comunicação e, conse- quentemente, deu um novo sentido à for- mação à distância, permitindo uma intera- ção mais eficaz e eficiente entre os diversos atores, que tiveram igualmente de adquirir novas competências. Significará esta evolu- ção o desenvolvimento de novos perfis na formação ou simplesmente uma readapta- ção dos papéis e das competências dos atu- ais profissionais? As competências essenciais para o desem- penho da função de formador diferem da modalidade presencial para a modalidade à distância. Deste modo, integra-se na for- mação um novo perfil de profissional – o e-tutor –, cujas funções passam essencial- mente por planeamento das ações de for- mação, implementação das mesmas, orien- taçãodose-formandosatravésdeumacom- panhamento individual e personalizado, monitorizar toda a ação e, por fim, avaliá-la. O perfildoe-tutor está,destemodo,adapta- do a uma nova realidade, em função das es- pecificidades da formação à distância aci- ma mencionadas. Também os e-formandos necessitam de possuir um perfil diferente em termos de envolvimento, autonomia e autorresponsabilização, fazendo a gestão do seu próprio processo de aprendizagem. Com um leque cada vez mais alargado de tecnologias e metodologias de aprendiza- gem, no âmbito da formação à distância, importa realçar as modalidades ‘e-learning’ e ‘b-learning’, através das quais a formação àdistânciasetemsustentadononossopaís. Numa lógica de construção de sentido, as entidades formadoras devem assegurar: - a qualidade do sistema, tornando-o ‘user friendly’, estável, seguro e rápido; - a qualidade da informação em termos de organização, eficiência, adequabilidade, utilidadeeatualidade;edoserviço,propor- cionandoumarespostaimediata,informati- va e disponível. Outrofatorquepoderápromoverosucesso da formação depende diretamente do res- ponsável pela dinamização da formação. Trata-se das práticas de tutoria ativa, as quais consistem no acompanhar de todo o processo de aprendizagem do e-formando e do grupo, garantindo um ‘feedback’ cons- trutivo e imediato por parte da equipa pe- dagógica e da coordenação, cujo principal objetivo consiste em estimular e fomentar o interesse no decorrer da ação. As nossas práticas têm-nos indicado que a qualidade de uma ação de formação depende em muito da capacidade de arti- culação e alinhamento de toda a equipa e do respetivo reajustamento atempado dos processos. Combasenanossaexperiênciadeformação à distância, é-nos possível afirmar que dois grupos com perfis diferentes – a nível da preparação/ sensibilização para a formação à distância – num mesmo curso (por exem- plo, da área comportamental) terão certa- mente resultados bastante diversificados, mesmo quando a equipa pedagógica e a plataforma são as mesmas. Este facto deve- A qualidade de uma ação de formação depende em muito da capacidade de articulação e alinhamen- to de toda a equipa e do respetivo reajustamento atempado dos processos. FORMAÇÃO HugoLeitão ConsultornaB-Training,Consulting hugoleitao@b-training.pt ©B-Training Formação à distância Human_56.indd 26 7/23/13 7:50 PM