Prof: Cleiton Costa Denez
Ordem e Desordem: Formação do Senso Comum; Organizações ; Tradições; Culturas;
“ Narrativa alegórica; fábula , lenda, representação exagerada de fatos ou personagens reais pela imaginação popular , pessoa  ou fato assim representado “. (AURÉLIO, Dicionário) . Pode-se definir mito como o pensamento antes da nascimento da filosofia ,  uma tentativa  de revelar  a verdade sob a forma de um relato. As narrativas misturavam sabedoria e procedimentos práticos do trabalho e da vida, da religião e as crenças mais antigas.
Tentavam responder as questões fundamentais : Origem de todas as coisas; Condição do homem; Vida e morte; A origem de todas as coisas é proveniente das relações sexuais entre os deuses, gerando tudo que existia. A origem de tudo está esta nas lutas  e alianças entre forças  que regem o Universo.
 
No princípio era o  Caos  matéria eterna, informe, rudimentar, mas dotada de energia prolífica; depois veio  Géia  (Terra),  Tártaro  (habitação profunda) e  Eros  (o Amor), a força do desejo. O  Caos  deu origem ao  Érebo  (Escuridão profunda) e a  Nix  (noite).  Nix  Gerou  Éter  e  Hemera  (Dia). De  Géia  nasceram  Úrano  (Céu),  Montes e Pontos  (Mar).
Gaia gerou Urano e se uniu a ele gerando os: Titãs: Oceano, Ceos, Crio, Hiperión, Jápeto , Atlas e  Cronos. Titânidas: Téia,  Réia,  Mnemósina, Febe e Tétis.
Urano reinou soberano; Por solicitação de Geia, Cronos mutila seu pai Urano, contando-lhe os testículos. Do Sangue de Urano que caiu sobre Geia nasceram, "no decurso dos anos", as Erínias, os Gigantes e as Ninfas dos Freixos, chamadas Mélias ou Melíades; da parte que caiu no mar e formou uma espuma, onde nasceu Afrodite.
Cronos se uniu a Réia; Réia gerou vários filhos; Pelo temor de ser destronado; Cronos engoliu a todos; Exceto Zeus que Réia manteve escondido; Zeus cresceu, libertou seus irmão e destronou Cronos
Zeus reinou soberano; O Deus dos deuses. Zeus é casado com Hera O pai de uma quantidade enorme de deuses e mortais  excepcionais.
Um dos Titãs.  Tomou frente na batalhas de Cronos e dos Titãs contra Zeus. Como castigo, foi obrigado a carregar o mundo, nas costas. Para sempre.
A divindade do amor romântico, do desejo sexual e da beleza física. Afrodite Nasceu da espuma do mar após Cronos castrar seu pai Urano e jogar seus genitais amputados no mar. Ela é casada com Hefestos, mas teve seis filhos com Ares, dois com Poseidon e pelo menos um com um mortal.
Apolo, o deus da música, da luz e da cura, surge como um belo jovem imberbe carregando uma lira dourada e um arco de prata.   Foi Apolo quem ensinou a arte da cura aos homens.  Ele pode ser terrível quando está irritado, disparando flechas que levam doença e morte à suas vítimas. Ele é bastante vaidoso em relação a sua habilidade musical.
O deus da Guerra. Surge como um homem grande com olhos ardentes e enfurecidos e uma expressão ameaçadora permanentemente estampada em seu rosto. Ciumento, inconstante e se ofende com facilidade; Filho de Zeus e Hera, Odiado por ambos
Deusa da prudência e das cidades. Patrona do Artesanato; Guerreira, mas apenas na defesa das coisas que acredita serem dignas de proteção, como cidades, vilas e campos cultivados. Ela se opõe aos impulsos destrutivos de seu irmão, Ares, sempre
Deusa da Agricultura. Seu humor influencia a vida e a fertilidade dos campos.  Ela surge como uma mulher maternal, vestida com robes nas cores da vegetação:  Ela é uma das seis filhas dos Titãs Cronos e Réia.
Deus da Morte e da Riqueza. Enquanto seus irmãos Zeus e Poseidon governam respectivamente o céu e o mar, Hades é o regente do submundo e também tem certo controle sobre a terra. Hades é um dos seis filhos de Cronos e Réia e uma das nove divindades Olímpicas principais.
Hefestos, o deus dos ferreiros, do fogo e dos ofícios; Entre os belos deuses Olímpicos, ele é o único feio. Hefestos é muito honrado entre os deuses como o armoreiro e ferreiro do Olimpo.  Afirmam que os vulcões abrigam as suas forjas.
Deusa dos jogos Olímpicos; Ela é a patrona do casamento, mas também das esposas ciumentas.
Héstia normalmente não se envolve nas discussões, na política e nos casos dos demais deuses Olímpicos. Em vez disso, contenta-se com sua posição como uma divindade doméstica, cultuada com sacrifícios simples, por pessoas humildes, em pequenos altares nas casas.
O deus do mar,  Os marinheiros e os habitantes do litoral devem assegurar-se de não irritar esta divindade temperamental.  Poseidon já arrasou cidades costeiras que o desagradaram com maremotos e terremotos.
Deus do vinho e das festas desenfreadas e protetor do teatro.
 
Deus mensageiro, protetor dos rebanhos, cavalos e do comércio. Conta com  altíssima sabedoria.
Filho de um Titã, mantinha gosto pelas artes plásticas, recebeu a missão de Zeus de fazer uma nova criatura.
Prometeu subiu aos céus e roubou o fogo e deu a humanidade despertando a ira de Zeus. No mesmo dia ordenou que aprisionassem Prometeu a um rochedo no Cáucaso. Ordenou ainda que soltassem sobre a região um terrível abutre, cuja degradante função seria a de devorar incansavelmente o fígado de Prometeu.
Zeus ordenou que Hefestos criasse uma criatura para ser companheira do homem. Juntamente com Atena assim fizeram uma linda criatura que recebeu o nome de Pandora. Zeus adorou a criação; E deu um caixa que deveria ser levada de presente a humanidade.
A ordem de Zeus é de caixa nunca deveria ser aberta; Pandora foi enviada para Epimeteu; Pandora não resistiu e abriu a caixa; Pandora teve o desgosto de ver personificados todos os vícios que viriam a acometer no futuro a alma humana.
A inveja, a gula, Avareza, a Arrogância, a Crueldade, o Egoísmo, todos os vícios e defeitos humanos dançavam um acirada infernal sobre a sua cabeça, até que, arremessando-se à caixa, conseguiu finalmente fechá-la.  Quando tudo já tinha saído da caixa, Pandora avistou um lindo rosto? Era a Esperança.
O soberano Consulta o Oráculo. O Oráculo afirma que seu primogênito  irá desposar a própria mãe e assassinar seu pai, o Rei Laio . Então , Laio manda que elimine  o menino , mas a pessoa encarregada não cumpre a ordem e envia o menino  para um reino distante onde ele se torna um grande guerreiro e herói, numa de suas  andanças  ele encontra um homem arrogante e o mata; chegando ao Reino de Jocasta, Édipo se apaixona  desposa a esposa deste homem. Anos mais tarde, Édipo descobre que ele próprio é o personagem da profecia. E num gesto de desespero, arranca os próprios olhos e sai vagar  pelo mundo afora .
Mitos ??? Uma explicação da realidade; Existe razão nos mitos? A racionalidade não seria um mito moderno disfarçado? Na antiguidade os mitos estavam a serviço da aristocracia, para controlar o povo, e hoje? Os mitos e a imaginação; A idéia mítica de progresso : Alimenta nosso imaginário;
A filosofia pode ser  entendida como o surgimento de uma nova ordem de pensamento, complementar ao mito. A Filosofia racionalizou o mito, deixando as figuras alegóricas para trás.  A Jônia foi o berço dos primeiros filósofos em  Mileto ; A maior parte destes filósofos pensavam que todas as coisas era de ordem material;
A primeira filosofia era naturalista , ou seja, buscava um explicação exclusivamente natural para todas as coisas.
Qual é a origem do mundo ??? O arché  é o princípio de tudo , aquilo que permanece em continua transformação.
Tales de Mileto: O princípio é a água, as sementes, os alimentos, as pessoas. Ora , aquilo do qual todas as coisas são geradas é o princípio de tudo!!! Tudo é água!!!
Anaximandro de Mileto: O  arché  não esta em um elementos natural e sim no  ápeiron , termo que indica o ilimitado  e o infinito. O princípio do contrário, cada coisa no Universo é resultado de  uma oposição entre forças antagônicas.
O infinito é o princípio  Uma outra natureza infinita da qual provêm todas as coisas.
Anaxímenes  de Mileto: A substância que serve de substrato para o infinito é o ar. O ar é o principio da vida . Todos os elementos derivam do ar por  transformação.
Família aristocrática; Desprezo pelas massas e pela democracia; “ Um só homem vale dez mil, se for o melhor” =
Conforme tradição as 60 anos escolheu um forma estranhar  de matar-se: Devorado por cães, na praça pública de Efeso. Personalidade obscura.
Pánta rhei (tudo flui)  O princípio esta na transformação da matéria: tudo vem e tudo vai, infinitamente, e nesse movimento reside a natureza das coisas.
A Guerra é o pai de todas as coisas : “ Um vive a morte do outro, como o outro morre a vida do primeiro”. Não existiria saúde sem doença, saciedade sem fome, entre os opostos há uma guerra constante mas também uma secreta harmonia.
Todos tem o lógos  (pensamento, lógica, inteligência...), em alguns está adormecido e limita-se ao pensamento imediato em outros é utilizado de modo consciente  e penetram profundamente na verdade.
Tudo se transforma: Nada e estável e definitivo na natureza . “ Não nos banhamos duas vezes no mesmo”  cada coisa esta submetida  ao tempo e a transformação, mesmo o que parece parado é na realidade mutável
“ O Sol é novo a cada dia” “ A  vida é uma criança que brinca, que movimenta as peças de tabuleiro”.
O princípio é o fogo (ou o dinheiro) ‏ Tudo se origina no fogo e no fogo tudo se transforma, o fogo é uma metáfora de Heráclito para o dinheiro pela sua capacidade de transformar uma coisa em outra .
Fundou uma seita mística; Acreditava na reencarnação das almas; Faz parte da história da filosofia pelo seu amor ao sabedoria o termo filosofia provavelmente foi inventado por ele.
Fundamento de todas as coisas está nos números. O número não é um ente abstrato, coincide com a matéria e possui uma dimensão espacial.
O ar é cheio de almas. A alma é imortal e confere a vida, separando-se no momento da morte. A alma esta presente em cada ser vivo sendo composta de éter. Alma humana se divide em três : emoção, cérebro e intelecto.
Metempsicose : Teoria  que a alma é imortal e transmigra de um corpo para o outro após a morte chegou a Grécia pela seita  dos Órficos , professada pelo budismo e hinduísmo.
Parmênides – 515/450 a.C. O primeiro a sustentar a superioridade da interpretação racional do  mundo e a negar a veracidade da percepção sensível. Como conhecer a verdade ?
Zenão: Discípulo mais próximo de Parmênides. A doutrina do ser; Ontologia e a metafísica: O estudo do ser em geral, os aspectos que precede todas as coisas.
Se interessava pela música, astronomia, geometria,  geografia e meteorologia. Par resolver os paradoxos derivados das hipóteses de uma divisibilidade infinita do espaço, chegou à elaboração da noção de átomo (sem divisão).
A matéria indivisível do qual é formada a realidade . A existência do átomo sugere antes de tudo a existência do vazio. O universo  é formado por diferentes combinações do átomo.
Teoria dos vórtices: A agregação de átomos em corpos sólidos e compactos por fenômenos mecânicos pela força centrípeta e agregadora desenvolvida pelo movimento de vórtice. A diferente combinação de átomos explica todos os fenômenos. Determinismo: Exclui toda a noção de acaso , tudo funciona por conexões dependentes da lei  de causa-efeito
Materialismo: Convicção de que todos os fenômenos, inclusive aqueles espirituais e psíquicos, são resultados de processos materiais e mecânicos. Reconhece apenas as substâncias corpóreas negando a existência da alma e das substâncias espirituais.
Um grupo de intelectuais que escandalizou  os filósofos da época; Fazendo do saber uma profissão; Ofereciam aulas aos jovens da elite ateniense que pretendiam a carreira política; Os atenienses  de alta condição social achavam indecoroso pagar para serem servidos; Os sofistas eram tratados com desprezo pela elite intelectual
Eram  metecos,  excluídos da vida  política e dos direitos da polis. Foram os primeiros a colocar o homem como preocupação  na reflexão filosófica; Formaram o conceito de cultura;
Protágoras – 483 a.C.: Possuía amizade com Péricles  e escrevia  as leis para a colônia; Escreveu que não podia se afirmar que os deuses existiam ou não, foi acusado de sacrilégio e banido de Atenas, suas obras foram  queimadas em praça pública.
Górgias: Exercia co grande sucesso na arte da retórica ; Acumulou uma vasta fortuna ; Formou diversos seguidores;
A experiência individual é  a única verdade real; Não existe verdade absoluta; Toda a verdade é verdade para um sujeito; Cada individuo percebe o mundo a sua maneira; Os sofistas capazes de educar devem ser bem pagos; Fenomenismo: Não existe verdades e tampouco afirmações universais, tudo depende do sujeito e da situação que ele se encontra.
Relativismo: Não existe verdades  absolutas; Tudo depende do ponto de vista pessoal; Retórica: O lógos pode ser usado também para mentir; Quem pensa possuir a verdade pode se utilizar da evidencia  e argumentos convincentes; Quem  não possui a verdade apelará pela emoções  se dirigindo aos “corações”.
A linguagem sendo utilizada com destreza  pode manipular a mente aniquilando a sua vontade. Os discursos assim como os remédios  interrompem doenças, assim como também podem provocar dor, outros a coragem e etc. Com persuasão perversa  envenena a alma e enfeitiça.
Pai da filosofia ocidental; Nada escreveu; Criticava os sofistas; Colocou o homem como centro de suas discussões; Exercia filosofia em praça pública, debatendo, contradizendo e provocando
“ Só sei que nada sei”
“  Uma coisa posso afirmar e provar com palavras e atos:  é que nos tornamos melhores se cremos que é nosso dever seguir  em busca da verdade desconhecida.” 23/03/09
Valorizou a descoberta do homem feita pelos sofistas, orientando-a para os valores universais. Sócrates nasceu em 470 ou 469 a.C. Aprendeu a arte paterna, mas dedicou-se inteiramente à meditação e ao ensino filosófico, sem recompensa alguma, não obstante a sua pobreza. Sua vida 23/03/09
Desempenhou alguns cargos políticos e foi sempre modelo irrepreensível de bom cidadão. Formou a sua instrução sobretudo através da reflexão pessoal,na moldura da arte ateniense da época. Inteiramente absorvido pela sua vocação, não se deixou distrair pelas preocupações domésticas nem pelos interesse político. 23/03/09
valoroso soldado e rígido magistrado. Mas, em geral, conservou-se afastado da vida pública e da política contemporânea, que contrastavam com o seu  temperamento crítico e com o seu reto juízo. Julgava que devia servir a pátria conforme suas atitudes, vivendo justamente e formando cidadãos sábios, honestos e temperados – diversamente dos sofistas, que agiam para o próprio proveito e formavam grandes egoístas, capazes unicamente de se acometerem uns contra os outros e escravizar o próximo. 23/03/09
A liberdade de seus discursos, a feição austera de seu  caráter, a sua atitude crítica, irônica e conseqüente educação por ele ministrada, criaram descontentamento geral, hostilidade popular, inimizades pessoais, apesar de sua  probidade. Sócrates, aparecia diante da tirania popular, como chefe  de uma aristocracia intelectual. Mileto, Anito e Licon moveram uma acusação contra ele: de corromper a mocidade e negar os deuses da pátria introduzindo outros. Sócrates desdenhou defender-se diante dos juízes e da  justiça humana, humilhando-se e desculpando-se mais ou menos 23/03/09
Tinha ele diante dos olhos da alma não uma solução empírica para a vida terrena, e sim o juízo eterno, para a imortalidade. E preferiu a morte.  Declarado culpado por uma pequena minoria, assentou-se com indômita fortaleza de ânimo diante do tribunal, que o condenou à pena capital com o voto da maioria. Tendo que esperar mais de um mês a morte no cárcere, o  discípulo Criton preparou e propôs a fuga do Mestre.  Sócrates, porém, recusou, declarando não querer  absolutamente desobedecer às leis da pátria. E passou o tempo preparando-se para o passo extremo em palestras espirituais com os amigos. 23/03/09
Especialmente famoso é o diálogo sobre a imortalidade da alma – que se teria realizado um pouco antes da morte e foi descrito por Platão no  Fédon  com arte incomparável. Suas últimas palavras dirigidas aos seus discípulos, depois de ter sorvido tranqüilamente a cicuta, foram:  “Devemos um galo a Esculápio”.  É que é o deus da medicina tinha-o livrado do mal da vida com o dom da morte. Sócrates morreu em 399 a.C. com 71 anos de idade. 23/03/09
A certeza da morte iminente nem de longe deixou o filósofo para “baixo”. Pelo contrário, enquanto aguarda na prisão a execução de sua  sentença, Sócrates prepara-se para cantar o seu "canto do cisne". Na  companhia de amigos e discípulos, o prisioneiro explica jovialmente por que dá as boas-vindas à morte.  O Canto do Cisnes Você não admite, Símias, que tenho o mesmo dom da profecia que os cisnes? Pois eles, que cantaram durante toda a vida, ao perceberem que devem morrer, de modo algum deixam de cantar  e cantam mais docemente que nunca, exultando com o  pensamento de que logo irão ter com Apolo, de quem são  representantes. Os homens, entretantanto como temem a morte falsamente acusaram os cisnes de cantarem lamentos em seus dias finais. Quanto a mim, os poderes proféticos de que Deus me dotou não são menores que os dos cisnes, e não estou nem um pouco triste por deixar esta vida. 23/03/09
23/03/09 "Esse duplo sentimento era compartilhado por  todos nós; às vezes ríamos e às vezes chorávamos,  especialmente o sensível Apolodoro.“ Apolodoro não se conformava com a condenação  de Sócrates:  "O que acho mais difícil de suportar, Sócrates, é  que te condenaram à morte injustamente!" Mas Sócrates, abanando a cabeça, replicava: "Meu caro Apolodoro, você preferiria que me  houvessem condenado justamente?  Sócrates calmamente responde as perguntas de  seus discípulos sobre a alma, sua separação do  corpo depois da morte, e sua imortalidalidade.
23/03/09 Até descreve : as experiências da alma depois de sua libertação  do corpo. E finaliza prescrevendo, como sempre, o  uso da razão:  "Pretender que as coisas sejam exatamente como  as descrevi não é o que se espera de um homem de  bom senso. Mas parece-me uma coisa boa e digna de confiança acreditar que é algo semelhante o  que acontece com a alma, uma vez que ela é  evidentemente imortal."
Acusado de corromper a juventude Sócrates foi condenado  a morte, aceitou sem protesto  coerente com os próprios princípios
Insistindo no perpétuo fluxo das coisas e na variabilidade extrema das impressões sensitivas determinadas pelos indivíduos que de contínuo se transformam, concluíram os  sofistas pela impossibilidade absoluta e objetiva do saber. Sócrates restabelece-lhe a possibilidade, determinando o  verdadeiro objeto da ciência. O objeto da ciência não é o sensível, o particular, o  indivíduo que passa; é o inteligível, o  conceito  que se  exprime pela definição. Este conceito ou idéia geral obtêm-se por um processo  dialético por ele chamado  indução . Método Socrático
Na exposição polêmica e didática de suas idéias, Sócrates adotava sempre o diálogo, que revestia uma dúplice forma, conforme se tratava de um adversário a confutar ou de um  discípulo a instruir. No primeiro caso, é o que se denomina  ironia  socrática. No segundo caso, é um processo pedagógico, em memória da profissão materna, denominava ele de  maiêutica  ou  engenhosa obstetrícia do espírito, que facilitava a parturição das idéias. 23/03/09
A introspecção é o característico da filosofia de Sócrates. Como é sabido, Sócrates não deixou nada escrito. As notícias que temos de sua vida e de seu pensamento, devemo-las especialmente aos seus dois discípulos  Xenofonte  e  Platão , de feição intelectual muito diferente. Xenofonte , autor de  Anábase , em seus  Ditos Memoráveis , legou-nos de preferência o aspecto prático e moral da doutrina do mestre. Tinha um estilo simples e harmonioso,  mas sem profundidade, não obstante a sua devoção para com  o mestre e a exatidão das notícias, não entendeu o pensamento filosófico de Sócrates, sendo mais homem de ação do que um  pensador. 23/03/09
Platão, pelo contrário, foi filósofo grande demais para nos dar o preciso retrato histórico de Sócrates; nem sempre é fácil discernir o fundo socrático das especulações  acrescentadas por ele. Seja como for, cabe-lhe a glória de ter sido o grande historiador do pensamento de Sócrates, bem  como o seu biógrafo genial. “ Conhece-te a ti mesmo”  – o lema em que Sócrates cifra toda a sua vida de sábio. O perfeito conhecimento do homem é o objetivo de todas as suas especulações e a moral, o centro para o qual convergem todas as partes da filosofia. A  psicologia serve-lhe de preâmbulo, a teodicéia de estímulo à virtude e de natural complemento da ética.
A  gnosiologia   de Sócrates, que se concretizava no seu ensi- namento dialógico, donde é preciso extraí-la, pode-se esque- maticamente resumir nestes pontos: ironia, maiêutica, intros- pecção, ignorância, indução, definição.  Antes de tudo, cumpre desembaraçar o espírito dos conhe- cimentos errados, dos preceitos, das opiniões; este é o mo- mento da  ironia , isto é, da crítica. Sócrates, de par com os so- fistas, ainda que com finalidade diversa, reivindica a indepen- dência da autoridade e da tradição, a favor da reflexão livre e  da convicção racional. A seguir será possível realizar o conhecimento verdadeiro,a ciência, mediante a razão. Isto quer dizer que a instituição não deve consistir na imposição extrínseca de uma doutrina ao dis-
cente, mas o mestre deve deve tirá-la da mente do discípulo,  pela razão imanente e constitutiva do espírito humano, a qual  é um valor universal. É a famosa  maiêutica  de Sócrates, que declara auxiliar os  partos  do espírito, como a sua mãe auxiliava os partos do corpo. Esta interioridade do saber, esta intimidade da ciência – que não é absolutamente subjetivista, mas é a certeza objetiva da  própria razão – patenteiam-se no famoso dito socrático  “ conhece-te a ti mesmo”  que, no pensamento de Sócrates,  significa precisamente consciência racional de si mesmo, para organizar racionalmente a própria vida. Entretanto, consciência de si mesmo quer dizer, antes de tudo, consciência da própria ignorância  inicial e, portanto, necessidade de superá-la pela aquisição da ciência.  Gnosiologia
Esta ignorância não é, por conseguinte ceticismo sistemático, mas apenas metódico, um poderoso impulso para o saber, embora o pensamento socrático fique, de fato, no agnosticismo filosófico por falta de uma metafísica, pois,  Sócrates achou apenas a forma conceptual da ciência, não o seu conteúdo. O procedimento lógico para realizar o conhecimento verdadeiro, científico, conceptual é, antes de tudo, a  indução : isto é, remontar do particular ao  universal, da opinião à ciência, da experiência ao conceito. Este conceito é, depois, determinado precisamente mediante a  definição ,  representando o ideal e a conclusão do processo Gnosiológico socrático, e nos dá a essência da realidade. Gnosiologia
Como Sócrates é o fundador da ciência em geral, mediante a doutrina do conceito, assim é fundador, em particular da ciência  moral , mediante a doutrina de que eticidade significa racionalidade, ação racional. Virtude é inteligência, razão, ciência, não sentimento,  rotina, costume, tradição, lei positiva, opinião comum. Tudo  isto tem que ser criticado, superado, subindo até à razão, não descendo até à animalidade – como ensinava os sofistas. É sabido que Sócrates levava a importância da razão para a ação moral, até àquele intelectualismo que, identificando co- nhecimento e virtude – bem como ignorância e vício – tornava impossível o livre arbítrio. A MoraL
Entretanto, como a gnosiologia socrática carece de uma  especificação lógica, precisa – afora a teoria geral de que a  ciência está nos conceitos – assim a ética socrática carece de um conteúdo racional, pela ausência de uma metafísica. Se o fim do homem for o bem – realizando-se o bem medi- ante a virtude, e a virtude mediante o conhecimento – Sócrates não sabe, nem pode precisar este bem, esta felicidade, preci- samente porque lhe falta uma metafísica. Traçou, todavia, o itinerário, que será percorrido por Platão e acabado, enfim, por Aristóteles. Estes dois filósofos, partin- do dos pressupostos socráticos, desenvolverão uma  gnosiologia acabada, uma grande metafísica e, logo, uma  Moral . A Moral
Afirmando ironicamente que de nada sabia,  Sócrates logo de início desarmava seu interlocutor  e encorajava-o a expor seus pontos fracos. Através de perguntas, introduzia ora um, ora outro conceito, até que a pessoa via-se em tal conflito que  á não podia prosseguir. Embaraçada, percebia que  não sabia o que julgava saber e que apenas  cultivara preconceitos. A partir daí, Sócrates podia guiá-la para o verdadeiro conhecimento, fazendo que extraísse de si mesma a resposta.
A importância em saber que não se sabe O maior obstáculo é a presunção é preciso  saber  que não se sabe; não é possível  conhecer alguma coisa se não conhecermos a própria ignorância; O que é sabedoria; Utilizava uma abordagem irônica ; “ O ignorante supõem saber tudo. O sábio sabe que nada sabe”.
Ironia: Diz-se uma coisa pretendendo dizer outra;  A ironia foi o melhor instrumento do  método maiêutico de Sócrates. É necessário empregar a ironia para abalar as defesas intelectuais  preestabelecidas.  Maiêutica : Método de investigação de Sócrates; Levantar perguntas; Descobrir a verdade dentro de si:
Humanismo Socrático: Os problemas do homem como reflexão filosófica; Procurar o critério da verdade no homem, e não fora dele; Conceito: Conteúdo da mente; Um termo universal; Definir algo de maneira simples e definitiva;
Conhece-te a ti mesmo? A filosofia não ensina a verdade, mas ensina a descobri lá sozinho ; A verdade é uma conquista pessoal; A educação é sempre auto-educação, um processo de amadurecimento interior; Pode ser estimulado a partir do exterior.
O filosofo é um parteiro de almas: A tarefa do sábio  não é propor afirmações verdadeira, mas favorecer  o nascimento  da verdade da alma do interlocutor .
Origem aristocrática; O poder deveria ser entregue aos mais sábios; Escola filosófica com o objetivo de formar a classe dirigente de Atenas; Principal seguidor de Sócrates;
Platão Vida Principais Idéias O Mito da Caverna
Filósofo grego, viveu de 428/427 a.C. a 347 a.C.. Seu verdadeiro nome era Aristócles. Ocupou-se com vários temas, entre eles: ética, política, metafísica e teoria do conhecimento. Por volta dos 20 anos, conheceu Sócrates, o qual tornou-se discípulo ate a morte do mesmo. Vida
Fundou uma academia a qual ganhou muito prestigio na época. Jovens e homens ilustres se encontravam a fim de debater idéias.  Platão permaneceu na direção da Academia até sua morte, em 347 a.C.
Platão desenvolveu a noção de que o homem esta em contato permanente com dois tipos de realidade: os inteligíveis e os sensíveis. O primeiro são realidades, mais concretas, permanentes. O segundo são todas as coisas que nos afetam os sentidos, são realidades dependentes. Essa concepção de Platão também é conhecida por Teoria das Idéias ou Teoria das Formas. Idéias
O Mito da Caverna O Mito da Caverna é uma passagem de um escrito do filósofo. Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.
Imaginemos uma caverna separada do mundo externo por um alto muro.
Entre o muro e o chão da caverna há uma fresta por onde passa um fino feixe de luz exterior, deixando a caverna na obscuridade quase completa.
Deste o nascimento, geração após geração, seres humanos encontram-se ali, de costas para a entrada, acarretados sem poder  mover a cabeça  nem locomover-se, forçados a olhar apenas a parede do fundo, vivendo sem nunca ter visto no exterior nem a luz do Sol, sem jamais ter efetivamente ter visto  uns aos outros  nem a si mesmos porque estão no escuro e imobilizados.
Abaixo do muro  do lado de dentro da caverna há  um fogo que ilumina vagamente o interior sombrio e faz com que as coisas que se passam do lado de fora sejam como sombras nas paredes no fundo da caverna.
Do lado de fora, pessoas passam conversando  e carregando nos ombros figuras ou imagens de homens, mulheres e animais cuja as sombras também são projetadas na parede da caverna, como num teatro de fantoches.
Os prisioneiros  julgam que as sombras de coisas e pessoas, os sons de suas falas e as imagens que transportam nos ombros são as próprias coisas externas, e que os artefatos são os seres vivos que se movem e falam.
Essa confusão, porém , não tem como causa a natureza dos prisioneiros e sim as condições adversas em que se encontra. Que aconteceria se fossem libertados desta condição de miséria?
Um dos prisioneiros inconformado com a condição em que se encontro, decide abandonar a caverna. Fabrica um instrumento com a qual quebrar os grilhões.
De início, move a cabeça, depois o corpo todo; a seguir, avança na direção do muro e o escala. Enfrentando os obstáculos de caminho íngreme e difícil, sai da caverna.
No primeiro instante, fica totalmente cego pela luminosidade do Sol, com a qual seus olhos não estão acostumados.
Então, enche-se de dor por causa do movimento que seu corpo realiza pela primeira vez e pelo ofuscamento de seus olhos sob a luz externa, muito mais forte do que o fraco brilho do fogo que havia no interior da caverna.
Sente-se divido entre a incredulidade  e o deslumbramento. Incredulidade porque terá que decidir  onde se encontra a realidade: no que vê agora ou nas sombras em que sempre viveu.
Deslumbramento porque seus olhos  não consegue ver com nitidez  as coisas iluminadas. Seu primeiro impulso é retornar para a caverna  para se livrar da dor e do espanto, atraído pela escuridão, que lhe parece mais acolhedora.
Além disso, precisa aprender a ver e  este aprendizado é doloroso , fazendo-o desejar a caverna onde tudo lhe é familiar e conhecido.
Sentindo –se sem disposição para regressar á caverna por causa da rudeza do caminho, o prisioneiro permanece no exterior. Aos poucos se habitua-se a luz e começa a ver o mundo.
Encanta-se, tem a felicidade de finalmente ver as próprias coisas, descobrindo que estivera prisioneiro a vida toda e que em sua prisão via apenas sombras.
Com isso, deseja ficar longe da caverna  e lutará com todas as suas forças para jamais regressar.
Depois toma a difícil decisão  de retornar a caverna  para contar  aos demais o que viu e convencê-los  a se libertarem também.
No retorno, os demais prisioneiros zombam dele, não acreditando em suas palavras e, se  não conseguem silenciá-lo com suas caçoadas, tentam  espancando-o. E se mesmo assim teima em contar o que viu fora da caverna  certamente acabam por matá-lo.
Mas, quem sabe, alguns podem ouvi-lo e contra a vontade dos demais, também decidir sair caverna rumo a realidade.
Mito da Caverna Platão  Versão de Maurício de Souza
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O que é caverna? Que são as sombras projetadas no fundo da caverna? Que são os grilhões e as correntes? Quem o prisioneiro que se liberta da caverna? O que é a luz do Sol? Qual o instrumento  que liberta o prisioneiro rebelde e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros?
Caverna: Um mundo de aparência em que vivemos
Sombras: O que percebemos
Grilhões e correntes: Nossos preconceitos e opiniões; Nossas crenças em o que estamos percebendo é a realidade;
Prisioneiro: O filosofo; Quem estava preso a um mentira.
A luz do Sol: A verdade; A realidade que ofusca a ignorância.
O que libertou o prisioneiro? A sabedoria
ARISTÓTELES  384 a.C -322 a.C 1. Família de tradição asclepíada 2. Discípulo de Platão, professor na Academia 3. Relação com a Corte macedónica 23/03/09
Cinco grandes características do génio filosófico de Aristóteles, que constituem simultaneamente cinco aspectos transversais da sua ideação:  explicação; Compreensão; Exposição; fundamentação 23/03/09
1. Na ordem da  investigação , o cruzamento da observação (num sentido lato, que engloba a tradição e as opiniões sufragadas pelas maioria ou pelos mais sábios) e da análise, subordinados a um modelo aporemático de pesquisa. 23/03/09
2. Na ordem da  explicação , a opção finalista. O modelo teleológico de compreensão pervade todas as regiões em que a filosofia aristotélica intervém, da física à ética, da psicologia à política, da biologia à metafísica. 23/03/09
3. Na ordem da  compreensão , a recusa da unicidade. Aristóteles é, como provavelmente nenhum outro filósofo anterior, sensível à pluralidade e complexidade do real, na diversidade das suas manifestações e no carácter incontornavelmente multíplice dos princípios a que, dentro de cada domínio de análise, elas devem ser reconduzidas. 23/03/09

Filosofia

  • 1.
  • 2.
    Ordem e Desordem:Formação do Senso Comum; Organizações ; Tradições; Culturas;
  • 3.
    “ Narrativa alegórica;fábula , lenda, representação exagerada de fatos ou personagens reais pela imaginação popular , pessoa ou fato assim representado “. (AURÉLIO, Dicionário) . Pode-se definir mito como o pensamento antes da nascimento da filosofia , uma tentativa de revelar a verdade sob a forma de um relato. As narrativas misturavam sabedoria e procedimentos práticos do trabalho e da vida, da religião e as crenças mais antigas.
  • 4.
    Tentavam responder asquestões fundamentais : Origem de todas as coisas; Condição do homem; Vida e morte; A origem de todas as coisas é proveniente das relações sexuais entre os deuses, gerando tudo que existia. A origem de tudo está esta nas lutas e alianças entre forças que regem o Universo.
  • 5.
  • 6.
    No princípio erao Caos matéria eterna, informe, rudimentar, mas dotada de energia prolífica; depois veio Géia (Terra), Tártaro (habitação profunda) e Eros (o Amor), a força do desejo. O Caos deu origem ao Érebo (Escuridão profunda) e a Nix (noite). Nix Gerou Éter e Hemera (Dia). De Géia nasceram Úrano (Céu), Montes e Pontos (Mar).
  • 7.
    Gaia gerou Uranoe se uniu a ele gerando os: Titãs: Oceano, Ceos, Crio, Hiperión, Jápeto , Atlas e Cronos. Titânidas: Téia, Réia, Mnemósina, Febe e Tétis.
  • 8.
    Urano reinou soberano;Por solicitação de Geia, Cronos mutila seu pai Urano, contando-lhe os testículos. Do Sangue de Urano que caiu sobre Geia nasceram, "no decurso dos anos", as Erínias, os Gigantes e as Ninfas dos Freixos, chamadas Mélias ou Melíades; da parte que caiu no mar e formou uma espuma, onde nasceu Afrodite.
  • 9.
    Cronos se uniua Réia; Réia gerou vários filhos; Pelo temor de ser destronado; Cronos engoliu a todos; Exceto Zeus que Réia manteve escondido; Zeus cresceu, libertou seus irmão e destronou Cronos
  • 10.
    Zeus reinou soberano;O Deus dos deuses. Zeus é casado com Hera O pai de uma quantidade enorme de deuses e mortais  excepcionais.
  • 11.
    Um dos Titãs. Tomou frente na batalhas de Cronos e dos Titãs contra Zeus. Como castigo, foi obrigado a carregar o mundo, nas costas. Para sempre.
  • 12.
    A divindade doamor romântico, do desejo sexual e da beleza física. Afrodite Nasceu da espuma do mar após Cronos castrar seu pai Urano e jogar seus genitais amputados no mar. Ela é casada com Hefestos, mas teve seis filhos com Ares, dois com Poseidon e pelo menos um com um mortal.
  • 13.
    Apolo, o deusda música, da luz e da cura, surge como um belo jovem imberbe carregando uma lira dourada e um arco de prata.   Foi Apolo quem ensinou a arte da cura aos homens. Ele pode ser terrível quando está irritado, disparando flechas que levam doença e morte à suas vítimas. Ele é bastante vaidoso em relação a sua habilidade musical.
  • 14.
    O deus daGuerra. Surge como um homem grande com olhos ardentes e enfurecidos e uma expressão ameaçadora permanentemente estampada em seu rosto. Ciumento, inconstante e se ofende com facilidade; Filho de Zeus e Hera, Odiado por ambos
  • 15.
    Deusa da prudênciae das cidades. Patrona do Artesanato; Guerreira, mas apenas na defesa das coisas que acredita serem dignas de proteção, como cidades, vilas e campos cultivados. Ela se opõe aos impulsos destrutivos de seu irmão, Ares, sempre
  • 16.
    Deusa da Agricultura.Seu humor influencia a vida e a fertilidade dos campos. Ela surge como uma mulher maternal, vestida com robes nas cores da vegetação: Ela é uma das seis filhas dos Titãs Cronos e Réia.
  • 17.
    Deus da Mortee da Riqueza. Enquanto seus irmãos Zeus e Poseidon governam respectivamente o céu e o mar, Hades é o regente do submundo e também tem certo controle sobre a terra. Hades é um dos seis filhos de Cronos e Réia e uma das nove divindades Olímpicas principais.
  • 18.
    Hefestos, o deusdos ferreiros, do fogo e dos ofícios; Entre os belos deuses Olímpicos, ele é o único feio. Hefestos é muito honrado entre os deuses como o armoreiro e ferreiro do Olimpo. Afirmam que os vulcões abrigam as suas forjas.
  • 19.
    Deusa dos jogosOlímpicos; Ela é a patrona do casamento, mas também das esposas ciumentas.
  • 20.
    Héstia normalmente nãose envolve nas discussões, na política e nos casos dos demais deuses Olímpicos. Em vez disso, contenta-se com sua posição como uma divindade doméstica, cultuada com sacrifícios simples, por pessoas humildes, em pequenos altares nas casas.
  • 21.
    O deus domar, Os marinheiros e os habitantes do litoral devem assegurar-se de não irritar esta divindade temperamental. Poseidon já arrasou cidades costeiras que o desagradaram com maremotos e terremotos.
  • 22.
    Deus do vinhoe das festas desenfreadas e protetor do teatro.
  • 23.
  • 24.
    Deus mensageiro, protetordos rebanhos, cavalos e do comércio. Conta com altíssima sabedoria.
  • 25.
    Filho de umTitã, mantinha gosto pelas artes plásticas, recebeu a missão de Zeus de fazer uma nova criatura.
  • 26.
    Prometeu subiu aoscéus e roubou o fogo e deu a humanidade despertando a ira de Zeus. No mesmo dia ordenou que aprisionassem Prometeu a um rochedo no Cáucaso. Ordenou ainda que soltassem sobre a região um terrível abutre, cuja degradante função seria a de devorar incansavelmente o fígado de Prometeu.
  • 27.
    Zeus ordenou queHefestos criasse uma criatura para ser companheira do homem. Juntamente com Atena assim fizeram uma linda criatura que recebeu o nome de Pandora. Zeus adorou a criação; E deu um caixa que deveria ser levada de presente a humanidade.
  • 28.
    A ordem deZeus é de caixa nunca deveria ser aberta; Pandora foi enviada para Epimeteu; Pandora não resistiu e abriu a caixa; Pandora teve o desgosto de ver personificados todos os vícios que viriam a acometer no futuro a alma humana.
  • 29.
    A inveja, agula, Avareza, a Arrogância, a Crueldade, o Egoísmo, todos os vícios e defeitos humanos dançavam um acirada infernal sobre a sua cabeça, até que, arremessando-se à caixa, conseguiu finalmente fechá-la. Quando tudo já tinha saído da caixa, Pandora avistou um lindo rosto? Era a Esperança.
  • 30.
    O soberano Consultao Oráculo. O Oráculo afirma que seu primogênito irá desposar a própria mãe e assassinar seu pai, o Rei Laio . Então , Laio manda que elimine o menino , mas a pessoa encarregada não cumpre a ordem e envia o menino para um reino distante onde ele se torna um grande guerreiro e herói, numa de suas andanças ele encontra um homem arrogante e o mata; chegando ao Reino de Jocasta, Édipo se apaixona desposa a esposa deste homem. Anos mais tarde, Édipo descobre que ele próprio é o personagem da profecia. E num gesto de desespero, arranca os próprios olhos e sai vagar pelo mundo afora .
  • 31.
    Mitos ??? Umaexplicação da realidade; Existe razão nos mitos? A racionalidade não seria um mito moderno disfarçado? Na antiguidade os mitos estavam a serviço da aristocracia, para controlar o povo, e hoje? Os mitos e a imaginação; A idéia mítica de progresso : Alimenta nosso imaginário;
  • 32.
    A filosofia podeser entendida como o surgimento de uma nova ordem de pensamento, complementar ao mito. A Filosofia racionalizou o mito, deixando as figuras alegóricas para trás. A Jônia foi o berço dos primeiros filósofos em Mileto ; A maior parte destes filósofos pensavam que todas as coisas era de ordem material;
  • 33.
    A primeira filosofiaera naturalista , ou seja, buscava um explicação exclusivamente natural para todas as coisas.
  • 34.
    Qual é aorigem do mundo ??? O arché é o princípio de tudo , aquilo que permanece em continua transformação.
  • 35.
    Tales de Mileto:O princípio é a água, as sementes, os alimentos, as pessoas. Ora , aquilo do qual todas as coisas são geradas é o princípio de tudo!!! Tudo é água!!!
  • 36.
    Anaximandro de Mileto:O arché não esta em um elementos natural e sim no ápeiron , termo que indica o ilimitado e o infinito. O princípio do contrário, cada coisa no Universo é resultado de uma oposição entre forças antagônicas.
  • 37.
    O infinito éo princípio Uma outra natureza infinita da qual provêm todas as coisas.
  • 38.
    Anaxímenes deMileto: A substância que serve de substrato para o infinito é o ar. O ar é o principio da vida . Todos os elementos derivam do ar por transformação.
  • 39.
    Família aristocrática; Desprezopelas massas e pela democracia; “ Um só homem vale dez mil, se for o melhor” =
  • 40.
    Conforme tradição as60 anos escolheu um forma estranhar de matar-se: Devorado por cães, na praça pública de Efeso. Personalidade obscura.
  • 41.
    Pánta rhei (tudoflui) O princípio esta na transformação da matéria: tudo vem e tudo vai, infinitamente, e nesse movimento reside a natureza das coisas.
  • 42.
    A Guerra éo pai de todas as coisas : “ Um vive a morte do outro, como o outro morre a vida do primeiro”. Não existiria saúde sem doença, saciedade sem fome, entre os opostos há uma guerra constante mas também uma secreta harmonia.
  • 43.
    Todos tem ológos (pensamento, lógica, inteligência...), em alguns está adormecido e limita-se ao pensamento imediato em outros é utilizado de modo consciente e penetram profundamente na verdade.
  • 44.
    Tudo se transforma:Nada e estável e definitivo na natureza . “ Não nos banhamos duas vezes no mesmo” cada coisa esta submetida ao tempo e a transformação, mesmo o que parece parado é na realidade mutável
  • 45.
    “ O Solé novo a cada dia” “ A vida é uma criança que brinca, que movimenta as peças de tabuleiro”.
  • 46.
    O princípio éo fogo (ou o dinheiro) ‏ Tudo se origina no fogo e no fogo tudo se transforma, o fogo é uma metáfora de Heráclito para o dinheiro pela sua capacidade de transformar uma coisa em outra .
  • 47.
    Fundou uma seitamística; Acreditava na reencarnação das almas; Faz parte da história da filosofia pelo seu amor ao sabedoria o termo filosofia provavelmente foi inventado por ele.
  • 48.
    Fundamento de todasas coisas está nos números. O número não é um ente abstrato, coincide com a matéria e possui uma dimensão espacial.
  • 49.
    O ar écheio de almas. A alma é imortal e confere a vida, separando-se no momento da morte. A alma esta presente em cada ser vivo sendo composta de éter. Alma humana se divide em três : emoção, cérebro e intelecto.
  • 50.
    Metempsicose : Teoria que a alma é imortal e transmigra de um corpo para o outro após a morte chegou a Grécia pela seita dos Órficos , professada pelo budismo e hinduísmo.
  • 51.
    Parmênides – 515/450a.C. O primeiro a sustentar a superioridade da interpretação racional do mundo e a negar a veracidade da percepção sensível. Como conhecer a verdade ?
  • 52.
    Zenão: Discípulo maispróximo de Parmênides. A doutrina do ser; Ontologia e a metafísica: O estudo do ser em geral, os aspectos que precede todas as coisas.
  • 53.
    Se interessava pelamúsica, astronomia, geometria, geografia e meteorologia. Par resolver os paradoxos derivados das hipóteses de uma divisibilidade infinita do espaço, chegou à elaboração da noção de átomo (sem divisão).
  • 54.
    A matéria indivisíveldo qual é formada a realidade . A existência do átomo sugere antes de tudo a existência do vazio. O universo é formado por diferentes combinações do átomo.
  • 55.
    Teoria dos vórtices:A agregação de átomos em corpos sólidos e compactos por fenômenos mecânicos pela força centrípeta e agregadora desenvolvida pelo movimento de vórtice. A diferente combinação de átomos explica todos os fenômenos. Determinismo: Exclui toda a noção de acaso , tudo funciona por conexões dependentes da lei de causa-efeito
  • 56.
    Materialismo: Convicção deque todos os fenômenos, inclusive aqueles espirituais e psíquicos, são resultados de processos materiais e mecânicos. Reconhece apenas as substâncias corpóreas negando a existência da alma e das substâncias espirituais.
  • 57.
    Um grupo deintelectuais que escandalizou os filósofos da época; Fazendo do saber uma profissão; Ofereciam aulas aos jovens da elite ateniense que pretendiam a carreira política; Os atenienses de alta condição social achavam indecoroso pagar para serem servidos; Os sofistas eram tratados com desprezo pela elite intelectual
  • 58.
    Eram metecos, excluídos da vida política e dos direitos da polis. Foram os primeiros a colocar o homem como preocupação na reflexão filosófica; Formaram o conceito de cultura;
  • 59.
    Protágoras – 483a.C.: Possuía amizade com Péricles e escrevia as leis para a colônia; Escreveu que não podia se afirmar que os deuses existiam ou não, foi acusado de sacrilégio e banido de Atenas, suas obras foram queimadas em praça pública.
  • 60.
    Górgias: Exercia cogrande sucesso na arte da retórica ; Acumulou uma vasta fortuna ; Formou diversos seguidores;
  • 61.
    A experiência individualé a única verdade real; Não existe verdade absoluta; Toda a verdade é verdade para um sujeito; Cada individuo percebe o mundo a sua maneira; Os sofistas capazes de educar devem ser bem pagos; Fenomenismo: Não existe verdades e tampouco afirmações universais, tudo depende do sujeito e da situação que ele se encontra.
  • 62.
    Relativismo: Não existeverdades absolutas; Tudo depende do ponto de vista pessoal; Retórica: O lógos pode ser usado também para mentir; Quem pensa possuir a verdade pode se utilizar da evidencia e argumentos convincentes; Quem não possui a verdade apelará pela emoções se dirigindo aos “corações”.
  • 63.
    A linguagem sendoutilizada com destreza pode manipular a mente aniquilando a sua vontade. Os discursos assim como os remédios interrompem doenças, assim como também podem provocar dor, outros a coragem e etc. Com persuasão perversa envenena a alma e enfeitiça.
  • 64.
    Pai da filosofiaocidental; Nada escreveu; Criticava os sofistas; Colocou o homem como centro de suas discussões; Exercia filosofia em praça pública, debatendo, contradizendo e provocando
  • 65.
    “ Só seique nada sei”
  • 66.
    “ Umacoisa posso afirmar e provar com palavras e atos: é que nos tornamos melhores se cremos que é nosso dever seguir em busca da verdade desconhecida.” 23/03/09
  • 67.
    Valorizou a descobertado homem feita pelos sofistas, orientando-a para os valores universais. Sócrates nasceu em 470 ou 469 a.C. Aprendeu a arte paterna, mas dedicou-se inteiramente à meditação e ao ensino filosófico, sem recompensa alguma, não obstante a sua pobreza. Sua vida 23/03/09
  • 68.
    Desempenhou alguns cargospolíticos e foi sempre modelo irrepreensível de bom cidadão. Formou a sua instrução sobretudo através da reflexão pessoal,na moldura da arte ateniense da época. Inteiramente absorvido pela sua vocação, não se deixou distrair pelas preocupações domésticas nem pelos interesse político. 23/03/09
  • 69.
    valoroso soldado erígido magistrado. Mas, em geral, conservou-se afastado da vida pública e da política contemporânea, que contrastavam com o seu temperamento crítico e com o seu reto juízo. Julgava que devia servir a pátria conforme suas atitudes, vivendo justamente e formando cidadãos sábios, honestos e temperados – diversamente dos sofistas, que agiam para o próprio proveito e formavam grandes egoístas, capazes unicamente de se acometerem uns contra os outros e escravizar o próximo. 23/03/09
  • 70.
    A liberdade deseus discursos, a feição austera de seu caráter, a sua atitude crítica, irônica e conseqüente educação por ele ministrada, criaram descontentamento geral, hostilidade popular, inimizades pessoais, apesar de sua probidade. Sócrates, aparecia diante da tirania popular, como chefe de uma aristocracia intelectual. Mileto, Anito e Licon moveram uma acusação contra ele: de corromper a mocidade e negar os deuses da pátria introduzindo outros. Sócrates desdenhou defender-se diante dos juízes e da justiça humana, humilhando-se e desculpando-se mais ou menos 23/03/09
  • 71.
    Tinha ele diantedos olhos da alma não uma solução empírica para a vida terrena, e sim o juízo eterno, para a imortalidade. E preferiu a morte. Declarado culpado por uma pequena minoria, assentou-se com indômita fortaleza de ânimo diante do tribunal, que o condenou à pena capital com o voto da maioria. Tendo que esperar mais de um mês a morte no cárcere, o discípulo Criton preparou e propôs a fuga do Mestre. Sócrates, porém, recusou, declarando não querer absolutamente desobedecer às leis da pátria. E passou o tempo preparando-se para o passo extremo em palestras espirituais com os amigos. 23/03/09
  • 72.
    Especialmente famoso éo diálogo sobre a imortalidade da alma – que se teria realizado um pouco antes da morte e foi descrito por Platão no Fédon com arte incomparável. Suas últimas palavras dirigidas aos seus discípulos, depois de ter sorvido tranqüilamente a cicuta, foram: “Devemos um galo a Esculápio”. É que é o deus da medicina tinha-o livrado do mal da vida com o dom da morte. Sócrates morreu em 399 a.C. com 71 anos de idade. 23/03/09
  • 73.
    A certeza damorte iminente nem de longe deixou o filósofo para “baixo”. Pelo contrário, enquanto aguarda na prisão a execução de sua sentença, Sócrates prepara-se para cantar o seu "canto do cisne". Na companhia de amigos e discípulos, o prisioneiro explica jovialmente por que dá as boas-vindas à morte. O Canto do Cisnes Você não admite, Símias, que tenho o mesmo dom da profecia que os cisnes? Pois eles, que cantaram durante toda a vida, ao perceberem que devem morrer, de modo algum deixam de cantar e cantam mais docemente que nunca, exultando com o pensamento de que logo irão ter com Apolo, de quem são representantes. Os homens, entretantanto como temem a morte falsamente acusaram os cisnes de cantarem lamentos em seus dias finais. Quanto a mim, os poderes proféticos de que Deus me dotou não são menores que os dos cisnes, e não estou nem um pouco triste por deixar esta vida. 23/03/09
  • 74.
    23/03/09 "Esse duplosentimento era compartilhado por todos nós; às vezes ríamos e às vezes chorávamos, especialmente o sensível Apolodoro.“ Apolodoro não se conformava com a condenação de Sócrates: "O que acho mais difícil de suportar, Sócrates, é que te condenaram à morte injustamente!" Mas Sócrates, abanando a cabeça, replicava: "Meu caro Apolodoro, você preferiria que me houvessem condenado justamente? Sócrates calmamente responde as perguntas de seus discípulos sobre a alma, sua separação do corpo depois da morte, e sua imortalidalidade.
  • 75.
    23/03/09 Até descreve: as experiências da alma depois de sua libertação do corpo. E finaliza prescrevendo, como sempre, o uso da razão: "Pretender que as coisas sejam exatamente como as descrevi não é o que se espera de um homem de bom senso. Mas parece-me uma coisa boa e digna de confiança acreditar que é algo semelhante o que acontece com a alma, uma vez que ela é evidentemente imortal."
  • 76.
    Acusado de corrompera juventude Sócrates foi condenado a morte, aceitou sem protesto coerente com os próprios princípios
  • 77.
    Insistindo no perpétuofluxo das coisas e na variabilidade extrema das impressões sensitivas determinadas pelos indivíduos que de contínuo se transformam, concluíram os sofistas pela impossibilidade absoluta e objetiva do saber. Sócrates restabelece-lhe a possibilidade, determinando o verdadeiro objeto da ciência. O objeto da ciência não é o sensível, o particular, o indivíduo que passa; é o inteligível, o conceito que se exprime pela definição. Este conceito ou idéia geral obtêm-se por um processo dialético por ele chamado indução . Método Socrático
  • 78.
    Na exposição polêmicae didática de suas idéias, Sócrates adotava sempre o diálogo, que revestia uma dúplice forma, conforme se tratava de um adversário a confutar ou de um discípulo a instruir. No primeiro caso, é o que se denomina ironia socrática. No segundo caso, é um processo pedagógico, em memória da profissão materna, denominava ele de maiêutica ou engenhosa obstetrícia do espírito, que facilitava a parturição das idéias. 23/03/09
  • 79.
    A introspecção éo característico da filosofia de Sócrates. Como é sabido, Sócrates não deixou nada escrito. As notícias que temos de sua vida e de seu pensamento, devemo-las especialmente aos seus dois discípulos Xenofonte e Platão , de feição intelectual muito diferente. Xenofonte , autor de Anábase , em seus Ditos Memoráveis , legou-nos de preferência o aspecto prático e moral da doutrina do mestre. Tinha um estilo simples e harmonioso, mas sem profundidade, não obstante a sua devoção para com o mestre e a exatidão das notícias, não entendeu o pensamento filosófico de Sócrates, sendo mais homem de ação do que um pensador. 23/03/09
  • 80.
    Platão, pelo contrário,foi filósofo grande demais para nos dar o preciso retrato histórico de Sócrates; nem sempre é fácil discernir o fundo socrático das especulações acrescentadas por ele. Seja como for, cabe-lhe a glória de ter sido o grande historiador do pensamento de Sócrates, bem como o seu biógrafo genial. “ Conhece-te a ti mesmo” – o lema em que Sócrates cifra toda a sua vida de sábio. O perfeito conhecimento do homem é o objetivo de todas as suas especulações e a moral, o centro para o qual convergem todas as partes da filosofia. A psicologia serve-lhe de preâmbulo, a teodicéia de estímulo à virtude e de natural complemento da ética.
  • 81.
    A gnosiologia de Sócrates, que se concretizava no seu ensi- namento dialógico, donde é preciso extraí-la, pode-se esque- maticamente resumir nestes pontos: ironia, maiêutica, intros- pecção, ignorância, indução, definição. Antes de tudo, cumpre desembaraçar o espírito dos conhe- cimentos errados, dos preceitos, das opiniões; este é o mo- mento da ironia , isto é, da crítica. Sócrates, de par com os so- fistas, ainda que com finalidade diversa, reivindica a indepen- dência da autoridade e da tradição, a favor da reflexão livre e da convicção racional. A seguir será possível realizar o conhecimento verdadeiro,a ciência, mediante a razão. Isto quer dizer que a instituição não deve consistir na imposição extrínseca de uma doutrina ao dis-
  • 82.
    cente, mas omestre deve deve tirá-la da mente do discípulo, pela razão imanente e constitutiva do espírito humano, a qual é um valor universal. É a famosa maiêutica de Sócrates, que declara auxiliar os partos do espírito, como a sua mãe auxiliava os partos do corpo. Esta interioridade do saber, esta intimidade da ciência – que não é absolutamente subjetivista, mas é a certeza objetiva da própria razão – patenteiam-se no famoso dito socrático “ conhece-te a ti mesmo” que, no pensamento de Sócrates, significa precisamente consciência racional de si mesmo, para organizar racionalmente a própria vida. Entretanto, consciência de si mesmo quer dizer, antes de tudo, consciência da própria ignorância inicial e, portanto, necessidade de superá-la pela aquisição da ciência. Gnosiologia
  • 83.
    Esta ignorância nãoé, por conseguinte ceticismo sistemático, mas apenas metódico, um poderoso impulso para o saber, embora o pensamento socrático fique, de fato, no agnosticismo filosófico por falta de uma metafísica, pois, Sócrates achou apenas a forma conceptual da ciência, não o seu conteúdo. O procedimento lógico para realizar o conhecimento verdadeiro, científico, conceptual é, antes de tudo, a indução : isto é, remontar do particular ao universal, da opinião à ciência, da experiência ao conceito. Este conceito é, depois, determinado precisamente mediante a definição , representando o ideal e a conclusão do processo Gnosiológico socrático, e nos dá a essência da realidade. Gnosiologia
  • 84.
    Como Sócrates éo fundador da ciência em geral, mediante a doutrina do conceito, assim é fundador, em particular da ciência moral , mediante a doutrina de que eticidade significa racionalidade, ação racional. Virtude é inteligência, razão, ciência, não sentimento, rotina, costume, tradição, lei positiva, opinião comum. Tudo isto tem que ser criticado, superado, subindo até à razão, não descendo até à animalidade – como ensinava os sofistas. É sabido que Sócrates levava a importância da razão para a ação moral, até àquele intelectualismo que, identificando co- nhecimento e virtude – bem como ignorância e vício – tornava impossível o livre arbítrio. A MoraL
  • 85.
    Entretanto, como agnosiologia socrática carece de uma especificação lógica, precisa – afora a teoria geral de que a ciência está nos conceitos – assim a ética socrática carece de um conteúdo racional, pela ausência de uma metafísica. Se o fim do homem for o bem – realizando-se o bem medi- ante a virtude, e a virtude mediante o conhecimento – Sócrates não sabe, nem pode precisar este bem, esta felicidade, preci- samente porque lhe falta uma metafísica. Traçou, todavia, o itinerário, que será percorrido por Platão e acabado, enfim, por Aristóteles. Estes dois filósofos, partin- do dos pressupostos socráticos, desenvolverão uma gnosiologia acabada, uma grande metafísica e, logo, uma Moral . A Moral
  • 86.
    Afirmando ironicamente quede nada sabia, Sócrates logo de início desarmava seu interlocutor e encorajava-o a expor seus pontos fracos. Através de perguntas, introduzia ora um, ora outro conceito, até que a pessoa via-se em tal conflito que á não podia prosseguir. Embaraçada, percebia que não sabia o que julgava saber e que apenas cultivara preconceitos. A partir daí, Sócrates podia guiá-la para o verdadeiro conhecimento, fazendo que extraísse de si mesma a resposta.
  • 87.
    A importância emsaber que não se sabe O maior obstáculo é a presunção é preciso saber que não se sabe; não é possível conhecer alguma coisa se não conhecermos a própria ignorância; O que é sabedoria; Utilizava uma abordagem irônica ; “ O ignorante supõem saber tudo. O sábio sabe que nada sabe”.
  • 88.
    Ironia: Diz-se umacoisa pretendendo dizer outra; A ironia foi o melhor instrumento do método maiêutico de Sócrates. É necessário empregar a ironia para abalar as defesas intelectuais preestabelecidas. Maiêutica : Método de investigação de Sócrates; Levantar perguntas; Descobrir a verdade dentro de si:
  • 89.
    Humanismo Socrático: Osproblemas do homem como reflexão filosófica; Procurar o critério da verdade no homem, e não fora dele; Conceito: Conteúdo da mente; Um termo universal; Definir algo de maneira simples e definitiva;
  • 90.
    Conhece-te a timesmo? A filosofia não ensina a verdade, mas ensina a descobri lá sozinho ; A verdade é uma conquista pessoal; A educação é sempre auto-educação, um processo de amadurecimento interior; Pode ser estimulado a partir do exterior.
  • 91.
    O filosofo éum parteiro de almas: A tarefa do sábio não é propor afirmações verdadeira, mas favorecer o nascimento da verdade da alma do interlocutor .
  • 92.
    Origem aristocrática; Opoder deveria ser entregue aos mais sábios; Escola filosófica com o objetivo de formar a classe dirigente de Atenas; Principal seguidor de Sócrates;
  • 93.
    Platão Vida PrincipaisIdéias O Mito da Caverna
  • 94.
    Filósofo grego, viveude 428/427 a.C. a 347 a.C.. Seu verdadeiro nome era Aristócles. Ocupou-se com vários temas, entre eles: ética, política, metafísica e teoria do conhecimento. Por volta dos 20 anos, conheceu Sócrates, o qual tornou-se discípulo ate a morte do mesmo. Vida
  • 95.
    Fundou uma academiaa qual ganhou muito prestigio na época. Jovens e homens ilustres se encontravam a fim de debater idéias. Platão permaneceu na direção da Academia até sua morte, em 347 a.C.
  • 96.
    Platão desenvolveu anoção de que o homem esta em contato permanente com dois tipos de realidade: os inteligíveis e os sensíveis. O primeiro são realidades, mais concretas, permanentes. O segundo são todas as coisas que nos afetam os sentidos, são realidades dependentes. Essa concepção de Platão também é conhecida por Teoria das Idéias ou Teoria das Formas. Idéias
  • 97.
    O Mito daCaverna O Mito da Caverna é uma passagem de um escrito do filósofo. Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.
  • 98.
    Imaginemos uma cavernaseparada do mundo externo por um alto muro.
  • 99.
    Entre o muroe o chão da caverna há uma fresta por onde passa um fino feixe de luz exterior, deixando a caverna na obscuridade quase completa.
  • 100.
    Deste o nascimento,geração após geração, seres humanos encontram-se ali, de costas para a entrada, acarretados sem poder mover a cabeça nem locomover-se, forçados a olhar apenas a parede do fundo, vivendo sem nunca ter visto no exterior nem a luz do Sol, sem jamais ter efetivamente ter visto uns aos outros nem a si mesmos porque estão no escuro e imobilizados.
  • 101.
    Abaixo do muro do lado de dentro da caverna há um fogo que ilumina vagamente o interior sombrio e faz com que as coisas que se passam do lado de fora sejam como sombras nas paredes no fundo da caverna.
  • 102.
    Do lado defora, pessoas passam conversando e carregando nos ombros figuras ou imagens de homens, mulheres e animais cuja as sombras também são projetadas na parede da caverna, como num teatro de fantoches.
  • 103.
    Os prisioneiros julgam que as sombras de coisas e pessoas, os sons de suas falas e as imagens que transportam nos ombros são as próprias coisas externas, e que os artefatos são os seres vivos que se movem e falam.
  • 104.
    Essa confusão, porém, não tem como causa a natureza dos prisioneiros e sim as condições adversas em que se encontra. Que aconteceria se fossem libertados desta condição de miséria?
  • 105.
    Um dos prisioneirosinconformado com a condição em que se encontro, decide abandonar a caverna. Fabrica um instrumento com a qual quebrar os grilhões.
  • 106.
    De início, movea cabeça, depois o corpo todo; a seguir, avança na direção do muro e o escala. Enfrentando os obstáculos de caminho íngreme e difícil, sai da caverna.
  • 107.
    No primeiro instante,fica totalmente cego pela luminosidade do Sol, com a qual seus olhos não estão acostumados.
  • 108.
    Então, enche-se dedor por causa do movimento que seu corpo realiza pela primeira vez e pelo ofuscamento de seus olhos sob a luz externa, muito mais forte do que o fraco brilho do fogo que havia no interior da caverna.
  • 109.
    Sente-se divido entrea incredulidade e o deslumbramento. Incredulidade porque terá que decidir onde se encontra a realidade: no que vê agora ou nas sombras em que sempre viveu.
  • 110.
    Deslumbramento porque seusolhos não consegue ver com nitidez as coisas iluminadas. Seu primeiro impulso é retornar para a caverna para se livrar da dor e do espanto, atraído pela escuridão, que lhe parece mais acolhedora.
  • 111.
    Além disso, precisaaprender a ver e este aprendizado é doloroso , fazendo-o desejar a caverna onde tudo lhe é familiar e conhecido.
  • 112.
    Sentindo –se semdisposição para regressar á caverna por causa da rudeza do caminho, o prisioneiro permanece no exterior. Aos poucos se habitua-se a luz e começa a ver o mundo.
  • 113.
    Encanta-se, tem afelicidade de finalmente ver as próprias coisas, descobrindo que estivera prisioneiro a vida toda e que em sua prisão via apenas sombras.
  • 114.
    Com isso, desejaficar longe da caverna e lutará com todas as suas forças para jamais regressar.
  • 115.
    Depois toma adifícil decisão de retornar a caverna para contar aos demais o que viu e convencê-los a se libertarem também.
  • 116.
    No retorno, osdemais prisioneiros zombam dele, não acreditando em suas palavras e, se não conseguem silenciá-lo com suas caçoadas, tentam espancando-o. E se mesmo assim teima em contar o que viu fora da caverna certamente acabam por matá-lo.
  • 117.
    Mas, quem sabe,alguns podem ouvi-lo e contra a vontade dos demais, também decidir sair caverna rumo a realidade.
  • 118.
    Mito da CavernaPlatão Versão de Maurício de Souza
  • 119.
  • 120.
  • 121.
  • 122.
  • 123.
  • 124.
  • 125.
  • 126.
  • 127.
  • 128.
  • 129.
  • 130.
  • 131.
  • 132.
  • 133.
  • 134.
  • 135.
  • 136.
  • 137.
  • 138.
    O que écaverna? Que são as sombras projetadas no fundo da caverna? Que são os grilhões e as correntes? Quem o prisioneiro que se liberta da caverna? O que é a luz do Sol? Qual o instrumento que liberta o prisioneiro rebelde e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros?
  • 139.
    Caverna: Um mundode aparência em que vivemos
  • 140.
    Sombras: O quepercebemos
  • 141.
    Grilhões e correntes:Nossos preconceitos e opiniões; Nossas crenças em o que estamos percebendo é a realidade;
  • 142.
    Prisioneiro: O filosofo;Quem estava preso a um mentira.
  • 143.
    A luz doSol: A verdade; A realidade que ofusca a ignorância.
  • 144.
    O que libertouo prisioneiro? A sabedoria
  • 145.
    ARISTÓTELES 384a.C -322 a.C 1. Família de tradição asclepíada 2. Discípulo de Platão, professor na Academia 3. Relação com a Corte macedónica 23/03/09
  • 146.
    Cinco grandes característicasdo génio filosófico de Aristóteles, que constituem simultaneamente cinco aspectos transversais da sua ideação: explicação; Compreensão; Exposição; fundamentação 23/03/09
  • 147.
    1. Na ordemda investigação , o cruzamento da observação (num sentido lato, que engloba a tradição e as opiniões sufragadas pelas maioria ou pelos mais sábios) e da análise, subordinados a um modelo aporemático de pesquisa. 23/03/09
  • 148.
    2. Na ordemda explicação , a opção finalista. O modelo teleológico de compreensão pervade todas as regiões em que a filosofia aristotélica intervém, da física à ética, da psicologia à política, da biologia à metafísica. 23/03/09
  • 149.
    3. Na ordemda compreensão , a recusa da unicidade. Aristóteles é, como provavelmente nenhum outro filósofo anterior, sensível à pluralidade e complexidade do real, na diversidade das suas manifestações e no carácter incontornavelmente multíplice dos princípios a que, dentro de cada domínio de análise, elas devem ser reconduzidas. 23/03/09

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