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É um conjunto de mitos, entidades divinas 
ou fantásticas e lendas. 
Tem suas principais fontes na Teogonia, de 
Hesíodo, na Ilíada e na Odisseia, de 
Homero, 
escritas no séc. VIII a.C. 
A mais completa e importante fonte de 
mitos sobre a origem e a 
história dos deuses é a 
Teogonia.
Os gregos eram politeístas. Sua religião era antropomórfica, 
isto é, seus deuses se assemelhavam aos homens, 
não só na forma, mas também nos 
defeitos e virtudes.
Os homens, que por seus feitos brilhantes se aproximaram das divindades, eram 
considerados heróis. Vários mitos se desenvolveram para contar suas aventuras e 
as dos deuses, dando origem à Mitologia.
A mitologia grega descrevia a origem dos deuses e 
homens da seguinte forma: da união de Urano (Céu) e 
Gaia (Terra) nasceram os Titãs, os Ciclopes e os 
Gigantes. O mais novo dos Titãs, Cronos, destronou 
Urano e, para evitar que o mesmo lhe 
acontecesse, passou a devorar seus filhos. 
Mas Rea, sua esposa, salvou o último filho, 
Zeus, escondendo-o numa caverna. 
Zeus destronou seu pai, 
obrigando-o a 
restituir à vida os 
filhos devorados e confinando-o, em 
seguida, no inferno junto com seus aliados, 
os outros Titãs. Começou então a 
gigantomaquia (Guerra dos Gigantes), 
da qual Zeus saiu-se vencedor e 
senhor supremo do mundo.
Prometeu, filho de um Titã, roubou o fogo de Zeus 
para dá-lo aos homens. Para puni-lo, Zeus 
acorrentou-o ao Cáucaso, onde uma águia durante 
o dia lhe devorava o fígado, que renascia de noite.
Uma jovem, Pandora, não conseguindo 
resistir à curiosidade, abriu uma caixa 
onde estavam depositados todos os 
males da humanidade.
Zeus tentou destruir os homens 
mandando o Dilúvio; escaparam porém 
Deucalião, filho de Prometeu, e Pina, 
sua mulher, que recriaram a 
humanidade, sendo considerados os 
pais imediatos dos gregos.
No Monte Olimpo habitavam os deuses. Os mais 
antigos eram os filhos de Cronos e Rea: Héstia 
(deusa do lar), Deméter (deusa da agricultura), 
Hera (esposa de Zeus), Poseidon (senhor dos 
mares), Hades (senhor dos infernos) e Zeus 
(senhor dos deuses). Zeus casou-se com Hera, 
surgindo daí outros deuses: Ares (deus da guerra), 
Afrodite (deusa do amor), Febo (deus da luz e das 
artes), Artêmis (deusa da caça), Hefaístos (deus do 
fogo), Palas (deusa da sabedoria), Hermes (deus 
das comunicações) e Dioniso (deus do vinho).
Todos esses deuses foram mais tarde adotados 
pelos romanos, que mudaram seus nomes 
para formas latinas. Assim, Zeus tornou-se 
Júpiter, Poseidon, Neturno; Afrodite, Vênus; 
Febo, Apolo; e assim por diante...
O culto dos deuses envolvia preces, libações e sacrifícios de animais. O culto 
doméstico era feito pelo chefe da família e consistia na manutenção de uma chama 
sempre acesa. Cada cidade tinha seu grande culto. Em Atenas, havia a festa do 
Grande Dionísio e as Panatenéias, em homenagem a Palas. Todos os gregos 
acorriam a centros religiosos como Delfos, onde a pitonisa predizia a sorte
Os jogos dedicados aos deuses 
desempenhavam um importante papel na 
integração do mundo grego, como por 
exemplo os Jogos Olímpicos, que se 
realizavam de quatro em quatro anos em 
homenagem a Zeus.
Entre os heróis 
destacamos 
Teseu, 
Édipo, 
Hércules, 
Jasão e 
Perseu.
Religião e mitologia 
Alguns usam os termos mito e mitologia para ilustrar histórias de uma 
ou mais religiões como algo falso ou duvidoso. Enquanto quase todos 
os dicionários incluem essa definição, mito nem sempre significa que 
uma história é falsa, tampouco verdadeira. O termo é 
constantemente utilizado nesse sentido de descrever religiões criadas 
pelas sociedades antigas, cujos ritos estão quase extintos. Muitas 
pessoas não consideram as histórias sobre a origem e acontecidos, 
como contadores de mitos; eles vêem seus textos sagrados como 
possuindo verdades religiosas, inspiradas divinamente, mas não 
repassadas em linguagens humanas. Outros separam suas crenças de 
histórias similares de outras culturas e se referem a estas como 
história. Essas pessoas se opõem ao uso da palavra “mito” para 
descrever suas crenças.
Para o propósito desse artigo a palavra 
mitologia é usada para se referir a histórias, 
que, enquanto podem ou não serem factuais, 
revelam verdades fundamentais e 
pensamentos sobre a natureza humana, 
através do freqüente uso de arquétipos. 
Também é necessário frisar que as histórias 
discutidas expressam pontos de vista e crenças 
de um país, um período no tempo, cultura 
e/ou religião a qual lhes deu à luz. Uma pessoa 
pode falar de mitologia Judaica, mitologia 
Cristã ou mesmo mitologia Islâmica, onde cada 
uma descreve os elementos míticos nessas 
religiões sem se referir à veracidade sobre a 
sua história.
. 
Hestia representava o fogo das 
lareiras. Era filha de Zeus e 
Cibele, era a divindade que 
representava o fogo das lareiras, 
ou seja, as famílias das cidades 
e das colônias. Héstia é 
relacionada na mitologia 
romana como a deusa Vesta, 
sendo muito respeitada por 
todos os deuses e mortais. A 
deusa era cortejada por deuses 
como Poseidon e Apolo, porém 
havia jurado manter sua 
virgindade perante Zeus, que 
lhe deu a honra de ser venerada 
em todos os lares e ser incluída 
em todos os sacrifícios. Embora 
Héstia fosse bastante respeitada 
por todos, sua imagem não 
gerou muitas expressões 
artísticas, talvez pela sua 
serenidade. Sua imgem era 
respeitada como uma mulher 
jovem, com uma larga túnica e 
um véu sobre a cabeça e sobre 
os ombros. 
.
Hera foi a irmã-esposa de Zeus e deusa grega, 
também conhecida como Juno na mitologia romana. 
Era ciumenta e agressiva, já que Zeus desonrava o 
casamento que Hera considerava sagrado. 
Atentava contra as amantes de Zeus e seus filhos 
poupando apenas Maia e seu filho Hermes que Hera 
gostava por achá-lo inteligente. Seu templo 
construído em Olímpia era mais antigo do que o de 
Zeus e nele continha imagens de Zeus como guerreiro 
ao lado do trono de Hera, mostrando que a deusa 
escolhera Zeus para ser seu deus e não o contrário. 
Era filha dos Titãs Cronos e Réia e protegia o 
casamento e as mulheres casadas. Tinha Afrodite 
como sua maior inimiga e queria sempre ser mais 
bonita que ela. Teve apenas um filho com Zeus 
chamado Ares, o deus da guerra, pois Zeus concebeu 
Atenas mostrando que não precisava de Hera nem 
para conceber.
É o Deus principal, governante do monte Olimpo, rei dos deuses e dos homens. 
Era o senhor do céu, o deus da chuva, e o ceifeiro das nuvens, aquele que tinha 
o terrível poder do relâmpago. A tempestade representava a sua fúria. Sua 
arma era o raio e sua ave a águia, animal em que costumava se transformar. 
Zeus era um tanto mulherengo e teve diversas esposas e casos com deusas, 
ninfas e humanas, tendo vários filhos semi-deuses.
Ao lado de Zeus e Hades, Poseidon governava o universo. 
Seus domínios eram sobre os mares e oceanos principalmente, 
além de controlar os terremotos. 
Poseidon aparece algumas vezes como irmão mais novo de 
Zeus e em outras ocasiões como mais velho. Na verdade, 
Zeus teria obrigado seu pai Cronos a regurgitar e devolver a 
vida a seus filhos que sempre engolia, assim, Zeus seria o filho mais novo. 
Porém mais tarde Zeus vai se estabelecendo no folclore helênico como o 
filho mais velho. 
Poseidon descontava sua ira através de terremotos, porém também podia 
ser benigno, um exemplo disso foi quando ajudou os gregos a vencer a 
Guerra de Tróia. Os navegantes pediam a ele águas calmas e ventos 
favoráveis, mas nunca era possível prever o que Poseidon iria fazer, pois ele 
era imprevisível. 
Da mesma forma que Zeus, Poseidon tinha inúmeras aventuras amorosas, 
gerando uma grande quantidade de filhos, que como os filhos de Hades, 
eram violentos e maléficos.
Também conhecida como Ceres na mitologia romana, era filha dos Titãs Cronos e Réia e 
deusa da agricultura. Teve vários amantes dos quais teve filhos: Pluto, deus da abundância 
filho de Lasão; Arion, cavalo mágico e veloz filho de Poseidon; Perséfone filha de Zeus. 
Perséfone raptada foi para o reino subterrâneo de Hades que a desposou. Deméter, sua mãe, 
saiu de Olimpo para procurá-la e excomungou a terra por abrir passagem para Hades. 
Enquanto Deméter esteve fora de Olimpo, a terra tornou-se estéril, os animais morreram, o 
arado quebrou e os grãos não germinaram. 
Diante de tudo isso, Zeus pediu a Hades que devolvesse Perséfone e este concordou, porém, 
deu a ela um fruto da região que faria com que ela voltasse sempre para o inferno, pois 
quem comesse qualquer alimento nessa região, ficava obrigado a retornar
Hades, ao lado seus irmãos, Zeus e Poseidon, detinham o poder sobre 
todo o Universo. Enquanto Zeus era o deus dos céus e Poseidon, dos 
mares, Hades detinha o poder do mundo subterrâneo, dos mortos, 
sejam eles bem-aventurados (Campos Elísios) ou não (Inferno). 
As pessoas tinham medo até mesmo de pronunciar o nome de Hades, 
pois este era um deus sereno e frio. Para isso, usavam eufemismos 
para se referir a ele, como o nome de Plutão.
O deus do fogo e das erupções vulcânicas. Ele era aleijado e por causa da sua deficiência e feiúra foi 
rejeitado por sua mãe, Hera, e expulso do Olimpo. Por essa razão, o deus tornou-se a representação 
da fúria dos vulcões e do poder de devastação do fogo, no entanto ele também tinha a magia da 
transformação do metal em obra de arte. 
Por muito tempo, Hefestos arquitetou sua vingança contra a sua mãe, que o expulsara do Olimpo. 
Forjou, então, um belíssimo trono de ouro e o enviou a sua mãe. Quando sentou-se, Hera ficou presa 
de tal forma, que nenhum dos deuses, nem mesmo Zeus pôde tirá-la da armadilha. 
Não restando outra opção aos deuses do Olimpo, ao senão de acatar suas exigências a primeira era 
de a voltar a viver no Olimpo e a segunda era a de se casar com a deusa mais linda de todas, Afrodite. 
Obrigada à deusa se casou com o Hefestos, mas não era fiel a ele, teve cinco de seus seis amantes.
Ares é o deus grego da guerra, 
era filho de Zeus e de Hera. 
Ele simbolizava a agressividade 
inerente ao espírito guerreiro. 
Um dos amantes de Afrodite, 
a deusa da beleza e do amor. 
Era muito venerado, em especial 
em regiões como a Trácia, onde 
as pessoas eram particularmente 
ferozes. 
Ele era obcecado pela guerra,batalhas, 
brigas, etc., e governante terrível da 
cidade de Esparta. 
Ares é o único deus que se fere com 
gravidade, 
é aprisionado e chega mesmo a estar perto da morte.
•Dionisio o deus grego do vinho, das festas, do prazer e do delírio místico. Filho da princesa Sêmele e de Zeus, 
foi o único deus filho de uma mortal. De todas as divindades, era a que mais aproximava dos homens. 
•Sua mãe morreu antes que tivesse o necessário desenvolvimento, Dioniso passou parte de sua gestação na 
coxa de seu pai, Zeus. 
•Desde muito cedo demonstrou sua origem divina: amante da caça possuía um estranho poder de amansar os 
animais mais ferozes. Contraiu matrimônio com Ariadne, após esta ser abandonada por Teseu.
Hermes o deus grego do vento, 
da velocidade e do comércio. 
Filho de Zeus e da ninfa Maia, 
nasceu em uma gruta do monte 
Ciline, na Arcádia. 
Assim que nasceu fugiu do berço 
e roubou cinqüenta novilhas do 
rebanho de Apolo, logo depois, 
com a casca de uma tartaruga, 
construiu a primeira lira e com o 
som deste instrumento serenou 
Apolo. 
Enfurecido pelo furto; esse deus 
acabou por deixar-lhe as novilhas 
e lhe deu o caduceu, a vara de 
ouro, símbolo da paz, em troca 
da lira.
Atena a deusa da sabedoria, da paz e da 
guerra. Era a filha preferida de Zeus. 
Segundo a mitologia, Zeus pediu para que 
Hefestos abrisse sua cabeça com um 
machado, e retirasse de dentro da sua 
cabeça a deusa Atena. 
Junto com Zeus, ela dividia o poder dos 
relâmpagos e das tempestades. Atena 
obteve diversas vitórias sobre Ares (deus da 
guerra), além de vencer Posseidon na 
competição para a posse da cidade de 
Atenas.
A deusa grega da floresta e da caça, filha de Zeus e irmã gêmea de Apolo. Ela era amada em 
especial pelas Ninfas, com as quais dançava freqüentemente nas florestas. Ártemis era 
apaixonada por Orion, filho de Posseidon, pois ele também era um caçador como ela. 
Porém Apolo não simpatizava com ele e muito lhe desagradava à afeição da irmã pelo jovem. 
Deste modo, certa vez que Orion estava mergulhado na água e somente sua cabeça aparecia, 
Apolo, mostrou aquele objeto escuro para Ártemis, desafiou-a em acertá-lo. 
Sem imaginar que se tratava da cabeça de seu amado, ela acertou-a com sua flecha. 
Momentos depois, as ondas trouxeram o corpo de Orion até a praia e Ártemis, em sua dor, 
não queria que seu amado desaparecesse para sempre, então resolveu colocá-lo entre as 
estrelas do céu, onde ele aparece como um gigante com cinto e espada.
É o deus grego da beleza, da juventude e da luz. Filho de Leto e de 
Zeus, Apolo é associado ao sol e ao pastoreio. É descrito como um 
jovem alto e bonito, além de simbolizar a ordem, a medida e a 
inteligência, ele também é considerado patrono das artes. 
Segundo a lenda, embora Apolo não fosse considerado bom 
esportista, era um arqueiro de grande habilidade. Suas flechas 
podiam causar doenças e morte súbita aos homens.
 Afrodite 
 
Afrodi te: deusa grega da beleza, da paixão sexual 
 A deusa grega da beleza, da paixão sexual, do amor, da 
fecundidade e do casamento. Na mitologia romana, é 
conhecida como Vênus. 
 Há duas versões para sua origem, a mais conhecida é a de 
que Cronos (deus do tempo) a pedido de sua mãe cortou e 
jogou no mar o órgão sexual de seu pai, Urano (deus do 
firmamento). Afrodite nasceu da espuma que se formou na 
água. O segredo de Afrodite era um cinturão mágico com 
grande poder de sedução.
Apolo e Dafne
• Apolo era o mais belo dos deuses, senhor das artes, música e 
medicina. Sabendo de seus enormes predicados, Apolo se 
vangloriou dizendo para Cupido, o pequeno deus do amor, que 
suas flechas eram mais poderosas do que aquelas do pequeno 
deus. Cupido disse-lhe que as flechas de Apolo eram poderosas, 
pois podiam ferir a todos, porém as dele eram mais, pois podiam 
ferir até mesmo o próprio deus Apolo, esse não acreditou e riu de 
Cupido. 
• Cupido então lançou uma flecha com ouro na ponta, no coração 
de Apolo, gerando a paixão dele pela moça Dafne, uma bela ninfa, 
filha do rio-deus Peneu. Em Dafne, Cupido lançou uma flecha com 
chumbo na ponta, gerando a repulsão por Apolo. 
• O deus apaixonado perseguia sua amada e essa fugia dele o 
quanto podia, até que ela pediu a seu pai para que lhe ajudasse e 
mudasse sua forma. Peneu atendeu ao pedido de Dafne e a 
transformou em uma planta – o loureiro. Apolo chorou por ter 
perdido sua paixão e disse que a levaria para sempre consigo, por 
isso, desde então, o loureiro acompanhou o deus Apolo tornando 
seu símbolo por todo o sempre.
Apolo e Jacinto
Apolo tinha muito apego pelo jovem Jacinto, acompanhava-o em todas as suas atividades 
físicas, negligenciando suas flechas e liras pela causa de Jacinto. Certa vez Apolo e Jacinto 
foram lançar discos, Apolo lançou primeiro com muita força e precisão, tipicamente de um 
deus. O disco arremessado por Apolo percorreu uma distância enorme e Jacinto, 
entusiasmado para lançar também, correu atrás do disco para pegá-lo. 
Porém, Zéfiro (o Vento Oeste), que sentia inveja, pois Jacinto preferia Apolo a ele, soprou o 
disco na direção do jovem, que atingiu fortemente a sua testa. Apolo tentou ajudar o rapaz, 
porém foi em vão. Enquanto Apolo ajudava Jacinto e falava bonitas palavras ao rapaz, uma 
flor muito bela nasceu do sangue dele, que após sua morte, passou a receber seu nome.
As gréias e as 
górgonas 
As gréias e as górgonas eram monstros da mitologia grega. As gréias eram um 
pouco mais pacíficas, trata-se de três irmãs que tinham cabelos grisalhos 
desde o nascimento. Já as górgonas eram mais assustadoras, possuíam dentes 
de javali, garras de bronze e cabelos de serpente, a górgona mais famosa de 
toda mitologia foi Medusa. 
Como esses seres, exceto Medusa, não aparecem muito nas histórias da 
mitologia, os escritores acreditam que esses monstros eram na verdade, 
personificações de terrores marítimos.
Céfalo e Prócris 
Céfalo era um belo jovem que amava sua esposa Prócris, por isso fugia de 
toda mulher que o procurava, pois era totalmente devotado ao amor que 
sentia por ela. Prócris havia dado a ele, dois presentes ganhos pela deusa 
Diana para serem usados na caça: um cachorro, que era o mais veloz de todos 
e uma flecha que jamais erraria seu alvo. 
Durante suas caças na floresta, quando o sol estava a pico, Céfalo deitava 
numa sombra sobre a relva para se refrescar e descansar. Toda vez que ele 
descansava, dizia: “Vem brisa suave, vem e refresca o meu peito, vem e 
mitiga o calor que me faz arder.” 
Um dia, alguém passou por perto, ouviu o que Céfalo dizia e contou para 
Prócris, que duvidou e disse que só acreditaria na traição se visse a cena. 
Então, esperou Céfalo sair para a caça e o seguiu. Enquanto Céfalo 
descansava, escondida em um arbusto, ela ouviu as mesmas palavras que ele 
sempre dizia e começou a chorar. 
Céfalo pensou que era um animal selvagem e lançou sua flecha, que acertou 
Prócris em cheio. Quando Céfalo percebeu que havia ferido sua amada com o 
presente que ela mesma havia dado, fez de tudo para que ela não morresse, 
porém de nada adiantou. Prócris morreu dizendo a Céfalo: “Imploro-te que, 
se algum dia me amaste, se já alguma vez mereci a bondade de tuas mãos, 
meu marido, faças este meu último desejo: não te cases com essa odiosa 
Brisa.
Centauros 
Criaturas míticas que simbolizam o 
conflito entre razão e emoção
• Os centauros formam uma classe de monstros da mitologia grega que possuem o corpo metade 
humano, metade cavalo. Segundo a concepção do pensamento mítico grego, o cavalo possuía uma 
série de virtudes admiráveis e, por isso, a sua mistura com os homens não era vista como algo 
negativo. Diversas narrativas mitológicas contam sobre o relacionamento entre os homens e os 
centauros, o que conferia a esse monstro a capacidade de socialização. 
• A origem dos centauros tem a ver com uma contenda ocorrida entre os deuses olímpicos Íxion, Hera e 
Zeus. Certa vez, Íxion se apaixonou pela deusa Hera, esposa de Zeus, e por isso tentou estuprá-la. 
Incomodada com o ocorrido, ela contou a Zeus sobre o comportamento de Íxion esperando que 
alguma providência fosse tomada. Procurando averiguar o relato da esposa, Zeus esculpiu com nuvens 
uma estátua de Hera e a colocou perto de Íxion para observar qual seria a sua reação. 
• Ao pensar que a estátua realmente fosse a deusa Hera, Íxion começou a se vangloriar por ter ultrajado 
uma divindade olímpica. Imediatamente, Zeus prendeu o perverso Íxion em uma roda de fogo que 
girava infinitamente e depois o lançou no Hades, que representava o inferno na mitologia grega. A 
nuvem que fora violentada por Íxion deu origem a Kentauros, que deu origem aos primeiros centauros 
após se enlaçar com algumas éguas magnesianas. 
• Outros relatos mitológicos contam que alguns centauros eram frutos do relacionamento das 
divindades. O centauro Quíron, por exemplo, era filho do deus Cronos e de Filira, filha do Oceano. 
Contrariando sua própria espécie, geralmente bastante impulsiva e violenta, Quíron teria, ao longo de 
sua vida, aprendido diversas habilidades ao ser educado pelos deuses Apolo e Diana. Entre outras 
habilidades este centauro teria profundo conhecimento sobre caça, medicina, botânica, música e 
futurologia. 
• Quando o herói Hércules se envolveu em uma batalha contra os centauros, acabou acidentalmente 
atingindo Quíron, que era grande amigo seu e havia repassado todos seus conhecimentos ao herói 
grego. Desesperado, Hércules tentou curar o centauro ferido com uma medicação ensinada pelo 
próprio Qíron. Contudo, infelizmente, não havia como evitar aquela terrível agonia. 
• Transtornado com as dores que sentia, Quíron pediu a Zeus que fosse sacrificado. Triste com a prece 
daquele admirável centauro, o deus supremo do Olimpo decidiu retirar a sua imortalidade e repassá-la 
a Prometeu. Para que Quíron jamais fosse esquecido, Zeus decidiu homenageá-lo nos céus, onde ficou 
sendo representado pela constelação de Sagitário.
Os ciclopes eram grandes criaturas que possuíam força descomunal e apenas um olho 
no meio de suas testas. Seu nome vem do termo grego “kýklops”, que significa “olho 
redondo”. Tendo origem diversa e aparecendo em vários mitos da Grécia Antiga, estas 
criaturas são organizadas, de acordo com sua origem, em três diferentes espécies: os 
urânios, filhos de Uranos e Gaia; os sicilianos, filhos de Poseidon, e os construtores, 
originários do território da Lícia. 
Os mais antigos ciclopes são Arges, Brontes e Estéropes, todos estes oriundos da 
espécie dos urânios. Em razão de seu enorme poder, esses três ciclopes foram presos 
pelo seu pai, mas logo foram libertados por Cronos, atendendo aos pedidos de Gaia. 
Contudo, foram logo recapturados por conta das forças que estes controlavam. Por fim, 
Zeus decidiu libertar esses três ciclopes para lutar contra os titãs. Em sinal de 
agradecimento, estes deram o raio, o trovão e o relâmpago para o principal deus 
olímpico. 
Além disso, os ciclopes ofereceram um capacete que tornava Hades invisível e um 
tridente à Poseidon. Com a vitória dos deuses, Arges, Brontes e Estéropes passaram a 
fabricar os raios de Zeus. Passado algum tempo, Zeus se mostrou preocupado quando o 
médico Asclépio, filho de Apolo, conseguiu aprimorar seus estudos e ressuscitar 
mortos. Para que isso não rompesse com a ordem do mundo, o rei dos deuses e dos 
homens decidiu exterminá-lo. Apolo, se sentido ofendido por Zeus, decidiu matar os 
ciclopes que fabricavam os seus raios.
• Os ciclopes sicilianos são comumente ligados à descrição feita na 
“Odisséia”, obra concebida pelo poeta Homero. Ao que consta, os 
sicilianos eram selvagens, poderosos e costumavam se alimentar com 
plantas, animais e carne humana. Em uma das aventuras de Ulisses, este 
herói grego teve que enfrentar com astúcia o ciclope Polifemo. No período 
helenístico, este personagem da mitologia grega foi transformado em uma 
fera dominada que, graças ao comando do deus Efesto, deveria fabricar os 
armamentos divinos. 
A terceira e última espécie de ciclope encontrada na mitologia grega 
dispunha de grande capacidade física, mas não apresentava o violento 
comportamento dos seus semelhantes. Oriundos da Ásia Menor, na região 
da Lícia, estes ciclopes surgiram na mitologia realizando grandes trabalhos 
que desafiavam a própria capacidade humana. Entre outros feitos, é a 
estes ciclopes atribuídos a construção das muralhas que protegiam as 
cidades de Tirinto e Micenas.

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Eder mitologia grega

  • 1.
  • 2. É um conjunto de mitos, entidades divinas ou fantásticas e lendas. Tem suas principais fontes na Teogonia, de Hesíodo, na Ilíada e na Odisseia, de Homero, escritas no séc. VIII a.C. A mais completa e importante fonte de mitos sobre a origem e a história dos deuses é a Teogonia.
  • 3. Os gregos eram politeístas. Sua religião era antropomórfica, isto é, seus deuses se assemelhavam aos homens, não só na forma, mas também nos defeitos e virtudes.
  • 4. Os homens, que por seus feitos brilhantes se aproximaram das divindades, eram considerados heróis. Vários mitos se desenvolveram para contar suas aventuras e as dos deuses, dando origem à Mitologia.
  • 5. A mitologia grega descrevia a origem dos deuses e homens da seguinte forma: da união de Urano (Céu) e Gaia (Terra) nasceram os Titãs, os Ciclopes e os Gigantes. O mais novo dos Titãs, Cronos, destronou Urano e, para evitar que o mesmo lhe acontecesse, passou a devorar seus filhos. Mas Rea, sua esposa, salvou o último filho, Zeus, escondendo-o numa caverna. Zeus destronou seu pai, obrigando-o a restituir à vida os filhos devorados e confinando-o, em seguida, no inferno junto com seus aliados, os outros Titãs. Começou então a gigantomaquia (Guerra dos Gigantes), da qual Zeus saiu-se vencedor e senhor supremo do mundo.
  • 6. Prometeu, filho de um Titã, roubou o fogo de Zeus para dá-lo aos homens. Para puni-lo, Zeus acorrentou-o ao Cáucaso, onde uma águia durante o dia lhe devorava o fígado, que renascia de noite.
  • 7. Uma jovem, Pandora, não conseguindo resistir à curiosidade, abriu uma caixa onde estavam depositados todos os males da humanidade.
  • 8. Zeus tentou destruir os homens mandando o Dilúvio; escaparam porém Deucalião, filho de Prometeu, e Pina, sua mulher, que recriaram a humanidade, sendo considerados os pais imediatos dos gregos.
  • 9. No Monte Olimpo habitavam os deuses. Os mais antigos eram os filhos de Cronos e Rea: Héstia (deusa do lar), Deméter (deusa da agricultura), Hera (esposa de Zeus), Poseidon (senhor dos mares), Hades (senhor dos infernos) e Zeus (senhor dos deuses). Zeus casou-se com Hera, surgindo daí outros deuses: Ares (deus da guerra), Afrodite (deusa do amor), Febo (deus da luz e das artes), Artêmis (deusa da caça), Hefaístos (deus do fogo), Palas (deusa da sabedoria), Hermes (deus das comunicações) e Dioniso (deus do vinho).
  • 10. Todos esses deuses foram mais tarde adotados pelos romanos, que mudaram seus nomes para formas latinas. Assim, Zeus tornou-se Júpiter, Poseidon, Neturno; Afrodite, Vênus; Febo, Apolo; e assim por diante...
  • 11.
  • 12. O culto dos deuses envolvia preces, libações e sacrifícios de animais. O culto doméstico era feito pelo chefe da família e consistia na manutenção de uma chama sempre acesa. Cada cidade tinha seu grande culto. Em Atenas, havia a festa do Grande Dionísio e as Panatenéias, em homenagem a Palas. Todos os gregos acorriam a centros religiosos como Delfos, onde a pitonisa predizia a sorte
  • 13. Os jogos dedicados aos deuses desempenhavam um importante papel na integração do mundo grego, como por exemplo os Jogos Olímpicos, que se realizavam de quatro em quatro anos em homenagem a Zeus.
  • 14. Entre os heróis destacamos Teseu, Édipo, Hércules, Jasão e Perseu.
  • 15. Religião e mitologia Alguns usam os termos mito e mitologia para ilustrar histórias de uma ou mais religiões como algo falso ou duvidoso. Enquanto quase todos os dicionários incluem essa definição, mito nem sempre significa que uma história é falsa, tampouco verdadeira. O termo é constantemente utilizado nesse sentido de descrever religiões criadas pelas sociedades antigas, cujos ritos estão quase extintos. Muitas pessoas não consideram as histórias sobre a origem e acontecidos, como contadores de mitos; eles vêem seus textos sagrados como possuindo verdades religiosas, inspiradas divinamente, mas não repassadas em linguagens humanas. Outros separam suas crenças de histórias similares de outras culturas e se referem a estas como história. Essas pessoas se opõem ao uso da palavra “mito” para descrever suas crenças.
  • 16. Para o propósito desse artigo a palavra mitologia é usada para se referir a histórias, que, enquanto podem ou não serem factuais, revelam verdades fundamentais e pensamentos sobre a natureza humana, através do freqüente uso de arquétipos. Também é necessário frisar que as histórias discutidas expressam pontos de vista e crenças de um país, um período no tempo, cultura e/ou religião a qual lhes deu à luz. Uma pessoa pode falar de mitologia Judaica, mitologia Cristã ou mesmo mitologia Islâmica, onde cada uma descreve os elementos míticos nessas religiões sem se referir à veracidade sobre a sua história.
  • 17.
  • 18. . Hestia representava o fogo das lareiras. Era filha de Zeus e Cibele, era a divindade que representava o fogo das lareiras, ou seja, as famílias das cidades e das colônias. Héstia é relacionada na mitologia romana como a deusa Vesta, sendo muito respeitada por todos os deuses e mortais. A deusa era cortejada por deuses como Poseidon e Apolo, porém havia jurado manter sua virgindade perante Zeus, que lhe deu a honra de ser venerada em todos os lares e ser incluída em todos os sacrifícios. Embora Héstia fosse bastante respeitada por todos, sua imagem não gerou muitas expressões artísticas, talvez pela sua serenidade. Sua imgem era respeitada como uma mulher jovem, com uma larga túnica e um véu sobre a cabeça e sobre os ombros. .
  • 19. Hera foi a irmã-esposa de Zeus e deusa grega, também conhecida como Juno na mitologia romana. Era ciumenta e agressiva, já que Zeus desonrava o casamento que Hera considerava sagrado. Atentava contra as amantes de Zeus e seus filhos poupando apenas Maia e seu filho Hermes que Hera gostava por achá-lo inteligente. Seu templo construído em Olímpia era mais antigo do que o de Zeus e nele continha imagens de Zeus como guerreiro ao lado do trono de Hera, mostrando que a deusa escolhera Zeus para ser seu deus e não o contrário. Era filha dos Titãs Cronos e Réia e protegia o casamento e as mulheres casadas. Tinha Afrodite como sua maior inimiga e queria sempre ser mais bonita que ela. Teve apenas um filho com Zeus chamado Ares, o deus da guerra, pois Zeus concebeu Atenas mostrando que não precisava de Hera nem para conceber.
  • 20. É o Deus principal, governante do monte Olimpo, rei dos deuses e dos homens. Era o senhor do céu, o deus da chuva, e o ceifeiro das nuvens, aquele que tinha o terrível poder do relâmpago. A tempestade representava a sua fúria. Sua arma era o raio e sua ave a águia, animal em que costumava se transformar. Zeus era um tanto mulherengo e teve diversas esposas e casos com deusas, ninfas e humanas, tendo vários filhos semi-deuses.
  • 21. Ao lado de Zeus e Hades, Poseidon governava o universo. Seus domínios eram sobre os mares e oceanos principalmente, além de controlar os terremotos. Poseidon aparece algumas vezes como irmão mais novo de Zeus e em outras ocasiões como mais velho. Na verdade, Zeus teria obrigado seu pai Cronos a regurgitar e devolver a vida a seus filhos que sempre engolia, assim, Zeus seria o filho mais novo. Porém mais tarde Zeus vai se estabelecendo no folclore helênico como o filho mais velho. Poseidon descontava sua ira através de terremotos, porém também podia ser benigno, um exemplo disso foi quando ajudou os gregos a vencer a Guerra de Tróia. Os navegantes pediam a ele águas calmas e ventos favoráveis, mas nunca era possível prever o que Poseidon iria fazer, pois ele era imprevisível. Da mesma forma que Zeus, Poseidon tinha inúmeras aventuras amorosas, gerando uma grande quantidade de filhos, que como os filhos de Hades, eram violentos e maléficos.
  • 22. Também conhecida como Ceres na mitologia romana, era filha dos Titãs Cronos e Réia e deusa da agricultura. Teve vários amantes dos quais teve filhos: Pluto, deus da abundância filho de Lasão; Arion, cavalo mágico e veloz filho de Poseidon; Perséfone filha de Zeus. Perséfone raptada foi para o reino subterrâneo de Hades que a desposou. Deméter, sua mãe, saiu de Olimpo para procurá-la e excomungou a terra por abrir passagem para Hades. Enquanto Deméter esteve fora de Olimpo, a terra tornou-se estéril, os animais morreram, o arado quebrou e os grãos não germinaram. Diante de tudo isso, Zeus pediu a Hades que devolvesse Perséfone e este concordou, porém, deu a ela um fruto da região que faria com que ela voltasse sempre para o inferno, pois quem comesse qualquer alimento nessa região, ficava obrigado a retornar
  • 23. Hades, ao lado seus irmãos, Zeus e Poseidon, detinham o poder sobre todo o Universo. Enquanto Zeus era o deus dos céus e Poseidon, dos mares, Hades detinha o poder do mundo subterrâneo, dos mortos, sejam eles bem-aventurados (Campos Elísios) ou não (Inferno). As pessoas tinham medo até mesmo de pronunciar o nome de Hades, pois este era um deus sereno e frio. Para isso, usavam eufemismos para se referir a ele, como o nome de Plutão.
  • 24. O deus do fogo e das erupções vulcânicas. Ele era aleijado e por causa da sua deficiência e feiúra foi rejeitado por sua mãe, Hera, e expulso do Olimpo. Por essa razão, o deus tornou-se a representação da fúria dos vulcões e do poder de devastação do fogo, no entanto ele também tinha a magia da transformação do metal em obra de arte. Por muito tempo, Hefestos arquitetou sua vingança contra a sua mãe, que o expulsara do Olimpo. Forjou, então, um belíssimo trono de ouro e o enviou a sua mãe. Quando sentou-se, Hera ficou presa de tal forma, que nenhum dos deuses, nem mesmo Zeus pôde tirá-la da armadilha. Não restando outra opção aos deuses do Olimpo, ao senão de acatar suas exigências a primeira era de a voltar a viver no Olimpo e a segunda era a de se casar com a deusa mais linda de todas, Afrodite. Obrigada à deusa se casou com o Hefestos, mas não era fiel a ele, teve cinco de seus seis amantes.
  • 25. Ares é o deus grego da guerra, era filho de Zeus e de Hera. Ele simbolizava a agressividade inerente ao espírito guerreiro. Um dos amantes de Afrodite, a deusa da beleza e do amor. Era muito venerado, em especial em regiões como a Trácia, onde as pessoas eram particularmente ferozes. Ele era obcecado pela guerra,batalhas, brigas, etc., e governante terrível da cidade de Esparta. Ares é o único deus que se fere com gravidade, é aprisionado e chega mesmo a estar perto da morte.
  • 26. •Dionisio o deus grego do vinho, das festas, do prazer e do delírio místico. Filho da princesa Sêmele e de Zeus, foi o único deus filho de uma mortal. De todas as divindades, era a que mais aproximava dos homens. •Sua mãe morreu antes que tivesse o necessário desenvolvimento, Dioniso passou parte de sua gestação na coxa de seu pai, Zeus. •Desde muito cedo demonstrou sua origem divina: amante da caça possuía um estranho poder de amansar os animais mais ferozes. Contraiu matrimônio com Ariadne, após esta ser abandonada por Teseu.
  • 27. Hermes o deus grego do vento, da velocidade e do comércio. Filho de Zeus e da ninfa Maia, nasceu em uma gruta do monte Ciline, na Arcádia. Assim que nasceu fugiu do berço e roubou cinqüenta novilhas do rebanho de Apolo, logo depois, com a casca de uma tartaruga, construiu a primeira lira e com o som deste instrumento serenou Apolo. Enfurecido pelo furto; esse deus acabou por deixar-lhe as novilhas e lhe deu o caduceu, a vara de ouro, símbolo da paz, em troca da lira.
  • 28. Atena a deusa da sabedoria, da paz e da guerra. Era a filha preferida de Zeus. Segundo a mitologia, Zeus pediu para que Hefestos abrisse sua cabeça com um machado, e retirasse de dentro da sua cabeça a deusa Atena. Junto com Zeus, ela dividia o poder dos relâmpagos e das tempestades. Atena obteve diversas vitórias sobre Ares (deus da guerra), além de vencer Posseidon na competição para a posse da cidade de Atenas.
  • 29. A deusa grega da floresta e da caça, filha de Zeus e irmã gêmea de Apolo. Ela era amada em especial pelas Ninfas, com as quais dançava freqüentemente nas florestas. Ártemis era apaixonada por Orion, filho de Posseidon, pois ele também era um caçador como ela. Porém Apolo não simpatizava com ele e muito lhe desagradava à afeição da irmã pelo jovem. Deste modo, certa vez que Orion estava mergulhado na água e somente sua cabeça aparecia, Apolo, mostrou aquele objeto escuro para Ártemis, desafiou-a em acertá-lo. Sem imaginar que se tratava da cabeça de seu amado, ela acertou-a com sua flecha. Momentos depois, as ondas trouxeram o corpo de Orion até a praia e Ártemis, em sua dor, não queria que seu amado desaparecesse para sempre, então resolveu colocá-lo entre as estrelas do céu, onde ele aparece como um gigante com cinto e espada.
  • 30. É o deus grego da beleza, da juventude e da luz. Filho de Leto e de Zeus, Apolo é associado ao sol e ao pastoreio. É descrito como um jovem alto e bonito, além de simbolizar a ordem, a medida e a inteligência, ele também é considerado patrono das artes. Segundo a lenda, embora Apolo não fosse considerado bom esportista, era um arqueiro de grande habilidade. Suas flechas podiam causar doenças e morte súbita aos homens.
  • 31.  Afrodite  Afrodi te: deusa grega da beleza, da paixão sexual  A deusa grega da beleza, da paixão sexual, do amor, da fecundidade e do casamento. Na mitologia romana, é conhecida como Vênus.  Há duas versões para sua origem, a mais conhecida é a de que Cronos (deus do tempo) a pedido de sua mãe cortou e jogou no mar o órgão sexual de seu pai, Urano (deus do firmamento). Afrodite nasceu da espuma que se formou na água. O segredo de Afrodite era um cinturão mágico com grande poder de sedução.
  • 33. • Apolo era o mais belo dos deuses, senhor das artes, música e medicina. Sabendo de seus enormes predicados, Apolo se vangloriou dizendo para Cupido, o pequeno deus do amor, que suas flechas eram mais poderosas do que aquelas do pequeno deus. Cupido disse-lhe que as flechas de Apolo eram poderosas, pois podiam ferir a todos, porém as dele eram mais, pois podiam ferir até mesmo o próprio deus Apolo, esse não acreditou e riu de Cupido. • Cupido então lançou uma flecha com ouro na ponta, no coração de Apolo, gerando a paixão dele pela moça Dafne, uma bela ninfa, filha do rio-deus Peneu. Em Dafne, Cupido lançou uma flecha com chumbo na ponta, gerando a repulsão por Apolo. • O deus apaixonado perseguia sua amada e essa fugia dele o quanto podia, até que ela pediu a seu pai para que lhe ajudasse e mudasse sua forma. Peneu atendeu ao pedido de Dafne e a transformou em uma planta – o loureiro. Apolo chorou por ter perdido sua paixão e disse que a levaria para sempre consigo, por isso, desde então, o loureiro acompanhou o deus Apolo tornando seu símbolo por todo o sempre.
  • 35. Apolo tinha muito apego pelo jovem Jacinto, acompanhava-o em todas as suas atividades físicas, negligenciando suas flechas e liras pela causa de Jacinto. Certa vez Apolo e Jacinto foram lançar discos, Apolo lançou primeiro com muita força e precisão, tipicamente de um deus. O disco arremessado por Apolo percorreu uma distância enorme e Jacinto, entusiasmado para lançar também, correu atrás do disco para pegá-lo. Porém, Zéfiro (o Vento Oeste), que sentia inveja, pois Jacinto preferia Apolo a ele, soprou o disco na direção do jovem, que atingiu fortemente a sua testa. Apolo tentou ajudar o rapaz, porém foi em vão. Enquanto Apolo ajudava Jacinto e falava bonitas palavras ao rapaz, uma flor muito bela nasceu do sangue dele, que após sua morte, passou a receber seu nome.
  • 36. As gréias e as górgonas As gréias e as górgonas eram monstros da mitologia grega. As gréias eram um pouco mais pacíficas, trata-se de três irmãs que tinham cabelos grisalhos desde o nascimento. Já as górgonas eram mais assustadoras, possuíam dentes de javali, garras de bronze e cabelos de serpente, a górgona mais famosa de toda mitologia foi Medusa. Como esses seres, exceto Medusa, não aparecem muito nas histórias da mitologia, os escritores acreditam que esses monstros eram na verdade, personificações de terrores marítimos.
  • 37. Céfalo e Prócris Céfalo era um belo jovem que amava sua esposa Prócris, por isso fugia de toda mulher que o procurava, pois era totalmente devotado ao amor que sentia por ela. Prócris havia dado a ele, dois presentes ganhos pela deusa Diana para serem usados na caça: um cachorro, que era o mais veloz de todos e uma flecha que jamais erraria seu alvo. Durante suas caças na floresta, quando o sol estava a pico, Céfalo deitava numa sombra sobre a relva para se refrescar e descansar. Toda vez que ele descansava, dizia: “Vem brisa suave, vem e refresca o meu peito, vem e mitiga o calor que me faz arder.” Um dia, alguém passou por perto, ouviu o que Céfalo dizia e contou para Prócris, que duvidou e disse que só acreditaria na traição se visse a cena. Então, esperou Céfalo sair para a caça e o seguiu. Enquanto Céfalo descansava, escondida em um arbusto, ela ouviu as mesmas palavras que ele sempre dizia e começou a chorar. Céfalo pensou que era um animal selvagem e lançou sua flecha, que acertou Prócris em cheio. Quando Céfalo percebeu que havia ferido sua amada com o presente que ela mesma havia dado, fez de tudo para que ela não morresse, porém de nada adiantou. Prócris morreu dizendo a Céfalo: “Imploro-te que, se algum dia me amaste, se já alguma vez mereci a bondade de tuas mãos, meu marido, faças este meu último desejo: não te cases com essa odiosa Brisa.
  • 38. Centauros Criaturas míticas que simbolizam o conflito entre razão e emoção
  • 39. • Os centauros formam uma classe de monstros da mitologia grega que possuem o corpo metade humano, metade cavalo. Segundo a concepção do pensamento mítico grego, o cavalo possuía uma série de virtudes admiráveis e, por isso, a sua mistura com os homens não era vista como algo negativo. Diversas narrativas mitológicas contam sobre o relacionamento entre os homens e os centauros, o que conferia a esse monstro a capacidade de socialização. • A origem dos centauros tem a ver com uma contenda ocorrida entre os deuses olímpicos Íxion, Hera e Zeus. Certa vez, Íxion se apaixonou pela deusa Hera, esposa de Zeus, e por isso tentou estuprá-la. Incomodada com o ocorrido, ela contou a Zeus sobre o comportamento de Íxion esperando que alguma providência fosse tomada. Procurando averiguar o relato da esposa, Zeus esculpiu com nuvens uma estátua de Hera e a colocou perto de Íxion para observar qual seria a sua reação. • Ao pensar que a estátua realmente fosse a deusa Hera, Íxion começou a se vangloriar por ter ultrajado uma divindade olímpica. Imediatamente, Zeus prendeu o perverso Íxion em uma roda de fogo que girava infinitamente e depois o lançou no Hades, que representava o inferno na mitologia grega. A nuvem que fora violentada por Íxion deu origem a Kentauros, que deu origem aos primeiros centauros após se enlaçar com algumas éguas magnesianas. • Outros relatos mitológicos contam que alguns centauros eram frutos do relacionamento das divindades. O centauro Quíron, por exemplo, era filho do deus Cronos e de Filira, filha do Oceano. Contrariando sua própria espécie, geralmente bastante impulsiva e violenta, Quíron teria, ao longo de sua vida, aprendido diversas habilidades ao ser educado pelos deuses Apolo e Diana. Entre outras habilidades este centauro teria profundo conhecimento sobre caça, medicina, botânica, música e futurologia. • Quando o herói Hércules se envolveu em uma batalha contra os centauros, acabou acidentalmente atingindo Quíron, que era grande amigo seu e havia repassado todos seus conhecimentos ao herói grego. Desesperado, Hércules tentou curar o centauro ferido com uma medicação ensinada pelo próprio Qíron. Contudo, infelizmente, não havia como evitar aquela terrível agonia. • Transtornado com as dores que sentia, Quíron pediu a Zeus que fosse sacrificado. Triste com a prece daquele admirável centauro, o deus supremo do Olimpo decidiu retirar a sua imortalidade e repassá-la a Prometeu. Para que Quíron jamais fosse esquecido, Zeus decidiu homenageá-lo nos céus, onde ficou sendo representado pela constelação de Sagitário.
  • 40. Os ciclopes eram grandes criaturas que possuíam força descomunal e apenas um olho no meio de suas testas. Seu nome vem do termo grego “kýklops”, que significa “olho redondo”. Tendo origem diversa e aparecendo em vários mitos da Grécia Antiga, estas criaturas são organizadas, de acordo com sua origem, em três diferentes espécies: os urânios, filhos de Uranos e Gaia; os sicilianos, filhos de Poseidon, e os construtores, originários do território da Lícia. Os mais antigos ciclopes são Arges, Brontes e Estéropes, todos estes oriundos da espécie dos urânios. Em razão de seu enorme poder, esses três ciclopes foram presos pelo seu pai, mas logo foram libertados por Cronos, atendendo aos pedidos de Gaia. Contudo, foram logo recapturados por conta das forças que estes controlavam. Por fim, Zeus decidiu libertar esses três ciclopes para lutar contra os titãs. Em sinal de agradecimento, estes deram o raio, o trovão e o relâmpago para o principal deus olímpico. Além disso, os ciclopes ofereceram um capacete que tornava Hades invisível e um tridente à Poseidon. Com a vitória dos deuses, Arges, Brontes e Estéropes passaram a fabricar os raios de Zeus. Passado algum tempo, Zeus se mostrou preocupado quando o médico Asclépio, filho de Apolo, conseguiu aprimorar seus estudos e ressuscitar mortos. Para que isso não rompesse com a ordem do mundo, o rei dos deuses e dos homens decidiu exterminá-lo. Apolo, se sentido ofendido por Zeus, decidiu matar os ciclopes que fabricavam os seus raios.
  • 41. • Os ciclopes sicilianos são comumente ligados à descrição feita na “Odisséia”, obra concebida pelo poeta Homero. Ao que consta, os sicilianos eram selvagens, poderosos e costumavam se alimentar com plantas, animais e carne humana. Em uma das aventuras de Ulisses, este herói grego teve que enfrentar com astúcia o ciclope Polifemo. No período helenístico, este personagem da mitologia grega foi transformado em uma fera dominada que, graças ao comando do deus Efesto, deveria fabricar os armamentos divinos. A terceira e última espécie de ciclope encontrada na mitologia grega dispunha de grande capacidade física, mas não apresentava o violento comportamento dos seus semelhantes. Oriundos da Ásia Menor, na região da Lícia, estes ciclopes surgiram na mitologia realizando grandes trabalhos que desafiavam a própria capacidade humana. Entre outros feitos, é a estes ciclopes atribuídos a construção das muralhas que protegiam as cidades de Tirinto e Micenas.