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AMEOPOEMA
#106 - março de 2024 - Ouro Preto, MG - Brasil
Gigi Damiani (1876-1953)
Poète, anarchiste, émigré
in: Poésie d'un rebelle
In mezzo a mille genti sol mi sento
pur nella gran città che guarda ostile
allo straniero
Em meio a mil gentes só me sinto
até na grande cidade que olha hostil
o estrangeiro que de longe vem
No divino impudor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frêmito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!
A sombra entre a mentira e a verdade...
A nuvem que arrastou o vento norte...
– Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e de maldade!
Trago dálias vermelhas no regaço...
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!
E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças...
Florbela Espanca (1894-1930)
Poeta e Anarquista
Sou pagã e anarquista,
como não poderia deixar
de ser uma pantera que se preza...
Dissemos, outro dia, que a
revolução devia começar em nós
mesmos, e se não o fizermos,
perderemos a revolução social,
nem mais, nem menos;
nossa mentalidade burguesa
não fará mais que revestir
roupas novas os velhos conceitos,
conservado-os em toda sua integridade.
Lucía S. Saornil (1895-1970)
Anarquista Espanhola
mulheres de luta
Volúpia
Clique abaixo para ir direto ao formulário
Buscamos a ampliação do acesso cultural e literário
para a população residente em áreas pouco assistidas
por serviços públicos, artísticos e culturais.
Dentre as propostas apresentadas, estão atividades de
estímulo à leitura, escrita, criação artística e geração de
renda, além de reforço e acompanhamento escolar.
PARTICIPE!
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ícones
PROJETODEEXTENSÃOAMEOPO MA
E
infos: instagram.com/coletivoameopoema
mulheres de luta
Edição: Editora AMEOPOEMA (@ameopoemaeditora)
Coordenação: Editora AMEOPOEMA (@ameopoemaeditora).
Circulação (impressa e E-book): Ouro Preto, Mariana (MG) e BH
Conselho Editorial: Rômulo Ferreira | Flávia Alves
Exemplares na pRAÇA: 500 (distribuídos gratuitamente).
Nesta edição: COMPILADO DE MULHERES ANARQUISTAS
ameopoemaeditora@gmail.com || @ameopoemaeditora
ameopoemaeditora.com.br | @coletivoameopoema
Publicação sem fins lucrativos, feita artesanalmente, com amor
e vontade de circular ideias e estimular a produção literária em
Ouro Preto e região. (Circulação: desde junho de 2010)
Maria Lacerda de Moura
Maria de Lourdes Nogueira (18?-1967)
Professora libertária
obs.: Ortografia original do poema que foi
publicado na Revista Fon Fon. (1920). n. 4 e 12.).
$
BY ND
=
NC
cc _
EDITORIAL
INTERVENHA NESTE ESPAÇO
Tenho um desejo que me traz captiva
- Minha aluucinação, minha loucura!
Tentáculos de polvo, - elle de aviva
No cerebro, a sugar-lhe a contextura...
Era o principio idéa informe e escura,
Hoje é esplendente em carne moça e viva,
E dia e noite esmaga-me e tortura,
E o desejo insaciado mais se activa...
Ha quanto tempo assim o soffro... ha quanto!
Não fôra o mundo pervertido e falso,
Dar-me-ia as honras que se dão a santo...
Esse primor que no meu sonno exaiço,
- Por querer celo tanto me aquebranto!
É, meu Amôr, é... é... teu´pé descalço...
desejo
Emma Goldman (1869-1940)
Ativista anarquista, teve papel importante no
anarquismo na América do Norte
na primeira metade do século XX
Todo estímulo que desperta a
imaginação e eleva o espírito é tão
necessário à vida quanto o ar. Fortalece o
corpo e aprimora nossa visão da
comunidade humana.
Sem estímulos, seja qual for a forma,
o trabalho criativo é impossível, como é
também impossível o espírito de bondade e
generosidade. O fato de alguns gênios
notáveis terem buscado inspiração no cálice
com frequência excessiva não justifica que o
puritanismo tente agrilhoar todo o leque das
emoções humanas.
Um Byron, um Poe comoveram a
humanidade muito mais profundamente do
que todos os puritanos juntos sequer podem
sonhar.
A pessoa anarquista é perigosa para a
sociedade não porque ela prega violência
e dinamite, mas porque ela torna você
consciente de si
Não será com algumas mulheres
no poder que esqueceremos
as milhares escravizadas na
cozinha, no tanque e na cama.
Maria Lacerda de Moura (1887-1945)
professora, escritora, anarquista e feminista brasileira
QUERPARTICIPARDASNOSSASAÇÕES?
ENTREEMCONTATO:
@coletivoameopoema//fb.com.ameopoema
publique-se:@ameopoemaeditora
PROJETODEEXTENSÃOAMEOPOEMA
Emma Goldman (1911, p. 75)
várias obras disponíveis no link:
www.marxists.org/portugues/goldman/index.htm
fragmento
Calar hoje é ser cúmplice.
Pratiquemos o crime inominável da coragem,
no meio da covardia e do cinismo da hora presente.

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  • 2. Edição: Editora AMEOPOEMA (@ameopoemaeditora) Coordenação: Editora AMEOPOEMA (@ameopoemaeditora). Circulação (impressa e E-book): Ouro Preto, Mariana (MG) e BH Conselho Editorial: Rômulo Ferreira | Flávia Alves Exemplares na pRAÇA: 500 (distribuídos gratuitamente). Nesta edição: COMPILADO DE MULHERES ANARQUISTAS ameopoemaeditora@gmail.com || @ameopoemaeditora ameopoemaeditora.com.br | @coletivoameopoema Publicação sem fins lucrativos, feita artesanalmente, com amor e vontade de circular ideias e estimular a produção literária em Ouro Preto e região. (Circulação: desde junho de 2010) Maria Lacerda de Moura Maria de Lourdes Nogueira (18?-1967) Professora libertária obs.: Ortografia original do poema que foi publicado na Revista Fon Fon. (1920). n. 4 e 12.). $ BY ND = NC cc _ EDITORIAL INTERVENHA NESTE ESPAÇO Tenho um desejo que me traz captiva - Minha aluucinação, minha loucura! Tentáculos de polvo, - elle de aviva No cerebro, a sugar-lhe a contextura... Era o principio idéa informe e escura, Hoje é esplendente em carne moça e viva, E dia e noite esmaga-me e tortura, E o desejo insaciado mais se activa... Ha quanto tempo assim o soffro... ha quanto! Não fôra o mundo pervertido e falso, Dar-me-ia as honras que se dão a santo... Esse primor que no meu sonno exaiço, - Por querer celo tanto me aquebranto! É, meu Amôr, é... é... teu´pé descalço... desejo Emma Goldman (1869-1940) Ativista anarquista, teve papel importante no anarquismo na América do Norte na primeira metade do século XX Todo estímulo que desperta a imaginação e eleva o espírito é tão necessário à vida quanto o ar. Fortalece o corpo e aprimora nossa visão da comunidade humana. Sem estímulos, seja qual for a forma, o trabalho criativo é impossível, como é também impossível o espírito de bondade e generosidade. O fato de alguns gênios notáveis terem buscado inspiração no cálice com frequência excessiva não justifica que o puritanismo tente agrilhoar todo o leque das emoções humanas. Um Byron, um Poe comoveram a humanidade muito mais profundamente do que todos os puritanos juntos sequer podem sonhar. A pessoa anarquista é perigosa para a sociedade não porque ela prega violência e dinamite, mas porque ela torna você consciente de si Não será com algumas mulheres no poder que esqueceremos as milhares escravizadas na cozinha, no tanque e na cama. Maria Lacerda de Moura (1887-1945) professora, escritora, anarquista e feminista brasileira QUERPARTICIPARDASNOSSASAÇÕES? ENTREEMCONTATO: @coletivoameopoema//fb.com.ameopoema publique-se:@ameopoemaeditora PROJETODEEXTENSÃOAMEOPOEMA Emma Goldman (1911, p. 75) várias obras disponíveis no link: www.marxists.org/portugues/goldman/index.htm fragmento Calar hoje é ser cúmplice. Pratiquemos o crime inominável da coragem, no meio da covardia e do cinismo da hora presente.