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FANZINE #29
Ouro Preto, MG | 2012 -2023
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FANZINE
#29
várias (os) colaboradoras (es)
revisão: participantes
edição e finalização: @ameopoemaeditora
organização: Ed. AMEOPOEMA | @coletivoameopoema
Ouro Preto, MG - 2023
agosto a outubro - circulação impressa e digital
Visite: www.ameopoemaeditora.com
trilha sonora desta edição: Gang of four
part
icip
antes
juntem suas pedras
à beira da estrada
jaz edifício solene
tinge-nos as retinas
em verde esmaecido
pelo siso do tempo
dia a dia consumido
como se condenado
a sorver da miragem
de público ausente:
Cineclube Passagem
teu nome é semente
de oásis em deserto
tal 'música e fantasia'
de bruno Bozzeto*
ver-te assim congelado
estranho sentimento
de sermos o filme
que tu nos projeta
ah meu caro cineclube
à beira da estrada
também somos passagem.
CINECLUBE
PASSAGEM
(MARIANA - MG)
marco brandão
marcomalb55@gmail.com
Listras
Da prisão
Forças
Do não
Forcas
Do vão
Ferro
Rocha
Serro
E forja:
O sonho
Da fuga
Toma
E suga
A memória
Da história:
Amém!
Grade
eduardo c souza
eduardodesouza72@gmail.com
* Bruno Bozzetto (1938-), desenhista de animação italiano.
"Música e Fantasia" / "Allegro non tropo" (1976)
Escrever na cidade dos helicópteros
Queria apagar todos os poemas
que escrevi;
e escrever sobre o amor.
Como se a fome estendida no papelão
à beira da calçada não me importasse
e eu me aliviasse no egoísmo da paixão.
Atravesso a rua sem olhos nem mãos
passos largos, à pressa,
na cidade dos helicópteros.
Nos auriculares, poemas à escuta
para calar as súplicas das mãos estendidas;
“o poema ensina a cair” diz a Raquel Marinho.
Porque hei de escrever a violência
se todos a sabem, já?
Os poetas devem escrever sobre o Amor!
Quero escrever sobre o amor, as flores,
o arco-iris e a harmonia do sexo.
Estarão vivos, os poetas que escrevem sobre o amor?
ana sofia
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Que crise.
Crise
cria
cura.
Cura
cria
casa.
Casa
é seu
abraço
sincero.
victória faria
@professorapoetafaria
Criação
antónio barros - artitude.ab@gmail.com
Competição com P_ e Maria Montessori ao fundo, 2023, António Barros.
Ao comPetir, comPete ao comPetir - comPetir, comPetindo. ComPet_indo, indo. Indo
comPetindo. Indo comPetindo o comPetidor a comPetir. E, comPete ao comPetidor,
comPetir. ComPetindo. ComPetindo na comPetição comPetida por comPetidores.
ComPetidores não comPetitivos. Assim, comPetem os comPetidores comPetindo na
comPetição comPetida em comPetição, comPetida em comPetir comPetindo.
ComPetem e voltam a comPetir os comPetidores sem comPetência. ComPetem os
comPetidores comPetidos em comPetir. ComPete aos comPetidores comPetir com
comPetidores. Só _fica a comPetência.
P
Em meio ao caos de um mundo solene
Plantas sem raiz
Traçados obedientes e uniformes
À mercê do vento, da água e do fogo
Oculta o crepúsculo na manhã
Esconde luares da madrugada
Agarre-se como um inseto na
[transparência dos espelhos
E suba, custe o que custar
Trepa nesse altar de ferro e de cimento
Chegue ao topo da colina de pedra
E lá do alto grita o teu desespero
Até que descubras
Com espanto e pavor
terror e medo
que naquela que te assusta
há tijolos postos por ti
Cidade
paulinho assumpção
paulo.assump@terra.com.br
Na comunidade
Na favela
Na periferia
No ônibus translotado
Nas construções
Nos porões
Nas ruas
No beco sem saída...
Na vida das cidades
Citiados
Aquatelados
Embaixo das pontes e viadutos ;
De luto
Perdidos em meio o afã
Do dia e noite sem fim...
No divã do psicanalista... inexistente
Há sombra e assombra
Nos muro o grito dos excluídos
Na beira do abismo
Livre a todo mal
Gueto social.
GUETO SOCIAL
cleuza figueiredo rocha
azuelcrocha@hotmail.com
agner nyhyhwhw
partesforadotodo.blogspot.com
mostrou o livro impresso
olha isso
um livro? e escrito na língua antiga? puxa, achei que nenhum livro existia mais.
[quem terá escrito?
[até onde sabemos, na época de nossa infância só a nossa mãe
[ainda conhecia a língua antiga
parece bem velho. e esse título?
HISTÓRIA? o que é isso?
sei lá. pelo que entendi, ao folhear, relata coisas que aconteceram supostamente
[no passado, como se não fosse tudo como é agora
que loucura, isso é absurdo, isso não pode ser real
sim
jogaram o livro no desintegrador
APÓS A PÓS-VERDADE
Gosto
das
noites
indigentes
das
gentes
do
batom
engasgo
se
gasto
mas
engordo
e
sem
engodo
ou
engulhos
dilacero
a
psique,
a
alma
o
cérebro
ardente
e
sou
como
mendigo
ou
demente
aos
olhos
dos
outros
em
meio
à
multidão
delação,
adequação,
vacilação
“vacila
não
Jão”
pois
quem
tá
desse
lado
tá
defendendo
a
nação
cada
cidadão
preto,
puta,
pedreiro
sem
procrastinação.
patrão
não.
Segundo
alguns
não
olho
nos
olhos
dos
outros
e
fico
absorto
em
infortúnios
absurdos
mas
se
olho
penetro
reto
adentro
a
alma
maldita
penetro
pro
fundo
o
âmago,
a
trêmula
carne
penetro
a
pétrea
pétala
púrpura
da
pálpebra
aberta
do
pária
que
olha
pra
tudo
mas
não
vê
nada
leo hc vieira
@leohcvieira
G.O.S.T.O
Já tanto tempo se passou
Como me descobrir, pra onde eu vou?
Foi interrompido meu viver
Não tenho mais razão, não consigo mais ser
Vida em pause
Lembro de quando quase cheguei no auge
Tudo agora é memória
Esqueça tudo, até dias de glória
Quem eu fui? Pra onde vou?
Como continuar a andar se tudo parou?
Sonhos de criança não se concretizam
Tensões e vingança, medos te paralisam.
Uive, o mais alto que puder
Grite, pro que der e vier
Chore, deixa a lágrima escorrer
Cale-se, ou te botam pra correr.
Grite
pedro portugal
@pedroh.prt
rosilene souza
mastig-ANDO os sonhos de um país!
triptico, fotocolagem, 15X15, 2022
Mais um poema
sobre amor
Cansei de escrever poemas de amor
Cansei de ser romancista
O amor me vem em forma de poesia mas nunca
[vem fazer morada em mim
O amor nunca veio me abraçar
O amor nunca me beijou
O amor me usa para escrever belos trechos
[sobre ele e vai embora
Não me sinto amada
Mesmo assim insisto em escrever sobre o amor
Talvez seja a parte de mim que busca
Eu acho que sei amar
Será?
E ser amada? Será?
Talvez tivera sido em alguma época e não percebi
e resquícios ficaram em meus traços
que deposito nesse papel
mesmo sem saber como
nem o porquê. Victória Faria
@professorapoetafaria
É isso.
Em meio a relâmpagos, gotas espessas,
fumaça, rastros.
É isso. Essa cor, dor, desejo, peso.
Transborda, e ainda, é isso. Foi, era, e é,
isso.
Um pouco sufocada, repreendida, alucinada
por suas impossibilidades.
É a poesia dela, seus versos declamados
em passos, danças e sorrisos.
Perdendo e se encontrando entre céu,
inferno, calor e frio.
Solidão. É isso.
Segue declamando,
em parágrafos
eternos, entre
exclamações e tímidas
interrogações jamais
respondidas.
E ainda é isso.
texto e ilustra: flavia as
@luzesombras82
Cassiano Jørgensen
cassiano.r.moreira@gmail.com
Qual o
sentido
de parir
ideias?
Não posso parir ideias sem vomitar o nada sob as coisas que fazem sentido.
Coitado de mim, agora enterro minha estirpe de poeta.
Anseio mastigar o verbo e se for preciso cuspir o sentido sem dar ênfase ao sujeito.
Hoje, só hoje, descobri que sou falho.
Para além desta ponte infinda, construo o meu pensar nas margens do tempo e então
escrevo o meu destino defecando minhas ideias.
Como os dias, assim como o mendigo come a sua comida. ... Sinto nojo de mim.
Estou de barriga cheia mas ainda não encontrei o sentido da vida. ... Pobre de mim!
O rebanho está matando sua sede à margem do tempo.
Eu bebo a angústia de estar vivo.
Completamente embriagado, o poeta escreve sem compreender a questão à vista.
A vida se resume na palavra.
A palavra está para o homem assim como Deus está para a criatura.
O poeta passa cinza em suas feridas e os seres vendem sua face em troca do pão de cada dia.
O sentido, onde está? ...
Pelo chão, veículos percorrem a geografia que há sob a palavra existência.
Pum! Pá! O homem é atropelado, sua morte estampa os jornais.
A cova rasa transcende mais uma vez a palavra.
Ah! A palavra ... São três horas da tarde, Cristo morre na cruz.
Eu ainda que um humano, bebo o seu sangue e como o seu corpo.
Construo minhas paredes sob a palavra.
Na palavra surge o poeta, justamente para justificar a morte do homem.
Mas, qual o sentido de se ter um poeta? ... Ah, eu confesso … eu não sei!
Veja, a resposta existe, só que ela não está acessível ao homem.
E o homem? Ah, este morre no exercício diário de ser um poeta.
Nesse chão que o povo não pisa
Maria esfrega com esfregão
8 horas por dia.
De segunda a sexta,
durante os intervalos fuma um cigarro,
fofoca sobre o novo episódio da novela
com outros Josés e Aparecidas.
Uma labuda diária
que não depende de governo
mas vê hoje vida menos sofrida.
Enxergar que a cobrança é diária,
saber que a novela acaba,
e os líderes podem ser os mesmos...
é um dever de casa difícil de fazer,
mesmo sob efeito do ópio da vitória,
“parar e relaxar...o quê?”
Não podemos esquecer Belo Monte,
Mariana, o dito ouro negro no litoral do Ceará, os tantos santuários
destruídos de inúmeros Ubirajaras, onde tiver fogo terá fumaça…
e se depender deles nada iá melhorar.
Mundos e fundos são promessas às vezes irreais.
Tanto sangue e genocídio, tantos Brunos e Phillips
que assim como pilhas palitos são descartados.
VAMOS
PASSAR
PANO?
felipe durán thedim
lipduran@gmail.com
Escrever um poema
É algo fácil
Escreva algo
Eis crê ver
Um poema
Viu? Moleza!
.
alexandu durratos
@poeta.xandu
Exercício de fé
(ou coaching
sendo coaching) Que horas são agora?
Não entendo como passou rápido o tempo
O tempo passou?
Mas se passou, foi para onde?
Cadê o tempo que estava aqui?
Mas se não o vejo, como saberei que
[ele estava aqui?
HORAS
robson neves de souza
robsonneves1279@gmail.com
as
manhãs
de
outubro
são
quase
sóbrias
primaveras
reverberam,
a
cada
raio
de
sol
das
seis
da
manhã
até
o
fim
da
tarde
um
gosto
de
café
requentado
e
morno
fazendo
lembrar
dos
dias
seguintes
e
olvidar
dos
passados
e
nquanto
luas,
ciclo
após
ciclo,
se
revezam
c
omo
uma
eterna
música
triste
no
rádio
q
ue
nunca
para
de
tocar,
os
anos
passam
vorazes
por
muito
tempo
cri
nas
cores
do
céu
refletidas
em
lagos
e
poças
dágua
e
por
tantos
outros
nas
canções
de
alegria
hoje
entendo
que
um
oceano
cabe
numa
gota
de
lágrima
e
mil
desertos
podem
habitar
as
veias
e
artérias
de
um
corpo
olhar
pra
cima,
pelas
manhãs
desse
mês
co
pensamento
fresco
em
busca
de
nuvens,
é
o
limite
da
poesia
e
nquanto
luas
se
revezam
por
eras
através
[dos
tempos
c
omo
uma
música
triste
e
ancestral
q
ue
um
dia
vai
parar
de
tocar,
lentas,
[correm
as
horas
conto
nuvens
e
poemas
pelas
manhãs
desse
mês
quase
sóbrias
não
fosse
uma
mensagem
indecifrável,
selada
numa
garrafa
e
atirada
contra
a
parede
ANTECIPAÇÃO:
INVERNO EM AGOSTO conrado gonçalves
conradopalavras@gmail.com
Anti-poesia! Aiam gritava — Minha amiga Anarquia! Anti-poesia! Aiam gritava
— Minha amiga Anarquia! Aiam gritava! Anti-poesia! Gritava a banda Palavraz
Mudas que tocava e ria… De sua autoria… Foder o cu de deus era sua melhor
alegria… Logo no café da manhã.
Anti-poesia!
Filosofia, astrologia, matemática, psicologia, educadorxs, padres, pastores,
deus e sua companhia… Acho tudo porcaria!”
Ria!
E cantava… Minha tia… Com a vagina arreganhada. “Banquetes dos vermes!”
“Mar morto” Samba anti-deus “Sou o próprio mal”
Anti-poesia!
Cu desconhecida
Anti-poesia!
Ateus atearam fogo no tumulo de deus… Zeus suicida-se na inexistência
nesse abismo que é a civilização. Será que deveríamos ter saído da mãe
água? Em meu piano toco a sinfonia do assassinar mais um deus por dia.
A civilização essa inimiga da evolução se fez cidade essa senhora que sorri
depois te devora.
E a interrogação de ke será ke deveríamos ter saído da água?
Pense na morte crianças…
Pois ela se aproxima.
DIÁLOGOCOM
AUGUSTO
LEMINSK
BARRETO
WALLY
CAROLINA
SOLANO
SEM
JESUS
FLOYD
AVLES
MARIPOSA
AMANDA
MARINA
FABRICIO-BI.
Anti-poesia!
Cu desconhecida
Anti-poesia!
Anti-poesia!
Cu desconhecida
Anti-poesia!
Anti-poesia!
Cu desconhecida
Anti-poesia!
avles
avles@riseup.net
Palavras são expressões libertadoras
Quando encorajadas pela razão
Quando voam com a emoção
Pois, não foram feitas pra atolar
Na areia que escorre pelas mãos
Na lama que toma os pés
Muito menos...
Viver na escuridão das “falas”
[que almejam o respeito
Ou fazer morada nos versos engaiolados!
ANUNCIAÇÃO
Karine Dias Oliveira
Nova Friburgo/ Rio de Janeiro
Amanheço em mais um dia
Pego a minha pseudo coragem
Pego o caminho, sigo viagem.
A energia é frágil
Débil
Não tem como ser ágil.
Me desmembrando pelo caminho
Recolho e reorganizo os meus pedaços
Trabalho.
Me remuneram com um salário que nem de longe,
[me proporciona o necessário.
Tenho sonhos
Tenho fome
Tenho planos
Tenho contas.
Quantas pontas vou ter de amarrar para sobreviver?
Quantas saídas?
Não muitas.
Como ou moro na primeira esquina.
Ah. Mas meritocracia é papo de comunista.
É só trabalhar
Não desista.
paula ester apolônia
paulaester545@gmail.com
ilustra: ilustra: maría angélica carter morales
"Sin título", Serie BOSTACRACIA,
gráfica digital, abril de 2019
rosangelux3@gmail.com
Onde estavam essas pessoas
Há tantos anos embaixo dos panos
Portando seus sorrisos maquiavélicos ?
Quem são esses ,que se dizem “Humanos”,
Mas, que são meros desumanos,
Mefistofélicos bélicos?
Atiram com a língua ,com os dedos, revólveres e alguns com instrumentos musicais.
O que seriam de nós se 211 milhões de brasileiros fossem iguais?
Salve -se quem puder, pois matam sem pensar.
Olho por olho, dente por dente
“Há algo de podre no reino da Dinamarca” e acredite, por aqui também.
HÁ ALGO
DE PODRE
texto: Ganmit (@GANMIT)
Quantas histórias, rapaz
Nem sempre de paz
Dale goles gelados
E outra história se faz.
Bem quisto seja o não erudito
Que todos constroem
E o pouco traz
Escrever para criar e dizer com estilo
Coisas que a rua já diz aos ouvidos
E o tempo todo escancara
A uma única lançada de olhar
Por isso que rua devia ser rima
Porque é de todo mundo.
Bem-vivas seja as pichações nos muros
Porque quem é precisa ser
Sair do mudo
Desenhar seus símbolos e os do conjunto
Arte-manhas que acordam a cidade
E transcrevem a juventude
Rua não rima rimando
A rua convoca rimas
Muitas canções que não são de ninar
Rua
ritma
gabcriSs
gbiccs@gmail.com.
Ofendido pelo nefasto uso de seu nome
O grilo recorreu aos elementais da mata
Cantando por punição aos grileiros
Que se apossam do território
E dilapidam a terra
Porém, enfraquecidos pela descrença
Anhangá, Caipora e Curupira
Nada puderam fazer
Ao determinado inseto resta
Cricrilar sua indignação a cada por de sol
Na esperança de que, algum dia
Justiça venha a ser feita
E que os ladrões da terra
Encontrem a devida punição
Oxalá!
CANTO INDIGNADO
elidiomar ribeiro
elidiomar@gmail.com
Estado civil: separada
Trinta e oito anos de casamento
O marido a deixou
Faz oito anos
Ela tosse em fluxo
Chiado no peito
Suor, vermelhidão
Enfisema pulmonar
Nunca fumou cigarro
Tragou o marido por trinta e oito anos
Que lhe garantiu um enfisema pulmonar
Que a deixou tarde demais
INTRAGÁVEL
Rita Lages
ritalimalages@gmail.com
A morte parece estar na minha frente, isso mesmo, logo aqui...
Qualquer coisa pode encontrá-la
Assim... De repente... Meio que do nada... Ou nem tanto...
Talvez ela já tenha combinado, não comigo.
Mas, com o tal do Destino...
Ou sei lá de quem... Aliás, ela tem Hades!...
Precisa explicar? Creio que não.
Pois, a Morte está para Hades; assim como a Hades está para a Morte.
Uns irão perguntar: Que papo é este?
Eu direi: Não sei. Pois, apenas rascunho...
Sim. Rascunho estes versos que poetizam a Morte.
E outros, indagarão: Mas, para que a morte?
Qual sua importância? Para que isso?
Ah, a Morte está... Isso, a Morte está. Ela sempre está em algum lugar...
Em algum momento acaba a vida, começa a Morte.
Começa a Morte e inicia a vida... E a Morte? Não acaba?
Ela pode ser o fim. O fim de tudo...
Mas, também pode ser o começo. O começo de uma vida.
Para uns, de uma nova vida. Para outros, de uma vida eterna...
Ela pode ser infinita... Isso mesmo, sem fim...
Mas, como saber? Volto a perguntar...
Acredito que quando estiver com ela. E, se já estivemos juntos e não lembro?
Isso quer dizer que morri? Ou que estou vivo?
Poeticamente, a Morte é linda! Pois, se passa a vida esperando-a...
A vida toda, todinha... Para um encontro único,
Que não sabemos se termina ou se começa algo...
Será que da Morte, brota vida? Ou termina tudo?
Pode ser um abraço eterno... Um beijo longo e sem fim...
morte
raphael mozer
mozerartedicoes@gmail.com
Os planos deram errado
e tudo o mais rompeu-se em escombros
diante da sua figura
Resta apenas o nada como trunfo
pois o curinga já foi decapitado
sob as leis que mantém tudo em seu devido lugar
Quando você olhar em volta
pesquisando cada centímetro cúbico
não vai encontrar as saídas cuidadosamente camufladas
Portas abertas apenas para alguns
bem nascidos
ou conhecidos de seu Fulano ou Beltrano
Com isso lhe resta a miséria
que o conduzirá rapidamente até este triste e amargo fim
coberto de desgosto e infelicidade
Não se sabe se é praga ou vítima de aparição
coisa de azar ou maldição
estarmos sendo aniquilados com a benção da indiferença
E assim segue o desastre
de geração em geração
sem saber para onde ir
Caminhando como cegos em tiroteios
sentindo o corpo se dissolver
ou correndo sem direção
TURBULÊNCIA
CRÍTICA
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  • 1. FANZINE #29 Ouro Preto, MG | 2012 -2023
  • 2. ameopoemaeditora@gmail.com fb.com/ameopoema @coletivoamepoema FANZINE #29 várias (os) colaboradoras (es) revisão: participantes edição e finalização: @ameopoemaeditora organização: Ed. AMEOPOEMA | @coletivoameopoema Ouro Preto, MG - 2023 agosto a outubro - circulação impressa e digital Visite: www.ameopoemaeditora.com trilha sonora desta edição: Gang of four part icip antes juntem suas pedras
  • 3. à beira da estrada jaz edifício solene tinge-nos as retinas em verde esmaecido pelo siso do tempo dia a dia consumido como se condenado a sorver da miragem de público ausente: Cineclube Passagem teu nome é semente de oásis em deserto tal 'música e fantasia' de bruno Bozzeto* ver-te assim congelado estranho sentimento de sermos o filme que tu nos projeta ah meu caro cineclube à beira da estrada também somos passagem. CINECLUBE PASSAGEM (MARIANA - MG) marco brandão marcomalb55@gmail.com Listras Da prisão Forças Do não Forcas Do vão Ferro Rocha Serro E forja: O sonho Da fuga Toma E suga A memória Da história: Amém! Grade eduardo c souza eduardodesouza72@gmail.com * Bruno Bozzetto (1938-), desenhista de animação italiano. "Música e Fantasia" / "Allegro non tropo" (1976)
  • 4. Escrever na cidade dos helicópteros Queria apagar todos os poemas que escrevi; e escrever sobre o amor. Como se a fome estendida no papelão à beira da calçada não me importasse e eu me aliviasse no egoísmo da paixão. Atravesso a rua sem olhos nem mãos passos largos, à pressa, na cidade dos helicópteros. Nos auriculares, poemas à escuta para calar as súplicas das mãos estendidas; “o poema ensina a cair” diz a Raquel Marinho. Porque hei de escrever a violência se todos a sabem, já? Os poetas devem escrever sobre o Amor! Quero escrever sobre o amor, as flores, o arco-iris e a harmonia do sexo. Estarão vivos, os poetas que escrevem sobre o amor? ana sofia xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Que crise. Crise cria cura. Cura cria casa. Casa é seu abraço sincero. victória faria @professorapoetafaria Criação
  • 5. antónio barros - artitude.ab@gmail.com Competição com P_ e Maria Montessori ao fundo, 2023, António Barros. Ao comPetir, comPete ao comPetir - comPetir, comPetindo. ComPet_indo, indo. Indo comPetindo. Indo comPetindo o comPetidor a comPetir. E, comPete ao comPetidor, comPetir. ComPetindo. ComPetindo na comPetição comPetida por comPetidores. ComPetidores não comPetitivos. Assim, comPetem os comPetidores comPetindo na comPetição comPetida em comPetição, comPetida em comPetir comPetindo. ComPetem e voltam a comPetir os comPetidores sem comPetência. ComPetem os comPetidores comPetidos em comPetir. ComPete aos comPetidores comPetir com comPetidores. Só _fica a comPetência. P
  • 6. Em meio ao caos de um mundo solene Plantas sem raiz Traçados obedientes e uniformes À mercê do vento, da água e do fogo Oculta o crepúsculo na manhã Esconde luares da madrugada Agarre-se como um inseto na [transparência dos espelhos E suba, custe o que custar Trepa nesse altar de ferro e de cimento Chegue ao topo da colina de pedra E lá do alto grita o teu desespero Até que descubras Com espanto e pavor terror e medo que naquela que te assusta há tijolos postos por ti Cidade paulinho assumpção paulo.assump@terra.com.br Na comunidade Na favela Na periferia No ônibus translotado Nas construções Nos porões Nas ruas No beco sem saída... Na vida das cidades Citiados Aquatelados Embaixo das pontes e viadutos ; De luto Perdidos em meio o afã Do dia e noite sem fim... No divã do psicanalista... inexistente Há sombra e assombra Nos muro o grito dos excluídos Na beira do abismo Livre a todo mal Gueto social. GUETO SOCIAL cleuza figueiredo rocha azuelcrocha@hotmail.com
  • 7. agner nyhyhwhw partesforadotodo.blogspot.com mostrou o livro impresso olha isso um livro? e escrito na língua antiga? puxa, achei que nenhum livro existia mais. [quem terá escrito? [até onde sabemos, na época de nossa infância só a nossa mãe [ainda conhecia a língua antiga parece bem velho. e esse título? HISTÓRIA? o que é isso? sei lá. pelo que entendi, ao folhear, relata coisas que aconteceram supostamente [no passado, como se não fosse tudo como é agora que loucura, isso é absurdo, isso não pode ser real sim jogaram o livro no desintegrador APÓS A PÓS-VERDADE
  • 9. Já tanto tempo se passou Como me descobrir, pra onde eu vou? Foi interrompido meu viver Não tenho mais razão, não consigo mais ser Vida em pause Lembro de quando quase cheguei no auge Tudo agora é memória Esqueça tudo, até dias de glória Quem eu fui? Pra onde vou? Como continuar a andar se tudo parou? Sonhos de criança não se concretizam Tensões e vingança, medos te paralisam. Uive, o mais alto que puder Grite, pro que der e vier Chore, deixa a lágrima escorrer Cale-se, ou te botam pra correr. Grite pedro portugal @pedroh.prt
  • 10. rosilene souza mastig-ANDO os sonhos de um país! triptico, fotocolagem, 15X15, 2022
  • 11. Mais um poema sobre amor Cansei de escrever poemas de amor Cansei de ser romancista O amor me vem em forma de poesia mas nunca [vem fazer morada em mim O amor nunca veio me abraçar O amor nunca me beijou O amor me usa para escrever belos trechos [sobre ele e vai embora Não me sinto amada Mesmo assim insisto em escrever sobre o amor Talvez seja a parte de mim que busca Eu acho que sei amar Será? E ser amada? Será? Talvez tivera sido em alguma época e não percebi e resquícios ficaram em meus traços que deposito nesse papel mesmo sem saber como nem o porquê. Victória Faria @professorapoetafaria É isso. Em meio a relâmpagos, gotas espessas, fumaça, rastros. É isso. Essa cor, dor, desejo, peso. Transborda, e ainda, é isso. Foi, era, e é, isso. Um pouco sufocada, repreendida, alucinada por suas impossibilidades. É a poesia dela, seus versos declamados em passos, danças e sorrisos. Perdendo e se encontrando entre céu, inferno, calor e frio. Solidão. É isso. Segue declamando, em parágrafos eternos, entre exclamações e tímidas interrogações jamais respondidas. E ainda é isso. texto e ilustra: flavia as @luzesombras82
  • 12. Cassiano Jørgensen cassiano.r.moreira@gmail.com Qual o sentido de parir ideias? Não posso parir ideias sem vomitar o nada sob as coisas que fazem sentido. Coitado de mim, agora enterro minha estirpe de poeta. Anseio mastigar o verbo e se for preciso cuspir o sentido sem dar ênfase ao sujeito. Hoje, só hoje, descobri que sou falho. Para além desta ponte infinda, construo o meu pensar nas margens do tempo e então escrevo o meu destino defecando minhas ideias. Como os dias, assim como o mendigo come a sua comida. ... Sinto nojo de mim. Estou de barriga cheia mas ainda não encontrei o sentido da vida. ... Pobre de mim! O rebanho está matando sua sede à margem do tempo. Eu bebo a angústia de estar vivo. Completamente embriagado, o poeta escreve sem compreender a questão à vista. A vida se resume na palavra. A palavra está para o homem assim como Deus está para a criatura. O poeta passa cinza em suas feridas e os seres vendem sua face em troca do pão de cada dia. O sentido, onde está? ... Pelo chão, veículos percorrem a geografia que há sob a palavra existência. Pum! Pá! O homem é atropelado, sua morte estampa os jornais. A cova rasa transcende mais uma vez a palavra. Ah! A palavra ... São três horas da tarde, Cristo morre na cruz. Eu ainda que um humano, bebo o seu sangue e como o seu corpo. Construo minhas paredes sob a palavra. Na palavra surge o poeta, justamente para justificar a morte do homem. Mas, qual o sentido de se ter um poeta? ... Ah, eu confesso … eu não sei! Veja, a resposta existe, só que ela não está acessível ao homem. E o homem? Ah, este morre no exercício diário de ser um poeta.
  • 13. Nesse chão que o povo não pisa Maria esfrega com esfregão 8 horas por dia. De segunda a sexta, durante os intervalos fuma um cigarro, fofoca sobre o novo episódio da novela com outros Josés e Aparecidas. Uma labuda diária que não depende de governo mas vê hoje vida menos sofrida. Enxergar que a cobrança é diária, saber que a novela acaba, e os líderes podem ser os mesmos... é um dever de casa difícil de fazer, mesmo sob efeito do ópio da vitória, “parar e relaxar...o quê?” Não podemos esquecer Belo Monte, Mariana, o dito ouro negro no litoral do Ceará, os tantos santuários destruídos de inúmeros Ubirajaras, onde tiver fogo terá fumaça… e se depender deles nada iá melhorar. Mundos e fundos são promessas às vezes irreais. Tanto sangue e genocídio, tantos Brunos e Phillips que assim como pilhas palitos são descartados. VAMOS PASSAR PANO? felipe durán thedim lipduran@gmail.com
  • 14. Escrever um poema É algo fácil Escreva algo Eis crê ver Um poema Viu? Moleza! . alexandu durratos @poeta.xandu Exercício de fé (ou coaching sendo coaching) Que horas são agora? Não entendo como passou rápido o tempo O tempo passou? Mas se passou, foi para onde? Cadê o tempo que estava aqui? Mas se não o vejo, como saberei que [ele estava aqui? HORAS robson neves de souza robsonneves1279@gmail.com
  • 15. as manhãs de outubro são quase sóbrias primaveras reverberam, a cada raio de sol das seis da manhã até o fim da tarde um gosto de café requentado e morno fazendo lembrar dos dias seguintes e olvidar dos passados e nquanto luas, ciclo após ciclo, se revezam c omo uma eterna música triste no rádio q ue nunca para de tocar, os anos passam vorazes por muito tempo cri nas cores do céu refletidas em lagos e poças dágua e por tantos outros nas canções de alegria hoje entendo que um oceano cabe numa gota de lágrima e mil desertos podem habitar as veias e artérias de um corpo olhar pra cima, pelas manhãs desse mês co pensamento fresco em busca de nuvens, é o limite da poesia e nquanto luas se revezam por eras através [dos tempos c omo uma música triste e ancestral q ue um dia vai parar de tocar, lentas, [correm as horas conto nuvens e poemas pelas manhãs desse mês quase sóbrias não fosse uma mensagem indecifrável, selada numa garrafa e atirada contra a parede ANTECIPAÇÃO: INVERNO EM AGOSTO conrado gonçalves conradopalavras@gmail.com
  • 16. Anti-poesia! Aiam gritava — Minha amiga Anarquia! Anti-poesia! Aiam gritava — Minha amiga Anarquia! Aiam gritava! Anti-poesia! Gritava a banda Palavraz Mudas que tocava e ria… De sua autoria… Foder o cu de deus era sua melhor alegria… Logo no café da manhã. Anti-poesia! Filosofia, astrologia, matemática, psicologia, educadorxs, padres, pastores, deus e sua companhia… Acho tudo porcaria!” Ria! E cantava… Minha tia… Com a vagina arreganhada. “Banquetes dos vermes!” “Mar morto” Samba anti-deus “Sou o próprio mal” Anti-poesia! Cu desconhecida Anti-poesia! Ateus atearam fogo no tumulo de deus… Zeus suicida-se na inexistência nesse abismo que é a civilização. Será que deveríamos ter saído da mãe água? Em meu piano toco a sinfonia do assassinar mais um deus por dia. A civilização essa inimiga da evolução se fez cidade essa senhora que sorri depois te devora. E a interrogação de ke será ke deveríamos ter saído da água? Pense na morte crianças… Pois ela se aproxima. DIÁLOGOCOM AUGUSTO LEMINSK BARRETO WALLY CAROLINA SOLANO SEM JESUS FLOYD AVLES MARIPOSA AMANDA MARINA FABRICIO-BI. Anti-poesia! Cu desconhecida Anti-poesia! Anti-poesia! Cu desconhecida Anti-poesia! Anti-poesia! Cu desconhecida Anti-poesia! avles avles@riseup.net
  • 17. Palavras são expressões libertadoras Quando encorajadas pela razão Quando voam com a emoção Pois, não foram feitas pra atolar Na areia que escorre pelas mãos Na lama que toma os pés Muito menos... Viver na escuridão das “falas” [que almejam o respeito Ou fazer morada nos versos engaiolados! ANUNCIAÇÃO Karine Dias Oliveira Nova Friburgo/ Rio de Janeiro Amanheço em mais um dia Pego a minha pseudo coragem Pego o caminho, sigo viagem. A energia é frágil Débil Não tem como ser ágil. Me desmembrando pelo caminho Recolho e reorganizo os meus pedaços Trabalho. Me remuneram com um salário que nem de longe, [me proporciona o necessário. Tenho sonhos Tenho fome Tenho planos Tenho contas. Quantas pontas vou ter de amarrar para sobreviver? Quantas saídas? Não muitas. Como ou moro na primeira esquina. Ah. Mas meritocracia é papo de comunista. É só trabalhar Não desista. paula ester apolônia paulaester545@gmail.com
  • 18. ilustra: ilustra: maría angélica carter morales "Sin título", Serie BOSTACRACIA, gráfica digital, abril de 2019 rosangelux3@gmail.com Onde estavam essas pessoas Há tantos anos embaixo dos panos Portando seus sorrisos maquiavélicos ? Quem são esses ,que se dizem “Humanos”, Mas, que são meros desumanos, Mefistofélicos bélicos? Atiram com a língua ,com os dedos, revólveres e alguns com instrumentos musicais. O que seriam de nós se 211 milhões de brasileiros fossem iguais? Salve -se quem puder, pois matam sem pensar. Olho por olho, dente por dente “Há algo de podre no reino da Dinamarca” e acredite, por aqui também. HÁ ALGO DE PODRE texto: Ganmit (@GANMIT)
  • 19. Quantas histórias, rapaz Nem sempre de paz Dale goles gelados E outra história se faz. Bem quisto seja o não erudito Que todos constroem E o pouco traz Escrever para criar e dizer com estilo Coisas que a rua já diz aos ouvidos E o tempo todo escancara A uma única lançada de olhar Por isso que rua devia ser rima Porque é de todo mundo. Bem-vivas seja as pichações nos muros Porque quem é precisa ser Sair do mudo Desenhar seus símbolos e os do conjunto Arte-manhas que acordam a cidade E transcrevem a juventude Rua não rima rimando A rua convoca rimas Muitas canções que não são de ninar Rua ritma gabcriSs gbiccs@gmail.com.
  • 20. Ofendido pelo nefasto uso de seu nome O grilo recorreu aos elementais da mata Cantando por punição aos grileiros Que se apossam do território E dilapidam a terra Porém, enfraquecidos pela descrença Anhangá, Caipora e Curupira Nada puderam fazer Ao determinado inseto resta Cricrilar sua indignação a cada por de sol Na esperança de que, algum dia Justiça venha a ser feita E que os ladrões da terra Encontrem a devida punição Oxalá! CANTO INDIGNADO elidiomar ribeiro elidiomar@gmail.com Estado civil: separada Trinta e oito anos de casamento O marido a deixou Faz oito anos Ela tosse em fluxo Chiado no peito Suor, vermelhidão Enfisema pulmonar Nunca fumou cigarro Tragou o marido por trinta e oito anos Que lhe garantiu um enfisema pulmonar Que a deixou tarde demais INTRAGÁVEL Rita Lages ritalimalages@gmail.com
  • 21. A morte parece estar na minha frente, isso mesmo, logo aqui... Qualquer coisa pode encontrá-la Assim... De repente... Meio que do nada... Ou nem tanto... Talvez ela já tenha combinado, não comigo. Mas, com o tal do Destino... Ou sei lá de quem... Aliás, ela tem Hades!... Precisa explicar? Creio que não. Pois, a Morte está para Hades; assim como a Hades está para a Morte. Uns irão perguntar: Que papo é este? Eu direi: Não sei. Pois, apenas rascunho... Sim. Rascunho estes versos que poetizam a Morte. E outros, indagarão: Mas, para que a morte? Qual sua importância? Para que isso? Ah, a Morte está... Isso, a Morte está. Ela sempre está em algum lugar... Em algum momento acaba a vida, começa a Morte. Começa a Morte e inicia a vida... E a Morte? Não acaba? Ela pode ser o fim. O fim de tudo... Mas, também pode ser o começo. O começo de uma vida. Para uns, de uma nova vida. Para outros, de uma vida eterna... Ela pode ser infinita... Isso mesmo, sem fim... Mas, como saber? Volto a perguntar... Acredito que quando estiver com ela. E, se já estivemos juntos e não lembro? Isso quer dizer que morri? Ou que estou vivo? Poeticamente, a Morte é linda! Pois, se passa a vida esperando-a... A vida toda, todinha... Para um encontro único, Que não sabemos se termina ou se começa algo... Será que da Morte, brota vida? Ou termina tudo? Pode ser um abraço eterno... Um beijo longo e sem fim... morte raphael mozer mozerartedicoes@gmail.com
  • 22. Os planos deram errado e tudo o mais rompeu-se em escombros diante da sua figura Resta apenas o nada como trunfo pois o curinga já foi decapitado sob as leis que mantém tudo em seu devido lugar Quando você olhar em volta pesquisando cada centímetro cúbico não vai encontrar as saídas cuidadosamente camufladas Portas abertas apenas para alguns bem nascidos ou conhecidos de seu Fulano ou Beltrano Com isso lhe resta a miséria que o conduzirá rapidamente até este triste e amargo fim coberto de desgosto e infelicidade Não se sabe se é praga ou vítima de aparição coisa de azar ou maldição estarmos sendo aniquilados com a benção da indiferença E assim segue o desastre de geração em geração sem saber para onde ir Caminhando como cegos em tiroteios sentindo o corpo se dissolver ou correndo sem direção TURBULÊNCIA CRÍTICA fabio da silva barbosa fsb1975@yahoo.com.br
  • 23. MUITO OBRIGADO PELA LEITURA ATÉ A PRÓXIMA EDIÇÃO! ameopoemaeditora@gmail.com @ameopoemaeditora @coletivoameopoema COLABORE LIVREMENTE, MANDE UM PIX PRA INCENTIVAR NOVOS TRABALHOS: ameopoemaeditora@gmail.com Caso queira anunciar algum livro ou serviço cultural, entre em contato. Caso queira publicar seu livro (físico ou e-book) a baixo custo entre em contato, são esses trabalhos e doações que mantêm a revista viva. INTERVENHA NESTA REVISTA E MANDE UMA FOTO PRA GENTE EDITORA INDEPENDENTE