Replicação da Formação Implementação dos Novos Programas de Português do Ensino Básico Expressão Oral
Expressão Oral nos novos Programas de Português do Ensino Básico 1- Definição de conceitos 2-Resultados esperados 3- Orientações de gestão 4-Opções metodológicas
Definição de conceitos As competências específicas implicadas nas actividades linguísticas que se processam no  modo oral  são a  compreensão do oral  e a  expressão oral. (pág. 15) Entende‐se por  expressão  oral   a capacidade para produzir sequências fónicas dotadas de significado e conformes à gramática da língua. Esta competência implica a mobilização de  saberes linguísticos e sociais  e pressupõe uma  atitude cooperativa na interacção comunicativa , bem como o  conhecimento dos papéis desempenhados pelos falantes  em cada tipo de situação. (pág. 16)
RESULTADOS ESPERADOS 1º Ciclo 2º Ciclo 3º Ciclo 1º e 2º anos Falar de forma clara e audível. Esperar a sua vez, saber pedir a palavra. Formular pedidos e perguntas tendo em conta a situação e o interlocutor. Narrar situações vividas e imaginadas. Relatar ocorrências, fazer  descrições  e exposições sobre assuntos do quotidiano, de interesse pessoal, social ou escolar,  com algum grau de formalidade . Apresentar e defender opiniões , justificando com pormenores ou exemplos e terminando com uma conclusão adequada. Produzir discursos orais coerentes em português padrão, com vocabulário adequado e estruturas gramaticais de  alguma complexidade . Tomar a palavra em contextos formais , seleccionando o registo e os recursos adequados às finalidades visadas e  considerando as reacções dos interlocutores  na construção do sentido. Interagir com confiança e fluência  sobre assuntos do quotidiano, de interesse pessoal, social ou escolar, expondo e justificando pontos de vista de forma lógica. Produzir discursos orais correctos em português padrão, usando vocabulário e estruturas gramaticais diversificadas e recorrendo a  mecanismos de organização e de coesão discursiva . 3º e 4º anos Pedir e tomar a palavra e  respeitar o tempo de palavra dos outros. Planificar  e apresentar exposições breves sobre temas variados. Produzir breves discursos orais em  português padrão  com vocabulário e estruturas gramaticais adequados.
Orientações de gestão 1º Ciclo Evoluir de situações de comunicação oral informais para  situações progressivamente mais formais ; 1º  - utilizar a palavra para  gerir os conflitos e as interacções sociais  (respeitando as regras de convivência social e as regras da língua); 2º  -  gerir situações de comunicação oral formal  (preparação do discurso, apresentação de acordo com as reacções do público).
O trabalho a desenvolver deverá proporcionar situações explícitas de aprendizagem aprender técnicas de expressão oral mobilizar novos vocábulos ou estruturas (ouvidos ou lidos) (pág. 69)
Material áudio e vídeo  Actividades  (entrevistas, debates, bons modelos de dicção de textos poéticos, contos narrados oralmente) aprendizagem de comportamentos sociais e linguísticos adequados aos diferentes contextos e situações de comunicação; sensibilização para a diversidade da língua (variedades geográficas e sociais)
Orientações de gestão 2º Ciclo  A  comunicação oral  adquire  função relevante  na organização do trabalho  na sala de aula , na execução das tarefas, na divulgação e partilha dos resultados; Alunos confrontam-se com necessidade de observar e elaborar  critérios de desempenho  (que garantam eficácia e produtividade às actividades de escuta, de interacção verbal e de exposição oral) Consolidação de  modalidades formais (pág. 74)
Português oral TIC  (trazer para a sala de aula grande variedade de discursos e de textos orais e multimodais) (pág. 109) língua de trabalho  domínio rigorosamente programado de conteú dos
Orientações de Gestão 3º Ciclo Trabalho consolida-se por uma estreita  articulaçã o entre as actividades de  compreensão e  de  expressão : expõem e comparam ideias; desenvolvem raciocínios e pontos de vista; argumentam e contrapõem opiniões; analisam e avaliam as intervenções de outros. fala constrói-se com  práticas dialógicas capacidade de fazer  escolhas adequadas  às  intenções comunicativa s e aos  interlocutores (pág. 113)
7º ano 8º e 9º anos Desenvolvimento da competência narrativa  (relato e reconto de experiências, de acontecimentos, de filmes vistos ou de livros lidos): utilização  de esquemas narrativos prototípicos; inserção adequada de elementos de  descrição de personagens e de ambientes; uso adequado de organizadores textuais. Preparação   para o trabalho com textos mais complexos, de carácter argumentativo  (artigos de opinião, mensagens publicitárias):  analisar as finalidades da argumentação; distinguir pontos de vista e argumentos; estimular a tomada de posição pessoal em situações de interacção. Aprofundamento do estudo do texto argumentativo  (debates, entrevistas, publicidade…): analisar a estrutura argumentativa, o tipo de fundamentação e o seu valor (objectivo / subjectivo); interpretar e analisar processos de persuasão (justificação, explicação, demonstração, refutação).
Ao longo do 3º Ciclo Sempre em função de  contextos significativos  e com  objectivos definidos  o aluno deverá: Testemunhar e realizar  exposições orais; Contactar com usos da linguagem mais formais e convencionais , que exijam um controlo consciente e voluntário da enunciação, tendo em vista a importância assumida pelo  domínio da palavra pública no exercício da cidadania.
É importante que os alunos aprofundem a  consciência da acção realizada através da fala , que implica o conhecimento das especificidades do oral e das convenções que regulam esta modalidade de comunicação, em termos linguístico-discursivos, retóricos e contextuais.  Este trabalho concretiza-se através da  observação e da reflexão analítica  sobre um  conjunto alargado de textos  que integre as  práticas próprias e as de outros .
Assim, ensinar a língua oral não significa tão-só trabalhar a  capacidade de falar em geral , mas antes desenvolver o domínio dos  géneros que apoiam a aprendizagem escolar  do português e de outras áreas disciplinares e também os  géneros públicos  no sentido mais amplo do termo (exposição, entrevista, debate, teatro, palestra, etc.).
Para que os alunos atinjam os desempenhos descritos para esta competência,  é necessário criar oportunidades de aprendizagem , p. ex.: Construção de um  contexto de aprendizagem cooperativo  que ajude o aluno a tornar-se confiante e competente no uso da linguagem falada; Escuta guiada  de documentos orais de diferentes tipos, representativos de situações de interlocução autênticas e apresentando usos diversificados da língua, quer em português padrão quer noutras variedades;
iii) Exercícios de  comparação entre diferentes formas de utilizar a língua oral em contexto , confrontando os recursos verbais e não verbais utilizados e os efeitos produzidos; iv) Envolvimento em actividades diversificadas de comunicação oral, que permitam ao  aluno desempenhar vários papéis , quer em termos do treino da escuta, quer no campo da expressão oral;
v) Participação em actividades orientadas para o aprofundamento da  confiança e da fluência na expressão oral formal : debate, relato, síntese, exposição oral, dramatização, etc.; vi)  Avaliação  dos graus de correcção e de adequação nos seus desempenhos e nos dos colegas. (pág. 146)
Algumas opções metodológicas inerentes ao novo programa O  português oral , na sala de aula, deve ser entendido não só como  uma língua de trabalho , mas como  um domínio rigorosamente programado de conteúdos . (pág. 109)
Estruturação das actividades em  três fases : Planificação; Execução; Revisão. Na constituição de um  corpus textual , o professor deve ter em conta: Representatividade e qualidade dos textos; Integridade dos textos; Progressão; Diversidade.
O  princípio da progressão  impõe que qualquer situação de ensino e aprendizagem tenha obrigatoriamente que se fundar nos adquiridos: - “O processo de ensino e aprendizagem do idioma progride por  patamares sucessivamente consolidados . (…) A aprendizagem constitui um “movimento” apoiado em aprendizagens anteriores.” (pág.9/10); - “(…) há que proporcionar aos alunos oportunidades de utilização da linguagem oral (…) em experiências de aprendizagem e projectos  cada vez mais alargados e exigentes  (…).” (pág. 113).
“ As  produções orais dos alunos  (devem ser) entendidas como  objecto de análise e estudo , tendo em vista a melhoria dos desempenhos (…).” (pág. 139). Os  conteúdos do oral , organizados progressivamente ao longo de cada ciclo e entre ciclos, estruturam-se em torno dos diferentes  géneros discursivos orais , com particular incidência nos  usos mais formais .
O  trabalho na sala de aula  deve promover um  desenvolvimento integrado de todas as competências , o que significa que as “actividades planificadas com o objectivo de desenvolver uma competência específica devem coexistir com actividades onde as diferentes competências são trabalhadas de forma integrada”.  (pág. 68)
“ A condição fundamental para a aquisição / aperfeiçoamento de competências numa língua é o seu uso comunicativo – “ aprende-se a falar, falando ”. (Amor, 1993 )
“ Uma coisa é certa:  dificilmente falamos do que não nos interessa . Quer dizer, não será fácil estabelecer uma conversa aberta e livre (…) se antes não se tiver sabido despertar o real interesse do aluno para esse tema.” (Reis)

ExpressãO Oral

  • 1.
    Replicação da FormaçãoImplementação dos Novos Programas de Português do Ensino Básico Expressão Oral
  • 2.
    Expressão Oral nosnovos Programas de Português do Ensino Básico 1- Definição de conceitos 2-Resultados esperados 3- Orientações de gestão 4-Opções metodológicas
  • 3.
    Definição de conceitosAs competências específicas implicadas nas actividades linguísticas que se processam no modo oral são a compreensão do oral e a expressão oral. (pág. 15) Entende‐se por expressão oral a capacidade para produzir sequências fónicas dotadas de significado e conformes à gramática da língua. Esta competência implica a mobilização de saberes linguísticos e sociais e pressupõe uma atitude cooperativa na interacção comunicativa , bem como o conhecimento dos papéis desempenhados pelos falantes em cada tipo de situação. (pág. 16)
  • 4.
    RESULTADOS ESPERADOS 1ºCiclo 2º Ciclo 3º Ciclo 1º e 2º anos Falar de forma clara e audível. Esperar a sua vez, saber pedir a palavra. Formular pedidos e perguntas tendo em conta a situação e o interlocutor. Narrar situações vividas e imaginadas. Relatar ocorrências, fazer descrições e exposições sobre assuntos do quotidiano, de interesse pessoal, social ou escolar, com algum grau de formalidade . Apresentar e defender opiniões , justificando com pormenores ou exemplos e terminando com uma conclusão adequada. Produzir discursos orais coerentes em português padrão, com vocabulário adequado e estruturas gramaticais de alguma complexidade . Tomar a palavra em contextos formais , seleccionando o registo e os recursos adequados às finalidades visadas e considerando as reacções dos interlocutores na construção do sentido. Interagir com confiança e fluência sobre assuntos do quotidiano, de interesse pessoal, social ou escolar, expondo e justificando pontos de vista de forma lógica. Produzir discursos orais correctos em português padrão, usando vocabulário e estruturas gramaticais diversificadas e recorrendo a mecanismos de organização e de coesão discursiva . 3º e 4º anos Pedir e tomar a palavra e respeitar o tempo de palavra dos outros. Planificar e apresentar exposições breves sobre temas variados. Produzir breves discursos orais em português padrão com vocabulário e estruturas gramaticais adequados.
  • 5.
    Orientações de gestão1º Ciclo Evoluir de situações de comunicação oral informais para situações progressivamente mais formais ; 1º - utilizar a palavra para gerir os conflitos e as interacções sociais (respeitando as regras de convivência social e as regras da língua); 2º - gerir situações de comunicação oral formal (preparação do discurso, apresentação de acordo com as reacções do público).
  • 6.
    O trabalho adesenvolver deverá proporcionar situações explícitas de aprendizagem aprender técnicas de expressão oral mobilizar novos vocábulos ou estruturas (ouvidos ou lidos) (pág. 69)
  • 7.
    Material áudio evídeo Actividades (entrevistas, debates, bons modelos de dicção de textos poéticos, contos narrados oralmente) aprendizagem de comportamentos sociais e linguísticos adequados aos diferentes contextos e situações de comunicação; sensibilização para a diversidade da língua (variedades geográficas e sociais)
  • 8.
    Orientações de gestão2º Ciclo A comunicação oral adquire função relevante na organização do trabalho na sala de aula , na execução das tarefas, na divulgação e partilha dos resultados; Alunos confrontam-se com necessidade de observar e elaborar critérios de desempenho (que garantam eficácia e produtividade às actividades de escuta, de interacção verbal e de exposição oral) Consolidação de modalidades formais (pág. 74)
  • 9.
    Português oral TIC (trazer para a sala de aula grande variedade de discursos e de textos orais e multimodais) (pág. 109) língua de trabalho domínio rigorosamente programado de conteú dos
  • 10.
    Orientações de Gestão3º Ciclo Trabalho consolida-se por uma estreita articulaçã o entre as actividades de compreensão e de expressão : expõem e comparam ideias; desenvolvem raciocínios e pontos de vista; argumentam e contrapõem opiniões; analisam e avaliam as intervenções de outros. fala constrói-se com práticas dialógicas capacidade de fazer escolhas adequadas às intenções comunicativa s e aos interlocutores (pág. 113)
  • 11.
    7º ano 8ºe 9º anos Desenvolvimento da competência narrativa (relato e reconto de experiências, de acontecimentos, de filmes vistos ou de livros lidos): utilização de esquemas narrativos prototípicos; inserção adequada de elementos de descrição de personagens e de ambientes; uso adequado de organizadores textuais. Preparação para o trabalho com textos mais complexos, de carácter argumentativo (artigos de opinião, mensagens publicitárias): analisar as finalidades da argumentação; distinguir pontos de vista e argumentos; estimular a tomada de posição pessoal em situações de interacção. Aprofundamento do estudo do texto argumentativo (debates, entrevistas, publicidade…): analisar a estrutura argumentativa, o tipo de fundamentação e o seu valor (objectivo / subjectivo); interpretar e analisar processos de persuasão (justificação, explicação, demonstração, refutação).
  • 12.
    Ao longo do3º Ciclo Sempre em função de contextos significativos e com objectivos definidos o aluno deverá: Testemunhar e realizar exposições orais; Contactar com usos da linguagem mais formais e convencionais , que exijam um controlo consciente e voluntário da enunciação, tendo em vista a importância assumida pelo domínio da palavra pública no exercício da cidadania.
  • 13.
    É importante queos alunos aprofundem a consciência da acção realizada através da fala , que implica o conhecimento das especificidades do oral e das convenções que regulam esta modalidade de comunicação, em termos linguístico-discursivos, retóricos e contextuais. Este trabalho concretiza-se através da observação e da reflexão analítica sobre um conjunto alargado de textos que integre as práticas próprias e as de outros .
  • 14.
    Assim, ensinar alíngua oral não significa tão-só trabalhar a capacidade de falar em geral , mas antes desenvolver o domínio dos géneros que apoiam a aprendizagem escolar do português e de outras áreas disciplinares e também os géneros públicos no sentido mais amplo do termo (exposição, entrevista, debate, teatro, palestra, etc.).
  • 15.
    Para que osalunos atinjam os desempenhos descritos para esta competência, é necessário criar oportunidades de aprendizagem , p. ex.: Construção de um contexto de aprendizagem cooperativo que ajude o aluno a tornar-se confiante e competente no uso da linguagem falada; Escuta guiada de documentos orais de diferentes tipos, representativos de situações de interlocução autênticas e apresentando usos diversificados da língua, quer em português padrão quer noutras variedades;
  • 16.
    iii) Exercícios de comparação entre diferentes formas de utilizar a língua oral em contexto , confrontando os recursos verbais e não verbais utilizados e os efeitos produzidos; iv) Envolvimento em actividades diversificadas de comunicação oral, que permitam ao aluno desempenhar vários papéis , quer em termos do treino da escuta, quer no campo da expressão oral;
  • 17.
    v) Participação emactividades orientadas para o aprofundamento da confiança e da fluência na expressão oral formal : debate, relato, síntese, exposição oral, dramatização, etc.; vi) Avaliação dos graus de correcção e de adequação nos seus desempenhos e nos dos colegas. (pág. 146)
  • 18.
    Algumas opções metodológicasinerentes ao novo programa O português oral , na sala de aula, deve ser entendido não só como uma língua de trabalho , mas como um domínio rigorosamente programado de conteúdos . (pág. 109)
  • 19.
    Estruturação das actividadesem três fases : Planificação; Execução; Revisão. Na constituição de um corpus textual , o professor deve ter em conta: Representatividade e qualidade dos textos; Integridade dos textos; Progressão; Diversidade.
  • 20.
    O princípioda progressão impõe que qualquer situação de ensino e aprendizagem tenha obrigatoriamente que se fundar nos adquiridos: - “O processo de ensino e aprendizagem do idioma progride por patamares sucessivamente consolidados . (…) A aprendizagem constitui um “movimento” apoiado em aprendizagens anteriores.” (pág.9/10); - “(…) há que proporcionar aos alunos oportunidades de utilização da linguagem oral (…) em experiências de aprendizagem e projectos cada vez mais alargados e exigentes (…).” (pág. 113).
  • 21.
    “ As produções orais dos alunos (devem ser) entendidas como objecto de análise e estudo , tendo em vista a melhoria dos desempenhos (…).” (pág. 139). Os conteúdos do oral , organizados progressivamente ao longo de cada ciclo e entre ciclos, estruturam-se em torno dos diferentes géneros discursivos orais , com particular incidência nos usos mais formais .
  • 22.
    O trabalhona sala de aula deve promover um desenvolvimento integrado de todas as competências , o que significa que as “actividades planificadas com o objectivo de desenvolver uma competência específica devem coexistir com actividades onde as diferentes competências são trabalhadas de forma integrada”. (pág. 68)
  • 23.
    “ A condiçãofundamental para a aquisição / aperfeiçoamento de competências numa língua é o seu uso comunicativo – “ aprende-se a falar, falando ”. (Amor, 1993 )
  • 24.
    “ Uma coisaé certa: dificilmente falamos do que não nos interessa . Quer dizer, não será fácil estabelecer uma conversa aberta e livre (…) se antes não se tiver sabido despertar o real interesse do aluno para esse tema.” (Reis)