A
IMIGRAÇÃO
NA EUROPA
Matéria para o 9º ano da E.E Ayna Tôrres - cap. 3 do livro didático, 2013.
A imigração na Europa
• A Europa foi entre os séculos XVI e XX, uma região exportadora de mão-
de-obra para todo o mundo. Já no sec. XX a partir da década de 60, a
situação inverteu-se. Os novos emigrantes são agora oriundos das mais
diversas regiões do globo. Estes emigrantes que elegeram a Europa como
um dos seus destinos, não reclamam terras ou recursos naturais, e sim um
lugar com melhores condições de vida.
Conceitos importantes
• Migração – é todo movimento de população que
ocorre no espaço geográfico. Migrante é aquele que
realiza o movimento de migração.
• Emigração – refere-se ao ato da saída de uma região.
• Imigração – refere-se ao ato da entrada em uma
região.
• Os movimentos migratórios apresentam uma serie de causas,
sendo divididas entre causas de repulsão e causas de atração.
• Causas de repulsão – explicam a saída da população – ocorrem
nas áreas de emigração.
• Causas de atração – explicam a entrada da população –
ocorrem nas áreas de imigração.
Tais causas estão diretamente ligadas a
fatores do tipo:
• Naturais – como a desertificação de um local, secas
prolongadas, inundações, terremotos...
• Políticas/religiosas – incluindo guerras civis, revoluções,
perseguições religiosas, conflitos separatistas, discriminação
com violência (racismo)...
• Econômicas – são as de maior importância no caso das
imigrações para a Europa.
Consequências do movimento migratório
No país de saída:
• Diminuição da população
• Diminuição na taxa de natalidade
• Envelhecimento da população
• Diminuição da população ativa
• Entrada de divisas (moeda
estrangeira) enviadas pelos
emigrantes
No país de entrada:
• Aumento exagerado da população
• Aumento da taxa de natalidade
• Rejuvenescimento da população
• Aumento da população ativa
• Possível aparecimento de bairros
degradados
• Dificuldades de aceitação de novas
culturas, línguas e costumes.
• Pode-se observar que a maior parte dos migrantes se
desloca a procura de um emprego, com melhores
níveis salariais e de um melhor padrão de vida.
• Fogem também de áreas em conflito, onde se
evidenciam perseguições étnicas e religiosas.
A necessidade de mão de obra
• Logo após a 2ª Guerra Mundial (1939 – 1945), já na década de
1950, muitos dos países diretamente afetados pelo conflito,
começaram a se reerguer e a figura do imigrante foi
fundamental para a reconstrução desses países. Sendo sua
vinda incentivada pelos governos de muitos países europeus.
• A grande maioria dos imigrantes que nesse primeiro momento
de pós-guerra foram para a Europa tiveram sua gênese em
países subdesenvolvidos, vindos principalmente da Ásia e da
África.
• Donos de uma mão-de-obra não especializada e portanto mais
barata estes ocuparam muitos cargos que eram rejeitados pela
população nativa, porém ainda assim tais imigrantes
conseguiram melhores condições de vida do que em sua terra
natal.
desemprego
• A partir da segunda metade da década de 1980, grande quantidade
dos países europeus começou a sofrer o problema do desemprego
estrutural.
• O desemprego estrutural é aquele em que a vaga do trabalhador é
substituída por máquinas ou processos produtivos modernos. Esse
tipo de desemprego é mais comum em países desenvolvidos devido
à grande mecanização das indústrias, reduzindo os postos de
trabalho.
• O desemprego causado pelas novas tecnologias, como
a robótica e a informática, recebe o nome de desemprego
estrutural. Ele não é resultado de uma crise econômica, e sim
das novas formas de organização do trabalho e da produção.
Tanto os países ricos quanto os pobres são afetados pelo
desemprego estrutural, um dos graves problemas de nossos
dias.
• Os principais setores atingidos pelo desemprego
estrutural são: Agricultura, estrutura de terceirização,
prestação de serviços e indústria.
• Observar o mapa do livro na pagina 75 – UNIÃO
EUROPÉIA – TAXA DE DESEMPREGO – 2004.
xenofobia
• Xenofobia é comumente associado a aversão a outras raças e
culturas, e também à fobia em relação a pessoas ou grupos
diferentes. Atitudes xenofóbicas incluem desde o impedimento
à imigração de estrangeiros ou de pessoas pertencentes a
diferentes culturas e etnias, consideradas como ameaça, até a
defesa do extermínio desses grupos.
O ódio ao estrangeiro, e o racismo crescem rapidamente no
mundo globalizado. A concorrência no mercado de trabalho
tem sido a principal causa da discriminação de imigrantes nos
países ricos. Mas não é a única.
Grupos extremistas unem a xenofobia à intolerância contra as
minorias (negros e homossexuais) e praticam atos de extrema
violência. É o caso dos skinheads, organização neonazista que
age sobretudo na Alemanha.
Controle da imigração
• Nos últimos anos alguns países Europeus como Portugal,
Espanha e Grécia que têm suas terras banhadas pelo mar
Mediterrâneo, procuram fortemente fiscalizar suas fronteiras
para impedir a imigração ilegal. Áreas estratégicas como no
Estreito de Gibraltar (menor distância entre o continente
Europeu e o Africano),tem sofrido intensas fiscalizações da
polícia.
Estreito de Gibraltar
Países que são banhados
pelo Mar Mediterrâneo
• Devido a sua baixa escolaridade aliada a sua
clandestinidade, a maioria dos imigrantes exercem
atividades mal remuneradas e de cunho informal nas
áreas da agricultura, na construção civil, na limpeza
domestica e no atendimento em restaurantes.
Os imigrantes desejados
• Enquanto os países desenvolvidos buscam barrar a entrada de
imigrantes com baixa qualificação profissional, o mesmo não
acontece com os imigrantes com boa qualificação profissional
chegando-se a casos de países Europeus carentes de tais
profissionais oferecerem diversas vantagens para atrair esse
tipo de mão-de-obra qualificada.
• “Segundo a ONU e as agências especializadas em demografia da
Europa, calcula-se que, em meados do sec. XXI, cerca de um quarto
dos britânicos, dos alemães e dos franceses estarão aposentados.
Para conseguir pagar essas aposentadorias, o Reino Unido precisará
de 1 milhão de imigrantes por ano, e a Alemanha precisará de 3,5
milhões. As estimativas indicam que a UE necessitaria de 20
milhões de trabalhadores imigrantes para compensar a queda nas
taxas de natalidade da Europa “( pag. 76).
Leitura para discussão em sala:
• (Para abrir clique duas vezes)
Referências
• Andrade, Julia Santos Cossermelli de. Para viver juntos: Geografia, 9º ano: Ensino fundamental. Edições
SM, 2009. ISBN 978-85-7675-448-0.
• Desemprego estrutural. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Desemprego_estrutural>. Acesso em
05/07/2013.
• PATARRA, N. L. Migrações internacionais: teorias, políticas e movimentos sociais. ESTUDOS
AVANÇADOS 20 (57), 2006. DISPONIVEL EM: < http://www.scielo.br/pdf/ea/v20n57/a02v2057.pdf>.
Acesso em 5/072013.

A imigração na Europa

  • 1.
    A IMIGRAÇÃO NA EUROPA Matéria parao 9º ano da E.E Ayna Tôrres - cap. 3 do livro didático, 2013.
  • 2.
    A imigração naEuropa • A Europa foi entre os séculos XVI e XX, uma região exportadora de mão- de-obra para todo o mundo. Já no sec. XX a partir da década de 60, a situação inverteu-se. Os novos emigrantes são agora oriundos das mais diversas regiões do globo. Estes emigrantes que elegeram a Europa como um dos seus destinos, não reclamam terras ou recursos naturais, e sim um lugar com melhores condições de vida.
  • 3.
    Conceitos importantes • Migração– é todo movimento de população que ocorre no espaço geográfico. Migrante é aquele que realiza o movimento de migração. • Emigração – refere-se ao ato da saída de uma região. • Imigração – refere-se ao ato da entrada em uma região.
  • 4.
    • Os movimentosmigratórios apresentam uma serie de causas, sendo divididas entre causas de repulsão e causas de atração. • Causas de repulsão – explicam a saída da população – ocorrem nas áreas de emigração. • Causas de atração – explicam a entrada da população – ocorrem nas áreas de imigração.
  • 5.
    Tais causas estãodiretamente ligadas a fatores do tipo: • Naturais – como a desertificação de um local, secas prolongadas, inundações, terremotos... • Políticas/religiosas – incluindo guerras civis, revoluções, perseguições religiosas, conflitos separatistas, discriminação com violência (racismo)... • Econômicas – são as de maior importância no caso das imigrações para a Europa.
  • 8.
    Consequências do movimentomigratório No país de saída: • Diminuição da população • Diminuição na taxa de natalidade • Envelhecimento da população • Diminuição da população ativa • Entrada de divisas (moeda estrangeira) enviadas pelos emigrantes No país de entrada: • Aumento exagerado da população • Aumento da taxa de natalidade • Rejuvenescimento da população • Aumento da população ativa • Possível aparecimento de bairros degradados • Dificuldades de aceitação de novas culturas, línguas e costumes.
  • 9.
    • Pode-se observarque a maior parte dos migrantes se desloca a procura de um emprego, com melhores níveis salariais e de um melhor padrão de vida. • Fogem também de áreas em conflito, onde se evidenciam perseguições étnicas e religiosas.
  • 10.
    A necessidade demão de obra • Logo após a 2ª Guerra Mundial (1939 – 1945), já na década de 1950, muitos dos países diretamente afetados pelo conflito, começaram a se reerguer e a figura do imigrante foi fundamental para a reconstrução desses países. Sendo sua vinda incentivada pelos governos de muitos países europeus.
  • 11.
    • A grandemaioria dos imigrantes que nesse primeiro momento de pós-guerra foram para a Europa tiveram sua gênese em países subdesenvolvidos, vindos principalmente da Ásia e da África. • Donos de uma mão-de-obra não especializada e portanto mais barata estes ocuparam muitos cargos que eram rejeitados pela população nativa, porém ainda assim tais imigrantes conseguiram melhores condições de vida do que em sua terra natal.
  • 12.
    desemprego • A partirda segunda metade da década de 1980, grande quantidade dos países europeus começou a sofrer o problema do desemprego estrutural. • O desemprego estrutural é aquele em que a vaga do trabalhador é substituída por máquinas ou processos produtivos modernos. Esse tipo de desemprego é mais comum em países desenvolvidos devido à grande mecanização das indústrias, reduzindo os postos de trabalho.
  • 13.
    • O desempregocausado pelas novas tecnologias, como a robótica e a informática, recebe o nome de desemprego estrutural. Ele não é resultado de uma crise econômica, e sim das novas formas de organização do trabalho e da produção. Tanto os países ricos quanto os pobres são afetados pelo desemprego estrutural, um dos graves problemas de nossos dias.
  • 14.
    • Os principaissetores atingidos pelo desemprego estrutural são: Agricultura, estrutura de terceirização, prestação de serviços e indústria. • Observar o mapa do livro na pagina 75 – UNIÃO EUROPÉIA – TAXA DE DESEMPREGO – 2004.
  • 15.
    xenofobia • Xenofobia écomumente associado a aversão a outras raças e culturas, e também à fobia em relação a pessoas ou grupos diferentes. Atitudes xenofóbicas incluem desde o impedimento à imigração de estrangeiros ou de pessoas pertencentes a diferentes culturas e etnias, consideradas como ameaça, até a defesa do extermínio desses grupos.
  • 16.
    O ódio aoestrangeiro, e o racismo crescem rapidamente no mundo globalizado. A concorrência no mercado de trabalho tem sido a principal causa da discriminação de imigrantes nos países ricos. Mas não é a única. Grupos extremistas unem a xenofobia à intolerância contra as minorias (negros e homossexuais) e praticam atos de extrema violência. É o caso dos skinheads, organização neonazista que age sobretudo na Alemanha.
  • 17.
    Controle da imigração •Nos últimos anos alguns países Europeus como Portugal, Espanha e Grécia que têm suas terras banhadas pelo mar Mediterrâneo, procuram fortemente fiscalizar suas fronteiras para impedir a imigração ilegal. Áreas estratégicas como no Estreito de Gibraltar (menor distância entre o continente Europeu e o Africano),tem sofrido intensas fiscalizações da polícia.
  • 18.
  • 19.
    Países que sãobanhados pelo Mar Mediterrâneo
  • 20.
    • Devido asua baixa escolaridade aliada a sua clandestinidade, a maioria dos imigrantes exercem atividades mal remuneradas e de cunho informal nas áreas da agricultura, na construção civil, na limpeza domestica e no atendimento em restaurantes.
  • 21.
    Os imigrantes desejados •Enquanto os países desenvolvidos buscam barrar a entrada de imigrantes com baixa qualificação profissional, o mesmo não acontece com os imigrantes com boa qualificação profissional chegando-se a casos de países Europeus carentes de tais profissionais oferecerem diversas vantagens para atrair esse tipo de mão-de-obra qualificada.
  • 22.
    • “Segundo aONU e as agências especializadas em demografia da Europa, calcula-se que, em meados do sec. XXI, cerca de um quarto dos britânicos, dos alemães e dos franceses estarão aposentados. Para conseguir pagar essas aposentadorias, o Reino Unido precisará de 1 milhão de imigrantes por ano, e a Alemanha precisará de 3,5 milhões. As estimativas indicam que a UE necessitaria de 20 milhões de trabalhadores imigrantes para compensar a queda nas taxas de natalidade da Europa “( pag. 76).
  • 23.
    Leitura para discussãoem sala: • (Para abrir clique duas vezes)
  • 24.
    Referências • Andrade, JuliaSantos Cossermelli de. Para viver juntos: Geografia, 9º ano: Ensino fundamental. Edições SM, 2009. ISBN 978-85-7675-448-0. • Desemprego estrutural. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Desemprego_estrutural>. Acesso em 05/07/2013. • PATARRA, N. L. Migrações internacionais: teorias, políticas e movimentos sociais. ESTUDOS AVANÇADOS 20 (57), 2006. DISPONIVEL EM: < http://www.scielo.br/pdf/ea/v20n57/a02v2057.pdf>. Acesso em 5/072013.