28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
HISTÓRICO  A  Estação Antártica Comandante Ferraz  ( EACF ) é uma  base antártica  pertencente ao  Brasil  localizada  ilha do Rei George , a 130 km da  Península Antártica , na  baía do Almirantado ,  Antártica . Começou a operar em  6 de fevereiro  de  1984 , levada à Antártica, em módulos, pelo  navio   oceanográfico   Barão de Teffé  e diversos outros navios da  Marinha do Brasil . Atualmente abriga cerca de 60 pessoas, entre pesquisadores, técnicos e funcionários, militares e civis. O nome da estação homenageia  Luís Antônio de Carvalho Ferraz , um comandante da  Marinha do Brasil , hidrógrafo e oceanógrafo que visitou o continente Antártico por duas vezes a bordo de navios britânicos. Ferraz desempenhou importante papel ao persuadir o Brasil a desenvolver um programa antártico (o  PROANTAR ) 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
ESTRUTURA A estação dispõe de todas as instalações necessárias como se fosse uma pequena cidade. O total atual de módulos é de sessenta e duas unidades. Recentemente, passou a fazer parte da EACF um heliponto, construído de acordo com as normas internacionais. Até  2004  a composição modular chegou a sessenta habitáculos com capacidade de viverem confortavelmente 48 pessoas, parecendo uma pequena vila em meio ao gelo antártico. A estação opera durante todo o ano. A estrutura é composta por depósitos, oficinas, biblioteca, salas de lazer e estar, enfermaria, sala de comunicações, ginásio de esportes, cozinha e refeitório. A administração da estação é executada por militares da  Marinha do Brasil , que ali permanecem durante um ano, sendo trocados ao final do período. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
POPULAÇÃO  No  inverno , os pesquisadores são em pequena quantidade, pois dependem do solo exposto e de mar aberto para efetuar a coleta de amostras cujos dados serão compilados e enviados às instituições-sede. Nessa época, o transporte depende da  Força Aérea Brasileira , pois não se consegue chegar à base através do mar utilizando o  NApOc Ary Rongel (H-44) . São realizados sete vôos anuais com aeronaves  C-130 Hercules . As instalações da base são capazes de abrigar 46 pesssoas. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
CONDIÇÕES CRIMÁTICAS No  verão , naturalmente em condições menos adversas, a população na estação aumenta, o que se traduz em maior nível de atividade. É nesta época que são executados os serviços de manutenção, ampliação, reabastecimento e apoio aos projetos científicos, tecnológicos e pesquisas de maior vulto. As condições de locomoção e transporte se dão com maior facilidade, há menos gelo a dificultar as atividades dos habitantes. Os ventos são mais fracos, e a temperatura também é mais amena, chegando aos 5°C. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
PESQUISAS Os programas de pesquisas permitiram estudar o impacto das mudanças ambientais globais na Antártica e suas consequências para as Américas inclusive a  Amazônia . Ali foi detectado o aumento da  temperatura  global, o  efeito estufa , o aumento do  buraco da camada de ozônio , o aumento do  nível dos oceanos , além de recolhidos elementos provenientes da  poluição  causada em sua maioria pelos países do  hemisfério norte . Todas as alterações detectadas pela Estação Antártica Comandante Ferraz mostram claramente a interação entre os hemisférios e sua interferência nas mudanças globais. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
INCÊNDIO  Na madrugada do dia  25 de fevereiro  de  2012 , 2h, com 60 pessoas na base, ocorreu um  incêndio  iniciado por uma explosão sem causa estimada na Praça das Máquinas, onde ficam os geradores de energia da estação. Por ser anexa ao restante das instalações, o fogo se alastrou. Um  suboficial  e um  primeiro-sargento  morreram porque não conseguiram deixar a Praça das Máquinas e um  sargento  foi ferido, mas levado com vida para a  estação polonesa  onde recebeu primeiros socorros e posterior transferência para uma base chilena. O militar seria mais tarde transportado para o Hospital das Forças Armadas do Chile, em Punta Arenas. [2]  Para a base antártica do Chile foram transportados também todos os civis, encaminhados então também para a cidade de  Punta Arenas , no  Chile , e por fim de volta ao Brasil, em um avião da  Força Aérea Brasileira . 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
O combate ao incêndio seguiu pelo dia com o grupo de 12 militares que manteve-se na base até que a  Marinha  decidiu interromper o trabalho devido às condições climáticas adversas,  características da Antártida . Junto a um navio da  Armada Chilena , planejou voltar ao local para avaliação dos danos. [5]  e estimou destruição de 70% da base. O prédio principal, que incluía os alojamentos e alguns laboratórios, foi completamente destruído.  As unidades que ficavam isoladas da instalação central salvaram-se: laboratórios de  meteorologia ,  química  e estudo da alta  atmosfera , além de contêiners com material de pesquisa do  Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais . [2][6] O  governo federal  anunciou dias depois um programa de 20 milhões de reais para a construção de uma nova base antártica, com projeto mais moderno, com prazo de conclusão de 2 anos. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
VÍTIMAS DO INCÊNDIO SUBOFICIAL ROBERTO CARLOS ALBERTO RIBEIRO FIGUEIREDO PRIMEIRO SARGENTO ROBERTO LOPES DOS SANTOS 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
OUTROS ABNEGADOS BRASILEIROS QUE TAMBÉM PERDERAM A VIDA NAQUELAS PARAGENS GÉLIDAS, LUTANDO EM PRÓ DA HUMANIDADE 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
A ESTAÇÃO SOB FOGO REPENTINO  E INCONTROLÁVEL 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
VISTA PARCIAL  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
ENTRADA DA BASE 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
MASTRO DA BANDEIRA 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
HELIPONTO  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
PARAÍSO GELADO 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
BAÍA DO ALMIRANTADO 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
PREPARANDO OS BOTES 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
Barco SKUA, (de pesquisa), sendo recolhido depois de um dia de trabalho. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
ALVORECER 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
SALA DE SECAGEM  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
CENTRO DE PROCESSAMENTO DE DADOS  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
COPA  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
COZINHA  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
PAIOL DE PRONTO USO  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
ENFERMARIA  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
SALA DE REFEIÇÕES 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
SALA DE REFEIÇÕES 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
SALA DE ESTAR 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
SALA DE VÍDEO E TV 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
GINÁSIO E SALÃO DE JOGOS  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
CORREDOR EXTERNO E CABINES TELEFÔNICAS 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
ESTAÇÃO RÁDIO E SECRETARIA 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
ENFERMARIA  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
CORREDOR INTERNO E DORMITÓRIOS 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
PAIOL DE ÁGUADA 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
LABORATÓRIO DE TRIAGEM  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
LABORATÓRIO  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
LAVANDERIA  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
LABORATÓRIO 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
INCINERADOR  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
INCENERADOR (SOMENTE PARA LIXO ORGÂNICO 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
LIXEIRAS E INCINERADOR  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
Ferrazão, quadra de futebol/estacionamento/paiol, etc... 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
Corredor externo, ao fundo o portão de entrada/saída de Material/Viaturas 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
PREPARATIVO PARA O CERIMONIAL À BANDEIRA EM 11 DE JUNHO 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
COMEMORANDO O NATAL  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
CEIA DE NATAL  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
IMAGENS DO INCÊNDIO 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
BASE CHILENA 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
BASE CHILENA 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
BASE NORTE AMERICANA 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
BASE NORTE AMERICANA 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
BASE DO PERU  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
BASE POLONESA 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
FONTE: PORTAL G1 DE 27/02/2012 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
Foram nove horas de luta contra o fogo que começou à 1h de sábado na praça de máquinas, e se alastrou rapidamente pelas principais acomodações da estação Comandante Ferraz. "Em nenhum momento esgotamos as possibilidades. Em nenhum momento desistimos de tentar salvar nossos amigos", conta Pablo Tinoco, 25 anos, que é integrante do Arsenal da Marinha, equipe responsável pela manutenção da estação brasileira, e desembarcou na madrugada desta segunda-feira na Base Aérea do Galeão. Ainda no estacionamento do aeroporto, sem dormir desde sexta-feira, ele contou como foi a luta para debelar as chamas e para salvar amigos sob as condições extremas da Antártida. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
Pablo conta que estava na internet conversando com a família quando o incêndio começou. Imediatamente , os militares se agruparam e começaram os procedimentos para assegurar a vida dos civis e começar a combater as chamas. Mais experientes, o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos tomaram a frente da ação. Seguiram os procedimentos de segurança, vestindo máscara, galões de oxigênio e roupa especial, amarraram-se em uma corda e foram para dentro da estação enfrentar o fogo. Os demais militares ficaram dando apoio, fornecendo iluminação e tentando trazer água. "Por algum motivo ainda desconhecido, eles não voltaram. Tentamos puxar a corda, mas não foi possível", conta Pablo.  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
Então um outro militar se encarregou de ir tentar o resgate, mas a fumaça e a alta temperatura o fizeram recuar. Um outro tentou ir agachado, mas teve de ser puxado de volta. Um terceiro se aventurou para resgatá-lo. Os marinheiros tentaram então quebrar a parede de um container utilizando um trator, mas o solo íngreme impedia a aproximação da máquina. Enquanto isso, civis e militares faziam um esforço brutal para carregar pedras de gelo e para tentar bombear água de um lago nas proximidades. Nessa tentativa, um dos militares teve uma crise de hipotermia. Foi salvo pelo médico da equipe com ajuda dos pesquisadores. "Eu vi civis carregando mangueira, entrando no lago para tentar instalar bomba, transportando gelo, estourando cabos de aço. Eles fizeram de tudo para nos ajudar", contou Pablo. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
Com três horas de incêndio, chegou a ajuda de um navio argentino. Os chilenos também chegaram em helicópteros. Logo os poloneses também se juntaram ao grupo. "Sem eles, o resultado humano talvez tivesse sido diferente. Com três horas de combate, não tínhamos a mesma força", afirmou. O militar conta ainda que o grupo estava preparado para lidar com a situação. Cinco dias antes, eles haviam praticado um treinamento chamado Controle e Combate de Incêndio. "Foi tudo muito rápido, mas as nossas atitudes foram controladas. Ninguém tomou uma atitude precipitada, todos sabíamos o que estávamos fazendo. Fomos treinados para isso", disse.  Mais do que dois colegas, Pablo disse ter perdido duas pessoas que faziam parte de sua família. "Santos era fascinado por fotos. De todas as lindas imagens de paisagem que ele fazia lá, a que ele preferia era a foto que guardava de sua família, esposa e filhos. Era a terceira vez que estava na Antártica. Amava aquilo. Era flamenguista doente, como eu. Escutamos a derrota para o Vasco juntos lá. Eles foram minha família nos últimos dias", disse.  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
Segundo ele, o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo era um pouco mais fechado. "Mas não significa que não participava do grupo. Tinha 20 anos de profissão. Só isso diz muita coisa. Era experiente e competente. Faltava um mês para ele retornar para casa. Já estava há 11 meses e alguns dias na Antártica", disse. Para Pablo, o legado que os amigos deixam é de heroísmo e exemplo. "Eles saíram da vida e entraram para a história, pelo menos das 59 pessoas que eles lutaram para salvar. Eram homens honrosos que amavam suas famílias e que estavam lá para levar experiências boas para casa. Eram excelentes praças, os mais antigos de bordo, e efetuaram suas funções de forma magnífica", disse. Mesmo diante do trauma, Pablo afirma que o amor pelo trabalho na Antártida é mais forte e que está disposto a dar continuidade a ele: "Eu volto para lá, já pedi. Os comandantes sabem que eu quero voltar. É preciso começar tudo do zero, consertar os equipamentos de carga e retirar o entulho que sobrou". 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
ALMIRANTE ANTONIO SEPULVEDA Jornal do Commercio 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
Parcela consciente da opinião pública aguarda, apreensiva, o desenrolar da melancólica situação do nosso Programa Antártico. O PROANTAR começa a fazer água, por conta do descaso e da irresponsabilidade da cúpula federal que parece ignorar que o primeiro passo para o delineamento de uma grande estratégia está na aquisição de conhecimento sensível, única fonte verdadeira de poder em qualquer cenário geopolítico. O Brasil aderiu ao Tratado da Antártida em 1975,   assim firmando os propósitos de ocupar aquele território com fins pacíficos e de cooperar com a comunidade internacional para o desenvolvimento de pesquisas no extremo sul do planeta.   Uma das exigências para a participação de qualquer país como parte consultiva do tratado é a realização de substanciais atividades científicas.   Para esse fim, o PROANTAR é elaborado e implementado pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, em consonância com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil .     28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
A sustentação logística dos projetos decorrentes é, com o apoio precioso da Força Aérea, provida pela Marinha que, com a costumeira abnegação do seu eterno lema,  Tudo pela Pátria , vê-se obrigada a lançar mão das migalhas que recebe de um orçamento malversado pelos politiqueiros de Brasília. Pois é; poderia até ser coisa de país sério, de governo preocupado com a inserção do Brasil no cenário político-estratégico internacional no papel de ator, em vez da triste figura de coadjuvante que vem desempenhando através dos séculos. Infelizmente, a realidade atual do PROANTAR é outra. O orçamento vem decaindo sensivelmente desde 1990. Sem recursos – para isso, o governo não tem verbas – o Ary Rongel carece de reparos estruturais indispensáveis, em termos de salvaguarda da vida humana;  e que fique este alerta aqui registrado, dedo apontado para o Planalto, caso – Deus não permita - sejamos alcançados por uma tragédia no traiçoeiro Mar de Weddell ou na própria Estação.  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
A Estação está degradada por falta de uma manutenção aceitável. Recentemente, durante uma faina de reabastecimento de combustível, três tanques desabaram de suas bases apodrecidas, o que poderia ter ocasionado um acidente ecológico grave decorrente do derramamento de óleo. Alguns sistemas vitais se encontram comprometidos: aguada, rede de esgoto, proteção contra incêndios e transferência de energia elétrica. Os módulos estão comidos pela ferrugem; equipamentos inoperantes ou funcionando naquela velha e brasileira base do jeitinho; escadas perigosamente corroídas; anteparas em péssimo estado de conservação; os forros caindo aos pedaços. Os laboratórios precisam ser reformulados, porquanto não atendem às necessidades atuais. A cozinha tem a idade da Estação e precisa ser modernizada. O auditório e a sala de refeições não comportam mais todos os integrantes da Estação no período de inverno. A frigorífica não tem capacidade para receber todos os gêneros que o navio leva, ocasionando perdas de alimentos. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
O incinerador tornou-se ineficaz. Os paióis não atendem ao volume de sobressalentes e de alimentos. As infiltrações são generalizadas. Equipamentos de pesquisa, como motos de neve, botes, lancha oceanográfica e quadriciclos não operam em condições seguras. Tratores e escavadeiras estão avariados. Os riscos se agravam, porque as comunicações em alta freqüência, que permitem monitorar os pesquisadores que trabalham mais afastados, não são confiáveis. É preciso recuperar a Estação para o Ano Polar Internacional (2007/2008), o evento de maior relevância para a pesquisa mundial dos últimos 40 anos. O Brasil, a persistir esta inércia, poderá até mesmo perder sua posição de membro consultivo do Tratado da Antártida, privilégio de apenas 28 países, os quais decidirão sobre o futuro daquele continente. Pelo jeito, vamos, mais uma vez, perder o bonde da História.   28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
QUE O SACRIFÍCIO DESSES NOBRES COMPANHEIROS NÃO FIQUEM EM VÃO 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
GEORDANDI ALVES BARRETO – (CT-FN-Ref) – geordandi2008@gmail.com FONTE: Internet FOTOS (2005) : Cedidas pelo SO (FN-RM1) ROBERTO OLIVEIRA DE CARVALHO  28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO

Estação antártica comandante ferraz

  • 1.
  • 2.
    HISTÓRICO A Estação Antártica Comandante Ferraz ( EACF ) é uma base antártica pertencente ao Brasil localizada ilha do Rei George , a 130 km da Península Antártica , na baía do Almirantado , Antártica . Começou a operar em 6 de fevereiro de 1984 , levada à Antártica, em módulos, pelo navio oceanográfico Barão de Teffé e diversos outros navios da Marinha do Brasil . Atualmente abriga cerca de 60 pessoas, entre pesquisadores, técnicos e funcionários, militares e civis. O nome da estação homenageia Luís Antônio de Carvalho Ferraz , um comandante da Marinha do Brasil , hidrógrafo e oceanógrafo que visitou o continente Antártico por duas vezes a bordo de navios britânicos. Ferraz desempenhou importante papel ao persuadir o Brasil a desenvolver um programa antártico (o PROANTAR ) 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 3.
    ESTRUTURA A estaçãodispõe de todas as instalações necessárias como se fosse uma pequena cidade. O total atual de módulos é de sessenta e duas unidades. Recentemente, passou a fazer parte da EACF um heliponto, construído de acordo com as normas internacionais. Até 2004 a composição modular chegou a sessenta habitáculos com capacidade de viverem confortavelmente 48 pessoas, parecendo uma pequena vila em meio ao gelo antártico. A estação opera durante todo o ano. A estrutura é composta por depósitos, oficinas, biblioteca, salas de lazer e estar, enfermaria, sala de comunicações, ginásio de esportes, cozinha e refeitório. A administração da estação é executada por militares da Marinha do Brasil , que ali permanecem durante um ano, sendo trocados ao final do período. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 4.
    POPULAÇÃO No inverno , os pesquisadores são em pequena quantidade, pois dependem do solo exposto e de mar aberto para efetuar a coleta de amostras cujos dados serão compilados e enviados às instituições-sede. Nessa época, o transporte depende da Força Aérea Brasileira , pois não se consegue chegar à base através do mar utilizando o NApOc Ary Rongel (H-44) . São realizados sete vôos anuais com aeronaves C-130 Hercules . As instalações da base são capazes de abrigar 46 pesssoas. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 5.
    CONDIÇÕES CRIMÁTICAS No verão , naturalmente em condições menos adversas, a população na estação aumenta, o que se traduz em maior nível de atividade. É nesta época que são executados os serviços de manutenção, ampliação, reabastecimento e apoio aos projetos científicos, tecnológicos e pesquisas de maior vulto. As condições de locomoção e transporte se dão com maior facilidade, há menos gelo a dificultar as atividades dos habitantes. Os ventos são mais fracos, e a temperatura também é mais amena, chegando aos 5°C. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 6.
    PESQUISAS Os programasde pesquisas permitiram estudar o impacto das mudanças ambientais globais na Antártica e suas consequências para as Américas inclusive a Amazônia . Ali foi detectado o aumento da temperatura global, o efeito estufa , o aumento do buraco da camada de ozônio , o aumento do nível dos oceanos , além de recolhidos elementos provenientes da poluição causada em sua maioria pelos países do hemisfério norte . Todas as alterações detectadas pela Estação Antártica Comandante Ferraz mostram claramente a interação entre os hemisférios e sua interferência nas mudanças globais. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 7.
    INCÊNDIO Namadrugada do dia 25 de fevereiro de 2012 , 2h, com 60 pessoas na base, ocorreu um incêndio iniciado por uma explosão sem causa estimada na Praça das Máquinas, onde ficam os geradores de energia da estação. Por ser anexa ao restante das instalações, o fogo se alastrou. Um suboficial e um primeiro-sargento morreram porque não conseguiram deixar a Praça das Máquinas e um sargento foi ferido, mas levado com vida para a estação polonesa onde recebeu primeiros socorros e posterior transferência para uma base chilena. O militar seria mais tarde transportado para o Hospital das Forças Armadas do Chile, em Punta Arenas. [2] Para a base antártica do Chile foram transportados também todos os civis, encaminhados então também para a cidade de Punta Arenas , no Chile , e por fim de volta ao Brasil, em um avião da Força Aérea Brasileira . 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 8.
    O combate aoincêndio seguiu pelo dia com o grupo de 12 militares que manteve-se na base até que a Marinha decidiu interromper o trabalho devido às condições climáticas adversas, características da Antártida . Junto a um navio da Armada Chilena , planejou voltar ao local para avaliação dos danos. [5] e estimou destruição de 70% da base. O prédio principal, que incluía os alojamentos e alguns laboratórios, foi completamente destruído. As unidades que ficavam isoladas da instalação central salvaram-se: laboratórios de meteorologia , química e estudo da alta atmosfera , além de contêiners com material de pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais . [2][6] O governo federal anunciou dias depois um programa de 20 milhões de reais para a construção de uma nova base antártica, com projeto mais moderno, com prazo de conclusão de 2 anos. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 9.
    VÍTIMAS DO INCÊNDIOSUBOFICIAL ROBERTO CARLOS ALBERTO RIBEIRO FIGUEIREDO PRIMEIRO SARGENTO ROBERTO LOPES DOS SANTOS 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 10.
    OUTROS ABNEGADOS BRASILEIROSQUE TAMBÉM PERDERAM A VIDA NAQUELAS PARAGENS GÉLIDAS, LUTANDO EM PRÓ DA HUMANIDADE 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 11.
    A ESTAÇÃO SOBFOGO REPENTINO E INCONTROLÁVEL 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 12.
  • 13.
    VISTA PARCIAL 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 14.
    ENTRADA DA BASE28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 15.
    MASTRO DA BANDEIRA28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 16.
    HELIPONTO 28/2/2012GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 17.
    PARAÍSO GELADO 28/2/2012GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 18.
    BAÍA DO ALMIRANTADO28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 19.
    PREPARANDO OS BOTES28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 20.
  • 21.
    Barco SKUA, (depesquisa), sendo recolhido depois de um dia de trabalho. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 22.
  • 23.
    SALA DE SECAGEM 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 24.
    CENTRO DE PROCESSAMENTODE DADOS 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 25.
    COPA 28/2/2012GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 26.
    COZINHA 28/2/2012GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 27.
    PAIOL DE PRONTOUSO 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 28.
    ENFERMARIA 28/2/2012GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 29.
    SALA DE REFEIÇÕES28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 30.
    SALA DE REFEIÇÕES28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 31.
    SALA DE ESTAR28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 32.
    SALA DE VÍDEOE TV 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 33.
    GINÁSIO E SALÃODE JOGOS 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 34.
    CORREDOR EXTERNO ECABINES TELEFÔNICAS 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 35.
    ESTAÇÃO RÁDIO ESECRETARIA 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 36.
    ENFERMARIA 28/2/2012GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 37.
    CORREDOR INTERNO EDORMITÓRIOS 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 38.
    PAIOL DE ÁGUADA28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 39.
    LABORATÓRIO DE TRIAGEM 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 40.
    LABORATÓRIO 28/2/2012GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 41.
    LAVANDERIA 28/2/2012GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 42.
  • 43.
    INCINERADOR 28/2/2012GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 44.
    INCENERADOR (SOMENTE PARALIXO ORGÂNICO 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 45.
    LIXEIRAS E INCINERADOR 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 46.
    Ferrazão, quadra defutebol/estacionamento/paiol, etc... 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 47.
    Corredor externo, aofundo o portão de entrada/saída de Material/Viaturas 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 48.
    PREPARATIVO PARA OCERIMONIAL À BANDEIRA EM 11 DE JUNHO 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 49.
    COMEMORANDO O NATAL 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 50.
    CEIA DE NATAL 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 51.
    IMAGENS DO INCÊNDIO28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 52.
  • 53.
    BASE CHILENA 28/2/2012GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 54.
    BASE CHILENA 28/2/2012GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 55.
    BASE NORTE AMERICANA28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 56.
    BASE NORTE AMERICANA28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 57.
    BASE DO PERU 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 58.
    BASE POLONESA 28/2/2012GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 59.
    FONTE: PORTAL G1DE 27/02/2012 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 60.
    Foram nove horasde luta contra o fogo que começou à 1h de sábado na praça de máquinas, e se alastrou rapidamente pelas principais acomodações da estação Comandante Ferraz. "Em nenhum momento esgotamos as possibilidades. Em nenhum momento desistimos de tentar salvar nossos amigos", conta Pablo Tinoco, 25 anos, que é integrante do Arsenal da Marinha, equipe responsável pela manutenção da estação brasileira, e desembarcou na madrugada desta segunda-feira na Base Aérea do Galeão. Ainda no estacionamento do aeroporto, sem dormir desde sexta-feira, ele contou como foi a luta para debelar as chamas e para salvar amigos sob as condições extremas da Antártida. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 61.
    Pablo conta queestava na internet conversando com a família quando o incêndio começou. Imediatamente , os militares se agruparam e começaram os procedimentos para assegurar a vida dos civis e começar a combater as chamas. Mais experientes, o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos tomaram a frente da ação. Seguiram os procedimentos de segurança, vestindo máscara, galões de oxigênio e roupa especial, amarraram-se em uma corda e foram para dentro da estação enfrentar o fogo. Os demais militares ficaram dando apoio, fornecendo iluminação e tentando trazer água. "Por algum motivo ainda desconhecido, eles não voltaram. Tentamos puxar a corda, mas não foi possível", conta Pablo. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 62.
    Então um outromilitar se encarregou de ir tentar o resgate, mas a fumaça e a alta temperatura o fizeram recuar. Um outro tentou ir agachado, mas teve de ser puxado de volta. Um terceiro se aventurou para resgatá-lo. Os marinheiros tentaram então quebrar a parede de um container utilizando um trator, mas o solo íngreme impedia a aproximação da máquina. Enquanto isso, civis e militares faziam um esforço brutal para carregar pedras de gelo e para tentar bombear água de um lago nas proximidades. Nessa tentativa, um dos militares teve uma crise de hipotermia. Foi salvo pelo médico da equipe com ajuda dos pesquisadores. "Eu vi civis carregando mangueira, entrando no lago para tentar instalar bomba, transportando gelo, estourando cabos de aço. Eles fizeram de tudo para nos ajudar", contou Pablo. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 63.
    Com três horasde incêndio, chegou a ajuda de um navio argentino. Os chilenos também chegaram em helicópteros. Logo os poloneses também se juntaram ao grupo. "Sem eles, o resultado humano talvez tivesse sido diferente. Com três horas de combate, não tínhamos a mesma força", afirmou. O militar conta ainda que o grupo estava preparado para lidar com a situação. Cinco dias antes, eles haviam praticado um treinamento chamado Controle e Combate de Incêndio. "Foi tudo muito rápido, mas as nossas atitudes foram controladas. Ninguém tomou uma atitude precipitada, todos sabíamos o que estávamos fazendo. Fomos treinados para isso", disse. Mais do que dois colegas, Pablo disse ter perdido duas pessoas que faziam parte de sua família. "Santos era fascinado por fotos. De todas as lindas imagens de paisagem que ele fazia lá, a que ele preferia era a foto que guardava de sua família, esposa e filhos. Era a terceira vez que estava na Antártica. Amava aquilo. Era flamenguista doente, como eu. Escutamos a derrota para o Vasco juntos lá. Eles foram minha família nos últimos dias", disse. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 64.
    Segundo ele, osuboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo era um pouco mais fechado. "Mas não significa que não participava do grupo. Tinha 20 anos de profissão. Só isso diz muita coisa. Era experiente e competente. Faltava um mês para ele retornar para casa. Já estava há 11 meses e alguns dias na Antártica", disse. Para Pablo, o legado que os amigos deixam é de heroísmo e exemplo. "Eles saíram da vida e entraram para a história, pelo menos das 59 pessoas que eles lutaram para salvar. Eram homens honrosos que amavam suas famílias e que estavam lá para levar experiências boas para casa. Eram excelentes praças, os mais antigos de bordo, e efetuaram suas funções de forma magnífica", disse. Mesmo diante do trauma, Pablo afirma que o amor pelo trabalho na Antártida é mais forte e que está disposto a dar continuidade a ele: "Eu volto para lá, já pedi. Os comandantes sabem que eu quero voltar. É preciso começar tudo do zero, consertar os equipamentos de carga e retirar o entulho que sobrou". 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 65.
    ALMIRANTE ANTONIO SEPULVEDAJornal do Commercio 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 66.
    Parcela consciente daopinião pública aguarda, apreensiva, o desenrolar da melancólica situação do nosso Programa Antártico. O PROANTAR começa a fazer água, por conta do descaso e da irresponsabilidade da cúpula federal que parece ignorar que o primeiro passo para o delineamento de uma grande estratégia está na aquisição de conhecimento sensível, única fonte verdadeira de poder em qualquer cenário geopolítico. O Brasil aderiu ao Tratado da Antártida em 1975, assim firmando os propósitos de ocupar aquele território com fins pacíficos e de cooperar com a comunidade internacional para o desenvolvimento de pesquisas no extremo sul do planeta. Uma das exigências para a participação de qualquer país como parte consultiva do tratado é a realização de substanciais atividades científicas. Para esse fim, o PROANTAR é elaborado e implementado pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, em consonância com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil .   28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 67.
    A sustentação logísticados projetos decorrentes é, com o apoio precioso da Força Aérea, provida pela Marinha que, com a costumeira abnegação do seu eterno lema, Tudo pela Pátria , vê-se obrigada a lançar mão das migalhas que recebe de um orçamento malversado pelos politiqueiros de Brasília. Pois é; poderia até ser coisa de país sério, de governo preocupado com a inserção do Brasil no cenário político-estratégico internacional no papel de ator, em vez da triste figura de coadjuvante que vem desempenhando através dos séculos. Infelizmente, a realidade atual do PROANTAR é outra. O orçamento vem decaindo sensivelmente desde 1990. Sem recursos – para isso, o governo não tem verbas – o Ary Rongel carece de reparos estruturais indispensáveis, em termos de salvaguarda da vida humana; e que fique este alerta aqui registrado, dedo apontado para o Planalto, caso – Deus não permita - sejamos alcançados por uma tragédia no traiçoeiro Mar de Weddell ou na própria Estação. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 68.
    A Estação estádegradada por falta de uma manutenção aceitável. Recentemente, durante uma faina de reabastecimento de combustível, três tanques desabaram de suas bases apodrecidas, o que poderia ter ocasionado um acidente ecológico grave decorrente do derramamento de óleo. Alguns sistemas vitais se encontram comprometidos: aguada, rede de esgoto, proteção contra incêndios e transferência de energia elétrica. Os módulos estão comidos pela ferrugem; equipamentos inoperantes ou funcionando naquela velha e brasileira base do jeitinho; escadas perigosamente corroídas; anteparas em péssimo estado de conservação; os forros caindo aos pedaços. Os laboratórios precisam ser reformulados, porquanto não atendem às necessidades atuais. A cozinha tem a idade da Estação e precisa ser modernizada. O auditório e a sala de refeições não comportam mais todos os integrantes da Estação no período de inverno. A frigorífica não tem capacidade para receber todos os gêneros que o navio leva, ocasionando perdas de alimentos. 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 69.
    O incinerador tornou-seineficaz. Os paióis não atendem ao volume de sobressalentes e de alimentos. As infiltrações são generalizadas. Equipamentos de pesquisa, como motos de neve, botes, lancha oceanográfica e quadriciclos não operam em condições seguras. Tratores e escavadeiras estão avariados. Os riscos se agravam, porque as comunicações em alta freqüência, que permitem monitorar os pesquisadores que trabalham mais afastados, não são confiáveis. É preciso recuperar a Estação para o Ano Polar Internacional (2007/2008), o evento de maior relevância para a pesquisa mundial dos últimos 40 anos. O Brasil, a persistir esta inércia, poderá até mesmo perder sua posição de membro consultivo do Tratado da Antártida, privilégio de apenas 28 países, os quais decidirão sobre o futuro daquele continente. Pelo jeito, vamos, mais uma vez, perder o bonde da História.   28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 70.
    QUE O SACRIFÍCIODESSES NOBRES COMPANHEIROS NÃO FIQUEM EM VÃO 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO
  • 71.
    GEORDANDI ALVES BARRETO– (CT-FN-Ref) – geordandi2008@gmail.com FONTE: Internet FOTOS (2005) : Cedidas pelo SO (FN-RM1) ROBERTO OLIVEIRA DE CARVALHO 28/2/2012 GEORDANDI ALVES BARRETO