Valdir Guimarães - laboratório de1
Espectro de raios XEspectro de raios X
Os raios X foram descobertos acidentalmente
por W. C. Roentgen em 1895 quando ele
estava trabalhando com tubos de raios
catódicos.
Devido a natureza desconhecida desses
raios penetrantes foi denominado raio X.
raios X corresponde a radiação
eletromagnética de comprimentos de onda
ao redor de 0.1 a 10 A
Valdir Guimarães - laboratório de2
História do raio XHistória do raio X
O primeiro raio-X foi
tirado da mão de sua
esposa mas um ano
depois, em 1986, já era
amplamente aplicado em
medicina tornando-se
uma das grandes
descobertas do século
XX.
Em 1916 raios-X já
eram usados para
inspecionar
cargas de navios.
Valdir Guimarães - laboratório de3
Produção de raio XProdução de raio X
O filamento de tungstênioO filamento de tungstênio
é aquecido pela passagemé aquecido pela passagem
de corrente ( I< 80de corrente ( I< 80 µµA) eA) e
emite elétronsemite elétrons
Elétrons são acelerados porElétrons são acelerados por
uma diferença de potencialuma diferença de potencial
((∆∆V=20 kV ou 30 kV) entreV=20 kV ou 30 kV) entre
o filamento (catodo) e umo filamento (catodo) e um
eletrôdo de Cobre (anôdo).eletrôdo de Cobre (anôdo).
Válvula - produção de raio-X
 Ao atingirem o ânodo de cobre os elétrons são
freados bruscamente, emitindo radiação e
ionizando os átomos de cobre.
 O processo é como um efeito foto-elétrico
invertido.
 Radiação eletromagnética emitida tem vários
cumprimentos de onda.
Valdir Guimarães - laboratório de4
Espectro de raio-X doEspectro de raio-X do
CobreCobre
 Componente continua – bremsstrahlung.Componente continua – bremsstrahlung.
 Componente discreta – ionização do átomoComponente discreta – ionização do átomo
de Cobre (fenômeno de fluorescência).de Cobre (fenômeno de fluorescência).
 Mínimo bem definido para uma dada energiaMínimo bem definido para uma dada energia
dos elétronsdos elétrons,, λmin..
λmin
Valdir Guimarães - laboratório de5
 O fóton de menor comprimento de onda,O fóton de menor comprimento de onda,
λmin, seria emitido quando o elétron, seria emitido quando o elétron
perdesse o máximoperdesse o máximo (toda) de suade sua
energia cinética durante a colisão (K´=0).energia cinética durante a colisão (K´=0).
Parte continua do espectro -Parte continua do espectro -
BremssstrahlungBremssstrahlung
K
K
elétron
K´
núcleo
Fóton de
bremsstrahlung
Efóton = hυ = K – K´
Efóton = hc/λ = K – K´
energia inicial do eletron K = eV = hc/λmin
determinando λmin constante. de Planck
h = eVλmin/c
Valdir Guimarães - laboratório de6
Parte discreta doParte discreta do
espectro de raio Xespectro de raio X
Elétrons do catodo (filamento) se chocam com
os elétrons dos átomos arrancando-os.
A energia do
fóton é dada
pela
diferença de
energia das
órbitas.
No processo de recombinação
Emissão de fótonEmissão de fóton
Idéia de órbitasIdéia de órbitas Niels BohrNiels Bohr
e-
Valdir Guimarães - laboratório de7
Postulado de BohrPostulado de Bohr
• elétrons se movem em órbitas
circulares em torno do núcleo.
• apenas certas órbitas discretas de
energia são permitidas (estados
estacionários).
• os elétrons que se movem numa dessas
órbitas não emitem radiação.
• o momento angular L associado a essa
órbita é um múltiplo inteiro de h, L=nh.
• ao saltar de uma órbita para outra o
elétron solta uma energia E=hv
Mais detalhes experiência do átomo de hidrogênio
Valdir Guimarães - laboratório de8
Os números quânticos
Na notação espectroscópica usamos as letras
s,p,d,f,h...para especifificar os valores de
l = 0, 1, 2, 3, 4, 5…., respectivamente.
Conventionalmente, as camadas são
designadas pelas letras K,L,M...
K , n =1
L , n =2
M , n =3
As sub-camadas correspondem aos
valores de l .
n=4, N
n=3, M
n=2, L
n=1, K
Valdir Guimarães - laboratório de9
notação espectroscópica.notação espectroscópica.
De acordo com a mecânica quântica uma
descrição completa de um estado dos
elétrons requerem 4 números
quânticos, n, l, ml e ms.
Símbolo Nome
n número quântico principal
l número quântico orbital
ml número quântico magnetico
ms número quântico de spin
Valdir Guimarães - laboratório de10
Átomos com muitos
elétrons
Devido ao Princípio de Exclusão de Pauli dois
elétrons não podem ter um mesmo conjundo
de números quânticos (n,l,ml,ms).’ (Wolfgang
Pauli, 1929).
Por exemplo a órbita n =1 (camada K) pode
ter no máximo 2 elétrons.
n l ml ms
1 0 0 +1/2
1 0 0 -1/2Símbolo Valores permitidos
n n=1,2,3,4,…
l l=0,1,2,3,…,(n-1)
ml -l, -l+1,…..,(l-1),+l projeção de L
ms +1/2 and -1/2 projeção de s.
Valdir Guimarães - laboratório de11
preenchimento
Valdir Guimarães - laboratório de12
Valdir Guimarães - laboratório de13
Ionização e De-excitaçãoIonização e De-excitação
e-
n=4, N
n=3, M
n=2, L
n=1, K
K series
L series
M series
Kα
K series
Lα
L series
Valdir Guimarães - laboratório de14
λmin
Valdir Guimarães - laboratório de15
Como medirComo medir
Equipamento para medidas de espectro de raio-X
Lei de Bragg para selecionar os
comprimentos de onda.
Contador Geiger para medir quantidade de
fótons (raio-X)
Medir quantidade de fótons em função de 2θ
LiF
Valdir Guimarães - laboratório de16
Cristal de LiF
Funciona como uma
rede de difração
Raio-X incidente
Raio-X refletido
θ
θ
θ
Lei de Bragg para
determinar λ
Valdir Guimarães - laboratório de17
Conversão deConversão de θθ emem λλ
λ = 2d sen(θ)
Para que haja
interferência
construtiva
Para n=1
Valdir Guimarães - laboratório de18
Contador GeigerContador Geiger
Raio-X
refletido
θ
θ
θgás
Fenda
3mm
Geiger
Raio X de comprimento
de onda dado pela lei
de Bragg
escalímetro
Valdir Guimarães - laboratório de19
Detector GeigerDetector Geiger
O feixe de raios X interage com a janela de
entrada e com o gás do contador Geiger
predominantemente através do efeito foto-
elétrico.
A energia depositada no detector provoca uma
descarga de avalanche e o pulso elétrico
produzido é contado num escalímetro.
Valdir Guimarães - laboratório de20
Espectro de raio – X emEspectro de raio – X em
função da energiafunção da energia
λmin
 Medir número de fótons com o escalímetroMedir número de fótons com o escalímetro
e com o detector Geiger em função dee com o detector Geiger em função de θθ..
 TransformarTransformar θθ emem λ ,λ , λ = 2d sen(θ)

TransformarTransformar λλ em E,em E, Efóton = hc/λ
 Obter espectro de raio – X em termos deObter espectro de raio – X em termos de
energia.energia.
Valdir Guimarães - laboratório de21
Experiência de AbsorçãoExperiência de Absorção
e Fluorescênciae Fluorescência
Medir a absorção de raio-X de um material
em função da energia do raio-X incidente.
Valdir Guimarães - laboratório de22
absorçãoabsorção
O processo de interação predominante dos
raios-X com a matéria de um absorvedor é o
efeito fotoelétrico.
I0 = intensidade
inicial
IT = intensidade
transmitida
Raio-X incidente
A = I0/IT = absortância
A assortância decresce com o aumento da
energia do fóton.
Mas existem descontinuidades de salto
correspondentes ao aumento da absorção
quando a energia do fóton ultrapassa a
energia de ligação de cada camada eletrônica
do elemento absorvedor.
absorvedor
Valdir Guimarães - laboratório de23
0
-5
-8
Energia
de ligação
(keV)
Emissão Absorção
Fluorescência
absorção e re-emissão de raio-X
Valdir Guimarães - laboratório de24
Valdir Guimarães - laboratório de25

Espectro Raio X

  • 1.
    Valdir Guimarães -laboratório de1 Espectro de raios XEspectro de raios X Os raios X foram descobertos acidentalmente por W. C. Roentgen em 1895 quando ele estava trabalhando com tubos de raios catódicos. Devido a natureza desconhecida desses raios penetrantes foi denominado raio X. raios X corresponde a radiação eletromagnética de comprimentos de onda ao redor de 0.1 a 10 A
  • 2.
    Valdir Guimarães -laboratório de2 História do raio XHistória do raio X O primeiro raio-X foi tirado da mão de sua esposa mas um ano depois, em 1986, já era amplamente aplicado em medicina tornando-se uma das grandes descobertas do século XX. Em 1916 raios-X já eram usados para inspecionar cargas de navios.
  • 3.
    Valdir Guimarães -laboratório de3 Produção de raio XProdução de raio X O filamento de tungstênioO filamento de tungstênio é aquecido pela passagemé aquecido pela passagem de corrente ( I< 80de corrente ( I< 80 µµA) eA) e emite elétronsemite elétrons Elétrons são acelerados porElétrons são acelerados por uma diferença de potencialuma diferença de potencial ((∆∆V=20 kV ou 30 kV) entreV=20 kV ou 30 kV) entre o filamento (catodo) e umo filamento (catodo) e um eletrôdo de Cobre (anôdo).eletrôdo de Cobre (anôdo). Válvula - produção de raio-X  Ao atingirem o ânodo de cobre os elétrons são freados bruscamente, emitindo radiação e ionizando os átomos de cobre.  O processo é como um efeito foto-elétrico invertido.  Radiação eletromagnética emitida tem vários cumprimentos de onda.
  • 4.
    Valdir Guimarães -laboratório de4 Espectro de raio-X doEspectro de raio-X do CobreCobre  Componente continua – bremsstrahlung.Componente continua – bremsstrahlung.  Componente discreta – ionização do átomoComponente discreta – ionização do átomo de Cobre (fenômeno de fluorescência).de Cobre (fenômeno de fluorescência).  Mínimo bem definido para uma dada energiaMínimo bem definido para uma dada energia dos elétronsdos elétrons,, λmin.. λmin
  • 5.
    Valdir Guimarães -laboratório de5  O fóton de menor comprimento de onda,O fóton de menor comprimento de onda, λmin, seria emitido quando o elétron, seria emitido quando o elétron perdesse o máximoperdesse o máximo (toda) de suade sua energia cinética durante a colisão (K´=0).energia cinética durante a colisão (K´=0). Parte continua do espectro -Parte continua do espectro - BremssstrahlungBremssstrahlung K K elétron K´ núcleo Fóton de bremsstrahlung Efóton = hυ = K – K´ Efóton = hc/λ = K – K´ energia inicial do eletron K = eV = hc/λmin determinando λmin constante. de Planck h = eVλmin/c
  • 6.
    Valdir Guimarães -laboratório de6 Parte discreta doParte discreta do espectro de raio Xespectro de raio X Elétrons do catodo (filamento) se chocam com os elétrons dos átomos arrancando-os. A energia do fóton é dada pela diferença de energia das órbitas. No processo de recombinação Emissão de fótonEmissão de fóton Idéia de órbitasIdéia de órbitas Niels BohrNiels Bohr e-
  • 7.
    Valdir Guimarães -laboratório de7 Postulado de BohrPostulado de Bohr • elétrons se movem em órbitas circulares em torno do núcleo. • apenas certas órbitas discretas de energia são permitidas (estados estacionários). • os elétrons que se movem numa dessas órbitas não emitem radiação. • o momento angular L associado a essa órbita é um múltiplo inteiro de h, L=nh. • ao saltar de uma órbita para outra o elétron solta uma energia E=hv Mais detalhes experiência do átomo de hidrogênio
  • 8.
    Valdir Guimarães -laboratório de8 Os números quânticos Na notação espectroscópica usamos as letras s,p,d,f,h...para especifificar os valores de l = 0, 1, 2, 3, 4, 5…., respectivamente. Conventionalmente, as camadas são designadas pelas letras K,L,M... K , n =1 L , n =2 M , n =3 As sub-camadas correspondem aos valores de l . n=4, N n=3, M n=2, L n=1, K
  • 9.
    Valdir Guimarães -laboratório de9 notação espectroscópica.notação espectroscópica. De acordo com a mecânica quântica uma descrição completa de um estado dos elétrons requerem 4 números quânticos, n, l, ml e ms. Símbolo Nome n número quântico principal l número quântico orbital ml número quântico magnetico ms número quântico de spin
  • 10.
    Valdir Guimarães -laboratório de10 Átomos com muitos elétrons Devido ao Princípio de Exclusão de Pauli dois elétrons não podem ter um mesmo conjundo de números quânticos (n,l,ml,ms).’ (Wolfgang Pauli, 1929). Por exemplo a órbita n =1 (camada K) pode ter no máximo 2 elétrons. n l ml ms 1 0 0 +1/2 1 0 0 -1/2Símbolo Valores permitidos n n=1,2,3,4,… l l=0,1,2,3,…,(n-1) ml -l, -l+1,…..,(l-1),+l projeção de L ms +1/2 and -1/2 projeção de s.
  • 11.
    Valdir Guimarães -laboratório de11 preenchimento
  • 12.
    Valdir Guimarães -laboratório de12
  • 13.
    Valdir Guimarães -laboratório de13 Ionização e De-excitaçãoIonização e De-excitação e- n=4, N n=3, M n=2, L n=1, K K series L series M series Kα K series Lα L series
  • 14.
    Valdir Guimarães -laboratório de14 λmin
  • 15.
    Valdir Guimarães -laboratório de15 Como medirComo medir Equipamento para medidas de espectro de raio-X Lei de Bragg para selecionar os comprimentos de onda. Contador Geiger para medir quantidade de fótons (raio-X) Medir quantidade de fótons em função de 2θ LiF
  • 16.
    Valdir Guimarães -laboratório de16 Cristal de LiF Funciona como uma rede de difração Raio-X incidente Raio-X refletido θ θ θ Lei de Bragg para determinar λ
  • 17.
    Valdir Guimarães -laboratório de17 Conversão deConversão de θθ emem λλ λ = 2d sen(θ) Para que haja interferência construtiva Para n=1
  • 18.
    Valdir Guimarães -laboratório de18 Contador GeigerContador Geiger Raio-X refletido θ θ θgás Fenda 3mm Geiger Raio X de comprimento de onda dado pela lei de Bragg escalímetro
  • 19.
    Valdir Guimarães -laboratório de19 Detector GeigerDetector Geiger O feixe de raios X interage com a janela de entrada e com o gás do contador Geiger predominantemente através do efeito foto- elétrico. A energia depositada no detector provoca uma descarga de avalanche e o pulso elétrico produzido é contado num escalímetro.
  • 20.
    Valdir Guimarães -laboratório de20 Espectro de raio – X emEspectro de raio – X em função da energiafunção da energia λmin  Medir número de fótons com o escalímetroMedir número de fótons com o escalímetro e com o detector Geiger em função dee com o detector Geiger em função de θθ..  TransformarTransformar θθ emem λ ,λ , λ = 2d sen(θ)  TransformarTransformar λλ em E,em E, Efóton = hc/λ  Obter espectro de raio – X em termos deObter espectro de raio – X em termos de energia.energia.
  • 21.
    Valdir Guimarães -laboratório de21 Experiência de AbsorçãoExperiência de Absorção e Fluorescênciae Fluorescência Medir a absorção de raio-X de um material em função da energia do raio-X incidente.
  • 22.
    Valdir Guimarães -laboratório de22 absorçãoabsorção O processo de interação predominante dos raios-X com a matéria de um absorvedor é o efeito fotoelétrico. I0 = intensidade inicial IT = intensidade transmitida Raio-X incidente A = I0/IT = absortância A assortância decresce com o aumento da energia do fóton. Mas existem descontinuidades de salto correspondentes ao aumento da absorção quando a energia do fóton ultrapassa a energia de ligação de cada camada eletrônica do elemento absorvedor. absorvedor
  • 23.
    Valdir Guimarães -laboratório de23 0 -5 -8 Energia de ligação (keV) Emissão Absorção Fluorescência absorção e re-emissão de raio-X
  • 24.
    Valdir Guimarães -laboratório de24
  • 25.
    Valdir Guimarães -laboratório de25