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De Professor para Professor... 
Público alvo: Acadêmicos dos Cursos de Pedagogia e Letras da FAVALE 
Carangola, MG – Outubro/ 2013
Fabíola Garcia de Oliveira - Arte-Educadora 
• Licenciatura Plena em Educação Artística, em 2004, pelo UBM - Centro 
Universitário de Barra Mansa / RJ. 
• Pós-Graduada em Ensino de Arte, Estética Moderna e Contemporânea, em 
2007, pelo UBM – Centro Universitário de Barra Mansa / RJ. 
• Professora da disciplina Arte: 
Anos iniciais (1º ao 5º) no estado de SP – cidade de Cachoeira Paulista (Rede 
Pública e Privada) 
Anos Finais (6º ao 9º) no estado do RJ – cidades Volta Redonda e Barra Mansa 
(Rede Pública). 
Cidade de Carangola – Escola Municipal Santa Luzia 
Cidade de Porciúncula – Escola Municipal Orlinda Veiga 
• Analista Educacional PIP CBC – SRE Carangola
Abrangência: 
Arte fora da Escola Arte dentro da Escola 
através do Professor 
Regente nos anos 
iniciais e do Professor 
Específico nos anos 
finais do Ensino 
Fundamental. 
LDB – Lei 9394/96de Diretrizes e Bases 
da Educação 
PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais 
CBC – Currículo Básico Comum da SEE/MG
Arte = Substantivo Feminino. Capacidade humana de criação 
com vistas a certos resultados. 
Cultura = Substantivo Feminino. O complexo dos padrões de 
comportamento, das crenças, das instituições, das 
manifestações artísticas, intelectuais, etc., transmitidos 
coletivamente, e típicos de uma sociedade. 
Fonte: Aurélio
Artesanato : 
Ligado a um sentido utilitário 
Arte: 
Ligado a um conceito de 
expressão
Arte fora da Escola
LDB – Lei 9394/96de Diretrizes e Bases da Educação 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional (LDB nº 9.394) de 20 de dezembro 
de 1996, estabelece em seu artigo 26, 
parágrafo 2º: 
“O ensino da arte constituirá componente 
curricular obrigatório, nos diversos níveis da 
educação básica, de forma a promover o 
desenvolvimento cultural dos alunos”.
PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais 
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais 
de Arte: 
“São características desse novo marco curricular 
as reivindicações de identificar a área por arte 
e não mais por educação artística, e de incluí-la 
na estrutura curricular como área com 
conteúdos próprios ligados à cultura artística, 
e não apenas como atividade”.
CBC – Currículo Básico Comum da SEE/MG 
Conteúdo Básico Comum instituído pela SEE/MG, CONSIDERA: 
 Carga horária obrigatória, definida pela Secretaria de Estado de Educação 
de Minas Gerais para a disciplina Arte, no segundo segmento do Ensino 
Fundamental de 40 horas/aula em cada série, perfazendo 160 horas. 
 Indica-se que a escola abra espaços para atividades artísticas em outros 
momentos curriculares, orientadas por professores e profissionais 
especialistas, dentro de suas possibilidades. 
 A área de conhecimento ARTE é ampla e engloba para fins de estudo, no 
ensino fundamental, quatro áreas específicas: artes visuais, dança, música e 
teatro. Para cada uma delas, é necessário um professor especialista e 
condições mínimas de infra-estrutura para que seu ensino seja significativo. 
Fica claro que é extremamente desejável que sejam feitos projetos 
conjuntos integrados, desde que o conhecimento específico de cada área de 
expressão seja construído.
 Maior compromisso com a cultura e com a história. 
 Ênfase na inter-relação entre o fazer, a leitura da obra de 
Arte (apreciação interpretativa) e a contextualização 
histórica, social, antropológica e estética. 
VER 
FAZER 
CONTEXTUALIZAR 
Essas ações são baseada na 
Abordagem Triangular, organizada 
pela pesquisadora e Arte-Educadora 
Ana Mae Barbosa no final da década 
de 1980.
 Não é só uma mudança de terminologia que a nova lei 
Se a arte não é tratada como um conhecimento, mas 
somente como “um grito da alma”, não estaremos 
oferecendo uma educação nem no sentido cognitivo, nem 
no sentido emocional. 
propõe. 
 Nascida da luta de Arte-Educadores em todo o país, a nova 
LDB gerou documentos que reafirmam a presença da arte 
na escola.
O objetivo maior, então, não é simplesmente propiciar 
que os alunos conheçam Picasso, Portinari ou Cezanne, 
mas que eles possam perceber e conhecer como o 
homem e a mulher, em tempos e lugares diferentes 
puderam falar de seus sonhos e de seus desejos, de sua 
cultura, de sua realidade e de suas esperanças e 
desesperanças, de seu modo singular de pesquisar a 
materialidade por intermédio da linguagem da Arte.
Arte dentro da Escola através do Professor Regente nos anos 
iniciais e do Professor Específico nos anos finais do Ensino 
Fundamental. 
... Antes de ser preparado para explicar a 
importância da arte na educação, o professor 
deverá estar preparado para entender e explicar a 
função da arte para o indivíduo e a sociedade. 
O papel da arte na educação é grandemente 
afetado pelo modo como o professor e o aluno 
vêem o papel da arte fora da escola...
 A falta de uma preparação de pessoal para 
entender e gostar de Arte ANTES de ensiná-la 
é um problema crucial, nos levando muitas 
vezes a confundir 
IMPROVISAÇÃO com CRIATIVIDADE. 
“A inspiração existe, mas ela deve nos encontrar trabalhando”. 
Pablo Picasso
O que é importante ser ensinado em Artes? 
Como os conteúdos de aprendizagem em 
Artes podem ser organizados? 
Como os alunos aprendem Arte?
VER 
FAZER CONTEXTUALIZAR
A leitura de obra de arte envolve o questionamento, 
a busca, a descoberta e o despertar da capacidade 
crítica dos alunos. 
Segundo Ana Mae, é importantíssimo ressaltar que o 
objetivo de interpretação é a obra e não o artista, 
não justificando processos adivinhatórios na 
tentativa de descobrir as “intenções do artista”.
Ação do domínio da prática artística, por 
exemplo, o trabalho em ateliê, salas ambientes, 
aulas práticas, etc.
Operar no domínio da História da Arte e outras 
áreas de conhecimento necessárias para 
determinado programa de ensino. Estabelece-se 
relações que permitam a interdisciplinaridade 
no processo ensino-aprendizagem.
Paulo Freire diz que: 
“A opção realmente libertadora 
recusa de um lado uma prática 
manipuladora, de outro uma 
prática espontaneísta. 
A manipulação é castradora, 
por isso autoritária. O 
espontaneismo é licencioso, 
por isso irresponsável”.
Nesse sentido, o professor não ensina como 
ler, pois não há uma leitura como a mais 
correta, há atribuições de sentidos 
construídos pelo leitor em função das 
informações e dos seus interesses no 
momento. 
Não se trata, tão pouco de uma visão 
espontaneísta, na qual a criança está exposta 
a imagens sem problematizar, sem refletir 
sobre o que olha.
A criação em seu sentido mais significativo e 
mais profundo, tem como uma das premissas a 
percepção consciente: 
A CRIAÇÃO NÃO É AO ACASO 
Ela deve ser acompanhada, orientada, instigada 
e consciente!
Nas perguntas que o homem faz, nas soluções 
que encontra, ao agir, ao imaginar, ao sonhar, 
sempre o homem relaciona e forma. 
Essa é a criatividade consciente!
A arte na Educação 
infantil tem papel 
fundamental na 
construção de um 
indivíduo crítico, 
fornecendo-lhe 
experiências que o 
ajude a refletir, 
desenvolver valores, 
sentimentos, emoções 
e uma visão 
questionadora do 
mundo que o cerca.
De acordo com Edith Derdyk, 
"a criança, ser global, mescla suas 
manifestações expressivas: canta ao 
desenhar, pinta o corpo ao representar, 
dança enquanto canta, desenha enquanto 
ouve histórias, representa enquanto fala". 
Edith Derdyk fez o curso de Licenciatura em 
Artes Plásticas pela FAAP, Realizou inúmeros 
trabalhos gráficos como capas de livro, capas de 
disco e ilustrações, e escreveu e ilustrou 3 livros 
infantis.
É necessário começar a educar o olhar da criança 
desde a Educação Infantil, lembrando que a infância 
é a época das descobertas, das aventuras e magias. 
Portanto, o professor deve oferecer condições que 
estimule a criatividade, a pesquisa e a criação, 
fazendo com que a criança perceba e valorize os 
hábitos, costumes e o modo de pensar e agir de 
outros povos.
Um exercício...
Imagens do cotidiano dos alunos:
Imagens de cenas reais...
Cores Linhas 
Formas 
Texturas
Beatriz Milhazes
Paul Klee
Gustavo Rosa
Arte Rupestre
Desenho com carvão no papel de embrulho
Desenho na areia
Para a criança o desenho é 
um campo imaginário e 
sonhador. Nós, educadores, 
precisamos estar atentos e 
considerar a individualidade 
de cada educando, levando-se 
em conta a fase de 
desenvolvimento do trabalho 
artístico de cada um. Afinal, a 
expressão gráfica da criança 
varia com a idade, o meio, os 
estímulos e as vivências 
próprias.
O processo de construção na infância se dá 
de forma mais agradável, divertida e 
integrada através da valorização do brincar, 
contribuindo com o desenvolvimento de sua 
sensibilidade. 
As atividades lúdicas auxiliam diretamente 
no desenvolvimento de sua expressão, nas 
relações afetivas com o mundo, com as 
pessoas e com os objetos.
Desta forma, se envolvermos a criança num 
contexto social e conseguirmos organizar as 
ideias para que ela invente, crie e construa, a 
linguagem da arte se fará presente na Educação 
Infantil, ajudando a criança a fazer por si só as 
várias leituras de mundo.
Quais são os reflexos e resultados desse 
trabalho contextualizado na Educação Infantil?
Queremos e precisamos nos desprender de qualquer 
amarra que nos impeça de pensar criativamente. 
Vamos nos libertar dos Estereótipos. 
O que nós queremos é colher os frutos de um trabalho 
transformador plantado na Educação Infantil. 
A maneira como o aluno chega nos anos finais do Ensino 
Fundamental em relação à Arte e ao Desenho é 
completamente comprometida com a forma de como 
esses conhecimentos foram trabalhados nos anos 
iniciais
Os Estereótipos 
Como exterminar esses vilões da 
Criatividade?
Todos nós professores certamente já nos 
deparamos com os famosos desenhos 
estereotipados, que os alunos aprendem a fazer 
desde sempre (ao que parece). 
Apesar de “lindinhos” e “bem feitos”, esses 
desenhos são um verdadeiro vírus maligno para a 
criatividade dos alunos, além de dar uma grande 
dor de cabeça aos professores que querem 
realmente fazer um trabalho que produza os 
frutos que o ensino contextualizado da Arte pode 
trazer.
Sempre os mesmos, cansativamente repetidos, 
eles estão em todos os lugares, mas 
principalmente nas escolas. 
É lá onde podemos apreciar a maior quantidade e 
variedade deles, é onde melhor podemos 
acompanhar sua utilização. Os vemos nos murais, 
nas janelas, nas portas, nas paredes, nos materiais 
didáticos, nos trabalhos das crianças... 
Todos gostam, e as crianças desde cedo 
aprendem a amar os estereótipos.
 Se as crianças adoram? 
 Se seus pais também? 
 Se os professores se sentem bem fazendo? 
 Se os diretores têm orgulho de ter a escola 
enfeitada? 
 Por que combatê-los? 
 Por que não aceitá-los?
Não podemos aceitá-los porque como 
educadores, acreditamos no poder de 
criatividade das pessoas, na 
individualidade de cada ser humano, 
acreditamos na necessidade vital que a 
criança tem de se expressar; porque 
somos contra a acomodação e 
desejamos a transformação.
Admirando os estereótipos as crianças querem 
imitá-los e copiá-los: dos murais, das cartilhas, das 
folhas mimeografadas, etc. Assim, aos poucos, vão 
desaprendendo o seu próprio desenho, perdendo a 
expressão individual e a confiança nos seus traços, 
começando a considerá-los “feios” ou “mal feitos”.
Algumas crianças dizem então “não saber desenhar” e 
com isso estão querendo dizer que “não sabem fazer 
estereótipos”, que “não sabem desenhar igual à 
professora”. Estão, em última análise, mostrando que já 
se tornaram inseguras em relação ao desenho, não 
acreditam que são capazes.
Vejamos como alunos de 
diferentes escolas, diferentes 
classes sociais, diferentes 
contextos, diferentes professores, 
possuem a mesma forma de 
desenharem paisagem...
Se o professor solicitar à uma criança já “dominada” 
pelo estereótipo, que desenhe o local onde mora, 
certamente sairá como estes desenhos...
...Mesmo que a casa dela não seja assim, mesmo 
que perto da casa dela não tenha uma árvore e 
independente do tempo, sempre haverá um sol 
com nuvens e gaivotas.
O desenho estereotipado se justifica porque 
as crianças os identificam como aceitos, um 
tipo de desenho que elas “não erram” ao 
realizá-lo. 
Esses desenhos estereotipados, no entanto, 
acabam por limitar as descobertas visuais e 
a capacidade de expressão das crianças, 
reduzindo seu repertório visual e expressivo.
Assim, propor desafios para os alunos 
desenharem, descobrindo, com o 
professor, novas maneiras de realizar 
esses desenhos consagrados amplia o 
conhecimento e desenvolve a expressão.
Vamos discutir sobre a possibilidade de fazer 
o desenho de um modo novo, que fuja ao 
lugar comum. 
Vamos rever com nossos alunos as condições 
desse trabalho de arte, que é o de procurar 
conhecer o que se vai representar, observar 
ou mesmo imaginar esse objeto ou situação 
de um jeito diferente do habitual, buscar 
novas formas de representá-lo.
O Ensino de Arte Contemporâneo quer provocar os 
professores e alunos a pensarem sobre o modo de ser 
da representação artística, descolada da ideia de cópia 
fidedigna da realidade.
• Afastar Estereótipos; 
• Aguçar a Criatividade; 
• Ver; 
• Olhar; 
• Ler Imagens; 
• Criar e Contextualizar!
Sequência da nova metodologia e propostas de atividades...
Quem melhor conhece os alunos é o professor, que está junto deles na 
sala de aula e conhece a sua realidade e a sua cultura. Portanto, o 
professor, quem pode melhor pensar e produzir seu planejamento 
referenciado pelo CBC e também o próprio material didático, de acordo 
com a estrutura da escola a sua disposição. Isso não significa que os 
livros de Art, Cultura e História e devem ser dispensados. Uma boa 
biblioteca é fundamental, tanto para os alunos quanto para os 
professores.
Outros aspectos também devem ser considerados tanto 
na concepção do Planejamento quanto na elaboração e 
uso do material didático com os alunos. Um desses 
aspectos é que o material didático não funciona como uma 
receita passo a passo. Os processos de criação e o ensino 
de Artes Visuais não acontecem de forma retilínea, assim 
como os resultados, ou seja, os trabalhos dos alunos 
também nunca são iguais. 
Por isso deve ser considerada a subjetividade do aluno, 
que é o jeito próprio de cada um interpretar e expressar o 
que apreendeu na arte e na própria vida.
Em pesquisa realizada com adultos universitários, a maioria revelou que 
não conheceu ou não se lembrava de bons materiais didáticos na 
disciplina de Arte durante o período no qual cursou o ensino fundamental e 
o ensino médio. A maioria revelou também que as atividades eram 
baseadas em desenhos com modelos repetitivos para colorir ou em 
exercícios de livre expressão. 
Atividades dessa natureza tornam o processo empobrecido e 
raramente favorecem a construção de conhecimentos em arte, quando não 
colaboram para a construção de compreensões equivocadas das Artes 
Visuais.
O material não precisa ser complexo, mas deve ser 
instigante e despertar a curiosidade dos alunos, deve “tocá-los 
esteticamente”, no sentido de provocar estímulos e 
interesse em saber do que se trata, do que é feito, da 
possibilidade de experimentá-lo e apreendê-lo etc. 
Muitas vezes o material nem precisa ser, 
necessariamente, um objeto de arte, mas deve ser um 
objeto estético, deve relacionar e estabelecer ligações e 
conexões com o universo das Artes Visuais. 
Jornais, revistas, reportagens, publicidade, fotografias, 
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de uma determinada época, etc...
Na prática...
Experimentação – Zootropo artesanal
Experimentação – Programa Stop Motion
Interface de Arte com Língua Portuguesa – 9º ano
Releitura Cênica – 8º ano
Professora Rilmair 
E. E. Melo Viana, em Divino
9º ano
Professora Vanessa – Apresentação Teatral / E. E. Interventor Julio de Carvalho
E. E. Prefeito Jayme Toledo 
Interpretação de Charges e Tirinhas
E. E. Nascimento Leal – 9º ano
As 7 Maravilhas do Mundo Moderno 
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E. E. Dornelas 
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Casamento na Roça – Cândido Portinari 
O Quadro Amarelo, Vermelho e Azul - 
Kandinsky
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uma arte que espelhe seu tempo. 
O que os une é um posicionamento, muitas 
vezes contestador e sempre inovador, diante 
das radicais mudanças trazidas pela sociedade 
industrial.
"A principal meta da educação é criar homens que 
sejam capazes de fazer coisas novas, não 
simplesmente repetir o que outras gerações já 
fizeram. Homens que sejam criadores, 
inventores, descobridores. A segunda meta da 
educação é formar mentes que estejam em 
condições de criticar, verificar e não aceitar tudo 
que a elas se propõe." 
(Jean Piaget)
• Katia Canton, Explicando a Arte Moderna; 
• Ana Mae Barbosa, Inquietações e Mudanças no Ensino 
da Arte; 
• Fayga Ostrower, Processos de Criação; 
• MaryAnn Kohl, Descobrindo Grandes Artistas; 
• Material Didático 2005, Museu Lasar Segall; 
• Maria Heloía Ferraz e Maria Fusari, Metodologia do 
Ensino de Arte; 
• Mirian Celeste, Gisa Picosque e M. Terezinha Telles, 
Didática do Ensino de Arte; 
• Art’BR – Material Didático
Contato: Fabíola Garcia de Oliveira 
Arte-Educadora 
Email: fabiola.oliveira@educacao.mg.gov.br 
Blog: articulandonaescola.blogspot.com.br

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  • 1. De Professor para Professor... Público alvo: Acadêmicos dos Cursos de Pedagogia e Letras da FAVALE Carangola, MG – Outubro/ 2013
  • 2. Fabíola Garcia de Oliveira - Arte-Educadora • Licenciatura Plena em Educação Artística, em 2004, pelo UBM - Centro Universitário de Barra Mansa / RJ. • Pós-Graduada em Ensino de Arte, Estética Moderna e Contemporânea, em 2007, pelo UBM – Centro Universitário de Barra Mansa / RJ. • Professora da disciplina Arte: Anos iniciais (1º ao 5º) no estado de SP – cidade de Cachoeira Paulista (Rede Pública e Privada) Anos Finais (6º ao 9º) no estado do RJ – cidades Volta Redonda e Barra Mansa (Rede Pública). Cidade de Carangola – Escola Municipal Santa Luzia Cidade de Porciúncula – Escola Municipal Orlinda Veiga • Analista Educacional PIP CBC – SRE Carangola
  • 3.
  • 4.
  • 5.
  • 6. Abrangência: Arte fora da Escola Arte dentro da Escola através do Professor Regente nos anos iniciais e do Professor Específico nos anos finais do Ensino Fundamental. LDB – Lei 9394/96de Diretrizes e Bases da Educação PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais CBC – Currículo Básico Comum da SEE/MG
  • 7. Arte = Substantivo Feminino. Capacidade humana de criação com vistas a certos resultados. Cultura = Substantivo Feminino. O complexo dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições, das manifestações artísticas, intelectuais, etc., transmitidos coletivamente, e típicos de uma sociedade. Fonte: Aurélio
  • 8. Artesanato : Ligado a um sentido utilitário Arte: Ligado a um conceito de expressão
  • 9. Arte fora da Escola
  • 10.
  • 11. LDB – Lei 9394/96de Diretrizes e Bases da Educação A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9.394) de 20 de dezembro de 1996, estabelece em seu artigo 26, parágrafo 2º: “O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”.
  • 12. PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte: “São características desse novo marco curricular as reivindicações de identificar a área por arte e não mais por educação artística, e de incluí-la na estrutura curricular como área com conteúdos próprios ligados à cultura artística, e não apenas como atividade”.
  • 13. CBC – Currículo Básico Comum da SEE/MG Conteúdo Básico Comum instituído pela SEE/MG, CONSIDERA:  Carga horária obrigatória, definida pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais para a disciplina Arte, no segundo segmento do Ensino Fundamental de 40 horas/aula em cada série, perfazendo 160 horas.  Indica-se que a escola abra espaços para atividades artísticas em outros momentos curriculares, orientadas por professores e profissionais especialistas, dentro de suas possibilidades.  A área de conhecimento ARTE é ampla e engloba para fins de estudo, no ensino fundamental, quatro áreas específicas: artes visuais, dança, música e teatro. Para cada uma delas, é necessário um professor especialista e condições mínimas de infra-estrutura para que seu ensino seja significativo. Fica claro que é extremamente desejável que sejam feitos projetos conjuntos integrados, desde que o conhecimento específico de cada área de expressão seja construído.
  • 14.  Maior compromisso com a cultura e com a história.  Ênfase na inter-relação entre o fazer, a leitura da obra de Arte (apreciação interpretativa) e a contextualização histórica, social, antropológica e estética. VER FAZER CONTEXTUALIZAR Essas ações são baseada na Abordagem Triangular, organizada pela pesquisadora e Arte-Educadora Ana Mae Barbosa no final da década de 1980.
  • 15.  Não é só uma mudança de terminologia que a nova lei Se a arte não é tratada como um conhecimento, mas somente como “um grito da alma”, não estaremos oferecendo uma educação nem no sentido cognitivo, nem no sentido emocional. propõe.  Nascida da luta de Arte-Educadores em todo o país, a nova LDB gerou documentos que reafirmam a presença da arte na escola.
  • 16. O objetivo maior, então, não é simplesmente propiciar que os alunos conheçam Picasso, Portinari ou Cezanne, mas que eles possam perceber e conhecer como o homem e a mulher, em tempos e lugares diferentes puderam falar de seus sonhos e de seus desejos, de sua cultura, de sua realidade e de suas esperanças e desesperanças, de seu modo singular de pesquisar a materialidade por intermédio da linguagem da Arte.
  • 17. Arte dentro da Escola através do Professor Regente nos anos iniciais e do Professor Específico nos anos finais do Ensino Fundamental. ... Antes de ser preparado para explicar a importância da arte na educação, o professor deverá estar preparado para entender e explicar a função da arte para o indivíduo e a sociedade. O papel da arte na educação é grandemente afetado pelo modo como o professor e o aluno vêem o papel da arte fora da escola...
  • 18.  A falta de uma preparação de pessoal para entender e gostar de Arte ANTES de ensiná-la é um problema crucial, nos levando muitas vezes a confundir IMPROVISAÇÃO com CRIATIVIDADE. “A inspiração existe, mas ela deve nos encontrar trabalhando”. Pablo Picasso
  • 19. O que é importante ser ensinado em Artes? Como os conteúdos de aprendizagem em Artes podem ser organizados? Como os alunos aprendem Arte?
  • 21. A leitura de obra de arte envolve o questionamento, a busca, a descoberta e o despertar da capacidade crítica dos alunos. Segundo Ana Mae, é importantíssimo ressaltar que o objetivo de interpretação é a obra e não o artista, não justificando processos adivinhatórios na tentativa de descobrir as “intenções do artista”.
  • 22. Ação do domínio da prática artística, por exemplo, o trabalho em ateliê, salas ambientes, aulas práticas, etc.
  • 23. Operar no domínio da História da Arte e outras áreas de conhecimento necessárias para determinado programa de ensino. Estabelece-se relações que permitam a interdisciplinaridade no processo ensino-aprendizagem.
  • 24. Paulo Freire diz que: “A opção realmente libertadora recusa de um lado uma prática manipuladora, de outro uma prática espontaneísta. A manipulação é castradora, por isso autoritária. O espontaneismo é licencioso, por isso irresponsável”.
  • 25. Nesse sentido, o professor não ensina como ler, pois não há uma leitura como a mais correta, há atribuições de sentidos construídos pelo leitor em função das informações e dos seus interesses no momento. Não se trata, tão pouco de uma visão espontaneísta, na qual a criança está exposta a imagens sem problematizar, sem refletir sobre o que olha.
  • 26. A criação em seu sentido mais significativo e mais profundo, tem como uma das premissas a percepção consciente: A CRIAÇÃO NÃO É AO ACASO Ela deve ser acompanhada, orientada, instigada e consciente!
  • 27. Nas perguntas que o homem faz, nas soluções que encontra, ao agir, ao imaginar, ao sonhar, sempre o homem relaciona e forma. Essa é a criatividade consciente!
  • 28.
  • 29. A arte na Educação infantil tem papel fundamental na construção de um indivíduo crítico, fornecendo-lhe experiências que o ajude a refletir, desenvolver valores, sentimentos, emoções e uma visão questionadora do mundo que o cerca.
  • 30. De acordo com Edith Derdyk, "a criança, ser global, mescla suas manifestações expressivas: canta ao desenhar, pinta o corpo ao representar, dança enquanto canta, desenha enquanto ouve histórias, representa enquanto fala". Edith Derdyk fez o curso de Licenciatura em Artes Plásticas pela FAAP, Realizou inúmeros trabalhos gráficos como capas de livro, capas de disco e ilustrações, e escreveu e ilustrou 3 livros infantis.
  • 31. É necessário começar a educar o olhar da criança desde a Educação Infantil, lembrando que a infância é a época das descobertas, das aventuras e magias. Portanto, o professor deve oferecer condições que estimule a criatividade, a pesquisa e a criação, fazendo com que a criança perceba e valorize os hábitos, costumes e o modo de pensar e agir de outros povos.
  • 33. Imagens do cotidiano dos alunos:
  • 34. Imagens de cenas reais...
  • 36.
  • 41. Desenho com carvão no papel de embrulho
  • 43. Para a criança o desenho é um campo imaginário e sonhador. Nós, educadores, precisamos estar atentos e considerar a individualidade de cada educando, levando-se em conta a fase de desenvolvimento do trabalho artístico de cada um. Afinal, a expressão gráfica da criança varia com a idade, o meio, os estímulos e as vivências próprias.
  • 44. O processo de construção na infância se dá de forma mais agradável, divertida e integrada através da valorização do brincar, contribuindo com o desenvolvimento de sua sensibilidade. As atividades lúdicas auxiliam diretamente no desenvolvimento de sua expressão, nas relações afetivas com o mundo, com as pessoas e com os objetos.
  • 45. Desta forma, se envolvermos a criança num contexto social e conseguirmos organizar as ideias para que ela invente, crie e construa, a linguagem da arte se fará presente na Educação Infantil, ajudando a criança a fazer por si só as várias leituras de mundo.
  • 46. Quais são os reflexos e resultados desse trabalho contextualizado na Educação Infantil?
  • 47. Queremos e precisamos nos desprender de qualquer amarra que nos impeça de pensar criativamente. Vamos nos libertar dos Estereótipos. O que nós queremos é colher os frutos de um trabalho transformador plantado na Educação Infantil. A maneira como o aluno chega nos anos finais do Ensino Fundamental em relação à Arte e ao Desenho é completamente comprometida com a forma de como esses conhecimentos foram trabalhados nos anos iniciais
  • 48. Os Estereótipos Como exterminar esses vilões da Criatividade?
  • 49. Todos nós professores certamente já nos deparamos com os famosos desenhos estereotipados, que os alunos aprendem a fazer desde sempre (ao que parece). Apesar de “lindinhos” e “bem feitos”, esses desenhos são um verdadeiro vírus maligno para a criatividade dos alunos, além de dar uma grande dor de cabeça aos professores que querem realmente fazer um trabalho que produza os frutos que o ensino contextualizado da Arte pode trazer.
  • 50. Sempre os mesmos, cansativamente repetidos, eles estão em todos os lugares, mas principalmente nas escolas. É lá onde podemos apreciar a maior quantidade e variedade deles, é onde melhor podemos acompanhar sua utilização. Os vemos nos murais, nas janelas, nas portas, nas paredes, nos materiais didáticos, nos trabalhos das crianças... Todos gostam, e as crianças desde cedo aprendem a amar os estereótipos.
  • 51.  Se as crianças adoram?  Se seus pais também?  Se os professores se sentem bem fazendo?  Se os diretores têm orgulho de ter a escola enfeitada?  Por que combatê-los?  Por que não aceitá-los?
  • 52. Não podemos aceitá-los porque como educadores, acreditamos no poder de criatividade das pessoas, na individualidade de cada ser humano, acreditamos na necessidade vital que a criança tem de se expressar; porque somos contra a acomodação e desejamos a transformação.
  • 53. Admirando os estereótipos as crianças querem imitá-los e copiá-los: dos murais, das cartilhas, das folhas mimeografadas, etc. Assim, aos poucos, vão desaprendendo o seu próprio desenho, perdendo a expressão individual e a confiança nos seus traços, começando a considerá-los “feios” ou “mal feitos”.
  • 54. Algumas crianças dizem então “não saber desenhar” e com isso estão querendo dizer que “não sabem fazer estereótipos”, que “não sabem desenhar igual à professora”. Estão, em última análise, mostrando que já se tornaram inseguras em relação ao desenho, não acreditam que são capazes.
  • 55. Vejamos como alunos de diferentes escolas, diferentes classes sociais, diferentes contextos, diferentes professores, possuem a mesma forma de desenharem paisagem...
  • 56. Se o professor solicitar à uma criança já “dominada” pelo estereótipo, que desenhe o local onde mora, certamente sairá como estes desenhos...
  • 57. ...Mesmo que a casa dela não seja assim, mesmo que perto da casa dela não tenha uma árvore e independente do tempo, sempre haverá um sol com nuvens e gaivotas.
  • 58. O desenho estereotipado se justifica porque as crianças os identificam como aceitos, um tipo de desenho que elas “não erram” ao realizá-lo. Esses desenhos estereotipados, no entanto, acabam por limitar as descobertas visuais e a capacidade de expressão das crianças, reduzindo seu repertório visual e expressivo.
  • 59. Assim, propor desafios para os alunos desenharem, descobrindo, com o professor, novas maneiras de realizar esses desenhos consagrados amplia o conhecimento e desenvolve a expressão.
  • 60. Vamos discutir sobre a possibilidade de fazer o desenho de um modo novo, que fuja ao lugar comum. Vamos rever com nossos alunos as condições desse trabalho de arte, que é o de procurar conhecer o que se vai representar, observar ou mesmo imaginar esse objeto ou situação de um jeito diferente do habitual, buscar novas formas de representá-lo.
  • 61. O Ensino de Arte Contemporâneo quer provocar os professores e alunos a pensarem sobre o modo de ser da representação artística, descolada da ideia de cópia fidedigna da realidade.
  • 62. • Afastar Estereótipos; • Aguçar a Criatividade; • Ver; • Olhar; • Ler Imagens; • Criar e Contextualizar!
  • 63. Sequência da nova metodologia e propostas de atividades...
  • 64. Quem melhor conhece os alunos é o professor, que está junto deles na sala de aula e conhece a sua realidade e a sua cultura. Portanto, o professor, quem pode melhor pensar e produzir seu planejamento referenciado pelo CBC e também o próprio material didático, de acordo com a estrutura da escola a sua disposição. Isso não significa que os livros de Art, Cultura e História e devem ser dispensados. Uma boa biblioteca é fundamental, tanto para os alunos quanto para os professores.
  • 65. Outros aspectos também devem ser considerados tanto na concepção do Planejamento quanto na elaboração e uso do material didático com os alunos. Um desses aspectos é que o material didático não funciona como uma receita passo a passo. Os processos de criação e o ensino de Artes Visuais não acontecem de forma retilínea, assim como os resultados, ou seja, os trabalhos dos alunos também nunca são iguais. Por isso deve ser considerada a subjetividade do aluno, que é o jeito próprio de cada um interpretar e expressar o que apreendeu na arte e na própria vida.
  • 66. Em pesquisa realizada com adultos universitários, a maioria revelou que não conheceu ou não se lembrava de bons materiais didáticos na disciplina de Arte durante o período no qual cursou o ensino fundamental e o ensino médio. A maioria revelou também que as atividades eram baseadas em desenhos com modelos repetitivos para colorir ou em exercícios de livre expressão. Atividades dessa natureza tornam o processo empobrecido e raramente favorecem a construção de conhecimentos em arte, quando não colaboram para a construção de compreensões equivocadas das Artes Visuais.
  • 67. O material não precisa ser complexo, mas deve ser instigante e despertar a curiosidade dos alunos, deve “tocá-los esteticamente”, no sentido de provocar estímulos e interesse em saber do que se trata, do que é feito, da possibilidade de experimentá-lo e apreendê-lo etc. Muitas vezes o material nem precisa ser, necessariamente, um objeto de arte, mas deve ser um objeto estético, deve relacionar e estabelecer ligações e conexões com o universo das Artes Visuais. Jornais, revistas, reportagens, publicidade, fotografias, a praça da cidade, as construções, os estilos de moda de uma determinada época, etc...
  • 69.
  • 72. Interface de Arte com Língua Portuguesa – 9º ano
  • 73.
  • 75.
  • 76.
  • 77.
  • 78.
  • 79.
  • 80.
  • 81.
  • 82.
  • 83. Professora Rilmair E. E. Melo Viana, em Divino
  • 85.
  • 86.
  • 87.
  • 88. Professora Vanessa – Apresentação Teatral / E. E. Interventor Julio de Carvalho
  • 89. E. E. Prefeito Jayme Toledo Interpretação de Charges e Tirinhas
  • 90. E. E. Nascimento Leal – 9º ano
  • 91. As 7 Maravilhas do Mundo Moderno E. E. Nascimento Leal 7º ano
  • 92. Interface de Arte com Matemática 6º ano E. E. Dornelas E. E. Fazenda Paraíso
  • 93. Casamento na Roça – Cândido Portinari O Quadro Amarelo, Vermelho e Azul - Kandinsky
  • 94.
  • 95.
  • 96. A Arte Contemporânea desliga-se da procura pelo belo e pelo real e liga-se diretamente à experiência da vida. Os artistas almejam fazer uma arte que espelhe seu tempo. O que os une é um posicionamento, muitas vezes contestador e sempre inovador, diante das radicais mudanças trazidas pela sociedade industrial.
  • 97. "A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe." (Jean Piaget)
  • 98. • Katia Canton, Explicando a Arte Moderna; • Ana Mae Barbosa, Inquietações e Mudanças no Ensino da Arte; • Fayga Ostrower, Processos de Criação; • MaryAnn Kohl, Descobrindo Grandes Artistas; • Material Didático 2005, Museu Lasar Segall; • Maria Heloía Ferraz e Maria Fusari, Metodologia do Ensino de Arte; • Mirian Celeste, Gisa Picosque e M. Terezinha Telles, Didática do Ensino de Arte; • Art’BR – Material Didático
  • 99. Contato: Fabíola Garcia de Oliveira Arte-Educadora Email: fabiola.oliveira@educacao.mg.gov.br Blog: articulandonaescola.blogspot.com.br