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Livro do Professor
7º. ano – 1º. volume
Arte
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Arte : 7º. ano / Alessandra Fabiula Tomazi Elizio, Elisabeth
Seraphim Prosser ; ilustração José Luís Juhas, Marcos
Guilherme, Nilson Müller. – Curitiba : Positivo, 2012.
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1. Arte. 2. Ensino fundamental – Currículos. I. Prosser,
Elisabeth Seraphim. II. Juhas, José Luís. III. Guilherme,
Marcos. IV. Müller, Nilson. V. Título.
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Joseph Razouk Junior
Maria Elenice Costa Dantas
Cláudio Espósito Godoy
Alessandra Fabiula Tomazi Elizio e
Elisabeth Seraphim Prosser
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Luciana Jasinski e
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7º. ano – 1º. volume
3
Livro do Professor
Arte
Concepção de ensino
A Arte como expressão humana, por meio de diferentes linguagens – Dança,Teatro, Música e Artes
Visuais –, propõe-se a trazer, além da representação de fatos, emoções e concepções do ser humano
sobre si mesmo e sobre o mundo que o cerca, novas formas de refletir sobre esse universo e sobre as
relações que nele se estabelecem, contextualizadas em seus respectivos períodos históricos.
Aquele que pratica a arte vivencia diversas experiências, que envolvem diálogos consigo mesmo, com
o outro e com o seu entorno, possibilitando crescimentos intelectual, cognitivo, social, comunicacional
e em outras áreas da sua vida, seja qual for sua idade ou seu nível de escolaridade.
O contato com a arte, a princípio, dá-se por meio dos sentidos – principalmente a visão, a audição e
o tato –, que ativam memórias, experiências ou percepções anteriores. Esses sentidos suscitam diversas
reações subjetivas e levam o espectador/apreciador a identificar-se com aspectos presentes na obra ou
possibilitam colher nela informações.
AArte, como disciplina presente na escola, com a mediação do professor, leva os alunos a se expres-
sarem, a conhecerem e a perceberem realidades objetivas e subjetivas pertinentes a outros indivíduos,
sociedades e épocas e a experienciarem novos patamares de compreensão do mundo e da vida. O
contato dos alunos com as produções artísticas de diferentes sociedades, povos e épocas depende, em
grande medida, da educação formal.
O mundo atual caracteriza-se por uma utilização da visualidade em
quantidades inigualáveis na história, criando um universo de exposição
múltipla para os seres humanos, o que gera a necessidade de uma edu-
cação para saber perceber e distinguir sentimentos, sensações, ideias e
qualidades. Por isso o estudo das artes pode ser integrado nos projetos
educacionais. Tal aprendizagem pode favorecer compreensões mais
amplas para que o aluno desenvolva sua sensibilidade, afetividade e
seus conceitos e se posicione criticamente. (BRASIL, 2001, p. 61).
A Arte é uma área autônoma do conhecimento. Porém, apresenta como característica específica a
capacidade de explorar e de ocorrer nas interfaces não apenas das linguagens artísticas, mas das várias
áreas do saber. Assim, por ser uma manifestação da expressão tanto do pensamento, das emoções e
das inquietações humanas como das relações sociais, políticas, econômicas e culturais das diferentes
sociedades e épocas, possibilita o trabalho interdisciplinar.
Os conteúdos e as atividades propostas neste material didático visam à alfabetização para a arte
e à educação estética nas diversas linguagens, possibilitando que os alunos reconheçam os elementos
formais de composição dos objetos artísticos e que também distingam diferentes culturas e manifestações
artísticas de diversas épocas. Pretende-se, dessa forma, instrumentalizá-los para que possam produzir,
usufruir e compreender o universo da arte.
A proposta pedagógica para o ensino deArte adotada neste material explora a diversidade do universo
artístico de maneira que seja ampliada a compreensão sobre essa área de conhecimento e diminuídos
os preconceitos e barreiras de acesso a ela. Estimular a expressão, a composição, a improvisação e a
4 Livro do Professor
interpretação são formas de oportunizar a consciência de si e do outro, de contribuir para a instrumentalização da criança
e do adolescente para um melhor enfrentamento das realidades, desafios e dificuldades com que serão confrontados no
decorrer da sua trajetória, levando-os a desenvolver a criatividade e a conhecer os processos artísticos.
Os livros que compõem esta coleção abordam conteúdos de quatro linguagens artísticas:Artes Visuais,Teatro, Dança
e Música.
As Artes Visuais
Atualmente,os estímulos visuais são tantos e tão intensos que é comum ouvir a afirmação de que vivemos na sociedade
da imagem.Ao mesmo tempo que essas imagens veiculam informações e significados, é possível, também, expressar-se e
comunicar-se por meio delas. Estudar manifestações dessa visualidade no decorrer da história e experienciar alguns dos
seus modos de fazer contribuirão para a formação de sujeitos críticos e autônomos,um dos objetivos maiores da educação.
Pretende-se, no presente material, oferecer subsídios para um ensino das Artes Visuais na escola, baseado no fazer,
apreciar e compreender arte. Para isso, são estudadas manifestações artísticas nos seus contextos, são visitados movimen-
tos, estilos e gêneros e experimentados alguns dos seus meios, elementos formais, técnicas e materiais. Tudo isso para
viabilizar, por parte dos alunos, uma leitura de mundo mais significativa e ferramentas para sua expressão e comunicação.
As Artes Visuais são inerentes ao ser humano, o qual, desde a mais tenra idade, manifesta-se, também, por meio
de rabiscos. Enquanto demonstra uma necessidade de expressar-se, realiza quase que um registro da sua trajetória, na
medida em que esses rabiscos se transformam de garatujas desordenadas a construções ordenadas e acompanham as
diversas etapas de seu amadurecimento.
A Arte reflete as ideias filosóficas e os valores de uma época e de uma sociedade. Desse modo, pelo ensino das Artes
Visuais, pode-se oferecer aos alunos uma experiência prática e teórica – baseada na produção artística, na história, na
estética e na crítica de arte – que permite a compreensão de outras sociedades e épocas, ao mesmo tempo que possibilita
o entendimento do período em que vivem e de sua própria expressão.
Assim, enquanto os alunos expressam sua realidade interior ou exterior por meio de símbolos, figuras e abstrações,
desenvolvem-se a sua cultura e a sua identidade social, e refina-se a visão conceitual de um acontecimento de uma
época ou de um movimento.Toda arte é individual e coletiva, e a arte visual estuda e relata tudo aquilo que é percebido
e que instiga ou seduz o olhar.
Destaca-se aqui o papel do professor como mediador da cultura, ou seja, como alguém que estabelece uma ponte
entre a produção artística e o aluno, colocando-o “em contato, sistematicamente, com a riqueza do repertório plástico
já produzido, garantindo acesso às fontes visuais de qualidade. Evidentemente, nisso estão incluídas a arte brasileira e a
produção popular” (IAVELBERG, s.d., p. 96), bem como aspectos da produção mundial.
A Dança
O ensino de Dança na escola tem como objetivo promover o pensar sobre essa linguagem como forma de expressão
não apenas recreativa, mas, principalmente, artística e criativa, ou seja, como uma forma de conhecimento estético fun-
damental no processo educacional. Além disso, propicia aos alunos consciência corporal e relacionamentos com outras
pessoas e com o mundo, integrando corpo e mente.
Um dos objetivos educacionais da dança é a compreensão da estrutura e do funciona-
mento corporal e a investigação do movimento humano. Esses conhecimentos devem
ser articulados com a percepção do espaço, peso e tempo. A dança é uma forma de
integração e expressão tanto individual quanto coletiva, em que o aluno exercita a
atenção, a percepção, a colaboração e a solidariedade. A dança é também uma fonte
de comunicação e de criação informada nas culturas. Como atividade lúdica, a dança
permite a experimentação e a criação, no exercício da espontaneidade. Contribui tam-
bém para o desenvolvimento da criança no que se refere à consciência e à construção de
sua imagem corporal, aspectos que são fundamentais para seu crescimento individual
e sua consciência social. (BRASIL, 2001, p. 68).
O universo inteiro está em movimento, a Terra, a água, o ar, os corpos celestes e os seres vivos.Tudo tem seu próprio
movimento e ritmo, sendo ele voluntário ou não, consciente ou inconsciente.Ao vivenciar corporalmente o ritmo, por meio
7º. ano – 1º. volume
Arte
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do movimento, os alunos terão maiores possibilidades de compreender o espaço, o corpo e o ambiente, o que propicia
um melhor domínio do corpo e autonomia de movimentos.
A Dança,como conteúdo escolar,tem o propósito de levar os alunos a conhecerem as qualidades do movimento expres-
sivo – leve/pesado; forte/fraco; rápido/lento; fluido/interrompido; intensidade, duração, direção – de maneira agradável e
inserida na historicidade de diferentes estilos de danças.Sendo capaz de analisar esses estilos com base nesses referenciais,
o aluno conhecerá algumas de suas peculiaridades e terá a possibilidade de improvisar, de construir coreografias e, por
fim, de adotar atitudes de valorização e apreciação dessas manifestações expressivas.Assim, o ensino da dança contribui
diretamente para a formação do indivíduo, pois envolve, além do desenvolvimento das atividades artísticas e estéticas, a
capacidade de apreciar e situar a produção social dessa linguagem em diversas culturas.
O samba, o bumba meu boi, o maracatu, o frevo, o afoxé, a catira, o baião, o xote, o xaxado, o funk, o rap, o hip-hop,
as danças de salão, as danças clássicas, a dança contemporânea, a moderna e o jazz são apenas algumas das muitas
manifestações de dança praticadas no Brasil. Essa grande diversidade demonstra que a dança é uma das muitas formas
de expressão significativa da cultura brasileira, constituindo um amplo leque de possibilidades de aprendizagem.
Entendendo a dança como manifestação da diversidade cultural, é importante perceber que o corpo em si já é uma
expressão dessa pluralidade.
Outro ponto importante sobre essa forma de expressão artística é sua autonomia, tão reconhecível quanto nas demais
formas de expressão humana, mas, muitas vezes, negada, seja relegada aos domínios da Música ou do Teatro. Mas, se a
dança for estudada a fundo no decorrer da história, como fizeram grandes bailarinos e coreógrafos, percebe-se que ela
apresenta domínios específicos, independentes dos de outras linguagens.
O Teatro
O Teatro é considerado uma arte do ser humano por excelência, pois requer da pessoa atuante as presenças física,
emocional e intelectual. Do ponto de vista de quem representa, possibilita ao indivíduo explorar o seu corpo, os gestos,
as expressões do rosto, a voz, as palavras, o espaço, o contato e o jogo, ao mesmo tempo que possibilita conhecer a si
mesmo e refletir sobre a criação cênica e suas realidades subjetivas e objetivas. Para quem assiste a uma apresentação, o
teatro leva a um envolvimento com o outro e suas realidades, criando oportunidades para a convivência com diferentes
formas de se vivenciar e pensar os sujeitos e contextos, bem como estimulando o processo de identificação ou distan-
ciamento de histórias e memórias.
“O ato de dramatizar está potencialmente contido em cada um, como uma necessidade de compreender e represen-
tar uma realidade” (BRASIL, 2001, p. 83), proporcionando condições para um desenvolvimento do educando nas suas
relações consigo mesmo, com o outro e com o seu entorno, além de permitir que ele explore várias maneiras e técnicas
da comunicação e da expressão.Além disso, mais que uma realização da necessidade individual de interação simbólica, é
uma atividade essencialmente coletiva, na qual o educando pode experimentar inúmeros aspectos da vida em sociedade
e aprender a se relacionar com o outro.
Ao participar de atividades teatrais, o indivíduo tem a oportunidade de se desenvolver
dentro de um determinado grupo social de maneira responsável, legitimando os seus
direitos dentro desse contexto, estabelecendo relações entre o individual e o coletivo,
aprendendo a ouvir, a acolher e a ordenar opiniões, respeitando as diferentes manifes-
tações. (BRASIL, 2001, p. 83).
Igualmente relevantes são o cenário, a iluminação, o figurino, a maquiagem e os adereços. Explorar, em relação a
esses aspectos, apenas o que é essencial e o que dará mais expressividade ao personagem e à ação é um exercício de
objetividade. Para Stanislavski (1997, p. 94-95), todos esses fatores são extremamente importantes na criação de uma
imagem, “no difícil caminho de dar forma física ao personagem que o sujeito deve representar”. Esse autor afirma que
há três forças motivas interiores na representação: o sentimento, a mente e a vontade criadora e/ou empreendedora. São
essas três forças que regem também a vida real. Assim, conhecer a maneira de se relacionar com essas forças no teatro
possibilita aos alunos trabalhá-las com maior liberdade também no seu cotidiano.
As falas, a entonação e o seu tempo-ritmo são tão importantes quanto a expressão do corpo e do rosto, os gestos e
a interação com os objetos da cena. Explorar todos esses elementos tornará a experiência teatral estimulante, divertida,
intensa e produtiva.
6 Livro do Professor
A Música
A Música é entendida, hoje, com base em uma perspectiva ampla: todos os fenômenos sonoros, organizados ou não,
podem compô-la.Aprender a ouvir e a compreender os ruídos do dia a dia ou uma canção, assim como improvisar um ritmo
ou construir instrumentos que produzam sons, tradicionais ou novos, são elementos tratados no estudo dessa área artística.
A música é um discurso, afirma Swanwick (2003, p. 43-45), e tem como unidade significativa mínima não o tempo, o
intervalo ou o compasso e, sim, a frase, o fluir do gesto musical, a sensação de uma estrutura musical com sentido. Para
essa construção do sentido, é essencial sua contextualização histórica e social. Ao mesmo tempo, a vivência do fazer e
do ouvir criticamente estimula a liberdade criativa do aluno e possibilita que ele compreenda não apenas a música (com
seus textos, instrumentos e sistemas musicais), mas também outros discursos em meio à diversidade do cotidiano.
Além disso, a música pode levar o educando a conhecer outros povos, outras culturas, outros períodos históricos, pois
ela “sempre esteve associada às tradições e às culturas de cada época” (BRASIL, 2001, p. 75). Nesse caso, o ensino da
Música, assim como das outras linguagens, está intimamente ligado ao de outras áreas do saber – como a Geografia, a
História, a Antropologia e a Sociologia – e estimula a amizade entre os povos, a curiosidade e o respeito em relação ao
outro e ao que é diferente.
Qualquer proposta de ensino que considere essa diversidade precisa abrir espaço para o
aluno trazer música para a sala de aula, acolhendo-a, contextualizando-a e oferecendo
acesso a obras que possam ser significativas para o seu desenvolvimento pessoal em
atividades de apreciação e produção. (BRASIL, 2001, p. 75).
Assim, é essencial que o ensino da Música, como o das outras linguagens artísticas, leve em conta a realidade e a
vivência de cada aluno.
Cultura extraescolar
O ensino da Arte pode integrar e explorar a cultura extraescolar, que envolve as diferentes manifestações artísticas,
tanto no âmbito de sua comunidade como no da produção regional, nacional e internacional. Nesse sentido, é de extrema
relevância:
KK incentivar os alunos a assistirem a shows, concertos, peças teatrais, manifestações culturais espontâneas;
KK instigá-los a visitar exposições;
KK estimulá-los a pesquisar e a observar com mais atenção os desenhos, as pinturas e outras manifestações visuais
nos muros ou fachadas de prédios, nas ruas por onde costumam passar;
KK incentivá-los a assistir a filmes que levem ao desenvolvimento dos seus conhecimentos sobre os temas abordados
em sala de aula;
KK instigá-los a observar criticamente os inúmeros estímulos a que estão sujeitos ao verem televisão, lerem uma
revista ou ouvirem uma música qualquer nos meios de comunicação, em seu cotidiano.
Considerações gerais
É possível afirmar que a arte, seja qual for a linguagem em que se expresse o sujeito, ao mesmo tempo que contribui
intensamente para seu desenvolvimento pessoal, possibilita que ele vivencie e se aproprie de modo crítico e construtivo
dos conteúdos sociais e culturais do seu tempo e da sociedade em que vive. Além disso, possibilita que ele conheça e
“conviva” com outras realidades, povos e culturas, próximas ou distantes tanto física como temporalmente, ampliando
seu horizonte de informações e sua compreensão em relação às diferentes culturas e ao outro.
Explorar a diversidade e a multiculturalidade é ampliar a compreensão e diminuir preconceitos e barreiras entre os
sujeitos. Estimular a apreciação crítica é possibilitar a vivência da imensa criatividade e riqueza da expressão humana.
Incentivar a composição, a improvisação e a interpretação é oportunizar a consciência de si e do outro e a brincadeira
com elementos do cotidiano. É, também, contribuir para a instrumentalização da criança e do adolescente, de modo que
possam ter um melhor enfrentamento das realidades, desafios e dificuldades com os quais serão confrontados no decorrer
da sua trajetória, com uma postura pessoal autoconfiante, criativa e positiva.
7º. ano – 1º. volume
Arte
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É importante considerar, também, a grande e íntima relação existente entre as linguagens artísticas, que, muitas
vezes, aparecem como complementares, entrelaçadas. Exemplos disso são as danças que envolvem música e as músicas
que são feitas para se dançar. Outro exemplo é encontrado nas muitas canções populares, como as de bossa-nova, que
têm textos considerados grandes obras da Literatura, com poesias de Vinicius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade,
Milton Nascimento e tantos outros. É comum as pessoas afirmarem que nas falas do teatro há ritmo e melodia; há ritmo
no desenho e existe pintura na coreografia; o trabalho das luzes torna o teatro, a música e a dança um espetáculo visual.
Pode-se dizer que há poesia no gesto da bailarina e luz em certas sonoridades, ou que há cor na entonação da voz do
ator e música na palavra falada.
Assim, ao explorar as diferentes formas de manifestação e expressão que a arte oferece, é importante que o professor
relacione os diversos conteúdos apresentados neste material didático com os das outras linguagens, explorando suas
interfaces e conduzindo os alunos a percebê-las.
As estratégias desenvolvidas neste material didático pretendem fornecer aos alunos a possibilidade de entrar em
contato com as expressões artísticas por meio do apreciar, do contextualizar e do fazer arte. A vivência e a reflexão em
Arte deverão se expandir para diferentes áreas de conhecimento, cumprindo com o papel de instigadoras do pensamento.
Pressupostos teórico-metodológicos
O material se fundamenta na abordagem triangular, formulada no Brasil por Ana Mae Barbosa (1988), na década de
1980. Inicialmente pensada para o ensino das Artes Visuais, essa proposta pode ser adotada também para o ensino das
demais linguagens artísticas. A autora, inspirada em ideias estadunidenses e inglesas, recuperou conteúdos e objetivos
tanto da escola tradicional quanto da espontaneísta, revestindo-os de interação social e crítica. Para ela, o professor deve
basear sua mediação no que ela chamou de tripé, composto:
KK pelo fazer artístico (criação, experimentação), que possibilita que o aluno exercite, explore e vivencie diversas
formas expressivas e que ele faça e desenvolva todo um percurso de criação;
KK pela apreciação de arte (escuta, observação, percepção, leitura), que auxilia o aluno a conhecer, reconhecer e
compreender as obras de arte e, por conseguinte, a arte;
KK pela teoria e história da arte (reflexão sobre conceitos e contextos), que auxiliam na ampliação da sua visão de
mundo e do conhecimento em arte, contribuindo para compreensão de outras realidades de vida, de pensamento,
de expressão e de organização social (SANTOMAURO, 2011).
Assim, o fazer artístico possibilita aos alunos exercitarem e explorarem diversas formas de expressão.A apreciação,
com a análise das produções, torna-se o caminho para estabelecer ligações com seu próprio universo interior e exterior; e
o pensar sobre o contexto histórico e sociocultural daquele objeto de estudo “é a forma de compreender os períodos e
modelos produtivos” (SANTOMAURO, 2011), outras estruturas de pensamento, de organização social, outras realidades.
Esses três tipos de vivência da experiência artística devem ser abordados de maneira integrada e entremeada ao longo
do ano letivo, o que vem ao encontro dos documentos nacionais para a educação (como os PCNs, por exemplo), os quais
apoiam e difundem essa abordagem.
Esse encaminhamento pedagógico tem por preceito um ensino daArte que não se conforma com exercícios mecânicos
e descontextualizados, feitos com cópias e reproduções de modelos, bases das escolas tradicional e tecnicista. Igualmente,
não aceita o espontaneísmo, uma prática pedagógica em que a criança é deixada sem orientação ou intencionalidade
diretiva, com pouca mediação do professor. Ao contrário, incentiva a ação, a apreciação, a participação em grupo e a
crítica. Parte da realidade, da experiência e do conhecimento do aluno, legitimando-os e considerando-os como ponto
de partida e meio para a construção da vivência artística, do saber científico e do pensamento crítico (FREIRE, 1996).
Outros elementos que devem ser considerados no ensino de Arte na escola são a imensidão de conteúdos existentes
e o seu aspecto não linear. Swanwick (1994) defende que o ensino da Música, por exemplo, deve dar-se em uma espiral
ascendente, na qual os conteúdos são revisitados, cada vez em um grau maior de complexidade. E isso também pode
ser aplicado às demais linguagens artísticas, possibilitando que os alunos desenvolvam um processo contínuo e cada vez
mais abrangente do domínio do conhecimento artístico e estético,“seja no exercício do seu próprio processo criador, por
8 Livro do Professor
meio das formas artísticas, seja no contato com obras de arte e com outras formas presentes nas culturas ou na natureza”
(BRASIL, 2001, p. 55).
Assim, em síntese e com uma perspectiva ampla, sugere-se que você busque uma modificação do olhar dos seus
alunos, no sentido de aguçá-los para o conhecimento de si, para a experimentação expressiva da realidade e para a crítica
consciente, o que irá auxiliá-los tanto na formação de seus valores quanto na sua prática cotidiana.
Objetivos gerais
O objetivo maior da disciplina de Arte neste material didático não é uma aprendizagem exaustiva de teorias, técnicas,
datas e nomes de artistas e obras. Ao contrário, os conteúdos e as atividades propostas visam à sensibilização e à
“alfabetização” para a arte nas suas diversas linguagens, possibilitando que tanto o educando quanto o professor
possam ir “além” do objeto artístico e sejam capazes de, por meio dele, reconhecer outras realidades (sociais, culturais,
políticas, psicológicas, temporais, históricas, etc.). Aprender a “ler”, “ouvir” e “perceber” o que não está explícito, mas
está subjacente na arte é o aspecto essencial nessa caminhada. Para isso, é insubstituível a experiência pessoal, intensa
e profunda, tanto no fazer quanto no fruir e no pensar a arte.Assim, pretende-se instrumentalizar os alunos a fim de que
possam usufruir e compreender esse universo que abrange todas as culturas e épocas, ao mesmo tempo que impregna
todas as esferas da trajetória humana.
Como objetivo específico, pretende-se, com este material didático, auxiliar você e seus alunos no processo de ensino
e aprendizagem dos conteúdos de Arte, enfatizando, no Ensino Fundamental 2, a produção e a fruição com contextuali-
zação, de maneira que, por meio de vivências artísticas orientadas, os alunos alcancem uma aprendizagem significativa.
Pretende-se, assim, promover uma modificação do olhar do aluno, no sentido de aguçá-lo para o conhecimento de si e
do seu entorno, para a experimentação expressiva da realidade e para a crítica consciente. Com isso, espera-se que o
aluno seja capaz de:
KK reconhecer a Arte como área de conhecimento autêntico e autônomo, respeitando o contexto sociocultural em
que ela está inserida;
KK apreciar a arte nas suas diversas formas de manifestação;
KK compreender a arte no processo histórico, como fundamento da memória cultural, importante na formação do
cidadão;
KK proporcionar vivências significativas em arte, para que os alunos possam realizar produções individuais e coletivas;
KK conhecer e saber utilizar diferentes procedimentos de arte, desenvolvendo uma relação de autoconfiança com a
produção artística pessoal, relacionando a própria produção com a de outros;
KK respeitar as diversas manifestações artísticas em suas múltiplas funções, identificando, relacionando e compreen-
dendo a arte como fato histórico contextualizado nas diversas culturas;
KK conhecer, respeitar e observar as produções presentes no seu entorno, assim como outras produções, pertencentes
ao patrimônio cultural;
KK conhecer a área de abrangência do profissional da arte, considerando as diferentes áreas de atuação envolvidas
e as características de trabalho inerentes a cada uma (BRASIL, 1998; MINAS GERAIS, s.d.).
Esses objetivos podem ser explorados em cada ano da trajetória escolar dos alunos, sempre respeitando seu nível de
escolaridade. O processo de ensino e aprendizagem em Arte pode manter, durante todo o tempo, características que vão
do lúdico ao reflexivo e do fazer ao fruir/pensar criticamente a arte, pois esses são processos inerentes a toda a prática
artística e à reflexão sobre ela.
De modo geral, ao longo de cada volume, há seções que objetivam contextualizar os movimentos artísticos em relação
à época e ao local em que ocorreram; abordar as influências que os movimentos exerceram pelo mundo; levar os alunos
à compreensão das diversas formas de manifestação cultural; e apresentar aos alunos a possibilidade de agregar esses
7º. ano – 1º. volume
Arte
9
saberes à sua própria forma de expressão, por meio de exercícios práticos, que lhes trarão maior apropriação sobre os
conhecimentos transmitidos nas unidades de estudo.
Os artistas e as obras de arte escolhidos para compor os conteúdos são ícones dos movimentos artísticos e das ten-
dências da arte discutidos em cada unidade. A escolha deles tem por objetivo levar os alunos a compreenderem ainda
melhor as diversas manifestações artísticas contempladas neste material.
Conteúdos privilegiados
A seleção de conteúdos neste material, nas várias linguagens artísticas, favorece a compreensão da arte como cultura
e dos alunos como produtores e apreciadores de arte. Ao mesmo tempo, valoriza as manifestações artísticas de povos
e culturas de diferentes épocas e locais, incluindo a contemporaneidade e a arte brasileira (MINAS GERAIS, s.d.). Está
organizado de acordo com as diretrizes dos PCNs e de forma a possibilitar que os três eixos da aprendizagem possam
ser realizados com grau crescente de elaboração e aprofundamento.
Por isso, os conteúdos relacionados a essas linguagens privilegiam os seguintes conhecimentos:
KK a experimentação de materiais, instrumentos e procedimentos artísticos em Artes Visuais, Dança, Música e Teatro,
de modo que possam ser utilizados pelos alunos criativamente nos trabalhos pessoais, identificados e interpretados
na apreciação e contextualizados culturalmente;
KK a compreensão e a utilização da arte como expressão, mantendo uma atitude de pesquisa e experimentação tanto
individual quanto coletiva;
KK a construção de uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e de respeito com a do outro,
buscando compreender a própria produção e a dos colegas e aprendendo a receber e a elaborar críticas;
KK a observação das relações entre a arte e o cotidiano, de modo a promover a reflexão, a investigação e a indagação,
com interesse e curiosidade, assim como o exercício da discussão e da sensibilidade;
KK a identificação e a compreensão de diferentes funções da arte, do trabalho e da produção dos artistas;
KK o acesso, a apropriação e a compreensão dos saberes sobre a arte, reconhecendo a variedade dos produtos artís-
ticos e concepções estéticas presentes nas diferentes culturas e grupos sociais do passado e atuais, por meio de
exercícios, debates, elaboração de críticas e argumentação, além de outras atividades.
Organização didática
No Primeiro Ciclo do Ensino Fundamental, os alunos devem ter se apropriado de questões básicas relativas à expe-
rimentação em cada uma das linguagens artísticas. Do 6º. ao 9º. ano, a proposta é que realizem seus trabalhos com mais
autonomia, reconhecendo com mais clareza a contextualização histórica e social de cada manifestação artística e, nelas,
as marcas dos seus criadores.
Para tanto, as estratégias didáticas desenvolvidas neste material, como exposto, oportunizam o contato dos alunos
com as Artes Visuais, a Música, a Dança e o Teatro por meio de eixos de aprendizagem. Segundo os PCNs de Arte:
O conjunto de conteúdos está articulado dentro do processo de ensino e aprendizagem
e explicitado por intermédio de ações em três eixos norteadores: produzir, apreciar e
contextualizar. A estrutura dos eixos de aprendizagem e sua articulação com os tipos
de conteúdos da área, de outras áreas e dos Temas Transversais configura uma orga-
nização para que as escolas criem seus desenhos curriculares com liberdade, levando
em consideração seu contexto educacional. (BRASIL, 1998, p. 49).
10 Livro do Professor
Neste material, os eixos têm por objetivo definir a competência geral a ser trabalhada, seja de apreciação, de concei-
tuação ou de produção em Arte. Entretanto, na prática pedagógica, assim como neste material didático, os eixos se
inter-relacionam e entrelaçam, dialogando entre si e buscando, para cada momento da aprendizagem, uma estratégia
própria, com finalidades definidas.
Os três eixos estão articulados na prática, ao mesmo tempo que mantêm seus espaços
próprios. Os conteúdos poderão ser trabalhados em qualquer ordem, conforme decisão
do professor, em conformidade com o desenho curricular de sua equipe e segundo
critérios de seleção e ordenação adequados a cada ciclo. (BRASIL, 1998, p. 49).
Os eixos de aprendizagem são:
KK Despertando os sentidos – destinado à apreciação artística, contempla os momentos de escuta, percepção e
leitura de um movimento, estilo, obra ou escola artística.
KK Pensando a Arte – trata-se de um espaço destinado à sistematização e à ampliação de estudos de conceitos e
contextos em arte.
KK Processo de criação – propõe momentos destinados à realização de uma produção artística específica, possibi-
litando o exercício e a exploração de vivências práticas em arte. Esse eixo aparece entremeado às seções descritas
a seguir, particularmente relacionado à seção “Fazendo arte”.
No que se refere ao trabalho com as linguagens artísticas, o material se propõe a trabalhar dentro das perspectivas
de horizontalidade e verticalidade. Isso significa que, de um lado, as linguagens são tratadas em sua máxima auto-
nomia, de forma vertical, determinando-se especificidades e desenvolvendo com profundidade os conteúdos relativos à
sua composição. Por outro lado, é importante que, ao explorar as diferentes formas de manifestação e expressão que a
arte oferece, as diferentes linguagens estejam relacionadas entre si, de forma horizontal, de modo que as interfaces de
sua comunicação e os princípios básicos que as integram possam ser explorados, conduzindo os alunos a perceberem
essas integrações.
Por isso,a intenção é buscar sempre um equilíbrio no trabalho com as quatro linguagens,garantindo que haja um compasso
entre os estudos individuais de cada uma delas e, quando possível, um estudo de conceitos gerais da arte. Em cada unidade,
são privilegiadas determinadas linguagens, visando a tratar o conteúdo com o máximo de profundidade, mas de maneira
lúdica.A escolha da(s) linguagem(ns) em destaque é definida pelo elemento norteador do material.Tal privilégio é arti-
culado à escolha de conteúdos e gêneros para a unidade seguinte,os quais devem contemplar linguagens diferentes daquelas
trabalhadas durante o primeiro momento de aprendizagem, permitindo um estudo integrado. O elemento norteador consiste
em estilos, gêneros ou escolas artísticas e serve como um guia para o material, auxiliando na escolha do conteúdo e das lin-
guagens privilegiadas.Assim, os eixos de aprendizagem e as linguagens artísticas escolhidas estão diretamente ligados a ele.
Quanto à estrutura, o material didático está organizado em quatro volumes por ano, sendo um para cada bimestre.
Cada volume é dividido em duas unidades. Os conteúdos se baseiam na alfabetização para aArte e na educação estética,
privilegiando processos de produção, apreciação e contextualização.
No material, são utilizadas as seguintes seções:
Troca de ideias – Apresenta temas a serem explorados por meio de conversa e debate
moderado pelo professor, em sala de aula. Possibilita a exposição de concepções pessoais e a
construção de novos conceitos. Está inserida no contexto do conteúdo deArte estudado. Prevê
a mediação do professor para que o conteúdo não se perca ou desvie para outras temáticas.
Trata-se de um momento importante de crítica e apreciação, ou seja, contribui no processo
no qual o observador vivencia a experiência da obra de arte.
Fazendo arte – É um momento no qual o aluno vivencia a produção artística,experimentando,
na prática, técnicas e conceitos aprendidos na unidade em questão. O processo de apreciação
e da construção de conhecimento é, assim, complementado por meio do fazer, de acordo com
propostas orientadas apresentadas no decorrer da unidade.
7º. ano – 1º. volume
Arte
11
Pesquisa – É destinada à busca, pelos alunos, de novas informações ou de dados, que
tornem os conhecimentos oferecidos ainda mais significativos ao processo educativo e à
contextualização do conteúdo.
Para saber mais... – Neste espaço, são apresentadas informações que se relacionam ao
tema em estudo, referindo-se principalmente às artes, mas que podem perpassar outras
disciplinas.
Construindo ideias – Espaço destinado à construção e ao aprofundamento de conhe-
cimentos e conceitos sobre alguns dos principais temas abordados. Trata de aspectos da
história da Arte, da teoria da Arte, da percepção, etc., os quais, com o fazer e o apreciar a
obra de Arte, compõem um dos pontos que norteiam o ensino e a aprendizagem da Arte na
concepção sociointeracionista.
Cotidiano – Esta seção chama a atenção para a interação de determinado conteúdo com o
dia a dia e, principalmente, com a realidade na qual o aluno se insere.
Ao longo do tempo – Neste espaço, o aluno tem informações sobre as mudanças ocorridas
em determinados movimentos artísticos, compreendendo melhor o processo histórico dos
artistas e suas produções.
Conexões –Apresenta informações sobre o tema em questão,relacionadas a acontecimentos
ocorridos dentro ou fora do âmbito das artes.
Ética e cidadania – Apresenta vínculo entre o conteúdo e questões suscitadas pela ética e
pela formação de um cidadão, propondo ao aluno uma valorização da sua própria história e
a do outro, o respeito às diferenças e a participação no processo de inclusão.
Atividades – Tem por objetivo promover a reflexão, a revisão e a fixação dos conteúdos.
Com perguntas e respostas mais objetivas, pretende preparar o aluno para questões práticas
relacionadas ao conhecimento.
Hiperlink – Espaço vinculado a conteúdos específicos, informações e explicação de termos
do texto principal.
Outras versões –Traz uma opinião diferente daquela que foi apresentada no texto principal
do material didático em relação a determinado assunto e demonstra que o tema está aberto
a diferentes interpretações.
Hiperlink
12 Livro do Professor
Curiosidades – Espaço que oferece informações a mais sobre o tema em questão e que
amplia a gama de conhecimentos do aluno acerca do assunto.
Para fazer – Atividades no corpo das unidades que estabelecem relação com o que foi ou
será trabalhado.
Avaliação
A avaliação na disciplina deArte deve ser contínua e processual, aula a aula, além de ter cunho diagnóstico-formativo,
isto é, deve servir para que problemas do aprendizado sejam localizados e, consequentemente, possam ser corrigidos.
Para isso, sugere-se a participação dos alunos para o estabelecimento de processos autoavaliativos, nos quais tenham
a oportunidade de retomar seus trabalhos e alcançar os objetivos propostos inicialmente, fazendo neles, se necessário,
mudanças ou alterações. A avaliação será, portanto, muito mais qualitativa que quantitativa e mais voltada à trajetória
individual de cada aluno no seu próprio desenvolvimento do que baseada em um esquema modelar, isto é, amparada
em modelos rígidos preexistentes.
A cada aula, tanto os processos criativos quanto os de fruição e debate devem ser objetos de discussão, avaliando-se
em conjunto a atividade, os ganhos na aprendizagem, a compreensão de conceitos e a aplicação de habilidades e das
regras enfatizadas.
Em vez de simplesmente verificar o cumprimento e a assimilação de uma agenda rigorosa de conteúdos pelos alunos,
deve-se avaliar seu desenvolvimento em relação às habilidades estéticas estudadas, observar o alcance crítico e criativo
dos alunos em relação ao conceito estudado e às produções em arte, bem como sua autonomia e seu comprometimento
com os conteúdos e as atividades propostas.
Com base nisso, sugere-se a criação de um portfólio de cada um dos alunos, para registrar toda a produção rea-
lizada por eles na disciplina de Arte – desenhos, fotografias, programas de espetáculos/concertos/shows/peças teatrais
a que tenham assistido, catálogos de exposições visitadas, artigos de jornal ou revista sobre determinado assunto
que tenham encontrado, textos próprios sobre questões referentes a essas e a outras atividades que envolvam a arte,
frases significativas encontradas ou produzidas por eles, entrevistas e/ou pesquisas, entre outros. Desse modo, não
apenas você pode ter uma visão mais objetiva do desenvolvimento dos alunos, mas eles próprios, ao revisitarem seus
desenhos, textos, registros, pensamentos e pesquisas, terão a chance de retomá-los, autoavaliando seus patamares
de experiência.
7º. ano – 1º. volume
Arte
13
Programação anual de conteúdos
6º. ano: ARTE NO COTIDIANO
(Eixo norteador para a escolha dos conteúdos do ano)
Objetivos:
KK conhecer e refletir sobre os conceitos de arte, entendendo a relação entre a função e o contexto em que se insere;
KK 	identificar, nas diferentes linguagens artísticas, os objetos apresentados e os princípios discutidos.
Volume 1 Unidade 1 – Isso é arte?
Unidade 2 – O rock: dança ou música?
Música ou dança?
LINGUAGEM
PRIVILEGIADA
•	Artes Visuais •	Dança e Música
APRECIAÇÃO
•	Pop Art
Artistas evidenciados:
•	Andy Warhol
•	Roy Lichtenstein
•	Peter Blake
•	Música e danças do rock and roll
Artista evidenciado:
•	Elvis Presley
CONCEITOS E
CONTEXTOS
Contexto:
•	Jovens artistas da década de 1950 nos EUA
Conceitos:
•	Iniciando a discussão sobre o que é Arte
•	Arte e cultura de massa
Elemento formal:
•	A cor na Pop Art
Movimento:
•	Pop Art
Gênero:
•	O retrato (representações e imagens de
celebridades)
Técnica e meio:
•	A colagem
Contexto:
•	A música e a dança nos EUA na década de 1960
•	O pós-guerra e a comercialização de produtos
culturais
Conceitos:
•	A dança como expressão de mudanças
comportamentais
•	Som e ruído
•	Instrumentos de cordas e de percussão
•	Indústria cultural
Elementos formais:
•	Pulsação, ritmo, tempo e contratempo
•	Equilíbrio
•	A dança do rock and roll e seu estilo acrobático
Gênero:
•	Rock and roll
Técnica e meio:
•	Os instrumentos da banda de rock: a guitarra, o
baixo e a bateria
PRODUÇÃO
•	Realizar um exercício de colagem •	Criar uma bateria diferente
•	Fazer o registro gráfico do movimento da dança
14 Livro do Professor
6º. ano: ARTE NO COTIDIANO
(Eixo norteador para a escolha dos conteúdos do ano)
Volume 2 Unidade 3 – Arte para quê? Unidade 4 – Arte e (é) diversão?
LINGUAGEM
PRIVILEGIADA
•	Arte Visuais,Teatro e Música •	Teatro, Música, Dança e Cinema
APRECIAÇÃO
•	História em quadrinhos
•	Teatro de bonecos
•	Teatro de sombras
Artistas evidenciados:
•	Roy Lichtenstein
•	Mauricio de Sousa
•	Monteiro Lobato
•	Comédia, farsa, ópera e musicais
Artista evidenciado:
•	Charles Chaplin
CONCEITOS E
CONTEXTOS
Contexto:
•	A origem das histórias em quadrinhos
Conceito:
•	Algumas funções da arte
Elementos formais:
•	Figura e fundo
•	O personagem
Gêneros:
•	História em quadrinhos
•	Gêneros teatrais com formas animadas
Técnicas e meios:
•	Desenho de história em quadrinhos
•	Marionetes, bonecos de luva, bonecos de vareta
e sombras
Contextos:
•	O humor no cinema mudo: lirismo, dor e crítica
•	A dança nos musicais
Conceitos:
•	O cômico
•	O bailarino/ator ou ator/bailarino
Elementos formais:
•	O personagem, a ação, o foco
Técnicas e meios:
•	O gesto e a palavra
Gêneros:
•	A comédia, a farsa, a ópera, os musicais
PRODUÇÃO
•	Criar tira de quadrinhos
•	Criar personagens com sombras das mãos
•	Representar com teatro de sombras
•	Realizar jogos teatrais
•	Fazer exercícios de improvisação
•	Realizar exercício de dança inspirado em musical
contemporâneo
7º. ano – 1º. volume
Arte
15
6º. ano: ARTE NO COTIDIANO6º. ano: ARTE NO COTIDIANO
(Eixo norteador para a escolha dos conteúdos do ano)
Volume 3 Unidade 5 – Arte popular e suas raízes Unidade 6 – Quem não gosta de samba?
LINGUAGEM
PRIVILEGIADA
•	Dança e Artes Visuais •	Música e Teatro
APRECIAÇÃO
•	Danças de roda
•		Manifestações da arte do povo
Artista evidenciado:
•	Mestre Vitalino
•	Danças e músicas do samba
Artistas evidenciados:
•	Donga
•	Dorival Caymmi
CONCEITOS E
CONTEXTOS
Contexto:
•	O que são danças de roda e qual é sua origem
Conceitos:
•	O que é artesanato e no que este difere da arte
•	Mestre Vitalino: artista ou artesão?
Elementos formais:
•	A cor e a forma
Gênero:
•	Artesanato
Movimento:
•	Arte Naïf
Contextos:
•	A origem do samba: da Bahia para o
Rio de Janeiro e para o mundo!
•	O carnaval
Conceitos:
•	A produção do som
•	Batuque, batucada
•	Andamento
Elementos formais:
•	O ritmo
•	O enredo
Gênero:
•	O samba
Técnicas e meios:
•	Instrumentos de sopro, cordas e percussão
•	Os instrumentos do samba
PRODUÇÃO
•	Dançar uma dança de roda
•	Confeccionar uma peça de artesanato
•	Construir instrumentos de percussão
•	Vivenciar uma improvisação rítmica
16 Livro do Professor
6º. ano: ARTE NO COTIDIANO6º. ano: ARTE NO COTIDIANO
(Eixo norteador para a escolha dos conteúdos do ano)
Volume 4 Unidade 7 – Arte nos espaços urbanos Unidade 8 – Atitude! O que é ter atitude?
LINGUAGEM
PRIVILEGIADA
•	Artes Visuais e Dança •	Dança, Música e Teatro
APRECIAÇÃO
•	Hip-hop
•	Graffiti
•	Breakdance
Artistas evidenciados:
•	Afrika Bambaataa
•	James Brown
•	Os Gêmeos
•	O hip-hop e seus quatro elementos: o graffiti, o
rap, o DJ e o break
Artistas evidenciados:
•	Africa Bambaataa
•		MV Bill
CONCEITOS E
CONTEXTOS
Contextos:
•	A origem do hip-hop
•	O graffiti: como se tornou um dos quatro
elementos do hip-hop
•	A origem e as danças que formaram a
breakdance, dança oficial do hip-hop
Conceitos:
•	O graffiti como expressão
•	Os muros como suporte da arte e como mídia
alternativa
Elementos formais:
•	A assinatura: tag, throw-up e wild style
•	Efeitos de profundidade e perspectiva
Movimentos artísticos nascidos nas ruas:
•	Hip-hop, graffiti e breakdance
Gênero:
•	Dança de rua
Técnicas e meios:
•	Graffiti 2D e 3D
Contexto:
•	O lema do hip-hop: “Atitude!”
Conceitos:
•	As batalhas do break: uma representação em
forma de dança
•	O rap e suas letras politicamente engajadas
•	O DJ e o improviso na criação de ritmos e
atmosferas sonoras para o rap e o break
Elementos formais:
•	Fluência (na breakdance)
•	Ritmo e poesia
•	Atmosferas sonoras e rítmicas
Gêneros:
•	Rap e break
Técnicas e meios:
•	Movimentos acrobáticos
•	O toca-discos, o disco de vinil, o laptop
•		A poesia falada
PRODUÇÃO
•	Criar assinatura em vários estilos do graffiti •	Dizer uma poesia como um rap
•	Criar atmosferas sonoras e rítmicas para o rap e
o break
•	Pesquisar fotos com passos do break
7º. ano – 1º. volume
Arte
17
7º. ano: ARTE, CULTURA E ETNIAS
(Eixo norteador para a escolha dos conteúdos do ano)
Objetivos:
KK compreender diferentes funções da arte;
KK refletir sobre a arte como fenômeno social;
KK conhecer as semelhanças e as diferenças entre a concepção romântica da arte pela arte e a de arte de cunho social;
KK conhecer o contexto do Modernismo no Brasil, anos de 1920, compreendendo as relações entre arte e cultura;
KK conhecer as raízes étnicas e a influência das culturas africana e indígena na arte brasileira;
KK refletir sobre as funções ritualística, social, narrativa, religiosa e de entretenimento da arte.
Volume 1 Unidade 1 – Caçadores ou “artistas”? Unidade 2 – Arte dos povos
LINGUAGEM
PRIVILEGIADA
•	Artes Visuais e Teatro •	Música e Dança
APRECIAÇÃO
•	A pintura rupestre e o teatro primitivo •	A dança e a música de diferentes povos
Artistas evidenciados:
•	Barbatuques
•	Maracatu Lua Nova
CONCEITOS E
CONTEXTOS
Contextos:
•	O homem na Pré-História
•	A arte nos rituais primitivos
Conceitos:
•	Pinturas nas cavernas
•	Pinturas corporais
•	A representação
•	Contação de histórias
•	Funções da arte nas sociedades primitivas
Elementos formais:
•	Usos da voz na música ritual (canto, fala, grito,
sussurro, etc.)
•	A linha (na pintura corporal)
•	Cor: pigmentos naturais e composição
Técnicas e meios:
•	A improvisação
•	Fabricação de tintas com terra
•	Máscara
Contextos:
•	A dança e a música dos povos pelo mundo e
suas funções sociais
Conceitos:
•	Diversidade, pluralidade
•	Arte tradicional, regional, dos povos
•	Algumas funções da dança e da música
(introdução): ritualísticas, sociais, narrativas,
religiosas e de entretenimento
•	Dança espontânea
•	O corpo como instrumento musical
Elementos formais:
•	Pulsação, ritmos e batimentos
•	Adereços
•	Ensaio (dança espontânea ou planejada)
Gênero:
•	O maracatu – um exemplo brasileiro
Técnicas e meios:
•	A voz como ferramenta de comunicação
•	Instrumentos primitivos
•	Dança espontânea
PRODUÇÃO
•	Fabricar tintas naturais
•	Criar e pintar máscaras com essas tintas
•	Realizar improvisações teatrais
•	Experienciar jogos teatrais com máscaras
•	Realizar jogos de percussão corporal
•	Realizar jogos com o uso da voz (entre a fala e
o canto)
•	Realizar exercício de dança espontânea
18 Livro do Professor
7º. ano: ARTE, CULTURA E ETNIAS
(Eixo norteador para a escolha dos conteúdos do ano)
Volume 2 Unidade 3 – A arte sem fronteiras Unidade 4 – Um Brasil plural
LINGUAGEM
PRIVILEGIADA
•	Artes Visuais e Dança •	Música, Dança e Teatro
APRECIAÇÃO
•	A pintura corporal africana e aborígene e as
danças de origem afro na atualidade
Artista evidenciado:
•	Mercedes Baptista
•	O bumba meu boi, o frevo, a capoeira e o
fandango
Artistas evidenciados:
•	Vinicius de Moraes
•	Baden Powell
•	Grupo Fato
CONCEITOS E
CONTEXTOS
Contexto:
•	Origens do balé afro atual
Conceito:
•	A relação entre as pinturas corporais dos povos e
as tatuagens e a maquiagem ocidentais
Elemento formal:
•	Simetria (na pintura corporal)
Técnica e meio:
•	Pintura corporal
Contextos:
•	Músicas e danças regionais brasileiras e seus
contextos sociais
•	Festival de Parintins
Conceitos:
•	Diversidade cultural
•	Folguedo
Elementos formais:
•	Ritmo
•	Célula rítmico-melódica
•	Refrão
Gêneros:
•	O bumba meu boi e sua teatralidade
•	O frevo, seus passos e sua música
•	A capoeira e seu berimbau
•	O fandango e seus tamancos
Técnica e meio:
•	Instrumentos de cordas pinçadas, friccionadas e
percutidas
PRODUÇÃO
•	Produzir e realizar desfile com roupas pintadas
pelos alunos, “inspiradas” nas pinturas corporais
•	Realizar jogos de improvisação rítmica com
palavras e batimentos
•	Construir instrumentos de cordas
7º. ano – 1º. volume
Arte
19
7º. ano: ARTE, CULTURA E ETNIAS
(Eixo norteador para a escolha dos conteúdos do ano)
Volume 3
Unidade 5 – O Brasil, de Colônia a Reino,
na visão de artistas europeus
Unidade 6 – Arte Narrativa
– A arte fala?
LINGUAGEM
PRIVILEGIADA
•	Artes Visuais e Música •	Dança e Teatro
APRECIAÇÃO
•	A pintura do Brasil Colônia ao Brasil Reino e a
arte barroca brasileira
Artistas evidenciados:
•	Albert Eckhout
•	Antonio Francisco Lisboa (O Aleijadinho)
•	Jean-Baptiste Debret
•	Johann Moritz Rugendas
•	Almir Sater
•	Danças narrativas e dança-teatro
•	O teatro como narrativa
Artistas evidenciados:
•	Pinna Bausch
•	Eurípides
•	William Shakespeare
•	Bertolt Brecht
•	Nelson Rodrigues
CONCEITOS E
CONTEXTOS
Contextos:
•	A paisagem e os habitantes do Brasil retratados
por pintores viajantes
•	O Barroco no Brasil e as esculturas de
Aleijadinho
•	Cenas musicais pintadas por artistas viajantes
no Brasil
Conceitos:
•	A influência das culturas africana e indígena na
música no Brasil: heranças que permanecem até
hoje
•	Como Debret, Rugendas e outros pintores
documentaram a música brasileira de sua época
Elemento formal:
•	Proporção (beleza helênica)
Gêneros e estilos:
•	Natureza morta (Eckhout)
•	Pintura neoclássica (Debret)
•	Escultura barroca (anatomia e expressividade das
obras de Aleijadinho)
Técnicas e meios:
•	O violão, o bandolim e o cavaquinho
Contextos:
•	A dança como forma de narração de histórias
(no balé clássico e no moderno)
•	Quatro momentos do drama teatral no decorrer
da história: Eurípides, Shakespeare, Brecht e
Nelson Rodrigues
Conceitos:
•	A representação de fatos do dia a dia por meio
da dança
•	O teatro como narrativa
•	O espetáculo teatral ou dançado: uma equipe
em que cada um é essencial
Elementos formais:
•	O texto dramático
•	O dramaturgo
•	O coreógrafo
Gênero:
•	A dança-teatro (estilo inserido no balé moderno)
Técnica e meio:
•	Expressividade
PRODUÇÃO
•	Elaborar desenho e pintura de registro de
paisagem contemporânea
•	Realizar a montagem de uma encenação teatral
dançada
20 Livro do Professor
7º. ano: ARTE, CULTURA E ETNIAS
(Eixo norteador para a escolha dos conteúdos do ano)
Volume 4
Unidade 7 – Arte, Comunicação e
Cidadania
Unidade 8 – Somos modernos!
LINGUAGEM
PRIVILEGIADA
•	Dança e Teatro •	Artes Visuais e Música
APRECIAÇÃO
•	Dança inclusiva
•	Mímica
Artistas evidenciados:
•	Marcel Marceau
•	Juarez Machado
•	Semana de Arte Moderna
•	Modernismo e Nacionalismo
Artistas evidenciados:
•	Tarsila do Amaral
•	Candido Portinari
•	Victor Brecheret
•	Heitor Villa-Lobos
CONCEITOS E
CONTEXTOS
Contextos:
•	A dança e o teatro como formas de comunicação
por meio do corpo
•	Comunicação, inclusão e cidadania por meio do
teatro e da dança
Conceitos:
•	Os gestos e o corpo como meios de expressão,
comunicação e inclusão
•	O teatro como atividade social
•	A dança de pessoas com necessidades especiais
•	A dança nos bailes das comunidades carentes
Elementos formais:
•	A palavra, o gesto, o corpo
•	As emoções como matéria-prima da
representação cênica
Gênero:
•	Dança inclusiva
Técnicas e meios:
•	A mímica
•	Improvisação cênica
•	Figurino e maquiagem no teatro
Contextos:
•	Antecedentes
•	A importância da Semana de Arte Moderna na
pintura e na música brasileiras
Conceitos:
•	O Modernismo
•	O Nacionalismo
•	Música erudita, música popular e música de
tradição oral
Elementos formais:
•	Pintura e escultura modernas
•	Intensidade do som (forte e fraco)
Gênero:
•	O choro
Estilos:
•	Primitivismo, Construtivismo
Técnicas e meios:
•	O quarteto de cordas
•	A partitura, as notas musicais
PRODUÇÃO
•	Vivenciar uma simulação de dança inclusiva
•	Realizar jogos teatrais interativos com o corpo
•	Criar narrativas mediante o gesto
•	Reler uma obra de Victor Brecheret
•	Criar composição coletiva com instrumentos de
percussão, voz, pios, citação de canção infantil e
sons da floresta
7º. ano – 1º. volume
Arte
21
Referências
BARBOSA,Ana Mae. Arte-educação: conflitos/acertos. 3. ed. São Paulo: Max Limonad, 1988.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte
– 5ª. a 8ª. série. Brasília: MEC/SEF, 1998.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos
temas transversais – Ética. 3. ed. Brasília: MEC, 2001.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte. 3. ed. Brasília:
MEC, 2001.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 5. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.
IAVELBERG, Rosa. O ensino da arte na pré-escola: o desenho como construção. Ideias, São Paulo, n. 7, p. 93-106, 1992.
PIMENTEL, Lúcia Gouvêa; CUNHA, Evandro José Lemos da; MOURA, José Adolfo. Proposta Curricular de Arte do Ensino
Fundamental: 6º. a 9º. ano. Disponível em: <http://crv.educacao.mg.gov.br/sistema_crv/banco_objetos _crv/%7B81BD08C9-B1A8-
46F3-BBE4-CC9C6E0F6319%7D_proposta-curricular_arte_ef.pdf>.Acesso em: 17 nov. 2010.
SANTOMAURO, Beatriz. O que ensinar em Arte. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/arte/fundamentos/conhecer-
cultura-soltar-imaginacao-427722.shtml>.Acesso em: 14 jan. 2011.
STANISLAVSKI, Constantin. Manual do ator. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
SWANWICK, Keith. Ensinando música musicalmente. São Paulo: Moderna, 2003.
______. Music knowledge: intuition, analysis and music education. Londres: Routledge, 1994.
Anotações
22 Livro do Professor
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  • 1. Livro do Professor 7º. ano – 1º. volume Arte
  • 2. Todos os direitos reservados à Editora Positivo Ltda. Se preferir, utilize o endereço http://www.saibamais.com.br e digite o código no local indicado. Neste livro, você encontra ícones com códigos de acesso aos conteúdos digitais. Veja o exemplo: Acesse o portal e digite o código na Pesquisa Escolar. @HIS111Olimpíadas @HIS111 @ © Editora Positivo Ltda., 2012 Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP) (Maria Teresa A. Gonzati / CRB 9-1584 / Curitiba, PR, Brasil) E43 Elizio, Alessandra Fabiula Tomazi. Arte : 7º. ano / Alessandra Fabiula Tomazi Elizio, Elisabeth Seraphim Prosser ; ilustração José Luís Juhas, Marcos Guilherme, Nilson Müller. – Curitiba : Positivo, 2012. v. 1 : il. Sistema Positivo de Ensino. 7º. ano – Regime 9 anos. ISBN 978-85-385-5762-3 (Livro do aluno) ISBN 978-85-385-5763-0 (Livro do professor) 1. Arte. 2. Ensino fundamental – Currículos. I. Prosser, Elisabeth Seraphim. II. Juhas, José Luís. III. Guilherme, Marcos. IV. Müller, Nilson. V. Título. CDU 372.8 Diretor-Superintendente: Diretor-Geral: Diretor Editorial: Gerente Editorial: Gerente de Arte e Iconografia: Autoria: Edição de Conteúdo: Edição: Revisão: Analista de Arte: Pesquisa Iconográfica: Crédito das imagens de abertura: Edição de Arte: Ilustração: Projeto Gráfico: Editoração: Produção: Impressão e acabamento: Contato: Ruben Formighieri Emerson Walter dos Santos Joseph Razouk Junior Maria Elenice Costa Dantas Cláudio Espósito Godoy Alessandra Fabiula Tomazi Elizio e Elisabeth Seraphim Prosser Roland Cirilo da Silva Luciana Jasinski e Tania Tatiane Cheremeta Lúcia Burzynski Bialli Joice Cristina da Cruz Susan Rocha de Oliveira © Shutterstock/Creative HQ, © Shutterstock/Altin Osmanaj e LatinStock/Akg-Images/Werner Forman/Album Angela Giseli de Souza José Luís Juhas, Marcos Guilherme e Nilson Müller O2 Comunicação Beatriz Wolanski Brito Editora Positivo Ltda. Rua Major Heitor Guimarães, 174 80440-120 – Curitiba – PR Tel.: (0xx41) 3312-3500 Fax: (0xx41) 3312-3599 Gráfica Posigraf S. A. Rua Senador Accioly Filho, 500 81310-000 – Curitiba – PR Fax: (0xx41) 3212-5452 E-mail: posigraf@positivo.com.br 2013 editora.spe@positivo.com.br
  • 3. 7º. ano – 1º. volume 3 Livro do Professor Arte Concepção de ensino A Arte como expressão humana, por meio de diferentes linguagens – Dança,Teatro, Música e Artes Visuais –, propõe-se a trazer, além da representação de fatos, emoções e concepções do ser humano sobre si mesmo e sobre o mundo que o cerca, novas formas de refletir sobre esse universo e sobre as relações que nele se estabelecem, contextualizadas em seus respectivos períodos históricos. Aquele que pratica a arte vivencia diversas experiências, que envolvem diálogos consigo mesmo, com o outro e com o seu entorno, possibilitando crescimentos intelectual, cognitivo, social, comunicacional e em outras áreas da sua vida, seja qual for sua idade ou seu nível de escolaridade. O contato com a arte, a princípio, dá-se por meio dos sentidos – principalmente a visão, a audição e o tato –, que ativam memórias, experiências ou percepções anteriores. Esses sentidos suscitam diversas reações subjetivas e levam o espectador/apreciador a identificar-se com aspectos presentes na obra ou possibilitam colher nela informações. AArte, como disciplina presente na escola, com a mediação do professor, leva os alunos a se expres- sarem, a conhecerem e a perceberem realidades objetivas e subjetivas pertinentes a outros indivíduos, sociedades e épocas e a experienciarem novos patamares de compreensão do mundo e da vida. O contato dos alunos com as produções artísticas de diferentes sociedades, povos e épocas depende, em grande medida, da educação formal. O mundo atual caracteriza-se por uma utilização da visualidade em quantidades inigualáveis na história, criando um universo de exposição múltipla para os seres humanos, o que gera a necessidade de uma edu- cação para saber perceber e distinguir sentimentos, sensações, ideias e qualidades. Por isso o estudo das artes pode ser integrado nos projetos educacionais. Tal aprendizagem pode favorecer compreensões mais amplas para que o aluno desenvolva sua sensibilidade, afetividade e seus conceitos e se posicione criticamente. (BRASIL, 2001, p. 61). A Arte é uma área autônoma do conhecimento. Porém, apresenta como característica específica a capacidade de explorar e de ocorrer nas interfaces não apenas das linguagens artísticas, mas das várias áreas do saber. Assim, por ser uma manifestação da expressão tanto do pensamento, das emoções e das inquietações humanas como das relações sociais, políticas, econômicas e culturais das diferentes sociedades e épocas, possibilita o trabalho interdisciplinar. Os conteúdos e as atividades propostas neste material didático visam à alfabetização para a arte e à educação estética nas diversas linguagens, possibilitando que os alunos reconheçam os elementos formais de composição dos objetos artísticos e que também distingam diferentes culturas e manifestações artísticas de diversas épocas. Pretende-se, dessa forma, instrumentalizá-los para que possam produzir, usufruir e compreender o universo da arte. A proposta pedagógica para o ensino deArte adotada neste material explora a diversidade do universo artístico de maneira que seja ampliada a compreensão sobre essa área de conhecimento e diminuídos os preconceitos e barreiras de acesso a ela. Estimular a expressão, a composição, a improvisação e a
  • 4. 4 Livro do Professor interpretação são formas de oportunizar a consciência de si e do outro, de contribuir para a instrumentalização da criança e do adolescente para um melhor enfrentamento das realidades, desafios e dificuldades com que serão confrontados no decorrer da sua trajetória, levando-os a desenvolver a criatividade e a conhecer os processos artísticos. Os livros que compõem esta coleção abordam conteúdos de quatro linguagens artísticas:Artes Visuais,Teatro, Dança e Música. As Artes Visuais Atualmente,os estímulos visuais são tantos e tão intensos que é comum ouvir a afirmação de que vivemos na sociedade da imagem.Ao mesmo tempo que essas imagens veiculam informações e significados, é possível, também, expressar-se e comunicar-se por meio delas. Estudar manifestações dessa visualidade no decorrer da história e experienciar alguns dos seus modos de fazer contribuirão para a formação de sujeitos críticos e autônomos,um dos objetivos maiores da educação. Pretende-se, no presente material, oferecer subsídios para um ensino das Artes Visuais na escola, baseado no fazer, apreciar e compreender arte. Para isso, são estudadas manifestações artísticas nos seus contextos, são visitados movimen- tos, estilos e gêneros e experimentados alguns dos seus meios, elementos formais, técnicas e materiais. Tudo isso para viabilizar, por parte dos alunos, uma leitura de mundo mais significativa e ferramentas para sua expressão e comunicação. As Artes Visuais são inerentes ao ser humano, o qual, desde a mais tenra idade, manifesta-se, também, por meio de rabiscos. Enquanto demonstra uma necessidade de expressar-se, realiza quase que um registro da sua trajetória, na medida em que esses rabiscos se transformam de garatujas desordenadas a construções ordenadas e acompanham as diversas etapas de seu amadurecimento. A Arte reflete as ideias filosóficas e os valores de uma época e de uma sociedade. Desse modo, pelo ensino das Artes Visuais, pode-se oferecer aos alunos uma experiência prática e teórica – baseada na produção artística, na história, na estética e na crítica de arte – que permite a compreensão de outras sociedades e épocas, ao mesmo tempo que possibilita o entendimento do período em que vivem e de sua própria expressão. Assim, enquanto os alunos expressam sua realidade interior ou exterior por meio de símbolos, figuras e abstrações, desenvolvem-se a sua cultura e a sua identidade social, e refina-se a visão conceitual de um acontecimento de uma época ou de um movimento.Toda arte é individual e coletiva, e a arte visual estuda e relata tudo aquilo que é percebido e que instiga ou seduz o olhar. Destaca-se aqui o papel do professor como mediador da cultura, ou seja, como alguém que estabelece uma ponte entre a produção artística e o aluno, colocando-o “em contato, sistematicamente, com a riqueza do repertório plástico já produzido, garantindo acesso às fontes visuais de qualidade. Evidentemente, nisso estão incluídas a arte brasileira e a produção popular” (IAVELBERG, s.d., p. 96), bem como aspectos da produção mundial. A Dança O ensino de Dança na escola tem como objetivo promover o pensar sobre essa linguagem como forma de expressão não apenas recreativa, mas, principalmente, artística e criativa, ou seja, como uma forma de conhecimento estético fun- damental no processo educacional. Além disso, propicia aos alunos consciência corporal e relacionamentos com outras pessoas e com o mundo, integrando corpo e mente. Um dos objetivos educacionais da dança é a compreensão da estrutura e do funciona- mento corporal e a investigação do movimento humano. Esses conhecimentos devem ser articulados com a percepção do espaço, peso e tempo. A dança é uma forma de integração e expressão tanto individual quanto coletiva, em que o aluno exercita a atenção, a percepção, a colaboração e a solidariedade. A dança é também uma fonte de comunicação e de criação informada nas culturas. Como atividade lúdica, a dança permite a experimentação e a criação, no exercício da espontaneidade. Contribui tam- bém para o desenvolvimento da criança no que se refere à consciência e à construção de sua imagem corporal, aspectos que são fundamentais para seu crescimento individual e sua consciência social. (BRASIL, 2001, p. 68). O universo inteiro está em movimento, a Terra, a água, o ar, os corpos celestes e os seres vivos.Tudo tem seu próprio movimento e ritmo, sendo ele voluntário ou não, consciente ou inconsciente.Ao vivenciar corporalmente o ritmo, por meio
  • 5. 7º. ano – 1º. volume Arte 5 do movimento, os alunos terão maiores possibilidades de compreender o espaço, o corpo e o ambiente, o que propicia um melhor domínio do corpo e autonomia de movimentos. A Dança,como conteúdo escolar,tem o propósito de levar os alunos a conhecerem as qualidades do movimento expres- sivo – leve/pesado; forte/fraco; rápido/lento; fluido/interrompido; intensidade, duração, direção – de maneira agradável e inserida na historicidade de diferentes estilos de danças.Sendo capaz de analisar esses estilos com base nesses referenciais, o aluno conhecerá algumas de suas peculiaridades e terá a possibilidade de improvisar, de construir coreografias e, por fim, de adotar atitudes de valorização e apreciação dessas manifestações expressivas.Assim, o ensino da dança contribui diretamente para a formação do indivíduo, pois envolve, além do desenvolvimento das atividades artísticas e estéticas, a capacidade de apreciar e situar a produção social dessa linguagem em diversas culturas. O samba, o bumba meu boi, o maracatu, o frevo, o afoxé, a catira, o baião, o xote, o xaxado, o funk, o rap, o hip-hop, as danças de salão, as danças clássicas, a dança contemporânea, a moderna e o jazz são apenas algumas das muitas manifestações de dança praticadas no Brasil. Essa grande diversidade demonstra que a dança é uma das muitas formas de expressão significativa da cultura brasileira, constituindo um amplo leque de possibilidades de aprendizagem. Entendendo a dança como manifestação da diversidade cultural, é importante perceber que o corpo em si já é uma expressão dessa pluralidade. Outro ponto importante sobre essa forma de expressão artística é sua autonomia, tão reconhecível quanto nas demais formas de expressão humana, mas, muitas vezes, negada, seja relegada aos domínios da Música ou do Teatro. Mas, se a dança for estudada a fundo no decorrer da história, como fizeram grandes bailarinos e coreógrafos, percebe-se que ela apresenta domínios específicos, independentes dos de outras linguagens. O Teatro O Teatro é considerado uma arte do ser humano por excelência, pois requer da pessoa atuante as presenças física, emocional e intelectual. Do ponto de vista de quem representa, possibilita ao indivíduo explorar o seu corpo, os gestos, as expressões do rosto, a voz, as palavras, o espaço, o contato e o jogo, ao mesmo tempo que possibilita conhecer a si mesmo e refletir sobre a criação cênica e suas realidades subjetivas e objetivas. Para quem assiste a uma apresentação, o teatro leva a um envolvimento com o outro e suas realidades, criando oportunidades para a convivência com diferentes formas de se vivenciar e pensar os sujeitos e contextos, bem como estimulando o processo de identificação ou distan- ciamento de histórias e memórias. “O ato de dramatizar está potencialmente contido em cada um, como uma necessidade de compreender e represen- tar uma realidade” (BRASIL, 2001, p. 83), proporcionando condições para um desenvolvimento do educando nas suas relações consigo mesmo, com o outro e com o seu entorno, além de permitir que ele explore várias maneiras e técnicas da comunicação e da expressão.Além disso, mais que uma realização da necessidade individual de interação simbólica, é uma atividade essencialmente coletiva, na qual o educando pode experimentar inúmeros aspectos da vida em sociedade e aprender a se relacionar com o outro. Ao participar de atividades teatrais, o indivíduo tem a oportunidade de se desenvolver dentro de um determinado grupo social de maneira responsável, legitimando os seus direitos dentro desse contexto, estabelecendo relações entre o individual e o coletivo, aprendendo a ouvir, a acolher e a ordenar opiniões, respeitando as diferentes manifes- tações. (BRASIL, 2001, p. 83). Igualmente relevantes são o cenário, a iluminação, o figurino, a maquiagem e os adereços. Explorar, em relação a esses aspectos, apenas o que é essencial e o que dará mais expressividade ao personagem e à ação é um exercício de objetividade. Para Stanislavski (1997, p. 94-95), todos esses fatores são extremamente importantes na criação de uma imagem, “no difícil caminho de dar forma física ao personagem que o sujeito deve representar”. Esse autor afirma que há três forças motivas interiores na representação: o sentimento, a mente e a vontade criadora e/ou empreendedora. São essas três forças que regem também a vida real. Assim, conhecer a maneira de se relacionar com essas forças no teatro possibilita aos alunos trabalhá-las com maior liberdade também no seu cotidiano. As falas, a entonação e o seu tempo-ritmo são tão importantes quanto a expressão do corpo e do rosto, os gestos e a interação com os objetos da cena. Explorar todos esses elementos tornará a experiência teatral estimulante, divertida, intensa e produtiva.
  • 6. 6 Livro do Professor A Música A Música é entendida, hoje, com base em uma perspectiva ampla: todos os fenômenos sonoros, organizados ou não, podem compô-la.Aprender a ouvir e a compreender os ruídos do dia a dia ou uma canção, assim como improvisar um ritmo ou construir instrumentos que produzam sons, tradicionais ou novos, são elementos tratados no estudo dessa área artística. A música é um discurso, afirma Swanwick (2003, p. 43-45), e tem como unidade significativa mínima não o tempo, o intervalo ou o compasso e, sim, a frase, o fluir do gesto musical, a sensação de uma estrutura musical com sentido. Para essa construção do sentido, é essencial sua contextualização histórica e social. Ao mesmo tempo, a vivência do fazer e do ouvir criticamente estimula a liberdade criativa do aluno e possibilita que ele compreenda não apenas a música (com seus textos, instrumentos e sistemas musicais), mas também outros discursos em meio à diversidade do cotidiano. Além disso, a música pode levar o educando a conhecer outros povos, outras culturas, outros períodos históricos, pois ela “sempre esteve associada às tradições e às culturas de cada época” (BRASIL, 2001, p. 75). Nesse caso, o ensino da Música, assim como das outras linguagens, está intimamente ligado ao de outras áreas do saber – como a Geografia, a História, a Antropologia e a Sociologia – e estimula a amizade entre os povos, a curiosidade e o respeito em relação ao outro e ao que é diferente. Qualquer proposta de ensino que considere essa diversidade precisa abrir espaço para o aluno trazer música para a sala de aula, acolhendo-a, contextualizando-a e oferecendo acesso a obras que possam ser significativas para o seu desenvolvimento pessoal em atividades de apreciação e produção. (BRASIL, 2001, p. 75). Assim, é essencial que o ensino da Música, como o das outras linguagens artísticas, leve em conta a realidade e a vivência de cada aluno. Cultura extraescolar O ensino da Arte pode integrar e explorar a cultura extraescolar, que envolve as diferentes manifestações artísticas, tanto no âmbito de sua comunidade como no da produção regional, nacional e internacional. Nesse sentido, é de extrema relevância: KK incentivar os alunos a assistirem a shows, concertos, peças teatrais, manifestações culturais espontâneas; KK instigá-los a visitar exposições; KK estimulá-los a pesquisar e a observar com mais atenção os desenhos, as pinturas e outras manifestações visuais nos muros ou fachadas de prédios, nas ruas por onde costumam passar; KK incentivá-los a assistir a filmes que levem ao desenvolvimento dos seus conhecimentos sobre os temas abordados em sala de aula; KK instigá-los a observar criticamente os inúmeros estímulos a que estão sujeitos ao verem televisão, lerem uma revista ou ouvirem uma música qualquer nos meios de comunicação, em seu cotidiano. Considerações gerais É possível afirmar que a arte, seja qual for a linguagem em que se expresse o sujeito, ao mesmo tempo que contribui intensamente para seu desenvolvimento pessoal, possibilita que ele vivencie e se aproprie de modo crítico e construtivo dos conteúdos sociais e culturais do seu tempo e da sociedade em que vive. Além disso, possibilita que ele conheça e “conviva” com outras realidades, povos e culturas, próximas ou distantes tanto física como temporalmente, ampliando seu horizonte de informações e sua compreensão em relação às diferentes culturas e ao outro. Explorar a diversidade e a multiculturalidade é ampliar a compreensão e diminuir preconceitos e barreiras entre os sujeitos. Estimular a apreciação crítica é possibilitar a vivência da imensa criatividade e riqueza da expressão humana. Incentivar a composição, a improvisação e a interpretação é oportunizar a consciência de si e do outro e a brincadeira com elementos do cotidiano. É, também, contribuir para a instrumentalização da criança e do adolescente, de modo que possam ter um melhor enfrentamento das realidades, desafios e dificuldades com os quais serão confrontados no decorrer da sua trajetória, com uma postura pessoal autoconfiante, criativa e positiva.
  • 7. 7º. ano – 1º. volume Arte 7 É importante considerar, também, a grande e íntima relação existente entre as linguagens artísticas, que, muitas vezes, aparecem como complementares, entrelaçadas. Exemplos disso são as danças que envolvem música e as músicas que são feitas para se dançar. Outro exemplo é encontrado nas muitas canções populares, como as de bossa-nova, que têm textos considerados grandes obras da Literatura, com poesias de Vinicius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Milton Nascimento e tantos outros. É comum as pessoas afirmarem que nas falas do teatro há ritmo e melodia; há ritmo no desenho e existe pintura na coreografia; o trabalho das luzes torna o teatro, a música e a dança um espetáculo visual. Pode-se dizer que há poesia no gesto da bailarina e luz em certas sonoridades, ou que há cor na entonação da voz do ator e música na palavra falada. Assim, ao explorar as diferentes formas de manifestação e expressão que a arte oferece, é importante que o professor relacione os diversos conteúdos apresentados neste material didático com os das outras linguagens, explorando suas interfaces e conduzindo os alunos a percebê-las. As estratégias desenvolvidas neste material didático pretendem fornecer aos alunos a possibilidade de entrar em contato com as expressões artísticas por meio do apreciar, do contextualizar e do fazer arte. A vivência e a reflexão em Arte deverão se expandir para diferentes áreas de conhecimento, cumprindo com o papel de instigadoras do pensamento. Pressupostos teórico-metodológicos O material se fundamenta na abordagem triangular, formulada no Brasil por Ana Mae Barbosa (1988), na década de 1980. Inicialmente pensada para o ensino das Artes Visuais, essa proposta pode ser adotada também para o ensino das demais linguagens artísticas. A autora, inspirada em ideias estadunidenses e inglesas, recuperou conteúdos e objetivos tanto da escola tradicional quanto da espontaneísta, revestindo-os de interação social e crítica. Para ela, o professor deve basear sua mediação no que ela chamou de tripé, composto: KK pelo fazer artístico (criação, experimentação), que possibilita que o aluno exercite, explore e vivencie diversas formas expressivas e que ele faça e desenvolva todo um percurso de criação; KK pela apreciação de arte (escuta, observação, percepção, leitura), que auxilia o aluno a conhecer, reconhecer e compreender as obras de arte e, por conseguinte, a arte; KK pela teoria e história da arte (reflexão sobre conceitos e contextos), que auxiliam na ampliação da sua visão de mundo e do conhecimento em arte, contribuindo para compreensão de outras realidades de vida, de pensamento, de expressão e de organização social (SANTOMAURO, 2011). Assim, o fazer artístico possibilita aos alunos exercitarem e explorarem diversas formas de expressão.A apreciação, com a análise das produções, torna-se o caminho para estabelecer ligações com seu próprio universo interior e exterior; e o pensar sobre o contexto histórico e sociocultural daquele objeto de estudo “é a forma de compreender os períodos e modelos produtivos” (SANTOMAURO, 2011), outras estruturas de pensamento, de organização social, outras realidades. Esses três tipos de vivência da experiência artística devem ser abordados de maneira integrada e entremeada ao longo do ano letivo, o que vem ao encontro dos documentos nacionais para a educação (como os PCNs, por exemplo), os quais apoiam e difundem essa abordagem. Esse encaminhamento pedagógico tem por preceito um ensino daArte que não se conforma com exercícios mecânicos e descontextualizados, feitos com cópias e reproduções de modelos, bases das escolas tradicional e tecnicista. Igualmente, não aceita o espontaneísmo, uma prática pedagógica em que a criança é deixada sem orientação ou intencionalidade diretiva, com pouca mediação do professor. Ao contrário, incentiva a ação, a apreciação, a participação em grupo e a crítica. Parte da realidade, da experiência e do conhecimento do aluno, legitimando-os e considerando-os como ponto de partida e meio para a construção da vivência artística, do saber científico e do pensamento crítico (FREIRE, 1996). Outros elementos que devem ser considerados no ensino de Arte na escola são a imensidão de conteúdos existentes e o seu aspecto não linear. Swanwick (1994) defende que o ensino da Música, por exemplo, deve dar-se em uma espiral ascendente, na qual os conteúdos são revisitados, cada vez em um grau maior de complexidade. E isso também pode ser aplicado às demais linguagens artísticas, possibilitando que os alunos desenvolvam um processo contínuo e cada vez mais abrangente do domínio do conhecimento artístico e estético,“seja no exercício do seu próprio processo criador, por
  • 8. 8 Livro do Professor meio das formas artísticas, seja no contato com obras de arte e com outras formas presentes nas culturas ou na natureza” (BRASIL, 2001, p. 55). Assim, em síntese e com uma perspectiva ampla, sugere-se que você busque uma modificação do olhar dos seus alunos, no sentido de aguçá-los para o conhecimento de si, para a experimentação expressiva da realidade e para a crítica consciente, o que irá auxiliá-los tanto na formação de seus valores quanto na sua prática cotidiana. Objetivos gerais O objetivo maior da disciplina de Arte neste material didático não é uma aprendizagem exaustiva de teorias, técnicas, datas e nomes de artistas e obras. Ao contrário, os conteúdos e as atividades propostas visam à sensibilização e à “alfabetização” para a arte nas suas diversas linguagens, possibilitando que tanto o educando quanto o professor possam ir “além” do objeto artístico e sejam capazes de, por meio dele, reconhecer outras realidades (sociais, culturais, políticas, psicológicas, temporais, históricas, etc.). Aprender a “ler”, “ouvir” e “perceber” o que não está explícito, mas está subjacente na arte é o aspecto essencial nessa caminhada. Para isso, é insubstituível a experiência pessoal, intensa e profunda, tanto no fazer quanto no fruir e no pensar a arte.Assim, pretende-se instrumentalizar os alunos a fim de que possam usufruir e compreender esse universo que abrange todas as culturas e épocas, ao mesmo tempo que impregna todas as esferas da trajetória humana. Como objetivo específico, pretende-se, com este material didático, auxiliar você e seus alunos no processo de ensino e aprendizagem dos conteúdos de Arte, enfatizando, no Ensino Fundamental 2, a produção e a fruição com contextuali- zação, de maneira que, por meio de vivências artísticas orientadas, os alunos alcancem uma aprendizagem significativa. Pretende-se, assim, promover uma modificação do olhar do aluno, no sentido de aguçá-lo para o conhecimento de si e do seu entorno, para a experimentação expressiva da realidade e para a crítica consciente. Com isso, espera-se que o aluno seja capaz de: KK reconhecer a Arte como área de conhecimento autêntico e autônomo, respeitando o contexto sociocultural em que ela está inserida; KK apreciar a arte nas suas diversas formas de manifestação; KK compreender a arte no processo histórico, como fundamento da memória cultural, importante na formação do cidadão; KK proporcionar vivências significativas em arte, para que os alunos possam realizar produções individuais e coletivas; KK conhecer e saber utilizar diferentes procedimentos de arte, desenvolvendo uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal, relacionando a própria produção com a de outros; KK respeitar as diversas manifestações artísticas em suas múltiplas funções, identificando, relacionando e compreen- dendo a arte como fato histórico contextualizado nas diversas culturas; KK conhecer, respeitar e observar as produções presentes no seu entorno, assim como outras produções, pertencentes ao patrimônio cultural; KK conhecer a área de abrangência do profissional da arte, considerando as diferentes áreas de atuação envolvidas e as características de trabalho inerentes a cada uma (BRASIL, 1998; MINAS GERAIS, s.d.). Esses objetivos podem ser explorados em cada ano da trajetória escolar dos alunos, sempre respeitando seu nível de escolaridade. O processo de ensino e aprendizagem em Arte pode manter, durante todo o tempo, características que vão do lúdico ao reflexivo e do fazer ao fruir/pensar criticamente a arte, pois esses são processos inerentes a toda a prática artística e à reflexão sobre ela. De modo geral, ao longo de cada volume, há seções que objetivam contextualizar os movimentos artísticos em relação à época e ao local em que ocorreram; abordar as influências que os movimentos exerceram pelo mundo; levar os alunos à compreensão das diversas formas de manifestação cultural; e apresentar aos alunos a possibilidade de agregar esses
  • 9. 7º. ano – 1º. volume Arte 9 saberes à sua própria forma de expressão, por meio de exercícios práticos, que lhes trarão maior apropriação sobre os conhecimentos transmitidos nas unidades de estudo. Os artistas e as obras de arte escolhidos para compor os conteúdos são ícones dos movimentos artísticos e das ten- dências da arte discutidos em cada unidade. A escolha deles tem por objetivo levar os alunos a compreenderem ainda melhor as diversas manifestações artísticas contempladas neste material. Conteúdos privilegiados A seleção de conteúdos neste material, nas várias linguagens artísticas, favorece a compreensão da arte como cultura e dos alunos como produtores e apreciadores de arte. Ao mesmo tempo, valoriza as manifestações artísticas de povos e culturas de diferentes épocas e locais, incluindo a contemporaneidade e a arte brasileira (MINAS GERAIS, s.d.). Está organizado de acordo com as diretrizes dos PCNs e de forma a possibilitar que os três eixos da aprendizagem possam ser realizados com grau crescente de elaboração e aprofundamento. Por isso, os conteúdos relacionados a essas linguagens privilegiam os seguintes conhecimentos: KK a experimentação de materiais, instrumentos e procedimentos artísticos em Artes Visuais, Dança, Música e Teatro, de modo que possam ser utilizados pelos alunos criativamente nos trabalhos pessoais, identificados e interpretados na apreciação e contextualizados culturalmente; KK a compreensão e a utilização da arte como expressão, mantendo uma atitude de pesquisa e experimentação tanto individual quanto coletiva; KK a construção de uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e de respeito com a do outro, buscando compreender a própria produção e a dos colegas e aprendendo a receber e a elaborar críticas; KK a observação das relações entre a arte e o cotidiano, de modo a promover a reflexão, a investigação e a indagação, com interesse e curiosidade, assim como o exercício da discussão e da sensibilidade; KK a identificação e a compreensão de diferentes funções da arte, do trabalho e da produção dos artistas; KK o acesso, a apropriação e a compreensão dos saberes sobre a arte, reconhecendo a variedade dos produtos artís- ticos e concepções estéticas presentes nas diferentes culturas e grupos sociais do passado e atuais, por meio de exercícios, debates, elaboração de críticas e argumentação, além de outras atividades. Organização didática No Primeiro Ciclo do Ensino Fundamental, os alunos devem ter se apropriado de questões básicas relativas à expe- rimentação em cada uma das linguagens artísticas. Do 6º. ao 9º. ano, a proposta é que realizem seus trabalhos com mais autonomia, reconhecendo com mais clareza a contextualização histórica e social de cada manifestação artística e, nelas, as marcas dos seus criadores. Para tanto, as estratégias didáticas desenvolvidas neste material, como exposto, oportunizam o contato dos alunos com as Artes Visuais, a Música, a Dança e o Teatro por meio de eixos de aprendizagem. Segundo os PCNs de Arte: O conjunto de conteúdos está articulado dentro do processo de ensino e aprendizagem e explicitado por intermédio de ações em três eixos norteadores: produzir, apreciar e contextualizar. A estrutura dos eixos de aprendizagem e sua articulação com os tipos de conteúdos da área, de outras áreas e dos Temas Transversais configura uma orga- nização para que as escolas criem seus desenhos curriculares com liberdade, levando em consideração seu contexto educacional. (BRASIL, 1998, p. 49).
  • 10. 10 Livro do Professor Neste material, os eixos têm por objetivo definir a competência geral a ser trabalhada, seja de apreciação, de concei- tuação ou de produção em Arte. Entretanto, na prática pedagógica, assim como neste material didático, os eixos se inter-relacionam e entrelaçam, dialogando entre si e buscando, para cada momento da aprendizagem, uma estratégia própria, com finalidades definidas. Os três eixos estão articulados na prática, ao mesmo tempo que mantêm seus espaços próprios. Os conteúdos poderão ser trabalhados em qualquer ordem, conforme decisão do professor, em conformidade com o desenho curricular de sua equipe e segundo critérios de seleção e ordenação adequados a cada ciclo. (BRASIL, 1998, p. 49). Os eixos de aprendizagem são: KK Despertando os sentidos – destinado à apreciação artística, contempla os momentos de escuta, percepção e leitura de um movimento, estilo, obra ou escola artística. KK Pensando a Arte – trata-se de um espaço destinado à sistematização e à ampliação de estudos de conceitos e contextos em arte. KK Processo de criação – propõe momentos destinados à realização de uma produção artística específica, possibi- litando o exercício e a exploração de vivências práticas em arte. Esse eixo aparece entremeado às seções descritas a seguir, particularmente relacionado à seção “Fazendo arte”. No que se refere ao trabalho com as linguagens artísticas, o material se propõe a trabalhar dentro das perspectivas de horizontalidade e verticalidade. Isso significa que, de um lado, as linguagens são tratadas em sua máxima auto- nomia, de forma vertical, determinando-se especificidades e desenvolvendo com profundidade os conteúdos relativos à sua composição. Por outro lado, é importante que, ao explorar as diferentes formas de manifestação e expressão que a arte oferece, as diferentes linguagens estejam relacionadas entre si, de forma horizontal, de modo que as interfaces de sua comunicação e os princípios básicos que as integram possam ser explorados, conduzindo os alunos a perceberem essas integrações. Por isso,a intenção é buscar sempre um equilíbrio no trabalho com as quatro linguagens,garantindo que haja um compasso entre os estudos individuais de cada uma delas e, quando possível, um estudo de conceitos gerais da arte. Em cada unidade, são privilegiadas determinadas linguagens, visando a tratar o conteúdo com o máximo de profundidade, mas de maneira lúdica.A escolha da(s) linguagem(ns) em destaque é definida pelo elemento norteador do material.Tal privilégio é arti- culado à escolha de conteúdos e gêneros para a unidade seguinte,os quais devem contemplar linguagens diferentes daquelas trabalhadas durante o primeiro momento de aprendizagem, permitindo um estudo integrado. O elemento norteador consiste em estilos, gêneros ou escolas artísticas e serve como um guia para o material, auxiliando na escolha do conteúdo e das lin- guagens privilegiadas.Assim, os eixos de aprendizagem e as linguagens artísticas escolhidas estão diretamente ligados a ele. Quanto à estrutura, o material didático está organizado em quatro volumes por ano, sendo um para cada bimestre. Cada volume é dividido em duas unidades. Os conteúdos se baseiam na alfabetização para aArte e na educação estética, privilegiando processos de produção, apreciação e contextualização. No material, são utilizadas as seguintes seções: Troca de ideias – Apresenta temas a serem explorados por meio de conversa e debate moderado pelo professor, em sala de aula. Possibilita a exposição de concepções pessoais e a construção de novos conceitos. Está inserida no contexto do conteúdo deArte estudado. Prevê a mediação do professor para que o conteúdo não se perca ou desvie para outras temáticas. Trata-se de um momento importante de crítica e apreciação, ou seja, contribui no processo no qual o observador vivencia a experiência da obra de arte. Fazendo arte – É um momento no qual o aluno vivencia a produção artística,experimentando, na prática, técnicas e conceitos aprendidos na unidade em questão. O processo de apreciação e da construção de conhecimento é, assim, complementado por meio do fazer, de acordo com propostas orientadas apresentadas no decorrer da unidade.
  • 11. 7º. ano – 1º. volume Arte 11 Pesquisa – É destinada à busca, pelos alunos, de novas informações ou de dados, que tornem os conhecimentos oferecidos ainda mais significativos ao processo educativo e à contextualização do conteúdo. Para saber mais... – Neste espaço, são apresentadas informações que se relacionam ao tema em estudo, referindo-se principalmente às artes, mas que podem perpassar outras disciplinas. Construindo ideias – Espaço destinado à construção e ao aprofundamento de conhe- cimentos e conceitos sobre alguns dos principais temas abordados. Trata de aspectos da história da Arte, da teoria da Arte, da percepção, etc., os quais, com o fazer e o apreciar a obra de Arte, compõem um dos pontos que norteiam o ensino e a aprendizagem da Arte na concepção sociointeracionista. Cotidiano – Esta seção chama a atenção para a interação de determinado conteúdo com o dia a dia e, principalmente, com a realidade na qual o aluno se insere. Ao longo do tempo – Neste espaço, o aluno tem informações sobre as mudanças ocorridas em determinados movimentos artísticos, compreendendo melhor o processo histórico dos artistas e suas produções. Conexões –Apresenta informações sobre o tema em questão,relacionadas a acontecimentos ocorridos dentro ou fora do âmbito das artes. Ética e cidadania – Apresenta vínculo entre o conteúdo e questões suscitadas pela ética e pela formação de um cidadão, propondo ao aluno uma valorização da sua própria história e a do outro, o respeito às diferenças e a participação no processo de inclusão. Atividades – Tem por objetivo promover a reflexão, a revisão e a fixação dos conteúdos. Com perguntas e respostas mais objetivas, pretende preparar o aluno para questões práticas relacionadas ao conhecimento. Hiperlink – Espaço vinculado a conteúdos específicos, informações e explicação de termos do texto principal. Outras versões –Traz uma opinião diferente daquela que foi apresentada no texto principal do material didático em relação a determinado assunto e demonstra que o tema está aberto a diferentes interpretações. Hiperlink
  • 12. 12 Livro do Professor Curiosidades – Espaço que oferece informações a mais sobre o tema em questão e que amplia a gama de conhecimentos do aluno acerca do assunto. Para fazer – Atividades no corpo das unidades que estabelecem relação com o que foi ou será trabalhado. Avaliação A avaliação na disciplina deArte deve ser contínua e processual, aula a aula, além de ter cunho diagnóstico-formativo, isto é, deve servir para que problemas do aprendizado sejam localizados e, consequentemente, possam ser corrigidos. Para isso, sugere-se a participação dos alunos para o estabelecimento de processos autoavaliativos, nos quais tenham a oportunidade de retomar seus trabalhos e alcançar os objetivos propostos inicialmente, fazendo neles, se necessário, mudanças ou alterações. A avaliação será, portanto, muito mais qualitativa que quantitativa e mais voltada à trajetória individual de cada aluno no seu próprio desenvolvimento do que baseada em um esquema modelar, isto é, amparada em modelos rígidos preexistentes. A cada aula, tanto os processos criativos quanto os de fruição e debate devem ser objetos de discussão, avaliando-se em conjunto a atividade, os ganhos na aprendizagem, a compreensão de conceitos e a aplicação de habilidades e das regras enfatizadas. Em vez de simplesmente verificar o cumprimento e a assimilação de uma agenda rigorosa de conteúdos pelos alunos, deve-se avaliar seu desenvolvimento em relação às habilidades estéticas estudadas, observar o alcance crítico e criativo dos alunos em relação ao conceito estudado e às produções em arte, bem como sua autonomia e seu comprometimento com os conteúdos e as atividades propostas. Com base nisso, sugere-se a criação de um portfólio de cada um dos alunos, para registrar toda a produção rea- lizada por eles na disciplina de Arte – desenhos, fotografias, programas de espetáculos/concertos/shows/peças teatrais a que tenham assistido, catálogos de exposições visitadas, artigos de jornal ou revista sobre determinado assunto que tenham encontrado, textos próprios sobre questões referentes a essas e a outras atividades que envolvam a arte, frases significativas encontradas ou produzidas por eles, entrevistas e/ou pesquisas, entre outros. Desse modo, não apenas você pode ter uma visão mais objetiva do desenvolvimento dos alunos, mas eles próprios, ao revisitarem seus desenhos, textos, registros, pensamentos e pesquisas, terão a chance de retomá-los, autoavaliando seus patamares de experiência.
  • 13. 7º. ano – 1º. volume Arte 13 Programação anual de conteúdos 6º. ano: ARTE NO COTIDIANO (Eixo norteador para a escolha dos conteúdos do ano) Objetivos: KK conhecer e refletir sobre os conceitos de arte, entendendo a relação entre a função e o contexto em que se insere; KK identificar, nas diferentes linguagens artísticas, os objetos apresentados e os princípios discutidos. Volume 1 Unidade 1 – Isso é arte? Unidade 2 – O rock: dança ou música? Música ou dança? LINGUAGEM PRIVILEGIADA • Artes Visuais • Dança e Música APRECIAÇÃO • Pop Art Artistas evidenciados: • Andy Warhol • Roy Lichtenstein • Peter Blake • Música e danças do rock and roll Artista evidenciado: • Elvis Presley CONCEITOS E CONTEXTOS Contexto: • Jovens artistas da década de 1950 nos EUA Conceitos: • Iniciando a discussão sobre o que é Arte • Arte e cultura de massa Elemento formal: • A cor na Pop Art Movimento: • Pop Art Gênero: • O retrato (representações e imagens de celebridades) Técnica e meio: • A colagem Contexto: • A música e a dança nos EUA na década de 1960 • O pós-guerra e a comercialização de produtos culturais Conceitos: • A dança como expressão de mudanças comportamentais • Som e ruído • Instrumentos de cordas e de percussão • Indústria cultural Elementos formais: • Pulsação, ritmo, tempo e contratempo • Equilíbrio • A dança do rock and roll e seu estilo acrobático Gênero: • Rock and roll Técnica e meio: • Os instrumentos da banda de rock: a guitarra, o baixo e a bateria PRODUÇÃO • Realizar um exercício de colagem • Criar uma bateria diferente • Fazer o registro gráfico do movimento da dança
  • 14. 14 Livro do Professor 6º. ano: ARTE NO COTIDIANO (Eixo norteador para a escolha dos conteúdos do ano) Volume 2 Unidade 3 – Arte para quê? Unidade 4 – Arte e (é) diversão? LINGUAGEM PRIVILEGIADA • Arte Visuais,Teatro e Música • Teatro, Música, Dança e Cinema APRECIAÇÃO • História em quadrinhos • Teatro de bonecos • Teatro de sombras Artistas evidenciados: • Roy Lichtenstein • Mauricio de Sousa • Monteiro Lobato • Comédia, farsa, ópera e musicais Artista evidenciado: • Charles Chaplin CONCEITOS E CONTEXTOS Contexto: • A origem das histórias em quadrinhos Conceito: • Algumas funções da arte Elementos formais: • Figura e fundo • O personagem Gêneros: • História em quadrinhos • Gêneros teatrais com formas animadas Técnicas e meios: • Desenho de história em quadrinhos • Marionetes, bonecos de luva, bonecos de vareta e sombras Contextos: • O humor no cinema mudo: lirismo, dor e crítica • A dança nos musicais Conceitos: • O cômico • O bailarino/ator ou ator/bailarino Elementos formais: • O personagem, a ação, o foco Técnicas e meios: • O gesto e a palavra Gêneros: • A comédia, a farsa, a ópera, os musicais PRODUÇÃO • Criar tira de quadrinhos • Criar personagens com sombras das mãos • Representar com teatro de sombras • Realizar jogos teatrais • Fazer exercícios de improvisação • Realizar exercício de dança inspirado em musical contemporâneo
  • 15. 7º. ano – 1º. volume Arte 15 6º. ano: ARTE NO COTIDIANO6º. ano: ARTE NO COTIDIANO (Eixo norteador para a escolha dos conteúdos do ano) Volume 3 Unidade 5 – Arte popular e suas raízes Unidade 6 – Quem não gosta de samba? LINGUAGEM PRIVILEGIADA • Dança e Artes Visuais • Música e Teatro APRECIAÇÃO • Danças de roda • Manifestações da arte do povo Artista evidenciado: • Mestre Vitalino • Danças e músicas do samba Artistas evidenciados: • Donga • Dorival Caymmi CONCEITOS E CONTEXTOS Contexto: • O que são danças de roda e qual é sua origem Conceitos: • O que é artesanato e no que este difere da arte • Mestre Vitalino: artista ou artesão? Elementos formais: • A cor e a forma Gênero: • Artesanato Movimento: • Arte Naïf Contextos: • A origem do samba: da Bahia para o Rio de Janeiro e para o mundo! • O carnaval Conceitos: • A produção do som • Batuque, batucada • Andamento Elementos formais: • O ritmo • O enredo Gênero: • O samba Técnicas e meios: • Instrumentos de sopro, cordas e percussão • Os instrumentos do samba PRODUÇÃO • Dançar uma dança de roda • Confeccionar uma peça de artesanato • Construir instrumentos de percussão • Vivenciar uma improvisação rítmica
  • 16. 16 Livro do Professor 6º. ano: ARTE NO COTIDIANO6º. ano: ARTE NO COTIDIANO (Eixo norteador para a escolha dos conteúdos do ano) Volume 4 Unidade 7 – Arte nos espaços urbanos Unidade 8 – Atitude! O que é ter atitude? LINGUAGEM PRIVILEGIADA • Artes Visuais e Dança • Dança, Música e Teatro APRECIAÇÃO • Hip-hop • Graffiti • Breakdance Artistas evidenciados: • Afrika Bambaataa • James Brown • Os Gêmeos • O hip-hop e seus quatro elementos: o graffiti, o rap, o DJ e o break Artistas evidenciados: • Africa Bambaataa • MV Bill CONCEITOS E CONTEXTOS Contextos: • A origem do hip-hop • O graffiti: como se tornou um dos quatro elementos do hip-hop • A origem e as danças que formaram a breakdance, dança oficial do hip-hop Conceitos: • O graffiti como expressão • Os muros como suporte da arte e como mídia alternativa Elementos formais: • A assinatura: tag, throw-up e wild style • Efeitos de profundidade e perspectiva Movimentos artísticos nascidos nas ruas: • Hip-hop, graffiti e breakdance Gênero: • Dança de rua Técnicas e meios: • Graffiti 2D e 3D Contexto: • O lema do hip-hop: “Atitude!” Conceitos: • As batalhas do break: uma representação em forma de dança • O rap e suas letras politicamente engajadas • O DJ e o improviso na criação de ritmos e atmosferas sonoras para o rap e o break Elementos formais: • Fluência (na breakdance) • Ritmo e poesia • Atmosferas sonoras e rítmicas Gêneros: • Rap e break Técnicas e meios: • Movimentos acrobáticos • O toca-discos, o disco de vinil, o laptop • A poesia falada PRODUÇÃO • Criar assinatura em vários estilos do graffiti • Dizer uma poesia como um rap • Criar atmosferas sonoras e rítmicas para o rap e o break • Pesquisar fotos com passos do break
  • 17. 7º. ano – 1º. volume Arte 17 7º. ano: ARTE, CULTURA E ETNIAS (Eixo norteador para a escolha dos conteúdos do ano) Objetivos: KK compreender diferentes funções da arte; KK refletir sobre a arte como fenômeno social; KK conhecer as semelhanças e as diferenças entre a concepção romântica da arte pela arte e a de arte de cunho social; KK conhecer o contexto do Modernismo no Brasil, anos de 1920, compreendendo as relações entre arte e cultura; KK conhecer as raízes étnicas e a influência das culturas africana e indígena na arte brasileira; KK refletir sobre as funções ritualística, social, narrativa, religiosa e de entretenimento da arte. Volume 1 Unidade 1 – Caçadores ou “artistas”? Unidade 2 – Arte dos povos LINGUAGEM PRIVILEGIADA • Artes Visuais e Teatro • Música e Dança APRECIAÇÃO • A pintura rupestre e o teatro primitivo • A dança e a música de diferentes povos Artistas evidenciados: • Barbatuques • Maracatu Lua Nova CONCEITOS E CONTEXTOS Contextos: • O homem na Pré-História • A arte nos rituais primitivos Conceitos: • Pinturas nas cavernas • Pinturas corporais • A representação • Contação de histórias • Funções da arte nas sociedades primitivas Elementos formais: • Usos da voz na música ritual (canto, fala, grito, sussurro, etc.) • A linha (na pintura corporal) • Cor: pigmentos naturais e composição Técnicas e meios: • A improvisação • Fabricação de tintas com terra • Máscara Contextos: • A dança e a música dos povos pelo mundo e suas funções sociais Conceitos: • Diversidade, pluralidade • Arte tradicional, regional, dos povos • Algumas funções da dança e da música (introdução): ritualísticas, sociais, narrativas, religiosas e de entretenimento • Dança espontânea • O corpo como instrumento musical Elementos formais: • Pulsação, ritmos e batimentos • Adereços • Ensaio (dança espontânea ou planejada) Gênero: • O maracatu – um exemplo brasileiro Técnicas e meios: • A voz como ferramenta de comunicação • Instrumentos primitivos • Dança espontânea PRODUÇÃO • Fabricar tintas naturais • Criar e pintar máscaras com essas tintas • Realizar improvisações teatrais • Experienciar jogos teatrais com máscaras • Realizar jogos de percussão corporal • Realizar jogos com o uso da voz (entre a fala e o canto) • Realizar exercício de dança espontânea
  • 18. 18 Livro do Professor 7º. ano: ARTE, CULTURA E ETNIAS (Eixo norteador para a escolha dos conteúdos do ano) Volume 2 Unidade 3 – A arte sem fronteiras Unidade 4 – Um Brasil plural LINGUAGEM PRIVILEGIADA • Artes Visuais e Dança • Música, Dança e Teatro APRECIAÇÃO • A pintura corporal africana e aborígene e as danças de origem afro na atualidade Artista evidenciado: • Mercedes Baptista • O bumba meu boi, o frevo, a capoeira e o fandango Artistas evidenciados: • Vinicius de Moraes • Baden Powell • Grupo Fato CONCEITOS E CONTEXTOS Contexto: • Origens do balé afro atual Conceito: • A relação entre as pinturas corporais dos povos e as tatuagens e a maquiagem ocidentais Elemento formal: • Simetria (na pintura corporal) Técnica e meio: • Pintura corporal Contextos: • Músicas e danças regionais brasileiras e seus contextos sociais • Festival de Parintins Conceitos: • Diversidade cultural • Folguedo Elementos formais: • Ritmo • Célula rítmico-melódica • Refrão Gêneros: • O bumba meu boi e sua teatralidade • O frevo, seus passos e sua música • A capoeira e seu berimbau • O fandango e seus tamancos Técnica e meio: • Instrumentos de cordas pinçadas, friccionadas e percutidas PRODUÇÃO • Produzir e realizar desfile com roupas pintadas pelos alunos, “inspiradas” nas pinturas corporais • Realizar jogos de improvisação rítmica com palavras e batimentos • Construir instrumentos de cordas
  • 19. 7º. ano – 1º. volume Arte 19 7º. ano: ARTE, CULTURA E ETNIAS (Eixo norteador para a escolha dos conteúdos do ano) Volume 3 Unidade 5 – O Brasil, de Colônia a Reino, na visão de artistas europeus Unidade 6 – Arte Narrativa – A arte fala? LINGUAGEM PRIVILEGIADA • Artes Visuais e Música • Dança e Teatro APRECIAÇÃO • A pintura do Brasil Colônia ao Brasil Reino e a arte barroca brasileira Artistas evidenciados: • Albert Eckhout • Antonio Francisco Lisboa (O Aleijadinho) • Jean-Baptiste Debret • Johann Moritz Rugendas • Almir Sater • Danças narrativas e dança-teatro • O teatro como narrativa Artistas evidenciados: • Pinna Bausch • Eurípides • William Shakespeare • Bertolt Brecht • Nelson Rodrigues CONCEITOS E CONTEXTOS Contextos: • A paisagem e os habitantes do Brasil retratados por pintores viajantes • O Barroco no Brasil e as esculturas de Aleijadinho • Cenas musicais pintadas por artistas viajantes no Brasil Conceitos: • A influência das culturas africana e indígena na música no Brasil: heranças que permanecem até hoje • Como Debret, Rugendas e outros pintores documentaram a música brasileira de sua época Elemento formal: • Proporção (beleza helênica) Gêneros e estilos: • Natureza morta (Eckhout) • Pintura neoclássica (Debret) • Escultura barroca (anatomia e expressividade das obras de Aleijadinho) Técnicas e meios: • O violão, o bandolim e o cavaquinho Contextos: • A dança como forma de narração de histórias (no balé clássico e no moderno) • Quatro momentos do drama teatral no decorrer da história: Eurípides, Shakespeare, Brecht e Nelson Rodrigues Conceitos: • A representação de fatos do dia a dia por meio da dança • O teatro como narrativa • O espetáculo teatral ou dançado: uma equipe em que cada um é essencial Elementos formais: • O texto dramático • O dramaturgo • O coreógrafo Gênero: • A dança-teatro (estilo inserido no balé moderno) Técnica e meio: • Expressividade PRODUÇÃO • Elaborar desenho e pintura de registro de paisagem contemporânea • Realizar a montagem de uma encenação teatral dançada
  • 20. 20 Livro do Professor 7º. ano: ARTE, CULTURA E ETNIAS (Eixo norteador para a escolha dos conteúdos do ano) Volume 4 Unidade 7 – Arte, Comunicação e Cidadania Unidade 8 – Somos modernos! LINGUAGEM PRIVILEGIADA • Dança e Teatro • Artes Visuais e Música APRECIAÇÃO • Dança inclusiva • Mímica Artistas evidenciados: • Marcel Marceau • Juarez Machado • Semana de Arte Moderna • Modernismo e Nacionalismo Artistas evidenciados: • Tarsila do Amaral • Candido Portinari • Victor Brecheret • Heitor Villa-Lobos CONCEITOS E CONTEXTOS Contextos: • A dança e o teatro como formas de comunicação por meio do corpo • Comunicação, inclusão e cidadania por meio do teatro e da dança Conceitos: • Os gestos e o corpo como meios de expressão, comunicação e inclusão • O teatro como atividade social • A dança de pessoas com necessidades especiais • A dança nos bailes das comunidades carentes Elementos formais: • A palavra, o gesto, o corpo • As emoções como matéria-prima da representação cênica Gênero: • Dança inclusiva Técnicas e meios: • A mímica • Improvisação cênica • Figurino e maquiagem no teatro Contextos: • Antecedentes • A importância da Semana de Arte Moderna na pintura e na música brasileiras Conceitos: • O Modernismo • O Nacionalismo • Música erudita, música popular e música de tradição oral Elementos formais: • Pintura e escultura modernas • Intensidade do som (forte e fraco) Gênero: • O choro Estilos: • Primitivismo, Construtivismo Técnicas e meios: • O quarteto de cordas • A partitura, as notas musicais PRODUÇÃO • Vivenciar uma simulação de dança inclusiva • Realizar jogos teatrais interativos com o corpo • Criar narrativas mediante o gesto • Reler uma obra de Victor Brecheret • Criar composição coletiva com instrumentos de percussão, voz, pios, citação de canção infantil e sons da floresta
  • 21. 7º. ano – 1º. volume Arte 21 Referências BARBOSA,Ana Mae. Arte-educação: conflitos/acertos. 3. ed. São Paulo: Max Limonad, 1988. BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte – 5ª. a 8ª. série. Brasília: MEC/SEF, 1998. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos temas transversais – Ética. 3. ed. Brasília: MEC, 2001. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte. 3. ed. Brasília: MEC, 2001. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 5. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. IAVELBERG, Rosa. O ensino da arte na pré-escola: o desenho como construção. Ideias, São Paulo, n. 7, p. 93-106, 1992. PIMENTEL, Lúcia Gouvêa; CUNHA, Evandro José Lemos da; MOURA, José Adolfo. Proposta Curricular de Arte do Ensino Fundamental: 6º. a 9º. ano. Disponível em: <http://crv.educacao.mg.gov.br/sistema_crv/banco_objetos _crv/%7B81BD08C9-B1A8- 46F3-BBE4-CC9C6E0F6319%7D_proposta-curricular_arte_ef.pdf>.Acesso em: 17 nov. 2010. SANTOMAURO, Beatriz. O que ensinar em Arte. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/arte/fundamentos/conhecer- cultura-soltar-imaginacao-427722.shtml>.Acesso em: 14 jan. 2011. STANISLAVSKI, Constantin. Manual do ator. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997. SWANWICK, Keith. Ensinando música musicalmente. São Paulo: Moderna, 2003. ______. Music knowledge: intuition, analysis and music education. Londres: Routledge, 1994. Anotações
  • 22. 22 Livro do Professor Anotações