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1
A REALIDADE ATUAL
Os adolescentes da atualidade nasceram assistindo
televisão. Pode parecer um exagero, mas é uma
realidade. A geração atual é altamente visual.
Convivem com a tecnologia com a mesma facilidade
com a qual os índios convivem na floresta.
2
A televisão tem objetivos puramente comerciais. Até
o que chamam de “diversão”, de fato tem o propósito
de criar preferência por um produto qualquer.
Ali estão presentes os movimentos (ação), a cor, o
som (música), a imagem.
Todos criteriosamente
montados por uma equipe
gigantesca de técnicos que
trabalham com objetivos
bem claros e definidos.
Nada é feito por acaso.
3
Esses são os adolescentes que vêm para a igreja a
cada sábado e ao clube cada domingo. Garotos e
garotas que passaram horas durante a semana
anterior sob o efeito hipnótico da televisão e do
computador.
4
Imperceptivelmente se condicionaram à ação, ao
dinamismo da tela, e quer se queira, ou não, terão
dificuldades de se concentrar em um(a) professor(a)
ou instrutor(a) que fica falando sozinho, muitas vezes
lendo a lição ou a Bíblia. Não adianta dizer que não se
interessam pela Bíblia. O problema é de quem os
ensina. A abordagem é que está errada. Se funcionar
para adultos no início da terceira idade, não dá certo
com essa faixa etária ávida por novidades. O método
precisa ser adequado, próprio para o público que se
quer atingir.
5
Isso não significa bagunça. Nem tão pouco
abandonar os princípios da fé adventista. Mas sim,
usar recursos e estratégias inteligentes para ensinar
com eficiência os valores eternos. Se o mundo investe
tanto para ensinar porcaria, quanto mais deveria ser
investido no ensino da salvação?
6
O que um Líder de desbravadores precisa fazer?
1. Saber onde quer chegar. Esta é uma questão
fundamental. Na mente de quem ensina precisa estar
bem clara, aonde quero ir com meus adolescentes.
Porque é que estamos estudando este tema? O que
quero que aprendam depois de concluída a lição? O que
desejo que realizem? Que posturas, hábitos e atitudes,
desejo que incorporem? Enquanto isso não acontecer,
nada mudará. Infelizmente, muitos não conseguem
responder a essas questões básicas. Imagine alguém
chegando em um terminal rodoviário como o do Tietê
em São Paulo, sem saber para onde quer ir. E o pior de
tudo, é que acaba entrando no primeiro ônibus com a
porta aberta. Que desastre!
7
2. Saber como é que chegará aonde quer chegar. Isso tem
que ver com conteúdo. Qual é o conteúdo da lição?
Quais são as ideias? Que textos bíblicos apresentar? Qual
sua argumentação? O professor necessita estudar a
lição. Mas estudar mesmo. De fato e de verdade. Não na
sexta feira à noite, mas durante a semana. Como uma
esponja, precisa absorver as ideias tornando-as suas.
Somente assim é que conseguirá ensinar com eficácia.
Sem precisar ler verso por verso, palavra por palavra da
lição. Os pássaros alimentam seus filhotes ingerindo os
alimentos para depois regurgitarem em seus bicos o
alimento pré-digerido. Saber “o que” “ensinar”.
Conhecer o conteúdo do ensino.
8
3. Saber o que usará para chegar aonde quer. O professor
ou instrutor precisa conhecer o processo que usará para
ensinar o conteúdo. Depois de definido o conteúdo,
buscará formas de ensiná-lo com sabedoria. O Manual
para professores da Escola Sabatina dos Adolescentes
têm boas ideias. É aqui que entram os métodos, as
técnicas, os recursos dinâmicos, para ensinar a Bíblia.
Um professor ou instrutor “preguiçoso” acha que está
ensinando quando “passa” a lição lendo cada palavra do
texto. Já foi o tempo em que isso podia ser feito e
relativamente dava certo. Hoje, os alunos exigem
dinamismo. Diversidade de recursos. O conteúdo não
muda. A lição é a mesma. Apenas a forma como é
ensinada requer inovação.
9
4. Avaliar se chegou aonde queria. Como é que
alguém pode saber se chegou sem saber aonde
queria chegar? Para conferir se de fato chegou no
lugar pretendido, uma avaliação deveria ser feita.
Não com testes ou provas, mas pela observação
atenta. Um bom método é através de perguntas e
respostas tentando saber se os recursos usados
foram eficientes para conduzir o grupo aonde se
desejava.
10
Isso é necessário porque as pessoas não aprendem
da mesma forma. Há diferentes tipos de aprendizes.
Embora a forma mais fácil de aprender seja através
das experiências práticas da vida, as pessoas diferem
umas das outras.
11
A Educadora Bernice McCarthy identifica quatro
estilos básicos de aprendizes: Interativo, Analítico,
Pragmático e Dinâmico. Nenhum destes se encaixará
perfeitamente em um aluno. Todos nós somos uma
mistura dos quatro estilos, mas a maioria sentirá que
há um em que se enquadra melhor. Para alguns
alunos, um estilo será tão predominante que eles não
aprenderão se este for deixado de fora dos nossos
planos de ensino.
12
Os aprendizes interativos são pessoas sensíveis que
se envolvem com outras e aprendem melhor em
contextos que possibilitam o desenvolvimento de
relacionamentos interpessoais. Esses alunos curiosos
e inquiridores aprendem ouvindo e compartilhando
ideias. Eles veem o quadro geral de forma panorâmica
com mais facilidade que pequenos detalhes.
Aprendem usando os sentidos, a sensibilidade e a
observação. Conseguem ver todos os lados das
questões apresentadas.
13
Os aprendizes analíticos adquirem conhecimento
observando e ouvindo. Esperam que o professor seja o
principal fornecedor das informações, enquanto ficam
sentados e avaliam com cuidado a informação
apresentada. Estes alunos aprendem pelo método
tradicional e são por isso considerados os melhores
aprendizes. São planejadores estratégicos. Visam à
perfeição, respostas corretas e o grau máximo na escola da
vida. Querem primeiro obter todos os dados, para depois
tomar uma decisão. Ficam inconformados quando um
professor afasta-se do método tradicional de ensinar no
mundo ocidental. Zelosos e precisos em seus
pensamentos, estão inteiramente empenhados em
analisar “fatos somente, nada além de fatos”.
14
Os aprendizes pragmáticos gostam de brincar com
ideias para ver se elas são racionais e funcionais. Esses
alunos testam a teoria no mundo real para aplicar o
que aprenderam. Amam ver o trabalho realizado. São
pessoas que põem mãos à obra. Sobressaem-se
quando lidam com o
que é prático e de
importância imediata
para eles. Aprendem
melhor quando aprender
é combinado com fazer.
15
Aprendizes dinâmicos também gostam da ação como
parte do processo da aprendizagem, porém, melhor
que elaborar planos baseados em sua conclusão
racional, os aprendizes dinâmicos sobressaem-se
seguindo a intuição e percebendo novas direções e
possibilidades. Assumem riscos e se dão bem em
situações que requerem flexibilidade e mudança, e
encontram verdadeiro prazer em começar algo novo
ou deixar sua marca pessoal de originalidade em uma
ideia.”
Marlene D. Lefever. Estilos de Aprendizagem, (Rio de
Janeiro: CPAD, 2002), 17-19.
16
A compreensão dessa realidade leva o professor a
aprimorar seus métodos e técnicas adequando-os aos
seus alunos.
McCarthy desenvolveu um ciclo de aprendizagem no
qual se encaixam todos os tipos de aprendizes.
17
“O estudo da lição da Escola Sabatina pode ser
organizado em torno dos quatro tipos de aprendizes.
A lição começa com o interativo e passa para o
analítico, então vai para o pragmático e, finalmente,
encerra-se com o dinâmico.” Adaptado de Lefever, 23.
18
Ao iniciar o estudo da lição, o professor deverá
realizar uma atividade de abertura através da qual
contextualizará o tema a ser analisado com a
experiência de seus alunos. Usa o que os alunos já
sabem. Isso captará a atenção e despertará o
interesse. Os aprendizes interativos se envolverão
partilhando o que experimentam no dia a dia. Como
apreciam falar, serão os primeiros a exporem o que
pensam criando um ambiente propício e interessante.
19
Em seguida, o professor precisa acrescentar novos fatos e
conceitos ao que já é conhecido. Aqui se processa a análise
propriamente dita do conteúdo da lição. Isso interessará
de maneira especial aos aprendizes analíticos. Alguns
acham que estudar o conteúdo da lição deve ser de forma
expositiva. Não. Uma lição pode ser estudada de forma
interessante usando-se o método da aprendizagem ativa
na qual todos participam em atividades criativas como
pesquisas de textos bíblicos, consulta em dicionários,
mapas, etc... Algo precisa ficar bem claro. As atividades
nunca devem ser um fim em si mesmas, mas apenas um
meio para conduzir o processo de aprendizagem de forma
agradável. “O professor orienta os alunos na descoberta do
que precisam saber ou, dependendo da faixa etária,
indica-lhes a direção para estudarem a Palavra de Deus por
si mesmos”. Ibid., 26.
20
Como um terceiro passo na sequência do estudo do
tema da lição, o professor os levaria a aplicarem os
conceitos estudados. Necessitam descobrir
como por em prática o que aprenderam.
Conhecer simplesmente para conhecer
fatos, não tem significado algum. Os
aprendizes pragmáticos gostam de pensar
em termos de: Para que me serve isso?
Como poderei praticar isso em minha vida?
21
Como parte conclusiva da lição, tente fazer com que
conheçam formas de tornar conhecido a outros, o que
aprenderam. “Alunos dinâmicos querem ampliar o que
aprenderam acrescentando ideias produtivas e às
vezes ensinando a outros o que sabem. Eles são bons
em sugerir uma porção de ideias para expandir o que
sabem... O professor participa ajudando-os a
explorarem as possibilidades do que sabem”.
22
“Em um ambiente eficaz de aprendizagem, todos os
alunos participam de todas as quatro partes do
estudo, não só da parte para a qual está apto. Eles
sabem que seu estilo de aprendizado será valorizado
em algum ponto da lição. Esta certeza os deixa
tranquilos para participarem de atividades que não
alcançam suas áreas fortes”.
23
“O estudo se inicia com um quadro geral, com aquilo
que já é conhecido e avança para o que é novo. O ciclo
de quatro estágios começa com experiências de aqui
e agora, seguidas por compilações de dados e
observações sobre esta experiência. Estes dados em
seguida são analisados e as conclusões repassadas
aos alunos na experiência de aprendizado para seu
uso na modificação de seu comportamento e escolha
de novas experiências de aprendizagem”.
24
CONCLUSÃO
O melhor método é aquele através do qual o ensino
se processa de forma tranquila. Um caminho fácil,
porém seguro. Que leva ao objetivo proposto pelo
educador. No desenvolvimento do tema, o professor
deveria levar em consideração os diferentes estilos de
aprendizagem para que seguindo os passos do ciclo da
aprendizagem todos possam aprender de forma que
lhes interessa.
25
• REFORÇANDO A APRENDIZAGEM:
1. Método é o _______________ atingir um propósito.
2. Método é o _____________ principal no processo
ensino/aprendizagem. Já técnicas são os ___________
usados para operar o método.
3. O melhor método é aquele que com o menor
_________________ se obtém o máximo de
______________ possível.
4. Os adolescentes atuais são grandemente
influenciados pela _________________.
26
5. O método _______________ de ensinar no mundo
ocidental não desperta o interesse dos adolescentes.
6. Para ensinar aos adolescentes, o professor precisa
ser um _______________.
7. Quando se ensina a lição para adolescentes, o
professor precisa saber ____________ chegar.
8. Além de saber aonde quer chegar, o professor
precisa saber ______________ chegará lá.
27
9. Um bom professor de adolescentes conhecerá
________________ para chegar aonde quer.
10. _______________ é conferir se de fato chegou
aonde queria chegar.
11. Há quatro tipos de aprendizes: ____________
______________; ____________;
___________________.
12. Gostam de falar de suas experiências:
Aprendizes _____________________.
28
13. Apreciam uma classe tradicional: Aprendizes
________________________.
14. Praticar tudo o que aprendem: Aprendizes
_____________________.
15. Percebem novas direções naquilo que estão
aprendendo: Aprendizes _______________.
16. O ciclo de aprendizagem natural tem quatro passos:
(1) ___________________________
(2) ___________________________
(3) ___________________________
(4) ___________________________
29

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  • 1. 1
  • 2. A REALIDADE ATUAL Os adolescentes da atualidade nasceram assistindo televisão. Pode parecer um exagero, mas é uma realidade. A geração atual é altamente visual. Convivem com a tecnologia com a mesma facilidade com a qual os índios convivem na floresta. 2
  • 3. A televisão tem objetivos puramente comerciais. Até o que chamam de “diversão”, de fato tem o propósito de criar preferência por um produto qualquer. Ali estão presentes os movimentos (ação), a cor, o som (música), a imagem. Todos criteriosamente montados por uma equipe gigantesca de técnicos que trabalham com objetivos bem claros e definidos. Nada é feito por acaso. 3
  • 4. Esses são os adolescentes que vêm para a igreja a cada sábado e ao clube cada domingo. Garotos e garotas que passaram horas durante a semana anterior sob o efeito hipnótico da televisão e do computador. 4
  • 5. Imperceptivelmente se condicionaram à ação, ao dinamismo da tela, e quer se queira, ou não, terão dificuldades de se concentrar em um(a) professor(a) ou instrutor(a) que fica falando sozinho, muitas vezes lendo a lição ou a Bíblia. Não adianta dizer que não se interessam pela Bíblia. O problema é de quem os ensina. A abordagem é que está errada. Se funcionar para adultos no início da terceira idade, não dá certo com essa faixa etária ávida por novidades. O método precisa ser adequado, próprio para o público que se quer atingir. 5
  • 6. Isso não significa bagunça. Nem tão pouco abandonar os princípios da fé adventista. Mas sim, usar recursos e estratégias inteligentes para ensinar com eficiência os valores eternos. Se o mundo investe tanto para ensinar porcaria, quanto mais deveria ser investido no ensino da salvação? 6
  • 7. O que um Líder de desbravadores precisa fazer? 1. Saber onde quer chegar. Esta é uma questão fundamental. Na mente de quem ensina precisa estar bem clara, aonde quero ir com meus adolescentes. Porque é que estamos estudando este tema? O que quero que aprendam depois de concluída a lição? O que desejo que realizem? Que posturas, hábitos e atitudes, desejo que incorporem? Enquanto isso não acontecer, nada mudará. Infelizmente, muitos não conseguem responder a essas questões básicas. Imagine alguém chegando em um terminal rodoviário como o do Tietê em São Paulo, sem saber para onde quer ir. E o pior de tudo, é que acaba entrando no primeiro ônibus com a porta aberta. Que desastre! 7
  • 8. 2. Saber como é que chegará aonde quer chegar. Isso tem que ver com conteúdo. Qual é o conteúdo da lição? Quais são as ideias? Que textos bíblicos apresentar? Qual sua argumentação? O professor necessita estudar a lição. Mas estudar mesmo. De fato e de verdade. Não na sexta feira à noite, mas durante a semana. Como uma esponja, precisa absorver as ideias tornando-as suas. Somente assim é que conseguirá ensinar com eficácia. Sem precisar ler verso por verso, palavra por palavra da lição. Os pássaros alimentam seus filhotes ingerindo os alimentos para depois regurgitarem em seus bicos o alimento pré-digerido. Saber “o que” “ensinar”. Conhecer o conteúdo do ensino. 8
  • 9. 3. Saber o que usará para chegar aonde quer. O professor ou instrutor precisa conhecer o processo que usará para ensinar o conteúdo. Depois de definido o conteúdo, buscará formas de ensiná-lo com sabedoria. O Manual para professores da Escola Sabatina dos Adolescentes têm boas ideias. É aqui que entram os métodos, as técnicas, os recursos dinâmicos, para ensinar a Bíblia. Um professor ou instrutor “preguiçoso” acha que está ensinando quando “passa” a lição lendo cada palavra do texto. Já foi o tempo em que isso podia ser feito e relativamente dava certo. Hoje, os alunos exigem dinamismo. Diversidade de recursos. O conteúdo não muda. A lição é a mesma. Apenas a forma como é ensinada requer inovação. 9
  • 10. 4. Avaliar se chegou aonde queria. Como é que alguém pode saber se chegou sem saber aonde queria chegar? Para conferir se de fato chegou no lugar pretendido, uma avaliação deveria ser feita. Não com testes ou provas, mas pela observação atenta. Um bom método é através de perguntas e respostas tentando saber se os recursos usados foram eficientes para conduzir o grupo aonde se desejava. 10
  • 11. Isso é necessário porque as pessoas não aprendem da mesma forma. Há diferentes tipos de aprendizes. Embora a forma mais fácil de aprender seja através das experiências práticas da vida, as pessoas diferem umas das outras. 11
  • 12. A Educadora Bernice McCarthy identifica quatro estilos básicos de aprendizes: Interativo, Analítico, Pragmático e Dinâmico. Nenhum destes se encaixará perfeitamente em um aluno. Todos nós somos uma mistura dos quatro estilos, mas a maioria sentirá que há um em que se enquadra melhor. Para alguns alunos, um estilo será tão predominante que eles não aprenderão se este for deixado de fora dos nossos planos de ensino. 12
  • 13. Os aprendizes interativos são pessoas sensíveis que se envolvem com outras e aprendem melhor em contextos que possibilitam o desenvolvimento de relacionamentos interpessoais. Esses alunos curiosos e inquiridores aprendem ouvindo e compartilhando ideias. Eles veem o quadro geral de forma panorâmica com mais facilidade que pequenos detalhes. Aprendem usando os sentidos, a sensibilidade e a observação. Conseguem ver todos os lados das questões apresentadas. 13
  • 14. Os aprendizes analíticos adquirem conhecimento observando e ouvindo. Esperam que o professor seja o principal fornecedor das informações, enquanto ficam sentados e avaliam com cuidado a informação apresentada. Estes alunos aprendem pelo método tradicional e são por isso considerados os melhores aprendizes. São planejadores estratégicos. Visam à perfeição, respostas corretas e o grau máximo na escola da vida. Querem primeiro obter todos os dados, para depois tomar uma decisão. Ficam inconformados quando um professor afasta-se do método tradicional de ensinar no mundo ocidental. Zelosos e precisos em seus pensamentos, estão inteiramente empenhados em analisar “fatos somente, nada além de fatos”. 14
  • 15. Os aprendizes pragmáticos gostam de brincar com ideias para ver se elas são racionais e funcionais. Esses alunos testam a teoria no mundo real para aplicar o que aprenderam. Amam ver o trabalho realizado. São pessoas que põem mãos à obra. Sobressaem-se quando lidam com o que é prático e de importância imediata para eles. Aprendem melhor quando aprender é combinado com fazer. 15
  • 16. Aprendizes dinâmicos também gostam da ação como parte do processo da aprendizagem, porém, melhor que elaborar planos baseados em sua conclusão racional, os aprendizes dinâmicos sobressaem-se seguindo a intuição e percebendo novas direções e possibilidades. Assumem riscos e se dão bem em situações que requerem flexibilidade e mudança, e encontram verdadeiro prazer em começar algo novo ou deixar sua marca pessoal de originalidade em uma ideia.” Marlene D. Lefever. Estilos de Aprendizagem, (Rio de Janeiro: CPAD, 2002), 17-19. 16
  • 17. A compreensão dessa realidade leva o professor a aprimorar seus métodos e técnicas adequando-os aos seus alunos. McCarthy desenvolveu um ciclo de aprendizagem no qual se encaixam todos os tipos de aprendizes. 17
  • 18. “O estudo da lição da Escola Sabatina pode ser organizado em torno dos quatro tipos de aprendizes. A lição começa com o interativo e passa para o analítico, então vai para o pragmático e, finalmente, encerra-se com o dinâmico.” Adaptado de Lefever, 23. 18
  • 19. Ao iniciar o estudo da lição, o professor deverá realizar uma atividade de abertura através da qual contextualizará o tema a ser analisado com a experiência de seus alunos. Usa o que os alunos já sabem. Isso captará a atenção e despertará o interesse. Os aprendizes interativos se envolverão partilhando o que experimentam no dia a dia. Como apreciam falar, serão os primeiros a exporem o que pensam criando um ambiente propício e interessante. 19
  • 20. Em seguida, o professor precisa acrescentar novos fatos e conceitos ao que já é conhecido. Aqui se processa a análise propriamente dita do conteúdo da lição. Isso interessará de maneira especial aos aprendizes analíticos. Alguns acham que estudar o conteúdo da lição deve ser de forma expositiva. Não. Uma lição pode ser estudada de forma interessante usando-se o método da aprendizagem ativa na qual todos participam em atividades criativas como pesquisas de textos bíblicos, consulta em dicionários, mapas, etc... Algo precisa ficar bem claro. As atividades nunca devem ser um fim em si mesmas, mas apenas um meio para conduzir o processo de aprendizagem de forma agradável. “O professor orienta os alunos na descoberta do que precisam saber ou, dependendo da faixa etária, indica-lhes a direção para estudarem a Palavra de Deus por si mesmos”. Ibid., 26. 20
  • 21. Como um terceiro passo na sequência do estudo do tema da lição, o professor os levaria a aplicarem os conceitos estudados. Necessitam descobrir como por em prática o que aprenderam. Conhecer simplesmente para conhecer fatos, não tem significado algum. Os aprendizes pragmáticos gostam de pensar em termos de: Para que me serve isso? Como poderei praticar isso em minha vida? 21
  • 22. Como parte conclusiva da lição, tente fazer com que conheçam formas de tornar conhecido a outros, o que aprenderam. “Alunos dinâmicos querem ampliar o que aprenderam acrescentando ideias produtivas e às vezes ensinando a outros o que sabem. Eles são bons em sugerir uma porção de ideias para expandir o que sabem... O professor participa ajudando-os a explorarem as possibilidades do que sabem”. 22
  • 23. “Em um ambiente eficaz de aprendizagem, todos os alunos participam de todas as quatro partes do estudo, não só da parte para a qual está apto. Eles sabem que seu estilo de aprendizado será valorizado em algum ponto da lição. Esta certeza os deixa tranquilos para participarem de atividades que não alcançam suas áreas fortes”. 23
  • 24. “O estudo se inicia com um quadro geral, com aquilo que já é conhecido e avança para o que é novo. O ciclo de quatro estágios começa com experiências de aqui e agora, seguidas por compilações de dados e observações sobre esta experiência. Estes dados em seguida são analisados e as conclusões repassadas aos alunos na experiência de aprendizado para seu uso na modificação de seu comportamento e escolha de novas experiências de aprendizagem”. 24
  • 25. CONCLUSÃO O melhor método é aquele através do qual o ensino se processa de forma tranquila. Um caminho fácil, porém seguro. Que leva ao objetivo proposto pelo educador. No desenvolvimento do tema, o professor deveria levar em consideração os diferentes estilos de aprendizagem para que seguindo os passos do ciclo da aprendizagem todos possam aprender de forma que lhes interessa. 25
  • 26. • REFORÇANDO A APRENDIZAGEM: 1. Método é o _______________ atingir um propósito. 2. Método é o _____________ principal no processo ensino/aprendizagem. Já técnicas são os ___________ usados para operar o método. 3. O melhor método é aquele que com o menor _________________ se obtém o máximo de ______________ possível. 4. Os adolescentes atuais são grandemente influenciados pela _________________. 26
  • 27. 5. O método _______________ de ensinar no mundo ocidental não desperta o interesse dos adolescentes. 6. Para ensinar aos adolescentes, o professor precisa ser um _______________. 7. Quando se ensina a lição para adolescentes, o professor precisa saber ____________ chegar. 8. Além de saber aonde quer chegar, o professor precisa saber ______________ chegará lá. 27
  • 28. 9. Um bom professor de adolescentes conhecerá ________________ para chegar aonde quer. 10. _______________ é conferir se de fato chegou aonde queria chegar. 11. Há quatro tipos de aprendizes: ____________ ______________; ____________; ___________________. 12. Gostam de falar de suas experiências: Aprendizes _____________________. 28
  • 29. 13. Apreciam uma classe tradicional: Aprendizes ________________________. 14. Praticar tudo o que aprendem: Aprendizes _____________________. 15. Percebem novas direções naquilo que estão aprendendo: Aprendizes _______________. 16. O ciclo de aprendizagem natural tem quatro passos: (1) ___________________________ (2) ___________________________ (3) ___________________________ (4) ___________________________ 29