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APEI
                    Colégio do Centeio -
                    Setúbal


                    2011




        Oficina de formação
“À descoberta da Beira Mar”


                   Formanda:
                   Margarida Costa




                 [Escrever o nome da empresa]
Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar”




Índice
Motivação para a frequência da ação ………………………………………………………….. 3
                                                                                    2
A literatura infantil em Educação Pré-Escolar ………………………………..……….……. 3
A atitude naturalista em Educação Pré-Escolar …………………………………………….. 4
O método científico em Educação Pré-Escolar ………………………………………….…… 5
Reflexão sobre a metodologia empregue na oficina de formação ……….………… 8
Reflexão crítica sobre o processo e os produtos da acção ……………………………… 9
Compreensão dos temas …………………………………………………………………………….… 9
Aprendizagens e sua aplicação prática ………………………………………………….......... 9
Envolvimento da formadora ………………………………………………..………………………. 10
Documentação fornecida pela formadora ……………………………………………………. 10
Contributos para a melhoria da minha prática lectiva ……………………………..…… 10
Correspondência da ação às expectativas …………………………………………………….. 10
Endereço web do trabalho realizado …………………………………..………………………. 10
Bibliografia …………………………………………………………………………………………………… 11




                                                     Formanda Margarida Costa
Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar”




     Motivação para a frequência da ação
     A escolha de frequentar a presente ação de formação ficou a dever-se ao desejo
de desenvolver competências na área das ciências, através de metodologias ativas e
participativas. O facto da abordagem a esta área ser apresentada com recurso à
literatura infantil, integrando no processo de ensino e aprendizagem uma utilização
                                                                                          3
crítica dos livros de ficção ou informativos como ferramentas transversais ao
desenvolvimento do trabalho com as crianças, foi também determinante na minha
motivação para a frequência desta oficina de formação.
     Ficou ainda a dever-se ao desejo de partilhar experiências/recursos/saberes entre
educadoras de infância, uma vez que a função que tenho desempenhado nos últimos
anos no gabinete coordenador da Rede de Bibliotecas Escolares me afastou do trabalho
com os meus pares.
     A formação de educadores de infância na área das ciências revela-se de particular
importância na medida em que possibilita a adopção de práticas pedagógicas que
facilitam o envolvimento dos alunos em trabalhos práticos e, simultaneamente,
contribui para que estes desenvolvam competências numa área do saber da qual as
crianças têm sido afastadas pela vida moderna e “urbana” – o conhecimento do mundo
natural que os rodeia.
     A este entendimento acresce ainda a crença que tais práticas pedagógicas
potenciam a adesão das crianças e o seu envolvimento, ao mesmo tempo que permite
desenvolver um leque alargado de capacidades e competências ao serem chamados a
intervir directamente em trabalho de investigação e reflexão, elementos estruturadores
da sua aprendizagem.


     A literatura infantil em Educação Pré-Escolar
     “A Literatura Infantil, bebida desde o nascimento em doses sabiamente
ministradas, gera uma saudável dependência que dá à criança e ao adolescente a força e




                                                           Formanda Margarida Costa
Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar”




o engenho necessários para realizarem a leitura do mundo, base indispensável aos seus
projectos de vida.” (Veloso & Riscado, 2002, p.29).
     Está sobejamente demonstrado que a prática da leitura, combinada com outras
atitudes e fatores, pode contribuir substancialmente para o desenvolvimento de muitas
das competências necessárias ao desenvolvimento intelectual e, consequentemente, ao
                                                                                             4
desenvolvimento social de qualquer indivíduo.
     Na sociedade atual, caracterizada pela necessidade de dominar os diferentes
modos de comunicação e de acesso à informação, a leitura revela-se uma atividade
fundamental. Por outro lado, a aquisição e consolidação de hábitos e habilidades
leitoras pressupõe um longo processo que passa por uma série de etapas de
desenvolvimento e que envolve uma aprendizagem profunda.
     Sabemos hoje, pois diversos estudos realizados sobre a leitura o tornam evidente,
que é na primeira fase da vida que tudo se joga. É por isso necessário criar situações que
favoreçam ou cubram a possibilidade de ler por diferentes motivos, em diferentes
espaços, diferentes tipos de texto e em diversos suportes desde as primeiras idades.
     Assim, o modelo proposto nesta oficina de formação (partir da exploração de
livros infantis para trabalhar conteúdos das ciências) apresenta-se-nos como uma
estratégia interessante e exequível para o trabalho com as crianças em sala de aula.


     A atitude naturalista em Educação Pré-Escolar
     A atitude naturalista é “natural” nas crianças de idade pré-escolar,
genuinamente curiosas e observadoras da realidade.
     O desenho é a forma de comunicação escrita por excelência nesta faixa etária,
pelo que todos os instrumentos que promovam o desenvolvimento de competências
de leitura e escrita emergente são de grande importância.
     A indução do adulto através da observação directa, esforçando-se por ser
naturalista na procura de saber como e porquê, e o reforço desta atitude conseguido
pelo registo cada vez detalhado no caderno naturalista, promove competências na


                                                              Formanda Margarida Costa
Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar”




área do conhecimento do mundo e desenvolve o gosto por desenhar cada vez melhor
porque “desenhar é observar”.




                                                                                               5




                             Fotos 1 e 2 . Caderno naturalista da formanda



      O método científico em Educação Pré-Escolar
          Esta ação de formação revelou-se de grande importância, proporcionando
a oportunidade de aplicação do método Inquiry Based Science Education (EBSE)
que promove a aprendizagem através da compreensão e não da memória de
factos.
      A ficha inquiry based science education será um auxiliar essencial na
planificação de actividades com o grupo de crianças.




                                                                    Formanda Margarida Costa
Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar”




                      A NOSSA INVESTIGAÇÃO SOBRE…………...
1.        O que sabemos sobre o tema                O que queremos saber




                                                                                              6
2.        O que vamos investigar




 3.        Como vamos fazer



 4.         O que vamos mudar       O que vamos observar          O que vamos manter
                                                                  constante



 5.        O que pensamos que vai acontecer

           Se mudarmos ___________ pensamos que _______________ porque_____________________



 6.        O que observámos                         Como vamos organizar as nossas
                                                    observações




 7.        Como explicamos os resultados



     8.    Como vamos apresentar os resultados do nosso grupo



 9.        O que aprendemos




                                                                 Formanda Margarida Costa
Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar”




                                                            Abordagem Exploratória e Investigativa - IBSME

                     ETAPAS                                                                        PAPEL DO PROFESSOR
                                                                     INICIAR, CONTEXTUALIZAR, MOTIVAR
1.        O que                O que
          sabemos sobre        queremos                              O professor deve centrar-se na exploração do que as crianças já sabem, promover o levantamento
          este tema            saber                                 de questões e problemas a responder, contextualizar e motivar as crianças para o estudo do tema.

                              Interligação com a fase seguinte: As crianças podem destacar diversos aspectos que gostariam de saber. No entanto, sempre
                              que possível, o professor deve também conduzir as crianças para questões ou problemas que permitam a realização de
                              actividades experimentais e, de entre estas, as que são passíveis de envolver controlo de variáveis.
                                                                                                                                                                           7
                                                                     PLANIFICAR
2.       O que vamos investigar                                      O professor deve orientar as crianças a pensar sobre o que fazer para procurar dar resposta às
                                                                     questões ou problemas: clarificar o que pretendem investigar, os passos a implementar de forma a
                                                                     testar as suas ideias. Nas actividades que envolvem controlo de variáveis, é essencial orientar as
                                                                     crianças, de forma a que:
3.       Como vamos fazer                                            - Identifiquem a variável a manipular (“O que vamos mudar” – Variável independente);
                                                                     - Definam o que é relevante observar e registar (“O que vamos observar” – Variável dependente);
                                                                     - Identifiquem e compreendam porque é importante manter diversos factores
                                                                     semelhantes/constantes (“O que vamos manter constante” – Variáveis a controlar) enquanto a
         O que vamos mudar
4.                                                  O que            actividade experimental não estiver concluída.
                                                    vamos
                                                    manter           Em suma, o professor deve:
         O que vamos observar                       constante        - Envolver as crianças na apresentação de sugestões sobre como testar as ideias.
                                                                     - Pedir às crianças que sugiram como fazer a investigação, como ter a certeza que se consegue obter
                                                                     resultados válidos.
                                                                     - Ajudar as crianças a planear a investigação e a iniciá-la.
5.       O que pensamos que vai acontecer                            As crianças devem fazer as suas previsões (“O que pensamos que vai acontecer”), justificando-as
         Se mudarmos _______ pensamos que
                                                                     com base em conhecimentos e experiências anteriores.
         __________ porque__________________


                              Interligação com a fase seguinte: Levar as crianças a reflectir sobre como vão registar e organizar os dados. Nas situações que
                              se espera obter grande número de dados, é importante que as crianças pensem também em como organizá-los, para que a sua
                              posterior interpretação e discussão sejam facilitadas.

                                                                     IMPLEMENTAR, REGISTAR, ORGANIZAR
                                                                   O registo das observações e a sua organização, em tabelas ou gráficos, são essenciais. Porém, não são
6        O que observámos                                          tarefas fáceis para as crianças, pelo que o professor terá que as ajudar, orientar.
                                                                   Na prática, os registos e a sua organização, estão de tal forma relacionadas que o professor terá que
                                                                   gerir a sua discussão de forma interligada. Por exemplo, no caso de se prever grande número de
         Como vamos organizar
                                 V. DEPENDENTE




                                                                   observações, pode revelar-se muito importante levar as crianças a pensar previamente na construção
         as nossas observações                                     das tabelas e/ou gráficos. Se os resultados não envolverem muitos dados, os registos podem ser feitos
                                                                   através de desenhos destacando, por exemplo, o “início” e o “fim”.
                                                                   Se a organização dos resultados envolver a construção de gráficos, ter em atenção a relação entre os
                                                 V. INDEPENDENTE   eixos e as variáveis.
                                                                   Os desenhos devem ser rigorosos e detalhados. Na elaboração das tabelas deve ficar clara a relação
                                                                   entre os valores da variável manipulada e os resultados observados.

                              Interligação com a fase seguinte: Após os registos das observações e a sua organização, há necessidade de os interpretar,
                              explicar, confrontar previsões com resultados obtidos, identificar observações inesperadas. O papel do professor deve agora
                              centrar-se em alertar e orientar as crianças para estas tarefas.

                                                                     INTERPRETAR, COMUNICAR, GENERALIZAR, AVALIAR
                                                                   - Relembrar a questão inicial, as variáveis em jogo e os resultados obtidos.
7.       Como explicamos os resultados
                                                                   - Interpretar os resultados tendo em consideração os objectivos.
                                                                   - Certificar que todos compreendem as ideias envolvidas na investigação.
8.       Como vamos apresentar os resultados
                                                                   - Explicar possíveis discrepâncias entre os resultados esperados e os obtidos.
                                                                   - Identificar, com as crianças, a alteração de ideias iniciais.
         do nosso grupo
                                                                   - Aplicar/transferir/generalizar os conhecimentos obtidos a novas situações.
9.       O que aprendemos                                          - Pedir às crianças que reflictam sobre a investigação que fizeram e como a poderiam melhorar
                                                                   - Identificar limitações dos resultados.
                                                                   - Envolver as crianças na avaliação das aprendizagens efectuadas.


    A continuidade entre as fases, a explicitação do fio condutor que une todo o processo, o voltar atrás quando necessário, a coerência entre o início/o meio/o
    fim, entre as partes e o todo, são aspectos que o professor tem que ter sempre presentes. Novas questões poderão surgir e dar início a uma nova etapa.




                                                                                                                                Formanda Margarida Costa
Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar”




     Reflexão sobre a metodologia empregue na oficina de formação
     A acção desenvolveu-se numa forma de oficina de formação onde se
pretendeu delinear ou consolidar procedimentos de acção. Na impossibilidade de
por em prática com alunos as propostas trabalhadas nas sessões teórico-práticas,,
propus-me produzir um material de intervenção (wiki), com recursos concretos e
                                                                                          8
identificados, colocados ao dispor do conjunto de participantes como
complemento das suas intervenções educativas. A funcionalidade (utilidade)
deste produto para a alteração das práticas lectivas, bem como a reflexão
conjunta sobre as mesmas que foi promovida ao longo das sessões, foi
comprovada pelo feed-back muito positivo transmitido pelas outras formandas. A
realização desta ação desenvolveu-se, na minha opinião, de forma correcta e
coerente.
     Foram definidos inicialmente e de forma clara os objectivos e os critérios de
avaliação a atingir pelos formandos. O ensino dos conteúdos programáticos da
acção de formação foi assegurado por etapas, respeitando uma ligação
permanente com as práticas. A troca de saberes e de experiências entre
formadora e formandas e entre as formandas entre si nas sessões presenciais
permitiu a maximização da eficácia desta oficina de formação.
     Foi criado um espaço que promoveu a ligação entre as competências
adquiridas e a implementação criativa da sua utilização em contextos educativos.
Assim, a alternância entre aspectos técnicos/teóricos e aplicações práticas
permitiu criar dinâmicas adequadas em cada sessão presencial.
     Salientou-se nesta oficina a importância do acompanhamento do processo e
dos resultados do trabalho prático de cada formanda. A implementação de
trabalho autónomo no contexto desta oficina surgiu como uma dimensão natural
de aplicação e de experimentação dos saberes adquiridos, consolidando
competências e promovendo a reflexão através da partilha.




                                                            Formanda Margarida Costa
Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar”




      Reflexão crítica sobre o processo e o produto da ação: Trabalho realizado –
Portefólio digital
      Ao longo das sessões foram abordadas diversas temáticas que se revelaram
de grande interesse e que despoletaram em mim a curiosidade de saber mais e de
documentar o melhor possível as questões tratadas. Daí surgiu a minha proposta
                                                                                           9
junto da formadora de elaboração do wiki “À beira mar”, enquanto portefólio
digital, como forma de congregar a informação recebida, conservá-la no tempo
numa ferramenta que simultaneamente permita uma fácil actualização. Tratando-
se de um produto Web 2.0 permitirá, num futuro, a possibilidade de o estender a
uma metodologia de trabalho colaborativo, envolvendo outros docentes, num
projecto comum.
         A realização dos trabalhos práticos partiu do apoio promovido pela
formadora e que através de esclarecimentos solicitados foi sempre possível
compreender os principais conteúdos desta temática. Apesar de não estar no
trabalho directo com crianças, esta oficina permitiu-me entrar em contacto e
partilhar com os colegas da ação novos conhecimentos.


      Compreensão dos temas
      Apesar de serem questões teóricas com alguma complexidade, consegui
apreender os principais conteúdos e, principalmente, ganhei uma nova forma
de olhar o mundo… como se fosse a primeira vez…


      Aprendizagens e sua aplicação prática
      Apesar de não poder por em prática como as outras formandas as
estratégias/actividades desenvolvidas na oficina de formação, considero que esta acção
revelou-se muito produtiva, pois permitiu perceber os trâmites a seguir que se
consideram mais adequados para realizar um trabalho utilizando o método científico, ou
mesmo.


                                                            Formanda Margarida Costa
Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar”




     Envolvimento da formadora
     De uma forma global, considero que a formadora esteve sempre presente a
esclarecer as nossas dúvidas, incentivando ao diálogo de forma que a aprendizagem não
fosse apenas direccionada formadora-formandas, mas também através da partilha de
conhecimentos e ideias entre formandas. Essas situações aconteceram nos momentos
                                                                                              10
em que o formador solicitava a partilha de práticas ao longo das sessões de formação.


     Documentação fornecida pela formadora
          Os   documentos fornecida       pela   formadora    permitiram   ampliar       os
conhecimentos a nível de várias áreas de conhecimento. Para além disso forneceu
propostas de guiões de tarefas / observações, os passos a seguir no desenvolvimento do
trabalho com as crianças, acessíveis em "Materiais" na wiki. Para além desses materiais
a formadora disponibilizou ainda outros materiais que estão agora disponíveis na wiki.


     Contributos para a melhoria da minha prática lectiva
      Posso afirmar, sem sombra de dúvida, que a frequência desta ação terá
repercussões na minha prática letiva futura, pois despoletou em mim uma forma nova
de compreender e realizar as coisas na área das ciências, no jardim de infância. Sendo
assim esta acção revelou-se benéfica e útil para o desenvolvimento de novos projectos.


     Correspondência da ação às expectativas
      Apesar de ter sentido algumas dificuldades iniciais, por esta acção estar bastante
orientada para o trabalho prático, considero o balanço final da acção bastante positivo,
tendo superado as minhas expectativas.


     Endereço web do trabalho realizado
     http://abeiramar.wikispaces.com/




                                                             Formanda Margarida Costa
Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar”




     Bibliografia
     Toda a disponibilizada pela formadora
     Veloso, R.M. & Riscado, L. (2002) Literatura Infantil Brinquedo e Segredo. In
Malasartes – Cadernos de Literatura para a Infância e Juventude, 10, 26-29.

                                                                                          11




                                                             Formanda Margarida Costa

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  • 1. APEI Colégio do Centeio - Setúbal 2011 Oficina de formação “À descoberta da Beira Mar” Formanda: Margarida Costa [Escrever o nome da empresa]
  • 2. Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar” Índice Motivação para a frequência da ação ………………………………………………………….. 3 2 A literatura infantil em Educação Pré-Escolar ………………………………..……….……. 3 A atitude naturalista em Educação Pré-Escolar …………………………………………….. 4 O método científico em Educação Pré-Escolar ………………………………………….…… 5 Reflexão sobre a metodologia empregue na oficina de formação ……….………… 8 Reflexão crítica sobre o processo e os produtos da acção ……………………………… 9 Compreensão dos temas …………………………………………………………………………….… 9 Aprendizagens e sua aplicação prática ………………………………………………….......... 9 Envolvimento da formadora ………………………………………………..………………………. 10 Documentação fornecida pela formadora ……………………………………………………. 10 Contributos para a melhoria da minha prática lectiva ……………………………..…… 10 Correspondência da ação às expectativas …………………………………………………….. 10 Endereço web do trabalho realizado …………………………………..………………………. 10 Bibliografia …………………………………………………………………………………………………… 11 Formanda Margarida Costa
  • 3. Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar” Motivação para a frequência da ação A escolha de frequentar a presente ação de formação ficou a dever-se ao desejo de desenvolver competências na área das ciências, através de metodologias ativas e participativas. O facto da abordagem a esta área ser apresentada com recurso à literatura infantil, integrando no processo de ensino e aprendizagem uma utilização 3 crítica dos livros de ficção ou informativos como ferramentas transversais ao desenvolvimento do trabalho com as crianças, foi também determinante na minha motivação para a frequência desta oficina de formação. Ficou ainda a dever-se ao desejo de partilhar experiências/recursos/saberes entre educadoras de infância, uma vez que a função que tenho desempenhado nos últimos anos no gabinete coordenador da Rede de Bibliotecas Escolares me afastou do trabalho com os meus pares. A formação de educadores de infância na área das ciências revela-se de particular importância na medida em que possibilita a adopção de práticas pedagógicas que facilitam o envolvimento dos alunos em trabalhos práticos e, simultaneamente, contribui para que estes desenvolvam competências numa área do saber da qual as crianças têm sido afastadas pela vida moderna e “urbana” – o conhecimento do mundo natural que os rodeia. A este entendimento acresce ainda a crença que tais práticas pedagógicas potenciam a adesão das crianças e o seu envolvimento, ao mesmo tempo que permite desenvolver um leque alargado de capacidades e competências ao serem chamados a intervir directamente em trabalho de investigação e reflexão, elementos estruturadores da sua aprendizagem. A literatura infantil em Educação Pré-Escolar “A Literatura Infantil, bebida desde o nascimento em doses sabiamente ministradas, gera uma saudável dependência que dá à criança e ao adolescente a força e Formanda Margarida Costa
  • 4. Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar” o engenho necessários para realizarem a leitura do mundo, base indispensável aos seus projectos de vida.” (Veloso & Riscado, 2002, p.29). Está sobejamente demonstrado que a prática da leitura, combinada com outras atitudes e fatores, pode contribuir substancialmente para o desenvolvimento de muitas das competências necessárias ao desenvolvimento intelectual e, consequentemente, ao 4 desenvolvimento social de qualquer indivíduo. Na sociedade atual, caracterizada pela necessidade de dominar os diferentes modos de comunicação e de acesso à informação, a leitura revela-se uma atividade fundamental. Por outro lado, a aquisição e consolidação de hábitos e habilidades leitoras pressupõe um longo processo que passa por uma série de etapas de desenvolvimento e que envolve uma aprendizagem profunda. Sabemos hoje, pois diversos estudos realizados sobre a leitura o tornam evidente, que é na primeira fase da vida que tudo se joga. É por isso necessário criar situações que favoreçam ou cubram a possibilidade de ler por diferentes motivos, em diferentes espaços, diferentes tipos de texto e em diversos suportes desde as primeiras idades. Assim, o modelo proposto nesta oficina de formação (partir da exploração de livros infantis para trabalhar conteúdos das ciências) apresenta-se-nos como uma estratégia interessante e exequível para o trabalho com as crianças em sala de aula. A atitude naturalista em Educação Pré-Escolar A atitude naturalista é “natural” nas crianças de idade pré-escolar, genuinamente curiosas e observadoras da realidade. O desenho é a forma de comunicação escrita por excelência nesta faixa etária, pelo que todos os instrumentos que promovam o desenvolvimento de competências de leitura e escrita emergente são de grande importância. A indução do adulto através da observação directa, esforçando-se por ser naturalista na procura de saber como e porquê, e o reforço desta atitude conseguido pelo registo cada vez detalhado no caderno naturalista, promove competências na Formanda Margarida Costa
  • 5. Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar” área do conhecimento do mundo e desenvolve o gosto por desenhar cada vez melhor porque “desenhar é observar”. 5 Fotos 1 e 2 . Caderno naturalista da formanda O método científico em Educação Pré-Escolar Esta ação de formação revelou-se de grande importância, proporcionando a oportunidade de aplicação do método Inquiry Based Science Education (EBSE) que promove a aprendizagem através da compreensão e não da memória de factos. A ficha inquiry based science education será um auxiliar essencial na planificação de actividades com o grupo de crianças. Formanda Margarida Costa
  • 6. Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar” A NOSSA INVESTIGAÇÃO SOBRE…………... 1. O que sabemos sobre o tema O que queremos saber 6 2. O que vamos investigar 3. Como vamos fazer 4. O que vamos mudar O que vamos observar O que vamos manter constante 5. O que pensamos que vai acontecer Se mudarmos ___________ pensamos que _______________ porque_____________________ 6. O que observámos Como vamos organizar as nossas observações 7. Como explicamos os resultados 8. Como vamos apresentar os resultados do nosso grupo 9. O que aprendemos Formanda Margarida Costa
  • 7. Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar” Abordagem Exploratória e Investigativa - IBSME ETAPAS PAPEL DO PROFESSOR INICIAR, CONTEXTUALIZAR, MOTIVAR 1. O que O que sabemos sobre queremos O professor deve centrar-se na exploração do que as crianças já sabem, promover o levantamento este tema saber de questões e problemas a responder, contextualizar e motivar as crianças para o estudo do tema. Interligação com a fase seguinte: As crianças podem destacar diversos aspectos que gostariam de saber. No entanto, sempre que possível, o professor deve também conduzir as crianças para questões ou problemas que permitam a realização de actividades experimentais e, de entre estas, as que são passíveis de envolver controlo de variáveis. 7 PLANIFICAR 2. O que vamos investigar O professor deve orientar as crianças a pensar sobre o que fazer para procurar dar resposta às questões ou problemas: clarificar o que pretendem investigar, os passos a implementar de forma a testar as suas ideias. Nas actividades que envolvem controlo de variáveis, é essencial orientar as crianças, de forma a que: 3. Como vamos fazer - Identifiquem a variável a manipular (“O que vamos mudar” – Variável independente); - Definam o que é relevante observar e registar (“O que vamos observar” – Variável dependente); - Identifiquem e compreendam porque é importante manter diversos factores semelhantes/constantes (“O que vamos manter constante” – Variáveis a controlar) enquanto a O que vamos mudar 4. O que actividade experimental não estiver concluída. vamos manter Em suma, o professor deve: O que vamos observar constante - Envolver as crianças na apresentação de sugestões sobre como testar as ideias. - Pedir às crianças que sugiram como fazer a investigação, como ter a certeza que se consegue obter resultados válidos. - Ajudar as crianças a planear a investigação e a iniciá-la. 5. O que pensamos que vai acontecer As crianças devem fazer as suas previsões (“O que pensamos que vai acontecer”), justificando-as Se mudarmos _______ pensamos que com base em conhecimentos e experiências anteriores. __________ porque__________________ Interligação com a fase seguinte: Levar as crianças a reflectir sobre como vão registar e organizar os dados. Nas situações que se espera obter grande número de dados, é importante que as crianças pensem também em como organizá-los, para que a sua posterior interpretação e discussão sejam facilitadas. IMPLEMENTAR, REGISTAR, ORGANIZAR O registo das observações e a sua organização, em tabelas ou gráficos, são essenciais. Porém, não são 6 O que observámos tarefas fáceis para as crianças, pelo que o professor terá que as ajudar, orientar. Na prática, os registos e a sua organização, estão de tal forma relacionadas que o professor terá que gerir a sua discussão de forma interligada. Por exemplo, no caso de se prever grande número de Como vamos organizar V. DEPENDENTE observações, pode revelar-se muito importante levar as crianças a pensar previamente na construção as nossas observações das tabelas e/ou gráficos. Se os resultados não envolverem muitos dados, os registos podem ser feitos através de desenhos destacando, por exemplo, o “início” e o “fim”. Se a organização dos resultados envolver a construção de gráficos, ter em atenção a relação entre os V. INDEPENDENTE eixos e as variáveis. Os desenhos devem ser rigorosos e detalhados. Na elaboração das tabelas deve ficar clara a relação entre os valores da variável manipulada e os resultados observados. Interligação com a fase seguinte: Após os registos das observações e a sua organização, há necessidade de os interpretar, explicar, confrontar previsões com resultados obtidos, identificar observações inesperadas. O papel do professor deve agora centrar-se em alertar e orientar as crianças para estas tarefas. INTERPRETAR, COMUNICAR, GENERALIZAR, AVALIAR - Relembrar a questão inicial, as variáveis em jogo e os resultados obtidos. 7. Como explicamos os resultados - Interpretar os resultados tendo em consideração os objectivos. - Certificar que todos compreendem as ideias envolvidas na investigação. 8. Como vamos apresentar os resultados - Explicar possíveis discrepâncias entre os resultados esperados e os obtidos. - Identificar, com as crianças, a alteração de ideias iniciais. do nosso grupo - Aplicar/transferir/generalizar os conhecimentos obtidos a novas situações. 9. O que aprendemos - Pedir às crianças que reflictam sobre a investigação que fizeram e como a poderiam melhorar - Identificar limitações dos resultados. - Envolver as crianças na avaliação das aprendizagens efectuadas. A continuidade entre as fases, a explicitação do fio condutor que une todo o processo, o voltar atrás quando necessário, a coerência entre o início/o meio/o fim, entre as partes e o todo, são aspectos que o professor tem que ter sempre presentes. Novas questões poderão surgir e dar início a uma nova etapa. Formanda Margarida Costa
  • 8. Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar” Reflexão sobre a metodologia empregue na oficina de formação A acção desenvolveu-se numa forma de oficina de formação onde se pretendeu delinear ou consolidar procedimentos de acção. Na impossibilidade de por em prática com alunos as propostas trabalhadas nas sessões teórico-práticas,, propus-me produzir um material de intervenção (wiki), com recursos concretos e 8 identificados, colocados ao dispor do conjunto de participantes como complemento das suas intervenções educativas. A funcionalidade (utilidade) deste produto para a alteração das práticas lectivas, bem como a reflexão conjunta sobre as mesmas que foi promovida ao longo das sessões, foi comprovada pelo feed-back muito positivo transmitido pelas outras formandas. A realização desta ação desenvolveu-se, na minha opinião, de forma correcta e coerente. Foram definidos inicialmente e de forma clara os objectivos e os critérios de avaliação a atingir pelos formandos. O ensino dos conteúdos programáticos da acção de formação foi assegurado por etapas, respeitando uma ligação permanente com as práticas. A troca de saberes e de experiências entre formadora e formandas e entre as formandas entre si nas sessões presenciais permitiu a maximização da eficácia desta oficina de formação. Foi criado um espaço que promoveu a ligação entre as competências adquiridas e a implementação criativa da sua utilização em contextos educativos. Assim, a alternância entre aspectos técnicos/teóricos e aplicações práticas permitiu criar dinâmicas adequadas em cada sessão presencial. Salientou-se nesta oficina a importância do acompanhamento do processo e dos resultados do trabalho prático de cada formanda. A implementação de trabalho autónomo no contexto desta oficina surgiu como uma dimensão natural de aplicação e de experimentação dos saberes adquiridos, consolidando competências e promovendo a reflexão através da partilha. Formanda Margarida Costa
  • 9. Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar” Reflexão crítica sobre o processo e o produto da ação: Trabalho realizado – Portefólio digital Ao longo das sessões foram abordadas diversas temáticas que se revelaram de grande interesse e que despoletaram em mim a curiosidade de saber mais e de documentar o melhor possível as questões tratadas. Daí surgiu a minha proposta 9 junto da formadora de elaboração do wiki “À beira mar”, enquanto portefólio digital, como forma de congregar a informação recebida, conservá-la no tempo numa ferramenta que simultaneamente permita uma fácil actualização. Tratando- se de um produto Web 2.0 permitirá, num futuro, a possibilidade de o estender a uma metodologia de trabalho colaborativo, envolvendo outros docentes, num projecto comum. A realização dos trabalhos práticos partiu do apoio promovido pela formadora e que através de esclarecimentos solicitados foi sempre possível compreender os principais conteúdos desta temática. Apesar de não estar no trabalho directo com crianças, esta oficina permitiu-me entrar em contacto e partilhar com os colegas da ação novos conhecimentos. Compreensão dos temas Apesar de serem questões teóricas com alguma complexidade, consegui apreender os principais conteúdos e, principalmente, ganhei uma nova forma de olhar o mundo… como se fosse a primeira vez… Aprendizagens e sua aplicação prática Apesar de não poder por em prática como as outras formandas as estratégias/actividades desenvolvidas na oficina de formação, considero que esta acção revelou-se muito produtiva, pois permitiu perceber os trâmites a seguir que se consideram mais adequados para realizar um trabalho utilizando o método científico, ou mesmo. Formanda Margarida Costa
  • 10. Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar” Envolvimento da formadora De uma forma global, considero que a formadora esteve sempre presente a esclarecer as nossas dúvidas, incentivando ao diálogo de forma que a aprendizagem não fosse apenas direccionada formadora-formandas, mas também através da partilha de conhecimentos e ideias entre formandas. Essas situações aconteceram nos momentos 10 em que o formador solicitava a partilha de práticas ao longo das sessões de formação. Documentação fornecida pela formadora Os documentos fornecida pela formadora permitiram ampliar os conhecimentos a nível de várias áreas de conhecimento. Para além disso forneceu propostas de guiões de tarefas / observações, os passos a seguir no desenvolvimento do trabalho com as crianças, acessíveis em "Materiais" na wiki. Para além desses materiais a formadora disponibilizou ainda outros materiais que estão agora disponíveis na wiki. Contributos para a melhoria da minha prática lectiva Posso afirmar, sem sombra de dúvida, que a frequência desta ação terá repercussões na minha prática letiva futura, pois despoletou em mim uma forma nova de compreender e realizar as coisas na área das ciências, no jardim de infância. Sendo assim esta acção revelou-se benéfica e útil para o desenvolvimento de novos projectos. Correspondência da ação às expectativas Apesar de ter sentido algumas dificuldades iniciais, por esta acção estar bastante orientada para o trabalho prático, considero o balanço final da acção bastante positivo, tendo superado as minhas expectativas. Endereço web do trabalho realizado http://abeiramar.wikispaces.com/ Formanda Margarida Costa
  • 11. Reflexão crítica sobre a oficina de formação “À descoberta da Beira Mar” Bibliografia Toda a disponibilizada pela formadora Veloso, R.M. & Riscado, L. (2002) Literatura Infantil Brinquedo e Segredo. In Malasartes – Cadernos de Literatura para a Infância e Juventude, 10, 26-29. 11 Formanda Margarida Costa