CARUTAPERA-Ma.
2014
FACULDADE EVANGÉLICA DO MEIO NORTE –
FAEME
Polo de Estudo: Carutapera-MA
Curso: Processos Pedagógicos
Profº. Esp.: odi ferreira
EDUCAÇÃO EM DIFERENTES AMBIENTES DE
APRENDIZAGEM
PLANEJAMENTO DE ESTUDO
UNIDADE I
A EDUCAÇÃO EM DIFERENTES AMBIENTES EDUCATIVOS
UNIDADE II
ESPECIFICIDADES EDUCACIONAIS DE PESSOAS
OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA
Objetivo Específico:
METODOLOGIA
INTRODUÇÃO
O intuito de elaboração deste material didático para estudo
acerca da EDUCAÇÃO EM DIFERENTES AMBIENTES
EDUCATIVOS é o de provocar aos futuros profissionais de
educação maior entendimento e reflexão sobre a práxis
educativa nos diversos ambientes onde o ser humano se faz o
elemento mais importante.
UNIDADE I – A EDUCAÇÃO EM DIFERENTES AMBIENTES
EDUCATIVOS
1.1 – EDUCAÇÃO EM INSTITUIÇÕES ESCOLARES
O conceito de educação ao longo de
toda a vida aparece, pois, como uma
das chaves de acesso ao século
XXI. Ultrapassa a distinção
tradicional entre educação inicial e
educação permanente.
Vem dar resposta ao desafio de um
mundo em rápida transformação,
mas não constitui uma conclusão
inovadora, uma vez que relatórios
anteriores sobre educação
chamaram a atenção para esta
necessidade de um retorno à
escola, a fim de se estar preparado
para acompanhar a inovação, tanto
na vida privada como na vida profissional. É uma exigência que
continua válida e que adquiriu, até, mais razão de ser. E só ficará
satisfeita quando todos aprendermos a aprender.
1.1.1 – O ambiente não-escolar
As possibilidades são as mais variadas: organizações sociais,
brinquedotecas, clubes, hotéis, desenvolvimento de materiais e
metodologias para a educação a distância e, até, empresas e
hospitais. Essas oportunidades surgem em virtude do eixo da
formação do pedagogo: a aprendizagem, cada vez mais valorizada na
sociedade do conhecimento.
O campo de trabalho do pedagogo
não se limita mais às escolas.
Antes, a pedagogia era restrita às
séries iniciais e a determinadas
funções na escola. Hoje pode ser
uma aliada em outras áreas, nas
quais os pedagogos se inserem em
equipes multidisciplinares.
1.2 – ATUAÇÃO EM AMBIENTES HOSPITALARES
A educação e a saúde são espaços de produção e aplicação de
saberes destinados ao desenvolvimento humano. Há uma interseção
entre estes dois campos, tanto em qualquer nível de atenção à saúde
quanto na aquisição contínua de conhecimentos pelos profissionais
de saúde. Assim, estes profissionais utilizam, mesmo
inconscientemente, um ciclo permanente de ensinar e de aprender.
O aluno utiliza a
realidade para aprender
com ela, ao mesmo
tempo que se prepara
para transformá-la.
A prática educativa em saúde,
aqui, refere-se tanto às
atividades de educação em
saúde, voltadas para o
desenvolvimento de
capacidades individuais e
coletivas visando à melhoria
da qualidade de vida e saúde;
além do ensino formal para pacientes que passarão longo tempo
internados. Assim como, às atividades de educação permanente,
dirigidas aos trabalhadores da área de saúde através da formação
profissional contínua. Lembramos que muitas práticas de saúde
requerem práticas educativas.
1.3 – ATUAÇÃO EM EMPRESAS
O que esperar de uma empresa onde passamos um terço de nosso
dia? Essa é a pergunta que todos os dias os profissionais que estão
trabalhando e a procura de emprego fazem. Uma empresa tem que
respeitar o profissional, o ser humano que está ali, pois ele é o fator
de maior importância.
É importante para uma
empresa que almeje
progresso, a construção de
uma missão, visão e
objetivos baseados no
crescimento do seu maior
capital.
1.4 – A EDUCAÇÃO A
DISTÂNCIA
O advento das tecnologias de
informação e comunicação (TIC)
reavivou as práticas de EaD
devido à flexibilidade do tempo,
quebra de barreiras espaciais,
emissão e recebimento
instantâneo de materiais, o que
permite realizar tanto as tradicionais formas mecanicistas de
transmitir conteúdos, agora digitalizados e hipermediáticos, como
explorar o potencial de interatividade das TIC.
UNIDADE II – ESPECIFICIDADES EDUCACIONAIS DE
PESSOAS
2.1 – ESPECIFICIDADES DA EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS
Cabe à Pedagogia articular o conhecimento prévio e as experiências
práticas na construção do conhecimento novo, dando voz aos
sujeitos envolvidos com o problema e permitindo ao pesquisador
uma posição de compartilhamento diferenciada.
Diferenciada porque entre os
conhecimentos prévios e aqueles
obtidos no decorrer da pesquisa
(incluindo a voz dos sujeitos sobre a
questão), o pesquisador se mantém
no lugar daquele que se diferencia.
2.2 – ESPECIFICIDADES DA
EDUCAÇÃO DOS JOVENS
O sujeito adolescente vive um
momento de decepção frente à
promessa edípica da realização
possível de um ideal. Enquanto
na infância o sujeito acata o ideal
que vem do Outro, que ele
próprio encarna ou vê encarnado
nas suas primeiras figuras de
identificação, a adolescência diz respeito ao momento em que o
sujeito é convocado a agir em nome próprio e é aí que as
idealizações começam a cair e a castração aparece.
2.3 – ESPECIFICIDADES DA EDUCAÇÃO
POPULAR
Grandes são os desafios
atuais dos movimentos
sociais e da Educação
popular com seu projeto
emancipatório. Trata-se de
combater a trivialização do
sofrimento humano.
Podemos dizer que “[...] o objetivo principal do projeto educativo
emancipatório consiste em recuperar a capacidade de espanto e de
indignação e orientá-la para a formação de subjetividades
inconformistas e rebeldes” (SANTOS, 1996, p. 17). A Educação
popular é, assim, um projeto de memória, denúncia e anúncio.
2.4 – A PEDAGOGIA LIBERTÁRIA E A APRENDIZAGEM
SIGNFICATIVA
Na Aprendizagem Significativa sob tutela da Pedagogia Libertária o
professor adquire a função de mediador/facilitador e o aluno de
aprendente. Na proposta pedagógica libertária, o facilitador precisa
direcionar ao conhecimento apenas o que não foi possível ao
aprendente fazê-lo sozinho (FREIRE, 1996).
Dentro do propósito da
Pedagogia Libertária não pode
haver Aprendizagem
Significativa que não seja
autoaprendizagem e para
ambas o impulso pela busca
do conhecimento é mais
importante do que a coisa
conhecida.
CONSIDERAÇÕES PARCIAIS
Há algum tempo o homem perguntara a si de onde viera, o que
deveria aqui fazer e o que lhe guardara o futuro. Na atualidade, a
preocupação é outra: não nos interessa mais de onde viemos, nem
tampouco para onde iremos após a passagem por este planeta.
Mas sim, o que podemos fazer a fim de preservá-lo para as
gerações vindouras que por aqui necesitarem de paragens.
REFERÊNCIAS
AUSUBEL, D. P. Aquisição e Retenção de Conhecimentos: uma
perspectiva cognitiva. Lisboa: Plátano Edições Técnicas, 2003.
FREIRE. Pedagogia do Oprimido. 9 ed., Rio de Janeiro. Editora Paz e
Terra. 1981.
LIPIANSKY, Edmond-Marc. A Pedagogia Libertária (trad.: Plínio Augusto
Coêlho). São Paulo: Imaginário, 1999.
MOREIRA, M. A.; MASINI, E. S. Aprendizagem Significativa: a teoria de
David Ausubel. São Paulo: Moraes Ltda. 1982.
PEREIRA, Adriana Lenho de Figueiredo. As tendências pedagógicas e a
prática educativa nas ciências da saúde. Cad. Saúde Pública, Rio de
Janeiro, 19 (5):1527-1534, set-out, 2003. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/csp/v19n5/17825>. Acesso: jan/2013.

Educação

  • 1.
    CARUTAPERA-Ma. 2014 FACULDADE EVANGÉLICA DOMEIO NORTE – FAEME Polo de Estudo: Carutapera-MA Curso: Processos Pedagógicos Profº. Esp.: odi ferreira EDUCAÇÃO EM DIFERENTES AMBIENTES DE APRENDIZAGEM
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    PLANEJAMENTO DE ESTUDO UNIDADEI A EDUCAÇÃO EM DIFERENTES AMBIENTES EDUCATIVOS UNIDADE II ESPECIFICIDADES EDUCACIONAIS DE PESSOAS OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA Objetivo Específico: METODOLOGIA
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    INTRODUÇÃO O intuito deelaboração deste material didático para estudo acerca da EDUCAÇÃO EM DIFERENTES AMBIENTES EDUCATIVOS é o de provocar aos futuros profissionais de educação maior entendimento e reflexão sobre a práxis educativa nos diversos ambientes onde o ser humano se faz o elemento mais importante.
  • 4.
    UNIDADE I –A EDUCAÇÃO EM DIFERENTES AMBIENTES EDUCATIVOS 1.1 – EDUCAÇÃO EM INSTITUIÇÕES ESCOLARES O conceito de educação ao longo de toda a vida aparece, pois, como uma das chaves de acesso ao século XXI. Ultrapassa a distinção tradicional entre educação inicial e educação permanente.
  • 5.
    Vem dar respostaao desafio de um mundo em rápida transformação, mas não constitui uma conclusão inovadora, uma vez que relatórios anteriores sobre educação chamaram a atenção para esta necessidade de um retorno à escola, a fim de se estar preparado para acompanhar a inovação, tanto na vida privada como na vida profissional. É uma exigência que continua válida e que adquiriu, até, mais razão de ser. E só ficará satisfeita quando todos aprendermos a aprender.
  • 6.
    1.1.1 – Oambiente não-escolar As possibilidades são as mais variadas: organizações sociais, brinquedotecas, clubes, hotéis, desenvolvimento de materiais e metodologias para a educação a distância e, até, empresas e hospitais. Essas oportunidades surgem em virtude do eixo da formação do pedagogo: a aprendizagem, cada vez mais valorizada na sociedade do conhecimento. O campo de trabalho do pedagogo não se limita mais às escolas. Antes, a pedagogia era restrita às séries iniciais e a determinadas funções na escola. Hoje pode ser uma aliada em outras áreas, nas quais os pedagogos se inserem em equipes multidisciplinares.
  • 7.
    1.2 – ATUAÇÃOEM AMBIENTES HOSPITALARES A educação e a saúde são espaços de produção e aplicação de saberes destinados ao desenvolvimento humano. Há uma interseção entre estes dois campos, tanto em qualquer nível de atenção à saúde quanto na aquisição contínua de conhecimentos pelos profissionais de saúde. Assim, estes profissionais utilizam, mesmo inconscientemente, um ciclo permanente de ensinar e de aprender. O aluno utiliza a realidade para aprender com ela, ao mesmo tempo que se prepara para transformá-la.
  • 8.
    A prática educativaem saúde, aqui, refere-se tanto às atividades de educação em saúde, voltadas para o desenvolvimento de capacidades individuais e coletivas visando à melhoria da qualidade de vida e saúde; além do ensino formal para pacientes que passarão longo tempo internados. Assim como, às atividades de educação permanente, dirigidas aos trabalhadores da área de saúde através da formação profissional contínua. Lembramos que muitas práticas de saúde requerem práticas educativas.
  • 9.
    1.3 – ATUAÇÃOEM EMPRESAS O que esperar de uma empresa onde passamos um terço de nosso dia? Essa é a pergunta que todos os dias os profissionais que estão trabalhando e a procura de emprego fazem. Uma empresa tem que respeitar o profissional, o ser humano que está ali, pois ele é o fator de maior importância. É importante para uma empresa que almeje progresso, a construção de uma missão, visão e objetivos baseados no crescimento do seu maior capital.
  • 10.
    1.4 – AEDUCAÇÃO A DISTÂNCIA O advento das tecnologias de informação e comunicação (TIC) reavivou as práticas de EaD devido à flexibilidade do tempo, quebra de barreiras espaciais, emissão e recebimento instantâneo de materiais, o que permite realizar tanto as tradicionais formas mecanicistas de transmitir conteúdos, agora digitalizados e hipermediáticos, como explorar o potencial de interatividade das TIC.
  • 11.
    UNIDADE II –ESPECIFICIDADES EDUCACIONAIS DE PESSOAS 2.1 – ESPECIFICIDADES DA EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS Cabe à Pedagogia articular o conhecimento prévio e as experiências práticas na construção do conhecimento novo, dando voz aos sujeitos envolvidos com o problema e permitindo ao pesquisador uma posição de compartilhamento diferenciada. Diferenciada porque entre os conhecimentos prévios e aqueles obtidos no decorrer da pesquisa (incluindo a voz dos sujeitos sobre a questão), o pesquisador se mantém no lugar daquele que se diferencia.
  • 12.
    2.2 – ESPECIFICIDADESDA EDUCAÇÃO DOS JOVENS O sujeito adolescente vive um momento de decepção frente à promessa edípica da realização possível de um ideal. Enquanto na infância o sujeito acata o ideal que vem do Outro, que ele próprio encarna ou vê encarnado nas suas primeiras figuras de identificação, a adolescência diz respeito ao momento em que o sujeito é convocado a agir em nome próprio e é aí que as idealizações começam a cair e a castração aparece.
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    2.3 – ESPECIFICIDADESDA EDUCAÇÃO POPULAR Grandes são os desafios atuais dos movimentos sociais e da Educação popular com seu projeto emancipatório. Trata-se de combater a trivialização do sofrimento humano. Podemos dizer que “[...] o objetivo principal do projeto educativo emancipatório consiste em recuperar a capacidade de espanto e de indignação e orientá-la para a formação de subjetividades inconformistas e rebeldes” (SANTOS, 1996, p. 17). A Educação popular é, assim, um projeto de memória, denúncia e anúncio.
  • 14.
    2.4 – APEDAGOGIA LIBERTÁRIA E A APRENDIZAGEM SIGNFICATIVA Na Aprendizagem Significativa sob tutela da Pedagogia Libertária o professor adquire a função de mediador/facilitador e o aluno de aprendente. Na proposta pedagógica libertária, o facilitador precisa direcionar ao conhecimento apenas o que não foi possível ao aprendente fazê-lo sozinho (FREIRE, 1996). Dentro do propósito da Pedagogia Libertária não pode haver Aprendizagem Significativa que não seja autoaprendizagem e para ambas o impulso pela busca do conhecimento é mais importante do que a coisa conhecida.
  • 15.
    CONSIDERAÇÕES PARCIAIS Há algumtempo o homem perguntara a si de onde viera, o que deveria aqui fazer e o que lhe guardara o futuro. Na atualidade, a preocupação é outra: não nos interessa mais de onde viemos, nem tampouco para onde iremos após a passagem por este planeta. Mas sim, o que podemos fazer a fim de preservá-lo para as gerações vindouras que por aqui necesitarem de paragens.
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    REFERÊNCIAS AUSUBEL, D. P.Aquisição e Retenção de Conhecimentos: uma perspectiva cognitiva. Lisboa: Plátano Edições Técnicas, 2003. FREIRE. Pedagogia do Oprimido. 9 ed., Rio de Janeiro. Editora Paz e Terra. 1981. LIPIANSKY, Edmond-Marc. A Pedagogia Libertária (trad.: Plínio Augusto Coêlho). São Paulo: Imaginário, 1999. MOREIRA, M. A.; MASINI, E. S. Aprendizagem Significativa: a teoria de David Ausubel. São Paulo: Moraes Ltda. 1982. PEREIRA, Adriana Lenho de Figueiredo. As tendências pedagógicas e a prática educativa nas ciências da saúde. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 19 (5):1527-1534, set-out, 2003. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csp/v19n5/17825>. Acesso: jan/2013.