Doente séptico
COMPLEXIDADES EM SITUAÇÕES CRITICAS
António José Lopes de Almeida (Lisboa), Rn, Msc
Vice-Presidente - Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos (SPCI)
Enfermeiro – Centro Hospitalar de Lisboa Central /HSJosé/UCINC – Lisboa
Professor Convidado – Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (ESEL)
4
Problemática da Sépsis
 Subvalorização da mortalidade
 Incapacidade de interpretar a sépsis como doença
crítica dependente do tempo
 Falha no reconhecimento
Ocorrem cerca de 18 milhões de casos de sépsis por ano.
(Global Sepsis Alliance, 2010)
Em todo o mundo há 20 000 mortes por dia devido a Sépsis e a cada
minuto morrem cerca de 14 pessoas.
(Daniels, 2011)
É a 1ª causa de morte nas unidades de cuidados intensivos não
caronários nos EUA.
(Robson & Daniels, 2013)
Problemática da Sépsis
Um episódio de sepsis grave custa a uma organização de
saúde cerca de 25 000 €.
O custo da sépsis nos Estados Unidos é de mais de 400 mil
milhões de dólares por ano.
A sepsis é a principal causa de morte em doentes
hospitalizados e tem um impacto substancial sobre os
recursos de saúde.
(Robson & Daniels, 2013)
A problemática da Sépsis
Kumar (2006)
Por cada hora que nos atrasamos a administrar antibiótico reduzimos em 7.6%
a taxa de sobrevivência
A problemática da Sépsis
Os casos de sépsis grave continuam a aumentar, devido ao
envelhecimento da população e em ambiente hospitalar ao
aumento das infeções nosocomiais.
As Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde (IACS) estão entre
as mais importantes causas de morte e aumento da morbilidade
nos doentes hospitalizados em todo o mundo.
Controle de Infeção
Surviving Sepsis Campaign Declaration of 2013
Surviving Sepsis Campaign Declaration of 2013
Surviving Sepsis Campaign Declaration of 2013
Objetivos iniciais
(metas estabelecidas em 2002):
 Desenvolvimento de diretrizes
baseadas em evidencia para
atendimento adequado
 Melhoria no diagnóstico
 Educar os profissionais de saúde
 Aumentar o uso do tratamento
adequado
 Sensibilização da sépsis
Surviving Sepsis Campaign Declaration of 2013
Surviving Sepsis Campaign Declaration of 2013
Surviving Sepsis Campaign Declaration of 2013
Campanha atual
(resultados significativos até Fev2013)
Em 25.000 doentes de 186 hospitais, num
período de 5 anos, confirmou/a:
 O uso das guidelines está associado à melhoria
continua da qualidade e a uma redução
considerável da mortalidade
 Atrasos no reconhecimento e tratamento da
Sepsis estão associados a piores resultados e,
por outro lado, o tratamento precoce diminui a
mortalidade
 Rever a aplicação incoerente das medidas
aplicadas
Surviving Sepsis Campaign Declaration of 2013
Surviving Sepsis Campaign Declaration of 2013
Campanha futura
 Aumentar o número de adesão às
guidelines
 Aplicar as diretrizes para todos os
doentes, nos quais exista a
suspeita do diagnóstico
 Desenvolver estratégias para
melhorar o tratamento do doente
com sépsis, onde os recursos de
saúde são limitados
O potencial
é salvar
vidas!!!
Surviving Sepsis Campaign Declaration of 2013
Continuo da Sépsis
Infecção SIRS Sépsis Sépsis grave Choque Séptico
Microrganismo
invasor de
tecido estéril
2 ou mais critérios:
≥2 dos seguintes:
• T > 38ºC ou < 36ºC
• FC > 90/min
• FR > 20/min
• Leucócitos > 12,
000 ou < 4, 000 ou
> 10% de células
imaturas
SIRS
+
foco
infeccioso
confirmado
ou
suspeito
Sépsis
+
hipoperfusão ,
disfunção orgânica
ou
sistólica < 90
mmHg
Sépsis grave
+
hipotensão ou
hipoperfusão
refratária à
reanimação
volêmica,
com necessidade
de vasopressores
Chest 1992;101:1644
Campanha de Sobrevivência à Sépsis – CSS
(tratamento baseado em bundles)
Movimento mundial que visa redução do risco de óbito por
Sépsis grave/choque séptico
Em 2004, publicou suas directrizes de tratamento,
revistas em 2008. Última revisão Fev 2013
Documento contém mais de 40 recomendações,
classificadas em forte e fraca, de acordo com o
sistema GRADE, para o tratamento adequado dos
doente em Sépsis grave
Surviving Sépsis Campaign Bundles
A concluir dentro de 3 HORAS:
1) Medir o nível de lactato
2) Obter culturas de sangue antes da administração de
antibióticos
3) Administrar antibióticos de largo espetro
4) Administrar 30 ml / kg de cristaloide para
hipotensão ou lactato ≥ 4 mmol / L
Dellinger RP, Levy MM, Rhodes A, et al: Surviving Sepsis Campaign: International guidelines for management of severe sepsis and septic shock:
2012. Crit Care Med. 2013; 41:580-637
Surviving Sépsis Campaign Bundles
Ser concluído no prazo de 6 HORAS:
5) Administração de vasopressores (por hipotensão que não
responde à reanimação inicial) para manter a pressão arterial
média (PAM) ≥ 65 mmHg
6) Em caso de hipotensão arterial persistente, apesar de
reposição volémica (choque séptico) ou lactato inicial ≥ 4
mmol / L (36 mg / dL):
- Avaliação da pressão venosa central (PVC) *
- Avaliação da saturação de oxigénio venoso central
(ScvO2) *
7) Avaliar novamente o lactato se for inicialmente elevado *
* Metas para ressuscitação quantitativa incluída nas orientações são PVC de ≥ 8 mmHg; ScvO2 de ≥ 70% e
normalização do lactato.
Dellinger RP, Levy MM, Rhodes A, et al: Surviving Sepsis Campaign: International guidelines for management of severe sepsis and septic shock:
2012. Crit Care Med. 2013; 41:580-637
Sintese: SEPSIS GUIDELINES 2012
Recomendação Forte (1): Recomendado
Baixo T. Volume no
ARDS
Protocolos de
desmame
ventilatório
A DCB
De-escalada da
antibioterapia
Hc prioritária a ATB
ATB na 1 hr para o
Choque Séptico
EGDT e Protocolo de
Resuscitação
Uso Restrito de BNM
Controle foco infecção
Desafio de fluidos
>30 mL/kg cristaloides
Dobutamina
Fluidoterapia
Conservadora no ARDS
sem Choque
Noradrenalina (1ª linha)
PAM ≥65mmHg
Reposição=cristaloide
Hb alvo 7-9g/dl
Cabeçeira >45
Limite P plateau <30 cm
H2O
Baixo PEEP=ARDS
Minimizar sedação
(Bolus/perfusão)
Profilaxia TVP
Profilaxia Ul.Stress
Metas de atendimento
ATB largo especto na
sépsis grave sem
ChoqueControlo Glicémico
≤180mg/dl
Objetivos da ressuscitação, durante as primeiras 6 horas:
PVC: 8-12 * ;
PAM: ≥ 65mmHg;
Débito Urinário: ≥ 0,5 ml/Kg/h
Saturação Venosa (ScvO2): ≥ 70%
* Nota: no caso de aumento da pressão abdominal, disfunção
diastólica, ventilação mecânica, compliance ventricular, pretende-
se uma PVC de 12-15 mmHg
Rivers E, Nguyen B, Havstad S, et al. Early goal-directed therapy in the treatment of severe sepsis and septic
shock . New England Journal of Medicine. 2001;345:1368–1377
Sintese: SEPSIS GUIDELINES 2012
Recomendação fraca (2): Sugerido
A DCB
Adrenalina adicional
manutenção PAM
Albumina
Hemofiltração veno-veno
contínua
=
hemodialise intermitente
O não uso de dopamina
PEEP elevado
ARDS moderado/grave
Recrutamento Alveoloar
com Sépsis Grave e
hipoxémia refractária
Prone Position
Sépsis com ARDS
(PaO2/FiO2 ≤100 mmHg)
Uso de BNM ≤ 48hr
PaO2/FiO2 <150 mmHg
Alimentação enteral
Soro dextrosado (<48hr)
Hidrocortisona com
Choque Séptico
Metas de atendimento,
≤72hr pós admissão UCI
Contínuo da Sépsis
http://www.xigris.com/recognition/continuum.jsp?reqNavId=2.7
Copyright © 1994-2006 Eli Lilly and Company. All rights reserved.
As descobertas desafiam a sensibilidade e a validade na
construção da regra em relação a dois ou mais critérios
SIRS no diagnóstico ou a definição de sépsis.
O QUE HÁ DE NOVO?
Desde 2002, o Surviving Sepsis Campaign promove melhores práticas no
manuseio da sépsis, onde inclui:
• Reconhecimento precoce;
• Controle do foco infecioso;
• Início precoce de antibioticoterapia;
• Ressuscitação com volume e uso de drogas vasoativas;
O QUE HÁ DE NOVO?
A ressuscitação com volume baseada em metas foi preconizada a partir de
um estudo unicêntrico de 2001 de Rivers et al., que indicava que uma
abordagem protocolar de reposição de volume precoce em 6 horas reduzia
globalmente a mortalidade hospitalar e o tempo de internamento.
O QUE HÁ DE NOVO?
O QUE HÁ DE NOVO?
Protocol for Early Goal-Directed
Therapy (EGDT)
http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa010307#t=articleDiscuss
O QUE HÁ DE NOVO?
Desde então , tem sido realizados
estudos multicêntricos para avaliar o
benefício real da terapia guiada
por metas nas 6 horas iniciais da
sépsis
Não havia diferença na mortalidade em utilizar a terapia
guiada por metas ou a terapia usual.
E agora???
sépsis é um processo
complexo com um
elevado grau de
heterogeneidade
as intervenções
terapêuticas, muitas
vezes não são dadas em
uma dosagem ou
duração apropriada
momento das
intervenções afecta
modulação terapêutica,
assim que o tempo de
diagnóstico é crucial
a qualidade de vida após
a alta é uma pedra
angular e pode
proporcionar o
equilíbrio
Enfermeiros de
cuidados críticos são
desafiados a avaliar a
sua prática individual
e adoptar práticas de
intervenções baseadas
em evidências atuais
em sua prática diária.
Hospitais
Melhores instalações e equipamentos, mais
conhecimentos do pessoal o que leva a boas
práticas
Centros de Saúde e outros serviços médicos
Campanhas de prevenção, ensino dirigido, etc.
Contributo de Enfermagem será decisivo:
Intervenção do Enfermeiro
1. Reconhecimento precoce – enfermeiros com conhecimentos e
treinados para identificar os sinais de alerta, para posterior registo e
comunicação à equipa;
2. Tratamento precoce, com início do protocolo:
-Administração de antibioterapia durante a primeira hora
-Administração de oxigénio a 100%
-Administração de fuidoterapia endovenosa
A redução da mortalidade por Sépsis de 61,7% para 36,5% em dois Hospital
Gerais em Joinville (SC) Brasil, deveu-se à participação activa da equipa
de enfermagem, como a monitorização e interpretação de sinais vitais
Westphal , 2011
Há necessidades de programas que incluam o ensino da teoria, discussão de casos
práticos e formulação de algoritmos/protocolos orientados na prioridade do
diagnostico e tratamento precoces que permitam melhorar e reduzir os custos da
sépsis grave
Idelma, 2005
Surviving Sepsis Campaign (SSC)
Surviving Sepsis Campaign 2012
Estabelecer
os fluxos
adequados
entre diversos
profissionais
envolvida
Ter
disponíveis os
antibióticos
mais comuns
utilizados
Treinar os médicos,
prescrição seja de
conhecimento imediato da
enfermagem, e administrada
imediatamente
Tempo para receber Cuidados Intensivos. Tempo para
entrar no Bloco. Tempo para monitorização invasiva.
Tempo para bólus de fluidos. Tempo para iniciar
antimicrobianos. Tempo para avaliação de fluxo.
Tempo para fármacos vasopressores. Tempo para
transfusão. Tempo para ventilação mecânica. Tempo
para técnica dialítica… tempo …
AntónioAlmeida
SÉPSIS
AGIR PRECOCEMENTE
AGILIDADE
FAMILIA
EQUIPA
INTER
PROFISSIONAL
Almeida, António (2010) – in: VIANA, Renata
Andréa; [et al] (2010) – Enfermagem em Terapia
Intensiva: Práticas e Vivências. Porto Alegre:
Artemed . ISBN 978-85-363-2446-3. p.201-208
Uma questão de tempo
Trauma ….. Golden Hour
EAM ………..Tempo é Miocárdio
AVC …………Tempo é Cérebro
Sépsis ……… Speed is Life
Via Verde da Sépsis
Por recomendação do Departamento
da Qualidade na Saúde
Circular Normativa nº 01/DQS/DQCO, de 06/01/2010
Obrigado
antonioalmeidalx@gmail.com

Septic patient

  • 1.
    Doente séptico COMPLEXIDADES EMSITUAÇÕES CRITICAS António José Lopes de Almeida (Lisboa), Rn, Msc Vice-Presidente - Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos (SPCI) Enfermeiro – Centro Hospitalar de Lisboa Central /HSJosé/UCINC – Lisboa Professor Convidado – Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (ESEL)
  • 4.
  • 5.
    Problemática da Sépsis Subvalorização da mortalidade  Incapacidade de interpretar a sépsis como doença crítica dependente do tempo  Falha no reconhecimento
  • 6.
    Ocorrem cerca de18 milhões de casos de sépsis por ano. (Global Sepsis Alliance, 2010) Em todo o mundo há 20 000 mortes por dia devido a Sépsis e a cada minuto morrem cerca de 14 pessoas. (Daniels, 2011) É a 1ª causa de morte nas unidades de cuidados intensivos não caronários nos EUA. (Robson & Daniels, 2013) Problemática da Sépsis
  • 7.
    Um episódio desepsis grave custa a uma organização de saúde cerca de 25 000 €. O custo da sépsis nos Estados Unidos é de mais de 400 mil milhões de dólares por ano. A sepsis é a principal causa de morte em doentes hospitalizados e tem um impacto substancial sobre os recursos de saúde. (Robson & Daniels, 2013) A problemática da Sépsis
  • 8.
    Kumar (2006) Por cadahora que nos atrasamos a administrar antibiótico reduzimos em 7.6% a taxa de sobrevivência A problemática da Sépsis
  • 9.
    Os casos desépsis grave continuam a aumentar, devido ao envelhecimento da população e em ambiente hospitalar ao aumento das infeções nosocomiais. As Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde (IACS) estão entre as mais importantes causas de morte e aumento da morbilidade nos doentes hospitalizados em todo o mundo. Controle de Infeção
  • 10.
    Surviving Sepsis CampaignDeclaration of 2013
  • 11.
    Surviving Sepsis CampaignDeclaration of 2013
  • 12.
    Surviving Sepsis CampaignDeclaration of 2013
  • 13.
    Objetivos iniciais (metas estabelecidasem 2002):  Desenvolvimento de diretrizes baseadas em evidencia para atendimento adequado  Melhoria no diagnóstico  Educar os profissionais de saúde  Aumentar o uso do tratamento adequado  Sensibilização da sépsis Surviving Sepsis Campaign Declaration of 2013
  • 14.
    Surviving Sepsis CampaignDeclaration of 2013
  • 15.
    Surviving Sepsis CampaignDeclaration of 2013 Campanha atual (resultados significativos até Fev2013) Em 25.000 doentes de 186 hospitais, num período de 5 anos, confirmou/a:  O uso das guidelines está associado à melhoria continua da qualidade e a uma redução considerável da mortalidade  Atrasos no reconhecimento e tratamento da Sepsis estão associados a piores resultados e, por outro lado, o tratamento precoce diminui a mortalidade  Rever a aplicação incoerente das medidas aplicadas
  • 17.
    Surviving Sepsis CampaignDeclaration of 2013
  • 18.
    Surviving Sepsis CampaignDeclaration of 2013 Campanha futura  Aumentar o número de adesão às guidelines  Aplicar as diretrizes para todos os doentes, nos quais exista a suspeita do diagnóstico  Desenvolver estratégias para melhorar o tratamento do doente com sépsis, onde os recursos de saúde são limitados
  • 19.
    O potencial é salvar vidas!!! SurvivingSepsis Campaign Declaration of 2013
  • 21.
    Continuo da Sépsis InfecçãoSIRS Sépsis Sépsis grave Choque Séptico Microrganismo invasor de tecido estéril 2 ou mais critérios: ≥2 dos seguintes: • T > 38ºC ou < 36ºC • FC > 90/min • FR > 20/min • Leucócitos > 12, 000 ou < 4, 000 ou > 10% de células imaturas SIRS + foco infeccioso confirmado ou suspeito Sépsis + hipoperfusão , disfunção orgânica ou sistólica < 90 mmHg Sépsis grave + hipotensão ou hipoperfusão refratária à reanimação volêmica, com necessidade de vasopressores Chest 1992;101:1644
  • 22.
    Campanha de Sobrevivênciaà Sépsis – CSS (tratamento baseado em bundles) Movimento mundial que visa redução do risco de óbito por Sépsis grave/choque séptico Em 2004, publicou suas directrizes de tratamento, revistas em 2008. Última revisão Fev 2013 Documento contém mais de 40 recomendações, classificadas em forte e fraca, de acordo com o sistema GRADE, para o tratamento adequado dos doente em Sépsis grave
  • 23.
    Surviving Sépsis CampaignBundles A concluir dentro de 3 HORAS: 1) Medir o nível de lactato 2) Obter culturas de sangue antes da administração de antibióticos 3) Administrar antibióticos de largo espetro 4) Administrar 30 ml / kg de cristaloide para hipotensão ou lactato ≥ 4 mmol / L Dellinger RP, Levy MM, Rhodes A, et al: Surviving Sepsis Campaign: International guidelines for management of severe sepsis and septic shock: 2012. Crit Care Med. 2013; 41:580-637
  • 24.
    Surviving Sépsis CampaignBundles Ser concluído no prazo de 6 HORAS: 5) Administração de vasopressores (por hipotensão que não responde à reanimação inicial) para manter a pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg 6) Em caso de hipotensão arterial persistente, apesar de reposição volémica (choque séptico) ou lactato inicial ≥ 4 mmol / L (36 mg / dL): - Avaliação da pressão venosa central (PVC) * - Avaliação da saturação de oxigénio venoso central (ScvO2) * 7) Avaliar novamente o lactato se for inicialmente elevado * * Metas para ressuscitação quantitativa incluída nas orientações são PVC de ≥ 8 mmHg; ScvO2 de ≥ 70% e normalização do lactato. Dellinger RP, Levy MM, Rhodes A, et al: Surviving Sepsis Campaign: International guidelines for management of severe sepsis and septic shock: 2012. Crit Care Med. 2013; 41:580-637
  • 25.
    Sintese: SEPSIS GUIDELINES2012 Recomendação Forte (1): Recomendado Baixo T. Volume no ARDS Protocolos de desmame ventilatório A DCB De-escalada da antibioterapia Hc prioritária a ATB ATB na 1 hr para o Choque Séptico EGDT e Protocolo de Resuscitação Uso Restrito de BNM Controle foco infecção Desafio de fluidos >30 mL/kg cristaloides Dobutamina Fluidoterapia Conservadora no ARDS sem Choque Noradrenalina (1ª linha) PAM ≥65mmHg Reposição=cristaloide Hb alvo 7-9g/dl Cabeçeira >45 Limite P plateau <30 cm H2O Baixo PEEP=ARDS Minimizar sedação (Bolus/perfusão) Profilaxia TVP Profilaxia Ul.Stress Metas de atendimento ATB largo especto na sépsis grave sem ChoqueControlo Glicémico ≤180mg/dl Objetivos da ressuscitação, durante as primeiras 6 horas: PVC: 8-12 * ; PAM: ≥ 65mmHg; Débito Urinário: ≥ 0,5 ml/Kg/h Saturação Venosa (ScvO2): ≥ 70% * Nota: no caso de aumento da pressão abdominal, disfunção diastólica, ventilação mecânica, compliance ventricular, pretende- se uma PVC de 12-15 mmHg Rivers E, Nguyen B, Havstad S, et al. Early goal-directed therapy in the treatment of severe sepsis and septic shock . New England Journal of Medicine. 2001;345:1368–1377
  • 26.
    Sintese: SEPSIS GUIDELINES2012 Recomendação fraca (2): Sugerido A DCB Adrenalina adicional manutenção PAM Albumina Hemofiltração veno-veno contínua = hemodialise intermitente O não uso de dopamina PEEP elevado ARDS moderado/grave Recrutamento Alveoloar com Sépsis Grave e hipoxémia refractária Prone Position Sépsis com ARDS (PaO2/FiO2 ≤100 mmHg) Uso de BNM ≤ 48hr PaO2/FiO2 <150 mmHg Alimentação enteral Soro dextrosado (<48hr) Hidrocortisona com Choque Séptico Metas de atendimento, ≤72hr pós admissão UCI
  • 27.
  • 29.
    As descobertas desafiama sensibilidade e a validade na construção da regra em relação a dois ou mais critérios SIRS no diagnóstico ou a definição de sépsis. O QUE HÁ DE NOVO?
  • 30.
    Desde 2002, oSurviving Sepsis Campaign promove melhores práticas no manuseio da sépsis, onde inclui: • Reconhecimento precoce; • Controle do foco infecioso; • Início precoce de antibioticoterapia; • Ressuscitação com volume e uso de drogas vasoativas; O QUE HÁ DE NOVO?
  • 31.
    A ressuscitação comvolume baseada em metas foi preconizada a partir de um estudo unicêntrico de 2001 de Rivers et al., que indicava que uma abordagem protocolar de reposição de volume precoce em 6 horas reduzia globalmente a mortalidade hospitalar e o tempo de internamento. O QUE HÁ DE NOVO?
  • 32.
    O QUE HÁDE NOVO? Protocol for Early Goal-Directed Therapy (EGDT) http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa010307#t=articleDiscuss
  • 33.
    O QUE HÁDE NOVO? Desde então , tem sido realizados estudos multicêntricos para avaliar o benefício real da terapia guiada por metas nas 6 horas iniciais da sépsis
  • 34.
    Não havia diferençana mortalidade em utilizar a terapia guiada por metas ou a terapia usual.
  • 35.
  • 36.
    sépsis é umprocesso complexo com um elevado grau de heterogeneidade as intervenções terapêuticas, muitas vezes não são dadas em uma dosagem ou duração apropriada momento das intervenções afecta modulação terapêutica, assim que o tempo de diagnóstico é crucial a qualidade de vida após a alta é uma pedra angular e pode proporcionar o equilíbrio
  • 37.
    Enfermeiros de cuidados críticossão desafiados a avaliar a sua prática individual e adoptar práticas de intervenções baseadas em evidências atuais em sua prática diária.
  • 38.
    Hospitais Melhores instalações eequipamentos, mais conhecimentos do pessoal o que leva a boas práticas Centros de Saúde e outros serviços médicos Campanhas de prevenção, ensino dirigido, etc. Contributo de Enfermagem será decisivo:
  • 39.
    Intervenção do Enfermeiro 1.Reconhecimento precoce – enfermeiros com conhecimentos e treinados para identificar os sinais de alerta, para posterior registo e comunicação à equipa; 2. Tratamento precoce, com início do protocolo: -Administração de antibioterapia durante a primeira hora -Administração de oxigénio a 100% -Administração de fuidoterapia endovenosa
  • 40.
    A redução damortalidade por Sépsis de 61,7% para 36,5% em dois Hospital Gerais em Joinville (SC) Brasil, deveu-se à participação activa da equipa de enfermagem, como a monitorização e interpretação de sinais vitais Westphal , 2011 Há necessidades de programas que incluam o ensino da teoria, discussão de casos práticos e formulação de algoritmos/protocolos orientados na prioridade do diagnostico e tratamento precoces que permitam melhorar e reduzir os custos da sépsis grave Idelma, 2005 Surviving Sepsis Campaign (SSC)
  • 41.
    Surviving Sepsis Campaign2012 Estabelecer os fluxos adequados entre diversos profissionais envolvida Ter disponíveis os antibióticos mais comuns utilizados Treinar os médicos, prescrição seja de conhecimento imediato da enfermagem, e administrada imediatamente
  • 42.
    Tempo para receberCuidados Intensivos. Tempo para entrar no Bloco. Tempo para monitorização invasiva. Tempo para bólus de fluidos. Tempo para iniciar antimicrobianos. Tempo para avaliação de fluxo. Tempo para fármacos vasopressores. Tempo para transfusão. Tempo para ventilação mecânica. Tempo para técnica dialítica… tempo … AntónioAlmeida
  • 43.
    SÉPSIS AGIR PRECOCEMENTE AGILIDADE FAMILIA EQUIPA INTER PROFISSIONAL Almeida, António(2010) – in: VIANA, Renata Andréa; [et al] (2010) – Enfermagem em Terapia Intensiva: Práticas e Vivências. Porto Alegre: Artemed . ISBN 978-85-363-2446-3. p.201-208
  • 45.
    Uma questão detempo Trauma ….. Golden Hour EAM ………..Tempo é Miocárdio AVC …………Tempo é Cérebro Sépsis ……… Speed is Life
  • 46.
    Via Verde daSépsis Por recomendação do Departamento da Qualidade na Saúde Circular Normativa nº 01/DQS/DQCO, de 06/01/2010
  • 50.