Niterói
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Zona Sul,
Oceânica e
Centro de Niterói
16 Mil Exemplares Impressos
2ª Quinzena
Nº 165
de Novembro
Ano 08
de 2016
Ascensão e
Queda dos
Ex-Poderosos
Página 03
Niterói
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Cultura
Paulo Roberto Cecchetti cecchettipaulo@gmail.com
annaperet@gmail.com
DIZ pra mim... (que eu conto)
Anna Carolina Peret
Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores
Filho Eterno
U
ltimamente, tenho tentado ler o
máximo possível sobre psicologia.
Talvez, seja apenas uma forma de
tentar me entender melhor. Porém, pos-
so também imaginar que faço isso visando
compreender o mundo à minha volta, as
pessoas que me cercam e o futuro vindou-
ro. A questão é que a psicologia, assim
como qualquer outra ciência, tem suas li-
mitações. Entretanto, de todas elas, é uma
das mais completas, pois, não tenta expli-
car matematicamente ou quantitativamente
o ser humano. Não é que a psicologia não
tenha nexo ou embasamento. É justamente
o contrario. A psicologia transcende, trans-
borda a lógica em todas as suas fascinan-
tes concepções e interpretações da mente
humana. E, fico muito contente quando
a sétima arte explora temas que estão in-
timamente ligados à psicologia. De fato,
grande parte das películas que trazem esse
arsenal de conhecimento são os dramas.
No entanto, diversos filmes pós-modernos
também procuram entender e traduzir, em
linguagem audiovisual, todo o processo
de mudança da contemporaneidade. Seja
como for, creio que o cinema sem um to-
que de psicologia acaba por ficar um tanto
quanto empobrecido... Aliais, o cinema só
tem a ganhar com a
multidisciplinaridade.
É através de uma in-
tensa troca entre as
ciências que todas as
áreas acabam flores-
cendo. Não acredito
que o conhecimento
deva ser separado
em caixas, castas,
ou qualquer tipo de
reclusão. O conhe-
cimento é vivo. E,
dessa forma, deve ser
alimentado através da
interação, da troca.
E fiz todas essas con-
siderações para falar de um filme que me-
xeu comigo. E muito! Eu ainda não tenho
filhos – e, talvez, nem venha a tê-los. Po-
rém, tenho certeza absoluta de que eu fi-
caria muito, mas muito ansiosa para a che-
gada do bebê. E, de fato, duvido que não
seja assim para grande parte dos pais. Da
mesma forma, imagino que, caso ocorra al-
gum problema com o neném, surja grande
temor, tristeza e, possivelmente, até revolta
dos pais. “Como assim algo foi acontecer
justo com o meu filho”? “Logo na minha
família”? “Justo quando eu vou me tornar
mãe/pai”? Pois, então, vale a pena refletir
sobre o assunto vendo “O Filho Eterno”.
Nele, acompanhamos um casal que viven-
cia grande expectativa diante da chegada de
seu primeiro bebê. O pai, que é um escritor,
coloca na chegada da criança a esperança
de uma guinada na sua vida. Contudo, todo
o espectro de contentamento transforma-se
em insegurança e receio com a descoberta
de que o filho que esta pra chegar é porta-
dor da Síndrome de Down. Os dois reagem
de forma diferente. A mãe deixa
que seu amor supere qualquer obs-
táculo... Já o pai não consegue unir
tamanha resistência. O constrangi-
mento e o embaraço tomam conta
do progenitor, que passa a vivenciar
grandes conflitos internos... Mas,
aos poucos, ele tenta reencontrar
a força que advêm da paternidade.
Sempre escutei que ficamos mais
fortes e corajosos quando somos
pais. Obviamente, não é uma regra.
Todavia, depois de ver o filme – e
de uma boa dose de reflexão – con-
segui perceber algo lindo dentro de
mim. Não sei se todos concorda-
rão, entretanto, faço questão de
me expor. Acredito que o que modifica as
pessoas não é o fato delas se tornarem pais,
mães, etc. O que muda é que elas passam a
experimentar um amor imensurável. O que
quero dizer é que não são as circunstân-
cias que trazem a transformação, mas sim,
o amor. Por esse motivo, a paternidade/
maternidade pode ou não afetar os envol-
vidos. O que nos torna mais belos, fantás-
ticos, mutantes e transbordantes de senti-
mentos é o amor. Só ele é capaz de mudar
tudo. Acredite no poder do amor!
- A Sala Leila Diniz
(Rua Profº Heitor
Carrilho, nº 81 -
Centro) apresenta
até 09 de dezem-
bro a exposição
‘Outopos’, de Lu
e Carlos Valença.
O concorrido ver-
nissage aconteceu
dia 11 do corrente
mês e contou com a presença do diretor do DIZ, Edgard
Fonseca, Na foto, este colunista, Claudia Foureaux, Lu Va-
lença, Renata Palmier (Imprensa Oficial) e Roberto Pinhei-
ro. Im-per-dí-vel uma visitação!
- ‘Entrelaços’, exposição da artista plástica Mariana Rocha,
tem visitação gratuita até 28 de novembro na Sala José
Cândido de Carvalho (Rua Presidente Pedreira, nº 98 -
Ingá).
- ‘A modinha que
não sai da moda’
terá reapresen-
tação dia 25 de
novembro, 6ª fei-
ra, às 20 horas,
no Teatro da UFF
(Rua Miguel de
Frias, nº 9 - Icaraí).
Sob direção de Sérgio Di Paula, com as sopranos Magda
Belloti e Helen Heinzle, e as meio-sopranos Rejane Ruas e
Lara Cavalcanti. Vale conferir! (foto 2)
- O Presidente da União Brasileira de Trovadores/UBT-Ni-
terói, Sávio Soares de Sousa, convida para a entrega dos
prêmios dos Jogos Florais/2016. A solenidade acontece
dia 26 de novembro, (sábado) às 16 horas, na Câmara Mu-
nicipal de Niterói (Av. Amaral Peixoto, nº 625 - Centro).
- A Aliança Francesa de Niterói/AFN (Rua Lopes Trovão,
nº 52 - 3º andar - Icaraí), promove o evento ‘Street Art
Belleville’, com apresentação de murais e grafites de vários
cantos do mundo. A exposição fica aberta até 20 de de-
zembro, com visitação gratuita, de 2ª a 6ªfeira, das 8:30
às 20 h; sábado e domingo, das 8:30 às 12h.
- Disputando o campeonato brasileiro de Vôlei Master em
Saquarema/RJ, as atletas Renata Palmier e Andreia Azere-
do conquistaram o título de campeãs de 2016. Parabéns!
(foto 3)
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Ascensão e Queda dos Ex-Poderosos
Enfrentamos uma situação inédita na nossa história política brasileira. Tivemos em dois
dias, dois ex-governadores presos. O ex-governador Sergio Cabral, que sempre foi ar-
rogante e de aparente irreverência, não ofereceu qualquer tipo de reação e portou-se
obedientemente. Entretanto, o ex-governador Antony Garotinho, conhecido por seu estilo
histriônico e teatral, usou problemas cardíacos, e na hora de ser conduzido ao presidio
por ordem judicial, reagiu. Mostrou mais medo e desespero, e mais parecia um paciente
psiquiátrico agredindo aos cuidadores. Era o medo de encontrar aqueles que ele mesmo
mandou prender.
Ficou uma triste marca em ambos os episódios: embora as prisões fossem justas e mereci-
das, a espetacularização da condução do Garotinho ao presídio foi humilhante e excessiva,
do ponto de vista humano. A trajetória de cada um resultou em reações populares que
retratam o ódio e o desejo de vingança do povo, especialmente contra Sergio Cabral. As
Ascensão de Anthony Matheus Garotinho
Garotinho iniciou a sua trajetória política no PT,
em 1980, chegando a ser o candidato a vereador
mais votado na eleição, mas não se elegeu, pois
o PT não fez o coeficiente eleitoral necessário.
Passou para o PDT de Leonel Brizola em 1983.
Nessa época já preconizava o perfil do PT, que ele
criou a alcunha de “Partido da Boquinha”, acusan-
do seus militantes de interesseiros em vantagens
e cargos. Em 1986, foi eleito deputado estadual
com a maior votação do partido. Dois anos após,
em 1988, candidatou-se e ganhou a eleição para
prefeito de Campos, cargo que voltou a ocupar em
1996. Em 1998 elegeu-se Governador do Estado
do Rio de Janeiro apoiado por Brizola. Seu gover-
no teve muitos problemas na área de Segurança.
Iniciou suas ações classificadas por adversários
como populistas: “A política do R$ 1”. Tudo deve-
ria custar um real. Mas, apesar do perfil populista,
são iniciativas relevantes, criativas e adequadas ao
nosso padrão de dificuldades.
Fundou acertadamente os restaurantes populares
a um real, as farmácias com remédios a um real;
e até albergues com hospedagem a R$ 1. Estes
programas sempre lhe renderam desafetos, denún-
cias no Tribunal de Contas e acusações de uso dos
programas para fins eleitorais.
Seguiram-se muitas divergências com Leonel Bri-
zola que chegou a apelida-lo de “Beijo da Morte”,
e em 2001, deixou o PDT para filiar-se ao PSB.
No ano seguinte candidatou-se a presidência da
República, onde teve expressiva votação (principal-
mente dos evangélicos) chegando ao final em 3º
lugar. Entretanto, elegeu, no primeiro turno, sua
mulher, Rosinha, ao Palácio Guanabara. Vieram
mais problemas partidários e Garotinho assumiu a
secretaria de Segurança do Estado e se filiou ao
PMDB em 2003, onde ficou até 2009.
Decadência do Garotinho
Em 2008 a operação Pecado Capital, do Minis-
tério Público estadual prendeu integrantes de um
esquema que desviou R$ 60 milhões dos cofres da
Secretaria Estadual de Saúde durante o Governo
Rosinha Garotinho. Ainda em 2008, foi preso o
então deputado Estadual e ex-chefe de Polícia no
governo do Garotinho, Álvaro Lins. A relação mui-
to próxima entre eles refletiu negativamente para
Antony Garotinho. Em 2009 Garotinho, mais uma
vez trocou de partido, indo para o PR.
Em 2010, Garotinho e Rosinha foram denuncia-
dos pelo MP por peculato e lavagem de dinhei-
ro. Foram acusados de um suposto esquema de
desvios de verbas públicas de ONGs e empresas
fantasmas custeio de campanha eleitoral. O di-
nheiro teria financiado a campanha de Garotinho
à Presidência. Ele responde a 18 processos e foi
condenado, em primeira instância, a dois anos e
meio de prisão por formação de quadrilha. Teve a
pena convertida em prestação de serviços e recor-
reu da condenação, mas ela foi mantida. Por tanto,
já não é maios réu primário. No entanto, recente-
pessoas comemoraram nas passarelas da Avenida Brasil, (trajeto para o presidio) com
gritos histéricos, xingamentos e alguns soltaram até foguetes. Na porta do Complexo Peni-
tenciário de Bangu, outro grupo vaiou e estourou champanhes, além de palavras ofensivas
e gritos de “Vai ladrão”!
Garotinho, menos odiado, teve apenas o gozo sádico das pessoas replicando e compar-
tilhando nas redes sociais a cena dramática da sua decadência politica, social e humana.
Tudo foi e é deprimente; mas, retrata o grau de profundidade dos nossos problemas. Cer-
tamente outros episódios virão. E não serão menos deprimentes.
Se formos juntar as peças, grande parte das notórias figuras da política fluminense está
interligada, embora muitos aliados e parceiros no passado sejam hoje inimigos ferrenhos.
Entre si, ou cada um por si. Neste naipe, até Eduardo Cunha tem o seu papel e muito
ainda há para se esclarecer e julgar. Com a palavra o MP e a Polícia Federal. É chegada a
hora do Juízo Final.
mente em 16 de novembro, ele foi
preso por agentes da Polícia Federal
de Campos em desdobramento da
Operação Chequinho, que investiga
um suposto crime eleitoral de com-
pra de votos nas eleições municipais
campistas deste ano.
O irmão de Garotinho, Nelson
Nahim, que é ex-deputado Federal,
depois de muitos problemas e de-
savenças familiares, em junho deste
ano foi preso por envolvimento no
caso das ‘Meninas de Guarus’, que
apurou a exploração sexual de crian-
ças e adolescentes em Campos do
Goytacazes, no Norte Fluminense.
Passou uma noite na UPA do presí-
dio, mas foi favorecido por uma de-
cisão temporária da desembargadora Lucia Losso,
foi para um hospital particular (Quinta D'Or) e a
subsequente prisão domiciliar, enquanto aguarda a
decisão colegiada e o julgamento.
A esposa do Garotinho e atual prefeita de Campos
(RJ), Rosinha Garotinho, imediatamente disparou
em entrevista coletiva a imprensa, que tudo não
passa de retaliação de poderosos, por Garotinho
ter denunciado ao procurador Rodrigo Janot, um
esquema de crimes. Ela apontou autoridades muito
conhecidas, mas nada fundamentou ou apresentou
algo convincente.
Ascensão de Sergio Cabral
Ele poderia ser historicamente um dos maiores
políticos brasileiros, e até poderia tornar-se pre-
sidente da República. Tinha de início um perfil
promissor. Desde 1992, aliado ao governador
Marcelo Alencar, tentou a eleição para prefeito do
Rio. Perdeu, ficando em quarto lugar. Em 1996,
novamente candidatou-se a prefeito do Rio pelo
PSDB, e perdeu a eleição no segundo turno para
Luiz Paulo Conde, do PFL, afilhado de Cesar Maia.
Em 1990 elegeu-se deputado Estadual, reelegen-
do-se em1994 e 1998. Em 1994 conquistou a
presidência da ALERJ, onde ficou até 2002. Foi
um excelente presidente quando solicitou uma
auditoria na ALERJ, culminando na determinação
do primeiro teto salarial do Brasil. Acabou com a
aposentadoria especial dos parlamentares; foi o
primeiro legislativo do Brasil a acabar com o voto
secreto e realizar o voto aberto, no ano de 1995.
Em 1998, foi o deputado estadual mais votado da
história do Rio de Janeiro até então, com 380 mil
votos. Criou leis como a “Lei do Passe Livre” para
idosos, estudantes e portadores de necessidades
especiais nos transportes públicos, e a lei que ga-
rante meia entrada em eventos culturais.
Numa aliança com Rosinha Garotinho (mulher Ga-
rotinho, que se elegeu governadora), em 2002,
elegeu-se senador pelo Rio de Janeiro conquis-
tando 4,2 milhões de votos. Além de presidir a
Comissão do Idoso, empenhou-se para aprovar o
Estatuto do Idoso. Renunciou ao mandato de se-
nador para assumir o governo do
Estado do Rio de Janeiro, apoia-
do pelo casal Garotinho. Nesta
eleição o seu vice foi o Pezão e
obteve mais de 5 milhões de vo-
tos. Era popularidade total que
se repetiu na reeleição com 66%
dos votos válidos. Fez muita
coisa boa e válida para o estado:
criou e instalou as Unidades de
Pronto Atendimento (UPAs) que
são unidades de urgências me-
dicas e odontológicas 24 horas.
Hoje, mais de 99% dos casos
são resolvidos nas UPAs. Menos
de 1% precisam ser transferidos
para hospitais. A primeira UPA
foi inaugurada em maio de 2007, na comunidade
da Maré[8], uma das regiões mais carentes de ser-
viços de saúde no Rio de Janeiro. Lançou o serviço
de Ressonância Magnética Móvel, que percorre o
estado, oferecendo o exame gratuita e localmente.
Na segurança pública, criou as polêmicas Unida-
des de Polícia Pacificadora (UPPs), que têm como
objetivo a retomada permanente de comunidades
dominadas pelo tráfico. Renovou a frota da polícia,
comprando mais de 1500 veículos equipados com
Sistema de Posicionamento Global (GPS) e rádios
digitais. Equipou a polícia.
A gestão Cabral conseguiu colocar as finanças do
estado em dia, com severos ajustes fiscais e mo-
dernas técnicas de gestão, como o pregão eletrô-
nico. Assim, o Rio de Janeiro foi o primeiro estado
brasileiro a receber o “grau de investimento”, con-
cedido pela mais importante agência de risco do
mundo, a Standard & Poor’s.
Criou o Poupa-Tempo, programa onde o cidadão,
em apenas um local de atendimento, tem acesso
a mais de 400 tipos de serviços como: Detran-RJ
(emissão da carteira de identidade e habilitação),
Secretaria de Estado de Trabalho e Renda - SE-
TRAB (emissão da Carteira Profissional), Clube de
Diretores Lojistas - CDL - Rio (consulta ao SCPC),
Defensoria Pública do estado do Rio de Janeiro -
DPGE (assistência jurídica), entre outros.
Criou o Programa Estadual de Transplantes (PET),
o que fez o Estado do Rio de Janeiro saltar da lan-
terna nacional para o segundo lugar na captação de
órgãos do país. Criou o “Rio Sem Homofobia”, um
programa que trabalha na inclusão do combate à
homofobia nas políticas públicas do Estado.
Construiu o Centro de Inteligência Policial mais
moderno do país: o sistema Guardião, um com-
putador com alta capacidade de armazenamento,
cruza e classifica as informações de todas as dele-
gacias do estado para o planejamento das opera-
ções policiais. Poderia ter sido a grande liderança
nacional. Mas...
Decadência Rápida do Cabral
Os grandes problemas começaram com os estra-
nhos atrasos de obras que não se concluíam e os
orçamentos eram majorados. O Arco Metropoli-
tano do Rio de Janeiro, obra necessária para dimi-
nuir engarrafamentos da Ponte Rio-Niterói e Ro-
dovia Presidente Dutra: as obras iniciaram-se em
2008 com previsão de término para 2010, mas
só ficariam prontas em 2014, e o custo dobrou
de R$ 536 milhões em 2007 para mais de R$ 1
bilhão em 2012. Outro atraso é o da “Transbaixa-
da”: a obra inicialmente seria inaugurada em 2012.
A Transbaixada não fora licitada, e não há previsão
da entrega da obra. Outros atrasos são a instalação
de trens novos na Supervia, produzidos na China
e comprados em 2009; só em 2012 o primeiro
entrou em operação, e a extensão da Via Light até
Madureira, na Zona Norte do Rio, que até 2010
não saíra do papel, embora anunciada. Estas obras
foram embargadas pelo Ministério Público e pelo
Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.
O atraso nas obras de duplicação e modernização
da Estrada Rio-São Paulo (BR-465) traz problemas
de logística para o estado, e não se explica. A du-
plicação da Rodovia Rio-Santos não está prevista
até hoje, embora necessária ao tráfego e segurança
devido à usina nuclear de Angra dos Reis.
E vieram os protestos com a criação do movimento
“Ocupa Cabral” onde jovens políticos e suprapar-
tidários ocuparam as ruas Aristides Espínola, onde
mora Sérgio Cabral, Manifestavam-se contra ele
e contra a sua forma autoritária de administrar o
Estado do Rio de Janeiro, utilizando o cargo para
interesses próprios, e por suspeitas de corrupção.
Apareceram fatos indefensáveis como relaciona-
mentos com Eike Baptista que recebeu uma con-
cessão do Estádio do Maracanã, pelo prazo de 35
anos; o uso de helicópteros do Estado para fins
pessoais, inclusive para transportar cachorro; a
mulher de Cabral ser sócia-proprietária de um es-
critório de advocacia que presta serviço a empre-
sas concessionárias de transporte público do Rio,
como a SuperVia e o Metrô Rio; O favorecimento
ao seguimento das empresas de ônibus principal-
mente querendo acabar com as vans de lotação de
transporte alternativo que tinha um apoio politico
do ex-governador Garotinho;
A popularidade de Cabral caiu vertiginosamente.
Em novembro de 2010, ele tinha 55% de aprova-
ção. Em junho de 2013, o índice despencou 30
pontos, passando a 25%. Em julho de 2013, caiu
ainda mais e, com 12% de aprovação, Cabral ob-
teve a pior avaliação entre os governadores dos
estados brasileiros. Em 17 de novembro de 2016,
a Polícia Federal do Rio de Janeiro prendeu Sérgio
Cabral no âmbito da Operação LavaJato.
E acusado de liderar o desvio de R$ 224 milhões
em propinas. Agora, a decadência é irreversível.
Restará devolver o dinheiro roubado, entregar os
comparsas. E ainda vai sobrar capital para viver
isolado. Isso depois de passar um bom tempo na
cadeia. Lamentável.
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(sec.elet. 7867-9235 ID 10*73448
DG
O Que Comer Quando Viajar?
U
m desespero comum entre muitos
que estão tentando manter a forma
ou levam uma vida saudável é sa-
ber o que comer quando viajam.
Dependendo do destino pode ser muito
fácil ou muito difícil manter a linha. Por
dois fatores: fácil é quando você vai para
um lugar com bastantes opções gastronô-
micas; e o difícil é que por ter tantas opções
para provar, fica difícil comer o que você
realmente precisa. Ainda existe a variável
dos lugares exóticos, que você deve tomar
cuidado para não ter nenhuma infecção in-
testinal, o que pode colocar a viagem toda
a perder.
Vamos por partes: se você tem um acompa-
nhamento nutricional, peça que te oriente
de acordo com a sua viagem, suas necessi-
dades e quais são as melhores opções pra
você. Se você não tem, opte sempre por
experimentar as receitas mais proteicas e
menos gordurosas; isso vai evitar que você
tenha uma indigestão e uma alta ingestão
calórica, já que dá vontade de provar tudo!
Nos doces, opte pelos feitos com frutas;
são sempre menos calóricos. Não deixe de
ingerir muito líquido e não corte os carboi-
dratos durante a viagem! Você vai precisar
de bastante energia para aproveitar a via-
gem e as alterações climáticas favorecem a
imunossupressão; por isso proteja-se para
que não fique doente durante os passeios!
Procure ter equilíbrio e aproveitar da me-
lhor forma cada segundo!
Jubileu de Prata da
Buongiorno
Oimigrante italiano Costan-
zo Annichini, chamado
carinhosamente de Mimo, e de
seu sócio, Rogério Benevides
criaram a Cantina Buongiorno.
Durante os últimos 25 anos a
memória e sabores da culinária
italiana da região do Lago Ma-
ggiore, na Província de Cuneo,
no norte ocidental da Itália, foi
preservada.
Em 26 de novembro de 1991,
foi inaugurada a Cantina Buon-
giorno, que cresceu junto com
o bairro de Icaraí, na Rua Capitão Zeferino, quase esquina com a Rua Gavião Peixoto.
Durante esse período, a Buongiorno foi cenário de grandes eventos. Aulas de gastronomia
com chefs italianos do Copacabana Palace, noites de harmonização de vinhos, bingos,
música ao vivo.
São 25 anos para festejar.
Segunda Audiência para
Orçamento 2017
Ofim da Secretaria Estadual de As-
sistência Social e dos programas
voltados aos mais carentes, com os
possíveis reflexos em Niterói, e o gran-
de número de guardas municipais co-
brando mais transparência na aplicação
de recursos, deram o tom da segunda
audiência pública para debater a Lei
Orçamentária Anual (LOA) da Prefeitu-
ra de Niterói.
Realizada na noite de quinta-feira
(17/11) contou com a presença de Lei-
la Campos (foto), técnica da Secretaria
Municipal de Planejamento e Gestão,
representando o Executivo. A Prefeitu-
ra de Niterói prevê uma receita superior a R$2,3 bilhões para 2017.
No próximo dia 30, às 20 horas, será realizada a terceira e última audiência pública da
LOA 2017.
Sergio Gomes
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ORAÇÃOASANTO EXPEDITO
Festa 19 de abril. Comemora-se todo dia 19
Se vc. está com algum
, precisa de
, peça a Santo Expedito. Ele é o
Santo dos Negócios que precisam de pronta
solução e cuja invocação nunca é tardia.
Problema Difícil e
aparentemente sem Solução
Ajuda Urgente
ORAÇÃO
Obrigado.
: Meu Santo Expedito da Causas
Justas e Urgentes, socorrei-me nesta hora
de aflição e desespero. Intercedei junto
ao Nosso Senhor Jesus Cristo! Vós que
sois o Santo dos Aflitos, Vós que sois o
Santo das Causas Urgentes, protegei-me,
ajudai-me, Dai-me Força, Coragem e
Serenidade. Atendei o meu pedido: (fazer o
pedido) Ajudai-me a superar estas Horas
Difíceis, protegei-me de todos que possam
me prejudicar; Protegei minha família,
atendei o meu pedido com urgência.
Devolvei-me a Paz a Tranqüilidade
Serei grato pelo resto da minha vida
e levarei seu nome a todos que têm fé.
Rezar 1 Padre Nosso,1 Ave Maria
e Fazer o sinal da cruz.
“para que os pedidos sejam atendidos
é necessário que sejam justos”.
Agradeço a Santo Expedito a Graça Alcançada.Santo Expedito
Dr. Helder Machado
Urologia
Tratamentode
Cálculo Renal
a Raio Laser
Rua Dr. Celestino, 26
Centro - Niterói.
Tels:2620-2084 /2613-1747
Clínica
Atendemos UNIMED
eParticular
Atendimento24Hpelo tels:
8840-0001e9956-1620
Acabou a “Mamata”
N
ão é novidade pra ninguém
que o Facebook e Google
estão repletos de conteú-
do enganoso; desde sites de notí-
cias mentirosas até as mais ridícu-
las montagens, circulam na internet
difundindo calúnias e “enganando”
os mais inocentes, que comparti-
lham a desinformação aos montes.
É uma verdadeira bola de neve, ou,
de chorume se você preferir cha-
mar.
O fato é que o Google e Facebook
passaram a adotaram medidas para
cortar a receita de publicidade des-
ses “sites”, ou seja, acabou a “ma-
mata”. Tudo se deu após uma onda
de críticas sobre o possível papel
que notícias equivocadas ou inverí-
dicas tiveram na eleição de Donald
Trump para presidente dos Estados
Unidos.
A iniciativa das duas empresas, que
controlam grande parte do fluxo de
conteúdo e publicidade na internet,
pretende abalar economicamente
essa “pseudo indústria” que se ali-
menta com frequência de informa-
ções sensacionalistas e na maioria
das vezes falsas.
“Vamos começar a proibir a publici-
dade do Google em conteúdos en-
ganosos, da mesma maneira como
já proibimos a publicidade men-
tirosa”, afirma o Google em nota
oficial. “No futuro, vamos restringir
a veiculação de anúncios em pági-
nas que deturpam, distorcem ou
escondem informações sobre seus
editores, conteúdos ou o objetivo
básico do proprietário do site.”
Em uma entrevista à BBC, o presi-
dente do Google reconheceu que
“vários incidentes” já haviam sido
registrados com sites denunciados
por difundir informações falsas e
que a empresa não havia tomado
às decisões corretas. “Então este é
um momento de aprendizado para
nós e vamos, definitivamente, tra-
balhar para consertar”, disse.
O Facebook implementará a mes-
ma política. “Nós não integramos
nem exibimos publicidade em apli-
cativos ou sites de conteúdo ilegal,
enganoso ou mentiroso”, afirmou a
empresa em um comunicado. Bem,
o que nos resta é aguardar a derro-
cada dessa “indústria da mentira”
que muito prejudica a internet no
mundo.
Inté
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Edgard Fonseca
edgardfonseca22@hotmail.com
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As Instituições “Mandrake”
T
odos nós sabemos que a vaidade
humana é a locomotiva e perdição
da grande maioria das pessoas. É
comum, para benefícios próprios, que vi-
remos às costas a falsidades escancaradas,
principalmente tratando-se de títulos ou
participação em “instituições”, que a “no-
menclatura” é tudo
que elas possuem.
Não detêm legitimi-
dade, conteúdo, nem
méritos. Mas, a fa-
chada dá para enga-
nar muita gente. Ou
pelo menos, deixar
em dúvida quanto a
sua honestidade de
propósitos. São en-
tidades com nomes
pomposos, mas,
quando vamos apu-
rar, não passa de uma
agremiação de duas
ou três pessoas, que
com os mesmos pro-
pósitos de grandeza,
autoafirmação pesso-
al e uma dose imensa de vaidade, praticam
este estelionato cultural. Mas, se “espre-
mer”, não são nada e nada têm a oferecer.
Exceto a ilusão de vaidosos que se sentem
agraciados e “honrados” com uns “títulos
furrecas”, sem valor legal ou social.
Já comentei aqui sobre a “Indústria de
Comendas”, vendidas ou trocadas por
outras vantagens, para preencher o vazio
intelectual, afetivo e moral, destes pobres
detentores de títulos ilusórios. Tudo fal-
so! Até os propósitos. Mas, mesmo assim,
essas pessoas carentes de titulações e re-
conhecimento, continuam fomentando es-
tes vendedores de ilusões, ou na prática,
picaretas que se valem dessas existências
medíocres, carentes de qualquer titulação
para permanecerem impunes. Esta é a ra-
zão de vermos, especialmente em Niterói,
estes “Bailes de Carnaval” ou “Folia de
Reis”, disfarçadas de nobreza. A fábrica de
“medalhas falsas de ouro de tolo”, a servi-
ço de outras picaretagens dissimuladas. A
verdade é que para que uma situação des-
sas se consume é preciso das duas pontas.
O que cria e fornece ilusões, e aqueles que
recebem e oferecem sustentação à mentira
glorificadora.
Há alguns anos tive um embate numa as-
sembleia do Conselho Comunitário da Re-
gião Oceânica (CECRON), onde era diretor,
pois descobri que no bojo das muitas en-
tidades associadas, e com igual direito de
voto, eram associações (o que pressupõe
um coletivo) de apenas duas pessoas. Uma
delas era uma Associação religiosa e benfei-
tora. Tinha um nome
extenso, mas possuía
como associados ape-
nas um casal: mari-
do e mulher. Eles se
apresentavam com
tamanha pompa que
pareciam poderosos.
Era um Centro Espí-
rita, mais que domés-
tico; e se havia um
coletivo, deveria ser
o dos espíritos que
incorporavam, e na
mesma médium, pois
o marido, o máximo
que ele “recebia”, era
o dinheiro das con-
sultas dos “fiéis”. Re-
solvi, publicamente,
denunciá-los, além de mais umas três as-
sociações, baseando o meu raciocínio que
para que existisse uma associação, era pre-
ciso, pelo menos o número suficiente para
uma caracterização de formação de quadri-
lha, artigo 288 do CPB. Associação de dois
não existe. Formação de quadrilha necessita
de mais de três pessoas. Ou seja, um míni-
mo de quatro pessoas. Não era ao menos
uma quadrilha, que dirá uma associação. O
mais espantoso é vermos pessoas de forma-
ção acadêmica real, de padrão econômico
elevado e são socialmente articuladas e co-
nhecidas, Mas, mesmo assim, vivem recen-
do essas homenagens picaretas e ostentam
medalhas e comendas sem qualquer valor.
Que tipo de carência doentia leva a pessoas
que deveriam se bastar com o que são e
produzem, mas, vivem sedimentando e sus-
tentando essas falsas propostas.
Qualquer dia deveríamos criar um colégio
de notáveis, (intelectuais reconhecidamente
capazes) e que deverão fazer uma lista de
autenticação destas entidades: por mérito,
conteúdo, realizações e estruturação. Esta
autenticação, simplesmente anulará a exis-
tência deste imenso contingente de picare-
tas, travestidos de intelectuais beneméritos.
Esta sociedade niteroiense!
Demissões no
Banco do Brasil
É
a mais absoluta contradição. Este go-
verno Temer (?), que anunciou que a
prioridade era a recuperação da eco-
nomia e do emprego, que apresentou um
duríssimo e impiedoso plano de reforma da
previdência, criticando as aposentadorias
precoces, está estimulando demissões para
aposentar quem ainda muito pode produ-
zir... (a meta são 18 mil funcionários). É
que eles vão fechar mais de 400 agências,
e mais 379 serão reduzidas a “Postos de
Atendimento”, do maior banco público
brasileiro, o lucrativo Banco do Brasil. Bas-
ta ver os balanços do banco.
Resume-se numa opereta cruel: Reduz pos-
tos de trabalho (na contramão do discurso
de recuperar empregos), onera a previdên-
cia com novas e desnecessárias aposenta-
dorias, e ainda esconde-se atrás de um sór-
dido marketing de “economizar e encolher
o tamanho da participação do governo no
mercado”. Somente se corta o que não é
produtivo e não dá lucro. Mas, banco é o
melhor negócio do mundo. A mercadoria é
dinheiro e a relação de negócios favorece a
quem empresta. Mas, representa postos de
trabalho. Gera emprego e renda, e ainda
recolhe impostos.
Trabalhar no Banco do Brasil sempre foi o
sonho de milhares de brasileiros. Ser ge-
rente do Banco do Brasil em cidades do
interior, sempre teve um significado de
prestígio e poder, equiparado a um promo-
tor público de justiça, juiz, ou o “médico
salvador de vidas”. E olha só o que estão
querendo fazer...
Fico muito à vontade e de consciência tran-
quila: não votei na Dilma, e consequente-
mente não votei no Temer. Até achei que
este governo poderia ser menos pior que o
governo corrupto do PT; mas pelo visto...
Um presidente da República que não pode
exonerar um ministro acusado de prática de
concussão, está se equiparando aos poucos
aos pornopetistas. Faz-me lembrar de Ere-
nice Guerra, Waldimiro Diniz, os filhos da
Benedita e seus falsos diplomas...
Se Temer não reagir a esta dependência
de ter que “compor” com estes ratões do
PMDB, não vai muito longe.
ZAPS...
...O deputado estadual Flavio Serafini (PSOL/RJ) deu entrada num mandado de
segurança para interromper a tramitação da Mensagem 32 do Poder Executivo,
que determina a extinção do Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de
Janeiro (Iterj). A extinção do Órgão é realmente um retrocesso.
...Dia 08 de dezembro, quinta feira, o somelier Luiz Antonio Barros e a fotógrafa
Alê Crisóstomo farão mais uma edição de “Reservado, Um Encontro de Vinho e
Foto”, no Bistrô Prudentia, na Barra da Tijuca.
... Dia 13 de dezembro, a Associação Niteroiense de Escritores realiza o Natal dos
Poetas, na Sociedade Fluminense de Fotografia, as 17h.
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Morte de José Vicente
Morreu José Vicente no dia 21 passado. Ele teve 10 mandatos como vere-
ador de Niterói, foi presidente da casa por duas legislaturas e foi também
vice-prefeito. Sua base eleitoral era a Zona Norte, mais especificamente a En-
genhoca. Deixou mulher, filhos e netos.
Chequinho e Boca de Urna
T
oda prática assistencialista que en-
volve povo e dinheiro é sempre
motivo para manipulações e delitos.
Governos têm oferecer serviços, de educa-
ção, saúde, moradia e até de alimentação.
Mas, não deve haver dinheiro vivo no meio.
O Garotinho está sendo acusado de crime
eleitoral por ter distribuído “cheques cida-
dão”, pratica antiga na prefeitura de Cam-
pos.
É claro que todas as manobras populistas es-
tão sempre beirando a ilegalidade. Também
é claro que os delitos do ex-governador Ga-
rotinho vão além deste crime eleitoral que
está sendo acusado. Mas, fazendo um com-
parativo às cotidianas práticas eleitorais, a
defesa do Garotinho está bem fundamen-
tada. Por questão lógica o fato de cadastrar
pessoas e distribuir benefícios de 200 reais
a cada num programa que já existe há oito
anos, não tipifica a compra de votos.
Analisemos: qualquer um sabe que nes-
te país, benefícios financeiros ou não, são
sempre massa de manobra para angariar
simpatias para o politico e consequente-
mente os votos desses eleitores. Mas, a
compra de voto pressupõe uma troca ob-
jetiva e direta. Para que se cristalize é pre-
ciso que haja o condicionamento. Ou seja:
só receberá o benefício (cheque cidadão)
se se comprometer a votar. Tem que haver
uma imposição. Ou vota ou não recebe. No
caso deste “Cheque Cidadão” fica difícil
comprovar esta transação de forma clara e
evidente.
Muito mais tipificada é a tal da “Boca de
Urna”, que é praticada pela grande maioria.
Esta é claramente compra de voto. Inclusive
alguns políticos só pagam o voto após as
urnas da região serem aferidas. Se não tiver
os votos acertados naquela urna, não há
pagamento. A prática da “Boca de Urna”
é explícita e geralmente disfarçada por pa-
gamento de militância. São aquelas pessoas
contratadas para “agitar bandeiras em de-
terminados locais”. É simples: todos que ali
estão votam naquelas sessões e zonas. En-
tretanto, não há uma rigorosa fiscalização e
é sabido que determinados políticos só se
elegem com a compra dos votos da Boca
de Urna.
Em comparação ao tal Cheque Cidadão, a
Boca de Urna é muito mais delituosa e fá-
cil de provar. Qualquer dessas operações
são crimes eleitorais, assim prevê a lei; que,
sem hipocrisia, é sabido por todos e prati-
cada pela maioria.
Garotinho está parecendo Alcapone. Como
não conseguiam provar seus crimes vio-
lentos, contrabando, exploração da pros-
tituição, tráfico e outras modalidades cri-
minosas, acabou preso por sonegação de
impostos. É claro que Garotinho não tem
este “rosário de delitos” do Alcapone, mas,
certamente não seria por um crime menor
de distribuição de benefícios que se julgaria
a sua trajetória. Mas, como não consegui-
ram pegar outras práticas, acertaram neste
delito específico para prosseguirem com a
vendeta que acontece entre os poderosos.
Isto é só chumbo trocado!
Impressionante
O
ex governador
Sergio Cabral,
preso pela Ope-
ração Lavajato, prestou
seu primeiro depoimen-
to, neste dia 21 passa-
do. É impressionante a
maneira de se esquivar
das responsabilidades,
pondo a culpa em outras
pessoas. O pior de todos
os apontamentos foi para
cima do atual governador
Pezão. A todo o momen-
to ele acusa Pezão de ser
o responsável pelas obras
superfaturadas. Até o
Hudson Braga, que era
seu “parceirão”, ele diz
que quem o trouxe para
o governo foi Pezão. Só
faltou dizer que nem o
conhece. Que estas pes-
soas são da “confiança” do Pezão. Que
coisa...
Acusou a ex-governadora Rosinha de
grandioso superfaturamento nas obras da
Construtora Delta. No mais, ele diz não
se lembrar de nada (apesar das vultuosas
cifras) e que é totalmente inocente, ape-
sar das robustas provas e das denúncias
do Cavendish.
Este comportamento mostra com clareza
o caráter deste cidadão. Está mais para
um ratinho fujão do que para um homem.
Deprimente...
Sergio Gomes
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Renda Fina
Aniversariantes da Edição
Jacqueline Moço Luciene Bressand Paulo Cesar Tavares Edmaria Macedo Jurema Melo Porto Karol Thuller
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Posse na Academia Fluminense de Letras
Tomou posse no dia 17 passado, o professor e ex-reitor de extensão da UFF Wainer da Silveira e Silva, como membro titular da Classe de Letras
da Academia Fluminense de Letras, Cadeira nº 33, que tem como Patrono D. Pedro II.
Vernissage de Outopos
Sucesso na abertura da exposição “Outopos” na Sala Leila Diniz na sede da Imprensa Oficial do Estado, dos artistas plásticos e irmãos Carlos
e Luciane Valença. A exposição permanecerá até 09 de dezembro.
Aldo Pessanha
Wainer Silveira e Silva proferindo discurso Wainer Silva com a esposa Regina e sua mãe
Carlos Valença, mãe Maria de Nazareth e Luciane ValençaLuciane Valença ladeada por Gil e Erika Branco
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Conexões
erialencar.arte@gmail.com
E! Games
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Jêronimo Falconi
Paralelos
N
em todo mundo
sabe, mas a pira-
taria foi a grande
responsável pela difusão
da cultura game no Brasil.
Junte isso ao “jeitinho bra-
sileiro” e teremos Parale-
lo, a web série que conta
a história, o nascimento e
expansão desse mercado
que hoje movimenta mi-
lhares de reais.
A história dos videogames
no Brasil é marcada por
adaptações e clones na-
cionais - muitas vezes feitas às margens da
lei-, e se não fossem as gambiarras locais,
não existiriam jogadores e a cultura de ga-
mes em nosso país; pois, no começo da po-
pularização da tecnologia, o mercado ainda
não estava formado. Mas então, houve o
jeitinho brasileiro e com ele veio o Ninten-
dinho, Mega Drive, entre outros.
Dividida em três episódios, “Paralelos” nar-
ra a popularização dos arcades customiza-
dos nos anos 70, o surgimento de consoles
e jogos piratas nacionais e a era dos emu-
ladores.
Os Arcades Improvisados
Com as máquinas de pin-
ball da Taito, a indústria
dos games no Brasil teve
seu começo nas lojas do
centro de São Paulo e fá-
bricas do Amazonas. Isso
marcou o início de uma
cultura recheada de adap-
tações e clones nacionais.
Os consoles e jogos
nacionais
O Brasil passa a ter um
mercado estável e seus primeiros jogado-
res. O lance é que grandes empresas não
estavam no país. Então, alguns empreen-
dedores começaram a criar os primeiros
emuladores: produtos nacionais que eram
adaptações de games e consoles populares.
Como o Master System e o Phantom Sys-
tem.
Modificações e o Começo do eSports
Na virada dos anos 2000, os cartuchos dão
lugar aos CDs e DVDs, e a cultura de ga-
mes no Brasil teve uma febre modder. Jo-
gos como Winning Eleven (PlayStation 2)
e Counter-Strike (PC) eram mais populares
que os games originais, fazendo empresas
como Microsoft e Sony finalmente chega-
rem oficialmente ao país. Também foi o co-
meço da cultura de eSports no Brasil.
A série e bem curta e vale muito a pena; afi-
nal que gamer que se preze não conhece a
sua própria historia. Assista em: http://win.
gs/2eDhM7E.
Até a próxima!
Esgoto na Prainha de Itacoatiara
Já se foi o tempo que podíamos levar nossos filhos para to-
mar banho de mar com segurança e limpeza na prainha de
Itacoatiara. Encontro de mães e criançada miúda. Era perfei-
to! Agora, jorra esgoto vindo do Pampo Clube e de outras
casas da redondeza. Poluíram a nossa Prainha, expondo as
nossas crianças a todo tipo de doenças.
E aí? Como é que fica? Não é obrigado a todos canalizarem
seus esgotos para tratamento na “Águas de Niterói”? Alô
prefeitura! Alô secretaria de Meio-Ambiente! Alô Zoonoses! Inea, Feema e os cambal!!!
Cruzamento do Capeta
Éclaro que a Avenida Marques de Paraná
necessita de fluxo maior de trânsito para
não congestionar a saída da Ponte. Mas o
que estão fazendo no cruzamento com a Rua
Marechal Deodoro é simplesmente cruel e
aponta para um absurdo erro em administra-
ção viária.
Os guardas (certamente recebendo ordens)
retém o fluxo vindo da Marechal Deodoro,
- mesmo que o sinal esteja aberto, - para
manter a Marques de Paraná liberada. Daí,
vários problemas: ali é o único cruzamento e acesso que vem do Centro para Rua São
Lourenço, que dá fluxo para o Fonseca, Riodades e até mesmo Caramujo e Santa Bárbara.
O sinal é na esquina do Supermercado Guanabara, que por sua vez, acumula veículos na
beira da rua para fazerem serviços de transporte de compras (?). Junta com o acesso ao
supermercado, mais um bruto congestionamento, e uma buzinação histérica o dia inteiro.
E ainda, ambulantes e equilibristas... É realmente o cruzamento do capeta! Um verdadeiro
inferno diário; que em dia de promoções no supermercado, transforma-se numa “zona”
total. Engarrafamento com barulho. Não há nada pior na cidade!
Estacionamento no Hortifruti
Todo muno sabe que calçadas são feitas
para pedestres. Uma senhora com um
carrinho de bebê teve que passar pela beira
da rua (Avenida Marques de Paraná), por-
que em frente ao Hortifruti virou estaciona-
mento de carros. A obstrução da calçada é
completa. A prefeitura já andou rebocando
carros dali, multou e colocou até adesivos
indicando a proibição. O abuso parou por
um tempo. Agora, voltou tudo a ser como
antes. Obstrução falta de civilidade, além de supressão de direitos do cidadão. Esta na
hora da prefeitura retomar a pratica de repressão aos maus motoristas. Eles abusam com
o apoio da loja, que certamente só está pensando no seu faturamento. E o cidadão como
fica?
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Fernando Mello - fmelloadv@gmail.com
Fernando de Farias Mello
ATENÇÃO PARAA MUDANÇA
Novos e-mails do Jornal Diz
Redação
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Editoria
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Fernando Mello, Advogado
www.fariasmelloberanger.com.br
e-mail: fmelloadv@gmail.com
Xadrez de Cabral e Garotinho
A
prisão do ex-governador Sérgio Ca-
bral não foi surpresa para ninguém.
Acho até que ele mesmo já espe-
rava por isso. Ele sabe que andou fazendo
coisa errada durante a sua irresponsável e
fantasmagórica gestão pública perdulária.
Sempre pergunto: como um político de
origem na classe média se transforma em
milionário em 7 anos sem ganhar na Mega
Sena ou ser dono de algum negócio da
China? Os vencimentos de Governador de
Estado não são suficientes para deixar nin-
guém milionário, possibilitando que Sério
Cabral, entre outras estripulias financeiras,
viajar pelo mundo com amigos e gastando
fortunas em hotéis e restaurantes caríssi-
mos e comprando joias; feliz, rindo, com
os seus amigos donos de empreiteiras.
Sérgio Cabral, para envergonhar o seu pai e
homônimo jornalista e um dos fundadores
“O Pasquim”, desviou R$ 224 milhões, (até
agora apurado).
Serginho praticou os desvios na certeza da
impunidade, então reinante naquela época,
antes do Juiz Moro. Mas, crimes sempre
deixam rastros inequívocos.
O primeiro deles é o S.E.R. (Sinais Exte-
riores de Riqueza), que no caso de Sergio
Cabral, os sinais surgiram rápido demais.
Chamou a atenção. Principalmente agora
com os smartfones nas mãos de todos que
postam fotos nas redes sociais, o que acaba
com o sigilo dos corruptos e demais ban-
didos.
A Polícia Federal cumpriu os Mandados de
Prisão na manhã de 5ª feira, 17/11/2016,
com bastante tranqüilidade.
E por falar em prisão de ex-governador, não
posso deixar de comentar a prisão do Ga-
rotinho, preso por crime eleitoral. Compra-
va votos com cheques-cidadão. Ora vejam
só...
Os reflexos preocupantes dessas prisões são
enormes na “sociedade” política nacional.
Por exemplo, o prefeito eleito Crivella se
livrou do Garotinho, mas anda preocupa-
do com outros assuntos menos políticos e
agora as suas secretarias precisarão ter es-
colhas mais criteriosas.
Dizem que a operação Calicute, um bra-
ço carioca da Lavajato, havia conseguido
reunir provas irrefutáveis da sua atuação
criminosa na reforma do
Maracanã e na construção
do Arco Metropolitano,
realizadas pelas emprei-
teiras Carioca Engenharia
e Andrade Gutierrez. Era
um esquema bem monta-
do e no estilo Fernandinho
Beira-mar de administração
financeira de crimes. Uma
estrutura que envolvia se-
cretários de governo, cons-
trutoras, laranjas e, como li
nos jornais e vi na TV, até
conselheiros do Tribunal de
Contas do Estado.
Uma rede criminosa que
deixou fortunas inexplicá-
veis para muitos.
Sérgio Cabral (até o fechamento
deste artigo) estava sendo aguarda-
do no presídio de Bangu. Deve ter
se arrependido em não melhorar as
condições dos presídios estaduais.
Problema dele.
A esposa de Sergio Cabral foi ouvi-
da na Polícia Federal. Houve um pe-
dido de prisão do MPF, mas que não
foi aceito pela justiça por enquanto.
Há uma investigação de que ela te-
ria recebido milhões de empresas e
concessionárias de serviços públi-
cos como Metrô, Ceg e etc.
Muitos políticos estão na fila do xa-
drez. Isso causa felicidade em nós,
mortais trabalhadores e que sofre-
mos nas mãos desses bandidos!
Estamos passando por este momen-
to financeiro ruim por culpa da cor-
rupção. Sinceramente, precisamos
mudar totalmente o sistema políti-
co, eleitoral e penal.
Precisamos manter esses bandidos
na prisão para a eternidade.
Talvez o juiz Moro esteja guardando
um presente de Natal para os bra-
sileiros: vai mandar prender o Lula.
Alerj.
Aqui você
tem poder.
Baixe na
Chegou o aplicativo Carteirada do Bem.
As leis daAlerj
servem para quem
tem sede de justiça.
Ou só sede, mesmo.
Lei Estadual 2424/95: “Bares e restaurantes estão obrigados
a oferecer água filtrada de graça quando solicitada pelo cliente.”
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Pela Cidade
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Novo Presidente
do Fonamec
Odesembargador do Tribunal de Justiça do Rio de
Janeiro Cesar Felipe Cury foi eleito presidente do
Fórum Nacional da Mediação e Conciliação (Fonamec),
durante sessão plenária composta por representantes dos
estados participantes. A eleição transcorreu, durante o IV
FONAMEC, realizado em Cuiabá, no dia 11 de novembro,
na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
O Fórum Nacional da Mediação e Conciliação – FONA-
MEC, tem como finalidade o implemento
da Mediação e Conciliação nos estados e
Distrito Federal. Busca fomentar a cultura
da paz, com a apresentação e discussão de
propostas para criação e alteração de leis,
regulamentos e procedimentos; desenvolve
sistemas de informação, portais e canais
de comunicação e congrega magistrados e
servidores que atuem com mediação e con-
ciliação; aperfeiçoa e uniformiza os méto-
dos consensuais de resolução de conflitos
por meio de intercâmbio de experiências;
e busca melhorar a articulação e integra-
ção com o Conselho Nacional de Justiça,
órgãos de Governo e demais entidades de
apoio e representação que atuem direta-
mente no segmento.
Retoke Comemora
Com Três Edições
Principal feira de moda e decoração de Niterói, a Retoke
comemora dois anos na cidade com um calendário es-
pecial. Fez a primeira edição o fim de semana passado (19
e 2011) e com mais de 40 marcas e estilistas indepen-
dentes vão estar volta no Jardim Icaraí, no primeiro fim
de semana de dezembro, (dias 3 e 4) e no terceiro fim de
semana (17 e 18), com mais ofertas irresistíveis. É uma ex-
celente oportunidade para quem quer garantir as compras
de fim de ano.
Como é tradição em todas as três edições, nesse fim de
ano haverá pula-pula, teatro infantil e recreação para as
crianças, além de música e DJ. Além das muitas opções de
gastronomia na charmosa Rua Dr. Leandro Motta.
Beneficente da
Indústria para TV
No dia 03 de dezembro, das 10 às 22h, o espaço cul-
tural e artístico “Indústria para TV”, promoverá o 1°
Evento Cultural e Beneficente da Indústria para TV. Será
um dia inteiro de atrações artísticas com o objetivo de ar-
recadar fundos para a Casa Maria de Magdala, instituição
niteroiense que oferece assistência a cerca de 120 doentes
portadores do vírus HIV e a suas famílias.
A entrada será 1 kg de alimento não perecível (arroz, fei-
jão, macarrão, açúcar, óleo e farináceos), leite em pó, fral-
das descartáveis para adulto e/ou itens de farmácia, como
algodão 500mg e soro externo.
O evento contará com a presença de vários atores do tea-
tro e da televisão. Os visitantes poderão participar de todas
as atividades e atrações, como a exibição de peças teatrais,
shows musicais até a contação de histórias para crianças.
Quem quiser colaborar com a produção do evento po-
derá comprar rifas de R$10,00 e concorrer a prêmios,
como uma guitarra autografada pelos integrantes da banda
J Quest e violão autografado pela cantora e compositora
Bia Bedran
Desembargador Cesar Cury
Ulisses Franceschi
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Em Foco
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O Canal TV DIZ no Youtube: Inscreva-se
N
ós, do Jornal Diz,
temos um canal
de comunicação
no YouTube. Semanal-
mente são adicionados
vídeos sobre os mais va-
riados assuntos e as críti-
cas e discussões propos-
tas pelo jornalista Edgard
Fonseca. Lá também são
veiculados os Making-of
das sessões fotográficas
das fotos de modelos,
usadas na capa do jornal.
São documentários de
bastidores, que registram
em imagem e desenvolvi-
mento do processo de produção, durante
a realização das fotos.
Para que possamos crescer e aumentar os
efeitos das nossas propostas, é necessária
a participação do nosso leitor. Você além
de receber as informações através dos ví-
deos poderá interagir fazer comentários,
sugestões, denúncias, requisitar nossa
interferência nas mais diversas situações,
etc. Será como uma conversa via internet.
A intenção é a criação de um universo in-
tegrado entre os nossos leitores e o Jornal
Diz.
Para participar e estar sempre atualiza-
do bastará que o nosso leitor se inscre-
va no canal. Basta acessar através deste
link: (https://www.youtube.com/channel/
UC5JQM1JiZu7Pxww9b3d-0Hg) e cli-
que o botão vermelho inscrever-se. Ou se
desejar faça pesquisas no www.youtube.
com, buscando DizTv.
Se usar o Computador:
1 - Faça login em sua conta do YouTube.
2- No menu à esquerda, clique em Ins-
crever.
Se for no Tablete ou Telefone Celular:
1.Abra o app do YouTube em seu dispo-
sitivo móvel.
2.Faça login da conta do YouTube.
3- No menu à esquerda, clique em Ins-
crever.

Diz Jornal - Edição 165

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    Niterói 22/11 a 10/12/16 www.dizjornal.com DiretorResponsável: Edgard Fonseca Circula por 15 dias Diz: Todo Mundo Gosta AmandaLeckar–cabelo&maquiagem:JoãoVargas–foto:JulioCerino Edição Online Para Um Milhão e Oitocentos Mil Leitores Zona Sul, Oceânica e Centro de Niterói 16 Mil Exemplares Impressos 2ª Quinzena Nº 165 de Novembro Ano 08 de 2016 Ascensão e Queda dos Ex-Poderosos Página 03
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    Niterói 22/11 a 10/12/16 www.dizjornal.com 2 Cultura PauloRoberto Cecchetti cecchettipaulo@gmail.com annaperet@gmail.com DIZ pra mim... (que eu conto) Anna Carolina Peret Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Filho Eterno U ltimamente, tenho tentado ler o máximo possível sobre psicologia. Talvez, seja apenas uma forma de tentar me entender melhor. Porém, pos- so também imaginar que faço isso visando compreender o mundo à minha volta, as pessoas que me cercam e o futuro vindou- ro. A questão é que a psicologia, assim como qualquer outra ciência, tem suas li- mitações. Entretanto, de todas elas, é uma das mais completas, pois, não tenta expli- car matematicamente ou quantitativamente o ser humano. Não é que a psicologia não tenha nexo ou embasamento. É justamente o contrario. A psicologia transcende, trans- borda a lógica em todas as suas fascinan- tes concepções e interpretações da mente humana. E, fico muito contente quando a sétima arte explora temas que estão in- timamente ligados à psicologia. De fato, grande parte das películas que trazem esse arsenal de conhecimento são os dramas. No entanto, diversos filmes pós-modernos também procuram entender e traduzir, em linguagem audiovisual, todo o processo de mudança da contemporaneidade. Seja como for, creio que o cinema sem um to- que de psicologia acaba por ficar um tanto quanto empobrecido... Aliais, o cinema só tem a ganhar com a multidisciplinaridade. É através de uma in- tensa troca entre as ciências que todas as áreas acabam flores- cendo. Não acredito que o conhecimento deva ser separado em caixas, castas, ou qualquer tipo de reclusão. O conhe- cimento é vivo. E, dessa forma, deve ser alimentado através da interação, da troca. E fiz todas essas con- siderações para falar de um filme que me- xeu comigo. E muito! Eu ainda não tenho filhos – e, talvez, nem venha a tê-los. Po- rém, tenho certeza absoluta de que eu fi- caria muito, mas muito ansiosa para a che- gada do bebê. E, de fato, duvido que não seja assim para grande parte dos pais. Da mesma forma, imagino que, caso ocorra al- gum problema com o neném, surja grande temor, tristeza e, possivelmente, até revolta dos pais. “Como assim algo foi acontecer justo com o meu filho”? “Logo na minha família”? “Justo quando eu vou me tornar mãe/pai”? Pois, então, vale a pena refletir sobre o assunto vendo “O Filho Eterno”. Nele, acompanhamos um casal que viven- cia grande expectativa diante da chegada de seu primeiro bebê. O pai, que é um escritor, coloca na chegada da criança a esperança de uma guinada na sua vida. Contudo, todo o espectro de contentamento transforma-se em insegurança e receio com a descoberta de que o filho que esta pra chegar é porta- dor da Síndrome de Down. Os dois reagem de forma diferente. A mãe deixa que seu amor supere qualquer obs- táculo... Já o pai não consegue unir tamanha resistência. O constrangi- mento e o embaraço tomam conta do progenitor, que passa a vivenciar grandes conflitos internos... Mas, aos poucos, ele tenta reencontrar a força que advêm da paternidade. Sempre escutei que ficamos mais fortes e corajosos quando somos pais. Obviamente, não é uma regra. Todavia, depois de ver o filme – e de uma boa dose de reflexão – con- segui perceber algo lindo dentro de mim. Não sei se todos concorda- rão, entretanto, faço questão de me expor. Acredito que o que modifica as pessoas não é o fato delas se tornarem pais, mães, etc. O que muda é que elas passam a experimentar um amor imensurável. O que quero dizer é que não são as circunstân- cias que trazem a transformação, mas sim, o amor. Por esse motivo, a paternidade/ maternidade pode ou não afetar os envol- vidos. O que nos torna mais belos, fantás- ticos, mutantes e transbordantes de senti- mentos é o amor. Só ele é capaz de mudar tudo. Acredite no poder do amor! - A Sala Leila Diniz (Rua Profº Heitor Carrilho, nº 81 - Centro) apresenta até 09 de dezem- bro a exposição ‘Outopos’, de Lu e Carlos Valença. O concorrido ver- nissage aconteceu dia 11 do corrente mês e contou com a presença do diretor do DIZ, Edgard Fonseca, Na foto, este colunista, Claudia Foureaux, Lu Va- lença, Renata Palmier (Imprensa Oficial) e Roberto Pinhei- ro. Im-per-dí-vel uma visitação! - ‘Entrelaços’, exposição da artista plástica Mariana Rocha, tem visitação gratuita até 28 de novembro na Sala José Cândido de Carvalho (Rua Presidente Pedreira, nº 98 - Ingá). - ‘A modinha que não sai da moda’ terá reapresen- tação dia 25 de novembro, 6ª fei- ra, às 20 horas, no Teatro da UFF (Rua Miguel de Frias, nº 9 - Icaraí). Sob direção de Sérgio Di Paula, com as sopranos Magda Belloti e Helen Heinzle, e as meio-sopranos Rejane Ruas e Lara Cavalcanti. Vale conferir! (foto 2) - O Presidente da União Brasileira de Trovadores/UBT-Ni- terói, Sávio Soares de Sousa, convida para a entrega dos prêmios dos Jogos Florais/2016. A solenidade acontece dia 26 de novembro, (sábado) às 16 horas, na Câmara Mu- nicipal de Niterói (Av. Amaral Peixoto, nº 625 - Centro). - A Aliança Francesa de Niterói/AFN (Rua Lopes Trovão, nº 52 - 3º andar - Icaraí), promove o evento ‘Street Art Belleville’, com apresentação de murais e grafites de vários cantos do mundo. A exposição fica aberta até 20 de de- zembro, com visitação gratuita, de 2ª a 6ªfeira, das 8:30 às 20 h; sábado e domingo, das 8:30 às 12h. - Disputando o campeonato brasileiro de Vôlei Master em Saquarema/RJ, as atletas Renata Palmier e Andreia Azere- do conquistaram o título de campeãs de 2016. Parabéns! (foto 3)
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    Niterói 22/11 a 10/12/16 www.dizjornal.com 3 Documento dizjornal@hotmail.com Ediçãona internet para Hum milhão e 800 mil leitores Ascensão e Queda dos Ex-Poderosos Enfrentamos uma situação inédita na nossa história política brasileira. Tivemos em dois dias, dois ex-governadores presos. O ex-governador Sergio Cabral, que sempre foi ar- rogante e de aparente irreverência, não ofereceu qualquer tipo de reação e portou-se obedientemente. Entretanto, o ex-governador Antony Garotinho, conhecido por seu estilo histriônico e teatral, usou problemas cardíacos, e na hora de ser conduzido ao presidio por ordem judicial, reagiu. Mostrou mais medo e desespero, e mais parecia um paciente psiquiátrico agredindo aos cuidadores. Era o medo de encontrar aqueles que ele mesmo mandou prender. Ficou uma triste marca em ambos os episódios: embora as prisões fossem justas e mereci- das, a espetacularização da condução do Garotinho ao presídio foi humilhante e excessiva, do ponto de vista humano. A trajetória de cada um resultou em reações populares que retratam o ódio e o desejo de vingança do povo, especialmente contra Sergio Cabral. As Ascensão de Anthony Matheus Garotinho Garotinho iniciou a sua trajetória política no PT, em 1980, chegando a ser o candidato a vereador mais votado na eleição, mas não se elegeu, pois o PT não fez o coeficiente eleitoral necessário. Passou para o PDT de Leonel Brizola em 1983. Nessa época já preconizava o perfil do PT, que ele criou a alcunha de “Partido da Boquinha”, acusan- do seus militantes de interesseiros em vantagens e cargos. Em 1986, foi eleito deputado estadual com a maior votação do partido. Dois anos após, em 1988, candidatou-se e ganhou a eleição para prefeito de Campos, cargo que voltou a ocupar em 1996. Em 1998 elegeu-se Governador do Estado do Rio de Janeiro apoiado por Brizola. Seu gover- no teve muitos problemas na área de Segurança. Iniciou suas ações classificadas por adversários como populistas: “A política do R$ 1”. Tudo deve- ria custar um real. Mas, apesar do perfil populista, são iniciativas relevantes, criativas e adequadas ao nosso padrão de dificuldades. Fundou acertadamente os restaurantes populares a um real, as farmácias com remédios a um real; e até albergues com hospedagem a R$ 1. Estes programas sempre lhe renderam desafetos, denún- cias no Tribunal de Contas e acusações de uso dos programas para fins eleitorais. Seguiram-se muitas divergências com Leonel Bri- zola que chegou a apelida-lo de “Beijo da Morte”, e em 2001, deixou o PDT para filiar-se ao PSB. No ano seguinte candidatou-se a presidência da República, onde teve expressiva votação (principal- mente dos evangélicos) chegando ao final em 3º lugar. Entretanto, elegeu, no primeiro turno, sua mulher, Rosinha, ao Palácio Guanabara. Vieram mais problemas partidários e Garotinho assumiu a secretaria de Segurança do Estado e se filiou ao PMDB em 2003, onde ficou até 2009. Decadência do Garotinho Em 2008 a operação Pecado Capital, do Minis- tério Público estadual prendeu integrantes de um esquema que desviou R$ 60 milhões dos cofres da Secretaria Estadual de Saúde durante o Governo Rosinha Garotinho. Ainda em 2008, foi preso o então deputado Estadual e ex-chefe de Polícia no governo do Garotinho, Álvaro Lins. A relação mui- to próxima entre eles refletiu negativamente para Antony Garotinho. Em 2009 Garotinho, mais uma vez trocou de partido, indo para o PR. Em 2010, Garotinho e Rosinha foram denuncia- dos pelo MP por peculato e lavagem de dinhei- ro. Foram acusados de um suposto esquema de desvios de verbas públicas de ONGs e empresas fantasmas custeio de campanha eleitoral. O di- nheiro teria financiado a campanha de Garotinho à Presidência. Ele responde a 18 processos e foi condenado, em primeira instância, a dois anos e meio de prisão por formação de quadrilha. Teve a pena convertida em prestação de serviços e recor- reu da condenação, mas ela foi mantida. Por tanto, já não é maios réu primário. No entanto, recente- pessoas comemoraram nas passarelas da Avenida Brasil, (trajeto para o presidio) com gritos histéricos, xingamentos e alguns soltaram até foguetes. Na porta do Complexo Peni- tenciário de Bangu, outro grupo vaiou e estourou champanhes, além de palavras ofensivas e gritos de “Vai ladrão”! Garotinho, menos odiado, teve apenas o gozo sádico das pessoas replicando e compar- tilhando nas redes sociais a cena dramática da sua decadência politica, social e humana. Tudo foi e é deprimente; mas, retrata o grau de profundidade dos nossos problemas. Cer- tamente outros episódios virão. E não serão menos deprimentes. Se formos juntar as peças, grande parte das notórias figuras da política fluminense está interligada, embora muitos aliados e parceiros no passado sejam hoje inimigos ferrenhos. Entre si, ou cada um por si. Neste naipe, até Eduardo Cunha tem o seu papel e muito ainda há para se esclarecer e julgar. Com a palavra o MP e a Polícia Federal. É chegada a hora do Juízo Final. mente em 16 de novembro, ele foi preso por agentes da Polícia Federal de Campos em desdobramento da Operação Chequinho, que investiga um suposto crime eleitoral de com- pra de votos nas eleições municipais campistas deste ano. O irmão de Garotinho, Nelson Nahim, que é ex-deputado Federal, depois de muitos problemas e de- savenças familiares, em junho deste ano foi preso por envolvimento no caso das ‘Meninas de Guarus’, que apurou a exploração sexual de crian- ças e adolescentes em Campos do Goytacazes, no Norte Fluminense. Passou uma noite na UPA do presí- dio, mas foi favorecido por uma de- cisão temporária da desembargadora Lucia Losso, foi para um hospital particular (Quinta D'Or) e a subsequente prisão domiciliar, enquanto aguarda a decisão colegiada e o julgamento. A esposa do Garotinho e atual prefeita de Campos (RJ), Rosinha Garotinho, imediatamente disparou em entrevista coletiva a imprensa, que tudo não passa de retaliação de poderosos, por Garotinho ter denunciado ao procurador Rodrigo Janot, um esquema de crimes. Ela apontou autoridades muito conhecidas, mas nada fundamentou ou apresentou algo convincente. Ascensão de Sergio Cabral Ele poderia ser historicamente um dos maiores políticos brasileiros, e até poderia tornar-se pre- sidente da República. Tinha de início um perfil promissor. Desde 1992, aliado ao governador Marcelo Alencar, tentou a eleição para prefeito do Rio. Perdeu, ficando em quarto lugar. Em 1996, novamente candidatou-se a prefeito do Rio pelo PSDB, e perdeu a eleição no segundo turno para Luiz Paulo Conde, do PFL, afilhado de Cesar Maia. Em 1990 elegeu-se deputado Estadual, reelegen- do-se em1994 e 1998. Em 1994 conquistou a presidência da ALERJ, onde ficou até 2002. Foi um excelente presidente quando solicitou uma auditoria na ALERJ, culminando na determinação do primeiro teto salarial do Brasil. Acabou com a aposentadoria especial dos parlamentares; foi o primeiro legislativo do Brasil a acabar com o voto secreto e realizar o voto aberto, no ano de 1995. Em 1998, foi o deputado estadual mais votado da história do Rio de Janeiro até então, com 380 mil votos. Criou leis como a “Lei do Passe Livre” para idosos, estudantes e portadores de necessidades especiais nos transportes públicos, e a lei que ga- rante meia entrada em eventos culturais. Numa aliança com Rosinha Garotinho (mulher Ga- rotinho, que se elegeu governadora), em 2002, elegeu-se senador pelo Rio de Janeiro conquis- tando 4,2 milhões de votos. Além de presidir a Comissão do Idoso, empenhou-se para aprovar o Estatuto do Idoso. Renunciou ao mandato de se- nador para assumir o governo do Estado do Rio de Janeiro, apoia- do pelo casal Garotinho. Nesta eleição o seu vice foi o Pezão e obteve mais de 5 milhões de vo- tos. Era popularidade total que se repetiu na reeleição com 66% dos votos válidos. Fez muita coisa boa e válida para o estado: criou e instalou as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) que são unidades de urgências me- dicas e odontológicas 24 horas. Hoje, mais de 99% dos casos são resolvidos nas UPAs. Menos de 1% precisam ser transferidos para hospitais. A primeira UPA foi inaugurada em maio de 2007, na comunidade da Maré[8], uma das regiões mais carentes de ser- viços de saúde no Rio de Janeiro. Lançou o serviço de Ressonância Magnética Móvel, que percorre o estado, oferecendo o exame gratuita e localmente. Na segurança pública, criou as polêmicas Unida- des de Polícia Pacificadora (UPPs), que têm como objetivo a retomada permanente de comunidades dominadas pelo tráfico. Renovou a frota da polícia, comprando mais de 1500 veículos equipados com Sistema de Posicionamento Global (GPS) e rádios digitais. Equipou a polícia. A gestão Cabral conseguiu colocar as finanças do estado em dia, com severos ajustes fiscais e mo- dernas técnicas de gestão, como o pregão eletrô- nico. Assim, o Rio de Janeiro foi o primeiro estado brasileiro a receber o “grau de investimento”, con- cedido pela mais importante agência de risco do mundo, a Standard & Poor’s. Criou o Poupa-Tempo, programa onde o cidadão, em apenas um local de atendimento, tem acesso a mais de 400 tipos de serviços como: Detran-RJ (emissão da carteira de identidade e habilitação), Secretaria de Estado de Trabalho e Renda - SE- TRAB (emissão da Carteira Profissional), Clube de Diretores Lojistas - CDL - Rio (consulta ao SCPC), Defensoria Pública do estado do Rio de Janeiro - DPGE (assistência jurídica), entre outros. Criou o Programa Estadual de Transplantes (PET), o que fez o Estado do Rio de Janeiro saltar da lan- terna nacional para o segundo lugar na captação de órgãos do país. Criou o “Rio Sem Homofobia”, um programa que trabalha na inclusão do combate à homofobia nas políticas públicas do Estado. Construiu o Centro de Inteligência Policial mais moderno do país: o sistema Guardião, um com- putador com alta capacidade de armazenamento, cruza e classifica as informações de todas as dele- gacias do estado para o planejamento das opera- ções policiais. Poderia ter sido a grande liderança nacional. Mas... Decadência Rápida do Cabral Os grandes problemas começaram com os estra- nhos atrasos de obras que não se concluíam e os orçamentos eram majorados. O Arco Metropoli- tano do Rio de Janeiro, obra necessária para dimi- nuir engarrafamentos da Ponte Rio-Niterói e Ro- dovia Presidente Dutra: as obras iniciaram-se em 2008 com previsão de término para 2010, mas só ficariam prontas em 2014, e o custo dobrou de R$ 536 milhões em 2007 para mais de R$ 1 bilhão em 2012. Outro atraso é o da “Transbaixa- da”: a obra inicialmente seria inaugurada em 2012. A Transbaixada não fora licitada, e não há previsão da entrega da obra. Outros atrasos são a instalação de trens novos na Supervia, produzidos na China e comprados em 2009; só em 2012 o primeiro entrou em operação, e a extensão da Via Light até Madureira, na Zona Norte do Rio, que até 2010 não saíra do papel, embora anunciada. Estas obras foram embargadas pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. O atraso nas obras de duplicação e modernização da Estrada Rio-São Paulo (BR-465) traz problemas de logística para o estado, e não se explica. A du- plicação da Rodovia Rio-Santos não está prevista até hoje, embora necessária ao tráfego e segurança devido à usina nuclear de Angra dos Reis. E vieram os protestos com a criação do movimento “Ocupa Cabral” onde jovens políticos e suprapar- tidários ocuparam as ruas Aristides Espínola, onde mora Sérgio Cabral, Manifestavam-se contra ele e contra a sua forma autoritária de administrar o Estado do Rio de Janeiro, utilizando o cargo para interesses próprios, e por suspeitas de corrupção. Apareceram fatos indefensáveis como relaciona- mentos com Eike Baptista que recebeu uma con- cessão do Estádio do Maracanã, pelo prazo de 35 anos; o uso de helicópteros do Estado para fins pessoais, inclusive para transportar cachorro; a mulher de Cabral ser sócia-proprietária de um es- critório de advocacia que presta serviço a empre- sas concessionárias de transporte público do Rio, como a SuperVia e o Metrô Rio; O favorecimento ao seguimento das empresas de ônibus principal- mente querendo acabar com as vans de lotação de transporte alternativo que tinha um apoio politico do ex-governador Garotinho; A popularidade de Cabral caiu vertiginosamente. Em novembro de 2010, ele tinha 55% de aprova- ção. Em junho de 2013, o índice despencou 30 pontos, passando a 25%. Em julho de 2013, caiu ainda mais e, com 12% de aprovação, Cabral ob- teve a pior avaliação entre os governadores dos estados brasileiros. Em 17 de novembro de 2016, a Polícia Federal do Rio de Janeiro prendeu Sérgio Cabral no âmbito da Operação LavaJato. E acusado de liderar o desvio de R$ 224 milhões em propinas. Agora, a decadência é irreversível. Restará devolver o dinheiro roubado, entregar os comparsas. E ainda vai sobrar capital para viver isolado. Isso depois de passar um bom tempo na cadeia. Lamentável.
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    Niterói 22/11 a 10/12/16 www.dizjornal.com 4 Informes Expediente EdgardFonseca Comunicação Ltda. R Otavio Carneiro 143/704 - Niterói/RJ. Diretor/Editor: Edgard Fonseca Registro Profíssional MT 29931/RJ Distribuição, circulação e logística: Ernesto Guadelupe Diagramação: Eri Alencar Impressão: Tribuna | Tiragem 16.000 exemplares Redação do Diz R. Cônsul Francisco Cruz, nº 3 Centro - Niterói, RJ - Tel: 3628-0552 |9613-8634 CEP 24.020-270 dizjornal@hotmail.com www.dizjornal.com Os artigos assinados são de integral e absoluta responsabilidade dos autores. D! Nutrição clara.petrucci@dizjornal.com | Instagram: Clara PetrucciEdição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Distribuidora Guadalupe 25 Anos de bons serviços Jornais Alternativos - Revistas - Folhetos - Encartes Demonstração de Placas Sinalizadoras Entrega de Encomendas e Entregas Seletivas Niterói - Rio de Janeiro - São Gonçalo - Itaboraí - Magé - Rio Bonito - Maricá - Macaé eguada@ar.microlink.com.br guada@ar.microlink.com.br 99625-5929 | 98111-0289 3027-3281 | 2711-0386 (sec.elet. 7867-9235 ID 10*73448 DG O Que Comer Quando Viajar? U m desespero comum entre muitos que estão tentando manter a forma ou levam uma vida saudável é sa- ber o que comer quando viajam. Dependendo do destino pode ser muito fácil ou muito difícil manter a linha. Por dois fatores: fácil é quando você vai para um lugar com bastantes opções gastronô- micas; e o difícil é que por ter tantas opções para provar, fica difícil comer o que você realmente precisa. Ainda existe a variável dos lugares exóticos, que você deve tomar cuidado para não ter nenhuma infecção in- testinal, o que pode colocar a viagem toda a perder. Vamos por partes: se você tem um acompa- nhamento nutricional, peça que te oriente de acordo com a sua viagem, suas necessi- dades e quais são as melhores opções pra você. Se você não tem, opte sempre por experimentar as receitas mais proteicas e menos gordurosas; isso vai evitar que você tenha uma indigestão e uma alta ingestão calórica, já que dá vontade de provar tudo! Nos doces, opte pelos feitos com frutas; são sempre menos calóricos. Não deixe de ingerir muito líquido e não corte os carboi- dratos durante a viagem! Você vai precisar de bastante energia para aproveitar a via- gem e as alterações climáticas favorecem a imunossupressão; por isso proteja-se para que não fique doente durante os passeios! Procure ter equilíbrio e aproveitar da me- lhor forma cada segundo! Jubileu de Prata da Buongiorno Oimigrante italiano Costan- zo Annichini, chamado carinhosamente de Mimo, e de seu sócio, Rogério Benevides criaram a Cantina Buongiorno. Durante os últimos 25 anos a memória e sabores da culinária italiana da região do Lago Ma- ggiore, na Província de Cuneo, no norte ocidental da Itália, foi preservada. Em 26 de novembro de 1991, foi inaugurada a Cantina Buon- giorno, que cresceu junto com o bairro de Icaraí, na Rua Capitão Zeferino, quase esquina com a Rua Gavião Peixoto. Durante esse período, a Buongiorno foi cenário de grandes eventos. Aulas de gastronomia com chefs italianos do Copacabana Palace, noites de harmonização de vinhos, bingos, música ao vivo. São 25 anos para festejar. Segunda Audiência para Orçamento 2017 Ofim da Secretaria Estadual de As- sistência Social e dos programas voltados aos mais carentes, com os possíveis reflexos em Niterói, e o gran- de número de guardas municipais co- brando mais transparência na aplicação de recursos, deram o tom da segunda audiência pública para debater a Lei Orçamentária Anual (LOA) da Prefeitu- ra de Niterói. Realizada na noite de quinta-feira (17/11) contou com a presença de Lei- la Campos (foto), técnica da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, representando o Executivo. A Prefeitu- ra de Niterói prevê uma receita superior a R$2,3 bilhões para 2017. No próximo dia 30, às 20 horas, será realizada a terceira e última audiência pública da LOA 2017. Sergio Gomes
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    Niterói 22/11 a 10/12/16 www.dizjornal.com 5 InternetLaioBrenner - dizjornal@hotmail.com ORAÇÃOASANTO EXPEDITO Festa 19 de abril. Comemora-se todo dia 19 Se vc. está com algum , precisa de , peça a Santo Expedito. Ele é o Santo dos Negócios que precisam de pronta solução e cuja invocação nunca é tardia. Problema Difícil e aparentemente sem Solução Ajuda Urgente ORAÇÃO Obrigado. : Meu Santo Expedito da Causas Justas e Urgentes, socorrei-me nesta hora de aflição e desespero. Intercedei junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo! Vós que sois o Santo dos Aflitos, Vós que sois o Santo das Causas Urgentes, protegei-me, ajudai-me, Dai-me Força, Coragem e Serenidade. Atendei o meu pedido: (fazer o pedido) Ajudai-me a superar estas Horas Difíceis, protegei-me de todos que possam me prejudicar; Protegei minha família, atendei o meu pedido com urgência. Devolvei-me a Paz a Tranqüilidade Serei grato pelo resto da minha vida e levarei seu nome a todos que têm fé. Rezar 1 Padre Nosso,1 Ave Maria e Fazer o sinal da cruz. “para que os pedidos sejam atendidos é necessário que sejam justos”. Agradeço a Santo Expedito a Graça Alcançada.Santo Expedito Dr. Helder Machado Urologia Tratamentode Cálculo Renal a Raio Laser Rua Dr. Celestino, 26 Centro - Niterói. Tels:2620-2084 /2613-1747 Clínica Atendemos UNIMED eParticular Atendimento24Hpelo tels: 8840-0001e9956-1620 Acabou a “Mamata” N ão é novidade pra ninguém que o Facebook e Google estão repletos de conteú- do enganoso; desde sites de notí- cias mentirosas até as mais ridícu- las montagens, circulam na internet difundindo calúnias e “enganando” os mais inocentes, que comparti- lham a desinformação aos montes. É uma verdadeira bola de neve, ou, de chorume se você preferir cha- mar. O fato é que o Google e Facebook passaram a adotaram medidas para cortar a receita de publicidade des- ses “sites”, ou seja, acabou a “ma- mata”. Tudo se deu após uma onda de críticas sobre o possível papel que notícias equivocadas ou inverí- dicas tiveram na eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos. A iniciativa das duas empresas, que controlam grande parte do fluxo de conteúdo e publicidade na internet, pretende abalar economicamente essa “pseudo indústria” que se ali- menta com frequência de informa- ções sensacionalistas e na maioria das vezes falsas. “Vamos começar a proibir a publici- dade do Google em conteúdos en- ganosos, da mesma maneira como já proibimos a publicidade men- tirosa”, afirma o Google em nota oficial. “No futuro, vamos restringir a veiculação de anúncios em pági- nas que deturpam, distorcem ou escondem informações sobre seus editores, conteúdos ou o objetivo básico do proprietário do site.” Em uma entrevista à BBC, o presi- dente do Google reconheceu que “vários incidentes” já haviam sido registrados com sites denunciados por difundir informações falsas e que a empresa não havia tomado às decisões corretas. “Então este é um momento de aprendizado para nós e vamos, definitivamente, tra- balhar para consertar”, disse. O Facebook implementará a mes- ma política. “Nós não integramos nem exibimos publicidade em apli- cativos ou sites de conteúdo ilegal, enganoso ou mentiroso”, afirmou a empresa em um comunicado. Bem, o que nos resta é aguardar a derro- cada dessa “indústria da mentira” que muito prejudica a internet no mundo. Inté
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    Niterói 22/11 a 10/12/16 www.dizjornal.com 6 EdgardFonseca edgardfonseca22@hotmail.com Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores As Instituições “Mandrake” T odos nós sabemos que a vaidade humana é a locomotiva e perdição da grande maioria das pessoas. É comum, para benefícios próprios, que vi- remos às costas a falsidades escancaradas, principalmente tratando-se de títulos ou participação em “instituições”, que a “no- menclatura” é tudo que elas possuem. Não detêm legitimi- dade, conteúdo, nem méritos. Mas, a fa- chada dá para enga- nar muita gente. Ou pelo menos, deixar em dúvida quanto a sua honestidade de propósitos. São en- tidades com nomes pomposos, mas, quando vamos apu- rar, não passa de uma agremiação de duas ou três pessoas, que com os mesmos pro- pósitos de grandeza, autoafirmação pesso- al e uma dose imensa de vaidade, praticam este estelionato cultural. Mas, se “espre- mer”, não são nada e nada têm a oferecer. Exceto a ilusão de vaidosos que se sentem agraciados e “honrados” com uns “títulos furrecas”, sem valor legal ou social. Já comentei aqui sobre a “Indústria de Comendas”, vendidas ou trocadas por outras vantagens, para preencher o vazio intelectual, afetivo e moral, destes pobres detentores de títulos ilusórios. Tudo fal- so! Até os propósitos. Mas, mesmo assim, essas pessoas carentes de titulações e re- conhecimento, continuam fomentando es- tes vendedores de ilusões, ou na prática, picaretas que se valem dessas existências medíocres, carentes de qualquer titulação para permanecerem impunes. Esta é a ra- zão de vermos, especialmente em Niterói, estes “Bailes de Carnaval” ou “Folia de Reis”, disfarçadas de nobreza. A fábrica de “medalhas falsas de ouro de tolo”, a servi- ço de outras picaretagens dissimuladas. A verdade é que para que uma situação des- sas se consume é preciso das duas pontas. O que cria e fornece ilusões, e aqueles que recebem e oferecem sustentação à mentira glorificadora. Há alguns anos tive um embate numa as- sembleia do Conselho Comunitário da Re- gião Oceânica (CECRON), onde era diretor, pois descobri que no bojo das muitas en- tidades associadas, e com igual direito de voto, eram associações (o que pressupõe um coletivo) de apenas duas pessoas. Uma delas era uma Associação religiosa e benfei- tora. Tinha um nome extenso, mas possuía como associados ape- nas um casal: mari- do e mulher. Eles se apresentavam com tamanha pompa que pareciam poderosos. Era um Centro Espí- rita, mais que domés- tico; e se havia um coletivo, deveria ser o dos espíritos que incorporavam, e na mesma médium, pois o marido, o máximo que ele “recebia”, era o dinheiro das con- sultas dos “fiéis”. Re- solvi, publicamente, denunciá-los, além de mais umas três as- sociações, baseando o meu raciocínio que para que existisse uma associação, era pre- ciso, pelo menos o número suficiente para uma caracterização de formação de quadri- lha, artigo 288 do CPB. Associação de dois não existe. Formação de quadrilha necessita de mais de três pessoas. Ou seja, um míni- mo de quatro pessoas. Não era ao menos uma quadrilha, que dirá uma associação. O mais espantoso é vermos pessoas de forma- ção acadêmica real, de padrão econômico elevado e são socialmente articuladas e co- nhecidas, Mas, mesmo assim, vivem recen- do essas homenagens picaretas e ostentam medalhas e comendas sem qualquer valor. Que tipo de carência doentia leva a pessoas que deveriam se bastar com o que são e produzem, mas, vivem sedimentando e sus- tentando essas falsas propostas. Qualquer dia deveríamos criar um colégio de notáveis, (intelectuais reconhecidamente capazes) e que deverão fazer uma lista de autenticação destas entidades: por mérito, conteúdo, realizações e estruturação. Esta autenticação, simplesmente anulará a exis- tência deste imenso contingente de picare- tas, travestidos de intelectuais beneméritos. Esta sociedade niteroiense! Demissões no Banco do Brasil É a mais absoluta contradição. Este go- verno Temer (?), que anunciou que a prioridade era a recuperação da eco- nomia e do emprego, que apresentou um duríssimo e impiedoso plano de reforma da previdência, criticando as aposentadorias precoces, está estimulando demissões para aposentar quem ainda muito pode produ- zir... (a meta são 18 mil funcionários). É que eles vão fechar mais de 400 agências, e mais 379 serão reduzidas a “Postos de Atendimento”, do maior banco público brasileiro, o lucrativo Banco do Brasil. Bas- ta ver os balanços do banco. Resume-se numa opereta cruel: Reduz pos- tos de trabalho (na contramão do discurso de recuperar empregos), onera a previdên- cia com novas e desnecessárias aposenta- dorias, e ainda esconde-se atrás de um sór- dido marketing de “economizar e encolher o tamanho da participação do governo no mercado”. Somente se corta o que não é produtivo e não dá lucro. Mas, banco é o melhor negócio do mundo. A mercadoria é dinheiro e a relação de negócios favorece a quem empresta. Mas, representa postos de trabalho. Gera emprego e renda, e ainda recolhe impostos. Trabalhar no Banco do Brasil sempre foi o sonho de milhares de brasileiros. Ser ge- rente do Banco do Brasil em cidades do interior, sempre teve um significado de prestígio e poder, equiparado a um promo- tor público de justiça, juiz, ou o “médico salvador de vidas”. E olha só o que estão querendo fazer... Fico muito à vontade e de consciência tran- quila: não votei na Dilma, e consequente- mente não votei no Temer. Até achei que este governo poderia ser menos pior que o governo corrupto do PT; mas pelo visto... Um presidente da República que não pode exonerar um ministro acusado de prática de concussão, está se equiparando aos poucos aos pornopetistas. Faz-me lembrar de Ere- nice Guerra, Waldimiro Diniz, os filhos da Benedita e seus falsos diplomas... Se Temer não reagir a esta dependência de ter que “compor” com estes ratões do PMDB, não vai muito longe. ZAPS... ...O deputado estadual Flavio Serafini (PSOL/RJ) deu entrada num mandado de segurança para interromper a tramitação da Mensagem 32 do Poder Executivo, que determina a extinção do Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (Iterj). A extinção do Órgão é realmente um retrocesso. ...Dia 08 de dezembro, quinta feira, o somelier Luiz Antonio Barros e a fotógrafa Alê Crisóstomo farão mais uma edição de “Reservado, Um Encontro de Vinho e Foto”, no Bistrô Prudentia, na Barra da Tijuca. ... Dia 13 de dezembro, a Associação Niteroiense de Escritores realiza o Natal dos Poetas, na Sociedade Fluminense de Fotografia, as 17h.
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    Niterói 22/11 a 10/12/16 www.dizjornal.com 7 Ediçãona internet para Hum milhão e 800 mil leitores Morte de José Vicente Morreu José Vicente no dia 21 passado. Ele teve 10 mandatos como vere- ador de Niterói, foi presidente da casa por duas legislaturas e foi também vice-prefeito. Sua base eleitoral era a Zona Norte, mais especificamente a En- genhoca. Deixou mulher, filhos e netos. Chequinho e Boca de Urna T oda prática assistencialista que en- volve povo e dinheiro é sempre motivo para manipulações e delitos. Governos têm oferecer serviços, de educa- ção, saúde, moradia e até de alimentação. Mas, não deve haver dinheiro vivo no meio. O Garotinho está sendo acusado de crime eleitoral por ter distribuído “cheques cida- dão”, pratica antiga na prefeitura de Cam- pos. É claro que todas as manobras populistas es- tão sempre beirando a ilegalidade. Também é claro que os delitos do ex-governador Ga- rotinho vão além deste crime eleitoral que está sendo acusado. Mas, fazendo um com- parativo às cotidianas práticas eleitorais, a defesa do Garotinho está bem fundamen- tada. Por questão lógica o fato de cadastrar pessoas e distribuir benefícios de 200 reais a cada num programa que já existe há oito anos, não tipifica a compra de votos. Analisemos: qualquer um sabe que nes- te país, benefícios financeiros ou não, são sempre massa de manobra para angariar simpatias para o politico e consequente- mente os votos desses eleitores. Mas, a compra de voto pressupõe uma troca ob- jetiva e direta. Para que se cristalize é pre- ciso que haja o condicionamento. Ou seja: só receberá o benefício (cheque cidadão) se se comprometer a votar. Tem que haver uma imposição. Ou vota ou não recebe. No caso deste “Cheque Cidadão” fica difícil comprovar esta transação de forma clara e evidente. Muito mais tipificada é a tal da “Boca de Urna”, que é praticada pela grande maioria. Esta é claramente compra de voto. Inclusive alguns políticos só pagam o voto após as urnas da região serem aferidas. Se não tiver os votos acertados naquela urna, não há pagamento. A prática da “Boca de Urna” é explícita e geralmente disfarçada por pa- gamento de militância. São aquelas pessoas contratadas para “agitar bandeiras em de- terminados locais”. É simples: todos que ali estão votam naquelas sessões e zonas. En- tretanto, não há uma rigorosa fiscalização e é sabido que determinados políticos só se elegem com a compra dos votos da Boca de Urna. Em comparação ao tal Cheque Cidadão, a Boca de Urna é muito mais delituosa e fá- cil de provar. Qualquer dessas operações são crimes eleitorais, assim prevê a lei; que, sem hipocrisia, é sabido por todos e prati- cada pela maioria. Garotinho está parecendo Alcapone. Como não conseguiam provar seus crimes vio- lentos, contrabando, exploração da pros- tituição, tráfico e outras modalidades cri- minosas, acabou preso por sonegação de impostos. É claro que Garotinho não tem este “rosário de delitos” do Alcapone, mas, certamente não seria por um crime menor de distribuição de benefícios que se julgaria a sua trajetória. Mas, como não consegui- ram pegar outras práticas, acertaram neste delito específico para prosseguirem com a vendeta que acontece entre os poderosos. Isto é só chumbo trocado! Impressionante O ex governador Sergio Cabral, preso pela Ope- ração Lavajato, prestou seu primeiro depoimen- to, neste dia 21 passa- do. É impressionante a maneira de se esquivar das responsabilidades, pondo a culpa em outras pessoas. O pior de todos os apontamentos foi para cima do atual governador Pezão. A todo o momen- to ele acusa Pezão de ser o responsável pelas obras superfaturadas. Até o Hudson Braga, que era seu “parceirão”, ele diz que quem o trouxe para o governo foi Pezão. Só faltou dizer que nem o conhece. Que estas pes- soas são da “confiança” do Pezão. Que coisa... Acusou a ex-governadora Rosinha de grandioso superfaturamento nas obras da Construtora Delta. No mais, ele diz não se lembrar de nada (apesar das vultuosas cifras) e que é totalmente inocente, ape- sar das robustas provas e das denúncias do Cavendish. Este comportamento mostra com clareza o caráter deste cidadão. Está mais para um ratinho fujão do que para um homem. Deprimente... Sergio Gomes
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    Niterói 22/11 a 10/12/16 www.dizjornal.com 8 RendaFina Aniversariantes da Edição Jacqueline Moço Luciene Bressand Paulo Cesar Tavares Edmaria Macedo Jurema Melo Porto Karol Thuller Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Posse na Academia Fluminense de Letras Tomou posse no dia 17 passado, o professor e ex-reitor de extensão da UFF Wainer da Silveira e Silva, como membro titular da Classe de Letras da Academia Fluminense de Letras, Cadeira nº 33, que tem como Patrono D. Pedro II. Vernissage de Outopos Sucesso na abertura da exposição “Outopos” na Sala Leila Diniz na sede da Imprensa Oficial do Estado, dos artistas plásticos e irmãos Carlos e Luciane Valença. A exposição permanecerá até 09 de dezembro. Aldo Pessanha Wainer Silveira e Silva proferindo discurso Wainer Silva com a esposa Regina e sua mãe Carlos Valença, mãe Maria de Nazareth e Luciane ValençaLuciane Valença ladeada por Gil e Erika Branco
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    Niterói 22/11 a 10/12/16 www.dizjornal.com 9 Conexões erialencar.arte@gmail.com E!Games dizjornal@hotmail.com Jêronimo Falconi Paralelos N em todo mundo sabe, mas a pira- taria foi a grande responsável pela difusão da cultura game no Brasil. Junte isso ao “jeitinho bra- sileiro” e teremos Parale- lo, a web série que conta a história, o nascimento e expansão desse mercado que hoje movimenta mi- lhares de reais. A história dos videogames no Brasil é marcada por adaptações e clones na- cionais - muitas vezes feitas às margens da lei-, e se não fossem as gambiarras locais, não existiriam jogadores e a cultura de ga- mes em nosso país; pois, no começo da po- pularização da tecnologia, o mercado ainda não estava formado. Mas então, houve o jeitinho brasileiro e com ele veio o Ninten- dinho, Mega Drive, entre outros. Dividida em três episódios, “Paralelos” nar- ra a popularização dos arcades customiza- dos nos anos 70, o surgimento de consoles e jogos piratas nacionais e a era dos emu- ladores. Os Arcades Improvisados Com as máquinas de pin- ball da Taito, a indústria dos games no Brasil teve seu começo nas lojas do centro de São Paulo e fá- bricas do Amazonas. Isso marcou o início de uma cultura recheada de adap- tações e clones nacionais. Os consoles e jogos nacionais O Brasil passa a ter um mercado estável e seus primeiros jogado- res. O lance é que grandes empresas não estavam no país. Então, alguns empreen- dedores começaram a criar os primeiros emuladores: produtos nacionais que eram adaptações de games e consoles populares. Como o Master System e o Phantom Sys- tem. Modificações e o Começo do eSports Na virada dos anos 2000, os cartuchos dão lugar aos CDs e DVDs, e a cultura de ga- mes no Brasil teve uma febre modder. Jo- gos como Winning Eleven (PlayStation 2) e Counter-Strike (PC) eram mais populares que os games originais, fazendo empresas como Microsoft e Sony finalmente chega- rem oficialmente ao país. Também foi o co- meço da cultura de eSports no Brasil. A série e bem curta e vale muito a pena; afi- nal que gamer que se preze não conhece a sua própria historia. Assista em: http://win. gs/2eDhM7E. Até a próxima! Esgoto na Prainha de Itacoatiara Já se foi o tempo que podíamos levar nossos filhos para to- mar banho de mar com segurança e limpeza na prainha de Itacoatiara. Encontro de mães e criançada miúda. Era perfei- to! Agora, jorra esgoto vindo do Pampo Clube e de outras casas da redondeza. Poluíram a nossa Prainha, expondo as nossas crianças a todo tipo de doenças. E aí? Como é que fica? Não é obrigado a todos canalizarem seus esgotos para tratamento na “Águas de Niterói”? Alô prefeitura! Alô secretaria de Meio-Ambiente! Alô Zoonoses! Inea, Feema e os cambal!!! Cruzamento do Capeta Éclaro que a Avenida Marques de Paraná necessita de fluxo maior de trânsito para não congestionar a saída da Ponte. Mas o que estão fazendo no cruzamento com a Rua Marechal Deodoro é simplesmente cruel e aponta para um absurdo erro em administra- ção viária. Os guardas (certamente recebendo ordens) retém o fluxo vindo da Marechal Deodoro, - mesmo que o sinal esteja aberto, - para manter a Marques de Paraná liberada. Daí, vários problemas: ali é o único cruzamento e acesso que vem do Centro para Rua São Lourenço, que dá fluxo para o Fonseca, Riodades e até mesmo Caramujo e Santa Bárbara. O sinal é na esquina do Supermercado Guanabara, que por sua vez, acumula veículos na beira da rua para fazerem serviços de transporte de compras (?). Junta com o acesso ao supermercado, mais um bruto congestionamento, e uma buzinação histérica o dia inteiro. E ainda, ambulantes e equilibristas... É realmente o cruzamento do capeta! Um verdadeiro inferno diário; que em dia de promoções no supermercado, transforma-se numa “zona” total. Engarrafamento com barulho. Não há nada pior na cidade! Estacionamento no Hortifruti Todo muno sabe que calçadas são feitas para pedestres. Uma senhora com um carrinho de bebê teve que passar pela beira da rua (Avenida Marques de Paraná), por- que em frente ao Hortifruti virou estaciona- mento de carros. A obstrução da calçada é completa. A prefeitura já andou rebocando carros dali, multou e colocou até adesivos indicando a proibição. O abuso parou por um tempo. Agora, voltou tudo a ser como antes. Obstrução falta de civilidade, além de supressão de direitos do cidadão. Esta na hora da prefeitura retomar a pratica de repressão aos maus motoristas. Eles abusam com o apoio da loja, que certamente só está pensando no seu faturamento. E o cidadão como fica?
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    Niterói 22/11 a 10/12/16 www.dizjornal.com 10 FernandoMello - fmelloadv@gmail.com Fernando de Farias Mello ATENÇÃO PARAA MUDANÇA Novos e-mails do Jornal Diz Redação dizjornal@hotmail.com | contato@dizjornal.com Editoria edgardfonseca22@hotmail.com Fernando Mello, Advogado www.fariasmelloberanger.com.br e-mail: fmelloadv@gmail.com Xadrez de Cabral e Garotinho A prisão do ex-governador Sérgio Ca- bral não foi surpresa para ninguém. Acho até que ele mesmo já espe- rava por isso. Ele sabe que andou fazendo coisa errada durante a sua irresponsável e fantasmagórica gestão pública perdulária. Sempre pergunto: como um político de origem na classe média se transforma em milionário em 7 anos sem ganhar na Mega Sena ou ser dono de algum negócio da China? Os vencimentos de Governador de Estado não são suficientes para deixar nin- guém milionário, possibilitando que Sério Cabral, entre outras estripulias financeiras, viajar pelo mundo com amigos e gastando fortunas em hotéis e restaurantes caríssi- mos e comprando joias; feliz, rindo, com os seus amigos donos de empreiteiras. Sérgio Cabral, para envergonhar o seu pai e homônimo jornalista e um dos fundadores “O Pasquim”, desviou R$ 224 milhões, (até agora apurado). Serginho praticou os desvios na certeza da impunidade, então reinante naquela época, antes do Juiz Moro. Mas, crimes sempre deixam rastros inequívocos. O primeiro deles é o S.E.R. (Sinais Exte- riores de Riqueza), que no caso de Sergio Cabral, os sinais surgiram rápido demais. Chamou a atenção. Principalmente agora com os smartfones nas mãos de todos que postam fotos nas redes sociais, o que acaba com o sigilo dos corruptos e demais ban- didos. A Polícia Federal cumpriu os Mandados de Prisão na manhã de 5ª feira, 17/11/2016, com bastante tranqüilidade. E por falar em prisão de ex-governador, não posso deixar de comentar a prisão do Ga- rotinho, preso por crime eleitoral. Compra- va votos com cheques-cidadão. Ora vejam só... Os reflexos preocupantes dessas prisões são enormes na “sociedade” política nacional. Por exemplo, o prefeito eleito Crivella se livrou do Garotinho, mas anda preocupa- do com outros assuntos menos políticos e agora as suas secretarias precisarão ter es- colhas mais criteriosas. Dizem que a operação Calicute, um bra- ço carioca da Lavajato, havia conseguido reunir provas irrefutáveis da sua atuação criminosa na reforma do Maracanã e na construção do Arco Metropolitano, realizadas pelas emprei- teiras Carioca Engenharia e Andrade Gutierrez. Era um esquema bem monta- do e no estilo Fernandinho Beira-mar de administração financeira de crimes. Uma estrutura que envolvia se- cretários de governo, cons- trutoras, laranjas e, como li nos jornais e vi na TV, até conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. Uma rede criminosa que deixou fortunas inexplicá- veis para muitos. Sérgio Cabral (até o fechamento deste artigo) estava sendo aguarda- do no presídio de Bangu. Deve ter se arrependido em não melhorar as condições dos presídios estaduais. Problema dele. A esposa de Sergio Cabral foi ouvi- da na Polícia Federal. Houve um pe- dido de prisão do MPF, mas que não foi aceito pela justiça por enquanto. Há uma investigação de que ela te- ria recebido milhões de empresas e concessionárias de serviços públi- cos como Metrô, Ceg e etc. Muitos políticos estão na fila do xa- drez. Isso causa felicidade em nós, mortais trabalhadores e que sofre- mos nas mãos desses bandidos! Estamos passando por este momen- to financeiro ruim por culpa da cor- rupção. Sinceramente, precisamos mudar totalmente o sistema políti- co, eleitoral e penal. Precisamos manter esses bandidos na prisão para a eternidade. Talvez o juiz Moro esteja guardando um presente de Natal para os bra- sileiros: vai mandar prender o Lula. Alerj. Aqui você tem poder. Baixe na Chegou o aplicativo Carteirada do Bem. As leis daAlerj servem para quem tem sede de justiça. Ou só sede, mesmo. Lei Estadual 2424/95: “Bares e restaurantes estão obrigados a oferecer água filtrada de graça quando solicitada pelo cliente.”
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    Niterói 22/11 a 10/12/16 www.dizjornal.com PelaCidade 11 Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Novo Presidente do Fonamec Odesembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Cesar Felipe Cury foi eleito presidente do Fórum Nacional da Mediação e Conciliação (Fonamec), durante sessão plenária composta por representantes dos estados participantes. A eleição transcorreu, durante o IV FONAMEC, realizado em Cuiabá, no dia 11 de novembro, na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O Fórum Nacional da Mediação e Conciliação – FONA- MEC, tem como finalidade o implemento da Mediação e Conciliação nos estados e Distrito Federal. Busca fomentar a cultura da paz, com a apresentação e discussão de propostas para criação e alteração de leis, regulamentos e procedimentos; desenvolve sistemas de informação, portais e canais de comunicação e congrega magistrados e servidores que atuem com mediação e con- ciliação; aperfeiçoa e uniformiza os méto- dos consensuais de resolução de conflitos por meio de intercâmbio de experiências; e busca melhorar a articulação e integra- ção com o Conselho Nacional de Justiça, órgãos de Governo e demais entidades de apoio e representação que atuem direta- mente no segmento. Retoke Comemora Com Três Edições Principal feira de moda e decoração de Niterói, a Retoke comemora dois anos na cidade com um calendário es- pecial. Fez a primeira edição o fim de semana passado (19 e 2011) e com mais de 40 marcas e estilistas indepen- dentes vão estar volta no Jardim Icaraí, no primeiro fim de semana de dezembro, (dias 3 e 4) e no terceiro fim de semana (17 e 18), com mais ofertas irresistíveis. É uma ex- celente oportunidade para quem quer garantir as compras de fim de ano. Como é tradição em todas as três edições, nesse fim de ano haverá pula-pula, teatro infantil e recreação para as crianças, além de música e DJ. Além das muitas opções de gastronomia na charmosa Rua Dr. Leandro Motta. Beneficente da Indústria para TV No dia 03 de dezembro, das 10 às 22h, o espaço cul- tural e artístico “Indústria para TV”, promoverá o 1° Evento Cultural e Beneficente da Indústria para TV. Será um dia inteiro de atrações artísticas com o objetivo de ar- recadar fundos para a Casa Maria de Magdala, instituição niteroiense que oferece assistência a cerca de 120 doentes portadores do vírus HIV e a suas famílias. A entrada será 1 kg de alimento não perecível (arroz, fei- jão, macarrão, açúcar, óleo e farináceos), leite em pó, fral- das descartáveis para adulto e/ou itens de farmácia, como algodão 500mg e soro externo. O evento contará com a presença de vários atores do tea- tro e da televisão. Os visitantes poderão participar de todas as atividades e atrações, como a exibição de peças teatrais, shows musicais até a contação de histórias para crianças. Quem quiser colaborar com a produção do evento po- derá comprar rifas de R$10,00 e concorrer a prêmios, como uma guitarra autografada pelos integrantes da banda J Quest e violão autografado pela cantora e compositora Bia Bedran Desembargador Cesar Cury Ulisses Franceschi
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    Niterói 22/11 a 10/12/16 www.dizjornal.com EmFoco 12 Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores O Canal TV DIZ no Youtube: Inscreva-se N ós, do Jornal Diz, temos um canal de comunicação no YouTube. Semanal- mente são adicionados vídeos sobre os mais va- riados assuntos e as críti- cas e discussões propos- tas pelo jornalista Edgard Fonseca. Lá também são veiculados os Making-of das sessões fotográficas das fotos de modelos, usadas na capa do jornal. São documentários de bastidores, que registram em imagem e desenvolvi- mento do processo de produção, durante a realização das fotos. Para que possamos crescer e aumentar os efeitos das nossas propostas, é necessária a participação do nosso leitor. Você além de receber as informações através dos ví- deos poderá interagir fazer comentários, sugestões, denúncias, requisitar nossa interferência nas mais diversas situações, etc. Será como uma conversa via internet. A intenção é a criação de um universo in- tegrado entre os nossos leitores e o Jornal Diz. Para participar e estar sempre atualiza- do bastará que o nosso leitor se inscre- va no canal. Basta acessar através deste link: (https://www.youtube.com/channel/ UC5JQM1JiZu7Pxww9b3d-0Hg) e cli- que o botão vermelho inscrever-se. Ou se desejar faça pesquisas no www.youtube. com, buscando DizTv. Se usar o Computador: 1 - Faça login em sua conta do YouTube. 2- No menu à esquerda, clique em Ins- crever. Se for no Tablete ou Telefone Celular: 1.Abra o app do YouTube em seu dispo- sitivo móvel. 2.Faça login da conta do YouTube. 3- No menu à esquerda, clique em Ins- crever.