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Zona Sul, Oceânica e Centro de Niterói
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Circulação Quinzenal 16 Mil Exemplares Impressos
Edição Online Para Um Milhão e Oitocentos Mil LeitoresDiz: A Verdade Escrita
Diretor Responsável: Edgard Fonseca
1ª Quinzena
Nº 245
de Abril
Ano 12
de 2020
Página 03
Convid 19:
Entre Erros
E Acertos.
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Informes
Expediente
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Diagramação
Eri Alencar
Impressão
Tribuna | Tiragem 16.000 exemplares
A
lém da pandemia do novo corona-
vírus, as autoridades estão preo-
cupadas com a possível queda no
estoque dos bancos de sangue. Devido às
normas de segurança implantadas pelo go-
verno do Estado do Rio de Janeiro com o
isolamento social, a Clínica de Hemotera-
pia, vem trabalhando para manter os do-
adores voluntários confiantes, e que todas
as medidas preventivas sejam tomadas e o
protocolo higiênico de segurança sendo
seguido.
De acordo com as autoridades, a grande
questão sobre sangue é que o indivíduo
não está doando com medo do pegar co-
ronavírus. Medidas de segurança foram to-
madas pela Clínica de Hemoterapia, a fim
de precaver os doadores.
Bancos de Sangue
e o Coronavírus
Redação do Diz
Tel: 3628-0552 | 99613-8634
R. Cônsul Francisco Cruz, nº 3 Centro - Niterói, RJ | CEP 24.020-270
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Os artigos assinados são de integral e absoluta responsabilidade dos autores.
Para doar sangue basta estar em boas con-
dições de saúde e alimentado, ter entre
16 e 69 anos, pesar mais de 50 kg e levar
documento de identidade original com foto
recente.
Importante evitar alimentos gordurosos nas
4 horas que antecedem à doação e, 12 ho-
ras para o caso de bebidas alcoólicas. Se
estiver com sintomas de gripe ou resfriado,
ou tiver tomado vacina recentemente, não
deve doar temporariamente.
Para maiores informações dos postos de
coleta, a população deve consultar o @do-
acaodesangue, nas mídias sociais.
A Clínica de Hemoterapia fina na Rua Al-
mirante Teffé, nº 594 – Sobrado – Centro -
Niterói – R.J. - Tel: 2621-9100 e o horário
de funcionamento é: das 07:30 às 16h.
Foto: Lumis
A
OAB Niterói foi ágil para amenizar
as dificuldades enfrentadas pelos
advogados e advogadas no rece-
bimento dos alvarás judiciais e mandados
de pagamento do Banco do Brasil, que não
vinha atendendo à advocacia em razão das
restrições impostas pela pandemia do novo
coronavírus.
O presidente Claudio Vianna reuniu-se,
através de videoconferência, com o supe-
rintendente de Governo do Banco do Bra-
sil, Flavio Caram, e Alexsandro Rosa Ono-
fre, gerente de Segmento (PSO) da Agência
Niterói, e fechou importante parceria para
atenuar o problema. O acordo entrou em
vigência no dia 6, passado, respeitando-
-se todos os critérios exigidos para evitar a
contaminação pelo coronavírus no contato
pelo atendimento presencial.
De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h,
um funcionário da OAB Niterói estará aten-
dendo os advogados e advogadas no an-
dar térreo de sede da entidade (Av. Ernani
do Amaral Peixoto, 507, Centro), para o
recebimento dos alvarás judiciais e manda-
dos de pagamento físicos. Ao final do ex-
pediente, os documentos serão entregues
pela OAB Niterói diretamente na agência
do Banco do Brasil.
Para que o serviço seja efetuado, o advo-
gado deverá levar cópia do mandado ou
alvará e cópia da carteira da OAB legível.
Parceria OAB Niterói
com o Banco do Brasil
Na ocasião, preencherá e assinará o For-
mulário de Autorização de Transferência
Bancária.
Quanto aos mandados de pagamento ele-
trônicos, o advogado deverá solicitar o
pagamento e transferência bancária direta-
mente no site da OAB/RJ (www.oabrj.org.
br) através do portal.
Também de segunda a sexta-feira, das 9h
às 12h, a OAB Niterói disponibilizará um
funcionário para auxiliar os profissionais da
categoria que necessitar de auxílio no aces-
so ao portal da OAB/RJ.
Além disso, a entidade estará esclarecendo
eventuais dúvidas sobre o assunto através
do telefone 3716-8906 nos dias e horá-
rios citados.
“Temos a plena consciência da importân-
cia da regularização dos pagamentos dos
mandados e alvarás na vida dos advogados
e jurisdicionados. Por isso não medimos
esforços na busca de uma solução tran-
sitória. Agiremos com todas as cautelas
possíveis e necessárias, atendendo um ad-
vogado de cada vez, cumprindo as normas
de segurança e com a higienização neces-
sária, visando à segurança dos nossos fun-
cionários e também dos advogados. Peço
a compreensão e colaboração de todos na
ocasião do atendimento”, afirmou o presi-
dente Claudio Vianna.
Ralph Andrade e Claudio Vianna
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3
Documento
Convid 19: Entre Erros e Acertos
Pois é... Parece que o mundo virou de ponta cabeça e certamente, passada esta “emergên-
cia”, teremos que instintivamente ou forçosamente repensar o nosso modelo de existência.
Ficamos sempre no discurso avizinhado falando mal do Brasil como se ele fosse o maior
problema mundial. Ficou provado que não. Nações muito mais antigas e mais “civilizadas”
encararam o Convid 19 de forma mais atabalhoada, mostrando as suas deficiências ou
mesmo a face mais frágil. Ficou provado que não se trata de quem é melhor, mais rico
ou maior. Este vírus de face polêmica e traiçoeira mostrou-se oportunista, ao sabor da
sua própria sobrevivência e permanência destrutiva. Independente das diversas teorias,
inclusive de conspiração, que tenta provar a intencionalidade e criação do “invasor des-
conhecido”, esse novo vírus é resultado de outras mutações do Corona Vírus, cotidiano e
Naturalmente os chineses não costumam
perder oportunidades de negócios e
expansão comercial, tal qual uma new-
-colonização de tempos modernos. Em função
dessa agressividade de mercado, muitos levan-
tam as suspeitas de intenção criminosa na dis-
seminação do novo Corona Vírus. A China tem
um padrão de comportamento habitual que é
de tirar proveito econômico financeiro das cri-
ses, comprando barato as empresas em dificul-
dades durante a crise e na pós-crise. Faturam
horrores nessas circunstâncias. Entretanto, a
despeito dos “conspiracionistas”, devemos tirar
lições desse episódio.
A primeira e evidente deficiência, de quase
todos os países infectados, incluindo os maio-
res e mais desenvolvidos, é que nenhum esta-
va devidamente preparado para enfrentar de
imediato uma epidemia veloz e letal. A infra-
-estrutura dos sistemas de saúde se apresentou
fragilizada, colocando o Brasil numa situação
de vantagem em relação a quase todos. Com
exceção da Alemanha que trabalha com pre-
venção, todos naufragaram, com resultados de-
sastrosos como Itália e Espanha. Fala-se muito
da penúria da saúde brasileira, mas o Sistema
Único de Saúde- SUS, é um dos melhores do
mundo. É mais abrangente, democrático, efi-
ciente (embora tenha muitas falhas), e é mais
ágil do que se sabe. Esse “direito” à saúde do
Brasil não acontece em países desenvolvidos e
ricos, como os Estados Unidos. O Brasil é o
líder mundial, com o melhor e mais abrangente
sistema de atendimento e tratamento do HIV.
Todo brasileiro infectado tem direito ao trata-
mento, com todos os medicamentos custeados
integralmente pelo governo. Infelizmente, por
distorção intelectual e ideológica, (se podemos
classificar assim), andaram e tentaram diminuir
os recursos para este programa. Absurdamen-
te, até porque, ainda é, na totalidade, conside-
rando todas as vertentes, mais barato assim, do
que deixar morrer milhares de infectados exis-
tentes no país, e permitir a expansão da conta-
minação descontrolada.
Este episódio do Convid 19 aponta para o mo-
delo equivocado de centralização e controle de
determinados segmentos. É inadmissível que a
Índia controle quase a totalidade dos insumos
químicos para fabricação de todos os medi-
camentos no planeta. É inadmissível a China
controlar uma centena de seguimentos indus-
triais, sendo muitas vezes, o único fornecedor
de determinados produtos. A China só não é
auto-suficiente na questão alimentar. O Brasil é
um dos maiores fornecedores de proteínas para
a China. Eles compram de tudo, com enfoque
velho conhecido na Ásia, especialmente na China. Outros Coronas, que infestam milhares
de asiáticos anualmente não são tão temidos, e talvez por esta razão foi subestimado e
deu no que deu. Desde o inicio de janeiro desse ano que vinha contaminando muita gente,
mas, não se quantificou o risco, ou houve “silencio conveniente” dos chineses, acreditando
que poderiam conter o avanço do vírus, o que permitiu a sua expressiva expansão. É claro
que os adeptos à “Teoria da Conspiração”, aventaram milhares de razões e intenções dos
chineses, chegando a sugerir o início de uma guerra sem armamentos bélicos, afirmando
a “invasão chinesa” no mundo.
No Brasil foi subestimado e não foram implantadas medidas de contenção durante o car-
naval, período que se estima ter havido contágios silenciosos
pesado na proteína animal,
soja e outros grãos, como mi-
lho e feijão. Fora isso, a Apple,
uma das maiores empresas de
tecnologia da comunicação,
tem os seus componentes bá-
sicos fabricados na China, que
tem um sistema totalitário,
comunista, com uma neces-
sidade imensa de uso da sua
mão de obra, que a torna uma
das mais baratas do mundo. O
Japão, tradicional opositor da
China a milênios, tem imensa
dependência para fabricação
de sua indústria eletrônica e automobilística.
Quando se fala em televisores, câmeras gra-
vadoras, reprodutores de áudio e vídeo, além
de computadores e transmissores de informa-
ção, estamos falando do Japão, seguido por
Coréia do Sul e Taiwan. Mas, a maioria dos
componentes vem da China. Até a indústria
automobilística, como Toyota, Mitsubishi, Hon-
da, Nissan, Suzuki, Kawasaki, Yamaha e outras,
dependem de componentes chineses. Além dos
eletrônicos da Nikon, Citizen, Canon, Casio,
Fujifilm, Hitachi, JVC Kenwood, Mitsubishi
Electric, NEC, Olympus, Nintendo, Sony, Toshi-
ba, Pioneer, Panasonic, Ricoh, Seiko, Sharp, e
TDK , são “meio chineses”.
E os telefones celulares? Depois da Coreana
Sansung, os japoneses comandam, mas, com
componentes fabricados na China. Entretanto,
um único produto chinês na telefonia celular,
Smartphone Xiaomi, já se espalhou pelo mun-
do e ameaça todas as outras marcas, inclusive a
Apple, com o seu famoso Iphone.
A Coréia do Sul vem na cola dos Japoneses e
em muitos casos já lidera, mas, também depen-
de da China.
Nessa crise do Convid 19 ficou provado que
este modelo está errado. Ou Mudamos esta
configuração, distribuindo “funções” ou vamos
terminar numa escravidão planetária, se não re-
sultar numa guerra sangrenta. Esta forma capi-
talista cruel vai afundar a todos.
No Brasil, além da crise viral, temos outros
problemas, que já vinham desde a mudança de
governo no país, mas, que por puro oportunis-
mo, foi intensificada a disputa. A oposição a Jair
Bolsonaro tem feito de tudo para tirar proveito
da situação. Espalham fatos bem plantados e
exploram a falta de maturidade emocional do
presidente, que tropeça nos próprios passos,
empurrado por maus assessores e filhos desas-
trados. Bolsonaro está mais para sargento do
que para estadista. Chegou à presidência pela
conjuntura apropriada para um opositor raivo-
so, que pegou carona na indignação nacional,
pelos desastrosos e inaceitáveis anos da viga-
rice petista, e venceu as eleições. Era para ter
feito uma passagem honrosa, de faxineiro da
quadrilha do PT e aliados desonestos, e colocar
o país nos trilhos, preparado a Nação para a
vinda de um estadista de verdade. Teria feito
o melhor para o Brasil e seria um eterno he-
rói nacional. Mas, imitando o presidente ame-
ricano, alimenta-se de demandas, contendas e
crises. É um sargentão no campo de batalha.
É humano e vaidoso como qualquer um. Essa
“historia de mito” subiu-lhe a cabeça e concen-
trou-se na perspectiva de reeleição no primeiro
ano de governo. É claro que tanta falta de ha-
bilidade política lhe rendeu oposições em todas
as frentes e concomitantes. Jamais na história
brasileira um presidente foi tão combatido, per-
seguido e impedido de governar. Essa saga de
perseguição e vitimização neurótica o faz criar
inimigos nos mais diversos níveis. Partiu para
um confronto vingativo contra a maior Rede de
Televisão do país, e está claro que sua intenção
é cassar a concessão assim que se completar
o prazo contratual. Além de cortar todas as
verbas de publicidade (para quem era isolado o
maior contemplado das verbas oficiais), passou
a cobrar a grande dívida fiscal que há anos vinha
sendo “rolada” sem perspectiva de pagamento;
além dos empréstimos bancários estatais. Vi-
rou briga de rua no submundo. Desesperada
a Rede de TV concentrou seus noticiários na
caça de erros do governo e faz a leitura tenden-
ciosa, até dos possíveis acertos. São negados
os méritos, mostrando-o como um trapalhão,
grosseiro, medíocre, preconceituoso, e acima
de tudo beligerante e insensato. O dia começa
e acaba com agressões desesperadas, mas que
provocam em Bolsonaro um desgaste incomen-
surável.
Veio o Corona Vírus, e a demanda aumentou.
Bolsonaro, ao invés de governar para admi-
nistrar a crise e crescer como mandatário, co-
meçou a confrontar-se empiricamente com o
ministro da Saúde, que até parecia ciúme de
um possível concorrente no futuro. O presiden-
te teme qualquer um que faça “sombra” à sua
imagem, e parte para desconstrução imediata.
Embora as suas preocupações quanto à econo-
mia estejam certas, ele não sabe se expressar e
cria atritos até com posições que o colocaria
em vantagem. Bate de frente e como uma crian-
ça sem limites, transgredindo com atitudes de-
safiadoras, mede forças e constrange auxiliares.
O episódio do remédio “Hidroxicloroquina”,
que é um fármaco usado na prevenção e tra-
tamento de malária e lúpus, mas apresentou-se
como opção positiva para tratamento do vírus
(que até o momento não tem nada efetivo que
o destrua), foi assertivamente defendido por
Bolsonaro para uso imediato. Faltou habilidade
na forma da defesa do fármaco, principalmente
por ele não ser da área da saúde, não haver
ainda comprovação cientifica da ação ativa do
remédio, que tem contra-indicações perigosas;
e a sua administração, preventivamente, deve
ser feita sob controle médico, e de preferência
para pacientes internados e assistidos. O minis-
tro da Saúde Henrique Mandetta, inicialmente
foi cauteloso e não abraçou a ideia do uso da
cloroquina. Bolsonaro irritou-se e passou a
confrontá-lo sem fundamentos técnicos e cien-
tíficos; apenas porque alguém da sua confiança
afirmou a indicação exitosa do fármaco. Agora,
a partir da experiência do médico André Kalil,
que contaminado tratou-se com cloroquina e
azitromicina, fortaleu-se. Kalil inicialmente ne-
gou o uso, mas, finalmente confessou ter usa-
do para seu tratamento e que usou em outros
pacientes com sucesso. O ministro da Saúde
rendeu-se e já autorizou o uso do medicamen-
to, com responsabilidade do médico que assiste
o paciente.
A imunologista Nise Hitomi Yamaguchi defen-
de o uso da hidroxicloroquina e da azitromici-
na em pacientes até o segundo dia da infecção
sintomática pela Covid-19. Ela está na equipe
do Gabinete de Crise do governo, e está mui-
to próxima de Bolsonaro. Tem sido apontada
como possível substituta do ministro Mandetta.
Só teremos uma visão mais exata de tudo isso,
quando o tempo nos distanciar da crise vivida;
e possamos sem paixões analisar ganhos e per-
das. No mais, é especulação tonta no meio da
crise.
Bolsonaro e a Crise PB
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Cultura
Paulo Roberto Cecchetti
cecchettipaulo@gmail.com
Internet
Aniversariantes da Edição
Ana Paula Nascimento Ademir Antunes Carvalho Fernando Mello Humberto Innecco ania Rodrigues Felipe Peixoto
C
om todos os espaços culturais em
recesso por motivo do Covid-19,
só restou ao colunista enviar para
o editor esta crônica. Sei que o assunto é
complexo, mas vamos lá!
Não é ficção científica. A realidade, cruel,
desceu às portas do inferno viral. O incerto
e o silêncio pairam nas ruas e arrasam a
população de modo geral. Vias desertas,
shoppings fechados, aglomerações encer-
radas, economia retraída, dinheiro perden-
do seu curso, recursos evaporados, e, cla-
ro, povo atônito. Tensão estampada na face
dos menos afortunados. O outono bucóli-
co sangra na engrenagem tardia. Covardia.
O coronavírus revira o planeta terra expon-
do-o à fumaça. E ameaça. A turbulência,
que evapora freneticamente nos mostra o
cenário sinistro. Previsto. Diante da pan-
demia explodindo procura-se, no confina-
mento, o foco para a autoestima. Restará-
Explosão da Terra
-nos uma lápide?
Nesta luta silenciosa precisamos ficar a dis-
tância de metro e meio. Anseio por não re-
sistir. Nos próximos dias (ou seriam meses?)
vamos permanecer dentro de casa, lendo,
exercitando, lavando, comendo, passando o
tempo sem intensas perspectivas. Furtivas.
A partir daí, nutrir o diálogo em família.
Programar a quarentena diante da pande-
mia. Saiba que sua vida viralizou de ponta-
-cabeça. Assim como a minha que perma-
nece represada. Vamos estabelecer, com
muita força interior, que tudo isso - em
breve - se dissipará.
Queremos de volta nossas vidas, confinadas
em quatro paredes, em quartos humildes,
no prenúncio da perda... Sobrevivência,
antes que tardia. A luta prossegue. Oxalá,
assim seja!
#SEMPREJUNTOS .
N
ão é segredo que quanto mais a
tecnologia avança, mais algumas
pessoas regridem chegando quase
a tempos da santa ignorância. É o que está
acontecendo no reino unido, quando um
grupo de fanáticos conspiracionistas pas-
sou a incendiar torres de 5G após uma fake
News espalhar na internet que a tecnologia
de transmissão de dados tem ligação com a
CODEVID-19.
De acordo com a BBC, torres de 5G vem
sendo incendiadas e tendo seus vídeos dos
atentados postados no facebook, onde gru-
pos fanáticos discutem sobre o 5G fazer
mal à saúde e estão relacionados à pande-
mia do novo coronavírus.
A teoria mais forte sobre o assunto afirma
que o vírus começou a ser disseminado em
Wuhan, na China, porque a cidade estava
testando a tecnologia 5G. Agora, a Co-
vid-19 estaria se espalhando por cidades
que também utilizam a tecnologia.Além
disso, uma entrevista dada por uma enfer-
meira a uma rádio comunitária britânica se
espalhou pela internet, onde ela dizia que o
5G suga o oxigênio dos pulmões das pes-
soas.
As conspirações, porém, não passam de
Burrice em Tempos
de Informação
mentiras sem nenhum fundamento. O novo
coronavírus, inclusive, já se espalhou por
cidades e países que ainda não fazem uso
do 5G, como é o caso do Brasil.O diretor
geral da GSMA, organização que represen-
ta as empresas de telefonia no mundo todo,
já reiterou que a rede 5G não representa
qualquer riscos à saúde.
A união dos fanáticos conspiracionistas é
tão forte que já circula um vídeo onde uma
mulher ataca verbalmente trabalhadores
que estavam instalando redes de 5G, ale-
gando que o trabalho deles vai “matar todo
o mundo”. Os danos causados pelos incên-
dios afetam não só os serviços de telefonia
móvel das regiões, mas também serviços
essenciais à população no momento da
pandemia da Covid-19.
O Departamento de Digital, Cultura, Mí-
dias e Esportes do Reino Unido afirmou
que é papel das redes sociais controlar in-
formações falsas.Depois que a história dos
incêndios ganhou as manchetes de jornais,
um dos principais grupos no facebookso-
bre o assunto foi excluído. É a barbárie por
completo que sai das redes e fere a socie-
dade. Onde vamos parar nesse mundo de
burrice e mentiras.
Niterói
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Edgard Fonsecaedgardfonseca22@hotmail.com
Na verdade eu nem simpatizo com o
prefeito de Niterói, “sociólogo Rodri-
go Neves”. Mas, cansado dessa polari-
zação infame entre os adeptos do Lula e outras
aberrações, contra os desvairados seguidores
de Bolsonaro, não posso me calar diante da
chuva de mensagens que tenho recebido no
Whatsapp e na caixa de e-mails.
Falam mal e tentam desqualificar de todas as
formas o prefeito Rodrigo Neves. Tudo bem
que o prefeito tem essa característica de va-
lorizar tudo que faz e super dimensionar seus
feitos. Mas, por uma questão de honestidade
intelectual não posso me calar diante da ten-
denciosa campanha para denegri-lo nessa cri-
se, quando em verdade ele está fazendo o que
deveria fazer, e essa é sua obrigação!
Concordo quando dizem que durante os seus
dois mandatos fez obras como a Transoceâ-
nica e o Túnel Charitas- Cafubá, com custos
abusivos, dignos de denúncia ao MP e que
devem ser investigados na perspectiva de su-
perfaturamento.
Agora, por esta prática e fama de marquetei-
ro, ser denunciado nessas ações recentes no
combate ao Corona Vírus, como se tudo fosse
armação e trambique, acho injusto e maldo-
samente oportunista. No mais, tudo que tem
feito é com aprovação da Câmara, incluindo
os vereadores que são oposição. Ela aprovou
Pegando Carona na Crise
nesta quinta-feira (09/04), em regime de ur-
gência, mais duas mensagens-executivas en-
caminhadas por ele. Dentro do esforço para
mitigar os efeitos provocados pela pandemia
da COVID-19.
Vamos aos fatos: Niterói tem um caixa abasta-
do, organizado e com muito dinheiro. A epi-
demia chegou. É injusto e desonesto usar es-
tes recursos para proteger a população? O que
há de errado em mandar lavar as ruas? Dizer
que é uma encenação para desviar recursos,
é perseguição dos seus opositores. Oferecer
dinheiro às pequenas empresas a custo bai-
xíssimo, salvando os micros e protegendo os
empregos? Está correto! Se o município tem
dinheiro, que seja usado em boa causa.
Mandou dinheiro para ajudar São Gonçalo.
Foi muito, foi sim. É discutível ser em forma
de doação. Poderia ter sido um empréstimo,
a custo zero e para pagar em muitas e longas
parcelas. Mas, ajudar o vizinho numa crise é,
no mínimo, inteligente. Niterói tem fronteiras
com São Gonçalo que se misturam. Pouco
adianta combater o vírus internamente, dei-
xando o vizinho à míngua e pronto para nos
contaminar. Se temos recursos, que sejam usa-
dos em boa causa.
Recebi queixas no Whatsapp que alugou um
pequeno hotel no Ingá para abrigar profissio-
nais da saúde e vigilância sanitária por um pre-
ço absurdo. Fiz a minha pesquisa e descobri
que o montante não será gasto simplesmente.
A verba ficará disponível, mas não significa
que será gasta integralmente. Nesse hotel é
comum cobrar 285 reais pela diária. Nesse
contrato sai a 90 reais por cabeça, quando
usar. Está ruim? Outra denuncia que contratou
sem licitação uma lavanderia para lavar cole-
tes dos policiais. São 300 mil reais destinados
e usáveis em cinco meses. Também não sig-
nifica que tudo será gasto. Ficará disponível,
mas poderá ter outro valor a menos. Mas, se
for, considerando que são 300 coletes, e se
forem lavados diariamente, significam 9.000
lavagens por mês, que multiplicadas por cinco
meses dá 45 mil peças lavadas. É só dividir
pelos 300 mil que vamos encontrar o custo
unitário que é algo em torno de $5,50 - por
peça lavada. É absurdo? Não é, e está até ba-
rato. Mas, quando mandam as mensagens, já
chegam chamando de ladrão, corrupto, pilan-
tra e oportunista. É injusto, pelo menos nessa
questão da Covid 19.
Não sou partidário dele, acho que as cinco
ações que existem contra ele vão prosperar
e talvez se dê mal; como foi preso, e poderá
voltar. Mas, se demorar muito poderá até virar
governador ou deputado Federal, Aí, terá foro
privilegiado, e quem sabe... Talvez encontre
uma saída.
Ele exagera sim, Fechar as portas da cidade foi
um ato desmedido e sem sustentação legal.
Mas, a intenção, apesar do efeito de mídia, foi
proteger o município. Se deixar solto se atra-
palha, se perde na sua ansiedade compulsiva.
Mas, trabalha muito, não pára e nem descansa.
Está usando o cargo para se promover? Está
sim, mas quem não estaria? Vamos deixar de
hipocrisia e romantismo. Ele usa as armas que
dispõe e o faz com muita desenvoltura, pro-
priedade e inteligência. Os opositores é que
encontrem as falhas. Mas, não vale inventar e
nem torcer a verdade.
Ele tem muitos defeitos. Mas, nesse tocante ao
Corona Vírus foi habilidoso, rápido, com um
senso imenso de uso legitimo das oportunida-
des. Podem falar o que quiserem, mas dessa
vez, ele saiu na frente dos demais.
Rodrigo Neves
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Fernando Mello - fmelloadv@gmail.com
Fernando de Farias Mello
Brigando no Facebook
Fernando Mello, Advogado
www.fariasmelloberanger.com.br
e-mail: fmelloadv@gmail.com
D
urante esses dias em que fica-
mos mais presentes nas redes
sociais, assisti ao comporta-
mento mais comum em cada uma delas.
Não sou cientista em redes sociais, mas
me entendo como bom observador do
cotidiano e, como as redes sociais estão
aí para todo mundo entrar, opinar e es-
crever o que quiser, pode-se até afirmar
que é como se estivéssemos nas ruas,
conversando e vivendo.
Acho que para todos nós temos o direito
democrático de escrever o que quiser.
Porém, temos que ter a absoluta certeza
de que somos democráticos mesmos.
Isso porque você pode escrever o que
quiser, mas vai ler o que quiser também.
Encontra-se de tudo nas redes, princi-
palmente, no antigo Facebook.
O Facebook é um lugar para testar o seu
espírito democrático porque encontra-
mos gente que vai da ultra-direita à de
ultra-esquerda. Portanto, tenha certeza
de que você vai ler algo que não con-
corda.
Leio pessoas que ainda brigam nas redes
sociais. Brigas sérias, sem eira nem bei-
ra. Leio pessoas chamando os “outros”
de imbecil porque pensam politicamente
de forma diferente
Esqueceram que a sua palavra não é
mais verdadeira do que a de outras que
estão na rede.
É um “novo” sistema democrático que
o Facebook inseriu no nosso cotidiano.
Portanto, se você não se sente confortá-
vel, não está lhe fazendo bem ler essas
sandices, essas verdades ou essas men-
tiras, sinceramente, “não
desça para o play”, como
se diz.
Ao invés de bloquear
aquele amigo ou conhe-
cido que é a favor disso
e daquilo, pense bem e
se pergunte: o que estou
fazendo aqui?
Porque é você que está
com problemas em não
aceitar a opinião alheia
diversa da sua. São pro-
blemas que você pode
resolver voltando aos
tempos em a cultura de-
mocrática somente existia
quando você visitava uma
biblioteca, solitário.
No Facebook, princi-
palmente nele, como se
diz popularmente, o pau
quebra e há muito tempo.
Sim, por lá encontramos
também o pessoal mais
agressivo e sem educa-
ção. Esses merecem ape-
nas o desprezo porque
jamais serão modificados
por nós.
Querer bloquear esse ou aquele porque
não concorda com o que você mesmo
quis ler, não é democrático, sinceramen-
te.
Eu penso que precisamos nos preservar
enquanto navegamos no Facebook, ver-
dadeira arena de opiniões. E alguns cui-
dados são quase essenciais, como sem-
pre ser educado na hora de concordar ou
discordar. Tentar não se alongar em dis-
cussões sem fim porque, se você pensar
direitinho, jamais vai mudar uma pessoa
publicamente.
Jamais se aborrecer com os “ul-
tras”, com os “médios” e etc, por-
que a democracia é assim mesmo
e encontramos verdadeiramente a
tão badalada diversidade política
(que muitos nem conseguem ima-
ginar).
Outra atitude que busco fazer é
a que chamo de “a hora do En-
ter”. Sim, é àquela hora em que
escrevemos algo e vem a hora de
publicar apertando a famosa tecla
Enter... Pergunte a você mesmo
se valerá à pena publicar, se você
acrescentará algo positivo na vida
de alguém com aquele post ou
comentário.
Vale pensar algumas vezes.
Portanto, caso a diversidade de-
mocrática não lhe faça bem, mude
de rede social. Vai para o Whatsa-
pp e não freqüente nenhum gru-
po. Fique conversando com seus
amigos aquilo que só você conse-
gue ouvir. Melhor, né?
Desceu para o play do Facebook?
Entre no jogo democrático!
FaceporradaFaceporrada
Faceporrada
Poft!
Niterói
11/04 a 25/04/20
www.dizjornal.com
7
Conexões erialencar.arte@gmail.com
E! Games
dizjornal@hotmail.com
N
ão é recente a no-
ticia que a Amazon
planejava para maio
deste ano o lançamento de
sua própria plataforma de
games, que segundo o jornal
New York Times, nascia com
o propósito de rivalizar com
o Google Stadia, Microsoft
xCloud e o GeForce Now, da
Nvidia, além de ser constru-
ída envolvendo tanto a produção quanto a
distribuição de games próprios.
A iniciativa certamente irá ampliar a frente
global de eSports, cuja detentora da trans-
missão é a Amazon desde 2014 quando
esta comprou Tquitch. A plataforma de
streaming que é especializada em
transmissão de games. Mas ao que
parece o interesse agora está na
produção de games baseados em
nuvem, que são muito mais leves.
Inicialmente batizada como “Pro-
ject Tempo”, a plataforma prome-
te ter como um de seus primeiros
jogos o “Crucible”, um game de
ficção científica com atirador e
baseado em estratégia. O objetivo
seria bater de frente com o League
of Legends (LoL) e o Dota 2, games já con-
sagrados no mercado.
A ideia e o cenário geral buscam tirar o
melhor que a Amazon pode proporcionar
e trazê-la para o mundo dos jogos. O de-
senvolvimento já dura certo tempo e as es-
quipes estão trabalhando para criar novos
games e muitas práticas inovadoras que só
Project Tempo
Coronavírus Pode Atrasar
Plataforma da Amazon Games
estarão disponíveis na plataforma da Ama-
zon. Está claro para todas as pessoas sejam
elas desenvolvedores ou
clientes que a produtora
está aberta a novas cria-
ções para videogames.
Até junho o objetivo era
lançar games mais casuais
para que os usuários do
Twitch pudessem jogar em
tempo real, ampliando, as-
sim, o mercado de atuação
da plataforma. Segundo o
New York Times, o proces-
so vem sendo acelerado
para aproveitar o momen-
to de paralisação e o conseqüente cresci-
mento dos eSports por conta da pandemia
do coronavírus.
Assim o mercado dos games tenta seguir
cronogramas e resistir em meio há tempos
indefinidos sobre produção, desenvolvi-
mento e consumo. Em meio à pandemia
mundial é atitude correta dar pausa e ana-
lisar o cenário com calma, a fim de desen-
volver a estratégia mais eficaz que atenda
as demandas sociais e econômicas de de-
senvolvedores e clientes.
Direito Ferido
Está certo que a situação é grave, que
todos devem colaborar para minimizar
o desgaste e risco da coletividade, mas,
existem questões que superam estas ex-
pectativas. O direito individual deve ser
respeitado. O prefeito de Niterói, em
que pese alguns acertos agindo em be-
nefício dos munícipes da cidade, tomou
uma atitude que fere o direito de ir e vir
de cada cidadão brasileiro.
Como ele determinou que ninguém, de outros municípios, poderia entrar em Niterói,
esqueceu-se que o SUS é um sistema de saúde integrado e de direito e uso de qualquer
cidadão brasileiro. Ele não tem autoridade para impedir as pessoas usarem os hospitais do
Estado, seja ele de São Gonçalo ou do interior do Piauí ou do Paraná.
No meu caso, tentaram me impedir de entrar em Niterói. Mas, tenho outros direitos e
agravantes. Embora seja morador de São Gonçalo, trabalho no Centro de Niterói, possuo
um Plano de Saúde que as melhores referências hospitalares estão em Niterói, além de
ter uma filha e neto, moradores deste município. Com tantas ligações e direitos, como me
impedir de entrar na cidade?
Nessa proibição fico impedido de usar o meu Plano de Saúde, de trabalhar no meu em-
prego? Trabalho numa farmácia que é serviço essencial e sou o gerente.
É claro que consegui passar na barreira e o prefeito autoritário recuou dessa decisão de
fechar a cidade por orientação do Ministério Público. Mas, o constrangimento de cen-
tenas de pessoas que foram impedidas de entrar? Este prefeito é maníaco por trabalho
e marketing; e como todo exagerado, toma medidas duvidosas, e como tem gosto pelo
poder e mando, vai se animando e acaba estragando as medidas corretas do início. Ele é
compulsivo e vai se empolgando, e embriagado nas aparições de poder. Vai tomando uma
medida atrás da outra até ferir o direito das pessoas.
Copas e Hospitais
Fico pensando o que poderá
acontecer a empresas peque-
nas e micros depois dessa pan-
demia. Como resistir e pagar
as contas, se mesmo os gran-
des vão ter múltiplas dificulda-
des. Escrevo para vocês para
fazer um registro para que no
futuro tenhamos a visão do
que nos aconteceu e que ja-
mais esqueçamos. Percebo o
quanto está sendo irônico, lembrando o fenômeno Ronaldinho, dizendo: “não se faz
Copa do Mundo com hospitais”, defendendo a construção de estádios e mais estádios.
Hoje, a epidemia nos pegou desprevenidos e nesses mesmos estádios são “construídos”
hospitais de campanha para fazer face às nossas necessidades urgentes. Se tivéssemos
empregado as milionárias cifras construindo hospitais, talvez muita gente ainda estivesse
viva, Que lição este vírus está dando em todos nós. Quanta imprevidência e desespero.
Agiganta-se a responsabilidade dos nossos homens públicos, se é que podemos falar em
responsabilidade diante de tanta irresponsabilidade.
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Renda Fina
8
Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores
Momentos Acadêmicos
Em momento de confinamento pelo Covid 19 resta-nos relembrar momentos importantes na nossa vida social.
O Professor Kahlmeyer-Mertens e o acadêmico Marco Lucchesi Uyára Schiefer e Neide Barros Rego

Diz Jornal Edição 245

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    Niterói 11/04 a 25/04/20 www.dizjornal.com ZonaSul, Oceânica e Centro de Niterói JoyDiaferíco–MUA:RoziMarinho–BecsModel*Foto:JulioCerino Circulação Quinzenal 16 Mil Exemplares Impressos Edição Online Para Um Milhão e Oitocentos Mil LeitoresDiz: A Verdade Escrita Diretor Responsável: Edgard Fonseca 1ª Quinzena Nº 245 de Abril Ano 12 de 2020 Página 03 Convid 19: Entre Erros E Acertos.
  • 2.
    Niterói 11/04 a 25/04/20 www.dizjornal.com 2 Informes Expediente EdgardFonseca Comunicação Ltda. R Otavio Carneiro 143/704 - Niterói/RJ. Diretor/Editor Edgard Fonseca Registro Profíssional MT 29931/RJ Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Distribuidora Guadalupe 30 Anos de bons serviços Jornais Alternativos - Revistas - Folhetos - En- cartes Demonstração de Placas Sinalizadoras Entrega de Encomendas e Entregas Seletivas Niterói - Rio de Janeiro - São Gonçalo - Itaboraí - Teresópolis - Petrópolis - Maricá - Macaé eguada@ar.microlink.com.br guada@ar.microlink.com.br 21-98111-0289 96474-3808| 96467-3995 97407-9707 DG Distribuição, circulação e logística: Ernesto Guadelupe Diagramação Eri Alencar Impressão Tribuna | Tiragem 16.000 exemplares A lém da pandemia do novo corona- vírus, as autoridades estão preo- cupadas com a possível queda no estoque dos bancos de sangue. Devido às normas de segurança implantadas pelo go- verno do Estado do Rio de Janeiro com o isolamento social, a Clínica de Hemotera- pia, vem trabalhando para manter os do- adores voluntários confiantes, e que todas as medidas preventivas sejam tomadas e o protocolo higiênico de segurança sendo seguido. De acordo com as autoridades, a grande questão sobre sangue é que o indivíduo não está doando com medo do pegar co- ronavírus. Medidas de segurança foram to- madas pela Clínica de Hemoterapia, a fim de precaver os doadores. Bancos de Sangue e o Coronavírus Redação do Diz Tel: 3628-0552 | 99613-8634 R. Cônsul Francisco Cruz, nº 3 Centro - Niterói, RJ | CEP 24.020-270 dizjornal@hotmail.com | www.dizjornal.com.br Os artigos assinados são de integral e absoluta responsabilidade dos autores. Para doar sangue basta estar em boas con- dições de saúde e alimentado, ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 kg e levar documento de identidade original com foto recente. Importante evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem à doação e, 12 ho- ras para o caso de bebidas alcoólicas. Se estiver com sintomas de gripe ou resfriado, ou tiver tomado vacina recentemente, não deve doar temporariamente. Para maiores informações dos postos de coleta, a população deve consultar o @do- acaodesangue, nas mídias sociais. A Clínica de Hemoterapia fina na Rua Al- mirante Teffé, nº 594 – Sobrado – Centro - Niterói – R.J. - Tel: 2621-9100 e o horário de funcionamento é: das 07:30 às 16h. Foto: Lumis A OAB Niterói foi ágil para amenizar as dificuldades enfrentadas pelos advogados e advogadas no rece- bimento dos alvarás judiciais e mandados de pagamento do Banco do Brasil, que não vinha atendendo à advocacia em razão das restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus. O presidente Claudio Vianna reuniu-se, através de videoconferência, com o supe- rintendente de Governo do Banco do Bra- sil, Flavio Caram, e Alexsandro Rosa Ono- fre, gerente de Segmento (PSO) da Agência Niterói, e fechou importante parceria para atenuar o problema. O acordo entrou em vigência no dia 6, passado, respeitando- -se todos os critérios exigidos para evitar a contaminação pelo coronavírus no contato pelo atendimento presencial. De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, um funcionário da OAB Niterói estará aten- dendo os advogados e advogadas no an- dar térreo de sede da entidade (Av. Ernani do Amaral Peixoto, 507, Centro), para o recebimento dos alvarás judiciais e manda- dos de pagamento físicos. Ao final do ex- pediente, os documentos serão entregues pela OAB Niterói diretamente na agência do Banco do Brasil. Para que o serviço seja efetuado, o advo- gado deverá levar cópia do mandado ou alvará e cópia da carteira da OAB legível. Parceria OAB Niterói com o Banco do Brasil Na ocasião, preencherá e assinará o For- mulário de Autorização de Transferência Bancária. Quanto aos mandados de pagamento ele- trônicos, o advogado deverá solicitar o pagamento e transferência bancária direta- mente no site da OAB/RJ (www.oabrj.org. br) através do portal. Também de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, a OAB Niterói disponibilizará um funcionário para auxiliar os profissionais da categoria que necessitar de auxílio no aces- so ao portal da OAB/RJ. Além disso, a entidade estará esclarecendo eventuais dúvidas sobre o assunto através do telefone 3716-8906 nos dias e horá- rios citados. “Temos a plena consciência da importân- cia da regularização dos pagamentos dos mandados e alvarás na vida dos advogados e jurisdicionados. Por isso não medimos esforços na busca de uma solução tran- sitória. Agiremos com todas as cautelas possíveis e necessárias, atendendo um ad- vogado de cada vez, cumprindo as normas de segurança e com a higienização neces- sária, visando à segurança dos nossos fun- cionários e também dos advogados. Peço a compreensão e colaboração de todos na ocasião do atendimento”, afirmou o presi- dente Claudio Vianna. Ralph Andrade e Claudio Vianna
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    Niterói 11/04 a 25/04/20 www.dizjornal.com 3 Documento Convid19: Entre Erros e Acertos Pois é... Parece que o mundo virou de ponta cabeça e certamente, passada esta “emergên- cia”, teremos que instintivamente ou forçosamente repensar o nosso modelo de existência. Ficamos sempre no discurso avizinhado falando mal do Brasil como se ele fosse o maior problema mundial. Ficou provado que não. Nações muito mais antigas e mais “civilizadas” encararam o Convid 19 de forma mais atabalhoada, mostrando as suas deficiências ou mesmo a face mais frágil. Ficou provado que não se trata de quem é melhor, mais rico ou maior. Este vírus de face polêmica e traiçoeira mostrou-se oportunista, ao sabor da sua própria sobrevivência e permanência destrutiva. Independente das diversas teorias, inclusive de conspiração, que tenta provar a intencionalidade e criação do “invasor des- conhecido”, esse novo vírus é resultado de outras mutações do Corona Vírus, cotidiano e Naturalmente os chineses não costumam perder oportunidades de negócios e expansão comercial, tal qual uma new- -colonização de tempos modernos. Em função dessa agressividade de mercado, muitos levan- tam as suspeitas de intenção criminosa na dis- seminação do novo Corona Vírus. A China tem um padrão de comportamento habitual que é de tirar proveito econômico financeiro das cri- ses, comprando barato as empresas em dificul- dades durante a crise e na pós-crise. Faturam horrores nessas circunstâncias. Entretanto, a despeito dos “conspiracionistas”, devemos tirar lições desse episódio. A primeira e evidente deficiência, de quase todos os países infectados, incluindo os maio- res e mais desenvolvidos, é que nenhum esta- va devidamente preparado para enfrentar de imediato uma epidemia veloz e letal. A infra- -estrutura dos sistemas de saúde se apresentou fragilizada, colocando o Brasil numa situação de vantagem em relação a quase todos. Com exceção da Alemanha que trabalha com pre- venção, todos naufragaram, com resultados de- sastrosos como Itália e Espanha. Fala-se muito da penúria da saúde brasileira, mas o Sistema Único de Saúde- SUS, é um dos melhores do mundo. É mais abrangente, democrático, efi- ciente (embora tenha muitas falhas), e é mais ágil do que se sabe. Esse “direito” à saúde do Brasil não acontece em países desenvolvidos e ricos, como os Estados Unidos. O Brasil é o líder mundial, com o melhor e mais abrangente sistema de atendimento e tratamento do HIV. Todo brasileiro infectado tem direito ao trata- mento, com todos os medicamentos custeados integralmente pelo governo. Infelizmente, por distorção intelectual e ideológica, (se podemos classificar assim), andaram e tentaram diminuir os recursos para este programa. Absurdamen- te, até porque, ainda é, na totalidade, conside- rando todas as vertentes, mais barato assim, do que deixar morrer milhares de infectados exis- tentes no país, e permitir a expansão da conta- minação descontrolada. Este episódio do Convid 19 aponta para o mo- delo equivocado de centralização e controle de determinados segmentos. É inadmissível que a Índia controle quase a totalidade dos insumos químicos para fabricação de todos os medi- camentos no planeta. É inadmissível a China controlar uma centena de seguimentos indus- triais, sendo muitas vezes, o único fornecedor de determinados produtos. A China só não é auto-suficiente na questão alimentar. O Brasil é um dos maiores fornecedores de proteínas para a China. Eles compram de tudo, com enfoque velho conhecido na Ásia, especialmente na China. Outros Coronas, que infestam milhares de asiáticos anualmente não são tão temidos, e talvez por esta razão foi subestimado e deu no que deu. Desde o inicio de janeiro desse ano que vinha contaminando muita gente, mas, não se quantificou o risco, ou houve “silencio conveniente” dos chineses, acreditando que poderiam conter o avanço do vírus, o que permitiu a sua expressiva expansão. É claro que os adeptos à “Teoria da Conspiração”, aventaram milhares de razões e intenções dos chineses, chegando a sugerir o início de uma guerra sem armamentos bélicos, afirmando a “invasão chinesa” no mundo. No Brasil foi subestimado e não foram implantadas medidas de contenção durante o car- naval, período que se estima ter havido contágios silenciosos pesado na proteína animal, soja e outros grãos, como mi- lho e feijão. Fora isso, a Apple, uma das maiores empresas de tecnologia da comunicação, tem os seus componentes bá- sicos fabricados na China, que tem um sistema totalitário, comunista, com uma neces- sidade imensa de uso da sua mão de obra, que a torna uma das mais baratas do mundo. O Japão, tradicional opositor da China a milênios, tem imensa dependência para fabricação de sua indústria eletrônica e automobilística. Quando se fala em televisores, câmeras gra- vadoras, reprodutores de áudio e vídeo, além de computadores e transmissores de informa- ção, estamos falando do Japão, seguido por Coréia do Sul e Taiwan. Mas, a maioria dos componentes vem da China. Até a indústria automobilística, como Toyota, Mitsubishi, Hon- da, Nissan, Suzuki, Kawasaki, Yamaha e outras, dependem de componentes chineses. Além dos eletrônicos da Nikon, Citizen, Canon, Casio, Fujifilm, Hitachi, JVC Kenwood, Mitsubishi Electric, NEC, Olympus, Nintendo, Sony, Toshi- ba, Pioneer, Panasonic, Ricoh, Seiko, Sharp, e TDK , são “meio chineses”. E os telefones celulares? Depois da Coreana Sansung, os japoneses comandam, mas, com componentes fabricados na China. Entretanto, um único produto chinês na telefonia celular, Smartphone Xiaomi, já se espalhou pelo mun- do e ameaça todas as outras marcas, inclusive a Apple, com o seu famoso Iphone. A Coréia do Sul vem na cola dos Japoneses e em muitos casos já lidera, mas, também depen- de da China. Nessa crise do Convid 19 ficou provado que este modelo está errado. Ou Mudamos esta configuração, distribuindo “funções” ou vamos terminar numa escravidão planetária, se não re- sultar numa guerra sangrenta. Esta forma capi- talista cruel vai afundar a todos. No Brasil, além da crise viral, temos outros problemas, que já vinham desde a mudança de governo no país, mas, que por puro oportunis- mo, foi intensificada a disputa. A oposição a Jair Bolsonaro tem feito de tudo para tirar proveito da situação. Espalham fatos bem plantados e exploram a falta de maturidade emocional do presidente, que tropeça nos próprios passos, empurrado por maus assessores e filhos desas- trados. Bolsonaro está mais para sargento do que para estadista. Chegou à presidência pela conjuntura apropriada para um opositor raivo- so, que pegou carona na indignação nacional, pelos desastrosos e inaceitáveis anos da viga- rice petista, e venceu as eleições. Era para ter feito uma passagem honrosa, de faxineiro da quadrilha do PT e aliados desonestos, e colocar o país nos trilhos, preparado a Nação para a vinda de um estadista de verdade. Teria feito o melhor para o Brasil e seria um eterno he- rói nacional. Mas, imitando o presidente ame- ricano, alimenta-se de demandas, contendas e crises. É um sargentão no campo de batalha. É humano e vaidoso como qualquer um. Essa “historia de mito” subiu-lhe a cabeça e concen- trou-se na perspectiva de reeleição no primeiro ano de governo. É claro que tanta falta de ha- bilidade política lhe rendeu oposições em todas as frentes e concomitantes. Jamais na história brasileira um presidente foi tão combatido, per- seguido e impedido de governar. Essa saga de perseguição e vitimização neurótica o faz criar inimigos nos mais diversos níveis. Partiu para um confronto vingativo contra a maior Rede de Televisão do país, e está claro que sua intenção é cassar a concessão assim que se completar o prazo contratual. Além de cortar todas as verbas de publicidade (para quem era isolado o maior contemplado das verbas oficiais), passou a cobrar a grande dívida fiscal que há anos vinha sendo “rolada” sem perspectiva de pagamento; além dos empréstimos bancários estatais. Vi- rou briga de rua no submundo. Desesperada a Rede de TV concentrou seus noticiários na caça de erros do governo e faz a leitura tenden- ciosa, até dos possíveis acertos. São negados os méritos, mostrando-o como um trapalhão, grosseiro, medíocre, preconceituoso, e acima de tudo beligerante e insensato. O dia começa e acaba com agressões desesperadas, mas que provocam em Bolsonaro um desgaste incomen- surável. Veio o Corona Vírus, e a demanda aumentou. Bolsonaro, ao invés de governar para admi- nistrar a crise e crescer como mandatário, co- meçou a confrontar-se empiricamente com o ministro da Saúde, que até parecia ciúme de um possível concorrente no futuro. O presiden- te teme qualquer um que faça “sombra” à sua imagem, e parte para desconstrução imediata. Embora as suas preocupações quanto à econo- mia estejam certas, ele não sabe se expressar e cria atritos até com posições que o colocaria em vantagem. Bate de frente e como uma crian- ça sem limites, transgredindo com atitudes de- safiadoras, mede forças e constrange auxiliares. O episódio do remédio “Hidroxicloroquina”, que é um fármaco usado na prevenção e tra- tamento de malária e lúpus, mas apresentou-se como opção positiva para tratamento do vírus (que até o momento não tem nada efetivo que o destrua), foi assertivamente defendido por Bolsonaro para uso imediato. Faltou habilidade na forma da defesa do fármaco, principalmente por ele não ser da área da saúde, não haver ainda comprovação cientifica da ação ativa do remédio, que tem contra-indicações perigosas; e a sua administração, preventivamente, deve ser feita sob controle médico, e de preferência para pacientes internados e assistidos. O minis- tro da Saúde Henrique Mandetta, inicialmente foi cauteloso e não abraçou a ideia do uso da cloroquina. Bolsonaro irritou-se e passou a confrontá-lo sem fundamentos técnicos e cien- tíficos; apenas porque alguém da sua confiança afirmou a indicação exitosa do fármaco. Agora, a partir da experiência do médico André Kalil, que contaminado tratou-se com cloroquina e azitromicina, fortaleu-se. Kalil inicialmente ne- gou o uso, mas, finalmente confessou ter usa- do para seu tratamento e que usou em outros pacientes com sucesso. O ministro da Saúde rendeu-se e já autorizou o uso do medicamen- to, com responsabilidade do médico que assiste o paciente. A imunologista Nise Hitomi Yamaguchi defen- de o uso da hidroxicloroquina e da azitromici- na em pacientes até o segundo dia da infecção sintomática pela Covid-19. Ela está na equipe do Gabinete de Crise do governo, e está mui- to próxima de Bolsonaro. Tem sido apontada como possível substituta do ministro Mandetta. Só teremos uma visão mais exata de tudo isso, quando o tempo nos distanciar da crise vivida; e possamos sem paixões analisar ganhos e per- das. No mais, é especulação tonta no meio da crise. Bolsonaro e a Crise PB
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    Niterói 11/04 a 25/04/20 www.dizjornal.com 4 Cultura PauloRoberto Cecchetti cecchettipaulo@gmail.com Internet Aniversariantes da Edição Ana Paula Nascimento Ademir Antunes Carvalho Fernando Mello Humberto Innecco ania Rodrigues Felipe Peixoto C om todos os espaços culturais em recesso por motivo do Covid-19, só restou ao colunista enviar para o editor esta crônica. Sei que o assunto é complexo, mas vamos lá! Não é ficção científica. A realidade, cruel, desceu às portas do inferno viral. O incerto e o silêncio pairam nas ruas e arrasam a população de modo geral. Vias desertas, shoppings fechados, aglomerações encer- radas, economia retraída, dinheiro perden- do seu curso, recursos evaporados, e, cla- ro, povo atônito. Tensão estampada na face dos menos afortunados. O outono bucóli- co sangra na engrenagem tardia. Covardia. O coronavírus revira o planeta terra expon- do-o à fumaça. E ameaça. A turbulência, que evapora freneticamente nos mostra o cenário sinistro. Previsto. Diante da pan- demia explodindo procura-se, no confina- mento, o foco para a autoestima. Restará- Explosão da Terra -nos uma lápide? Nesta luta silenciosa precisamos ficar a dis- tância de metro e meio. Anseio por não re- sistir. Nos próximos dias (ou seriam meses?) vamos permanecer dentro de casa, lendo, exercitando, lavando, comendo, passando o tempo sem intensas perspectivas. Furtivas. A partir daí, nutrir o diálogo em família. Programar a quarentena diante da pande- mia. Saiba que sua vida viralizou de ponta- -cabeça. Assim como a minha que perma- nece represada. Vamos estabelecer, com muita força interior, que tudo isso - em breve - se dissipará. Queremos de volta nossas vidas, confinadas em quatro paredes, em quartos humildes, no prenúncio da perda... Sobrevivência, antes que tardia. A luta prossegue. Oxalá, assim seja! #SEMPREJUNTOS . N ão é segredo que quanto mais a tecnologia avança, mais algumas pessoas regridem chegando quase a tempos da santa ignorância. É o que está acontecendo no reino unido, quando um grupo de fanáticos conspiracionistas pas- sou a incendiar torres de 5G após uma fake News espalhar na internet que a tecnologia de transmissão de dados tem ligação com a CODEVID-19. De acordo com a BBC, torres de 5G vem sendo incendiadas e tendo seus vídeos dos atentados postados no facebook, onde gru- pos fanáticos discutem sobre o 5G fazer mal à saúde e estão relacionados à pande- mia do novo coronavírus. A teoria mais forte sobre o assunto afirma que o vírus começou a ser disseminado em Wuhan, na China, porque a cidade estava testando a tecnologia 5G. Agora, a Co- vid-19 estaria se espalhando por cidades que também utilizam a tecnologia.Além disso, uma entrevista dada por uma enfer- meira a uma rádio comunitária britânica se espalhou pela internet, onde ela dizia que o 5G suga o oxigênio dos pulmões das pes- soas. As conspirações, porém, não passam de Burrice em Tempos de Informação mentiras sem nenhum fundamento. O novo coronavírus, inclusive, já se espalhou por cidades e países que ainda não fazem uso do 5G, como é o caso do Brasil.O diretor geral da GSMA, organização que represen- ta as empresas de telefonia no mundo todo, já reiterou que a rede 5G não representa qualquer riscos à saúde. A união dos fanáticos conspiracionistas é tão forte que já circula um vídeo onde uma mulher ataca verbalmente trabalhadores que estavam instalando redes de 5G, ale- gando que o trabalho deles vai “matar todo o mundo”. Os danos causados pelos incên- dios afetam não só os serviços de telefonia móvel das regiões, mas também serviços essenciais à população no momento da pandemia da Covid-19. O Departamento de Digital, Cultura, Mí- dias e Esportes do Reino Unido afirmou que é papel das redes sociais controlar in- formações falsas.Depois que a história dos incêndios ganhou as manchetes de jornais, um dos principais grupos no facebookso- bre o assunto foi excluído. É a barbárie por completo que sai das redes e fere a socie- dade. Onde vamos parar nesse mundo de burrice e mentiras.
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    Niterói 11/04 a 25/04/20 www.dizjornal.com 5 EdgardFonsecaedgardfonseca22@hotmail.com Na verdade eu nem simpatizo com o prefeito de Niterói, “sociólogo Rodri- go Neves”. Mas, cansado dessa polari- zação infame entre os adeptos do Lula e outras aberrações, contra os desvairados seguidores de Bolsonaro, não posso me calar diante da chuva de mensagens que tenho recebido no Whatsapp e na caixa de e-mails. Falam mal e tentam desqualificar de todas as formas o prefeito Rodrigo Neves. Tudo bem que o prefeito tem essa característica de va- lorizar tudo que faz e super dimensionar seus feitos. Mas, por uma questão de honestidade intelectual não posso me calar diante da ten- denciosa campanha para denegri-lo nessa cri- se, quando em verdade ele está fazendo o que deveria fazer, e essa é sua obrigação! Concordo quando dizem que durante os seus dois mandatos fez obras como a Transoceâ- nica e o Túnel Charitas- Cafubá, com custos abusivos, dignos de denúncia ao MP e que devem ser investigados na perspectiva de su- perfaturamento. Agora, por esta prática e fama de marquetei- ro, ser denunciado nessas ações recentes no combate ao Corona Vírus, como se tudo fosse armação e trambique, acho injusto e maldo- samente oportunista. No mais, tudo que tem feito é com aprovação da Câmara, incluindo os vereadores que são oposição. Ela aprovou Pegando Carona na Crise nesta quinta-feira (09/04), em regime de ur- gência, mais duas mensagens-executivas en- caminhadas por ele. Dentro do esforço para mitigar os efeitos provocados pela pandemia da COVID-19. Vamos aos fatos: Niterói tem um caixa abasta- do, organizado e com muito dinheiro. A epi- demia chegou. É injusto e desonesto usar es- tes recursos para proteger a população? O que há de errado em mandar lavar as ruas? Dizer que é uma encenação para desviar recursos, é perseguição dos seus opositores. Oferecer dinheiro às pequenas empresas a custo bai- xíssimo, salvando os micros e protegendo os empregos? Está correto! Se o município tem dinheiro, que seja usado em boa causa. Mandou dinheiro para ajudar São Gonçalo. Foi muito, foi sim. É discutível ser em forma de doação. Poderia ter sido um empréstimo, a custo zero e para pagar em muitas e longas parcelas. Mas, ajudar o vizinho numa crise é, no mínimo, inteligente. Niterói tem fronteiras com São Gonçalo que se misturam. Pouco adianta combater o vírus internamente, dei- xando o vizinho à míngua e pronto para nos contaminar. Se temos recursos, que sejam usa- dos em boa causa. Recebi queixas no Whatsapp que alugou um pequeno hotel no Ingá para abrigar profissio- nais da saúde e vigilância sanitária por um pre- ço absurdo. Fiz a minha pesquisa e descobri que o montante não será gasto simplesmente. A verba ficará disponível, mas não significa que será gasta integralmente. Nesse hotel é comum cobrar 285 reais pela diária. Nesse contrato sai a 90 reais por cabeça, quando usar. Está ruim? Outra denuncia que contratou sem licitação uma lavanderia para lavar cole- tes dos policiais. São 300 mil reais destinados e usáveis em cinco meses. Também não sig- nifica que tudo será gasto. Ficará disponível, mas poderá ter outro valor a menos. Mas, se for, considerando que são 300 coletes, e se forem lavados diariamente, significam 9.000 lavagens por mês, que multiplicadas por cinco meses dá 45 mil peças lavadas. É só dividir pelos 300 mil que vamos encontrar o custo unitário que é algo em torno de $5,50 - por peça lavada. É absurdo? Não é, e está até ba- rato. Mas, quando mandam as mensagens, já chegam chamando de ladrão, corrupto, pilan- tra e oportunista. É injusto, pelo menos nessa questão da Covid 19. Não sou partidário dele, acho que as cinco ações que existem contra ele vão prosperar e talvez se dê mal; como foi preso, e poderá voltar. Mas, se demorar muito poderá até virar governador ou deputado Federal, Aí, terá foro privilegiado, e quem sabe... Talvez encontre uma saída. Ele exagera sim, Fechar as portas da cidade foi um ato desmedido e sem sustentação legal. Mas, a intenção, apesar do efeito de mídia, foi proteger o município. Se deixar solto se atra- palha, se perde na sua ansiedade compulsiva. Mas, trabalha muito, não pára e nem descansa. Está usando o cargo para se promover? Está sim, mas quem não estaria? Vamos deixar de hipocrisia e romantismo. Ele usa as armas que dispõe e o faz com muita desenvoltura, pro- priedade e inteligência. Os opositores é que encontrem as falhas. Mas, não vale inventar e nem torcer a verdade. Ele tem muitos defeitos. Mas, nesse tocante ao Corona Vírus foi habilidoso, rápido, com um senso imenso de uso legitimo das oportunida- des. Podem falar o que quiserem, mas dessa vez, ele saiu na frente dos demais. Rodrigo Neves
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    Niterói 11/04 a 25/04/20 www.dizjornal.com 6 FernandoMello - fmelloadv@gmail.com Fernando de Farias Mello Brigando no Facebook Fernando Mello, Advogado www.fariasmelloberanger.com.br e-mail: fmelloadv@gmail.com D urante esses dias em que fica- mos mais presentes nas redes sociais, assisti ao comporta- mento mais comum em cada uma delas. Não sou cientista em redes sociais, mas me entendo como bom observador do cotidiano e, como as redes sociais estão aí para todo mundo entrar, opinar e es- crever o que quiser, pode-se até afirmar que é como se estivéssemos nas ruas, conversando e vivendo. Acho que para todos nós temos o direito democrático de escrever o que quiser. Porém, temos que ter a absoluta certeza de que somos democráticos mesmos. Isso porque você pode escrever o que quiser, mas vai ler o que quiser também. Encontra-se de tudo nas redes, princi- palmente, no antigo Facebook. O Facebook é um lugar para testar o seu espírito democrático porque encontra- mos gente que vai da ultra-direita à de ultra-esquerda. Portanto, tenha certeza de que você vai ler algo que não con- corda. Leio pessoas que ainda brigam nas redes sociais. Brigas sérias, sem eira nem bei- ra. Leio pessoas chamando os “outros” de imbecil porque pensam politicamente de forma diferente Esqueceram que a sua palavra não é mais verdadeira do que a de outras que estão na rede. É um “novo” sistema democrático que o Facebook inseriu no nosso cotidiano. Portanto, se você não se sente confortá- vel, não está lhe fazendo bem ler essas sandices, essas verdades ou essas men- tiras, sinceramente, “não desça para o play”, como se diz. Ao invés de bloquear aquele amigo ou conhe- cido que é a favor disso e daquilo, pense bem e se pergunte: o que estou fazendo aqui? Porque é você que está com problemas em não aceitar a opinião alheia diversa da sua. São pro- blemas que você pode resolver voltando aos tempos em a cultura de- mocrática somente existia quando você visitava uma biblioteca, solitário. No Facebook, princi- palmente nele, como se diz popularmente, o pau quebra e há muito tempo. Sim, por lá encontramos também o pessoal mais agressivo e sem educa- ção. Esses merecem ape- nas o desprezo porque jamais serão modificados por nós. Querer bloquear esse ou aquele porque não concorda com o que você mesmo quis ler, não é democrático, sinceramen- te. Eu penso que precisamos nos preservar enquanto navegamos no Facebook, ver- dadeira arena de opiniões. E alguns cui- dados são quase essenciais, como sem- pre ser educado na hora de concordar ou discordar. Tentar não se alongar em dis- cussões sem fim porque, se você pensar direitinho, jamais vai mudar uma pessoa publicamente. Jamais se aborrecer com os “ul- tras”, com os “médios” e etc, por- que a democracia é assim mesmo e encontramos verdadeiramente a tão badalada diversidade política (que muitos nem conseguem ima- ginar). Outra atitude que busco fazer é a que chamo de “a hora do En- ter”. Sim, é àquela hora em que escrevemos algo e vem a hora de publicar apertando a famosa tecla Enter... Pergunte a você mesmo se valerá à pena publicar, se você acrescentará algo positivo na vida de alguém com aquele post ou comentário. Vale pensar algumas vezes. Portanto, caso a diversidade de- mocrática não lhe faça bem, mude de rede social. Vai para o Whatsa- pp e não freqüente nenhum gru- po. Fique conversando com seus amigos aquilo que só você conse- gue ouvir. Melhor, né? Desceu para o play do Facebook? Entre no jogo democrático! FaceporradaFaceporrada Faceporrada Poft!
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    Niterói 11/04 a 25/04/20 www.dizjornal.com 7 Conexõeserialencar.arte@gmail.com E! Games dizjornal@hotmail.com N ão é recente a no- ticia que a Amazon planejava para maio deste ano o lançamento de sua própria plataforma de games, que segundo o jornal New York Times, nascia com o propósito de rivalizar com o Google Stadia, Microsoft xCloud e o GeForce Now, da Nvidia, além de ser constru- ída envolvendo tanto a produção quanto a distribuição de games próprios. A iniciativa certamente irá ampliar a frente global de eSports, cuja detentora da trans- missão é a Amazon desde 2014 quando esta comprou Tquitch. A plataforma de streaming que é especializada em transmissão de games. Mas ao que parece o interesse agora está na produção de games baseados em nuvem, que são muito mais leves. Inicialmente batizada como “Pro- ject Tempo”, a plataforma prome- te ter como um de seus primeiros jogos o “Crucible”, um game de ficção científica com atirador e baseado em estratégia. O objetivo seria bater de frente com o League of Legends (LoL) e o Dota 2, games já con- sagrados no mercado. A ideia e o cenário geral buscam tirar o melhor que a Amazon pode proporcionar e trazê-la para o mundo dos jogos. O de- senvolvimento já dura certo tempo e as es- quipes estão trabalhando para criar novos games e muitas práticas inovadoras que só Project Tempo Coronavírus Pode Atrasar Plataforma da Amazon Games estarão disponíveis na plataforma da Ama- zon. Está claro para todas as pessoas sejam elas desenvolvedores ou clientes que a produtora está aberta a novas cria- ções para videogames. Até junho o objetivo era lançar games mais casuais para que os usuários do Twitch pudessem jogar em tempo real, ampliando, as- sim, o mercado de atuação da plataforma. Segundo o New York Times, o proces- so vem sendo acelerado para aproveitar o momen- to de paralisação e o conseqüente cresci- mento dos eSports por conta da pandemia do coronavírus. Assim o mercado dos games tenta seguir cronogramas e resistir em meio há tempos indefinidos sobre produção, desenvolvi- mento e consumo. Em meio à pandemia mundial é atitude correta dar pausa e ana- lisar o cenário com calma, a fim de desen- volver a estratégia mais eficaz que atenda as demandas sociais e econômicas de de- senvolvedores e clientes. Direito Ferido Está certo que a situação é grave, que todos devem colaborar para minimizar o desgaste e risco da coletividade, mas, existem questões que superam estas ex- pectativas. O direito individual deve ser respeitado. O prefeito de Niterói, em que pese alguns acertos agindo em be- nefício dos munícipes da cidade, tomou uma atitude que fere o direito de ir e vir de cada cidadão brasileiro. Como ele determinou que ninguém, de outros municípios, poderia entrar em Niterói, esqueceu-se que o SUS é um sistema de saúde integrado e de direito e uso de qualquer cidadão brasileiro. Ele não tem autoridade para impedir as pessoas usarem os hospitais do Estado, seja ele de São Gonçalo ou do interior do Piauí ou do Paraná. No meu caso, tentaram me impedir de entrar em Niterói. Mas, tenho outros direitos e agravantes. Embora seja morador de São Gonçalo, trabalho no Centro de Niterói, possuo um Plano de Saúde que as melhores referências hospitalares estão em Niterói, além de ter uma filha e neto, moradores deste município. Com tantas ligações e direitos, como me impedir de entrar na cidade? Nessa proibição fico impedido de usar o meu Plano de Saúde, de trabalhar no meu em- prego? Trabalho numa farmácia que é serviço essencial e sou o gerente. É claro que consegui passar na barreira e o prefeito autoritário recuou dessa decisão de fechar a cidade por orientação do Ministério Público. Mas, o constrangimento de cen- tenas de pessoas que foram impedidas de entrar? Este prefeito é maníaco por trabalho e marketing; e como todo exagerado, toma medidas duvidosas, e como tem gosto pelo poder e mando, vai se animando e acaba estragando as medidas corretas do início. Ele é compulsivo e vai se empolgando, e embriagado nas aparições de poder. Vai tomando uma medida atrás da outra até ferir o direito das pessoas. Copas e Hospitais Fico pensando o que poderá acontecer a empresas peque- nas e micros depois dessa pan- demia. Como resistir e pagar as contas, se mesmo os gran- des vão ter múltiplas dificulda- des. Escrevo para vocês para fazer um registro para que no futuro tenhamos a visão do que nos aconteceu e que ja- mais esqueçamos. Percebo o quanto está sendo irônico, lembrando o fenômeno Ronaldinho, dizendo: “não se faz Copa do Mundo com hospitais”, defendendo a construção de estádios e mais estádios. Hoje, a epidemia nos pegou desprevenidos e nesses mesmos estádios são “construídos” hospitais de campanha para fazer face às nossas necessidades urgentes. Se tivéssemos empregado as milionárias cifras construindo hospitais, talvez muita gente ainda estivesse viva, Que lição este vírus está dando em todos nós. Quanta imprevidência e desespero. Agiganta-se a responsabilidade dos nossos homens públicos, se é que podemos falar em responsabilidade diante de tanta irresponsabilidade.
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    Niterói 11/04 a 25/04/20 www.dizjornal.com RendaFina 8 Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Momentos Acadêmicos Em momento de confinamento pelo Covid 19 resta-nos relembrar momentos importantes na nossa vida social. O Professor Kahlmeyer-Mertens e o acadêmico Marco Lucchesi Uyára Schiefer e Neide Barros Rego