Algumas dicas para quem trabalha
com software de apresentações



A finalidade deste documento consiste em salientar determinados aspectos que se consideram importantes
para quem tem de conceber, executar e utilizar apresentações com objectivos pedagógico-didácticos, em
situações de formação, e também com fins informativos em encontros, seminários, etc.

Um programa de apresentações ajuda-o a organizar ideias, optimiza as suas intervenções, potencia a sua
acção enquanto formador/apresentador.


Os seus layout, templates/modelos e clip art facilitam a criação de produtos visuais atraentes. No entanto, não
é obrigado a usar os templates/modelos do PowerPoint/Microsoft. Uma grande percentagem de utilizadores
usa os que integram o programa. Seja original. Crie o seu próprio template/modelo.


“Dê asas” à criatividade e imaginação, mas não faça coisas complicadas.



OBJECTIVOS DAS APRESENTAÇÕES
As apresentações podem ser usadas para:
      • Informar,
      • Ensinar,
      • Influenciar,
      • Vender,
      • Criar situações de espectáculo.


No entanto, para alcançar qualquer destes objectivos com eficiência, a apresentação deve ser adequadamente
tratada a cada um dos seguintes níveis:
      • Planeamento,
      • Organização,
      • Design, e, por último,
      • Ser bem apresentada.




MODELOS GLOBAIS


Tudo o que seja inserido ou alterado nos modelos globais afecta todos os slides da apresentação (os que já
estão feitos e os novos). É no modelo global de diapositivos que devemos inserir um fundo ou, por exemplo,
um logotipo, comum a todos os diapositivos. Também podemos inserir hiperligações/hyperlinks no modelo
global. Deste modo a ordem de hiperligação será válida para todos os diapositivos da apresentação.




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Algumas dicas para quem trabalha com software de apresentações




CONSTRUÇÃO DO CONTEÚDO


Três factores fundamentais para a qualidade e eficácia de qualquer diapositivo:
       • Síntese
      • Visibilidade
      • Legibilidade


Antes de começar a construir o conteúdo, pense qual vai ser o output :
      • Apresentação a partir do computador;
      • Papel;
      • Acetato para retroprojector (ainda há quem use)


A escolha das cores, do layout e do tamanho dos tipos de letra, depende do output.


Faça um guião com a estrutura do que pretende sem nunca esquecer o objectivo que definiu e tendo em conta:
      • Fundos
      • Tipos de letra
      • Número de diapositivos
      • Ordem de apresentação dos diapositivos
      • Títulos e sub-títulos
      • Blocos de texto
      • Imagens e/ou fotos para cada diapositivo
      • Ideias chave e palavras chave
      • Gráficos, etc.


Para apresentações com hiperligações é fundamental criar uma estrutura tipo organograma para definir o que
liga a quê. Se não o fizermos e se a apresentação tiver muitos diapositivos iremos gastar muito mais tempo e
correr mais riscos de errar ao fazer as hiperligações.


      • Mantenha o aspecto geral simples e coerente.

      • Seleccione cores que funcionem bem;

      • Não ponha demasiado texto num diapositivo;

      • Use fotografias e desenhos relacionados com o que está a dizer. Devem ser simples/claros (não ponha
        a audiência a adivinhar o que significam




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Nunca esqueça:

      • Objectivo/s;


      • População alvo;


      • Estrutura do conteúdo;


      • Divisão do diapositivo em áreas funcionais;


      • Densidade da informação.
      •
      • Para diapositivos - Fundos escuros com texto em tons claros.


      • Para acetatos/papel - Fundos claros com texto em tons escuros. (gasta menos tinta/toner e não retira
          rendimento luminoso ao retroprojector).


      • Podem criar-se fundos em dégradé (gradiente) mas, cuidado na escolha das tonalidades (sobretudo as
          do texto que devem contrastar com o fundo). Aplicando shadow (sombra) ao tipo de letra esta, por
          vezes, destaca-se melhor em relação ao fundo.


      • Fundos muito claros numa sala às escuras fazem um grande contraste e podem incomodar a
          audiência. Também se podem usar-se fundos com texturas, em situações específicas.


      • Cuidado com os tipos de letra escolhidos. Não esqueça a legibilidade e visibilidade. Helvetica e Arial
          são dois dos tipos recomendados. Impact e Arial Black são bons para títulos.


      • Tamanho mínimo dos caracteres 24 (sempre que possível).


      • Não deve pôr demasiado texto num diapositivo. A parte visual está lá para apoiar o que está a dizer.


      • Para um diapositivo de texto use 8 a 10 palavras;


      • Para um texto com bullets/marcas não ultrapasse 4 ou 5 marcas com 6 a 8 palavras por marca. Não
          abuse dos bullets/marcas.




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      • Não deve usar muitos diapositivos seguidos, só com texto (máximo 3/4). Sempre que possível ilustre,
        com imagens, as ideias-chave/pontos fortes que pretende transmitir.


      • Diapositivos (ou acetatos) só devem ter ideias-chave. Tudo o mais deve ser acrescentado verbalmente
        e/ou através da actuação do formador/apresentador.


      • Realce as palavras-chave.


      • Som e vídeo criam ficheiros grandes e necessitam de muita RAM no computador, para serem
        reproduzidos em perfeitas condições.


      • O uso de demasiados efeitos visuais, sonoros e transições distrai, e pode chegar a incomodar a
        audiência.


      • Lembre-se das pessoas na última fila da audiência. Conseguirão elas ler o seu texto?


      • Uma vez organizada a estrutura da apresentação pode planear onde as fotos irão realçar a sua
        mensagem.


      • Decida depois o tamanho (dimensões) que as fotos irão ter. Pode decidir 1 ou 2 tamanhos e determinar
        precisamente onde cada uma delas será posicionada no respectivo diapositivo.


      • De seguida, junte todas as imagens/fotos que decidiu usar numa nova pasta, a que pode chamar
        ORIGINAIS.


      • Crie mais uma pasta que pode ter o nome da apresentação onde irá colocar os ficheiros,
        redimensionados e manipulados, que vai inserir na apresentação.


      • Mantenha sempre os seus ficheiros originais de imagem intactos.


      • Sempre que fôr necessário modificar um ficheiro, guarde a versão modificada como um novo ficheiro,
        de preferência noutra pasta.


      • Deste modo pode voltar sempre ao original no caso de precisar de mais resolução para, por exemplo,
        fazer uma impressão.




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      • De preferência faça o redimensionamento ou transformação num software de manipulação de imagem
        e não no PowerPoint.


      • Quando usar várias fotos numa apresentação tente usar um ou dois enquadramentos e uma ou duas
        dimensões (retrato e/ou paisagem, portrait e/ou landscape). O que dará à sua apresentação uma
        aparência coerente e poupa-lhe o trabalho de repensar nas variáveis de cada uma das imagens.


      • Use as guias para precisar e repetidamente estabelecer a posição das imagens. Isto reforça o aspecto
        coerente da apresentação e as imagens não parecerão deslocar-se sempre que muda de um
        diapositivo para outro (surgirão sempre no mesmo local).


      • Só porque pode usar fotos nas apresentações não exagere.


      • Clareza e simplicidade são muito importantes.


      • Uma foto grande é mais facilmente observada e memorizada pela audiência do que várias pequenas.


      • Quanto maior a resolução, maior o tamanho do ficheiro e mais demorado será o “carregamento” e
        mudança dos diapositivos quando estiver a fazer a apresentação.


      • Diapositivos com muita informação podem tornar-se confusos e não conduzir ao reconhecimento visual
        instantâneo necessário a um bom apoio verbal.




APRESENTAÇÕES INTERACTIVAS (COM HIPERLIGAÇÕES/HYPERLINKS)

      • No caso de construir apresentações com hiperligações e, como já foi referido, faça um guião tipo
        organograma que lhe vai poupar tempo e facilitar o trabalho, quando atribuir as ordens de hiperligação.


      • Não esqueça que, se os ficheiros aos quais fez hiperligação mudarem de local no computador ou
        quando a grava noutro suporte (CD, Pen, disco duro externo, etc.) as hiperligações terão de ser
        refeitas. Se não o fizer as hiperligações não acontecerão.


      • Se transportar a apresentação para outro PC diferente daquele em que a apresentação foi construida
        deve-se certificar que esse PC tem os programas que vai necessitar bem como as fonts/tipo de letra
        que utilizou. No caso de ter uma hiperligação a um ficheiro PDF o PC com que vai fazer a



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        apresentação tem de ter o Acrobat Reader instalado. Caso contrário o ficheiro não abre, o que será
        muito desagradável sobretudo se já disse que vai mostrar um determinado ficheiro.


      • Se tiver muita RAM pode ter já abertos/activos os programas que irá usar com as hiperligações. Deste
        modo tudo aparecerá muito mais depressa. Por exemplo, se tiver hiperligações a URL deve ter o
        browser que vai usar já aberto.


      • Em ambiente Windows o PowerPoint tem um modo/opção de guardar as apresentações em que além
        dos ficheiros “hiperligados” também guarda as fonts/tipo de letra utilizadas na apresentação construída
        e ainda tem a opção de fazer download de uma aplicação chamada PowerPointViewer que lhe permite
        fazer a apresentação num PC em que o PowerPoint não esteja instalado.


      • Ao guardar o trabalho deste modo é criada uma pasta ou um CD com todos os ficheiros necessários a
        uma apresentação sem precalços.


      • Se tiver instalado o PowerPoint XP a opção chama-se “Apresentações portáteis”. No caso de ter o
        PowerPoint 2003 a opção chama-se “Compactar para CD”.



PÚBLICO ALVO


      • As audiências gostam de ter cópias, em papel, dos conteúdos que estão a ver e, de preferência, com
        espaço para tomarem notas.


      • Para imprimir estas cópias use os modelos de folhetos do PowerPoint (6 por página ou 3 por página;
        neste último se quiser deixar espaço para notas).


      • Distribua os folhetos antes do início da sessão, (em congressos, seminários, etc.) juntamente com uma
        caneta. Se o fizer durante a      essão, a audiência distrai-se. Em formação, dependendo dos seus
        objectivos, poderá ocorrer em momentos distintos.


      • Se achar conveniente, imprima também nessas folhas elementos identificativos - o logotipo da sua
        empresa ou da entidade para que está a trabalhar, a data, o local, o seu nome, etc.


      • Acrescente, ao modelo global de diapositivos, num canto ou em fundo, o logotipo da sua instituição ou
        empresa que, assim, irá aparecer em todos os diapositivos e provavelmente ficará na memória de
        todos os participantes. Pode utilizar a opção “Marca d’água” da barra de ferramentas de imagem.




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      • A qualidade (visual, do conteúdo e da impressão) de toda a documentação que é entregue aos
        participantes é fundamental para um bom feedback e credibilidade.


      •Uma sala obscurecida durante muito tempo pode inibir a participação do grupo.


      • Se não souber uma resposta, seja honesto, diga que não sabe mas vai informar-se e, não tente fugir a
        respostas de questões que foram colocadas .


      • Se quer que a sua audiência assimile as suas ideias tem de fazer as suas apresentações “digeríveis”.


      • Fale para a audiência e não para o ecrã. Olhar para o ecrã pode ser interpretado como insegurança.




ANTES DE APRESENTAR


      •Visite o espaço onde vai actuar e perceba-lhe as características.


      • Um apresentador profissional deve testar a sua apresentação in situ, conferir o som, a dinâmica de
        som, o hardware de projecção e todo o sistema onde vai correr a dita apresentação.


      • Deve pedir a sala vazia só para si durante alguns minutos por forma a conhecer os pontos do palco
        onde não deve elevar a vista para a plateia por forma a ser encandeado com eventuais projectores.


      • Se actuar sobre um estrado deve saber as marcações que escolheu por forma a saber quais as tábuas
        que rangem ou não.


      • Não pode (nem deve) em momento algum pensar "Ah, depois eu lá vejo isso". Já sabemos que não vê
        coisa nenhuma...


      • Cuidado com a combinação explosiva de um chão de mármore e umas solas de borracha...


      • Verifique onde se sentarão os que a/o vão julgar.


      • Não incorra no erro comum de fixar o olhar em apenas numa pessoa e lembre-se de olhar com
        naturalidade para várias pessoas.




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      • Evite uma outra situação comum a muitos/as apresentadores/as que deambulam pelo espaço, e que é
        a de esgotarem o tempo de um dado diapositivo e de repente "saltarem" para a máquina para fazer
        avançar a apresentação.


      • Peça, caso não tenha, um comando remoto, que lhe permitirá passar slides naturalmente. Se o usar,
        não aponte o comando como se estivesse em casa a ver TV (porque um comando decente não
        precisa de ser apontado). Compre pilhas para o mesmo, caso seja emprestado. Compre duas, uma
        que usará e outra que terá guardada para a eventualidade de andar com o comando ligado dentro da
        mala de encontro a outras coisas e ter esgotado a pilha.


      • Não leia os diapositivos.


      • Não vire as costas à plateia e muito menos aos que estão a julgar o seu trabalho.


      • Não se desloque “às arrecuas”, em estrados ou palcos isso pode ter consequências dramáticas. Se o
        espaço for apertado e escuro (e tiver hipótese de o fazer); faça marcas no chão do palco (umas
        pequenas fitas coladas) para, quando recua, perceber que chegou ao limite da marcação.


      • Se puder faça uma autoscopia. Monte uma câmara de vídeo num tripé durante os ensaios e filme-se. É
        a melhor forma de encontrar as falhas de uma apresentação e controlar a duração da mesma.


      • Não peça opinião sobre a apresentação a familiares. Tendem a ser TODAS fantásticas as opiniões e
        não ajudam muito... Escolha pessoas de espírito crítico e prepare-se para sofrer...


      • No dia da apresentação NÃO USE sapatos novos ou roupa apertada. Pode parecer uma estupidez
        mas é mais um elemento de desconforto, e quem já tem uma carga de ansiedade grande em cima,
        dispensa bem mais uma dose de incomodidade.




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EQUIPAMENTO E SUA OPERAÇÃO


      • Use a seta do rato como ponteiro. Alguns modelos de projectores de data/vídeo têm comandos à
        distância que podem substituir o rato e, por vezes, têm ponteiros laser.


      • Visite antecipadamente o local onde irá actuar. Pense na colocação/disposição dos diferentes
        elementos que terá de usar, tanto os que existem em sala como os que irá levar.


      • Ao adquirir/escolher um projector de vídeo deve ser o mais luminoso possível (+ de 1200 ansilumens)
        para não ter de se obscurecer a sala. Para a reprodução de vídeo quanto maior a relação de contraste
        melhor a qualidade da imagem.


      • Trabalhe, de preferência, com o seu equipamento ou com outro que conheça bem e, no qual confie,
        para evitar dissabores.


      • Em formação, quando não dominamos o equipamento audiovisual com que temos de trabalhar, este
        pode transforma-se num “complicador”, em vez de facilitador do processo ensino-aprendizagem.


      • Se vai usar equipamento alugado ou emprestado verifique, previamente, se as performances são
        adequadas ao seu trabalho (espaço em disco, ram, tipos de letra instalados, software, cabos, bateria
        do portátil, etc).


      • No caso de a apresentação ser feita com um portátil/laptop ligado a um projector de data/vídeo deve
        testar, com antecedência, as ligações e configurações dos aparelhos.


      • Só vale a pena ligar o PC portátil/laptop a um televisor/monitor se este for de grandes dimensões, caso
        contrário, a visibilidade/legibilidade pode ficar prejudicada.


      • Se fizer apresentações com banda sonora para uma audiência razoável (15 a 20 formandos/
        participantes) é conveniente usar um conjunto de colunas de som amplificadas ligado à saída de som
        do laptop. Se o grupo for mais numeroso deve recorrer a um sistema de amplificação sonora, ligado à
        saída de som do PC portátil, bem como um microfone, para que todos oiçam adequadamente a sua
        mensagem.


      • Após fazer as ligações de cablagem entre o PC portátillaptop e o projector de data/vídeo deve ligar
        (power on) primeiro o projector e só depois o computador. Procedendo deste modo, em princípio, o




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BOA APRESENTAÇÃO !


                        Nunca esqueça a famosa “Lei de Murphy“

                        Se algo puder correr mal, correrá mal.
                            (If anything can go wrong, it will)




Agradecimentos: António Nobre e Pedro Aniceto




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Dicas sobre apresentacoes

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    Algumas dicas paraquem trabalha com software de apresentações A finalidade deste documento consiste em salientar determinados aspectos que se consideram importantes para quem tem de conceber, executar e utilizar apresentações com objectivos pedagógico-didácticos, em situações de formação, e também com fins informativos em encontros, seminários, etc. Um programa de apresentações ajuda-o a organizar ideias, optimiza as suas intervenções, potencia a sua acção enquanto formador/apresentador. Os seus layout, templates/modelos e clip art facilitam a criação de produtos visuais atraentes. No entanto, não é obrigado a usar os templates/modelos do PowerPoint/Microsoft. Uma grande percentagem de utilizadores usa os que integram o programa. Seja original. Crie o seu próprio template/modelo. “Dê asas” à criatividade e imaginação, mas não faça coisas complicadas. OBJECTIVOS DAS APRESENTAÇÕES As apresentações podem ser usadas para: • Informar, • Ensinar, • Influenciar, • Vender, • Criar situações de espectáculo. No entanto, para alcançar qualquer destes objectivos com eficiência, a apresentação deve ser adequadamente tratada a cada um dos seguintes níveis: • Planeamento, • Organização, • Design, e, por último, • Ser bem apresentada. MODELOS GLOBAIS Tudo o que seja inserido ou alterado nos modelos globais afecta todos os slides da apresentação (os que já estão feitos e os novos). É no modelo global de diapositivos que devemos inserir um fundo ou, por exemplo, um logotipo, comum a todos os diapositivos. Também podemos inserir hiperligações/hyperlinks no modelo global. Deste modo a ordem de hiperligação será válida para todos os diapositivos da apresentação. Luis Relvas/Ago/2007 1
  • 2.
    Algumas dicas paraquem trabalha com software de apresentações CONSTRUÇÃO DO CONTEÚDO Três factores fundamentais para a qualidade e eficácia de qualquer diapositivo: • Síntese • Visibilidade • Legibilidade Antes de começar a construir o conteúdo, pense qual vai ser o output : • Apresentação a partir do computador; • Papel; • Acetato para retroprojector (ainda há quem use) A escolha das cores, do layout e do tamanho dos tipos de letra, depende do output. Faça um guião com a estrutura do que pretende sem nunca esquecer o objectivo que definiu e tendo em conta: • Fundos • Tipos de letra • Número de diapositivos • Ordem de apresentação dos diapositivos • Títulos e sub-títulos • Blocos de texto • Imagens e/ou fotos para cada diapositivo • Ideias chave e palavras chave • Gráficos, etc. Para apresentações com hiperligações é fundamental criar uma estrutura tipo organograma para definir o que liga a quê. Se não o fizermos e se a apresentação tiver muitos diapositivos iremos gastar muito mais tempo e correr mais riscos de errar ao fazer as hiperligações. • Mantenha o aspecto geral simples e coerente. • Seleccione cores que funcionem bem; • Não ponha demasiado texto num diapositivo; • Use fotografias e desenhos relacionados com o que está a dizer. Devem ser simples/claros (não ponha a audiência a adivinhar o que significam Luis Relvas/Ago/2007 2
  • 3.
    Algumas dicas paraquem trabalha com software de apresentações Nunca esqueça: • Objectivo/s; • População alvo; • Estrutura do conteúdo; • Divisão do diapositivo em áreas funcionais; • Densidade da informação. • • Para diapositivos - Fundos escuros com texto em tons claros. • Para acetatos/papel - Fundos claros com texto em tons escuros. (gasta menos tinta/toner e não retira rendimento luminoso ao retroprojector). • Podem criar-se fundos em dégradé (gradiente) mas, cuidado na escolha das tonalidades (sobretudo as do texto que devem contrastar com o fundo). Aplicando shadow (sombra) ao tipo de letra esta, por vezes, destaca-se melhor em relação ao fundo. • Fundos muito claros numa sala às escuras fazem um grande contraste e podem incomodar a audiência. Também se podem usar-se fundos com texturas, em situações específicas. • Cuidado com os tipos de letra escolhidos. Não esqueça a legibilidade e visibilidade. Helvetica e Arial são dois dos tipos recomendados. Impact e Arial Black são bons para títulos. • Tamanho mínimo dos caracteres 24 (sempre que possível). • Não deve pôr demasiado texto num diapositivo. A parte visual está lá para apoiar o que está a dizer. • Para um diapositivo de texto use 8 a 10 palavras; • Para um texto com bullets/marcas não ultrapasse 4 ou 5 marcas com 6 a 8 palavras por marca. Não abuse dos bullets/marcas. Luis Relvas/Ago/2007 3
  • 4.
    Algumas dicas paraquem trabalha com software de apresentações • Não deve usar muitos diapositivos seguidos, só com texto (máximo 3/4). Sempre que possível ilustre, com imagens, as ideias-chave/pontos fortes que pretende transmitir. • Diapositivos (ou acetatos) só devem ter ideias-chave. Tudo o mais deve ser acrescentado verbalmente e/ou através da actuação do formador/apresentador. • Realce as palavras-chave. • Som e vídeo criam ficheiros grandes e necessitam de muita RAM no computador, para serem reproduzidos em perfeitas condições. • O uso de demasiados efeitos visuais, sonoros e transições distrai, e pode chegar a incomodar a audiência. • Lembre-se das pessoas na última fila da audiência. Conseguirão elas ler o seu texto? • Uma vez organizada a estrutura da apresentação pode planear onde as fotos irão realçar a sua mensagem. • Decida depois o tamanho (dimensões) que as fotos irão ter. Pode decidir 1 ou 2 tamanhos e determinar precisamente onde cada uma delas será posicionada no respectivo diapositivo. • De seguida, junte todas as imagens/fotos que decidiu usar numa nova pasta, a que pode chamar ORIGINAIS. • Crie mais uma pasta que pode ter o nome da apresentação onde irá colocar os ficheiros, redimensionados e manipulados, que vai inserir na apresentação. • Mantenha sempre os seus ficheiros originais de imagem intactos. • Sempre que fôr necessário modificar um ficheiro, guarde a versão modificada como um novo ficheiro, de preferência noutra pasta. • Deste modo pode voltar sempre ao original no caso de precisar de mais resolução para, por exemplo, fazer uma impressão. Luis Relvas/Ago/2007 4
  • 5.
    Algumas dicas paraquem trabalha com software de apresentações • De preferência faça o redimensionamento ou transformação num software de manipulação de imagem e não no PowerPoint. • Quando usar várias fotos numa apresentação tente usar um ou dois enquadramentos e uma ou duas dimensões (retrato e/ou paisagem, portrait e/ou landscape). O que dará à sua apresentação uma aparência coerente e poupa-lhe o trabalho de repensar nas variáveis de cada uma das imagens. • Use as guias para precisar e repetidamente estabelecer a posição das imagens. Isto reforça o aspecto coerente da apresentação e as imagens não parecerão deslocar-se sempre que muda de um diapositivo para outro (surgirão sempre no mesmo local). • Só porque pode usar fotos nas apresentações não exagere. • Clareza e simplicidade são muito importantes. • Uma foto grande é mais facilmente observada e memorizada pela audiência do que várias pequenas. • Quanto maior a resolução, maior o tamanho do ficheiro e mais demorado será o “carregamento” e mudança dos diapositivos quando estiver a fazer a apresentação. • Diapositivos com muita informação podem tornar-se confusos e não conduzir ao reconhecimento visual instantâneo necessário a um bom apoio verbal. APRESENTAÇÕES INTERACTIVAS (COM HIPERLIGAÇÕES/HYPERLINKS) • No caso de construir apresentações com hiperligações e, como já foi referido, faça um guião tipo organograma que lhe vai poupar tempo e facilitar o trabalho, quando atribuir as ordens de hiperligação. • Não esqueça que, se os ficheiros aos quais fez hiperligação mudarem de local no computador ou quando a grava noutro suporte (CD, Pen, disco duro externo, etc.) as hiperligações terão de ser refeitas. Se não o fizer as hiperligações não acontecerão. • Se transportar a apresentação para outro PC diferente daquele em que a apresentação foi construida deve-se certificar que esse PC tem os programas que vai necessitar bem como as fonts/tipo de letra que utilizou. No caso de ter uma hiperligação a um ficheiro PDF o PC com que vai fazer a Luis Relvas/Ago/2007 5
  • 6.
    Algumas dicas paraquem trabalha com software de apresentações apresentação tem de ter o Acrobat Reader instalado. Caso contrário o ficheiro não abre, o que será muito desagradável sobretudo se já disse que vai mostrar um determinado ficheiro. • Se tiver muita RAM pode ter já abertos/activos os programas que irá usar com as hiperligações. Deste modo tudo aparecerá muito mais depressa. Por exemplo, se tiver hiperligações a URL deve ter o browser que vai usar já aberto. • Em ambiente Windows o PowerPoint tem um modo/opção de guardar as apresentações em que além dos ficheiros “hiperligados” também guarda as fonts/tipo de letra utilizadas na apresentação construída e ainda tem a opção de fazer download de uma aplicação chamada PowerPointViewer que lhe permite fazer a apresentação num PC em que o PowerPoint não esteja instalado. • Ao guardar o trabalho deste modo é criada uma pasta ou um CD com todos os ficheiros necessários a uma apresentação sem precalços. • Se tiver instalado o PowerPoint XP a opção chama-se “Apresentações portáteis”. No caso de ter o PowerPoint 2003 a opção chama-se “Compactar para CD”. PÚBLICO ALVO • As audiências gostam de ter cópias, em papel, dos conteúdos que estão a ver e, de preferência, com espaço para tomarem notas. • Para imprimir estas cópias use os modelos de folhetos do PowerPoint (6 por página ou 3 por página; neste último se quiser deixar espaço para notas). • Distribua os folhetos antes do início da sessão, (em congressos, seminários, etc.) juntamente com uma caneta. Se o fizer durante a essão, a audiência distrai-se. Em formação, dependendo dos seus objectivos, poderá ocorrer em momentos distintos. • Se achar conveniente, imprima também nessas folhas elementos identificativos - o logotipo da sua empresa ou da entidade para que está a trabalhar, a data, o local, o seu nome, etc. • Acrescente, ao modelo global de diapositivos, num canto ou em fundo, o logotipo da sua instituição ou empresa que, assim, irá aparecer em todos os diapositivos e provavelmente ficará na memória de todos os participantes. Pode utilizar a opção “Marca d’água” da barra de ferramentas de imagem. Luis Relvas/Ago/2007 6
  • 7.
    Algumas dicas paraquem trabalha com software de apresentações • A qualidade (visual, do conteúdo e da impressão) de toda a documentação que é entregue aos participantes é fundamental para um bom feedback e credibilidade. •Uma sala obscurecida durante muito tempo pode inibir a participação do grupo. • Se não souber uma resposta, seja honesto, diga que não sabe mas vai informar-se e, não tente fugir a respostas de questões que foram colocadas . • Se quer que a sua audiência assimile as suas ideias tem de fazer as suas apresentações “digeríveis”. • Fale para a audiência e não para o ecrã. Olhar para o ecrã pode ser interpretado como insegurança. ANTES DE APRESENTAR •Visite o espaço onde vai actuar e perceba-lhe as características. • Um apresentador profissional deve testar a sua apresentação in situ, conferir o som, a dinâmica de som, o hardware de projecção e todo o sistema onde vai correr a dita apresentação. • Deve pedir a sala vazia só para si durante alguns minutos por forma a conhecer os pontos do palco onde não deve elevar a vista para a plateia por forma a ser encandeado com eventuais projectores. • Se actuar sobre um estrado deve saber as marcações que escolheu por forma a saber quais as tábuas que rangem ou não. • Não pode (nem deve) em momento algum pensar "Ah, depois eu lá vejo isso". Já sabemos que não vê coisa nenhuma... • Cuidado com a combinação explosiva de um chão de mármore e umas solas de borracha... • Verifique onde se sentarão os que a/o vão julgar. • Não incorra no erro comum de fixar o olhar em apenas numa pessoa e lembre-se de olhar com naturalidade para várias pessoas. Luis Relvas/Ago/2007 7
  • 8.
    Algumas dicas paraquem trabalha com software de apresentações • Evite uma outra situação comum a muitos/as apresentadores/as que deambulam pelo espaço, e que é a de esgotarem o tempo de um dado diapositivo e de repente "saltarem" para a máquina para fazer avançar a apresentação. • Peça, caso não tenha, um comando remoto, que lhe permitirá passar slides naturalmente. Se o usar, não aponte o comando como se estivesse em casa a ver TV (porque um comando decente não precisa de ser apontado). Compre pilhas para o mesmo, caso seja emprestado. Compre duas, uma que usará e outra que terá guardada para a eventualidade de andar com o comando ligado dentro da mala de encontro a outras coisas e ter esgotado a pilha. • Não leia os diapositivos. • Não vire as costas à plateia e muito menos aos que estão a julgar o seu trabalho. • Não se desloque “às arrecuas”, em estrados ou palcos isso pode ter consequências dramáticas. Se o espaço for apertado e escuro (e tiver hipótese de o fazer); faça marcas no chão do palco (umas pequenas fitas coladas) para, quando recua, perceber que chegou ao limite da marcação. • Se puder faça uma autoscopia. Monte uma câmara de vídeo num tripé durante os ensaios e filme-se. É a melhor forma de encontrar as falhas de uma apresentação e controlar a duração da mesma. • Não peça opinião sobre a apresentação a familiares. Tendem a ser TODAS fantásticas as opiniões e não ajudam muito... Escolha pessoas de espírito crítico e prepare-se para sofrer... • No dia da apresentação NÃO USE sapatos novos ou roupa apertada. Pode parecer uma estupidez mas é mais um elemento de desconforto, e quem já tem uma carga de ansiedade grande em cima, dispensa bem mais uma dose de incomodidade. Luis Relvas/Ago/2007 8
  • 9.
    Algumas dicas paraquem trabalha com software de apresentações EQUIPAMENTO E SUA OPERAÇÃO • Use a seta do rato como ponteiro. Alguns modelos de projectores de data/vídeo têm comandos à distância que podem substituir o rato e, por vezes, têm ponteiros laser. • Visite antecipadamente o local onde irá actuar. Pense na colocação/disposição dos diferentes elementos que terá de usar, tanto os que existem em sala como os que irá levar. • Ao adquirir/escolher um projector de vídeo deve ser o mais luminoso possível (+ de 1200 ansilumens) para não ter de se obscurecer a sala. Para a reprodução de vídeo quanto maior a relação de contraste melhor a qualidade da imagem. • Trabalhe, de preferência, com o seu equipamento ou com outro que conheça bem e, no qual confie, para evitar dissabores. • Em formação, quando não dominamos o equipamento audiovisual com que temos de trabalhar, este pode transforma-se num “complicador”, em vez de facilitador do processo ensino-aprendizagem. • Se vai usar equipamento alugado ou emprestado verifique, previamente, se as performances são adequadas ao seu trabalho (espaço em disco, ram, tipos de letra instalados, software, cabos, bateria do portátil, etc). • No caso de a apresentação ser feita com um portátil/laptop ligado a um projector de data/vídeo deve testar, com antecedência, as ligações e configurações dos aparelhos. • Só vale a pena ligar o PC portátil/laptop a um televisor/monitor se este for de grandes dimensões, caso contrário, a visibilidade/legibilidade pode ficar prejudicada. • Se fizer apresentações com banda sonora para uma audiência razoável (15 a 20 formandos/ participantes) é conveniente usar um conjunto de colunas de som amplificadas ligado à saída de som do laptop. Se o grupo for mais numeroso deve recorrer a um sistema de amplificação sonora, ligado à saída de som do PC portátil, bem como um microfone, para que todos oiçam adequadamente a sua mensagem. • Após fazer as ligações de cablagem entre o PC portátillaptop e o projector de data/vídeo deve ligar (power on) primeiro o projector e só depois o computador. Procedendo deste modo, em princípio, o Luis Relvas/Ago/2007 9
  • 10.
    Algumas dicas paraquem trabalha com software de apresentações BOA APRESENTAÇÃO ! Nunca esqueça a famosa “Lei de Murphy“ Se algo puder correr mal, correrá mal. (If anything can go wrong, it will) Agradecimentos: António Nobre e Pedro Aniceto Luis Relvas/Ago/2007 10