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CONHECENDO O CENTRO
HISTÓRICO DO RIO DE
JANEIRO
Roteiros Básicos de
visitas a pontos
interessantes do Centro
do Rio de Janeiro
Guia de Turismo: Mauro
Friedrich
maurofriedrich@gmail.com
Dezembro 2016
ASPECTOS HISTÓRICOS DO BRASIL E A
CRIAÇÃO DA CIDADE DO RIO DE
JANEIROO processo de conquista e ocupação da região da Baía de Guanabara
inicia-se com a invasão da região por tropas francesas em 1555, que
frontalmente se opunham aos objetivos da coroa portuguesa em
manter o território sob seu domínio, em respeito ao Tratado de
Tordesilhas (foto) , assinado entre portugueses e espanhóis em 7 de
junho de 1494 (definindo demarcações de terras recém-descobertas e
a descobrir no mundo).
No entanto, outras nações europeias (entre elas, a França, a Inglaterra
e mais tarde a Holanda) não aceitavam o “monopólio” do
reconhecimento oficial de regiões descobertas apenas para as
“potências da então Península Ibérica”.
O Rei da França entre 1515 e 1547, Francisco I, chegou a arguir o Papa
(que referendava o Tratado de Tordesilhas) sobre onde estava escrito
no testamento de Adão que os territórios do Novo Mundo seriam
apenas de portugueses e espanhóis!
O mundo era muito grande, e todos queriam o seu quinhão de terras,
nem que para isso fosse necessário lutas e conquistas militares. Era o
preço a pagar para a ampliação de territórios e poder das nações
europeias de então.
LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL
-1DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO
21/04/1500 DESCOBERTA DO BRASIL
PERÍODO DAS GRANDES
NAVEGAÇÕES
PORTUGUESAS INICIADO EM
1415 E CHEGOU ATÉ 1543.
Rei de Portugal: Dom
Manuel I, o Venturoso
(1495-1521)
PEDRO ALVARES CABRAL E
SUA FROTA DESEMBARCAM
EM PORTO SEGURO (BA),
DANDO O NOME A NOVA
DESCOBERTA COMO “TERRA
DE SANTA CRUZ”
HABITADO PELOS NATIVOS
TEMIMINÓS
01/01/1502
EXPLORADORES
PORTUGUESES INICIAM A
NAVEGAÇÃO PELO LITORAL
DAS NOVAS TERRAS
DESCOBERTAS
PORTUGAL DISPUTAVA COM
A ESPANHA A HEGEMONIA
DAS NAVEGAÇÕES
ATLÂNTICAS NA TENTATIVA
DE ESTABELECER MONOPOLI
COMERCIAL COM A ÁFRICA
E A ÁSIA
NÃO HÁ OCUPAÇÃO
OFICIAL DO TERRITÓRIO
PELA COROA PORTUGUESA.
A REGIÃO FICA A MERC^R
DE OCUPAÇÕES
OCASIONAIS DE EUROPEUS
AVENTUREIROS.
EXPEDIÇÃO PORTUGUESA
LIDERADA POR GASPAR DE
LEMOS DE LEMOS (OU
GONÇALO COELHO)
DESCOBRE A BAÍA DE
GUANABARA
DENOMINANDO-A “RIA DE
JANEIRO” (COM “A” MESMO)
1503
O EXPLORADOR PORTUGUÊS
GONÇALO COELHO
CONSTRÓI UMA CASA DE
PEDRA, EM ESTILO EUROPEU
E OS NATIVOS PASSAM A
CHAMÁ-LA “CARIOCA”
(CASA DE PEDRA OU CASA
DE BRANCO), DE ONDE
NASCE O TERMO USADO
PARA DENOMINAR OS
HABITANTES DA CIDADE.
1530 INICIO DA COLONIZAÇÃO
OFICIAL DO BRASIL COM A Rei de Portugal:
CAPITANIA DE SÃO VICENTE
É A PRIMEIRA A SER
A BAÍA DE GUANABARA
ESTAVA INCLUSA NA
LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL
-2DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO
21/01/1532 FUNDAÇÃO DA PRIMEIRA
VILA DO BRASIL: SÃO
VICENTE, NO LITORAL DE
SÃO PAULO
A COROA PORTUGUESA
QUER ASSEGURAR OS
NOVOS TERRITÓRIOS SOB
SEU DOMÍNIO
MARTIN AFONSO DE SOUSA
Governador Geral do Brasil:
(1533 – 1564)
Donatário da Capitania de
São Vicente no Brasil
Governador da Índia
Portuguesa (1542 a 1545)
O NAVEGADOR PORTUGUÊS
JOÃO RAMALHO (NOMEADO
CAPITÃO-MÓR DAS TERRAS
DO PLANALTO)
NAUFRAGARA NO LITORAL
DO SUDESTE EM 1512 E
VIVEU ENTRE OS NATIVOS
BRASILEIROS POR 20 ANOS.
PROPÕE UM TRATADO DE
PAZ ENTRE NATIVOS (QUE
VIVERÃO NO PLANALTO) E
PORTUGUÊSES (QUE
OCUPARÃO O LITORAL).
1540
FIM DO SISTEMA DE
GOVERNO POR CAPITANIAS
HEREDITÁRIAS
EM 10 ANOS DO SISTEMA
DE CAPITANIAIS SOMENTE 2
DELAS SE DESENVOLVERAM:
PERNAMBUCO E SÃO
VICENTE
O NOVO SISTEMA DE
OS ATAQUES DE NATIVOS
DESTRUIRAM QUASE TODAS
AS TENTATIVAS DE
COLONIZAÇÃO DAS
CAPITANIAS.
O TERRITÓRIO
LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL
- 3DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO
1548 FIM DO SISTEMA DE
CAPITANIAS HEREDITÁRIAS
NO BRASIL
O REI DOM JOÃO III TORNA
O TERRITÓRIO DO BRASIL
EM CAPITANIA REAL E
NOMEIA UM GOVERNADOR
GERAL
REGIÃO DA BAÍA DE
GUANABARA PASSA A SER
CAPITANIA REAL
29/03/1549 CONSTRUÇÃO DE SÃO
SALVADOR (BAHIA) POR
TOMÉ DE OUZA COMO
PRIMEIRA CAPITAL
COLONIAL DO BRASIL NA
CAPITANIA DA BAHIA DE
TODOS OS SANTOS
DOM JOÃO III RESOLVE
ANISITIAR TODOS OS
CRIMES E “PECADOS”
COMETIDOS POR
PORTUGUESES OU HOMENS
BRANCOS NO BRASIL ANTES
DE 1549 (DA CHEGADA DO
GOVERNADOR GERAL),
EXCETO EM 5 CASOS:
HERESIA, SODOMIA,
TRAIÇÃO AO REI, MOEDA
FALSA E MORTE DE HOMEM
CRISTÃO
1º. Governador Geral do
Brasil:
Tomé de Souza
(1549 – 1553)
EM SUAS VIAGENS DE
INSPEÇÃO PELAS VILAS
LITORÂNEAS DO BRASIL
ENCONTROU TODO TIPO DE
CRIMES E “ATOS
PECAMINOSOS”
1552 VIAGEM DE INSPEÇÃO DE
TOMÉ DE SOUZA ÀS VILAS E
PONTOS DO LITORAL
TOMÉ DE SOUZA NAVEGA
PELA BAÍA DE GUANABARA E
RECOMENDA AO REI A
CRIAÇÃO DE UMA VILA NA
REGIÃO.
1555 INVASÃO FRANCESA DO
LITORAL BRASILEIRO
A COROA PORTUGUESA
TENTA DEFENDER-SE DA
INVASÃO DE SUAS
COLÔNIAS ULTRA-
MARINAS.
2º.Governador Geral do
Brasil:
Duarte da Costa
(1553 – 1558)
APESAR DE TER COMBATIDO
TROPAS FRANCESAS COM
400 HOMENS DO
COMANDANTE NICOLAS
DURANT VILLEGAINGNON
OCUPAM A BAÍA DA
LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL
- 4DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO
1555 a 1565 OCUPAÇÃO FRANCESA NO
LITORAL BRASILEIRO, EM
ESPECIAL NA BAÍA DE
GUANABARA
Rei de Portugal:
Dom Sebastião I, o Desejado
(1557 – 1578)
3º. Governador Geral do
Brasil:
Mem de Sá
(1558 – 1572)
LUTA CONTRA OS NATIVOS
ANTOPÓFAGOS NO LITORAL
BRASILEIRO, EM ESPECIAL
NA REGIÃO DA COSTA DO
ATUAL ESTADO DO
ESPÍRITO SANTO
1557 – Henriville era o
nome da vila francesa no
atual território do Rio de
Janeiro com 400 homens
brancos e somente 6
mulheres francesas.
Fundador da vila de São
Sebastião do Rio de Janeiro:
Estácio de Sá
(1565 – 1567)
1/03/1565
FUNDAÇÃO DA VILA DE
SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE
JANEIRO NA PRAIA
VERMELHA (ATUAL
FORTALEZA DE SÃO JOÃO)
POR ESTÁCIO DE SÁ
O OBJETIVO DA COROA
PORTUGUESA ERA GARANTIR
A POSSE DO TERRITÓRIO
BRASILEIRO, MESMO QUE
PORTUGAL NÃO TIVESSE
CONDIÇÕES ECONÔMICAS E
DE RECURSOS HUMANOS
PARA FAZÊ-LO.
Estácio de Sá recruta no
Espírito Santo nativos
Temiminós, que sob a
liderança do cacique
Araribóia, auxiliam na
conquista da Baía da
Guanabara contra as tropas
francesas e os nativos
Tupinambás,
Estácio de Sá, sobrinho do
Governador Mem de Sá, é
encarregado de retomar a
Baía de Guanabara para os
portugueses, e expulsar as
tropas francesas.
20/1/1567
Batalha de Uruçumirim,
travada na foz do rio da
Carioca, entre canoas de
portugueses aliados a
nativos TEMIMINÓS e
nativos TUPINAMBÁS,
aliados aos invasores
franceses.
Nasce nesta batalha o mito
de que São Sebastião teria
aparecido numa nuvem de
Estácio de Sá é ferido no
rosto por uma flechada
durante a batalha de
Uruçúmirim e vem a morrer
em consequência dos
ferimentos.
Seu sobrinho, Salvador
Correia de Sá, assume como
governador da cidade e
sucessor do fundador.
A sede da vila do Rio de
LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL
- 5DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO
1567
TRANSFERÊNCIA DA VILA
DO RIO DE JANEIRO PARA
O MORRO DE SÃO
JANUÁRIO
ESTE NOVO NÚCLEO
PASSOU A SER CONHECIDO
COMO “CIDADE NOVA”,
ENQUANTO ALGUNS
MORADORES
PERMANECERAM NO
NÚCLEO DA PRAIA
VERMELHA, CHAMADA DE
CIDADE VELHA
CONSTRUÇÃO DA
FORTALEZA DE SÃO
SEBASTIÃO, COM IGREJA
DO MESMO NOME, NO
ALTO DO MORRO, QUE
PASSA A SER CONHECIDO
COMO MORRO DO
CASTELO
LADEIRA DA MISERICÓRDIA
– PRIMEIRA RUA DE
ACESSO AO MORRO DE
SÃO JANUÁRIO, QUE
A COROA PORTUGUES
ENTENDE QUE A DEFESA DO
SEU TERRITÓRIO NO NOVO
MUNDO É PEÇA
FUNDAMENTAL NO JOGO
POLÍTICO E ECONÔMICO DA
EUROPA.
PORTUGAL É UMA PAÍS
EUROPEU DE PEQUENAS
DIMENSÕES E SUA EXPANSÃO
COMO IMPÉRIO SÓ SE FAZ
POSSÍVEL GRAÇAS ÀS
CHAMADAS “GRANDES
NAVEGAÇÕES” ONDE
ALARGAM-SE AS
POSSIBILIDADES DE
CONQUISTAS DE NOVOS
MERCADOS ATRAVÉS DE
MONOPÓLIOS COMERCIAIS.
O QUE AS CHAMADAS
REPÚBLICAS MARINHEIRAS
(GENOVA, VENEZA, RAGUSA,
ETC) FIZERAM NA IDADE
MÉDIA NO MAR
MEDITERRÂNEO, OS
NA VISÃO DOS
PORTUGUESES, O ENTÃO
INEXPLORADO TERRITÓRIO
BRASILEIRO ERA UM
DESAFIO A SER VENCIDO
PARA QUE ESTAS TERRAS
REPRESENTASSEM ALGUM
RETORNO FINANCEIRO À
METRÓPOLE.
O BRASIL ERA A
OPORTUNIDADE DE
ENRIQUECIMENTO PARA A
NOBREZA PORTUGUESA,
QUE POUCO INVESTIA NO
DESENVOLVIMENTO DESTAS
TERRAS, MAS ALMEJAVA
CONSEGUIR GRANDES E
EXPRESSIVOS RESULTADOS
NESTAS TERRAS E
REALOCÁ-LOS EM
PORTUGAL.
TRANSFERÊNCIA DA SEDE
DA VILA DO MORRO DE
URUÇUMIRIM (ATUAL
OUTEIRO DA GLÓRIA) PARA
O MORRO DE SÃO
JANUÁRIO COM A
CONSTRUÇÃO DA
FORTALEZA DE SÃO
SEBASTIÃO.
POR CONTA DESTA
FORTALEZA , O MORRO DE
SÃO JANUÁRIO PASSOU A
SER CONHECIDO COMO
MORRO DO CASTELO, ATÉ
1992, QUANDO O MORRO
FOI DEMOLIDO DANDO
LUGAR A CHAMADA
“ESPLANADA DO CASTELO”
OU COMO É ATUALMENTE
CONHECIDO A REGIÃO DO
CASTELO, NO CENTRO DA
CIDADE
LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO
BRASIL - 6DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO
1568
APÓS A VITÓRIA DOS
PORTUGUESES, O CHEFE
INDIGENA TEMIMINÓ,
ARARIBÓIA, RECEBEU DO
GOVERNADOR SALVADOR
CORREIA DE SÁ TERRAS NA
ATUAL REGIÃO DE
NITERÓI, SÃO CRISTOVÃO
E NOVA IGUAÇÚ.
SEM RECURSOS HUMANOS
PARA OCUPAR A VASTA
TERRA BRASILEIRA QUE
DESEJAVA DOMINAR, OS
PORTUGUESES SE VALERAM
DE ALIANÇAS COM POVOS
NATIVOS QUE LHES ERAM
AMISTOSOS.
ALÉM DOS BENEFÍCIOS
ECONÕMICOS, PORTUGAL
DESEJAVA TAMBÉM
“CATEQUIZAR” OS NATIVOS
PARA A FÉ CATÓLICA, DA
QUAL ERA A COROA
PORTUGUESA UMA FIEL
ARDOROSA.
A COLÔNIA BRASILEIRA
VIVIA O CICLO ECONÔMICO
DA EXPLORAÇÃO DE
MONOCULTURAS
AGRÍCULAS, EM ESPECIAL DE
CANA DE AÇÚCAR.
O AÇÚCAR REFINADO NA
EUROPAR ERA UMPRODUTO
MUITO VALORIZADO,
CHEGANDO A SER
CONHECIDO COMO “OURO
BRANCO EM PÓ”.
O EXTRATIVISMO VEGETAL
ERA OUTRA VERTENTE DA
ECONOMIA BRASILEIRA
NESTA ÉPOCA COM A
EXPLORAÇÃO DE EXTRAÇÃO
DE PAU-BRASIL.
OS TEMIMINÓS TINHAM
SUAS TERRAS
ORIGINALMENTE NA ILHA
DE PARANAPUÃ (A MAOIR
DA BAÍA DE GUANABARA
QUE HOJE TEM O NOME DE
ILHA DO GOVERNADOR),
TENDO SIDO EXPULSOS
PELOS TUPINAMBÁS E
PASSARAM A VIVER NA
REGIÃO DO ESPÍRITO
SANTO.
APÓS A TOMADA DA BAÍA
DE GUANABARA, O
GOVERNADOR SALVADOR
CORREIA DE SÁ TOMOU A
ILHA PARA SI E LÁ
INSTALOU UM ENGENHO,
MUDANDO O NOIME PARA
ILHA DO GOVERNADOR.
1573
FUNDAÇÃO DA VILA DE
SÃO LOURENÇO DOS
ÍNDIOS (ATUAL CIDADE DE
NITERÓI), NAS TERRAS
DOADAS PELOS
PORTUGUESES AO CHEFE
ARARIBÓIA, CACIQUE DOS
NATIVOS TEMIMINÓS,
ALIADOS DOS
A PARTIR DE 1581 ATÉ 1640,
A COROA PORTUGUESA SERÁ
UNIFICADA COM A COROA
ESPANHOLA FORMANDO A
UNIÃO IBÉRICA COM O
GOVERNO DE 3 REIS DA
DINASTIA FILIPINA DA
ESPANHA.
O CONTROLE DO ACESSO À
NAVEGAÇÃO DA BAÍA DE
GUANABARA (UM PORTO
NATURAL PARA
EMBARCAÇÕES A VELA) FOI
UMA DAS METAS
ASSEGURADAS PELOS
PORTUGUESES PARA A
OCUPAÇÃO PELOS
LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO
BRASIL - 7DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO
Março 1590
CONSTRUÇÃO DO
MOSTEIRO DE SÃO BENTO
NO RIO DE JANEIRO (antigo
Morro da Conceição – atual
Morro de São Bento)
CHEGADA NA CIDADE DE
UMA DAS MAIS ANTIGAS
INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS
ATÉ HOJE EXISTENTE NA
CIDADE
1599
INVASORES FLAMENCOS
(HOLANDESES), LIDERADOS
POR OLIVER VAN NOORT,
ATACAM A PRAIA DA
AGUADA DOS
MARINHEIROS OU PRAIA
DE URUÇÚMIRIM (FOZ DO
RIO DA CARIOCA), ÚNICA
FONTE DE ÁGUA POTÁVEL
DA CIDADE NA ÉPOCA.
O ATAQUE É REPELIDO
PELA POPULAÇÃO QUE
PASSA A DENOMINAR A
PRAIA COMO PRAIA DO
FLAMENGO
POR ESTA ÉPOCA, PORTUGAL
E ESPANHAM ESTAVAM
SENDO GOVERNADOS PELA
DINASTIA FILIPINA
DOM FELIPE I (1581-1598)
DOM FELIPE II (1598 – 1621)
DOM FELIPE III ( 1621 –
1640)
FORMARAM A UNIÃO IBÉRICA
O BRASIL FOI ATACADO
PELOS HOLANDESES QUE
ESTAVAM INVESTINDO
CONTRA TODAS AS
COLÔNIAS ESPANHOLAS
NAS AMÉRICAS.
A UNIÃO IBÉRICA
ESTABELECIAM QUE O
BRASIL ERA NA PRÁTICA
TAMBÉM UMA COLÔNIA
ESPANHOLA.
1693 DESCOBERTA DE OURO NA
REGIÃO DE MINAS GERAIS
REI DE PORTUGAL DA
QUARTA DINASTIA – OS
BRAGANÇAS
DURANTE QUASE 2
SÉCULOS AS ATIVIDADES
ECONOMICAS DA COLONIA
BRASILEIRA ERAM
AGRÍCOLAS E
EXTRATIVISTAS.
COMO PORTO NATURAL NA
REGIÃO SUDESTE, A BAíA DE
GUANABARA SERÁ O PÓLO
NATURAL DA EXPORTAÇÃO
DE OURO PARA PORTUGAL
LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL - 8
DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO
1704
ABERTURA DO CHAMADO “CAMINHO
NOVO” ENTRE A REGIÃO DAS MINAS
GERAIS E O PORTO DO RIO DE JANEIRO
(ATUAL TRAÇADO DA RODOVIA BR -
040 – RIO DE JANEIRO / BELO
HORIZONTE)
O PRIMEIRO CAMINHO ENTRE
AS MINAS GERAIS E O
LITORAL DO RIO DE JANEIRO
FOI ABERTO EM 1695, E NA
PRÁTICA ERA UMA PICADA
NO MATO PARA TRÂNSITO
DE TROPEIROS DE MULAS.
APÓS 1704, PASSOU A SER
CHAMADO DE “CAMINHO
VELHO”, POIS ELIMINOU O
TRANSPORTE NAVAL DOS
CARREGAMENTOS DE OURO
PELA COSTA DO RIO DE
JANEIRO.
ESTE LITORAL É
ENTRECORTADO DE ILHAS,
QUE SERVIAM DE ABRIGO
PARA ESQUADRAS DE
PIRATAS QUE ATACAVAM AS
EMBARCAÇÕES QUE PARTIAM
DE PARATY COM DESTINO
AO RIO DE JANEIRO, ONDE
ESTAVA A CASA DA MOEDA.
A ATIVIDADE MINERADORA
TRANSFORMOU A REGIÃO
SUDESTE DO BRASIL NO
MAIS VALIOSO TORRÃO
COLONIAL PARA A COROA
PORTUGUESA.
A COROA PORTUGUESA
ENTENDIA A ACUMULAÇÃO
DESTAS RIQUEZAS COMO
UMA “EXTENÇÃO DO
PATRIMÔNIO FAMILIAR DOS
NOBRES PORTUGUESES”,
COBRANDO IMPOSTOS DE
20% SOBRE O OURO
EFETIVAMENTE FUNDIDO NA
CASA DA MOEDA DO RIO DE
JANEIRO.
AS DEMAIS ATIVIDADES
ECONOMICAS DO BRASIL
COLONIA FORAM SENDO
RELEGADAS AO SEGUNDO
PLANO, E INICIA-SE O
PERÍODO ECONÔMICO DO
CICLO DO OURO.
O “CAMINHO NOVO”
TERMINAVA NO PORTO DE
PILAR (ATUAL REGIÃO DO
MUNICÍPIO DE DUQUE DE
CAXIAS), DALIOS
CARREGAMENTOS DE OURO
NAVEGAVAM ATÉ O PORTO
DO RIO DE JANEIRO (PRAÇA
XV) EM ÁGUAS DA BAÍA DE
GUANABARA
A COLONIA DO BRASIL É ELEVADA À
CONDIÇÃO DE VICE-REINO (1704 A
1808), FICANDO O VICE-REI SEDIADO
EM SALVADOR, NA BAHIA, E O
GOVERNADOR GERAL NO RIO DE
PORTUGAL ENRIQUECIA A
“OLHOS VISTOS” E AS DEMAIS
NAÇÕES EUROPEIAS
“INVEJAVAM” TAMANHA
PROSPERIDADE
VILA RICA (ATUAL OURO
PRETO) ERA A CIDADE
MINEIRA MAIS RICA, QUE
TINHA MAIS RIQUEZAS QUE
A CIDADE DE NOVA
A CIDADE DO RIO DE
JANEIRO SE BENEFICIA COM
SUA CONDIÇÃO DE PORTO
MERCANTIL E SEDE DO
GOVERNO GERAL DA
LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO
BRASIL - 9DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO
Agosto de
1710
CORSÁRIO FRANCÊS JEAN
FRANÇOIS DUCLERC E UMA
TROPA DE 1 MIL
SOLDADOS FRANCESES
TENTA UMA 2ª. INVASÃO
AO TERRITÓRIO DA BAÍA
DE GUANABARA E A VILA
DO RIO DE JANEIRO
REI DE PORTUGAL DA
DINASTIA DE BRAGANÇA
DOM JOÂO V, O MAGNÍFICO
(1707 – 1750)
AS TROPAS PORTUGUESAS
CONSEGUEM DETER O
ATAQUE, DERROTAR OS
FRANCESES E MATAR JEAN
FRANÇOIS DUCLERC.
ESTA VITÓRIA PORTUGUESA
DARÁ MOTIVO A
REALIZAÇÃO DA 3ª.
TENTATIVA DE INVASÃO NO
ANO SEGUINTE PELOS
FRANCESES.
Setembro de
1711
NA 3ª TENTATIVA
FRANCESA DE OCUPAÇÃO
DA BAÍA DE GUANABARA,
O CORSÁRIO FRANCÊS
RENÊ DOUGAI –TROUIN
CHEGA AO RIO COM 17 A
18 EMBARCAÇÕES E UMA
TROPA DE 5.764 HOMENS
ESTE ATAQUE FRANCÊS, AO
CORAÇÃO DE UMA DAS MAIS
RICAS COLÔNIAS
PORTUGUESAS PROVOCOU O
ROMPIMENTO DE RELAÇÕES
DIPLOMÁTICAS ENTRE
PORTUGAL E A FRANÇA.
OUTRA EMBARCAÇÃO
FRANCESA SÓ VOLTARIA A
APORTAR NO RIO DE
JANEIRO A PARTIR DE 1713.
O ATAQUE DOS FRANCESES
AO RIO DE JANEIRO
TRAUMATIZOU A
POPULAÇÃO QUE CHEGOU A
INICIAR A CONSTRUÇÃO DE
UMA MURALHA MILITAR,
PORÉM NÃO FOI
TERMINADA.
O ATAQUE FRANCÊS VEIO
POR DOIS FLANCOS, PARTE
DAS TROPAS
DESEMBARCARAM NA ÁREA
DA BARRA DA TIJUCA E
ATACARAM POR TERRA, E
OS DEMAIS VIERAM PELA
ENTRADA DA BAÍA DE
GUANABARA. A CIDADE DO
RIO DE JANEIRO NÃO
ESTAVA PREPARADA PARA
ESTE ATAQUE E CAPITULOU.
OS INVASORES FICARAM
AQUI POR 40 DIAS E
EXIGIRAM RESGATE DA
CIDADE EM DINHEIRO,
AÇÚCAR E GADO.
LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL
- 10DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO
1725 - 1732
CICLO DO OURO E
DIAMANTE NO BRASIL
SÉCULOS XVIII E XIX
GOVERNADOR GERAL DO
RIO DE JANEIRO
LUIS VAHIA MONTEIRO, O
ONÇA
RECUPERA AS ESTRUTURAS
MILITARES DE DEFESA DA
CIDADE E FAZ OUTRAS
BENFEITORIAS URBANAS
1763
TRANSFERÊNCIA DA
CAPITAL COLONIAL DO
BRASIL DE SALVADOR
(BAHIA) PARA RIO DE
JANEIRO.
REI DE PORTUGAL
DOM JOSÉ I
SECRETÁRIO DE ESTADO DO
REINO
MARQUÊS DE POMBAL
(1750-1777)
MARQUÊS DE POMBAL
EXPULSOU OS JESUÍTAS
(QUE TINHAM COLÉGIOS NO
BRASIL) DE PORTUGAL E
SUAS COLONIAS EM 1758.
A LÍNGUA TUPI E O
NHAGATÚ (IDIOMAS
POPULARES DOS NATIVOS
BRASILEIROS) FORAM
PROIBIDAS E O USO DA
LÍNGUA PORTUGUESA
OBRIGATÓRIA NO BRASIL.
PARA MAIOR CONTROLE DA
PRODUÇÃO DE OURO
VINDA DE MEINAS GERAIS
PARA O RIO DE JANEIRO, A
COROA PORTUGUESA
TRANSFERE A CAPITAL
COLONIAL DO BRASIL DE
SALVADOR PARA O RIO DE
JANEIRO.
1780 COMEÇA A EXPANSÃO
TERRITORIAL DA CIDADE
PARA ALÉM DOS LIMITES DA
RUA URUGUAIANA (NO
CENTRO).
LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL
- 11DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO
1808-
1821
CHEGADA DA FAMÍLIA
REAL PORTUGUESA AO
BRASIL EM FUGA DA
INVASÃO NAPOLEÔNICA À
PORTUGAL
1815 – ELEVAÇÃO DO
BRASIL À CATEGORIA DE
REINO UNIDO A PORTUGAL
E ALGARVES
RAINHA DE PORTUGAL
DONA MARIA I, A LOUCA
(1758 – 1816)
PRINCIPE REGENTE
DOM JOÃO VI
ABERTURA DOS PORTOS E
DO COMÉRCIO ÀS NAÇÕES
AMIGAS
CHEGADA DE MAIS DE 15
MIL PESSOAS DE PORTUGAL
PARA A REGIÃO DO RIO DE
JANEIRO, CERCA DE 1/3 DA
POPULAÇÃO ORIGINAL DA
CIDADE.
1822 - 1831 7/09/1822
INDEPENDÊNCIA DO
BRASIL
IMPERADOR DO BRASIL
DOM PEDRO I
RIO DE JANEIRO TORNA-SE
A CAPITAL DO IMPÉRIO DO
BRASIL
1831 - 1840 RETORNO DE DOM PEDRO I
A PORTUGAL
PERÍODO DE REGÊNCIAS
NO BRASIL
AS CORTES PORTUGUESAS
EXIGEM A VOLTA DE PEDRO I
PARA QUE ASSUMA O TRONO
PORTUGUÊS, VAGO COM A
MORTE DE SEU PAI
DOM PEDRO I DEIXA COMO
SUCESSOR DO IMPÉRIO DO
BRASIL SEU FILHO DE 5
ANOS DE IDADE, QUE
ASSUMIRÁ O TRONO AOS
15 ANOS DE IDADE COM O
NOME DE DOM PEDRO II
(MONARCA QUE MAIS
TEMPO REINOU NO BRASIL:
49 ANOS)
PERÍODO ÁUREO DA
ECONOMIA CAFEEIRA NO
ESTADO DO RIO DE
JANEIRO, QUE ESCOA SUA
PRODUÇÃO PELO PORTO
DO RIO DE JANEIRO.
1858 - 1859 1858 – ESTRADA DE FERRO
CENTRAL DO BRASIL
1859 – PRIMEIRO SISTEMA
LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL
- 12DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO
1879 INSTALAÇÃO DO PRIMEIRO
SISTEMA DE ILUMINAÇÃO
PÚBLICA A ENERGIA
ELÉTRICA NO BRASIL:
ESTAÇÃO DA ESTRADA DE
FERRO DOM PEDRO II
1884 INAUGURAÇÃO DA
PRIMEIRA ESTRADA DE
FERRO TURÍSTICA DO
BRASIL: ESTRADA DE FERRO
DO CORCOVADO
1887 ABERTURA DO PRIMEIRO
TÚNEL DO RIO DE JANEIRO
NA RUA ALICE
13/05/1888 ABOLIÇÃO DA
ESCRAVATURA NEGRA NO
BRASIL COM A LEI ÁUREA
AFETOU DIRETAMENTE A
ECONOMIA CAFEEIRA DA
PROVINCIA DO RIO DE
JANEIRO, COM A LIBERAÇÃO
DA MÃO DE OBRA ESCRAVA
O PORTO DO RIO DE
JANEIRO ERA
MUNDIALMENTE
CONHECIDO POR SER UM
DOS MAIS INSALUBRES DO
MUNDO.
EPIDEMIAS DE FEBRE
AMARELA NA CIDADE ERAM
COMUNS NO VERÃO.
15/11/1889 PROCLAMAÇÃO DA
REPÚBLICA
QUEDA DA MONARQUIA E
DO IMPERADOR DO BRASIL
SANEAR E MODERNIZAR O
RIO DE JANEIRO ERA A
META PARA GERAR O
LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL
- 13DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO
1903 - 1905 O PRESIDENTE DA
REPÚBLICA RODRIGUES
ALVES DÁ PLENOS
PODERES AO ENGENHEIRO
FRANCSICO PEREIRA
PASSOS, QUE ASSUME
COMO O PREFEITO DO RIO,
COM TODOS OS PODERES
GARANTIDOS.
O NOVO GOVERNO
RFEPUBLICANO QUER
APAGAR A MEMÓRIA DA
MONARQUIA E DO IMPÉRIO
NO BRASIL.
REFORMAS URBANAS
REPRESENTAM ESTE IDEAL
DE PROMOÇÃO DA RECENTE
REPÚBLICA AOS OLHOS DO
MUNDO.
CÂMARA DOS VEREADORES É
FECHADA PELO GOVERNO
FEDERAL PARA EVITAR OPOSIÇÃO
AOS PLANOS DE REMODELAÇÃO
DA CIDADE, TOCADOS PELO
PREFEITO PEREIRA PASSOS.
É O TEMPO DO “BOTA-ABAIXO”
COM DEMOLIÇÕES DE CENTENAS
DE CASARIOS ANTIGOS E RUAS
ESTREITAS NO CENTRO.
1903 GRANDES REFORMAS
URBANAS NO RIO DE
JANEIRO COM O PREFEITO
PEREIRA PASSOS (1903 A
1906)
CONSTRUÇÃO DO NOVO
CAIS DO PORTO DA
GAMBOA.
1905 CAMPANHA DE VACINAÇÃO
CONTRA A FEBRE AMARELA,
LIDERADA PELO MÉDICO
OSWALDO CRUZ.
1908 CENTENÁRIO DA VINDA DA
FAMIÍLIA REAL AO BRASIL E
ABERTURA DOS PORTOS
NO BRASIL ÀS NAÇÕES
AMIGAS
O BRASIL APRESENTA AO
MUNDO UM RIO DE JANEIRO
COM ASPECTOS EUROPEUS,
COM AS REFORMAS
URBANAS DE PEREIRA
PASSOS (PREFEITO DO RIO)
FEIRA INTERNACIONAL
ORGANIZADA NA REGIÃO
DA URCA DERAM ORIGEM
AOS PRÉDIOS CLÁSSICOS
DO INSTITUTO BENJAMIN
CONSTANT E ATUAL UFRJ.
1912 – 1913 INAUGURAÇÃO DO
BONDINHO DO PÃO DE
AÇÚCAR
LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL
- 14DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO
1920 -1922 DERRUBADA DO MORRO DO
CASTELO NO CENTRO,
SURGINDO A ESPLANADA
DO CASTELO
1922 CENTENÁRIO DA
INDEPENDÊNCIA DO
BRASIL
EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL
DO CENTENÁRIO DA
INDEPENDÊNCIA NA REGIÃO
DA PRAÇA XV
1926 CONSTRUÇÃO DO PALÁCIO
TIRADENTES (ALERJ)
1930 PLANOS DE ALFREDO
AGACHE TRAÇAM AS RUAS
DO RIO DE JANEIRO ATUAL
1936 CONSTRUÇÃO DO
AEROPORTO SANTOS
DUMONT
1941 -1944 CONSTRUÇÃO DA AVENIDA
PRESIDENTE VARGAS E DA
ESTAÇÃO DA CENTRAL DO
BRASIL
1946 CONSTRUÇÃO DA AVENIDA
BRASIL
1950 INAUGURAÇÃO DA TV TUPI
EM SÃO PAULO, A PIONEIRA
NO PAÍS
1948 – 1950 CONSTRUÇÃO
DO ESTÁDIO DO
MARACANÃ PARA A COPA
LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL
- 15DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO
1950 - 1963 CONGRESSO MUNDIAL
EUCARISTICO NO RIO DE
JANEIRO EM 1955
CONSTRUÇÃO DO ATERRO
DO FLAMENGO, MUSEU DE
ARTE MODERNA E
MONUMENTO DOS
PRACINHAS
1961 TRANSFERÊNCIA DA
CAPITAL DO BRASIL DO
RIO DE JANEIRO PARA
BRASÍLIA
A CIDADE DO RRIO DE
JANEIRO, ENTÃO DISTRITO
FEDERAL TORNA-SE
ESTADO DA GUANABARA
1965 REVOLUÇÃO MILITAR DE
1964
OBRAS DE AMPLIAÇÃO DE
AVENIDAS E VIADUTOS NA
CIDADE
1975 FUSÃO DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO COM O
ESTADO DA GUANABARA
O RIO DE JANEIRO PASSA A
SER A CAPITAL DO NOVO
ESTADO DO RIO DE
JANEIRO.
Tinham sido separados
ainda no período imperial
em 1834
1992 O RIO DE JANEIRO É SEDE
DA CONFERÊNCIA MUNDIAL
ECO 92
2007 O RIO DE JANEIRO SEDIA OS
JOGOS OLÍMPICOS
PANAMERICANOS
COPA DO MUNDO DE PARTIDA FINAL DA COPA É
LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL
- 16DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO
2016 GOVERNO DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
DECRETAESTADO DE
CALAMIDADE PÚBLICA NAS
FINANÇAS
IMPEACHMENT DA
PRESIDENTE DA
REPÚBLICA// PRESIDENTE
DA CÂMARA FEDERAL É
PRESO POR CORRUPÇÃO
A CIDADE SEDIA OS JOGOS
OLÍMPICOS E PAROLÍMPICOS
MUNDIAIS.
SISTEMA DE METRÔ É
ESTENDIDO ATÉ A BARRA
DA TIJUCA
IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA
DE BRTs NA ZONA NORTE
DA CIDADE
O RIO DE JANEIRO E SUA
EVOLUÇÃO HISTÓRICA
Em 1565 nasce uma pequena vila de
São Sebastião do Rio de Janeiro, na
entrada da Baía de Guanabara.
Sua fundação por motivos estratégicos
e militares para os portugueses na
época, vai se revelar uma das mais
importantes cidades da América do
Sul e do mundo.
OS NATIVOS
BRASILEIROS
Os povos nativos do Brasil foram mais
detectados na área costeira do país a partir
de 1500. Algo bastante comum, já que as
primeiras vilas portuguesas e tentativas de
colonização do novo território só
alcançavam mesmo a região litorânea.
As incursões exploradoras do interior do
território brasileiro se dá com os
movimentos de “Entradas e Bandeiras” a
partir de 1531.
Na região do Rio de Janeiro tivemos os
grupos de nativos Tamoios (ou Tupinambás)
e os Temiminós. Os primeiros, Tamoios,
eram frontalmente hostis aos portugueses e
aliaram-se aos franceses na baía de
Guanabara. Já os Temiminós eram aliados
ONDE COMEÇOU A CIDADE
Ilha de Paranapuã (atual, Ilha do Governador)
Núcleo urbano inicial da vila de São
Sebastião do Rio de Janeiro
Cidade Velha, na Praia Vermelha, onde a
cidade foi fundada por Estácio de Sá em
1565, próximo à entrada da Baía de
Guanabara. (atualmente na área militar da
Fortaleza de São João, Urca).
Foz do Rio Carioca (Acarioca), única fonte de
água potável na época.
ONDE COMEÇOU A CIDADE
CIDADE NOVA
Morro de São Januário, onde foi construída
pelos portugueses a Fortaleza de São
Sebastião em 1568 (posteriormente
conhecido como Morro do Castelo) .
Ilha de
Villegnagnon
– Forte de
Coligny
1555 –
construído
pelos
franceses
Morro de Uruçúmirim (Outeiro da Glória)
– Núcleo da conquista da Baía de
Guanabara pelos portugueses em 1567.
CIDADE VELHA
Praia Vermelha – Núcleo de fundação da vila de São
Sebastião do Rio de Janeiro em 01/03/1565 por
Estácio de Sá. (atualmente na Fortaleza de São João)
Lagoa Rodrigo
de Freitas
Ipanem
a
Forte de
Copacabana
Corcovado
Pão de
Açúcar
O RIO DE JANEIRO EM 1820
O Morro do Castelo foi desmontado na década de 1920.
MORRO DO CASTELO (1893/1894)
Em cima do morro
estava construída
desde 1568 a
Fortaleza de São
Sebastião do Rio de
Janeiro (daí o nome
de Morro do
Castelo), núcleo
inicial da então
chamada “Cidade
Nova” do Rio de
Janeiro.
O núcleo de
fundação da cidade,
em 1565, onde é
hoje parte da
Fortaleza de São
João, na Urca,
passou a ser
chamada de “Cidade
Velha”.
Ladeira da Misericórdia, principal acesso ao topo do morro do
Castelo
MORRO DO CASTELO (1893/1894)
Morro do Castelo
Igreja São José
Antiga
cadeia
Paço
Municipal
Rua Direita
Igreja Nossa
Senhora do Carmo
MORRO DO
CASTELO
(1893/1894)
O morro do Castelo foi
“desmontado” (era
basicamente um morro
de terra de saibro) por
volta de 1922 e sua
terra usada como parte
do aterro da área
próxima onde hoje está
o Aeroporto Santos
Dumont e a chamada
área do Calabouço.
Na região criou-se a
chamada “Esplanada do
Castelo”, onde nos anos
1930 e 1940 foram
construídos os prédios
ministeriais do governo
de Getúlio Vargas.
O CENTRO ANTIGO DO RIO
1893/1894
Igreja São JoséMorro do Castelo
Mosteiro de São
Bento
Ilha das Cobras
Antiga Cadeia Velha (atual
Alerj)
Mapa do Centro do Rio de Janeiro em 1858
Hotel
Pharoux
Rua e praia de Santa LuziaMorro do Castelo (demolido em 1922)
Atual Praça XV
O
CENTRO
DO RIO
DE
JANEIR0
(ANTES DE
1905)
Traçado da futura Avenida Rio
Branco (antiga Avenida Central
de 1904 a 1912)
Traçado da futura
Avenida Presidente
Vargas (1941 a 1944)
O
CENTR
O DO
RIO
DE
JANEI
RO
(ATUA
L)
REGIÃO DA PRAÇA XV DE
NOVEMBRO
Terreiro da Polé
Praça do Carmo
Praça XV
RUA PRIMEIRO DE MARÇO (APÓS
1875)
Em 1567 foi criada a “Rua Direita do
Carmo para São Bento” (era o nome
completo do logradouro que
popularmente passou a ser chamada
de “Rua Direita” até 1875), ligando o
Largo da Misericórdia (no alto do
então Morro do Castelo, sede do
governo da vila do Rio de Janeiro,
fundada em 1565) ao Morro de São
Bento, onde foi construído no século
XVII o Mosteiro de São Bento. É
considerada a mais antiga rua da
cidade, inicialmente uma estreita
faixa de terra entre os morros e a
praia.
Após 1875, a Rua Direita é
renomeada de Rua Primeiro de
Março em homenagem à data de
1/03/1870, quando foi travada a
Batalha de Aquidabã (nome do
riacho, afluente do rio Paraguai,
onde o ditador paraguaio Francisco
Solano Lopez foi morto pelo cabo do
exército Francisco Lacerda – o Chico
Diabo), com a vitória das forças
aliadas (Argentina, Uruguai e Brasil)
e foi a derradeira batalha que
encerrou a Guerra do Paraguai. Essa
foi, durante 5 anos, o maior conflito
militar da América do Sul e deixou
um saldo de 100 mil mortos de
Rua Direita, atual
Avenida Primeiro
de Março
PRAÇA QUINZE
Um imenso “terreirão” se abria entre o atual Paço
Municipal e porto da então vila do Rio de Janeiro, de
onde desembarcavam as mercadorias e carregamentos
de ouro para a Casa da Moeda (que estava no interior
do Palácio dos Governadores ou atual Paço Municipal).
O local recebia a denominação de “Terreiro da Polé”, e
era uma área de grande agitação popular por estar ali
concentradas as principais atividades econômicas da
cidade na época.
O Chafariz da Pirâmide, construído no século XVIII
pelo Mestre Valentim (Valentim da Fonseca e Silva),
tinha como função trazer água para o abastecimento
dos barcos e seus marinheiros, durante o governo do
vice-rei, Dom Luis de Vasconcelos e Souza, de 1779
a1790.
Nesta época, as caravelas e embarcações a vela não
atracavam no porto, e dependiam de pequenas
embarcações a remo para embarque e desembarque
de pessoas, mercadorias e mantimentos.
Somente no século XIX, com a introdução das
embarcações movidas a motor (a vapor) é que se
iniciou o uso de cais acostáveis, pois as embarcações
tinham mais facilidade de manobra na água.
O “terreiro da Polé” muda de nome após a
Proclamação da República, homenageando a data
quando foi realizada; 15 de novembro. Popularmente,
ficou conhecida como Praça XV.
CAIS DO
PHAROUX 1
Primeiro hotel decente que foi
aberto em 1825 na cidade do Rio de
Janeiro: Pharoux
Cais de carga na Praça
XV, Cais do Pharoux
Chafariz do Mestre Valentim
CAIS DO
PHAROUX 2
Herói de guerra em Marselha, onde lutara ao lado de Napoleão Bonaparte, o francês LOUIS DOMINIQUE
PHAROUX veio refugiar-se no Rio de Janeiro, onde chegou em 1816. O Rio de Janeiro era uma cidade pequena
e desorganizada que vira a chegada da família real apenas 8 anos antes, em 1808.
Em 1817, na rua da Quitanda, o empreendedor francês Pharoux inaugura na cidade o primeiro hotel decente
da cidade (Hotel Pharoux), que na prática era mais um restaurante e posteriormente oferecia quartos. Em
1838, o estabelecimento já como hotel é transferido para um prédio na Rua Fresca (nas proximidades da
atual Praça XV de Novembro, na área onde está hoje o prédio anexo da Alerj). O hotel Pharoux era um
estabelecimento mais próximo do padrão de hotéis de luxo europeus para a época. Oferecia serviços de
banhos (um verdadeiro luxo, numa cidade onde nem havia o hábito do uso de banheiros) Sua proximidade à
Praça XV era para aproveitar a potencial clientela que chegada no único porto da cidade que datava de 1779,
tendo sido construído pelo vice-rei Dom Luis Vasconcelos, e contava como fonte de água potável e fresca o
chafariz de Mestre Valentim, que gratuitamente abastecia as embarcações.
Louis Pharoux voltou para a França, onde faleceu em 1867, mas a partir de 1842 com o incremento do
comércio do café e o transporte das sacas por embarcações, foi feita uma modernização na área da Praça XV
de Novembro e o novo cais que tinha o nome de Cais do Paço (em homenagem ao Paço dos Governadores,
atual Paço Municipal) tomou o nome de Cais do Pharoux.
Em 1889 é criada a companhia Cantareira e Viação Fluminense que passou a operar as barcas a vapor ligando
o Rio de Janeiro a Niterói, o serviço de bondes de tração animal e transporte de água potável para Niterói.
Entre 1903 a 1908 novos melhoramentos portuários, com aumento e modernização do Cais do Pharoux e até
mesmo a operação de novas barcas a vapor. No governo do Marechal Hermes da Fonseca, entre 1910/1914,
foram implantadas várias obras de melhorias e ampliações das instalações portuárias do Rio de Janeiro.
HOTEL PHAROUX (1838 A
1858)
(NA RUA FRESCA, 3 –
PRAÇA VX)
Fundado em 1817 pelo francês Louis
Pharoux, inicialmente como um
restaurante (de excelente comida e vinhos
franceses), e a partir de 1838 como
restaurante e hotel (localizado na atual
Praça XV de Novembro), é considerado o
primeiro estabelecimento de hospedagem
de qualidade (entenda-se “padrão
europeu da época) a funcionar na cidade
do Rio de Janeiro. Tinha sala de jantar
com capacidade para 80 pessoas.
Com a chegada da família real portuguesa
(e cerca de 10 mil pessoas
acompanhantes da nobreza) ao Rio de
Janeiro em 1808, não havia
estabelecimentos de hospedagem de boa
qualidade na cidade (somente
hospedarias muito precárias).
A abertura dos portos às “Nações
Amigas”, decretada em 1808 pelo
príncipe regente Dom João VI, acabou
transformando o precário porto do Rio
num centro de entreposto de
mercadorias, visitado por navios
estrangeiros.
Nesta época, os estrangeiros que não
tivessem carta de recomendações para
hospedagem em terra (em casa de
famílias) pernoitavam nas suas próprias
embarcações, para evitar os ratos e
mosquitos e infestavam a cidade e as
precárias hospedarias. Funcionou como
hotel até 1858.
O PAÇO
MUNICIPAL
Um dos mais antigos prédios ainda de pé no
Centro do Rio de Janeiro é o chamado Paço
Municipal (ou Palácio Municipal).
O prédio data do século XVIII tendo sido
construído pelo então governador Gomes Freire
de Andrade, o Conde de Bobadela, que
governou o Rio de Janeiro entre 1733 e 1763.
No princípio a construção apenas o piso térreo e
ali funcionou a Casa da Moeda, onde toda a
produção de ouro extraído das Minas Gerais
deveria ser fundido em barras e dos quais se
cobrava o imposto real de 20% sobre a
produção (popularmente conhecido como o
QUINTO).
Foi também o Palácio dos Governadores, já que
em 1763 a capital do Brasil Colônia foi
transferida por ordem real da cidade de
Salvador na Bahia para o Rio de Janeiro.
O Palácio também abrigou a família real
portuguesa a partir de 1808, quando a sede do
império português foi transferida para o Rio de
Janeiro, e desta forma o edifício sofreu
inúmeras alterações arquitetônicas e ampliações
de mais andares.
Era considerado o prédio que mais tinha janelas
de vidro em toda a cidade do Rio de Janeiro.
Vidraças eram produtos muito caros para a
época, e só as construções de nobres podiam
ostentar tal requinte.
PRAÇA XV – IGREJA
NOSSA SENHORA DO
CARMO
A Igreja de Nossa Senhora do Carmo foi construída entre
1761 e 1770, com obras a cargo do Mestre Manuel Alves
Setúbal, em substituição à Capela de Nossa Senhora do Ó
que datava de 1590.
A sua decoração em talha de madeira dourada começou a
ser feita em 1785 pelo Mestre Inácio Ferreira Pinto.
Este sítio era anexo ao Convento da Ordem do Carmo, uma
das mais antigas instituições religiosas da cidade que se
estabeleceram ali em 1590, somente 25 anos após a
fundação da vila do Rio de Janeiro.
Devido a sua proximidade ao então chamado Paço dos
Vice-Reis (atual Paço Municipal), a partir de 1808, com a
chegada da família real portuguesa e sua corte, os prédios
do Convento da Ordem do Carmo foram também utilizados
como Casa de Despachos da corte portuguesa.
A própria rainha de Portugal, Dona Maria I (também
conhecida como “A Louca”), foi instalada no prédio do
convento, que na época era ligado por um passadiço
elevado atravessando a Rua Direita (atual, Avenida Primeiro
de Março), demolido em 1890.
Por ser a igreja mais próxima do palácio, o príncipe regente,
Dom João VI, a designou como Capela Real em 1808 e
pouco mais tarde, tornou-se a Catedral do Rio de Janeiro
até o ano de 1976.
Em 1816, com a morte de Dona Maria I, seu filho Dom João
VI foi sagrado rei nesta igreja. E em 1817, o Príncipe Dom
Pedro I casa-se com a Princesa Leopoldina, da Áustria, em
cerimônia pomposa nesta igreja.
Popularmente, é uma das mais concorridas na cidade para
cerimônias de casamentos.
O aspecto atual da fachada da igreja data de 1905 (com a
construção da torre) e de 1910, com a construção do
PRAÇA XV – PALÁCIO
TIRADENTES
O prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro
(Alerj) data de 1926 e tem o nome de Palácio
Tiradentes.
O primeiro prédio no local funcionou a partir de 1640
como Câmara Municipal e no piso inferior era a
“Cadeia Velha”, onde o “Inconfidente” Tiradentes
(Joaquim José da Silva Xavier) ficou preso por 3 anos
até ser condenado à forca em 21 de abril de 1792.
Em 1808, com chegada da família real portuguesa ao
Rio de Janeiro, o prédio foi transformado em
acomodações para a criadagem de Dom João VI.
A partir de 1822, passa por reformas e passa ser a
sede da Assembleia Geral Constituinte do Brasil, e
funcionou como Câmara dos Deputados até 1914
Em 1922, a antigo prédio é demolido e o atual
Palácio Tiradentes é construído e inaugurado em
1926.
Em 1960, com a mudança da capital do Rio de Janeiro
para Brasília, deixa de ser a sede da Câmara dos
Deputados.
De 1960 a 1975, foi sede da Assembleia Legislativa
do Estado da Guanabara.
A partir de 1975, com a fusão da Guanabara ao Rio
de Janeiro, tornou-se a sede da Assembleia
Arquitetura em estilo eclético, com figuras decorativas
alusivas à Independência e ao período Republicano do
Brasil
IGREJA DA
ORDEM
TERCEIRA DE
NOSSA SENHORA
DO CARMO
As duas
igrejas, em
frente à Praça
XV, fazem
parte do
complexo de
edifícios
históricos
que
formavam o
Convento do
Carmo, que
sofreu
modificações
arquitetônica
s nos anos
1960 com a
construção
do moderno
prédio da Rua
da
Assembleia,
N.S. do Carmo
antiga Sé e
N.S. do Monte do
Carmo
IGREJA DA ORDEM
TERCEIRA DE
NOSSA SENHORA
DO CARMO
O Convento do Carmo foi estabelecido em 1589 no terreno ao lado
do atual Paço Municipal (na época, Paço dos Governadores) por
doação da Câmara da cidade a Frei Pedro Viana e aos irmãos
carmelitas da então Capela de Nossa Senhora do Ó.
Em 1611, a irmandade recebe o terreno vizinho (ainda não existia a
rua Sete de Setembro) e em 1619 constroem o Convento.
Da primitiva capela, começa a ser construída a atual igreja entre
1761 a 1776.
Com a chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro em
1808, parte dos prédios do convento foi confiscada pelo príncipe
regente Dom João VI, que ali instalou a residência de sua mãe, a
rainha de Portugal, Dona Maria I (a Louca), que ali viveu por 8 anos,
até sua morte em 1816.
Também a partir de 1808, a igreja passou a ser considerada Capela
Real Portuguesa e sede Episcopal da Arquidiocese de São Sebastião
do Rio de Janeiro ( condição que permaneceu até 1976, quando foi
transferida para a moderna catedral metropolitana de São Sebastião
do Rio de Janeiro – daí o nome de Antiga Sé).
20/03/1816 – Sagração de Doma João VI como rei de Portugal, Brasil
e Algarves, após a morte de sua mãe, a rainha Maria I, a louca.
06/11/1817 – Cerimônia de casamento religioso entre o Príncipe
Dom Pedro (futuro Imperador Dom Pedro I) e a princesa austríaca (e
futura imperatriz), Dona Leopoldina de Hapsburg.
Set 1822 – Após a proclamação da Independência, passou à
condição de Capela Imperial, por ordem de D. Pedro I, que foi
consagrado ali como imperador (assim como Dom Pedro II,
consagrado imperador em 1831)
15/10/1864 – Cerimônia de casamento religioso da Princesa Isabel e
o Conde D’Eu.
IGREJA DA
ORDEM
TERCEIRA DE
NOSSA
SENHORA DO
CARMOA Irmandade da Ordem Terceira da Nossa Senhora
do Carmo estabeleceu-se na cidade em 1648 e em
1661 assumiu a capela da Paixão de Cristo.
Em 1752 foram lançados os planos de construção
da igreja atual, mas sua construção foi realizada
entre 1755 a 1770.
1772 a 1800 – A igreja recebe obras do Mestre
Valentim, o que a torna um dos melhores
exemplos da estilo rococó no Brasil.
Em seu altar há uma rara imagem de Santa
Emericiana, a bisavó de Jseus Cristo.
CONVENTO DO CARMO
O Convento do Carmo foi
estabelecido na cidade em 1589
pelo Frei Pedro Viana e irmãos
carmelitas.
Receberam a doação do terreno
em frente da Câmara Municipal e
assumiram a capela de Nossa
Senhora do Ó.
O prédio do convento foi
construído em 1619, mas do
prédio original restou apenas um
bloco, atualmente ocupado pela
Universidade Cândido Mendes
(UCAM).
Entre 1808 e 1816, ali residiu a
rainha de Portugal e do Brasil,
Dona Maria I, a louca, e mãe de
Dom João IV.
IGREJA SÃO JOSÉ
A atual igreja católica foi construída em estilo colonial
entre 1808 e 1842 e substituiu a primeira igreja original,
datada do século XVII, que foi construída frente ao mar e
fachada para a Rua da Misericórdia (que situava-se aos
fundos da atual igreja). A atual fachada está na Rua
Primeiro de Março.
É uma das primeiras igrejas da cidade, mas a
documentação referente à primeira igreja original foi
perdida durante a ocupação francesa de 1711, quando
tropas corsárias de Renê Dougai Troin atacaram e tomaram
a então pequena vila do Rio de Janeiro.
Tradicionalmente, é uma igreja colonial bastante usada
para cerimônias de casamentos tradicionais. São José é o
padroeiro das famílias.
IGREJA DA IRMANDADE
SANTA CRUZ DOS
MILITARES
Localizada na Rua Primeiro de Março 36, a atual
igreja teve sua construção entre 1780-1811 no
estilo barroco e neoclássico, tendo sido inaugurada
por Dom João VI.
A Irmandade surgiu entre 1623 e 1628, reunindo
militares do exército português que criaram a
entidade para auxílio mútuo e local para enterro
dos militares falecidos e construíram uma capela. O
nome teve origem no Forte de Santa Cruz, que ali
existia no século XVII, e estava desativado como
unidade militar.
Entre 1703 e 1733, a capela original tornou-se
também a Catedral da cidade, em substituição à
Igreja de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Por duas vezes foi elevada à condição de Igreja
Imperial em 1828 (com Dom Pedro I) e 1840 (com
Dom Pedro II), quando sofreu o primeiro grande
incêndio que destruiu a decoração interna original
feita pelo Mestre Valentim. Em 1923 outro incêndio
chegou a destruir o seu altar-mor.
Sua fachada é uma réplica dos Templo dos Mártires
de Lisboa, Portugal.
ARCO
DO
TELE
S
Localiza-se na Praça XV de Novembro, 34, o único
casarão construído no século XVIII que restou de um
grande incêndio de 1790.
O casarão e muitos dos prédios ao seu redor eram
propriedade do juiz dos órfãos FRANCISCO TELLES DE
MENEZES e sua família (daí origem do nome: Arco do
Telles). A partir de 1738, com a construção da Casa dos
Governadores (atual Paço Municipal), a região da então
Praça do Carmo (atual Praça XV), passou a ser uma
região valorizada. O juiz comprou terrenos ali e
construiu várias casas para aluguel à comerciantes e
membros da classe alta da cidade na época.
O prédio dos Arcos (que liga a Praça XV a Travessa do
Comércio, na época chamada de Mercado do Peixe)
chegou a ser sede do Senado da Câmara (a Câmara dos
Vereadores da época).
No interior dos Arcos, uma imagem de Nossa Senhora
dos Prazeres era também exibida aos devotos.
Tradicionalmente, residiam ali imigrantes portugueses.
Em 1790, um incêndio devastou a maior parte dos
prédios (só sobraram os arcos), e os residentes mais
ricos dali se afastaram. A área entrou em decadência,
passando a ser residência de imigrantes pobres,
prostitutas e pessoas de “má fama”.
TRAVESS
A DO
COMÉRCI
O
Tinha o nome de Travessa do Mercado do Peixe e desde 1730 era uma região
de mascates portugueses ricos. É acessível através do Arco do Teles, da antiga
praça do Carmo (atual praça XV de Novembro) e antiga rua da Cruz (atual rua
do Ouvidor).
Depois do incêndio de 1790, grande parte dos prédios foram destruídos, e os
que sobraram passaram a ser habitados por famílias mais pobres e por
prostitutas, período em que a região viveu grande declínio social e econômico,
porém sem deixar de ser um reduto de imigrantes portugueses.
A família da cantora popular brasileira nos anos 1930 e 1940, CARMEM
MIRANDA (nascida em Portugal e batizada de Maria do Carmo Miranda Cunha)
residiu no prédio número 13, por seis anos (de 1925 a 1931), na sua
adolescência, e a mãe da cantora mantinha ali uma pensão, fornecendo
“quentinhas” de alimentação. O local é atualmente um restaurante, visto que a
maioria dos prédios, a partir do século XX tornou-se um reduto de boemia e
de bares da cidade.
IGREJA NOSSA
SENHORA DA LAPA
DOS MERCADORES
Segundo a lenda,
uma imagem de
Nossa Senhora foi
escondida por
freiras portuguesas
de um mosteiro em
Quintela numa gruta
(lapa), tentando
escapar da invasão
muçulmana da
península Ibérica no
século VIII, que
destruíam as
imagens católicas.
Anos mais tarde a
imagem foi
descoberta por uma
pastora muda que
recuperou a voz.
Considerado um
milagre, a devoção
cresceu e a santa
tornou-se padroeira
dos mercadores e
comerciantes.
Na Rua do Ouvidor,
35, próxima à atual
Travessa do
Comércio, o
primeiro oratório á
santa foi erguido em
1743 por
comerciantes da
região.
Em 1747, torna-se
uma irmandade e
igreja e em 1750 já
Foi a primeira igreja da cidade a
receber um carrilhão (com 12
sinos fundidos em Lisboa), antes
mesmo da Igreja São José. Tem
cúpula elíptica.
Em 1766 sua decoração interna
estava pronta em estilo Rococó
tardio. Talhas de madeira de
Antônio de Pádua Castro e
estuques de Antônio Alves Meira.
Em 1893, durante a Segunda Revolta da Armada um tiro do encouraçado Aquidabã
acertou e danificou a torre da igreja. Tais destroços estão na expostos na Sacristia.
CENTRO
CULTURAL DOS
CORREIOS
O centro cultural foi inaugurado
oficialmente em 1993, mas já em 1992
apresentou exposições por ocasião do
evento internacional ECO 92, encontro de
autoridades sobre meio-ambiente.
O prédio foi construído em 1922 para ser a
escola de navegação do Lloyd Brasileiro de
Navegação, porém jamais cumpriu essa
função, e foi destinado como sede central
do Departamento de Correios e Telégrafos
na cidade do Rio de Janeiro durante 50
anos, sendo desativado para esse fim na
década de 1980.
CENTRO CULTURAL
BANCO DO BRASIL
(CCBB)
O prédio da Rua Primeiro de Março, 66, de estilo neoclássico
teve sua pedra fundamental lançada em 1880 e em 1906 era
a seda da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Entre
1920 a 1960, tornou-se a sede central do Banco do Brasil,
quando a capital federal foi transferida para Brasília (e a sede
do BB mudou para lá também).
Dos anos 1960 aos anos 1980, o prédio abrigou apenas a
agência bancária do Centro da cidade da mesma instituição.
Em 1989 foi inaugurado o CCBB que tem 19.243 metros de
área construída, e mantém programação de exposições e
eventos culturais.
CASA FRANÇA BRASIL
Um dos primeiros prédios neo-clássicos do país, foi projetado
e construído pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny (da
Missão Francesa de 1816) entre 1819 e 1820, a pedido do
príncipe regente Dom João VI, que ali instalou a primeira praça
do Comércio da cidade, mas em 1824 iria abrir a Alfândega do
porto do Rio. Somente em 1852 passará por uma primeira
reforma.
Ficou um período como depósito da Alfândega e entre 1956 a
1978 sediou o 2º. Tribunal de Júri.
Em 1990 foi novamente reformado e reabriu como Centro
Cultural, como forma de preservação do patrimônio
arquitetônico da cidade, numa iniciativa dos governos
brasileiro e francês.
IGREJA DE NOSSA
SENHORA DA
CANDELÁRIA
Localizada na atual Praça Pio X, foi construída inicialmente
em 1609, pelo casal português Antônio Martins Palma e
Leonor Gonçalves, como forma de agradecimento por não
terem naufragado numa viagem marítima a bordo de uma
embarcação de nome “Candelária”.
Em 1710, quase cem anos depois, foi reformada e somente
em 1775 o engenheiro militar português Francisco João
Roscio inicia sua ampliação que deu origem a atual forma
da igreja. Ficou pronta em 1811, mas com apenas 1 nave
central.
As mais representativas ampliações datam de 1856, quando
recebeu a decoração exuberante. Sua cúpula, com altura de
62,24 metros, era a construção mais alta da cidade na
época.
A igreja é a preferida para cerimônias de casamento
pomposas, devido ao seu tamanho e decoração interna com
pinturas de grandes artistas.
Como era de praxe na época, suas portas frontais apontam
para o mar. Com a construção da Avenida Presidente
Vargas na década de 1940, projetou-se a transposição de
AVENIDA PRESIDENTE VARGAS
(CONSTRUÇÃO EM 1942)
Idealizada pelo
Presidente
Getúlio Vargas,
o traçado da
avenida foi
inspirado no
padrão de vias
similares,
construídas
pelo Partido
Nazista na
Alemanha, com
grande
precisão nas
proporções
matemáticas de
suas pistas e
AVENIDA PRESIDENTE VARGAS
(INAUGURADA EM 7/9/1944) –
EXTENSÃO: 3,5 KM
REGIÃO DA PRAÇA MAUÁ
MOSTEIRO DE SÃO
BENTO (IGREJA DE
NOSSA SENHORA DO
MONTESERRAT)
Foi fundado em 1590 por monges
beneditinos vindos de Salvador na Bahia
(425 anos em 2016). É uma das mais
tradicionais igrejas católicas da cidade
no estilo barroco e rococó, construída
de 1617 a 1671.
O colégio São Bento foi fundado em
1858.
MOSTEIRO DE SÃO BENTO
E O ARSENAL DE
MARINHA
O Arsenal de
Marinha foi fundado
em 1763, quando a
capital colonial do
Brasil mudou de
Salvador (BA) para o
Rio de Janeiro (RJ).
A primeira
embarcação ali
construída foi a nau
Dom Sebastião,
finalizada em 1767.
O principal objetivo
era fazer reparos
em navios da
marinha portuguesa
e em 1808 passou a
denominar-se
Arsenal Real da
Marinha.
A partir de 1820
suas instalações
PRAÇA
MAUÁ
Construída entre
1904/1910, a praça marca o
início do Cais do Porto do
Rio e da Avenida Rio Branco
(na época, denominada
Avenida Central) e recebe o
nome em homenagem ao
empreendedor pioneiro do
Brasil, Irineu Evangelista de
Souza, o Barão de Mauá. Foi
restaurada e reinaugurada
em 6/7/2015
BARÃO DE MAUÁ
(ESTÁTUA DE ...)
Irineu Evangelista de Souza, o Barão
de Mauá (1853) e Visconde de Mauá
(1874), (Arroio Grande, RS,
28/12/1813//Petrópolis, RJ,
21/10/1889), foi comerciante,
armador , industrial e banqueiro
brasileiro.. Pioneiro em várias
frentes comerciais e industriais do
país. Fez a primeira fundição de
ferro no país, assim como o
primeiro estaleiro e a primeira
estrada de ferro do país (a estrada
de ferro Barão de Mauá no Rio de
Janeiro).
Em 1910, com a inauguração da
praça com seu nome, o Clube de
Engenharia do Rio de Janeiro ergueu
MUSEU DO
AMANHÃ (PROJETO DE
SANTIAGO CALATRAVA)
O antigo píer de atracação
de navios de passageiros
do Cais do Porto,
construído na década de
1950, deu lugar ao
projeto arquitetônico do
espanhol Calatrava.
O museu se insere na proposta de renovação do espaço
público da Praça Mauá por ocasião das Olimpíadas de 2016,
sendo uma das mais destacadas atrações da chamada “Orla
Conde”, uma área de passeio de pedestres entre a Praça
Mauá e a Praça XV.
MUSEU DE
ARTE DO RIO
(MAR)
O MAR foi aberto em 2013 na reformulação de 2 prédios já
existentes: o palacete Dom João VI e o antigo terminal
rodoviário “Mariano Procópio”. Dispõe de uma cobertura
“fluida” de 2.300 m2 e área total do museu é de 11.240 m2.
EDIFICIO “A
NOITE”
(JOSEPH GIRE)O primeiro “arranha-céu” a ser construído no Brasil,
entre 1927 e 1929 e usando a técnica de utilização de
concreto armado, o edifício “Joseph Gire” (nome do
arquiteto francês que o projetou e também fez o
projeto de construção do Hotel Copacabana Palace) é
popularmente conhecido como edifício “ A NOITE”
(nome do jornal que manteve ali sua sede e redação
de 1929 a 1937), embora em 1937 tenha sediado
também os estúdios ( no último nadar) da
popularíssima Rádio Nacional até 2012.
Com seu estilo “arte-decô”, 22 andares e 102 metros
de altura o prédio destacava-se na paisagem urbana
da cidade na década de 1930. Foi considerado o mais
alto prédio da América Latina até 1934, quando foi
construído na cidade de São Paulo, o Edifício
Martinelli (com 30 andares e 130 metros de altura e o
mais alto do Brasil e da América Latina até o ano de
1947). Localiza-se na Praça Mauá, no início da
Avenida Rio Branco.
O imóvel pertence ao órgão governamental, Instituto
Nacional de Propriedade Industrial, e foi tombado
pelo IPHAN em 2013 como patrimônio arquitetônico
AVENIDA RIO
BRANCO
(AVENIDA CENTRAL – DE 1904 A 1912)
A grande avenida de 1.800 metros de extensão e
33 metros de largura, que corta o centro da
cidade de norte a sul desde a Praça Mauá até a
Cinelândia, foi o primeiro resultado do projeto de
grandes reformas urbanas e sanitárias
empreendidas pelo então Prefeito da cidade
Pereira Passos e pelo Presidente do Brasil,
Rodrigues Alves.
Em apenas 6 meses de obras (de março a
setembro de 1904) foram derrubadas 641 casas
coloniais do Centro para a criação da avenida, que
foi inaugurada em 7/9/1904 e aberta ao tráfego
em 15/11/1904 aos gritos populares de “Vivre la
France”! A avenida fora construída comoum
“boulevard francês” e batizada de Avenida Central.
Com a morte do Barão do Rio Branco, José Maria
da Silva Paranhos Júnior, o fundador da
diplomacia brasileira ainda nos tempos do
Império, a avenida mudou de nome em
21/02/1912, dez dias após o falecimento do
Praça
Mauá
CInelândia Prédio “A Noite”,
construção de
1927 a 1929
AVENIDA CENTRAL
(1903)
AVENIDA RIO BRANCO
(APÓS 1912)
Na foto de Malta, de 1903,
ainda podemos ver o
atualmente extinto Morro do
Castelo nos arredores da atual
área da Cinelândia.
A eliminação de morros no
centro do Rio de Janeiro era
vista como uma questão de
saúde pública também. O
ambiente úmido da cidade e
as altas temperaturas no verão
propiciavam vetores
(mosquitos) para
disseminação de doenças (na
AVENIDA CENTRAL
(1904)
(AVENIDA RIO BRANCO – APÓS 1912)
A Avenida Central foi o modelo
de cidade europeia moderna a
ser implantada nos trópicos.
A primeira geração de edifícios
da avenida tinham como modelo
a arquitetura de Paris, França,
implantada nas reformas
urbanas do Barão Hausemann no
final do século XIX.
AVENIDA RIO BRANCO (DÉCADA DE
1930)
Ao longo de quase 120 anos de existência, os edifícios da avenida foram sendo transformados e a
maioria descaracterizou-se do padrão “parisiense” como podemos notar pelas fotos da avenida na
década de 1930.
IGREJA DE SANTA
LUZIA
(RUA SANTA LUZIA 490)
A igreja é considerada das mais
antigas do Rio. Em dezembro de
1519 (antes da fundação da cidade),
o navegador Fernão de Magalhães
teria se casado ali com a mameluca
Luzia, tendo sido a capela erguida
para a cerimônia de núpcias e ali
deixado a imagem de Nossa Senhora
dos Navegantes.
Em 1565, o fundador da cidade,
Estácio de Sá trouxe a imagem de
Santa Luzia e deixou na capela.
Já em 1592, os franciscanos passam a
administrar a capela, que é ampliada
em 1752.
A capela de Santa Luzia era a beira-mar. Em 1817, o rei Dom
João VI manda construir a rua de Santa Luzia (em pagamento
a uma promessa à Santa Luzia por curar uma doença nos
olhos de um filho) para facilitar o acesso ao Convento da
Ajuda (que era na atual Cinelândia).
Com o aterro do desmonte do morro do Castelo, a linha de
praia distanciou-se da Igreja.
PETIT TRIANON DA
ABL
O prédio da sede da Academia Brasileira de
Letras na atual Avenida Presidente Wilson foi
originalmente construído em 1922 para ser o
pavilhão da França, durante a Exposição
Internacional realizada naquele ano no Rio de
Janeiro, em comemoração ao centenário da
Independência do Brasil. Em 1923, o governo
francês doou o prédio sem uso para a ABL,
que passou a ter uma sede para suas
reuniões.
É uma cópia do mesmo palácio (foto acima),
chamado de Le Petit Trianon, que existe na
cidade de Versailles na França, construído
entre 1762 e 1768 pelo rei francês Louis XV
para sua amante, Madame Pompadour (que
morreu em 1764, sem ter visto o pequeno
palácio inaugurado). O palácio francês foi
inaugurado pela 2ª. Amante do rei, Madame
EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE
1922 NO RIO DE JANEIRO
Antiga Avenida das
Nações é a atual
Avenida Presidente
Wilson
SANTA CASA DA
MISERICÓRDIA
(HOSPÍCIO DE PEDRO II)
Com sua sede na Rua
Santa Luzia 206 foi
fundada em 1582 pelo
padre José de Anchieta e
suas instalações foram
ampliadas em 1587 pelo
então governador Mem
de Sá. O prédio atual
começou a ser construído
em 1842 e sua
inauguração data de
1852.
Foi o primeiro hospital
escola do país e casa de
serviços de assistência
social aos desvalidos da
época, incluindo meninas
órfãs. Até 1839, eram ali
enterrados cerca de 3 mil
Praia de Santa Luzia
Igreja de Santa Luzia
SANTA CASA DA MISERICÓRDIA
(PRAIA DE SANTA LUZIA EM 1858)
Uma das mais antigas
instituições do Brasil
colônia teve sua origem
na irmandades de Santa
Casas que existia em
Portugal, com os
mesmos objetivos de
serviços aos mais
necessitados.
O prédio de 1858 foi
inaugurado na gestão do
provedor da Santa Casa,
José Clemente Pereira
(gestão de 1838 a 1864).
Seu estilo arquitetônico
neoclássico é influência
do arquiteto francês
Gradjean de Montigny,
que foi professor do
arquiteto do prédio, José
Maria Jacinto Rebelo
(autor do projeto do
frontão do prédio).
Santa Casa
Morro do Castelo
Igreja de Santa
Luzia
MUSEU HISTÓRICO
NACIONAL
(PRAÇA MARECHAL ÂNCORA)
MUSEU HISTÓRICO NACIONAL
(PRAÇA MARECHAL ÂNCORA)
Os prédios que compõem o museu ocupam uma área de 20 mil metros quadrados e guardam 287
mil peças em seu acervo.
Cada prédio foi construído em diferentes épocas e também para diferentes finalidades:
1603 – Forte de São Tiago da Misericórdia, construído para defesa da cidade.
1693 – Prisão do Calabouço, usada para cumprimento de sentença de prisão de escravos.
1762 – Casa do Trem (de Artilharia). O corpo de Tiradentes, após o seu enforcamento na Rua do
Sacramento (atual Avenida Passos), em 1792 foi esquartejado aqui para que tais partes fossem
penduradas ao longo do caminho entre o Rio de Janeiro e a cidade de Vila Rica (atual Ouro Preto,
MG), onde sua cabeça ficou exposta em praça pública.
1764 – Arsenal de Guerra
1835 a 1908 – Quartel militar do Exército.
1922 – Foi renovado para ser o Palácio das Grandes Indústrias na Exposição Internacional do
Centenário da Independência, quando também foi usado parcialmente como museu histórico. Após
a exposição, devido ao sucesso de público, passou a ser totalmente usado para sediar o Museu
Histórico Nacional e a primeira escola de Museologia do Brasil.
REGIÃO DA CINELÂNDIA
PRAÇA FLORIANO
PEIXOTO -
CINELÂNDIAA Praça Floriano Peixoto, com a estátua em
homenagem ao Marechal Floriano Peixoto, um dos
primeiros presidentes do Brasil republicano, surgiu
no início do século XX, durante as reformas urbanas
de Pereira Passos.
Parte da praça foi construída nos terrenos do antigo
Convento da Ajuda que ali existia desde 1795 (era
também conhecida como Largo da Mãe do Bispo) e
transferiu-se para o bairros da Tijuca e depois para
Vila Isabel, na zona norte da cidade. Esse foi o
primeiro convento feminino da cidade e o terceiro
do Brasil.
O empresário espanhol Francisco Serrador
Carbonell também adquiriu parte destes terrenos
do convento (demolido em 1911), e na década de
1920 ali construiu diversos estabelecimentos como
parque de diversões, prédios comerciais, hotéis,
bares e restaurantes e cinemas. Na década de 1930
popularizou-se o apelido de Cinelândia à região,
numa alusão à região do Times Square em Nova
Iorque, EUA.
TEATRO
MUNICIPAL DO
RIO DE
JANEIRO
(1905 A 1909)
O Theatro Municipal do Rio de Janeiro (com “TH”) surgiu do empenho de homens do teatro como João Caetano (1808-1863) e de
Arthur Azevedo (1855-1908). Dentro dos projetos de modernização e “europeização” da cidade, empreendidas com as reformas
urbanas do Prefeito do Rio, Pereira Passos, a partir de 1902, houve a viabilização de concretizar sua construção a partir de
15/10/1903 com a abertura de concorrência para a escolha do projeto de engenharia para levantá-lo. Entre 7 propostas inscritas,
foram selecionadas 2 : AQUILA (de autor “secreto”, que acredita-se ser de Francisco Oliveira Passos, o filho do então prefeito) e
ISADORA (de autoria do arquiteto francês Albert Guilbert). A escolha final recaiu na fusão das duas propostas que seguiam o tem
2 JAN 1905 – Inicio da obra. O prédio assenta-se em
1.180 estacas de madeira de lei
TEATRO
MUNICIPAL DO
RIO DE JANEIRO
(CONSTRUÍDO DE 1905-
1909)
A proposta
arquitetônica era
construir no Rio um
teatro com o mesmo
aspecto do L’Opéra de
Paris, projetado por
Charles Garnier e
construído entre 1861 e
1874.
Conhecendo o centro do rio de janeiro  Updated: Nov 2017
TEATRO MUNICIPAL DO RIO DE
JANEIRO
O Theatro
Municipal do Rio
de Janeiro
dispõe
atualmente de
2.252 lugares
em sua plateia.
Passou por
grandes
reformas nos
anos:
1934
1975
1996
2008/2010
TEATRO MUNICIPAL DO RIO DE
JANEIRO
Conhecendo o centro do rio de janeiro  Updated: Nov 2017
Conhecendo o centro do rio de janeiro  Updated: Nov 2017
TEATRO MUNICIPAL – SALÃO
ASSYRIO
Está localizado no andar
térreo, abaixo da área da
plateia do teatro.
É todo decorado com
cerâmica esmaltada
produzida em Paris pelo
ceramista italiano Gian
Domenico Facchina em
1908, tendo como tema
a arte persa da
Antiguidade.
Aqui foram realizados os
primeiros bailes de
máscaras dos carnavais
cariocas. Atualmente é o
café do teatro.
PALÁCIO PEDRO
ERNESTO
(CÂMARA MUNICIPAL DO RIO
DE JANEIRO)
O prédio foi projetado em 1911 pelos
arquitetos Heitor de Melo e Arquimedes
Memória.
Em 1920 foi feita sua construção com
verbas do governo federal no governo de
Epitácio Pessoa.
Foi erguido sobre troncos de eucaliptos,
num terreno que pertencia ao Convento da
Ajuda (que existia no chamado Largo da
Mãe do Bispo, atual Praça Floriano,
popularmente conhecida como
Cinelândia).
Na época, o custo da construção chegou a
impressionantes 23 mil contos de réis,
enquanto o prédio quase vizinho, do outro
lado da praça, o Teatro Municipal do Rio
de Janeiro, teria custado “apenas” 10 mil
A “Gaiola de Ouro” cuja obra custou em 1920 cerca de 23
mil contos de réis
CÂMARA
MUNICIPAL DO
RIO DE JANEIRO
1565 – Foi criada a primeira câmara da
cidade do Rio de Janeiro, formada apenas por
um juiz e um procurador.
1567 – Foi feita a primeira eleição de 12
vereadores, com mandato de 1 ano.
1808 – Com a chegada da família real
portuguesa ao Rio, o Príncipe Regente Dom
João VI cria o cargo de Intendente (com a
mesma função do atual Prefeito).
1897 – A Câmara muda-se para o prédio da
Escola de São José, no então Largo da Mãe do
Bispo (atual Praça Floriano Peixoto –
Cinelândia), cujo terreno era de propriedade
do Convento da Ajuda que ali existia.
1911 – Criado o projeto de construção do Palácio
Pedro Ernesto.
1920 – O Palácio Pedro Ernesto é construído com
verbas federais, no governo de Epitácio Pessoa, ao
custo de 23 mil contos de réis. Uma quantia
impressionantemente alta para a época.
1923 – A Câmara passa a ocupar o palácio. De 1567
a 1923, a Câmara já havia utilizado 14 diferentes
imóveis na cidade como sua sede.
1931-1934 & 1935 – 1936 – Primeiro e segundo
mandatos do Prefeito Pedro Ernesto Rego Batista.
Médico pernambucano e político radicado no Rio foi
o primeiro prefeito eleito (indiretamente) da cidade.
1937 – 1946 – Com a decretação do Estado Novo, a
Câmara é interditada por 9 anos.
1947 – 1960 – A Câmara Municipal retorna às
atividades.
1960 – 1975 – Com a transferência do Distrito
Federal para BrasiÍia, o Rio de Janeiro passa a ser a
única cidade do Estado da Guanabara. A Câmara
transforma-se em Assembleia Legislativa do Estado
da Guanabara até a fusão com o estado do Rio de
Janeiro.
1977 até a presente data – Com a fusão da GB/RJ, a
Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro
(Alerj) é transferida para o Palácio Tiradentes e a
Câmara Municipal do Rio de Janeiro fica sediada no
PALÁCIO PEDRO ERNESTO(CÂMARA DOS VEREADORES DO RIO DE JANEIRO) (A “GAIOLA DE OURO”)
BAR “O
AMARELINHO”
(CAFÉ RIVERA)
Edifício Mozart é mais conhecido
como o “Amarelinho”, por conta da
cor externa do edifício, e seu famoso
bar, fundado em 1921 com o nome
original de Café Rivera, alterado
posteriormente para o apelido
popular “O Amarelinho”.
O bar era um grande sucesso na
boemia carioca, em especial nos anos
1920 quando da construção da
Cinelândia pelo empresário espanhol
Francisco Serrador, e a região
fervilhava de personalidades do
mundo artístico e servia como ponto
de encontro de membros da
comunidade judaica da cidade.
Na década de 1970, com as obras do
Metrô que abriram túneis
subterrâneos para a construção da
estação Cinelândia (embaixo da Praça
Floriano Peixoto), o bar quase fechou
as portas. Mas ainda é hoje um ponto
MUSEU NACIONAL DE BELAS
ARTES
O prédio na Avenida
Rio Branco foi
inaugurado em 1908,
tendo sido projetado
pelo arquiteto
espanhol Adolfo
Morales de Los Rios,
tendo sido inspirado
no modelo
arquitetônico do
Museu do Louvre em
Paris, França.
Inicialmente, sediava
a Escola Nacional de
Belas Artes (fundada
em 1826 por Dom
MUSEU NACIONAL DAS
BELAS ARTES
O Museu do Louvre em Paris (foto acima), com edifícios do século XVII, serviu de
modelo para o projeto da construção do prédio do Museu Nacional de Belas Artes,
inaugurado em 1908, na Avenida Rio Branco
Projeto de 1907 da Escola Nacional de Belas
Artes
Museu do
Louvre
MUSEU NACIONAL DE
BELAS ARTES
O museu reúne um acervo de
quase 15 mil peças entre
quadros, gravuras e
esculturas.
As primeiras peças, quadros
europeus, eram da coleção da
família real portuguesa,
trazidas por Dom João VI ao
Rio de Janeiro em 1808.
Em 1826, Dom Pedro I cria a
Academia Imperial das Belas
Artes, sob a direção do pintor
francês Grandjean de
Montigny (que viera ao Brasil
em 1816 com a Missão
Artística Francesa).
Em 1908, a Escola Nacional de
Belas Artes tem sua sede no
prédio da Avenida Rio Branco
e em 1937 passa a ser o
BIBLIOTECA NACIONAL
O prédio da biblioteca na Avenida Rio
Branco 219 data de 1905 e inaugurada
em 1910 no governo de Nilo Peçanha,
mas sua fundação remonta ao ano de
1810, com Dom João VI, com as
coleções da biblioteca real portuguesa
que vieram ao Rio de Janeiro após o
exílio da família real no Brasil. É a 7ª.
Maior biblioteca nacional do mundo e
maior da América Latina. Seu acervo
tem mais de 9 milhões de itens.
CENTRO CULTURAL DA JUSTIÇA
FEDERAL NO RIO DE JANEIRO
O prédio da Avenida Rio Branco 241 foi
construído em 1905, com projeto do
arquiteto espanhol Adolpho Morales de
Los Rios, dentro do plano de reformas
urbanas de Pereira Passos, e iria ser a
sede da Mitra Episcopal, mas foi
adquirido pelo governo federal para ser
a sede do Supremo Tribunal Federal,
tendo sido inaugurado em 3/04/1909.
O STF ali funcionou de 1909 a 1960,
quando foi transferido para a capital do
país, Brasília. Sediou depois o Supremo
Tribunal Eleitoral e outros mais órgãos
da Justiça Federal, e em 4 de abril de
2001, após 7 anos de reformas, foi
reinaugurado como Centro Cultural da
Justiça Federal (CCJF).
CINE ODEON -
PETROBRÁS
(CENTRO CULTURAL LUIS
SEVERIANO RIBEIRO)
O Cine Odeon original já existia no
mesmo local desde 1909, mas
somente em 1926 que o atual
prédio do Cine Odeon foi
inaugurado pelo empresário
cearense Luis Severiano Ribeiro,
com 600 assentos.
Na época, entre as décadas de 1920
e 1930, a região passa a ser
conhecida popularmente como
Cinelândia.
EDIFICIO
FRANCISCO
SERRADOR
O prédio de 23 andares foi construído em 1943 no estilo
art-decô, para sediar luxuoso hotel inaugurado em
Outubro de 1944, sendo batizado com o nome do
empresário espanhol Francisco Serrador Carbonell, que
construiu a Cinelândia.
No hotel funcionou a famosa boate Night and Day, que
viveu seus tempos aureos nas décadas de 1950 e 1960.
A região caiu em decadência e o hotel fechou as portas
em 1977.
O prédio foi vendido em 2003 e o atual proprietário é
José Oreiro, dono da cadeia Windsor de hotéis, que tinha
planos de reabri-lo como hotel. Porém alugou o prédio
inteiro para sede das empresas do empresário Ike
Batista, cujos negócios também não foram bem e o
contrato foi rescindido. Atualmente, encontra-se vazio
aguardando um locatário.
Em fevereiro de 2016,o prédio foi tombado pelo Instituto
Rio do Patrimônio Histórico como marco arquitetônico
CORDÃO DO BOLA PRETA
Fundado em 1918, o Bloco
Carnavalesco do Cordão do Bola Preta
é o mais antigo dos blocos de
Carnaval da cidade e um dos maiores
do Brasil.
O Carnaval carioca era essencialmente
uma festa da classe mais pobre da
sociedade, oriunda do Entrudo (festa
pagã portuguesa), e que pouco a
pouco vai alcançando as classes mais
abastadas da sociedade carioca.
As chamadas “Grandes Sociedades” de
Carnaval dão origem aos blocos e
cordões, onde uma incipiente “classe
média” encontra seu espaço para
brincar na folia. As cores oficiais do
Cordão do Bola Preta são branco e
bolas pretas.
Prédio sede do
Cordão do Bola
Preto desde 1950,
na Rua Treze de
Maio 13
PASSEIO PÚBLICO
A região do Passeio Público era no século XVIII a
Lagoa do Boqueirão da Ajuda (foto ao lado), a
única da cidade que tinha acesso ao mar. O lugar
era usado como despejo de lixo da população,
foco de doenças, e o então vice-rei Dom Luís de
Vasconcelos (vice-rei no Brasil de 1778 a 1789)
resolve mandar aterrá-la e ali construir, entre
1779 e 1783, o Passeio Público (o primeiro
jardim público e a primeira área urbanizada do
Brasil), obra entregue ao Mestre Valentim
Fonseca e Silva (considerado o melhor escultor da
cidade na época), que também traçou as linhas
do parque.
O novo aterro iria também facilitar o acesso
terrestre à zona sul, onde estava o engenho do
rei. A obra foi executada com a mão-de-obra de
vadios e detentos da época e recuperou uma área
de 20 hectares, criando-se também a Rua do
Passeio e das Belas Noites (atual Rua das
PASSEIO
PÚBLICO (MAQUETE
ELETRÔNICA)
Notamos que a extremidade do
Passeio Público voltada para o mar
dispunha de um passeio e dois
pavilhões que foram demolidos em
1817. Em 1920, a chamada “mais
bela via corso do mundo” também
foi demolida, na então chamada
praia “Banhos do Boqueirão”.
Na flora do Passeio Público foram
introduzidas plantas asiáticas para
se aclimatarem no Brasil. O mesmo
tipo de objetivo adotado
posteriormente no Jardim Botânico
do Rio no Engenho Real.
O Passeio Público é tombado pelo
IPHN desde 1938.
Passeio vista mar com seus
pavilhões.
TEATRO CASSINO BEIRA-MAR
(1926)
Existiu nos anos 1920 na atual Avenida Beira Mar, construído na
antiga orla do Passeio Público. A estreia do teatro deu-se em 1926.
PRÉDIO DA MESBLA
(1934)
A empresa parisiense de equipamentos Mestre & Blatgé
surgiu no Rio em 1912, com escritórios da sua filial carioca
na Rua da Assembléia 83.
Em 1934, com projeto dos arquitetos Henru Sajus e Auguste
Rendu, construíram seu icônico prédio na Rua do Passeio 42,
em estilo art-decô, e cinco anos depois, em 1939 passou a
adotar a sigla MESBLA.
Na época da realização do Congresso Eucarístico
Internacional em 1955, foi instalado o relógico numa torre
com 100 metros de altura e o mostrador medindo 9,5
metros de diâmetro, que o tornou o 3º. maior relógio do
mundo. Foi tombado pelo IPHN em 2088.
CINE PALÁCIO
(ATUAL TEATRO
RIACHUELO)
O prédio da Rua do Passeio 38-40, em estilo neo-
mourisco, foi projeto do arquiteto espanhol Morales
de Los Rios e data de 1928.
O local já teve vários outros empreendimentos de
cultura ali estabelecidos:
1890 – Cassino Nacional Brasileiro, conhecido após
1901 como Cassino Nacional.
1906 a 1910 – Palace Theatre.
1917 – Cine Majestic
1928 – Teatro Palácio.
1929 – Apresentou o filme “Broadway Melody”, o
primeiro filme sonoro a ser apresentado no Brasil.
1943 A 2008 – Cine Palácio (I e II) do Grupo
Severiano Ribeiro.
26/8/2016 – Após reformas, é reaberto com o
nome de Teatro Riachuelo, com capacidade para 1
mil pessoas.
REGIÃO DO LARGO DA
CARIOCA
LARGO DA CARIOCA
O Largo da Carioca tem origem no aterro da lagoa
de Santo Antônio ainda no século XVI. Felipe
Fernandes, dono de um curtume, foi o primeiro
morador no local, que era afastado do morro do
Castelo (núcleo inicial da cidade).
Em 1592, os freis franciscanos ergueram uma
ermida às margens da lagoa.
Em junho de 1608 foi iniciada as obras do
convento de Santo Antônio e inaugurado em 1616.
Para drenar a lagoa em 1679, os franciscanos
abriram uma vala (que tomou o nome de Rua da
Vala, atual Rua Uruguaiana). Instalou-se então em
1619 a Venerável Ordem Terceira de São Francisco
da Penitência (VOT). Passou a ser conhecido como
Largo de Santo Antônio.
Capela da Ordem (1622)
Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da
Penitência ( construída entre1633 a 1773), que em
1933 tornou-se no Museu de Arte Sacra.
Em 1750 foi inaugurado o chafariz da Carioca,
mas o local era conhecido como Guarda Velha
(atual localização do Edifício Avenida Central), um
posto de guardas para controlar o movimento de
escravos que vinham transportar água do chafariz.
A partir de
1908, o
Largo da
Carioca
torna-se
um ponto
de encontro
central da
MOSTEIRO DA ORDEM
TERCEIRA DA DE SÃO
FRANCISCO DA
PENITÊNCIA E A IGREJA
DE SANTO ANTÔNIO
(CAPUCHINHOS)
O Morro de Santo Antônio começou a ser demolido nas
reformas urbanas de 1904/1905, eliminando em
especial o Chafariz em mármore da Carioca (1750) e
suas 16 bicas de bronze, que serviam para abastecer à
população da cidade colonial das águas do rio da
Carioca e que vinham em dutos pelos Arcos da Lapa até
o centro da cidade.
A Igreja e o convento datam de 1608 a
1679, tendo sido demolida também o
prédio do hospital. Os demais prédios que
até hoje existem foram tombados pelo
MOSTEIRO DE SANTO ANTÔNIO
(CAPUCHINHOS)
1592 – Chegada dos primeiros
frades franciscanos no Rio.
1607 – Foi concedido o terreno em
cima do morro da Conceição (atual
morro de Santo Antônio), para
construção do convento.
1608- Começa a construção da
Igreja e do convento de Santo
Antônio.
1649 – Concluído o muro que
cercava o convento.
1657 – Começa a construção da
Igreja de São Francisco da
Penitência.
1679 – A lagoa de Santo Antônio,
em frente ao morro, é drenada e
aterrada, e dará origem ao Largo da
Carioca.
Igreja da Ordem Terceira de São
Francisco da Penitência (1657 a1733)
– arte barroca
Convento e Igreja de Santo Antônio
(1608 a 1620)
AQUEDUTO DA
CARIOCA
(ARCOS DA
LAPA)
O aqueduto construído entre 1747 e 1750 liga o morro de Santa Tereza ao antigo morro de Santo Antônio
(demolido nas reformas urbanas de 1903 a 1908). Em 1/9/1896 (foto acima), a construção deixa de ser um
aqueduto e é inaugurada como parte do novo ramal da linha de bondes elétricos urbanos da Companhia de Ferro
Carris de Santa Tereza (bondes puxados a cavalos), criada em 1749, que já operava os bondes de tração animal
entre a Praça XV e o Largo da Lapa (entre Av. Gomes Freire e Rua do Riachuelo – chamado de Ponto dos Cem
Réis). É o mais antigo sistema de bondes da América do Sul.
ARCOS DA
LAPA
Os primeiros projetos de canalização das águas do rio da
Carioca para abastecimento da cidade datam de 1718, com
canalização instalada na Rua dos Barbonos (atual Rua Evaristo
da Veiga) e em 1720 as aguas canalizadas chegavam ao Largo
da Ajuda (atual Cinelândia).
Porém devido à distribuição ineficiente, o governo de Gomes
Freire de Andrade resolve reconstruir em 1744, o Aqueduto da
Carioca, e entre 1747 e 1750 foram construídos o Aqueduto da
Carioca (atual Arcos da Lapa), que abasteciam o Chafariz do
Largo da Carioca.
Foi considerada a maior obra já realizada no Brasil colonial. O
Aqueduto da Carioca tinha 270 metros de extensão, 17,6
metros de altura máxima e 42 arcos de pedras, onde
trabalharam escravos negros africanos e 50 indígenas locais
(que recebiam como pagamento pelo trabalho só a comida).
A ideia era fundamentada no Aqueduto das Águas Livres (foto
abaixo) que foram construídos quase na mesma época em
Lisboa, com a mesma finalidade.
Foi usado como aqueduto até 1896, quando passou a ser uma
via de acesso dos bondes entre o largo da Carioca e o bairro de
Santa Tereza, como é até hoje.
OS BONDES
O sistema de transporte público por bondes
(ou ferro carris, como era chamados) surgiu no
Rio de Janeiro por decreto imperial de Dom
Pedro II em 1856. Foram 2 concessões
estabelecidas. As pioneiras neste tipo de
transporte na América do Sul.
Carris de Ferro da Cidade ao Alto da Boavista –
do Dr. Thomas Cochrane – ia da Praça
Tiradentes ao Alto da Boa Vista. Operou por 10
anos (de 1856 a 1866), indo a falência. Nos 3
primeiros anos de operação, os bondes eram
de tração animal e depois de 1859 eram
puxados por pequenas locomotivas a vapor (o
que aumentou os custos e os preços das
passagens). Somente em 1870, a Tijuca passou
a ser considerada área urbana da cidade.
Caminho de Ferro Botafogo – adquirida por
dificuldades financeiras pelo então Barão de
Mauá, Irineu Evangelista de Sousa. Sua linha ia
da atual Cinelândia (então, Largo da Ajuda) até
a Gávea, passando por Botafogo e Jardim
Botânico. Operou entre 1860 a 1866, com
bondes de tração animal.
Modelo do
bonde de
tração animal
usado em Santa
Tereza,
importado dos
EUA.
BONDES DE SANTA TEREZA (EM
1910)
HOTEL AVENIDA E
GALERIA
CRUZEIRO
(1908/1957)
O primeiro grande e luxuoso hotel do Rio
de Janeiro, localizado no Largo da Carioca
(onde é o atual Edifício Avenida Central,
Av. Rio Branco 156, construído a partir de
1957, no padrão arquitetônico norte-
americano).
O Hotel Avenida dispunha de 220
apartamentos no padrão europeu de
hotelaria, em 4 andares, sendo servido por
2 elevadores em 1908 (os primeiros a
serem instalados no Rio de Janeiro) e
iluminação com energia elétrica (que era
uma novidade na cidade e no país, que
usavam candeeiros ou velas para iluminar
ambientes noturnos). Funcionou por 48
anos consecutivos.
No andar térreo, funcionava a famosa
Galeria Cruzeiro e a estação de bondes da
Companhia de Ferrocarris do Jardim
Botânico (que era proprietária do terreno
desde 1906). A estação de bondes era
popularmente conhecida como “Tabuleiro
da Baiana”, pelo formato de seu telhado.
Galeria Cruzeiro no
Grande Hotel Avenida
Estação dos Bondes (Tabuleiro da
Baiana)
EDIFÍCIO
AVENIDA
CENTRALConstruído em 3 anos a partir de 1958, foi
inaugurado em 22/05/1961, no Governo
de Carlos Lacerda no Estado da
Guanabara. Foi levantado na Avenida Rio
Branco 156, no mesmo local onde existiu
o Hotel Avenida (1908 a 1957) e a Galeria
Cruzeiro.
O edifício Avenida Central trouxe
inovações técnicas pioneiras no Rio e no
Brasil:
- Construção em estrutura de aço coberta
por vidros (mesmo padrão usado nos
edifícios de Nova Iorque e Chicago nos
EUA).
-Elevadores com controle automático,
informando sonoramente a chegada ao
andar desejado.
-Tem 34 andares, 200 lojas e mais de 1 mil
salas comerciais. Cerca de 160 mil
pessoas circulam nos dias de semana no
edifício, atendidas por 18 elevadores, 12
A estrutura
totalmente metálica
do edifício foi técnica
de construção dos
EUA pioneira no Rio
Antigo
Grande
Hotel
Avenid
a
CONFEITARIA
COLOMBO DA RUA
GONÇALVES DIAS 32
Fundada na Rua Gonçalves Dias 32, em 17/9/1894, pelos
imigrantes portugueses Manuel Lebrão e Joaquim Borges
de Meireles, a confeitaria foi reformada entre 1912 e
1918, no estilo da Art-Nouveau da Belle Époque francesa;
utilizando espelhos belgas (pesando 1,5 toneladas) e
vitrais emoldurados por jacarandá, e balcões de mármore
italiano, e cinco cristaleiras de exposição de doces.
O lugar tornou-se o ponto de encontro de escritores,
políticos e intelectuais do Rio de Janeiro. O Rei Alberto da
Bélgica foi recepcionado ali em 1920, assim como a rainha
da Inglaterra, Elisabeth II em sua visita ao Brasil em 1968.
É considerado um dos 10 mais belos cafés do mundo. Em
1983 foi tombado como Patrimônio Histórico e Artístico
da cidade.
Em 1944 abriu uma filial na Avenida Nossa Senhora de
Copacabana, que em 2003, mudou-se para o Forte de
Copacabana. No local anterior, estabeleceu-se uma
agência do Banco do Brasil (Ag. Colombo). Em 1952, foi
mencionada na letra da marchinha carnavalesca
“Sassaricando”!
REGIÃO DO LARGO DE
SÃO FRANCISCO
LARGO DE SÃO FRANCISCO
DE PAULA (PRAÇA CORONEL
TAMARINDO)
1742 – O governador Gomes Freire começa a drena e aterrar a “Pavuna”
(Lagoa Negra) para criar a Praça Real da Sé Nova (1749), onde seria erguida a
nova catedral da cidade. As obras da igreja foram paralisadas com a morte do
governador em 1763.
1752 – É construída ali a igreja da Ordem Terceira dos Mínimos de São
Francisco de Paula (que populariza o nome de Largo de São Francisco de
Paula).
1808 a 1873 – Dom João VI, Príncipe regente, aproveita os alicerces da antiga
Sé (que não foi construída) e edifica ali a sede da Academia Militar, que muda-
se dali em 1873.
1817- O largo é calçado pela primeira vez para as cerimônias de coroação de
Dom João VI como Rei.
7/9/1872 – Inauguração no largo da estátua em bronze de José Bonifácio de
Andrada e Silva, o Patriarca da Independência.
1873 aos anos 1970 – Escola Politécnica e Escola Nacional de Engenharia,
depois transferida para a Ilha do Fundão, dando lugar ao Instituto de Filosofia
e Ciências Sociais da UFRJ.
1889 – Oficializa-se o nome do logradouro de Praça Coronel Tamarindo
(militar baiano que morreu na Guerra dos Canudos), mas o povo continuou
O Largo de São Francisco de
Paula em 1875.
AU PARC ROYAL
(1873-1943)
A primeira loja de departamentos da cidade foi
a Notre Dame de Paris (fundada em 1848),
mas a mais significativa na vida da cidade foi a
Parc Royal, fundada em 1873 pelo comerciante
português José Vasco Ramalho Ortigão (filho
do escritor José Duarte Ramalho Ortigão), e
que instalou sua sede em 1873 na Rua do
Ouvidor, e depois no Largo de São Francisco
12 (ampliada e modificada em 1911), e outra
na Avenida Central (atual Avenida Rio Branco)
em 1906.
Inovações e novidades no comércio de roupas
(masculinas, femininas e até infantis) da
cidade. As mercadorias eram importadas de
Paris (onde mantinha uma filial), e a loja
dispunha da primeira escada rolante do Brasil.
Também foi a primeira a adotar a venda de
produtos por preço fixo (demarcado na
vitrine), e não “conforme a cara do freguês”!
O auge de seu sucesso deu-se entre as
décadas de 1910 a 1920, quando o Rio de
Janeiro viva o período da moda da Belle
Époque da “França tropical”.
A loja fechou as portas em 9/7/1943, após
um incêndio que lhe destruiu completamente
o prédio. Tinha filiais também em Juiz de Fora
e Belo Horizonte.
Sede
da loja
na
inaugu
ração
de
9/3/
REAL GABINETE
PORTUGUÊS DE
LEITURA
Localizado na Rua Luis de Camões 30, foi
fundado por um grupo de 43 imigrantes
portugueses em 1837.
O prédio, projetado em estilo manoelino pelo
arquiteto português Rafael da Silva e Castro, foi
construído entre 1880 e 1887.
O Imperador Dom Pedro II fez o lançamento da
pedra fundamental do edifício em 10/06/1880
e sua filha, a Princesa Isabel e seu marido o
Conde D’Eu presidiram a inauguração do
prédio em 10/09/1887.
A fachada é inspirada nos traços arquitetônicos
do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e as
quatro estátuas frontais representam: Pedro
Alvares Cabral, Luís de Camões, o Infante Dom
Henrique e o navegador Vasco da Gama, numa
clara alusão ao período das Grandes
Navegações portuguesas do século XV.
REAL GABINETE PORTUGUÊS DE
LEITURA
Esta
biblioteca
está aberta
ao público
desde
1900,
sendo
considerada
a maior
coleção de
obras
portuguesa
s fora de
Portugal.
Seu acervo
reúne 350
mil volumes
de obras
nacionais e
estrangeiras
REAL
GABINETE
PORTUGUÊS
DE LEITURA
Segundo a revista norte-americana Time, o Real Gabinete Português de Leitura
no Rio de Janeiro é considerada em 2014 a 4ª. mais bela biblioteca no mundo
entre as 20 mais significativas que existem.
É também a mais antiga associação de portugueses fundada no Brasil após a
independência em 1822.
REGIÃO DA PRAÇA
TIRADENTES
CAMPO DE SÃO DOMINGOS
(DESMEMBRADO)
CAMPO DO ROCIO GRANDE (1690)
CAMPO DOS CIGANOS
CAMPO DA LAMPADOSA (1747)
CAMPO DA POLÉ (1808)
PRAÇA DA CONSTITUIÇÃO (1822)
PRAÇA TIRADENTES (1890)
PRAÇA
TIRADENTES
(DESDE 1890)
O Campo do Rocio Grande (assim chamado no século XVII) foi
também conhecido como Campo dos Ciganos (que acampavam ali).
A partir de 1747 com a construção da Igreja de Nossa Senhora da
Lampadosa na atual Rua Senhor dos Passos, passou a ser conhecida
como Campo da Lampadosa. Em 1808, era conhecida como Campo
da Polé (devido a instalação do pelourinho, que vemos na gravura
acima de Debret, datada de 1834). Em 1821, quando Dom Pedro I
jurou fidelidade à Constituição portuguesa (ato realizado no Real
Teatro de São João), foi batizada de Largo da Constituição. Porém
no período republicano, foi novamente batizada em 1890 como
Praça Tiradentes (em homenagem ao centenário de sua morte,
ocorrida em 1792, e que foi enforcado naquela praça).
Real Teatro de São João
Pelourinh
o
PRAÇA
TIRADENTES
No final do século XIX e início do
século XX, a praça era conhecida
popularmente como “Ponto dos
Cem Réis”, sendo ali o ponto de
retorno dos bondes da linha que
ligava o Centro à Muda, na Tijuca.
Devido aos seus 2 importantes
teatros (que ainda existem), João
Caetano e Carlos Gomes, era
também o ponto da boemia carioca
e do meretrício. Outros pequenos
teatros e cinemas existiram nas
imediações da Praça Tiradentes.
ESTÁTUA EQUESTRE DE PEDRO I
Em 1821, o príncipe regente Dom Pedro
jura fidelidade à Constituição portuguesa
no Real Teatro de São João, numa tentativa
de “acalmar” as cortes lisboetas que
exigiam seu retorno a Portugal. Porém, em
1822, o mesmo príncipe declara a
independência do Brasil e torna-se seu
primeiro imperador.
A estátua equestre de Dom Pedro I foi
inaugurada em 1862, e representa o dia da
independência do Brasil (7/9/1822), pelo
seu filho o também Imperador do Brasil,
Dom Pedro II. Na mão direita, Dom Pedro I
apresenta a Constituição Imperial do Brasil
de 1824.
Há 4 alegorias de figuras indígenas e da
fauna brasileira representando os rios do
país: Amazonas, Pará, Madeira e São
Francisco.
O monumento mede 15 metros de altura,
sendo a estátua equestre de 6 metros de
altura. Foi idealizada pelo brasileiro João
Maximiniano Mafra, mas foi moldada na
França por Louis Rochet e August Rodin.
REAL THEATRO DE
SÃO JOÃO
(PRIMEIRO TEATRO DO
BRASIL – 1813)
Até a chegada da família real portuguesa ao Rio
de Janeiro em 1808, o Brasil não dispunha de
nenhum teatro para realização de peças. Em
1810, por decreto do príncipe regente Dom
João, resolve criar “teatros decentes para a
nobreza que necessitava de diversão”.
Assim sendo, e aproveitando-se as ruínas das
fundações da antiga Igreja da Sé (cuja
construção foi abandonada) no Campo da Polé
(atual Praça Tiradentes) foi erguido e
inaugurado em 13/10/1813 o primeiro teatro
do Rio de Janeiro e do Brasil: o Real Theatro de
São João.
Mudou de nome e passou por diversas reformas
Nomes do teatro:
1813 – Real Theatro de São João
1824 – Theatro Constitucional
1826 e 1839 – Theatro São Pedro de
Alcântara
1831 – Theatro Constitucional Fluminense
1923 – Muda de nome para Teatro João
Caetano. Foi demolido em 1928 o prédio
de 1813 e iniciada a construção do atual.
26/06/1930 – Foi inaugurado com a
forma atual e mantendo o nome de Teatro
João Caetano
TEATRO JOÃO
CAETANO - 1923
(ANTIGO REAL TEATRO SÃO JOÃO)
A vida teatral do Rio de Janeiro era centralizada na atual
Praça Tiradentes. O teatro João Caetano é o sucessor do
primeiro teatro brasileiro, ali construído em 1813, como Real
Theatro de São João.
Tem capacidade atual para 1.222 espectadores na plateia e
nos balcões, mas inicialmente era de 1.800 espectadores.
João Caetano dos Santos (Itaboraí-RJ 1808/ Rio de Janeiro –
RJ 1863) iniciou sua carreira de ator em 1831, sendo
considerado o primeiro ator profissional brasileiro, sócio
majoritário do teatro em 1843 e também o criador da
primeira escola de arte dramática no Rio e no país em 1860
(totalmente gratuita). Sua carreira desenvolveu-se a partir de
1833 no teatro de Niterói, com a companhia de jovens atores
nacionais que leva o seu nome. Gostava do gênero “Drama”.
Na frente do teatro está a estátua ao ator João Caetano.
TEATRO CARLOS
GOMES
(ANTIGO TEATRO CASINO FRANC-
BRÉSILIEN – 1872)
Inaugurado em 1872 na Praça da
Constituição (atual Praça Tiradentes),
era denominado Theatre Casino Franc-
Brésilien (Teatro Cassino Franco
Brasileiro), mudando de nome mais
tarde para Teatro Santana (em 1880) e
finalmente, comprado pelo empresário
Paschoal Segreto, em 1904 recebeu o
nome de Teatro Carlos Gomes. Sempre
foi teatro de propriedade privada.
Atualmente tem capacidade para 760
espectadores.
Já sofreu 3 grandes incêndios ao longo
de sua história: em 1929, 1950 e 1960.
O atual prédio data de 1932.
Atualmente pertence à Prefeitura do Rio
tendo sido restaurado em estilo art-
decô e entregue ao público em 1992.
IGREJA
PRESBITERIANA DO
BRASIL
A igreja data de 1862, e sua arquitetura religioso remonta
ao neogótico, inspirado na catedral de Saint-Pierre, em
Genebra.
O pastor protestante norte-americano, Ashbel Green
Siomonton, introduziu o protestantismo no Brasil e foi o
pastor presidente da igreja entre 1862 a 1867, juntamente
com o pastor Alexander Latimer Blackford. Ambos
chegaram ao Brasil em 1859.
RUA DA CARIOCA
A rua foi aberta entre 1697 e 1698, ladeando o morro de Santo Antônio, propriedade dos padres franciscanos e
originalmente era denominada Rua do Egito. A partir de 1741, passou a ser chamada de Rua do Piolho, que era
o apelido de um morador local. Em 1848, a Câmara Municipal a denomina Rua da Carioca, por ser a via usada
pela população para buscar água na fonte da Carioca (no atual Largo da Carioca). Em 1906, com as reformas
urbanas de Pereira Passos, a rua foi alargada.
SOLAR DO
VISCONDE DO
RIO SECO
(SÉCULO XVIII)Residência do então Presidente do Senado da
época, Dr. Antônio Petra de Bittencourt, o solar é
uma construção do final do século XVIII na Praça
Tirandentes 67.
Em 1812 foi vendido ao Visconde de Rio Seco,
que o usou como residência, e depois vendido
ao Barão da Taquara, que o alugou ao clube
Fluminense, que funcionou no prédio até 1873.
Foi comprado pelo governo imperial, e no
período republicano, sediou o Ministério da
Justiça até 1930, quando passou a ser sede do
Detran (Departamento de Trânsito). Após muitos
anos de abandono e descaso, passou a sediar o
Centro de Referência do Artesanato Brasileiro.
AVENIDA PASSOS
A antiga rua do Sacramento passou a
denominar-se após 1903 como
Avenida Passos, numa homenagem ao
prefeito do Rio de Janeiro, Francisco
Pereira Passos, que iniciava na época
uma série de reformas urbanas na
cidade.
CASA FRANKLIN (1911)
(AVENIDA PASSOS 36/38)
O prédio com fachada em estilo art-nouveaux da Avenida
Passos 36/38 data de 1911, quando ali se estabeleceu a
Casa Lucas para comércio de material elétrico e
hidráulico em geral.
Em 1980 foi adquirido pelo Grupo Franklin, empresa de
comércio de material elétrico e hidráulico que em 2006
transformou o local num centro de eventos com
capacidade para 4 mil pessoas.
IGREJA DO
SANTÍSSIMO
SACRAMENTO DA
ANTIGA SÉ
(AVENIDA PASSOS, 46)
O prédio da igreja foi construído neste local a partir de 1816, tendo seu
projeto de construção datado de 1826, o fim das obras em 1859 e em
1875 foram adicionadas as torres.
A Irmandade do Santíssimo Sacramento é uma das ordens religiosas mais
antigas da cidade, quando em 1565 se estabeleceu no extinto morro do
Castelo, dando origem à primeira igreja matriz da cidade, a Igreja de São
Sebastião (também demolida na década de 1920). Por conta das más
condições de conservação da igreja de São Sebastião, a partir de 1661 a
irmandade peregrinou por diversas igrejas da cidade, que tornaram-se
Sés.
Com a chegada da família real portuguesa ao Rio, em 1808, a Sé foi
transferida para a Igreja Nossa Senhora do Carmo (localizada na atual
Praça XV) por ser mais próxima do Palácio Municipal.
Em 1816, a Irmandade do Sacramento recebe o terreno na sua atual
localização e na época a Avenida Passos tinha o nome de Rua do
Sacramento.
IGREJA NOSSA
SENHORA DA
LAMPADOSA (AV.
PASSOS 13)O prédio atual da pequena igreja data do período de
1930/ 1934, quando foi inaugurado. Originalmente ali
existiu entre 1748 até 1930 a antiga igreja, construída
pela irmandade de escravos oriundos da Ilha de
Lampedusa (no mar Mediterrâneo e atualmente
território da Itália).
O terreno foi doado à Irmandade Negra de Alampadosa
ou Lampadosa em fins de 1740, com objetivo de
cultuar a imagem de Nossa Senhora.
Um dos prisioneiros da chamada revolta “Inconfidência
Mineira”, o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o
Tiradentes, condenado à morte e á caminho da forca
em 21/4/1792, teria parado em frente à igreja para
suas últimas orações. O patíbulo estava localizado na
esquina das atuais rua Senhor dos Passos e Avenida
RUA DO LAVRADIO
1771 – Foi aberta a mando do 2º.
Marquês do Lavradio (vice-rei do
Brasil de 1760 a 1779), que
aterrou o pântano de Pedro Dias.
Era o local de residência de
importantes famílias da sociedade
da época.
1822 – Construído na casa de
número 97 a sede do Templo
Maçônico do Grande Oriente do
Brasil, o Palácio Maçônico, em
estilo neoclássico.
1876 – Instalado o Theatro Circo.
1875 – Theatro Edem - Lavradio
Na segunda metade do século XIX, a Rua do
Lavradio tinha 6 teatros ali instalados. Atualmente,
uma parte da rua tem inúmeras lojas de antiquários
e de móveis antigos e outra parte da rua tem
inúmeros bares e restaurantes, do qual se destaca a
casa de shows Rio Scenarium. É um dos pontos mais
frequentados da boemia carioca, no chamado
“Corredor Cultural”. Na foto, a rua do Lavradio nos
anos 1900 a 1910.
CASA DO 2º. MARQUÊS DE
LAVRADIO NA RUA DO LAVRADIO.
A casa do Marquês de
Lavradio (vice-rei do Brasil
de 1769 a 1779), na Rua do
Lavradio esquina com Rua
da Relação, foi também
palco de muitas festas na
cidade. Na época, o Rio de
Janeiro não tinha muitas
opções de diversões para os
poucos nobres que aqui
viviam.
Atualmente é a sede da
Sociedade Brasileira das
Belas Artes.
REGIÃO DA PRAÇA DA
REPÚBLICA
CAMPO DA CIDADE
CAMPO DE SÃO
DOMINGOS
CAMPO DE SANTANA
CAMPO DA ACLAMAÇÃO
CAMPO DE SANTANA
CAMPO DA
ACLAMAÇÃO (1822)
PRAÇA DA REPÚBLICA
(1889)O atual Campo de Santana foi uma
área alagadiça que foi sendo aterrada
no século XVII dando origem ao
chamado Campo da Cidade ou
Campo de São Domingos.
Geograficamente, marcava a divisão
entre a área urbana e rural da cidade.
E tradicionalmente era o local das
grandes festividades e
acontecimentos da cidade colonial até
os tempos imperiais.
De 1753 a 1854, quando ali foi
construída a Igreja de Santa Anna, o
campo recebeu o nome de Santana. A
igreja foi demolida e transferida de
local para a construção da estação
ferroviária de Dom Pedro II em 1854,
e em 1943 tornou-se no prédio da
atual estação Central do Brasil. Campo de Santana em pintura de Franz Josef
Frühbeck de 1818
Igreja de Santa Anna (1753 a 1854)
Notamos a existência de um campo de touradas
na cidade, praticadas desde o século XVIII até
1907, quando foram proibidas pelo prefeito Sousa
Aguiar.
IGREJA DE SANTANA (1753-
1854)
ESTAÇÃO DOM PEDRO II
(1854 -1930)
A Igreja de Santa Anna
existiu de 1753 a 1854 (por
101 anos) no sopé do morro
da Providência, tendo sido
demolida e realocada nas
proximidades da atual Praça
Onze.
No mesmo local foi
construída entre 1854 e
1858 a Estação Ferroviária
Dom Pedro II, foi também
demolida em 1930 para dar
lugar ao prédio da Estação
Central do Brasil em 1943.
PRAÇA DA
REPÚBLICA
(1889)
Entre 1873 a1880, o Campo de Santana passou
por uma urbanização por ordem de Dom Pedro
II com a criação de jardins projetados pelo
engenheiro, botânico e paisagista francês
Auguste Glaziou ( o mesmo que projetou os
jardins do Palácio da Quinta da Boa Vista). Após
1889, tendo sido ali o local da Proclamação da
República, ficou conhecida como Praça da
República.
ESTÁTUA DE
BENJAMIN
CONSTANTA estátua ao centro do Campo de Santana é
homenagem ao engenheiro militar, professor da
Escola Militar, positivista e idealista republicano,
Benjamin Constant Botelho de Magalhães
(1836/1891), também chamado de “Fundador da
República Brasileira”
Foi grande divulgador do ideário positivista que
marcou o pensamento da jovem oficialidade do
Exército brasileiro em sua época, que refletiu-se
na proclamação da república no Brasil e nas
futuras revoltas do Tenentismo (dos anos 1930) e
da Revolução Militar de 1964.
Participou da Guerra do Paraguai (entre 1866 e
1867), era crítico da atuação do Barão de Caxias
(posteriormente Duque de Caxias) nesta guerra, e
após a república foi Ministro da Guerra e também
Ministro da Instrução Pública (atual Educação),
quando promoveu importante mudanças no
sistema de ensino nacional, criando as Escolas
Normais (para formação de professores).
O lema positivista “Ordem e Progresso” foi
incorporado à bandeira nacional após a república,
baseado no lema “O Amor como princípio, a
SOLAR DO
CONDE DOS
ARCOS
1819 – Construção do palácio como residência do último vice-rei
do Brasil, Marcos de Noronha e Brito, o Conde dos Arcos.
O terreno e a casa que ali existia fora “tomado” pelo Príncipe
Regente Dom João VI em 1808, quando da chegada da família real
portuguesa ao Rio, de seu proprietário Anacleto Elias da Fonseca.
O último vice-rei do Brasil, Conde dos Arcos, ali residiu na antiga
casa de1808 a 1810, quando foi para Salvador ocupar o cargo de
Governador da Bahia até 1817. Quando retorna ao Rio, o rei lhe
apresenta a doação deste terreno para construção em 1819 do
Solar do Conde dos Arcos.
Na regência do príncipe Dom Pedro I, o Conde dos Arcos retorna a
Portugal, e o imóvel passa a ser a sede da Câmara Municipal e o
Senado (eram juntos na época) a partir de 1824.
Após a proclamação da república em 1889, passa a funcionar ali
somente o Senado Federal do Brasil até 1925, quando então
transferiu-se para o então existente Palácio Monroe (construído
em 1906) e após 1961 para a capital em Brasília.
De 1925 em diante, o prédio foi ocupado por diversas repartições
públicas e finalmente a UFRJ estabeleceu ali a sua Faculdade de
Direito, que permanece até os dias de hoje.
CAMÂRA MUNICIPAL E SENADO DO BRASIL NO CAMPO DE SANTANA
(DE 1824 A 1925)
(SOLAR DO CONDE DOS ARCOS) EM 1856
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Grécia & turquia tumlare 2015
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Conhecendo o centro do rio de janeiro Updated: Nov 2017

  • 1. CONHECENDO O CENTRO HISTÓRICO DO RIO DE JANEIRO Roteiros Básicos de visitas a pontos interessantes do Centro do Rio de Janeiro Guia de Turismo: Mauro Friedrich maurofriedrich@gmail.com Dezembro 2016
  • 2. ASPECTOS HISTÓRICOS DO BRASIL E A CRIAÇÃO DA CIDADE DO RIO DE JANEIROO processo de conquista e ocupação da região da Baía de Guanabara inicia-se com a invasão da região por tropas francesas em 1555, que frontalmente se opunham aos objetivos da coroa portuguesa em manter o território sob seu domínio, em respeito ao Tratado de Tordesilhas (foto) , assinado entre portugueses e espanhóis em 7 de junho de 1494 (definindo demarcações de terras recém-descobertas e a descobrir no mundo). No entanto, outras nações europeias (entre elas, a França, a Inglaterra e mais tarde a Holanda) não aceitavam o “monopólio” do reconhecimento oficial de regiões descobertas apenas para as “potências da então Península Ibérica”. O Rei da França entre 1515 e 1547, Francisco I, chegou a arguir o Papa (que referendava o Tratado de Tordesilhas) sobre onde estava escrito no testamento de Adão que os territórios do Novo Mundo seriam apenas de portugueses e espanhóis! O mundo era muito grande, e todos queriam o seu quinhão de terras, nem que para isso fosse necessário lutas e conquistas militares. Era o preço a pagar para a ampliação de territórios e poder das nações europeias de então.
  • 3. LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL -1DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO 21/04/1500 DESCOBERTA DO BRASIL PERÍODO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES PORTUGUESAS INICIADO EM 1415 E CHEGOU ATÉ 1543. Rei de Portugal: Dom Manuel I, o Venturoso (1495-1521) PEDRO ALVARES CABRAL E SUA FROTA DESEMBARCAM EM PORTO SEGURO (BA), DANDO O NOME A NOVA DESCOBERTA COMO “TERRA DE SANTA CRUZ” HABITADO PELOS NATIVOS TEMIMINÓS 01/01/1502 EXPLORADORES PORTUGUESES INICIAM A NAVEGAÇÃO PELO LITORAL DAS NOVAS TERRAS DESCOBERTAS PORTUGAL DISPUTAVA COM A ESPANHA A HEGEMONIA DAS NAVEGAÇÕES ATLÂNTICAS NA TENTATIVA DE ESTABELECER MONOPOLI COMERCIAL COM A ÁFRICA E A ÁSIA NÃO HÁ OCUPAÇÃO OFICIAL DO TERRITÓRIO PELA COROA PORTUGUESA. A REGIÃO FICA A MERC^R DE OCUPAÇÕES OCASIONAIS DE EUROPEUS AVENTUREIROS. EXPEDIÇÃO PORTUGUESA LIDERADA POR GASPAR DE LEMOS DE LEMOS (OU GONÇALO COELHO) DESCOBRE A BAÍA DE GUANABARA DENOMINANDO-A “RIA DE JANEIRO” (COM “A” MESMO) 1503 O EXPLORADOR PORTUGUÊS GONÇALO COELHO CONSTRÓI UMA CASA DE PEDRA, EM ESTILO EUROPEU E OS NATIVOS PASSAM A CHAMÁ-LA “CARIOCA” (CASA DE PEDRA OU CASA DE BRANCO), DE ONDE NASCE O TERMO USADO PARA DENOMINAR OS HABITANTES DA CIDADE. 1530 INICIO DA COLONIZAÇÃO OFICIAL DO BRASIL COM A Rei de Portugal: CAPITANIA DE SÃO VICENTE É A PRIMEIRA A SER A BAÍA DE GUANABARA ESTAVA INCLUSA NA
  • 4. LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL -2DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO 21/01/1532 FUNDAÇÃO DA PRIMEIRA VILA DO BRASIL: SÃO VICENTE, NO LITORAL DE SÃO PAULO A COROA PORTUGUESA QUER ASSEGURAR OS NOVOS TERRITÓRIOS SOB SEU DOMÍNIO MARTIN AFONSO DE SOUSA Governador Geral do Brasil: (1533 – 1564) Donatário da Capitania de São Vicente no Brasil Governador da Índia Portuguesa (1542 a 1545) O NAVEGADOR PORTUGUÊS JOÃO RAMALHO (NOMEADO CAPITÃO-MÓR DAS TERRAS DO PLANALTO) NAUFRAGARA NO LITORAL DO SUDESTE EM 1512 E VIVEU ENTRE OS NATIVOS BRASILEIROS POR 20 ANOS. PROPÕE UM TRATADO DE PAZ ENTRE NATIVOS (QUE VIVERÃO NO PLANALTO) E PORTUGUÊSES (QUE OCUPARÃO O LITORAL). 1540 FIM DO SISTEMA DE GOVERNO POR CAPITANIAS HEREDITÁRIAS EM 10 ANOS DO SISTEMA DE CAPITANIAIS SOMENTE 2 DELAS SE DESENVOLVERAM: PERNAMBUCO E SÃO VICENTE O NOVO SISTEMA DE OS ATAQUES DE NATIVOS DESTRUIRAM QUASE TODAS AS TENTATIVAS DE COLONIZAÇÃO DAS CAPITANIAS. O TERRITÓRIO
  • 5. LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL - 3DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO 1548 FIM DO SISTEMA DE CAPITANIAS HEREDITÁRIAS NO BRASIL O REI DOM JOÃO III TORNA O TERRITÓRIO DO BRASIL EM CAPITANIA REAL E NOMEIA UM GOVERNADOR GERAL REGIÃO DA BAÍA DE GUANABARA PASSA A SER CAPITANIA REAL 29/03/1549 CONSTRUÇÃO DE SÃO SALVADOR (BAHIA) POR TOMÉ DE OUZA COMO PRIMEIRA CAPITAL COLONIAL DO BRASIL NA CAPITANIA DA BAHIA DE TODOS OS SANTOS DOM JOÃO III RESOLVE ANISITIAR TODOS OS CRIMES E “PECADOS” COMETIDOS POR PORTUGUESES OU HOMENS BRANCOS NO BRASIL ANTES DE 1549 (DA CHEGADA DO GOVERNADOR GERAL), EXCETO EM 5 CASOS: HERESIA, SODOMIA, TRAIÇÃO AO REI, MOEDA FALSA E MORTE DE HOMEM CRISTÃO 1º. Governador Geral do Brasil: Tomé de Souza (1549 – 1553) EM SUAS VIAGENS DE INSPEÇÃO PELAS VILAS LITORÂNEAS DO BRASIL ENCONTROU TODO TIPO DE CRIMES E “ATOS PECAMINOSOS” 1552 VIAGEM DE INSPEÇÃO DE TOMÉ DE SOUZA ÀS VILAS E PONTOS DO LITORAL TOMÉ DE SOUZA NAVEGA PELA BAÍA DE GUANABARA E RECOMENDA AO REI A CRIAÇÃO DE UMA VILA NA REGIÃO. 1555 INVASÃO FRANCESA DO LITORAL BRASILEIRO A COROA PORTUGUESA TENTA DEFENDER-SE DA INVASÃO DE SUAS COLÔNIAS ULTRA- MARINAS. 2º.Governador Geral do Brasil: Duarte da Costa (1553 – 1558) APESAR DE TER COMBATIDO TROPAS FRANCESAS COM 400 HOMENS DO COMANDANTE NICOLAS DURANT VILLEGAINGNON OCUPAM A BAÍA DA
  • 6. LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL - 4DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO 1555 a 1565 OCUPAÇÃO FRANCESA NO LITORAL BRASILEIRO, EM ESPECIAL NA BAÍA DE GUANABARA Rei de Portugal: Dom Sebastião I, o Desejado (1557 – 1578) 3º. Governador Geral do Brasil: Mem de Sá (1558 – 1572) LUTA CONTRA OS NATIVOS ANTOPÓFAGOS NO LITORAL BRASILEIRO, EM ESPECIAL NA REGIÃO DA COSTA DO ATUAL ESTADO DO ESPÍRITO SANTO 1557 – Henriville era o nome da vila francesa no atual território do Rio de Janeiro com 400 homens brancos e somente 6 mulheres francesas. Fundador da vila de São Sebastião do Rio de Janeiro: Estácio de Sá (1565 – 1567) 1/03/1565 FUNDAÇÃO DA VILA DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO NA PRAIA VERMELHA (ATUAL FORTALEZA DE SÃO JOÃO) POR ESTÁCIO DE SÁ O OBJETIVO DA COROA PORTUGUESA ERA GARANTIR A POSSE DO TERRITÓRIO BRASILEIRO, MESMO QUE PORTUGAL NÃO TIVESSE CONDIÇÕES ECONÔMICAS E DE RECURSOS HUMANOS PARA FAZÊ-LO. Estácio de Sá recruta no Espírito Santo nativos Temiminós, que sob a liderança do cacique Araribóia, auxiliam na conquista da Baía da Guanabara contra as tropas francesas e os nativos Tupinambás, Estácio de Sá, sobrinho do Governador Mem de Sá, é encarregado de retomar a Baía de Guanabara para os portugueses, e expulsar as tropas francesas. 20/1/1567 Batalha de Uruçumirim, travada na foz do rio da Carioca, entre canoas de portugueses aliados a nativos TEMIMINÓS e nativos TUPINAMBÁS, aliados aos invasores franceses. Nasce nesta batalha o mito de que São Sebastião teria aparecido numa nuvem de Estácio de Sá é ferido no rosto por uma flechada durante a batalha de Uruçúmirim e vem a morrer em consequência dos ferimentos. Seu sobrinho, Salvador Correia de Sá, assume como governador da cidade e sucessor do fundador. A sede da vila do Rio de
  • 7. LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL - 5DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO 1567 TRANSFERÊNCIA DA VILA DO RIO DE JANEIRO PARA O MORRO DE SÃO JANUÁRIO ESTE NOVO NÚCLEO PASSOU A SER CONHECIDO COMO “CIDADE NOVA”, ENQUANTO ALGUNS MORADORES PERMANECERAM NO NÚCLEO DA PRAIA VERMELHA, CHAMADA DE CIDADE VELHA CONSTRUÇÃO DA FORTALEZA DE SÃO SEBASTIÃO, COM IGREJA DO MESMO NOME, NO ALTO DO MORRO, QUE PASSA A SER CONHECIDO COMO MORRO DO CASTELO LADEIRA DA MISERICÓRDIA – PRIMEIRA RUA DE ACESSO AO MORRO DE SÃO JANUÁRIO, QUE A COROA PORTUGUES ENTENDE QUE A DEFESA DO SEU TERRITÓRIO NO NOVO MUNDO É PEÇA FUNDAMENTAL NO JOGO POLÍTICO E ECONÔMICO DA EUROPA. PORTUGAL É UMA PAÍS EUROPEU DE PEQUENAS DIMENSÕES E SUA EXPANSÃO COMO IMPÉRIO SÓ SE FAZ POSSÍVEL GRAÇAS ÀS CHAMADAS “GRANDES NAVEGAÇÕES” ONDE ALARGAM-SE AS POSSIBILIDADES DE CONQUISTAS DE NOVOS MERCADOS ATRAVÉS DE MONOPÓLIOS COMERCIAIS. O QUE AS CHAMADAS REPÚBLICAS MARINHEIRAS (GENOVA, VENEZA, RAGUSA, ETC) FIZERAM NA IDADE MÉDIA NO MAR MEDITERRÂNEO, OS NA VISÃO DOS PORTUGUESES, O ENTÃO INEXPLORADO TERRITÓRIO BRASILEIRO ERA UM DESAFIO A SER VENCIDO PARA QUE ESTAS TERRAS REPRESENTASSEM ALGUM RETORNO FINANCEIRO À METRÓPOLE. O BRASIL ERA A OPORTUNIDADE DE ENRIQUECIMENTO PARA A NOBREZA PORTUGUESA, QUE POUCO INVESTIA NO DESENVOLVIMENTO DESTAS TERRAS, MAS ALMEJAVA CONSEGUIR GRANDES E EXPRESSIVOS RESULTADOS NESTAS TERRAS E REALOCÁ-LOS EM PORTUGAL. TRANSFERÊNCIA DA SEDE DA VILA DO MORRO DE URUÇUMIRIM (ATUAL OUTEIRO DA GLÓRIA) PARA O MORRO DE SÃO JANUÁRIO COM A CONSTRUÇÃO DA FORTALEZA DE SÃO SEBASTIÃO. POR CONTA DESTA FORTALEZA , O MORRO DE SÃO JANUÁRIO PASSOU A SER CONHECIDO COMO MORRO DO CASTELO, ATÉ 1992, QUANDO O MORRO FOI DEMOLIDO DANDO LUGAR A CHAMADA “ESPLANADA DO CASTELO” OU COMO É ATUALMENTE CONHECIDO A REGIÃO DO CASTELO, NO CENTRO DA CIDADE
  • 8. LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL - 6DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO 1568 APÓS A VITÓRIA DOS PORTUGUESES, O CHEFE INDIGENA TEMIMINÓ, ARARIBÓIA, RECEBEU DO GOVERNADOR SALVADOR CORREIA DE SÁ TERRAS NA ATUAL REGIÃO DE NITERÓI, SÃO CRISTOVÃO E NOVA IGUAÇÚ. SEM RECURSOS HUMANOS PARA OCUPAR A VASTA TERRA BRASILEIRA QUE DESEJAVA DOMINAR, OS PORTUGUESES SE VALERAM DE ALIANÇAS COM POVOS NATIVOS QUE LHES ERAM AMISTOSOS. ALÉM DOS BENEFÍCIOS ECONÕMICOS, PORTUGAL DESEJAVA TAMBÉM “CATEQUIZAR” OS NATIVOS PARA A FÉ CATÓLICA, DA QUAL ERA A COROA PORTUGUESA UMA FIEL ARDOROSA. A COLÔNIA BRASILEIRA VIVIA O CICLO ECONÔMICO DA EXPLORAÇÃO DE MONOCULTURAS AGRÍCULAS, EM ESPECIAL DE CANA DE AÇÚCAR. O AÇÚCAR REFINADO NA EUROPAR ERA UMPRODUTO MUITO VALORIZADO, CHEGANDO A SER CONHECIDO COMO “OURO BRANCO EM PÓ”. O EXTRATIVISMO VEGETAL ERA OUTRA VERTENTE DA ECONOMIA BRASILEIRA NESTA ÉPOCA COM A EXPLORAÇÃO DE EXTRAÇÃO DE PAU-BRASIL. OS TEMIMINÓS TINHAM SUAS TERRAS ORIGINALMENTE NA ILHA DE PARANAPUÃ (A MAOIR DA BAÍA DE GUANABARA QUE HOJE TEM O NOME DE ILHA DO GOVERNADOR), TENDO SIDO EXPULSOS PELOS TUPINAMBÁS E PASSARAM A VIVER NA REGIÃO DO ESPÍRITO SANTO. APÓS A TOMADA DA BAÍA DE GUANABARA, O GOVERNADOR SALVADOR CORREIA DE SÁ TOMOU A ILHA PARA SI E LÁ INSTALOU UM ENGENHO, MUDANDO O NOIME PARA ILHA DO GOVERNADOR. 1573 FUNDAÇÃO DA VILA DE SÃO LOURENÇO DOS ÍNDIOS (ATUAL CIDADE DE NITERÓI), NAS TERRAS DOADAS PELOS PORTUGUESES AO CHEFE ARARIBÓIA, CACIQUE DOS NATIVOS TEMIMINÓS, ALIADOS DOS A PARTIR DE 1581 ATÉ 1640, A COROA PORTUGUESA SERÁ UNIFICADA COM A COROA ESPANHOLA FORMANDO A UNIÃO IBÉRICA COM O GOVERNO DE 3 REIS DA DINASTIA FILIPINA DA ESPANHA. O CONTROLE DO ACESSO À NAVEGAÇÃO DA BAÍA DE GUANABARA (UM PORTO NATURAL PARA EMBARCAÇÕES A VELA) FOI UMA DAS METAS ASSEGURADAS PELOS PORTUGUESES PARA A OCUPAÇÃO PELOS
  • 9. LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL - 7DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO Março 1590 CONSTRUÇÃO DO MOSTEIRO DE SÃO BENTO NO RIO DE JANEIRO (antigo Morro da Conceição – atual Morro de São Bento) CHEGADA NA CIDADE DE UMA DAS MAIS ANTIGAS INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS ATÉ HOJE EXISTENTE NA CIDADE 1599 INVASORES FLAMENCOS (HOLANDESES), LIDERADOS POR OLIVER VAN NOORT, ATACAM A PRAIA DA AGUADA DOS MARINHEIROS OU PRAIA DE URUÇÚMIRIM (FOZ DO RIO DA CARIOCA), ÚNICA FONTE DE ÁGUA POTÁVEL DA CIDADE NA ÉPOCA. O ATAQUE É REPELIDO PELA POPULAÇÃO QUE PASSA A DENOMINAR A PRAIA COMO PRAIA DO FLAMENGO POR ESTA ÉPOCA, PORTUGAL E ESPANHAM ESTAVAM SENDO GOVERNADOS PELA DINASTIA FILIPINA DOM FELIPE I (1581-1598) DOM FELIPE II (1598 – 1621) DOM FELIPE III ( 1621 – 1640) FORMARAM A UNIÃO IBÉRICA O BRASIL FOI ATACADO PELOS HOLANDESES QUE ESTAVAM INVESTINDO CONTRA TODAS AS COLÔNIAS ESPANHOLAS NAS AMÉRICAS. A UNIÃO IBÉRICA ESTABELECIAM QUE O BRASIL ERA NA PRÁTICA TAMBÉM UMA COLÔNIA ESPANHOLA. 1693 DESCOBERTA DE OURO NA REGIÃO DE MINAS GERAIS REI DE PORTUGAL DA QUARTA DINASTIA – OS BRAGANÇAS DURANTE QUASE 2 SÉCULOS AS ATIVIDADES ECONOMICAS DA COLONIA BRASILEIRA ERAM AGRÍCOLAS E EXTRATIVISTAS. COMO PORTO NATURAL NA REGIÃO SUDESTE, A BAíA DE GUANABARA SERÁ O PÓLO NATURAL DA EXPORTAÇÃO DE OURO PARA PORTUGAL
  • 10. LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL - 8 DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO 1704 ABERTURA DO CHAMADO “CAMINHO NOVO” ENTRE A REGIÃO DAS MINAS GERAIS E O PORTO DO RIO DE JANEIRO (ATUAL TRAÇADO DA RODOVIA BR - 040 – RIO DE JANEIRO / BELO HORIZONTE) O PRIMEIRO CAMINHO ENTRE AS MINAS GERAIS E O LITORAL DO RIO DE JANEIRO FOI ABERTO EM 1695, E NA PRÁTICA ERA UMA PICADA NO MATO PARA TRÂNSITO DE TROPEIROS DE MULAS. APÓS 1704, PASSOU A SER CHAMADO DE “CAMINHO VELHO”, POIS ELIMINOU O TRANSPORTE NAVAL DOS CARREGAMENTOS DE OURO PELA COSTA DO RIO DE JANEIRO. ESTE LITORAL É ENTRECORTADO DE ILHAS, QUE SERVIAM DE ABRIGO PARA ESQUADRAS DE PIRATAS QUE ATACAVAM AS EMBARCAÇÕES QUE PARTIAM DE PARATY COM DESTINO AO RIO DE JANEIRO, ONDE ESTAVA A CASA DA MOEDA. A ATIVIDADE MINERADORA TRANSFORMOU A REGIÃO SUDESTE DO BRASIL NO MAIS VALIOSO TORRÃO COLONIAL PARA A COROA PORTUGUESA. A COROA PORTUGUESA ENTENDIA A ACUMULAÇÃO DESTAS RIQUEZAS COMO UMA “EXTENÇÃO DO PATRIMÔNIO FAMILIAR DOS NOBRES PORTUGUESES”, COBRANDO IMPOSTOS DE 20% SOBRE O OURO EFETIVAMENTE FUNDIDO NA CASA DA MOEDA DO RIO DE JANEIRO. AS DEMAIS ATIVIDADES ECONOMICAS DO BRASIL COLONIA FORAM SENDO RELEGADAS AO SEGUNDO PLANO, E INICIA-SE O PERÍODO ECONÔMICO DO CICLO DO OURO. O “CAMINHO NOVO” TERMINAVA NO PORTO DE PILAR (ATUAL REGIÃO DO MUNICÍPIO DE DUQUE DE CAXIAS), DALIOS CARREGAMENTOS DE OURO NAVEGAVAM ATÉ O PORTO DO RIO DE JANEIRO (PRAÇA XV) EM ÁGUAS DA BAÍA DE GUANABARA A COLONIA DO BRASIL É ELEVADA À CONDIÇÃO DE VICE-REINO (1704 A 1808), FICANDO O VICE-REI SEDIADO EM SALVADOR, NA BAHIA, E O GOVERNADOR GERAL NO RIO DE PORTUGAL ENRIQUECIA A “OLHOS VISTOS” E AS DEMAIS NAÇÕES EUROPEIAS “INVEJAVAM” TAMANHA PROSPERIDADE VILA RICA (ATUAL OURO PRETO) ERA A CIDADE MINEIRA MAIS RICA, QUE TINHA MAIS RIQUEZAS QUE A CIDADE DE NOVA A CIDADE DO RIO DE JANEIRO SE BENEFICIA COM SUA CONDIÇÃO DE PORTO MERCANTIL E SEDE DO GOVERNO GERAL DA
  • 11. LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL - 9DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO Agosto de 1710 CORSÁRIO FRANCÊS JEAN FRANÇOIS DUCLERC E UMA TROPA DE 1 MIL SOLDADOS FRANCESES TENTA UMA 2ª. INVASÃO AO TERRITÓRIO DA BAÍA DE GUANABARA E A VILA DO RIO DE JANEIRO REI DE PORTUGAL DA DINASTIA DE BRAGANÇA DOM JOÂO V, O MAGNÍFICO (1707 – 1750) AS TROPAS PORTUGUESAS CONSEGUEM DETER O ATAQUE, DERROTAR OS FRANCESES E MATAR JEAN FRANÇOIS DUCLERC. ESTA VITÓRIA PORTUGUESA DARÁ MOTIVO A REALIZAÇÃO DA 3ª. TENTATIVA DE INVASÃO NO ANO SEGUINTE PELOS FRANCESES. Setembro de 1711 NA 3ª TENTATIVA FRANCESA DE OCUPAÇÃO DA BAÍA DE GUANABARA, O CORSÁRIO FRANCÊS RENÊ DOUGAI –TROUIN CHEGA AO RIO COM 17 A 18 EMBARCAÇÕES E UMA TROPA DE 5.764 HOMENS ESTE ATAQUE FRANCÊS, AO CORAÇÃO DE UMA DAS MAIS RICAS COLÔNIAS PORTUGUESAS PROVOCOU O ROMPIMENTO DE RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS ENTRE PORTUGAL E A FRANÇA. OUTRA EMBARCAÇÃO FRANCESA SÓ VOLTARIA A APORTAR NO RIO DE JANEIRO A PARTIR DE 1713. O ATAQUE DOS FRANCESES AO RIO DE JANEIRO TRAUMATIZOU A POPULAÇÃO QUE CHEGOU A INICIAR A CONSTRUÇÃO DE UMA MURALHA MILITAR, PORÉM NÃO FOI TERMINADA. O ATAQUE FRANCÊS VEIO POR DOIS FLANCOS, PARTE DAS TROPAS DESEMBARCARAM NA ÁREA DA BARRA DA TIJUCA E ATACARAM POR TERRA, E OS DEMAIS VIERAM PELA ENTRADA DA BAÍA DE GUANABARA. A CIDADE DO RIO DE JANEIRO NÃO ESTAVA PREPARADA PARA ESTE ATAQUE E CAPITULOU. OS INVASORES FICARAM AQUI POR 40 DIAS E EXIGIRAM RESGATE DA CIDADE EM DINHEIRO, AÇÚCAR E GADO.
  • 12. LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL - 10DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO 1725 - 1732 CICLO DO OURO E DIAMANTE NO BRASIL SÉCULOS XVIII E XIX GOVERNADOR GERAL DO RIO DE JANEIRO LUIS VAHIA MONTEIRO, O ONÇA RECUPERA AS ESTRUTURAS MILITARES DE DEFESA DA CIDADE E FAZ OUTRAS BENFEITORIAS URBANAS 1763 TRANSFERÊNCIA DA CAPITAL COLONIAL DO BRASIL DE SALVADOR (BAHIA) PARA RIO DE JANEIRO. REI DE PORTUGAL DOM JOSÉ I SECRETÁRIO DE ESTADO DO REINO MARQUÊS DE POMBAL (1750-1777) MARQUÊS DE POMBAL EXPULSOU OS JESUÍTAS (QUE TINHAM COLÉGIOS NO BRASIL) DE PORTUGAL E SUAS COLONIAS EM 1758. A LÍNGUA TUPI E O NHAGATÚ (IDIOMAS POPULARES DOS NATIVOS BRASILEIROS) FORAM PROIBIDAS E O USO DA LÍNGUA PORTUGUESA OBRIGATÓRIA NO BRASIL. PARA MAIOR CONTROLE DA PRODUÇÃO DE OURO VINDA DE MEINAS GERAIS PARA O RIO DE JANEIRO, A COROA PORTUGUESA TRANSFERE A CAPITAL COLONIAL DO BRASIL DE SALVADOR PARA O RIO DE JANEIRO. 1780 COMEÇA A EXPANSÃO TERRITORIAL DA CIDADE PARA ALÉM DOS LIMITES DA RUA URUGUAIANA (NO CENTRO).
  • 13. LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL - 11DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO 1808- 1821 CHEGADA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA AO BRASIL EM FUGA DA INVASÃO NAPOLEÔNICA À PORTUGAL 1815 – ELEVAÇÃO DO BRASIL À CATEGORIA DE REINO UNIDO A PORTUGAL E ALGARVES RAINHA DE PORTUGAL DONA MARIA I, A LOUCA (1758 – 1816) PRINCIPE REGENTE DOM JOÃO VI ABERTURA DOS PORTOS E DO COMÉRCIO ÀS NAÇÕES AMIGAS CHEGADA DE MAIS DE 15 MIL PESSOAS DE PORTUGAL PARA A REGIÃO DO RIO DE JANEIRO, CERCA DE 1/3 DA POPULAÇÃO ORIGINAL DA CIDADE. 1822 - 1831 7/09/1822 INDEPENDÊNCIA DO BRASIL IMPERADOR DO BRASIL DOM PEDRO I RIO DE JANEIRO TORNA-SE A CAPITAL DO IMPÉRIO DO BRASIL 1831 - 1840 RETORNO DE DOM PEDRO I A PORTUGAL PERÍODO DE REGÊNCIAS NO BRASIL AS CORTES PORTUGUESAS EXIGEM A VOLTA DE PEDRO I PARA QUE ASSUMA O TRONO PORTUGUÊS, VAGO COM A MORTE DE SEU PAI DOM PEDRO I DEIXA COMO SUCESSOR DO IMPÉRIO DO BRASIL SEU FILHO DE 5 ANOS DE IDADE, QUE ASSUMIRÁ O TRONO AOS 15 ANOS DE IDADE COM O NOME DE DOM PEDRO II (MONARCA QUE MAIS TEMPO REINOU NO BRASIL: 49 ANOS) PERÍODO ÁUREO DA ECONOMIA CAFEEIRA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, QUE ESCOA SUA PRODUÇÃO PELO PORTO DO RIO DE JANEIRO. 1858 - 1859 1858 – ESTRADA DE FERRO CENTRAL DO BRASIL 1859 – PRIMEIRO SISTEMA
  • 14. LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL - 12DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO 1879 INSTALAÇÃO DO PRIMEIRO SISTEMA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA A ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL: ESTAÇÃO DA ESTRADA DE FERRO DOM PEDRO II 1884 INAUGURAÇÃO DA PRIMEIRA ESTRADA DE FERRO TURÍSTICA DO BRASIL: ESTRADA DE FERRO DO CORCOVADO 1887 ABERTURA DO PRIMEIRO TÚNEL DO RIO DE JANEIRO NA RUA ALICE 13/05/1888 ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA NEGRA NO BRASIL COM A LEI ÁUREA AFETOU DIRETAMENTE A ECONOMIA CAFEEIRA DA PROVINCIA DO RIO DE JANEIRO, COM A LIBERAÇÃO DA MÃO DE OBRA ESCRAVA O PORTO DO RIO DE JANEIRO ERA MUNDIALMENTE CONHECIDO POR SER UM DOS MAIS INSALUBRES DO MUNDO. EPIDEMIAS DE FEBRE AMARELA NA CIDADE ERAM COMUNS NO VERÃO. 15/11/1889 PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA QUEDA DA MONARQUIA E DO IMPERADOR DO BRASIL SANEAR E MODERNIZAR O RIO DE JANEIRO ERA A META PARA GERAR O
  • 15. LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL - 13DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO 1903 - 1905 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA RODRIGUES ALVES DÁ PLENOS PODERES AO ENGENHEIRO FRANCSICO PEREIRA PASSOS, QUE ASSUME COMO O PREFEITO DO RIO, COM TODOS OS PODERES GARANTIDOS. O NOVO GOVERNO RFEPUBLICANO QUER APAGAR A MEMÓRIA DA MONARQUIA E DO IMPÉRIO NO BRASIL. REFORMAS URBANAS REPRESENTAM ESTE IDEAL DE PROMOÇÃO DA RECENTE REPÚBLICA AOS OLHOS DO MUNDO. CÂMARA DOS VEREADORES É FECHADA PELO GOVERNO FEDERAL PARA EVITAR OPOSIÇÃO AOS PLANOS DE REMODELAÇÃO DA CIDADE, TOCADOS PELO PREFEITO PEREIRA PASSOS. É O TEMPO DO “BOTA-ABAIXO” COM DEMOLIÇÕES DE CENTENAS DE CASARIOS ANTIGOS E RUAS ESTREITAS NO CENTRO. 1903 GRANDES REFORMAS URBANAS NO RIO DE JANEIRO COM O PREFEITO PEREIRA PASSOS (1903 A 1906) CONSTRUÇÃO DO NOVO CAIS DO PORTO DA GAMBOA. 1905 CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA A FEBRE AMARELA, LIDERADA PELO MÉDICO OSWALDO CRUZ. 1908 CENTENÁRIO DA VINDA DA FAMIÍLIA REAL AO BRASIL E ABERTURA DOS PORTOS NO BRASIL ÀS NAÇÕES AMIGAS O BRASIL APRESENTA AO MUNDO UM RIO DE JANEIRO COM ASPECTOS EUROPEUS, COM AS REFORMAS URBANAS DE PEREIRA PASSOS (PREFEITO DO RIO) FEIRA INTERNACIONAL ORGANIZADA NA REGIÃO DA URCA DERAM ORIGEM AOS PRÉDIOS CLÁSSICOS DO INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT E ATUAL UFRJ. 1912 – 1913 INAUGURAÇÃO DO BONDINHO DO PÃO DE AÇÚCAR
  • 16. LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL - 14DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO 1920 -1922 DERRUBADA DO MORRO DO CASTELO NO CENTRO, SURGINDO A ESPLANADA DO CASTELO 1922 CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA NA REGIÃO DA PRAÇA XV 1926 CONSTRUÇÃO DO PALÁCIO TIRADENTES (ALERJ) 1930 PLANOS DE ALFREDO AGACHE TRAÇAM AS RUAS DO RIO DE JANEIRO ATUAL 1936 CONSTRUÇÃO DO AEROPORTO SANTOS DUMONT 1941 -1944 CONSTRUÇÃO DA AVENIDA PRESIDENTE VARGAS E DA ESTAÇÃO DA CENTRAL DO BRASIL 1946 CONSTRUÇÃO DA AVENIDA BRASIL 1950 INAUGURAÇÃO DA TV TUPI EM SÃO PAULO, A PIONEIRA NO PAÍS 1948 – 1950 CONSTRUÇÃO DO ESTÁDIO DO MARACANÃ PARA A COPA
  • 17. LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL - 15DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO 1950 - 1963 CONGRESSO MUNDIAL EUCARISTICO NO RIO DE JANEIRO EM 1955 CONSTRUÇÃO DO ATERRO DO FLAMENGO, MUSEU DE ARTE MODERNA E MONUMENTO DOS PRACINHAS 1961 TRANSFERÊNCIA DA CAPITAL DO BRASIL DO RIO DE JANEIRO PARA BRASÍLIA A CIDADE DO RRIO DE JANEIRO, ENTÃO DISTRITO FEDERAL TORNA-SE ESTADO DA GUANABARA 1965 REVOLUÇÃO MILITAR DE 1964 OBRAS DE AMPLIAÇÃO DE AVENIDAS E VIADUTOS NA CIDADE 1975 FUSÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO COM O ESTADO DA GUANABARA O RIO DE JANEIRO PASSA A SER A CAPITAL DO NOVO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Tinham sido separados ainda no período imperial em 1834 1992 O RIO DE JANEIRO É SEDE DA CONFERÊNCIA MUNDIAL ECO 92 2007 O RIO DE JANEIRO SEDIA OS JOGOS OLÍMPICOS PANAMERICANOS COPA DO MUNDO DE PARTIDA FINAL DA COPA É
  • 18. LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DO BRASIL - 16DATA FATO HISTÓRICO PORTUGAL BRASIL RIO DE JANEIRO 2016 GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DECRETAESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA NAS FINANÇAS IMPEACHMENT DA PRESIDENTE DA REPÚBLICA// PRESIDENTE DA CÂMARA FEDERAL É PRESO POR CORRUPÇÃO A CIDADE SEDIA OS JOGOS OLÍMPICOS E PAROLÍMPICOS MUNDIAIS. SISTEMA DE METRÔ É ESTENDIDO ATÉ A BARRA DA TIJUCA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE BRTs NA ZONA NORTE DA CIDADE
  • 19. O RIO DE JANEIRO E SUA EVOLUÇÃO HISTÓRICA Em 1565 nasce uma pequena vila de São Sebastião do Rio de Janeiro, na entrada da Baía de Guanabara. Sua fundação por motivos estratégicos e militares para os portugueses na época, vai se revelar uma das mais importantes cidades da América do Sul e do mundo.
  • 20. OS NATIVOS BRASILEIROS Os povos nativos do Brasil foram mais detectados na área costeira do país a partir de 1500. Algo bastante comum, já que as primeiras vilas portuguesas e tentativas de colonização do novo território só alcançavam mesmo a região litorânea. As incursões exploradoras do interior do território brasileiro se dá com os movimentos de “Entradas e Bandeiras” a partir de 1531. Na região do Rio de Janeiro tivemos os grupos de nativos Tamoios (ou Tupinambás) e os Temiminós. Os primeiros, Tamoios, eram frontalmente hostis aos portugueses e aliaram-se aos franceses na baía de Guanabara. Já os Temiminós eram aliados
  • 21. ONDE COMEÇOU A CIDADE Ilha de Paranapuã (atual, Ilha do Governador) Núcleo urbano inicial da vila de São Sebastião do Rio de Janeiro Cidade Velha, na Praia Vermelha, onde a cidade foi fundada por Estácio de Sá em 1565, próximo à entrada da Baía de Guanabara. (atualmente na área militar da Fortaleza de São João, Urca). Foz do Rio Carioca (Acarioca), única fonte de água potável na época.
  • 22. ONDE COMEÇOU A CIDADE CIDADE NOVA Morro de São Januário, onde foi construída pelos portugueses a Fortaleza de São Sebastião em 1568 (posteriormente conhecido como Morro do Castelo) . Ilha de Villegnagnon – Forte de Coligny 1555 – construído pelos franceses Morro de Uruçúmirim (Outeiro da Glória) – Núcleo da conquista da Baía de Guanabara pelos portugueses em 1567. CIDADE VELHA Praia Vermelha – Núcleo de fundação da vila de São Sebastião do Rio de Janeiro em 01/03/1565 por Estácio de Sá. (atualmente na Fortaleza de São João) Lagoa Rodrigo de Freitas Ipanem a Forte de Copacabana Corcovado Pão de Açúcar
  • 23. O RIO DE JANEIRO EM 1820 O Morro do Castelo foi desmontado na década de 1920.
  • 24. MORRO DO CASTELO (1893/1894) Em cima do morro estava construída desde 1568 a Fortaleza de São Sebastião do Rio de Janeiro (daí o nome de Morro do Castelo), núcleo inicial da então chamada “Cidade Nova” do Rio de Janeiro. O núcleo de fundação da cidade, em 1565, onde é hoje parte da Fortaleza de São João, na Urca, passou a ser chamada de “Cidade Velha”. Ladeira da Misericórdia, principal acesso ao topo do morro do Castelo
  • 25. MORRO DO CASTELO (1893/1894) Morro do Castelo Igreja São José Antiga cadeia Paço Municipal Rua Direita Igreja Nossa Senhora do Carmo
  • 26. MORRO DO CASTELO (1893/1894) O morro do Castelo foi “desmontado” (era basicamente um morro de terra de saibro) por volta de 1922 e sua terra usada como parte do aterro da área próxima onde hoje está o Aeroporto Santos Dumont e a chamada área do Calabouço. Na região criou-se a chamada “Esplanada do Castelo”, onde nos anos 1930 e 1940 foram construídos os prédios ministeriais do governo de Getúlio Vargas.
  • 27. O CENTRO ANTIGO DO RIO 1893/1894 Igreja São JoséMorro do Castelo Mosteiro de São Bento Ilha das Cobras Antiga Cadeia Velha (atual Alerj)
  • 28. Mapa do Centro do Rio de Janeiro em 1858 Hotel Pharoux Rua e praia de Santa LuziaMorro do Castelo (demolido em 1922) Atual Praça XV
  • 29. O CENTRO DO RIO DE JANEIR0 (ANTES DE 1905) Traçado da futura Avenida Rio Branco (antiga Avenida Central de 1904 a 1912) Traçado da futura Avenida Presidente Vargas (1941 a 1944)
  • 31. REGIÃO DA PRAÇA XV DE NOVEMBRO Terreiro da Polé Praça do Carmo Praça XV
  • 32. RUA PRIMEIRO DE MARÇO (APÓS 1875) Em 1567 foi criada a “Rua Direita do Carmo para São Bento” (era o nome completo do logradouro que popularmente passou a ser chamada de “Rua Direita” até 1875), ligando o Largo da Misericórdia (no alto do então Morro do Castelo, sede do governo da vila do Rio de Janeiro, fundada em 1565) ao Morro de São Bento, onde foi construído no século XVII o Mosteiro de São Bento. É considerada a mais antiga rua da cidade, inicialmente uma estreita faixa de terra entre os morros e a praia. Após 1875, a Rua Direita é renomeada de Rua Primeiro de Março em homenagem à data de 1/03/1870, quando foi travada a Batalha de Aquidabã (nome do riacho, afluente do rio Paraguai, onde o ditador paraguaio Francisco Solano Lopez foi morto pelo cabo do exército Francisco Lacerda – o Chico Diabo), com a vitória das forças aliadas (Argentina, Uruguai e Brasil) e foi a derradeira batalha que encerrou a Guerra do Paraguai. Essa foi, durante 5 anos, o maior conflito militar da América do Sul e deixou um saldo de 100 mil mortos de
  • 33. Rua Direita, atual Avenida Primeiro de Março
  • 34. PRAÇA QUINZE Um imenso “terreirão” se abria entre o atual Paço Municipal e porto da então vila do Rio de Janeiro, de onde desembarcavam as mercadorias e carregamentos de ouro para a Casa da Moeda (que estava no interior do Palácio dos Governadores ou atual Paço Municipal). O local recebia a denominação de “Terreiro da Polé”, e era uma área de grande agitação popular por estar ali concentradas as principais atividades econômicas da cidade na época. O Chafariz da Pirâmide, construído no século XVIII pelo Mestre Valentim (Valentim da Fonseca e Silva), tinha como função trazer água para o abastecimento dos barcos e seus marinheiros, durante o governo do vice-rei, Dom Luis de Vasconcelos e Souza, de 1779 a1790. Nesta época, as caravelas e embarcações a vela não atracavam no porto, e dependiam de pequenas embarcações a remo para embarque e desembarque de pessoas, mercadorias e mantimentos. Somente no século XIX, com a introdução das embarcações movidas a motor (a vapor) é que se iniciou o uso de cais acostáveis, pois as embarcações tinham mais facilidade de manobra na água. O “terreiro da Polé” muda de nome após a Proclamação da República, homenageando a data quando foi realizada; 15 de novembro. Popularmente, ficou conhecida como Praça XV.
  • 35. CAIS DO PHAROUX 1 Primeiro hotel decente que foi aberto em 1825 na cidade do Rio de Janeiro: Pharoux Cais de carga na Praça XV, Cais do Pharoux Chafariz do Mestre Valentim
  • 36. CAIS DO PHAROUX 2 Herói de guerra em Marselha, onde lutara ao lado de Napoleão Bonaparte, o francês LOUIS DOMINIQUE PHAROUX veio refugiar-se no Rio de Janeiro, onde chegou em 1816. O Rio de Janeiro era uma cidade pequena e desorganizada que vira a chegada da família real apenas 8 anos antes, em 1808. Em 1817, na rua da Quitanda, o empreendedor francês Pharoux inaugura na cidade o primeiro hotel decente da cidade (Hotel Pharoux), que na prática era mais um restaurante e posteriormente oferecia quartos. Em 1838, o estabelecimento já como hotel é transferido para um prédio na Rua Fresca (nas proximidades da atual Praça XV de Novembro, na área onde está hoje o prédio anexo da Alerj). O hotel Pharoux era um estabelecimento mais próximo do padrão de hotéis de luxo europeus para a época. Oferecia serviços de banhos (um verdadeiro luxo, numa cidade onde nem havia o hábito do uso de banheiros) Sua proximidade à Praça XV era para aproveitar a potencial clientela que chegada no único porto da cidade que datava de 1779, tendo sido construído pelo vice-rei Dom Luis Vasconcelos, e contava como fonte de água potável e fresca o chafariz de Mestre Valentim, que gratuitamente abastecia as embarcações. Louis Pharoux voltou para a França, onde faleceu em 1867, mas a partir de 1842 com o incremento do comércio do café e o transporte das sacas por embarcações, foi feita uma modernização na área da Praça XV de Novembro e o novo cais que tinha o nome de Cais do Paço (em homenagem ao Paço dos Governadores, atual Paço Municipal) tomou o nome de Cais do Pharoux. Em 1889 é criada a companhia Cantareira e Viação Fluminense que passou a operar as barcas a vapor ligando o Rio de Janeiro a Niterói, o serviço de bondes de tração animal e transporte de água potável para Niterói. Entre 1903 a 1908 novos melhoramentos portuários, com aumento e modernização do Cais do Pharoux e até mesmo a operação de novas barcas a vapor. No governo do Marechal Hermes da Fonseca, entre 1910/1914, foram implantadas várias obras de melhorias e ampliações das instalações portuárias do Rio de Janeiro.
  • 37. HOTEL PHAROUX (1838 A 1858) (NA RUA FRESCA, 3 – PRAÇA VX) Fundado em 1817 pelo francês Louis Pharoux, inicialmente como um restaurante (de excelente comida e vinhos franceses), e a partir de 1838 como restaurante e hotel (localizado na atual Praça XV de Novembro), é considerado o primeiro estabelecimento de hospedagem de qualidade (entenda-se “padrão europeu da época) a funcionar na cidade do Rio de Janeiro. Tinha sala de jantar com capacidade para 80 pessoas. Com a chegada da família real portuguesa (e cerca de 10 mil pessoas acompanhantes da nobreza) ao Rio de Janeiro em 1808, não havia estabelecimentos de hospedagem de boa qualidade na cidade (somente hospedarias muito precárias). A abertura dos portos às “Nações Amigas”, decretada em 1808 pelo príncipe regente Dom João VI, acabou transformando o precário porto do Rio num centro de entreposto de mercadorias, visitado por navios estrangeiros. Nesta época, os estrangeiros que não tivessem carta de recomendações para hospedagem em terra (em casa de famílias) pernoitavam nas suas próprias embarcações, para evitar os ratos e mosquitos e infestavam a cidade e as precárias hospedarias. Funcionou como hotel até 1858.
  • 38. O PAÇO MUNICIPAL Um dos mais antigos prédios ainda de pé no Centro do Rio de Janeiro é o chamado Paço Municipal (ou Palácio Municipal). O prédio data do século XVIII tendo sido construído pelo então governador Gomes Freire de Andrade, o Conde de Bobadela, que governou o Rio de Janeiro entre 1733 e 1763. No princípio a construção apenas o piso térreo e ali funcionou a Casa da Moeda, onde toda a produção de ouro extraído das Minas Gerais deveria ser fundido em barras e dos quais se cobrava o imposto real de 20% sobre a produção (popularmente conhecido como o QUINTO). Foi também o Palácio dos Governadores, já que em 1763 a capital do Brasil Colônia foi transferida por ordem real da cidade de Salvador na Bahia para o Rio de Janeiro. O Palácio também abrigou a família real portuguesa a partir de 1808, quando a sede do império português foi transferida para o Rio de Janeiro, e desta forma o edifício sofreu inúmeras alterações arquitetônicas e ampliações de mais andares. Era considerado o prédio que mais tinha janelas de vidro em toda a cidade do Rio de Janeiro. Vidraças eram produtos muito caros para a época, e só as construções de nobres podiam ostentar tal requinte.
  • 39. PRAÇA XV – IGREJA NOSSA SENHORA DO CARMO A Igreja de Nossa Senhora do Carmo foi construída entre 1761 e 1770, com obras a cargo do Mestre Manuel Alves Setúbal, em substituição à Capela de Nossa Senhora do Ó que datava de 1590. A sua decoração em talha de madeira dourada começou a ser feita em 1785 pelo Mestre Inácio Ferreira Pinto. Este sítio era anexo ao Convento da Ordem do Carmo, uma das mais antigas instituições religiosas da cidade que se estabeleceram ali em 1590, somente 25 anos após a fundação da vila do Rio de Janeiro. Devido a sua proximidade ao então chamado Paço dos Vice-Reis (atual Paço Municipal), a partir de 1808, com a chegada da família real portuguesa e sua corte, os prédios do Convento da Ordem do Carmo foram também utilizados como Casa de Despachos da corte portuguesa. A própria rainha de Portugal, Dona Maria I (também conhecida como “A Louca”), foi instalada no prédio do convento, que na época era ligado por um passadiço elevado atravessando a Rua Direita (atual, Avenida Primeiro de Março), demolido em 1890. Por ser a igreja mais próxima do palácio, o príncipe regente, Dom João VI, a designou como Capela Real em 1808 e pouco mais tarde, tornou-se a Catedral do Rio de Janeiro até o ano de 1976. Em 1816, com a morte de Dona Maria I, seu filho Dom João VI foi sagrado rei nesta igreja. E em 1817, o Príncipe Dom Pedro I casa-se com a Princesa Leopoldina, da Áustria, em cerimônia pomposa nesta igreja. Popularmente, é uma das mais concorridas na cidade para cerimônias de casamentos. O aspecto atual da fachada da igreja data de 1905 (com a construção da torre) e de 1910, com a construção do
  • 40. PRAÇA XV – PALÁCIO TIRADENTES O prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) data de 1926 e tem o nome de Palácio Tiradentes. O primeiro prédio no local funcionou a partir de 1640 como Câmara Municipal e no piso inferior era a “Cadeia Velha”, onde o “Inconfidente” Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier) ficou preso por 3 anos até ser condenado à forca em 21 de abril de 1792. Em 1808, com chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro, o prédio foi transformado em acomodações para a criadagem de Dom João VI. A partir de 1822, passa por reformas e passa ser a sede da Assembleia Geral Constituinte do Brasil, e funcionou como Câmara dos Deputados até 1914 Em 1922, a antigo prédio é demolido e o atual Palácio Tiradentes é construído e inaugurado em 1926. Em 1960, com a mudança da capital do Rio de Janeiro para Brasília, deixa de ser a sede da Câmara dos Deputados. De 1960 a 1975, foi sede da Assembleia Legislativa do Estado da Guanabara. A partir de 1975, com a fusão da Guanabara ao Rio de Janeiro, tornou-se a sede da Assembleia Arquitetura em estilo eclético, com figuras decorativas alusivas à Independência e ao período Republicano do Brasil
  • 41. IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE NOSSA SENHORA DO CARMO As duas igrejas, em frente à Praça XV, fazem parte do complexo de edifícios históricos que formavam o Convento do Carmo, que sofreu modificações arquitetônica s nos anos 1960 com a construção do moderno prédio da Rua da Assembleia, N.S. do Carmo antiga Sé e N.S. do Monte do Carmo
  • 42. IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE NOSSA SENHORA DO CARMO O Convento do Carmo foi estabelecido em 1589 no terreno ao lado do atual Paço Municipal (na época, Paço dos Governadores) por doação da Câmara da cidade a Frei Pedro Viana e aos irmãos carmelitas da então Capela de Nossa Senhora do Ó. Em 1611, a irmandade recebe o terreno vizinho (ainda não existia a rua Sete de Setembro) e em 1619 constroem o Convento. Da primitiva capela, começa a ser construída a atual igreja entre 1761 a 1776. Com a chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro em 1808, parte dos prédios do convento foi confiscada pelo príncipe regente Dom João VI, que ali instalou a residência de sua mãe, a rainha de Portugal, Dona Maria I (a Louca), que ali viveu por 8 anos, até sua morte em 1816. Também a partir de 1808, a igreja passou a ser considerada Capela Real Portuguesa e sede Episcopal da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro ( condição que permaneceu até 1976, quando foi transferida para a moderna catedral metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro – daí o nome de Antiga Sé). 20/03/1816 – Sagração de Doma João VI como rei de Portugal, Brasil e Algarves, após a morte de sua mãe, a rainha Maria I, a louca. 06/11/1817 – Cerimônia de casamento religioso entre o Príncipe Dom Pedro (futuro Imperador Dom Pedro I) e a princesa austríaca (e futura imperatriz), Dona Leopoldina de Hapsburg. Set 1822 – Após a proclamação da Independência, passou à condição de Capela Imperial, por ordem de D. Pedro I, que foi consagrado ali como imperador (assim como Dom Pedro II, consagrado imperador em 1831) 15/10/1864 – Cerimônia de casamento religioso da Princesa Isabel e o Conde D’Eu.
  • 43. IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE NOSSA SENHORA DO CARMOA Irmandade da Ordem Terceira da Nossa Senhora do Carmo estabeleceu-se na cidade em 1648 e em 1661 assumiu a capela da Paixão de Cristo. Em 1752 foram lançados os planos de construção da igreja atual, mas sua construção foi realizada entre 1755 a 1770. 1772 a 1800 – A igreja recebe obras do Mestre Valentim, o que a torna um dos melhores exemplos da estilo rococó no Brasil. Em seu altar há uma rara imagem de Santa Emericiana, a bisavó de Jseus Cristo.
  • 44. CONVENTO DO CARMO O Convento do Carmo foi estabelecido na cidade em 1589 pelo Frei Pedro Viana e irmãos carmelitas. Receberam a doação do terreno em frente da Câmara Municipal e assumiram a capela de Nossa Senhora do Ó. O prédio do convento foi construído em 1619, mas do prédio original restou apenas um bloco, atualmente ocupado pela Universidade Cândido Mendes (UCAM). Entre 1808 e 1816, ali residiu a rainha de Portugal e do Brasil, Dona Maria I, a louca, e mãe de Dom João IV.
  • 45. IGREJA SÃO JOSÉ A atual igreja católica foi construída em estilo colonial entre 1808 e 1842 e substituiu a primeira igreja original, datada do século XVII, que foi construída frente ao mar e fachada para a Rua da Misericórdia (que situava-se aos fundos da atual igreja). A atual fachada está na Rua Primeiro de Março. É uma das primeiras igrejas da cidade, mas a documentação referente à primeira igreja original foi perdida durante a ocupação francesa de 1711, quando tropas corsárias de Renê Dougai Troin atacaram e tomaram a então pequena vila do Rio de Janeiro. Tradicionalmente, é uma igreja colonial bastante usada para cerimônias de casamentos tradicionais. São José é o padroeiro das famílias.
  • 46. IGREJA DA IRMANDADE SANTA CRUZ DOS MILITARES Localizada na Rua Primeiro de Março 36, a atual igreja teve sua construção entre 1780-1811 no estilo barroco e neoclássico, tendo sido inaugurada por Dom João VI. A Irmandade surgiu entre 1623 e 1628, reunindo militares do exército português que criaram a entidade para auxílio mútuo e local para enterro dos militares falecidos e construíram uma capela. O nome teve origem no Forte de Santa Cruz, que ali existia no século XVII, e estava desativado como unidade militar. Entre 1703 e 1733, a capela original tornou-se também a Catedral da cidade, em substituição à Igreja de São Sebastião do Rio de Janeiro. Por duas vezes foi elevada à condição de Igreja Imperial em 1828 (com Dom Pedro I) e 1840 (com Dom Pedro II), quando sofreu o primeiro grande incêndio que destruiu a decoração interna original feita pelo Mestre Valentim. Em 1923 outro incêndio chegou a destruir o seu altar-mor. Sua fachada é uma réplica dos Templo dos Mártires de Lisboa, Portugal.
  • 47. ARCO DO TELE S Localiza-se na Praça XV de Novembro, 34, o único casarão construído no século XVIII que restou de um grande incêndio de 1790. O casarão e muitos dos prédios ao seu redor eram propriedade do juiz dos órfãos FRANCISCO TELLES DE MENEZES e sua família (daí origem do nome: Arco do Telles). A partir de 1738, com a construção da Casa dos Governadores (atual Paço Municipal), a região da então Praça do Carmo (atual Praça XV), passou a ser uma região valorizada. O juiz comprou terrenos ali e construiu várias casas para aluguel à comerciantes e membros da classe alta da cidade na época. O prédio dos Arcos (que liga a Praça XV a Travessa do Comércio, na época chamada de Mercado do Peixe) chegou a ser sede do Senado da Câmara (a Câmara dos Vereadores da época). No interior dos Arcos, uma imagem de Nossa Senhora dos Prazeres era também exibida aos devotos. Tradicionalmente, residiam ali imigrantes portugueses. Em 1790, um incêndio devastou a maior parte dos prédios (só sobraram os arcos), e os residentes mais ricos dali se afastaram. A área entrou em decadência, passando a ser residência de imigrantes pobres, prostitutas e pessoas de “má fama”.
  • 48. TRAVESS A DO COMÉRCI O Tinha o nome de Travessa do Mercado do Peixe e desde 1730 era uma região de mascates portugueses ricos. É acessível através do Arco do Teles, da antiga praça do Carmo (atual praça XV de Novembro) e antiga rua da Cruz (atual rua do Ouvidor). Depois do incêndio de 1790, grande parte dos prédios foram destruídos, e os que sobraram passaram a ser habitados por famílias mais pobres e por prostitutas, período em que a região viveu grande declínio social e econômico, porém sem deixar de ser um reduto de imigrantes portugueses. A família da cantora popular brasileira nos anos 1930 e 1940, CARMEM MIRANDA (nascida em Portugal e batizada de Maria do Carmo Miranda Cunha) residiu no prédio número 13, por seis anos (de 1925 a 1931), na sua adolescência, e a mãe da cantora mantinha ali uma pensão, fornecendo “quentinhas” de alimentação. O local é atualmente um restaurante, visto que a maioria dos prédios, a partir do século XX tornou-se um reduto de boemia e de bares da cidade.
  • 49. IGREJA NOSSA SENHORA DA LAPA DOS MERCADORES Segundo a lenda, uma imagem de Nossa Senhora foi escondida por freiras portuguesas de um mosteiro em Quintela numa gruta (lapa), tentando escapar da invasão muçulmana da península Ibérica no século VIII, que destruíam as imagens católicas. Anos mais tarde a imagem foi descoberta por uma pastora muda que recuperou a voz. Considerado um milagre, a devoção cresceu e a santa tornou-se padroeira dos mercadores e comerciantes. Na Rua do Ouvidor, 35, próxima à atual Travessa do Comércio, o primeiro oratório á santa foi erguido em 1743 por comerciantes da região. Em 1747, torna-se uma irmandade e igreja e em 1750 já Foi a primeira igreja da cidade a receber um carrilhão (com 12 sinos fundidos em Lisboa), antes mesmo da Igreja São José. Tem cúpula elíptica. Em 1766 sua decoração interna estava pronta em estilo Rococó tardio. Talhas de madeira de Antônio de Pádua Castro e estuques de Antônio Alves Meira. Em 1893, durante a Segunda Revolta da Armada um tiro do encouraçado Aquidabã acertou e danificou a torre da igreja. Tais destroços estão na expostos na Sacristia.
  • 50. CENTRO CULTURAL DOS CORREIOS O centro cultural foi inaugurado oficialmente em 1993, mas já em 1992 apresentou exposições por ocasião do evento internacional ECO 92, encontro de autoridades sobre meio-ambiente. O prédio foi construído em 1922 para ser a escola de navegação do Lloyd Brasileiro de Navegação, porém jamais cumpriu essa função, e foi destinado como sede central do Departamento de Correios e Telégrafos na cidade do Rio de Janeiro durante 50 anos, sendo desativado para esse fim na década de 1980.
  • 51. CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL (CCBB) O prédio da Rua Primeiro de Março, 66, de estilo neoclássico teve sua pedra fundamental lançada em 1880 e em 1906 era a seda da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Entre 1920 a 1960, tornou-se a sede central do Banco do Brasil, quando a capital federal foi transferida para Brasília (e a sede do BB mudou para lá também). Dos anos 1960 aos anos 1980, o prédio abrigou apenas a agência bancária do Centro da cidade da mesma instituição. Em 1989 foi inaugurado o CCBB que tem 19.243 metros de área construída, e mantém programação de exposições e eventos culturais.
  • 52. CASA FRANÇA BRASIL Um dos primeiros prédios neo-clássicos do país, foi projetado e construído pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny (da Missão Francesa de 1816) entre 1819 e 1820, a pedido do príncipe regente Dom João VI, que ali instalou a primeira praça do Comércio da cidade, mas em 1824 iria abrir a Alfândega do porto do Rio. Somente em 1852 passará por uma primeira reforma. Ficou um período como depósito da Alfândega e entre 1956 a 1978 sediou o 2º. Tribunal de Júri. Em 1990 foi novamente reformado e reabriu como Centro Cultural, como forma de preservação do patrimônio arquitetônico da cidade, numa iniciativa dos governos brasileiro e francês.
  • 53. IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CANDELÁRIA Localizada na atual Praça Pio X, foi construída inicialmente em 1609, pelo casal português Antônio Martins Palma e Leonor Gonçalves, como forma de agradecimento por não terem naufragado numa viagem marítima a bordo de uma embarcação de nome “Candelária”. Em 1710, quase cem anos depois, foi reformada e somente em 1775 o engenheiro militar português Francisco João Roscio inicia sua ampliação que deu origem a atual forma da igreja. Ficou pronta em 1811, mas com apenas 1 nave central. As mais representativas ampliações datam de 1856, quando recebeu a decoração exuberante. Sua cúpula, com altura de 62,24 metros, era a construção mais alta da cidade na época. A igreja é a preferida para cerimônias de casamento pomposas, devido ao seu tamanho e decoração interna com pinturas de grandes artistas. Como era de praxe na época, suas portas frontais apontam para o mar. Com a construção da Avenida Presidente Vargas na década de 1940, projetou-se a transposição de
  • 54. AVENIDA PRESIDENTE VARGAS (CONSTRUÇÃO EM 1942) Idealizada pelo Presidente Getúlio Vargas, o traçado da avenida foi inspirado no padrão de vias similares, construídas pelo Partido Nazista na Alemanha, com grande precisão nas proporções matemáticas de suas pistas e
  • 55. AVENIDA PRESIDENTE VARGAS (INAUGURADA EM 7/9/1944) – EXTENSÃO: 3,5 KM
  • 57. MOSTEIRO DE SÃO BENTO (IGREJA DE NOSSA SENHORA DO MONTESERRAT) Foi fundado em 1590 por monges beneditinos vindos de Salvador na Bahia (425 anos em 2016). É uma das mais tradicionais igrejas católicas da cidade no estilo barroco e rococó, construída de 1617 a 1671. O colégio São Bento foi fundado em 1858.
  • 58. MOSTEIRO DE SÃO BENTO E O ARSENAL DE MARINHA O Arsenal de Marinha foi fundado em 1763, quando a capital colonial do Brasil mudou de Salvador (BA) para o Rio de Janeiro (RJ). A primeira embarcação ali construída foi a nau Dom Sebastião, finalizada em 1767. O principal objetivo era fazer reparos em navios da marinha portuguesa e em 1808 passou a denominar-se Arsenal Real da Marinha. A partir de 1820 suas instalações
  • 59. PRAÇA MAUÁ Construída entre 1904/1910, a praça marca o início do Cais do Porto do Rio e da Avenida Rio Branco (na época, denominada Avenida Central) e recebe o nome em homenagem ao empreendedor pioneiro do Brasil, Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá. Foi restaurada e reinaugurada em 6/7/2015
  • 60. BARÃO DE MAUÁ (ESTÁTUA DE ...) Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá (1853) e Visconde de Mauá (1874), (Arroio Grande, RS, 28/12/1813//Petrópolis, RJ, 21/10/1889), foi comerciante, armador , industrial e banqueiro brasileiro.. Pioneiro em várias frentes comerciais e industriais do país. Fez a primeira fundição de ferro no país, assim como o primeiro estaleiro e a primeira estrada de ferro do país (a estrada de ferro Barão de Mauá no Rio de Janeiro). Em 1910, com a inauguração da praça com seu nome, o Clube de Engenharia do Rio de Janeiro ergueu
  • 61. MUSEU DO AMANHÃ (PROJETO DE SANTIAGO CALATRAVA) O antigo píer de atracação de navios de passageiros do Cais do Porto, construído na década de 1950, deu lugar ao projeto arquitetônico do espanhol Calatrava. O museu se insere na proposta de renovação do espaço público da Praça Mauá por ocasião das Olimpíadas de 2016, sendo uma das mais destacadas atrações da chamada “Orla Conde”, uma área de passeio de pedestres entre a Praça Mauá e a Praça XV.
  • 62. MUSEU DE ARTE DO RIO (MAR) O MAR foi aberto em 2013 na reformulação de 2 prédios já existentes: o palacete Dom João VI e o antigo terminal rodoviário “Mariano Procópio”. Dispõe de uma cobertura “fluida” de 2.300 m2 e área total do museu é de 11.240 m2.
  • 63. EDIFICIO “A NOITE” (JOSEPH GIRE)O primeiro “arranha-céu” a ser construído no Brasil, entre 1927 e 1929 e usando a técnica de utilização de concreto armado, o edifício “Joseph Gire” (nome do arquiteto francês que o projetou e também fez o projeto de construção do Hotel Copacabana Palace) é popularmente conhecido como edifício “ A NOITE” (nome do jornal que manteve ali sua sede e redação de 1929 a 1937), embora em 1937 tenha sediado também os estúdios ( no último nadar) da popularíssima Rádio Nacional até 2012. Com seu estilo “arte-decô”, 22 andares e 102 metros de altura o prédio destacava-se na paisagem urbana da cidade na década de 1930. Foi considerado o mais alto prédio da América Latina até 1934, quando foi construído na cidade de São Paulo, o Edifício Martinelli (com 30 andares e 130 metros de altura e o mais alto do Brasil e da América Latina até o ano de 1947). Localiza-se na Praça Mauá, no início da Avenida Rio Branco. O imóvel pertence ao órgão governamental, Instituto Nacional de Propriedade Industrial, e foi tombado pelo IPHAN em 2013 como patrimônio arquitetônico
  • 64. AVENIDA RIO BRANCO (AVENIDA CENTRAL – DE 1904 A 1912) A grande avenida de 1.800 metros de extensão e 33 metros de largura, que corta o centro da cidade de norte a sul desde a Praça Mauá até a Cinelândia, foi o primeiro resultado do projeto de grandes reformas urbanas e sanitárias empreendidas pelo então Prefeito da cidade Pereira Passos e pelo Presidente do Brasil, Rodrigues Alves. Em apenas 6 meses de obras (de março a setembro de 1904) foram derrubadas 641 casas coloniais do Centro para a criação da avenida, que foi inaugurada em 7/9/1904 e aberta ao tráfego em 15/11/1904 aos gritos populares de “Vivre la France”! A avenida fora construída comoum “boulevard francês” e batizada de Avenida Central. Com a morte do Barão do Rio Branco, José Maria da Silva Paranhos Júnior, o fundador da diplomacia brasileira ainda nos tempos do Império, a avenida mudou de nome em 21/02/1912, dez dias após o falecimento do Praça Mauá CInelândia Prédio “A Noite”, construção de 1927 a 1929
  • 65. AVENIDA CENTRAL (1903) AVENIDA RIO BRANCO (APÓS 1912) Na foto de Malta, de 1903, ainda podemos ver o atualmente extinto Morro do Castelo nos arredores da atual área da Cinelândia. A eliminação de morros no centro do Rio de Janeiro era vista como uma questão de saúde pública também. O ambiente úmido da cidade e as altas temperaturas no verão propiciavam vetores (mosquitos) para disseminação de doenças (na
  • 66. AVENIDA CENTRAL (1904) (AVENIDA RIO BRANCO – APÓS 1912) A Avenida Central foi o modelo de cidade europeia moderna a ser implantada nos trópicos. A primeira geração de edifícios da avenida tinham como modelo a arquitetura de Paris, França, implantada nas reformas urbanas do Barão Hausemann no final do século XIX.
  • 67. AVENIDA RIO BRANCO (DÉCADA DE 1930) Ao longo de quase 120 anos de existência, os edifícios da avenida foram sendo transformados e a maioria descaracterizou-se do padrão “parisiense” como podemos notar pelas fotos da avenida na década de 1930.
  • 68. IGREJA DE SANTA LUZIA (RUA SANTA LUZIA 490) A igreja é considerada das mais antigas do Rio. Em dezembro de 1519 (antes da fundação da cidade), o navegador Fernão de Magalhães teria se casado ali com a mameluca Luzia, tendo sido a capela erguida para a cerimônia de núpcias e ali deixado a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes. Em 1565, o fundador da cidade, Estácio de Sá trouxe a imagem de Santa Luzia e deixou na capela. Já em 1592, os franciscanos passam a administrar a capela, que é ampliada em 1752. A capela de Santa Luzia era a beira-mar. Em 1817, o rei Dom João VI manda construir a rua de Santa Luzia (em pagamento a uma promessa à Santa Luzia por curar uma doença nos olhos de um filho) para facilitar o acesso ao Convento da Ajuda (que era na atual Cinelândia). Com o aterro do desmonte do morro do Castelo, a linha de praia distanciou-se da Igreja.
  • 69. PETIT TRIANON DA ABL O prédio da sede da Academia Brasileira de Letras na atual Avenida Presidente Wilson foi originalmente construído em 1922 para ser o pavilhão da França, durante a Exposição Internacional realizada naquele ano no Rio de Janeiro, em comemoração ao centenário da Independência do Brasil. Em 1923, o governo francês doou o prédio sem uso para a ABL, que passou a ter uma sede para suas reuniões. É uma cópia do mesmo palácio (foto acima), chamado de Le Petit Trianon, que existe na cidade de Versailles na França, construído entre 1762 e 1768 pelo rei francês Louis XV para sua amante, Madame Pompadour (que morreu em 1764, sem ter visto o pequeno palácio inaugurado). O palácio francês foi inaugurado pela 2ª. Amante do rei, Madame
  • 70. EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE 1922 NO RIO DE JANEIRO Antiga Avenida das Nações é a atual Avenida Presidente Wilson
  • 71. SANTA CASA DA MISERICÓRDIA (HOSPÍCIO DE PEDRO II) Com sua sede na Rua Santa Luzia 206 foi fundada em 1582 pelo padre José de Anchieta e suas instalações foram ampliadas em 1587 pelo então governador Mem de Sá. O prédio atual começou a ser construído em 1842 e sua inauguração data de 1852. Foi o primeiro hospital escola do país e casa de serviços de assistência social aos desvalidos da época, incluindo meninas órfãs. Até 1839, eram ali enterrados cerca de 3 mil Praia de Santa Luzia Igreja de Santa Luzia
  • 72. SANTA CASA DA MISERICÓRDIA (PRAIA DE SANTA LUZIA EM 1858) Uma das mais antigas instituições do Brasil colônia teve sua origem na irmandades de Santa Casas que existia em Portugal, com os mesmos objetivos de serviços aos mais necessitados. O prédio de 1858 foi inaugurado na gestão do provedor da Santa Casa, José Clemente Pereira (gestão de 1838 a 1864). Seu estilo arquitetônico neoclássico é influência do arquiteto francês Gradjean de Montigny, que foi professor do arquiteto do prédio, José Maria Jacinto Rebelo (autor do projeto do frontão do prédio). Santa Casa Morro do Castelo Igreja de Santa Luzia
  • 74. MUSEU HISTÓRICO NACIONAL (PRAÇA MARECHAL ÂNCORA) Os prédios que compõem o museu ocupam uma área de 20 mil metros quadrados e guardam 287 mil peças em seu acervo. Cada prédio foi construído em diferentes épocas e também para diferentes finalidades: 1603 – Forte de São Tiago da Misericórdia, construído para defesa da cidade. 1693 – Prisão do Calabouço, usada para cumprimento de sentença de prisão de escravos. 1762 – Casa do Trem (de Artilharia). O corpo de Tiradentes, após o seu enforcamento na Rua do Sacramento (atual Avenida Passos), em 1792 foi esquartejado aqui para que tais partes fossem penduradas ao longo do caminho entre o Rio de Janeiro e a cidade de Vila Rica (atual Ouro Preto, MG), onde sua cabeça ficou exposta em praça pública. 1764 – Arsenal de Guerra 1835 a 1908 – Quartel militar do Exército. 1922 – Foi renovado para ser o Palácio das Grandes Indústrias na Exposição Internacional do Centenário da Independência, quando também foi usado parcialmente como museu histórico. Após a exposição, devido ao sucesso de público, passou a ser totalmente usado para sediar o Museu Histórico Nacional e a primeira escola de Museologia do Brasil.
  • 76. PRAÇA FLORIANO PEIXOTO - CINELÂNDIAA Praça Floriano Peixoto, com a estátua em homenagem ao Marechal Floriano Peixoto, um dos primeiros presidentes do Brasil republicano, surgiu no início do século XX, durante as reformas urbanas de Pereira Passos. Parte da praça foi construída nos terrenos do antigo Convento da Ajuda que ali existia desde 1795 (era também conhecida como Largo da Mãe do Bispo) e transferiu-se para o bairros da Tijuca e depois para Vila Isabel, na zona norte da cidade. Esse foi o primeiro convento feminino da cidade e o terceiro do Brasil. O empresário espanhol Francisco Serrador Carbonell também adquiriu parte destes terrenos do convento (demolido em 1911), e na década de 1920 ali construiu diversos estabelecimentos como parque de diversões, prédios comerciais, hotéis, bares e restaurantes e cinemas. Na década de 1930 popularizou-se o apelido de Cinelândia à região, numa alusão à região do Times Square em Nova Iorque, EUA.
  • 77. TEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO (1905 A 1909) O Theatro Municipal do Rio de Janeiro (com “TH”) surgiu do empenho de homens do teatro como João Caetano (1808-1863) e de Arthur Azevedo (1855-1908). Dentro dos projetos de modernização e “europeização” da cidade, empreendidas com as reformas urbanas do Prefeito do Rio, Pereira Passos, a partir de 1902, houve a viabilização de concretizar sua construção a partir de 15/10/1903 com a abertura de concorrência para a escolha do projeto de engenharia para levantá-lo. Entre 7 propostas inscritas, foram selecionadas 2 : AQUILA (de autor “secreto”, que acredita-se ser de Francisco Oliveira Passos, o filho do então prefeito) e ISADORA (de autoria do arquiteto francês Albert Guilbert). A escolha final recaiu na fusão das duas propostas que seguiam o tem 2 JAN 1905 – Inicio da obra. O prédio assenta-se em 1.180 estacas de madeira de lei
  • 78. TEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO (CONSTRUÍDO DE 1905- 1909) A proposta arquitetônica era construir no Rio um teatro com o mesmo aspecto do L’Opéra de Paris, projetado por Charles Garnier e construído entre 1861 e 1874.
  • 80. TEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO O Theatro Municipal do Rio de Janeiro dispõe atualmente de 2.252 lugares em sua plateia. Passou por grandes reformas nos anos: 1934 1975 1996 2008/2010
  • 81. TEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
  • 84. TEATRO MUNICIPAL – SALÃO ASSYRIO Está localizado no andar térreo, abaixo da área da plateia do teatro. É todo decorado com cerâmica esmaltada produzida em Paris pelo ceramista italiano Gian Domenico Facchina em 1908, tendo como tema a arte persa da Antiguidade. Aqui foram realizados os primeiros bailes de máscaras dos carnavais cariocas. Atualmente é o café do teatro.
  • 85. PALÁCIO PEDRO ERNESTO (CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO) O prédio foi projetado em 1911 pelos arquitetos Heitor de Melo e Arquimedes Memória. Em 1920 foi feita sua construção com verbas do governo federal no governo de Epitácio Pessoa. Foi erguido sobre troncos de eucaliptos, num terreno que pertencia ao Convento da Ajuda (que existia no chamado Largo da Mãe do Bispo, atual Praça Floriano, popularmente conhecida como Cinelândia). Na época, o custo da construção chegou a impressionantes 23 mil contos de réis, enquanto o prédio quase vizinho, do outro lado da praça, o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, teria custado “apenas” 10 mil A “Gaiola de Ouro” cuja obra custou em 1920 cerca de 23 mil contos de réis
  • 86. CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO 1565 – Foi criada a primeira câmara da cidade do Rio de Janeiro, formada apenas por um juiz e um procurador. 1567 – Foi feita a primeira eleição de 12 vereadores, com mandato de 1 ano. 1808 – Com a chegada da família real portuguesa ao Rio, o Príncipe Regente Dom João VI cria o cargo de Intendente (com a mesma função do atual Prefeito). 1897 – A Câmara muda-se para o prédio da Escola de São José, no então Largo da Mãe do Bispo (atual Praça Floriano Peixoto – Cinelândia), cujo terreno era de propriedade do Convento da Ajuda que ali existia. 1911 – Criado o projeto de construção do Palácio Pedro Ernesto. 1920 – O Palácio Pedro Ernesto é construído com verbas federais, no governo de Epitácio Pessoa, ao custo de 23 mil contos de réis. Uma quantia impressionantemente alta para a época. 1923 – A Câmara passa a ocupar o palácio. De 1567 a 1923, a Câmara já havia utilizado 14 diferentes imóveis na cidade como sua sede. 1931-1934 & 1935 – 1936 – Primeiro e segundo mandatos do Prefeito Pedro Ernesto Rego Batista. Médico pernambucano e político radicado no Rio foi o primeiro prefeito eleito (indiretamente) da cidade. 1937 – 1946 – Com a decretação do Estado Novo, a Câmara é interditada por 9 anos. 1947 – 1960 – A Câmara Municipal retorna às atividades. 1960 – 1975 – Com a transferência do Distrito Federal para BrasiÍia, o Rio de Janeiro passa a ser a única cidade do Estado da Guanabara. A Câmara transforma-se em Assembleia Legislativa do Estado da Guanabara até a fusão com o estado do Rio de Janeiro. 1977 até a presente data – Com a fusão da GB/RJ, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) é transferida para o Palácio Tiradentes e a Câmara Municipal do Rio de Janeiro fica sediada no
  • 87. PALÁCIO PEDRO ERNESTO(CÂMARA DOS VEREADORES DO RIO DE JANEIRO) (A “GAIOLA DE OURO”)
  • 88. BAR “O AMARELINHO” (CAFÉ RIVERA) Edifício Mozart é mais conhecido como o “Amarelinho”, por conta da cor externa do edifício, e seu famoso bar, fundado em 1921 com o nome original de Café Rivera, alterado posteriormente para o apelido popular “O Amarelinho”. O bar era um grande sucesso na boemia carioca, em especial nos anos 1920 quando da construção da Cinelândia pelo empresário espanhol Francisco Serrador, e a região fervilhava de personalidades do mundo artístico e servia como ponto de encontro de membros da comunidade judaica da cidade. Na década de 1970, com as obras do Metrô que abriram túneis subterrâneos para a construção da estação Cinelândia (embaixo da Praça Floriano Peixoto), o bar quase fechou as portas. Mas ainda é hoje um ponto
  • 89. MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES O prédio na Avenida Rio Branco foi inaugurado em 1908, tendo sido projetado pelo arquiteto espanhol Adolfo Morales de Los Rios, tendo sido inspirado no modelo arquitetônico do Museu do Louvre em Paris, França. Inicialmente, sediava a Escola Nacional de Belas Artes (fundada em 1826 por Dom
  • 90. MUSEU NACIONAL DAS BELAS ARTES O Museu do Louvre em Paris (foto acima), com edifícios do século XVII, serviu de modelo para o projeto da construção do prédio do Museu Nacional de Belas Artes, inaugurado em 1908, na Avenida Rio Branco Projeto de 1907 da Escola Nacional de Belas Artes Museu do Louvre
  • 91. MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES O museu reúne um acervo de quase 15 mil peças entre quadros, gravuras e esculturas. As primeiras peças, quadros europeus, eram da coleção da família real portuguesa, trazidas por Dom João VI ao Rio de Janeiro em 1808. Em 1826, Dom Pedro I cria a Academia Imperial das Belas Artes, sob a direção do pintor francês Grandjean de Montigny (que viera ao Brasil em 1816 com a Missão Artística Francesa). Em 1908, a Escola Nacional de Belas Artes tem sua sede no prédio da Avenida Rio Branco e em 1937 passa a ser o
  • 92. BIBLIOTECA NACIONAL O prédio da biblioteca na Avenida Rio Branco 219 data de 1905 e inaugurada em 1910 no governo de Nilo Peçanha, mas sua fundação remonta ao ano de 1810, com Dom João VI, com as coleções da biblioteca real portuguesa que vieram ao Rio de Janeiro após o exílio da família real no Brasil. É a 7ª. Maior biblioteca nacional do mundo e maior da América Latina. Seu acervo tem mais de 9 milhões de itens.
  • 93. CENTRO CULTURAL DA JUSTIÇA FEDERAL NO RIO DE JANEIRO O prédio da Avenida Rio Branco 241 foi construído em 1905, com projeto do arquiteto espanhol Adolpho Morales de Los Rios, dentro do plano de reformas urbanas de Pereira Passos, e iria ser a sede da Mitra Episcopal, mas foi adquirido pelo governo federal para ser a sede do Supremo Tribunal Federal, tendo sido inaugurado em 3/04/1909. O STF ali funcionou de 1909 a 1960, quando foi transferido para a capital do país, Brasília. Sediou depois o Supremo Tribunal Eleitoral e outros mais órgãos da Justiça Federal, e em 4 de abril de 2001, após 7 anos de reformas, foi reinaugurado como Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF).
  • 94. CINE ODEON - PETROBRÁS (CENTRO CULTURAL LUIS SEVERIANO RIBEIRO) O Cine Odeon original já existia no mesmo local desde 1909, mas somente em 1926 que o atual prédio do Cine Odeon foi inaugurado pelo empresário cearense Luis Severiano Ribeiro, com 600 assentos. Na época, entre as décadas de 1920 e 1930, a região passa a ser conhecida popularmente como Cinelândia.
  • 95. EDIFICIO FRANCISCO SERRADOR O prédio de 23 andares foi construído em 1943 no estilo art-decô, para sediar luxuoso hotel inaugurado em Outubro de 1944, sendo batizado com o nome do empresário espanhol Francisco Serrador Carbonell, que construiu a Cinelândia. No hotel funcionou a famosa boate Night and Day, que viveu seus tempos aureos nas décadas de 1950 e 1960. A região caiu em decadência e o hotel fechou as portas em 1977. O prédio foi vendido em 2003 e o atual proprietário é José Oreiro, dono da cadeia Windsor de hotéis, que tinha planos de reabri-lo como hotel. Porém alugou o prédio inteiro para sede das empresas do empresário Ike Batista, cujos negócios também não foram bem e o contrato foi rescindido. Atualmente, encontra-se vazio aguardando um locatário. Em fevereiro de 2016,o prédio foi tombado pelo Instituto Rio do Patrimônio Histórico como marco arquitetônico
  • 96. CORDÃO DO BOLA PRETA Fundado em 1918, o Bloco Carnavalesco do Cordão do Bola Preta é o mais antigo dos blocos de Carnaval da cidade e um dos maiores do Brasil. O Carnaval carioca era essencialmente uma festa da classe mais pobre da sociedade, oriunda do Entrudo (festa pagã portuguesa), e que pouco a pouco vai alcançando as classes mais abastadas da sociedade carioca. As chamadas “Grandes Sociedades” de Carnaval dão origem aos blocos e cordões, onde uma incipiente “classe média” encontra seu espaço para brincar na folia. As cores oficiais do Cordão do Bola Preta são branco e bolas pretas. Prédio sede do Cordão do Bola Preto desde 1950, na Rua Treze de Maio 13
  • 97. PASSEIO PÚBLICO A região do Passeio Público era no século XVIII a Lagoa do Boqueirão da Ajuda (foto ao lado), a única da cidade que tinha acesso ao mar. O lugar era usado como despejo de lixo da população, foco de doenças, e o então vice-rei Dom Luís de Vasconcelos (vice-rei no Brasil de 1778 a 1789) resolve mandar aterrá-la e ali construir, entre 1779 e 1783, o Passeio Público (o primeiro jardim público e a primeira área urbanizada do Brasil), obra entregue ao Mestre Valentim Fonseca e Silva (considerado o melhor escultor da cidade na época), que também traçou as linhas do parque. O novo aterro iria também facilitar o acesso terrestre à zona sul, onde estava o engenho do rei. A obra foi executada com a mão-de-obra de vadios e detentos da época e recuperou uma área de 20 hectares, criando-se também a Rua do Passeio e das Belas Noites (atual Rua das
  • 98. PASSEIO PÚBLICO (MAQUETE ELETRÔNICA) Notamos que a extremidade do Passeio Público voltada para o mar dispunha de um passeio e dois pavilhões que foram demolidos em 1817. Em 1920, a chamada “mais bela via corso do mundo” também foi demolida, na então chamada praia “Banhos do Boqueirão”. Na flora do Passeio Público foram introduzidas plantas asiáticas para se aclimatarem no Brasil. O mesmo tipo de objetivo adotado posteriormente no Jardim Botânico do Rio no Engenho Real. O Passeio Público é tombado pelo IPHN desde 1938. Passeio vista mar com seus pavilhões.
  • 99. TEATRO CASSINO BEIRA-MAR (1926) Existiu nos anos 1920 na atual Avenida Beira Mar, construído na antiga orla do Passeio Público. A estreia do teatro deu-se em 1926.
  • 100. PRÉDIO DA MESBLA (1934) A empresa parisiense de equipamentos Mestre & Blatgé surgiu no Rio em 1912, com escritórios da sua filial carioca na Rua da Assembléia 83. Em 1934, com projeto dos arquitetos Henru Sajus e Auguste Rendu, construíram seu icônico prédio na Rua do Passeio 42, em estilo art-decô, e cinco anos depois, em 1939 passou a adotar a sigla MESBLA. Na época da realização do Congresso Eucarístico Internacional em 1955, foi instalado o relógico numa torre com 100 metros de altura e o mostrador medindo 9,5 metros de diâmetro, que o tornou o 3º. maior relógio do mundo. Foi tombado pelo IPHN em 2088.
  • 101. CINE PALÁCIO (ATUAL TEATRO RIACHUELO) O prédio da Rua do Passeio 38-40, em estilo neo- mourisco, foi projeto do arquiteto espanhol Morales de Los Rios e data de 1928. O local já teve vários outros empreendimentos de cultura ali estabelecidos: 1890 – Cassino Nacional Brasileiro, conhecido após 1901 como Cassino Nacional. 1906 a 1910 – Palace Theatre. 1917 – Cine Majestic 1928 – Teatro Palácio. 1929 – Apresentou o filme “Broadway Melody”, o primeiro filme sonoro a ser apresentado no Brasil. 1943 A 2008 – Cine Palácio (I e II) do Grupo Severiano Ribeiro. 26/8/2016 – Após reformas, é reaberto com o nome de Teatro Riachuelo, com capacidade para 1 mil pessoas.
  • 102. REGIÃO DO LARGO DA CARIOCA
  • 103. LARGO DA CARIOCA O Largo da Carioca tem origem no aterro da lagoa de Santo Antônio ainda no século XVI. Felipe Fernandes, dono de um curtume, foi o primeiro morador no local, que era afastado do morro do Castelo (núcleo inicial da cidade). Em 1592, os freis franciscanos ergueram uma ermida às margens da lagoa. Em junho de 1608 foi iniciada as obras do convento de Santo Antônio e inaugurado em 1616. Para drenar a lagoa em 1679, os franciscanos abriram uma vala (que tomou o nome de Rua da Vala, atual Rua Uruguaiana). Instalou-se então em 1619 a Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência (VOT). Passou a ser conhecido como Largo de Santo Antônio. Capela da Ordem (1622) Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência ( construída entre1633 a 1773), que em 1933 tornou-se no Museu de Arte Sacra. Em 1750 foi inaugurado o chafariz da Carioca, mas o local era conhecido como Guarda Velha (atual localização do Edifício Avenida Central), um posto de guardas para controlar o movimento de escravos que vinham transportar água do chafariz. A partir de 1908, o Largo da Carioca torna-se um ponto de encontro central da
  • 104. MOSTEIRO DA ORDEM TERCEIRA DA DE SÃO FRANCISCO DA PENITÊNCIA E A IGREJA DE SANTO ANTÔNIO (CAPUCHINHOS) O Morro de Santo Antônio começou a ser demolido nas reformas urbanas de 1904/1905, eliminando em especial o Chafariz em mármore da Carioca (1750) e suas 16 bicas de bronze, que serviam para abastecer à população da cidade colonial das águas do rio da Carioca e que vinham em dutos pelos Arcos da Lapa até o centro da cidade. A Igreja e o convento datam de 1608 a 1679, tendo sido demolida também o prédio do hospital. Os demais prédios que até hoje existem foram tombados pelo
  • 105. MOSTEIRO DE SANTO ANTÔNIO (CAPUCHINHOS) 1592 – Chegada dos primeiros frades franciscanos no Rio. 1607 – Foi concedido o terreno em cima do morro da Conceição (atual morro de Santo Antônio), para construção do convento. 1608- Começa a construção da Igreja e do convento de Santo Antônio. 1649 – Concluído o muro que cercava o convento. 1657 – Começa a construção da Igreja de São Francisco da Penitência. 1679 – A lagoa de Santo Antônio, em frente ao morro, é drenada e aterrada, e dará origem ao Largo da Carioca. Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência (1657 a1733) – arte barroca Convento e Igreja de Santo Antônio (1608 a 1620)
  • 106. AQUEDUTO DA CARIOCA (ARCOS DA LAPA) O aqueduto construído entre 1747 e 1750 liga o morro de Santa Tereza ao antigo morro de Santo Antônio (demolido nas reformas urbanas de 1903 a 1908). Em 1/9/1896 (foto acima), a construção deixa de ser um aqueduto e é inaugurada como parte do novo ramal da linha de bondes elétricos urbanos da Companhia de Ferro Carris de Santa Tereza (bondes puxados a cavalos), criada em 1749, que já operava os bondes de tração animal entre a Praça XV e o Largo da Lapa (entre Av. Gomes Freire e Rua do Riachuelo – chamado de Ponto dos Cem Réis). É o mais antigo sistema de bondes da América do Sul.
  • 107. ARCOS DA LAPA Os primeiros projetos de canalização das águas do rio da Carioca para abastecimento da cidade datam de 1718, com canalização instalada na Rua dos Barbonos (atual Rua Evaristo da Veiga) e em 1720 as aguas canalizadas chegavam ao Largo da Ajuda (atual Cinelândia). Porém devido à distribuição ineficiente, o governo de Gomes Freire de Andrade resolve reconstruir em 1744, o Aqueduto da Carioca, e entre 1747 e 1750 foram construídos o Aqueduto da Carioca (atual Arcos da Lapa), que abasteciam o Chafariz do Largo da Carioca. Foi considerada a maior obra já realizada no Brasil colonial. O Aqueduto da Carioca tinha 270 metros de extensão, 17,6 metros de altura máxima e 42 arcos de pedras, onde trabalharam escravos negros africanos e 50 indígenas locais (que recebiam como pagamento pelo trabalho só a comida). A ideia era fundamentada no Aqueduto das Águas Livres (foto abaixo) que foram construídos quase na mesma época em Lisboa, com a mesma finalidade. Foi usado como aqueduto até 1896, quando passou a ser uma via de acesso dos bondes entre o largo da Carioca e o bairro de Santa Tereza, como é até hoje.
  • 108. OS BONDES O sistema de transporte público por bondes (ou ferro carris, como era chamados) surgiu no Rio de Janeiro por decreto imperial de Dom Pedro II em 1856. Foram 2 concessões estabelecidas. As pioneiras neste tipo de transporte na América do Sul. Carris de Ferro da Cidade ao Alto da Boavista – do Dr. Thomas Cochrane – ia da Praça Tiradentes ao Alto da Boa Vista. Operou por 10 anos (de 1856 a 1866), indo a falência. Nos 3 primeiros anos de operação, os bondes eram de tração animal e depois de 1859 eram puxados por pequenas locomotivas a vapor (o que aumentou os custos e os preços das passagens). Somente em 1870, a Tijuca passou a ser considerada área urbana da cidade. Caminho de Ferro Botafogo – adquirida por dificuldades financeiras pelo então Barão de Mauá, Irineu Evangelista de Sousa. Sua linha ia da atual Cinelândia (então, Largo da Ajuda) até a Gávea, passando por Botafogo e Jardim Botânico. Operou entre 1860 a 1866, com bondes de tração animal. Modelo do bonde de tração animal usado em Santa Tereza, importado dos EUA.
  • 109. BONDES DE SANTA TEREZA (EM 1910)
  • 110. HOTEL AVENIDA E GALERIA CRUZEIRO (1908/1957) O primeiro grande e luxuoso hotel do Rio de Janeiro, localizado no Largo da Carioca (onde é o atual Edifício Avenida Central, Av. Rio Branco 156, construído a partir de 1957, no padrão arquitetônico norte- americano). O Hotel Avenida dispunha de 220 apartamentos no padrão europeu de hotelaria, em 4 andares, sendo servido por 2 elevadores em 1908 (os primeiros a serem instalados no Rio de Janeiro) e iluminação com energia elétrica (que era uma novidade na cidade e no país, que usavam candeeiros ou velas para iluminar ambientes noturnos). Funcionou por 48 anos consecutivos. No andar térreo, funcionava a famosa Galeria Cruzeiro e a estação de bondes da Companhia de Ferrocarris do Jardim Botânico (que era proprietária do terreno desde 1906). A estação de bondes era popularmente conhecida como “Tabuleiro da Baiana”, pelo formato de seu telhado. Galeria Cruzeiro no Grande Hotel Avenida Estação dos Bondes (Tabuleiro da Baiana)
  • 111. EDIFÍCIO AVENIDA CENTRALConstruído em 3 anos a partir de 1958, foi inaugurado em 22/05/1961, no Governo de Carlos Lacerda no Estado da Guanabara. Foi levantado na Avenida Rio Branco 156, no mesmo local onde existiu o Hotel Avenida (1908 a 1957) e a Galeria Cruzeiro. O edifício Avenida Central trouxe inovações técnicas pioneiras no Rio e no Brasil: - Construção em estrutura de aço coberta por vidros (mesmo padrão usado nos edifícios de Nova Iorque e Chicago nos EUA). -Elevadores com controle automático, informando sonoramente a chegada ao andar desejado. -Tem 34 andares, 200 lojas e mais de 1 mil salas comerciais. Cerca de 160 mil pessoas circulam nos dias de semana no edifício, atendidas por 18 elevadores, 12 A estrutura totalmente metálica do edifício foi técnica de construção dos EUA pioneira no Rio Antigo Grande Hotel Avenid a
  • 112. CONFEITARIA COLOMBO DA RUA GONÇALVES DIAS 32 Fundada na Rua Gonçalves Dias 32, em 17/9/1894, pelos imigrantes portugueses Manuel Lebrão e Joaquim Borges de Meireles, a confeitaria foi reformada entre 1912 e 1918, no estilo da Art-Nouveau da Belle Époque francesa; utilizando espelhos belgas (pesando 1,5 toneladas) e vitrais emoldurados por jacarandá, e balcões de mármore italiano, e cinco cristaleiras de exposição de doces. O lugar tornou-se o ponto de encontro de escritores, políticos e intelectuais do Rio de Janeiro. O Rei Alberto da Bélgica foi recepcionado ali em 1920, assim como a rainha da Inglaterra, Elisabeth II em sua visita ao Brasil em 1968. É considerado um dos 10 mais belos cafés do mundo. Em 1983 foi tombado como Patrimônio Histórico e Artístico da cidade. Em 1944 abriu uma filial na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, que em 2003, mudou-se para o Forte de Copacabana. No local anterior, estabeleceu-se uma agência do Banco do Brasil (Ag. Colombo). Em 1952, foi mencionada na letra da marchinha carnavalesca “Sassaricando”!
  • 113. REGIÃO DO LARGO DE SÃO FRANCISCO
  • 114. LARGO DE SÃO FRANCISCO DE PAULA (PRAÇA CORONEL TAMARINDO) 1742 – O governador Gomes Freire começa a drena e aterrar a “Pavuna” (Lagoa Negra) para criar a Praça Real da Sé Nova (1749), onde seria erguida a nova catedral da cidade. As obras da igreja foram paralisadas com a morte do governador em 1763. 1752 – É construída ali a igreja da Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula (que populariza o nome de Largo de São Francisco de Paula). 1808 a 1873 – Dom João VI, Príncipe regente, aproveita os alicerces da antiga Sé (que não foi construída) e edifica ali a sede da Academia Militar, que muda- se dali em 1873. 1817- O largo é calçado pela primeira vez para as cerimônias de coroação de Dom João VI como Rei. 7/9/1872 – Inauguração no largo da estátua em bronze de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência. 1873 aos anos 1970 – Escola Politécnica e Escola Nacional de Engenharia, depois transferida para a Ilha do Fundão, dando lugar ao Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. 1889 – Oficializa-se o nome do logradouro de Praça Coronel Tamarindo (militar baiano que morreu na Guerra dos Canudos), mas o povo continuou O Largo de São Francisco de Paula em 1875.
  • 115. AU PARC ROYAL (1873-1943) A primeira loja de departamentos da cidade foi a Notre Dame de Paris (fundada em 1848), mas a mais significativa na vida da cidade foi a Parc Royal, fundada em 1873 pelo comerciante português José Vasco Ramalho Ortigão (filho do escritor José Duarte Ramalho Ortigão), e que instalou sua sede em 1873 na Rua do Ouvidor, e depois no Largo de São Francisco 12 (ampliada e modificada em 1911), e outra na Avenida Central (atual Avenida Rio Branco) em 1906. Inovações e novidades no comércio de roupas (masculinas, femininas e até infantis) da cidade. As mercadorias eram importadas de Paris (onde mantinha uma filial), e a loja dispunha da primeira escada rolante do Brasil. Também foi a primeira a adotar a venda de produtos por preço fixo (demarcado na vitrine), e não “conforme a cara do freguês”! O auge de seu sucesso deu-se entre as décadas de 1910 a 1920, quando o Rio de Janeiro viva o período da moda da Belle Époque da “França tropical”. A loja fechou as portas em 9/7/1943, após um incêndio que lhe destruiu completamente o prédio. Tinha filiais também em Juiz de Fora e Belo Horizonte. Sede da loja na inaugu ração de 9/3/
  • 116. REAL GABINETE PORTUGUÊS DE LEITURA Localizado na Rua Luis de Camões 30, foi fundado por um grupo de 43 imigrantes portugueses em 1837. O prédio, projetado em estilo manoelino pelo arquiteto português Rafael da Silva e Castro, foi construído entre 1880 e 1887. O Imperador Dom Pedro II fez o lançamento da pedra fundamental do edifício em 10/06/1880 e sua filha, a Princesa Isabel e seu marido o Conde D’Eu presidiram a inauguração do prédio em 10/09/1887. A fachada é inspirada nos traços arquitetônicos do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e as quatro estátuas frontais representam: Pedro Alvares Cabral, Luís de Camões, o Infante Dom Henrique e o navegador Vasco da Gama, numa clara alusão ao período das Grandes Navegações portuguesas do século XV.
  • 117. REAL GABINETE PORTUGUÊS DE LEITURA Esta biblioteca está aberta ao público desde 1900, sendo considerada a maior coleção de obras portuguesa s fora de Portugal. Seu acervo reúne 350 mil volumes de obras nacionais e estrangeiras
  • 118. REAL GABINETE PORTUGUÊS DE LEITURA Segundo a revista norte-americana Time, o Real Gabinete Português de Leitura no Rio de Janeiro é considerada em 2014 a 4ª. mais bela biblioteca no mundo entre as 20 mais significativas que existem. É também a mais antiga associação de portugueses fundada no Brasil após a independência em 1822.
  • 119. REGIÃO DA PRAÇA TIRADENTES CAMPO DE SÃO DOMINGOS (DESMEMBRADO) CAMPO DO ROCIO GRANDE (1690) CAMPO DOS CIGANOS CAMPO DA LAMPADOSA (1747) CAMPO DA POLÉ (1808) PRAÇA DA CONSTITUIÇÃO (1822) PRAÇA TIRADENTES (1890)
  • 120. PRAÇA TIRADENTES (DESDE 1890) O Campo do Rocio Grande (assim chamado no século XVII) foi também conhecido como Campo dos Ciganos (que acampavam ali). A partir de 1747 com a construção da Igreja de Nossa Senhora da Lampadosa na atual Rua Senhor dos Passos, passou a ser conhecida como Campo da Lampadosa. Em 1808, era conhecida como Campo da Polé (devido a instalação do pelourinho, que vemos na gravura acima de Debret, datada de 1834). Em 1821, quando Dom Pedro I jurou fidelidade à Constituição portuguesa (ato realizado no Real Teatro de São João), foi batizada de Largo da Constituição. Porém no período republicano, foi novamente batizada em 1890 como Praça Tiradentes (em homenagem ao centenário de sua morte, ocorrida em 1792, e que foi enforcado naquela praça). Real Teatro de São João Pelourinh o
  • 121. PRAÇA TIRADENTES No final do século XIX e início do século XX, a praça era conhecida popularmente como “Ponto dos Cem Réis”, sendo ali o ponto de retorno dos bondes da linha que ligava o Centro à Muda, na Tijuca. Devido aos seus 2 importantes teatros (que ainda existem), João Caetano e Carlos Gomes, era também o ponto da boemia carioca e do meretrício. Outros pequenos teatros e cinemas existiram nas imediações da Praça Tiradentes.
  • 122. ESTÁTUA EQUESTRE DE PEDRO I Em 1821, o príncipe regente Dom Pedro jura fidelidade à Constituição portuguesa no Real Teatro de São João, numa tentativa de “acalmar” as cortes lisboetas que exigiam seu retorno a Portugal. Porém, em 1822, o mesmo príncipe declara a independência do Brasil e torna-se seu primeiro imperador. A estátua equestre de Dom Pedro I foi inaugurada em 1862, e representa o dia da independência do Brasil (7/9/1822), pelo seu filho o também Imperador do Brasil, Dom Pedro II. Na mão direita, Dom Pedro I apresenta a Constituição Imperial do Brasil de 1824. Há 4 alegorias de figuras indígenas e da fauna brasileira representando os rios do país: Amazonas, Pará, Madeira e São Francisco. O monumento mede 15 metros de altura, sendo a estátua equestre de 6 metros de altura. Foi idealizada pelo brasileiro João Maximiniano Mafra, mas foi moldada na França por Louis Rochet e August Rodin.
  • 123. REAL THEATRO DE SÃO JOÃO (PRIMEIRO TEATRO DO BRASIL – 1813) Até a chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro em 1808, o Brasil não dispunha de nenhum teatro para realização de peças. Em 1810, por decreto do príncipe regente Dom João, resolve criar “teatros decentes para a nobreza que necessitava de diversão”. Assim sendo, e aproveitando-se as ruínas das fundações da antiga Igreja da Sé (cuja construção foi abandonada) no Campo da Polé (atual Praça Tiradentes) foi erguido e inaugurado em 13/10/1813 o primeiro teatro do Rio de Janeiro e do Brasil: o Real Theatro de São João. Mudou de nome e passou por diversas reformas Nomes do teatro: 1813 – Real Theatro de São João 1824 – Theatro Constitucional 1826 e 1839 – Theatro São Pedro de Alcântara 1831 – Theatro Constitucional Fluminense 1923 – Muda de nome para Teatro João Caetano. Foi demolido em 1928 o prédio de 1813 e iniciada a construção do atual. 26/06/1930 – Foi inaugurado com a forma atual e mantendo o nome de Teatro João Caetano
  • 124. TEATRO JOÃO CAETANO - 1923 (ANTIGO REAL TEATRO SÃO JOÃO) A vida teatral do Rio de Janeiro era centralizada na atual Praça Tiradentes. O teatro João Caetano é o sucessor do primeiro teatro brasileiro, ali construído em 1813, como Real Theatro de São João. Tem capacidade atual para 1.222 espectadores na plateia e nos balcões, mas inicialmente era de 1.800 espectadores. João Caetano dos Santos (Itaboraí-RJ 1808/ Rio de Janeiro – RJ 1863) iniciou sua carreira de ator em 1831, sendo considerado o primeiro ator profissional brasileiro, sócio majoritário do teatro em 1843 e também o criador da primeira escola de arte dramática no Rio e no país em 1860 (totalmente gratuita). Sua carreira desenvolveu-se a partir de 1833 no teatro de Niterói, com a companhia de jovens atores nacionais que leva o seu nome. Gostava do gênero “Drama”. Na frente do teatro está a estátua ao ator João Caetano.
  • 125. TEATRO CARLOS GOMES (ANTIGO TEATRO CASINO FRANC- BRÉSILIEN – 1872) Inaugurado em 1872 na Praça da Constituição (atual Praça Tiradentes), era denominado Theatre Casino Franc- Brésilien (Teatro Cassino Franco Brasileiro), mudando de nome mais tarde para Teatro Santana (em 1880) e finalmente, comprado pelo empresário Paschoal Segreto, em 1904 recebeu o nome de Teatro Carlos Gomes. Sempre foi teatro de propriedade privada. Atualmente tem capacidade para 760 espectadores. Já sofreu 3 grandes incêndios ao longo de sua história: em 1929, 1950 e 1960. O atual prédio data de 1932. Atualmente pertence à Prefeitura do Rio tendo sido restaurado em estilo art- decô e entregue ao público em 1992.
  • 126. IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL A igreja data de 1862, e sua arquitetura religioso remonta ao neogótico, inspirado na catedral de Saint-Pierre, em Genebra. O pastor protestante norte-americano, Ashbel Green Siomonton, introduziu o protestantismo no Brasil e foi o pastor presidente da igreja entre 1862 a 1867, juntamente com o pastor Alexander Latimer Blackford. Ambos chegaram ao Brasil em 1859.
  • 127. RUA DA CARIOCA A rua foi aberta entre 1697 e 1698, ladeando o morro de Santo Antônio, propriedade dos padres franciscanos e originalmente era denominada Rua do Egito. A partir de 1741, passou a ser chamada de Rua do Piolho, que era o apelido de um morador local. Em 1848, a Câmara Municipal a denomina Rua da Carioca, por ser a via usada pela população para buscar água na fonte da Carioca (no atual Largo da Carioca). Em 1906, com as reformas urbanas de Pereira Passos, a rua foi alargada.
  • 128. SOLAR DO VISCONDE DO RIO SECO (SÉCULO XVIII)Residência do então Presidente do Senado da época, Dr. Antônio Petra de Bittencourt, o solar é uma construção do final do século XVIII na Praça Tirandentes 67. Em 1812 foi vendido ao Visconde de Rio Seco, que o usou como residência, e depois vendido ao Barão da Taquara, que o alugou ao clube Fluminense, que funcionou no prédio até 1873. Foi comprado pelo governo imperial, e no período republicano, sediou o Ministério da Justiça até 1930, quando passou a ser sede do Detran (Departamento de Trânsito). Após muitos anos de abandono e descaso, passou a sediar o Centro de Referência do Artesanato Brasileiro.
  • 129. AVENIDA PASSOS A antiga rua do Sacramento passou a denominar-se após 1903 como Avenida Passos, numa homenagem ao prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos, que iniciava na época uma série de reformas urbanas na cidade.
  • 130. CASA FRANKLIN (1911) (AVENIDA PASSOS 36/38) O prédio com fachada em estilo art-nouveaux da Avenida Passos 36/38 data de 1911, quando ali se estabeleceu a Casa Lucas para comércio de material elétrico e hidráulico em geral. Em 1980 foi adquirido pelo Grupo Franklin, empresa de comércio de material elétrico e hidráulico que em 2006 transformou o local num centro de eventos com capacidade para 4 mil pessoas.
  • 131. IGREJA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO DA ANTIGA SÉ (AVENIDA PASSOS, 46) O prédio da igreja foi construído neste local a partir de 1816, tendo seu projeto de construção datado de 1826, o fim das obras em 1859 e em 1875 foram adicionadas as torres. A Irmandade do Santíssimo Sacramento é uma das ordens religiosas mais antigas da cidade, quando em 1565 se estabeleceu no extinto morro do Castelo, dando origem à primeira igreja matriz da cidade, a Igreja de São Sebastião (também demolida na década de 1920). Por conta das más condições de conservação da igreja de São Sebastião, a partir de 1661 a irmandade peregrinou por diversas igrejas da cidade, que tornaram-se Sés. Com a chegada da família real portuguesa ao Rio, em 1808, a Sé foi transferida para a Igreja Nossa Senhora do Carmo (localizada na atual Praça XV) por ser mais próxima do Palácio Municipal. Em 1816, a Irmandade do Sacramento recebe o terreno na sua atual localização e na época a Avenida Passos tinha o nome de Rua do Sacramento.
  • 132. IGREJA NOSSA SENHORA DA LAMPADOSA (AV. PASSOS 13)O prédio atual da pequena igreja data do período de 1930/ 1934, quando foi inaugurado. Originalmente ali existiu entre 1748 até 1930 a antiga igreja, construída pela irmandade de escravos oriundos da Ilha de Lampedusa (no mar Mediterrâneo e atualmente território da Itália). O terreno foi doado à Irmandade Negra de Alampadosa ou Lampadosa em fins de 1740, com objetivo de cultuar a imagem de Nossa Senhora. Um dos prisioneiros da chamada revolta “Inconfidência Mineira”, o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, condenado à morte e á caminho da forca em 21/4/1792, teria parado em frente à igreja para suas últimas orações. O patíbulo estava localizado na esquina das atuais rua Senhor dos Passos e Avenida
  • 133. RUA DO LAVRADIO 1771 – Foi aberta a mando do 2º. Marquês do Lavradio (vice-rei do Brasil de 1760 a 1779), que aterrou o pântano de Pedro Dias. Era o local de residência de importantes famílias da sociedade da época. 1822 – Construído na casa de número 97 a sede do Templo Maçônico do Grande Oriente do Brasil, o Palácio Maçônico, em estilo neoclássico. 1876 – Instalado o Theatro Circo. 1875 – Theatro Edem - Lavradio Na segunda metade do século XIX, a Rua do Lavradio tinha 6 teatros ali instalados. Atualmente, uma parte da rua tem inúmeras lojas de antiquários e de móveis antigos e outra parte da rua tem inúmeros bares e restaurantes, do qual se destaca a casa de shows Rio Scenarium. É um dos pontos mais frequentados da boemia carioca, no chamado “Corredor Cultural”. Na foto, a rua do Lavradio nos anos 1900 a 1910.
  • 134. CASA DO 2º. MARQUÊS DE LAVRADIO NA RUA DO LAVRADIO. A casa do Marquês de Lavradio (vice-rei do Brasil de 1769 a 1779), na Rua do Lavradio esquina com Rua da Relação, foi também palco de muitas festas na cidade. Na época, o Rio de Janeiro não tinha muitas opções de diversões para os poucos nobres que aqui viviam. Atualmente é a sede da Sociedade Brasileira das Belas Artes.
  • 135. REGIÃO DA PRAÇA DA REPÚBLICA CAMPO DA CIDADE CAMPO DE SÃO DOMINGOS CAMPO DE SANTANA CAMPO DA ACLAMAÇÃO
  • 136. CAMPO DE SANTANA CAMPO DA ACLAMAÇÃO (1822) PRAÇA DA REPÚBLICA (1889)O atual Campo de Santana foi uma área alagadiça que foi sendo aterrada no século XVII dando origem ao chamado Campo da Cidade ou Campo de São Domingos. Geograficamente, marcava a divisão entre a área urbana e rural da cidade. E tradicionalmente era o local das grandes festividades e acontecimentos da cidade colonial até os tempos imperiais. De 1753 a 1854, quando ali foi construída a Igreja de Santa Anna, o campo recebeu o nome de Santana. A igreja foi demolida e transferida de local para a construção da estação ferroviária de Dom Pedro II em 1854, e em 1943 tornou-se no prédio da atual estação Central do Brasil. Campo de Santana em pintura de Franz Josef Frühbeck de 1818 Igreja de Santa Anna (1753 a 1854) Notamos a existência de um campo de touradas na cidade, praticadas desde o século XVIII até 1907, quando foram proibidas pelo prefeito Sousa Aguiar.
  • 137. IGREJA DE SANTANA (1753- 1854) ESTAÇÃO DOM PEDRO II (1854 -1930) A Igreja de Santa Anna existiu de 1753 a 1854 (por 101 anos) no sopé do morro da Providência, tendo sido demolida e realocada nas proximidades da atual Praça Onze. No mesmo local foi construída entre 1854 e 1858 a Estação Ferroviária Dom Pedro II, foi também demolida em 1930 para dar lugar ao prédio da Estação Central do Brasil em 1943.
  • 138. PRAÇA DA REPÚBLICA (1889) Entre 1873 a1880, o Campo de Santana passou por uma urbanização por ordem de Dom Pedro II com a criação de jardins projetados pelo engenheiro, botânico e paisagista francês Auguste Glaziou ( o mesmo que projetou os jardins do Palácio da Quinta da Boa Vista). Após 1889, tendo sido ali o local da Proclamação da República, ficou conhecida como Praça da República.
  • 139. ESTÁTUA DE BENJAMIN CONSTANTA estátua ao centro do Campo de Santana é homenagem ao engenheiro militar, professor da Escola Militar, positivista e idealista republicano, Benjamin Constant Botelho de Magalhães (1836/1891), também chamado de “Fundador da República Brasileira” Foi grande divulgador do ideário positivista que marcou o pensamento da jovem oficialidade do Exército brasileiro em sua época, que refletiu-se na proclamação da república no Brasil e nas futuras revoltas do Tenentismo (dos anos 1930) e da Revolução Militar de 1964. Participou da Guerra do Paraguai (entre 1866 e 1867), era crítico da atuação do Barão de Caxias (posteriormente Duque de Caxias) nesta guerra, e após a república foi Ministro da Guerra e também Ministro da Instrução Pública (atual Educação), quando promoveu importante mudanças no sistema de ensino nacional, criando as Escolas Normais (para formação de professores). O lema positivista “Ordem e Progresso” foi incorporado à bandeira nacional após a república, baseado no lema “O Amor como princípio, a
  • 140. SOLAR DO CONDE DOS ARCOS 1819 – Construção do palácio como residência do último vice-rei do Brasil, Marcos de Noronha e Brito, o Conde dos Arcos. O terreno e a casa que ali existia fora “tomado” pelo Príncipe Regente Dom João VI em 1808, quando da chegada da família real portuguesa ao Rio, de seu proprietário Anacleto Elias da Fonseca. O último vice-rei do Brasil, Conde dos Arcos, ali residiu na antiga casa de1808 a 1810, quando foi para Salvador ocupar o cargo de Governador da Bahia até 1817. Quando retorna ao Rio, o rei lhe apresenta a doação deste terreno para construção em 1819 do Solar do Conde dos Arcos. Na regência do príncipe Dom Pedro I, o Conde dos Arcos retorna a Portugal, e o imóvel passa a ser a sede da Câmara Municipal e o Senado (eram juntos na época) a partir de 1824. Após a proclamação da república em 1889, passa a funcionar ali somente o Senado Federal do Brasil até 1925, quando então transferiu-se para o então existente Palácio Monroe (construído em 1906) e após 1961 para a capital em Brasília. De 1925 em diante, o prédio foi ocupado por diversas repartições públicas e finalmente a UFRJ estabeleceu ali a sua Faculdade de Direito, que permanece até os dias de hoje.
  • 141. CAMÂRA MUNICIPAL E SENADO DO BRASIL NO CAMPO DE SANTANA (DE 1824 A 1925) (SOLAR DO CONDE DOS ARCOS) EM 1856