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COMTE, O POSITIVISMO
E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA
As revoluções burguesas do século
XVIII são a base ideológica das
transformações que se seguiram ao
longo do século XIX e que iriam nos
encaminhar em direção ao
nascimento da Sociologia.
O SURGIMENTO DA
SOCIOLOGIA
Quando a França passou pela sua revolução, a
monarquia caiu dando lugar a uma República, tendo
a frente Maximilen de Robespierre, líder dos
jacobinos que ordenou a execução do rei Luís XVI.
Possuía determinada aversão pelo Antigo
Regime e pela forma monárquica de
governo, considerada, com o clericalismo,
uma instituição social ultrapassada.
COMTE, O POSITIVISMO
E AS ORIGENS DA
SOCIOLOGIA
Auguste Comte
Ainda na juventude, quando estudava na Escola
Politécnica de Paris, Comte travou contato com
os ideais revolucionários e desenvolveu aversão
ao governo Bourbon (o qual substituíra
Napoleão no comando da França).
A aversão ao clericalismo tornou-se mais clara
quando Comte voltou-se para o estudo dos
avanços tecnológicos do período, maravilhado
com as descobertas e benefícios trazidos pela
pesquisa científica.
AUGUSTE COMTE
Assim, o cientificismo torna-se o cerne do pensamento
comteano, obcecado em produzir nas ciências humanas
os mesmos resultados e eficiência que os métodos
científicos geraram nas ciências exatas e biológicas.
Esses métodos seriam os principais responsáveis pelo
distanciamento da visão religiosa e pela crença comteana
de que a Revolução de 1789 precisava ser concluída.
Tal conclusão apenas seria possível com a industrialização
da França, levando-a em direção a uma modernização
social, fruto da aplicação de uma ciência humana positiva.
AUGUSTE COMTE
Busto de Auguste Comte (1798-1857), em Paris,
esculpido por Jean Antoine Injalbert, em 1902.
Comte considerava ser necessário
introduzir o método de estudo das
ciências naturais em uma ciência
humana que pretendesse
compreender as relações sociais.
COMTE E A FÍSICA
SOCIAL
Para o sociólogo, não há sentido se o
conhecimento não puder ser observado
exatamente como se manifesta na
realidade: não há distinção entre
realidade prática e as ciências abstratas
que utilizam o pensamento metafísico
para compreender essa realidade
imediata.
Um deve ser necessariamente igual ao
outro sem quaisquer diferenças.
COMTE E A FÍSICA
SOCIAL
Tal princípio levaria Comte a afirmar a
necessária neutralidade do pesquisador
diante dos acontecimentos sociais,
possibilitando-lhe compreender as
relações sociais e a sociedade.
Essa forma de conhecimento (ou ciência)
foi denominada por Comte como física
social e, posteriormente, sociologia.
COMTE E A FÍSICA
SOCIAL
A proximidade com as ciências biológicas
levaria Comte a desenvolver sua teoria dos
três estágios (ou teoria dos três estados).
Essa abordagem do desenvolvimento das
sociedades foi (e ainda é, de certa forma)
usada como justificativa pelas nações
mais industrializadas para dominar,
explorar e retirar as riquezas de
sociedades menos desenvolvidas (do
ponto de vista tecnológico) sob o
argumento de levar a elas o “ideal
civilizacional”.
A LEI DOS TRÊS
ESTÁGIOS
Comte definiu a existência de três estágios
de desenvolvimento das sociedades, em
que estas abandonariam as antigas
crenças e formas de conhecimento para,
lentamente, rumarem a um estado positivo
dominado pela razão científica e pelo
progresso, garantindo assim a satisfação
da sociedade.
A TEORIA DOS TRÊS ESTÁGIOS
O primeiro estágio seria o teológico. Nele, as
sociedades ainda se encontrariam devidamente
influenciadas pelos valores espirituais e
dominadas pelos dogmas que mascaram a
realidade social em nome do mistério divino.
Nesse estágio, as sociedades ainda não valorizam
os homens e as mulheres ou a natureza ao seu
redor, de modo que esta é compreendida como
atributo divino ao qual a humanidade deve ser
fiel, sem jamais questionar.
O ESTÁGIO
TEOLÓGICO
O segundo estágio, o metafísico, é um momento de
transição. Nesse caso, abandonam-se os valores
espirituais, mas não plenamente, de modo que as
primeiras investigações sobre a natureza começam a
ser feitas, limitando-se exclusivamente a
questionamentos intelectuais e abstratos, desprovidos
de qualquer comprovação prática.
Nesse aspecto, o metafísico corresponderia ao
momento em que a filosofia substitui o dogma e a
teologia como formas de concepção do mundo e
passa a investigá-lo, ainda que de forma especulativa,
contemplativa.
O ESTÁGIO
METAFÍSICO
Caracteriza-se pela existência de uma ciência
que investiga a natureza e comprova as
descobertas realizadas de modo a garantir a
aplicação prática destas, levando ao
desenvolvimento tecnológico e a mais conforto
material.
Para Comte, esse seria o último estágio
civilizacional e corresponderia, de forma geral, à
situação dos países europeus que viviam a
modernização urbano-industrial do século XIX,
passando a deter uma compreensão e
transformação da natureza nunca alcançada
pelas gerações e civilizações anteriores.
O ESTÁGIO
POSITIVO
O entendimento de que haveria uma perda de
parte dos valores morais e éticos durante o
século XIX que levaria Comte, no final de sua
vida, a dedicar-se à criação de uma “religião da
humanidade”, uma doutrina, para Comte,
desprovida do caráter dogmático das religiões
tradicionais e tendo na razão e no caráter moral
elevado os valores de sua sustentação.
Mesmo marcada pelo
cientificismo, essa concepção
religiosa levou parte significativa
dos intelectuais a se distanciar de
Comte.
Sua dedicação à construção de
uma “religião da humanidade” iria
também assinalar uma ruptura
com outros pensadores do período,
incluindo seu discípulo Émile
Durkheim (1858 1917), um dos
maiores responsáveis pelo
desenvolvimento posterior da
sociologia.
Templo positivista em Porto Alegre – RS
Comte, no entanto, não estava
satisfeito com sua concepção
teórica da realidade, mesmo
porque passou a perceber um fator
que contrastava com sua teoria
positivista: a sociedade industrial
contemporânea passava por
transformações profundas nos
costumes, de modo que o senso
moral e ético se perdia em nome do
lucro e da acumulação de riquezas.
O termo Sociologia foi criado
em 1838 (séc. XIX) por Auguste
Comte, que pretendia unificar
todos os estudos relativos ao
homem — como a História, a
Psicologia e a Economia.
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COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA

  • 1. COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA
  • 2. As revoluções burguesas do século XVIII são a base ideológica das transformações que se seguiram ao longo do século XIX e que iriam nos encaminhar em direção ao nascimento da Sociologia. O SURGIMENTO DA SOCIOLOGIA Quando a França passou pela sua revolução, a monarquia caiu dando lugar a uma República, tendo a frente Maximilen de Robespierre, líder dos jacobinos que ordenou a execução do rei Luís XVI.
  • 3. Possuía determinada aversão pelo Antigo Regime e pela forma monárquica de governo, considerada, com o clericalismo, uma instituição social ultrapassada. COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA Auguste Comte
  • 4. Ainda na juventude, quando estudava na Escola Politécnica de Paris, Comte travou contato com os ideais revolucionários e desenvolveu aversão ao governo Bourbon (o qual substituíra Napoleão no comando da França). A aversão ao clericalismo tornou-se mais clara quando Comte voltou-se para o estudo dos avanços tecnológicos do período, maravilhado com as descobertas e benefícios trazidos pela pesquisa científica. AUGUSTE COMTE
  • 5. Assim, o cientificismo torna-se o cerne do pensamento comteano, obcecado em produzir nas ciências humanas os mesmos resultados e eficiência que os métodos científicos geraram nas ciências exatas e biológicas. Esses métodos seriam os principais responsáveis pelo distanciamento da visão religiosa e pela crença comteana de que a Revolução de 1789 precisava ser concluída. Tal conclusão apenas seria possível com a industrialização da França, levando-a em direção a uma modernização social, fruto da aplicação de uma ciência humana positiva. AUGUSTE COMTE Busto de Auguste Comte (1798-1857), em Paris, esculpido por Jean Antoine Injalbert, em 1902.
  • 6. Comte considerava ser necessário introduzir o método de estudo das ciências naturais em uma ciência humana que pretendesse compreender as relações sociais. COMTE E A FÍSICA SOCIAL
  • 7. Para o sociólogo, não há sentido se o conhecimento não puder ser observado exatamente como se manifesta na realidade: não há distinção entre realidade prática e as ciências abstratas que utilizam o pensamento metafísico para compreender essa realidade imediata. Um deve ser necessariamente igual ao outro sem quaisquer diferenças. COMTE E A FÍSICA SOCIAL
  • 8. Tal princípio levaria Comte a afirmar a necessária neutralidade do pesquisador diante dos acontecimentos sociais, possibilitando-lhe compreender as relações sociais e a sociedade. Essa forma de conhecimento (ou ciência) foi denominada por Comte como física social e, posteriormente, sociologia. COMTE E A FÍSICA SOCIAL
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  • 10. A proximidade com as ciências biológicas levaria Comte a desenvolver sua teoria dos três estágios (ou teoria dos três estados). Essa abordagem do desenvolvimento das sociedades foi (e ainda é, de certa forma) usada como justificativa pelas nações mais industrializadas para dominar, explorar e retirar as riquezas de sociedades menos desenvolvidas (do ponto de vista tecnológico) sob o argumento de levar a elas o “ideal civilizacional”. A LEI DOS TRÊS ESTÁGIOS
  • 11. Comte definiu a existência de três estágios de desenvolvimento das sociedades, em que estas abandonariam as antigas crenças e formas de conhecimento para, lentamente, rumarem a um estado positivo dominado pela razão científica e pelo progresso, garantindo assim a satisfação da sociedade. A TEORIA DOS TRÊS ESTÁGIOS
  • 12. O primeiro estágio seria o teológico. Nele, as sociedades ainda se encontrariam devidamente influenciadas pelos valores espirituais e dominadas pelos dogmas que mascaram a realidade social em nome do mistério divino. Nesse estágio, as sociedades ainda não valorizam os homens e as mulheres ou a natureza ao seu redor, de modo que esta é compreendida como atributo divino ao qual a humanidade deve ser fiel, sem jamais questionar. O ESTÁGIO TEOLÓGICO
  • 13. O segundo estágio, o metafísico, é um momento de transição. Nesse caso, abandonam-se os valores espirituais, mas não plenamente, de modo que as primeiras investigações sobre a natureza começam a ser feitas, limitando-se exclusivamente a questionamentos intelectuais e abstratos, desprovidos de qualquer comprovação prática. Nesse aspecto, o metafísico corresponderia ao momento em que a filosofia substitui o dogma e a teologia como formas de concepção do mundo e passa a investigá-lo, ainda que de forma especulativa, contemplativa. O ESTÁGIO METAFÍSICO
  • 14. Caracteriza-se pela existência de uma ciência que investiga a natureza e comprova as descobertas realizadas de modo a garantir a aplicação prática destas, levando ao desenvolvimento tecnológico e a mais conforto material. Para Comte, esse seria o último estágio civilizacional e corresponderia, de forma geral, à situação dos países europeus que viviam a modernização urbano-industrial do século XIX, passando a deter uma compreensão e transformação da natureza nunca alcançada pelas gerações e civilizações anteriores. O ESTÁGIO POSITIVO
  • 15. O entendimento de que haveria uma perda de parte dos valores morais e éticos durante o século XIX que levaria Comte, no final de sua vida, a dedicar-se à criação de uma “religião da humanidade”, uma doutrina, para Comte, desprovida do caráter dogmático das religiões tradicionais e tendo na razão e no caráter moral elevado os valores de sua sustentação.
  • 16. Mesmo marcada pelo cientificismo, essa concepção religiosa levou parte significativa dos intelectuais a se distanciar de Comte. Sua dedicação à construção de uma “religião da humanidade” iria também assinalar uma ruptura com outros pensadores do período, incluindo seu discípulo Émile Durkheim (1858 1917), um dos maiores responsáveis pelo desenvolvimento posterior da sociologia. Templo positivista em Porto Alegre – RS
  • 17. Comte, no entanto, não estava satisfeito com sua concepção teórica da realidade, mesmo porque passou a perceber um fator que contrastava com sua teoria positivista: a sociedade industrial contemporânea passava por transformações profundas nos costumes, de modo que o senso moral e ético se perdia em nome do lucro e da acumulação de riquezas.
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  • 19. O termo Sociologia foi criado em 1838 (séc. XIX) por Auguste Comte, que pretendia unificar todos os estudos relativos ao homem — como a História, a Psicologia e a Economia. @professor_bidu
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