INTRODUÇÃO        Problemática teórica        Com o intuito de sermos avaliadas na cadeira de História das Ideais Política...
CAPÍTULO I – ENQUADRAMENTO TEÓRICO     1.1 Noção     Comunismo enquanto doutrina ou sistema social, preconiza a comunidade...
da II guerra mundial constitui um dado essencial na regulação do sistema mundial, poisdeu origem a dois subsistemas organi...
China, restringem a ação dos mecanismos de mercado e dão ênfase cada vez maior aosincentivos psicológicos e à criação de p...
humano, a tecnologia proporcionaria ampla abundância de bens, cuja distribuiçãopoderia deixar de ser antagônica, realizand...
Para ele, tanto as mudanças passadas, quanto a Revolução socialista que poria fim aocapitalismo, eram necessidades históri...
2.3- O fim do Comunismo       Após a queda do muro de Berlim, em 1989 o comunismo foi considerado mortopor vários pensador...
CONCLUSÃO    Em jeito de conclusão do nosso trabalho podemos averiguar que o Comunismoenquanto sistema político-económico ...
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  1. 1. INTRODUÇÃO Problemática teórica Com o intuito de sermos avaliadas na cadeira de História das Ideais Políticas,apresentamos este trabalho que tem como tema: “O COMUNISMO”, enquantodoutrina ou sistema social que preconiza a comunidade de bens e a supressão dapropriedade privada dos meios de produção, abordando no enquadramento teórico dopresente trabalho a noção do respectivo tema, uma síntese daquilo que é a história doComunismo entre outros aspectos. Desta feita no decorrer da formação do presentetrabalho surgiram questões das quais ressaltam as seguintes: O que é o Comunismo? Quais o objectivos do mesmo? Relação entre Socialismo e Comunismo? Em que países teve origem e seus efeitos? Quais os idealistas deste sistema? Metodologia No tocante a metodologia optada para a elaboração deste trabalho de pesquisa,e tendo em conta a acessiblidade do material correspondente ao objecto de trabalho,odoptou-se a pesquisa bibliográfica, efectuada nas bibliotecas da Universidade católicade Angola, entre outras instituições, bem como recurso a Internet em detrimento dapesquisa pela entrevista ou inquérito por razões de escassez de tempo eindisponibilidade de pessoas para dar respostas aos mesmos métodos. 1
  2. 2. CAPÍTULO I – ENQUADRAMENTO TEÓRICO 1.1 Noção Comunismo enquanto doutrina ou sistema social, preconiza a comunidade de bens ea supressão da propriedade privada dos meios de produção,visando em geral a luta contraa exploração do homem pelo homem pressupondo a eliminação de toda e qualquerdesigualdade social abolindo grupos e classes sociais. O objetivo do comunismo é atingirassim a mais ampla igualdade entre os membros da sociedade. Segundo Karl Marx,revolucionário socialista alemão o comunismo seria a fase final na sociedade humana, oque seria alcançado através de uma revolução proletária. O "comunismo puro", no sentidomarxista refere-se a uma sociedade sem classes, sem Estado e livre de opressão, onde asdecisões sobre o que produzir e quais as políticas devem prosseguir são tomadasdemocraticamente, permitindo que cada membro da sociedade possa participar doprocesso decisório, tanto na esfera política e econômica da vida. Como uma ideologia política, o comunismo é geralmente considerado como aetapa final do socialismo, um grupo amplo de filosofias econômicas e políticas querecorrem a vários movimentos políticos e intelectuais com origens nos trabalhos deteóricos da Revolução Industrial e da Revolução Francesa. O comunismo pode-se dizerque é o contrário do capitalismo, oferecendo uma alternativa para os problemas daeconomia de mercado capitalista e do legado do imperialismo e do nacionalismo. Marxafirma que a única maneira de resolver esses problemas seria pela classe trabalhadora(proletariado), que, segundo Marx, são os principais produtores de riqueza na sociedadee são explorados pelos capitalistas de classe (burguesia), para substituir a burguesia, afim de estabelecer uma sociedade livre, sem classes ou divisões raciais. 1.2- Breve historial sobre o comunismo A origem da expressão comunismo é associada à república de Platão onde ficavamrestritas as classes superiores da sociedade (Silva,2001, p.23). Com o fim da II guerramundial em 1945, havia que reconstruir uma nova ordem internacional. Mas os povoseuropeus economicamente destruídos e fragilizados cedo perceberam que a grandealiança vencedora da guerra não ia durar muito uma vez que nela estavam representadosdois sistemas políticos cujas diferenças acabariam inevitavelmente por emergir uma vezalcançada a paz. O equilíbrio geopolítico e geoestratégico organizado pelos vencedores 2
  3. 3. da II guerra mundial constitui um dado essencial na regulação do sistema mundial, poisdeu origem a dois subsistemas organizada escala mundial, são eles: Bloco ocidental, liderado pelos E.U. A e tinha como política o capitalismo; Bloco do leste, liderado pela U.R.S. S que tinham como política o comunismo. A doutrina comunista apresenta numerosas correntes, como o Leninismo e oMaoísmo são baseados no Marxismo, embora cada uma dessas variantes tenhamodificado as ideias originais, todas elas preconizando a abolição da propriedadeprivada e a apropriação e comum de todas as coisas que satisfazem, direta ouindiretamente, necessidades humanas. A instauração do comunismo foi feita em alguns países, principalmente na UniãoSoviética e República Popular da China onde, adeptos da doutrina comunista,procuraram transformar a sociedade mediante a conquista revolucionária do poderpolítico. Em outros países o comunismo foi imposto pela União Soviética ao final daSegunda Guerra Mundial, formando-se o bloco socialista, incluindo Polônia,Tchecoslováquia, Hungria, Romênia, Albânia e Alemanha Oriental. Outros países,pertencentes ao Terceiro Mundo (como a Argélia), passaram a integrar o blocosocialista em decorrência das chamadas guerras de libertação nacional. Como passoinicial, eles tem promovido a estatização dos meios de produção (fábricas, fazendas,etc.) e de distribuição (transporte, comércio), instaurando diferentes sistemas deplanejamento que variam, segundo o país e o momento, no seu grau de países, noentanto, os mecanismos de mercado foram inteiramente abolidos. As tentativas de aplicar o planejamento geral esbarraram com dificuldades que,em parte, eram esperadas e que se acentuam na medida em que a melhoria do nível debem-estar permitia a elevação e a diversificação das aspirações. Quando taisdificuldades foram sendo reconhecidas, novas modalidades de planejamento foramdesenvolvidas. Essas novas modalidades procuram combinar, de diferentes maneira, oplanejamento com mecanismos de mercado. A procura de critério objetivos de avaliaçãode eficiência e de incentivos ao aumento da produtividade tem levado a um significativadiferenciação entre os chamados "regimes comunistas". Enquanto alguns, como o daIugoslávia, recorreram ao mecanismos de mercados, restringindo a área doplanejamento e recorrendo crescentemente a incentivos materiais, outros, como o da 3
  4. 4. China, restringem a ação dos mecanismos de mercado e dão ênfase cada vez maior aosincentivos psicológicos e à criação de padrões de conduta segundo uma éticarevolucionária. 1.2.1- O Comunismo Utópico Considerado por muitos enquanto utópico ou seja fantasioso pelo facto deconsiderar que todas as formas políticas até então existentes como superficiais náocorrigiram as desigualdades do sistema económico, assumindo um caractér políticomais amplo a partis da Revolução Francesa em 1789. As primeiras grandes utopias docomunismo foram formuladas no sec. XV e XVII, quando se consolidou comoirremediável a transição para a vida burguesa (Silva,2001, p.21). A partir da idademoderna os ideais comunistas não eram mais apenas nascidos dos grandes pensadores,mas emergiam juntos dos movimentos revolucionários populares. 1.3- Distinção entre Comunismo e SocialismoTal como ja fora supracitado, o comunismo é uma ideologia política e socioeconômica,que pretende promover o estabelecimento de uma sociedade igualitária, baseada napropriedade comum sendo por isto distinto de Socialismo, enquanto fase de transiçãopara o comunismo.O conceito tem sua origem no radical Sócio cuja transcriçãocorresponde: Associado, companheiro, ou ainda do termo francês socialisme, do latimSocialismus,(Grade dicionário etimológico-Prosódico da língua portuguesa pg:3791 ).Como uma ideologia política, o comunismo é geralmente considerado como a etapafinal do socialismo, um grupo amplo de filosofias econômicas e políticas que recorrema vários movimentos políticos e intelectuais com origens nos trabalhos de teóricos daRevolução Industrial e da Revolução Francesa. CAPÍTULO II- OS IDEALIZADORES DO COMUNISMO As doutrinas comunistas mais antigas, anteriores à Revolução Industrial,punham toda ênfase nos aspectos distributivistas, colocando a igualdade social, isto é, aabolição das classes, como o objetivo supremo. Com Karl Heinrich Marx (1818-1883) eFreidrich Engels (1820-1895), fundadores do chamado "socialismo científico", a ênfasedeslocou-se para a plena satisfação das necessidades humanas, possibilitada pelodesenvolvimento tecnológico: mediante a elevação da produtividade do trabalho 4
  5. 5. humano, a tecnologia proporcionaria ampla abundância de bens, cuja distribuiçãopoderia deixar de ser antagônica, realizando-se a igualdade numa situação de bem-estargeral.O comunismo, que corresponderia ao pleno "reino da liberdade e da abundância",poderia instaurar a repartição segundo o princípio de "a cada um segundo suanecessidade". Muitos foram os idealizadores desta doutrina, todavia importa salientarcom maior precisão os ideais do principal mentor da mesma doutrina, Karl Marx. 2.1- Karl Heinrich Marx Idealizador de uma sociedade com uma distribuição de renda justa eequilibrada, o economista, cientista social e revolucionário socialista alemãoKarl Heinrich Marx, nasceu na data de 05 de maio de 1818, cursou Filosofia,Direito e História nas Universidades de Bonn e Berlim e foi um dos seguidoresdas idéias de Hegel. Karl Marx foi o responsável pela análise econômica e histórica mais detalhadada evolução das relações econômicas entre as classes sociais, razão pela qual éconsiderado o pai do "socialismo científico".Marx procurou demonstrar a dinâmicaeconômica que levou a sociedade, partindo do comunismo primitivo, até a concentraçãocada vez mais acentuada do capital e o aparecimento da classe operária. Esta, ao mesmotempo seria filha do capitalismo, e a fonte de sua futura ruína. Marx se diferenciou dosseus precursores por explicar a evolução da sociedade em termos puramenteeconômicos, e se referir à acumulação do capital através da mais-valia de forma maisclara que seus antecessores.Marx considerava, ao contrário de muitos dos seus contemporâneos e de muitos críticosactuais, o comunismo um "movimento real" e não um "ideal" ou "modelo de sociedade"produzido por intelectuais. Este movimento real, para Marx, se manifestava nomovimento operário. Inicialmente ele propôs que a classe operária fizesse um processode estatização dos meios de produção ao derrubar o poder da burguesia, para depoishaver a supressão total do Estado. Após a experiência da Comuna de Paris, ele revê estaposição e passa a defender a abolição do Estado e o "autogoverno dos produtoresassociados". No entanto, também diferentemente dos outros autores, Marx acreditavaque a sociedade era regida por leis econômicas que eram alheias à vontade humana. 5
  6. 6. Para ele, tanto as mudanças passadas, quanto a Revolução socialista que poria fim aocapitalismo, eram necessidades históricas que fatalmente aconteceriam. 2.2- Problemas da doutrina Comunista Os críticos do comunismo, baseados na observação dos problemas que surgiramnos países socialistas, apresentam dois argumentos: 1. O mecanismo do mercado não pode ser inteiramente substituído pelo planejamento numa sociedade que adota extensa divisão social do trabalho, na qual dezenas de milhares de produtos diferentes tem que ser repartidos entre milhões de pessoas, cujas necessidades diferem de acordo com suas características de sexo, idade, origem cultural e idiossincrasias pessoais; 2. O planejamento geral, ao não tomar em consideração as necessidades e vontades dos consumidores, requer uma férrea ditadura, em que as liberdades individuais devem ser abolidas, não só no terreno econômico como no político. A aplicação prática dos princípios comunistas tem sido tentada desde a mais remotaantiguidade. Certas sociedades tribais viviam em comunismo, não devido à sua elevadaprodutividade, mas em virtude de sua pobreza. É o chamado "comunismo primitivo". 2.2.1- O Anticomunismo Segundo Luciano Bunet, citado por Carla L. Silva (2001), o anticomunismodeveria ser obviamente entendida como oposição a ideologia e os objectivoscomunistas. Após a Revolução de Outubro de 1917, o Comunismo entrou na cenamundial não como um movimento organizado e difuso mas também como umaalternativa política real em relação aos regimes tradiconais. Bonet aponta ainda que oanticomunismo pode atingir um comportamento fundamental da cultura política dosregimes democráticos, assumindo uma função importante na integração sócio-política ena legitimação do sistema. Todavia um sistema que tenta colocar dos os membros deuma sociedade ao mesmo nível de igualdade não poderia ter êxito, partindo do princípioque cada ser humano é especial na sua particularidade com aptidões próprias que nosdestinguem uns dos outros, razão pela qual em 1516, Thomas More publicou“UTOPIA”, onde afirmara que dinheiro e justiça não poderiam conviver. 6
  7. 7. 2.3- O fim do Comunismo Após a queda do muro de Berlim, em 1989 o comunismo foi considerado mortopor vários pensadores, intelectuais e pela mídia. O marxismo manteve-se sob outrasformas, como na China, com o maoísmo, em Cuba, com Fidel Castro e, maisduramente, na Coreia do Norte, com Kim Il-sung e o seu filho Kim Jong-il. Segundoalguns pensadores, mais como uma referência filosófica e política geradora de algumapolêmica do que propriamente um ente político de largo espectro, pois ter-se-ia limitadoao nível de Governo, deixando o povo com relativa liberdade de acordo com cadanorma vigente no respectivo país. O marxismo mantém-se, contudo, como umareferência filosófica e política, (polémica, é certo), que não deve ser desprezada nocontexto da globalização. Os seguidores desta doutrina política defrontam-se, entretanto, com as novasrealidades históricas que têm originado movimentos reformadores que pretendemrepensá-la. O projeto de instauração de uma sociedade comunista ainda é defendido pordiversas correntes e pensadores, alguns mantendo a concepção que inspirou aRevolução Bolchevique, o leninismo (para quem as "renovações" são apenas sinal desubjugação ao capitalismo), e outros, fazendo revisão ou aderindo às correntescomunistas antileninistas. O socialismo continuou de outra maneira em diversos paísesdo mundo. 7
  8. 8. CONCLUSÃO Em jeito de conclusão do nosso trabalho podemos averiguar que o Comunismoenquanto sistema político-económico possuía grandes ideais uma vez que visavam emgeral o bem- estar social, tendo sempre em conta a dignidade da pessoa humana, poréma sua aplicação falhou por inúmeras razões das quais ressalta a individualidade de cadaum, pois um sistema que tenta colocar dos os membros de uma sociedade ao mesmonível de igualdade não poderia ter êxito, partindo do princípio que cada ser humano éespecial na sua particularidade com aptidões próprias que nos destinguem uns dosoutros, razão pela qual em 1516, Thomas More publicou “UTOPIA”, onde afirmaraque dinheiro e justiça não poderiam conviver. 8
  9. 9. BIBLIOGRAFIANsiangengo, P.,Kianzowa B., Silva, N.F., Pereira,R., Emanuel,V.G, et al, (2011).“ Manual de História 9ª classe” 1ª Edição. Livraria MensagemSILVA,C,L.(2001). “Onda vermelha. Imaginários comunistas brasileiros (1931-1934)”.1ª Edição. Volume Ihttp://www.algosobre.com.br/historia/comunismo.htmlhttp://www.suapesquisa.com/biografias/marx/http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo 9

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